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CURSO DE PSICOLOGIA DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM EXEMPLO DE INTERVENÇÃO PSICOLOGIA ESCOLAR Foz do Iguaçu 2022 DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM / EXEMPLO DE INTERVENÇÃO Ainda neste século encontramos aqueles que defendem que o fracasso escolar está relacionado com a figura do aluno problema. Este trabalho tem o objetivo de abordar alguns conceitos que esclarecem melhor à temática. No decorrer do trabalho, nos solidarizamos com os professores, diante das dificuldades encontradas no desafio de promover uma educação de qualidade, no contexto educacional do Brasil. Ao tratar de dificuldade de aprendizagem é necessário um cuidadoso estudo, verificar como se manifesta, envolver a participação da comunidade escolar, ou seja, do professor, da direção da instituição escolar, como diretoras, coordenadoras pedagógicas, assistentes sociais e a família e do ambiente social em que vive a criança. Abordamos também, que a dificuldade de aprendizagem pode estar relacionada aos aspectos emocionais no seio familiar, neste aspecto também, buscamos entender como a psicologia escolar, pode ajudar a criança com dificuldades de aprendizagem. Terminamos o presente trabalho, com um Plano de Intervenção para um caso de dificuldade de aprendizagem de um aluno. O presente caso é meramente fictício, servindo apenas como um exemplo ilustrativo. Como metodologia, utilizamos a pesquisa bibliográfica, principalmente no Estudo de Glaciene Januario Hottis Lyra: As dificuldades de Aprendizagem no Contexto Escolar; Patologias ou Intervenções Pedagógicas não adequadas: o Universo do impedimento do não Saber; o ser Aprendente em risco, e também no ensaio com titulo: Dificuldades de aprendizagem e problemas emocionais do aluno: uma contribuição do problema escolar, de Adriana Cristina dos Santos Ferreira, Daiany Cristina Bittencourt Buonarotti, Hellen Dayane Zanoni Queiroz, Sandra Reis de Araújo e Eraldo Carlos Batista, cujos endereços eletrônicos dos trabalhos, constam nas referências. Segundo Lyra,Glaciene Januario Hottis consideram-se dificuldades de aprendizagem aquelas apresentadas ou só percebidas no momento de ingresso da criança no ensino formal. O conceito é abrangente e inclui problemas decorrentes do sistema educacional, de características próprias do indivíduo e de influências ambientais (Paín, 1985) Lyra menciona que no cenário escolar há muitas expectativas acerca do processo de desenvolvimento das crianças, por parte dos professores, da família, da escola e sociedade. Muitas crianças aprenderão a ler e escrever sem grandes dificuldades, no entanto outros para obter sucesso precisarão de alguma ajuda especial. O fracasso escolar nas séries iniciais tem sido algo preocupante e motivo de atenção de muitos estudiosos e profissionais que busca explicar tais fatores que tem interferido neste processo. A autora continua abordando que as dificuldades de aprendizagens são difíceis de defini-las, pois formam um grupo heterogêneo, podem ser categorizadas, como transitórios ou permanentes sendo que podem ocorrer em qualquer momento no processo de ensino aprendizagem e correspondem a déficit funcionais superiores como linguagem, percepção, raciocínio logico, cognição, atenção e afetividade (BERMEJO & LLERA, 1997, DOCKRELL & Mc SHANNE, 1997, GARCIA, 1998). É comum percebermos que o ato de não aprender tem sido frequentemente associado à figura do aluno problema. (ZUCOLOTO E SISTO, 2012). Nos alerta Aquino (1997 p.2). “O aluno problema é tomado, em geral como aquele que padece de certos supostos “distúrbios” psicopedagógico, distúrbios estes que podem ser de natureza cognitiva (os tais distúrbios de aprendizagem) ou de natureza comportamental, e nessa última categoria enquadra- se um grande conjunto de ações que chamamos usualmente de indisciplinados”. Dessa forma, a disciplina e o baixo aproveitamento dos alunos seriam como duas faces de uma mesma moeda, representando