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Anomalia Anorretal (AAR) 
O QUE É: compreendem malformações congênitas envolvendo o ânus e o reto. 
- A incidência dessas malformações varia entre 1:2.000 a 1:5.000 nascidos vivos. 
• Pais com filho com AAR possui 1% de chance do 2º filho ter o defeito. 
• Sexo masculino: o mais comum é a fistula retoreteral e em segundo é perineal 
• Sexo feminino: o mais comum é a retovestibular e o segundo é perineal 
• O anus imperfurado representa apenas 5% em ambos os sexos. 
- A origem das AAR está em uma falha do desenvolvimento embrionário. A partir da 
quarta semana de vida embrionária ocorre a formação do sistema gastrointestinal a partir 
do endoderma interrupções ou defeitos durante este processo acarretam diferentes 
malformações. 
CLASSIFICAÇÃO: 
• Fistula retouretral: 
o Ocorre a comunição do reto com a face posterior da uretra. 
o Classifica em porção superior (próstata) e inferior (bulbar) 
o Mais comum nos meninos. 
 
• Fistula retoperineal: 
o Ocorre em ambos os sexos. 
o A porção inferior do reto abre-se no períneo 
 
 
• Fistula retovesical: 
o O reto se comunica com o colo da bexiga, não possui parede comum. 
 
• Fistular vestibular: 
o Porção inferior do reto e a vagina possuem uma comunicação da parede 
o Apenas no sexo feminino 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Persistencia Cloaca: 
o É uma malformação no qual o reto, vagina e trato urinário possuem um 
único canal comum 
 
• Anus imperfurado sem fistula: 
o É pouco comum, possuindo as mesmas características em ambos os sexos. 
o O reto termina em fundo cego (1-2cm) acima do períneo 
o Associada a outras síndromes, ex: síndrome de down. 
• Estenose e atresia retal: 
o Atresia, quando o reto termina em fundo cego e estenose quando ocorre 
uma comunição limite entre o reto e a cavidade anal. 
o Diagnosticado quando vai medir a temperatura retal, apresentando um 
canal menor que 1-2 cm. 
o Ocorre em ambos os sexos. 
 
DIAGNOSTICO: 
Exames de imagem: possui o objetivo de avaliar a distância entre a porção retal 
proximal e o anus imperfurado. 
• Radiografia 
• USG perineal 
• Colostograma distal 
• RM 
o Além disso deve ser investigado outras anomalias 
Atenção: 
- RN com AAR não apresentam distensão abdominal ao nascimento, apenas após as 16-
24h de vida, devido a não eliminação do mecônio (fistula perineais e urinarias). 
- Se, em 24 h, não houver evidência de fístula, essas crianças deverão se submeter ao 
invertograma (um exame radiológico, colocadas em posição pronada, com incidência de 
raios laterais, para determinar a distância entre a pele e a bolsa retal. Caso esta seja maior 
que 1 cm, deve ser realizada a colostomia) 
PROCEDIMENTO CIRURGICO: 
Anorretoplastia sagital posterior (PSARP) 
• A primeira tem uso mais difundido, foi descrita em 1982 por Devries e Penã, 
sendo o procedimento padrão. 
• É realizada em três estágios, que duram de semanas a meses: a princípio realiza-
se uma colostomia, seguida pela anorretoplastia sagital posterior e, por fim, 
fechamento da colostomia. 
• Procedimento que pode ser realizado inicialmente ou a partir da 4ª a 8ª semana 
após colostomia 
• Porém, esse método, por ter várias etapas e procedimentos invasivos, submete o 
paciente a risco aumentado de infecção de ferida operatória, sangramentos e 
sepse. 
 
 
 
Após a cirurgia para correção da anomalia, é necessário que a criança inicie um processo 
de dilatação anal com velas de Hegar, por volta do 14º pós-peratório após a retirada dos 
pontos. 
• A mae é instruída a realizar a dilatação duas vezes ao dia, cada semana aumenta 
o calibre da 1mm até o calibre desejado seja alcançado. 
• Quando os pais percebem que a sonda esta sendo introduzida com facilidade, sem 
resistência e dor, elas realizam: 
 
• após o calibre desejado ser alcançado, pode ocorrer o fechamento da colostomia. 
• Caso o esquema não seja feito correto, pode ocorrer estenose. 
 
COMPLICAÇÕES NO POS: 
• Após o fechamento do colostomia pode ocorrer diarreia, sendo necessária uma 
dieta constipante. 
• Após as evacuações diminuem, podendo ocorrer constipação (podendo ocorrer 
hipomotilidade) 
Constipação 
• Consumo de água adequado; 
• Consumir ¾ porções de frutas, preferencialmente com casca; 
• Preferir as fibras insolúveis; 
• Evitar industrializados; 
• Atividade física

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