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Celiotomia em pequenos animais:
A laparotomia está relacionada ao acesso pelo flanco, 
que vai ocorrer principalmente em grandes animais. A 
celiotomia significa acesso a cavidade abdominal- 
para acessar os órgãos da cavidade abdominal. 
As indicações da celiotomia está relacionada ao 
diagnóstico de afecções como por exemplo nas 
situações que precisa fazer uma biópsia em diferentes 
órgãos para diagnosticar uma doença crônica de um 
paciente- como biopsias hepáticas, biopsias 
intestinais; quando sabe que existe uma massa no 
intestino, mas não sabe se está relacionada a uma 
inflamação de um processo obstrutivo ou massa 
neoplásica. Indicação para tratamento de diferentes 
órgãos da cavidade abdominal, quando, por exemplo, 
tem um problema relacionado a estômago acessa ao 
intestino, ao fígado; alguns tratamentos são 
emergenciais, como a torção vólvulo gástrica, onde 
tem que fazer uma celiotomia de emergência para 
não perder o paciente. 
Pré-operatório: 
➔ Abdome agudo: quando o animal apresenta 
sinais clínicos agudos de dor abdominal que 
começa de forma repentina que muitas vezes 
está relacionado com a dilatação vólvulo 
gástrica a lesões perfurantes por traumatismo 
de intestino, até no fígado, baço. Dor 
repentina. 
➔ Doenças crônicas: biópsia- tenta estabilizar o 
paciente o máximo possível e entra com o 
paciente para cirurgia. 
➔ Emergencial: como torção vólvulo gástrica- 
inicia a estabilização no pré-operatório e vai 
continuar no trans e no pós-operatório 
➔ Decisão de operar: decidir o mais rápido 
possível para não causar uma cirurgia 
desnecessária e não adiar uma cirurgia e esse 
paciente acabar vindo a óbito. Depende muito 
da situação. Sangramento vindo de ruptura de 
baço ou fígado se demorar muito para operar 
pode perder o paciente. 
➔ As hemorragias podem demorar de 3 a 4h 
para demonstrar alguma modificação do 
paciente, uma desestabilização. É muito 
importante me pacientes de trauma, serem 
monitorados de 8 a 12h, se eles tiverem um 
quadro hemorrágico, vai ser nesse tempo que 
vai aparecer os sinais clínicos para intervir e 
salvar a vida do paciente. 
➔ Avulsões mesentéricas: só começa a aparecer 
os sinais clínicos com a necrose da alça que é 
irrigada pela área que sofreu avulsão levando 
a uma peritonite no paciente. 
➔ Ruptura biliar: com o conteúdo biliar na 
cavidade abdominal causa uma peritonite 
química em torno de 1 a 2 semanas (marcar 
retorno para reavaliação). 
• Para fazer o diagnóstico, principalmente 
relacionada ao trauma e para outros tipos 
de lesões, os exames de imagem, o exame 
físico com o histórico para entender o que 
está acontecendo com o paciente- RX, US- 
se há presença de gás livre na cavidade 
abdominal e esse paciente tem histórico 
de trauma já tem que pensar que teve 
uma ruptura intestinal e esse gás está 
presente na cavidade abdominal, 
tomografia e ressonância magnética. 
Classificação: 
É classificada de acordo como local que faz a abertura: 
➔ Longitudinal mediana: é a mais utilizada em 
pequenos animais, pois nesse local temos a 
presença da linha alba que tem a vantagem 
de ser pouco vascularizada, então diminui a 
hemorragia e faz uma boa sustentação das 
suturas, acaba ajudando na cicatrização, 
também é um local que dá acesso a toda 
cavidade abdominal 
➔ Longitudinal paramediana (sagital): em 
situações pontuais em pequenos animais, 
utiliza a sagital que é paralela a linha média, 
acaba fazendo a secção do músculo reto ou 
dos músculos obliquo externo, obliquo 
interno e transverso dependendo da posição, 
com isso tem uma hemorragia maior e na 
sutura engloba o musculo que causa um 
pouco de mais de dor e uma resistência de 
sutura menor- usado em paciente 
criptorquida 
➔ Flanco- em grandes animais é bem utilizada- é 
realizada com o animal em estação. Em 
equinos é usado em algumas situações, em 
caso de cólica faz o acesso pelo plano 
longitudinal mediano. Para pequenos animais 
faz quando quer ter um acesso dorsal dos 
órgãos, como rins, ovários. Posição: entre a 
linha média entre a última costela e a crista 
ilíaca 
➔ Paracostal- é muito semelhante com a do 
flanco. Posição: paracostal de 1-2cm caudal a 
última costela. 
 
