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GERENCIAMENTO DE CRISE 
AULA 5 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Cristiano Moskaleski Cubas de Lima 
 
 
 
 
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CONVERSA INICIAL 
Iniciaremos essa aula relembrando o conceito de primeira intervenção e 
identificando os 10 passos da primeira intervenção que devem ser tomados. São 
eles: 
1º - Localizar o ponto exato da crise; 
2º - Conter a crise; 
3º - Isolar o ponto crítico; 
4º - Estabelecer contato sem concessões; 
5º - Solicitar apoio de área; 
6º - Coletar informações; 
7º - Diminuir o estresse da situação; 
8º - Permanecer em local seguro; 
9º - Manter terceiros afastados; 
10º - Acionar as equipes especializadas. 
 Na aula de hoje, passaremos a conhecer os elementos essenciais do 
gerenciamento de crises. 
TEMA 1: ELEMENTOS ESSENCIAIS NO GERENCIAMENTO DE CRISES 1 
a) Teatro de Operações: 
É, em contexto geral, o local onde se desenvolve todo o evento crítico. 
b) Gerente da Crise: 
É o responsável pela crise e detém mais alta patente ou autoridade. É ele 
que tem o poder decisório sobre todas as medidas a serem adotadas. 
Normalmente, é o policial ou autoridade que detém a responsabilidade territorial 
no local do evento, geralmente, o comandante da área. 
c) Comandante do Teatro de Operações: 
 
 
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O comandante do Teatro de Operações (Cmt. TO) é o oficial da Polícia 
Militar ou integrante da Polícia Civil ou da Polícia Federal que administra os 
recursos na crise e estabelece os procedimentos operacionais que o caso 
requer, juntamente com as equipes especializadas e o pessoal de apoio. Sua 
presença é sempre obrigatória no local até a resolução da crise. 
Em geral, a função de Cmt. TO deve ser desempenhada pelo policial 
responsável pelas equipes especializadas responsáveis pelas alternativas 
táticas do GC, quais sejam, a Equipe de Negociação (EN), o Grupo de 
Intervenção (GI) e o Grupo de Atiradores de Precisão (GAP) 
TEMA 2: ELEMENTOS ESSENCIAIS NO GERENCIAMENTO DE CRISES 2 
a) Perímetros de Segurança: 
Os perímetros de segurança são definidos como barreiras de contenção 
contra os terceiros que têm a intenção de se aproximar do ponto crítico. 
Perímetro de Segurança Interno: O perímetro de segurança interno é aquele 
estabelecido no entorno do ponto crítico. A área formada entre o ponto crítico e 
a perímetro interno é tecnicamente denominada de zona estéril. 
Perímetro Tático Externo: O perímetro de segurança externo deverá ser 
montado o mais afastado possível do ponto crítico e também do perímetro 
interno. Entre o perímetro externo e o interno se formará uma área tecnicamente 
denominada de zona tampão. Nessa área permanecerão as estruturas 
necessárias para o gerenciamento, como por exemplo, o Posto de Comando 
(PC), o Posto de Comando Tático (PCT) e o Posto de Negociação (PN). 
b) Comandante do perímetro: 
Figura fundamental em uma crise é o responsável pela coordenação das 
equipes policiais encarregadas de executar o isolamento do local, com o objetivo 
de possibilitar a consecução dos perímetros de segurança, tanto interno quanto 
externo. Como você pode observar, o comandante do perímetro (CP) terá uma 
missão árdua pela frente. Não só pelo fato da área sob sua coordenação ser 
extensa, mas também, pelas inúmeras investidas de terceiros que tentarão 
transpor os limites estabelecidos para o isolamento. Os policiais militares e os 
integrantes de outras forças de segurança de apoio que estiverem designados 
para tal missão deverão estar muito bem orientados para não ceder às pressões 
 
 
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que, com certeza, sofrerão de terceiros (curiosos, familiares e profissionais de 
imprensa). 
c) Posto de Comando: 
Estrutura montada para desenvolvimento dos trabalhos de resolução da 
crise pelo Cmt. do teatro, local de tomada de decisões. Neste, devem sempre 
existir comunicação, segurança, infraestrutura, distância, acessibilidade e 
tranquilidade. 
TEMA 3: ELEMENTOS ESSENCIAIS NO GERENCIAMENTO DE CRISES 3 
a) Equipe de negociação 
Formada por negociadores policiais (operadores especializados na área 
de negociação em crises), uma equipe de negociação (EN) é responsável pela 
aplicação da primeira alternativa tática a ser considerada durante o 
gerenciamento de um evento crítico. O trabalho da EN tem como objetivo a 
condução do evento para um final pacífico, buscando a rendição ou a saída do 
CEC, bem como a libertação dos reféns ou vítimas com suas condições físicas 
preservadas, por meio de técnicas específicas de barganha e persuasão. 
b) Grupo de intervenção 
É formado por policiais militares concludentes do Curso de Operações 
Especiais (COEsp), que se dividem em áreas de especialização por meio das 
seguintes equipes: arrombamento tático, ações em ambientes hostis, ações em 
ambientes verticais, técnicas não letais. O GI utiliza armas e equipamentos 
especiais, bem como executa ações padronizadas e exaustivamente treinadas 
para garantir o êxito da missão 
c) Grupo de atiradores de precisão 
Grupamento policial especializado, formado pelos atiradores de precisão 
da corporação, também conhecidos como snipers. Os integrantes têm várias 
missões durante um evento crítico, entre elas, a observação e a coleta de 
informações sobre o fato, o apoio ao grupo de intervenção com cobertura de fogo 
e, em último caso, a execução do tiro de comprometimento, que é uma das 
alternativas táticas previstas pela doutrina de gerenciamento de crises. 
 
