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CURSO DE PSICOLOGIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM 
EXEMPLO DE INTERVENÇÃO 
 
PSICOLOGIA ESCOLAR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Foz do Iguaçu 
2022 
 
 
 
 
 
DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM / EXEMPLO DE INTERVENÇÃO 
 
 Ainda neste século encontramos aqueles que defendem que o fracasso escolar 
está relacionado com a figura do aluno problema. Este trabalho tem o objetivo de abordar 
alguns conceitos que esclarecem melhor à temática. 
No decorrer do trabalho, nos solidarizamos com os professores, diante das dificuldades 
encontradas no desafio de promover uma educação de qualidade, no contexto educacional do 
Brasil. 
Ao tratar de dificuldade de aprendizagem é necessário um cuidadoso estudo, verificar 
como se manifesta, envolver a participação da comunidade escolar, ou seja, do professor, da 
direção da instituição escolar, como diretoras, coordenadoras pedagógicas, assistentes sociais e 
a família e do ambiente social em que vive a criança. 
Abordamos também, que a dificuldade de aprendizagem pode estar relacionada aos 
aspectos emocionais no seio familiar, neste aspecto também, buscamos entender como a 
psicologia escolar, pode ajudar a criança com dificuldades de aprendizagem. 
Terminamos o presente trabalho, com um Plano de Intervenção para um caso de 
dificuldade de aprendizagem de um aluno. O presente caso é meramente fictício, servindo 
apenas como um exemplo ilustrativo. 
Como metodologia, utilizamos a pesquisa bibliográfica, principalmente no Estudo de 
Glaciene Januario Hottis Lyra: As dificuldades de Aprendizagem no Contexto Escolar; 
Patologias ou Intervenções Pedagógicas não adequadas: o Universo do impedimento do não 
Saber; o ser Aprendente em risco, e também no ensaio com titulo: Dificuldades de 
aprendizagem e problemas emocionais do aluno: uma contribuição do problema escolar, de 
Adriana Cristina dos Santos Ferreira, Daiany Cristina Bittencourt Buonarotti, Hellen Dayane 
Zanoni Queiroz, Sandra Reis de Araújo e Eraldo Carlos Batista, cujos endereços 
eletrônicos dos trabalhos, constam nas referências. 
 
 
 
 
 
Segundo Lyra,Glaciene Januario Hottis consideram-se dificuldades de aprendizagem 
aquelas apresentadas ou só percebidas no momento de ingresso da criança no ensino formal. O 
conceito é abrangente e inclui problemas decorrentes do sistema educacional, de características 
próprias do indivíduo e de influências ambientais (Paín, 1985) 
Lyra menciona que no cenário escolar há muitas expectativas acerca do processo de 
desenvolvimento das crianças, por parte dos professores, da família, da escola e sociedade. 
Muitas crianças aprenderão a ler e escrever sem grandes dificuldades, no entanto outros para 
obter sucesso precisarão de alguma ajuda especial. O fracasso escolar nas séries iniciais tem 
sido algo preocupante e motivo de atenção de muitos estudiosos e profissionais que busca 
explicar tais fatores que tem interferido neste processo. 
A autora continua abordando que as dificuldades de aprendizagens são difíceis de 
defini-las, pois formam um grupo heterogêneo, podem ser categorizadas, como transitórios ou 
permanentes sendo que podem ocorrer em qualquer momento no processo de ensino 
aprendizagem e correspondem a déficit funcionais superiores como linguagem, percepção, 
raciocínio logico, cognição, atenção e afetividade (BERMEJO & LLERA, 1997, DOCKRELL 
& Mc SHANNE, 1997, GARCIA, 1998). É comum percebermos que o ato de não aprender tem 
sido frequentemente associado à figura do aluno problema. (ZUCOLOTO E SISTO, 2012). 
Nos alerta Aquino (1997 p.2). 
“O aluno problema é tomado, em geral como aquele que padece de certos supostos 
“distúrbios” psicopedagógico, distúrbios estes que podem ser de natureza cognitiva (os 
tais distúrbios de aprendizagem) ou de natureza comportamental, e nessa última 
categoria enquadra- se um grande conjunto de ações que chamamos usualmente de 
indisciplinados”. Dessa forma, a disciplina e o baixo aproveitamento dos alunos seriam 
como duas faces de uma mesma moeda, representando os dois principais obstáculos 
para o trabalho docente. 
 
