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VIVÊNCIAS EDUCATIVAS
AS BRINCADEIRAS E A LUDICIDADE DESENVOLVEM
Alda Conceição Cordeiro de Oliveira¹
Damiana dos Santos Alves Silva
Julyete dos Santos Rocha
Maria Madalena Rios de Oliveira
Neumara Dygas²
	
RESUMO
Este estudo tem como objetivo apresentar as vivências educativas na educação infantil enfatizando o lúdico, onde auxilia no desenvolvimento da educação. É imprescindível as crianças frequentarem uma escola, mas para que a escola não seja um fardo e sim algo que proporcione prazer, é preciso alguns fatores, como a criatividade, interesse motivação tanto dos alunos como dos professores. Observaram-se as atividades desenvolvidas dentro da sala de aula, através do lúdico, brincadeiras e brinquedos disponibilizados para as crianças. Durante o desenvolvimento deste projeto, foi possível identificar e reconhecer se os educadores estão preparados e conscientes da importância de trabalhar o brincar dentro da sala de aula. O lúdico na educação infantil é de fundamental importância porque proporciona uma aprendizagem interativa e prazerosa. Através do mesmo, a criança aprende brincando. O objetivo principal da educação infantil é contribuir para a aprendizagem, bem como o desenvolvimento dos aspectos físicos, socioemocionais e intelectual da criança. Ao longo da leitura deste trabalho, esperamos repassar nossos conhecimentos acerca do tema de forma coesa, didática e bem argumentada, de modo que caso surjam dúvidas ao longo desta leitura, as mesmas possam ser sanadas ao final da leitura. Por fim, esperamos contribuir com mais um conhecimento para a sua vida, querido leitor. 
Palavras-chave: Brincar. Desenvolver. Lúdico.
1. INTRODUÇÃO
Desde as idades mais primitivas sabemos que a criança gosta de brincar, está sempre em constante movimento, e porque não usar isso para educar as crianças. Os jogos e brincadeiras são atividades lúdicas que ao mesmo tempo em que produzem prazer, desenvolvem a criança, para que ela cresça um adulto criativo e completo em todos os aspectos.
As crianças precisam vivenciar, tocar, observar tudo ao seu redor, e é assim que começam a aprender e conhecer as coisas, e a observação é um instrumento super útil na construção de um olhar que é capaz de raciocinar, conforme Weffort (1996).
Trabalhar com a ludicidade, é algo bastante importante, pois as crianças por meio de brincadeiras demonstram sentimentos, emoções e aprendem os valores que são indispensáveis que serão levados para a vida.
A escola é a mediadora neste processo e precisa ser criativa e dinâmica na hora de ensinar as crianças para que elas tenham o prazer e desejo de ir a escola, e o principal que se desenvolvam os aspectos social, emocional, intelectual e motor.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Pensar em ludicidade é pensar na criança, na brincadeira e no aprendizado que a mesma pode obter por meio desses jogos. O aprendizado do aluno não necessariamente depende apenas de conteúdos teóricos explicados em sala de aula pelo professor, mas também por parte de jogos e brincadeiras, principalmente na educação infantil, dado que a criança está tendo seus primeiros contatos com diferentes tipos de aprendizagem. “A criança constrói e reconstrói sua compreensão de mundo por meio do brincar; amadurecem algumas capacidades de socialização, por meio da interação, da utilização e experimentação de regras e papéis sociais presentes nas brincadeiras”. (OLIVEIRA, P,2. 2017).
Dessa forma, cabe ao pedagogo ser o instrutor, analisando os mínimos detalhes para saber atuar de maneira pacífica com a criança, observando suas dificuldades e no que a mesma tem mais facilidade. Neste processo, um aprenderá com o outro, pois a criança despertará sua curiosidade e o pedagogo analisará as etapas que a levaram a aprender.
