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Patologia II Deygiane Xavier Sistema urinário ANOMALIAS DO DESENVOLVIMENTO Aplasia: é a não formação do rim. Quando é unilateral é compatível com a vida. Pode ser bilateral (cão e suíno Large White), pode haver insuficiência renal devido a baixa concentração de glomérulos e de néfron. O ureter pode estar presente ou não. Mais comuns em cães da raça dobermam e beagle. Hipoplasia: rim pequeno com características anatômicas normais. Pode ser uni ou bilateral. É uma característica hereditária. Encontrado em alguns suínos Large White, equinos, caninos e felinos. Há menos glomérulos. Pode ter ou não significância clinica, podendo ser apenas um achado incidental de necropsia. Exemplo na imagem ao lado. Displasia: é a alteração da estrutura organizacional no desenvolvimento embrionário do tecido. Sendo o resultado de diferenciação celular anormal na estruturação das células para que desenvolva sua função. Pode ser unilateral (compatível com a vida) ou bilateral, podendo ocorrer em algumas áreas ou em todos os lobos hepáticos. Exemplo na imagem ao lado. Ectopia: quando a localização é anormal. Normalmente é unilateral, ocorre em cães e em suínos. Predispõe obstrução. Mais encontrados em posição pélvica ou inguinal. Ausência de lobulação: em bovinos, por exemplo. Persistência de lobulação: em cães e felinos, por exemplo. Rins fundidos (rins em ferradura): achado incidental de necropsia. Exemplo na imagem 3. Cistos: ocorre em suínos e bovinos. Cistos solitários: Podem ser grandes e poucos. Normalmente apenas um, mas pode haver mais. Como na imagem ao lado. Patologia II Deygiane Xavier Rins policísticos: relacionados a genes autossômicos dominantes. São pequenos e múltiplos. Ocorre em gatos persas, cães West Highland White Terrier e BullTerrier. Pode ocorrer devido à doença renal policística (PKV). Exemplo observado no exemplo ao lado. Cistos de retenção (adquirido): ocorre quando há lesão previa como glomérulo nefrite. Podem ter de 1-2mm e se localizam no córtex. Há quatros possíveis mecanismos: ocorre obstrução do néfron, alterações de MEC MB fraca, hiperplasia (ocorre vazamento de secreção tubular para dentro do túbulo) aumenta secreção tubular que aumenta a pressão tubular. E, por fim, a desdiferenciação (perda de polaridade diminui a absorção e aumenta a pressão tubular). DOENÇAS GLOMERULARES Funções dos glomérulos: filtração do plasma, retenção da pressão sanguínea, regulação do fluxo sanguíneo peri-tubular, regulação do metabolismo tubular e eliminação de macromoléculas da circulação. Nas doenças glomerulares, ocorre perda de proteínas de baixo peso molecular, albumina, esse é o primeiro sinal. Encontra-se albumina no exame de função renal onde se encontrar proteinúria. A síndrome nefrótica ocorre baixa hipoproteinemia (baixa proteína no sangue), edema generalizado, ascite e efusão pleural devido a baixa pressão oncótica, Hipercolesterolemia onde há perda de proteínas baixa pressão oncótica fígado tenta compensar produzindo lipoproteínas Hipercolesterolemia. E há perda de anti-trombina III o que pode gerar trombose e infarto. MECANISMOS PATOFISIOLÓGICOS DAS DOENÇAS GLOMERULARES Hipótese do néfron intacto: onde qualquer local do néfron afeta o néfron como um todo. Exemplo: dano glomerular fluxo sanguíneo peritubular afetado diminui secreção e reabsorção tubular. Hipótese da hiperfiltração: está relacionado com hipertensão, onde ocorre dano a capilares glomerulares leva a glomeruloesclerose (dano as capilares é crônico) pode ser causado por perda do tufo glomerular. Hipótese da deposição de imunocomplexos: é mais frequente. Ocorre nas regiões subepiteliais, subendotelial e mesangial. Os imunocomplexos quando se ligam aos glomérulos resultam em inflamação devido a quimiotaxia, pois os neutrófilos degranulam os Patologia II Deygiane Xavier imunocomplexos, liberando