 
Ainda Lyra cita que nas escolas nos deparamos muitas vezes com a complexidade de 
professores diante das dificuldades de aprendizagem, tomadas de uma inevitável sensação de 
impotência que em alguns momentos se deparam diante de um quadro desanimador. 
Andrade (2003, p.15) nos incita a seguinte reflexão: 
Qual o significado dos termos aluno com problema ou dificuldade de 
aprendizagem? São várias as possíveis respostas, várias as possíveis construções 
de significados acerca dos termos, sem que uma seja mais verdadeira que outra. 
Assim, não podemos previamente acreditar que alunos são problemas ou que 
famílias são desajustadas, ou que professores são autoritários. Precisamos ver 
uns “quebra-cabeças”, as partes e o todo! 
 
Para Lyra, os problemas de aprendizagem podem ocorrer no início da vida escolar como 
durante e surgem em situações diferentes para cada aluno, todo e qualquer problema de 
aprendizagem sugere um cuidadoso e amplo trabalho, além de uma investigação no campo em 
que se manifesta, este trabalho envolve a participação do professor e da família da criança, para 
fazerem uma análise da situação e levantar informações sobre o que está representando esta 
dificuldade ou empecilho para que este aluno não aprenda. (JOSÉ E COELHO, 1997) 
Lyra também cita que Sampaio (2009 apud SISTO, 2004, p.107) coloca que os 
problemas de aprendizagem podem ser originados em razão de uma metodologia inadequada, 
privação cultural, método de alfabetização inadequada, falta de planejamento das atividades, 
má formação docente e falta de conhecimento da realidade cognitiva dos alunos. Assim Sisto 
baseado em uma pesquisa feita pelo Departamento de Saúde Mental do Texas, traça um perfil 
dos sujeitos com dificuldades de aprendizagem; como falhas na escola, certa desorientação e 
deficiências em leitura e linguagem, desenvolvimento social e intelectual inferior ao esperado 
para a idade, acrescenta ainda que essas crianças vivem em ambientes com regras rígidas, e que 
geralmente são desajeitadas, desastradas e tem dificuldades de compreender o conceito de 
tempo. 
Segundo Ferreira, Adriana C.dos S. et al , no ensaio a Dificuldades de aprendizagem e 
problemas emocionais do aluno: uma contribuição do problema escolar, as , dificuldades de 
aprendizagem é um assunto vivenciado diariamente por educadores em sala de aula e que 
desperta a atenção para a existência de crianças que frequentam a escola e apresentam 
problemas de aprendizagem(BOCK; FURTADO; TEIXEIRA, 2002). 
Importante é a colocação das autoras, Adriana Ferreira e at, que por muitos anos, 
segundo Medeiros et al.(2000), a criança tem sido ignorada, mal diagnosticada e maltratada, e 
os atrasos e problemas de aprendizagem foram durante muito tempo considerado uma 
deficiência em determinadas habilidades. Nesse sentido, é preciso fazer uma observação mais 
criteriosa quanto a esses conceitos. 
Segundo as autoras Adriana C.dos S. et al, de acordo com Bartholomeu, Sisto e Rueda 
(2006), o termo dificuldades de aprendizagem engloba grupo heterogêneo de transtornos que se 
manifestariam em dificuldades relativas a tarefas cognitivas, podendo ocorrer em pessoas sem 
problemas visuais, auditivos ou motores. Considerando a confluência entre espaço educacional 
e ambiente,Medeiros et al.(2000) colocam que ao se fazer referência às dificuldades de 
aprendizagem não se pode perder de vista a presença de distorções inerentes ao próprio sistema 
educacional e às influências ambientais que funcionam como contexto para as manifestações 
comportamentais e as peculiaridades do indivíduo,que pode apresentar, no sistema escolar, 
sintoma de não aprender. Ou seja, é preciso considerar a interação de uma série de fatores, cuja 
confluência específica determina o nível de rendimento da criança diante da situação de 
aprendizagem.Sobre o enfoque das habilidades sociais, Adriana C.dos S. et al citando Del Prette e Del 
Prette (1998) entendem as dificuldades de aprendizagem como uma Síndrome psicossocial, que 
sofre interferência de fatores tanto de ordem interna quanto externa, no que diz respeito ao 
meio familiar, pedagógico e social. Nesse sentido, esse desenvolvimento na aprendizagem 
somente é possível mediante o agrupamento com o cognitivo e o psiquismo. Na trajetória 
escolar é necessário trazer o conceito do desenvolvimento proximal; a imagem do professor 
para a criança é referência na educação escolar. É essencial que o educador conheça o 
desenvolvimento do educando para um melhor progresso escolar como um todo. 
Segundo Adriana C.dos S. et al de uma forma mais ampla, Ramos (2007) afirma que as 
dificuldades de aprendizagem agrupam uma série de conceitos, teorias e modelos explicativos, 
nas tentativas de compreender o fracasso no processo de escolarização. Sobre o dito “fracasso 
escolar”, o referido autor foi enfático: 
O fracasso escolar não existe. O que existe são alunos que fracassam que 
não conseguem aprender, que não constroem certas competências. São 
indivíduos, situações ou histórias que precisam ser analisadas e não 
estereotipadas, do empobrecimento da vida psíquica, da expropriação do saber e 
do pensar. Para aprender é preciso estar com os olhos abertos à realidade e à 
visão de si mesmo e dos outros. (RAMOS, 2007, p.217). 
 
