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MATERIAL DIGITAL
MANUAL DO PROFESSOR
LÍNGUA PORTUGUESA
9º ANO
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
ELZA FUJIHARA
ORGANIZADORA
Tecendo Linguagens – Língua Portuguesa – 9º ano
Ensino Fundamental – Anos Finais
© IBEP, 2018
	Diretor superintendente
	Jorge Yunes
	Diretora editorial
	Célia de Assis
	Coordenação
	Elza Fujihara
	Editora
	Camila Castro
	Designer Multimídia
	Wendel Freitas
	Colaboradora
	Daniela Longo
	
Revisores
	Kátia Cardoso da Silva Maria do Rosário Sousa
Material Digital do Manual do Professor | Ensino Fundamental - Anos Finais
Sumário
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
Apresentação
Material Digital do Manual do Professor - 1º Bimestre
Plano de Desenvolvimento - 1º Bimestre
Projeto Integrador: Releitura de contos e romances africanos e afro-brasileiros Sequência Didática 01: Leitura de minicontos
Sequência Didática 02: Produção de fotorreportagem
Sequência Didática 03: A literatura comparada: intertextualidade Propostas de Acompanhamento da Aprendizagem - 1º Bimestre
Material Digital do Manual do Professor - 2º Bimestre
Plano de Desenvolvimento - 2º Bimestre Projeto Integrador: Cineclube
Sequência Didática 04: Leitura e produção de poemas concretos Sequência Didática 05: Leitura e apreciação de narrativas de aventura Sequência Didática 06: Roteiro para audiovisual
Propostas de Acompanhamento da Aprendizagem - 2º Bimestre
Material Digital do Manual do Professor - 3º Bimestre
Plano de Desenvolvimento - 3º Bimestre
Projeto Integrador: Campanha contra a desigualdade
Sequência Didática 07: Leitura e análise de textos argumentativos Sequência Didática 08: Relatório multimidiático de campo Sequência Didática 09: Leitura e análise de petição on-line Propostas de Acompanhamento da Aprendizagem - 3º Bimestre
Material Digital do Manual do Professor - 4º Bimestre
Plano de Desenvolvimento - 4º Bimestre Projeto Integrador: Feira de profissões Sequência Didática 10: O impacto das fake news
Sequência Didática 11: Entrevistas com profissionais Sequência Didática 12: Proposta de projeto cultural
Propostas de Acompanhamento da Aprendizagem - 4º Bimestre
Material Audiovisual
1º bimestre: O que é metáfora? (CC)
2º bimestre: Debate regrado (CC)
3º bimestre: Atlas da Violência (CC)
4º bimestre: Declaração Universal dos Direitos Humanos (Licença fechada)
material está disponível em licença aberta do tipo Creative Commons:Este
 Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional	
Attribution NonCommercial 4.0 International
Você tem o direito de:
You are free to:
Compartilhar: copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato.
Share: copy and redistribute the material in any medium or format.
Adaptar: remixar, transformar e criar a partir do material.
Adapt: remix, transform, and build upon the material.
O licenciante não pode revogar estes direitos desde que você respeite os termos da licença.
The licensor cannot revoke these freedoms as long as you follow the license terms.
De acordo com os seguintes termos:
Under the following terms:
Atribuição: Você deve atribuir o devido crédito, fornecer um link para a licença, e indicar se foram feitas alterações. Você pode fazê-lo de qualquer forma razoável, mas não de uma forma que sugira que o licenciante o apoia ou aprova o seu uso.
Attribution: You must give appropriate credit, provide a link to the license, and indicate if changes were made. You may do so in any reasonable manner, but not in any way that suggests the licensor endorses you or your use.
Não comercial: Você não pode usar o material para fins comerciais.
Noncommercial: You may not use this work for commercial purposes.
Sem restrições adicionais: Você não pode aplicar termos jurídicos ou medidas de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a licença permita.
No additional restrictions: You may not apply legal terms or technological measures that legally restrict others from doing anything the license permits.
https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/deed.pt_BR
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
Apresentação
Caro professor,
Apresentamos o Material Digital do Manual do Professor de Língua Portuguesa, que tem como objetivo organizar e enriquecer sua prática, além de contribuir para sua atualização e oferecer subsídios para seu trabalho em sala de aula.
Organizado em bimestres, o material visa enriquecer as propostas didático-pedagógicas e o conteúdo proposto pelo livro didático impresso, de modo a incentivar diferentes práticas e metodologias em sala de aula. Por isso, é importante ressaltar que as propostas apresentadas podem ser adaptadas de acordo com os contextos locais e as realidades escolares, com o objetivo de adequar-se aos diferentes propósitos educacionais.
O Material Digital do Manual do Professor de Língua Portuguesa apresenta:
· Plano de Desenvolvimento: explicita o trabalho bimestral com os objetos de conhecimento e as habilidades, relaciona essas informações às práticas didático-pedagógicas, apresenta sugestões de atividades, indica fontes de pesquisa, orienta para a gestão do tempo em sala de aula, propõe acompanhamento das aprendizagens e indica as habilidades necessárias para dar continuidade aos estudos.
o Projeto Integrador: parte integrante do plano de desenvolvimento, que apresenta uma proposta pedagógica que tem como objetivo tornar a aprendizagem dos alunos mais concreta, reunindo habilidades recorrentes no bimestre e favorecendo o desenvolvimento de competências gerais e específicas propostas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Por meio da ligação entre dois ou mais componentes curriculares, os projetos integradores propiciam a contextualização da aprendizagem, conectam os alunos às situações vivenciadas, contemplando contextos locais e abordagens regionais, e valorizam os conhecimentos construídos ao longo do processo, além de permitir a socialização dos aprendizados.
· Sequências Didáticas: com o objetivo de abordar, de forma seletiva, objetos de conhecimento e habilidades previstos no período, são propostas 3 sequências didáticas por bimestre. O total de 12 sequências didáticas apresenta um conjunto de atividades ordenadas, estruturadas e articuladas para a realização de determinados objetivos para serem realizadas individualmente, coletivamente, em grupo etc.
· Proposta de Acompanhamento da Aprendizagem: com o objetivo de instrumentalizar a verificação sobre a construção das habilidades previstas no bimestre, cada bimestre apresenta uma avaliação composta por 10 questões, que podem ser abertas e/ou de múltipla escolha. O gabarito de correção apresenta detalhamento das habilidades avaliadas e orientações ao professor. Por fim, é fornecida uma ficha de acompanhamento das aprendizagens dos alunos para subsidiar o trabalho e contribuir para reuniões de conselho de classe e atendimento aos familiares e responsáveis.
· Material Audiovisual: serve como ferramenta de auxílio docente. Seja no formato de áudio, vídeo e/ou videoaula, o material complementa o livro didático impresso. Seu objetivo é o de favorecer a compreensão dos alunos sobre relações, processos, conceitos e princípios, permitindo a visualização de situações e experiências da realidade, aprofundar conceitos, sintetizar conteúdos e estabelecer relações com o contexto cultural dos alunos.
Em suma, os materiais propiciam a ampliação bimestral dos conteúdos do livro didático impresso e valorizam diferentes tipos de atividades, além de possibilitar a integração entre componentes curriculares, propor diferentes formas de avaliação, estimular a prática de diversas estratégias pedagógicas e incentivar o uso efetivo do material didático em sala de aula, contribuindo com a prática docente, cujo objetivo é desenvolver uma aprendizagem transformadora.
Bom trabalho!
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
Plano de Desenvolvimento Bimestral
Apresentação
Prezado professor,
Este Plano de Desenvolvimento explicita os objetos de conhecimento e habilidades a serem trabalhados duranteo 9º ano do Ensino Fundamental, apresentando subsídios e sugerindo práticas de sala de aula que contribuam com
o trabalho a ser realizado.
Uma aprendizagem eficaz da Língua Portuguesa que contemple as práticas de linguagem, relaciona as informações explicitadas a diferentes práticas didático-pedagógicas. Além das propostas, o material apresenta sugestões de atividades, indica fontes de pesquisa, orienta a gestão do tempo em sala de aula e propõe o acompanhamento das aprendizagens.
O Plano de Desenvolvimento está ordenado nas seguintes partes:
I. Objetos de conhecimentos e habilidades
A primeira parte apresenta os objetos de conhecimento e as habilidades trabalhados no bimestre que deverão ser tomados como metas para o ensino e a aprendizagem, possibilitando aos alunos a apropriação dos conhecimentos de Leitura, Produção de texto, Oralidade e Análise linguística/semiótica. As informações que compõem o quadro estão em consonância com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), visando à organização, à facilidade de uso e ao cumprimento das metas de aprendizagem.
Os objetos de conhecimentos e as habilidades são um conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais. Por isso, o trabalho deve ser contínuo. Vale destacar que as habilidades apresentam um arranjo possível e os agrupamentos propostos não devem ser tomados como um modelo obrigatório, mas uma proposta para facilitar a compreensão dos conjuntos e inter-relacionamento possíveis, enfatizando articulações entre campos, objetos de conhecimento e habilidades.
Por fim, ao final do quadro, são apresentadas algumas habilidades essenciais para dar continuidade aos estudos.
II. Propostas de atividades
Na segunda parte, são indicadas propostas de atividades, organizadas por práticas de linguagem (Leitura, Produção de texto, Oralidade e Análise Linguística/Semiótica), recorrentes em sala de aula e que podem favorecer o trabalho com as habilidades. Também são apresentados as sequências didáticas e o projeto integrador bimestrais, com o objetivo auxiliar a organização e o planejamento para a realização dessas práticas didático-pedagógicas.
III. Gestão da sala de aula
Na terceira parte, o foco é a gestão do tempo em sala de aula e dos recursos que possibilitam um melhor gerenciamento do trabalho docente. As orientações são concernentes ao ambiente, às formas de apresentação, à organização das situações e do tempo.
IV. Acompanhamento das aprendizagens
A quarta parte aborda avaliações e instrumentos de aferição que podem contribuir para avaliar o desempenho dos alunos.
V. Fontes de pesquisa
A quinta e última parte inclui indicações e outras fontes de pesquisa, como sites, vídeos, filmes, revistas e artigos para serem usados em sala de aula.
As propostas e os subsídios apresentados neste Plano de Desenvolvimento são orientações de caráter aberto e podem, portanto, ser adaptados de acordo com a realidade escolar e das práticas da sala de aula, com o propósito de promover uma aprendizagem significativa dos alunos.
Bom trabalho!
Plano de Desenvolvimento Bimestral | Ensino Fundamental - Anos Finais
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
1º BIMESTRE
 HABILIDADES E CONTEÚDOS	
Este Plano de Desenvolvimento orienta a trabalhar com os seguintes objetos de conhecimento e habilidades para o 1º bimestre do 9º ano:
	PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
	OBJETOS DE CONHECIMENTO
	HABILIDADES*
	CONTEÚDOS
	
Leitura
	
Relação entre textos
	(EF09LP02) (EF69LP30) (EF89LP32)
	· Leitura de imagens: fotografia, fotorreportagem e telas
· Leitura de conto
· Características do gênero conto
· Leitura de cartaz de campanha
· Leitura de tirinha
· Narrativa: tempo cronológico x tempo psicológico
· Leitura de texto informativo
· Leitura de romance (fragmento)
· Características do gênero romance
· Leitura de notícia
· Leitura de resenha de filme
· Leitura de conto em quadrinhos
· Leitura de poema
	
	Estratégia de leitura: apreender os sentidos globais do texto
	
(EF69LP03)
	
	
	Reconstrução das condições de produção, circulação e recepção | Apreciação e réplica
	(EF69LP44) (EF69LP46)
	
	
	Reconstrução da textualidade e compreensão dos efeitos de sentidos provocados pelos usos de recursos linguísticos e multissemióticos
	
(EF69LP47)
	
	
	Adesão às práticas de leitura
	(EF69LP49)
	
	
	Efeitos de sentido
	(EF89LP06)
	
	
	Efeitos de sentido | Exploração da multissemiose
	(EF89LP07)
	
	
	
Estratégias de leitura | Apreciação e réplica
	
(EF89LP33)
	
	
Produção de textos
	Estratégias de escrita: textualização, revisão e edição
	(EF69LP36)
	
· Produção de conto
	
	Consideração das condições de produção | Estratégias de produção: planejamento, textualização e revisão/edição
	
(EF69LP51)
	
	
	
Construção da textualidade
	
(EF89LP35)
	
	
Oralidade
	Participação em discussões orais de temas controversos de interesse da turma e/ou de relevância social
	
(EF69LP13)
	
· Exposição oral: mostra de fotografia
· Discussão oral
	
	Estratégias de produção: planejamento e produção de apresentações orais
	
(EF69LP38)
	
	
	Produção de textos orais | Oralização
	(EF69LP53)
	
	
	Escuta | Apreender o sentido geral dos textos | Apreciação e réplica | Produção/Proposta
	
(EF89LP22)
	
	
Análise Linguística/ Semiótica
	
Fono-ortografia
	
(EF09LP04)
	
· Tipos de predicado
· Figuras de linguagem: paradoxo, anáfora, metáfora e eufemismo
· Predicativo do sujeito e predicativo do objeto
· Pontuação: vírgula para separar termos da oração
· Predicado verbo-nominal
	
	
Morfossintaxe
	(EF09LP05) (EF09LP06)
	
	
	
Recursos linguísticos e semióticos que operam nos textos pertencentes aos gêneros literários
	
(EF69LP54)
	
	
	Estilo
	(EF89LP15)
	
· As descrições das habilidades podem ser conferidas ao final do plano.
HABILIDADES ESSENCIAIS
O trabalho com as habilidades a seguir é essencial para dar continuidade aos estudos dos alunos:
(EF69LP53) Ler em voz alta textos literários diversos – como contos de amor, de humor, de suspense, de terror; crônicas líricas, humorísticas, críticas; bem como leituras orais capituladas (compartilhadas ou não com o professor) de livros de maior extensão, como romances, narrativas de enigma, narrativas de aventura, literatura infanto-juvenil, – contar/recontar histórias tanto da tradição oral (causos, contos de esperteza, contos de animais, contos de amor, contos de encantamento, piadas, dentre outros) quanto da tradição literária escrita, expressando a compreensão e interpretação do texto por meio de uma leitura ou fala expressiva e fluente, que respeite o ritmo, as pausas, as hesitações, a entonação indicados tanto pela pontuação quanto por outros recursos gráfico-editoriais, como negritos, itálicos, caixa-alta, ilustrações etc., gravando essa leitura ou esse conto/reconto, seja para análise posterior, seja para produção de audiobooks de textos literários diversos ou de podcasts de leituras dramáticas com ou sem efeitos especiais e ler e/ou declamar poemas diversos, tanto de forma livre quanto de forma fixa (como quadras, sonetos, liras, haicais etc.), empregando os recursos linguísticos, paralinguísticos e cinésicos necessários aos efeitos de sentido pretendidos, como o ritmo e a entonação, o emprego de pausas e prolongamentos, o tom e o timbre vocais, bem como eventuais recursos de gestualidade e pantomima que convenham ao gênero poético e à situação de compartilhamento em questão.
(EF89LP33) Ler, de forma autônoma, e compreender – selecionando procedimentos e estratégias de leitura adequados a diferentes objetivos e levando em conta características dos gêneros e suportes – romances, contos contemporâneos, minicontos, fábulas contemporâneas, romances juvenis, biografias romanceadas, novelas, crônicas visuais, narrativas de ficção científica, narrativas de suspense, poemas de forma livre e fixa (como haicai), poema concreto, ciberpoema, dentre outros, expressando avaliação sobre o texto lido e estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores.
(EF89LP35) Criar contos ou crônicas (em especial, líricas), crônicas visuais, minicontos, narrativas de aventura e deficção científica, dentre outros, com temáticas próprias ao gênero, usando os conhecimentos sobre os constituintes estruturais e recursos expressivos típicos dos gêneros narrativos pretendidos, e, no caso de produção em grupo, ferramentas de escrita colaborativa.
(EF09LP04) Escrever textos corretamente, de acordo com a norma-padrão, com estruturas sintáticas
complexas no nível da oração e do período.
(EF09LP05) Identificar, em textos lidos e em produções próprias, orações com a estrutura sujeito-verbo de ligação-predicativo.
(EF09LP06) Diferenciar, em textos lidos e em produções próprias, o efeito de sentido do uso dos verbos de ligação “ser”, “estar”, “ficar”, “parecer” e “permanecer”.
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
Plano de Desenvolvimento Bimestral | Ensino Fundamental - Anos Finais
 PROPOSTAS DE ATIVIDADES	
Para que as habilidades descritas sejam trabalhadas, é importante que algumas práticas pedagógicas sejam recorrentes em sala de aula, fazendo parte do planejamento diário, semanal ou quinzenal do professor.
Atividades relacionadas à prática de linguagem LEITURA
Leitura em voz alta
Promover a leitura em voz alta colaborativa com os alunos, preparando-os para essas atividades, com a escolha adequada do texto e a realização do objetivo proposto.
· A escolha prévia e adequada do suporte para a leitura do texto (projeção; computador, internet, laboratório de informática, papel e tipo papel) – tudo isso contribui para o sucesso da leitura.
· A leitura do texto deve ser planejada e incentivar a participação dos alunos.
· Atividades após a leitura devem ser programadas pelos professores para que sejam significativas, cumprindo diferentes propósitos, como apreciar e incentivar a busca de informações, para aprender coisas novas etc., considerando estratégias diferenciadas para a prática.
Leitura colaborativa
Como o objetivo não é apenas formar leitores, mas formar leitores fluentes, uma maneira de contribuir é planejar atividades de leitura colaborativa. Por meio desta, pode ser proposta a leitura de textos mais densos ou extensos, como poemas ou romances. A leitura colaborativa, como o próprio nome diz, aposta na colaboração, na interação com o outro para que, com a mediação do professor, os alunos avancem em seus conhecimentos.
Para planejar esse tipo de atividade, em primeiro lugar o professor precisa ter bons conhecimentos prévios sobre o texto ou, se possível, lê-lo previamente. Deve também pesquisar com antecedência informações sobre o autor e sobre sua obra, além do contexto sócio-histórico em que o texto foi produzido.
Para realizar a leitura colaborativa, o ideal é que cada um tenha o seu exemplar do texto – livro, conto, poema etc. Nos dias marcados para a realização da leitura, todos devem acompanhá-la e podem (e devem) contribuir com a leitura em voz alta e na elaboração de comentários, desde que sejam feitos de forma organizada. Todos podem colaborar para que, ao longo da leitura, a turma faça reflexões conjuntas e vá formulando conclusões sobre o texto, em um processo contínuo de interpretação e compreensão.
Leitura de narrativas gráfico-visuais
Gênero marcado pela relação entre as linguagens verbal e não verbal, as Histórias em Quadrinhos costumam ser boas estratégias para desenvolver a leitura verbo-visual dos alunos. É possível trabalhar as características do gênero, as personagens, onde e como são expostas, os diferentes tipos de balões para representar as falas. Podem-se explorar os elementos tanto da linguagem escrita como da visual, por meio dos desenhos e das expressões faciais, além dos próprios elementos estilísticos como as onomatopeias e os recursos gráficos, símbolos e sinais que criam sensações, movimentos nos desenhos.
Leitura de um conto ou poema
Propor a leitura extra de um conto ou outra narrativa curta a cada bimestre. Todos podem sugerir, inclusive o professor, um texto que será lido e discutido pela turma. Essa discussão pode ser sobre os elementos que compõem a narrativa ou a partir do tema. Outra possibilidade de atividade para o exercício da leitura é a declamação em coro de um poema, ou seja, um jogral. Essa atividade também ajuda a desenvolver a integração entre os alunos, proporcionando a todos um momento de fruição e saber.
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
Atividades relacionadas à prática de linguagem PRODUÇÃO DE TEXTOS
Desenvolvimento em etapas para a escrita
O trabalho com produções textuais será conduzido em quatro etapas:
· Planejamento: propostas de planejamentos, indagando sobre a escrita, sobre a retomada de leituras e verificando a estrutura do texto, o público-alvo etc.
· Reflexão e discussão: promover reflexões para desenvolver um olhar crítico sobre os textos.
· Releitura: mapear as incoerências, ideias soltas, desvios da norma padrão, ajustes de pontuação, ortografia.
· Reescrita: correções coletivas, com sugestões de melhorias do texto.
· Edição: editar e trabalhar o texto, ilustrando-o, por exemplo.
· Avaliação: verificar como foi o processo de escrita.
Todas as etapas anteriormente descritas são importantes, mas a etapa de planejamento é fundamental, pois dela depende o bom andamento da produção e o atingimento do produto final (o texto) de forma satisfatória.
Releituras
Criar o hábito de releitura de textos escritos para o aperfeiçoamento do processo, sobretudo em produções coletivas, seja para buscar novas interpretações, seja para ajustes de ordem ortográfica.
Fotodenúncias
A atividade de fotodenúncia desencadeia reflexão sobre as múltiplas possibilidades de uso de imagens nas aulas e permite exercício de escrita por meio das legendas. Os estudantes podem fotografar problemas de ordem pública do bairro, como buracos nas vias públicas, crescimento de mato, falta de saneamento, problemas com a iluminação, entre outros. Podem trabalhar a edição das imagens e introduzir legendas nas fotografias indicando as situações difíceis retratadas.
Produção de contos sem final para serem divulgados em blog ou site da turma
Convide os alunos a produzir contos sem final para serem divulgados na internet, em forma de coletânea. Essa atividade deve ser realizada em computador com acesso à internet e com o auxílio de software de edição de texto. Os alunos devem ser incentivados a realizar a revisão, a edição final e a formatação dos textos de modo a instigar os leitores. Nesse tipo de atividade, além de inserir possibilidades de criação multimodal do texto escrito, por meio da escolha de fontes, cores, fundos etc., eles podem inserir imagens, sons e outros recursos multimídias. Mobilize os alunos para a produção dos contos e combinem a divulgação.
Atividades relacionadas à prática de linguagem ORALIDADE
Rodas de conversa
Com a finalidade de trocar informações, discutir e planejar atividades, relatar experiências, as rodas de conversa devem ser uma atividade constante entre as atividades previstas no planejamento. Em uma roda de conversa, é possível sondar os conhecimentos prévios que os alunos têm sobre determinado tema e/ou gênero a ser estudado, de modo que se tenham condições de prever mais alguns subsídios teórico-práticos ou de suprimir alguns recursos previstos, ajustando seu planejamento às necessidades didáticas dos alunos.
Apresentação de trabalhos com suporte de recursos multimídias
Os alunos serão ensinados quanto aos procedimentos formais, ao trabalho com a linguagem, à postura em uma apresentação ao público. Considerando:
· Seleção e escolha do tema a ser trabalhado.
· Compreensão do assunto abordado.
· Pesquisas em diferentes fontes e meios para aprender mais e melhor sobre o objeto estudado.
Plano de Desenvolvimento Bimestral | Ensino Fundamental - Anos Finais
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
· Planejamento a apresentação.
· Produção do roteiro para a apresentação.
· Realização da apresentação utilizando com destreza diversas ferramentas do meio digital.
Seminários
Com foco principal na exposição oral, o seminário é um gênero de transmissão de saberes, técnicos ou científicos, sobre temas relacionados a determinado campo de conhecimento.Essa atividade de interlocução trabalha apresentações individuais ou em grupo mediadas por regras. Saber portar-se diante do público, apresentar-se, mostrar domínio de conteúdo, com pesquisa prévia. Considerar as características do público- alvo, como faixa etária, interesses, expectativas e conhecimentos prévios em relação ao tema abordado, uso de linguagem formal, dentre outras.
Filmar os textos produzidos oralmente e assistir depois para avaliar o desempenho
Gravar as apresentações orais é uma maneira de possibilitar que alunos revisitem os textos produzidos. Vendo-se por meio da tela, eles têm condições de perceber ajustes que precisam ser feitos para as próximas apresentações. Por exemplo: tom e volume de voz, ritmo, timbre, hesitações, postura, expressões faciais e corporais etc.
Atividades relacionadas à prática de linguagem ANÁLISE LINGUÍSTICA/SEMIÓTICA
Consulta ao dicionário
Incentivar e orientar os alunos a utilizar o dicionário para localizar palavras cujo teor desconheçam, ampliando seu conhecimento ortográfico e vocabular da língua.
Linguagem adequada a cada gênero
É importante que os alunos tenham como hábito a verificação da variedade linguística adequada a cada gênero lido ou produzido. Nessa análise, eles podem averiguar os recursos linguísticos que se prestam a cada finalidade. Por exemplo: pontuação expressiva, uso de abreviações, regionalismos, pronomes de tratamento, figuras de linguagem, marcas de oralidade, entre outros.
Elementos linguísticos e os efeitos de sentido em textos literários
Propor a leitura de narrativa curta, um conto, por exemplo, para tentar perceber com os alunos como os tempos e modos verbais estão organizados e de que maneira contribuem para o sentido do texto.
Consulta às publicações dos gêneros em estudo
É importante que os alunos tenham como hábito a verificação da variedade linguística adequada a cada gênero lido ou produzido. Nessa análise, eles podem averiguar os recursos linguísticos que se prestam a cada finalidade. Por exemplo: pontuação expressiva, uso de abreviações, regionalismos, pronomes de tratamento, figuras de linguagem, marcas de oralidade, entre outros. Entretanto, a análise só é possível se os alunos tiverem acesso a textos autênticos dos gêneros em estudo no bimestre. Disponibilize livros, jornais, revistas e outros recursos impressos e digitais para que os alunos possam ter acesso aos respectivos gêneros.
Plano de Desenvolvimento Bimestral | Ensino Fundamental - Anos Finais
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
Além das propostas de atividades, o Plano de Desenvolvimento apresenta outras práticas-didático pedagógicas, que têm como objetivo incentivar diferentes práticas e metodologias em sala de aula. São elas:
PROJETO INTEGRADOR
Nome: Releitura de contos e romances africanos e afro-brasileiros
Habilidades de Língua Portuguesa a serem desenvolvidas no projeto:
Leitura: Reconstrução das condições de produção, circulação e recepção | Apreciação e réplica
(EF69LP44) Inferir a presença de valores sociais, culturais e humanos e de diferentes visões de mundo, em textos literários, reconhecendo nesses textos formas de estabelecer múltiplos olhares sobre as identidades, sociedades e culturas e considerando a autoria e o contexto social e histórico de sua produção.
Oralidade: Produção de textos orais | Oralização
(EF69LP53) Ler em voz alta textos literários diversos – como contos de amor, de humor, de suspense, de terror; crônicas líricas, humorísticas, críticas; bem como leituras orais capituladas (compartilhadas ou não com o professor) de livros de maior extensão, como romances, narrativas de enigma, narrativas de aventura, literatura infanto-juvenil, – contar/recontar histórias tanto da tradição oral (causos, contos de esperteza, contos de animais, contos de amor, contos de encantamento, piadas, dentre outros) quanto da tradição literária escrita, expressando a compreensão e interpretação do texto por meio de uma leitura ou fala expressiva e fluente, que respeite o ritmo, as pausas, as hesitações, a entonação indicados tanto pela pontuação quanto por outros recursos gráfico-editoriais, como negritos, itálicos, caixa-alta, ilustrações etc., gravando essa leitura ou esse conto/reconto, seja para análise posterior, seja para produção de audiobooks de textos literários diversos ou de podcasts de leituras dramáticas com ou sem efeitos especiais e ler e/ou declamar poemas diversos, tanto de forma livre quanto de forma fixa (como quadras, sonetos, liras, haicais etc.), empregando os recursos linguísticos, paralinguísticos e cinésicos necessários aos efeitos de sentido pretendidos, como o ritmo e a entonação, o emprego de pausas e prolongamentos, o tom e o timbre vocais, bem como eventuais recursos de gestualidade e pantomima que convenham ao gênero poético e à situação de compartilhamento em questão.
Produção de textos: Construção da textualidade
(EF89LP35) Criar contos ou crônicas (em especial, líricas), crônicas visuais, minicontos, narrativas de aventura e de ficção científica, dentre outros, com temáticas próprias ao gênero, usando os conhecimentos sobre os constituintes estruturais e recursos expressivos típicos dos gêneros narrativos pretendidos, e, no caso de produção em grupo, ferramentas de escrita colaborativa.
O projeto integrador tem como objetivo:
Abordar de forma crítica as produções literárias afro-brasileiras, valorizando as obras ao longo do tempo, sejam elas contos ou romances, transmitidas oralmente ou apresentadas por escrito. Ao promover o contato constante dos alunos com a literatura afro-brasileira e outros aspectos dessa cultura, eles têm condições de retomar e identificar as produções ao longo do tempo, reafirmando valores como respeito, solidariedade e pluralidade de visões de mundo, integrando os componentes de Língua Portuguesa e História.
Plano de Desenvolvimento Bimestral | Ensino Fundamental - Anos Finais
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS
	1º BIMESTRE
	
SEQUÊNCIAS
	PRÁTICA DE LINGUAGEM OBJETOS DE CONHECIMENTO
	
HABILIDADES
	
OBSERVAÇÕES
	
Sequência 1: Leitura de minicontos
	
Leitura:
· Estratégias de leitura | Apreciação e réplica
	(EF89LP33) Ler, de forma autônoma, e compreender – selecionando procedimentos e estratégias de leitura adequados a diferentes objetivos e levando em conta características dos gêneros e suportes – romances, contos contemporâneos, minicontos, fábulas contemporâneas, romances juvenis, biografias romanceadas, novelas, crônicas visuais, narrativas de ficção científica, narrativas de suspense, poemas de forma livre e fixa (como haicai), poema concreto, ciberpoema, dentre outros, expressando avaliação sobre o texto lido e estabelecendo preferências por gêneros,
temas, autores.
	Esta sequência didática objetiva a prática de leitura de minicontos, gênero contemporâneo, de leitura rápida e instigante, que se expande e ganha força. O miniconto é um texto curto; minimalista, com narrativas repletas de significados, que sugerem diferentes possibilidades de leitura. São textos interessantes e desafiadores, que exigem um leitor mais reflexivo, crítico e atento.
	
Sequência 2: Produção de fotorreportagem
	
Produção de texto:
· Relação do texto com o contexto de produção e experimentaçã o de papéis sociais
	(EF69LP03) Identificar, em notícias, o fato central, suas principais circunstâncias e eventuais decorrências; em reportagens e fotorreportagens o fato ou a temática retratada e a perspectiva de abordagem, em entrevistas os principais temas/subtemas abordados, explicações dadas ou teses defendidas em relação a esses subtemas; em tirinhas, memes, charge, a crítica, ironia ou humor presente.
(EF69LP06) Produzir e publicar notícias, fotodenúncias, fotorreportagens, reportagens, reportagens multimidiáticas, infográficos, podcasts noticiosos, entrevistas, cartas de leitor, comentários, artigos de opinião de interesse local ou global, textos de apresentação e apreciação de produção cultural – resenhas e outros próprios das formas de expressão das culturasjuvenis, tais
como vlogs e podcasts culturais, gameplay, detonado etc.– e cartazes, anúncios, propagandas, spots, jingles de campanhas sociais, dentre outros em várias mídias, vivenciando de forma significativa o papel de repórter, de comentador, de analista, de crítico, de editor ou articulista,
de booktuber, de vlogger (vlogueiro) etc., como forma de compreender as condições de produção que envolvem a circulação desses textos e poder participar e vislumbrar possibilidades de participação nas práticas de linguagem do campo jornalístico e do campo midiático de forma ética e responsável, levando-se em consideração o contexto da Web 2.0, que amplia a possibilidade de circulação desses textos e “funde” os papéis de leitor
e autor, de consumidor e produtor.
	
Esta sequência didática objetiva a produção de fotorreportagem. A fotorreportagem é um gênero jornalístico que tem como principal função contar às pessoas um acontecimento real por meio de fotografias que, geralmente, acompanham pequenas legendas.
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Sequência 3: A literatura comparada:
intertextualidade
Leitura
· Relação entre textos
(EF89LP32) Analisar os efeitos de sentido decorrentes do uso de mecanismos de intertextualidade (referências, alusões, retomadas) entre os textos literários, entre esses textos literários e outras manifestações artísticas (cinema, teatro, artes visuais e midiáticas, música), quanto aos temas, personagens, estilos, autores etc., e entre o texto original e paródias, paráfrases, pastiches, trailer honesto, vídeos-minuto, vidding, dentre outros.
Esta sequência didática tem como objetivo a prática de leitura por meio da literatura comparada, que possibilita o diálogo entre textos literários. A partir da leitura de um texto literário como ponto de partida. Os alunos devem selecionar outro texto literário para indicar de que modo se dá a intertextualidade entre eles, analisando os efeitos de
sentido.
PRÁTICA DIDÁTICO-PEDAGÓGICA
Ao longo do 9º ano, as propostas de ensino-aprendizagem para os alunos têm o professor como mediador e oferecem possibilidade de trabalho individual, em duplas, em grupos e de modo coletivo.
Sugerimos, a seguir, algumas atividades habituais, permanentes e situações didático-pedagógicas que devem ser recorrentes ao longo desse 1º bimestre:
· Diagnóstico do conhecimento prévio.
· Leitura de textos em diferentes gêneros: conto, fotorreportagem, campanha, notícia, resenha, romance.
· Estudo de variedades linguísticas e/ou semiótica apropriadas ao contexto.
· Atividades textuais de elaboração, revisão, edição, reescrita/redesign e avaliação.
· Estudo das relações entre imagem e texto verbal.
· Efeitos de sentido causados por sinais de pontuação.
· Identificar elementos que modificam o sentido de verbos.
· Identificar e analisar figuras de linguagem.
· Identificar tipos de predicado.
· Identificar figuras de linguagem: Paradoxo, anáfora, metáfora e eufemismo.
GESTÃO DA SALA DE AULA
A atividade diagnóstica no início de cada ano letivo permite identificar o nível e traçar um perfil inicial dos alunos. Além disso, como o sucesso da aula depende da interação entre todos, é necessário antecipar-se e preparar-se para os imprevistos. Para isso, o gerenciamento exige planejamento. Para aprimorar sua gestão da sala de aula, é importante identificar e antecipar algumas ações:
· Quando os alunos não compreendem as orientações: circular pela sala e observar como eles estão realizando as atividades, interferindo e retomando o que foi orientado, caso necessário.
· Quando os alunos acham que uma regra obrigatória é negociável: embora os combinados sejam um meio eficiente e democrático de gestão, nem toda regra é flexível, por exemplo, os horários das aulas. Deixe claro para eles quais as regras existem, por que elas existem e por que não são negociáveis. Chame a atenção para o fato de haver consequências quando uma regra é quebrada.
· Quando os alunos interagem: verificar se os alunos só interagem quando têm certeza ou se não interagem. Incentive a apresentação de respostas, apresentação de dúvidas e o erro. Quando eles estão em grupo, verifique se todos participam e colaboram, incentivando as participações.
· Quando é possível antecipar problemas: preparar algumas intervenções que podem ser colocadas pelos alunos ou mesmo para incentivá-los a participar, seja por falta ou excesso de interesse; planejar intervenções pode contribuir para que eles se sintam incentivados individual e coletivamente a avançar
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no que está sendo trabalhando. Prepare diferentes intervenções de acordo com os diferentes níveis de conhecimento dos alunos.
· Quando há alunos com deficiência na sala de aula: providenciar recursos e materiais adaptados e trabalhar em parceria com o responsável pela turma. Também é possível desenvolver formas variadas de ensino e tornar os colegas pessoas colaborativas e inclusivas, a partir da escuta das necessidades desses alunos com deficiência.
· Quando os grupos não funcionam: há diferentes tipos de agrupamentos, tanto por necessidades de aprendizagem por habilidades socioemocionais, por uma combinação entre esses dois aspectos etc. O agrupamento deve ser eficaz para a aprendizagem e deve ser repensado à medida que é identificado algum problema de funcionamento. O trabalho em duplas, trios, grupos e coletivamente deve ser incentivado e ensinado mesmo entre colegas que não estão, socialmente, bem. Mas também deve haver momento em que eles possam escolher livremente seus parceiros para que possam se identificar com seus círculos sociais. Verificar em quais situações eles são mais produtivos.
· Quando há inadequações em sala de aula: os alunos devem ser orientados a respeitar e valorizar as opiniões dos colegas. Embora muitos docentes tenham como objetivo primeiro minimizar os problemas de indisciplina, mais do que excluir o aluno causador do problema, é importante conversar tanto individual como coletivamente, dependendo da situação. O aluno inadequado não deve ser advertido frente aos colegas, mas as inadequações devem ser colocadas em discussões, sobretudo aquelas carregadas de injúrias e preconceitos de gênero, étnico-raciais, religiosos etc.
Além dessas possibilidades de antecipação, há gerenciamento das propostas de atividades e práticas didático-pedagógica que devem constar no planejamento. Antecipe possíveis problemas e/ou dificuldades que possam ser apresentados. Por exemplo, se estava planejado uma dinâmica envolvendo alguma sequência didática, mas aconteceu algum imprevisto naquele momento, como a falta de material para todos, o professor deve resolver a situação preparando alternativas, como reorganizar os alunos em grupos para que o material disponível seja suficiente.
Também é importante ter a possibilidade de apresentar planos diferenciados para situações adversas em sala de aula. Se planejou projetar um vídeo, mas houve falha no equipamento, reveja o sequenciamento didático sempre que houver mudanças em relação às atividades programadas. Por exemplo, um filme requer estratégia diferente da história narrada. Nesses processos, é importante planejar quais as habilidades serão trabalhadas nos encaminhamentos didáticos possíveis a partir delas.
Estar atento ao público-alvo e conhecer suas especificidades vai ajudá-lo a rever e reconhecer problemas e apresentar soluções. Diversificar as estratégias, como trocar momentos de conversa em roda por trabalhos em grupo apresentados por desenhos e/ou outras produções; por dinâmicas de grupo, júris simulados; brincadeiras de detetive em busca de pistas sobre determinado assunto. Tudo isso são mecanismos que ajudam a conduzir a prática. É importante ter flexibilidade e atenção às situações cotidianas, com foco no objetivo do trabalho, considerando as situações dentro do contexto didático devem ser atitudes recorrentes na prática do professor.
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ACOMPANHAMENTO CONSTANTE DAS APRENDIZAGENS
A avaliação é prática inerente ao ato pedagógico e requer cuidados permanentes. O docente deve conhecer diversos instrumentos para analisar o desempenho dos alunos, as aprendizagens recorrentes durante o bimestre. Para mensurar esse aprendizado, observar as performances e verificar a apreensão de conhecimentos, é necessário adaptar as formas de análise, verificando qual é a mais adequada. Flexibilize a avaliação, levando em conta os diferentes critérios e instrumentos:
Alguns CRITÉRIOS
· Replanejar e cotejar o resultado da avaliação com o currículo e os objetivos de aprendizagem a partir de conclusões; eleger conteúdos, objetivos e estratégias que sanem as fragilidades perceptíveis em avaliação formativa.
· Execução do plano, com decisões que concretizem os resultados esperados. Acompanhando o desempenho do aluno, pode-se criar novas estratégias para impulsionar seus estudos. Nesse ínterim, novas avaliações podem ser feitas, considerando o ato de avaliar como um movimento implícito ao ato de ensinar.
· Avaliação de desempenho dos alunos é diagnóstica e, ao mesmo tempo, formativa, constante e contínua, devendo ocorrer dentro do processo educativo, com capacidade de gerar de modo eficaz informações sobre as etapas de estudo. Esse processo deve ser um norte ao trabalho didático-pedagógico do professor.
· Fazer uso de instrumentos para medir o nível de desempenho, a capacidade de síntese, a compreensão de determinado assunto e o posicionamento ético do aluno diante de pontos de vistas diferentes. Questões abertas, objetivas e subjetivas, debates regrados, provas dissertativas, seminários etc. São recursos valiosos nesse percurso.
· Estimular a autoavaliação contribui para o desenvolvimento de senso crítico e autonomia. Nos processos avaliativos, dificuldades podem aparecer, mas devem ser tomadas como oportunidades para novas estratégias. Se um aluno não participa dos momentos de determinada atividade, é interessante perguntar-se: “O que pode o ser feito para que ele se torne presente e se sinta confortável?”. Outros modos de se expressar podem ser oferecidos a ele. Mudar a estratégia sem perder o foco vale para qualquer aprendizagem e os resultados podem ser surpreendentes.
Alguns INSTRUMENTOS
Prova objetiva: Perguntas diretas, para avaliar se os alunos aprenderam conteúdos específicos.
Prova dissertativa: Perguntas que exigem que os alunos estabeleçam relações, resumam, analisem e expliquem conteúdos.
Trabalhos em grupos: Atividades que podem ser oral, escrita etc., que têm como objetivo e avaliar de conhecimentos construídos e apreendidos de forma colaborativa.
Seminário: Exposição oral que exige que os alunos utilizem a fala e materiais de apoio, possibilitando que os conhecimentos da linguagem verbal oral e as produções multissemióticas sejam verificadas.
Relatório: Texto produzido depois de atividades e práticas que verifiquem a capacidade dos alunos de síntese e de apresentação de uma atividade realizada. Autoavaliação: Análise oral ou escrita que os alunos devem realizar sobre o próprio aprendizado e/ou sobre a produção.
 FONTES DE PESQUISA	
INDICAÇÕES DE FONTES PARA O PROFESSOR
DIVERSA
Plataforma sobre educação inclusiva na prática que conta com o apoio de uma comunidade formada por cerca de cinco mil integrantes em todo o Brasil. Essa iniciativa e o objetivo do Instituto Rodrigo Mendes permitem aos professores compartilharem conhecimentos e experiências sobre educação inclusiva. Disponível em: <http://diversa.org.br>. Acesso em: 30 set. 2018.
ESCOLA DIGITAL
Plataforma que reúne recursos digitais de aprendizagem e classifica os conteúdos de acordo com diferentes critérios. Também possui uma área para os professores compartilharem suas experiências em sala de aula. Disponível em: <https://rede.escoladigital.org.br/conte-sua-historia>. Acesso em: 30 set. 2018.
INSTITUTO EDUCADIGITAL (IED)
Organização sem fins lucrativos que é referência mundial em projetos inovadores de uso pedagógico de tecnologias digitais, dentro e fora das escolas. Oferece movimento de educação aberta, design thinking para educadores, formação e facilitação pedagógica, além de mentoria.
Disponível em: <http://www.educadigital.org.br/>. Acesso em: 30 set. 2018.
PLATAFORMA MEC
A Plataforma MEC de Recursos Educacionais Digitais é o portal que reúne e disponibiliza, em um único lugar, os Recursos Educacionais Digitais dos principais portais do Brasil. Disponível em: <https://bit.ly/2ObRuex>. Acesso em: 30 set. 2018.
PORVIR
Iniciativa de comunicação e mobilização social que mapeia, produz, difunde e compartilha referências sobre inovações educacionais para inspirar melhorias na qualidade da educação brasileira e incentivar a mídia e a sociedade a compreender e demandar inovações educacionais.
Disponível em: <http://porvir.org>. Acesso em: 30 set. 2018.
INDICAÇÕES DE FONTES PARA OS ALUNOS
MINICONTOS
Revista dedicada à publicação de minicontos. Criada em 2004 por Marcelo Spalding, a plataforma oferece sugestões de trabalhos para desenvolver em sala de aula e disponibiliza textos. Disponível em:
<http://www.minicontos.com.br/>. Acesso em: 30 set. 2018.
FOTORREPORTAGEM
Artigo que relata a experiência de produção de uma fotorreportagem intitulada A fotorreportagem na comunidade: Canteiro Escola – Construindo Cidadania. A produção retrata a busca por cidadania de uma comunidade popular, experiência que possibilitou reflexões sobre o papel social do jornalista e troca de conhecimentos entre as diferentes identidades envolvidas no projeto. Disponível em:
<https://bit.ly/2BC4Pto>. Acesso em: 30 set. 2018.
LINGUAKIT
Plataforma multilíngue que oferece várias ferramentas de análise linguísticas e textual ao usuário. Disponível em: <http://linguakit.com/pt>. Acesso em: 30 set. 2018.
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INDICAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS
BAGNO, M. Nada na língua é por acaso: por uma pedagogia da variação linguística. São Paulo: Parábola, 2007.
FREIRE, P. Pedagogia da autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 2002.
GOMES, M. F. C.; MONTEIRO, S. M. A aprendizagem e o ensino da linguagem escrita. Belo Horizonte: Ceale/FaE/UFMG, 2005. v. 2.
HIPOLIDE, Marcia. Contextualizar é reconhecer o significado do conhecimento científico. São Paulo: Phorte Editora, 2012.
LEAL, T. F.; GOIS, S. (Org.). A oralidade na escola: a investigação do trabalho docente como foco de reflexão. Belo Horizonte: Autêntica, 2014. (Coleção Língua Portuguesa na escola).
LERNER, D. Ler e escrever na escola: o real, o possível e o necessário. Porto Alegre: Artmed, 2002. MARCUSCHI, Luiz A. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola, 2008. MOREIRA, M. A.; MASINI, E. F. S. Aprendizagem significativa. São Paulo: Livraria da Física, 2012.
PERRENOUD, Philippe. Ensinar: Agir na urgência, decidir na incerteza. Saberes e competências em uma profissão complexa. Porto Alegre: Artmed Editora 2001.
ROJO, R. H. R. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social. São Paulo: Parábola Editorial, 2009. ROJO, R.; MOURA, E. (Org.). Multiletramentos na escola. São Paulo: Parábola, 2012.
SCHNEUWLY, Bernard; DOLZ, Joaquim (Orgs.). Gêneros orais e escritos na escola. Campinas: Mercado de Letras, 2004. (Coleção As faces da linguística aplicada).
SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 1998. ZABALA, A. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 1998.
 HABILIDADES DA BNCC	
(EF09LP02) Analisar e comentar a cobertura da imprensa sobre fatos de relevância social, comparando diferentes enfoques por meio do uso de ferramentas de curadoria.
(EF69LP30) Comparar, com a ajuda do professor, conteúdos, dados e informações de diferentes fontes, levando em conta seus contextos de produção e referências, identificando coincidências, complementaridades e contradições, de forma a poder identificar erros/imprecisões conceituais, compreender e posicionar-se criticamente sobre os conteúdos e informações em questão.
(EF89LP32)Analisar os efeitos de sentido decorrentes do uso de mecanismos de intertextualidade (referências, alusões, retomadas) entre os textos literários, entre esses textos literários e outras manifestações artísticas (cinema, teatro, artes visuais e midiáticas, música), quanto aos temas, personagens, estilos, autores etc., e entre o texto original e paródias, paráfrases, pastiches, trailer honesto, vídeos- minuto, vidding, dentre outros.
(EF69LP03) Identificar, em notícias, o fato central, suas principais circunstâncias e eventuais decorrências; em reportagens e fotorreportagens o fato ou a temática retratada e a perspectiva de abordagem, em entrevistas os principais temas/subtemas abordados, explicações dadas ou teses defendidas em relação a esses subtemas; em tirinhas, memes, charge, a crítica, ironia ou humor presente.
(EF69LP44) Inferir a presença de valores sociais, culturais e humanos e de diferentes visões de mundo, em textos literários, reconhecendo nesses textos formas de estabelecer múltiplos olhares sobre as identidades, sociedades e culturas e considerando a autoria e o contexto social e histórico de sua produção.
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(EF69LP46) Participar de práticas de compartilhamento de leitura/recepção de obras literárias/manifestações artísticas, como rodas de leitura, clubes de leitura, eventos de contação de histórias, de leituras dramáticas, de apresentações teatrais, musicais e de filmes, cineclubes, festivais de vídeo, saraus, slams, canais de booktubers, redes sociais temáticas (de leitores, de cinéfilos, de música etc.), dentre outros, tecendo, quando possível, comentários de ordem estética e afetiva e justificando suas apreciações, escrevendo comentários e resenhas para jornais, blogs e redes sociais e utilizando formas de expressão das culturas juvenis, tais como, vlogs e podcasts culturais (literatura, cinema, teatro, música), playlists comentadas, fanfics, fanzines, e-zines, fanvídeos, fanclipes, posts em fanpages, trailer honesto, vídeo-minuto, dentre outras possibilidades de práticas de apreciação e de manifestação da cultura de fãs.
(EF69LP47) Analisar, em textos narrativos ficcionais, as diferentes formas de composição próprias de cada gênero, os recursos coesivos que constroem a passagem do tempo e articulam suas partes, a escolha lexical típica de cada gênero para a caracterização dos cenários e dos personagens e os efeitos de sentido decorrentes dos tempos verbais, dos tipos de discurso, dos verbos de enunciação e das variedades linguísticas (no discurso direto, se houver) empregados, identificando o enredo e o foco narrativo e percebendo como se estrutura a narrativa nos diferentes gêneros e os efeitos de sentido decorrentes do foco narrativo típico de cada gênero, da caracterização dos espaços físico e psicológico e dos tempos cronológico e psicológico, das diferentes vozes no texto (do narrador, de personagens em discurso direto e indireto), do uso de pontuação expressiva, palavras e expressões conotativas e processos figurativos e do uso de recursos linguístico-gramaticais próprios a cada gênero narrativo.
(EF69LP49) Mostrar-se interessado e envolvido pela leitura de livros de literatura e por outras produções culturais do campo e receptivo a textos que rompam com seu universo de expectativas, que representem um desafio em relação às suas possibilidades atuais e suas experiências anteriores de leitura, apoiando-se nas marcas linguísticas, em seu conhecimento sobre os gêneros e a temática e nas orientações dadas pelo professor.
(EF89LP06) Analisar o uso de recursos persuasivos em textos argumentativos diversos (como a elaboração do título, escolhas lexicais, construções metafóricas, a explicitação ou a ocultação de fontes de informação) e seus efeitos de sentido,
(EF89LP07) Analisar, em notícias, reportagens e peças publicitárias em várias mídias, os efeitos de sentido devidos ao tratamento e à composição dos elementos nas imagens em movimento, à performance, à montagem feita (ritmo, duração e sincronização entre as linguagens – complementaridades, interferências etc.) e ao ritmo, melodia, instrumentos e sampleamentos das músicas e efeitos sonoros.
(EF89LP33) Ler, de forma autônoma, e compreender – selecionando procedimentos e estratégias de leitura adequados a diferentes objetivos e levando em conta características dos gêneros e suportes – romances, contos contemporâneos, minicontos, fábulas contemporâneas, romances juvenis, biografias romanceadas, novelas, crônicas visuais, narrativas de ficção científica, narrativas de suspense, poemas de forma livre e fixa (como haicai), poema concreto, ciberpoema, dentre outros, expressando avaliação sobre o texto lido e estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores.
(EF69LP36) Produzir, revisar e editar textos voltados para a divulgação do conhecimento e de dados e resultados de pesquisas, tais como artigos de divulgação científica, verbete de enciclopédia, infográfico, infográfico animado, podcast ou vlog científico, relato de experimento, relatório, relatório multimidiático de campo, dentre outros, considerando o contexto de produção e as regularidades dos gêneros em termos de suas construções composicionais e estilos.
(EF69LP51) Engajar-se ativamente nos processos de planejamento, textualização, revisão/edição e reescrita, tendo em vista as restrições temáticas, composicionais e estilísticas dos textos pretendidos e as configurações da situação de produção – o leitor pretendido, o suporte, o contexto de circulação do texto, as finalidades etc. – e considerando a imaginação, a estesia e a verossimilhança próprias ao texto literário.
(EF89LP35) Criar contos ou crônicas (em especial, líricas), crônicas visuais, minicontos, narrativas de aventura e de ficção científica, dentre outros, com temáticas próprias ao gênero, usando os conhecimentos sobre os
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constituintes estruturais e recursos expressivos típicos dos gêneros narrativos pretendidos, e, no caso de produção em grupo, ferramentas de escrita colaborativa.
(EF69LP13) Engajar-se e contribuir com a busca de conclusões comuns relativas a problemas, temas ou questões polêmicas de interesse da turma e/ou de relevância social.
(EF69LP38) Organizar os dados e informações pesquisados em painéis ou slides de apresentação, levando em conta o contexto de produção, o tempo disponível, as características do gênero apresentação oral, a multissemiose, as mídias e tecnologias que serão utilizadas, ensaiar a apresentação, considerando também elementos paralinguísticos e cinésicos e proceder à exposição oral de resultados de estudos e pesquisas, no tempo determinado, a partir do planejamento e da definição de diferentes formas de uso da fala – memorizada, com apoio da leitura ou fala espontânea.
(EF69LP53) Ler em voz alta textos literários diversos – como contos de amor, de humor, de suspense, de terror; crônicas líricas, humorísticas, críticas; bem como leituras orais capituladas (compartilhadas ou não com o professor) de livros de maior extensão, como romances, narrativas de enigma, narrativas de aventura, literatura infantojuvenil, – contar/recontar histórias tanto da tradição oral (causos, contos de esperteza, contos de animais, contos de amor, contos de encantamento, piadas, dentre outros) quanto da tradição literária escrita, expressando a compreensão e interpretação do texto por meio de uma leitura ou fala expressiva e fluente, que respeite o ritmo, as pausas, as hesitações, a entonação indicados tanto pela pontuação quanto por outros recursos gráfico-editoriais, como negritos, itálicos, caixa-alta, ilustrações etc., gravando essa leitura ou esse conto/reconto, seja para análise posterior, seja para produção de audiobooks de textos literários diversos ou de podcasts de leituras dramáticas com ou sem efeitos especiais e ler e/ou declamar poemas diversos, tanto de forma livre quanto deforma fixa (como quadras, sonetos, liras, haicais etc.), empregando os recursos linguísticos, paralinguísticos e cinésicos necessários aos efeitos de sentido pretendidos, como o ritmo e a entonação, o emprego de pausas e prolongamentos, o tom e o timbre vocais, bem como eventuais recursos de gestualidade e pantomima que convenham ao gênero poético e à situação de compartilhamento em questão.
(EF89LP22) Compreender e comparar as diferentes posições e interesses em jogo em uma discussão ou apresentação de propostas, avaliando a validade e força dos argumentos e as consequências do que está sendo proposto e, quando for o caso, formular e negociar propostas de diferentes naturezas relativas a interesses coletivos envolvendo a escola ou comunidade escolar.
(EF09LP04) Escrever textos corretamente, de acordo com a norma-padrão, com estruturas sintáticas
complexas no nível da oração e do período.
(EF09LP05) Identificar, em textos lidos e em produções próprias, orações com a estrutura sujeito-verbo de ligação-predicativo.
(EF09LP06) Diferenciar, em textos lidos e em produções próprias, o efeito de sentido do uso dos verbos de ligação “ser”, “estar”, “ficar”, “parecer” e “permanecer”.
(EF69LP54) Analisar os efeitos de sentido decorrentes da interação entre os elementos linguísticos e os recursos paralinguísticos e cinésicos, como as variações no ritmo, as modulações no tom de voz, as pausas, as manipulações do estrato sonoro da linguagem, obtidos por meio da estrofação, das rimas e de figuras de linguagem como as aliterações, as assonâncias, as onomatopeias, dentre outras, a postura corporal e a gestualidade, na declamação de poemas, apresentações musicais e teatrais, tanto em gêneros em prosa quanto nos gêneros poéticos, os efeitos de sentido decorrentes do emprego de figuras de linguagem, tais como comparação, metáfora, personificação, metonímia, hipérbole, eufemismo, ironia, paradoxo e antítese e os efeitos de sentido decorrentes do emprego de palavras e expressões denotativas e conotativas (adjetivos, locuções adjetivas, orações subordinadas adjetivas etc.), que funcionam como modificadores, percebendo sua função na caracterização dos espaços, tempos, personagens e ações próprios de cada gênero narrativo.
(EF89LP15) Utilizar, nos debates, operadores argumentativos que marcam a defesa de ideia e de diálogo com a tese do outro: concordo, discordo, concordo parcialmente, do meu ponto de vista, na perspectiva aqui assumida etc.
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1° Bimestre – Projeto Integrador
Releitura de contos e romances africanos e afro-brasileiros
	INTRODUÇÃO
Este projeto tem o objetivo de abordar de forma crítica as produções literárias afro-brasileiras, valorizando as obras ao longo do tempo, sejam elas contos ou romances, transmitidas oralmente ou apresentadas por escrito. Ao promover o contato constante dos alunos com a literatura afro-brasileira e outros aspectos dessa cultura, eles têm condições de retomar e identificar as produções ao longo do tempo, reafirmando valores como respeito, solidariedade e pluralidade de visões de mundo.
COMPONENTES CURRICULARES INTEGRADORES
Língua Portuguesa e História.
JUSTIFICATIVA
No Brasil, os elementos étnico-culturais africanos e afro-brasileiros estão presentes nos contextos histórico, social e cultural. Em atendimento à Lei n. 10.639/2003, no que diz respeito ao ensino das culturas africana e afro-brasileira, o projeto possibilita aos alunos a ampliação de sua visão de mundo. A valorização das histórias e culturas que apresentam esses elementos deve ser enfatizada em sala de aula não apenas em razão do tema – esclarecimento de estereótipos e da escravização –, como também para se levar em conta a história, os valores, as manifestações e os saberes apresentados por essas populações.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
· Ler e ouvir contos e romances africanos e afro-brasileiros.
· Ampliar o repertório literário.
· Discutir a relação de cultura letrada e não letrada, valorizando ambas as produções.
· Compreender a importância de estudar, respeitar e valorizar as culturas africanas e afro-brasileiras.
· Identificar e discutir a importância do combate ao preconceito e à violência com a negritude.
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES
	