os dois principais obstáculos para o trabalho docente. Ainda Lyra cita que nas escolas nos deparamos muitas vezes com a complexidade de professores diante das dificuldades de aprendizagem, tomadas de uma inevitável sensação de impotência que em alguns momentos se deparam diante de um quadro desanimador. Andrade (2003, p.15) nos incita a seguinte reflexão: Qual o significado dos termos aluno com problema ou dificuldade de aprendizagem? São várias as possíveis respostas, várias as possíveis construções de significados acerca dos termos, sem que uma seja mais verdadeira que outra. Assim, não podemos previamente acreditar que alunos são problemas ou que famílias são desajustadas, ou que professores são autoritários. Precisamos ver uns “quebra-cabeças”, as partes e o todo! Para Lyra, os problemas de aprendizagem podem ocorrer no início da vida escolar como durante e surgem em situações diferentes para cada aluno, todo e qualquer problema de aprendizagem sugere um cuidadoso e amplo trabalho, além de uma investigação no campo em que se manifesta, este trabalho envolve a participação do professor e da família da criança, para fazerem uma análise da situação e levantar informações sobre o que está representando esta dificuldade ou empecilho para que este aluno não aprenda. (JOSÉ E COELHO, 1997) Lyra também cita que Sampaio (2009 apud SISTO, 2004, p.107) coloca que os problemas de aprendizagem podem ser originados em razão de uma metodologia inadequada, privação cultural, método de alfabetização inadequada, falta de planejamento das atividades, má formação docente e falta de conhecimento da realidade cognitiva dos alunos. Assim Sisto baseado em uma pesquisa feita pelo Departamento de Saúde Mental do Texas, traça um perfil dos sujeitos com dificuldades de aprendizagem; como falhas na escola, certa desorientação e deficiências em leitura e linguagem, desenvolvimento social e intelectual inferior ao esperado para a idade, acrescenta ainda que essas crianças vivem em ambientes com regras rígidas, e que geralmente são desajeitadas, desastradas e tem dificuldades de compreender o conceito de tempo. Segundo Ferreira, Adriana C.dos S. et al , no ensaio a Dificuldades de aprendizagem e problemas emocionais do aluno: uma contribuição do problema escolar, as , dificuldades de aprendizagem é um assunto vivenciado diariamente por educadores em sala de aula e que desperta a atenção para a existência de crianças que frequentam a escola e apresentam problemas de aprendizagem(BOCK; FURTADO; TEIXEIRA, 2002). Importante é a colocação das autoras, Adriana Ferreira e at, que por muitos anos, segundo Medeiros et al.(2000), a criança tem sido ignorada, mal diagnosticada e maltratada, e os atrasos e problemas de aprendizagem foram durante muito tempo considerado uma deficiência em determinadas habilidades. Nesse sentido, é preciso fazer uma observação mais criteriosa quanto a esses conceitos. Segundo as autoras Adriana C.dos S. et al, de acordo com Bartholomeu, Sisto e Rueda (2006), o termo dificuldades de aprendizagem engloba grupo heterogêneo de transtornos que se manifestariam em dificuldades relativas a tarefas cognitivas, podendo ocorrer em pessoas sem problemas visuais, auditivos ou motores. Considerando a confluência entre espaço educacional e ambiente,Medeiros et al.(2000) colocam que ao se fazer referência às dificuldades de aprendizagem não se pode perder de vista a presença de distorções inerentes ao próprio sistema educacional e às influências ambientais que funcionam como contexto para as manifestações comportamentais e as peculiaridades do indivíduo,que pode apresentar, no sistema escolar, sintoma de não aprender. Ou seja, é preciso considerar a interação de uma série de fatores, cuja confluência específica determina o nível de rendimento da criança diante da situação de aprendizagem.Sobre o enfoque das habilidades sociais, Adriana C.dos S. et al citando Del Prette e Del Prette (1998) entendem as dificuldades de aprendizagem como