enzimas e mediadores da inflamação que vão lesionar a parede glomerular o que leva ao comprometimento da função. Exemplo: leishmaniose. As doenças glomerulares podem ser classificadas de Glomerulonefrite supurada (nefrite embólica), glomerulite viral, Glomerulonefrite química, Glomerulonefrite imunomediada. GLOMERULONEFRITE SUPURADA (NEFRITE EMBÓLICA) Pode ser por: Bacteremia: qualquer processo inflamatório bacteriano pode levar a embolos bacterianos. Microabscessos: centrado nos glomérulos. Actinobacillus equuli em potros: principal causa em equinos. Eysipelothrix rhusiopathiae em suínos: principal causa em suínos. Corynebacterium pseudotuberculosis em ovinos e caprinos: principal causa em ovinos e caprinos. GLOMERULITE VIRAL Ocorre insulto viral direto. A lesão não é tão intensa, depois volta a funcionar normalmente. Ocorre em doenças virais sistêmicas agudas como na hepatite infecciosa crônica, peste suína clássica, Newcastle, citomegalovírus em leitões. Macroscopicamente apresentam pontos milimétricos avermelhados no córtex. O animal pode ter proteinúria transiente. GLOMERULONEFRITE QUÍMICA Ocorre injúria direta, alteração do fluxo sanguíneo renal e pode haver indução de reação inflamatória (devido a: incorporação da droga a complexos imunes, formação de anticorpos anti-membrana basal e formação e deposição de complexos). Pode haver dano ao epitélio glomerular (drogas como Puromicina (antibiótico), adriamicina/doxorrubicina (quimioterápico) e antagonistas de receptores da histamina, podem causar) e alteração da perfusão glomerular através da ciclosporina que é uma droga imunossupressora. GLOMERULONEFRITE IMUNOMEDIADA (GIM) Seguem-se à deposição de complexos imune solúveis, anticorpos contra antígenos em membrana basal, ocorre fixação do complemento e associação com infecções persistentes ou antigenemia prolongada. Patologia II Deygiane Xavier As causas podem ser: Caninos: hepatite infecciosa, piometra, dirofilariose, lúpus, erlichiose, leishmaniose. Felinos: leucemia, PIF. Equinos: anemia infecciosa equina. Bovinos: BVD Suínos: Peste suína clássica. AMILOIDOSE Amiloidose de cadeia leve (AL): encontrada em neoplasias como mieloma e plasmocitomas (neoplasia de plasmócitos grande quantidade de anticorpos). Amiloidose AA (proteína A do soro): é mais comum e está relacionada com a proteína de fase aguda no fígado, e a doenças inflamatórias crônicas. Nefropatia com proteinúria. As causas podem ser: Caninos e felinos: idiopática, familiar. Equinos: doadores de soro. Bovinos: processos supurativos crônicos Suínos: rara Imagem 1: iodo reage com a proteína amiloide e os glomérulos estão cheios desta proteína pontinhos escuros. Imagem 2: rim com aspecto encerado (aspecto plastificado). Deve-se usar lugol. ALTERAÇÕES TUBULARES E INTERSTICIAIS Azotemia: uréia e creatinina elevadas no sangue. É um achado laboratorial. Uremia: síndrome associada à lesões multissistêmicas e sinais clínicos. Há ureia e creatinina elevada, porém já há lesão e sinais clínicos. INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA Ocorre perda abrupta de 75% do parênquima renal. “Causa mortis”: hipercalemia (K), acidose metabólica e edema pulmonar. As causas podem ser: Patologia II Deygiane Xavier Pré-renal: perfusão renal comprometida, podendo levar a choque hipovolêmico e trombose. Renal: ocorre perda da função renal, podendo levar a pielonefrite, substancias tóxicase isquemia. Pós-renal: ocorre obstrução do fluxo urinário, levando a cálculos e tumores. NECROSE/NEFROSE TUBULAR AGUDA É a causa mais importante de insuficiência renal aguda. Pode ser nefrotóxico ou isquêmico. Ocorre devido à suscetibilidade do túbulo contorcido proximal. Pode resultar em oligúria e anúria devido à: vasoconstrição aferente, debris no lúmem tubular (células tubulares se desprendem do lumem) e passagem do filtrado para o interstício. Na imagem 1: observa-se