] 
Faz uma classificação de acordo com a cicatriz 
umbilical, onde pontua 
➔ Se a incisão for do processo xifoide até a 
cicatriz umbilical- pré-umbilical. Órgão que 
fica na região do abdome cranial como o 
estômago, fígado 
➔ Se a incisão for do umbigo até a o púbis- 
retro-umbilical- bexiga, cornos uterinos, colon 
descendentes 
➔ Se a incisão for da região xifoide até o púbis: 
pré-retro-umbilical. Fazer celiotomia-
exploratória 
O posicionamento é o decúbito dorsal – tricotomia 
ampla de todo abdome e do tórax caudal caso seja 
necessário ampliar a incisão. 
A incisão de fêmeas e gatos faz uma incisão de pele, 
subcutâneo e a linha alba, nos machos precisa desviar 
essa incisão para fazer acesso na região retro-
umbilical- lateraliza para incisão de pele e 
subcutâneo, 
puxa o 
pênis e 
lateraliza 
com a pinça 
de Backaus 
na ponta do 
prepúcio 
desviando-o 
da incisão. Na região parapeniana precisa fazer a 
ligadura dos ramos dos vasos epigástricos caudais, 
rompe o músculo prepucial e consegue fazer um 
rebatimento lateral do pênis e do prepúcio. 
• A incisão é feita crânio caudal 
• A linha alba é composta pela bainha do 
retroabdominal- é composta pelos 
folículos internos e externos onde tem a 
aponeurose dos principais músculos dessa 
região- retroadominal, obliquo externo, 
obliquo interno e do transversso. Tem 
uma mudança de conformação no 
abdome 
- No abdome cranial tem uma 
conformação onde o folheto externo da 
bainha de mielina do reto abdominal é 
composto pela aponeurose superior do 
musculo reto abdominal, do musculo 
obliquo externo e uma parte do obliquo 
interno (vai compor o folheto externo) e 
uma parte vai compor o folheto interno e 
o músculo transverso vai compor o 
folheto interno. 
- À medida que se afasta caudalmente vai 
ocorrer uma modificação onde no 
abdome caudal vai ter a composição do 
folheto externo, sendo feita pelos 
músculos obliquo abdominal externo, 
obliquo abdominal interno e transverso. O 
folheto interno passa a não existir e tem 
apenas a fáscia transversa e o peritônio- 
vai ser bastante importante na hora da 
sutura por conta da sustentação, a uma 
indicação de se pegar sempre a linha alba 
e não pegar a musculatura. Há trabalhos 
que estudam a possibilidade de não pegar 
o folheto interno nos 2/3 craniais do 
abdome, visto que o folheto externo dá 
uma sustentação melhor. 
 
Com a tesoura de Metzanbaum testa se tem 
aderência, principalmente pacientes que sofreu um 
outro procedimento anterior, se não tiver amplia com 
a tesoura de Mayo cranial e caudalmente- pode fazer 
caudo-cranial dependendo da posição- inicia pela 
região da cicatriz umbilical, é onde a linha alba está 
mais visível, mais fácil de visualizar. 
Exploração da cavidade: 
Celiotomia lingitudinal mediana: 
Divide a exploração da cavidade em quadrante 
cranial, quadrante caudal, trato intestinal e calhas 
(avalia a região localizada mais dorso-lateralmente). 
 
 
Visualiza o diafragma, hiato esofágico, fígado, 
avaliação da vesícula biliar (compressão- para ver o 
fluxo, árvore biliar), estômago, piloro, duodeno 
proximal e baço, ramos pancreáticos (palpação gentil- 
para evitar pancreatite), avaliação da veia porta, 
artérias hepáticas, veia cava caudal 
 
 
Avaliação do cólon descendente, bexiga, uretra, 
próstata, cornos uterinos 
• Fazer a compressão vesical para que a 
bexiga não atrapalhe a visualização dos 
outros órgãos. 
• Cesariana o útero pode está ocupando 
todo o abdome- incisão retro-umbilical; 
útero ocupando o abdome caudal. 
 
 
Avalia duodeno, cólon descendente, vasculatura e 
linfonodos mesentéricos. 
 