Para as autoras assim, observa-se que conceituar dificuldades de aprendizagem tem sido 
motivo de muitas discussões; por ser um termo generalizado muitos autores se opõem em suas 
opiniões. Porém, é preciso lembrar que o insucesso do aluno pode estar relacionado ao método 
utilizado e aos problemas de aprendizagem. 
 
As dificuldades de aprendizagem relacionadas aos possíveis problemas 
emocionais 
Adriana C.dos S. et al salientam que a escola é uma extensão de aprendizagem do ser 
humano, pois o seu conhecimento inicia na sua vida intra-uterina. Acriança não chega à sala de 
aula como um “papel em branco”; ela já está em processo de transição do seu desenvolvimento 
tanto emocional quanto físico (BOSSA, 1994). 
Portanto para as autoras, nesse sentido, compreende-se que a escola é um lugar onde a 
criança tem que se sentir segura, para que ocorram novas descobertas e aprendizagens no 
mundo de conhecimento em sua volta. Mas, muitas crianças não conseguem assimilar esse 
conhecimento passado pelos professores. 
Segundo as autoras, muitas vezes os impasses ocorrem em detrimento aos problemas de 
aprendizagem, entre estes aqueles relacionados aos aspectos emocionais trazidos do meio 
familiar, como separação dos pais, brigas e mudanças de hábitos, o que pode causar falta de 
motivação e de interesse no aprendizado. 
Para Adriana C.dos S. et al as dificuldades de aprendizagem quase sempre se 
apresentam associadas a problemas de outra natureza, principalmente comportamentais e 
emocionais. As dificuldades emocionais, por sua vez, influenciam problemas acadêmicos, e 
estes afetam os sentimentos e os comportamentos das crianças (STEVANATO et al., 2003). 
Adriana C.dos S. et al falam que os referidos autores defendem que as crianças com baixo 
desempenho escolar apresentam sentimentos de vergonha, dúvidas sobre si mesmas, baixa 
autoestima e distanciamento das demandas da aprendizagem, caracterizando problemas 
emocionais. 
Adriana C.dos S. et al salientam que crianças com dificuldades de aprendizagem que 
estão vivenciando algum tipo de problema emocional apresentam sinais de regressões, 
oposições, narcisismos e negativismos, produzindo baixa autoestima e fragilidade no 
autoconceito. 
Para as autoras para as crianças menores, as ameaças ou a ridicularização pelas mais 
velhas, assim como as mudanças bruscas no expediente escolar podem se constituir em 
experiências geradoras de ansiedade. 
Todos esses problemas trazem prejuízos no rendimento escolar da 
criança,comprometendo seu processo de aprendizagem (FONSECA, 2016; AQUINO, 2014). 
 
A psicologia escolar e a criança com dificuldades de aprendizagem 
 
Segundo Adriana C.dos S. et al o papel da Psicologia no espaço escolar é importante, 
visto que o psicólogo pode auxiliar o trabalho do professor, demonstrando não somente as 
dificuldades do aluno, mas também estimulando o educador a impulsionar o desenvolvimento e 
a superação dos limites do indivíduo. 
Para as autoras é fundamental que os profissionais envolvidos com a educação tenham 
sensibilidade para compreender as necessidades de aprendizagem de cada indivíduo, 
respeitando as especificidades e evitando a comparação entre as crianças. 
 