Competências gerais
	1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.
9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.
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Competências específicas
	LINGUAGENS
1. Compreender as linguagens como construção humana, histórica, social e cultural, de natureza dinâmica, reconhecendo-as e valorizando-as como formas de significação da realidade e expressão de subjetividades e identidades sociais e culturais.
2. Conhecer e explorar diversas práticas de linguagem (artísticas, corporais e linguísticas) em diferentes campos da atividade humana para continuar aprendendo, ampliar suas possibilidades de participação na vida social e colaborar para a construção de uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva.
5. Desenvolver o senso estético para reconhecer, fruir e respeitar as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, inclusive aquelas pertencentes ao patrimônio cultural da humanidade, bem como participar de práticas diversificadas, individuais e coletivas, da produção artístico-cultural, com respeito à diversidade de saberes, identidades e culturas.
LÍNGUA PORTUGUESA
9. Envolver-se em práticas de leitura literária que possibilitem o desenvolvimento do senso estético para fruição, valorizando a literatura e outras manifestações artístico- culturais como formas de acesso às dimensões lúdicas, de imaginário e encantamento, reconhecendo o potencial transformador e humanizador da experiência com a literatura.
CIÊNCIAS HUMANAS
4. Interpretar e expressar sentimentos, crenças e dúvidas com relação a si mesmo, aos outros e às diferentes culturas, com base nos instrumentos de investigação das Ciências Humanas, promovendo o acolhimento e a valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.
HISTÓRIA
1. Compreender acontecimentos históricos, relações de poder e processos e mecanismos de transformação e manutenção das estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais ao longo do tempo e em diferentes espaços para analisar, posicionar-se e intervir no mundo contemporâneo.
4. Identificar interpretações que expressem visões de diferentes sujeitos, culturas e povos com relação a um mesmo contexto histórico e posicionar-se criticamente com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
	
Objetos de conhecimento e habilidades
	LÍNGUA PORTUGUESA
· Reconstrução das condições de produção, circulação e recepção | Apreciação e réplica
(EF69LP44) Inferir a presença de valores sociais, culturais e humanos e de diferentes visões de mundo, em textos literários, reconhecendo nesses textos formas de estabelecer múltiplos olhares sobre as identidades, sociedades e culturas e considerando a autoria e o contexto social e histórico de sua produção.
· Produção de textos orais | Oralização
(EF69LP53) Ler em voz alta textos literários diversos – como contos de amor, de humor, de suspense, de terror; crônicas líricas, humorísticas, críticas;bem como leituras orais capituladas (compartilhadas ou não com o professor) de livros de maior extensão, como romances, narrativas de enigma, narrativas de aventura, literatura infantojuvenil –, contar/recontar histórias tanto da tradição oral (causos, contos de esperteza, contos de animais, contos de amor, contos de encantamento, piadas, dentre outros) quanto da tradição literária escrita, expressando a compreensão e interpretação do texto por meio de uma leitura ou fala expressiva e fluente, que respeite o ritmo, as pausas, as hesitações, a entonação indicados tanto pela pontuação quanto por outros recursos gráfico-editoriais, como negritos, itálicos, caixa-alta, ilustrações etc., gravando essa leitura ou esse conto/reconto, seja para análise posterior, seja para produção de audiobooks de textos literários diversos ou de podcasts de leituras dramáticas com ou sem efeitos especiais e ler e/ou declamar poemas diversos, tanto de forma livre quanto de forma fixa (como quadras, sonetos, liras, haicais etc.), empregando os recursos linguísticos, paralinguísticos e cinésicos necessários aos efeitos de sentido pretendidos, como o ritmo e a entonação, o emprego de pausas e prolongamentos, o tom e o timbre vocais, bem como eventuais recursos de gestualidade e pantomima que convenham ao gênero poético e à situação de compartilhamento em questão.
· Construção da textualidade
(EF89LP35) Criar contos ou crônicas (em especial, líricas), crônicas visuais, minicontos, narrativas de aventura e de ficção científica, dentre outros, com temáticas próprias ao gênero, usando os conhecimentos sobre os constituintes estruturais e recursos expressivos típicos dos gêneros narrativos pretendidos, e, no caso de produção em grupo, ferramentas de escrita colaborativa.
HISTÓRIA
· A produção do imaginário nacional brasileiro: cultura popular, representações visuais, letras e o Romantismo no Brasil
(EF08HI22) Discutir o papel das culturas letradas, não letradas e das artes na produção das identidades no Brasil do século XIX.
· A história recente: As pautas dos povos indígenas no século XXI e suas formas de inserção no debate local, regional, nacional e internacional
(EF09HI36) Identificar e discutir as diversidades identitárias e seus significados históricos no início do século XXI, combatendo qualquer forma de preconceito e violência.
DURAÇÃO
Este projeto foi planejado para ser desenvolvido no período de um bimestre, mas as propostas didáticas são flexíveis, permitindo aos professores adequarem a proposta aos seus respectivos tempos didáticos.
RECURSOS E MATERIAIS
· Coletâneas de contos e romances africanos e afro-brasileiros.
· Computadores com acesso à internet.
· Software de edição de textos.
ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS
Temas contemporâneos
Pluralidade Cultural: respeitar os diferentes grupos e culturas que constituem a sociedade brasileira, promovendo o contato dos alunos com esses grupos nos planos histórico, social e cultural, superando a discriminação e promovendo o contato com a diversidade etnocultural que compõe o patrimônio brasileiro.
A Lei n. 10.639/2003 tornou obrigatórios o ensino das Histórias e das Culturas Africanas e Afro-brasileiras e a educação das relações étnico-raciais na Educação Básica. Desta forma, abordar o tema propicia aos alunos o contato com contos e romances africanos e afro-brasileiros de modo a compreender as especificidades dessas produções e propor a releitura de contos e romances por meio da criação de contos e de crônicas.
Habilidades socioemocionais
O projeto deve ser executado por grupos de alunos, o que contribui para que estes desenvolvam o respeito ao outro e aprendam a ter responsabilidade, a se comunicar com clareza e coerência e a colaborar com os colegas. A proposta também viabiliza a investigação das origens e dos contextos de produção das obras, promovendo sua fruição e sua apreciação.
Perfil do professor
Este projeto de Língua Portuguesa tem como proposta desenvolver uma proposta interdisciplinar com História. Converse com o professor desse componente curricular e organizem um cronograma, definindo as tarefas que cada docente vai desempenhar. O professor de História poderá contribuir com as discussões sobre os aspectos históricos, discutindo as culturas letrada e não letrada, reconhecendo e valorizando suas produções e o lugar de fala dos negros na diversidade identitárias, com o objetivo de combater o preconceito e a violência.
Diferentes percursos
O percurso sugerido para a realização do projeto se iniciará com a investigação e a seleção de textos. Os alunos deverão ter acesso a contos e romances, que podem ser selecionados na biblioteca escolar, na biblioteca municipal ou mesmo em sites. Em relação ao uso de computadores para suas produções, se a escola não tiver esses recursos, podem ser utilizados papel e caneta.
DESENVOLVIMENTO
Questão desafiadora: Que tipo de releitura podemos fazer de obras literárias africanas e afro-brasileiras?
ETAPA 1 – Levantamento de repertório
Duração: 2 aulas
Inicie a aula apresentando o projeto aos alunos. Solicite que eles indiquem os contos e os romances africanos e afro-brasileiros que conhecem. Questione-os sobre a autoria e o seu lugar de origem. Identifique as obras literárias africanas de países de Língua Portuguesa e de países de Língua Inglesa ou de outra língua.
Convide-os a falar sobre os contos e os romances africanos e afro-brasileiros que conhecem. Caso algum deles deseje contar uma dessas histórias, permitir que o faça de forma breve, verificando se a apresentação oral é clara e objetiva e se envolve os colegas de modo que eles se interessem pela leitura. Apresente alguns autores africanos e afro-brasileiros. É importante que entre os autores de contos e romances tenha a representatividade de ambos os gêneros e autores de diferentes idades e épocas.
Em seguida, proponha uma ampliação do repertório dos alunos. Peça para que eles se organizem em grupos. Cada grupo deve pesquisar o nome de outros autores africanos e afro-brasileiros. Após a pesquisa, os grupos devem apresentar os nomes selecionados. Pode ser que algum grupo tenha selecionado autores africanos que não são negros. Acolha as seleções de modo a verificar os critérios de escolha de cada grupo.
Ao final, proponha o planejamento e o cronograma do projeto. Peça aos alunos que, caso tenham coletâneas de contos e/ou romances africanos e afro-brasileiros em casa, tragam para a próxima etapa.
ETAPA 2 – Pesquisa e escolha dos textos literários
Duração: 2 aulas
Antes de realizar uma roda de trocas e indicações literárias, com auxílio do professor de História, discuta o papel da cultura letrada e não letrada, ressaltando a importância das produções em ambas as culturas. Verifique se os alunos conhecem e compreendem que a cultura não letrada está relacionada à cultura escrita, mas que, nem por isso, não há outros conhecimentos envolvidos. Por exemplo, nas culturas não letradas, a produção de textos orais e outras manifestações artísticas, que envolvem diferentes linguagens, são muito comuns e devem ser valorizadas tanto quanto as produções da cultura escrita. Apresente alguns exemplos que estejam relacionados às produções culturais africanas e afro-brasileiras. Espera-se que os alunos compreendam que uma cultura não letrada não significa uma cultura inferior à cultura letrada, tão pouco primitiva. Trata-se de uma cultura passada de geração para geração, que se mantém e se modifica pela expressão dos conhecimentos.
Em seguida, proponha discussão e reflexão sobre a relação entre a cultura letrada e a não letrada no contexto das culturas africana e afro-brasileiras, identificando em que momento da História as obras literárias africanas e afro-brasileiras começam a ganhar espaço no mercado editorial, no meio acadêmico e entre os leitores. Também identifique quais autores são reconhecidos como por essas instituições e quais ainda não são, porém são lidos e conhecidos por diferentes meios, como o oral e/ou o digital.
Tendo em vista a discussão, oriente os alunosa retomar suas pesquisas e leituras individuais. Eles devem se organizar em grupos e compartilhar suas indicações de contos e romances africanos e afro-brasileiros. Cada grupo deve escolher um conto e um romance para realizar a leitura em voz alta. No caso do romance, oriente os alunos a realizar a leitura semicompartilhada, iniciando-a de forma coletiva e colaborativa. Os alunos devem dar continuidade à leitura do romance de forma autônoma, verificando a fluência leitura. Ao final das leituras, os grupos devem discutir os conteúdos com base no que discutiram anteriormente.
ETAPA 3 – Releitura de contos e romances
Duração: 2 aulas
Retome o objetivo do projeto: demonstrar a compreensão da turma a respeito dos gêneros lidos (conto ou romance), desenvolver a criatividade e explorar as habilidades desenvolvidas em relação ao emprego de outras linguagens artísticas. A proposta pode ser adaptada à sua realidade e à da turma.
Explique que a releitura pode ser definida como uma reinterpretação de uma obra, ou seja, como a criação de uma obra baseada em outra. Retome os conhecimentos dos alunos sobre as características dos contos e dos romances, convidando-os a utilizarem esses conhecimentos na produção de uma releitura de um exemplar dessas obras. Os grupos devem se reunir e discutir seus talentos artísticos, selecionando uma das propostas abaixo:
Proposta 1: Selecionar o conto, realizando a sua releitura de modo que o significado e a profundidade do texto sejam traduzidos em outra linguagem.
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
Proposta 2: Selecionar o romance, propondo a sua releitura, que deve ter como principal objetivo a conquista de mais leitores para a obra.
Alguns grupos podem optar por realizar a proposta 1 e outros, a proposta 2. Oriente os grupos a:
· Realizar uma pesquisa sobre a obra na biblioteca ou na internet em busca de informações sobre o autor do texto, o período em que ele foi produzido, o contexto de publicação, entre outros dados e curiosidades.
· Discutir as ideias ou características que se destacam na obra para decidir qual ou quais delas serão abordadas na releitura produzida pelo grupo.
· Retomar as discussões realizadas anteriormente, verificando de que modo elas podem contribuir com a releitura.
· Definir qual é a melhor linguagem (ou melhores linguagens) para fazer uma releitura desse texto, que pode ser, inclusive, outro texto, como a criação de contos ou crônicas (em especial, líricas), crônicas visuais, minicontos, narrativas de aventura e de ficção científica etc. Os grupos também podem produzir ilustrações para o texto, fazer um trabalho de recorte e colagem, filmar uma dramatização, fotografar cenas ou elementos que remetam à obra escolhida, entre outras possibilidades.
· Selecionar os materiais necessários para a execução da ideia do grupo.
· Pedir a ajuda dos colegas ou familiares, se necessário.
· Dividir as tarefas de modo que todos participem da produção.
É interessante que o professor de História acompanhe a releitura a fim de que também possa abordar e avaliar conteúdos próprios desse componente curricular. Os grupos devem relacionar à releitura as discussões sobre os significados históricos das produções, propondo que a releitura ressalte quando há o combate a qualquer forma de preconceito e violência.
SOCIALIZANDO A PRODUÇÃO
Oriente os alunos a ensaiar a apresentação de suas releituras. Eles devem iniciar com a leitura em voz alta, no caso da produção de textos, ou com a apresentação visual, caso tenham produzido alguma obra. No caso da leitura, verifique o ritmo e as entonações e se a releitura respeita a estrutura proposta.
Agende um dia com familiares e responsáveis para apresentação do que os alunos aprenderam ao longo do projeto. Eles devem expor os livros que foram suas inspirações, elaborar cartazes sobre os assuntos discutidos e mostrar suas produções. Na socialização da produção, ou seja, no momento em que as produções cheguem ao público-alvo, as releituras podem ser assistidas pelos familiares e responsáveis pelos alunos.
AVALIAÇÃO
É imprescindível avaliar constantemente a atuação dos alunos, individualmente e em grupos, para o bom andamento do projeto. Realize os ajustes necessários para que o planejamento da releitura, as metas e os prazos estabelecidos para produzi-la sejam cumpridos, assim como mantenha constante o engajamento e o comprometimento dos alunos em todas as etapas do projeto. Avalie sua própria atuação como docente, a fim de que suas ações sejam efetivas no sentido de mediar o conhecimento e fazer intervenções necessárias e oportunas para que os alunos avancem em suas aprendizagens.
Projeto Integrador | Ensino Fundamental - Anos Finais
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
Língua Portuguesa
Avalie o desempenho dos alunos em todas as etapas do projeto, orientando-os individualmente ou nos grupos. Caso seja necessário, redirecionar algum procedimento e/ou comportamento. Também devem ser considerados os conhecimentos apresentados nas discussões que inferem a presença de valores sociais, culturais e humanos e de diferentes visões de mundo em textos literários, além das criações das releituras e suas respectivas apresentações.
História
Avalie a capacidade de discussão dos alunos sobre o papel das culturas letradas e não letradas, de modo a avaliar seus conhecimentos iniciais articulando-os aos conhecimentos posteriores. Também é importante verificar os significados históricos das produções africanas e afro-brasileiras, sobretudo do início do século XXI, e a relação com o combate contra qualquer forma de preconceito e/ou violência.
Autoavaliação
Proponha aos alunos que realizem uma autoavaliação sobre suas atuações durante o projeto, de modo que possam identificar como foram suas participações: se atuaram adequadamente de forma individual e se contribuíram com o grupo. Eles também devem avaliar se participaram de todas as etapas do projeto e se interagiram com as outras equipes, colaborando para a conclusão do projeto, a leitura dos contos, a pesquisa e o processo de gravação e divulgação.
Avaliação Interdisciplinar
Como avaliação única, solicite aos alunos que produzam um texto individualmente, no qual avaliarão como trabalharam no projeto, e se tiveram dificuldades para realizá-lo, e indicarão no que eles podem melhorar. O texto pode ter caráter mais aberto, contudo, é importante que apresente aspectos argumentativos. Todos os professores podem avaliar os textos dos alunos e depois discutir os resultados.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BARBOSA, Rogério Andrade. ABC do Continente africano. São Paulo: Edições SM, 2007.
BRASIL. Presidência da República. Lei n. 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Disponível em:
<https://bit.ly/1JeR0NF>. Acesso em: 30 set. 2018.
SOARES, W. África e Brasil: unidos pela história e pela cultura. Nova Escola, São Paulo, 2 maio 2018. Disponível em: <https://bit.ly/2KbIIfU>. Acesso em: 30 set. 2018.
SOUZA, Florentina; LIMA, Maria Nazaré (Orgs.). Literatura afro-brasileira. Salvador: Centro de Estudos Afro- Orientais; Brasília: Fundação Cultural Palmares, 2006.
Projeto Integrador | Ensino Fundamental - Anos Finais
1° Bimestre – Sequência Didática 1
Leitura de minicontos
INTRODUÇÃO
Esta sequência didática objetiva a prática de leitura de minicontos, gênero contemporâneo, de leitura rápida e instigante, que se expande e ganha força. O miniconto é um texto curto; minimalista, com narrativas repletas de significados, que sugerem diferentes possibilidades de leituras. São textos interessantes e desafiadores, que exigem um leitor mais reflexivo, crítico e atento.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
· Conhecer o gênero miniconto dentro do seu contexto de produção, identificando as principais características do gênero.
· Ler e compreender minicontos, selecionando estratégias e procedimentos de leitura adequados aos objetivos do gênero.
COMPETÊNCIAS, OBJETOS DE CONHECIMENTO E HABILIDADES
COMPETÊNCIA GERAL 3. Repertório cultural COMPETÊNCIA GERAL 5. Cultura Digital
COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
Linguagens 5 Desenvolver o senso estético parareconhecer, fruir e respeitar as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, inclusive aquelas pertencentes ao patrimônio cultural da humanidade, bem como participar de práticas diversificadas, individuais e coletivas, da produção artístico- cultural, com respeito à diversidade de saberes, identidades e culturas.
Linguagens 6 Compreender e utilizar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares), para se comunicar por meio das diferentes linguagens e mídias, produzir conhecimentos, resolver problemas e desenvolver projetos autorais e coletivos.
Língua Portuguesa 9 Envolver-se em práticas de leitura literária que possibilitem o desenvolvimento do senso estético para fruição, valorizando a literatura e outras manifestações artístico-culturais como formas de acesso às dimensões lúdicas, de imaginário e encantamento, reconhecendo o potencial transformador e humanizador da experiência com a literatura.
Língua Portuguesa 10 Mobilizar práticas da cultura digital, diferentes linguagens, mídias e ferramentas digitais para expandir as formas de produzir sentidos (nos processos de compreensão e produção), aprender e refletir sobre o mundo e realizar diferentes projetos autorais.
OBJETO DE CONHECIMENTO: ESTRATÉGIAS DE LEITURA | APRECIAÇÃO E RÉPLICA
(EF89LP33) Ler, de forma autônoma, e compreender – selecionando procedimentos e estratégias de leitura adequados a diferentes objetivos e levando em conta características dos gêneros e suportes – romances, contos contemporâneos, minicontos, fábulas contemporâneas, romances juvenis, biografias romanceadas, novelas, crônicas visuais, narrativas de ficção científica, narrativas de suspense, poemas de forma livre e fixa (como haicai), poema concreto, ciberpoema, dentre outros, expressando avaliação sobre o texto lido e estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores.
DURAÇÃO
4 aulas
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
Sequência Didática | Ensino Fundamental - Anos Finais
PREPARAÇÃO
Nesta sequência didática, os alunos realizarão atividades coletivas, em duplas ou em trios, portanto, a disposição das carteiras na sala de aula vai variar conforme a necessidade.
RECURSOS E MATERIAIS
· Minicontos pré-selecionados.
 DESENVOLVIMENTO	
1ª AULA
Preparação: Atividade coletiva para apresentar o gênero e verificar os conhecimentos prévios dos alunos. Providenciar exemplares de minicontros (transcritos em cartazes, projetados ou fotocopiados).
Atividade 1:
Para iniciar, explique aos alunos que eles lerão minicontos e, para isso, começarão fazendo uma atividade para ativar e verificar o conhecimento que eles já têm sobre o assunto. Em seguida, apresente os minicontos. Peça a alguns alunos que leiam os textos em voz alta. A partir da apresentação dos textos, realize um levantamento do conhecimento prévio que eles têm, perguntando o que puderam observar. Seguem algumas sugestões de abordagem:
· Visualmente, o que chama atenção?
· Qual é a diferença entre conto e miniconto?
· Como reconhecer um miniconto?
· Vocês têm ideia de onde esse tipo de texto é publicado?
· Após a leitura, os textos provocaram algum efeito, por exemplo: medo, estranhamento, compaixão, raiva, etc.? Quais efeitos o texto provocou em vocês?
· Os textos lidos possuem personagem? Tempo? Espaço? Enredo?
· 	Esse gênero provoca no leitor a abertura para algumas leituras. Quais são as possibilidades de leitura desses textos?
· Vocês já leram outros minicontos?
Espera-se que os alunos informem se já tiveram contato com minicontos, onde são publicados, que são muito curtos e que provocam algumas sensações no leitor. Ouvir as interpretações dos alunos é interessante, pois reforça a ideia de abertura, uma característica do gênero.
Aproveite para fazer uma sondagem sobre o nível de conhecimento que eles têm sobre a estrutura da narrativa. É possível verificar se conseguem localizar: personagem, tempo, espaço e enredo.
Atividade 2:
Em seguida, proponha uma ampliação do conhecimento sobre o assunto. Esclareça que o miniconto é um tipo de texto contemporâneo, geralmente de temática urbana, que se propõe a contar um recorte de uma história como um registro fotográfico (como uma fotografia), logo o leitor tem, explícito, um número limitado de informações; o que está subentendido cabe ao leitor interativamente desvendar. Encerre dizendo que novas formas de descrever e narrar, ainda mais breves, vêm ganhando espaço, pois atendem as demandas das redes sociais que exigem limites de caracteres bem reduzidos. Comente que alguns escritores de ficção contemporâneos se adaptaram ao desafio. Questione-os verificando se eles conhecem alguns dos autores. Mencione que o resultado é: quanto menor o espaço, mais direta é a narrativa. Amplie, explicando que a esse gênero literário também são dados os nomes microconto e nanoconto.
2ª AULA
Preparação: Atividade para leitura coletiva e compartilhada de um miniconto, discutindo-se como ela deve ser feita. Organize as carteiras em semicírculo. Prepare-se para a análise com o texto de Soaroir, indicado nas referências bibliográficas.
Atividade 1:
Para iniciar, convide os alunos a ler o miniconto de Augusto Monterroso, um dos maiores escritores do gênero. Nascido em Honduras, o autor naturalizou-se guatemalteco e escreveu um dos menores contos do mundo:
· MONTERROSO, A. O dinossauro. In: Digestivo Cultural. Disponível em: <https://bit.ly/2OZL16S>. Acesso em: 30 set. 2018.
Trata-se de um texto muito conciso, premiado, estudado, citado, resenhado e parodiado; e que, apesar de ter apenas sete palavras, produz muitos significados, pois permite ao leitor várias possibilidades de leitura. Ganhou vários prêmios e uma quantidade imensa de interpretações.
Em um primeiro momento, proponha uma leitura individual e silenciosa do texto. Em seguida, uma leitura coletiva e compartilhada. Promova uma postura dialógica e crítica em relação à leitura. Sugira a troca de impressões para que haja um confronto de interpretações e apreciações. Verifique as dúvidas de vocabulário dos alunos, auxiliando-os a buscar no coletivo, ou seja, com a ajuda dos colegas, o significado dentro do contexto das palavras que geram dúvidas.
Atividade 2:
Abra um espaço para que os alunos possam manifestar suas impressões. Aprofunde a discussão e, em seguida, questione-os:
· O que significa, dentro do contexto do texto, as palavras DINOSSAURO e ACORDOU?
· Qual palavra marca o tempo?
· Qual palavra marca o espaço?
· Há personagem?
· É possível identificar o foco narrativo?
· O enredo dá sequência à história e é em torno dele que se desenvolvem todos os acontecimentos de uma narrativa. É possível identificar um acontecimento nesse conto? O que acontece?
Espera-se que os alunos identifiquem que se trata de uma narrativa curta, porém que consegue nos comunicar uma história, pois contém os elementos básicos da narrativa. O tema da história é aberto, estruturado na informação mínima: que algo ainda estava lá quando o sujeito acordou. Assim, essa possibilidade de leituras sugere a história, mas não conta. Por exemplo: o dinossauro poderia ser desde um brinquedo até um problema, um grande desafio, ou algo ultrapassado, antigo.
3ª AULA
Preparação: Atividade coletiva para análise do miniconto. Organize novamente as carteiras em semicírculo.
Atividade 1:
Explique aos alunos que, nesta aula, eles irão reler o miniconto da aula passada, porém de outra forma, observando algumas características bem específicas desse gênero. Faça uma breve retomada das aulas anteriores e, para finalizar esse primeiro momento, pergunte:
· As frases do texto estão invertidas. Como esse período ficaria se obedecesse a uma ordem sintática?
· Por que o autor usou esse recurso? Qual o efeito de sentido pretendido com essa inversão?
· Observe as duas ordens de escrita: a ordem invertida e a reversa. Há diferenças na construção de sentido?
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
Espera-se que os alunos consigam identificar e reorganizara ordem das frases. Num segundo momento, espera-se que indiquem a inversão como uma tentativa de ênfase (destaque) para aquela informação invertida. A ação de acordar para algo é mais significativa do que encontrar algo que está ali no mesmo lugar. Até o fato de mudar a frase de posição sugere uma mudança, um movimento, uma quebra de linearidade diretamente ligada ao ato de acordar para algo. Assim, a mudança na ordem das frases promove diferenças significativas de sentido. Essa inversão tem um nome, chama-se hipérbato. É uma figura de sintaxe cuja estratégia é justamente inverter a ordem das frases com o intuito de destacar alguma informação.
Atividade 2
Em seguida, proponha a análise de outras características. Diga a eles que esse tipo de texto têm cinco características bem marcantes: concisão, narratividade, efeito, abertura e exatidão. Explique, brevemente, cada elemento:
· Concisão: está no ato de escolher as palavras certas para contar o que se quer, usando pouquíssimas palavras. Por exemplo: em O dinossauro foram utilizadas apenas sete.
· 	Narratividade: contar uma história de modo claro, não há necessidade de ter a estrutura: começo, meio, fim. Porém, o que vai exigir do escritor é a habilidade de deixar lacunas para que o leitor possa imaginar novas possibilidades de leitura.
· Efeito: quando o texto consegue provocar algo no leitor, por exemplo: medo, estranhamento, compaixão, raiva, etc.
· Abertura: é a possibilidade de leituras e inferências que o texto provoca no leitor.
· Exatidão: é a perfeita seleção de palavras, das estratégias no nível figurativo, da escolha da pontuação para criar o efeito desejado no leitor.
Peça aos alunos que anotem no caderno e que apresentem alguns exemplos, como: no enredo, a história já começa no meio da cena. O desfecho não está claro, pois a história acaba de modo impreciso, no meio da história. Sobre o personagem, geralmente, não se tem muitas informações, por se tratar de um miniconto. Fica a critério da imaginação e do repertório dos leitores. O espaço: marca um não lugar impreciso que gera ambiguidade, pois tanto pode estar perto e ser de conhecimento do leitor, como pode estar longe; cabendo ao leitor decidir onde é esse lá, por exemplo. O tempo também não é bem marcado. Todos esses “espaços em branco” convidam o leitor a entrar na história e a “completá-la”.
4ª AULA
Preparação: As atividades tem como objetivo a leitura de outros minicontos. Organize-os em duplas ou trios e oriente-os na pesquisa, seja ela realizada na bilbioteca ou na internet.
Atividade 1:
Oriente-os nas leituras e no compartilhamento dos textos selecionados. É importante discutir os temas que serão abordados, já que o miniconto trabalha com uma vastidão de temáticas urbanas, o que engloba tipos e níveis diversificados de violência. Por isso, contribua para com a pesquisa, sugerindo minicontos e nomes de autores. A partir de um quadro interpretativo, baseado na análise realizada nas aulas anteriores, peça às duplas ou aos trios que selecionem pelo menos dois ou três minicontos e realizem a análise, cuja síntese deve ser entregue por escrito, para que, ao final, seja verificada a apreensão de conhecimentos dos alunos.
Atividade 2:
Neste momento, proponha aos alunos que socializem as leituras escolhidas e as análises realizadas. A dinâmica para realização da atividade deve ser a leitura em voz alta dos minicontos, seguida da leitura da síntese. Peça aos alunos leiam em voz alta, verificando o ritmo e a entonação de voz, de modo que todos ouçam as leituras.
Sequência Didática | Ensino Fundamental - Anos Finais
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
ATIVIDADE COMPLEMENTAR
Organize os alunos em grupos. Eles devem pesquisar a vida e a obra de Augusto Monterosso. Cada grupo deve selecionar um miniconto do autor e apresentar uma análise. Incentive-os a realizar outras leituras de minicontos para ampliação de repertório.
SUGESTÕES DE ACOMPANHAMENTO DA APRENDIZAGEM
A avaliação do processo de aprendizagem pode ser realizada por meio das atividades propostas nesta sequência didática, e deve considerar o desenvolvimento individual e coletivo dos alunos. Para avaliar, retome as anotações iniciais sobre miniconto e proponha uma discussão final sobre o tema. Pergunte quem gostou ou não gostou de ler minicontos e por quê. Espera-se que os alunos sejam capazes de discorrer suas impressões sobre as leituras e pelo menos algumas características do gênero. Posteriormente, almeja-se que eles consigam refletir sobre o valor cultural do miniconto e reconhecê-lo como meio de expressão literária, identificando o seu impacto no campo da literatura. Ao retomar a estrutura do gênero é importante convidar os alunos a relacioná-lo com outros gêneros literários parecidos em algum elemento composicional que eles se lembrem de ter visto.
QUESTÕES
· Os alunos são capazes de reconhecer o miniconto como texto narrativo?
· Eles reconhecem os elementos básicos da estrutura narrativa presentes no gênero?
· São capazes de identificar os minicontos como narração que se utiliza de poucas palavras, mas que apresenta uma ideia complexa e deixa o leitor com a tarefa de "preencher" as elipses narrativas?
REFERÊNCIAS
MONTERROSO, A. O dinossauro. In: Digestivo Cultural. Disponível em: <https://bit.ly/2OZL16S>. Acesso em: 30 set. 2018.
SPALDING, M. Os Cem Menores Contos Brasileiros do Século e a Reinvenção do Miniconto na Literatura Brasileira Contemporânea. Porto Alegre, 2008. Dissertação (Mestrado em Letras), Instituto de Letras, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2008. Disponível em: <https://bit.ly/2Bskwn0>. Acesso em: 30 set. 2018
SOAROIR M. de C. O dinossauro. Disponível em: <https://bit.ly/2R7UHhf>. Acesso em: 30 set. 2018.
Sequência Didática | Ensino Fundamental - Anos Finais
1° Bimestre – Sequência Didática 2
Produção de fotorreportagem
INTRODUÇÃO
Esta sequência didática objetiva a produção de fotorreportagem. A fotorreportagem é um gênero jornalístico que tem como principal função contar às pessoas um acontecimento real por meio de fotografias que, geralmente, acompanham pequenas legendas.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
· Identificar as características do gênero.
· Compreender as condições de produção que envolvem a circulação de fotorreportagem.
· Produzir e publicar fotorreportagens.
COMPETÊNCIAS, OBJETOS DE CONHECIMENTO E HABILIDADES
COMPETÊNCIA GERAL 2. Pensamento científico, crítico e criativo COMPETÊNCIA GERAL 4. Comunicação
COMPETÊNCIA GERAL 5. Cultura Digital
COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
Linguagens 2 Conhecer e explorar diversas práticas de linguagem (artísticas, corporais e linguísticas) em diferentes campos da atividade humana para continuar aprendendo, ampliar suas possibilidades de participação na vida social e colaborar para a construção de uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva.
Linguagens 6 Compreender e utilizar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares), para se comunicar por meio das diferentes linguagens e mídias, produzir conhecimentos, resolver problemas e desenvolver projetos autorais e coletivos.
Língua Portuguesa 1 Compreender a língua como fenômeno cultural, histórico, social, variável, heterogêneo e sensível aos contextos de uso, reconhecendo-a como meio de construção de identidades de seus usuários e da comunidade a que pertencem.
Língua Portuguesa 3 Ler, escutar e produzir textos orais, escritos e multissemióticos que circulam em diferentes campos de atuação e mídias, com compreensão, autonomia, fluência e criticidade, de modo a se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos, e continuar aprendendo.
Língua Portuguesa 10 Mobilizar práticas da cultura digital, diferentes linguagens, mídias e ferramentas digitais para expandir as formas de produzir sentidos (nos processos de compreensão e produção), aprender e refletir sobre o mundo e realizar diferentes projetos autorais.
OBJETO DE CONHECIMENTO: ESTRATÉGIA DE LEITURA: APREENDEROS SENTIDOS GLOBAIS DO TEXTO
(EF69LP03) Identificar, em notícias, o fato central, suas principais circunstâncias e eventuais decorrências; em reportagens e fotorreportagens o fato ou a temática retratada e a perspectiva de abordagem, em entrevistas os principais temas/subtemas abordados, explicações dadas ou teses defendidas em relação a esses subtemas; em tirinhas, memes, charge, a crítica, ironia ou humor presente.
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
Sequência Didática | Ensino Fundamental - Anos Finais
OBJETO DE CONHECIMENTO: RELAÇÃO DO TEXTO COM O CONTEXTO DE PRODUÇÃO E EXPERIMENTAÇÃO DE PAPÉIS SOCIAIS
(EF69LP06) Produzir e publicar notícias, fotodenúncias, fotorreportagens, reportagens, reportagens multimidiáticas, infográficos, podcasts noticiosos, entrevistas, cartas de leitor, comentários, artigos de opinião de interesse local ou global, textos de apresentação e apreciação de produção cultural – resenhas e outros próprios das formas de expressão das culturas juvenis, tais como vlogs e podcasts culturais, gameplay, detonado etc.– e cartazes, anúncios, propagandas, spots, jingles de campanhas sociais, dentre outros em várias mídias, vivenciando de forma significativa o papel de repórter, de comentador, de analista, de crítico, de editor ou articulista, de booktuber, de vlogger (vlogueiro) etc., como forma de compreender as condições de produção que envolvem a circulação desses textos e poder participar e vislumbrar possibilidades de participação nas práticas de linguagem do campo jornalístico e do campo midiático de forma ética e responsável, levando-se em consideração o contexto da Web 2.0, que amplia a possibilidade de circulação desses textos e “funde” os papéis de leitor e autor, de consumidor e produtor.
DURAÇÃO
3 aulas
PREPARAÇÃO
Nesta sequência didática, os alunos realizarão atividades coletivas e em grupos, portanto, a disposição das carteiras na sala de aula vai variar conforme a necessidade.
RECURSOS E MATERIAIS
· Exemplos de fotorreportagens pré-selecionados.
· Computadores com software para edição de imagem.
· Equipamento fotográfico.
 DESENVOLVIMENTO	
1ª AULA
Preparação: Atividades coletivas e em grupo para apresentação do gênero e verificação dos conhecimentos prévios dos alunos.
Atividade 1:
Para iniciar, explique aos alunos que eles irão produzir uma fotorreportagem, para isso, comece fazendo uma atividade para ativar e verificar o conhecimento que eles já têm sobre o assunto. Algumas sugestões de abordagem:
· O que é uma reportagem?
· Em sua opinião, qual a diferença entre uma reportagem e uma fotorreportagem?
· Há semelhanças entre os dois gêneros? Quais?
· Vocês já leram uma fotorreportagem?
· Onde esse tipo de texto é publicado?
· Quais informações um texto visual precisa ter para transmitir uma informação como o texto escrito?
Espera-se que os alunos informem se já tiveram algum contato com o gênero fotorreportagem; as diferenças e semelhanças entre a reportagem e a fotorreportagem, por exemplo: entre as semelhanças, abordar temas do cotidiano e se tratarem de textos publicados em veículos de comunicação; e, entre as diferenças, que a
imagem, na fotorreportagem tem valor da notícia. Aproveite para fazer uma sondagem sobre o nível de conhecimento que eles têm sobre a estrutura do gênero.
Atividade 2:
Nesta etapa, proponha uma ampliação do conhecimento sobre o assunto. Esclareça que se trata de um tipo de texto não ficcional que tem como principal função contar às pessoas um acontecimento por meio de fotografia sempre acompanhada de uma legenda para contextualizar sua expressão. Nesse gênero, a linguagem visual é importante, pois apresenta o fato retratado, enquanto o texto escrito evidencia ao leitor o que foi fotografado.
Em seguida, organize-os em grupos e oriente-os a pesquisar uma fotorreportagem sobre o tema dos direitos humanos. É importante que o grupo verifique se o texto selecionado apresenta as características indicadas anteriormente como pertencentes ao gênero. Eles devem trazer a fotografia selecionada na próxima aula, que será voltada para a leitura e para a interpretação de uma fotorreportagem.
2ª AULA
Preparação: As atividades, coletivas e em grupos, são voltadas para a leitura de uma fotorreportagem para prepará-los para as suas produções.
Atividade 1:
Proponha a realização de uma atividade de leitura das fotorreportagens selecionadas pelos grupos, e monte um mural de modo que todos possam realizar a leitura coletivamente. Peça aos alunos que leiam em voz alta as legendas e, em seguida, apresentem suas impressões e apreciações sobre as fotorreportagens. Promova uma postura dialógica e crítica em relação às leituras, por meio de troca de impressões entre os pares para que haja um confronto de interpretações e opiniões.
Atividade 2:
Em seguida, abra um espaço para que os alunos possam aprofundar a discussão. Questione-os:
· Há marcas temporais?
· É possível identificar o espaço onde ocorre a cena?
· Há alguma pessoa retratada? Descreva-a. Em sua opinião, por que essa pessoa foi retratada? Qual a relação dela com o tema?
· O fotojornalista constrói sua narrativa usando estratégias para chamar a atenção do seu leitor? Quais elementos da imagem indicam esse olhar? Vocês conseguem apontar algum recurso utilizado pelo fotojornalista como: o que está em primeiro plano e o que está em segundo?
· Em sua opinião, o que ele quer revelar a respeito do tema?
· E o que é possível identificar sobre direitos humanos?
Espera-se que os alunos identifiquem que se trata de uma imagem contemporânea, as estratégias do fotojornalista e os aspectos do tema que estão presentes.
3ª AULA
Preparação: As atividades promovem a produção da fotorreportagem. Organize os alunos em grupos e disponibilize a eles equipamentos fotográficos. Reserve, também, o laboratório de informática para que eles possam editar suas imagens.
Atividade 1:
Oriente-os de que esta aula será dedicada à seleção e produção de uma fotorreportagem. Na sequência, comunique-os que a tarefa consiste em selecionar ou produzir uma imagem para compor a fotorreportagem. A atividade deverá conter um pequeno texto ou legenda para acompanhar a foto. O tema deve ser sobre direitos humanos. Circule pela sala durante a atividade, esclarecendo dúvidas. Verifique se eles retomam as características do gênero para realizar a produção.
Os grupos devem apresentar suas fotorreportagens, de modo que os demais grupos possam identificar o enfoque dos fotorrepórteres e refletir sobre a forma com a qual o tema foi apresentado, por meio da análise
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
dos elementos multissemióticos que compõem o gênero. Conduza a discussão. Se necessário, auxilie um ou outro grupo a reescrever a legenda ou mesmo escolher/tirar outra fotografia.
Atividade 2:
Com a versão final, revisada e editada, oriente-os a sociabilizar a produção com a turma. Para a dinâmica, os grupos devem apresentar as condições e as intenções de produção. Ao final de cada apresentação, é interessante abrir espaço para que os demais colegas compartilhem suas apreciações e impressões sobre as fotorreportagens.
ATIVIDADE COMPLEMENTAR
A partir da leitura de uma fotorreportagem, elaborada por Miguel Ángel Bargueño para o jornal El País, que inclui as declarações de personalidades da política, cultura, ciência e esporte, proponha a discussão a partir do texto. Os alunos devem:
1. Selecionar uma das fotorreportagens e observá-la.
2. Identificar as informações da imagem.
3. Identificar as informações do texto escrito.
4. Elaborar outra fotorreportagem sobre o mesmo tema, mas que apresente outro olhar sobre o mesmo assunto.
SUGESTÕES DE ACOMPANHAMENTO DA APRENDIZAGEM
A avaliação do processo de aprendizagem pode ser realizada por meio das atividades propostas nesta sequência didática, sobretudo de produção de fotorreportagem. Deve-se considerar o desenvolvimento individual e coletivo dos alunos. Para avaliar, retome as anotações iniciais sobre o gênero e proponha uma discussão final sobre o tema. Verifique se a fotorreportagem produzida pelos gruposaborda o assunto dos direitos humanos. Num primeiro momento, espera-se que os alunos sejam capazes de discorrer suas impressões sobre as leituras e pelo menos algumas características do gênero. Posteriormente, almeja-se que eles consigam refletir sobre as características multissemióticas do gênero e seu impacto no campo jornalístico.
QUESTÕES
· Os alunos são capazes de identificar as principais características do gênero fotorreportagem?
· Eles identificam as semelhanças e as diferenças entre reportagem e fotorreportagem?
· São capazes de reconhecer a fotorreportagem como gênero que apresenta a informação contida na imagem, geralmente acompanhada de pequenas legendas?
REFERÊNCIAS
BARGUEÑO, M. A. Fotorreportagem: a história por trás de frases que mudaram o mundo. El País. 27 de novembro de 2017. Disponível em: <https://bit.ly/2DVAfx4>. Acesso em: 30 set. 2018.
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LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
1° Bimestre – Sequência Didática 3
A literatura comparada: intertextualidade
INTRODUÇÃO
Esta sequência didática tem como objetivo a prática de leitura por meio da literatura comparada, que possibilita o diálogo entre textos literários. A partir da leitura de um texto literário como ponto de partida, os alunos devem selecionar outro texto literário para indicar de que modo se dá a intertextualidade entre eles, analisando os efeitos de sentido.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
· Analisar os efeitos de sentido decorrentes do uso de mecanismos de intertextualidade entre os textos literários.
· Compreender os efeitos de sentido produzidos pela intertextualidade.
COMPETÊNCIAS, OBJETOS DE CONHECIMENTO E HABILIDADES
COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
COMPETÊNCIA GERAL 3. Repertório cultural
COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
Linguagens 5 Desenvolver o senso estético para reconhecer, fruir e respeitar as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, inclusive aquelas pertencentes ao patrimônio cultural da humanidade, bem como participar de práticas diversificadas, individuais e coletivas, da produção artístico- cultural, com respeito à diversidade de saberes, identidades e culturas.
Língua Portuguesa 9 Envolver-se em práticas de leitura literária que possibilitem o desenvolvimento do senso estético para fruição, valorizando a literatura e outras manifestações artístico-culturais como formas de acesso às dimensões lúdicas, de imaginário e encantamento, reconhecendo o potencial transformador e humanizador da experiência com a literatura.
OBJETO DE CONHECIMENTO: RELAÇÃO ENTRE TEXTOS
(EF89LP32) Analisar os efeitos de sentido decorrentes do uso de mecanismos de intertextualidade (referências, alusões, retomadas) entre os textos literários, entre esses textos literários e outras manifestações artísticas (cinema, teatro, artes visuais e midiáticas, música), quanto aos temas, personagens, estilos, autores etc., e entre o texto original e paródias, paráfrases, pastiches, trailer honesto, vídeos-minuto, vidding, dentre outros.
DURAÇÃO
3 aulas
PREPARAÇÃO
Nesta sequência didática, os alunos realizarão atividades coletivas e em grupos, portanto, a disposição das carteiras na sala de aula vai variar conforme a necessidade.
RECURSOS E MATERIAIS
· Texto pré-selecionado para leitura.
· Projetor e demais equipamentos para projeção do texto ou cópias.
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 DESENVOLVIMENTO	
1ª AULA
Preparação: Atividades coletivas e em grupo para discutir o que é intertextualidade e os conhecimentos dos alunos sobre o assinto. Organize a sala em meia lua ou “U”, ou em círculo, de modo que todos possam se ver e ouvir.
Atividade 1:
Para iniciar, explique aos alunos que, nas próximas quatro aulas, eles estudarão influências de um texto em outro ou em manifestações artísticas. Para isso, começarão fazendo uma atividade para ativar e verificar o conhecimento que eles já têm sobre o assunto. Seguem algumas sugestões de abordagem:
· Vocês se lembram de ter lido algum texto literário que faz referência a outro?
· O que vocês entendem por intertextualidade?
Espera-se que os alunos indiquem se já tiveram contato com intertextualidade. Lembrar que intertextualidade é a relação entre dois textos em que um cita o outro.
Atividade 2:
Nesta etapa, proponha uma ampliação do conhecimento sobre o assunto. Reitere com eles que a intertextualidade a ser estudada será entre dois textos literários e, por isso, é importante verificar as possibilidades de diálogo entre textos. Reforce que a intertextualidade pode ocorrer também entre textos literários e outras manifestações artísticas como músicas, pinturas, filmes, novelas, propaganda, grafite etc. Se julgar interessante, amplie a discussão, verificando de que modo os alunos identificam a intertextualidade entre textos além dos literários por meio dos exemplos presentes em seus repertórios.
2ª AULA
Preparação: As atividades propõem a leitura de texto para a identificação de intertextualidade. A leitura a ser realizada deve ser coletiva e compartilhada. Para isso, organize as carteiras posicionadas em semicírculo.
Atividade 1:
Proponha a leitura do bilhetes-postais, de Fernando Bonassi, red dorian gray:
· BONASSI, F. red dorian gray. Cracóvia – Polônia – 1998. In: Cinco bilhetes-postais. Bibliotecário de Babel. Disponível em: <https://bit.ly/2PS8Tyo>. Acesso em: 30 set. 2018.
Realize a leitura em voz alta compartilhada junto com os alunos. Em seguida, faça questionamentos sobre o texto, como:
· Qual era a profissão de Zbigniew e qual é a atual?
· Como Zbigniew conseguia melhorar as pessoas?
· É possível localizar algumas referências feitas ao longo do texto? Quais são?
· O título do texto dialóga com o título de um outro texto? Qual é?
Espera-se que os alunos localizem informações simples, como as profissões do personagem no antes e pós- guerra, que ele melhorava as pessoas por meio dos retratos que fazia delas e que hoje outros recursos são responsáveis por melhorar as pessoas, como as câmeras fotográficas acopladas aos celulares. Verifique quantas referências eles conseguem localizar sozinhos, além do título que faz referência ao romance O retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde.
Atividade 2:
Verifique se os alunos são capazes de relacionar o texto lido ao romance de Oscar Wilde. O retato de Dorian Gray apresenta um jovem muito bonito que, após herdar a fortuna do pai, passa a frequentar a alta sociedade londrina, onde conhece Lord Henry Wotton. Este influencia Dorian com sua visão de mundo, onde o que mais importa é ser belo e desfrutar dos prazeres da vida. Quando Basil Hallwald conhece o jovem, fica
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encantado com sua beleza e resolve pintar seu retrato, que ao ver seu rosto imortalizado na pintura, resolve que para parecer eternamente jovem como no retrato, entregaria até mesmo a alma ao diabo. A partir da apresentação do romance, peça aos alunos que indiquem qual o efeito de sentido provocado no texto de Bonassi com o uso da intertextualidade.
O tema do romance é um assunto bastante revisitado: a vaidade humana. Oriente-os a selecionar,, em grupos, e para a próxima aula, textos que dialoguem entre si, para identificar, discutir e analisar a intertextualidade e o efeito que ela causa.
3ª AULA
Preparação: Atividades a serem realizadas em grupos. Os alunos devem pesquisar textos para identificar a interdisciplinaridade e analisar os efeitos produzidos. Para a socialização, organizar a sala em semicírculo, de modo que todos possam se ver e ouvir.
Atividade 1:
Organize os alunos em grupos. Oriente-os a realizar a pesquisa de um texto literário, em busca da presença da intertextualidade com um outro texto literário. Eles devem realizar a análise dos efeitos de sentido decorrentes do uso de mecanismos de intertextualidade, a partir do que foi discutido anteriormente. Circule entre os grupos, orientando e observando dificuldades específicas.
Atividade 2:
Oriente os grupos a apresentar ostextos selecionados, lendo-os em voz alta, seguidos da análise e da apresentação dos diálogos intertextuais existentes, verificando se eles são capazes de identificar os diálogos explícitos e os que são mais implícitos. A identificação da interdisciplinaridade depende tanto da análise do texto como do repertório dos integrantes do grupo.
ATIVIDADE COMPLEMENTAR
Proponha a leitura e a análise da intertextualidade entre textos literários e manifestações artísticas em peças publicitárias. Organize os alunos em grupos e peça a eles que pesquisem e selecionem anúncios, propagandas de rádio, televisão, vinhetas etc. que utilizem outros textos literários ou artísticos, para criar efeitos de humor, ironia e/ou críticas. Os grupos devem indicar se a intertextualidade é implícita ou explícita.
SUGESTÕES DE ACOMPANHAMENTO DA APRENDIZAGEM
A avaliação do processo de aprendizagem pode ser realizada por meio das atividades propostas nesta sequência didática e deve considerar o desenvolvimento individual e coletivo dos alunos. Para avaliar, retome as discussões iniciais sobre intertextualidade e proponha uma discussão final sobre o tema. Num primeiro momento, espera-se que os alunos sejam capazes de discorrer suas impressões sobre as leituras e pelo menos algumas estratégias intertextuais. Posteriormente, almeja-se que eles consigam refletir sobre os efeitos de sentido produzidos pela intertextualidade.
QUESTÕES
· Os alunos compreendem que a intertextualidade é a criação de um texto a partir de outro já existente?
· Eles foram capazes de identificar os efeitos de sentido produzidos pela intertextualidade nos textos?
· São capazes de identificar influências e referências de outras obras do mesmo autor ou de outros autores que estavam presentes nos textos lidos?
REFERÊNCIAS
BONASSI, F. red dorian gray. Cracóvia – Polônia – 1998. In: Cinco bilhetes-postais. Bibliotecário de Babel. Disponível em: <https://bit.ly/2PS8Tyo>. Acesso em: 30 set. 2018.
MARCUSCHI, L. A. Cognição, linguagem e práticas interacionais. Rio de Janeiro: Lucerna, 2007.
Sequência Didática | Ensino Fundamental - Anos Finais
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
PROPOSTAS DE ACOMPANHAMENTO DA APRENDIZAGEM – 1º BIMESTRE
ESCOLA: 	
ALUNO: 	
DATA: 	/ 	/ 		TURMA: 	
 AVALIAÇÃO	
Para responder às questões de 1 a 8, leia o conto do dramaturgo, poeta, contista e jornalista maranhense, Artur Azevedo (1855-1908):
MORTA QUE MATA
(CONTO MEIO PLAGIADO E MEIO ORIGINAL)
Um dia em que o Barreto, acabado o expediente, palestrava com alguns dos seus colegas de repartição, queixou-se da mesquinhez dos ordenados.
· Ora! Tu nada sofres! Acudiu um dos colegas, com um sorriso impertinente.
· Nada sofro?! Ora esta! Por quê?!
· Porque és rico!
· Rico, eu?!...
· Naturalmente. Se não fosses rico, tua mulher não poderia andar coberta de brilhantes! O Barreto soltou uma gargalhada.
· Ah, meu amigo, os brilhantes de minha mulher são falsos, são baratinhos, não valem nada!
· Não parece.
· Não parece, mas são. Minha mulher é de uma economia feroz, e tudo quanto economiza emprega em toilettes e joias... Mas que joias!... Falsas, falsas como Judas... Já lhe tenho dito um milhão de vezes que se deixe disso; que não use joias uma vez que não pode usá-las verdadeiras; que ela somente a si mesma se ilude, tornando-se ridícula aos olhos do mundo; mas não há meio: aquilo é mania! Tirem tudo, tudo à Francina, mas deixem-lhe as suas joias de pechisbeque!...
Realmente assim essa Francina, de vez em quando, mostrava ao marido um par de bichas de brilhantes ou um colar de pérolas, que produziam o mais deslumbrante efeito, mas não passavam de joias de teatro, compradas com os vinténs que ela poupava nas despesas da copa.
Barreto, que fora sempre um pobretão, nada entendia de pedras finas e por isso achava que as de sua mulher, apesar de falsas, eram bonitas; mas, no íntimo, ele envergonhava-se daquela fulgurante exibição no pescoço, nos braços, nos dedos e nas orelhas de Francina.
Propostas de Avaliação da Aprendizagem | Ensino Fundamental - Anos Finais
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
· Os que sabem que essas joias são falsas, pensava ele, hão de me achar ridículo; os que as supõem verdadeiras poderão fazer de mim um juízo ainda mais desagradável. Toda a gente sabe quanto ganho: os meus vencimentos figuram na coleção de leis, na tabela anexa ao regulamento da minha repartição...
O Barreto pensava bem; mas a sua debilidade moral não permitia que ele contrariasse Francina.
Um dia o fracalhão percebeu - com que alegria! - que ela estava no seu estado interessante.
Eram casados havia oito anos e só agora se lembrava o céu de abençoar a sua união, mandando-lhes um filho! Ele esperava que os cuidados maternos modificassem o que sua mulher tinha de ridícula e vaidosa.
Mas as suas esperanças foram cruelmente frustradas pela fatalidade: a criança, extraída a ferros, nasceu morta, e Francina morreu de eclampsia.
O Barreto sentiu tanto, tanto, que quase morreu também.
Havia um mês que era viúvo quando um dia lhe apareceu em casa um homem que ele não conhecia, e se deu a conhecer como um dos joalheiros mais conhecidos da capital.
O Barreto perguntou-lhe o motivo da sua visita.
· É muito simples. A falecida sua senhora tinha joias. É natural que o senhor não precisando delas pretenda desfazer-se de algumas, senão de todas. Venho pedir-lhe que me dê a preferência.
· Preferência para quê?
· Para comprá-las.
· Mas, meu caro senhor, as joias de minha mulher são falsas.
· Falsas? Ora essa! E é a mim que o senhor diz isso, a mim que lhas vendi! A sua senhora seria incapaz de pôr uma joia falsa!
· O senhor engana-se!
· Tanto não me engano, que lhe ofereço por essas joias, se se conservam todas em seu poder, sessenta contos de réis!
O Barreto ficou petrificado; entretanto, disfarçou como pôde a comoção, e despediu o joalheiro, dizendo que o procuraria na loja.
Logo que ficou só, encaminhou-se para o quarto da morta, e abriu a cômoda onde se achavam as joias; mas ao vê-las sentiu uma onda de sangue subir-lhe à cabeça e caiu para trás.
Quando lhe acudiram estava morto.
AZEVEDO, Artur. A morta que mata. Domínio Público. Disponível em: <https://bit.ly/2DKXB7Y>. Acesso em: 30 set. 2018.
Propostas de Avaliação da Aprendizagem | Ensino Fundamental - Anos Finais
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
1. O conto é narrado em 1ª ou 3ª pessoa? Destaque do texto elementos que justifiquem o foco narrativo indicado.
2. Quais são os recursos coesivos utilizados para marcar a passagem do tempo? Exemplifique com trechos do texto.
3. No texto há variações entre discurso direto (marcado pela fala das personagens) e discurso indireto (marcado pela voz do narrador). Que efeito de sentido essa alternância produz?
4. Leia o trecho a seguir e assinale apenas uma alternativa que responda à questão.
Nada sofro?! Ora esta! Por quê?!
Nesse trecho, há o uso do ponto de interrogação seguido de uma exclamação. O efeito de sentido produzido por esse recurso é de que o interlocutor está:
a) em dúvida.
b) alegre.
c) muito surpreso.
d) emocionado.
Propostas de Avaliação da Aprendizagem | Ensino Fundamental - Anos Finais
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
5. Releia o trecho a seguir e responda.
Mas as suas esperanças foram cruelmente frustradas pela fatalidade [...]
O efeito de sentido produzido pelo verbo em destaque indica que se trata de um:
a) Verbo transitivo.
b) Verbo de ligação.
c) Verbo intransitivo.
d) Verbo no infinitivo.
6. Em se tratando da predicação, um mesmo verbo pode ora se classificar como transitivo, ora como de ligação. Reescreva a frase: “O Barreto ficou petrificado...”, de modo que o verbo ficar não tenha valor de verbo de ligação.
7. No trecho:
Um dia o fracalhão percebeu - com que alegria! - que ela estava no seu estado interessante.
O uso da expressão em destaque tem como objetivo:
a) Caracterizar a personagem.
b) Apresentar o espaço.
c) Indicar o conflito.
d) Identificar o tempo.
8. De acordo com a leitura do texto, o que se pode inferir sobre o título da narrativa?Propostas de Avaliação da Aprendizagem | Ensino Fundamental - Anos Finais
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
Para responder às questões de 9 e 10, leia a notícia retirada do jornal Correio da Manhã (RJ).
Dupla rouba joias de coleção do emir do Catar expostas em palácio de Veneza
Publicado em 03/01/2018 – 11:37	Por Agência EFE – Roma
Joias que pertencem à coleção do emir do Catar, Hamad bin Khalifa Al Thani, expostas em uma mostra temporária no Palácio Ducal de Veneza foram roubadas nesta quarta-feira (3).
Fontes do palácio se negaram a dar informações sobre o incidente, mas, segundo a imprensa local, as joias eram avaliadas em cerca de 30 mil euros (cerca de R$ 115 mil).
As joias foram roubadas de uma da vitrine e faziam parte de uma mostra que reúne 270 peças datadas do século XIV até o XX, de vários autores e muitas delas parte da coleção do emir catariano.
O Palácio Ducal de Veneza foi fechado. As pessoas que estavam visitando a exposição na hora do crime foram mantidas no local.
A polícia tenta esclarecer o que ocorreu e já verificou as câmeras de segurança do palácio. Segundo a imprensa local, duas pessoas estão envolvidas no roubo. Uma delas forçou a vitrine para pegar um broche de ouro e vários brincos.
AGÊNCIA EFE. Dupla rouba joias de coleção do emir do Catar expostas em palácio de Veneza. EBC Agência Brasil, 3 jan. 2018. Disponível em: <https://bit.ly/2CLX57c>. Acesso em: 30 set. 2018.
9. Qual é o fato principal da notícia lida?
10. Transcreva o trecho que indica qual a principal decorrência do evento ocorrido.
Propostas de Avaliação da Aprendizagem | Ensino Fundamental - Anos Finais
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
 GABARITO E ORIENTAÇÕES	 QUESTÃO 1
Habilidade trabalhada: (EF69LP47) Analisar, em textos narrativos ficcionais, as diferentes formas
de composição próprias de cada gênero, os recursos coesivos que constroem a passagem do tempo e articulam suas partes, a escolha lexical típica de cada gênero para a caracterização dos cenários e dos personagens e os efeitos de sentido decorrentes dos tempos verbais, dos tipos de discurso, dos verbos de enunciação e das variedades linguísticas (no discurso direto, se houver) empregados, identificando o enredo e o foco narrativo e percebendo como se estrutura a narrativa nos diferentes gêneros e os efeitos de sentido decorrentes do foco narrativo típico de cada gênero, da caracterização dos espaços físico e psicológico e dos tempos cronológico e psicológico, das diferentes vozes no texto (do narrador, de personagens em discurso direto e indireto), do uso de pontuação expressiva, palavras e expressões conotativas e processos figurativos e do uso de recursos linguístico-gramaticais próprios a cada gênero narrativo.
Resposta: A história é narrada em 3ª pessoa, por um narrador que apenas observa e conta o a história. Alguns trechos que comprovam: “Um dia em que o Barreto, acabado o expediente, palestrava com alguns dos seus colegas de repartição, queixou-se da mesquinhez dos ordenados.” “O Barreto ficou petrificado; entretanto, disfarçou como pôde a comoção, e despediu o joalheiro, dizendo que o procuraria na loja.”.
Orientações: A questão avalia se o aluno conhece as características do gênero. O ideal é que os alunos compreendam o foco narrativo, que é o ponto de vista adotado para contar os acontecimentos. Caso os alunos apresentem dificuldade, chame a atenção deles para o fato de a história ser contada em 1ª pessoa, ou seja, o narrador ser também personagem. Nesse tipo de foco narrativo, alguns traços subjetivos se manifestam, pois, há uma espécie de envolvimento emocional diante do desenrolar dos acontecimentos.
QUESTÃO 2
Habilidade trabalhada: (EF69LP47) Analisar, em textos narrativos ficcionais, as diferentes formas de composição próprias de cada gênero, os recursos coesivos que constroem a passagem do tempo e articulam suas partes, a escolha lexical típica de cada gênero para a caracterização dos cenários e dos personagens e os efeitos de sentido decorrentes dos tempos verbais, dos tipos de discurso, dos verbos de enunciação e das variedades linguísticas (no discurso direto, se houver) empregados, identificando o enredo e o foco narrativo e percebendo como se estrutura a narrativa nos diferentes gêneros e os efeitos de sentido decorrentes do foco narrativo típico de cada gênero, da caracterização dos espaços físico e psicológico e dos tempos cronológico e psicológico, das diferentes vozes no texto (do narrador, de personagens em discurso direto e indireto), do uso de pontuação expressiva, palavras e expressões conotativas e processos figurativos e do uso de recursos linguístico-gramaticais próprios a cada gênero narrativo.
Resposta: Os recursos coesivos utilizados para marcar a passagem do tempo são verbos no pretérito perfeito e no pretérito imperfeito. Os alunos também podem indicar advérbios, locuções adverbiais, orações subordinadas adverbiais. Exemplos: “Realmente assim essa Francina, de vez em quando, mostrava ao marido...”; “Um dia o fracalhão percebeu”; “Havia um mês que era viúvo”; “Quando lhe acudiram estava morto”.
Orientações: A questão avalia a habilidade dos alunos em localizar os recursos coesivos que estruturam a passagem do tempo e articulando partes ao texto como um todo. Os marcadores
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temporais ajudam o leitor a se situar temporalmente dentro da narrativa, eles também são responsáveis por promover avanços e digressões na leitura.
QUESTÃO 3
Habilidade trabalhada: (EF69LP47) Analisar, em textos narrativos ficcionais, as diferentes formas de composição próprias de cada gênero, os recursos coesivos que constroem a passagem do tempo e articulam suas partes, a escolha lexical típica de cada gênero para a caracterização dos cenários e dos personagens e os efeitos de sentido decorrentes dos tempos verbais, dos tipos de discurso, dos verbos de enunciação e das variedades linguísticas (no discurso direto, se houver) empregados, identificando o enredo e o foco narrativo e percebendo como se estrutura a narrativa nos diferentes gêneros e os efeitos de sentido decorrentes do foco narrativo típico de cada gênero, da caracterização dos espaços físico e psicológico e dos tempos cronológico e psicológico, das diferentes vozes no texto (do narrador, de personagens em discurso direto e indireto), do uso de pontuação expressiva, palavras e expressões conotativas e processos figurativos e do uso de recursos linguístico-gramaticais próprios a cada gênero narrativo.
Resposta: A alternância entre discurso direto (marcado pela fala das personagens) e discurso indireto (marcado pela voz do narrador) produz o efeito de sentido de veracidade dos fatos. Quando o narrador passa a fala para as personagens, ele torna o discurso mais pessoal e verossímil. O leitor acaba ficando mais próximo da cena. Essa estratégia faz com que a fala do narrador tenha credibilidade.
Orientações: A questão avalia a habilidade dos alunos em perceber alguns recursos utilizados que relacionam foco narrativo e estrutura narrativa. É importante que eles percebam que entre o uso de um discurso e outro há diferenças. Caso os alunos tenham dúvidas, peça a eles que marquem de diferentes cores cada um dos discursos e identifiquem especificidades, como o uso da pontuação.
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Habilidade trabalhada: (EF69LP47) Analisar, em textos narrativos ficcionais, as diferentes formas de composição próprias de cada gênero, os recursos coesivos que constroem a passagem do tempo e articulam suas partes, a escolha lexical típica de cada gênero para a caracterização dos cenários e dos personagens e os efeitos de sentido decorrentes dos tempos verbais, dos tipos de discurso, dos verbos de enunciação e das variedades linguísticas (no discurso direto, se houver) empregados, identificando o enredo e o foco narrativo e percebendo como se estrutura a narrativa nos diferentes gêneros e os efeitos desentido decorrentes do foco narrativo típico de cada gênero, da caracterização dos espaços físico e psicológico e dos tempos cronológico e psicológico, das diferentes vozes no texto (do narrador, de personagens em discurso direto e indireto), do uso de pontuação expressiva, palavras e expressões conotativas e processos figurativos e do uso de recursos linguístico-gramaticais próprios a cada gênero narrativo.
Resposta: Alternativa c.
Orientações: A questão avalia a habilidade dos alunos em perceber o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação, no caso a combinação de ponto de interrogação seguido por ponto de exclamação. É possível que eles questionem sobre a alternativa (A), porém o ponto de interrogação sem o ponto de exclamação marca o efeito de dúvida e questionamento. O que está sendo questionado é quando os pontos de exclamação e de interrogação são utilizados juntos.
QUESTÃO 5
Habilidade: (EF09LP06) Diferenciar, em textos lidos e em produções próprias, o efeito de sentido do uso dos verbos de ligação “ser”, “estar”, “ficar”, “parecer” e “permanecer”.
Resposta: Alternativa b.
Orientações: A questão avalia a habilidade dos alunos de diferenciar o efeito de sentido produzido pelo uso de verbos de ligação. É possível que os alunos fiquem em dúvida entre as alternativas (A) e (B), visto que podem confundir com o verbo “ir” conjugado. Apresente a relação entre sujeito, verbo de ligação e predicativo para que eles possam perceber que se trata de um verbo de ligação.
QUESTÃO 6
Habilidade: (EF09LP06) Diferenciar, em textos lidos e em produções próprias, o efeito de sentido do uso dos verbos de ligação “ser”, “estar”, “ficar”, “parecer” e “permanecer”.
Resposta: “O Barreto ficou em pé”. “O Barreto ficou pintando a parede”. “O Barreto ficou escrevendo uma carta”. “O Barreto ficou em casa” etc.
Orientações: A questão avalia a habilidade dos alunos em produzir outros complementos de verbo que não sejam de ligação (adjetivos ou palavras com valor adjetivos), elaborando novos valores para o verbo a partir de outras escolhas lexicais.
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
QUESTÃO 4
Propostas de Avaliação da Aprendizagem | Ensino Fundamental - Anos Finais
Habilidade (EF69LP54) Analisar os efeitos de sentido decorrentes da interação entre os elementos linguísticos e os recursos paralinguísticos e cinésicos, como as variações no ritmo, as modulações no tom de voz, as pausas, as manipulações do estrato sonoro da linguagem, obtidos por meio da estrofação, das rimas e de figuras de linguagem como as aliterações, as assonâncias, as onomatopeias, dentre outras, a postura corporal e a gestualidade, na declamação de poemas, apresentações musicais e teatrais, tanto em gêneros em prosa quanto nos gêneros poéticos, os efeitos de sentido decorrentes do emprego de figuras de linguagem, tais como comparação, metáfora, personificação, metonímia, hipérbole, eufemismo, ironia, paradoxo e antítese e os efeitos de sentido decorrentes do emprego de palavras e expressões denotativas e conotativas (adjetivos, locuções adjetivas, orações subordinadas adjetivas etc.), que funcionam como modificadores, percebendo sua função na caracterização dos espaços, tempos, personagens e ações próprios de cada gênero narrativo.
Resposta: Alternativa a.
Orientações: A questão avalia a habilidade dos alunos em identificar o emprego de expressões que funcionam como modificadores, percebendo sua função na caracterização das personagens. No caso do texto, o narrador, até o momento, chamava a personagem pelo nome e, neste momento, modifica a referência, caracterizando-o com o uso de um adjetivo, escolhido para confirmar uma característica da personagem. Caso eles tenham dúvida, releia o trecho, de modo que eles identifiquem que é uma caracterização do narrador e não de uma personagem.
QUESTÃO 8
Habilidade (EF69LP54) Analisar os efeitos de sentido decorrentes da interação entre os elementos linguísticos e os recursos paralinguísticos e cinésicos, como as variações no ritmo, as modulações no tom de voz, as pausas, as manipulações do estrato sonoro da linguagem, obtidos por meio da estrofação, das rimas e de figuras de linguagem como as aliterações, as assonâncias, as onomatopeias, dentre outras, a postura corporal e a gestualidade, na declamação de poemas, apresentações musicais e teatrais, tanto em gêneros em prosa quanto nos gêneros poéticos, os efeitos de sentido decorrentes do emprego de figuras de linguagem, tais como comparação, metáfora, personificação, metonímia, hipérbole, eufemismo, ironia, paradoxo e antítese e os efeitos de sentido decorrentes do emprego de palavras e expressões denotativas e conotativas (adjetivos, locuções adjetivas, orações subordinadas adjetivas etc.), que funcionam como modificadores, percebendo sua função na caracterização dos espaços, tempos, personagens e ações próprios de cada gênero narrativo.
Resposta: Espera-se que os alunos indiquem que se trata de uma história pouco convencional, pois apresenta um fato inusitado de uma personagem que, depois de morta, mata outra.
Orientações: A questão avalia a habilidade dos alunos em inferir sobre o uso de expressões que funcionam como modificadores, percebendo sua função na caracterização do enredo e das personagens. Porém, como se trata de uma questão de perspectiva mais pessoal, será preciso avaliar a resposta do aluno de modo processual.
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
QUESTÃO 7
Propostas de Avaliação da Aprendizagem | Ensino Fundamental - Anos Finais
Habilidade: (EF69LP03) Identificar, em notícias, o fato central, suas principais circunstâncias e eventuais decorrências; em reportagens e fotorreportagens o fato ou a temática retratada e a perspectiva de abordagem, em entrevistas os principais temas/subtemas abordados, explicações dadas ou teses defendidas em relação a esses subtemas; em tirinhas, memes, charge, a crítica, ironia ou humor presente.
Resposta: O fato principal é informar sobre o roubo das joias que estavam em exposição.
Orientações: A questão avalia a habilidade dos alunos em localizar as informações mais relevantes de uma notícia, identificando o fato central. Se eles tiverem dificuldade, localize a informação no título e no terceiro parágrafo.
QUESTÃO 10
Habilidade: (EF69LP03) Identificar, em notícias, o fato central, suas principais circunstâncias e eventuais decorrências; em reportagens e fotorreportagens o fato ou a temática retratada e a perspectiva de abordagem, em entrevistas os principais temas/subtemas abordados, explicações dadas ou teses defendidas em relação a esses subtemas; em tirinhas, memes, charge, a crítica, ironia ou humor presente.
Resposta: “O Palácio Ducal de Veneza foi fechado. As pessoas que estavam visitando a exposição na hora do crime foram mantidas no local”.
Orientações: A questão avalia a habilidade dos alunos em identificar eventuais decorrências do fato central. No caso, verifique se eles são capazes de relacionar causa e consequência, sendo o roubo das joias a causa e a consequência do roubo, o Palácio ser fechado e os visitantes retidos. Caso eles tenham dificuldade, ajude-os a relacionar a causa e o efeito relendo o texto em voz alta.
 FICHA DE ACOMPANHAMENTO BIMESTRAL	
A Ficha de Acompanhamento Bimestral1 é um instrumento que tem como objetivos subsidiar o trabalho docente e verificar a apropriação dos conhecimentos dos alunos em relação aos aspectos das habilidades trabalhadas no bimestre. Ela pode ser utilizada em reuniões do conselho de classe e no atendimento aos familiares e responsáveis pelos alunos, além de auxiliar nas aferições da aprendizagem, nos registros de observações diárias e nas avaliações. Utilize as referências a seguir para anotar o desempenho individual de cada aluno e, se necessário, anote na coluna “Observações” o que pode contribuir para o aprimoramento e a apreensão dos conhecimentos.
Legenda de desempenho: ND = Não desenvolvido
D	= Desenvolvido
PD = Pouco desenvolvido
NO = Não observado
1 Os indicadores de aprendizagem foram elaborados a partir das habilidades da Base Nacional Comum Curricular(BNCC) para Língua Portuguesa.
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
QUESTÃO 9
Propostas de Avaliação da Aprendizagem | Ensino Fundamental - Anos Finais
	NOME DO ALUNO:
	PRÁTICAS DE LINGUAGEM
	INDICADORES DE APRENDIZAGEM
	DESEMPENHO
	OBSERVAÇÕES
	