 
 
Região do assoalho da cavidadeabdominal- região 
mais dorsal onde vai fazer a retração para esquerda 
do mesoduodeno- tem a avaliação da calha direita 
onde vai visualizar o rim direito, a glândula adrenal 
direita, ureter, ovário direito. No colon descendente 
com a retração para direita, faz-se a avaliação da 
calha esquerda como o rim esquerdo, glândula 
adrenal esquerda, ureter esquerdo, ovário esquerdo. 
• Não deixar as vísceras em contato com a 
pele- sempre proteger com as compressas 
umedecidas. 
Pode utilizar alguns afastadores para auxiliar nas 
cirurgias abdominais: 
➔ Afastador de Balfour 
 
 
 
 
 
➔ Afastador de Farabelf: é manual 
 
Celiorrafia: 
Precisa fechar o folheto externo e interno, quando a 
incisão é na linha alba, já via pegar todos os folhetos, 
é importante legar de 4 a 10mm de um lado e do 
outro, lembrando que no abdome cranial, nos 2/3 
craniais do abdome se escorregar pega o folheto 
externo, pula o músculo e pega o folheto interno. No 
1/3 caudal pega apenas o folheto externo. 
As suturas que pode fazer para o fechamento de 
cavidade abdominal de pequenos animais pode ser 
suturas isoladas- promove maior distribuição das 
forças em situações sobre tensões é maior que a 
sutura contínua; ou continuas, em pequenos animais 
prefere as suturas isoladas, principalmente a de 
sultan- 2 PIS juntos 
 
➔ Se optar por fazer a sutura continua, utiliza o 
fio 1 calibre acima doque utilizaria em sutura 
isolada e precisa ser fios absorvíveis sintéticos 
de longa duração como a polidiaxonona. Os 
fios inabsorvíveis pode causar uma reação no 
paciente com saída de secreção depois. 
➔ A numeração de vem de dentro para fora de 
mais calibrosa para menos calibrosa- se usa 
um fio 2-0 na parede abdominal, utiliza um fio 
3-0 no subcutâneo e 4-0 na pele. Se usa 2-0 
Quadrante cranial: 
Quadrante caudal: 
Trato intestinal: 
Exploração das calhas: 
numa sutura isolada, utiliza o 0 para uma 
sutura continua. 
➔ Não há indicação para a utilização de categute 
cromado nessa situação, perde a tensão em 
20 dias e nesse tempo ainda não ocorreu a 
cicatrização 
➔ Ao fechar tem que se preocupar com o 
ligamento falciforme- ele se prende a parede 
abdominal cranial perto da região xifoide e 
não pode ficar interposto- se tiver 
atrapalhando quando abre pode fazer a 
dissecção dele- é bastante vascularizado, faz o 
pinçamento. Quando a sangramento do 
subcutâneo faz o pinçamento dos vasinhos 
para fazer a hemostasia e pode fazer a 
diatermia (eletrocoagulação- atrasa a 
cicatrização devido a necrose). 
➔ Todo instrumental que não está sendo 
utilizado volta para mesa. 
➔ Após fazer a colocação dos pontos faz a 
lavagem – é feita sobre pressão porque 
remove até 75% das bactérias- coloca as 
compressas ao redor e solução salina estéril 
ou ringer com lactado (é o que tá utilizando 
na fluido do paciente). 
➔ O fechamento do subcutâneo pode ser feito 
com uma sutura contínua- zigue-zague 
promove o fechamento do subcutâneo e ao 
mesmo tempo com aposição da pele; simples 
contínuo e depois com a pele. Ponto inicial 
dentro do vértice- PIS- zigue-zague. 
➔ Os pontos de pele mais indicado são a sutura 
de aposição em que dá preferência a suturas 
isoladas- como o PIS, Sultan, Wolf- não pode 
apertar para não fazer aversão do tecido- 
quando ocorrer o edema, se apertar muito 
atrapalha a cicatrização. Fio inabsorvível. 
➔ Em cesariana o ideal é fazer uma sutura 
intradérmica para ter um ponto inicial e um 
ponto final para que os filhotes possam 
mamar sem se incomodar com o fio ou fazer a 
sutura intradérmica com fio absorvível que é 
mais interessante já que se o paciente 
arrancar um fio perde toda a sutura. 
➔ Os fios sintéticos causam menor reação. O 
categute possui uma reação bem maior do 
que os fios absorvíveis sintéticos por isso há 
uma tendencia em abandonar o uso do 
categute para sutura e para ligadura (mais 
utilizado devido ao baixo custo). 
➔ O que o tutor vai ver é os pontos de fora e o 
curativo- fazer os pontos distribuídos 
igualmente todos virados para o mesmo lado, 
tomar cuidado para não apertar e depois 
fazer o curativo com a gaze e o microporio- 
paciente fica de roupa ou colar. 
 