A escola muitas vezes é entendida como um espaço onde a criança ficará um determinado tempo aprendendo conteúdos essenciais como português, matemática, entre outros, entretanto a escola é muito mais que isso. O espaço escolar também deve ser entendido como um espaço divertido, dado que a criança tem mais facilidade em aprender por meio da diversão. “[...] ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua construção.” (Freire, 1996, p. 47).
Desde muito cedo, ainda enquanto estávamos no ensino fundamental menor (educação infantil), nossos professores sempre buscavam expandir nossos conhecimentos, trabalhando conosco várias temáticas, entre elas jogos, brincadeiras, danças e músicas. E mesmo que aquelas simples brincadeiras não fizessem sentido pra gente naquele tempo, nossos professores buscavam explorar nossas habilidades e capacidades, usando cantigas e brincadeiras antigas contribuindo para nossa formação e propondo uma valorização da nossa cultura. 
Brincar é uma das atividades fundamentais para o desenvolvimento da identidade e da autonomia. O fato de a criança, desde muito cedo poder se comunicar por meio de gestos, sons e mais tarde, representar determinado papel na brincadeira, faz com que ela desenvolva sua imaginação. Nas brincadeiras, as crianças podem desenvolver algumas capacidades importantes, tais como a atenção, a imitação, a memória, a imaginação. Amadurecem também algumas capacidades de socialização, por meio da interação, da utilização e da experimentação de regras e papéis sociais. (LOPES, 2006, p.110).
Partindo do ponto da musicalização na educação infantil, é de extrema importância que o professor saiba trabalhar conteúdos remetentes à música, não só porque a escutamos em nosso dia a dia, mas sim para a complementação do conhecimento do aluno. Através da música, algumas temáticas podem ser trabalhadas como por exemplo o letramento e a matemática, uma vez que há canções que ensinam o alfabeto, operações matemáticas, história do Brasil, entre outros.
Na música, além de envolver aprendizados por meio das áreas de conhecimento citadas acima, o professor deve sempre buscar trabalhar com canções que remetem nossa cultura, uma vez que com o passar do tempo, através de inovações, algumas canções foram menosprezadas por crianças e adolescentes.
É de suma importância que o professor saiba selecionar jogos e brinquedos de acordo com a idade da criança, pois dependendo da faixa etária do aluno, há um brinquedo e/ou uma brincadeira específica para ele, conforme o desenvolvimento do aluno ao longo de seu crescimento. 
É válido salientar que o professor deve sempre inovar em suas atividades lúdicas para que os alunos não se prendam na mesma temática, como por exemplo todos os dias cantar a mesma canção. Ronca (1989) afirma que através do movimento lúdico, a criança constrói classificações, desenvolve raciocínio lógico, desempenha diversas funções e torna o conhecimento como fonte prazerosa.
Ademais, é essencial que as escolas contem com uma brinquedoteca escolar, dado que es se espaço é crucial para o desenvolvimento mental, psicológico, físico e social da criança. Na brinquedoteca é importante dar atenção á quais tipos de brinquedos as crianças brincam, além de observar as crianças no processo de construção de relação com outras crianças. O brincar é essencial para a criança na educação infantil, porque desencadeiam vivências essenciais para seu desenvolvimento como ser sociável.
Adiante, a arte de contar histórias para as crianças também deve ser entendida como uma atividade lúdica, pois a mesma desperta um dos principais instrumentos de diversão da criança, a imaginação. A imaginação é como um espaço feito em nossas mentes que nos proporciona criar e viver o que quisermos, ainda mais para a criança que tem facilidade em criar um universo de diversão ao seu redor. 
A educação lúdica, na sua essência, além de contribuir e influenciar na formação da criança e do adolescente, possibilitando um crescimento sadio, um enriquecimento permanente, integra-se ao mais alto espírito de uma prática democrática enquanto investe em uma produção séria do conhecimento. A sua prática exige a participação franca, criativa, livre, crítica, promovendo a interação social e tendo em vista o forte compromissode transformação e modificação do meio. Almeida (1994, p. 41).