LEITURA
	Lê, de forma autônoma, e compreende – selecionando procedimentos e estratégias de leitura adequados a diferentes objetivos, levando em conta características dos gêneros e suportes.
	
	
	
	Analisa, em textos narrativos ficcionais, as diferentes formas
de composição próprias de cada gênero.
	
	
	
	Analisa os efeitos de sentido decorrentes do uso de mecanismos de intertextualidade (referências, alusões, retomadas).
	
	
	
	Lê textos literários de forma autônoma e compreende-os selecionando procedimentos, estratégias de leitura adequados aos diferentes objetivos e leva em conta características dos gêneros e suportes.
	
	
	
	Infere a presença de valores sociais, culturais e humanos e de diferentes visões de mundo em texto literário.
	
	
	
PRODUÇÃO DE TEXTOS
	Produz textos em diferentes gêneros, considerando sua adequação ao contexto, produção e circulação.
	
	
	
	Produz entrevistas, considerando a situação e o contexto de produção.
	
	
	
	Escreve textos corretamente, de acordo com a norma- padrão, com estruturas sintáticas complexas no nível da oração e do período.
	
	
	
ORALIDADE
	Tece considerações e formula problematizações pertinentes, em momentos oportunos, em situações de aulas, apresentação oral, seminário etc.
	
	
	
	Toma nota em diferentes práticas orais.
	
	
	
	Engaja-se e contribui com a busca de conclusões comuns relativas a diferentes questões sociais.
	
	
	
	Lê em voz alta textos literários diversos – como contos de
amor, de humor, de suspense, de terror; crônicas líricas, humorísticas, críticas, etc.
	
	
	
	Posiciona-se de forma consistente e sustentada em diferentes situações orais.
	
	
	ANÁLISE SEMIÓTICA
	Explica efeitos de sentido do uso, em textos literários de diversos gêneros, de estratégias de modalização e argumentação.
	
	
	
	Identifica em textos lidos e interpreta em textos produzidos por ele, sinais de pontuação.
	
	
	
	Diferencia, em textos lidos e em produções próprias, o efeito de sentido do uso dos verbos de ligação “ser”, “estar”, “ficar”, “parecer” e “permanecer”.
	
	
	
	Identifica, em textos lidos ou de produção própria, a
estrutura básica da oração: sujeito, predicado, complemento (objetos direto e indireto).
	
	
LINGUÍSTICA/
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
Propostas de Avaliação da Aprendizagem | Ensino Fundamental - Anos Finais
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
Plano de Desenvolvimento Bimestral
Apresentação
Prezado professor,
Este Plano de Desenvolvimento explicita os objetos de conhecimento e habilidades a serem trabalhados durante o 9º ano do Ensino Fundamental, apresentando subsídios e sugerindo práticas de sala de aula que contribuam com
o trabalho a ser realizado.
Uma aprendizagem eficaz da Língua Portuguesa que contemple as práticas de linguagem, relaciona as informações explicitadas a diferentes práticas didático-pedagógicas. Além das propostas, o material apresenta sugestões de atividades, indica fontes de pesquisa, orienta a gestão do tempo em sala de aula e propõe o acompanhamento das aprendizagens.
O Plano de Desenvolvimento está ordenado nas seguintes partes:
I. Objetos de conhecimentos e habilidades
A primeira parte apresenta os objetos de conhecimento e as habilidades trabalhados no bimestre que deverão ser tomados como metas para o ensino e a aprendizagem, possibilitando aos alunos a apropriação dos conhecimentos de Leitura, Produção de texto, Oralidade e Análise linguística/semiótica. As informações que compõem o quadro estão em consonância com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), visando à organização, à facilidade de uso e ao cumprimento das metas de aprendizagem.
Os objetos de conhecimentos e as habilidades são um conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais. Por isso, o trabalho deve ser contínuo. Vale destacar que as habilidades apresentam um arranjo possível e os agrupamentos propostos não devem ser tomados como um modelo obrigatório, mas uma proposta para facilitar a compreensão dos conjuntos e inter-relacionamento possíveis, enfatizando articulações entre campos, objetos de conhecimento e habilidades.
Por fim, ao final do quadro, são apresentadas algumas habilidades essenciais para dar continuidade aos estudos.
II. Propostas de atividades
Na segunda parte, são indicadas propostas de atividades, organizadas por práticas de linguagem (Leitura, Produção de texto, Oralidade e Análise Linguística/Semiótica), recorrentes em sala de aula e que podem favorecer o trabalho com as habilidades. Também são apresentados as sequências didáticas e o projeto integrador bimestrais, com o objetivo auxiliar a organização e o planejamento para a realização dessas práticas didático-pedagógicas.
III. Gestão da sala de aula
Na terceira parte, o foco é a gestão do tempo em sala de aula e dos recursos que possibilitam um melhor gerenciamento do trabalho docente. As orientações são concernentes ao ambiente, às formas de apresentação, à organização das situações e do tempo.
IV. Acompanhamento das aprendizagens
A quarta parte aborda avaliações e instrumentos de aferição que podem contribuir para avaliar o desempenho dos alunos.
V. Fontes de pesquisa
A quinta e última parte inclui indicações e outras fontes de pesquisa, como sites, vídeos, filmes, revistas e artigos para serem usados em sala de aula.
As propostas e os subsídios apresentados neste Plano de Desenvolvimento são orientações de caráter aberto e podem, portanto, ser adaptados de acordo com a realidade escolar e das práticas da sala de aula, com o propósito de promover uma aprendizagem significativa dos alunos.
Bom trabalho!
Plano de Desenvolvimento Bimestral | Ensino Fundamental - Anos Finais
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
2º BIMESTRE
 HABILIDADES E CONTEÚDOS	
Este Plano de Desenvolvimento orienta a trabalhar com os seguintes objetos de conhecimento e habilidades para o 2º bimestre do 9º ano:
	PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
	OBJETOS DE CONHECIMENTO
	HABILIDADES*
	CONTEÚDOS
	
Leitura
	Estratégia de leitura: apreender os sentidos globais do texto
	
(EF69LP03)
	
· Leitura de imagem: tela
· Leitura de poema
· Características do gênero poema
· Leitura de letra de canção
· Leitura de charge
· Leitura de texto didático- científico
· Leitura de romance (fragmento)
· Leitura de notícia
· Leitura de tirinha
· Leitura de sinopse
· Características do gênero sinopse
· Leitura de resenha crítica
· Características do gênero resenha crítica
· Leitura de cartaz de campanha
	
	
Relação entre textos
	
(EF69LP30)
	
	
	Estratégias e procedimentos de leitura | Relação do verbal com outras semioses | Procedimentos
e gêneros de apoio à compreensão
	(EF69LP32)
	
	
	Reconstrução das condições de produção, circulação e recepção | Apreciação e réplica
	(EF69LP44) (EF69LP45) (EF69LP46)
	
	
	Reconstrução da textualidade e compreensão dos efeitos de sentidos provocados pelos usos de
recursos linguísticos e multissemióticos
	(EF69LP48)
	
	
	Adesão às práticas de leitura
	(EF69LP49)
	
	
	Estratégia de leitura: apreender os sentidos globais do texto | Apreciação e réplica
	(EF89LP03) (EF89LP04)
	
	
	Efeitos de sentido | Exploração da multissemiose
	(EF89LP07)
	
	
	Estratégias de leitura | Apreciação e réplica
	(EF89LP33)
	
	
Produção de textos
	Relação do texto com o contexto de produção e experimentação de papéis sociais
	(EF69LP06)
	
· Produção de poema
· Produção de resenha crítica
	
	Consideração das condições de produção | Estratégias de produção: planejamento, textualização e revisão/edição
	
(EF69LP51)
	
	
	Estratégia de produção: planejamento de textos reivindicatórios ou propositivos
	
(EF89LP21)
	
	
	Estratégias de escrita: textualização, revisão e edição
	(EF89LP25) (EF89LP26)
	
	
	
Relação entre textos
	
(EF89LP36)
	
Plano de Desenvolvimento Bimestral | Ensino Fundamental - Anos Finais
	
Oralidade
	Participaçãoem discussões orais de temas controversos de interesse da turma e/ou de relevância social
	(EF69LP13) (EF69LP14) (EF69LP15)
	
· Debate regrado
· Enquete e exposição oral
	
	Produção de textos orais |Oralização
	(EF69LP53)
	
	
	Estratégias de produção: planejamento e participação em debates regrados
	(EF89LP12)
	
	
	Escuta | Apreender o sentido geral dos textos | Apreciação e réplica | Produção/Proposta
	
(EF89LP22)
	
	
Análise Linguística/ Semiótica
	Morfossintaxe
	(EF09LP07)
	
· Marcadores conversacionais
· Figuras de linguagem: prosopopeia, hipérbole, onomatopeia, antítese, polissíndeto, assonância, metáfora, comparação e aliteração
· Regência nominal
· Crase
· Regência verbal
	
	Efeito de sentido
	(EF69LP19)
	
	
	Recursos linguísticos e semióticos que operam nos textos pertencentes aos gêneros literários
	
(EF69LP54)
	
	
	Argumentação: movimentos argumentativos, tipos de argumento e força argumentativa
	(EF89LP14)
	
	
	Estilo
	(EF89LP15)
	
	
	Movimentos argumentativos e força dos argumentos
	(EF89LP23)
	
	
	Figuras de linguagem
	(EF89LP37)
	