As atribuições do psicólogo escolar 
 
Adriana C.dos S. et al destacam entre outras atribuições o psicólogo escolar deve 
investigar melhor o processo de construção do conhecimento, evidenciando os tipos de 
conhecimentos trazidos pela criança ao iniciar sua aprendizagem formal na escola e o que 
ocorre durante o processo (BRAMBILLA, 1997). 
Segundo as autoras, o psicólogo oportuniza a efetivação da aprendizagem, 
proporcionando condições que fortaleçam a autoestima, considerando as habilidades que a 
criança já possui. 
[...] a Psicologia, mediante as intervenções psicopedagógicas, 
muito pode contribuir para o desenvolvimento não só educacional, mas 
do ser humano como um todo, com suas técnicas e parcerias que se unem 
a favor do outro. É necessário aceitar que cada sujeito tenha sua 
construção social, cultural e uma história de vida. O importante é sermos 
éticos e trabalharmos em função do outro. (FERREIRA, 2010, p. 71). 
 
Continuam as autoras ressaltando que na Psicologia : 
Cabe ao psicólogo escolar a aplicação dos princípios da 
psicologia da aprendizagem, da motivação, do desenvolvimento e do 
ajustamento para o estudo do comportamento da criança escolar e do 
seu meio educacional com o objetivo de facilitar a aprendizagem e o 
desenvolvimento humano através de prevenção, identificação, avaliação 
e reeducação dos problemas educacionais nos diversos níveis de 
escolaridade. (NOVAES,1986, p.26). 
 
Segundo Adriana C.dos S. et al as atividades em grupo ajudam a se trabalhar o respeito 
às diferenças, facilitam a observação da importância de cada indivíduo com suas experiências e 
habilidades e permitem que um colabore com o outro. 
Para as autoras é fundamental que o psicólogo,para realizar seu trabalho no ambiente 
escolar com qualidade, precisa analisar a realidade encontrada, observar as relações entre os 
envolvidos, para que possa intervir de maneira satisfatória, contribuindo para a resolução de 
problemas no processo de ensino-aprendizagem. 
Assim , segundo as autoras, o profissional da Psicologia tende a diagnosticar a situação 
observando tanto a criança quanto os que estão ao seu lado, não considerando apenas o que o 
professor falar, mas avaliando a situação por completo. 
Além disso, o psicólogo contribui para o trabalho do professor, pois, após seu 
diagnóstico, pode-se juntos preparar estratégias que impulsionem o ensino-aprendizagem, 
sempre respeitando as especificidades. 
Adriana C.dos S. et al Vale lembram que o trabalho do psicólogo educacional nunca 
ocorre totalmente de forma individualizada, uma vez que sua função: 
Tem como meta principal o ajustamento do indivíduo, além disso, 
a sua prática profissional envolve ação junto a diretores, professores, 
orientadores e pais com a finalidade de conseguir condições que 
favoreçam o desenvolvimento da personalidade do escolar, não ficando 
as suas funções limitadas apenas ao diagnóstico de alunos 
considerados problemas ou difíceis. (NOVAES,1986, p.24). 
 
Acrescentam, ainda, que a intervenção da criança diagnosticada com dificuldades de 
aprendizagem não é exclusividade do professor e/ou do psicólogo. Épreciso envolver a família 
nas estratégias e solução nesse processo. As famílias reagem de formasdistintas diante da 
criança com algum problema de aprendizagem: 
Algumas famílias manifestam sua decepção pelos maus resultados 
escolares de seus filhos. Outras podem se apresentar indiferentes pelas 
dificuldades da criança. Entretanto, o que se observa em comum a essas 
duas atitudes opostas é que ambas afetam o sujeito em sua totalidade, 
impedindo que ele cresça de forma natural e satisfatória. (POLITY, 2001, 
p.16). 
 