O que faz do professor um ser tão essencial no processo de alfabetização e ludicidade do aluno, é que o mesmo está cada vez mais inovando e se adaptando as mudanças, buscando sempre ensinar e apender com seus alunos. Toda atividade feita por meio de brincadeiras é pensada nos mínimos detalhes, pensado sempre com que o aluno aprenda, mas acima de tudo se divirta.
3. MATERIAIS E MÉTODOS
Na construção dessa pesquisa bibliográfica de cunho qualitativa, buscamos nos informar e desenvolver metodologias para ajudar no processo de ensino aprendizagem das crianças baseada nas vivências educativas dentro e fora do âmbito escolar, buscando resolver a problemática vivenciada por eles ao longo de seu processo de ensino, usando como principais ferramentas, a investigação e a praticidade nos processos educacionais.
Ao decorrer desta investigação, com algumas restrições, conseguimos colocar em vigor uma atividade presencial com poucas crianças em sua própria casa, seguindo todas as normas de prevenção, obtivemos bastante sucesso em sua prática, na qual tínhamos como objetivo trabalhar a ludicidade, a interatividade, o raciocínio lógico e o processo cognitivo, características essenciais para a formação escolar dos discentes. 
O método deriva da metodologia e trata do conjunto de processos pelos quais se torna possível conhecer uma determinada realidade, produzir determinado objeto ou desenvolver certos procedimentos ou comportamentos. Portanto dessa forma, o método nos leva a identificar a forma pela qual alcançamos determinado fim ou objetivo (OLIVEIRA, 1998, p.57).
 
Essa pesquisa em si, tem um embasamento científico, nos quais autores, professores, alunos, e até a nossa própria realidade nos mostram a necessidade de trabalhar essa temática como meio de ensino facilitador dos seus conhecimentos adquiridos ao longo de suas estruturas educacionais.
A pesquisa em referência é de cunho bibliográfica e qualitativa, tendo como revisão teórica artigos, documentos, teses, dissertações, dentre outros disponíveis no aplicativo, google acadêmico, assim como os instrumentos da Uniasselvi dentro do AVA, que serviram para enriquecer e colaborar com o desenvolvimento da pesquisa. 
A partir da figura 1 começamos a discutir os resultados da nossa pesquisa, embora seja uma figura lúdica, ela representa algumas crianças brincando, porém, ao mesmo tempo aprendendo e conhecendo os números, sem perder o prazer de ser criança.
FIGURA 1: Ludicidade na Educação
FONTE: https://www.petpedagogia.ufba.br/ludicidade
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Ao pensar em nosso cotidiano, é quase impossível ver uma criança sem brincar, e na escola isso não pode ser diferente, a criança precisa ser feliz sendo criança, e ser criança é poder brincar sempre.
A educação lúdica tem gerado um papel importante na educação e na vida das crianças que frequentam o ambiente escolar, e Gabre (2016, p.495) fala em um de seus artigos sobre um documento norteador da educação infantil, o DCNEI (Diretrizes Nacionais para Educação Infantil), lá ela expõe um pouco sobre como é definido o currículo infantil:
[...] um conjunto de práticas que buscam promover o desenvolvimento integral da criança pequena, ao articular os conhecimentos das crianças com os conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural, artístico, ambiental, científico e tecnológico. Os eixos que norteiam o currículo são as interações e as brincadeiras [...].
Podemos notar mais uma vez que é sim as interações e as brincadeiras que fazem as crianças e desenvolver integralmente, para isso se torna necessário nas práticas pedagógicas ensinar brincando. Como podemos perceber na figura 1, ela representa crianças jogando dados com números, a partir desta brincadeira elas podem somar e conhecer os números, dentre outras possibilidades que a brincadeira traz.