· As descrições das habilidades podem ser conferidas ao final do plano.
HABILIDADES ESSENCIAIS
O trabalho com as habilidades a seguir é essencial para dar continuidade aos estudos dos alunos:
(EF89LP12) Planejar coletivamente a realização de um debate sobre tema previamente definido, de interesse coletivo, com regras acordadas e planejar, em grupo, participação em debate a partir do levantamento de informações e argumentos que possam sustentar o posicionamento a ser defendido (o que pode envolver entrevistas com especialistas, consultas a fontes diversas, o registro das informações e dados obtidos etc.), tendo em vista as condições de produção do debate – perfil dos ouvintes e demais participantes, objetivos do debate, motivações para sua realização, argumentos e estratégias de convencimento mais eficazes etc. e participar de debates regrados, na condição de membro de uma equipe de debatedor, apresentador/mediador, espectador (com ou sem direito a perguntas), e/ou de juiz/avaliador, como forma de compreender o funcionamento do debate, e poder participar de forma convincente, ética, respeitosa e crítica e desenvolver uma atitude de respeito e diálogo para com as ideias divergentes.
(EF89LP23) Analisar, em textos argumentativos, reivindicatórios e propositivos, os movimentos argumentativos utilizados (sustentação, refutação e negociação), avaliando a força dos argumentos utilizados.
(EF89LP25) Divulgar o resultado de pesquisas por meio de apresentações orais, verbetes de enciclopédias colaborativas, reportagens de divulgação científica, vlogs científicos, vídeos de diferentes tipos etc.
(EF89LP26) Produzir resenhas, a partir das notas e/ou esquemas feitos, com o manejo adequado das vozes envolvidas (do resenhador, do autor da obra e, se for o caso, também dos autores citados na obra resenhada), por meio do uso de paráfrases, marcas do discurso reportado e citações.
(EF09LP07) Comparar o uso de regência verbal e regência nominal na norma-padrão com seu uso no
português brasileiro coloquial oral.
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
Plano de Desenvolvimento Bimestral | Ensino Fundamental - Anos Finais
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
 PROPOSTAS DE ATIVIDADES	
Para que as habilidades descritas sejam trabalhadas, é importante que algumas práticas pedagógicas sejam recorrentes em sala de aula, fazendo parte do planejamento diário, semanal ou quinzenal do professor.
Atividades relacionadas à prática de linguagem LEITURA
Leitura em voz alta
Promover a leitura em voz alta colaborativa com os alunos, preparando-os para essas atividades, com a escolha adequada do texto e a realização do objetivo proposto.
· A escolha prévia e adequada do suporte para a leitura do texto (projeção; computador, internet, laboratório de informática, papel e tipo papel) – tudo isso contribui para o sucesso da leitura.
· A leitura do texto deve ser planejada e incentivar a participação dos alunos.
· Atividades após a leitura devem ser programadas pelos professores para que sejam significativas, cumprindo diferentes propósitos, como apreciar e incentivar a busca de informações, para aprender coisas novas etc., considerando estratégias diferenciadas para a prática.
Leitura de um conto ou poema
Propor a leitura extra de um conto ou outra narrativa curta a cada bimestre. Todos podem sugerir, inclusive o professor, um texto que será lido e discutido pela turma. Essa discussão pode ser sobre os elementos que compõem a narrativa ou a partir do tema. Outra possibilidade de atividade para exercício da leitura é a declamação em coro de um poema, ou seja, um jogral. Essa atividade também ajuda a desenvolver a integração entre os alunos, proporcionando a todos um momento de fruição e saber.
Declamação de poemas
A linguagem poética é uma das mais completas formas de expressão do engenho humano, por isso, declamar poesia, por sua natureza lírica, contribui para o desenvolvimento da sensibilidade dos alunos. A atividade pode ser realizada, primeiramente, com a escolha do poema, que deve considerar a relação do declamador com o poema. Ele deve memorizá-lo, ensaiar a postura cênica para declamá-lo, impostando a voz, encenando-o. Não se esquecer de identificá-lo e, no final, agradecer à plateia pela escuta.
Atividades relacionadas à prática de linguagem PRODUÇÃO DE TEXTOS
Desenvolvimento em etapas para a escrita
O trabalho com produções textuais será conduzido em quatro etapas:
· Planejamento: propostas de planejamentos, indagando sobre a escrita, sobre a retomada de leituras e verificando a estrutura do texto, o público-alvo etc.
· Reflexão e discussão: promover reflexões para desenvolver um olhar crítico sobre os textos.
· Releitura: mapear as incoerências, ideias soltas, desvios da norma padrão, ajustes de pontuação, ortografia.
· Reescrita: correções coletivas, com sugestões de melhorias do texto.
· Edição: editar e trabalhar o texto, ilustrando-o, por exemplo.
· Avaliação: verificar como foi o processo de escrita.
Todas as etapas anteriormente descritas são importantes, mas a etapa de planejamento é fundamental, pois dela depende o bom andamento da produção e o atingimento do produto final (o texto) de forma satisfatória.
Agrupamentos produtivos
Com base em avaliações feitas ao longo do processo de ensino e aprendizagem, sugerir a formação dos grupos para as produções textuais, reunindo estudantes que possam se ajudar mutuamente, por meio da interação. Isso evita que, por exemplo, um estudante que tenha habilidades de escrita mais desenvolvidas se reúna com outros que têm dificuldade. O resultado é que os alunos que têm dificuldades permanecem com
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LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
suas dificuldades. A fim de evitar esse tipo de situação, medeie a formação dos grupos. Ainda que isso possa gerar algum desconforto no começo, todos só têm a ganhar com essa prática.
Produção de textos autorais
É interessante incentivar à autoexpressão dos alunos para que produzam textos autorais, ainda que não venham a ser avaliados, divulgados ou lidos por outras pessoas. Os alunos precisam ser incentivados a escrever para que percebam de forma autônoma que o processo de escrita é parte de um processo contínuo de descoberta da própria experiência como escritor.
Portfólio dos textos produzidos ao longo do ano
Propor aos alunos que reúnam os textos produzidos – todos ou a maior parte deles, originais ou cópias –, compondo um portfólio individual. O objetivo é possibilitar a avaliação da evolução de cada um, construindo uma narrativa do percurso educativo do último ano.
Atividades relacionadas à prática de linguagem ORALIDADE
Rodas de conversa
Com a finalidade de trocar informações, discutir e planejar atividades, relatar experiências, as rodas de conversa devem ser uma atividade constante entre as atividades previstas no planejamento. Em uma roda de conversa, é possível sondar os conhecimentos prévios que os alunos têm sobre determinadotema e/ou gênero a ser estudado, de modo que se tenham condições de prever mais alguns subsídios teórico-práticos ou de suprimir alguns recursos previstos, ajustando seu planejamento às necessidades didáticas dos alunos.
Apresentação de trabalhos com suporte de recursos multimídias
Os alunos serão ensinados quanto aos procedimentos formais, ao trabalho com a linguagem, à postura em uma apresentação ao público. Considerando:
· Seleção e escolha do tema a ser trabalhado.
· Compreensão do assunto abordado.
· Pesquisas em diferentes fontes e meios para aprender mais e melhor sobre o objeto estudado.
· Planejamento a apresentação.
· Produção do roteiro para a apresentação.
· Realização da apresentação utilizando com destreza diversas ferramentas do meio digital.
Debate deliberativo
Essa estratégia pode ser usada sempre que for necessário tomar alguma decisão em nome de todo o grupo. Os alunos devem elaborar previamente seus argumentos e fazer a exposição oral, assim como ouvir os argumentos dos colegas. Ao final, pode ser feita uma votação para escolher a melhor opção. A diferença desse procedimento em relação à votação simples é que nele há um debate prévio, por meio do qual os alunos podem reavaliar suas hipóteses iniciais, se for o caso. Assim como no debate regrado, o debate deliberativo também tem regras, mas neste há uma flexibilidade maior.
Plano de Desenvolvimento Bimestral | Ensino Fundamental - Anos Finais
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
Filmar os textos produzidos oralmente e assistir depois para avaliar o desempenho
Gravar as apresentações orais é uma maneira de possibilitar aos alunos revisitarem os textos produzidos. Vendo-se através da tela, eles têm condições de perceber ajustes que precisam ser feitos para as próximas apresentações. Por exemplo: tom e volume de voz, ritmo, timbre, hesitações, postura, expressões faciais e corporais etc.
Atividades relacionadas à prática de linguagem ANÁLISE LINGUÍSTICA/SEMIÓTICA
Consulta ao dicionário
Incentivar e orientar os alunos a utilizar o dicionário para localizar palavras cujo teor desconheçam, ampliando seu conhecimento ortográfico e vocabular da língua.
Cartazes com regras ortográficas
Para os casos em que não há regularidade ortográfica, não há muito a fazer a não ser memorizar a grafia de determinadas palavras. Além de promover a leitura de textos diversos, a fim de oportunizar o contato com palavras ortograficamente corretas, é possível propor aos alunos que elaborem cartazes com algumas palavras e/ou regras que considerarem necessárias, para que possam ser facilmente consultadas.
Consulta às publicações dos gêneros em estudo
É importante que os alunos tenham como hábito a verificação da variedade linguística adequada a cada gênero lido ou produzido. Nessa análise, eles podem averiguar os recursos linguísticos que se prestam a cada finalidade. Por exemplo: pontuação expressiva, uso de abreviações, regionalismos, pronomes de tratamento, figuras de linguagem, marcas de oralidade, entre outros. Entretanto, a análise só é possível se os alunos tiverem acesso a textos autênticos dos gêneros em estudo no bimestre. Disponibilize livros, jornais, revistas e outros recursos impressos e digitais, para que os alunos possam ter acesso aos respectivos gêneros.
Construção de um repertório de rimas
Incentive os alunos a construir um repertório de rimas. Apesar de parecer uma tarefa simples, a construção de um repertório de rimas é extremamente complexa, porém positiva para os alunos. Oriente-os a pesquisar palavras que apresentem finais semelhantes ou idênticos e que produzam efeitos de ritmo. As palavras devem apresentar diferentes graus de dificuldade de fonortografia. Incentive que os alunos a produzir rimas ricas.
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LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
Além das propostas de atividades, o Plano de Desenvolvimento apresenta outras práticas-didático pedagógicas, que têm como objetivo incentivar diferentes práticas e metodologias em sala de aula. São elas:
PROJETO INTEGRADOR
Nome: Cineclube
Habilidades de Língua Portuguesa a serem desenvolvidas no projeto:
Leitura: Reconstrução das condições de produção, circulação e recepção | Apreciação e réplica
(EF69LP46) Participar de práticas de compartilhamento de leitura/recepção de obras literárias/manifestações artísticas, como rodas de leitura, clubes de leitura, eventos de contação de histórias, de leituras dramáticas, de apresentações teatrais, musicais e de filmes, cineclubes, festivais de vídeo, saraus, slams, canais de booktubers, redes sociais temáticas (de leitores, de cinéfilos, de música etc.), dentre outros, tecendo, quando possível, comentários de ordem estética e afetiva e justificando suas apreciações, escrevendo comentários e resenhas para jornais, blogs e redes sociais e utilizando formas de expressão das culturas juvenis, tais como, vlogs e podcasts culturais (literatura, cinema, teatro, música), playlists comentadas, fanfics, fanzines, e-zines, fanvídeos, fanclipes, posts em fanpages, trailer honesto, vídeo-minuto, dentre outras possibilidades de práticas de apreciação e de manifestação da cultura de fãs.
Leitura: Adesão às práticas de leitura
(EF69LP49) Mostrar-se interessado e envolvido pela leitura de livros de literatura e por outras produções culturais do campo e receptivo a textos que rompam com seu universo de expectativas, que representem um desafio em relação às suas possibilidades atuais e suas experiências anteriores de leitura, apoiando-se nas marcas linguísticas, em seu conhecimento sobre os gêneros e a temática e nas orientações dadas pelo professor.
Leitura: Reconstrução da textualidade e compreensão dos efeitos de sentidos provocados pelos usos de recursos linguísticos e multissemióticos
(EF89LP34) Analisar a organização de texto dramático apresentado em teatro, televisão, cinema, identificando e percebendo os sentidos decorrentes dos recursos linguísticos e semióticos que sustentam sua realização como peça teatral, novela, filme etc.
O projeto integrador tem como objetivo:
Trabalhar com a linguagem do audiovisual de modo a desenvolver nos alunos a sensibilidade e a percepção do olhar, além de promover a criticidade e a participação em práticas de compartilhamento de recepção de obras cinematográficas. O projeto, ainda, possibilita que os alunos desenvolvam a capacidade de articular informações sobre a integração das linguagens visuais, textuais e sonoras; e a competência técnica e conhecimento prático do uso de equipamentos utilizados no cinema, integrando os componentes de Arte e Língua Portuguesa.
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LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS
	2º BIMESTRE
	
SEQUÊNCIAS
	PRÁTICA DE LINGUAGEM OBJETOS DE CONHECIMENTO
	
HABILIDADES
	
OBSERVAÇÕES
	
Sequência 4: Leitura e produção de poemas concretos
	
Leitura:
· Reconstrução da textualidade e compreensão dos efeitos de sentidos provocados pelos usos de recursos linguísticos e multissemióticos.
Produção de textos:
· Relação entre textos.
	(EF69LP48) Interpretar, em poemas, efeitos produzidos pelo uso de recursos expressivos sonoros (estrofação, rimas, aliterações etc.), semânticos (figuras de linguagem, por exemplo), gráfico- espacial (distribuição da mancha gráfica no papel), imagens e sua relação com o texto verbal.
(EF89LP36) Parodiar poemas conhecidos da literatura e criar textos em versos (como poemas concretos, ciberpoemas, haicais, liras, microrroteiros, lambe- lambes e outros tipos de poemas), explorando o uso de recursos sonoros e semânticos (como figuras de linguagem e jogos de palavras) e visuais (como relações entre imagem e texto verbal e distribuição da mancha gráfica), de forma a propiciar diferentes efeitos de
sentido.
	
Nesta sequência didática, por meio da leitura de poemas concretos, em meio impresso e/ou digital, os alunos devem identificar suas características, além de apreciar as obras, com o objetivo de ampliar o repertório leitor e, desse modo,produzir poemas concretos.
	
Sequência 5: Leitura e apreciação de narrativas de aventura
	
Leitura:
· Reconstrução das condições de produção, circulação e recepção | Apreciação e réplica.
· Estratégias de leitura
| Apreciação e réplica.
	(EF69LP45) Posicionar-se criticamente em relação a textos pertencentes a gêneros como quarta-capa, programa (de teatro, dança, exposição etc.), sinopse, resenha crítica, comentário em blog/vlog cultural etc., para selecionar obras literárias e outras
manifestações artísticas (cinema, teatro, exposições, espetáculos, CD's, DVD's etc.), diferenciando as sequências descritivas e avaliativas e reconhecendo- os como gêneros que apoiam a escolha do livro ou produção cultural e consultando-os no momento de fazer escolhas, quando for o caso.
(EF89LP33) Ler, de forma autônoma, e compreender – selecionando procedimentos e estratégias de leitura adequados a diferentes objetivos e levando em conta características dos gêneros e suportes – romances, contos contemporâneos, minicontos, fábulas contemporâneas, romances juvenis, biografias romanceadas, novelas, crônicas visuais, narrativas de ficção científica, narrativas de suspense, poemas de forma livre e fixa (como haicai), poema concreto, ciberpoema, dentre outros, expressando avaliação sobre o texto lido e estabelecendo preferências por gêneros, temas,
autores.
	
Esta sequência didática tem como objetivo a prática de leitura de narrativas de aventura, buscando promover a leitura semicompartilhada e autônoma. Os textos serão selecionados pelos próprios alunos, que farão essa seleção a partir da leitura crítica de informações da quarta capa, bem como de sinopses e resenhas dos livros de aventuras retirados de bibliotecas e de outros acervos.
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Sequência 6: Roteiro para audiovisual
	
Produção de textos:
· Estratégias de produção.
· Estratégias de escrita: textualização, revisão e edição
	
(EF69LP37) Produzir roteiros para elaboração de vídeos de diferentes tipos (vlog científico, vídeo-minuto, programa de rádio, podcasts) para divulgação de conhecimentos científicos e resultados de pesquisa, tendo em vista seu contexto de produção, os elementos e a construção composicional dos roteiros. (EF89LP25) Divulgar o resultado de pesquisas por meio de apresentações orais, verbetes de enciclopédias colaborativas, reportagens de divulgação científica, vlogs científicos, vídeos de diferentes tipos etc.
	Esta sequência didática tem como objetivo orientar os alunos a produção de roteiro para audiovisual. As mudanças paradigmáticas que atingiram a educação desde o final do século XX exigem cada vez mais que as habilidades e as práticas de linguagem deem conta de gêneros digitais e/ou multissemióticos, relacionados aos meios de comunicação e/ou às tecnologias digitais. Por isso, a demanda por uma aprendizagem que inclui uma produção que se utiliza de audiovisual é desejada e, para isso, é necessário que os alunos compreendam que existe uma etapa anterior à gravação, que é o roteiro, que prevê o que irá compor o audiovisual, planejando e relacionando texto visual e
textos verbais oral e escrito.
PRÁTICA DIDÁTICO-PEDAGÓGICA
Ao longo do 9º ano, as propostas de ensino-aprendizagem para os alunos têm o professor como mediador e oferecem possibilidade de trabalho individual, em duplas, em grupos e de modo coletivo.
Sugerimos, a seguir, algumas atividades habituais, permanentes e situações didático-pedagógicas que devem ser recorrentes ao longo desse 2º bimestre:
· Diagnóstico do conhecimento prévio.
· Leitura textos em diferentes gêneros: poema, sinopse, letra de canção, texto didático-científico, notícia, resenha crítica.
· Estudo de variedades linguísticas e/ou semiótica apropriadas ao contexto.
· Atividades textuais de elaboração, revisão, edição, reescrita/redesign e avaliação.
· Estudo das relações entre imagem e texto verbal.
· Participar de debate regrado.
· Participar de exposição oral.
· Efeitos de sentido causados por marcadores conversacionais.
· Identificar e analisar figuras de linguagem.
· Identificar regência verbal.
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
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 GESTÃO DA SALA DE AULA	
A atividade diagnóstica no início de cada ano letivo permite identificar o nível e traçar um perfil inicial dos alunos. Além disso, como o sucesso da aula depende da interação entre todos, é necessário antecipar-se e preparar-se para os imprevistos. Para isso, o gerenciamento exige planejamento. Para aprimorar sua gestão da sala de aula, é importante identificar e antecipar algumas ações:
· Quando os alunos não compreendem as orientações: circular pela sala e observar como eles estão realizando as atividades, interferindo e retomando o que foi orientado, caso necessário.
· Quando os alunos acham que uma regra obrigatória é negociável: embora os combinados sejam um meio eficiente e democrático de gestão, nem toda regra é flexível, por exemplo, os horários das aulas. Deixe claro para eles quais as regras existem, por que elas existem e por que não são negociáveis. Chame a atenção para o fato de haver consequências quando uma regra é quebrada.
· Quando os alunos interagem: verificar se os alunos só interagem quando têm certeza ou se não interagem. Incentive a apresentação de respostas, apresentação de dúvidas e o erro. Quando eles estão em grupo, verifique se todos participam e colaboram, incentivando as participações.
· Quando é possível antecipar problemas: preparar algumas intervenções que podem ser colocadas pelos alunos ou mesmo para incentivá-los a participar, seja por falta ou excesso de interesse; planejar intervenções pode contribuir para que eles se sintam incentivados individual e coletivamente a avançar no que está sendo trabalhando. Prepare diferentes intervenções de acordo com os diferentes níveis de conhecimento dos alunos.
· Quando há alunos com deficiência na sala de aula: providenciar recursos e materiais adaptados e trabalhar em parceria com o responsável pela turma. Também é possível desenvolver formas variadas de ensino e tornar os colegas pessoas colaborativas e inclusivas, a partir da escuta das necessidades desses alunos com deficiência.
· Quando os grupos não funcionam: há diferentes tipos de agrupamentos, tanto por necessidades de aprendizagem por habilidades socioemocionais, por uma combinação entre esses dois aspectos etc. O agrupamento deve ser eficaz para a aprendizagem e deve ser repensado à medida que é identificado algum problema de funcionamento. O trabalho em duplas, trios, grupos e coletivamente deve ser incentivado e ensinado mesmo entre colegas que não estão, socialmente, bem. Mas também deve haver momento em que eles possam escolher livremente seus parceiros para que possam se identificar com seus círculos sociais. Verificar em quais situações eles são mais produtivos.
· Quando há inadequações em sala de aula: os alunos devem ser orientados a respeitar e valorizar as opiniões dos colegas. Embora muitos docentes tenham como objetivo primeiro minimizar os problemas de indisciplina, mais do que excluir o aluno causador do problema, é importante conversar tanto individual como coletivamente, dependendo da situação. O aluno inadequado não deve ser advertido frente aos colegas, mas as inadequações devem ser colocadas em discussões, sobretudo aquelas carregadas de injúrias e preconceitos de gênero, étnico-raciais, religiosos etc.
Além dessas possibilidades de antecipação, há gerenciamento das propostas de atividades e práticas didático-pedagógica que devem constar no planejamento. Antecipe possíveis problemas e/ou dificuldades que possam ser apresentados. Por exemplo, se estava planejado uma dinâmica envolvendo alguma sequência didática, mas aconteceu algum imprevisto naquele momento, como a falta de material para todos, o professor deve resolver a situação preparando alternativas, como reorganizar os alunos em grupos para que o material disponível seja suficiente.Também é importante ter a possibilidade de apresentar planos diferenciados para situações adversas em sala de aula. Se planejou projetar um vídeo, mas houve falha no equipamento, reveja o sequenciamento didático sempre que houver mudanças em relação às atividades programadas. Por exemplo, um filme requer estratégia diferente da história narrada. Nesses processos, é importante planejar quais as habilidades serão trabalhadas nos encaminhamentos didáticos possíveis a partir delas.
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Estar atento ao público-alvo e conhecer suas especificidades vai ajudá-lo a rever e reconhecer problemas e apresentar soluções. Diversificar as estratégias, como trocar momentos de conversa em roda por trabalhos em grupo apresentados por desenhos e/ou outras produções; por dinâmicas de grupo, júris simulados; brincadeiras de detetive em busca de pistas sobre determinado assunto. Tudo isso são mecanismos que ajudam a conduzir a prática. É importante ter flexibilidade e atenção às situações cotidianas, com foco no objetivo do trabalho, considerando as situações dentro do contexto didático devem ser atitudes recorrentes na prática do professor.
ACOMPANHAMENTO CONSTANTE DAS APRENDIZAGENS
A avaliação é prática inerente ao ato pedagógico e requer cuidados permanentes. O docente deve conhecer diversos instrumentos para analisar o desempenho dos alunos, as aprendizagens recorrentes durante o bimestre. Para mensurar esse aprendizado, observar as performances e verificar a apreensão de conhecimentos, é necessário adaptar as formas de análise, verificando qual é a mais adequada. Flexibilize a avaliação, levando em conta os diferentes critérios e instrumentos:
Alguns CRITÉRIOS
· Replanejar e cotejar o resultado da avaliação com o currículo e os objetivos de aprendizagem a partir de conclusões; eleger conteúdos, objetivos e estratégias que sanem as fragilidades perceptíveis em avaliação formativa.
· Execução do plano, com decisões que concretizem os resultados esperados. Acompanhando o desempenho do aluno, pode-se criar novas estratégias para impulsionar seus estudos. Nesse ínterim, novas avaliações podem ser feitas, considerando o ato de avaliar como um movimento implícito ao ato de ensinar.
· Avaliação de desempenho dos alunos é diagnóstica e, ao mesmo tempo, formativa, constante e contínua, devendo ocorrer dentro do processo educativo, com capacidade de gerar de modo eficaz informações sobre as etapas de estudo. Esse processo deve ser um norte ao trabalho didático-pedagógico do professor.
· Fazer uso de instrumentos para medir o nível de desempenho, a capacidade de síntese, a compreensão de determinado assunto e o posicionamento ético do aluno diante de pontos de vistas diferentes. Questões abertas, objetivas e subjetivas, debates regrados, provas dissertativas, seminários etc. São recursos valiosos nesse percurso.
· Estimular a autoavaliação contribui para o desenvolvimento de senso crítico e autonomia. Nos processos avaliativos, dificuldades podem aparecer, mas devem ser tomadas como oportunidades para novas estratégias. Se um aluno não participa dos momentos de determinada atividade, é interessante perguntar-se: “O que pode o ser feito para que ele se torne presente e se sinta confortável?”. Outros modos de se expressar podem ser oferecidos a ele. Mudar a estratégia sem perder o foco vale para qualquer aprendizagem e os resultados podem ser surpreendentes.
Alguns INSTRUMENTOS
Prova objetiva: Perguntas diretas, para avaliar se os alunos aprenderam conteúdos específicos.
Prova dissertativa: Perguntas que exigem que os alunos estabeleçam relações, resumam, analisem e expliquem conteúdos.
Trabalhos em grupos: Atividades que podem ser oral, escrita etc., que têm como objetivo e avaliar de conhecimentos construídos e apreendidos de forma colaborativa.
Seminário: Exposição oral que exige que os alunos utilizem a fala e materiais de apoio, possibilitando que os conhecimentos da linguagem verbal oral e as produções multissemióticas sejam verificadas.
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Relatório: Texto produzido depois de atividades e práticas que verifiquem a capacidade dos alunos de síntese e de apresentação de uma atividade realizada. Autoavaliação: Análise oral ou escrita que os alunos devem realizar sobre o próprio aprendizado e/ou sobre a produção.
FONTES DE PESQUISA
INDICAÇÕES DE FONTES PARA O PROFESSOR
DIVERSA
Plataforma sobre educação inclusiva na prática que conta com o apoio de uma comunidade formada por cerca de cinco mil integrantes em todo o Brasil. Essa iniciativa e o objetivo do Instituto Rodrigo Mendes permitem aos professores compartilharem conhecimentos e experiências sobre educação inclusiva. Disponível em: <http://diversa.org.br>. Acesso em: 30 set. 2018.
ESCOLA DIGITAL
Plataforma que reúne recursos digitais de aprendizagem e classifica os conteúdos de acordo com diferentes critérios. Também possui uma área para os professores compartilharem suas experiências em sala de aula. Disponível em: <https://rede.escoladigital.org.br/conte-sua-historia>. Acesso em: 30 set. 2018.
INSTITUTO EDUCADIGITAL (IED)
Organização sem fins lucrativos que é referência mundial em projetos inovadores de uso pedagógico de tecnologias digitais, dentro e fora das escolas. Oferece movimento de educação aberta, design thinking para educadores, formação e facilitação pedagógica, além de mentoria.
Disponível em: <http://www.educadigital.org.br/>. Acesso em: 30 set. 2018.
PLATAFORMA MEC
A Plataforma MEC de Recursos Educacionais Digitais é o portal que reúne e disponibiliza, em um único lugar, os Recursos Educacionais Digitais dos principais portais do Brasil. Disponível em: <https://bit.ly/2ObRuex>. Acesso em: 30 set. 2018.
PORVIR
Iniciativa de comunicação e mobilização social que mapeia, produz, difunde e compartilha referências sobre inovações educacionais para inspirar melhorias na qualidade da educação brasileira e incentivar a mídia e a sociedade a compreender e demandar inovações educacionais.
Disponível em: <http://porvir.org>. Acesso em: 30 set. 2018.
INDICAÇÕES DE FONTES PARA OS ALUNOS
CIBERPOEMA
Plataforma iterativa dedicada leitura e criação de ciberpoemas, idealizada por Sérgio Capparelli e Cláudia Gruszynski. Disponível em: <http://www.ciberpoesia.com.br/>. Acesso em: 30 set. 2018.
CAQUI REVISTA BRASILEIRA DE HAICAI
Plataforma dedicada exclusivamente ao haicai. Fundada em 1996, apresenta o conteúdo da Revista Brasileira de Haicai. Disponível em: <https://www.kakinet.com/cms/>. Acesso em: 30 set. 2018.
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INDICAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS
BAGNO, M. Nada na língua é por acaso: por uma pedagogia da variação linguística. São Paulo: Parábola, 2007.
FREIRE, P. Pedagogia da autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 2002.
GOMES, M. F. C.; MONTEIRO, S. M. A aprendizagem e o ensino da linguagem escrita. Belo Horizonte: Ceale/FaE/UFMG, 2005. v. 2.
HIPOLIDE, Marcia. Contextualizar é reconhecer o significado do conhecimento científico. São Paulo: Phorte Editora, 2012.
LEAL, T. F.; GOIS, S. (Org.). A oralidade na escola: a investigação do trabalho docente como foco de reflexão. Belo Horizonte: Autêntica, 2014. (Coleção Língua Portuguesa na escola).
LERNER, D. Ler e escrever na escola: o real, o possível e o necessário. Porto Alegre: Artmed, 2002. MARCUSCHI, Luiz A. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola, 2008. MOREIRA, M. A.; MASINI, E. F. S. Aprendizagem significativa. São Paulo: Livraria da Física, 2012.
PERRENOUD, Philippe. Ensinar: Agir na urgência, decidir na incerteza. Saberes e competências em uma profissão complexa. Porto Alegre: Artmed Editora 2001.
ROJO, R. H. R. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social. São Paulo: Parábola Editorial, 2009. ROJO, R.; MOURA, E. (Org.). Multiletramentos na escola. São Paulo: Parábola, 2012.
SCHNEUWLY, Bernard; DOLZ, Joaquim (Orgs.). Gêneros orais e escritos na escola.Campinas: Mercado de Letras, 2004. (Coleção As faces da linguística aplicada).
SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 1998. ZABALA, A. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 1998.
 HABILIDADES DA BNCC	
(EF69LP03) Identificar, em notícias, o fato central, suas principais circunstâncias e eventuais decorrências; em reportagens e fotorreportagens o fato ou a temática retratada e a perspectiva de abordagem, em entrevistas os principais temas/subtemas abordados, explicações dadas ou teses defendidas em relação a esses subtemas; em tirinhas, memes, charge, a crítica, ironia ou humor presente.
(EF69LP30) Comparar, com a ajuda do professor, conteúdos, dados e informações de diferentes fontes, levando em conta seus contextos de produção e referências, identificando coincidências, complementaridades e contradições, de forma a poder identificar erros/imprecisões conceituais, compreender e posicionar-se criticamente sobre os conteúdos e informações em questão.
(EF69LP32) Selecionar informações e dados relevantes de fontes diversas (impressas, digitais, orais etc.), avaliando a qualidade e a utilidade dessas fontes, e organizar, esquematicamente, com ajuda do professor, as informações necessárias (sem excedê-las) com ou sem apoio de ferramentas digitais, em quadros, tabelas ou gráficos.
(EF69LP44) Inferir a presença de valores sociais, culturais e humanos e de diferentes visões de mundo, em textos literários, reconhecendo nesses textos formas de estabelecer múltiplos olhares sobre as identidades, sociedades e culturas e considerando a autoria e o contexto social e histórico de sua produção.
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(EF69LP45) Posicionar-se criticamente em relação a textos pertencentes a gêneros como quarta-capa, programa (de teatro, dança, exposição etc.), sinopse, resenha crítica, comentário em blog/vlog cultural etc., para selecionar obras literárias e outras manifestações artísticas (cinema, teatro, exposições, espetáculos, CD's, DVD's etc.), diferenciando as sequências descritivas e avaliativas e reconhecendo-os como gêneros que apoiam a escolha do livro ou produção cultural e consultando-os no momento de fazer escolhas, quando for o caso.
(EF69LP46) Participar de práticas de compartilhamento de leitura/recepção de obras literárias/manifestações artísticas, como rodas de leitura, clubes de leitura, eventos de contação de histórias, de leituras dramáticas, de apresentações teatrais, musicais e de filmes, cineclubes, festivais de vídeo, saraus, slams, canais de booktubers, redes sociais temáticas (de leitores, de cinéfilos, de música etc.), dentre outros, tecendo, quando possível, comentários de ordem estética e afetiva e justificando suas apreciações, escrevendo comentários e resenhas para jornais, blogs e redes sociais e utilizando formas de expressão das culturas juvenis, tais como, vlogs e podcasts culturais (literatura, cinema, teatro, música), playlists comentadas, fanfics, fanzines, e-zines, fanvídeos, fanclipes, posts em fanpages, trailer honesto, vídeo-minuto, dentre outras possibilidades de práticas de apreciação e de manifestação da cultura de fãs.
(EF69LP48) Interpretar, em poemas, efeitos produzidos pelo uso de recursos expressivos sonoros (estrofação, rimas, aliterações etc.), semânticos (figuras de linguagem, por exemplo), gráfico-espacial (distribuição da mancha gráfica no papel), imagens e sua relação com o texto verbal.
(EF69LP49) Mostrar-se interessado e envolvido pela leitura de livros de literatura e por outras produções culturais do campo e receptivo a textos que rompam com seu universo de expectativas, que representem um desafio em relação às suas possibilidades atuais e suas experiências anteriores de leitura, apoiando-se nas marcas linguísticas, em seu conhecimento sobre os gêneros e a temática e nas orientações dadas pelo professor.
(EF89LP03) Analisar textos de opinião (artigos de opinião, editoriais, cartas de leitores, comentários, posts de blog e de redes sociais, charges, memes, gifs etc.) e posicionar-se de forma crítica e fundamentada, ética e respeitosa frente a fatos e opiniões relacionados a esses textos.
(EF89LP04) Identificar e avaliar teses/opiniões/posicionamentos explícitos e implícitos, argumentos e contra- argumentos em textos argumentativos do campo (carta de leitor, comentário, artigo de opinião, resenha crítica etc.), posicionando-se frente à questão controversa de forma sustentada.
(EF89LP07) Analisar, em notícias, reportagens e peças publicitárias em várias mídias, os efeitos de sentido devidos ao tratamento e à composição dos elementos nas imagens em movimento, à performance, à montagem feita (ritmo, duração e sincronização entre as linguagens – complementaridades, interferências etc.) e ao ritmo, melodia, instrumentos e sampleamentos das músicas e efeitos sonoros.
(EF89LP33) Ler, de forma autônoma, e compreender – selecionando procedimentos e estratégias de leitura adequados a diferentes objetivos e levando em conta características dos gêneros e suportes – romances, contos contemporâneos, minicontos, fábulas contemporâneas, romances juvenis, biografias romanceadas, novelas, crônicas visuais, narrativas de ficção científica, narrativas de suspense, poemas de forma livre e fixa (como haicai), poema concreto, ciberpoema, dentre outros, expressando avaliação sobre o texto lido e estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores.
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(EF69LP06) Produzir e publicar notícias, fotodenúncias, fotorreportagens, reportagens, reportagens multimidiáticas, infográficos, podcasts noticiosos, entrevistas, cartas de leitor, comentários, artigos de opinião de interesse local ou global, textos de apresentação e apreciação de produção cultural – resenhas e outros próprios das formas de expressão das culturas juvenis, tais como vlogs e podcasts culturais, gameplay, detonado etc.– e cartazes, anúncios, propagandas, spots, jingles de campanhas sociais, dentre outros em várias mídias, vivenciando de forma significativa o papel de repórter, de comentador, de analista, de crítico, de editor ou articulista, de booktuber, de vlogger (vlogueiro) etc., como forma de compreender as condições de produção que envolvem a circulação desses textos e poder participar e vislumbrar possibilidades de participação nas práticas de linguagem do campo jornalístico e do campo midiático de forma ética e responsável, levando-se em consideração o contexto da Web 2.0, que amplia a possibilidade de circulação desses textos e “funde” os papéis de leitor e autor, de consumidor e produtor.
(EF69LP51) Engajar-se ativamente nos processos de planejamento, textualização, revisão/edição e reescrita, tendo em vista as restrições temáticas, composicionais e estilísticas dos textos pretendidos e as configurações da situação de produção – o leitor pretendido, o suporte, o contexto de circulação do texto, as finalidades etc. – e considerando a imaginação, a estesia e a verossimilhança próprias ao texto literário.
(EF89LP21) Realizar enquetes e pesquisas de opinião, de forma a levantar prioridades, problemas a resolver ou propostas que possam contribuir para melhoria da escola ou da comunidade, caracterizar demanda/necessidade, documentando-a de diferentes maneiras por meio de diferentes procedimentos, gêneros e mídias e, quando for o caso, selecionar informações e dados relevantes de fontes pertinentes diversas (sites, impressos, vídeos etc.), avaliando a qualidade e a utilidade dessas fontes, que possam servir de contextualização e fundamentação de propostas, de forma a justificar a proposição de propostas, projetos culturais e ações de intervenção.
(EF89LP25) Divulgar o resultado de pesquisas por meio de apresentações orais, verbetes de enciclopédias colaborativas, reportagens de divulgação científica, vlogs científicos, vídeos de diferentes tipos etc.
(EF89LP26) Produzir resenhas, apartir das notas e/ou esquemas feitos, com o manejo adequado das vozes envolvidas (do resenhador, do autor da obra e, se for o caso, também dos autores citados na obra resenhada), por meio do uso de paráfrases, marcas do discurso reportado e citações.
(EF89LP36) Parodiar poemas conhecidos da literatura e criar textos em versos (como poemas concretos, ciberpoemas, haicais, liras, microrroteiros, lambe-lambes e outros tipos de poemas), explorando o uso de recursos sonoros e semânticos (como figuras de linguagem e jogos de palavras) e visuais (como relações entre imagem e texto verbal e distribuição da mancha gráfica), de forma a propiciar diferentes efeitos de sentido.
(EF69LP13) Engajar-se e contribuir com a busca de conclusões comuns relativas a problemas, temas ou questões polêmicas de interesse da turma e/ou de relevância social.
(EF69LP14) Formular perguntas e decompor, com a ajuda dos colegas e dos professores, tema/questão polêmica, explicações e ou argumentos relativos ao objeto de discussão para análise mais minuciosa e buscar em fontes diversas informações ou dados que permitam analisar partes da questão e compartilhá-los com a turma.
(EF69LP15) Apresentar argumentos e contra-argumentos coerentes, respeitando os turnos de fala, na participação em discussões sobre temas controversos e/ou polêmicos.
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(EF69LP53) Ler em voz alta textos literários diversos – como contos de amor, de humor, de suspense, de terror; crônicas líricas, humorísticas, críticas; bem como leituras orais capituladas (compartilhadas ou não com o professor) de livros de maior extensão, como romances, narrativas de enigma, narrativas de aventura, literatura infantojuvenil, – contar/recontar histórias tanto da tradição oral (causos, contos de esperteza, contos de animais, contos de amor, contos de encantamento, piadas, dentre outros) quanto da tradição literária escrita, expressando a compreensão e interpretação do texto por meio de uma leitura ou fala expressiva e fluente, que respeite o ritmo, as pausas, as hesitações, a entonação indicados tanto pela pontuação quanto por outros recursos gráfico-editoriais, como negritos, itálicos, caixa-alta, ilustrações etc., gravando essa leitura ou esse conto/reconto, seja para análise posterior, seja para produção de audiobooks de textos literários diversos ou de podcasts de leituras dramáticas com ou sem efeitos especiais e ler e/ou declamar poemas diversos, tanto de forma livre quanto de forma fixa (como quadras, sonetos, liras, haicais etc.), empregando os recursos linguísticos, paralinguísticos e cinésicos necessários aos efeitos de sentido pretendidos, como o ritmo e a entonação, o emprego de pausas e prolongamentos, o tom e o timbre vocais, bem como eventuais recursos de gestualidade e pantomima que convenham ao gênero poético e à situação de compartilhamento em questão.
(EF89LP12) Planejar coletivamente a realização de um debate sobre tema previamente definido, de interesse coletivo, com regras acordadas e planejar, em grupo, participação em debate a partir do levantamento de informações e argumentos que possam sustentar o posicionamento a ser defendido (o que pode envolver entrevistas com especialistas, consultas a fontes diversas, o registro das informações e dados obtidos etc.), tendo em vista as condições de produção do debate – perfil dos ouvintes e demais participantes, objetivos do debate, motivações para sua realização, argumentos e estratégias de convencimento mais eficazes etc. e participar de debates regrados, na condição de membro de uma equipe de debatedor, apresentador/mediador, espectador (com ou sem direito a perguntas), e/ou de juiz/avaliador, como forma de compreender o funcionamento do debate, e poder participar de forma convincente, ética, respeitosa e crítica e desenvolver uma atitude de respeito e diálogo para com as ideias divergentes.
(EF89LP22) Compreender e comparar as diferentes posições e interesses em jogo em uma discussão ou apresentação de propostas, avaliando a validade e força dos argumentos e as consequências do que está sendo proposto e, quando for o caso, formular e negociar propostas de diferentes naturezas relativas a interesses coletivos envolvendo a escola ou comunidade escolar.
(EF09LP07) Comparar o uso de regência verbal e regência nominal na norma-padrão com seu uso no
português brasileiro coloquial oral.
(EF69LP19) Analisar, em gêneros orais que envolvam argumentação, os efeitos de sentido de elementos típicos da modalidade falada, como a pausa, a entonação, o ritmo, a gestualidade e expressão facial, as hesitações etc.
(EF69LP54) Analisar os efeitos de sentido decorrentes da interação entre os elementos linguísticos e os recursos paralinguísticos e cinésicos, como as variações no ritmo, as modulações no tom de voz, as pausas, as manipulações do estrato sonoro da linguagem, obtidos por meio da estrofação, das rimas e de figuras de linguagem como as aliterações, as assonâncias, as onomatopeias, dentre outras, a postura corporal e a gestualidade, na declamação de poemas, apresentações musicais e teatrais, tanto em gêneros em prosa quanto nos gêneros poéticos, os efeitos de sentido decorrentes do emprego de figuras de linguagem, tais como comparação, metáfora, personificação, metonímia, hipérbole, eufemismo, ironia, paradoxo e antítese e os efeitos de sentido decorrentes do emprego de palavras e expressões denotativas e conotativas (adjetivos, locuções adjetivas, orações subordinadas adjetivas etc.), que funcionam como modificadores, percebendo sua função na caracterização dos espaços, tempos, personagens e ações próprios de cada gênero narrativo.
(EF89LP14) Analisar, em textos argumentativos e propositivos, os movimentos argumentativos de sustentação, refutação e negociação e os tipos de argumentos, avaliando a força/tipo dos argumentos utilizados.
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(EF89LP15) Utilizar, nos debates, operadores argumentativos que marcam a defesa de ideia e de diálogo com a tese do outro: concordo, discordo, concordo parcialmente, do meu ponto de vista, na perspectiva aqui assumida etc.
(EF89LP23) Analisar, em textos argumentativos, reivindicatórios e propositivos, os movimentos argumentativos utilizados (sustentação, refutação e negociação), avaliando a força dos argumentos utilizados.
(EF89LP37) Analisar os efeitos de sentido do uso de figuras de linguagem como ironia, eufemismo, antítese, aliteração, assonância, dentre outras.
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2° Bimestre – Projeto Integrador
Cineclube
INTRODUÇÃO
Este projeto, que integra os componentes curriculares de Arte e Língua Portuguesa, tem como objetivo trabalhar com a linguagem do audiovisual de modo a desenvolver nos alunos a sensibilidade e a percepção do olhar, além de promover a criticidade e a participação em práticas de compartilhamento de recepção de obras cinematográficas. O projeto, ainda, possibilita que os alunos desenvolvam a capacidade de articular informações sobre a integração das linguagens visuais, textuais e sonoras, e a competência técnica e o conhecimento prático do uso de equipamentos utilizados no cinema.
COMPONENTES CURRICULARES INTEGRADORES
Arte e Língua Portuguesa.
JUSTIFICATIVA
Nos últimos anos, o ensino de Artes mostrou-se importante para a formação de indivíduos críticos e reflexivos. Mais do que uma disciplina, a Arte compreende um campo do conhecimento em toda sua abrangência, possibilitando o desenvolvimento de habilidades e competências de formas significativas e transformadoras. O objetivo é desenvolver nos alunos a capacidade de compreender as diversas linguagens e expressões artísticas, de modo a construir os próprios processos de criação e expressão, relacionando-se com os conceitos e as linguagens abordados enquanto o professor media esse processo. Este contexto inclui obrase produções que integram duas ou mais linguagens artísticas. O educador deve estar apto a apresentar, discutir e analisar suas complexidades de composição, organização e realização.
Conforme Castells (2001, p. 168) afirma, “a arte sempre foi um construtor de pontes entre as expressões diversas, contraditórias, da experiência humana. Mais do que nunca, esse poderia ser seu papel fundamental numa cultura caracterizada pela fragmentação e a potencial não comunicação de códigos, uma cultura onde a multiplicidade de expressões pode de fato solapar o compartilhamento”.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
· Identificar as diversas camadas do audiovisual.
· Reconhecer o cinema como produção visual.
· Identificar os aspectos de sua produção.
· Analisar situações nas quais as linguagens das artes visuais se integram ao cinema.
· Participar de compartilhamento de recepção de obra cinematográfica.
· Criar um cineclube.
· Participar da roda de apreciação por meio de comentários de ordem estética e afetiva, justificando-os.
· Analisar a organização do texto dramático como parte da análise da obra cinematográfica.
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 COMPETÊNCIAS E HABILIDADES	
	
Competências gerais
	1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.
	