 
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TEMA 4: ELEMENTOS ESSENCIAIS NO GERENCIAMENTO DE CRISES 4 
a) Elementos de Inteligência 
Convocados entre os integrantes do serviço reservado (P/2 ou 2ª Seção 
do Estado Maior) das Unidades Policiais Militares responsáveis pela área 
territorial onde se desenrola a crise, esses policiais têm como responsabilidade 
a coleta de informações sobre a ocorrência crítica e detalhes sobre seus 
envolvidos (CEC, reféns, vítimas ou outros julgados necessários). 
a) Equipes de Socorro Médico 
A presença de equipe médica no local é importante em todas as fases do 
evento crítico. 
b) Assessor de Comunicação Social 
Figura imprescindível no Teatro de Operações, o assessor de 
comunicação social é o responsável pela transmissão de informações à 
imprensa. As informações, selecionadas e relativas à ocorrência, devem ser 
repassadas periodicamente aos repórteres. 
Uma das importantes funções desse assessor é o trato com os parentes 
das pessoas envolvidas, os quais invariavelmente estarão nas proximidades em 
busca de informações sobre seus familiares. 
TEMA 5: ELEMENTOS ESSENCIAIS NO GERENCIAMENTO DE CRISES 5 
a) Grupos de Apoio 
Todas as pessoas ou funções que prestam o apoio necessário em todo o 
momento do evento crítico. Temos aqui os bombeiros, equipes de telefonia, 
engenheiros de tráfico, dentre outros. 
a) Outros Assessores 
Durante o gerenciamento de uma crise, diversos outros especialistas 
poderão ser solicitados para prestar assessoria em sua área de experiência aos 
gestores do evento e aos operadores especializados. Por exemplo: 
 Assessor Logístico; 
 Assessor Jurídico; 
 
 
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 Assessor de Saúde; 
 Técnicos Explosivistas. 
NA PRÁTICA 
Faço parte do grupo de intervenção de um sequestro frustrado, com 
suspeito barricado com uma arma de fogo, ameaçando uma senhora de 70 anos. 
Como já realizei vários cursos na área de negociação, o meu comando do GI 
pediu para que eu tome frente às negociações, pois ele não confia na equipe 
que está negociando a situação. Diante disso: 
 Tenho capacidade técnica para tal função? 
 Meu Cmt do GI tem autonomia e autoridade funcional para isso? 
 Posso realizar esta função no TO? 
FINALIZANDO 
Com a aula de hoje, temos condições técnicas de identificar e conhecer 
os elementos essenciais de informação. Trabalhamos o conceito e as 
características de cada um, identificando perímetros, conhecendo um pouco 
mais de como se forma o Teatro de Operações e as funções de cada grupo ou 
atividade dentro da resolução de uma crise.REFERÊNCIAS 
BRASIL. Constituição Federal de 1988. Promulgada em 5 de outubro de 1988. 
Disponível em 
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm>. Acesso 
em: 14 out. 2015. 
KLEIN, Aaron, J. Contra-ataque. Rio de Janeiro: Ediouro, 2006. 
MONTEIRO, Roberto C. et al. Gerenciamento de crises. 7ª ed. Brasília: 
Departamento de Polícia Federal, 2008. 
Ônibus 174. Direção: José Padilha. Produção: Marcos Prado e José Padilha. 
BRA: Vinny Filmes, 2002, DVD. (Documentário). 
O sequestro do metrô 123. Direção: Tony Scott. Produção: Todd Black, Jason 
Blumenthal, Tony Scott, Steve Tisch. EUA, Reino Unido: Columbia Pictures e 
MGM, 2009, DVD. 
 
 
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Os negociadores da polícia de Nova York. Direção e Produção: Daniel Elias 
e David Houts. Nova York: Hybrid Films, 1999. Disponível em: 
<https://www.Youtube.com /watch?v=PS_Kw2ntyiM>. Acesso em 10 jan. 2016.

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