Portanto para Adriana C.dos S. et al a família tem um importante papel na construção 
de todo indivíduo, pois ela oferece os primeiros ensinamentos às crianças, as quais, em grande 
parte, agem espelhando as ações de seus pais. 
Para as autoras por outro lado, os familiares precisam se comportar de maneira mais 
compreensiva,buscando colaborar com professores e psicólogos no enfrentamento das 
dificuldades do aluno.O apoio da família facilita a resolução das dificuldades e proporciona 
segurança aos indivíduos, que se sentem amados, apoiados e motivados a encarar os desafios 
escolares. 
Assim concluem as autoras a atuação do psicólogo no espaço escolar traz 
contribuição não apenas para o aluno, mas também para o professor, a escola como um todo e 
também para a família. Nessa última a contribuição ocorre por meio das orientações de 
encaminhamento e cuidados, auxiliando para o melhor desenvolvimento da criança 
independentemente de suas dificuldades. 
 
 
 
 
 
 
Exemplo, fictício, de Intervenção do Psicólogo Escolar 
 
Exemplo de intervenção em um caso de dificuldade de aprendizagem trata-se de um 
caso fictício, tanto dos autores como da localidade. 
Na Escola Municipal Professor José de Souza, a Diretora da Escola, procurou a 
Psicóloga da Escola Maria Ester e informou que a professora da sexta série, relatou que o aluno 
Pedro Paulo, de uns tempos para cá, vem apresentando dificuldade de aprendizagem, com 
baixos resultados, não se concentrando nas aulas, passou a se isolar do grupo e vem 
apresentando comportamento agressivo. 
Diante do exposto a Psicóloga Maria Ester, para ajudar o aluno com dificuldade de 
aprendizagem, avaliou suas necessidades e as contextualizou no processo de ensino-
aprendizagem e procurou diversificar suas atividades. 
Maria Ester em primeiro lugar conversou com a professora de Pedro Paulo, procurou 
ouvi-la, saber detalhes sobre o aluno, que informou que Pedro Paulo não é um aluno exemplar, 
mais que nunca apresentou dificuldades de aprendizagem, sabe ler e escrever, mais que há dois 
meses, começou a perder interesse e não presta atenção nas explicações, não faz as atividades 
que deveriam ser executadas dentro da sala, que era um garoto que se relacionava bem com os 
colegas, mais que agora vive isolado e freqüentemente se envolve em conflitos, principalmente 
com o aluno Carlos. A professora relatou que procura colocar Pedro Paulo na primeira carteira 
e que dentro do possível procura dar a mesma atenção a todos os alunos. 
Em segundo lugar, a psicóloga, entrou em contato com Tamara, mãe de Pedro Paulo e 
elaborou a Anamnese. A psicóloga constatou que Pedro Paulo, tem 12 anos e que tem mais um 
irmão de oito anos e a mãe está grávida de oito meses. A mãe relatou que Pedro Paulo, nunca 
foi agressivo, porém quando o seu primeiro irmão nasceu ficou muito sensível, sentiu muitos 
ciúmes, mais com o tempo isso passou. A mãe também informou que tem vivido uma situação 
difícil, ela não vive com o pai das crianças, e que agora está grávida de homem que ela 
conheceu a um ano atrás, chamado Silvio, que tratava bem as crianças. Silvio ficou 
desempregado e foi embora. Tamara hoje vive da renda de pequenas encomendas de peças 
artesanais, como laços, lenços e bordados, etc. 
Em terceiro lugar, a psicóloga acompanhou durante uma semana, por 20 minutos, Pedro 
Paulo durante a aula e percebeu que o aluno é sempre desafiado por Carlos, que o chama de 
queridinho da professora, e que constatou que isso se agrava nos intervalos, durante jogos de 
futebol. 
 
PLANO DE INTERVENÇÃO (FICTÍCIO): 
 
Diante do exposto a psicóloga elaborou o seguinte plano de intervenção: 
 