Competências específicas
	LINGUAGENS
2. Conhecer e explorar diversas práticas de linguagem (artísticas, corporais e linguísticas) em diferentes campos da atividade humana para continuar aprendendo, ampliar suas possibilidades de participação na vida social e colaborar para a construção de uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva.
5. Desenvolver o senso estético para reconhecer, fruir e respeitar as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, inclusive aquelas pertencentes ao patrimônio cultural da humanidade, bem como participar de práticas diversificadas, individuais e coletivas, da produção artístico-cultural, com respeito à diversidade de saberes, identidades e culturas.
ARTE
2. Compreender as relações entre as linguagens da Arte e suas práticas integradas, inclusive aquelas possibilitadas pelo uso das novas tecnologias de informação e comunicação, pelo cinema e pelo audiovisual, nas condições particulares de produção, na prática de cada linguagem e nas suas articulações.
LÍNGUA PORTUGUESA
5. Empregar, nas interações sociais, a variedade e o estilo de linguagem adequados à situação comunicativa, ao(s) interlocutor(es) e ao gênero do discurso/gênero textual.
9. Envolver-se em práticas de leitura literária que possibilitem o desenvolvimento do senso estético para fruição, valorizando a literatura e outras manifestações artístico- culturais como formas de acesso às dimensões lúdicas, de imaginário e encantamento, reconhecendo o potencial transformador e humanizador da experiência com a literatura.
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
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Objetos de conhecimento e habilidades
	ARTE
· Artes Visuais - Contextos e práticas
(EF69AR03) Analisar situações nas quais as linguagens das artes visuais se integram às linguagens audiovisuais (cinema, animações, vídeos etc.), gráficas (capas de livros, ilustrações de textos diversos etc.), cenográficas, coreográficas, musicais etc.
· Artes integradas – Processos de criação
(EF69AR32) Analisar e explorar, em projetos temáticos, as relações processuais entre diversas linguagens artísticas.
LÍNGUA PORTUGUESA
· Reconstrução das condições de produção, circulação e recepção | Apreciação e réplica
(EF69LP46) Participar de práticas de compartilhamento de leitura/recepção de obras literárias/manifestações artísticas, como rodas de leitura, clubes de leitura, eventos de contação de histórias, de leituras dramáticas, de apresentações teatrais, musicais e de filmes, cineclubes, festivais de vídeo, saraus, slams, canais de booktubers, redes sociais temáticas (de leitores, de cinéfilos, de música etc.), dentre outros, tecendo, quando possível, comentários de ordem estética e afetiva e justificando suas apreciações, escrevendo comentários e resenhas para jornais, blogs e redes sociais e utilizando formas de expressão das culturas juvenis, tais como, vlogs e podcasts culturais (literatura, cinema, teatro, música), playlists comentadas, fanfics, fanzines, e-zines, fanvídeos, fanclipes, posts em fanpages, trailer honesto, vídeo-minuto, dentre outras possibilidades de práticas de apreciação e de manifestação da cultura de fãs.
· Adesão às práticas de leitura
(EF69LP49) Mostrar-se interessado e envolvido pela leitura de livros de literatura e por outras produções culturais do campo e receptivo a textos que rompam com seu universo de expectativas, que representem um desafio em relação às suas possibilidades atuais e suas experiências anteriores de leitura, apoiando-se nas marcas linguísticas, em seu conhecimento sobre os gêneros e a temática e nas orientações dadas pelo professor.
· Reconstrução da textualidade e compreensão dos efeitos de sentidos provocados pelos usos de recursos linguísticos e multissemióticos
(EF89LP34) Analisar a organização de texto dramático apresentado em teatro, televisão, cinema, identificando e percebendo os sentidos decorrentes dos recursos linguísticos e semióticos que sustentam sua realização como peça teatral, novela, filme etc.
DURAÇÃO
Este projeto foi planejado para ser desenvolvido no período de um bimestre, mas as propostas didáticas são flexíveis, permitindo aos professores adequarem a proposta aos seus respectivos tempos didáticos.
RECURSOS E MATERIAIS
· Projetor multimídia.
· Dispositivo de reprodução sonora.
· Computador.
· Telão ou quadro branco para exibição dos filmes.
 ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS	
Temas contemporâneos
Pluralidade Cultural: respeitar os diferentes grupos e culturas que constituem a sociedade brasileira, promovendo o contato dos alunos com esses grupos nos planos histórico, social e cultural, superando a discriminação e promovendo o contato com a diversidade etnocultural que compõe o patrimônio brasileiro.
Ética: refletir sobre as condutas humanas, posicionando-se de forma valorativa diante de questões de preocupações coletivas, e promover um trabalho inspirado pelos valores de igualdade e equidade. A ética traz a proposta de que a escola possibilita o desenvolvimento da autonomia moral e dá condições para a reflexão ética.
Habilidades socioemocionais
O projeto deve ser executado por grupos de alunos, o que contribui para que estes desenvolvam o respeito ao outro e aprendam a ter responsabilidade, a se comunicar com clareza e coerência e a colaborar com os colegas. A proposta também viabiliza a investigação das origens e dos contextos de produção das obras, promovendo sua fruição e sua apreciação.
Perfil do professor
Este projeto de Língua Portuguesa tem como proposta desenvolver uma proposta interdisciplinar com Arte. Converse com o professor desse componente curricular e organizem um cronograma, definindo as tarefas que cada docente vai desempenhar. O professor de Arte deverá contribuir para a análise de situações nas quais as linguagens das artes visuais se integrem ao cinema, explorando as diferentes camadas e reconhecendo o cinema como produção visual.
Diferentes percursos
O percurso sugerido inclui sessão de cinema. Para isso, é necessário que a escola disponibilize equipamentos necessários e, também, as obras cinematográficas a serem assistidas. Em relação ao uso dos equipamentos, eles são essenciais para a realização do projeto. Caso a escola não disponibilize esses recursos, verifique se outra instituição pode cedê-los para a realização do projeto.
 DESENVOLVIMENTO	
Questão desafiadora: Como funcionaum cineclube?
ETAPA 1 – Levantamento de repertório
Duração: 1 aula
Inicie apresentando o projeto aos alunos. Explique que a proposta integra os componentes curriculares de Arte e Língua Portuguesa. Indique os objetivos específicos de cada disciplina. Apresente a proposta de desenvolvimento de um cineclube, que possibilite aos participantes assistir a obras cinematográficas selecionadas, de modo a, após a sessão, realizar uma roda de apreciação e de trocas de impressões e análises étnicas, estéticas e afetivas.
Com o professor de Arte, organize uma roda de conversa para verificar os conhecimentos dos alunos sobre cinema, história do cinema, cinema nacional e internacional, e obras cinematográficas. Organize a sala em roda para conversar, pensando o espaço para que todos possam se ver e ouvir. Deixe-os falar livremente, verificando os conhecimentos. Em seguida, direcione a conversa para as obras cinematográficas que eles conhecem. Questione-os sobre os estilos de filmes a que eles assistem e se eles têm um(a) diretor(a), um(a) ator/atriz e/ou personagem favorito. Peça para que os alunos falem um pouco sobre essas obras e suas preferências, justificando suas apreciações por meio da estética e/ou da afetividade.
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Em seguida, solicite que eles indiquem obras cinematográficas que deveriam ser assistidas no cineclube. Lembre-os que, embora seja uma atividade de fruição e apreciação estética, se trata de uma atividade a ser realizada na escola e, por isso, as sugestões devem acompanhar justificativas que sejam coerentes com os debates, reflexões e discussões propostas no espaço, ou seja, mesmo uma obra que seja comercial e os alunos possam assistir na televisão ou no cinema comercial pode ser indicada, contanto que quem fizer a sugestão justifique a indicação com fundamento, de modo a convencer tanto o professor de Arte como o de Língua Portuguesa de que se trata de uma obra que propiciará uma boa discussão, relacionando questões técnicas à estética e à afetividade.
Ao final, elabore uma lista com esses filmes e proponha o planejamento e o cronograma do projeto.
ETAPA 2 – Cinema em pauta
Duração: 2 aulas
Com auxílio do professor de Arte, promova uma discussão mais aprofundada sobre cinema, de modo que os alunos possam reconhecê-lo como produção visual e caracterizá-lo, no aspecto de sua produção. É interessante levar aos alunos alguns dados e informações sobre cinema, por exemplo, quantas faculdades de cinema há no país, onde estão e quanto custam. Assim, a discussão também abrangeria a questão do fazer cinema, reconhecendo os diferentes profissionais e suas respectivas funções e discutindo os aspectos sociais e econômicos na formação e na produção de cinema no país.
Para além dessa discussão, é importante abranger a questão da integração de linguagens artísticas, que está relacionada ao cinema, pois o aprendizado do realizar audiovisual se concretiza melhor com a análise dessas relações.
Em seguida, convide os alunos a montar uma exposição sobre a história do cinema, de modo que eles possam conhecer, também, um pouco mais da parte técnica do cinema. Comece a atividade mostrando as imagens do primeiro filme do qual se tem registro: “Cavalo em movimento”, de 1878, de Eadweard Muybridge, filmado com um zoopraxiscópio, que é um dispositivo giratório que simula a ideia de imagens em movimento:
Crédito: Eadweard Muybridge, Locomoção Humana e Animal, Filadélfia, 1887. Domínio público. Disponível em: https://bit.ly/1R7l1VL >. Acesso em: 30 set. 2018.
Para realizar a pesquisa, os alunos devem se dividir grupos. Cada grupo deve pesquisar um subtema relacionado ao cinema, como: imagens do cinema enquanto espaço ao longo dos anos e em diferentes localidades; equipamentos utilizados desde o início do cinema e os que são usados atualmente; filmes da era de ouro do cinema; os principais representantes do cinema nacional; quem são os profissionais do cinema etc.
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A pesquisa pode ser realizada no laboratório de informática ou em outras fontes de pesquisa. Oriente os grupos durante o estudo e a pesquisa. Os grupos devem buscar diferentes materiais, dando preferência para referências visuais (em imagem estática e movimento). Quando os grupos tiverem concluído a pesquisa, organize a apresentação dos grupos e, depois, com o material criado, monte um espaço na sala com o título de “Museu da história do cinema”, que será o local onde deverá funcionar o cineclube.
ETAPA 3 – Cineclube: sessão cinema
Duração: 1 aula
Organize a primeira sessão de cinema do Cineclube. Explique que o cineclube consiste em uma organização de pessoas com um objetivo comum: assistir juntos a bons filmes e promover eventos na escola que levem alunos ao cinema ou o cinema à escola. Neste primeiro momento, apenas alunos da turma participarão do cineclube. Se a sessão cinema for bem recebida e tiver o apoio da direção, os alunos devem apresentar a proposta de ampliação, convidando os demais alunos, profissionais da comunidade escolar, familiares ou responsáveis para participarem também.
A sessão de inauguração deve acontecer no espaço montado “Museu da história do cinema”. Verifique se os equipamentos solicitados estão funcionando e oriente os alunos para a realização da atividade. Eles devem contribuir para a montagem do cineclube.
Para a realização da sessão, é importante que os alunos se sintam em um cinema, ou seja, que o filme seja projetado e eles estejam organizados voltados para a tela. O ambiente deve estar adequado para a projeção e os alunos devem receber instruções de como se comportar em uma sessão.
Antes de começar a sessão, apresente o filme, por meio de uma sinopse e da leitura da ficha técnica, sem revelar a trama. Se achar interessante, proponha aos alunos que não conhecem o filme que levantem hipóteses sobre a narrativa. Combine que, ao final da projeção, eles agendarão o encontro para a roda de apreciação.
ETAPA 4 – Cineclube: roda de apreciação
Duração: 2 aulas
Retome o objetivo do projeto em demonstrar a compreensão da turma a respeito do que foi proposto a respeito de se montar um cineclube, verificando se os alunos compreendem o cinema enquanto produção visual e como manifestação artística.
Em seguida, proponha a discussão e a reflexão sobre o filme assistido. Peça para que os alunos apresentem suas apreciações e impressões, por meio de comentários. Eles podem apresentar tanto uma abordagem técnica, como estética e afetiva sobre a obra escolhida. Deixe-os discutir, verificando se respeitam os turnos de fala dos colegas e apresentam argumentos coerentes.
Amplie a discussão sobre o filme assistido solicitando que analisem a organização do texto dramático, de modo que seja possível identificar e perceber os sentidos decorrentes dos recursos semióticos utilizados, sejam eles os elementos da linguagem sonora, com a escolha da trilha ou de efeitos sonoros ou de elementos visuais, como movimentação dos atores, enquadramento, cortes de cena etc. Se necessário, passe novamente alguns trechos para que essas análises possam ser verificadas.
É interessante que o professor de Arte acompanhe a discussão, contribuindo para a análise estética e técnica do filme, abordando e avaliando os conhecimentos dos alunos que são próprios desse componente curricular.
SOCIALIZANDO A PRODUÇÃO
Proponha aos alunos a promoção do Cineclube. Oriente-os a produzir peças e a divulgar a ideia pelos murais escolares, convidando todos os interessados a participar de uma reunião em que será lançada a proposta de fundar um cineclube. Os alunos devem garantir o apoio da direção da escola.
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Sugere-se que o cineclube seja um evento que aconteça uma vez por mês. Os filmes escolhidos devem ser divulgados com antecedência. Para a realização do Cineclube, a turma deve marcar um horário, dentro ou fora da sala de aula, de acordo com a orientação da gestão escolarpara discutir sobre as obras e escrever resenhas. Elas são importantes como material de divulgação dos eventos que o clube estará promovendo.
AVALIAÇÃO
É imprescindível avaliar constantemente a atuação dos alunos, individualmente e em grupos, para o bom andamento do projeto. Realize os ajustes necessários para que o planejamento do Cineclube, as metas e os prazos estabelecidos para produzi-la sejam cumpridos, assim como mantenha constante o engajamento e o comprometimento dos alunos em todas as etapas do projeto. Avalie sua própria atuação docente, a fim de que suas ações sejam efetivas no sentido de mediar o conhecimento, e faça intervenções necessárias e oportunas para que os alunos avancem em suas aprendizagens.
Língua Portuguesa
Avalie o desempenho dos alunos em todas as etapas do projeto, orientando-os individualmente ou nos grupos. Caso seja necessário, redirecionar algum procedimento e/ou comportamento. Também devem ser considerados os conhecimentos apresentados nas discussões, nos comentários relacionados com a estética e a afetividade em relação à recepção do filme assistido e, por fim, as contribuições para a análise da organização do texto dramático.
Arte
Avalie a capacidade de discussão dos alunos sobre a identificação do cinema enquanto produção visual e análise da integração de linguagens para a composição de um filme. É importante verificar se alunos compreendem as implicações acerca das categorias de artísticas relacionadas ao cinema e das possibilidades de produção de obras cinematográficas.
Autoavaliação
Proponha aos alunos que realizem uma autoavaliação sobre suas atuações durante o projeto, de modo que possam identificar como foram suas participações: se atuaram adequadamente de forma individual e se contribuíram com o grupo. Eles também devem avaliar se participaram de todas as etapas do projeto e se interagiram com as outras equipes, colaborando para a criação do Cineclube, a roda de apreciação de obra cinematográfica e a pesquisa sobre cinema.
Avaliação Interdisciplinar
Como avaliação única, solicite aos alunos que produzam um texto individualmente, no qual avaliarão como trabalharam no projeto, e se tiveram dificuldades para realizá-lo, e indicarão no que eles podem melhorar. O texto pode ter caráter mais aberto, contudo, é importante que apresente aspectos argumentativos. Todos os professores podem avaliar os textos dos alunos e depois discutir os resultados.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
FANTINI, M. Mídia-Educação e Cinema na Escola. Rio de Janeiro: Teias, ano 8, n. 15-16, jan/dez, 2007. FERRAZ, M. H.; FUSARI, M. F.R. Metodologia do ensino da arte. São Paulo: Cortez, 1993.
RESENDE, G. Cinema na escola: aprender a construir o ponto de escuta. Dissertação – Mestrado em Educação. Rio de Janeiro: Programa de Pós-Graduação em Educação da UFRJ, 2013.
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2° Bimestre – Sequência Didática 4
Leitura e produção de poemas concretos
INTRODUÇÃO
Nesta sequência didática, por meio da leitura de poemas concretos, em meio impresso e/ou digital, os alunos devem identificar suas características, além de apreciar as obras, com o objetivo de ampliar o repertório leitor e, desse modo, produzir poemas concretos.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
· Ler e apreciar poemas concretos.
· Identificar as principais características do gênero.
· Interpretar efeitos produzidos.
· Planejar e criar um poema concreto.
COMPETÊNCIAS, OBJETOS DE CONHECIMENTO E HABILIDADES
COMPETÊNCIA GERAL 3. Repertório cultural
COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
Linguagens 5 Desenvolver o senso estético para reconhecer, fruir e respeitar as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, inclusive aquelas pertencentes ao patrimônio cultural da humanidade, bem como participar de práticas diversificadas, individuais e coletivas, da produção artístico- cultural, com respeito à diversidade de saberes, identidades e culturas.
Língua Portuguesa 9 Envolver-se em práticas de leitura literária que possibilitem o desenvolvimento do senso estético para fruição, valorizando a literatura e outras manifestações artístico-culturais como formas de acesso às dimensões lúdicas, de imaginário e encantamento, reconhecendo o potencial transformador e humanizador da experiência com a literatura.
OBJETO DE CONHECIMENTO: RECONSTRUÇÃO DA TEXTUALIDADE E COMPREENSÃO DOS EFEITOS DE SENTIDOS PROVOCADOS PELOS USOS DE RECURSOS LINGUÍSTICOS E MULTISSEMIÓTICOS
(EF69LP48) Interpretar, em poemas, efeitos produzidos pelo uso de recursos expressivos sonoros (estrofação, rimas, aliterações etc), semânticos (figuras de linguagem, por exemplo), gráficoespacial (distribuição da mancha gráfica no papel), imagens e sua relação com o texto verbal.
OBJETO DE CONHECIMENTO: RELAÇÃO ENTRE TEXTOS
(EF89LP36) Parodiar poemas conhecidos da literatura e criar textos em versos (como poemas concretos, ciberpoemas, haicais, liras, microrroteiros, lambe-lambes e outros tipos de poemas), explorando o uso de recursos sonoros e semânticos (como figuras de linguagem e jogos de palavras) e visuais (como relações entre imagem e texto verbal e distribuição da mancha gráfica), de forma a propiciar diferentes efeitos de sentido.
DURAÇÃO
4 aulas
PREPARAÇÃO
Nesta sequência didática, os alunos realizarão atividades coletivas e em grupos, portanto, a disposição das carteiras na sala de aula vai variar conforme a necessidade.
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Sequência Didática | Ensino Fundamental - Anos Finais
RECURSOS E MATERIAIS
· Poema concreto pré-selecionado para leitura.
· Projetor e demais equipamentos para projeção do texto ou cópias.
· Computador com acesso à internet e software de edição de imagem e texto.
 DESENVOLVIMENTO	
1ª AULA
Preparação: Atividades coletivas para verificar os conhecimentos dos alunos sobre o assunto. Organize a sala em meia lua ou “U”, ou em círculo de modo que todos possam se ver e ouvir.
Atividade 1:
Para iniciar, explique aos alunos que eles lerão e apreciarão poemas concretos. Para isso, comece com uma atividade para ativar os conhecimentos e verificar o que eles já sabem sobre o assunto:
· Vocês já leram poemas que são visuais?
· Já ouviram falar de poemas concretos?
· Conhecem algum? Qual? Como ele é?
Espera-se que os alunos resgatem características básicas, como a disposição visual na folha. Quanto ao poema concreto, a ideia é que se lembrem de aspectos da forma, principalmente, os elementos visuais.
Atividade 2:
Em seguida, apresente poemas concretos aos alunos. Esses poemas podem ser retirados do site:
· POESIA CONCRETA. Site oficial. Disponível em: <http://www.poesiaconcreta.com.br/>. Acesso em: 30 set. 2018.
Proponha a leitura do poema “Velocidade”, de Ronaldo Azeredo. Inicie a discussão, perguntando sobre o que eles puderam observar. Seguem algumas sugestões de abordagem:
· Quais recursos foram utilizados para dar dinamismo ao poema?
· E o que chama sua atenção no poema?
· Você foi capaz de construir novas imagens ao poema?
· Como o poema começa e como termina? O que isso sugere?
· Quais são as possibilidades de leitura desses textos?
Ouça as apreciações e impressões dos alunos, intermediando a troca entre eles. Espera-se que os alunos identifiquem que o dinamismo visual dialoga com o texto escrito e que a disposição escrita corrobora para a construção de leituras, não limitadas apenas à forma tradicional de leitura.
2ª AULA
Preparação: As atividades propõem a leitura de outros poemas concretos. A leitura a ser realizada deve ser coletiva e compartilhada. Para isso, organize as carteiras em semicírculo e providencie fotocópias ou projeção desses poemas.
Atividade 1:
Proponha aos alunos a leitura e a apreciação de outros poemas concretos para ampliação de repertório. Durante a leitura dos poemas, reforce que se trata de um gênero que propõe uma ruptura com o modelo tradicional de composição de poemas. Por meio de exercícios de exploração, os elementos verbais e visuais, realize as leituras coletivas e explore os diferentes caminhos e as diversas direções queos poemas podem propiciar. É importante explorar e interpretar essas possibilidades e observar qual seu efeito de sentido no leitor.
Atividade 2:
Nesta etapa, proponha uma ampliação do conhecimento sobre o assunto. Reforce que se trata de um tipo de texto que tem como principal característica ser experimental e que a ênfase será interpretar efeitos de sentido produzidos no leitor por meio do som, da visualidade e do sentido das palavras. Apresente outros poemas concretos aos alunos de poetas precursores do movimento: Augusto de Campos, Décio Pignatari, Haroldo de Campos, José Lino Grünewald e Ronaldo Azeredo.
3ª AULA
Preparação: As atividades coletivas de leitura de poemas concretos têm como objetivo identificar as características do gênero para que seja possível a realização da produção dos textos. Para isso, organize as carteiras em semicírculo e providencie fotocópias ou projeção desses poemas.
Atividade 1:
Explique aos alunos que, nesta aula, eles irão reler poemas concretos com o objetivo de identificar as características específicas do gênero. Faça uma breve retomada das aulas anteriores e reapresente alguns poemas, promovendo suas leituras. Para finalizar esse primeiro momento, aprofunde a discussão levando-os a identificar as principais características de cada um dos poemas. Algumas sugestões de questionamentos:
· Quais recursos foram utilizados para dar dinamismo ao poema?
· E o que chama sua atenção no poema?
· Você foi capaz de construir novas imagens ao poema?
· Como o poema começa e como termina? O que isso sugere?
· Quais são as possibilidades de leitura desses textos? Quais efeitos produzidos?
Espera-se que os alunos identifiquem que se tratam de poemas com estruturas diferentes e visualidade.
Atividade 2:
Nesta etapa, a ideia é verificar a composição da estrutura dos poemas. Verifique se eles são capazes de identificar que:
· Não há a composição tradicional do verso.
· Há aproveitamento de espaço.
· Exploração da composição e montagem das palavras.
· Possibilidade de leituras múltiplas (linear, não linear, vertical, diagonal, etc).
· Há relação entre o título e o corpo do texto.
Verifique se eles também compreendem os efeitos de sentido da estrutura com o uso de recursos gráfico- visuais (tipo, tamanho ou estilo da fonte). Ao final, encerre a discussão sobre a estrutura dos poemas concretos, convidando-os a produzir seus próprios, na próxima aula.
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4ª AULA
Preparação: As atividades a serem realizadas em grupos têm como objetivo a produção de poemas concretos, verificando se os alunos compreenderam as características, sobretudo visuais, de composição desses poemas. Reserve o laboratório de informática para que os grupos possam utilizar o computador e softwares com edição de texto e de imagem.
Atividade 1:
Nesta atividade, os alunos, organizados em grupos, conhecerão as possibilidades visuais de se trabalhar o poema concreto. Oriente-os a planejar e criar um poema concreto, partindo de um poema existente que será escolhido por eles. Os grupos deverão configurá-lo visualmente, sem que o texto escrito seja alterado, de modo a dar movimento ao signo verbal, entrelaçado a cores, a sons, ao espaço redimensionado etc., com o objetivo de provocar reações no interlocutor.
Atividade 2:
Os grupos devem passar do planejamento para a edição do poema, utilizando um software apropriado e diferentes recursos, como: cores e tamanhos de fontes, uso do espaço, verificando a diagramação do poema, de modo a pensar em sua estrutura visual etc. Em seguida, oriente-os a compartilhar e a socializar suas criações. Se possível, projete os poemas concretos produzidos, encerrando com um espaço para a reflexão sobre as produções.
ATIVIDADE COMPLEMENTAR
Organize os alunos em grupos. Cada grupo deve pesquisar a biografia de um dos poetas concretos brasileiros e apresentar um de seus poemas, bem como sua análise.
SUGESTÕES DE ACOMPANHAMENTO DA APRENDIZAGEM
A avaliação do processo de aprendizagem pode ser realizada por meio das atividades propostas nesta sequência didática, e deve considerar o desenvolvimento individual e coletivo dos alunos. Para avaliar, retome as discussões iniciais sobre poema concreto. Relacione os conhecimentos do primeiro momento, em que os alunos discorreram suas apreciações e impressões em relação às leituras e, posteriormente, os conhecimentos em relação às características para a produção. Proponha uma autoavaliação, de modo que os alunos possam indicar se foram capazes de utilizar seus conhecimentos para a criação dos poemas concretos, se tiveram dificuldade e em quais pontos suas produções poderiam melhorar.
QUESTÕES
· Os alunos são capazes de identificar as características do poema concreto?
· Para a criação do poema, eles buscaram na visualidade um dos suportes para atingir rupturas com a estrutura tradicional do poema?
· Compreendem o poema concreto como projeto de renovação formal e estética da poesia brasileira?
REFERÊNCIAS
MARINHO, A. A. Criar poemas visuais com a turma. Plataforma do letramento. Disponível em:
<https://bit.ly/2zr7PY7>. Acesso em: 30 set. 2018.
POESIA CONCRETA. Site oficial. Disponível em: <http://www.poesiaconcreta.com.br/>. Acesso em: 30 set. 2018.
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2° Bimestre – Sequência Didática 5
Leitura e apreciação de narrativas de aventuras
INTRODUÇÃO
Esta sequência didática tem como objetivo a prática de leitura de narrativas de aventura, buscando promover a leitura semicompartilhada e autônoma. Os textos serão selecionados pelos próprios alunos, que farão essa seleção a partir da leitura crítica de informações da quarta-capa, bem como de sinopses e resenhas dos livros de aventuras retirados de bibliotecas e de outros acervos.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
· Ler e apreciar narrativas de aventuras.
· Posicionar-se criticamente em relação a textos literários.
· Posicionar-se criticamente em relação a textos pertencentes a: quarta-capa, programa (de teatro, dança, exposição etc.), sinopse, resenha crítica, comentário em blog/vlog cultural etc., para selecionar obras literárias e outras manifestações artísticas.
· Ler e compreender selecionando procedimentos e estratégias de leitura literária.
COMPETÊNCIAS, OBJETOS DE CONHECIMENTO E HABILIDADES
COMPETÊNCIA GERAL 3. Repertório cultural COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
Linguagens 5 Desenvolver o senso estético para reconhecer, fruir e respeitar as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, inclusive aquelas pertencentes ao patrimônio cultural da humanidade, bem como participar de práticas diversificadas, individuais e coletivas, da produção artístico- cultural, com respeito à diversidade de saberes, identidades e culturas.
Língua Portuguesa 9 Envolver-se em práticas de leitura literária que possibilitem o desenvolvimento do senso estético para fruição, valorizando a literatura e outras manifestações artístico-culturais como formas de acesso às dimensões lúdicas, de imaginário e encantamento, reconhecendo o potencial transformador e humanizador da experiência com a literatura.
OBJETO DE CONHECIMENTO: RECONSTRUÇÃO DAS CONDIÇÕES DE PRODUÇÃO, CIRCULAÇÃO E RECEPÇÃO | APRECIAÇÃO E RÉPLICA
(EF69LP45) Posicionar-se criticamente em relação a textos pertencentes a gêneros como quarta-capa, programa (de teatro, dança, exposição etc.), sinopse, resenha crítica, comentário em blog/vlog cultural etc., para selecionar obras literárias e outras manifestações artísticas (cinema, teatro, exposições, espetáculos, CD's, DVD's etc.), diferenciando as sequências descritivas e avaliativas e reconhecendo-os como gêneros que apoiam a escolha do livro ou produção cultural e consultando-os no momento de fazer escolhas, quando for o caso.
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
Sequência Didática | Ensino Fundamental - Anos Finais
OBJETO DE CONHECIMENTO: ESTRATÉGIAS DE LEITURA | APRECIAÇÃO E RÉPLICA
(EF89LP33) Ler, de forma autônoma, e compreender – selecionando procedimentos e estratégias de leitura adequados a diferentes objetivos e levando em contacaracterísticas dos gêneros e suportes – romances, contos contemporâneos, minicontos, fábulas contemporâneas, romances juvenis, biografias romanceadas, novelas, crônicas visuais, narrativas de ficção científica, narrativas de suspense, poemas de forma livre e fixa (como haicai), poema concreto, ciberpoema, dentre outros, expressando avaliação sobre o texto lido e estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores.
DURAÇÃO
4 aulas
PREPARAÇÃO
Nesta sequência didática, os alunos realizarão atividades coletivas, portanto, a disposição das carteiras na sala de aula pode ser em formato de semicírculo para que todos possam ser ver e ouvir. Na última aula, é proposta a leitura individual.
RECURSOS E MATERIAIS
· Livros de narrativa de aventura.
· Resenhas e sinopses, impresas ou digitais, retiradas da internet.
 DESENVOLVIMENTO	
1ª AULA
Preparação: Atividades coletivas para selecionar uma narrativa de aventura para leitura semicompartilhada. Organize a sala em meia lua ou “U”, ou em círculo de modo que todos possam se ver e ouvir. Providencie livros de narrativa de aventuras da biblioteca escolar e resenhas e sinopses retiradas de livros, revistas e jornais impressos ou digitais. A atividade pode ser realizada na sala de aula ou na biblioteca.
Atividade 1:
Para iniciar, explique aos alunos que eles farão a leitura e a apreciação de uma narrativa de aventura. Para isso, eles devem escolher um livro. Faça algumas perguntas aos alunos, a fim de verificar como eles selecionam livros literários para a leitura fora do contexto escolar. Algumas sugestões de abordagem:
· Quem já escolheu um livro pela capa?
· Quais são os critérios que você utiliza para seleção de um livro literário?
· Quem sabe o nome da parte de trás do livro? Que texto o leitor encontra nesse espaço?
· Qual é o nome daquela parte da capa dobrada para dentro do livro?
· Quais informações essa dobra contém?
Espera-se que os alunos relatem as primeiras impressões que têm ao manusear um livro, e como selecionam um livro literário para realizar a leitura. Também espera-se que eles identifiquem a contracapa ou quarta capa, a orelha de um livro e suas respectivas funções. Finalize a atividade convidando-os a ler resenhas e sinopses presentes nas orelhas e contracapas de livros, para que possam, conjuntamente, selecionar uma das narrativas de aventura disponíveis e realizar uma leitura semicompartilhada.
Atividade 2:
Nesta etapa, proponha uma ampliação dos conhecimentos sobre esses textos. Esclareça que a contracapa ou quarta capa auxilia o leitor a localizar-se na história, contextualizando o assunto do livro. Normalmente,
há uma sinopse ou um recorte sobre a história, porém há livros que trazem trechos de resenhas ou comentários de profissionais ou especialistas sobre o livro. Dê um tempo para que os alunos possam trocar os textos entre si e selecionar pelo menos um deles para indicar como leitura coletiva. Dois ou mais alunos podem escolher o mesmo livro. Com os livros, as sinopses e as resenhas selecionados em mãos, peça aos alunos que compartilhem quais foram os critérios de seleção que utilizaram para escolher cada um a sua obra. Incentive-os a recorrer às informações presentes nos textos. Espera-se que todos se manifestem. Verifique qual livro é o mais indicado e proponha a sua leitura semicompartilhada.
2ª AULA
Preparação: As atividades de leitura da narrativa de aventura selecionada anteriormente é coletiva. Organize todos os alunos em um semicírculo, de modo que todos possam se ver e ouvir. As atividades podem ser realizadas na sala de aula ou na biblioteca.
Atividade 1:
Proponha a organização de uma roda de conversa antes da leitura. Esse é um importante momento de interação oral, sobretudo entre os alunos. Atue como o mediador. Essa atividade também deve ser realizada após a leitura, permitindo a troca e a escuta, pois também é um espaço de fala e de confronto de ideias. Com o livro selecionado em mãos, apresente o contexto de produção (vida do autor, do ilustrador, gênero, interlocutor, coleção etc.). Chame atenção para os nomes do autor, do ilustrador, da editora e a edição. Utilize estratégias de antecipação, valendo-se dos dados do contexto de produção (título do livro, imagens etc.). Leia as informações da capa, quarta capa, a biografia do autor e do ilustrador e as informações paratextuais com os alunos.
Atividade 2:
Em seguida, leia o título e explore as imagens da capa. Folheie o livro, pedindo aos alunos que observem o título, as ilustrações etc. A partir do título e da ilustração da capa, proponha uma discussão sobre a narrativa de aventura do livro. É interessante discutir o título, levantando hipóteses sobre a narrativa, a temática e os fatos que podem aparecer na história. Em seguida, inicie a leitura, distribuindo cópias da narrativa ou projetando o texto para que todos os alunos possam acompanhar. Solicite a eles que contribuam realizando a leitura colaborativamente. Realize algumas pausas, pedindo aos alunos que verifiquem e reavaliem as hipóteses criadas. Ao final da leitura inicial da narrativa, oriente-os para a leitura autônoma e silenciosa do restante da narrativa.
3ª AULA
Preparação: As atividades são de leitura da narrativa de aventura. Elas podem propor tanto a leitura silenciosa ou a leitura colaborativa, seguidas da análise do livro. Organize os alunos em um semicírculo, de modo que todos possam se ver e ouvir. As atividades podem ser realizadas na sala de aula ou na biblioteca.
Atividade 1:
Oriente a leitura silenciosa do texto. Espera-se que a maioria dos alunos leia com autonomia, mas é importante observar se há alunos com dificuldade de decodificação ou de interpretação. Uma solução para diminuir a dificuldade é organizar a leitura em duplas.
Após a leitura silenciosa dos alunos, retome a leitura colaborativa das páginas finais, em voz alta, mostrando a expressão e a entonação adequadas e servindo de modelo aos alunos. Observe se eles leem com a entonação adequada, respeitando as pontuações.
Atividade 2:
Após realizar a leitura, explore as características da narrativa de aventura. Com o objetivo de colaborar com o aprofundamento desses conhecimentos, seguem propostas para a análise de cada um dos elementos da narrativa. Abra um espaço para que os alunos possam manifestar suas apreciações e impressões. Convide- os a compartilhar com os colegas suas interpretações a respeito do que leram, confrontando seus pontos de vista e comentando e reelaborando a leitura com seus colegas de classe.
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
Atividade 3:
Peça aos alunos que resumam oralmente a história, de modo a apresentar as principais informações a respeito dos elementos da narrativa. Verifique o que eles sabem sobre os personagens, os locais, o tempo, os acontecimentos etc. Identifique com eles a construção composicional do gênero: apresentação, complicação e desfecho. Discuta com os alunos a respeito da aventura proposta.
4ª AULA
Preparação: Atividades de orientação para leitura de outras narrativas de aventura. As atividades serão individual e coletiva, respectivamente.
Atividade 1:
Oriente os alunos para a seleção e realização da leitura autônoma e individual da narrativa selecionada. Eles devem utilizar as mesmas estratégias leitoras da leitura compartilhada. Espera-se que a maioria dos alunos leia com autonomia, mas é importante observar se há alunos com dificuldade de decodificação ou de interpretação.
Atividade 2:
Organize uma roda de conversa para que os alunos apresentem as respectivas narrativas de aventura após a leitura realizada e suas respectivas apreciações. Peça a eles que leiam algum trecho em voz alta, verificando se demonstram a expressão e a entonação adequadas, respeitando as pontuações, e se realizam a análise das principais características da narrativa de aventura corretamente.
ATIVIDADE COMPLEMENTAR
Organize os alunos em grupos e peça a cada um deles que faça uma resenha sobre uma das narrativas de aventura lidas pela turma, apresentando informações sobreo autor e a obra escolhidos. Entre as informações, devem constar: onde o autor vive ou viveu, se ainda está vivo, se escreveu outros livros, ganhou prêmios etc. Ao final das produções, monte um varal para divulgar as resenhas e socialize com os demais colegas da escola.
SUGESTÕES DE ACOMPANHAMENTO DA APRENDIZAGEM
A avaliação do processo de aprendizagem pode ser realizada durante as atividades propostas, devendo considerar o desenvolvimento individual e coletivo dos alunos. Espera-se que eles sejam capazes de discorrer suas apreciações sobre as leituras literárias em níveis variados de competência leitora. Observe a participação dos alunos na leitura em voz alta compartilhada e verifique se realizaram adequadamente as leituras individuais. Eles também devem ser avaliados em suas participações nas rodas de conversa. Avalie as apreciações e as análises dos alunos levando em conta o processo de construção do conhecimento em relação às narrativas de aventura, valorizando seus empenhos e seus avanços e identificando suas dificuldades.
QUESTÕES
· Os aunos selecionaram uma ou mais narrativas de aventura a partir da leitura da sinopse e/ou textos presentes na orelha ou na contracapa?
· Eles criaram critérios adequados para a seleção do livro?
· Foram capazes de realizar a leitura de forma autônoma?
· Identificaram os elementos da narrativa nos textos lidos?
REFERÊNCIAS
SCHNEUWLY, B.; DOLZ, J. Gêneros orais e escritos na escola. Tradução de Roxane Rojo e Glaís Sales Cordeiro. Campinas, SP: Mercado das Letras, 2004.
Sequência Didática | Ensino Fundamental - Anos Finais
2° Bimestre – Sequência Didática 6
Roteiro para audiovisual
INTRODUÇÃO
Esta sequência didática tem como objetivo orientar os alunos a produção de roteiro para audiovisual. As mudanças paradigmáticas que atingiram a educação, desde o final do século XX, exigem cada vez mais que as habilidades e as práticas de linguagem deem conta de gêneros digitias e/ou multissemióticos, relacionados aos meios de comunicação e/ou às tecnologias digitais. Por isso, a demanda por uma aprendizagem que inclui uma produção que se utilizam de audiovisual é desejada e, para isso, é necessário que os alunos compreendam que existe uma etapa anterior à gravação, que é o roteiro, que prevê o que irá compor o audiovisual, planejando e relacionando texto visual e textos verbais oral e escrito.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
· Pesquisar em fontes variadas como se faz um roteiro.
· Produzir roteiros para elaboração de vídeos.
· Compreender a importância da elaboração do roteiro para a produção de audiovisuais.
COMPETÊNCIAS, OBJETOS DE CONHECIMENTO E HABILIDADES
COMPETÊNCIA GERAL 4. Comunicação COMPETÊNCIA GERAL 5. Cultura Digital
COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
Linguagens 2 Conhecer e explorar diversas práticas de linguagem (artísticas, corporais e linguísticas) em diferentes campos da atividade humana para continuar aprendendo, ampliar suas possibilidades de participação na vida social e colaborar para a construção de uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva.
Linguagens 6 Compreender e utilizar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares), para se comunicar por meio das diferentes linguagens e mídias, produzir conhecimentos, resolver problemas e desenvolver projetos autorais e coletivos.
Língua Portuguesa 1 Compreender a língua como fenômeno cultural, histórico, social, variável, heterogêneo e sensível aos contextos de uso, reconhecendo-a como meio de construção de identidades de seus usuários e da comunidade a que pertencem.
Língua Portuguesa 3 Ler, escutar e produzir textos orais, escritos e multissemióticos que circulam em diferentes campos de atuação e mídias, com compreensão, autonomia, fluência e criticidade, de modo a se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos, e continuar aprendendo.
Língua Portuguesa 10 Mobilizar práticas da cultura digital, diferentes linguagens, mídias e ferramentas digitais para expandir as formas de produzir sentidos (nos processos de compreensão e produção), aprender e refletir sobre o mundo e realizar diferentes projetos autorais.
OBJETO DE CONHECIMENTO: ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO
(EF69LP37) Produzir roteiros para elaboração de vídeos de diferentes tipos (vlog científico, vídeo-minuto, programa de rádio, podcasts) para divulgação de conhecimentos científicos e resultados de pesquisa, tendo em vista seu contexto de produção, os elementos e a construção composicional dos roteiros.
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
Sequência Didática | Ensino Fundamental - Anos Finais
OBJETO DE CONHECIMENTO: ESTRATÉGIAS DE ESCRITA: TEXTUALIZAÇÃO, REVISÃO E EDIÇÃO
(EF89LP25) Divulgar o resultado de pesquisas por meio de apresentações orais, verbetes de enciclopédias colaborativas, reportagens de divulgação científica, vlogs científicos, vídeos de diferentes tipos etc.
DURAÇÃO
3 aulas
PREPARAÇÃO
Nesta sequência didática, os alunos realizarão atividades coletivas e em grupos, portanto, a disposição das carteiras na sala de aula vai variar conforme a necessidade.
RECURSOS E MATERIAIS
· Computadores com software de edição de texto e acesso à internet.
· Audiovisual, de preferência vlog científico pré-selecionado.
· Projetor, caixa de som e demais equipamentos adequados para exibição de audiovisual.
 DESENVOLVIMENTO	
1ª AULA
Preparação: Atividades coletivas para verificar os conhecimentos dos alunos sobre o audiovisual. Selecione um vlog científico que seja apropriado para o interesse e faixa etária dos alunos, para a projeção do audiovisual selecionado.
Atividade 1:
Apresente aos alunos a proposta da sequência didática. Esclareça que o objetivo é que eles elaborem um modelo de roteiro para audiovisual. Para isso, é necessário refletir sobre o objetivo do roteiro. Parta da apreciação e da análise ténica, estética e de conteúdo de um vlog científico, gênero que, geralmente, vale-se de um roteiro para a sua produção. Apresente o audiovisual selecionado aos alunos. Em seguida, deixe-os assistir ao vídeo.
Atividade 2:
Após o vídeo, retome com os alunos os elementos básicos como: título, autoria, assunto, informações apresentadas, recursos visuais, verbais e simbólicos que foram utilizados. Verifique se eles são capazes de retomar essas informações. Se necessário, passe novamente alguns trechos do vídeo. Em seguida, peça a eles que identifiquem os elementos visuais e os elementos sonoros utilizados na composição do audiovidual. Liste todas as informações identificadas para que os alunos possam ter dimensão do trabalho de definição que é necessário antes da gravação. Chame atenção, ainda, para os elementos técnicos do audiovisual: iluminação, jogo de câmera (se houver), enquadramento, voz em off, presença de depoimentos ou entrevistas (se houver), locação de espaço, cortes, quantidades de cenas, tempo de vídeo etc.
Finalize indicando que, antes da gravação, muitos daqueles itens são previstos e que, quem grava vídeos, geralmente, segue um roteiro.
2ª AULA
Preparação: Atividades coletiva e em grupo para verificar os conhecimentos dos alunos sobre roteiro e identificar suas características composicionais.
Atividade 1:
Para iniciar, explique aos alunos que eles produzirão um modelo de roteiro que possa ser usado para a produção de audiovisuais. Para isso, começarão fazendo uma atividade para ativar o conhecimento e verificar o que eles já sabem sobre o assunto. Algumas sugestões de abordagem:
· O que é um roteiro?
· Alguém já viu um roteiro?
· Qual a finalidade de um roteiro?
· Quais informações básicas devem compor um roteiro?
· Será que há diferenças entre os roteiros?
Espera-se que os alunos informem se já tiveram algum contato com roteiros, que a finalidade do roteiro é organizar e direcionar a produção audiovisual, demonstrando o conhecimento e o profissionalismo de quem escreve.
Atividade 2:
Nesta etapa, proponha uma ampliação do conhecimento sobre o assunto. Peça aos alunos que se organizem em grupose pesquisem, em fontes diferentes, o conceito de roteiro, os diferentes tipos de roteiro e como fazer roteiros. Ao final da pesquisa, verifique se eles identificam a necessidade de responder às questões: para quê, para quem, onde, como etc. na hora da elaboração do roteiro. Eles também devem ter encontrado termos técnicos como Off Screen (som de vozes em uma cena), Voice over (vozes em cena), BG (referente a Background, ou seja, o que está no fundo) etc. Esclareça os termos caso eles não tenham sido localizados pelos alunos. Ao final, sistematize com os grupos as informações básicas de um roteiro simples, independetemente do tipo de roteiro:
· Descrição de cenas.
· Descrição dos acontecimentos em cada cena.
· Definição do cenário, animação, ilustração etc.
· Indicação da narração, falas dos atores e outros sons que devem aparecer.
· Indicações sobre a inserção de trilha e efeitos sonoros.
· Indicações para a edição de cortes, inserção de animação, lettering e legendas.
· Sugestões técnicas (como posição de câmera, iluminação etc.)
Lembre-os de que o roteiro deve servir como guia para a gravação do audiovisual, e quem for produzir o vídeo deve partir das instruções indicadas no roteiro.
3ª AULA
Preparação: Atividades em grupo para a produção de roteiro. Agende o laboratório de informática para que os grupos possam utilizar os computadores.
Atividade 1:
Retome a proposta inicial da sequência didática. Convide os alunos a se organizar novamente em grupos e a produzir um roteiro básico para nortear suas futuras produções audiovisuais. Eles devem utilizar o computador para pensar em uma estrutura que preveja: o tempo que cada cena terá, as informações e descrições visuais, indicações sonoras, descrições e indicações de texto verbal oral e indicações de texto verbal escrito (quando houver necessidade), legenda e indicações técnicas para gravação.
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
Atividade 2:
Durante a produção dos roteiros, circule entre os grupos, verificando se eles têm dificuldade para utilizar o software de edição de texto. Após a produção do roteiro básico para audiovisual, peça a eles que troquem os textos entre os grupos para verificar se atendem às informações básicas discutidas na aula anterior. Em seguida, os grupos devem realizar as correções que julgarem adequadas e finalizar os roteiros, que devem ficar disponívels para quando for necessária a produção de um auviovisual. Os roteiros podem ser socializados com outros departamentos da escola para que outros alunos possam utilizá-los.
Atividade 3:
Oriente-os a produzir um vlog científico com o roteiro sobre o tema “Audiovisual e divulgação científica: do roteiro à apresentação dos dados”. Os alunos devem se organizar em grupos e elaborar roteiros, verificando a eficácia do roteiro-base produzido. Eles devem divulgar as informações pesquisadas ao longo das atividades criando vlogs científicos. Os alunos devem realizar adequações que julgarem necessárias no roteiro a partir de seu uso. Os grupos devem publicar os vídeos nos canais mais adequados para a apresentação e o compartilhamento de suas produções. Organize a divulgação e a socialização dos vlogs utilizando plataformas de vídeo, o blog da turma e/ou o site da escola.
ATIVIDADE COMPLEMENTAR
A partir da pesquisa aos diferentes tipos de roteiro, peça aos grupos que identifiquem e selecionem os respectivos audiovisuais. O objetivo é analisar de que forma a estrutura e a composição dos diferentes tipos de roteiros resultam na produção de distintos audiovisuais. Os grupos devem identificar as informações básicas no roteiro e localizá-las nos audiovisuais, apontando as semelhanças e as diferenças técnicas, estéticas e de conteúdo entre os audiovisuais apresentados.
SUGESTÕES DE ACOMPANHAMENTO DA APRENDIZAGEM
A avaliação do processo de aprendizagem deve ser realizada durante as atividades propostas nesta sequência didática e deve considerar o desenvolvimento individual e coletivo dos alunos. Num primeiro momento, espera-se que eles sejam capazes de discorrer suas impressões sobre a produção dos audiovisuais, identificando a importância do roteiro para a sua produção. Posteriormente, almeja-se que eles consigam produzir um roteiro. Solicite uma autoavaliação dos alunos, de modo que eles compreendam a produção de um roteiro e como eles produziram. Caso tenham tido a possibilidade de utilizá-lo para criar um audiovisual, devem indicar o que funcionou e o que pode ser melhorado.
QUESTÕES
· Os alunos compreendem a importância da elaboração do roteiro para a produção de um audiovisual?
· Eles compreendem que é necessário pensar nos elementos das diferentes linguagens (sonora, verbal oral, verbal textual, visual etc.) para a sua composição?
· São capazes de relacionar as linguagens de modo a compor uma apresentação audiovisual que comunique o interlocutor sobre o assunto adequadamente?
REFERÊNCIAS
ROJO, R.; BABOSA, J. Hipermodernidade, multiletramentos e gêneros discursivos. São Paulo: Parábola, 2015.
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LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
PROPOSTAS DE ACOMPANHAMENTO DA APRENDIZAGEM – 2º BIMESTRE
ESCOLA: 	
ALUNO: 	
DATA: 	/ 	/ 		TURMA: 	
 AVALIAÇÃO	
Para responder às questões de 1 a 5, leia o texto a seguir.
A INTERNET E OS DIREITOS HUMANOS
A tecnologia é um importante meio que possibilita alcançar liberdades básicas
Das ruas de Túnis à Praça Tahrir e mais além, os protestos desencadeados em todo o mundo, no ano passado, nasceram na internet e nos vários recursos que permitem interagir com ela. Embora as manifestações tenham frutificado porque milhares de pessoas decidiram participar, talvez nunca tivessem ocorrido sem a possibilidade que a internet oferece de comunicação, organização e divulgação instantânea do que quer que seja em todo e qualquer lugar do mundo.
Não surpreende, portanto, que os protestos tenham levantado indagações sobre o acesso à internet como direito humano ou civil. A questão é particularmente sensível em países cujos governos impediram seu acesso na tentativa de abafar os protestos. Em junho, citando os levantes no Oriente Médio e no Norte da África, um documento da ONU chegou a declarar que a internet "se tornou um instrumento indispensável para que grande parte dos direitos humanos seja respeitada". Nos últimos anos, tribunais e parlamentos em países como França e Estônia declararam o acesso à internet um direito humano.
Mas essa afirmação, apesar da boa intenção, não toca num ponto muito mais abrangente: a tecnologia é um meio que possibilita esses direitos, e não um direito em si. Existe um critério mais elevado para que alguma coisa seja considerada um direito humano. Em sentido amplo, ela deve ser uma daquelas coisas das quais nós, seres humanos, precisamos a fim de poder levar uma vida saudável, dotada de sentido, como uma existência sem tortura ou a liberdade de consciência. É um erro colocar determinada tecnologia nessa categoria, pois ao longo do tempo acabaremos valorizando as coisas erradas. Por exemplo, em certa época, se uma pessoa não tivesse um cavalo, não conseguiria ganhar a vida. Mas o direito fundamental naquele caso era o direito de ganhar a vida, e não o direito de ter um cavalo. Hoje, se tivéssemos o direito de ter um cavalo, não saberíamos onde o colocar.
A melhor maneira de caracterizar os direitos humanos é identificar as consequências que tentamos garantir em razão deles. Entre elas, as liberdades básicas como a de expressão e a de acesso à informação - e estas não estão necessariamente vinculadas a uma determinada
Propostas de Avaliação da Aprendizagem | Ensino Fundamental - Anos Finais
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
tecnologia em qualquer momento histórico. Na realidade, até o relatório da ONU admitia que a internet é valiosa como meio para alcançar um fim e não um fim em si mesma.
E o que dizer da ideia de que o acesso à internet é ou deveria ser um direito civil? O mesmo raciocínio pode ser aplicado - embora eu deva admitir que o argumento de que se tratade um direito civil é mais forte do que afirmar de que se trata de um direito humano. Afinal, os direitos civis são diferentes dos direitos humanos, pois nos são concedidos pela lei, e não são intrínsecos dos seres humanos.
Embora os EUA nunca tenham decretado que toda pessoa tem "direito" a um telefone, a ideia de "serviço universal" chega perto disso - ou seja, a ideia de que o serviço telefônico (e a eletricidade, e agora a internet de banda larga) deve estar disponível até mesmo nas regiões mais remotas do país. Se aceitarmos essa ideia, chegaremos perto do conceito do acesso à internet como direito civil, pois garantir o acesso é uma medida determinada pelo governo. Mas todos esses argumentos filosóficos não se referem a uma questão mais fundamental: a responsabilidade dos criadores de tecnologia de respaldar os direitos humanos e civis.
Neste contexto, os engenheiros não só têm a obrigação de conferir a capacidade aos usuários de usar a tecnologia, mas também a obrigação de garantir a segurança dos usuários online. Isso significa, por exemplo, proteger os usuários de riscos específicos como vírus que invadem seus computadores.
São os engenheiros - e as nossas associações profissionais e organismos reguladores - que criam e mantêm essas novas possibilidades. Enquanto procuramos aprimorar a tecnologia e seu uso na sociedade, devemos ter consciência das nossas responsabilidades civis além da capacidade dos nossos engenheiros.
Aprimorar a internet é apenas um meio, mas importante, pelo qual é possível aprimorar a condição humana. Isso deve ser feito com a valorização dos direitos civis e humanos que devem ser protegidos - sem pretender que o acesso em si à tecnologia seja um direito.
TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA
CAPOVILLA, Anna (trad.). A internet e os direitos humanos. O Estado de São Paulo, 06/01/2012, Internacional, p. A13. In: Senado Federal. Disponível em: <https://bit.ly/2TSfzuS>.
Acesso em: 30 set. 2018. Este item está licenciado sob a Licença Creative Commons.
1. Qual é o fato central do texto jornalístico lido?
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LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
2. Releia o trecho e responda:
[...] um documento da ONU chegou a declarar que a internet "se tornou um instrumento indispensável para que grande parte dos direitos humanos seja respeitada".
Qual sua opinião sobre o assunto? Você concorda ou discorda sobre o que foi declarado no documento da ONU?
3. Após reler o trecho a seguir, responda ao que se pede:
Em junho, citando os levantes no Oriente Médio e no Norte da África, um documento da ONU chegou a declarar que a internet "se tornou um instrumento indispensável para que grande parte dos direitos humanos seja respeitada". Nos últimos anos, tribunais e parlamentos em países como França e Estônia declararam o acesso à internet um direito humano.
Mas essa afirmação, apesar da boa intenção, não toca num ponto muito mais abrangente: a tecnologia é um meio que possibilita esses direitos, e não um direito em si. Existe um critério mais elevado para que alguma coisa seja considerada um direito humano.
Nesse trecho, há um movimento argumentativo de refutação. Que trecho é esse e o que é contestado?
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LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO4.
Releia o trecho a seguir e, em seguida, responda ao que se pede:
Por exemplo, em certa época, se uma pessoa não tivesse um cavalo, não conseguiria ganhar a vida. Mas o direito fundamental naquele caso era o direito de ganhar a vida, e não o direito de ter um cavalo. Hoje, se tivéssemos o direito de ter um cavalo, não saberíamos onde o colocar.
Qual o objetivo do autor com essa relação? Qual o efeito produzido pela composição do trecho em destaque?
5. Releia o trecho a seguir.
A melhor maneira de caracterizar os direitos humanos é identificar as consequências que tentamos garantir em razão deles. Entre elas, as liberdades básicas como a de expressão e a de acesso à informação - e estas não estão necessariamente vinculadas a uma determinada tecnologia em qualquer momento histórico. Na realidade, até o relatório da ONU admitia que a internet é valiosa como meio para alcançar um fim e não um fim em si mesma.
A partir da leitura realizada, identifique o posicionamento presente no trecho:
a) Proporcionar acesso à internet é o único modo de garantir a compreensão sobre o que são as tecnologias digitais.
b) Explorar as tecnologias digitais e as facilidades de ler, escrever textos e receber comentários na internet é imprescindível.
c) Pensar a internet como um importante direito humano, segundo admitiu a ONU.
d) Entender o acesso à internet como um valioso meio para a manutenção e conservação dos direitos humanos.
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Para responder às questões de 6 e 10, leia a poema a seguir.
Quadrilha
João amava Teresa que amava Raimundo
Que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili Que não amava ninguém.
João foi para os estados unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes Que não tinha entrado na história.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Quadrilha. In: ABREU, Ana Rosa [et. al.] Alfabetização: livro do aluno. Brasília: FUNDESCOLA/SEFMEC, 2000. 3 v.: 64 p. n. 1. Disponível em: <http://bit.ly/2svTEzT>.
Acesso em: 30 set. 2017.
6. Do que fala o poema?
a) Frustrações sociais.
b) Riqueza.
c) Desencontro amoroso.
d) Violência urbana.
7. Explique, com suas próprias palavras, a concepção de amor presente no texto de Carlos Drummond de Andrade:
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8. A estrutura do poema é construída a partir de dois movimentos. Identifique-os, indicando, para cada movimento, o verso inicial e o verso final:
a) O primeiro movimento vai do verso 1 ao verso 3; e o segundo movimento do verso 4 ao verso 7.
b) O primeiro movimento vai do verso 1 ao verso 4; e o segundo movimento do verso 5 ao verso 7.
c) O primeiro movimento vai do verso 1 ao verso 5; e o segundo movimento do verso 6 ao verso 7.
d) O primeiro movimento vai do verso 1 ao verso 3; e o segundo movimento do verso 3 ao verso 7.
9. O poeta utiliza a ironia como figura de linguagem no poema. Identifique de que modo a ironia aparece e qual o efeito de sentido que o uso desse recurso produz no poema.
10. Releia os versos abaixo:
João amava Teresa que amava Raimundo
Que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
Identifique a figura de linguagem utilizada pelo poeta e indique o efeito de sentido produzido por seu uso.
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 GABARITO E ORIENTAÇÕES	 QUESTÃO 1
Habilidade trabalhada: (EF69LP03) Identificar, em notícias, o fato central, suas principais
circunstâncias e eventuais decorrências; em reportagens e fotorreportagens o fato ou a temática retratada e a perspectiva de abordagem, em entrevistas os principais temas/subtemas abordados, explicações dadas ou teses defendidas em relação a esses subtemas; em tirinhas, memes, charge, a crítica, ironia ou humor presente.
Resposta: O assunto central do texto é refletir se a internet deve ser considerada um direito humano.
Orientações: A questão avalia a habilidade dos alunos em identificar o fato central do texto. Ao avaliar suas respostas, é preciso verificar se eles perceberam que o autor apresenta argumentos sobre a questão. Caso eles não consigam identificar o fato central, comente que o fato foi destacado no título. Essa habilidade pode ser mais bem desenvolvida ao serem propostas a leitura e a análise de notícias e reportagens diversas, nas quais os alunos devem identificar o fato central, sintetizando-o em poucas palavras.
QUESTÃO 2
Habilidade trabalhada: (EF89LP23) Analisar,em textos argumentativos, reivindicatórios e propositivos, os movimentos argumentativos utilizados (sustentação, refutação e negociação), avaliando a força dos argumentos utilizados.
(EF89LP15) Utilizar, nos debates, operadores argumentativos que marcam a defesa de ideia e de diálogo com a tese do outro: concordo, discordo, concordo parcialmente, do meu ponto de vista, na perspectiva aqui assumida etc.
Resposta: Resposta pessoal. Espera-se que os alunos utilizem operadores argumentativos que marcam a defesa ou a refutação da ideia e apresentem pelo menos um argumento para justificar sua resposta.
Orientações: A questão avalia a habilidade dos alunos em se posicionar diante de uma ideia e utilizar operadores argumentativos para marcar a sua defesa ou refutação. Verifique se eles são capazes de indicar se concordam, discordam ou concordam parcialmente com a ideia. Eles também devem apresentar pelo menos um argumento, justificando a resposta, utilizando a sustentação ou a refutação, principalmente. Se possível, realizar esse tipo de comparação com outros textos jornalísticos argumentativos, a fim de que os alunos se tornem perspicazes para perceber os movimentos argumentativos utilizados em textos jornalísticos.
QUESTÃO 3
Habilidade trabalhada: (EF89LP23) Analisar, em textos argumentativos, reivindicatórios e propositivos, os movimentos argumentativos utilizados (sustentação, refutação e negociação), avaliando a força dos argumentos utilizados.
Resposta: O trecho que apresenta o argumento de refutação é: “Mas essa afirmação, apesar da boa intenção, não toca num ponto muito mais abrangente: a tecnologia é um meio que possibilita esses direitos, e não um direito em si.”. O efeito produzido pelo seu uso é contestar e refutar a ideia de que a tecnologia não deve ser pensada como um direito humano, conforme indicado no parágrafo anterior, no trecho: “tribunais e parlamentos em países como França e Estônia declararam o acesso à internet um direito humano.”.
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LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
Orientações: A questão avalia a habilidade dos alunos em identificar algumas estratégias argumentativas como a refutação. Verifique se eles são capazes de indicar qual o argumento apresentado anteriormente ao trecho para mostrar de que modo a refutação de dá. Também é importante que eles identifiquem os recursos e elementos utilizados que propiciam ao trecho a refutação.
QUESTÃO 4
(EF89LP37) Analisar os efeitos de sentido do uso de figuras de linguagem como ironia, eufemismo, antítese, aliteração, assonância, dentre outras.
Resposta: Espera-se que os alunos compreendam que o cavalo está sendo usado no sentido conotativo no trecho em destaque, pois ele faz referência a objetos que adquirimos e que depois se tornam obsoletos. O autor ironiza, relacionando a tecnologia atual à tecnologia que o cavalo já foi.
Orientações: A questão avalia a habilidade dos alunos em perceber efeitos de sentido decorrentes do uso de figuras de linguagem. Eles poderão apresentar alguma dificuldade em identificar a ironia no assunto, pois a notícia apresenta diversos dados. Comente que o fato foi destacado no título porque, um dia antes do encerramento da campanha, menos da metade dos estados brasileiros tinham atingido a média de vacinação. Essa habilidade pode ser mais bem desenvolvida ao serem propostas a leitura e a análise de notícias e reportagens diversas, nas quais os alunos devem identificar o fato central, sintetizando-o em poucas palavras.
QUESTÃO 5
Habilidade: (EF89LP04) Identificar e avaliar teses/opiniões/posicionamentos explícitos e implícitos, argumentos e contra-argumentos em textos argumentativos do campo (carta de leitor, comentário, artigo de opinião, resenha crítica etc.), posicionando-se frente à questão controversa de forma sustentada.
Resposta: Alternativa d.
Orientações: A questão avalia a habilidade dos alunos em identificar o posicionamento autoral em um texto argumentativo lido. Verifique se eles são capazes de identifica-lo por meio da leitura e da compreensão de texto. Espera-se que identifiquem com facilidade e relacionem o trecho à alternativa. Caso tenham dificuldade, retome o trecho lido, ressaltando os recursos utilizados para explicitar esse posicionamento.
QUESTÃO 6
Habilidade trabalhada: (EF69LP53) Ler em voz alta textos literários diversos – como contos de amor, de humor, de suspense, de terror; crônicas líricas, humorísticas, críticas; bem como leituras orais capituladas (compartilhadas ou não com o professor) de livros de maior extensão, como romances, narrativas de enigma, narrativas de aventura, literatura infantojuvenil, – contar/recontar histórias tanto da tradição oral (causos, contos de esperteza, contos de animais, contos de amor, contos de encantamento, piadas, dentre outros) quanto da tradição literária escrita, expressando a compreensão e interpretação do texto por meio de uma leitura ou fala expressiva e fluente, que respeite o ritmo, as pausas, as hesitações, a entonação indicados tanto pela pontuação quanto por outros recursos gráfico-editoriais, como negritos, itálicos, caixa-alta, ilustrações etc., gravando essa leitura ou esse conto/reconto, seja para análise posterior, seja para produção de audiobooks de textos literários diversos ou de podcasts de leituras dramáticas com ou sem efeitos especiais e ler e/ou declamar poemas diversos, tanto de forma livre quanto de forma
Propostas de Avaliação da Aprendizagem | Ensino Fundamental - Anos Finais
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
fixa (como quadras, sonetos, liras, haicais etc.), empregando os recursos linguísticos, paralinguísticos e cinésicos necessários aos efeitos de sentido pretendidos, como o ritmo e a entonação, o emprego de pausas e prolongamentos, o tom e o timbre vocais, bem como eventuais recursos de gestualidade e pantomima que convenham ao gênero poético e à situação de compartilhamento em questão.
Resposta: Alternativa c.
Orientações: A questão avalia a habilidade dos alunos em ler o poema e interpretá-lo de modo a compreender a ideia contida nos versos do poeta. Espera-se que eles indiquem que o poema fala de amor não correspondido, dos descompassos entre desejos, paixões e outras relações amorosas, além de apresentar os destinos frustrados dos personagens. Caso tenham dificuldade, ajude-os a perceber a temática da felicidade e do amor, da relação entre o que se espera dos relacionamentos e da convenção social em relação ao casamento.
QUESTÃO 7
Habilidade trabalhada: (EF69LP44) Inferir a presença de valores sociais, culturais e humanos e de diferentes visões de mundo, em textos literários, reconhecendo nesses textos formas de estabelecer múltiplos olhares sobre as identidades, sociedades e culturas e considerando a autoria e o contexto social e histórico de sua produção.
Resposta: Espera-se que os alunos indiquem que o tema tratado no poema apresenta as frustrações e infelicidades do amor, por meio de um tom crítico e irônico, sobretudo pelo fato de a única personagem que “não amava ninguém” ser a única com um destino matrimonial. Espera- se, ainda, que eles apontem o fato de que, embora Lili tenha ficado com J. Pinto Fernandes, a forma como o poeta coloca sugere que se trata de uma mera convenção social.
Orientações: A questão avalia a habilidade dos alunos em inferir valores sociais, culturais e humanos a partir da leitura do poema. No caso, verifique se eles são capazes de discutir temas, como convenções sociais. Eles devem ser capazes de refletir sobre a relação entre amor e casamento do ponto de vista crítico, a partir da leitura do poema. Observe se eles consideram os valores sociais, culturais e humanos que estão associados à convenção, comparando-os com os casamentos de antigamente, com as relações de amor representadas nos textos literários etc.
QUESTÃO 8
Habilidade trabalhada: (EF69LP48) Interpretar, em poemas, efeitos produzidos pelo uso de recursos expressivos sonoros (estrofação, rimas, aliterações etc.), semânticos (figuras de linguagem,por exemplo), gráfico-espacial (distribuição da mancha gráfica no papel), imagens e sua relação com o texto verbal.
Resposta: Alternativa a.
Orientações: A questão avalia a habilidade dos alunos em interpretar e identificar os efeitos de sentido produzidos pelo uso de recursos semânticos e gráfico-espaciais, que apresentam dois movimentos que constituem o poema. Leia-o em voz alta, de modo que os alunos identifiquem que os três primeiros versos são um movimento, indicando quem ama quem e os quatro últimos versos são outros, pois indicam os seus respectivos destinos.
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LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
QUESTÃO 9
Habilidade trabalhada: (EF89LP37) Analisar os efeitos de sentido do uso de figuras de linguagem como ironia, eufemismo, antítese, aliteração, assonância, dentre outras.
Resposta: A ironia está na relação entre os versos “que não amava ninguém”, quando o poeta se refere à Lili e “Lili casou com J. Pinto Fernandes”.
Orientações: Esta questão avalia a habilidade em identificar a crítica presente no poema por meio da ironia. Espera-se que, após ler o poema, eles sejam capazes de relacionar os acontecimentos, identificando a crítica feita às personagens, nas quais a única que não amava ninguém, diferentemente dos outros que tiveram um destino solitário ou trágico, casou-se.
QUESTÃO 10
Habilidade trabalhada: (EF89LP37) Analisar os efeitos de sentido do uso de figuras de linguagem como ironia, eufemismo, antítese, aliteração, assonância, dentre outras.
Resposta: Repetição. Espera-se que os alunos indiquem que se trata de um recurso estilístico de repetição. O emprego do relativo “que” é importante na integração da forma, do ritmo e do conteúdo do poema.
Orientações: Esta questão avalia a habilidade dos alunos em analisar os efeitos de sentido no uso de figuras de linguagem. Espera-se que eles identifiquem a repetição enquanto recurso estilístico. Verifique se eles são capazes de distinguir a repetição do polissíndeto, pois a repetição do “que” reitera qualquer palavra e não apenas a conjunção coordenativa.
 FICHA DE ACOMPANHAMENTO BIMESTRAL	
A Ficha de Acompanhamento Bimestral1 é um instrumento que tem como objetivos subsidiar o trabalho docente e verificar a apropriação dos conhecimentos dos alunos em relação aos aspectos das habilidades trabalhadas no bimestre. Ela pode ser utilizada em reuniões do conselho de classe e no atendimento aos familiares e responsáveis pelos alunos, além de auxiliar nas aferições da aprendizagem nos registros de observações diárias e nas avaliações. Utilize as referências a seguir para anotar o desempenho individual de cada aluno e, se necessário, anote na coluna “Observações” o que pode contribuir para o aprimoramento e à apreensão dos conhecimentos.
Legenda de desempenho: ND = Não desenvolvido
D	= Desenvolvido
PD = Pouco desenvolvido
NO = Não observado
1 Os indicadores de aprendizagem foram elaborados a partir das habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para Língua Portuguesa.
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	NOME DO ALUNO:
	PRÁTICAS DE LINGUAGEM
	INDICADORES DE APRENDIZAGEM
	DESEMPENHO
	OBSERVAÇÕES
	