uma Síndrome psicossocial, que sofre interferência de fatores tanto de ordem interna quanto externa, no que diz respeito ao meio familiar, pedagógico e social. Nesse sentido, esse desenvolvimento na aprendizagem somente é possível mediante o agrupamento com o cognitivo e o psiquismo. Na trajetória escolar é necessário trazer o conceito do desenvolvimento proximal; a imagem do professor para a criança é referência na educação escolar. É essencial que o educador conheça o desenvolvimento do educando para um melhor progresso escolar como um todo. Segundo Adriana C.dos S. et al de uma forma mais ampla, Ramos (2007) afirma que as dificuldades de aprendizagem agrupam uma série de conceitos, teorias e modelos explicativos, nas tentativas de compreender o fracasso no processo de escolarização. Sobre o dito “fracasso escolar”, o referido autor foi enfático: O fracasso escolar não existe. O que existe são alunos que fracassam que não conseguem aprender, que não constroem certas competências. São indivíduos, situações ou histórias que precisam ser analisadas e não estereotipadas, do empobrecimento da vida psíquica, da expropriação do saber e do pensar. Para aprender é preciso estar com os olhos abertos à realidade e à visão de si mesmo e dos outros. (RAMOS, 2007, p.217). Para as autoras assim, observa-se que conceituar dificuldades de aprendizagem tem sido motivo de muitas discussões; por ser um termo generalizado muitos autores se opõem em suas opiniões. Porém, é preciso lembrar que o insucesso do aluno pode estar relacionado ao método utilizado e aos problemas de aprendizagem. As dificuldades de aprendizagem relacionadas aos possíveis problemas emocionais Adriana C.dos S. et al salientam que a escola é uma extensão de aprendizagem do ser humano, pois o seu conhecimento inicia na sua vida intra-uterina. Acriança não chega à sala de aula como um “papel em branco”; ela já está em processo de transição do seu desenvolvimento tanto emocional quanto físico (BOSSA, 1994). Portanto para as autoras, nesse sentido, compreende-se que a escola é um lugar onde a criança tem que se sentir segura, para que ocorram novas descobertas e aprendizagens no mundo de conhecimento em sua volta. Mas, muitas crianças não conseguem assimilar esse conhecimento passado pelos professores. Segundo as autoras, muitas vezes os impasses ocorrem em detrimento aos problemas de aprendizagem, entre estes aqueles relacionados aos aspectos emocionais trazidos do meio familiar, como separação dos pais, brigas e mudanças de hábitos, o que pode causar falta de motivação e de interesse no aprendizado. Para Adriana C.dos S. et al as dificuldades de aprendizagem quase sempre se apresentam associadas a problemas de outra natureza, principalmente comportamentais e emocionais. As dificuldades emocionais, por sua vez, influenciam problemas acadêmicos, e estes afetam os sentimentos e os comportamentos das crianças (STEVANATO et al., 2003). Adriana C.dos S. et al falam que os referidos autores defendem que as crianças com baixo desempenho escolar apresentam sentimentos de vergonha, dúvidas sobre si mesmas, baixa autoestima e distanciamento das demandas da aprendizagem, caracterizando problemas emocionais. Adriana C.dos S. et al salientam que crianças com dificuldades de aprendizagem que estão vivenciando algum tipo de problema emocional apresentam sinais de regressões, oposições, narcisismos e negativismos, produzindo baixa autoestima e fragilidade no autoconceito. Para as autoras para as crianças menores, as ameaças ou a ridicularização pelas mais velhas, assim como as mudanças bruscas no expediente escolar podem se constituir em experiências geradoras de ansiedade. Todos esses problemas trazem prejuízos no rendimento escolar da criança,comprometendo seu processo de aprendizagem (FONSECA, 2016; AQUINO, 2014). A psicologia escolar e a criança com dificuldades de aprendizagem Segundo Adriana C.dos S. et al o papel da Psicologia no espaço escolar é importante, visto que o psicólogo