estriações esbranquiçadas no néfron. Nefrose isquêmica: ocorre hipotensão severa, caracteriza-se por necrose focal e tubulorrexia onde a regeneração tende a ser por fibrose. Nefrose tóxica exógena: ocorre necrose extensa, porém a membrana basal permanece integra (o que é importante para a regeneração), as causas podem ser por antibióticos, micotoxinas, monoensina, etc. Nefrose tóxica endógena: há hemoglobina (hemólise intravascular como na babesiose), mioglobina e bilirrubina. LESÕES EXTRA-RENAIS DA UREMIA Ocorre degeneração e necrose endotelial o que leva a lesão vascular (vasculites), podendo levar a trombose e o infarto. Pode ocorrer devido a injúria cáustica (mucosa oral) ureia + bactérias amônia. Relacionado à anemia não regenerativa: não há produção da eritropoietina (função: estimular a hematopoese) e ocorre fragilidade da parede das hemácias, o que leva a meia vida mais curta hemólise ulcera e hemorragia. A anemia não regenerativa é toxica para a medula óssea hematopoese é inibida pela ureia. Há desbalanço Ca-P (característico de IRC): ocorre excreção e vitamina D o que diminui a absorção Ca intestinal. O desbalanço Ca-P pode levar a Patologia II Deygiane Xavier osteofagia fibrose rim não elimina P hiperfosfatemia vai ser entendido como hipocalcemia paratormônio reabsorção de Ca osteopenia osteo distrofia fibrose ocorre nos ossos da face osso substituído por tecido fibroso. Imagem 1 e 2: áreas mineralizadas e Imagem 3: uremia. NEFRITE INTERSTICIAL (TUBULOINTERSTICIAL) Raramente afeta somente o interstício. Em muitos casos sem alteração macro, o que depende da gravidade extensão. Pode ser com ou sem insuficiência renal. Relacionados a septicemias virais (hepatite infecciosa) ou bacterianas (leptospirose). Se houver alterações macroscópicas haverá estrias esbranquiçadas. Leptospirose (imagem 1 e2): relacionada aos sorovares da L. interrogans [canicola e icterohaemorrhagiae (cães), pomona (suínos e bovinos) e grippotyphosa e bratislava (outras espécies)]. Ocorre exposição por lesão cutânea ou oral Leptospiremia capilares intersticiais interstício epitélio tubular (fagolisossomos transporta até as microvilosidades) e microvilosidades no caminho fazem degeneração e necrose epitelial inflamação intersticial. Hepatite Infecciosa canina: Viremia glomerulite transiente recuperação desaparecimento dos glomérulos reaparecimento em epitélio tubular necrose tubular inflamação intersticial. Outras causas de nefrite intersticial: E. coli, Brucella, Salmonella e febre catarral maligna (imagem 3). Patologia II Deygiane Xavier NEFRITE GRANULOMATOSA Ocorre na Peritonite infecciosa felina. Pode ser causada por: Mycobacterium bovis, Aspergillus spp., Histoplasma capsulatum, Toxocara canis (migração errática) e Ervilhaca (Vicia villosa) em bovinos, o qual é uma leguminosa presente no sul do Brasil, leva a doença granulomatosa em vários tecidos. Na imagem: placas esbranquiçadas, indicativo de lesão granulomatosa (nefrite e vasculite granulomatosa). Na imagem ao canto observa-se nefrite granulomatosa por Aspergillus spp em um pastor alemão. E na outra imagem: peritonite infecciosa felina. PIELONEFRITE Pielite: inflamação na pelve. Nefrite: inflamação do parênquima (túbulos). Afeta pelve e medular mais interna, sendo uma infecção bacteriana ascendente a inflamação começa na pelve e vai para os túbulos da região mais medular, ou seja, bactérias estão vindo da bexiga. Há três mecanismos: 1. Obstrução uretral que leva a pressão na bexiga refluxo vesicoureteral. A retenção urinaria leva a proliferação de bactérias refluxo de urina com bactérias cistite bacteriana. 2. Cistite bacteriana comprometimento da válvula vesicoureteral refluxo. 