LEITURA
	Lê, de forma autônoma, e compreende – selecionando procedimentos e estratégias de leitura adequados a diferentes objetivos, levando em conta características dos gêneros e suportes.
	
	
	
	Analisa, em textos narrativos ficcionais, as diferentes formas
de composição próprias de cada gênero.
	
	
	
	Analisa os efeitos de sentido decorrentes do uso de mecanismos de intertextualidade (referências, alusões, retomadas).
	
	
	
	Lê textos literários de forma autônoma e compreende-os selecionando procedimentos, estratégias de leitura adequados aos diferentes objetivos e leva em conta características dos gêneros e suportes.
	
	
	
	Participa	de	práticas	de	compartilhamento	de leitura/recepção de obra literária/manifestações artísticas.
	
	
	
	Compara conteúdos, dados e informações de diferentes fontes, levando em conta seus contextos de produção e referências
	
	
	
	Seleciona informações e dados relevantes de fontes diversas, avaliando a qualidade e a utilidade dessas fontes.
	
	
	
	Infere a presença de valores sociais, culturais e humanos e de diferentes visões de mundo em texto literário.
	
	
	
PRODUÇÃO DE TEXTOS
	Produz textos de diferentes gêneros, considerando sua adequação ao contexto produção e circulação.
	
	
	
	Produz	resenhas	com	manejo	adequado	das	vozes envolvidas.
	
	
	
	Escreve textos corretamente, de acordo com a norma- padrão, com estruturas sintáticas complexas no nível da oração e do período.
	
	
	
ORALIDADE
	Tece considerações e formula problematizações pertinentes,
em	momentos	oportunos,	em	situações	de	aulas, apresentação oral, seminário etc.
	
	
	
	Toma nota em diferentes práticas orais.
	
	
	
	Engaja-se e contribui com a busca de conclusões comuns relativas a diferentes questões sociais.
	
	
	
	Lê em voz alta textos literários diversos – como contos de
amor, de humor, de suspense, de terror; crônicas líricas, humorísticas, críticas, etc.
	
	
	
	Posiciona-se de forma consistente e sustentada em diferentes situações orais.
	
	
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
Propostas de Avaliação da Aprendizagem | Ensino Fundamental - Anos Finais
	
ANÁLISE LINGUÍSTICA/ SEMIÓTICA
	Utiliza, nos debates, operadores argumentativos que marcam a defesa de ideia e de diálogo com a tese do outro: concordo, discordo, concordo parcialmente, do meu ponto de vista, na perspectiva aqui assumida etc.
	
	
	
	Compara o uso de regência verbal e regência nominal na
norma-padrão com seu uso no português brasileiro coloquial
oral.
	
	
	
	Analisa, em gêneros orais que envolvam argumentação, os efeitos de sentido de elementos típicos da modalidade falada, como a pausa, a entonação, o ritmo, a gestualidade e expressão facial, as hesitações etc.
	
	
	
	Analisa, em textos argumentativos e propositivos, os movimentos argumentativos de sustentação, refutação e negociação e os tipos de argumentos, avaliando a força/tipo
dos argumentos utilizados.
	
	
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
Plano de Desenvolvimento Bimestral
Apresentação
Prezado professor,
Este Plano de Desenvolvimento explicita os objetos de conhecimento e habilidades a serem trabalhados durante o 9º ano do Ensino Fundamental, apresentando subsídios e sugerindo práticas de sala de aula que contribuam com
o trabalho a ser realizado.
Uma aprendizagem eficaz da Língua Portuguesa que contemple as práticas de linguagem, relaciona as informações explicitadas a diferentes práticas didático-pedagógicas. Além das propostas, o material apresenta sugestões de atividades, indica fontes de pesquisa, orienta a gestão do tempo em sala de aula e propõe o acompanhamento das aprendizagens.
O Plano de Desenvolvimento está ordenado nas seguintes partes:
I. Objetos de conhecimentos e habilidades
A primeira parte apresenta os objetos de conhecimento e as habilidades trabalhados no bimestre que deverão ser tomados como metas para o ensino e a aprendizagem, possibilitando aos alunos a apropriação dos conhecimentos de Leitura, Produção de texto, Oralidade e Análise linguística/semiótica. As informações que compõem o quadro estão em consonância com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), visando à organização, à facilidade de uso e ao cumprimento das metas de aprendizagem.
Os objetos de conhecimentos e as habilidades são um conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais. Por isso, o trabalho deve ser contínuo. Vale destacar que as habilidades apresentam um arranjo possível e os agrupamentos propostos não devem ser tomados como um modelo obrigatório, mas uma proposta para facilitar a compreensão dos conjuntos e inter-relacionamento possíveis, enfatizando articulações entre campos, objetos de conhecimento e habilidades.
Por fim, ao final do quadro, são apresentadas algumas habilidades essenciais para dar continuidade aos estudos.
II. Propostas de atividades
Na segunda parte, são indicadaspropostas de atividades, organizadas por práticas de linguagem (Leitura, Produção de texto, Oralidade e Análise Linguística/Semiótica), recorrentes em sala de aula e que podem favorecer o trabalho com as habilidades. Também são apresentados as sequências didáticas e o projeto integrador bimestrais, com o objetivo auxiliar a organização e o planejamento para a realização dessas práticas didático-pedagógicas.
III. Gestão da sala de aula
Na terceira parte, o foco é a gestão do tempo em sala de aula e dos recursos que possibilitam um melhor gerenciamento do trabalho docente. As orientações são concernentes ao ambiente, às formas de apresentação, à organização das situações e do tempo.
IV. Acompanhamento das aprendizagens
A quarta parte aborda avaliações e instrumentos de aferição que podem contribuir para avaliar o desempenho dos alunos.
V. Fontes de pesquisa
A quinta e última parte inclui indicações e outras fontes de pesquisa, como sites, vídeos, filmes, revistas e artigos para serem usados em sala de aula.
As propostas e os subsídios apresentados neste Plano de Desenvolvimento são orientações de caráter aberto e podem, portanto, ser adaptados de acordo com a realidade escolar e das práticas da sala de aula, com o propósito de promover uma aprendizagem significativa dos alunos.
Bom trabalho!
Plano de Desenvolvimento Bimestral | Ensino Fundamental - Anos Finais
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
3º BIMESTRE
 HABILIDADES E CONTEÚDOS	
Este Plano de Desenvolvimento orienta a trabalhar com os seguintes objetos de conhecimento e habilidades para o 3º bimestre do 9º ano:
	PRÁTICAS DE LINGUAGEM
	
OBJETOS DE CONHECIMENTO
	
HABILIDADES*
	
CONTEÚDOS
	
Leitura
	Apreciação e réplica | Relação entre gêneros e mídias
	
(EF69LP02)
	
· Leitura de imagem: charge
· Leitura de artigo de opinião
· Características do gênero artigo de opinião
· Leitura de estatuto
· Leitura de entrevista
· Leitura de infográfico
· Leitura de reportagem
· Leitura de carta aberta
· Características do gênero carta aberta
· Leitura de tirinha
· Leitura de texto informativo
· Leitura de crônica lírica
· Características do gênero crônica
· Leitura de ensaio literário (fragmento)
· Características do gênero ensaio
· Leitura de cartaz de campanha
· Leitura de notícia
	
	Estratégia de leitura: apreender os sentidos globais do texto
	
(EF69LP03)
	
	
	Efeitos de sentido
	(EF69LP04) (EF89LP06)
	
	
	Apreciação e réplica
	(EF69LP21) (EF69LP31)
	
	
	Relação entre textos
	(EF69LP30) (EF89LP32)
	
	
	Estratégias e procedimentos de leitura | Relação do verbal com outras semioses | Procedimentos
e gêneros de apoio à compreensão
	(EF69LP32) (EF69LP33)
(EF69LP34)
	
	
	Reconstrução das condições de produção, circulação e recepção | Apreciação e réplica
	(EF69LP44) (EF69LP45)
(EF69LP46)
	
	
	Reconstrução da textualidade e compreensão dos efeitos de sentidos provocados pelos usos de
recursos linguísticos e multissemióticos
	(EF69LP47)
	
	
	Adesão às práticas de leitura
	(EF69LP49)
	
	
	Estratégia de leitura: apreender os sentidos globais do texto | Apreciação e réplica
	(EF89LP04)
	
	
	Efeitos de sentido | Exploração da multissemiose
	(EF89LP07)
	
	
	Contexto de produção, circulação e recepção de textos e práticas relacionadas à defesa de direitos e à participação social
	(EF89LP18)
	
	
	Relação entre contexto de produção e características composicionais e estilísticas dos gêneros |Apreciação e réplica
	(EF89LP19)
	
	
	Estratégias e procedimentos de leitura em textos reivindicatórios ou propositivos
	(EF89LP20)
	
	
	Curadoria de informação
	(EF89LP24)
	
	
	Estratégias de leitura | Apreciação e réplica
	(EF89LP33)
	
Plano de Desenvolvimento Bimestral | Ensino Fundamental - Anos Finais
	
Produção de textos
	Textualização de textos argumentativos e apreciativos
	(EF09LP03)
	
· Produção de artigo de opinião
· Produção de crônica
	
	Textualização
	(EF69LP07)
	
	
	Revisão/edição de texto informativo e opinativo
	(EF69LP08)
	
	
	Planejamento de textos de peças publicitárias de campanhas sociais
	(EF69LP09)
	
	
	Estratégias de escrita: textualização, revisão e edição
	(EF69LP36) (EF89LP25)
	
	
	Consideração das condições de produção| Estratégias de produção: planejamento,
textualização e revisão/edição
	(EF69LP51)
	
	
	Estratégia de produção: planejamento de textos argumentativos e apreciativos
	(EF89LP10)
	
	
	Estratégias de produção: planejamento, textualização, revisão e edição de textos
publicitários
	(EF89LP11)
	
	
	Construção da textualidade
	(EF89LP35)
	
	
Oralidade
	Produção de textos jornalísticos orais
	(EF69LP11)
	
· Apresentação oral
· Júri simulado
	
	Planejamento e produção de textos jornalísticos orais
	(EF69LP12)
	
	
	Participação em discussões orais de temas controversos de interesse da turma e/ou de
relevância social
	(EF69LP13) (EF69LP14)
(EF69LP15)
	
	
	Discussão oral
	(EF69LP25)
	
	
	Registro
	(EF69LP26)
	
	
	Estratégias de produção: planejamento e produção de apresentações orais
	(EF69LP38)
	
	
	Escuta | Apreender o sentido geral dos textos | Apreciação e réplica | Produção/Proposta
	(EF89LP22)
	
	
	Conversação espontânea
	(EF89LP27)
	
	
	Procedimentos de apoio à compreensão | Tomada de nota
	(EF89LP28)
	
	
Análise Linguística/ Semiótica
	Fono-ortografia
	(EF09LP04)
	· Período composto por coordenação (revisão)
· Período composto por subordinação (revisão)
· Oração subordinada adverbial
· Pontuação da oração subordinada adverbial
· Oração subordinada adjetiva
· Pontuação: vírgula em orações adjetivas
	
	Morfossintaxe
	(EF09LP08)
	
	
	Elementos notacionais da escrita/morfossintaxe
	(EF09LP09)
	
	
	Construção composicional
	(EF69LP16)
	
	
	Estilo
	(EF69LP17) (EF89LP15)
	
	
	Efeito de sentido
	(EF69LP19)
	
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
Plano de Desenvolvimento Bimestral | Ensino Fundamental - Anos Finais
	
	Análise de textos legais/normativos, propositivos e reivindicatórios
	(EF69LP27)
	
	
	Modalização
	(EF69LP28)
	
	
	Construção composicional e estilo | Gêneros de divulgação científica
	(EF69LP42)
	
	
	Marcas linguísticas | Intertextualidade
	(EF69LP43)
	
	
	Variação linguística
	(EF69LP56)
	
	
	Argumentação: movimentos argumentativos, tipos de argumento e força argumentativa
	(EF89LP14)
	
	
	Movimentos argumentativos e força dos argumentos
	(EF89LP23)
	
	
	Textualização | Progressão temática
	(EF89LP29)
	
· As descrições das habilidades podem ser conferidas ao final do plano.
HABILIDADES ESSENCIAIS
O trabalho com as habilidades a seguir é essencial para dar continuidade aos estudos dos alunos:
(EF69LP32) Selecionar informações e dados relevantes de fontes diversas (impressas, digitais, orais etc.), avaliando a qualidade e a utilidade dessas fontes, e organizar, esquematicamente, com ajuda do professor, as informações necessárias (sem excedê-las) com ou sem apoio de ferramentas digitais, em quadros, tabelas ou gráficos.
(EF69LP44) Inferir a presença de valores sociais, culturais e humanos e de diferentes visões de mundo, em textos literários, reconhecendo nesses textos formas de estabelecer múltiplos olhares sobre as identidades, sociedades e culturas e considerando a autoria e o contexto social e histórico de sua produção.
(EF89LP06) Analisar o uso de recursos persuasivos em textos argumentativos diversos (como a elaboração do título, escolhas lexicais, construções metafóricas, a explicitação ou a ocultação de fontes de informação) e seus efeitos de sentido.
(EF89LP33) Ler, de forma autônoma, e compreender – selecionando procedimentos e estratégias de leitura adequados a diferentes objetivos e levando em conta características dos gêneros e suportes – romances, contos contemporâneos, minicontos, fábulas contemporâneas, romances juvenis, biografias romanceadas, novelas, crônicas visuais, narrativas de ficção científica, narrativas de suspense, poemas de forma livre e fixa (como haicai), poema concreto, ciberpoema, dentre outros, expressando avaliação sobre o texto lido e estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores.
(EF69LP07) Produzir textosem diferentes gêneros, considerando sua adequação ao contexto produção e circulação – os enunciadores envolvidos, os objetivos, o gênero, o suporte, a circulação –, ao modo (escrito ou oral; imagem estática ou em movimento etc.), à variedade linguística e/ou semiótica apropriada a esse contexto, à construção da textualidade relacionada às propriedades textuais e do gênero), utilizando estratégias de planejamento, elaboração, revisão, edição, reescrita/redesign e avaliação de textos, para, com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, corrigir e aprimorar as produções realizadas, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de concordância, ortografia, pontuação em textos e editando imagens, arquivos sonoros, fazendo cortes, acréscimos, ajustes, acrescentando/alterando efeitos, ordenamentos etc.
(EF89LP10) Planejar artigos de opinião, tendo em vista as condições de produção do texto – objetivo, leitores/espectadores, veículos e mídia de circulação etc. –, a partir da escolha do tema ou questão a ser discutido(a), da relevância para a turma, escola ou comunidade, do levantamento de dados e informações sobre a questão, de argumentos relacionados a diferentes posicionamentos em jogo, da definição – o que
pode envolver consultas a fontes diversas, entrevistas com especialistas, análise de textos, organização esquemática das informações e argumentos – dos (tipos de) argumentos e estratégias que pretende utilizar para convencer os leitores.
(EF69LP12) Desenvolver estratégias de planejamento, elaboração, revisão, edição, reescrita/redesign (esses três últimos quando não for situação ao vivo) e avaliação de textos orais, áudio e/ou vídeo, considerando sua adequação aos contextos em que foram produzidos, à forma composicional e estilo de gêneros, a clareza, progressão temática e variedade linguística empregada, os elementos relacionados à fala, tais como modulação de voz, entonação, ritmo, altura e intensidade, respiração etc., os elementos cinésicos, tais como postura corporal, movimentos e gestualidade significativa, expressão facial, contato de olho com plateia etc.
(EF89LP27) Tecer considerações e formular problematizações pertinentes, em momentos oportunos, em situações de aulas, apresentação oral, seminário etc.
(EF09LP04) Escrever textos corretamente, de acordo com a norma-padrão, com estruturas sintáticas
complexas no nível da oração e do período.
(EF09LP08) Identificar, em textos lidos e em produções próprias, a relação que conjunções (e locuções conjuntivas) coordenativas e subordinativas estabelecem entre as orações que conectam.
(EF09LP09) Identificar efeitos de sentido do uso de orações adjetivas restritivas e explicativas em um período composto.
(EF09LP11) Inferir efeitos de sentido decorrentes do uso de recursos de coesão sequencial (conjunções e articuladores textuais).
PROPOSTAS DE ATIVIDADES
Para que as habilidades descritas sejam trabalhadas, é importante que algumas práticas pedagógicas sejam recorrentes em sala de aula, fazendo parte do planejamento diário, semanal ou quinzenal do professor.
Atividades relacionadas à prática de linguagem LEITURA
Leitura em voz alta
Promover a leitura em voz alta colaborativa com os alunos, preparando-os para essas atividades, com a escolha adequada do texto e a realização do objetivo proposto.
· A escolha prévia e adequada do suporte para a leitura do texto (projeção; computador, internet, laboratório de informática, papel e tipo papel) – tudo isso contribui para o sucesso da leitura.
· A leitura do texto deve ser planejada e incentivar a participação dos alunos.
· Atividades após a leitura devem ser programadas pelos professores para que sejam significativas, cumprindo diferentes propósitos, como apreciar e incentivar a busca de informações, para aprender coisas novas etc., considerando estratégias diferenciadas para a prática.
Leitura colaborativa
Como o objetivo não é apenas formar leitores, mas leitores fluentes, uma maneira de contribuir é planejar atividades de leitura colaborativa. Por meio desta, pode ser proposta a leitura de textos mais densos ou extensos, como poemas ou romances. A leitura colaborativa, como o próprio nome diz, aposta na colaboração, na interação com o outro para que, com a mediação do professor, os alunos avancem em seus conhecimentos.
Para planejar esse tipo de atividade, em primeiro lugar o professor precisa ter bons conhecimentos prévios sobre o texto ou, se possível, lê-lo anteriormente. Deve também pesquisar com antecedência informações sobre o autor e sobre sua obra, além do contexto sócio-histórico em que o texto foi produzido.
Para realizar a leitura colaborativa, o ideal é que cada um tenha o seu exemplar do texto – livro, conto, poema etc. Nos dias marcados para a realização da leitura, todos devem acompanhá-la e podem (devem)
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
Plano de Desenvolvimento Bimestral | Ensino Fundamental - Anos Finais
contribuir com a leitura em voz alta e na elaboração de comentários, desde que sejam feitos de forma organizada. Todos podem colaborar para que, ao longo da leitura, o grupo faça reflexões conjuntas e vá formulando conclusões sobre o texto, em um processo contínuo de interpretação e compreensão.
Leitura de texto jornalístico
Trabalhar textos jornalísticos a partir da identificação de adjetivos e seus efeitos de sentido para produzir parcialidade, neutralidade ou imparcialidade no texto. Tente construir com os alunos uma leitura em que se note, pela presença dessa classe morfológica, a intencionalidade comunicativa visando a atingir o público- leitor.
Grifar as partes principais do texto e produzir marginálias
Sempre que possível, é interessante imprimir os textos – principalmente os disponíveis na internet – para que os alunos grifem as partes principais e produzam marginálias (notas, escritos e comentários pessoais ou editorais feitos na margem de um livro), conforme prevê a habilidade (EF69LP34). Essa estratégia de leitura tem o objetivo de auxiliá-los a organizar o pensamento, a criar estratégias próprias para estabelecer relações entre as informações fornecidas e a compreender o texto.
Leitura de narrativas gráfico-visuais
Gênero marcado pela relação entre as linguagens verbal e não verbal, as histórias em quadrinhos costumam ser boas estratégias para desenvolver a leitura verbo-visual dos alunos. É possível trabalhar as características do gênero, as personagens, onde e como são expostas, os diferentes tipos de balões para representar as falas. Podem-se explorar os elementos tanto da linguagem escrita como da visual, por meio dos desenhos e das expressões faciais, além dos próprios elementos estilísticos, como as onomatopeias e os recursos gráficos, símbolos e sinais que criam sensações e movimentos nos desenhos.
Atividades relacionadas à prática de linguagem PRODUÇÃO DE TEXTOS
Desenvolvimento em etapas para a escrita
O trabalho com produções textuais será conduzido em quatro etapas:
· Planejamento: propostas de planejamentos, indagando sobre a escrita, sobre a retomada de leituras e verificando a estrutura do texto, o público-alvo etc.
· Reflexão e discussão: promover reflexões para desenvolver um olhar crítico sobre os textos.
· Releitura: mapear as incoerências, ideias soltas, desvios da norma padrão, ajustes de pontuação, ortografia.
· Reescrita: correções coletivas, com sugestões de melhorias do texto.
· Edição: editar e trabalhar o texto, ilustrando-o, por exemplo.
· Avaliação: verificar como foi o processo de escrita.
Todas as etapas anteriormente descritas são importantes, mas a etapa de planejamento é fundamental, pois dela depende o bom andamento da produção e o atingimento do produto final (o texto) de forma satisfatória.
Escrita colaborativa
Os alunos podem criar histórias coletivas, inéditas ou baseadas em histórias já existentes (neste último caso, poderão ser chamadas de fanfics, ao usar personagens de histórias conhecidas). Para viabilizar esse trabalho, é necessário organizar os alunos para que produzam o texto coletivo em uma ferramenta de ediçãode texto on-line, na qual seja possível vários usuários interagirem ao mesmo tempo.
Anúncio para internet
A propaganda virtual ou propaganda da Web como atividade permite aos estudantes desenvolver a escrita além de possibilitar a retomada das características do anúncio, linguagem de persuasão, imagens, humor, criatividade, verbos no modo imperativo, entre outros.
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
Escrita de texto jornalístico e seus efeitos de sentido para a parcialidade e imparcialidade
Trabalhar textos jornalísticos a partir da identificação de adjetivos e seus efeitos de sentido para produzir parcialidade, neutralidade ou imparcialidade no texto. Tente construir com os alunos uma produção em que se note, pela presença dessa classe morfológica, a intencionalidade comunicativa visando a atingir o público-leitor.
Atividades relacionadas à prática de linguagem ORALIDADE
Rodas de conversa
Com a finalidade de trocar informações, discutir e planejar atividades, relatar experiências, as rodas de conversa devem ser uma atividade constante entre as atividades previstas no planejamento. Em uma roda de conversa, é possível sondar os conhecimentos prévios que os alunos têm sobre determinado tema e/ou gênero a ser estudado, de modo que se tenham condições de prever mais alguns subsídios teórico-práticos ou de suprimir alguns recursos previstos, ajustando seu planejamento às necessidades didáticas dos alunos.
Apresentação de trabalhos com suporte de recursos multimídias
Os alunos serão ensinados quanto aos procedimentos formais, ao trabalho com a linguagem, à postura em uma apresentação ao público. Considerando:
· Seleção e escolha do tema a ser trabalhado.
· Compreensão do assunto abordado.
· Pesquisas em diferentes fontes e meios para aprender mais e melhor sobre o objeto estudado.
· Planejamento a apresentação.
· Produção do roteiro para a apresentação.
· Realização da apresentação utilizando com destreza diversas ferramentas do meio digital.
Filmar os textos produzidos oralmente e, depois, assisti-los para avaliar o desempenho
Gravar as apresentações orais é uma maneira de possibilitar aos alunos revisitarem os textos produzidos. Vendo-se por meio da tela, eles têm condições de perceber ajustes que precisam ser feitos para as próximas apresentações. Por exemplo: tom e volume de voz, ritmo, timbre, hesitações, postura, expressões faciais e corporais etc.
Atividades relacionadas à prática de linguagem ANÁLISE LINGUÍSTICA/SEMIÓTICA
Consulta ao dicionário
Incentivar e orientar os alunos a utilizar o dicionário para localizar palavras cujo teor desconheçam, ampliando seu conhecimento ortográfico e vocabular da língua.
Estrutura da argumentação
Identificar, em textos lidos, estratégias de argumentatividade e modalização. O objetivo é desenvolver a percepção dessas estratégias, mesmo que não sejam evidentes ou mesmo que o autor do texto assuma uma postura de imparcialidade. Isso pode ser feito analisando e comparando textos diversos, principalmente notícias e reportagens que versem sobre o mesmo assunto. Com essas práticas, os alunos aos poucos vão desenvolvendo uma perspicácia para perceber determinadas estratégias, a fim de usá-las ou evitá-las (conforme o objetivo) em textos de produção própria.
Lambe-lambes de dicas sobre gramática e ortografia
Lambe-lambes são pequenos cartazes que são colados pela cidade, espalhando determinada mensagem. É uma arte de rua, assemelhada ao grafite, porém é feita em papel e geralmente traz uma mensagem escrita. A ideia para esta atividade seria aproveitar esse conceito e elaborar cartazes desse tipo com dicas de gramática e ortografia, espalhando-os pela escola. Para produzi-los, os alunos precisarão pesquisar algumas dificuldades frequentes, tanto da turma como dos demais.
Detectados quais serão os assuntos dos lambe-lambes, os alunos podem elaborá-los, utilizando papel A4 ou A3 e tipologia e/ou caligrafia especial. Para isso, eles poderão também fazer pesquisas de técnicas de
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elaboração de lambe-lambes. Depois de prontos, os cartazes poderão ser espalhados pela sala de aula. Para os casos em que não há regularidade ortográfica, não há muito a fazer a não ser memorizar a grafia de determinadas palavras. Além de promover a leitura de textos diversos, a fim de oportunizar o contato com palavras ortograficamente corretas, é possível propor aos alunos que elaborem cartazes com algumas palavras e/ou regras que considerarem necessárias, para que sejam facilmente consultadas.
Consulta às publicações dos gêneros em estudo
É importante que os alunos tenham como hábito a verificação da variedade linguística adequada a cada gênero lido ou produzido. Nessa análise, eles podem averiguar os recursos linguísticos que se prestam a cada finalidade. Por exemplo: pontuação expressiva, uso de abreviações, regionalismos, pronomes de tratamento, figuras de linguagem, marcas de oralidade etc. Entretanto, a análise só é possível se os alunos tiverem acesso a textos autênticos dos gêneros em estudo no bimestre. Disponibilize livros, jornais, revistas e outros recursos impressos e digitais para que os alunos tenham acesso aos respectivos gêneros.
Além das propostas de atividades, o Plano de Desenvolvimento apresenta outras práticas didático- pedagógicas, que têm como objetivo incentivar diferentes práticas e metodologias em sala de aula. São elas:
PROJETO INTEGRADOR
Nome: Campanha contra a desigualdade
Habilidades de Língua Portuguesa a serem desenvolvidas no projeto:
Produção de textos: Planejamento de textos de peças publicitárias de campanhas sociais
(EF69LP09) Planejar uma campanha publicitária sobre questões/problemas, temas, causas significativas para a escola e/ou comunidade, a partir de um levantamento de material sobre o tema ou evento, da definição do público-alvo, do texto ou peça a ser produzido – cartaz, banner, folheto, panfleto, anúncio impresso e para internet, spot, propaganda de rádio, TV etc. –, da ferramenta de edição de texto, áudio ou vídeo que será utilizada, do recorte e enfoque a ser dado, das estratégias de persuasão que serão utilizadas etc.
Produção de textos: Estratégias de produção: planejamento, textualização, revisão e edição de textos publicitários
(EF89LP11) Produzir, revisar e editar peças e campanhas publicitárias, envolvendo o uso articulado e complementar de diferentes peças publicitárias: cartaz, banner, indoor, folheto, panfleto, anúncio de jornal/revista, para internet, spot, propaganda de rádio, TV, a partir da escolha da questão/problema/causa significativa para a escola e/ou a comunidade escolar, da definição do público-alvo, das peças que serão produzidas, das estratégias de persuasão e convencimento que serão utilizadas.
Leitura: Estratégias e procedimentos de leitura
(EF69LP32) Selecionar informações e dados relevantes de fontes diversas (impressas, digitais, orais etc.), avaliando a qualidade e a utilidade dessas fontes, e organizar, esquematicamente, com ajuda do professor, as informações necessárias (sem excedê-las) com ou sem apoio de ferramentas digitais, em quadros, tabelas ou gráficos.
O projeto integrador tem como objetivo:
Criar uma campanha contra a desigualdade, integrando os componentes de Língua Portuguesa, Geografia e História. Nesse contexto, os alunos terão um papel ativo em todas as etapas do processo, desde a idealização e o planejamento ao desenvolvimento do projeto e a criação do produto final. Eles devem considerar a realidade escolar, de modo a discutir sobre as diversidades identitárias presentes e com o objetivo de combater o preconceito e a violência nesse espaço.
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SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS
	3º BIMESTRE
	
SEQUÊNCIAS
	PRÁTICA DE LINGUAGEM
OBJETOS DE CONHECIMENTO
	
HABILIDADES
	
OBSERVAÇÕES
	
Sequência 7: Leitura e análise de textos argumentativos
	Leitura:
· Estratégia de leitura: apreender os sentidos globaisdo texto | Apreciação e réplica.
Análise linguística/semiótica:
· Argumentação: movimentos argumentativos, tipos de argumento e força argumentativa.
	(EF89LP04) Identificar e avaliar teses/opiniões/posicionamentos explícitos e implícitos, argumentos e contra-argumentos em textos argumentativos do campo (carta de leitor, comentário, artigo de opinião, resenha crítica etc.), posicionando-se frente à questão controversa de forma sustentada.
(EF89LP14) Analisar, em textos argumentativos e propositivos, os movimentos argumentativos de sustentação, refutação e negociação e os tipos de argumentos, avaliando a força/tipo dos argumentos utilizados.
	
A sequência didática tem como objetivo a prática de leitura e análise de textos argumentativos, de modo que os alunos identifiquem o posicionamento presente no texto e os argumentos.
	
Sequência 8: Relatório multimidiático de campo
	
Leitura:
· Estratégias e procedimentos de leitura | Relação do verbal com outras semioses | Procedimentos e gêneros de apoio à compreensão.
Oralidade:
· Estratégias de produção: planejamento e produção de apresentações orais.
	(EF69LP33) Articular o verbal com os esquemas, infográficos, imagens variadas etc. na (re)construção dos sentidos dos textos de divulgação científica e retextualizar do discursivo para o esquemático – infográfico, esquema, tabela, gráfico, ilustração etc. – e, ao contrário, transformar o conteúdo das tabelas, esquemas, infográficos, ilustrações etc. em texto discursivo, como forma de ampliar as possibilidades de compreensão desses textos e analisar as características das multissemioses e dos gêneros em questão.
(EF69LP38) Organizar os dados e informações pesquisados em painéis ou slides de apresentação, levando em conta o contexto de produção, o tempo disponível, as características do gênero apresentação oral, a multissemiose, as mídias e tecnologias que serão utilizadas, ensaiar a apresentação, considerando também elementos paralinguísticos e cinésicos e proceder à exposição oral de resultados de estudos e pesquisas, no tempo determinado, a partir do planejamento e da definição de diferentes formas de uso da fala – memorizada, com apoio da leitura ou
fala espontânea.
	
A sequência didática propõe pesquisas de textos multimodais de divulgação científica para compor relatórios multimidiáticos de divulgação científica, como painéis e, por fim, propiciar a exposição oral de resultados de pesquisa sobre tema de importância social como, violência contra a mulher.
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Sequência 9: Leitura e análise de petições
on-line
Leitura:
· Relação entre contexto de produção e características composicionais e estilísticas dos gêneros Apreciação e réplica.
(EF89LP19) Analisar, a partir do contexto de produção, a forma de organização das cartas abertas, abaixo-assinados e petições on-line (identificação dos signatários, explicitação da reivindicação feita, acompanhada ou não de uma breve apresentação da problemática e/ou de justificativas que visam sustentar a reivindicação) e a proposição, discussão e aprovação de propostas políticas ou de soluções para problemas de interesse público, apresentadas ou lidas nos canais digitais de participação, identificando suas marcas linguísticas, como forma de possibilitar a escrita ou subscrição consciente de abaixo-assinados e textos dessa natureza e poder se posicionar de forma crítica e fundamentada frente às
propostas.
A sequência didática tem como objetivo propiciar aos alunos o contato com plataformas de petições on-line, de modo que possam ler e analisar esses textos, verificando sua forma de organização, quais as reivindicações, os principais meios e canais e quais as contribuições para as resoluções políticas.
PRÁTICA DIDÁTICO-PEDAGÓGICA
Ao longo do 9º ano, as propostas de ensino-aprendizagem para os alunos têm o professor como mediador e oferecem possibilidade de trabalho individual, em duplas, em grupos e de modo coletivo.
Sugerimos, a seguir, algumas atividades habituais, permanentes e situações didático-pedagógicas que devem ser recorrentes ao longo desse 3º bimestre:
· Diagnóstico do conhecimento prévio.
· Leitura e escrita de textos em diferentes gêneros.
· Elaboração de diversos gêneros de texto.
· Argumentação de situações de diferentes pontos de vista.
· Intertextualidade.
· Estudos dos elementos linguísticos relacionados à norma padrão.
· Estudo de variedades linguísticas e/ou semiótica apropriadas ao contexto.
· Atividades textuais de elaboração, revisão, edição, reescrita/redesign e avaliação.
· Edição de imagens e arquivos sonoros.
· Uso de recursos visuais, semânticos e sonoros.
· Estudo das relações entre imagem e texto verbal.
· Ler textos literários diversos.
· Participar de júri simulado.
· Produzir artigo de opinião e crônica.
· Trabalhar pontuação e outros recursos gráfico-editoriais.
· Identificar conjunções coordenadas e subordinadas.
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 GESTÃO DA SALA DE AULA	
A atividade diagnóstica no início de cada ano letivo permite identificar o nível e traçar um perfil inicial dos alunos. Além disso, como o sucesso da aula depende da interação entre todos, é necessário antecipar-se e preparar-se para os imprevistos. Para isso, o gerenciamento exige planejamento. Para aprimorar sua gestão da sala de aula, é importante identificar e antecipar algumas ações:
· Quando os alunos não compreendem as orientações: circular pela sala e observar como eles estão realizando as atividades, interferindo e retomando o que foi orientado, caso necessário.
· Quando os alunos acham que uma regra obrigatória é negociável: embora os combinados sejam um meio eficiente e democrático de gestão, nem toda regra é flexível, por exemplo, os horários das aulas. Deixe claro para eles quais as regras existem, por que elas existem e por que não são negociáveis. Chame a atenção para o fato de haver consequências quando uma regra é quebrada.
· Quando os alunos interagem: verificar se os alunos só interagem quando têm certeza ou se não interagem. Incentive a apresentação de respostas, apresentação de dúvidas e o erro. Quando eles estão em grupo, verifique se todos participam e colaboram, incentivando as participações.
· Quando é possível antecipar problemas: preparar algumas intervenções que podem ser colocadas pelos alunos ou mesmo para incentivá-los a participar, seja por falta ou excesso de interesse; planejar intervenções pode contribuir para que eles se sintam incentivados individual e coletivamente a avançar no que está sendo trabalhando. Prepare diferentes intervenções de acordo com os diferentes níveis de conhecimento dos alunos.
· Quando há alunos com deficiência na sala de aula: providenciar recursos e materiais adaptados e trabalhar em parceria com o responsável pela turma. Também é possível desenvolver formas variadas de ensino e tornar os colegas pessoas colaborativas e inclusivas, a partir da escuta das necessidades desses alunos com deficiência.
· Quando os grupos não funcionam: há diferentes tipos de agrupamentos, tanto por necessidades de aprendizagem por habilidades socioemocionais, por uma combinação entre esses dois aspectos etc. O agrupamento deve ser eficaz para a aprendizagem e deve ser repensado à medida que é identificado algum problema de funcionamento. O trabalho em duplas, trios, grupos e coletivamente deve ser incentivado e ensinado mesmo entre colegas que não estão, socialmente, bem. Mas também deve haver momento em que eles possam escolher livremente seus parceiros para que possam se identificar com seus círculos sociais. Verificar em quais situações eles são mais produtivos.
· Quando há inadequações em sala de aula: os alunos devem ser orientados a respeitar e valorizar as opiniões dos colegas. Embora muitos docentes tenham como objetivo primeiro minimizar os problemas de indisciplina, mais do que excluir o aluno causador do problema,é importante conversar tanto individual como coletivamente, dependendo da situação. O aluno inadequado não deve ser advertido frente aos colegas, mas as inadequações devem ser colocadas em discussões, sobretudo aquelas carregadas de injúrias e preconceitos de gênero, étnico-raciais, religiosos etc.
Além dessas possibilidades de antecipação, há gerenciamento das propostas de atividades e práticas didático-pedagógica que devem constar no planejamento. Antecipe possíveis problemas e/ou dificuldades que possam ser apresentados. Por exemplo, se estava planejado uma dinâmica envolvendo alguma sequência didática, mas aconteceu algum imprevisto naquele momento, como a falta de material para todos, o professor deve resolver a situação preparando alternativas, como reorganizar os alunos em grupos para que o material disponível seja suficiente.
Também é importante ter a possibilidade de apresentar planos diferenciados para situações adversas em sala de aula. Se planejou projetar um vídeo, mas houve falha no equipamento, reveja o sequenciamento didático sempre que houver mudanças em relação às atividades programadas. Por exemplo, um filme requer estratégia diferente da história narrada. Nesses processos, é importante planejar quais as habilidades serão trabalhadas nos encaminhamentos didáticos possíveis a partir delas.
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Estar atento ao público-alvo e conhecer suas especificidades vai ajudá-lo a rever e reconhecer problemas e apresentar soluções. Diversificar as estratégias, como trocar momentos de conversa em roda por trabalhos em grupo apresentados por desenhos e/ou outras produções; por dinâmicas de grupo, júris simulados; brincadeiras de detetive em busca de pistas sobre determinado assunto. Tudo isso são mecanismos que ajudam a conduzir a prática. É importante ter flexibilidade e atenção às situações cotidianas, com foco no objetivo do trabalho, considerando as situações dentro do contexto didático devem ser atitudes recorrentes na prática do professor.
ACOMPANHAMENTO CONSTANTE DAS APRENDIZAGENS
A avaliação é prática inerente ao ato pedagógico e requer cuidados permanentes. O docente deve conhecer diversos instrumentos para analisar o desempenho dos alunos, as aprendizagens recorrentes durante o bimestre. Para mensurar esse aprendizado, observar as performances e verificar a apreensão de conhecimentos, é necessário adaptar as formas de análise, verificando qual é a mais adequada. Flexibilize a avaliação, levando em conta os diferentes critérios e instrumentos:
Alguns CRITÉRIOS
· Replanejar e cotejar o resultado da avaliação com o currículo e os objetivos de aprendizagem a partir de conclusões; eleger conteúdos, objetivos e estratégias que sanem as fragilidades perceptíveis em avaliação formativa.
· Execução do plano, com decisões que concretizem os resultados esperados. Acompanhando o desempenho do aluno, pode-se criar novas estratégias para impulsionar seus estudos. Nesse ínterim, novas avaliações podem ser feitas, considerando o ato de avaliar como um movimento implícito ao ato de ensinar.
· Avaliação de desempenho dos alunos é diagnóstica e, ao mesmo tempo, formativa, constante e contínua, devendo ocorrer dentro do processo educativo, com capacidade de gerar de modo eficaz informações sobre as etapas de estudo. Esse processo deve ser um norte ao trabalho didático-pedagógico do professor.
· Fazer uso de instrumentos para medir o nível de desempenho, a capacidade de síntese, a compreensão de determinado assunto e o posicionamento ético do aluno diante de pontos de vistas diferentes. Questões abertas, objetivas e subjetivas, debates regrados, provas dissertativas, seminários etc. São recursos valiosos nesse percurso.
· Estimular a autoavaliação contribui para o desenvolvimento de senso crítico e autonomia. Nos processos avaliativos, dificuldades podem aparecer, mas devem ser tomadas como oportunidades para novas estratégias. Se um aluno não participa dos momentos de determinada atividade, é interessante perguntar-se: “O que pode o ser feito para que ele se torne presente e se sinta confortável?”. Outros modos de se expressar podem ser oferecidos a ele. Mudar a estratégia sem perder o foco vale para qualquer aprendizagem e os resultados podem ser surpreendentes.
Alguns INSTRUMENTOS
Prova objetiva: Perguntas diretas, para avaliar se os alunos aprenderam conteúdos específicos.
Prova dissertativa: Perguntas que exigem que os alunos estabeleçam relações, resumam, analisem e expliquem conteúdos.
Trabalhos em grupos: Atividades que podem ser oral, escrita etc., que têm como objetivo e avaliar de conhecimentos construídos e apreendidos de forma colaborativa.
Seminário: Exposição oral que exige que os alunos utilizem a fala e materiais de apoio, possibilitando que os conhecimentos da linguagem verbal oral e as produções multissemióticas sejam verificadas.
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Relatório: Texto produzido depois de atividades e práticas que verifiquem a capacidade dos alunos de síntese e de apresentação de uma atividade realizada. Autoavaliação: Análise oral ou escrita que os alunos devem realizar sobre o próprio aprendizado e/ou sobre a produção.
FONTES DE PESQUISA
INDICAÇÕES DE FONTES PARA O PROFESSOR
DIVERSA
Plataforma sobre educação inclusiva na prática que conta com o apoio de uma comunidade formada por cerca de cinco mil integrantes em todo o Brasil. Essa iniciativa e o objetivo do Instituto Rodrigo Mendes permitem aos professores compartilharem conhecimentos e experiências sobre educação inclusiva. Disponível em: <http://diversa.org.br>. Acesso em: 30 set. 2018.
ESCOLA DIGITAL
Plataforma que reúne recursos digitais de aprendizagem e classifica os conteúdos de acordo com diferentes critérios. Também possui uma área para os professores compartilharem suas experiências em sala de aula. Disponível em: <https://rede.escoladigital.org.br/conte-sua-historia>. Acesso em: 30 set. 2018.
INSTITUTO EDUCADIGITAL (IED)
Organização sem fins lucrativos que é referência mundial em projetos inovadores de uso pedagógico de tecnologias digitais, dentro e fora das escolas. Oferece movimento de educação aberta, design thinking para educadores, formação e facilitação pedagógica, além de mentoria.
Disponível em: <http://www.educadigital.org.br/>. Acesso em: 30 set. 2018.
PLATAFORMA MEC
A Plataforma MEC de Recursos Educacionais Digitais é o portal que reúne e disponibiliza, em um único lugar, os Recursos Educacionais Digitais dos principais portais do Brasil. Disponível em: <https://bit.ly/2ObRuex>. Acesso em: 30 set. 2018.
PORVIR
Iniciativa de comunicação e mobilização social que mapeia, produz, difunde e compartilha referências sobre inovações educacionais para inspirar melhorias na qualidade da educação brasileira e incentivar a mídia e a sociedade a compreender e demandar inovações educacionais.
Disponível em: <http://porvir.org>. Acesso em: 30 set. 2018.
INDICAÇÕES DE FONTES PARA OS ALUNOS
ORAÇÃO COORDENADA
Plataforma interativa dedicada ao estudo das orações coordenadas. Disponível em: <https://bit.ly/2RjDl1h>. Acesso em: 30 set. 2018.
CONEXÃO LUSOFONA
Plataforma criada e desenvolvida por jovens, que tem como base uma intervenção construtiva, democrática e eficiente, promovendo um sentimento de pertencença e identificação com a Lusofonia. Disponível em:
<http://www.conexaolusofona.org>. Acesso em: 30 set. 2018.
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INDICAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS
BAGNO, M. Nada na língua é por acaso: por uma pedagogia da variação linguística. São Paulo: Parábola, 2007.
FREIRE, P. Pedagogia da autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 2002.
GOMES, M. F. C.; MONTEIRO, S. M. A aprendizagem e o ensino da linguagem escrita. Belo Horizonte: Ceale/FaE/UFMG, 2005. v. 2.
HIPOLIDE, Marcia. Contextualizar é reconhecer o significado do conhecimento científico. São Paulo:Phorte Editora, 2012.
LEAL, T. F.; GOIS, S. (Org.). A oralidade na escola: a investigação do trabalho docente como foco de reflexão. Belo Horizonte: Autêntica, 2014. (Coleção Língua Portuguesa na escola).
LERNER, D. Ler e escrever na escola: o real, o possível e o necessário. Porto Alegre: Artmed, 2002. MARCUSCHI, Luiz A. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola, 2008. MOREIRA, M. A.; MASINI, E. F. S. Aprendizagem significativa. São Paulo: Livraria da Física, 2012.
PERRENOUD, Philippe. Ensinar: Agir na urgência, decidir na incerteza. Saberes e competências em uma profissão complexa. Porto Alegre: Artmed Editora 2001.
ROJO, R. H. R. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social. São Paulo: Parábola Editorial, 2009. ROJO, R.; MOURA, E. (Org.). Multiletramentos na escola. São Paulo: Parábola, 2012.
SCHNEUWLY, Bernard; DOLZ, Joaquim (Orgs.). Gêneros orais e escritos na escola. Campinas: Mercado de Letras, 2004. (Coleção As faces da linguística aplicada).
SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 1998. ZABALA, A. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 1998.
HABILIDADES DA BNCC
(EF69LP02) Analisar e comparar peças publicitárias variadas (cartazes, folhetos, outdoor, anúncios e propagandas em diferentes mídias, spots, jingle, vídeos etc.), de forma a perceber a articulação entre elas em campanhas, as especificidades das várias semioses e mídias, a adequação dessas peças ao público-alvo, aos objetivos do anunciante e/ou da campanha e à construção composicional e estilo dos gêneros em questão, como forma de ampliar suas possibilidades de compreensão (e produção) de textos pertencentes a esses gêneros.
(EF69LP03) Identificar, em notícias, o fato central, suas principais circunstâncias e eventuais decorrências; em reportagens e fotorreportagens o fato ou a temática retratada e a perspectiva de abordagem, em entrevistas os principais temas/subtemas abordados, explicações dadas ou teses defendidas em relação a esses subtemas; em tirinhas, memes, charge, a crítica, ironia ou humor presente.
(EF69LP04) Identificar e analisar os efeitos de sentido que fortalecem a persuasão nos textos publicitários, relacionando as estratégias de persuasão e apelo ao consumo com os recursos linguístico-discursivos utilizados, como imagens, tempo verbal, jogos de palavras, figuras de linguagem etc., com vistas a fomentar práticas de consumo conscientes.
(EF89LP06) Analisar o uso de recursos persuasivos em textos argumentativos diversos (como a elaboração do título, escolhas lexicais, construções metafóricas, a explicitação ou a ocultação de fontes de informação) e seus efeitos de sentido.
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(EF69LP21) Posicionar-se em relação a conteúdos veiculados em práticas não institucionalizadas de participação social, sobretudo àquelas vinculadas a manifestações artísticas, produções culturais, intervenções urbanas e práticas próprias das culturas juvenis que pretendam denunciar, expor uma problemática ou “convocar” para uma reflexão/ação, relacionando esse texto/produção com seu contexto de produção e relacionando as partes e semioses presentes para a construção de sentidos.
(EF69LP31) Utilizar pistas linguísticas – tais como “em primeiro/segundo/terceiro lugar”, “por outro lado”, “dito de outro modo”, isto é”, “por exemplo” – para compreender a hierarquização das proposições, sintetizando o conteúdo dos textos.
(EF69LP30) Comparar, com a ajuda do professor, conteúdos, dados e informações de diferentes fontes, levando em conta seus contextos de produção e referências, identificando coincidências, complementaridades e contradições, de forma a poder identificar erros/imprecisões conceituais, compreender e posicionar-se criticamente sobre os conteúdos e informações em questão.
(EF89LP32) Analisar os efeitos de sentido decorrentes do uso de mecanismos de intertextualidade (referências, alusões, retomadas) entre os textos literários, entre esses textos literários e outras manifestações artísticas (cinema, teatro, artes visuais e midiáticas, música), quanto aos temas, personagens, estilos, autores etc., e entre o texto original e paródias, paráfrases, pastiches, trailer honesto, vídeos- minuto, vidding, dentre outros.
(EF69LP32) Selecionar informações e dados relevantes de fontes diversas (impressas, digitais, orais etc.), avaliando a qualidade e a utilidade dessas fontes, e organizar, esquematicamente, com ajuda do professor, as informações necessárias (sem excedê-las) com ou sem apoio de ferramentas digitais, em quadros, tabelas ou gráficos.
(EF69LP33) Articular o verbal com os esquemas, infográficos, imagens variadas etc. na (re)construção dos sentidos dos textos de divulgação científica e retextualizar do discursivo para o esquemático – infográfico, esquema, tabela, gráfico, ilustração etc. – e, ao contrário, transformar o conteúdo das tabelas, esquemas, infográficos, ilustrações etc. em texto discursivo, como forma de ampliar as possibilidades de compreensão desses textos e analisar as características das multissemioses e dos gêneros em questão.
(EF69LP34) Grifar as partes essenciais do texto, tendo em vista os objetivos de leitura, produzir marginálias (ou tomar notas em outro suporte), sínteses organizadas em itens, quadro sinóptico, quadro comparativo, esquema, resumo ou resenha do texto lido (com ou sem comentário/análise), mapa conceitual, dependendo do que for mais adequado, como forma de possibilitar uma maior compreensão do texto, a sistematização de conteúdos e informações e um posicionamento frente aos textos, se esse for o caso.
(EF69LP44) Inferir a presença de valores sociais, culturais e humanos e de diferentes visões de mundo, em textos literários, reconhecendo nesses textos formas de estabelecer múltiplos olhares sobre as identidades, sociedades e culturas e considerando a autoria e o contexto social e histórico de sua produção.
(EF69LP45) Posicionar-se criticamente em relação a textos pertencentes a gêneros como quarta-capa, programa (de teatro, dança, exposição etc.), sinopse, resenha crítica, comentário em blog/vlog cultural etc., para selecionar obras literárias e outras manifestações artísticas (cinema, teatro, exposições, espetáculos, CD's, DVD's etc.), diferenciando as sequências descritivas e avaliativas e reconhecendo-os como gêneros que apoiam a escolha do livro ou produção cultural e consultando-os no momento de fazer escolhas, quando for o caso.
(EF69LP46) Participar de práticas de compartilhamento de leitura/recepção de obras literárias/manifestações artísticas, como rodas de leitura, clubes de leitura, eventos de contação de histórias, de leituras dramáticas, de apresentações teatrais, musicais e de filmes, cineclubes, festivais de vídeo, saraus, slams, canais de booktubers, redes sociais temáticas (de leitores, de cinéfilos, de música etc.), dentre outros, tecendo, quando possível, comentários de ordem estética e afetiva e justificando suas apreciações, escrevendo comentários e resenhas para jornais, blogs e redes sociais e utilizando formas de expressão das culturas juvenis, tais como, vlogs e podcasts culturais (literatura, cinema, teatro, música), playlists comentadas, fanfics, fanzines, e-zines, fanvídeos, fanclipes, posts em fanpages, trailer honesto, vídeo-minuto, dentre outras possibilidades de práticas de apreciação e de manifestação da cultura de fãs.
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(EF69LP47) Analisar, em textos narrativos ficcionais, as diferentes formas de composição próprias de cada gênero, os recursos coesivos que constroem a passagem do tempo e articulam suas partes, a escolha lexical típica de cada gênero para a caracterização dos cenários e dos personagens e os efeitos de sentido decorrentes dos tempos verbais, dos tipos de discurso, dos verbos de enunciação e das variedades linguísticas (no discurso direto, se houver) empregados, identificando o enredo e o foco narrativoe percebendo como se estrutura a narrativa nos diferentes gêneros e os efeitos de sentido decorrentes do foco narrativo típico de cada gênero, da caracterização dos espaços físico e psicológico e dos tempos cronológico e psicológico, das diferentes vozes no texto (do narrador, de personagens em discurso direto e indireto), do uso de pontuação expressiva, palavras e expressões conotativas e processos figurativos e do uso de recursos linguístico-gramaticais próprios a cada gênero narrativo.
(EF69LP49) Mostrar-se interessado e envolvido pela leitura de livros de literatura e por outras produções culturais do campo e receptivo a textos que rompam com seu universo de expectativas, que representem um desafio em relação às suas possibilidades atuais e suas experiências anteriores de leitura, apoiando-se nas marcas linguísticas, em seu conhecimento sobre os gêneros e a temática e nas orientações dadas pelo professor.
(EF89LP04) Identificar e avaliar teses/opiniões/posicionamentos explícitos e implícitos, argumentos e contra- argumentos em textos argumentativos do campo (carta de leitor, comentário, artigo de opinião, resenha crítica etc.), posicionando-se frente à questão controversa de forma sustentada.
(EF89LP07) Analisar, em notícias, reportagens e peças publicitárias em várias mídias, os efeitos de sentido devidos ao tratamento e à composição dos elementos nas imagens em movimento, à performance, à montagem feita (ritmo, duração e sincronização entre as linguagens – complementaridades, interferências etc.) e ao ritmo, melodia, instrumentos e sampleamentos das músicas e efeitos sonoros.
(EF89LP18) Explorar e analisar instâncias e canais de participação disponíveis na escola (conselho de escola, outros colegiados, grêmio livre), na comunidade (associações, coletivos, movimentos, etc.), no munícipio ou no país, incluindo formas de participação digital, como canais e plataformas de participação (como portal e- cidadania), serviços, portais e ferramentas de acompanhamentos do trabalho de políticos e de tramitação de leis, canais de educação política, bem como de propostas e proposições que circulam nesses canais, de forma a participar do debate de ideias e propostas na esfera social e a engajar-se com a busca de soluções para problemas ou questões que envolvam a vida da escola e da comunidade.
(EF89LP19) Analisar, a partir do contexto de produção, a forma de organização das cartas abertas, abaixo- assinados e petições on-line (identificação dos signatários, explicitação da reivindicação feita, acompanhada ou não de uma breve apresentação da problemática e/ou de justificativas que visam sustentar a reivindicação) e a proposição, discussão e aprovação de propostas políticas ou de soluções para problemas de interesse público, apresentadas ou lidas nos canais digitais de participação, identificando suas marcas linguísticas, como forma de possibilitar a escrita ou subscrição consciente de abaixo-assinados e textos dessa natureza e poder se posicionar de forma crítica e fundamentada frente às propostas.
(EF89LP20) Comparar propostas políticas e de solução de problemas, identificando o que se pretende fazer/implementar, por que (motivações, justificativas), para que (objetivos, benefícios e consequências esperados), como (ações e passos), quando etc. e a forma de avaliar a eficácia da proposta/solução, contrastando dados e informações de diferentes fontes, identificando coincidências, complementaridades e contradições, de forma a poder compreender e posicionar-se criticamente sobre os dados e informações usados em fundamentação de propostas e analisar a coerência entre os elementos, de forma a tomar decisões fundamentadas.
(EF89LP24) Realizar pesquisa, estabelecendo o recorte das questões, usando fontes abertas e confiáveis.
(EF89LP33) Ler, de forma autônoma, e compreender – selecionando procedimentos e estratégias de leitura adequados a diferentes objetivos e levando em conta características dos gêneros e suportes – romances, contos contemporâneos, minicontos, fábulas contemporâneas, romances juvenis, biografias romanceadas, novelas, crônicas visuais, narrativas de ficção científica, narrativas de suspense, poemas de forma livre e fixa
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(como haicai), poema concreto, ciberpoema, dentre outros, expressando avaliação sobre o texto lido e estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores.
(EF09LP03) Produzir artigos de opinião, tendo em vista o contexto de produção dado, assumindo posição diante de tema polêmico, argumentando de acordo com a estrutura própria desse tipo de texto e utilizando diferentes tipos de argumentos – de autoridade, comprovação, exemplificação princípio etc.
(EF69LP07) Produzir textos em diferentes gêneros, considerando sua adequação ao contexto produção e circulação – os enunciadores envolvidos, os objetivos, o gênero, o suporte, a circulação –, ao modo (escrito ou oral; imagem estática ou em movimento etc.), à variedade linguística e/ou semiótica apropriada a esse contexto, à construção da textualidade relacionada às propriedades textuais e do gênero), utilizando estratégias de planejamento, elaboração, revisão, edição, reescrita/redesign e avaliação de textos, para, com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, corrigir e aprimorar as produções realizadas, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de concordância, ortografia, pontuação em textos e editando imagens, arquivos sonoros, fazendo cortes, acréscimos, ajustes, acrescentando/alterando efeitos, ordenamentos etc.
(EF69LP08) Revisar/editar o texto produzido – notícia, reportagem, resenha, artigo de opinião, dentre outros
–, tendo em vista sua adequação ao contexto de produção, a mídia em questão, características do gênero, aspectos relativos à textualidade, a relação entre as diferentes semioses, a formatação e uso adequado das ferramentas de edição (de texto, foto, áudio e vídeo, dependendo do caso) e adequação à norma culta.
(EF69LP09) Planejar uma campanha publicitária sobre questões/problemas, temas, causas significativas para a escola e/ou comunidade, a partir de um levantamento de material sobre o tema ou evento, da definição do público-alvo, do texto ou peça a ser produzido – cartaz, banner, folheto, panfleto, anúncio impresso e para internet, spot, propaganda de rádio, TV etc. –, da ferramenta de edição de texto, áudio ou vídeo que será utilizada, do recorte e enfoque a ser dado, das estratégias de persuasão que serão utilizadas etc.
(EF69LP36) Produzir, revisar e editar textos voltados para a divulgação do conhecimento e de dados e resultados de pesquisas, tais como artigos de divulgação científica, verbete de enciclopédia, infográfico, infográfico animado, podcast ou vlog científico, relato de experimento, relatório, relatório multimidiático de campo, dentre outros, considerando o contexto de produção e as regularidades dos gêneros em termos de suas construções composicionais e estilos.
(EF69LP51) Engajar-se ativamente nos processos de planejamento, textualização, revisão/edição e reescrita, tendo em vista as restrições temáticas, composicionais e estilísticas dos textos pretendidos e as configurações da situação de produção – o leitor pretendido, o suporte, o contexto de circulação do texto, as finalidades etc. – e considerando a imaginação, a estesia e a verossimilhança próprias ao texto literário.
(EF89LP10) Planejar artigos de opinião, tendo em vista as condições de produção do texto – objetivo, leitores/espectadores, veículos e mídia de circulação etc. –, a partir da escolha do tema ou questão a ser discutido(a), da relevância para a turma, escola ou comunidade, do levantamento de dados e informações sobre a questão, de argumentos relacionados a diferentes posicionamentos em jogo, da definição – o que pode envolver consultas a fontes diversas, entrevistas com especialistas, análise de textos, organização esquemática das informações e argumentos – dos (tipos de) argumentos e estratégias que pretendeutilizar para convencer os leitores.
(EF89LP11) Produzir, revisar e editar peças e campanhas publicitárias, envolvendo o uso articulado e complementar de diferentes peças publicitárias: cartaz, banner, indoor, folheto, panfleto, anúncio de jornal/revista, para internet, spot, propaganda de rádio, TV, a partir da escolha da questão/problema/causa significativa para a escola e/ou a comunidade escolar, da definição do público-alvo, das peças que serão produzidas, das estratégias de persuasão e convencimento que serão utilizadas.
(EF89LP25) Divulgar o resultado de pesquisas por meio de apresentações orais, verbetes de enciclopédias colaborativas, reportagens de divulgação científica, vlogs científicos, vídeos de diferentes tipos etc.
(EF89LP35) Criar contos ou crônicas (em especial, líricas), crônicas visuais, minicontos, narrativas de aventura e de ficção científica, dentre outros, com temáticas próprias ao gênero, usando os conhecimentos sobre os
constituintes estruturais e recursos expressivos típicos dos gêneros narrativos pretendidos, e, no caso de produção em grupo, ferramentas de escrita colaborativa.
(EF69LP11) Identificar e analisar posicionamentos defendidos e refutados na escuta de interações polêmicas em entrevistas, discussões e debates (televisivo, em sala de aula, em redes sociais etc.), entre outros, e se posicionar frente a eles.
(EF69LP12) Desenvolver estratégias de planejamento, elaboração, revisão, edição, reescrita/redesign (esses três últimos quando não for situação ao vivo) e avaliação de textos orais, áudio e/ou vídeo, considerando sua adequação aos contextos em que foram produzidos, à forma composicional e estilo de gêneros, a clareza, progressão temática e variedade linguística empregada, os elementos relacionados à fala, tais como modulação de voz, entonação, ritmo, altura e intensidade, respiração etc., os elementos cinésicos, tais como postura corporal, movimentos e gestualidade significativa, expressão facial, contato de olho com plateia etc.
(EF69LP13) Engajar-se e contribuir com a busca de conclusões comuns relativas a problemas, temas ou questões polêmicas de interesse da turma e/ou de relevância social.
(EF69LP14) Formular perguntas e decompor, com a ajuda dos colegas e dos professores, tema/questão polêmica, explicações e ou argumentos relativos ao objeto de discussão para análise mais minuciosa e buscar em fontes diversas informações ou dados que permitam analisar partes da questão e compartilhá-los com a turma.
(EF69LP15) Apresentar argumentos e contra-argumentos coerentes, respeitando os turnos de fala, na participação em discussões sobre temas controversos e/ou polêmicos.
(EF69LP25) Posicionar-se de forma consistente e sustentada em uma discussão, assembleia, reuniões de colegiados da escola, de agremiações e outras situações de apresentação de propostas e defesas de opiniões, respeitando as opiniões contrárias e propostas alternativas e fundamentando seus posicionamentos, no tempo de fala previsto, valendo-se de sínteses e propostas claras e justificadas.
(EF69LP26) Tomar nota em discussões, debates, palestras, apresentação de propostas, reuniões, como forma de documentar o evento e apoiar a própria fala (que pode se dar no momento do evento ou posteriormente, quando, por exemplo, for necessária a retomada dos assuntos tratados em outros contextos públicos, como diante dos representados).
(EF69LP38) Organizar os dados e informações pesquisados em painéis ou slides de apresentação, levando em conta o contexto de produção, o tempo disponível, as características do gênero apresentação oral, a multissemiose, as mídias e tecnologias que serão utilizadas, ensaiar a apresentação, considerando também elementos paralinguísticos e cinésicos e proceder à exposição oral de resultados de estudos e pesquisas, no tempo determinado, a partir do planejamento e da definição de diferentes formas de uso da fala – memorizada, com apoio da leitura ou fala espontânea.
(EF89LP22) Compreender e comparar as diferentes posições e interesses em jogo em uma discussão ou apresentação de propostas, avaliando a validade e força dos argumentos e as consequências do que está sendo proposto e, quando for o caso, formular e negociar propostas de diferentes naturezas relativas a interesses coletivos envolvendo a escola ou comunidade escolar.
(EF89LP27) Tecer considerações e formular problematizações pertinentes, em momentos oportunos, em situações de aulas, apresentação oral, seminário etc.
(EF89LP28) Tomar nota de videoaulas, aulas digitais, apresentações multimídias, vídeos de divulgação científica, documentários e afins, identificando, em função dos objetivos, informações principais para apoio ao estudo e realizando, quando necessário, uma síntese final que destaque e reorganize os pontos ou conceitos centrais e suas relações e que, em alguns casos, seja acompanhada de reflexões pessoais, que podem conter dúvidas, questionamentos, considerações etc.
(EF09LP04) Escrever textos corretamente, de acordo com a norma-padrão, com estruturas sintáticas complexas no nível da oração e do período.
(EF09LP08) Identificar, em textos lidos e em produções próprias, a relação que conjunções (e locuções conjuntivas) coordenativas e subordinativas estabelecem entre as orações que conectam.
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(EF09LP09) Identificar efeitos de sentido do uso de orações adjetivas restritivas e explicativas em um período composto.
(EF09LP11) Inferir efeitos de sentido decorrentes do uso de recursos de coesão sequencial (conjunções e articuladores textuais).
(EF69LP16) Analisar e utilizar as formas de composição dos gêneros jornalísticos da ordem do relatar, tais como notícias (pirâmide invertida no impresso X blocos noticiosos hipertextuais e hipermidiáticos no digital, que também pode contar com imagens de vários tipos, vídeos, gravações de áudio etc.), da ordem do argumentar, tais como artigos de opinião e editorial (contextualização, defesa de tese/opinião e uso de argumentos) e das entrevistas: apresentação e contextualização do entrevistado e do tema, estrutura pergunta e resposta etc.
(EF69LP17) Perceber e analisar os recursos estilísticos e semióticos dos gêneros jornalísticos e publicitários, os aspectos relativos ao tratamento da informação em notícias, como a ordenação dos eventos, as escolhas lexicais, o efeito de imparcialidade do relato, a morfologia do verbo, em textos noticiosos e argumentativos, reconhecendo marcas de pessoa, número, tempo, modo, a distribuição dos verbos nos gêneros textuais (por exemplo, as formas de pretérito em relatos; as formas de presente e futuro em gêneros argumentativos; as formas de imperativo em gêneros publicitários), o uso de recursos persuasivos em textos argumentativos diversos (como a elaboração do título, escolhas lexicais, construções metafóricas, a explicitação ou a ocultação de fontes de informação) e as estratégias de persuasão e apelo ao consumo com os recursos linguístico-discursivos utilizados (tempo verbal, jogos de palavras, metáforas, imagens).
(EF69LP19) Analisar, em gêneros orais que envolvam argumentação, os efeitos de sentido de elementos típicos da modalidade falada, como a pausa, a entonação, o ritmo, a gestualidade e expressão facial, as hesitações etc.
(EF69LP27) Analisar a forma composicional de textos pertencentes a gêneros normativos/jurídicos e a gêneros da esfera política, tais como propostas, programas políticos (posicionamento quanto a diferentes ações a serem propostas, objetivos, ações previstas etc.), propaganda política (propostas e sua sustentação, posicionamento quanto a temas em discussão) e textos reivindicatórios: cartas de reclamação, petição (proposta, suas justificativas e ações a serem adotadas) e suas marcas linguísticas, de forma a incrementar a compreensão de textos pertencentes a esses gêneros e a possibilitar a produção de textos mais adequados e/ou fundamentados quando isso for requerido.
(EF69LP28) Observar os mecanismos de modalizaçãoadequados aos textos jurídicos, as modalidades deônticas, que se referem ao eixo da conduta (obrigatoriedade/permissibilidade) como, por exemplo: Proibição: “Não se deve fumar em recintos fechados.”; Obrigatoriedade: “A vida tem que valer a pena.”; Possibilidade: “É permitido a entrada de menores acompanhados de adultos responsáveis”, e os mecanismos de modalização adequados aos textos políticos e propositivos, as modalidades apreciativas, em que o locutor exprime um juízo de valor (positivo ou negativo) acerca do que enuncia. Por exemplo: “Que belo discurso!”, “Discordo das escolhas de Antônio.” “Felizmente, o buraco ainda não causou acidentes mais graves.”
(EF69LP42) Analisar a construção composicional dos textos pertencentes a gêneros relacionados à divulgação de conhecimentos: título, (olho), introdução, divisão do texto em subtítulos, imagens ilustrativas de conceitos, relações, ou resultados complexos (fotos, ilustrações, esquemas, gráficos, infográficos, diagramas, figuras, tabelas, mapas) etc., exposição, contendo definições, descrições, comparações, enumerações, exemplificações e remissões a conceitos e relações por meio de notas de rodapé, boxes ou links; ou título, contextualização do campo, ordenação temporal ou temática por tema ou subtema, intercalação de trechos verbais com fotos, ilustrações, áudios, vídeos etc. e reconhecer traços da linguagem dos textos de divulgação científica, fazendo uso consciente das estratégias de impessoalização da linguagem (ou de pessoalização, se o tipo de publicação e objetivos assim o demandarem, como em alguns podcasts e vídeos de divulgação científica), 3ª pessoa, presente atemporal, recurso à citação, uso de vocabulário técnico/especializado etc., como forma de ampliar suas capacidades de compreensão e produção de textos nesses gêneros.
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(EF69LP43) Identificar e utilizar os modos de introdução de outras vozes no texto – citação literal e sua formatação e paráfrase –, as pistas linguísticas responsáveis por introduzir no texto a posição do autor e dos outros autores citados (“Segundo X; De acordo com Y; De minha/nossa parte, penso/amos que”...) e os elementos de normatização (tais como as regras de inclusão e formatação de citações e paráfrases, de organização de referências bibliográficas) em textos científicos, desenvolvendo reflexão sobre o modo como a intertextualidade e a retextualização ocorrem nesses textos.
(EF69LP56) Fazer uso consciente e reflexivo de regras e normas da norma-padrão em situações de fala e escrita nas quais ela deve ser usada.
(EF89LP14) Analisar, em textos argumentativos e propositivos, os movimentos argumentativos de sustentação, refutação e negociação e os tipos de argumentos, avaliando a força/tipo dos argumentos utilizados.
(EF89LP15 Utilizar, nos debates, operadores argumentativos que marcam a defesa de ideia e de diálogo com a tese do outro: concordo, discordo, concordo parcialmente, do meu ponto de vista, na perspectiva aqui assumida etc.
(EF89LP23) Analisar, em textos argumentativos, reivindicatórios e propositivos, os movimentos argumentativos utilizados (sustentação, refutação e negociação), avaliando a força dos argumentos utilizados.
(EF89LP29) Utilizar e perceber mecanismos de progressão temática, tais como retomadas anafóricas (“que, cujo, onde”, pronomes do caso reto e oblíquos, pronomes demonstrativos, nomes correferentes etc.), catáforas (remetendo para adiante ao invés de retomar o já dito), uso de organizadores textuais, de coesivos etc., e analisar os mecanismos de reformulação e paráfrase utilizados nos textos de divulgação do conhecimento.
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3° Bimestre – Projeto Integrador
Campanha contra a desigualdade
	INTRODUÇÃO
Neste projeto, que integra os componentes curriculares de Língua Portuguesa, Geografia e História, os alunos poderão exercer o protagonismo em diversas ações e etapas necessárias para atingir o objetivo final, que é a criação de uma campanha contra a desigualdade. Nesse contexto, os alunos terão um papel ativo em todas as etapas do processo, desde a idealização e o planejamento ao desenvolvimento do projeto e a criação do produto final. Eles devem considerar a realidade escolar, de modo a discutir sobre as diversidades identitárias presentes e com o objetivo de combater o preconceito e a violência nesse espaço.
COMPONENTES CURRICULARES INTEGRADORES
Língua Portuguesa, Geografia e História.
JUSTIFICATIVA
Considerando que a sociedade é complexa e heterogênea, é necessário promover a reflexão e a discussão sobre desigualdade, identificando o conceito de minorias étnicas, compreendendo a pluralidade cultural e defendendo a diversidade de modo a combater o preconceito e a violência nos espaços de convívio. Trata-se abordar a diversidade cultural, étnica, regional, social, individual e coletiva conforme parecer CNE/CEB nº 11/2010 e Resolução CNE/CEB nº 7/2010 23, tendo como apoio as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Básica.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
· Ler e produzir textos de modo a contemplar uma diversidade de gêneros do campo publicitário (cartaz,
banner, folheto, panfleto, anúncio impresso, spot, propaganda de rádio, TV etc.).
· Compreender como se dá o conteúdo temático desses textos e suas construções composicionais.
· Identificar, analisar e compreender os meios de circulação de textos publicitários.
· Planejar uma campanha publicitária a favor da diversidade e contra a desigualdade.
· Identificar minorias identitárias e multiplicidade cultural.
· Compreender as diversidades identitárias e seus significados históricos no início do século XXI.
· Promover ações contra o preconceito e a violência às minorias étnicas.
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES
	