pode auxiliar o trabalho do professor, demonstrando não somente as dificuldades do aluno, mas também estimulando o educador a impulsionar o desenvolvimento e a superação dos limites do indivíduo. Para as autoras é fundamental que os profissionais envolvidos com a educação tenham sensibilidade para compreender as necessidades de aprendizagem de cada indivíduo, respeitando as especificidades e evitando a comparação entre as crianças. As atribuições do psicólogo escolar Adriana C.dos S. et al destacam entre outras atribuições o psicólogo escolar deve investigar melhor o processo de construção do conhecimento, evidenciando os tipos de conhecimentos trazidos pela criança ao iniciar sua aprendizagem formal na escola e o que ocorre durante o processo (BRAMBILLA, 1997). Segundo as autoras, o psicólogo oportuniza a efetivação da aprendizagem, proporcionando condições que fortaleçam a autoestima, considerando as habilidades que a criança já possui. [...] a Psicologia, mediante as intervenções psicopedagógicas, muito pode contribuir para o desenvolvimento não só educacional, mas do ser humano como um todo, com suas técnicas e parcerias que se unem a favor do outro. É necessário aceitar que cada sujeito tenha sua construção social, cultural e uma história de vida. O importante é sermos éticos e trabalharmos em função do outro. (FERREIRA, 2010, p. 71). Continuam as autoras ressaltando que na Psicologia : Cabe ao psicólogo escolar a aplicação dos princípios da psicologia da aprendizagem, da motivação, do desenvolvimento e do ajustamento para o estudo do comportamento da criança escolar e do seu meio educacional com o objetivo de facilitar a aprendizagem e o desenvolvimento humano através de prevenção, identificação, avaliação e reeducação dos problemas educacionais nos diversos níveis de escolaridade. (NOVAES,1986, p.26). Segundo Adriana C.dos S. et al as atividades em grupo ajudam a se trabalhar o respeito às diferenças, facilitam a observação da importância de cada indivíduo com suas experiências e habilidades e permitem que um colabore com o outro. Para as autoras é fundamental que o psicólogo,para realizar seu trabalho no ambiente escolar com qualidade, precisa analisar a realidade encontrada, observar as relações entre os envolvidos, para que possa intervir de maneira satisfatória, contribuindo para a resolução de problemas no processo de ensino-aprendizagem. Assim , segundo as autoras, o profissional da Psicologia tende a diagnosticar a situação observando tanto a criança quanto os que estão ao seu lado, não considerando apenas o que o professor falar, mas avaliando a situação por completo. Além disso, o psicólogo contribui para o trabalho do professor, pois, após seu diagnóstico, pode-se juntos preparar estratégias que impulsionem o ensino-aprendizagem, sempre respeitando as especificidades. Adriana C.dos S. et al Vale lembram que o trabalho do psicólogo educacional nunca ocorre totalmente de forma individualizada, uma vez que sua função: Tem como meta principal o ajustamento do indivíduo, além disso, a sua prática profissional envolve ação junto a diretores, professores, orientadores e pais com a finalidade de conseguir condições que favoreçam o desenvolvimento da personalidade do escolar, não ficando as suas funções limitadas apenas ao diagnóstico de alunos considerados problemas ou difíceis. (NOVAES,1986, p.24). Acrescentam, ainda, que a intervenção da criança diagnosticada com dificuldades de aprendizagem não é exclusividade do professor e/ou do psicólogo. Épreciso envolver a família nas estratégias e solução nesse processo. As famílias reagem de formasdistintas diante da criança com algum problema de aprendizagem: Algumas famílias manifestam sua decepção pelos maus resultados escolares de seus filhos. Outras podem se apresentar indiferentes pelas dificuldades da criança. Entretanto, o que se observa em comum a essas duas atitudes opostas é que ambas afetam o sujeito em sua totalidade, impedindo que ele cresça de forma