3. Endotoxinas (bactérias Gram neg.) inibe peristaltismo do ureter, o que favorece o refluxo. Pode ocorrer devido à susceptibilidade da medula renal por: baixo suprimento sanguíneo, osmolaridade alta inibe função neutrofílica e a amônia inibe ativação do complemento. As fêmeas são mais propensas por ter uretra curta com maior calibre, o cateterismo predispõe, pois a uretra tem bactérias podendo levar essas bactérias para a bexiga. As bactérias uropatogênicas mais comuns são: E. coli (alfa hemolisina e fimbria P), Proteus sp., Patologia II Deygiane Xavier Staphilococcus sp., Streptococcus sp., etc - Corynebacterium renale (bovinos) e Eubacterium suis (suínos). Macroscopicamente: dilatação da pelve e ureteres, exsudato purulento e necrose e ulceração das papilas. HIDRONEFROSE Ocorre dilatação da pelve renal, por obstrução gradativa do fluxo urinário. Podem ser uni ou bilateral. Causas podem ser: Urolitíase (uretral ou ureteral), inflamação crônica (leva a obstrução), neoplasia ureteral ou uretral e desordens neurogênicas funcionais (exemplo: animal atropelado, lesão medular espinhal). Na imagem: sem pus, sem necrose e sem hiperemia. Se a pressão intrapélvica for prolongada: Dilatação de túbulos filtração glomerular continua excede capacidade tubular de reabsorção difusão pelo interstício colapso de vasos hipóxia atrofia tubular fibrose atrofia e esclerose de glomérulos como evento fina. PARASITAS Dioctophyma renale: Infrequente em cães e comuns em lobo- guará. Vermes vermelhos e cilíndricos, as fêmeas de até 100cm de comprimento por 12mm de diâmetro. Leva a pielite hemorrágica ou purulenta. Obstrução do ureter => hidronefrose. Stephanurus dentatus: Suínos adultos (mais em suínos ao ar livre). Se localizam na gordura perirenal ou no próprio rim. Os cistos peripélvicos que se comunica com a pelve e ureter. DISTÚRBIOS CIRCULATÓRIOS HEMORRAGIA E TROMBOSE Em casos de peste suína, erisipela, estreptococose, salmonelose e herpes em cães. O herpes vírus afeta cães jovens em quadros de hipertermia, ou seja, replica em baixas temperaturas. Achados importantes: hemorragia renal. Patologia II Deygiane Xavier Imagem 1: hemorragia por herpesvírus em um cão e imagem 2: hemorragia por erisipela em suíno. INFARTO Em casos de tromboembolismo (endocardite valvular) e trombose por perda de anti-trombina III (glomerulopatias). A anti-trombina III afeta vasos de grande calibre. Imagem: infarto (bovino) – área pálida o que significa que é um infarto mais antigo e a área pálida infarto mais recente. NECROSE PAPIPAR PRIMÁRIA Relacionada ao uso prolongado de NSAIDs, pode ser por isquemia da porção medular interna. Em equinos, relacionado aos medicamentos: fenilbutazona e flunixin meglumine e em cães e gatos: ibuprofeno, aspirina, paracetamol. A necrose ocorre nas células intersticiais da medula, as quais são responsáveis pela produção de prostaglandinas, fatores anti-hipertensivos e glicosaminoglicanos, ou seja, possuem importante função para manter o parênquima renal. Os NSAIDs bloqueia ciclooxigenase inibe PGE2 perda do efeitovasodilatador isquemia - NSAIDs ou dano direto a células intersticiais da medula (aspirina). NECROSE PAPILAR SECUNDÁRIA Pode ocorrer por redução do fluxo sanguíneo na vasa recta ou por compressão da papila renal. A redução do fluxo sanguíneo na vasa recta faz lesão glomerular (amiloidose) – o que faz entupimento do tubo sanguíneo, não chega sangue na vasa recta o que causa isquemia amiloidose, em cães é mais granular. Ou pode ser por compressão da vasa recta (vasos paralelos a alça de Henle medular), levando a: fibrose b. amiloidose intersticial (gatos), pielite e neoplasias. A compressão da papila renal vai levar a cálculos e obstrução do trato urinário inferior (hidronefrose). Patologia II Deygiane Xavier TUMORES RENAIS Adenoma renal: proliferação epitelial do córtex. É benigna e mais comum em suínos ao abate, ou seja, é um achado incidental. Carcinoma renal: é maligna e não é tão comum. Ocorre em cães velhos. Neoplasias em silvestres: Viral (herpes) em sapos (tumor de Lucke) e vírus da eritroblastose