Primeiro: Buscou orientar que a professora não coloque Pedro Paulo na primeira 
carteira, que deixe ele escolher o local onde quer sentar. Colocar Pedro Paulo na primeira 
carteira o estava expondo. Segundo procurou mostrar para a professora que Carlos estava 
sentindo-se desprestigiado nas aulas e por isso implicava com Pedro Paulo, uma boa estratégia 
para isso seria diariamente escolher um aluno como auxiliar da professora, aquele que apaga o 
quadro, que vai até a secretaria (quando a professora precisa), os alunos se sentem 
empoderados, como se investidos de poder. Um rodízio onde todos teriam a oportunidade de se 
tornar ajudante da professora. 
Dentro do possível, que a professora elaborasse tarefas, que pudessem ser realizadas 
com as carteiras em círculos, onde todos participam igualmente. 
Segundo: A psicóloga procurou auxílio com a Assistente Social da Escola, para juntas 
desenvolverem estratégias para auxiliar não só a Tamara, mas as mães da comunidade local, 
que trabalham com artesanato. 
Terceiro: A psicóloga buscou junto a Direção da Escolar, que nos intervalos pudesse 
disponibilizar um professor de educação física, para ficar junto dos alunos, enquanto estes 
jogam futebol na quadra, assim possível atritos seriam minimizados. 
Quarto: A psicóloga encaminhou Pedro Paulo para um atendimento em uma Clínica de 
Psicologia, a fim de que pudesse ser ajudado neste processo de abandono do pai, seguido do 
padrasto, principalmente próximo ao nascimento do novo irmão. 
Quinto: E por último, elaborou junto com a professora, a Direção e com a Assistente 
Social, um plano de Avaliação mensal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Conclusão 
 
Diante do exposto, assim que o professor, ou familiar, perceber que uma criança está 
com baixo rendimento escolar, apresentando dificuldade de leitura e escrita, por exemplo, deve 
buscar ajuda, para que esta criança receba um acompanhamento a fim de se identificar as 
possíveis causas para tais problemas. 
Essas dificuldades de aprendizagens que podem ser transitórias ou permanentes, e que 
podem acontecer a qualquer momento, precisam ser identificadas o quanto antes possível, para 
se minimizar seus prejuízos. 
Se a dificuldade de aprendizagem é oriunda de metodologia inadequada, privação 
cultural, método de alfabetização inadequada, falta de planejamento das atividades, má 
formação docente e falta de conhecimento da realidade cognitiva dos alunos, normalmente há 
uma deficiência coletiva na aprendizagem, tendendo aumentar o fracasso escolar. 
No contexto escolar o papel da Psicologia é essencial, como suporte ao professor, à 
família, ao aluno e a todo processo psicopedagógico. Não como aquele que detêm o saber, mais 
que, procura promover a busca solidária por todos os atores sociais no ambiente escolar, como 
facilitador tem condições de orientar medidas exitosas para a diminuição do fracasso escolar 
por dificuldade de aprendizagem. 
Com toda certeza, o psicólogo tem papel fundamental na construção de uma sociedade, 
onde a educação é a base fundamental de seu desenvolvimento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Referências: 
Paín, 1985, as Dificuldades de aprendizagem segundo Pain, disponível em: 
http://www.projetoaprendentecapaz.com.br/2014/08/dficuldade-de-aprendizagem-na-visao-
de.html#:~:text=Sara%20Pa%C3%ADn%20ressalta%20a%20import%C3%A2ncia,e%2C%20
dos%20problemas%20exclusivamente%20escolares. 
 
Lyra, Glaciene Januario Hottis: As dificuldades de Aprendizagem no Contexto Escolar; Patologias ou 
Intervenções Pedagógicas não adequadas: o Universo do impedimento do não Saber; o ser 
Aprendente em risco. 1 disponivel em: 
https://semanaacademica.org.br/system/files/artigos/as_dificuldades_de_aprendizagem_patologias_
1_1.pdf 
 
Ferreira, A.dos S. & Buonarotti, D. C. B., Queiroz, H. D. Z & deAraujo, S. R. &Batista, E. C.: 
Dificuldades de aprendizagem e problemas emocionais do aluno: uma contribuição do 
problema escolar, disponível em: 
https://www.researchgate.net/publication/329561884_DIFICULDADES_DE_APRENDIZAGE
M_E_PROBLEMAS_EMOCIONAIS_DO_ALUNO_UMA_CONTRIBUICAO_DA_PSICOL
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S%20DO,UMA%20CONTRIBUI%C3%87%C3%83O%20DA%20PSICOLOGIA%20ESCOL
AR 
 
 
 
 
 
 
 
https://semanaacademica.org.br/system/files/artigos/as_dificuldades_de_aprendizagem_patologias_1_1.pdf
https://semanaacademica.org.br/system/files/artigos/as_dificuldades_de_aprendizagem_patologias_1_1.pdf

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