natural e satisfatória. (POLITY, 2001, p.16). Portanto para Adriana C.dos S. et al a família tem um importante papel na construção de todo indivíduo, pois ela oferece os primeiros ensinamentos às crianças, as quais, em grande parte, agem espelhando as ações de seus pais. Para as autoras por outro lado, os familiares precisam se comportar de maneira mais compreensiva,buscando colaborar com professores e psicólogos no enfrentamento das dificuldades do aluno.O apoio da família facilita a resolução das dificuldades e proporciona segurança aos indivíduos, que se sentem amados, apoiados e motivados a encarar os desafios escolares. Assim concluem as autoras a atuação do psicólogo no espaço escolar traz contribuição não apenas para o aluno, mas também para o professor, a escola como um todo e também para a família. Nessa última a contribuição ocorre por meio das orientações de encaminhamento e cuidados, auxiliando para o melhor desenvolvimento da criança independentemente de suas dificuldades. Exemplo, fictício, de Intervenção do Psicólogo Escolar Exemplo de intervenção em um caso de dificuldade de aprendizagem trata-se de um caso fictício, tanto dos autores como da localidade. Na Escola Municipal Professor José de Souza, a Diretora da Escola, procurou a Psicóloga da Escola Maria Ester e informou que a professora da sexta série, relatou que o aluno Pedro Paulo, de uns tempos para cá, vem apresentando dificuldade de aprendizagem, com baixos resultados, não se concentrando nas aulas, passou a se isolar do grupo e vem apresentando comportamento agressivo. Diante do exposto a Psicóloga Maria Ester, para ajudar o aluno com dificuldade de aprendizagem, avaliou suas necessidades e as contextualizou no processo de ensino- aprendizagem e procurou diversificar suas atividades. Maria Ester em primeiro lugar conversou com a professora de Pedro Paulo, procurou ouvi-la, saber detalhes sobre o aluno, que informou que Pedro Paulo não é um aluno exemplar, mais que nunca apresentou dificuldades de aprendizagem, sabe ler e escrever, mais que há dois meses, começou a perder interesse e não presta atenção nas explicações, não faz as atividades que deveriam ser executadas dentro da sala, que era um garoto que se relacionava bem com os colegas, mais que agora vive isolado e freqüentemente se envolve em conflitos, principalmente com o aluno Carlos. A professora relatou que procura colocar Pedro Paulo na primeira carteira e que dentro do possível procura dar a mesma atenção a todos os alunos. Em segundo lugar, a psicóloga, entrou em contato com Tamara, mãe de Pedro Paulo e elaborou a Anamnese. A psicóloga constatou que Pedro Paulo, tem 12 anos e que tem mais um irmão de oito anos e a mãe está grávida de oito meses. A mãe relatou que Pedro Paulo, nunca foi agressivo, porém quando o seu primeiro irmão nasceu ficou muito sensível, sentiu muitos ciúmes, mais com o tempo isso passou. A mãe também informou que tem vivido uma situação difícil, ela não vive com o pai das crianças, e que agora está grávida de homem que ela conheceu a um ano atrás, chamado Silvio, que tratava bem as crianças. Silvio ficou desempregado e foi embora. Tamara hoje vive da renda de pequenas encomendas de peças artesanais, como laços, lenços e bordados, etc. Em terceiro lugar, a psicóloga acompanhou durante uma semana, por 20 minutos, Pedro Paulo durante a aula e percebeu que o aluno é sempre desafiado por Carlos, que o chama de queridinho da professora, e que constatou que isso se agrava nos intervalos, durante jogos de futebol. PLANO DE INTERVENÇÃO (FICTÍCIO): Diante do exposto a psicóloga elaborou o seguinte plano de intervenção: Primeiro: Buscou orientar que a professora não coloque Pedro Paulo na primeira carteira, que deixe ele escolher o local onde quer sentar. Colocar Pedro Paulo na primeira carteira o estava expondo. Segundo procurou mostrar para a professora que Carlos estava sentindo-se desprestigiado nas aulas e por isso implicava com Pedro Paulo, uma boa estratégia para isso