Brincar para criança é uma necessidade, da mesma maneira como a educação e a alimentação, assim as atividades lúdicas ficam mais significativas, e as crianças vivenciam várias situações, e conforme Leite e Ostetto (2004, p.11 e 12) o professor precisa de “uma abordagem que vise ampliar olhares, escutas e movimentos sensíveis, despertar linguagens adormecidas, acionar esferas diferenciadas de conhecimento”.
O professor como mediador vai sempre usar métodos que visem aguçar a criatividade da criança e o seu interesse com o conhecimento. A ação pedagógica do lúdico tem sido a melhor forma de educar sem perder a essência de ser criança, se desenvolvendo por completo.
5. CONCLUSÃO
Ao produzir este artigo, podemos perceber nas leituras que deram embasamento para o nosso trabalho, que a ludicidade e a brincadeira levando em conta as interações que as crianças têm na educação infantil são primordiais para o desenvolvimento integral destas.
A criança ao brincar desenvolve a percepção, capacidades motoras, aprende a socializar-se, consegue lidar melhor com suas emoções e por fim constrói a partir dali uma gama gigante de vivências que farão toda a diferença no futuro.
A educação infantil é a primeira etapa da vida da criança em um ambiente escolar, e para que este ambiente seja bem aceito pela criança, é preciso que o professor trabalhe com muito afeto e carinho, e saiba fazer com que a criança consiga desenvolver- se por completo, para que no futuro sejam pessoas independentes e criativas aprendendo a viver em sociedade.
REFERÊNCIAS
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR-6023. Informação e documentação – Referências – Elaboração. Rio de Janeiro, 2002.
ALMEIDA, Paulo Nunes de. EDUCAÇÃO LÚDICA. São Paulo: Loyola, 1994.
ANDRADE, LBP. Educação infantil: discurso, legislação e práticas institucionais [online]. São Paulo: Editora UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2010. 193 p. ISBN 978-85-7983-085-3.
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, LDB. 9394/1996.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Comum Curricular. Brasília 2018.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários da pratica educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2010.
GABRE, Solange de Fátima. A arte na educação infantil: Uma reflexão a partir dos documentos oficiais Rcnei - dcnei – bncc1.
LEITE, M. I.; OSTETTO, L. E. Formação de professores: o convite da arte. In: LEITE, M. I.; 
OSTETTO, L. E. (Org.). Arte, Infância e formação de professores: autoria e transgressão. 7ed. Campinas, SP: Papirus, 2004.
LOPES, Vanessa Gomes, Linguagem do Corpo e Movimento. Curitiba, PR: FAEL, 2006.
MÜLLER, Antônio José (Org.). et al. Metodologia científica. Indaial: UNIASSELVI, 2013.
Ronca, P .A.C. (1989). A aula operatória e a construção do conhecimento. São Paulo: Edisplan.
OLIVEIRA, Carla Mendes de; DIAS, Adiclecio Ferreira. A Criança e a Importância
do Lúdico na Educação. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento.
Ano 02, Ed. 01, Vol. 13, pp. 113-128 Janeiro de 2017 ISSN:2448-0959 Disponível em <https://www.google.com/urlsa=t&source=web&rct=j&url=https://www.nucleodoconhecimento.com.br/wp-content/uploads/kalins-pdf/singles/ludico-naeducacao.pdf&ved=2ahUKEwjM5bLTi470AhWWpZUCHeinAlAQFnoECDMQAQ&usg=AOvVaw3zYWHsJvOyqG0Ay1keVzUl>Acesso em 12/06/2022
SNEYDERS, Georges. Alunos Felizes. São Paulo; paz e Terra, 1996.
WEFFORT, Madalena Freire. Educando o Olhar da Observação: aprendizagem do olhar. In 
Freire, Madalena. Observação, registro e reflexão. Instrumentos Metodológicos. 2°Ed. São Paulo: Espaço Pedagógico, 1996.
1 Nome dos acadêmicos
2 Nome do Professor tutor externo
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI – Curso (Código da Turma) – Prática do Módulo I – dd/mm/aa

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