aviária em galinhas. Em pastor alemão ocorre de forma hereditária, leva a dermatofibrose + cistoadenoma/cistoadenocarcinomas renais. UROLITÍASE Encontrado no ureter, uretra, bexiga e pelve renal (menos comum). Urolitos é o nome dado ao cálculo, mais comum em pequenos ruminantes. Pode ocorrer em ruminantes, cães e gatos e menos comum em equinos e suínos. Minerais se depositam ao redor dos debris de proteínas. Predispõe obstrução, necrose de pressão, ulceração da mucosa (uretrite hemorrágica), hidronefrose, ruptura de uretra e pielonefrite. Macroscopia: encontrar múltiplos ou um único cálculo, ou ainda podem ser encontrado deposito de minerais na forma de pó. Podem ser sólidos, macios ou friáveis, podem ser branco (de oxalato) ou acinzentado (de estruvita). A coloração vai variar de acordo com a composição, podendo ser amarelo (urato, cistina, xantina) ou marrom (sílica, urato e xantina). É feita análise em laboratório para saber a composição e, portanto sua origem, essas analises são feitas em animais de produção. Ocorre mais em machos, por terem a uretra mais comprida e com menor diâmetro. Em fêmeas a obstrução ocorre apenas por cálculos grandes na pelve ou bexiga. Em bovinos machos a obstrução ocorre no arco isquiático e flexura sigmoide, em carneiros e bodes ocorre no processo uretral e em cães na base do pênis. Patologia II Deygiane Xavier Fatores predisponentes: precursores em quantidades para a precipitação. Os dálmatas possuem defeito na captação de ácido úrico não conseguem transformar em alantoína levando ao acúmulo de ácido úrico cálculo. A substância metabolizada de forma anormal (hereditário) formação de cálculos de cistina ou xantina. Dietas (como sílica em pastagem e alta concentração de Mg em ração para gatos). Mecanismos associados à formação: pH (ácido – oxalato e alcalino – estruvita e carbonato), diminuição na ingestão de água (desidratação leva a supersaturação, que concentra os minerais cálculos), infecção bacteriana (estruvita em cães), obstrução urinaria (como tumores), corpos estranhos e drogas (sulfonamidas). CISTITE AGUDA Infecções bacterianas são as mais comuns. Ocorre em fêmeas (exemplo: porcas na maternidade – gaiolas – ambiente sujo). Ocorre por estagnação da urina, que pode acontecer devido a obstrução, micção completa ou trauma uretral. Pode ocorrer também por uréia amônia lesão na mucosa e por Glicosúria acentuada que leva ao crescimento bacteriano. Encontra-se edema, hemorragia, fibrina, pús, necrose e ulceração. CISTITE CRÔNICA Pode ser difusa, folicular ou polipoide. Difusa: ocorre espessamento da bexiga (submucosa difusa e acentuadamente infiltrada por células monocucleares). Folicular: nódulos disseminados compostos por proliferação linfóide e fibrose da lamina própria. Polipóide: secundária à irritação crônica: inflamação e proliferação epitelial não neoplásica com metaplasia de células caliciformes. Imagem 1: bexiga retraída: normal está espessa, porém ao estica-la fica mais fina. A bexiga apresenta-se sem bem distendida e mesmo assim está espessa. Patologia II Deygiane Xavier HEMATÚRIA ENZOÓTICA Hematúria é hemorragia na bexiga. Pode ser causada por Pteridium aquilinum (samambaia – comum em regiões de serra e na seca fica verde animais consomem rica em ptaquiloside desenvolve cistite), cistite e tumores, ptaquiloside ( cistite hemorrágica experimental em cobaias), hemangiomas (proliferação benigna de vasos) e neoplasias epiteliais ou mesenquimais (menos comum – podem se romper facilmente levando a hemorragia). Imagem 1: hematúria enzoótica bovino Imagem 2: hematúria enzoótica bovino, tumores na bexiga. NEOPLASIAS DO TRATO URINÁRIO INFERIOR Carcinoma de células transicionais em cão é o mais comum. (Imagem 1). Carcinoma de células escamosas comum em equinos. (Imagem 2). Rabdomiossarcoma em cão – neoplasia de musculatura estriada esquelético (não é tão comum). (Imagem 3).