seria diariamente escolher um aluno como auxiliar da professora, aquele que apaga o quadro, que vai até a secretaria (quando a professora precisa), os alunos se sentem empoderados, como se investidos de poder. Um rodízio onde todos teriam a oportunidade de se tornar ajudante da professora. Dentro do possível, que a professora elaborasse tarefas, que pudessem ser realizadas com as carteiras em círculos, onde todos participam igualmente. Segundo: A psicóloga procurou auxílio com a Assistente Social da Escola, para juntas desenvolverem estratégias para auxiliar não só a Tamara, mas as mães da comunidade local, que trabalham com artesanato. Terceiro: A psicóloga buscou junto a Direção da Escolar, que nos intervalos pudesse disponibilizar um professor de educação física, para ficar junto dos alunos, enquanto estes jogam futebol na quadra, assim possível atritos seriam minimizados. Quarto: A psicóloga encaminhou Pedro Paulo para um atendimento em uma Clínica de Psicologia, a fim de que pudesse ser ajudado neste processo de abandono do pai, seguido do padrasto, principalmente próximo ao nascimento do novo irmão. Quinto: E por último, elaborou junto com a professora, a Direção e com a Assistente Social, um plano de Avaliação mensal. Conclusão Diante do exposto, assim que o professor, ou familiar, perceber que uma criança está com baixo rendimento escolar, apresentando dificuldade de leitura e escrita, por exemplo, deve buscar ajuda, para que esta criança receba um acompanhamento a fim de se identificar as possíveis causas para tais problemas. Essas dificuldades de aprendizagens que podem ser transitórias ou permanentes, e que podem acontecer a qualquer momento, precisam ser identificadas o quanto antes possível, para se minimizar seus prejuízos. Se a dificuldade de aprendizagem é oriunda de metodologia inadequada, privação cultural, método de alfabetização inadequada, falta de planejamento das atividades, má formação docente e falta de conhecimento da realidade cognitiva dos alunos, normalmente há uma deficiência coletiva na aprendizagem, tendendo aumentar o fracasso escolar. No contexto escolar o papel da Psicologia é essencial, como suporte ao professor, à família, ao aluno e a todo processo psicopedagógico. Não como aquele que detêm o saber, mais que, procura promover a busca solidária por todos os atores sociais no ambiente escolar, como facilitador tem condições de orientar medidas exitosas para a diminuição do fracasso escolar por dificuldade de aprendizagem. Com toda certeza, o psicólogo tem papel fundamental na construção de uma sociedade, onde a educação é a base fundamental de seu desenvolvimento. Referências: Paín, 1985, as Dificuldades de aprendizagem segundo Pain, disponível em: http://www.projetoaprendentecapaz.com.br/2014/08/dficuldade-de-aprendizagem-na-visao- de.html#:~:text=Sara%20Pa%C3%ADn%20ressalta%20a%20import%C3%A2ncia,e%2C%20 dos%20problemas%20exclusivamente%20escolares. Lyra, Glaciene Januario Hottis: As dificuldades de Aprendizagem no Contexto Escolar; Patologias ou Intervenções Pedagógicas não adequadas: o Universo do impedimento do não Saber; o ser Aprendente em risco. 1 disponivel em: https://semanaacademica.org.br/system/files/artigos/as_dificuldades_de_aprendizagem_patologias_ 1_1.pdf Ferreira, A.dos S. & Buonarotti, D. C. B., Queiroz, H. D. Z & deAraujo, S. R. &Batista, E. C.: Dificuldades de aprendizagem e problemas emocionais do aluno: uma contribuição do problema escolar, disponível em: https://www.researchgate.net/publication/329561884_DIFICULDADES_DE_APRENDIZAGE M_E_PROBLEMAS_EMOCIONAIS_DO_ALUNO_UMA_CONTRIBUICAO_DA_PSICOL OGIA_ESCOLAR#:~:text=ArticlePDF%20Available- ,DIFICULDADES%20DE%20APRENDIZAGEM%20E%20PROBLEMAS%20EMOCIONAI S%20DO,UMA%20CONTRIBUI%C3%87%C3%83O%20DA%20PSICOLOGIA%20ESCOL AR https://semanaacademica.org.br/system/files/artigos/as_dificuldades_de_aprendizagem_patologias_1_1.pdf https://semanaacademica.org.br/system/files/artigos/as_dificuldades_de_aprendizagem_patologias_1_1.pdf