Competências gerais
	2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas.
4. Utilizar diferentes linguagens para defender pontos de vista que respeitem o outro e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, atuando criticamente frente a questões do mundo contemporâneo.
10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
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Competências específicas
	LINGUAGENS
2. Conhecer e explorar diversas práticas de linguagem (artísticas, corporais e linguísticas) em diferentes campos da atividade humana para continuar aprendendo, ampliar suas possibilidades de participação na vida social e colaborar para a construção de uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva.
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2. Apropriar-se da linguagem escrita, reconhecendo-a como forma de interação nos diferentes campos de atuação da vida social e utilizando-a para ampliar suas possibilidades de participar da cultura letrada, de construir conhecimentos (inclusive escolares) e de se envolver com maior autonomia e protagonismo na vida social.
3. Ler, escutar e produzir textos orais, escritos e multissemióticos que circulam em diferentes campos de atuação e mídias, com compreensão, autonomia, fluência e criticidade, de modo a se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos, e continuar aprendendo.
6. Analisar informações, argumentos e opiniões manifestados em interações sociais e nos meios de comunicação, posicionando-se ética e criticamente em relação a conteúdos discriminatórios que ferem direitos humanos e ambientais.
10. Mobilizar práticas da cultura digital, diferentes linguagens, mídias e ferramentas digitais para expandir as formas de produzirsentidos (nos processos de compreensão e produção), aprender e refletir sobre o mundo e realizar diferentes projetos autorais.
CIÊNCIAS HUMANAS
1. Compreender a si e ao outro como identidades diferentes, de forma a exercitar o respeito à diferença em uma sociedade plural e promover os direitos humanos.
GEOGRAFIA
6. Construir argumentos com base em informações geográficas, debater e defender ideias e pontos de vista que respeitem e promovam a consciência socioambiental e o respeito à biodiversidade e ao outro, sem preconceitos de qualquer natureza.
HISTÓRIA
4. Identificar interpretações que expressem visões de diferentes sujeitos, culturas e povos com relação a um mesmo contexto histórico, e posicionar-se criticamente com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
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Objetos de conhecimento e habilidades
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· Produção de textos: Planejamento de textos de peças publicitárias de campanhas sociais
(EF69LP09) Planejar uma campanha publicitária sobre questões/problemas, temas, causas significativas para a escola e/ou comunidade, a partir de um levantamento de material sobre o tema ou evento, da definição do público-alvo, do texto ou peça a ser produzido – cartaz, banner, folheto, panfleto, anúncio impresso e para internet, spot, propaganda de rádio, TV etc. –, da ferramenta de edição de texto, áudio ou vídeo que será utilizada, do recorte e enfoque a ser dado, das estratégias de persuasão que serão utilizadas etc.
· Produção de textos: Estratégias de produção: planejamento, textualização, revisão e edição de textos publicitários
(EF89LP11) Produzir, revisar e editar peças e campanhas publicitárias, envolvendo o uso articulado e complementar de diferentes peças publicitárias: cartaz, banner, indoor, folheto, panfleto, anúncio de jornal/revista, para internet, spot, propaganda de rádio, TV, a partir da escolha da questão/problema/causa significativa para a escola e/ou a comunidade escolar, da definição do público-alvo, das peças que serão produzidas, das estratégias de persuasão e convencimento que serão utilizadas.
· Leitura: Estratégias e procedimentos de leitura
(EF69LP32) Selecionar informações e dados relevantes de fontes diversas (impressas, digitais, orais etc.), avaliando a qualidade e a utilidade dessas fontes, e organizar, esquematicamente, com ajuda do professor, as informações necessárias (sem excedê-las) com ou sem apoio de ferramentas digitais, em quadros, tabelas ou gráficos.
GEOGRAFIA
· O sujeito e seu lugar no mundo
(EF09GE03) Identificar diferentes manifestações culturais de minorias étnicas como forma de compreender a multiplicidade cultural na escala mundial, defendendo o princípio do respeito às diferenças.
HISTÓRIA
· A história recente: As pautas dos povos indígenas no século XXI e suas formas de inserção no debate local, regional, nacional e internacional
(EF09HI36) Identificar e discutir as diversidades identitárias e seus significados históricos no início do século XXI, combatendo qualquer forma de preconceito e violência.
DURAÇÃO
Este projeto foi planejado para ser desenvolvido no período de um bimestre, mas as propostas didáticas são flexíveis, permitindo ao professor adequar o uso do projeto ao seu tempo didático.
RECURSOS E MATERIAIS
· Computadores com acesso à internet.
· Equipamento para filmagem.
· Software de edição de vídeo.
· Aparelho de som.
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 ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS	
Temas contemporâneos
Pluralidade Cultural: respeitar as diversas culturas que constituem a sociedade brasileira, promovendo o contato dos alunos com diferentes grupos nos planos social e cultural, e a valorização desses grupos, superando sua discriminação. Dessa forma, o aluno passa a ter mais proximidade com a diversidade etnocultural que compõe o patrimônio sociocultural brasileiro.
Ética: refletir sobre as condutas humanas, posicionando-se de forma valorativa diante de questões de preocupações coletivas, e promover um trabalho inspirado pelos valores de igualdade e equidade. A ética traz a proposta de que a escola possibilita o desenvolvimento da autonomia moral e dá condições para a reflexão ética.
Habilidades socioemocionais
O projeto deve ser executado por grupos de alunos, o que contribui para que estes desenvolvam o respeito ao outro e aprendam a ter responsabilidade, a se comunicar com clareza e coerência e a colaborar com os colegas. Desse modo, os alunos são incentivados a desmistificar discursos simbólicos de desigualdade, contribuindo para o combate ao preconceito e à violência. O projeto promove, portanto, o respeito e a responsabilidade pela luta por uma sociedade mais justa e democrática. A proposta também permite planejar e tomar decisões, resolver situações-problema, investigar e compreender soluções-problema, por meio do planejamento, do pensamento crítico e da criatividade.
Perfil do professor
Este projeto de Língua Portuguesa tem como objetivo desenvolver uma proposta interdisciplinar com História e Geografia. Converse com o professor desses componentes curriculares e organizem um cronograma, definindo as tarefas que cada docente vai desempenhar. O professor de História poderá contribuir com as discussões sobre as diversidades identitárias e seus significados históricos no início do século XXI, com foco em ações contra o preconceito e a violência. O professor de Geografia pode contribuir para a compreensão da multiplicidade cultural na escala mundial, defendendo o princípio do respeito às diferenças, e, ao mesmo tempo, auxiliar na identificação de minorias étnicas no espaço escolar.
Diferentes percursos
O percurso sugerido inicia-se com a reflexão sobre o que são as minorias étnicas e a respeito do conceito de diversidade. Os alunos deverão buscar informações sobre o tema em fontes confiáveis e em diferentes meios de comunicação. Em relação ao uso de dispositivos tecnológicos para gravações, reproduções e para a criação da revista digital, caso a escola não possua esses recursos, podem ser utilizados equipamentos de outros espaços, por exemplo, de instituições, sobretudo culturais, que possam disponibilizá-los aos alunos.
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 DESENVOLVIMENTO	
Questão desafiadora: Como podemos contribuir para diminuir a desigualdade nos espaços de convívio como a escola, combatendo o preconceito e a violência contra as minorias?
ETAPA 1 – As minorias e o respeito à diferença
Duração: 2 aulas
Inicie apresentando o projeto aos alunos. Esclareça que a proposta integra os componentes curriculares de Geografia, História e Língua Portuguesa. Indique os objetivos específicos de cada disciplina. Apresente a proposta de desenvolvimento de uma campanha contra a desigualdade e em prol da defesa das minorias étnicas presentes nos espaços escolares.
Com o professor de Geografia, organize uma roda de conversa para verificar os conhecimentos dos alunos sobre o conceito de minorias étnicas. Amplie a discussão, associando a essas minorias diferentes manifestações culturais. O objetivo da discussão coletiva é compreender a multiplicidade cultural na escala mundial e, em seguida, a presença dessa multiplicidade no local onde vivem e, consequentemente, dentro da escola.
Em outro momento, para dar continuidade à discussão, proponha aos alunos que se organizem em grupos e, posteriormente, oriente-os a pesquisar sobre o assunto das minorias étnicas no Brasil em fontes e sites confiáveis. Peça aos grupos que tomem nota de questões que envolvam as diferentes minorias presentes e identificadas, sobretudo, no espaço escolar, verificando se está de acordo com o conceito discutido em roda de conversa.
Na sequência, convide os grupos a apresentar as informações e os dados pesquisados: suas lutas, suas situações em relação ao emprego, violência, combate ao preconceito etc. Verifique se eles abrem espaço para dar voz às minorias, ou seja, que além de estabelecerum diálogo entre os diferentes grupos étnicos, compreendam o que é lugar de fala, permitindo que integrantes que pertencem a essas minorias falem sobre os significados e os contextos apresentados.
Ao final das apresentações, proponha as intervenções e retomadas necessárias para a sistematização da importância de se planejar uma campanha contra a desigualdade, tendo como respaldo os estudos e as pesquisas dos grupos. Finalize sugerindo a eles que busquem mais informações sobre o tema para que, na próxima etapa, iniciem o projeto de planejamento da campanha.
ETAPA 2 – A multiplicidade étnico-cultural brasileira
Duração: 2 aulas
Inicie a atividade retomando as informações e os dados coletados pelos grupos sobre as minorias étnicas presentes no contexto do Brasil.
Aprofunde a discussão sobre as diversidades identitárias. Peça a eles que retomem seus conhecimentos sobre identidade brasileira. É interessante, nesse momento, valorizar expressões locais, como fandango ou pesca de arrasto, mas, também, ampliar a ideia de identidade, verificando o conhecimento dos alunos e refletindo sobre as influências de povos nativos, de povos trazidos para cá e de grupos que ocuparam o território brasileiro ao longo da nossa história.
Com o auxílio do professor de História, discuta sobre as identidades do povo brasileiro, que teve início, principalmente, na miscigenação entre europeus que ocuparam o território, africanos trazidos à força para servirem de mão de obra escravizada e diversas nações indígenas que já viviam aqui. Os primeiros europeus foram os portugueses, que colonizaram o Brasil no século XVI.
Desde essa época, outros povos europeus também vieram para cá e grandes levas de africanos escravizados começaram a ser desembarcadas. Outros povos continuaram chegando, mas só por volta de 1870 é que diferentes grupos étnicos europeus migraram em massa para o Brasil, trazendo seus costumes e suas características biológicas. Entre esses povos estavam italianos, holandeses, alemães e muitos outros em busca de uma vida de melhor qualidade. Lembre-os de outros imigrantes, como os sírios, libaneses e japoneses, além de destacar as atuais imigrações, de haitianos, angolanos, bolivianos e venezuelanos.
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Proponha aos alunos que retomem a discussão a respeito das diversidades identitárias, tendo em vista os aspectos históricos, sociais, políticos, culturais e econômicos da formação diacrônica do Brasil. Lembre-os das discussões sobre as influências dos diferentes povos e peça a eles que associem essa multiplicidade étnica à multiplicidade cultural, refletindo e discutindo a respeito. É importante que os alunos também se identifiquem, étnica e culturalmente, com essas identidades.
Após a identificação e a discussão sobre diversidades identitárias, relacione os conhecimentos discutidos nesta etapa com a etapa anterior, verificando que há minorias étnicas que lutam para combater o preconceito e a violência que as têm acompanhado historicamente. Em seguida, proponha uma discussão necessária para a criação e o planejamento da campanha contra a desigualdade. Os alunos devem discutir sobre os seguintes pontos:
· Identificar as minorias étnicas e relacioná-las às questões discriminatórias, discutindo em que aspectos há desigualdade política, social e/ou econômica em relação à maioria.
· Identificar as minorias étnicas presentes na escola e verificar de que modo pode-se contribuir para o combate ao preconceito e à violência nos espaços escolares.
· Identificar quais os valores socioculturais dessas minorias étnicas, verificando se eles são respeitados, bem como se os direitos são garantidos.
A partir do que for pesquisado, identificado e discutido, mediar uma reflexão coletiva. Para finalizar, proponha a leitura em voz alta, coletiva e colaborativa do texto:
· CAVALCANTE, I. Pelo menos sete em cada dez jovens conhecem alguém que já sofreu racismo, diz pesquisa. In: O POVO Online. 3 de outubro de 2018. Disponível em: <https://bit.ly/2QlrWRm>. Acesso em: 30 set. 2018.
A próxima etapa será o momento de criação e planejamento da campanha. Antecipe aos alunos as principais informações, como: tema (contra a desigualdade), qual será o público (comunidade escolar), como será veiculada (mídias impressas e digitais). Aproveite o momento para sistematizar os conhecimentos até o momento e orientá-los para o diálogo, o respeito à diferença e à diversidade e o pleno respeito aos direitos humanos, que são pontos que devem nortear a campanha.
ETAPA 3 – Criação e planejamento da campanha
Duração: 2 aulas
Inicie retomando o intuito da campanha. Promova uma discussão oral para que os alunos opinem sobre as principais questões que podem ser alvo da campanha, de acordo com os aspectos que eles identificaram nas etapas anteriores. Verifique se, durante a conversação espontânea, eles são capazes de tecer considerações e de formular problematizações pertinentes sobre o tema indicado.
Antes da elaboração das peças publicitárias da campanha, apresente aos alunos alguns anúncios de campanhas de conscientização já realizados, a fim de que eles se inspirem para a criação do próprio material.
Em seguida, organize-os em grupos para a elaboração das peças. Lembre-os de quais deverão ser os suportes de veiculação da campanha – por exemplo: cartazes, fôlderes, folhetos, banners, cartilhas etc. – e dos elementos que as peças devem apresentar: título, slogan, logomarca, corpo do texto e imagens.
Retome os elementos composicionais para a produção dos textos:
· Uso do imperativo.
· Criação de slogans, formados por uma frase, repetida com frequência.
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LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
· Produção de ilustrações e animações.
· Escolha das cores e dos elementos concretos.
· Uso de recursos de linguagem, como: intertextualidade, personificação, pronomes de tratamento da segunda pessoa, vocativo, imperativo.
Organize com os grupos o processo de revisão e reescrita/redesign dos textos, a fim de garantir a qualidade e a assertividade do material produzido. Lembre-os de incluir nas peças a identificação da escola, da turma e do ano. No caso de terem sido produzidos fôlderes e folhetos, por exemplo, verificar a possibilidade de reproduzi-los em maior quantidade, para viabilizar a distribuição para um número maior de pessoas.
Como continuidade do projeto, oriente os alunos a produzir um vídeo de divulgação da campanha. Nesse caso, eles poderão usar a criatividade e elaborar um roteiro, o qual servirá de guia para a gravação do material. Permita que eles se auto-organizem para essa proposta, auxiliando e intervindo quando necessário e/ou for requisitado pelos alunos. Oriente-os para que o vídeo tenha curta duração e, ao mesmo tempo, chame a atenção da comunidade para a campanha produzida.
SOCIALIZANDO A PRODUÇÃO
Em conjunto com os alunos, elabore uma exposição para a comunidade escolar. Para tanto, os alunos devem planejar o evento de lançamento da campanha e dividir funções. Deve-se prever, também, a publicação do vídeo nos canais de comunicação da escola – por exemplo, no site institucional.
Em seguida, os alunos deverão distribuir o material produzido.
· Fixar os cartazes em locais estratégicos. Isso poderá ser feito dentro e fora da escola – nesse último caso, poderão pedir autorização aos comerciantes da região. É importante que esses deslocamentos e visitas externas sejam feitas em grupos e tenham o acompanhamento de um adulto responsável.
· Deixar fôlderes e folhetos em estabelecimentos comerciais (também com a ressalva de estarem acompanhados de um responsável).
· Entregar materiais nos horários de entrada e saída da escola.
· Verificar a possibilidade de publicar uma nota sobre a campanha no jornal do bairro ou outro veículo de comunicação que alcance a comunidade local.
AVALIAÇÃO
É imprescindível avaliar constantemente a atuação dos alunos, individualmente e em grupos, para o bom andamento do projeto. Realize os ajustesnecessários para que o planejamento da campanha, as metas e os prazos estabelecidos para produzi-la sejam cumpridos, assim como se mantenha constante o engajamento e o comprometimento dos alunos em todas as etapas do projeto.
Avalie sua própria atuação docente, a fim de que suas ações sejam efetivas no sentido de mediar o conhecimento e fazer intervenções necessárias e oportunas para que os alunos avancem em suas aprendizagens.
Língua Portuguesa
Avalie o desempenho dos alunos em todas as etapas do projeto, orientando-os individualmente ou nos grupos, caso seja necessário redirecione algum procedimento e/ou comportamento. Considere o desempenho dos alunos nos processos de pesquisa, nas práticas de leitura e de oralidade, sobretudo, na de produção da campanha e das respectivas peças publicitárias. Atente-se para a adequação da linguagem, das características dos textos etc. Verifique se houve avanços na escrita.
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LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANOGeografia
Avalie os alunos pelos seus conhecimentos sobre minorias étnicas e multiplicidade cultural na escola mundial, defendendo o princípio do respeito às diferenças. Verifique também os conhecimentos dos alunos sobre a relação dessas minorias com os espaços sociais e analise a discussão sobre consciência social.
História
Avalie a capacidade de discussão dos alunos sobre as diversidades identitárias e seus significados históricos no início do século XXI. É igualmente importante verificar a participação dos alunos, seus questionamentos, hipóteses, argumentos e proposições em relação ao tema.
Autoavaliação
Proponha aos alunos que realizem uma autoavaliação sobre suas atuações durante o projeto, de modo que possam identificar como foram suas participações: se atuaram adequadamente de forma individual e se contribuíram com o grupo. Eles também devem avaliar se participaram de todas as etapas do projeto e se interagiram com as outras equipes, colaborando para: a conclusão do projeto, a criação da campanha, a pesquisa sobre desigualdade e minorias e o processo de produção das peças.
Avaliação Interdisciplinar
Como avaliação única, solicite aos alunos que produzam um texto individualmente, no qual avaliarão como trabalharam no projeto e se tiveram dificuldades para realizá-lo, indicando no que eles podem melhorar. O texto pode ter caráter mais aberto, contudo, é importante que apresente aspectos argumentativos. Todos os professores podem avaliar os textos dos alunos e depois discutir os resultados.
 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS	
ALMEIDA, J. R.; LUCAS, D. C. O reconhecimento das diferenças identitárias como elemento emancipatório: perspectivas da conjuntura brasileira. Instituto Cenecista de Ensino Superior de Santo Ângelo - IESA/CNEC, 2016, v. 6, n. 11. Disponível em: <https://bit.ly/2R1n0xL>. Acesso em: 30 set. 2018.
CAVALCANTE, I. Pelo menos sete em cada dez jovens conhecem alguém que já sofreu racismo, diz pesquisa. In: O POVO Online. 3 de outubro de 2018. Disponível em: <https://bit.ly/2QlrWRm>. Acesso em: 30 set. 2018.
NOVA ESCOLA. Estudando a linguagem publicitária e conhecendo as estratégias de uma campanha. Disponível em: <https://bit.ly/2FAy6sv>. Acesso em: 30 set. 2018.
UNICEF. Declaração Universal dos Direitos Humanos. <https://uni.cf/2Aa09sR>. Acesso em: 30 set. 2018.
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3° Bimestre – Sequência Didática 7
Leitura e análise de textos argumentativos
INTRODUÇÃO
Essa sequência didática tem como objetivo a prática de leitura e análise de textos argumentativos, de modo que os alunos possam identificar o posicionamento presente no texto e os argumentos.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
· Ler textos argumentativos.
· Identificar as principais características do gênero.
· Avaliar teses/opiniões/posicionamentos explícitos e implícitos, argumentos e contra-argumentos.
COMPETÊNCIAS, OBJETOS DE CONHECIMENTO E HABILIDADES
COMPETÊNCIA GERAL 2. Pensamento científico, crítico e criativo COMPETÊNCIA GERAL 4. Comunicação
COMPETÊNCIA GERAL 7. Argumentação
COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
Linguagens 2 Conhecer e explorar diversas práticas de linguagem (artísticas, corporais e linguísticas) em diferentes campos da atividade humana para continuar aprendendo, ampliar suas possibilidades de participação na vida social e colaborar para a construção de uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva.
Língua Portuguesa 1 Compreender a língua como fenômeno cultural, histórico, social, variável, heterogêneo e sensível aos contextos de uso, reconhecendo-a como meio de construção de identidades de seus usuários e da comunidade a que pertencem.
Língua Portuguesa 6 Analisar informações, argumentos e opiniões manifestados em interações sociais e nos meios de comunicação, posicionando-se ética e criticamente em relação a conteúdos discriminatórios que ferem direitos humanos e ambientais.
OBJETO DE CONHECIMENTO: ESTRATÉGIA DE LEITURA: APREENDER OS SENTIDOS GLOBAIS DO TEXTO | APRECIAÇÃO E RÉPLICA
(EF89LP04) Identificar e avaliar teses/opiniões/posicionamentos explícitos e implícitos, argumentos e contra- argumentos em textos argumentativos do campo (carta de leitor, comentário, artigo de opinião, resenha crítica etc.), posicionando-se frente à questão controversa de forma sustentada.
OBJETO	DE	CONHECIMENTO:	ARGUMENTAÇÃO:	MOVIMENTOS	ARGUMENTATIVOS,	TIPOS	DE ARGUMENTO E FORÇA ARGUMENTATIVA
(EF89LP14) Analisar, em textos argumentativos e propositivos, os movimentos argumentativos de sustentação, refutação e negociação e os tipos de argumentos, avaliando a força/tipo dos argumentos utilizados.
DURAÇÃO
4 aulas
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
Sequência Didática | Ensino Fundamental - Anos Finais
PREPARAÇÃO
Nesta sequência didática, os alunos realizarão atividades coletivas e em grupos, portanto, a disposição das carteiras na sala de aula vai variar conforme a necessidade.
RECURSOS E MATERIAIS
· Texto pré-selecionado.
· Projetor ou cópias do texto.
 DESENVOLVIMENTO	
1ª AULA
Preparação: Atividades coletivas e em grupo para apresentação do gênero e verificação dos conhecimentos prévios dos alunos. Organize a sala em meia-lua ou “U” para que todos possam se ver e ouvir.
Atividade 1:
Para iniciar, explique aos alunos que eles lerão textos argumentativos e, para isso, começarão fazendo uma atividade para ativar o conhecimento e verificar o que eles já sabem sobre o assunto. Algumas sugestões de abordagem:
· O que são textos argumentativos?
· Vocês já leram algum texto argumentativo?
· Quais são as características desse tipo de texto?
· Onde esse tipo de texto é publicado?
· Indiquem textos com características argumentativas.
Espera-se que os alunos informem se já tiveram contato com textos argumentativos, onde são publicados, e as características básicas desse tipo de texto como: argumentos prós e contras, conclusão. Alguns textos com características argumentativas: carta de leitor, comentário, artigo de opinião, resenha crítica, ensaio, etc. É importante lembrá-los de que a argumentação também pode ser utilizada nos discursos orais, como: palestras, debates políticos, propagandas publicitárias, dentre outros.
Atividade 2:
Nesta etapa, proponha uma ampliação do conhecimento sobre o assunto. Esclareça que textos argumentativos são produzidos a partir de opiniões e argumentos coerentes de quem escreve e valem-se de recurso retórico da linguagem utilizado na exposição de ideias ou argumentos com o intuito de persuadir o leitor. Peça a eles que deem alguns exemplos do que conhecem, sobretudo em gêneros jornalísticos e publicitários.
2ª AULA
Preparação: As atividades coletivas são voltadas para a leitura de um texto argumentativo. Prepare-se para a leitura coletiva do texto indicado. Providencie a projeção do texto e/ou cópias para os alunos.
Atividade 1:
Inicie apresentando a atividade de leitura de um texto argumentativo. Proponha a leitura do texto:
· MARETTI, C. Grilagem. WWF-Brasil. Seed Paraná. Disponível em: <https://bit.ly/2Rc13we>. Acesso em: 30 set. 2018.
Realize a leituraem voz alta compartilhada e colaborativa. Ao final da leitura, verifique se os alunos têm dúvidas sobre o vocabulário do texto.
Atividade 2:
Em seguida, abra espaço para que os alunos possam manifestar suas impressões sobre o texto e conhecimentos e dúvidas sobre o tema. Em seguida, questione-os:
· Por que o responsável pelo texto é um "autor desconhecido"?
· Qual o tema do texto?
· O que é WWF?
· Alguém já tinha ouvido falar na expressão grilagem?
· Após o contectivo "ou" (5º parágrafo), por que o autor teria utilizado a expressão "ao menos"?
· Localize um argumento e um contra-argumento.
Espera-se que os alunos indiquem algumas informações sobre o texto, como: discutir o efeito de veracidade do texto, quem é denominado autor desconhecido, pois ninguém assina o texto, o termo grilagem, apresentar um argumento e um contra-argumento, como (“No entanto, atualmente, artifícios mais sofisticados substituem a ação dos grilos”), indicar que o World Wide Fund for Nature é uma organização não governamental internacional que atua nas áreas da conservação, investigação e recuperação ambiental etc.
3ª AULA
Preparação: As atividades em grupos são voltadas para a análise do texto argumentativo. Retome o texto lido na aula anterior.
Atividade 1:
Explique aos alunos que, nesta aula, eles irão reler o texto da aula passada, porém de modo a observar algumas características específicas do gênero. Faça uma breve retomada das aulas anteriores e peça a eles que indiquem em grupo:
· A introdução no texto.
· Os recursos argumentativos utilizados que podem valorizar o texto: comparação, dados históricos, dados estatísticos, pesquisas, causas socioeconômicas ou culturais, depoimentos etc.
· Os recursos utilizados na conclusão: possível solução, uma proposta de intervenção ou uma síntese.
Espera-se que os grupos sejam capazes de localizar as informações e discutir sobre os argumentos presentes no texto, como: na comparação, Assim como na prática com os grilos; dados históricos, Os papéis falsificados eram colocados em uma caixa com grilos; causas socioeconômicas ou culturais, A grilagem acontece até hoje devido às deficiências encontradas no sistema de controle de terras no Brasil. Na conclusão, espera-se que os grupos indiquem que a estratégia é levar o leitor a refletir sobre a situação posta, Nesse contexto, multiplicam-
se as terras de papel e leva-se a uma situação onde as propriedades privadas podem chegar a uma dimensão maior do que a própria Amazônia.
Atividade 2:
Em seguida, proponha aos grupos que analisem os movimentos argumentativos de sustentação, refutação e negociação, avaliando o tipo de argumento utilizado. Peça a eles que retornem ao texto e marquem os trechos. Verifique se eles são capazes de identificar algumas das estratégias argumentativas utilizadas. Algumas sugestões de abordagem:
· É possível identificar diferentes vozes no texto?
· O autor justifica e sustenta sua posição?
· O autor é um porta-voz?
· Quais os contra-argumentos dos opositores sobre o assunto?
Espera-se que os grupos informem que há diferentes vozes no texto, como do autor e do grileiro e, no caso, do governo, há a omissão. Eles devem indicar que o autor justifica sua posição por meio da ocupação ilegal de terras públicas, que continua fundamentada no esforço para fazer documentos falsos parecerem verdadeiros, e que não há articulação e cruzamento de dados entre os órgãos fundiários nos três níveis de
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
governo (federal, estadual e municipal). Verifique se os grupos percebem o autor como porta-voz, representando outras vozes quando afirma que há propostas, o que significa que as fraudes são de conhecimento público. E, por fim, se identificam os contra-argumentos, como no caso dos artifícios mais sofisticados que substituem a ação dos grilos por meio do cruzamento de registros, quando o grileiro tenta dar uma aparência legal à fraude. Espera-se que os alunos consigam inferir e contribuir com outras informações pertinentes, e que outras sugestões de questionamento possam agregar ao que aqui foi proposto. Visto que as possibilidades de leitura não foram exaustivamente esgotadas.
4ª AULA
Preparação: As atividades promovem a leitura de outros textos argumentativos, selecionados pelos alunos. Organize-os novamente em grupos.
Atividade 1:
Informe que esta aula será dedicada à seleção de outros textos argumentativos. Para isso, eles deverão pesquisar em jornais e revistas, exemplos de tipos de textos argumentativos: carta do leitor, carta de reclamação, resenha crítica, artigo de opinião, ensaio, editorial etc. Eles devem levar em conta alguns critérios de escolha do texto:
· Quem é o autor ?
· Qual é a posição dele?
· Onde o texto foi publicado (local, mês, ano, edição)?
· Quem é o público leitor?
· Qual é o tema do texto?
· Qual o desacordo que provocou a questão polêmica?
Outras questões podem surgir e serem agregadas a essas. Após a seleção do texto argumentativo, eles devem identificar as características específicas do gênero selecionado e relizar a leitura em grupo. Oriente-os na análise argumentativa realizada de acordo com o que foi feito nas aulas anteriores.
Atividade 2:
Após a leitura do texto, os grupos devem apresentar o texto selecionado, indicar o gênero e suas principais caracterísitcas, apresentaando a análise realizada. Após a apresentação, os grupos devem elaborar uma sistematização sobre textos argumentativos e tipos de argumentos. Essa sistematização deve ser recolhida para verificação da apreensão de conhecimentos.
ATIVIDADE COMPLEMENTAR
Listagem dos tipos de argumentos. Com o auxílio dos alunos, elabore cartazes com os diferentes tipos de argumentos e exemplos retirados de diferentes textos, como: carta de leitor, comentário, artigo de opinião, resenha crítica etc. Esses textos devem ser pesquisados pelos grupos e recortados de jornais e revistas impressos. Deixar os cartazes afixados no mural da sala para consulta dos alunos.
SUGESTÕES DE ACOMPANHAMENTO DA APRENDIZAGEM
A avaliação do processo de aprendizagem pode ser realizada por meio das atividades propostas nesta sequência didática e deve considerar o desenvolvimento individual e coletivo dos alunos. Num primeiro momento, espera-se que eles sejam capazes de identificar argumentos nos textos lidos e, em um segundo momento, analisar a composição dos textos a partir da argumentação.
Sequência Didática | Ensino Fundamental - Anos Finais
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
QUESTÕES
· Os alunos foram capazes de ler e analisar textos argumentativos?
· Eles identificam diferentes tipos de argumentos, compreendendo suas respectivas funções?
· São capazes de compreender os movimentos argumentativos presentes neste tipo de texto?
REFERÊNCIAS
KOCH, I.G.V. Texto, leitura e produção do sentido. In: Um mundo de letras: práticas de leitura e escrita – salto para o futuro – Boletim 3. TV Escola/SEED-MEC, 2007.
Sequência Didática | Ensino Fundamental - Anos Finais
3° Bimestre – Sequência Didática 8
Relatório multimidiático de campo
INTRODUÇÃO
Essa sequência didática propõe pesquisas de textos multimodais de divulgação científica para compor relatórios multimidiáticos de divulgação científica, como painéis e, por fim, propiciar a exposição oral de resultados de pesquisa sobre tema de importância social como, por exemplo, violência contra a mulher.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
· Propor pesquisas de textos multimidiáticos de divulgação científica, tendo como fontes de informação esquemas, infográficos etc.
· Organizar dados e informações pesquisadas na montagem de painéis.
· Realizar apresentação oral.
COMPETÊNCIAS, OBJETOS DE CONHECIMENTO E HABILIDADES
COMPETÊNCIA GERAL 1. Conhecimento
COMPETÊNCIA GERAL 2. Pensamento científico, crítico e criativo COMPETÊNCIA GERAL 10. Responsabilidade e cidadania
COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
Linguagens 2 Conhecer e explorar diversas práticas de linguagem (artísticas, corporais e linguísticas) em diferentes campos da atividade humana para continuar aprendendo, ampliar suas possibilidadesde participação na vida social e colaborar para a construção de uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva.
Língua Portuguesa 3 Ler, escutar e produzir textos orais, escritos e multissemióticos que circulam em diferentes campos de atuação e mídias, com compreensão, autonomia, fluência e criticidade, de modo a se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos, e continuar aprendendo.
Língua Portuguesa 6 Analisar informações, argumentos e opiniões manifestados em interações sociais e nos meios de comunicação, posicionando-se ética e criticamente em relação a conteúdos discriminatórios que ferem direitos humanos e ambientais.
OBJETO DE CONHECIMENTO: ESTRATÉGIAS E PROCEDIMENTOS DE LEITURA | RELAÇÃO DO VERBAL COM OUTRAS SEMIOSES
(EF69LP33) Articular o verbal com os esquemas, infográficos, imagens variadas etc. na (re)construção dos sentidos dos textos de divulgação científica e retextualizar do discursivo para o esquemático – infográfico, esquema, tabela, gráfico, ilustração etc. – e, ao contrário, transformar o conteúdo das tabelas, esquemas, infográficos, ilustrações etc. em texto discursivo, como forma de ampliar as possibilidades de compreensão desses textos e analisar as características das multissemioses e dos gêneros em questão.
OBJETO DE CONHECIMENTO: ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO: PLANEJAMENTO E PRODUÇÃO DE APRESENTAÇÕES ORAIS
(EF69LP38) Organizar os dados e informações pesquisados em painéis ou slides de apresentação, levando em conta o contexto de produção, o tempo disponível, as características do gênero apresentação oral, a multissemiose, as mídias e tecnologias que serão utilizadas, ensaiar a apresentação, considerando também elementos paralinguísticos e cinésicos e proceder à exposição oral de resultados de estudos e pesquisas, no
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
Sequência Didática | Ensino Fundamental - Anos Finais
tempo determinado, a partir do planejamento e da definição de diferentes formas de uso da fala – memorizada, com apoio da leitura ou fala espontânea.
DURAÇÃO
4 aulas
PREPARAÇÃO
Nesta sequência didática, os alunos realizarão atividades coletivas e em grupos, portanto, a disposição das carteiras na sala de aula vai variar conforme a necessidade.
RECURSOS E MATERIAIS
· Equipamentos necessários para a projeção de textos.
· Material necessário para elaboração dos painéis, como revistas, jornais, cola, tesoura etc.
· Equipamentos para gravação e produção de relatório multimidiático.
 DESENVOLVIMENTO	
1ª AULA
Preparação: Atividades coletivas e em grupo para verificação dos conhecimentos prévios dos alunos. Organize a sala em meia-lua ou “U” para que todos possam se ver e ouvir.
Atividade 1:
Para iniciar, explique aos alunos que eles produzirão painéis com dados e informações pesquisados em textos multimodais de divulgação científica sobre o tema “violência contra a mulher”. E, a partir dessa pesquisa, eles devem realizar uma apresentação oral para a turma. Para isso, comece fazendo uma atividade para ativar o conhecimento e verificar o que eles já sabem sobre textos multimodais de divulgação científica, como infográfico, esquema, tabela, gráfico, ilustração etc. Algumas sugestões de abordagem:
· Você já leu um infográfico, esquema, tabela, gráfico, ilustração etc.?
· Quais características eles têm em comum?
· Qual a finalidade desses textos?
· Quais informações compõem esses textos?
· Onde esses textos são encontrados?
Espera-se que os alunos informem se já tiveram algum contato com textos multimodais de divulgação científica, como infográfico, esquema, tabela, gráfico, ilustração etc., que são compostos por mais de uma linguagem (verbal, visual, sonora etc.). Sobre uma perspectiva técnica podem ser localizados em suportes impressos ou digitais. É importante que os alunos saibam que os textos multimodais são veicuados em diversos suportes (revistas, jornais, dispositivos móveis, computadores, TV, mídias digitais etc.). A finalidade desses textos é apresentar dados e informações por meio da multissemiose. Esses textos são encontrados em jornais, revistas, livros didáticos, utilizados como ferramentas de comunicação visual, entre outros.
Atividade 2:
A partir do que foi discutido coletivamente sobre textos multimodais, questione-os sobre o que seria um texto multimidiático. Verifique os conhecimentos dos alunos sobre o que é um relatório, sua estrutura composicional etc. Espera-se que eles indiquem que o relatório tem por finalidade expor informações de estudos e pesquisas e que, no caso de um relatório multimidiático, é interessante utilizar duas ou mais mídias. Peça a eles que indiquem as mídias que podem ser utilizadas para a apresentação de relatórios e os
textos que podem compô-lo, como: uso de audiovisual ou podcast. Os textos a serem utilizados podem ser infográfico, esquema, tabela, gráfico, ilustração etc.
 2ª AULA	
Preparação: As atividades a serem realizadas em grupos são para pesquisa sobre o tema proposto, seleção de textos multimodais e planejamento do painel.
Atividade 1:
Para iniciar, proponha aos alunos que realizem uma pesquisa sobre o tema violência contra a mulher. Eles devem elaborar questões a partir do estudo e da pesquisa sobre o tema. Os grupos também devem selecionar textos multimodais de divulgação científica, como infográfico, esquema, tabela, gráfico, ilustração etc. sobre violência contra a mulher para compor o relatório sobre o estudo e a pesquisa realizados.
Informe que a partir das leituras dos textos de divulgação científica, os grupos devem organizar os dados e informações pesquisados para montar seus próprios painéis e realizar uma apresentação oral, dando enfoque ao tema. Cada grupo deve aprofundar o estudo sobre um aspecto: violência contra a mulher no trabalho, no âmbito familiar, em transportes públicos etc.
Atividade 2:
Como fechamento dessa etapa, oriente os alunos a planejar o painel que será utilizado na apresentação oral. Abra um espaço para que eles possam indicar os textos que utilizarão para compor o painel e ilustrar as suas falas. Verifique o que será apresentado oralmente pelos integrantes dos grupos e o que será apresentado com auxílio visual. As apresentações devem conter variados textos que abordem o mesmo tema por perspectivas diferentes. É muito importante orientá-los para irem armazenando as coletas de informações que julgarem importantes, lembrando-os de sempre registrar a fonte de pesquisa.
3ª AULA
Preparação: As atividades a serem realizadas em grupo têm como objetivo a elaboração de um relatório multimidiático sobre o estudo e a pesquisa realizados para preparar os alunos para a apresentação oral.
Atividade 1:
Explique aos alunos que, nesta aula, eles devem elaborar o relatório multimidiático a partir das pesquisas que eles fizeram referentes a subtemas relacionados à violência contra a mulher. Retome a importância do relatório para a divulgação dos estudos e das pesquisas realizadas, e para a preparação da apresentação com o painel. Verifique se os grupos são capazes de produzir o relatório de modo que permitam o uso de várias estratégias de comunicação, a fim de envolver mais de um sentido humano no processo de apreensão do conhecimento e linguagens: sonora (música, efeitos sonoros etc.), visual (imagem estática, imagens em pleno movimento, desenho animado), texto verbal (oral e escrito) etc.
Atividade 2:
Durante a elaboração do relatório, os grupos devem integrar os textos multimodais, relacionando as informações e os dados apresentados, nos demais textos, organizando em itens e subitens. Espera-se que, durante a elaboração do relatório, os alunos separem o que vão apresentar oralmente, levando em conta o tempo de apresentação, a elaboração e as informações disponíveis no painel. Os grupos devem finalizar a versão multimídia dos relatórios e entregá-los para avaliação pelo docente e verificação dos conhecimentos apreendidos.
4ª AULA
Preparação: As atividades a serem realizadas em grupo tem como objetivo realizar a apresentação oral planejada a partir do relatório multimidiáticoelaborado.
Atividade única:
Oriente os grupos à realizar as respectivas apresentações orais. Planeje a ordem de apresentações, indicando o tempo de cada grupo. Os grupos devem se valer de diferentes formas de uso da fala – memorizada, com apoio da leitura ou fala espontânea. É importante que os demais grupos façam anotações
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
durante as apresentações dos colegas para elaboração de perguntas. Após as apresentações orais com auxílio dos paines, os grupos deverão realizar uma avaliação coletiva, apontando os pontos fortes e a serem melhorados nas apresentações orais e nos paineis.
ATIVIDADE COMPLEMENTAR
Organize os alunos em grupos e peça a eles que selecionem um texto multimodal de divulgação científica presente em seus relatórios e apresente-o aos demais colegas. Eles devem chamar atenção para os recursos gráfico-visuais, mostrando a importância desse texto e explorando os elementos das linguagens que o compõe.
SUGESTÕES DE ACOMPANHAMENTO DA APRENDIZAGEM
A avaliação do processo de aprendizagem deve ser realizada durante as atividades propostas nesta sequência didática e deve considerar o envolvimento individual e coletivo dos alunos. Espera-se que os alunos compreendam a importância dos textos multimodais para a áreas de estudo e pesquisa e para a elaboração de paineis e relatórios multimídia. Também é importante verificar se os alunos são capazes de elaborar relatórios multimidiáticos e realizar apresentações orais.
QUESTÕES
· Os alunos são capazes de reconhecer as características de textos multimodais e esquemáticos como infográfico, esquema, tabela, gráfico, ilustração etc.?
· Eles são capazes de pesquisar informações em textos impressos e em sites confiáveis na internet?
· Reconhecem as principais características para a estrutura de um relatório multimidiático?
REFERÊNCIAS
GRANDE, P. Ler infográficos na sala de aula. Plataforma do letramento. Disponível em:
<https://bit.ly/2AlT4FJ>. Acesso em: 30 set. 2018.
KRISTEVA, J. História da linguagem. São Paulo: Edições 70 – Martins Fontes, 2010.
Sequência Didática | Ensino Fundamental - Anos Finais
3° Bimestre – Sequência Didática 9
Leitura e análise de petições on-line
INTRODUÇÃO
Esta sequência didática tem como objetivo propiciar aos alunos o contato com plataformas de petições on- line, de modo que possam ler e analisar esses textos, verificando sua forma de organização, quais as reivindicações, os principais meios e canais e quais as contribuições para as resoluções políticas.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
· Pesquisar petições on-line.
· Identificar as principais características do gênero.
· Analisar, a partir do contexto de produção, a forma de organização de uma petição on-line.
COMPETÊNCIAS, OBJETOS DE CONHECIMENTO E HABILIDADES
COMPETÊNCIA GERAL 2. Pensamento científico, crítico e criativo COMPETÊNCIA GERAL 5. Cultura Digital
COMPETÊNCIA GERAL 7. Argumentação
COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
Linguagens 6 Compreender e utilizar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares), para se comunicar por meio das diferentes linguagens e mídias, produzir conhecimentos, resolver problemas e desenvolver projetos autorais e coletivos.
Língua Portuguesa 6 Analisar informações, argumentos e opiniões manifestados em interações sociais e nos meios de comunicação, posicionando-se ética e criticamente em relação a conteúdos discriminatórios que ferem direitos humanos e ambientais.
Língua Portuguesa 10 Mobilizar práticas da cultura digital, diferentes linguagens, mídias e ferramentas digitais para expandir as formas de produzir sentidos (nos processos de compreensão e produção), aprender e refletir sobre o mundo e realizar diferentes projetos autorais.
OBJETO DE CONHECIMENTO: RELAÇÃO ENTRE CONTEXTO DE PRODUÇÃO E CARACTERÍSTICAS COMPOSICIONAIS E ESTILÍSTICAS DOS GÊNEROS | APRECIAÇÃO E RÉPLICA
(EF89LP19) Analisar, a partir do contexto de produção, a forma de organização das cartas abertas, abaixo- assinados e petições on-line (identificação dos signatários, explicitação da reivindicação feita, acompanhada ou não de uma breve apresentação da problemática e/ou de justificativas que visam sustentar a reivindicação) e a proposição, discussão e aprovação de propostas políticas ou de soluções para problemas de interesse público, apresentadas ou lidas nos canais digitais de participação, identificando suas marcas linguísticas, como forma de possibilitar a escrita ou subscrição consciente de abaixo-assinados e textos dessa natureza e poder se posicionar de forma crítica e fundamentada frente às propostas.
DURAÇÃO
3 aulas
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
Sequência Didática | Ensino Fundamental - Anos Finais
PREPARAÇÃO
Nesta sequência didática, os alunos realizarão atividades coletivas e em grupos, portanto, a disposição das carteiras na sala de aula vai variar conforme a necessidade.
RECURSOS E MATERIAIS
· Seleção de plataformas de petições on-line.
· Computadores com acesso à internet.
 DESENVOLVIMENTO	
1ª AULA
Preparação: Atividades coletivas para verificar os conhecimentos dos alunos sobre petição.
Atividade 1:
Para iniciar, explique aos alunos que eles lerão petições on-line e, para isso, começarão fazendo uma atividade para ativar o conhecimento e verificar o que eles já sabem sobre o assunto.
Seguem algumas sugestões de abordagem:
· Vocês já ouviram falar em petição?
· Quais informações compõem uma petição?
· Vocês têm ideia de onde esse tipo de texto é publicado?
· E se ela for on-line? Qual a diferença?
Espera-se que os alunos informem se já tiveram contato com uma petição on-line, se sabem onde elas são publicadas e da importância de esse tipo de texto conter o pedido de forma clara.
Atividade 2:
Em seguida, proponha uma ampliação do conhecimento sobre o assunto. Esclareça que se trata de um tipo de requerimento; um pedido formal, por escrito, a uma autoridade. No caso da versão on-line, o pedido foi redigido em uma plataforma específica e tem como objetivo solicitar o apoio de mais pessoas e ter mais visibilidade. Verifique se os alunos sabem o que é necessário para a elaboração de uma petição. Espera-se que eles mencionem a necessidade de indicar e destacar os direitos violados, assim como sugerir quais autoridades devem analisar e resolver a questão. Informe que devem ser inseridas provas, mas que também é importante que testemunhas façam parte da petição. Amplie as informações, explicando aos alunos que a petição também é um direito assegurado pela Constituição Brasileira e que todo cidadão tem o direito de criar uma petição, de se expressar de recolher assinaturas em prol de uma causa que aflija o grupo.
2ª AULA
Preparação: Atividades em grupos para ampliar o conhecimento dos alunos sobre petição, analisando-as.
Atividade 1:
Oriente-os a pesquisar petições on-line, verificando como é a forma de organização, os principais meios e canais e quais as contribuições para as resoluções políticas. Posteriormente, a partir da pesquisa dos canais, temas e propostas, os alunos, em grupos, deverão discutir, identificar e analisar como essas petições são estruturadas (por meio de descrição, apresentação visual e multissemiótica), explicando os recursos e posicionando-se de forma crítica tanto frente às propostas como às iniciativas (cada grupo pode pesquisar uma fonte, por exemplo). Oriente os grupos sobre alguns pontos importantes durante a pesquisa. Seguem sugestões:
· Pesquisar canais (priorizando fontes seguras).
· Observar temas e propostas.
· Analisar como essas petições são estruturadas (por meio de descrição, apresentação visual, multimidiática), explicando os recursos e posicionando-se de forma crítica tanto frente às propostas como às iniciativas (cada grupo pode pesquisar uma fonte, por exemplo).
Reserve um momento, para que os grupos possam realizar as pesquisas.
Atividade 2:
Após a pesquisa, os grupos devem selecionar uma petição e analisá-la. Oriente-os a verificar:
· Autoria ou assinatura do texto.· Identificação dos signatários.
· Reivindicação realizada.
· Breve apresentação da problemática.
· Justificativas que visam sustentar a reivindicação.
· Informações, como proposição, discussão, aprovação de propostas políticas ou de soluções para problemas de interesse público.
Espera-se que os grupos identifiquem quem assina ou subscreve o texto, e se é mais de uma pessoa; qual o assunto reivindicado, se há um texto que apresente características do gênero de modo claro. Também é importante verificar se os grupos identificam as características de a petição ser on-line. Espera-se que eles indiquem que o meio digital propicia maior alcance e utilizem as ferramentas digitais disponíveis para o compartilhamento ou mesmo para a assinatura da petição etc.
3ª AULA
Preparação: Atividades em grupos para leitura de petição on-line e apresentação das análises.
Atividade 1:
Oriente os grupos a ler em voz alta a petição on-line selecionada para que os demais grupos conheçam o autor, os requerimentos, a reinvindicação e a quem se destina o texto. Após a leitura em voz alta, os grupos devem apresentar suas respectivas análises.
Atividade 2:
Após a leitura e apresentação da análise do que foi verificado durante a seleção, os grupos devem verificar outros aspectos relacionados ao texto, como:
· Justificativas para o ponto de vista.
· Detalhamento e apresentação das reivindicações.
· Se o texto cumpre com o objetivo inicial.
· Se as ações previstas são possíveis de serem realizadas.
· Se o texto produzido expressa soluções plausíveis para o problema apresentado.
· Se o texto apresenta linguagem formal.
Peça aos grupos que finalizem apresentando seus pareceres sobre o que é reivindicado, se assinariam ou não a petição, se acham que o que está sendo reivindicado é pertinente e importante socialmente etc. Por fim, proponha que façam um calendário para acompanhar as petições que os grupos selecionaram e verificar se as reivindicações propostas foram acatadas ou não.
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
ATIVIDADE COMPLEMENTAR
Organize os alunos em grupos. Cada grupo deve pesquisar, ler, analisar e apresentar uma petição on-line
sobre um tema de grande repercussão, que teve grande apelo popular, e os seus resultados.
SUGESTÕES DE ACOMPANHAMENTO DA APRENDIZAGEM
A avaliação do processo de aprendizagem pode ser realizada por meio das atividades propostas nesta sequência didática e deve considerar o desenvolvimento individual e coletivo dos alunos. Verifique se eles compreendem o que é uma petição, as suas principais características e as especificidades de ela ser on-line. Espera-se que os alunos sejam capazes de discorrer suas impressões sobre as leituras e as análises das petições on-line e, posteriormente, almeja-se que eles consigam refletir sobre o valor e o impacto do gênero na opinião pública e na sociedade.
QUESTÕES
· Os alunos são capazes de ler e analisar petições on-line?
· Eles identificam as características de textos reivindicatórios nas petições on-line?
REFERÊNCIAS
AVAAZ.ORG. Site oficial. Disponível em: <https://secure.avaaz.org/page/po/>. Acesso em: 30 set. 2018. JUSBRASI. Petição Online. Disponível em: <https://bit.ly/2KxBAus>. Acesso em: 30 set. 2018.
PETIÇÃO PÚBLICA. Site oficial. Disponível em: <https://peticaopublica.com.br/>. Acesso em: 30 set. 2018.
Sequência Didática | Ensino Fundamental - Anos Finais
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
PROPOSTAS DE ACOMPANHAMENTO DA APRENDIZAGEM – 3º BIMESTRE
ESCOLA: 	
ALUNO: 	
DATA: 	/ 	/ 		TURMA: 	
 AVALIAÇÃO	
Para responder às questões de 1 a 8, leia o texto publicado no jornal Correio Braziliense, 16/05/2010, Mundo, p. 21.
A DIFÍCIL TAREFA DE SER JOVEM
Garotas só querem se divertir, afirma o refrão de uma música da cantora pop norte- americana Cyndi Lauper. A letra também vale para as jovens iranianas, que não raras vezes driblam o regime islâmico dos aiatolás para ir a festas, mostrar uma mecha do cabelo ou exibir a silhueta, como fazem as mulheres ocidentais. Na semana passada, a polícia de Teerã prendeu 80 jovens em um concerto considerado ilegal pelas autoridades. O chefe de polícia, Abbas Jafari Dolatabadi, disse aos jornalistas iranianos que os detidos estavam praticando atividades que buscavam o prazer. [...] Dolatabadi também relatou que, ao chegar ao local do festival, encontrou dezenas de jovens de ambos os sexos vestidos de forma inapropriada. Os rapazes não podem mostrar as pernas em público e as moças devem usar o hijab vestimentas que só deixam à mostra o rosto, as mãos e os pés. Além disso, a legislação do país proíbe homens e mulheres de dançarem em público; de frequentarem aulas de dança; ou de se tocarem, se não forem casados ou parentes muito próximos. O britânico Idris Tawfiq, ex-padre católico e hoje especialista em islã, explica que os muçulmanos não precisam copiar ou fazer comparações ao jeito que os não muçulmanos celebram suas festas. Nós não precisamos de álcool ou coisas pecaminosas (haram) para nos divertir. A beleza do islã está em sermos muito felizes e nos divertimos somente com as coisas que Alá permitiu, afirma Tawfiq. Festas mistas com garotas e garotos não são permitidas, mas às vezes elas são feitas às escondidas, em casa, por exemplo, conta ao Correio, pela internet, um iraniano que pediu para ser identificado apenas pelas iniciais A.M. Ele reconhece que os jovens namoram escondidos, porque o regime islâmico não permite qualquer tipo de liberdade sexual antes do casamento nem mesmo dar as mãos. Se a polícia entende que um rapaz e uma moça estão sentados juntos num parque, por exemplo, os pobrezinhos podem ter alguns problemas, diz. Ele acrescenta que, no melhor dos casos, os jovens podem ser levados a uma delegacia, onde os policiais chamarão os pais de ambos para avisar que seus filhos andam se encontrando fora de casa.
Reforma educacional
Desde 1979, o Irã aplica uma legislação baseada na interpretação da sharia (lei islâmica). A repressão a festas ilegais tem aumentado e os aiatolás também estão preocupados com a
Propostas de Avaliação da Aprendizagem | Ensino Fundamental - Anos Finais
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
flexibilização do uso do hijab. Na oração da última sexta-feira, o clérigo Kazem Sedighi atribuiu às vestimentas pouco modestas a causa de terremotos e desastres naturais. As túnicas encolheram até a mínima expressão e os lenços voltaram a cair até a metade da cabeça, como não se via desde a presidência do reformista Mohamed Khatami, afirma Ángeles Espinosa, correspondente do jornal espanhol El País em Teerã. Já o ministro do Interior iraniano, Mustafa Nayar, destacou que o hijab não tem sido uma norma. O mau uso do véu é preocupante até nas creches, disse Nayar, um ex-responsável da Guarda Revolucionária. O uso obrigatório do hijab no Irã começa na escola para meninas a partir dos 7 anos. A melhor forma de lutar contra quem não respeita o hijab é por meio da educação e do fortalecimento da sociedade contra a invasão cultural estrangeira, disse o ministro, prometendo facilitar empréstimos para as creches que respeitarem os preceitos islâmicos. No fim de junho, o mais provável é que haja novas manifestações de jovens contra o presidente Mahmud Ahmadinejad. [...]
Vaz, Viviane. A difícil tarefa de ser jovem. Correio Braziliense, 16/05/2010, Mundo, p. 21. Senado Federal. Disponível em: https://bit.ly/2zpRdjx>. 30 set. 2018.
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1. Qual é fato central do texto jornalístico lido?
2. Segundo o texto, como algumas jovens iranianas estão se comportando? Qual trecho confirma esta indicação?
Propostas de Avaliação da Aprendizagem | Ensino Fundamental - Anos Finais
LÍNGUA PORTUGUESA – 9º ANO
3. O texto traz diferentes opiniões sobre o tema. Localize e transcreva para o quadro a seguir a ideia principal apresentada por cada depoimento.
	AUTORIDADE
	ARGUMENTO DE AUTORIDADE
	Abbas Jafari Dolatabadi (chefe de polícia)
	
	Legislação do país
	
	Idris Tawfiq (britânico ex-padre católico, atual especialista em islã)

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