 
 
É lateral a linha média, tem a secção sobre o reto 
abdominal- secciona o musculo. A desvantagem e que 
vai ter mais sangramento e menor fixação das suturas. 
Abre o folheto externo (bainha do reto), secciona o 
musculo reto e depois secciona o folheto interno 
junto com a fáscia transversa e o peritônio. 
O fechamento pode ser em 2 camadas: 
➔ 1ª camada pegando o folheto interno e o 
músculo 
➔ 2ª camada pegando o folheto externo 
• O que segura a sutura são os folhetos 
 
 
Posiciona o animal em decúbito lateral, contrário de 
onde vai fazer a abertura e fazer uma incisão 
acompanhando a costela 1 a 2cm depois da última 
costela. 
 
 
Pode-se fazer 
uma diérese 
simples ou 
composta, em 
pequenos 
animais o ideal é 
que seja 
Celiotomia paramediana: 
Celiotomia paracostal: 
composta- faz a abertura do obliquo externo, obliquo 
interno, transverso e da fáscia transversa com 
peritônio. Em pequenos animais não tem a 
necessidade de preocupar com o fechamento do 
peritônio porque ele cicatriza sozinho e pode tá até 
associado com algum tipo de aderência. Dependendo 
da necessidade acaba fazendo uma lavagem da 
cavidade abdominal com solução aquecida antes de 
fazer o fechamento- o ideal é que tenha um aspirador 
cirúrgico para retirada do conteúdo. O uso de 
antissepticos na cavidade abdominal não deve ser 
utilizado, visto que não trazem nenhum beneficio e 
ainda podem promover a formação de aderências, no 
caso de solução com iodo vão atrapalhar a 
quimiotaxia dos macrófagos, logo a lavagem deve ser 
feita apenas com soluções isotônicas. O uso de 
antibióticos associados a lavagem não traz nenhum 
benefício e também pode facilitar as aderências- fazer 
o uso de antibiótico venoso. 
- Biopsia hepática. 
→ No fechamento normalmente faz sutura contínua, 
pega a fáscia transversa junto com o musculo 
transverso, o segundo plano com o obliquo externo e 
interno, faz o fechamento do subcutâneo e pele. 
 
 
Divide a última costela, a crista ilíaca e a região da 
fossa paralombar. Para fazer a incisão é no ponto 
médio entre a última costela e a crista ilíaca e faz a 
incisão que vai desde a região dorsal abaixo das 
vertebras lombares até a região da linha média. 
Abertura do obliquo interno, obliquo externo, 
transverso e da fáscia transversa. Preferir a 
abordagem de diérese composta em pequenos 
animais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pós-operatório: 
Tem a necessidade de fazer a proteção com colares 
ou roupas cirúrgicas para evitar que o animal tenha 
acesso com o local, a lambedura pode arrancar os 
pontos ou infeccionar. É preciso indicar um repouso 
com restrição de espaço (retirar cama, sofá), pode 
passear com o paciente na guia, o paciente só não 
pode correr, tem que ser na guia. Sempre que faz 
abertura de cavidade tem que se preocupar com 
analgesia- vai depender também da doença de base, 
utiliza um opioide, como tramadol, meloxicam, 
carprofeno (AINE) associação com dipirona, por no 
mínimo 3 dias. O tramadol faz o uso a cada 8h 2-
10mg/kg em cães; 1-2mg/kg em gatos. A dipirona é 
feita de 12/12h para os gatos e de 8/8h para os cães 
durante 3 dias. 
Complicações: 
Estão diretamente relacionados com a técnica 
cirúrgica, as celiotomias não tem necessidade do uso 
de antibióticos profiláticos, mas dependendo da 
doença de base é preciso como método profilático. 
➔ Colocar na sutura os folhetos 
➔ Pegar pouco tecido 
➔ Usar fio inadequado, ponto muito apertado 
➔ Contaminação 
-Comparando a celiotomia mediana e paramediana e 
a celiotomia paracostal e pelo flanco a paracostal e 
pelo flanco tem a vantagem de não ter o peso das 
vísceras contra - tem a menor chance evisceração ouhérnias e tem a vantagem da visualização dos pontos. 
Na linha média tem a vantagem de ter uma 
visualização mais completa, o tempo cirúrgico é 
menor, pela região do flanco e paracostal o pelo pode 
não nascer mais. 
 
 
Laparotomia: