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PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 
 
 
EEB. DOM ORLANDO DOTTI 
Rua Irmão Tomaz 293 - Bairro Bom Jesus 
CEP: 89504-670 Caçador – Santa Catarina 
Fone/Fax: (49) 3561 5987 e 3561 5986 
E-mail: eebdod@yahoo.com.br 
Código INEP: 42072379 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Artigo 2º da LDB: “A educação é direito de todos, dever da família e do Estado e terá 
como base os princípios de liberdade e os ideais de solidariedade humana” 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2022 
mailto:eebdod@yahoo.com.br
2 
 
Atualização/reformulação do PPP 
 
 
Trabalho iniciado no 1º trimestre de 2022, o PPP foi atualizado e 
reformulado de acordo com as legislações vigentes. Depois de concluído, foi 
aprovado e submetido à aprovação pelos conselhos escolares e pela comunidade 
Dotti em Assembleia Geral em 04 de fevereiro de 2022. 
Mesmo sido aprovado pela Comunidade Escolar Dotti, diante do estado de 
emergência devido à pandemia Covid-19 decretado pelo Conselho Estadual de 
Educação de Santa Catarina, a nova atualização contem a inclusão do item nº 7 “O 
funcionamento da escola na situação ou estado de emergência” e análise do 
objetivo e missão da escola. 
Através da reunião, a comissão de atualização e os membros de conselhos 
escolares apreciaram-no para juntos validar o presente PPP. 
 
 
 
 
 
Ata nº 01 /2022 
“No dia quatro de fevereiro de dois mil e vinte e dois, reuniram-se, na escola, a comissão de 
atualização do PPP e os demais professores”. A pauta da reunião foi a seguinte: 1) Acolhida e 
contextualização do cenário sobre aulas, apresentação de gráficos da pesquisa do inicio do ano, 
calendário escolar, organização e funcionamento da escola, registro no professor online, recreio 
monitorado, Plancon, número de alunos da escola. 2) Validação do PPP atualizado com a inclusão de 
leis relacionadas à situação ou estado de emergência como no caso da pandemia, reestudo do 
objetivo e missão da escola nesses tempos de pandemia e acréscimo de orientações sobre as 
adaptações nas avaliações de alunos com laudo. Depois de apreciado e analisado, o PPP atualizado 
foi validado através da votação. 
 
Participantes da comissão especial de atualização/reformulação e validação do 
PPP – edição 2021 
 
Irene Maria De Bortolo – Diretora Geral 
Cassiano Rocha de Lara Picolotto - Assessor de direção 
Renato Vogel - Assessor de direção 
Jayann Batista de Araujo Tittoni – Comissão de atualização 
Valmira Aparecida Moriggi - Comissão de atualização 
Silvana Aparecida Gomes Regert - Comissão de atualização 
João Paulo Smykaluk - Comissão de atualização 
Roberto Manoel Goncalves Lins - Comissão de atualização 
Zuleide Wharta Nora – Comissão de atualização 
3 
 
 
 
ÍNDICE 
ÍNDICE 3 
1 APRESENTAÇÃO .................................................................................................................... 6 
1.1 Características da instituição .........................................................................................6 
1.2 Caracterização da clientela ............................................................................................6 
1.3 Dados estatísticos dos resultados pedagógicos obtidos dos anos anteriores a 2018 . 7 
1.3.1 Ensino Fundamental- Índice de Desenvolvimento da Educação Básica ....................................... 7 
1.3.2 Ensino Médio- Quadro comparativo de resultados entre 2013 e 2018 do Exame Nacional do 
Ensino Médio por Proficiências ou Competências ................................................................................................... 8 
1.4 Comunicado sobre rendimentos escolares ....................................................................8 
1.5 As estratégias para recuperação dos alunos com baixo rendimento ............................8 
1.6 Resultados estatísticos obtidos no ano de 2018 ............................................................9 
1.6.1 Quadro geral de Resultado do Processo Ensino-Aprendizagem .................................................. 9 
1.7 O funcionamento da escola na situação ou estado de emergência. .......................... 10 
1.7.1 Destacam-se para o efetivo execução da função social da escola pública ................................. 10 
1.7.1.1 O disposto no artigo 205 da Constituição Federal, de 1988, indicando que a educação, direito 
de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da 
sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania 
e sua qualificação para o trabalho; ....................................................................................................... 10 
1.7.1.2 O artigo 227 da Constituição Federal reitera ser dever da família, da sociedade e do Estado 
assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à 
alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à 
liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de 
negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão; ........................................... 10 
1.7.1.3 O artigo 22 do Estatuto da Criança e do Adolescente, que dispõe que aos pais incumbe o 
dever de sustento, guarda e educação dos filhos menores, cabendo-lhes ainda, no interesse destes, 
a obrigação de cumprir e fazer cumprir as determinações judiciais; .................................................... 10 
2 PAPEL DA ESCOLA ................................................................................................................ 10 
2.1 Posicionamento político-pedagógico dos docentes e profissionais da educação ...... 11 
2.2 Objetivo geral e identidades da E. E. B. Dom Orlando Dotti ....................................... 12 
2.2.1 Objetivo geral ............................................................................................................................ 12 
2.3 Identidades .................................................................................................................. 12 
2.4 Uso de uniforme .......................................................................................................... 12 
2.5 Recreio Monitorado ..................................................................................................... 12 
2.6 Frequência .................................................................................................................. 13 
2.7 Infrequência ................................................................................................................. 13 
2.8 Casos especiais de problemas de saúde .................................................................... 13 
3 PAPEL DA FAMÍLIA ............................................................................................................... 15 
3.1 Direitos e Deveres da Família ..................................................................................... 15 
4 PROPOSTA CURRICULAR ...................................................................................................... 16 
4 
 
4.1 Objetivos ..................................................................................................................... 16 
4.2 Matriz curricular ........................................................................................................... 16 
4.2.1 Fundamental I ........................................................................................................................... 16 
4.2.2 Fundamental II .......................................................................................................................... 16 
4.2.3 Ensino Médio ............................................................................................................................. 17 
4.2.4 Conteúdos curriculares e sua adequação às diretrizes curriculares e padrões de qualidade .... 17 
4.2.5 Metodologia de ensino ..............................................................................................................18 
4.3 Sistema de avaliação ensino-aprendizagem relação alunos/docente; relação 
disciplina/docente .................................................................................................................................. 19 
4.4 Critérios para o registro do rendimento semestral: Ensino Fundamental I ................. 20 
4.5 Critérios para o registro da média semestral: Ensino Fundamental II e Ensino Médio 
20 
4.5.1 Provas ........................................................................................................................................ 20 
4.5.2 Trabalhos ................................................................................................................................... 20 
4.5.3 Competências socioemocionais ................................................................................................. 21 
4.5.4 Campo Conselho de Classe ........................................................................................................ 21 
4.5.5 Avaliação Diferenciada para Alunos de Laudo (sugestões) ....................................................... 21 
4.6 Aprovação ou Reprovação do Aluno........................................................................... 22 
4.7 Projetos pedagógicos .................................................................................................. 22 
5 DIMENSÃO ADMINISTRATIVA .............................................................................................. 24 
5.1 Aspectos gerais da organização escolar: Horário de funcionamento ......................... 24 
5.2 Formação acadêmica e profissional do corpo docente e diretivo ............................... 24 
5.3 Condições de trabalho ................................................................................................ 24 
5.4 Forma de atendimento aos alunos .............................................................................. 24 
5.4.1 A matrícula ................................................................................................................................ 24 
5.4.2 O acesso e a permanência do aluno na escola .......................................................................... 25 
5.4.3 Os documentos .......................................................................................................................... 25 
5.4.4 Alunos portadores de necessidades especiais ........................................................................... 25 
5.4.5 Professores da Educação Especial ............................................................................................. 26 
5.4.6 Atribuição da média trimestral e processo de adaptação de ensino aprendizagem aos alunos 
portadores de necessidades especiais ................................................................................................................... 27 
5.5 Atendimento educacional especializado ..................................................................... 28 
5.6 Conselho de Classe .................................................................................................... 29 
5.7 Proposta de Avaliação Institucional ............................................................................ 30 
5.8 Conselho Deliberativo ................................................................................................. 30 
5.9 Associação de Pais e Professores - APP ................................................................... 31 
5.10 Grêmio Estudantil ........................................................................................................ 31 
6 DIMENSÃO FINANCEIRA ....................................................................................................... 32 
7 DIMENSÃO FÍSICA ................................................................................................................ 33 
8 METAS, AÇÕES E RESPONSÁVEIS .......................................................................................... 34 
8.1 Dimensão Administrativa ............................................................................................. 34 
8.2 Dimensão Financeira .................................................................................................. 36 
8.3 Dimensão Física .......................................................................................................... 36 
5 
 
8.4 Dimensão Pedagógica ................................................................................................ 37 
9 AVALIAÇÃO FINAL E CONSOLIDAÇÃO DO PPP ...................................................................... 40 
10 RECONHECIMENTO POR RUBRICA ........................................................................................ 41 
REFERÊNCIAS .................................................................................................................................................. 42 
ANEXO I – RESULTADO COMPARATIVO DO SAGE ............................................................................................ 43 
ANEXO II – REGIMENTO INTERNO ESCOLAR .................................................................................................... 44 
Normas da Escola ................................................................................................................................. 44 
Indisciplina ............................................................................................................................................. 46 
Ato infracional ........................................................................................................................................ 47 
Casos de violência ................................................................................................................................ 47 
Responsáveis pelo registro das ocorrências (fatos) ............................................................................. 48 
Ações a serem tomadas nos casos de atos de indisciplina .................................................................. 48 
Ações a serem tomadas nos casos de atos infracionais ...................................................................... 49 
ANEXO III – LEI Nº 9394/96 – LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL ...................................... 51 
Capitulo V da Educação Especial ......................................................................................................... 51 
ANEXO IV – RESOLUÇÃO Nº 183, DE 19 DE NOVEMBRO DE 2013 .................................................................... 52 
ANEXO V – PORTARIA N° 109 DE 07/02/2019 ................................................................................................. 54 
ANEXO VI – RESOLUÇÃO CEE/SC Nº 100, DE 13 DE DEZEMBRO DE 2016*........................................................ 56 
ANEXO VII – CONSTITUIÇÃO FEDERAL ............................................................................................................. 62 
ANEXO VIII – LEI DE DIRETRIZES E BASES- LEI Nº 9.394/1996 ........................................................................... 65 
ANEXO IX - ESTATUTO DE CRIANÇA E ADOLESCENTE- ECA .............................................................................. 69 
Art. 56. Os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental comunicarão ao Conselho Tutelar os casos 
de: .......................................................................................................................................................................... 69 
Art. 98.As medidas de proteção à criança e ao adolescente são aplicáveis sempre que os direitos reconhecidos 
nesta Lei forem ameaçados ou violados ................................................................................................................ 69 
Art. 100. Na aplicação das medidas levar-se-ão em conta as necessidades pedagógicas, preferindo-se aquelas 
que visem ao fortalecimentodos vínculos familiares e comunitários ................................................................... 69 
Art. 102. .......................................................................................................................................................... 70 
Art. 112. Verificada a prática de ato infracional, a autoridade competente poderá aplicar ao adolescente as 
seguintes medidas ................................................................................................................................................. 71 
6 
 
1 APRESENTAÇÃO 
 
Seguindo as orientações do artigo 1º da LBD, este projeto político pedagógico 
representa o resultado dos processos formativos de diversos segmentos da 
comunidade escolar no ano de 2018. Portanto, é um documento que explana e 
justifica toda ação política educacional e pedagógica da E. E. B. Dom Orlando Dotti. 
Art. 1º. A educação abrange os processos formativos que se 
desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, 
nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e 
organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais. 
§ 1º. Esta Lei disciplina a educação escolar, que se desenvolve, 
predominantemente, por meio do ensino, em instituições próprias. 
§ 2º. A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e 
à prática social (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional; Lei 
nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996). 
 
1.1 Características da instituição 
A atual E. E. B. Dom Orlando Dotti resulta da aglutinação de duas escolas: a 
Escola Básica Salgado Filho (criado por Decreto Lei nº 294 de 18/06/73 para o 
funcionamento do 1º grau e Portaria 232 de 18/06/85 para o pré-escolar) e o Colégio 
Estadual Dom Orlando Dotti (Portaria 330/8/SED/SC de 31/03/70 para o 
funcionamento do ensino médio). 
Essa aglutinação ocorreu através da Portaria 679 de 31/10/97 com a 
transferência do Colégio Dom Orlando Dotti, que funcionava nas dependências da 
escola particular Colégio Marista Aurora, para onde já funcionava a Escola Básica 
Salgado Filho. Nessa aglutinação a denominação Escola Básica Salgado Filho foi 
extinta. E assim, a “nova escola” passou a ser denominada de Escola de Educação 
Básica Dom Orlando Dotti, preservando o nome do 1º bispo de Caçador, idealizador 
e executor da implantação de primeiras instituições de ensino de 2º grau e superior 
em nosso município. 
A E.E.B. Dom Orlando Dotti situa-se no Bairro Bom Jesus, praticamente 
centro da cidade, atende desde Ensino Fundamental I ao Ensino Médio nos 
períodos matutino e vespertino; e no noturno, somente ensino médio. 
 
1.2 Caracterização da clientela 
A pesquisa “Perfil Socioeconômico dos Alunos” aplicada em abril de 2021 
teve devolutiva da grande maioria dos estudantes, o que permite uma amostra 
significativa na pesquisa quantitativa investigadora. 
De acordo com a pesquisa, a clientela é caracterizada por diversas etnias 
sendo: 27,9% são de origem europeia, 9,5% são de miscigenação euro-caboclo, 
3,9% cabocla e 1,9% é da miscigenação euroasiática. A maior porcentagem ficou 
com a opção “não sei” com 56,8%. 
7 
 
As religiões de maior número de seguidores são católicas e evangélicas. 
A porcentagem de alunos que residem no Bairro Bom Jesus onde se situa a 
E. E. B. Dom Orlando Dotti ou nos bairros vizinhos soma 30,5 %. 
A análise da duração de residência à E. E. B. Dom Orlando Dotti a pé revelou 
que: 47 % = até 10 minutos, 29,9% = até 20 minutos, 17,4 % = até 30 minutos, 4,1 % 
= até 60 minutos, 1,6 % = até 120 minutos. Esta última percentagem de 1,6 
corresponde aos alunos residentes no interior que utilizam transporte coletivo cedido 
pela prefeitura. 
34,6 % não utilizam nenhum tipo de transporte (bicicleta, carona, transporte 
escolar, transporte coletivo) e vem a pé à E. E. B. Dom Orlando Dotti. Esses dados 
revelam crescente número de procura a esta Escola por famílias que residem nos 
interiores e em outros bairros mais distantes do Bairro Bom Jesus, onde 73,7 % 
moram com seus pais biológicos. 
79,8 % dos alunos só estudam e 20,2 % trabalham e contribuem com parcela 
do salário para ajudar na vida econômica da família. 
54,7 % das famílias possuem casa própria e outros 45,3 % estão pagando 
para quitar ou moram de aluguel. A renda familiar é suficiente para ter acesso a 
tecnologias como carro, TV, computador, celular com WhatsApp e internet. 
Quanto ao nível de escolaridade, 35,8 % dos pais têm ensino médio ou 
técnico concluído, 10,1% possuem graduação, 12,2% possuem pós-graduação 
sendo destaque para 4 pais doutores (0,5 %) e 10 mestres (1,2 %). 
 
1.3 Dados estatísticos dos resultados pedagógicos obtidos dos anos 
anteriores a 2020 
1.3.1 Básica Ensino Fundamental- Índice de Desenvolvimento da Educação 
 
4ª série/ 5º ano 2009 2011 2013 2015 2017 2019 
EEB DOM ORLANDO DOTTI 5,8 6,7 6,8 6,5 7,2 7,0 
Meta nacional para a escola pública 5,1 5,5 5,7 6,0 6,2 6,7 
 
8ª série / 9º ano 2009 2011 2013 2015 2017 2019 
EEB DOM ORLANDO DOTTI 4,1 4,8 4,1 4,7 4,9 4.8 
 
3º ano Ensino médio 
EEB DOM ORLANDO DOTTI 4,7 
Meta nacional para a escola pública 
FONTE: http://ideb.inep.gov.br/resultado/ (acesso em 31 de março de 2022) 
Obs.: Até a data de 31/03/2022, os resultados de 2020 não estão disponíveis no site do Inep. 
http://ideb.inep.gov.br/resultado/
8 
 
1.3.2 Ensino Médio- Quadro comparativo de resultados entre 2013 e 2019 
do Exame Nacional do Ensino Médio por Proficiências ou 
Competências 
 
 
Ano 
 
Alunos 
Concluintes 
 
Alunos 
Particip. 
 
% 
Part. 
MÉDIA 
Ling. e 
Cód. 
Mat. 
Ciências 
Humanas 
Ciências 
Natureza 
Redação 
Média 
Objetivas 
2013 128 74 57,81 485 506 513 485 515 498 
2015 147 107 73,0 508 486 572 479 545 511 
2016 168 126 75,0 519 477 530 487 552 513 
2018 146 82 56 533 518 568 492 507 528 
2019 130 61 47 547 562 535 495 621 535 
Fonte https://www.qedu.org.br/escola/225470-eeb-dom-orlando-dotti/enem (acesso: 31/março /2022) 
Obs.: Em 2017, o número de alunos participantes não atingiu o mínimo estabelecido para a 
divulgação dos resultados. 
 
1.4 Comunicado sobre rendimentos escolares 
Para os anos iniciais o instrumento utilizado será a avaliação descritiva, 
processual e formativa dando ênfase às habilidades, competências e socialização. 
Anos Finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio: Através do portal 
estudante on-line, as notas de provas e trabalhos, quando liberadas por professores, 
são divulgadas aos pais e responsáveis durante o semestre. Essa implantação do 
sistema estadual de informática permite aos pais exercerem seu dever de 
acompanhar e avaliar o desempenho escolar individual de seus filhos o que é 
expressa no artigo 2º da LDB “A educação é direito de todos, dever da família e do 
Estado” antes do fechamento da média trimestral. Os casos preocupantes de 
rendimento são comunicados à coordenação pedagógica pelos professores. Nesses 
casos, os pais ou responsáveis são solicitados a comparecerem à escola para 
orientação e registros de possíveis intervenções/soluções. 
Ao término de cada trimestre, o boletim individual é impresso. A entrega de 
boletins ocorre em dois momentos: em sala de aula para os alunos que tiveram 
rendimentos acima de 6,0; e no outro com a presença de pais e 
coordenação/direção para apresentação da ficha de ocorrências do aluno e ata do 
conselho de classe. O repasse dos registros individuais aos pais/alunos será feito 
até trinta dias após a entrega dos boletins. 
 
1.5 As estratégias para recuperação dos alunos com baixo rendimento 
As estratégias para recuperação dos alunos com baixo rendimento são: 
recuperação paralela de conteúdo (obrigatória) e recuperação de nota da prova 
https://www.qedu.org.br/escola/225470-eeb-dom-orlando-dotti/enem
9 
 
Quantidade de retidos por nível e período 
em 2022 
700 
600 
500 
400 
300 
200 
100 
E.
E.
B
 D
o
m
 O
rl
an
d
o
 D
o
tt
i 
através da aplicaçãode outra prova (obrigatória) prevalecendo sempre a maior nota 
entre as duas provas para o efeito da obtenção da média trimestral. 
Os casos de questões disciplinares e rendimentos baixos serão comunicados 
através de: ficha de solicitação de comparecimento, ficha nominal de ocorrência, 
telefone, comunicado por whatsapp e ata individual. Nesses casos as conversas 
poderão envolver direção, orientação pedagógica, professores, pais (responsáveis) 
e aluno. Além disso, observadas dificuldades como falta de domínio de tabuada e/ou 
falta de leitura, não realização das atividades tempo escola e tempo casa, os 
bilhetes serão enviados para os pais solicitando a participação da família no estudo 
diário, acompanhar as atividades dos alunos (filhos) e casa. A participação efetiva 
da família é fundamental. Perguntar o que o filho aprendeu na escola, qual o 
conteúdo mais significativo, se tem alguma dificuldade e assim por diante, interagir e 
acompanhar os estudos diariamente. 
 
1.6 Resultados estatísticos obtidos no ano de 2022 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
0 
Total de 
alunos 
Aprovados Reprovados 
Anos Iniciais - Matutino 320 118 1 
Anos Iniciais- Vespertino 202 0 
Anos Finais - Matutino 604 283 39 
Anos Finais - Vespertino 321 42 
Ens. Médio- Matutino 343 238 29 
Ens. Médio - Vespertino 105 16 
Ens. Médio - Noturno 147 122 39 
 
 
1.6.1 Quadro geral de Resultado do Processo Ensino-Aprendizagem 
 
Segmento 
Total de 
alunos 
Aprovados Reprovados Transferidos Evasão 
Anos Iniciais - Matutino 
320 
118 01 00 00 
Anos Iniciais- Vespertino 202 00 00 00 
10 
 
 
Anos Finais - Matutino 
604 
283 39 00 01 
Anos Finais - Vespertino 321 42 00 00 
Ens. Médio- Matutino 
343 
238 29 00 00 
Ens. Médio - Vespertino 105 16 05 02 
Ens. Médio - Noturno 147 122 39 11 09 
Total 1320 1154 126 16 12 
Fonte: Censo E. E. B. Dom Orlando Dotti/2022. 
 
1.7 O funcionamento da escola na situação ou estado de emergência. 
Sendo decretada a situação ou estado de emergência pelo Conselho 
Estadual de Educação de Santa Catarina- CEE, a Escola Dotti, sem perder suas 
identidades e objetivo, seguirá as resoluções do CEE e as portarias da Secretaria de 
Educação do Estado de Santa Catarina-SED para com o cumprimento da sua 
função social. 
 
1.7.1 Destacam-se para a efetiva execução da função social da escola pública: 
1.7.1.1 O disposto no artigo 205 da Constituição Federal, de 1988, indicando que a 
educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e 
incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da 
pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o 
trabalho; 
 
1.7.1.2 O artigo 227 da Constituição Federal reitera ser dever da família, da 
sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com 
absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à 
profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência 
familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, 
discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão; 
 
1.7.1.3 O artigo 22 do Estatuto da Criança e do Adolescente, que dispõe que aos 
pais incumbe o dever de sustento, guarda e educação dos filhos menores, cabendo- 
lhes ainda, no interesse destes, a obrigação de cumprir e fazer cumprir as 
determinações judiciais; 
 
 
 
 
2 PAPEL DA ESCOLA 
 
A escola é um espaço vivo e democrático, privilegiado da ação educativa e 
pedagógica que garante o acesso e a permanência ao ensino que venha atender as 
11 
 
necessidades atuais da sociedade. Sendo assim, a função social da escola é 
promover: 
a) Prática educativa com base nos princípios do trabalho; 
b) Prática do respeito à diversidade, à pluralidade e aos direitos humanos 
universais; 
c) Prática do incentivo à pesquisa para a socialização de conhecimentos 
cotidianos, sistematizado e tecnológico; 
d) Prática da sustentabilidade social e ambiental; 
e) Prática do desenvolvimento das 10 (dez) competências da Base Nacional 
Curricular Comum. 
Desta forma, os profissionais da Escola de Educação Básica Dom Orlando 
Dotti entendem que a escola tem papel fundamental, não só na construção do 
conhecimento cognitivo, mas também no desenvolvimento da formação humana 
integral como consta na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Proposta 
Curricular de Santa Catarina e Base Nacional Curricular Comum. 
 
2.1 Posicionamento político-pedagógico dos docentes e profissionais da 
educação 
O posicionamento político-pedagógico da direção, dos docentes e 
profissionais da educação desta unidade escolar baseia-se em: 
“A educação integral é (...) uma estratégia histórica que visa 
desenvolver percursos formativos mais integrados, complexos e 
completos, que considerem a educabilidade humana em sua múltipla 
dimensionalidade. (...) uma formação mais integral dos cidadãos 
supõe considerar e reconhecer o ser humano como sujeito que 
produz, por meio do trabalho, as condições de (re)produção da vida, 
modificando os lugares e os territórios do viver, revelando relações 
sociais, políticas, econômicas, culturais e socioambientais. (...) Assim, 
os espaços de formação podem/devem se converter em lócus de 
socialização de saberes, de estudo organizado dos acontecimentos, 
de iniciação à pesquisa e de incentivo à leitura científica do mundo”. 
(PROPOSTA CURRICULAR DE SANTA CATARINA, p. 26) 
 
Portanto, destacam-se os quatro seguintes princípios para viabilizar a 
educação de formação integral: 
a) Gestão democrática e compartilhada como princípio administrativo; 
b) Pesquisa, contextualização, comprometimento, competência e percurso 
formativo como princípio pedagógico; 
c) Trabalho, solidariedade, respeito à diversidade e à pluralidade, amor, 
solidariedade, ética, estética, disciplina, humildade, democracia e resiliência como 
princípio educativo. 
12 
 
d) Diversidade como princípio formativo. 
“Os princípios de liberdade são a base da educação brasileira e têm 
como horizonte três objetivos: a educação plena do educando, a sua 
preparação para o exercício de cidadania e a sua qualificação para o 
trabalho”. (SEMIER, Ricardo. Escola sem sala de aula, 2010. p.34) 
 
2.2 Objetivo geral e identidades da E. E. B. Dom Orlando Dotti 
2.2.1 Objetivo geral 
Oportunizar ao aluno práticas educativas e pedagógicas fundamentadas em 
Valores Humanos Universais, Ciência, Cultura, Tecnologia e Pesquisa para o 
desenvolvimento dos processos de ensino-aprendizagem de qualidade e a formação 
de cidadãos protagonistas de mudanças na sociedade contemporânea. 
 
2.3 Identidades 
a) Missão: Promover o processo de ensino aprendizagem de qualidade para a 
apropriação e construção de conhecimentos aliados ao protagonismo juvenil e à 
formação humana. 
b) Visão: Ser uma escola de referência em Educação Básica de qualidade. 
c) Valores: Amor, comprometimento, respeito, humildade, ética, estética, 
disciplina, democracia, confiança, solidariedade e resiliência. 
 
2.4 Uso de uniforme 
Por entender que o uniforme é a única maneira rápida e eficaz de identificar 
pessoas “estranhas” nas proximidades da escola, a Assembleia Geral de Pais em e 
Professores em 2022 que aprovou por unanimidade o uso obrigatório de uniforme. 
O objetivo principal é o aumento de segurança na escola. Sendo assim, o uso do 
uniforme passa a ser um direito e um dever, com as consequências que disso 
decorrem. Por outro lado, o aluno tem direito ao acesso ao ensino obrigatório e 
gratuito, não podendo ser impedido de frequentar a escola pela roupa que está 
usando como destaca o Estatuto da Criança e do Adolescente, artigo nº 18: “é dever 
de todos zelar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-o a salvo de 
qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor”. 
Portanto, sua cobrança será com o uso do bom senso. 
 
2.5 RecreioMonitorado 
O recreio será monitorado. De acordo com o Conselho Nacional de 
Educação/CNE, no Parecer CEB nº 05/97, o recreio monitorado com a presença e 
13 
 
efetiva orientação de professores é efetivo trabalho escolar; não havendo recreio 
monitorado, a duração de cada aula terá que ser de 48 minutos. 
 
2.6 Frequência 
De acordo com a Lei nº 9.394/1996, a frequência às aulas passou a ser 
calculada em relação ao cômputo total da carga horária em vigor. Ou seja, de 100 % 
(cem por cento) da carga horária anual, o aluno poderá faltar até 25 % (vinte e cinco 
por cento) das aulas. Se ultrapassar este limite, estará reprovado no período letivo, 
mesmo que tenha obtido o rendimento satisfatório. Dessa forma, a apuração da 
frequência não se fará mais sobre a carga horária específica de cada disciplina. 
 
2.7 Infrequência 
As medidas que serão tomadas pela escola são: 
a) Levantamento de conteúdos e trabalhos/provas não feitos que afetem 
diretamente no processo aprendizagem do aluno; 
b) Contato com os familiares para o diagnóstico da causa de infrequência e 
busca de alternativas; 
c) Comunicação ao sistema APOIA e às autoridades competentes (Conselho 
Tutelar, ou Vara da Infância e Adolescente ou Ministério Público) para providências 
cabíveis. 
 
2.8 Casos especiais de problemas de saúde 
a) A aluna gestante tem seus direitos garantidos nas Constituições Federal e 
Estadual, no Estatuto da Criança e do Adolescente, Leis nº 6.202/1975 e nº 
1.044/1969) 
b) O aluno que, por motivo de saúde, ficar afastado de frequentar as aulas, a 
partir de 30 (trinta) dias terá Atendimento Pedagógico Domiciliar desde que haja 
autorização do processo encaminhado pela escola/CRE encaminha à SED/DIEB; 
nesse caso, a carga horária a ser disponibilizada será de, no máximo, 20 (vinte) 
horas semanais e será definida após a análise do processo. O aluno que precisa de 
atendimento domiciliar deverá comprovar por laudo médico, com CID, no qual 
deverá constar o tempo de afastamento especificando o motivo do afastamento. 
c) A responsabilidade pelo controle e registro da frequência dos professores 
autorizados a atuarem no atendimento domiciliar é de competência do gestor da 
14 
 
unidade escolar, o qual deverá ser registrado em instrumento próprio, contendo, a 
cada dia de efetivo atendimento, a assinatura do pai ou responsável pelo educando; 
d) O professor do atendimento domiciliar deverá agendar um dia da semana na 
escola, para conversar com os professores das diferentes disciplinas, para 
conhecimento dos conteúdos e atividades. Caso necessário mais um período em 
situações de trabalhos mais específicos, programar com a direção da escola e 
professores. 
e) Nos casos em que o período de afastamento para tratamento de saúde for 
inferior a 30 (trinta) dias, a família deverá comparecer à escola e solicitar à equipe 
pedagógica as atividades semanais de cada disciplina, para que sejam 
encaminhadas ao aluno e desenvolvidas por ele em sua residência. A coordenação 
pedagógica poderá eleger um dia da semana para que o familiar traga as atividades 
desenvolvidas e receba outras para levar ao aluno até que este esteja totalmente 
recuperado e possa voltar a frequentar a escola. 
f) Os alunos que passarem mal durante as aulas são conduzidos à secretaria ou 
à sala de coordenação pedagógica podendo receber chá ou tratamento emergencial 
de primeiros socorros. Não resolvendo, será comunicado ao responsável do aluno 
por telefone. Nos casos em que requer’ cuidados maiores, o corpo de bombeiro é 
acionado e comunicado à família. 
15 
 
3 PAPEL DA FAMÍLIA 
 
Para uma educação de qualidade, a participação da família é de extrema 
importância como consta na Lei de Diretrizes e Bases: “Art. 2º A educação, dever da 
família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de 
solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, 
seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. ” 
 
3.1 Direitos e Deveres da Família 
a) Manter e acompanhar os filhos na escola; 
b) Zelar pela boa educação; 
c) Participar das reuniões e assembleias, bem como das atividades promovidas 
pela escola (obs.: Não podendo participar, justificar a ausência); 
d) Observar agenda escolar e assinar os comunicados, provas e ficha de 
desempenho individual do aluno; 
e) Conversar com filhos sobre acontecimentos na escola; 
f) Observar as atitudes e comportamentos dos filhos; 
g) Comunicar observações comportamentos que julgar importante à direção ou 
coordenação; 
h) Comunicar ausência dos filhos à escola e receber orientações sobre o 
andamento das aulas e realização de atividades avaliativas; 
i) Acompanhar o estudo dos filhos. Isto significa que a família deve procurar, 
juntamente com a escola, soluções para sanar dificuldades de aprendizagem e 
comportamentais antes do fechamento de cada semestre. Esse acompanhamento 
poderá ser feito acessando ao sistema estudante on-line para verificar agendamento 
de atividades avaliativas (agendamento de provas e trabalhos por disciplina) e 
rendimento escolar dos filhos. 
j) Cobrar de seu filho (ou sua filha) o estudo, a leitura e a realização de tarefas e 
pesquisas. 
16 
 
4 PROPOSTA CURRICULAR 
 
A E.E.B. Dom Orlando Dotti seguirá os princípios do Percurso Formativo da 
Proposta Curricular de Santa Catarina e as práticas cognitivas e socioemocionais da 
Base Nacional Comum Curricular. Portanto apresenta como norte, o 
desenvolvimento das habilidades e competências do (a): conhecimento; 
Pensamento crítico e criativo; Repertório cultural; Comunicação; Cultura 
digital; Trabalho e projeto de vida; Argumentação; Autoconhecimento e 
autocuidado; Empatia e Responsabilidade e cidadania. 
 
4.1 Objetivos 
Desenvolver atividades envolvendo toda comunidade escolar para garantir a 
transparência e atingir as metas estabelecidas, nos aspectos pedagógicos, 
financeiros, administrativos e físicos de acordo com a legislação vigente. 
 
4.2 Matriz curricular 
Em todos os níveis de ensino, o plano de ensino de cada disciplina é 
construído coletivamente por professores tendo como fundação teórica o percurso 
formativo, formação integral dos alunos e o desenvolvimento das habilidades e 
competências da BNCC. 
4.2.1 Fundamental I 
 
Área de conhecimento Componente Curricular 
Número de aulas 
semanais = 25 
 
Linguagens 
Língua Portuguesa 6 
Arte 2 
Educação Física 3 
Ciências Humanas Geografia 2 
História 2 
Ciências da Natureza Ciências 3 
Matemática Matemática 6 
Ensino Religioso Ensino Religioso 1 
 
4.2.2 Fundamental II 
 
Área de conhecimento Componente Curricular 
Número de aulas 
semanais = 26 
 
Linguagens 
Língua Portuguesa 4 
Língua Estrangeira (Inglês) 3 
Arte 2 
Educação Física 3 
Ciências Humanas 
História 3 
Geografia 3 
Ciências da Natureza Ciências 3 
Matemática Matemática 4 
Ensino Religioso Ensino Religioso 1 
17 
 
4.2.3 Ensino Médio 
 
Área de conhecimento Componente Curricular 
Número de aulas 
semanais = 25 
 
Linguagens 
Língua Portuguesa 3 
Língua Estrangeira (Inglês) 2 
Arte 2 
Educação Física 2 
 
Ciências Humanas 
História 3 
Geografia 2 
Filosofia 1 
Sociologia 1 
 
Ciências da Natureza 
Biologia 2 
Física 2 
Química 2 
Matemática Matemática 3 
 
 
 
4.2.4 Novo Ensino Médio (1°ano) 
 
 
Área de conhecimento Componente Curricular 
Número de aulas 
semanais = 25 
 
Linguagens 
Língua Portuguesa 2 
Língua Estrangeira (Inglês) 2 
Arte 2 
Educação Física 2 
 
Ciências Humanas 
História 2 
Geografia 2 
Filosofia 2 
Sociologia 2 
 
Ciências da Natureza 
Biologia 2 
Física 2 
Química 2 
Matemática Matemática 3 
 
 
 
4.2.4 Conteúdos curriculares e sua adequação às diretrizes curriculares e 
padrões de qualidade 
De acordo com a Resolução nº 4 (BRASIL, 2010), a organização dos 
conteúdos curriculares é assegurada a partir de: 
a) Trabalho embasado conceitualmente,estruturado com materiais didático- 
pedagógicos, rede física adequada, espaços internos e externo socioculturais; 
b) Tempos e espaços curriculares ampliados e diversificados com a atuação de 
profissionais da educação sob o propósito de construir coletivamente a escola de 
qualidade social; 
c) Abordagem didático-pedagógica que oriente o projeto político-pedagógico; 
18 
 
d) Matriz curricular compreendida como recurso propulsor de movimento, 
dinamismo curricular e educacional; 
e) Organização da matriz curricular que subsidie a gestão do currículo escolar; 
f) Formas de organizar o trabalho pedagógico; 
g) Criação de métodos didático-pedagógicos utilizando-se recursos tecnológicos de 
informação e comunicação; 
h) Constituição de rede de aprendizagem, entendida como um conjunto de ações 
didático-pedagógicas. 
 
Além disso, há temas transversais estabelecidos que devem ser 
desenvolvidos de forma interdisciplinar. São eles: 
No Ensino Fundamental: Resolução nº 7/2011, que fixa as diretrizes 
curriculares nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos, artigo nº 16, 
define como temas transversais: Saúde, Direitos das Crianças e Adolescentes nos 
moldes do ECA (Lei nº 8.069/1990 e Lei nº 11.525/2007; Direitos dos Idosos (Lei nº 
10.741/2003, Estatuto do Idoso); Educação Ambiental (Lei nº 9.795/1999, Política 
Nacional de Educação Ambiental); Educação para o Trânsito (Lei nº 9.503/1997, que 
institui o Código de Trânsito Brasileiro); Educação Fiscal; Educação para as relações 
étnico-raciais (Lei nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008). 
No ensino Médio: resolução nº 2, de 30 de janeiro de 2012, que fixa as 
diretrizes curriculares nacionais para o Ensino Médio, artigo 10, parágrafo II, define 
como temas transversais: Educação Alimentar e Nutricional (Lei nº 11.947/2009); 
Processo de Envelhecimento (Lei nº 10.741/2003, estatuto do Idoso); Educação 
Ambiental (Lei nº 9.795/1999, Política Nacional de Educação Ambiental); Educação 
para o Trânsito (Lei nº 9.503/1997, código de Trânsito Brasileiro); educação em 
Direitos Humanos (resolução nº 1/2012 e Decreto nº 7.037/2009, que institui o 
programa Nacional de Direitos Humanos PNDH 3), Educação para as relações 
étnico-raciais (Lei nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008). 
 
4.2.5 Metodologia de ensino 
Metodologia de ensino a ser executada é o percurso formativo. De acordo 
com PCSC 2014, o percurso formativo é processo constitutivo e constituinte da 
formação humana que norteia a importância da história, cultura, contexto social, 
linguagens, inteligência emocional, valores e virtudes, conhecimentos 
sistematizados e conhecimentos cotidianos do sujeito (aluno) numa interação 
intrapessoal e interpessoal. 
“Vivendo em grupos os seres humanos desenvolvem a necessidade 
de organizar as atividades práticas e a interagir constantemente. A 
linguagem se desenvolve à medida que possibilita referir-se a objetos 
e vivências. É por meio da linguagem que o ser humano desenvolve 
19 
 
as funções psicológicas superiores, tais como atenção, memória, 
representação etc. e são estas funções que viabilizam a estruturação 
da consciência, do pensamento humano e possibilitam operações 
abstratas. A dimensão intrassubjetiva/intrapsicológica dos seres 
humanos, assim, estrutura-se a partir das significações e dos 
conceitos elaborados socialmente, libertando-os da ação prática 
relacionada aos objetos, para a operação com representações e 
conceitos. (...)” (p. 33. Proposta Curricular de Santa Catarina) 
 
As estratégias de ensino aprendizagem estão relacionadas ao percurso 
formativo da Proposta Curricular de Santa Catarina e às 10 (dez) competências da 
BNCC. Portanto, “(...) é fundamental que as práticas pedagógicas a serem levadas a 
efeito nas escolas considerem a importância do desenvolvimento de todas as 
potencialidades humanas, sejam elas físicas/motoras, emocionais/afetivas, 
artísticas, linguísticas, expressivo-sociais, cognitivas, dentre outras, contribuindo 
assim para o desenvolvimento do ser humano de forma unilateral”. (PCSC, 2014, 
p.31). 
 
4.3 Sistema de avaliação ensino-aprendizagem relação alunos/docente; 
relação disciplina/docente. 
“A avaliação da aprendizagem constitui-se num processo de 
acompanhamento dos sujeitos, de modo que forneça indicadores 
para o aprimoramento do processo educativo”. Nesse sentido, “(...) 
uma educação voltada à formação integral, as estratégias de 
avaliação precisam dar conta de diagnosticar se as escolhas 
metodológicas estão em consonância com tal formação, bem como 
fornecer os subsídios para eventuais mudanças que precisem ser 
feitas no percurso”. (PROPOSTA CURRICULAR, 2014) 
 
Seguindo este pressuposto, serão realizadas as seguintes estratégias ao 
longo do percurso formativo dos sujeitos: 
a) A escuta dos interesses e de suas expectativas de aprendizagem; 
b) A observação das manifestações, das expressões, representações e 
relações, além do modo como estes compreendem e ocupam espaços e territórios; 
c) A ampliação dos repertórios de conhecimentos relativos aos conceitos das 
áreas e componentes curriculares; 
d) O registro de seus avanços e limitações individuais e do processo coletivo. 
Assim, ao longo do desenvolvimento das três etapas (diagnóstico, intervenção 
e replanejamento), será considerada a sistematização, a elaboração e a apropriação 
de conhecimentos, na forma de registros, relatos e outros instrumentos como 
subsídios para a avaliação. Será considerado também o contexto atual de avaliação 
externa: As provas Brasil, Olimpíada Brasileira de Matemática de Escolas Públicas, 
Olimpíada de Língua Portuguesa, do PISA e do ENEM. 
20 
 
Os alunos portadores de alguma deficiência serão atendidos por professor 
titular da disciplina e por 2º professor (Professor da Educação Especial) e terão 
tratamento e avaliação assegurados por LEI Nº 9394/96 – Lei de Diretrizes e Bases 
da Educação Nacional - Capitulo V da Educação Especial. 
 
4.4 Critérios para o registro do rendimento trimestral: Ensino Fundamental I 
O instrumento utilizado será avaliação descritiva, processual e formativa 
dando ênfase às habilidades, competências e socialização. 
 
4.5 Critérios para o registro da média trimestral: Ensino Fundamental anos 
finais e Ensino Médio 
A nota trimestral no boletim será calculada tendo, no mínimo, 4 (quatro) 
avaliações, sendo assim definidas: a) uma prova teórica individual sem consulta; b) 
uma prova teórica individual de recuperação de nota da prova; c) um trabalhoa; d) 
nota de competências socioemocionais. 
4.5.1 Provas 
Todos os alunos têm direito à recuperação de conteúdo e à recuperação de 
nota da prova. A prova de recuperação será aplicada após a recuperação de 
conteúdo, porém os alunos que obtiveram notas acima de 7,0 (sete) na(s) prova(s) 
podem optar por não fazê-la. Nesse caso, deverão ocupar-se de uma boa leitura de 
livros permanecendo em sala de aula. Em todas as disciplinas, a recuperação da 
prova teórica deverá ser realizada através da aplicação de uma nova prova 
individual e sem consulta. A prova deve conter questões diversificadas e 
devidamente pontuadas (quanto vale cada questão), isto é, devem constar alguns 
dos seguintes tipos de questões: contextualizadas, analíticas, interpretativas, de 
comparação, de associação, objetivas, de aplicação de conhecimentos 
sistematizados; de aplicação de conhecimentos cotidianos, atualizadas, subjetivas, 
de completar e de síntese, diversificando também em níveis de dificuldades ao 
critério do professor. 
 
Obs.: A prova poderá ser substituída por projeto pedagógico (Ex.: aplicação de 
metodologia ativa) mediante a discussão da importância desse projeto entre 
professor(a) e direção/coordenação e o aval dos mesmos. Essa substituição só 
poderá ser em 1(um) dos 2(dois) semestres. 
 
4.5.2 Trabalhos 
Os trabalhos serão realizados para desenvolver as habilidades, atitudes e 
virtudes que contemplam as 10 competências da BNCC. Portanto,serão dois 
trabalhos individuais com consulta ou em equipe, de maneira virtual seguindo as 
21 
 
determinações do PlanconEdu. Haverá recuperação de conteúdo, porém a nota de 
trabalho não será recuperada considerando que o trabalho é feito em equipe e/ou 
com consulta. 
 
4.5.3 Competências socioemocionais 
A nota de competências socioemocionais atende à exigência da 
RESOLUÇÃO Nº 183 (artigo nº 5) de 19 de novembro de 2013 e a da BNCC (10ª 
competência), e tem o mesmo peso de uma prova ou de um trabalho e sua 
atribuição é da competência do professor da disciplina. Essa nota deve representar 
o resultado da observação do professor quanto às atitudes, valores e organização 
do caderno do aluno. Não há recuperação de nota para competências 
socioemocionais. 
Além das quatro (4) avaliações em cada trimestre, há um instrumento 
chamado de campo “conselho de classe”. 
 
4.5.4 Campo Conselho de Classe 
É uma pontuação a ser acrescentada à média final dos trimestres e, no último 
trimestre, à média anual. O “Campo Conselho de Classe” serve para ajustar a 
discrepância observada entre a média final do semestre e o real nível de 
apropriação de conhecimento. Para o critério da atribuição maior, menor ou não dos 
pontos na disciplina, serão considerados a frequência dos (as): a) comentários e 
depoimentos do aluno que enriqueceram o conhecimento da turma durante as aulas; 
b) apresentação de raciocínio lógico, sistematizado e organizado, por escrito, na 
resolução de exercícios de cálculos, contextualizados, analíticos e interpretativos; c) 
habilidades motoras destacáveis durante as atividades físicas; d) criatividade ou 
originalidade na produção de obras artísticas e textuais; e) clareza e segurança na 
argumentação da resolução de situações problemas. 
 
Obs.: Os resultados do simulado interno/externo, provas regionais, OCQ e OBMEP 
poderão ser transformados em bonificação (máximo é 1,0 ponto) e acrescentados à 
média final do semestre. Simulado: a todas as disciplinas; OCQ: somente para 
Química; e OBMEP: somente para Matemática. 
 
4.5.5 Avaliação Diferenciada para Alunos de Laudo (sugestões) 
Os mesmos instrumentos de avaliação serão adotados. Porém, é essencial 
observar o que consta no laudo, ajustando–os como: 
a) Concedendo maior espaço de tempo; 
22 
 
b) Solicitando o auxílio do segundo professor na realização das 
provas/trabalhos; 
c) Realizando as avaliações em outro ambiente escolar (sair da sala de aula em 
companhia do segundo professor); 
d) Aumentando o tamanho das letras para deficientes visuais; 
e) Realizando prova oral; 
f) Fazendo a avaliação em 2 (dois) momentos, principalmente para alunos TDH, 
espectro autista e deficiência mental; 
g) Segundo professor auxiliando na leitura dos enunciados; 
h) Utilizando imagens, jogos didáticos e materiais concretos. 
i) Alunos que precisam de adaptação os segundos professores farão e 
repassarão as notas para os demais professores; 
j) Alunos que conseguem acompanhar segue o fluxo normal. 
 
 
Obs.: A avaliação dos alunos portadores de laudo por Segundo Professor: Registro 
na ficha individual, portfólio de fatos observados em sala de aula (semanal ou 
quinzenal) e relatório pedagógico semestral. 
 
 
4.6 Aprovação ou Reprovação do Aluno 
A aprovação ou retenção do aluno obedecerá à Resolução n° 183, de 19 de 
novembro de 2013 e o Artigo 7º da Portaria n° 109 de 07 de fevereiro de 2019. 
 
“Art.6º Ter-se-ão como aprovados, quanto ao rendimento da 
avaliação em todas as etapas e modalidades da Educação Básica, os 
alunos que: 
I - Obtiverem a média anual igual ou superior a seis (6) em todas as 
disciplinas; 
III - não será adotado exame final em nenhum ano ou série letiva na 
Educação Básica, na Educação Profissional e na Educação de 
Jovens e Adultos; 
IV- Para efeito de cálculo do resultado de aprovação, em todas as 
etapas e modalidades da Educação Básica e Profissional deve-se 
aplicar a fórmula: Soma da média dos semestres ÷ 2 ˃ ou = 6 
(seis); 
V- Ter-se-ão como reprovados os alunos que obtiverem média final 
inferior a 6 (seis). ” 
 
4.7 Projetos pedagógicos 
Além dos projetos estabelecidos nas leis federais e outros definidos por 
professores em suas disciplinas, serão desenvolvidos anualmente e neste período 
de pandemia (covid-19) de forma virtual e quando presencial respeitando o 
23 
 
distanciamento social de acordo com as normas do PlanconEdu sem aglomeração. 
São este os projetos disciplinares e interdisciplinares desenvolvidos na escola: 
Valores Humanos Universais, Projeto de Vida ( destaque ao protagonismo juvenil) 
Gincana do Dia do Estudante, Festa Junina/Julina, Halloween, Sete de Setembro, 
Dia das Mães, Dias dos Pais ( Dia de quem cuida de mim), sempre respeitando o 
PlanconEdu. Esses projetos que envolvem toda a comunidade escolar podem ser 
executados com a parceria de entidades como: Senac, Senai de Caçador, Polícia 
Militar e Diretoria de Trânsito, Transporte e Segurança de Caçador (DITTESC). 
 
 
4.8 Decreto autoriza volta as aulas 100% presenciais. 
O decreto oficial nº 1.669, do Governo do Estado, estabelece o retorno de 
100% dos estudantes às atividades presenciais nas instituições públicas e privadas 
de ensino de Santa Catarina. A mudança, que vinha sendo estruturada desde 
dezembro, será possível com o fim da exigência de distanciamento mínimo entre os 
alunos nas salas de aula. 
 
Válida para todas as instituições de ensino do território catarinense, a medida 
foi decidida em conjunto por representantes das 14 entidades que formam o Comitê 
Estratégico de Retomada das Aulas Presenciais, entre elas a Secretaria do Estado 
da Educação (SED), Secretaria de Estado da Saúde (SES), Ministério Público de 
Santa Catarina (MPSC), Tribunal de Contas do Estado (TCE-SC), União Nacional 
dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e Defesa Civil de Santa Catarina. 
 
As demais exigências e medidas sanitárias de segurança para evitar o 
contágio pela Covid-19, como o uso de álcool gel nas escolas, serão mantidas, 
enquanto a necessidade de garantir ventilação cruzada nos ambientes escolares 
será reforçada. A vacinação para profissionais da educação também segue sendo 
obrigatória, e a impossibilidade de se submeter à vacinação deve ser comprovada 
por laudo médico. A exceção são as gestantes, que podem continuar trabalhando de 
forma remota. 
24 
 
[DIMENSÃO ADMINISTRATIVA 
 
4.9 Aspectos gerais da organização escolar: Horário de funcionamento 
Período matutino 
 
Turno Início Término Recreio 
Matutino 07h30 min 11h30 min Séries finais: 09h45min ~ 10h00min. 
Ensino médio 09h45min ~ 10h00min. 
Séries iniciais: 10h00min ~ 10h15min 
Vespertino 13h 15 min 17h15 min Séries iniciais: 15h05min ~ 15h25min 
Séries finais (até 8.º anos): 15h30min ~ 15h45min 
9.º anos e ensino médio: 15h30min ~ 15h45min 
Noturno 18h30min 22h00 min 19h50min ~ 20h00min 
 
4.10 Formação acadêmica e profissional do corpo docente e diretivo 
No setor diretivo e administrativo são 11, sendo todos efetivos na escola 
Dotti. O quadro de professores varia de 65 a 75. Nesse universo, 36 são efetivos na 
Escola Dotti e mais 03 efetivos de outras escolas que completam a carga horária. 
Outros professores são Admitidos em Caráter Temporário (ACT) que se dividem em 
professor da disciplina e 2º professores da Educação Especial. 
 
4.11 Condições de trabalho 
Os professores têm o direito de serem tratados com respeito por todos os 
segmentos da escola criando ambiente harmonioso e sereno para o bom 
desenvolvimento dos processos tanto educativos quanto pedagógicos. Os 
professores que desejarem participar de um curso terão seus direitos assegurados 
mediante a aprovação da direção e da CRE (Coordenadoria Regional de educação). 
Quanto ao trabalho docente, cada professor pode imprimir provas sem limite 
de cotas e contar ainda com cotas mensais para enriquecer suas aulas. Pode 
também utilizar sua hora atividade de forma livre para seu aprimoramentoprofissional. 
Os materiais do dia a dia como pincel para quadro branco, giz e apagador são 
fornecidos pela escola. 
Aos aniversariantes do mês são homenageados com uma singela lembrança 
e cartão de felicitações. 
 
4.12 Forma de atendimento aos alunos 
4.12.1 A matrícula 
A matrícula do aluno se dá mediante a apresentação de seguintes 
documentos à secretaria da escola: 
25 
 
a) Certidão de nascimento/casamento, carteira de identidade e CPF do (a) 
aluno (a); 
b) Carteira de identidade e CPF dos pais ou dos responsáveis; 
c) Carteira de identidade de estrangeiro ou protocolo de registro no 
Departamento da Polícia Federal; 
d) Histórico escolar, exceto para o 1º ano do Ensino Fundamental; 
e) Atestado de frequência, exceto para o 1º ano do Ensino Fundamental; 
f) Certificado de conclusão de curso (quando for o caso); 
g) Atestado de vacina ou declaração dos pais e/ou responsáveis do(a) 
aluno(a), em dia com as vacinas, para todos os níveis de escolaridade (Portaria 
Ministerial nº 597/2004, art. 5º, § 2º) 
h) Comprovante de residência. 
 
4.12.2 O acesso e a permanência do aluno na escola 
O acesso e a permanência do aluno na escola, observado o princípio da 
educação escolar gratuita, não podem estar condicionados à falta de material, de 
uniforme escolar ou à contribuição financeira. Portanto, não poderão constituir 
impedimento para que o aluno participe das atividades escolares (Lei Complementar 
nº 170/1988, art. 5º, III e art. 81) 
Havendo vaga na série/ano solicitada, a direção da Escola não poderá 
recusar a matrícula, em qualquer circunstância. 
 
Obs.: aluno (a) é considerado (a) apto (a) à matrícula na série/ano mediante a 
apresentação do atestado de frequência ou histórico escolar. 
 
4.12.3 Os documentos 
Os documentos, tanto dos alunos quanto dos professores, são guardados em 
pasta individual pela secretária e estará à disposição dos que necessitam deles. As 
questões pedagógicas e justificativas de faltas são tratadas preferencialmente pela 
coordenação pedagógica, porém podem ser tratadas junto à direção. 
 
4.12.4 Alunos portadores de necessidades especiais 
Os alunos portadores de necessidades especiais com laudo médico e 
autorizados pela Fundação Catarinense de Educação Especial serão atendidos por 
segundo professor de acordo com o Art. 1º do Projeto de Lei PL./0207.3/2013 
conhecido como Lei Estadual do Segundo Professor. 
26 
 
As escolas públicas da rede estadual de ensino do Estado de Santa 
Catarina ficam obrigadas a manter a presença do segundo professor 
nas salas de aula que tiverem alunos com diagnóstico de: I- 
deficiência múltipla associada à deficiência mental; II- deficiência 
mental que apresente dependência em atividades de vida prática; III- 
deficiência associada a transtorno psiquiátrico; IV- sérios 
comprometimentos motores e dependência de vida prática; V- 
transtorno invasivo do desenvolvimento com sintomatologia 
exacerbada; VI- transtorno de déficit de atenção com 
hiperatividade/impulsividade com sintomatologia exacerbada; VII- 
deficiência visual; VIII- deficiência auditiva e X- deficiência motora. 
 
 
Além desse PL./0207.3/2013, a Escola segue orientação da RESOLUÇÃO 
CEE/SC Nº 100, de 13 de dezembro de 2016 que estabelece normas para a 
Educação Especial no Sistema Estadual de Educação de Santa Catarina. 
 
 
4.12.5 Professores da Educação Especial 
Segundo Professor de Turma: Caracteriza-se pela atuação de um professor 
para atender a turma como um todo, sem distinção, para melhor desenvolvimento da 
prática pedagógica, ou seja, o professor não é somente do aluno com deficiência, 
mas sim de toda a turma. Nas séries iniciais do ensino fundamental, tem como 
função correger a classe com o professor titular, contribuindo com a proposição de 
procedimentos diferenciados para qualificar a prática pedagógica. Nas séries finais 
do ensino fundamental, e no ensino médio, terá como função apoiar, em função de 
seu conhecimento específico e fazer as adaptações do conteúdo proposto pelo 
professor regente. 
Segundo Professor Bilíngue: Tem como objetivo atender a demanda da 
escola e deverá mediar por meio da Língua Brasileira de Sinais/Libras o processo de 
elaboração de conceitos científicos que compõem os conteúdos curriculares das 
diversas disciplinas. Este professor tem papel fundamental nas séries finais do 
ensino fundamental e ensino médio, pois o mesmo mediará para que o aluno se 
aproprie do Português como segunda Língua. Para atuar na educação indígena 
deve, ainda, ter fluência na língua de sua etnia. 
Professor Bilíngue: deverá ser ouvinte ou surdo regente de turmas bilíngues 
LIBRAS/ Português responsável pelo processo ensino aprendizagem dos educandos 
matriculados nas séries iniciais do ensino fundamental e da educação de jovens e 
adultos, preferencialmente com formação de nível superior na área da educação, 
fluência comprovada através de exame de proficiência em ambas as línguas. Este 
professor tem papel fundamental nas séries iniciais do ensino fundamental, pois vai 
fazer com que o aluno se aproprie do Português como segunda Língua. Para atuar 
na educação indígena deve, ainda, ter fluência na língua de sua etnia. 
27 
 
Professor Intérprete da LIBRAS: é um Professor ouvinte, com fluência em 
LIBRAS comprovada por meio de exame de proficiência, com formação em tradução 
e interpretação, LIBRAS/PORTUGUÊS/LIBRAS, sendo este responsável pela 
interpretação de todas as atividades didáticas, pedagógicas e culturais, desenvolvida 
na escola, de forma fiel, sem alterar as informações. Responsável também, por 
reformular textos de uma dada língua com os meios de outra, através de um 
processo interpretativo e comunicativo que se desenvolve em um contexto 
educacional com a finalidade de tornar possível o processo de ensino aprendizagem 
do surdo. Atua nas turmas mistas (com alunos surdos e alunos ouvintes) das séries 
finais do ensino fundamental e ensino médio, bem como nas modalidades da EJA, 
educação profissional e educação indígena. Observação: Este profissional não deve 
substituir o professor regente. 
Instrutor das LIBRAS: é um Professor ouvinte ou surdo, com fluência em 
LIBRAS, comprovada por meio de exame de proficiência, preferencialmente com 
formação de nível superior na área da Letras/Libras ou Letras/Língua Portuguesa e 
que atua com o ensino da LIBRAS tem como função possibilitar à comunidade 
escolar a aquisição e a aprendizagem da LIBRAS, para que todos possam se 
comunicar com o aluno surdo. Este profissional deve atuar como professor do 
SAEDE/AEE/MISTO, bem como capacitar a comunidade escolar e familiar para que 
todos possam se comunicar com o aluno usuário da LIBRAS. Observação: Este 
profissional não deve substituir o professor regente. 
Os professores da Educação Especial não devem assumir integralmente o(s) 
aluno(s) da educação especial, sendo a escola responsável por todos, nos 
diferentes contextos educacionais: recreio dirigido/monitorado, alimentação, uso do 
banheiro, segurança, etc. 
Nesse sentido, estes professores, após sua contratação, receberão da 
direção/coordenação pedagógica, em até 5 (cinco) dias úteis, o laudo diagnóstico e 
o plano de ensino de cada disciplina de todas as áreas de conhecimento com as 
atividades a serem desenvolvidas durante o referido ano letivo. 
 
 
4.12.6 Atribuição da média trimestral e processo de adaptação de ensino 
aprendizagem aos alunos portadores de necessidades especiais 
A atribuição da média trimestral é da competência do professor titular da 
disciplina juntamente com o segundo professor e a avaliação das atividades 
escolares serão diferenciadas de acordo com o nível de necessidades especiais o 
que é assegurada pela lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com deficiência (LBI – 
Lei 13146/15). Essas dificuldades deverão ser informadas para o(a) professor(a) 
titular da disciplina pela direção/coordenação pedagógica, durante o primeiro 
28trimestre ou até em um mês quando na transferência do aluno de outra escola, com 
a apresentação do parecer pedagógico do aluno elaborado pelo segundo professor 
contendo as dificuldades, as possibilidades e adaptações para com o mesmo. 
Realizar adaptações curriculares relacionadas aos objetivos de 
aprendizagem, adaptação de conteúdos e metodologias, adaptação 
de materiais e adaptações do espaço físico e organização do tempo 
para a avaliação, aos estudantes com deficiência, Transtorno do 
Espectro autista/TEA, Transtorno do Déficit de Atenção e 
Hiperatividade/TDAH e Altas Habilidades/Superdotação, que atendam 
às características individuais, valorizando e atentando para as 
potencialidades do estudante, quando se fizer necessário (Ofício 
Circular nº 81/15 de março de 2017- SED- SCp. 5) 
 
 
4.13 Atendimento educacional especializado 
Atendimento Educacional Especializado compõem o Programa Pedagógico 
da Política de Educação Especial do Estado de Santa Catarina, assim como os 
demais cargos de Segundo Professor de Turma, Segundo Professor Bilíngue, 
Professor Bilíngue, Professor Intérprete de Libras e Instrutor de Libras. 
O Programa Pedagógico integra a Política de Educação Especial do Estado 
de Santa Catarina, que foi elaborada pela Secretaria de Estado da Educação em 
parceria com a Fundação Catarinense de Educação Especial, e referendada pela 
Resolução/CCE nº 112/2006. Em âmbito nacional o Atendimento Educacional 
Especializado é regulamentado pelo Decreto nº 6.571, de 18 de setembro de 2008. 
O atendimento educacional especializado - AEE tem como função identificar, 
elaborar e organizar recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as 
barreiras para a plena participação dos alunos, considerando suas necessidades 
específicas. Esse atendimento complementa e/ou suplementa a formação dos 
alunos com vistas à autonomia e independência na escola e fora dela. 
O AEE é realizado, prioritariamente, na Sala de Recursos Multifuncionais da 
própria escola. Os alunos autorizados a frequentar o AEE devem estar matriculados 
no ensino regular e o atendimento será sempre no contraturno das aulas. Vale 
ressaltar que o processo de integração desse aluno é avaliado e autorizado pela 
Secretaria Estadual de Educação em Parceria com a Fundação Catarinense de 
Educação Especial. 
Considera-se público-alvo do AEE: 
a) Alunos com deficiência: aqueles que têm impedimentos de longo prazo de 
natureza física, intelectual, mental ou sensorial, os quais, em interação com diversas 
barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em 
igualdade de condições com as demais pessoas. 
29 
 
b) Alunos com transtornos globais do desenvolvimento: aqueles que apresentam 
um quadro de alterações no desenvolvimento neuropsicomotor, comprometimento 
nas relações sociais, na comunicação ou estereotipias motoras. Incluem-se nessa 
definição alunos com autismo clássico, síndrome de Asperger, síndrome de Rett, 
transtorno desintegrativo da infância (psicoses) e transtornos invasivos sem outra 
especificação. 
c) Alunos com altas habilidades/superdotação: aqueles que apresentam um 
potencial elevado e grande envolvimento com as áreas do conhecimento humano, 
isoladas ou combinadas: intelectual, acadêmica, liderança, psicomotora, artes e 
criatividade. 
 
4.14 Conselho de Classe 
A Resolução nº 183 aprovada em 19 de novembro de 2013, do Conselho 
Estadual de Educação/SC, estabelece diretrizes operacionais para a avaliação do 
processo ensino-aprendizagem e o Conselho de Classe, e determina nos seus 
artigos 16, 17, 19 e 20: 
Art. 16 - O Conselho de Classe é instância deliberativa integrante da 
estrutura dos estabelecimentos de ensino e tem sob sua 
responsabilidade: 
I - A avaliação do processo ensino-aprendizagem desenvolvido pelo 
estabelecimento de ensino e a proposição de ações para a sua 
melhoria; 
II - A avaliação da prática docente, no que se refere à metodologia, 
aos conteúdos programáticos e à totalidade das atividades 
pedagógicas realizadas; 
III - A avaliação dos envolvidos no trabalho educativo e a proposição 
de ações para a superação das dificuldades; 
IV - A definição de critérios para a avaliação e sua revisão, quando 
necessária; 
V - Apreciar, em caráter deliberativo, os resultados das avaliações 
dos alunos apresentados individualmente pelos professores; 
VI - Decidir pela promoção ou retenção dos alunos. 
Art. 17 - O Conselho de Classe será composto: 
I - Pelos professores da turma; 
II - Pela direção do estabelecimento de ensino ou seu representante; 
III - Pela equipe pedagógica; 
IV - Por alunos; 
V - Por pais ou responsáveis, quando for o caso. 
Parágrafo único. O funcionamento e a composição da representação 
prevista nos incisos IV e V do Conselho de Classe será previsto no 
Projeto Político Pedagógico. 
Art. 19 - O Conselho de Classe poderá reunir-se extraordinariamente, 
convocado pela direção do estabelecimento de ensino, por 1/3 (um 
terço) dos professores ou dos pais, quando for o caso, ou dos alunos 
da turma. 
Art. 20 - Das reuniões do Conselho de Classe deverá ser lavrada ata, 
em livro próprio, com assinatura de todos os presentes. 
30 
 
O Conselho de Classe na EEB. Dom Orlando Dotti será formado por 
professores (presença obrigatória de 50 % mais 1); direção e equipe pedagógica 
(presença obrigatória); alunos (todos para responder pré conselho e, apresentação 
do resultado); e pais (presença facultativa). O conselho de classe será desenvolvido 
em 4 (quatro) momentos diferenciados: a) pré-conselho online (Google Drive) 
destinado a todos os alunos das turmas com autoavaliação e avaliação da turma 
com o prazo para responder em até 7 (sete) dias; b) apresentação do resultado do 
pré-conselho; c) diagnóstico do desempenho das competências e habilidades pela 
equipe dos profissionais da educação; c) plantão pedagógico para repasse do 
diagnóstico aos pais/responsáveis por todos os profissionais da educação. 
 
Obs.: Autoavaliação dos alunos será aplicada até 15 (quinze) dias antes do término 
do 1º semestre que será preenchida manualmente. 
 
4.15 Proposta de Avaliação Institucional 
Avaliação institucional é feita com a participação dos alunos, professores e 
administrativo. A avaliação é feita em 4 (quatro) dimensões: infraestrutura, clima 
organizacional, políticas pedagógicas e políticas de gestão e seu resultado será 
divulgado na página do site da SED-SC. 
<(https://app.powerbi.com/view?r=eyJrIjoiZWRhNmJhMTktMjUzMC00OGEzL 
WE5OWItMWU1Y%20WQ1NWVjZGZmIiwidCI6ImExN2QwM2ZjLTRiYWMtNGI2OC 
1iZDY4LWUzOTYzYTJlYzRlNiJ9)> no segundo semestre de cada ano letivo. 
 
4.16 Conselho Deliberativo 
O Conselho Deliberativo Escolar tem a finalidade de assegurar a participação 
de todos os segmentos da comunidade escolar na gestão democrática, com funções 
de caráter consultivo, normativo, deliberativo e avaliativo e visa promover o 
fortalecimento da autonomia pedagógica, administrativa e financeira. O mandato tem 
duração de 2 (dois) anos e a eleição é realizada em março nos anos ímpares. O 
Conselho Deliberativo da Escola Dotti será formado por 16 (dezesseis) titulares e 
mais diretor geral como membro nato totalizando 17 (dezessete) membros titulares 
além de, pelo menos, 3 (três) suplentes em cada segmento: 
a) estudantes, 
b) pais/responsáveis legais por estudantes e, 
c) servidores. 
Suas funções estão no regimento interno do Conselho Deliberativo Escolar 
que foi atualizado em agosto de 2019. 
https://app.powerbi.com/view?r=eyJrIjoiZWRhNmJhMTktMjUzMC00OGEzLWE5OWItMWU1Y%20WQ1NWVjZGZmIiwidCI6ImExN2QwM2ZjLTRiYWMtNGI2OC1iZDY4LWUzOTYzYTJlYzRlNiJ9
https://app.powerbi.com/view?r=eyJrIjoiZWRhNmJhMTktMjUzMC00OGEzLWE5OWItMWU1Y%20WQ1NWVjZGZmIiwidCI6ImExN2QwM2ZjLTRiYWMtNGI2OC1iZDY4LWUzOTYzYTJlYzRlNiJ9
https://app.powerbi.com/view?r=eyJrIjoiZWRhNmJhMTktMjUzMC00OGEzLWE5OWItMWU1Y%20WQ1NWVjZGZmIiwidCI6ImExN2QwM2ZjLTRiYWMtNGI2OC1iZDY4LWUzOTYzYTJlYzRlNiJ9
31 
 
4.17 Associação de Pais e Professores- APP 
É uma entidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, regida pelo 
Código Civil. Como uma instituição de direito privado, a Associação possui 
autonomia para exercer direitos e contrair obrigações com seus recursos, sejam eles 
provenientes, dentre outros, de doações/contribuições de pessoas físicas, de 
entidades públicas ou privadas ou de subvenções de órgãos governamentais. O 
Decreto 31.113 de dezembro de 1986 e a Constituição Federal do Brasil de 1988 
amparam a condição de elaboração dos estatutos da Associação a partir da 
realidade da escola. O estatuto da APP da Escola Dotti foi atualizado em 2017. 
Nesse contexto, esse estatuto pode ser alterado sempre que for necessário, no 
sentido de construir a autonomia da APP e da Unidade Escolar sempre com 
deliberação em Assembleia Geral Extraordinária, especialmente convocada para a 
aprovação das alterações do Estatuto. 
Considerando que a APP não se limita apenas à diretoria, mas a todos os 
associados, e é no exercício da Gestão Democrática que se criam canais para ir 
além da simples representatividade. 
 
4.18 Grêmio Estudantil 
Após a aglutinação das duas escolas (Escola Básica Salgado Filho e Colégio 
Estadual Dom Orlando Dotti), o Grêmio estudantil só foi reativado pelo, então 
Professor de Sociologia e Filosofia, César Augusto dos Santos em 2012. O 
professor César Augusto atuou como coordenador por 4 anos promovendo suas 
atividades fundamentadas na LEI Nº 7.398, de 4 de novembro de 1985 até então 
sem o nome específico para o Grêmio Estudantil. O nome “Grêmio Estudantil 
Professora Michiko Okuyama” foi eleito em maio de 2014 entre as sugestões de 
nomes apresentados pelos alunos da escola. Participaram nessa eleição direta os 
alunos do Ensino Fundamental e os do Ensino Médio. A função e atuação bem 
como organização do Grêmio estão registrados no Estatuto que foi elaborado pelo 
Grêmio Estudantil e aprovado em 2017 na Assembleia Geral dos Estudantes da 
Escola Dotti. Os membros do Grêmio Estudantil são eleitos bienalmente no mês de 
junho e sempre nos anos pares. O(A) coordenadora do Grêmio Estudantil deve ser 
professor(a) efetivo(a) 40h na Escola Dotti. As normas estão no estatuto dando 
ênfase às funções sociais que são: a) cooperar no bom andamento da escola 
apontando soluções e melhorias; b) desenvolver liderança na sociedade; c) aprender 
o significado de ser protagonista de mudanças na sociedade; e) trabalhar em prol da 
felicidade e bem estar de todos sem esperar vantagens pessoais, nem recompensas 
financeiras. 
32 
 
5 DIMENSÃO FINANCEIRA 
 
Para atender mais de 1500 alunos a Escola recebe anualmente do Governo 
Federal, R$ 20,00 por aluno e R$ 80,00 por aluno portador de necessidades 
especiais. O valor total da verba federal denominado PDDE chega a R$ 31.900,00 
(sendo R$ 6.380,00 para o capital e R$ 25.520,00 para custeio). Já a verba estadual 
do CPESC é de 22.500,00 para custeio e R$ 12.500,00 para a mão de obra. Os 
valores das verbas federal e estadual somam R$ 66.900,00, mas não é suficiente 
para manter o bom funcionamento pedagógico, pois fora as verbas o gasto médio 
mensal a R$ 2.500,00. As promoções junto à APP e contribuições espontâneas 
ajudam no orçamento, porém sem saldo positivo para casos emergenciais. 
33 
 
6 DIMENSÃO FÍSICA 
 
A reconstrução da EEB Dom Orlando Dotti teve seu início em 2010. Em 2011, 
já com problemas visíveis, foi apresentado um documento à Secretaria de 
Desenvolvimento Regional de Caçador o que resultou em PARECER nº: 
MPTC/4533/2011 e PROCESSO nº: RLA-10/00642213. 
O valor total investido, de acordo com as informações da SDR de Caçador, foi 
mais de R$ 6.000.000,00. 
O tamanho da sala é de 64 m2 podendo comportar, de acordo com o Parecer 
Técnico nº 27/2013/CIP/Gam, oficializado pelo Ministério Público de Santa Catarina 
até 39 alunos, porém a perícia do Corpo de Bombeiros limitou, por segurança, até 
35 alunos por sala. 
O prédio de três pisos é composto de: a) térreo: secretaria conjugada à sala 
de direção; sala de multimídia; sala de professores, sala de AEE; 3 salas de aula; 1 
depósito; 1 cozinha; 1 refeitório; 1 banheiro masculino, 1 banheiro feminino e 1 
banheiro de acessibilidade; 1 biblioteca; 2 bebedouros; 1 refeitório; b)1º andar: 11 
salas de aulas; 1 sala de coordenação pedagógica ensino fundamental; 1 banheiro 
masculino, 1 banheiro feminino e 1 banheiro de acessibilidade; 1 bebedouro; c) 2º 
andar: 10 salas de aula; 1 banheiro feminino, 1 banheiro masculino e 1 banheiro de 
acessibilidade; 1 laboratório de informática; 1 sala de coordenação pedagógica do 
ensino médio e 1 bebedouro. O prédio possui andares e rampas para acessibilidade, 
mas sem elevador. 
Outro ambiente próximo ao ginásio esportivo está o auditório com capacidade 
para 150 pessoas. Os três ambientes (prédio, ginásio e auditório) são construções 
independentes e entre eles há pátios com corrimãos para acessibilidade que foram 
instalados em janeiro de 2017. Além da entrada principal (fachada da escola), tem 
outra entrada lateral para acessibilidade. 
A biblioteca atende os alunos e professores nos dois períodos (matutino e 
vespertino) e, à noite, quando solicitado. Em 60 % do espaço escolar e nas ruas 
laterais, em 2016, foram instalados sensores e câmeras da empresa particular de 
monitoramento que são mantidos pela APP. 
34 
 
7 METAS, AÇÕES E RESPONSÁVEIS 
 
7.1 Dimensão Administrativa 
 
a) Meta: Atingir, de 85 a 95 %, o nível de satisfação dos pais, professores e alunos no 
atendimento da secretaria e no apoio às atividades pedagógicas. 
Ação: Realizar reunião mensal da equipe administrativa para avaliação da qualidade de 
atendimento. 
Objetivo específico: Criar laços de confiança entre todos os segmentos da escola. 
 
b) Meta: Garantir, no mínimo, 51 % dos professores e funcionários em eventos/encontros 
da escola. 
Ação: Expor, de maneira permanente, calendário escolar, na 1ª semana do referido semestre. 
Objetivo específico: Acolher, todos, sem distinção, incentivando a participação em eventos 
para formar Família Dotti 
 
c) Meta: Atingir 100 % de devolução do repasse do diagnóstico (ata individual) aos alunos 
em até 15 dias após a realização do conselho de classe semestral 
Ação: Designar pessoas responsáveis 
Objetivo específico: Informar sobre a situação do aluno. 
 
d) Meta: Manter a porcentagem de 80 a 90 % de participação dos pais dos alunos dos 
Anos Iniciais nas reuniões de entrega de boletins e conselho de classe 
Ação: Designar professores e utilizar agenda escolar e bilhetes para comunicar a data e o 
horário com até 3 dias de antecedência. 
Objetivo específico: Cumprir o Art. 2 da Lei de Diretrizes e Bases – Lei 9394/96 
 
e) Meta: Aumentar a porcentagem de participação dos pais dos alunos dos Anos Finais 
para 40 a 50 % nas reuniões de entrega de boletins e Conselho de Classe participativo. 
Ação: Designar professores e utilizar agenda escolar e bilhetes para comunicar a data e o 
horário com até 3 dias de antecedência. 
Objetivo específico: Cumprir o Art. 2 da Lei de Diretrizes e Bases – Lei 9394/96. 
 
f) Meta: Aumentar a porcentagem de participação dos pais dos alunos do Ensino Médio 
para 30 a 40 % nas reuniões de entrega de boletins e/ou Conselho de Classe participativo. 
Ação: Designar professores e Grêmio Estudantil para comunicar a data e o horário com a 
opção de utilizar a agenda escolar com até 7 dias de antecedência. 
Objetivo específico: Cumprir o Art. 2 da Lei de Diretrizes e Bases – Lei 9394/96 
 
g) Meta: Garantir, pelo menos, 50 % de participação de cada segmento (pais, professores 
e alunos) na avaliação institucional. 
Ação: Incentivar a participação dos pais, professores e alunos através da explicação de como 
funciona O PROGRAMA PALMA DA MÃO da SED, e também no questionário elaborado no 
formato google drive pela direção/coordenação. 
Objetivo específico: Avaliar a eficiência da gestão escolar 
 
h) Meta: Manter, para, no mínimo40 integrantes na composição da Fanfarra do Dotti. 
Ação: Convidar novos integrantes. 
Objetivo específico: Manter a tradição da Fanfarra do Dotti. 
 
i) Meta: Validar 100 % de adesão ao uso de uniforme para períodos matutino e 
vespertino 
35 
 
 
Ação: Aprovar na Assembleia Geral em fevereiro de cada novo ano, o uso de uniforme. 
Objetivo específico: Aumentar o nível de segurança impedindo a entrada de pessoas 
estranhas ao ambiente escolar. 
 
j) Meta: Zerar a ocorrência de bullying e consumo de produtos ilícitos na escola. 
Ação: Incentivar a denúncia anônima. 
Objetivo específico: Prevenir ações de combate a drogas e bullying. 
 
k) Meta: Zerar a ocorrência de brigas nas dependências da escola 
Ação: Incentivar à cultura da paz e do diálogo com palestras e atividades extraclasses. 
Objetivo específico: Prevenir ações de combate à violência para criar ambiente de 
convivência harmoniosa e segura 
 
l) Meta: Diminuir, até 5 %, o número de alunos com chegadas tardias para a 1ª e 4ª aula. 
Ação: Fiscalizar e registrar as chegadas atrasadas 
Objetivo específico: Criar ambiente de compromisso com o funcionamento legal e eficácia da 
Escola. 
 
m) Meta: Garantir reuniões sistematizadas mensalmente com 90% dos membros da 
equipe administrativa 
Ação: Elaborar calendário trimestral de reuniões. 
Objetivo específico: Criar momentos para reflexão. 
 
n) Meta: Garantir reuniões sistematizadas semanalmente com 100 % dos membros da 
direção. 
Ação: Elaborar calendário semestral de reuniões. 
Objetivo específico: Criar momento de reflexão. 
 
o) Meta: Manter o Grêmio Estudantil, com, no mínimo, 8 membros. 
Ação: Eleger um coordenador entre professores efetivos. 
Objetivo específico: Proporcionar aprendizagem de protagonismo e de gestão democrática 
 
p) Meta: Divulgar 100 % dos eventos culturais e sociais da escola com o uso de redes 
sociais 
Ação: Designar um responsável. 
Objetivo específico: Divulgar eventos culturais e sociais para maior número de família. 
 
q) Meta) Manter o site oficial da Escola Dotti (www.eebdomorlandodotti.com.br) com 
100% de publicação de prestação de contas e plano unificado de ensino por disciplina e 
série/ano. 
Ação: Contratar um profissional e designar um responsável na escola para atualizar 
informações. 
Objetivo específico: Executar a gestão de transparência 
 
Início: 07/01/2019 Fim: 22/12/2023 
Público alvo: Comunidade Escolar 
Recursos: Recursos humanos e materiais de expediente 
Responsáveis pela ação: Equipe administrativa 
36 
 
7.2 Dimensão Financeira 
 
a) Meta: Utilizar 100 % do Programa Dinheiro Direto para Escola (PDDE). 
Ação: Identificar setores deficitários e materiais em falta em reuniões com Conselhos 
Escolares: Conselho Deliberativo, APP e Grêmio Estudantil. 
Objetivo específico: Aplicar precisamente, com a aprovação do Conselho Deliberativo, os 
recursos para facilitar o trabalho docente e atividades pedagógicas. 
 
b) Meta: Utilizar 100 % do cartão CPESC. 
Ação: Identificar setores deficitários e materiais em falta em reuniões com Conselhos 
Escolares: Conselho Deliberativo, APP e Grêmio Estudantil. 
Objetivo específico: Aplicar precisamente, com a aprovação do Conselho Deliberativo, os 
recursos para facilitar o trabalho docente e atividades pedagógicas. 
 
c) Meta: Utilizar 90 a 95 % do dinheiro arrecadado pela APP deixando reserva para 
emergências. 
Ação: Definir o uso de dinheiro em reuniões com membros da APP. 
Objetivo específico: Aplicar precisamente os recursos para criar condições favoráveis ao 
desenvolvimento de atividades pedagógicas. 
 
d) Meta: Arrecadar, no mínimo, R$ 5000,00, em cada semestre com a realização de 
eventos e/ou ação entre amigos. 
Ação: Formar comissão com a APP e Grêmio Estudantil. 
Objetivo específico: Possibilitar a aquisição de materiais complementares para o bom 
desenvolvimento de atividades pedagógicas. 
 
e) Meta: Arrecadar com contribuição espontânea, no mínimo, R$ 500,00 em cada 
semestre. 
Ação: Consultar e aprovar a contribuição espontânea na Assembleia de Pais e Professores 
no mês de fevereiro. 
Objetivo específico: Possibilitar a aquisição de materiais destinados às atividades 
pedagógicas e projetos 
 
Início: 07/01/2019 Fim: 22/12/2023 
Público alvo: Comunidade Escolar 
Recursos: Verba federal, Verba estadual, Verba cartão e Verba da APP. 
Responsáveis pela ação: Direção, Conselho Deliberativo, APP e Grêmio Estudantil. 
 
 
7.3 Dimensão Física 
 
a) Meta: Otimizar 100 % das 24 salas da Escola. 
Ação: Avaliar a estrutura funcional das salas junto à comunidade escolar. 
Objetivo específico: Propiciar ambiente favorável ao estudo. 
 
b) Meta: Ampliar até 12 metros quadrados o espaço da secretaria. 
Ação: Contratar mão de obra terceirizada com a aprovação do APP. 
Objetivo específico: Criar um espaço específico para arquivo passivo. 
 
c) Meta: Manter 60 % das dependências da escola com o sistema de monitoramento 
associado a câmeras e sensores de segurança. 
Ação: Contar com a APP, para continuar com o pagamento do monitoramento particular 
37 
 
 
Objetivo específico: Evitar o roubo, vandalismo e aumentar a segurança dentro e ao redor 
da escola. 
 
d) Meta: Transformar, pelo menos, 80 % das paredes (do refeitório e dos pátios) em 
“quadros de arte” mantendo corrimãos de acessibilidade em bom estado 
Ação: Elaborar projetos de “Pintura nas Paredes” com professores e Grêmio Estudantil e 
avaliar o estado da estrutura dos corrimãos. 
Objetivo específico: Criar ambiente harmonioso e de acessibilidade que evidencie a função 
social da escola 
 
Início: 07/01/2019 Fim: 22/12/2023 
Público alvo: Comunidade Escolar 
Recursos: Verba federal, Verba estadual, Verba da APP e a do Grêmio Estudantil 
Responsáveis pela ação: Direção, Conselho Deliberativo, APP e Grêmio Estudantil. 
 
7.4 Dimensão Pedagógica 
 
a) Meta: Elaborar plano único de ensino por disciplina com 100 % dos professores do 
Ensino Fundamental II e Ensino Médio no início do ano letivo. 
Ação: Oportunizar estudo coletivo durante a primeira semana do curso de formação continuada 
Objetivo específico: Possibilitar um planejamento para atender as exigências da BNCC e 
PCSC 
 
b) Meta: Elaborar plano único de ensino por série/ano com 100 % dos professores do 
Ensino Fundamental I no início do ano letivo. 
Ação: Oportunizar estudo coletivo durante a primeira semana do curso de formação continuada 
Objetivo específico: Possibilitar um planejamento para atender as exigências da BNCC e 
PCSC 
 
c) Meta: Receber plano de ensino, em até 25 dias úteis após o início do ano letivo, de 
100 % dos professores. 
Ação: Divulgar o prazo de entrega na primeira semana pedagógica (fevereiro), e auxiliar na 
elaboração do mesmo. 
Objetivo específico: Conhecer a linha filosófica/pedagógica dos professores. 
 
d) Meta: Elaborar modelo único de relatório mensal e semestral com 100 % dos professores 
da Educação Especial. 
Ação: Realizar periodicamente o encontro dos segundos professores de acordo com as 
necessidades observadas/apontadas 
Objetivo específico: Auxiliar e orientar na elaboração do relatório que atenda as exigências da 
BNCC e PCSC. 
 
e) Meta: Aumentar IDEB para entre 7,3 e 7,5 nos Anos Iniciais e entre 5,3 a 5,5 nos Anos 
Finais do Ensino Fundamental 
Ação: Acompanhar o desenvolvimento das aulas e orientar em comparação ao plano de 
ensino. 
Objetivo específico: Conhecer a prática pedagógica e educativa dos professores. 
 
f) Meta: Aumentar a participação dos alunos do Ensino Médio no ENEM para entre 60 e 
75 %. 
Ação: Formar comissão de simulado “Caminho do ENEM” aos alunos do Ensino Médio e 
aplica-lo no segundo trimestre. 
Objetivo específico: Preparar os alunos para ENEM e conhecer o nível de aprendizagem de 
38 
 
 
alunos do Ensino Médio. 
 
g) Meta: Continuar o estudo da Base Nacional Comum curricular (BNCC), Proposta 
Curricular de Santa Catarina (PCSC) e Currículo Base da Educação Infantil e do Ensino 
Fundamental do Território Catarinensecom 100 % dos professores da Escola nos cursos de 
formação continuada. 
Ação: Incentivar o estudo contínuo da Base Nacional Comum curricular (BNCC), Proposta 
Curricular de Santa Catarina (PCSC) e Currículo Base da Educação Infantil e do Ensino 
Fundamental do Território Catarinense. 
Objetivo específico: Ajustar os métodos e processos de ensino aprendizagem à Base 
Nacional Comum curricular (BNCC), Proposta Curricular de Santa Catarina (PCSC) e 
Currículo Base da Educação Infantil e do Ensino Fundamental do Território Catarinense tendo 
compreensão da Educação Integral e percurso formativo. 
 
h) Meta: Manter 15% do número total de professores como participantes nas comissões 
de eventos e projetos. 
Ação: Incentivar a participação dos professores na formação de comissões. 
Objetivo específico: Viabilizar maior envolvimento dos professores em cada atividade 
extracurricular. 
 
i) Meta: Manter, no mínimo, 10 pessoas, entre professores, pais e alunos, envolvidos 
como membros oficiais do NEA e NEPRE. 
Ação: Incentivar a participação dos professores, coordenadores, alunos e/ou pais através da 
divulgação e explicação de funcionamento desses núcleos.. 
Objetivo específico: Viabilizar maior envolvimento dos alunos e/ou pais. 
 
j) Meta: Utilizar, pelo menos, 2 instrumentos de comunicação on-line no aviso das 
atividades entre professores e Escola. 
Ação: Designar 3 pessoas responsáveis para comunicação pedagógica. 
Objetivo específico: Melhorar a qualidade de comunicação. 
k) Meta: Criar o clube da matemática com 20 a 30 alunos em cada segmento: Anos 
Finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio. 
Ação: Reunir os professores de matemática para definição da periodicidade e funcionamento 
do clube. 
Objetivo específico: Oportunizar mais um momento de aprendizagem diferenciada. 
 
l) Meta: Criar Coral Infanto Juvenil com, no mínimo, 20 integrantes. 
Ação: Reunir com coordenadores e professores para estudo definição da periodicidade e 
funcionamento do coral. 
Objetivo específico: Estimular gosto pela música e valorizar habilidades vocais 
 
m) Meta: Promover encontros semestrais de professores por área de conhecimentos com 
80 % dos professores. 
Ação: Elaborar calendário de encontros. 
Objetivo específico: Possibilitar a troca de experiências e compartilhamento de ideias. 
 
n) Meta: Incentivar anualmente a participação de, pelo menos, 3 professores como 
autores/orientadores de projetos em concursos/ olimpíadas municipais, estaduais e nacionais. 
Ação: Divulgar os eventos e oferecer condições para sua execução. 
Objetivo específico: Oportunizar momentos de novas aprendizagens tanto para professores 
quanto para alunos. 
 
o) Meta: Manter o site oficial da Escola Dotti (www.eebdomorlandodotti.com.br) com 100 
http://www.eebdomorlandodotti.com.br/
39 
 
 
% de publicação de prestação de contas e plano unificado de ensino por disciplina/ano. 
Ação: Contratar um profissional ou técnico em informática e designar uma pessoa da escola 
para atualizar informações. 
Objetivo específico: Executar a gestão de transparência. 
 
p) Meta: Atualizar anualmente o Projeto Político Pedagógico com 100 % dos 
representantes de segmentos: professores da cada área de conhecimento, professor da 
Educação Especial, alunos e pais. 
Ação: Formar comissão de atualização do Projeto Político Pedagógico 
Objetivo específico: Fortalecer a gestão democrática a partir da análise da realidade escolar. 
 
Início: 07/01/2019 Fim: 22/12/2023 
Público alvo: Comunidade Escolar 
Recursos: Humanos, materiais de expediente e tecnológica. 
Responsáveis pela ação: Todos os segmentos da escola e GERED 
40 
 
8 AVALIAÇÃO FINAL E CONSOLIDAÇÃO DO PPP 
 
Avaliação final foi feita através da leitura e análise completa deste documento 
por membros do Conselho Deliberativo, APP, dirigente do Grêmio Estudantil, 
professores e funcionários da Escola. Sua consolidação foi assegurada pela 
aprovação por ser um documento fiel que norteia toda ação política educacional e 
pedagógica da E. E. B. Dom Orlando Dotti. E para dar legalidade a esse documento, 
assinam: 
 
 
 
Irene Maria de Bortolo 
Diretora Geral 
Membro nato do Conselho Deliberativo 
Cassiano Rocha de Lara Picolotto 
Organizador do PPP 
Assessor de Direção 
 Renato Vogel 
Assessor de Direção 
Silvana Aparecida Gomes Regert 
Revisora textual e ortográfica 
Professora de Língua Portuguesa 
 Márcio Airton de Souza 
Presidente da APP 
Valmira Moriggi 
Presidente do Conselho Deliberativo 
Segmento: Professores 
 Zuleide Wharta Nora 
Comissão de atualização 
João Paulo Smykaluk 
Comissão de atualização 
 Roberto Gonçalves Lins 
Comissão de Atualização 
Gabriela Castanheira 
Segmento: Alunos 
Conselho Deliberativo 
 Bruna Witiuk Voleinik 
Presidente do Grêmio Estudantil 
41 
 
 
9 RECONHECIMENTO POR RUBRICA 
 
A validade desse PPP na íntegra será dada, além das assinaturas na página 
anterior, pela rubrica em todas as páginas dos seguintes representantes: 
 
Segmento: Conselhos Escolares - Pais 
 
 
 
 
 
 
MARCIO AIRTON DE SOUZA 
APP - Presidente 
 
 
 
 
 
VALMIRA MORIGGI 
CD - Presidente 
 
Segmento: Conselhos Escolares - Professores 
 
 
 
 
 
 
ZULEIDE WHARTA NORA 
APP - Secretária 
 
 
 
 
 
ADRIANA APARECIDA DENIZ SANCHES 
CD- Secretária 
 
Segmento: Comissão de atualização 
 
 
 
 
 
 
JOÃO PAULO SMYKALUK- Profº 
 
 
 
 
 
ROBERTO MANOEL GONCALVES LINS- Profº 
 
Segmento: Conselho escolar - Grêmio estudantil 
 
 
 
 
 
 
BRUNA WITIUK VOLEINIK 
 
 
 
 
 
LUCAS CARLOS DE MARIA DEITOS 
 
 
Segmento: Conselhos Escolares- Alunos 
 
 
 
 
 
 
GABRIELA POOTER CASTANHEIRA- CD 
 
 
 
 
 
ARTUR CANFIL – GRÊMIO ESTUDANTIL 
42 
 
REFERÊNCIAS 
 
Base Nacional Comum Curricular – BNCC – Ministério da Educação 
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_sit 
e.pdf (novo acesso 03/05/2020) 
 
BRASIL, Ministério da Educação. PDE/SAEB: Plano de Desenvolvimento da 
Educação. Brasília: MEC, SEB; INEP, 2008. 
 
Currículo Base da Educação Infantil e do Ensinos Fundamental do Território 
Catarinense- CEE. 2019 
 
OFÍCIO CIRCULAR nº 81/15 de março de 2017, Florianópolis, Secretaria do Estado 
de Educação. 
 
ORIENTAÇÕES: organização e funcionamento das unidades escolares de 
educação básica e profissional da rede pública estadual, para o ano letivo 
2014.Florianópolis, Janeiro/2014. 
 
ORIENTAÇÕES: organização e funcionamento das unidades escolares de 
educação básica e profissional da rede pública estadual, para o ano letivo 
2015/2016. Florianópolis, Janeiro/2015. 
 
LEI de DIRETRIZES e BASES da EDUCAÇÃO NACIONAL (Lei 9394/96), Brasília, 
Imprensa Nacional 2006. 
 
LIBÂNEO, José Carlos. Educação Escolar, Políticas, Estruturas e Organização. 
2ª ed. São Paulo, 2005. 
 
PORTARIA Nº 183, de 19 de novembro de 2013. 
Projeto Político Pedagógico, Escola Estadual Dom Orlando Dotti. Caçador, 2019. 
SANTA CATARINA. Governo do Estado. Secretaria de Estado de Educação. 
Proposta Curricular de Santa Catarina 2014 
 
SANTA CATARINA. SED, Entidade de Gestão Democrática Escolar: diretrizes4, 
Florianópolis, 2002. 
 
SANTA CATARINA. Secretaria de Estado da Educação. Avaliação: As avaliações de 
larga escala e suas contribuições ao processo de ensino e aprendizagem. 
Florianópolis: SED, 2014 
SANTA CATARINA. Conselho Estadual de Educação. Proposição de novos rumos 
para a qualidade da educação em Santa Catarina: visão do CEE sobre a 
avaliação da OCDE. DIOESC: Florianópolis. 
 
SEMIER, Ricardo. Escola sem sala de aula, Parirus, 3ª edição, Campinas, São 
Paulo, 2010 
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf
http://uaw.com.br/pagflip/pdf.php?pag=portifolio&cod=35
http://uaw.com.br/pagflip/pdf.php?pag=portifolio&cod=35
43 
 
ANEXO I – RESULTADO COMPARATIVO DO SAGE 
 
A SAGE-SC possibilita avaliar a atuação da gestão escolarpor meio da coleta 
de dados sobre as várias dimensões da escola, trazendo subsídios para a gestão e 
a comunidade escolar entenderem os “avanços e entraves, para intervir, agir, 
problematizar, interferir e redefinir os rumos e caminhos a serem percorridos”. 
(Proposta Curricular de SC, 1998, p. 30). 
Neste sentido, a Escola Dotti apresentou por dois anos consecutivos uma 
melhora gradual da nota obtida no SAGE-SC, onde é possível identificar um 
aumento de cerca de 20% com relação à média estadual. 
 
 
Especificação 
Nota obtida em 2017 
(refere-se à gestão 2016) 
Nota obtida em 2018 
(refere-se à gestão 2017) 
Nota obtida em 2021 
(refere-se à gestão 2020) 
Dotti 242 (nível 6) 252 (nível 6) 241 (nível 6) 
Município 203 (nível 5) 218 (nível 5) 214 (nível 5) 
Regional 203 (nível 5) 219 (nível 5) 219 (nível 5) 
Estado 200 (nível 5) 209 (nível 5) 215 (nível 5) 
44 
 
ANEXO II – REGIMENTO INTERNO ESCOLAR 
 
É um conjunto de normas, direitos, deveres e ações que tem base nos valores da 
escola: amor, comprometimento, respeito, humildade, ética, estética, disciplina, democracia, 
confiança, solidariedade e resiliência para proporcionar um espaço democrático de 
socialização de saberes a todos os segmentos da comunidade escolar e assim atender à 
exigência da Constituição Federal (em seu Art. 205), Estatuto da Criança e do Adolescente 
(em seu Art. 53) e Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, promovendo a 
CULTURA DA PAZ. Para tanto, a E.E.B. Dom Orlando Dotti estabelece as seguintes normas 
para evitar atos de indisciplina, incivilidade e falta de urbanidade. 
 
Normas da Escola 
a) Respeitar as pessoas (colegas, professores, funcionários) e cooperar para criação de 
um ambiente harmonioso e propício para o estudo. É preciso pensar holisticamente, 
colaboração e cortesia para harmonia no ambiente escolar; 
b) O aluno deve cumprir os horários rigorosamente tanto o de chegada como o de 
saída. Ao primeiro sinal para o início da 1ª e 4ª aula, os alunos deverão dirigir-se 
imediatamente para a sala. Há tolerância de 5 (cinco) minutos apenas para a 1ª aula; 
excedendo esse tempo e não tendo justificativa, o aluno perderá a 1ª aula aguardando o 
início da 2ª aula na biblioteca. A fala “perdi a hora” não justifica o atraso. A partir da 2ª 
chegada atrasada na mesma semana e 3 chegadas atrasadas no mesmo mês, o aluno 
levará advertência escrita para receber orientações em casa. 
c) Uso obrigatório da camiseta do Dotti para todos os alunos do turno matutino e o do 
vespertino. O ideal seria o uso do uniforme completo (camiseta, moletom, calça jeans 
tradicional/calça preta ou bermuda até o joelho). Não tendo condições, a família deverá 
procurar a direção. Não é permitido o uso de roupas extravagantes ou curtas demais em 
desacordo com o ambiente escolar, isto é, desfile de modas. 
d) Zelar pela limpeza e conservação da escola em todos os ambientes (salas, paredes, 
carteiras, corredores, pátio, refeitório, banheiro, cortinas, entre outros). Cuidar da limpeza e 
do patrimônio público é questão de educação e sabedoria. 
e) O aluno deverá ser assíduo às aulas e participar das atividades desenvolvidas pela 
Unidade Escolar. 
f) Faltas devido a problemas de saúde ou questões familiares deverão ser 
comunicadas à escola em até 48 horas úteis. A comunicação poderá ser feita por telefone, 
porém é indispensável a apresentação por escrita para comprovar e justificar a(s) falta(s) 
que será anexada à ficha individual do aluno. Faltas excessivas sem justificativas, 5 (cinco) 
dias consecutivos ou 7 (sete) dias intercalados no mês, a escola entrará em contato com a 
família por telefone ou ligará até para o local de trabalho dos pais/responsáveis. Não tendo 
45 
 
sucesso, essas faltas serão comunicadas ao Conselho Tutelar e Aviso Por Infrequência 
do Aluno (APOIA on-line). 
g) Quanto à(s) prova (a) atrasada(s) ou trabalho(s), a comunicação da falta dos alunos 
pela família já caracteriza a solicitação dessas atividades avaliativas, porém no primeiro dia 
de retorno à escola, o aluno deverá procurar e apresentar atestado/justificativa por escrito à 
DIREÇÃO e ao PROFESSOR. Caso contrário, perderá o direito de fazer essas avaliações. 
h) Entradas tardias ou saídas antecipadas só serão permitidas mediante a solicitação 
dos pais/responsáveis na agenda ou no caderno e com o consentimento da Direção ou 
Coordenação Pedagógica. 
i) Durante o período de aula, os alunos deverão permanecer em sala. A ausência do 
aluno em sala de aula será considerada gazeta, comunicada à família e será dada a 
advertência escrita. O sinal é para o deslocamento somente do professor. 
j) Não é permitido aglomeração de alunos na porta da sala. 
k) Encapar, zelar e devolver os livros didáticos no final do ano letivo ou quando mudar 
de escola. Zelar também pelo bom estado dos livros/revistas da biblioteca e devolvê-los 
dentro do prazo estabelecido. 
l) Respeitar colegas e professores e cooperar para criação de um ambiente 
harmonioso e propício para o estudo. 
m) Não utilizar celular e outros aparelhos eletrônicos. A lei estadual 14.363/25/01/2008 
proíbe o uso de aparelhos celulares e eletrônicos. Portanto, a escola não se 
responsabilizará pela perda/dano dos mesmos. 
n) O uso de celular e aparelhos eletrônicos é permitido para fins pedagógicos mediante 
a orientação/autorização do professor da disciplina. 
o) Manter a cabeça descoberta (sem capuz ou boné). 
p) Ao sinal do recreio o aluno deverá descer para a área de convivência. Não poderá 
permanecer em sala de aula, nem nos corredores durante esse período. 
q) Os alunos poderão permanecer na escola somente no seu horário de aula, exceto 
quando for necessário o uso da biblioteca, do laboratório de informática e auditório. Nesses 
casos, haverá horário específico, determinado pela bibliotecária, direção ou professor 
responsável. 
r) Não mexer nas mochilas de outros sem a permissão de mesmos. Cada aluno deverá 
cuidar de seus materiais e pertences. A escola não se responsabilizará pela perda ou 
“sumiço” de materiais ou pertences. 
s) Não compartilhar garrafas de água, nem copos. Cada aluno deverá trazer sua 
garrafa de água de casa para evitar transmissão de gripe e outras doenças. 
46 
 
t) Não se sentindo bem, o(a) aluno(a) deverá comparecer na secretaria e comunicar à 
equipe administrativa para receber devidos cuidados. Dependendo da situação, a equipe 
avisará os pais/responsáveis para vir buscá-lo(a). 
u) O professor e colegas de sala deverão comunicar imediatamente à equipe 
administrativa caso alguém venha se machucar/desmaiar durante a aula. A equipe avisará 
os pais/responsáveis e acionará bombeiro. 
v) Não é permitido o namoro no ambiente escolar. 
w) Trabalhos escolares fora da escola: No ensino fundamental não é solicitado trabalho 
em grupo para realizar fora do ambiente escolar. Caso precise, os pais/responsáveis serão 
comunicados pelo(a) professor(a) por escrito. No ensino médio poderá ser solicitado com o 
intervalo de, no mínimo, uma semana de antecedência. 
x) Revisão de nota de provas/trabalhos/boletim: A revisão será atendida mediante a 
apresentação da prova/trabalho corrigida(o) num período de até 5 (cinco dias) úteis após a 
divulgação da nota ou devolução dessa atividade avaliativa. O aluno deverá primeiramente 
conversar com o professor titular da disciplina. Não resolvendo poderá procurar a 
coordenação ou direção. Para tanto, os alunos devem guardar todas as atividades 
avaliativas. 
y) É proibido trazer baralhos (truco, canastra, poker e outros). 
z) Todos os alunos devem cumprir com o seu direito à educação e à aprendizagem. 
 
Obs.: No primeiro dia de aula, essas normas são explicadas pelos professores, além de 
estar no contrato didático efetuado na ocasião da matrícula. Mesmo assim, o não 
cumprimento deste regimento interno escolar (normas) pode decorrer de desobediência 
ofensiva ou desconhecimento, provocado pelo caos dos comportamentosou pela 
desorganização das relações. Nesses casos, o aluno indisciplinado não tem o propósito de 
ameaçar, desrespeitar ou ofender ninguém. 
 
Indisciplina 
A indisciplina representa falta de respeito, de comprometimento e de limites que 
comprometem convívio social, o bom andamento das aulas e harmonia do ambiente escolar. 
Alguns exemplos de indisciplinas: 
a) Atrapalhar o andamento da aula (conversa excessiva, brincadeiras ou não ficar no 
lugar). 
b) Usar indevidamente o celular durante a aula. 
c) Não fazer atividades em sala de aula. 
d) Sair frequentemente da sala de aula. 
e) Chegar constantemente atrasado para a 1ª aula. 
f) Chegar constantemente atrasado para a 4ª aula, após o término do recreio. 
g) Namorar no ambiente escolar. 
47 
 
h) Não fazer tarefas. 
i) Esquecer de trazer material escolar (livros, cadernos e outros). 
j) Não trazer vestimenta adequada para a aula de Educação Física. 
k) Não usar o uniforme da Escola Dotti (resiste a não usar). 
 
Ato infracional 
De acordo com o Art. 103 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA): “Conduta 
prevista como crime ou contravenção penal praticada por criança ou adolescente”. Assim, 
toda infração prevista no Código Penal, na Lei de Contravenção Penal e Leis Penais 
esparsas (ex. Lei de tóxico, porte de arma), quando praticada por uma criança (até 12 anos) 
ou adolescente (de 13 até 17 anos), corresponde a um ato infracional. 
Um ato infracional pode ser de menor potencial ofensivo (perturbar, injuriar, 
desrespeitar); ou grave potencial ofensivo (furtar, lesionar, portar arma, entre outros). 
Uma ofensa verbal dirigida ao professor pode ser caracterizada como ato de 
indisciplina. No entanto, quando a ofensa significa ameaça, injúria ou difamação constitui ato 
infracional. 
Alguns exemplos de atos infracionais: 
a) Desacato aos diretores, aos professores e funcionários; dano intencional ao 
patrimônio da escola (artigo nº 163 da Lei 13531 de 07/12/2017). 
b) Ameaça oral e escrita, bullying. 
c) Lesão corporal, porte e uso de entorpecentes e produtos/objetos ilícitos. 
d) Trazer caneta laser ou outros objetos similares. 
e) Trazer armas (mesmo sendo brinquedo), material explosivo ou que atente contra a 
integridade física, moral ou emocional de quem que seja. 
f) Expor colegas, funcionários ou professores da escola a situações vexatórias. 
g) Distribuir publicações sem conhecimento e autorização da direção. 
h) Retirar ou falsificar documentos escolares ou assinaturas em qualquer documento 
escolar. 
i) Empregar meios fraudulentos nas atividades avaliativas. 
j) Receber pessoas alheias ao funcionamento da escola sem prévia autorização da 
direção. 
k) Trazer baralho e/ou jogar truco, poker em qualquer espaço da escola. 
 
Casos de violência 
Os casos de violência verbal, os alunos envolvidos são chamados/levados pela 
direção/coordenação para reflexão e orientação. Sendo violência física, a presença dos 
pais/responsáveis é solicitada por telefone pela direção/coordenação. Em concordância ao 
ECA, a averiguação dos fatos é feita individualmente (por aluno) na presença de seus 
pais/responsáveis com ampla defesa. Depois de feita averiguação de todos os envolvidos, 
48 
 
será registrado os depoimentos dos alunos, o dos pais/responsáveis, suas reflexões e as 
orientações da escola para a cultura da paz. Uma das orientações da direção será troca de 
turma ou de turno. Nos casos graves, além da troca de turmas ou de turno, os 
pais/responsáveis são orientados para registrar boletim de ocorrência e/ou policial militar é 
chamada pela direção da escola. Esses registros são comunicados à comissão de Núcleo 
de Educação e Prevenção- NEPRE da Escola Dotti que registrará no Sistema NEPRE 
Online. 
 
Responsáveis pelo registro das ocorrências (fatos) 
Os responsáveis pelo registro das ocorrências gerais são direção, coordenações 
pedagógicas e coordenadores do NEPRE. 
Em sala de aulas, os professores, com a ajuda dos alunos representantes, devem 
registrar na ficha individual do aluno quaisquer ocorrências que atrapalhem o bom 
andamento das aulas e harmonia do ambiente escolar. Essas fichas compõem o caderno de 
classe que registrará também a frequência dos alunos na 1ª e 2ª aula do dia. A cada 5 
(cinco) registros, a coordenação fará outro registro na ficha pedagógica/disciplinar do aluno 
solicitando, por telefone, o comparecimento da família na escola para esclarecimentos. Esta 
solicitação para pais/responsáveis pode ser feita por comunicado com a assinatura da 
ciência do referido aluno. Mesmo assim, não tendo retorno, desde que a escola tenha 
condições financeiras, pois uma carta registrada custa R$ 7,50, uma carta registrada será 
enviada à residência do aluno. Sem ou com a carta registrada, o fato será comunicado ao 
Conselho Tutelar. A coordenação do Ensino Fundamental fará os mesmos procedimentos a 
cada 8 ocorrências. 
Todos da escola sejam diretores, professores, funcionários, alunos ou 
pais/responsáveis são responsáveis pelo fortalecimento da escola pública de qualidade. 
Portanto, todos devem comunicar quaisquer fatos que caracterizem atos de indisciplina, 
incivilidade e falta de urbanidade à coordenação pedagógica ou à direção. 
 
Ações a serem tomadas nos casos de atos de indisciplina 
Recebendo comunicado, a coordenação pedagógica ou a direção tomará as 
seguintes medidas com o intuito de promover formação integral do aluno indisciplinado ou 
infrator prevalecendo sempre o bom senso: 
1ª medida: escuta da fala dos envolvidos, conversa com envolvidos para a 
averiguação dos fatos relatados e, sendo devidamente comprovada a veracidade dos 
mesmos, orientações em forma de reflexão para reforçar seus direitos e deveres (isso inclui 
a ser respeitado e respeitar também as normas da escola) e aprender a promover cultura da 
paz. 
2ª medida: (reincidência envolvendo os mesmos alunos), escuta da fala dos 
envolvidos, conversa com envolvidos para a averiguação dos fatos relatados e, sendo 
devidamente comprovada a veracidade dos mesmos, orientações em forma de reflexão para 
reforçar seus direitos e deveres (isso inclui a ser respeitado e respeitar também as normas 
49 
 
da escola), aprender a promover cultura da paz será dada a advertência (notificação escrita) 
com solicitação de comparecimento de pais ou responsáveis à escola. 
3ª medida: (reincidência envolvendo os mesmos alunos), escuta da fala dos 
envolvidos, conversa com envolvidos para a averiguação dos fatos relatados e, sendo 
devidamente comprovada a veracidade dos mesmos, será dada a outra advertência 
(notificação escrita) com solicitação de comparecimento dos pais/responsáveis e registro no 
livro de ata. 
4ª medida: (reincidência envolvendo os mesmos alunos), escuta da fala dos 
envolvidos, conversa com envolvidos para a averiguação dos fatos relatados e, sendo 
devidamente comprovada a veracidade dos mesmos, será dada a outra advertência 
(notificação escrita) com solicitação de comparecimento dos pais/responsáveis, registro no 
livro de ata e estudo individual dirigido na escola com a ciência dos responsáveis; 
5ª medida: (reincidência envolvendo os mesmos alunos), escuta da fala dos 
envolvidos, conversa com envolvidos para a averiguação dos fatos relatados e, sendo 
devidamente comprovada a veracidade dos mesmos, será solicitado o comparecimento dos 
pais/responsáveis, solicitada a presença do Conselho Tutelar e membro(s) do Conselho 
Deliberativo para comunicar as 5 (cinco) ocorrências anteriores. A quinta ocorrência será 
registrada no livro de ata junto ao Conselho Tutelar e Conselho Deliberativo. Na hipótese de 
impossibilidade de comparecimento do Conselho Tutelar, o fato será comunicado por 
telefone e uma cópia da ata será encaminhada ao Conselho Tutelar. 
6ª medida: (reincidência envolvendo os mesmos alunos), escuta da fala dos 
envolvidos, conversa com envolvidos para a averiguação dos fatos relatados e, sendo 
devidamente comprovadaa veracidade dos mesmos, será solicitado o comparecimento dos 
pais/responsáveis, solicitada a presença do Conselho Tutelar e membro(s) do Conselho 
Deliberativo para comunicar as 6 (seis) ocorrências anteriores. A sexta ocorrência será 
registrada no livro de ata junto ao Conselho Tutelar e Conselho Deliberativo. Caberá ao 
Conselho Deliberativo a decisão de aplicar ou não a transferência involuntária de acordo 
com a Portaria nº 1064 de 17 de abril de 2018 (Capítulo III- art. nº 7 e 8, e Capítulo IV- artigo 
9 e 10). Na hipótese de impossibilidade de comparecimento do Conselho Tutelar, o fato será 
comunicado por telefone e a cópia da decisão do Conselho Deliberativo e a da ata serão 
encaminhadas ao Conselho Tutelar. 
 
Obs.: Em todas as instâncias dessas medidas, como uma das soluções, a direção poderá 
sugerir aos pais/responsáveis a mudança de turma ou de turno do aluno. Eventualmente, 
atendendo ao pedido dos professores, poderá emitir ata coletiva no intuito de conscientizar 
todos os alunos para importância do saber conviver, da seriedade e do estudo diário. Nesse 
caso, todos os alunos, mesmo aqueles dedicados e respeitosos, assinam como integrantes 
da turma, pois a escola entende que a construção de um ambiente propício para 
aprendizagem na sala de aula é a responsabilidade de todos os alunos da turma. 
 
Ações a serem tomadas nos casos de atos infracionais 
De acordo com o tipo de infração cometida, o aluno será sancionado de acordo com 
os artigos nº 101 e 112º da Lei Nº 8.069/90 (ECA) ou com Lei 13531 de 07 de dezembro de 
2017 (código penal) e será aplicada diretamente a 2ª ou 3ª medida estabelecida. 
50 
 
O aluno que cometer ato infracional grave devidamente comprovado (porte ou uso de 
produtos ilícitos e ameaças a integridade física), os pais e Conselho Tutelar ou Polícia são 
chamados para registro de boletim de ocorrência. Além disso, uma conversa de orientação e 
reflexão é feita com todos os presentes para conduzir o aluno aos valores como respeito, 
amor, disciplina, ética, solidariedade, democracia e cultura da paz. Também será explicado 
sobre a transferência involuntária de acordo com capítulo III da portaria n/1122 de 
19/06/2019 DOE nº 21.042 de 25/07/2019. Essa conversa é registrada no livro de ata e 
assinada por todos com o comprometimento do aluno em mudar de atitude/comportamento. 
Também como uma das soluções, a direção poderá sugerir aos pais/responsáveis a 
mudança de turma ou de turno do aluno. 
Mesmo assim, na reincidência do ato infracional grave, o que prova que esgotou 
todas as possibilidades de intervenção educativa, caberá ao Conselho Deliberativo decidir a 
aplicação ou não da transferência involuntária com a ciência dos pais/responsáveis e 
direção. 
A transferência involuntária também será aplicada pelo Conselho Deliberativo 
quando constada a grave ameaça da integridade física ou psicológica a um aluno como, por 
exemplo, vítima de bullying. 
A transferência involuntária será registrado segundo o modelo disponibilizado pela 
Secretaria de Educação do Estado, assinado pelo diretor(a) geral, Conselho Deliberativo, 
pais/responsável do aluno e aluno. 
Obs.: Serão registrados no NEPRE online, todas as medidas tomadas para evitar 
reincidência de atos de indisciplina, violência e infracional. Exceto notificação verbal, todas 
as demais notificações (advertências) deverão ser devolvidas com a assinatura dos 
responsáveis em dois dias úteis. A não devolução dessas notificações implicará no outro 
registro na ficha individual pedagógica do aluno. Mesmo assim não tendo devolução das 
advertências devidamente assinadas, a coordenação ou direção ligará à família. Não 
conseguindo notificar a família, a escola mandará uma carta registrada à residência do 
aluno e mandará uma cópia ao Conselho Tutelar. 
51 
 
ANEXO III – LEI Nº 9394/96 – LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO 
NACIONAL 
 
Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. 
 
Capitulo V da Educação Especial 
Art. 58 Entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a modalidade 
de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para 
educandos portadores de necessidades especiais. 
§1º Haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, na escola regular, 
para atender as peculiaridades da clientela de educação especial. 
§2º O atendimento educacional será feito em classes, escolas ou serviços 
especializados, sempre que, em função das condições específicas dos alunos, não for 
possível a sua integração nas classes comuns do ensino regular. 
§3º A oferta da educação especial, dever constitucional do Estado, tem início na faixa 
etária de zero a seis anos, durante a educação infantil. 
Art. 59 Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com necessidades 
especiais: 
I – currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos, 
para atender às suas necessidades; 
II – terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o nível exigido 
para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências, e aceleração para 
concluir em menor tempo o programa escolar para os superdotados; 
III – professores com especialização adequada em nível médio ou superior, para 
atendimento especializado, bem como professores do ensino regular capacitados para a 
integração desses educandos nas classes comuns; 
IV – educação especial para o trabalho, visando a sua efetiva integração na vida em 
sociedade, inclusive condições adequadas para os que não revelarem capacidade de 
inserção no trabalho competitivo, mediante articulação com os órgãos oficiais afins, bem 
como para aqueles que apresentam uma habilidade superior nas áreas artística, intelectual 
ou psicomotora; 
V – acesso igualitário aos benefícios dos programas sociais suplementares 
disponíveis para o respectivo nível do ensino regular. 
Art. 60 Os órgãos normativos dos sistemas de ensino estabelecerão critérios de 
caracterização das instituições privadas sem fins lucrativos, especializadas e com atuação 
exclusiva em educação especial, para fins de apoio técnico e financeiro pelo Poder Público. 
Parágrafo único. O Poder Público adotará, como alternativa preferencial, a 
ampliação do atendimento aos educandos com necessidades especiais na própria rede 
pública regular de ensino, independentemente do apoio às instituições previstas neste 
artigo. 
52 
 
ANEXO IV – RESOLUÇÃO Nº 183, DE 19 DE NOVEMBRO DE 2013 
 
Estabelece diretrizes operacionais para a avaliação do processo 
ensino-aprendizagem nos estabelecimentos de ensino de Educação 
Básica e Profissional Técnica de Nível Médio, integrantes do Sistema 
Estadual de Educação. 
 
O PRESIDENTE DO CONSELHO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE SANTA 
CATARINA, no uso de suas atribuições, considerando o disposto na Lei Nacional nº 9394, 
de 20 de dezembro de 1996, que fixa as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, e na Lei 
Complementar Estadual nº 170, de 07 de agosto de 1998, que dispõe sobre o Sistema 
Estadual de Educação, e tendo em vista o deliberado na Sessão Plenária do dia 19 de 
novembro de 2013, por meio do Parecer nº 295, 
RESOLVE: 
CAPÍTULO I Da Avaliação 
Art. 1 A avaliação do processo ensino aprendizagem, de responsabilidade do 
estabelecimento de ensino, seguirá as diretrizes estabelecidas na presente Resolução. 
Art. 2 A avaliação do processo ensino aprendizagem considerará, no seu exercício, 
os seguintes princípios: 
I - Aperfeiçoamento do processo ensino aprendizagem. 
II - Aferição do desempenho do aluno quanto à apropriação de conhecimentos em 
cada área de estudos e o desenvolvimento de competências. 
Art. 3 A avaliação do rendimento do aluno será contínua e cumulativa, mediante 
verificação de aprendizagem de conhecimentos e do desenvolvimento de competências em 
atividades de classe e extraclasse, incluídos os procedimentos próprios de recuperação 
paralela. 
Art. 4 A avaliação do rendimentodo aluno será atribuída pelo professor da série/ano, 
da disciplina ou componente curricular, apreciada pelo Conselho de Classe. 
Art. 5 A verificação do rendimento escolar basear-se-á em avaliação contínua e 
cumulativa, a ser expressa em notas, conceito descritivo ou outra espécie de menção 
constante no Projeto Político Pedagógico, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre 
os quantitativos e os resultados obtidos durante o ano letivo preponderarão sobre os de 
exames finais, caso estes sejam previstos no Projeto Político Pedagógico. 
§ 1º É facultado ao estabelecimento de ensino proceder o registro em mais de uma 
das modalidades previstas no caput deste artigo. 
§ 2º O Projeto Político-Pedagógico atenderá às diretrizes emanadas desta 
Resolução, no tocante a critérios de avaliação e percentual mínimo para aprovação ou 
obtenção do conceito de competência desenvolvida; 
§ 3º Quando a avaliação for expressa em conceito, o Projeto Político Pedagógico 
deverá estabelecer a equivalência em notas, para conversão em caso de transferência de 
séries/anos em curso para unidades de ensino que adotam a nota. 
§ 4º Na apreciação dos aspectos qualitativos deverão ser considerados a 
compreensão e o discernimento dos fatos e a percepção de suas relações; a aplicabilidade 
53 
 
dos conhecimentos; as atitudes e os valores, a capacidade de análise e de síntese, além de 
outras competências comportamentais e intelectivas, e habilidades para atividades práticas. 
Art. 6 O Projeto Político Pedagógico do estabelecimento de ensino deverá explicitar 
a forma do atendimento ao disposto no artigo 5º, estabelecendo as expectativas de 
aprendizagem que devem ser alcançadas em cada ano do itinerário formativo dos alunos, 
bem como especificar instrumentos e critérios para a avaliação e a frequência de sua 
aplicação, para o alcance dos resultados parciais e finais. 
§ 1º Os estabelecimentos de ensino deverão oferecer, a título de recuperação 
paralela de estudos, novas oportunidades de aprendizagem, sucedidas de avaliação, 
quando verificado o rendimento insuficiente, nos termos do estabelecido no caput do art. 6º, 
durante os bimestres ou trimestres, antes do registro das notas ou conceitos bimestrais ou 
trimestrais. 
§ 2º Para atribuição de nota ou conceito resultante da avaliação das atividades de 
recuperação paralela de estudos, previsto no parágrafo anterior, deverá ser utilizado o 
mesmo peso da que originou a necessidade de recuperação, prevalecendo o resultado 
maior obtido. 
§ 3º As atividades referentes ao cumprimento do § 2º e do § 4º deste artigo deverão 
ser planejadas pelos professores, juntamente com a coordenação pedagógica (ou 
equivalente) da escola. 
§ 4º O Projeto Político Pedagógico deverá prever adequações curriculares e adoção 
de estratégias, recursos e procedimentos diferenciados, quando necessário, para a 
avaliação da aprendizagem dos alunos com necessidades especiais, em atendimento à 
Resolução específica deste Conselho. 
§ 5º O professor deverá registrar no Diário de Classe, além das atividades regulares, 
as atividades de recuperação de estudos, e seus resultados, bem como, a frequência dos 
alunos. 
Art. 7 Ter-se-ão como aprovados, quanto à assiduidade, os alunos de frequência 
igual ou superior a 75% (setenta e cinco por cento) das horas de efetivo trabalho escolar. 
54 
 
ANEXO V – PORTARIA N° 109 DE 07/02/2019 
 
O SECRETÁRIO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, no uso das 
atribuições de lhe são conferidas pelo inciso III do art. 74 da 
Constituição do Estado de Santa Catarina, pelo inciso I do art. 7º da 
Lei Complementar nº 381, de 07 de Maio de 2007 e de conformidade 
com o disposto na Lei Federal nº 9394, de 20 de dezembro de 1996, 
que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a 
Resolução CNE/CEB 04/2010, a lei 12.796, de 04 de abril de 2013, a 
Lei Complementar 170, de 07 de agosto de 1998, que dispõe sobre o 
Sistema Estadual de Educação e Resolução CEE/ SC nº 183/2013 de 
19 de novembro de 2013, que estabelece diretrizes para a avaliação 
do processo ensino-aprendizagem nos estabelecimentos de ensino 
de Educação Básica, integrantes do Sistema Estadual de Educação. 
 
RESOLVE: 
Art. 1 Regulamentar a implantação da sistemática de avaliação e registro dos 
resultados do rendimento no Sistema de Gestão Educacional de Santa Catarina - SISGESC 
com vistas ao cumprimento dos artigos 5º e 6º Resolução CEE/SC 183/2013. 
Art. 2 A sistemática de avaliação e os registros dos resultados do rendimento da 
avaliação no SISGESC serão trimestrais. 
Art. 3 A unidade escolar deverá constar no seu Projeto Político -Pedagógico/PPP o 
que prevê na Resolução CEE/SC 183/2013 e nesta Portaria, adotando processos avaliativos 
da aprendizagem do estudante que abranjam conceitos/conteúdos, habilidades e 
competências articuladamente nas diferentes áreas do conhecimento. 
Art. 4 A avaliação da aprendizagem do estudante deverá ser registrada no diário de 
classe do professor ou documentos equivalentes, impressos ou on-line, incluídos os 
procedimentos de recuperação paralela. 
§1º Entende-se por recuperação paralela a retomada pedagógica dos 
conceitos/conteúdos não apropriados pelo estudante em determinado período letivo, sendo 
de responsabilidade da escola e do professor da área do conhecimento ou da disciplina 
escolar fazer constar no planejamento (replanejamento). 
§2º Os estabelecimentos, de ensino deverão oferecer, a título de recuperação 
paralela, novas oportunidades de aprendizagem, sucedidas de avaliação, quando verificado 
o rendimento insuficiente, durante o período das aulas, antes do registro das notas ou 
conceitos trimestrais. 
§3º Para atribuição de nota ou conceito, resultante da avaliação das atividades de 
recuperação paralela, deverá ser utilizado o mesmo peso da que originou a necessidade de 
recuperação, prevalecendo o resultado maior obtido. 
§4° O professor deverá registrar no Diário de Classe e ou no sistema Professor 
Online, além das atividades regulares, as atividades de recuperação de estudos e seus 
resultados, bem como, a frequência do aluno. 
Art. 5 Caberá ao Conselho de Classe a decisão final a respeito da avaliação da 
aprendizagem e rendimento do estudante, devendo ser registrado no SISGESC ao final de 
cada trimestre. 
55 
 
§ 1º O Conselho de Classe é composto pelos professores da turma, pela direção do 
estabelecimento ou seu representante, pela equipe pedagógica da escola, pelos estudantes 
e pelos pais ou responsáveis, quando for o caso. 
§ 2º A representação do Conselho de Classe deverá ser de, no mínimo, 51% dos 
participantes e o resultado deverá ser registrado em ata. 
Art. 6 O registro do resultado da avaliação será expresso de forma numérica, de um 
(1) a dez (10), com fração de 0,5. 
§ 1º Nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental (EF), o registro da avaliação será 
descritivo, no decorrer do ano letivo, e transformado em valores numéricos quando o 
estudante se transferir, caso seja necessário. 
§ 2º Nos primeiros, segundos e quartos anos dos Anos Iniciais do EF, será registrada 
apenas a frequência anual e, se o aluno atingir o estabelecido na legislação, 
automaticamente o Sistema registrará AP (aprovado). 
§ 3º Nos terceiros e quintos anos dos Anos Iniciais do EF registrar-se-á no Sistema 
uma expressão numérica de um (1) a dez (10), ao final do último semestre letivo, com 
parâmetro para retenção à expressão numérica inferiores a seis (6). 
§ 4º O registro citado no parágrafo anterior, no terceiro ano, observará a 
aprendizagem ao longo do primeiro, segundo e terceiro ano; no quinto ano, observará a 
aprendizagem do quarto e do quinto ano. 
Art.7 Ter-se-ão como aprovado, quanto ao rendimento da avaliação em todas as 
etapas e modalidades da Educação Básica, o aluno que: 
I. Obtiver a média anual igual ou superior a seis (6) em todas as disciplinas; 
II. Obtiver a média semestral igual ou superior a 6 (seis) em todas as disciplinas,na 
Educação de Jovens e Adultos e, também, no caso dos cursos técnicos 
subsequentes/concomitantes ofertados nos CEDUPs e EEBs; 
III. não será adotado exame final em nenhum ano ou série letiva na Educação 
Básica, na Educação Profissional e na Educação de Jovens e Adultos; 
IV. para efeito de cálculo do resultado de aprovação, em todas as etapas e 
modalidades da Educação Básica e Profissional deve-se aplicar a fórmula: Soma da média 
dos trimestres ÷ 3 ˃ ou = 6 (seis); 
V. ter-se-ão como reprovado o aluno que obtiver média final inferior a 6 (seis). 
Art. 8 O processo de avaliação da aprendizagem e o registro da avaliação no 
SISGESC - Sistema de Gestão Educacional de Santa Catarina - reger-se-á por esta 
Portaria. 
Art. 9 Ficam revogadas as portarias 189/2017 de 09/02/2017 e 2890/2018 de 
29/11/2018 
Art. 10 Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. 
 
 
NATALINO UGGIONI 
Secretário de Estado da Educação de Santa Catarina 
56 
 
 
ANEXO VI – RESOLUÇÃO CEE/SC Nº 100, DE 13 DE DEZEMBRO DE 2016* 
 
Estabelece normas para a Educação Especial no Sistema Estadual 
de Educação de Santa Catarina. 
 
*Alterada pela Resolução CEE/SC Nº 26, de 19 de março de 2019 e pela Resolução 
CEE/SC Nº 037, de 09 de abril de 2019. 
 
O PRESIDENTE DO CONSELHO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE SANTA 
CATARINA, no uso de suas atribuições, de acordo com o inciso XII do artigo 10, do 
Regimento Interno deste Conselho, considerando o disposto na Constituição Federal; na 
Resolução CNE/CEB nº 2, de 11 de setembro de 2001, que institui as Diretrizes Nacionais 
para a Educação Especial na Educação Básica; no Decreto n° 3.956, de 08 de outubro de 
2001, que promulga a Convenção Interamericana para a Eliminação de Todas as Formas de 
Discriminação contra as Pessoas Portadoras de Deficiência; na Lei n° 12.870, de 12 de 
janeiro de 2004, que dispõe sobre a Política Estadual para Promoção e Integração Social da 
Pessoa Portadora de Necessidades Especiais; no Decreto nº 5.296, de 2 de dezembro de 
2004, que regulamenta as Leis nº 10.048, de 8 de novembro de 2000, que dá prioridade de 
atendimento às pessoas que especifica, e 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que 
estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das 
pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida; no Decreto nº 6.949, de 25 
de agosto de 2009, que promulga a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas 
com Deficiência e seu Protocolo Facultativo; na Resolução CNE/CEB n° 4, de 2 de outubro 
de 2009, que institui Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado 
na Educação Básica, modalidade Educação Especial; no Decreto nº 7.612, de 17 de 
novembro de 2011, que institui o Plano Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência 
– Plano Viver Sem Limite; na Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014, que aprova o Plano 
Nacional de Educação – PNE; na Lei nº 13.146, de 06 de julho de 2015, que institui a Lei 
Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência) e na 
Lei nº 16.794, de 14 de dezembro de 2015, que aprova o Plano Estadual de Educação 
(PEE) para o decênio 2015-2024 e no Parecer CEE/SC nº 254, 
 
RESOLVE: 
Art. 1 Entende-se por educação especial, para os efeitos desta Resolução, a 
modalidade de educação escolar oferecida preferencialmente na rede regular de ensino 
para o atendimento das necessidades educacionais especiais de alunos com deficiência, 
transtorno do espectro autista, transtorno de déficit de atenção/hiperatividade e altas 
habilidades/superdotação. 
§ 1º O Serviço de Estimulação Essencial (0 a 6 anos), o Atendimento Educacional 
Especializado (6 a 17 anos), o Serviço Pedagógico Específico (6 a 17 anos) e a Educação 
Profissional – Iniciação para o trabalho – Pré-qualificação (14 a 17 anos) poderão ser 
prestados por instituições conveniadas com a FCEE ou nos casos por ela autorizados. 
57 
 
§ 2º Alunos com deficiência são aqueles que têm impedimentos de longo prazo de natureza 
física, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem 
obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as 
demais pessoas. 
I - Alunos com deficiência auditiva são aqueles com perda parcial ou total, congênita ou 
adquirida, da capacidade auditiva de acordo com os graus abaixo relacionados: 
a) leve: perda auditiva de 25 a 40 dB; 
b) moderada: perda auditiva de 45 a 60 dB; 
c) severa: perda auditiva de 65 a 90 dB; 
d) profunda: perda auditiva acima de 95 dB; 
 
II - Alunos com deficiência visual são aqueles que apresentam redução ou perda total da 
capacidade de ver com o melhor olho e após a melhor correção óptica. 
- deficiência visual: cegueira, na qual a acuidade visual é igual ou menor que 0,05 no melhor 
olho, com melhor correção óptica; a baixa visão, que significa acuidade visual entre 0,3 e 
0,05, no melhor olho, com a melhor correção óptica; os casos nos quais a somatória da 
medida do campo visual em ambos os olhos for igual ou menor que 60°; ou a ocorrência 
simultânea de quaisquer das condições anteriores; 
III - Alunos com deficiência física são aqueles que apresentam alteração completa ou parcial 
de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função 
física, apresentando-se sob a forma de paraplegia, paresia, monoplegia, monoparesia, 
tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, ostomia, amputação 
ou a ausência de membros, paralisia cerebral, nanismo, membros com deformidade 
congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam 
dificuldades para o desempenho de funções; 
IV - Alunos com deficiência múltipla são aqueles que apresentam associação de duas ou 
mais deficiências primárias associadas; 
V - Alunos com surdocegueira são aqueles que apresentam perdas visual e auditiva 
concomitantemente. Essa condição leva o aluno surdocego a ter necessidade de formas 
específicas e singulares de comunicação para ter acesso ao currículo; e 
VI - Alunos com deficiência intelectual são aqueles que apresentam déficits funcionais, tanto 
intelectuais quanto adaptativos, nos domínios conceitual, social e prático, com início no 
período do desenvolvimento. 
§ 3º Alunos com transtorno do espectro autista caracterizam-se por apresentar 
déficits persistentes na comunicação social e na interação social em múltiplos contextos, 
incluindo déficits na reciprocidade social, em comportamentos não-verbais, de comunicação 
usada para interação social e em habilidades para desenvolver, manter e compreender 
relacionamentos. Além dos déficits na comunicação social, o diagnóstico do transtorno do 
espectro autista requer a presença de padrões restritos e repetitivos de comportamento, 
interesses ou atividades. 
58 
 
§ 4º Alunos com transtorno do déficit de atenção/hiperatividade caracterizam-se por 
apresentar níveis prejudiciais de desatenção, desorganização e ou 
hiperatividade/impulsividade. 
Desatenção/desorganização envolvem incapacidade em permanecer em uma tarefa, 
aparência de não ouvir e perda de materiais em níveis inconsistentes com a idade ou nível 
de desenvolvimento. 
Hiperatividade/impulsividade implicam atividade excessiva, inquietação, 
incapacidade de permanecer sentado, intromissão em atividades de outros e incapacidade 
de aguardar – sintomas que são excessivos para a idade ou nível de desenvolvimento. 
§ 5º Alunos com altas habilidades/ superdotação demonstram potencial elevado em 
qualquer uma das seguintes áreas, isoladas ou combinadas: intelectual, acadêmica, 
liderança, psicomotricidade e artes, além de apresentar grande criatividade, envolvimento 
na aprendizagem e realização de tarefas em áreas de seu interesse. 
Art. 2 As mantenedoras das escolas de educação básica do Sistema Estadual de 
Ensino deverão disponibilizar Serviços Especializados em Educação Especial,quando 
necessário: 
§ 1° Atendimento em Classe - AC, caracterizado pela intervenção do profissional da 
educação especial no mesmo período de frequência no ensino regular dos alunos 
especificados nesta Resolução. 
I - Intérprete da Libras – disponibilizado aos alunos com surdez usuários da Libras, com 
fluência na Libras; 
II - Professor Bilíngue - disponibilizado aos alunos com surdez usuários da Libras como 1ª 
língua, sem fluência; 
III - Guia Intérprete - disponibilizado para alunos com surdocegueira; 
IV - Segundo Professor de Turma - disponibilizado nas turmas com matrícula e frequência 
de alunos com diagnóstico de deficiência intelectual, transtorno do espectro autista e/ou 
deficiência múltipla que apresentem comprometimento significativo nas interações sociais e 
na funcionalidade acadêmica. Disponibilizado também nos casos de deficiência física que 
apresentem sérios comprometimentos motores e dependência em atividades de vida prática; 
V - Instrutor da Libras - disponibilizado para atender os alunos com surdez no atendimento 
educacional especializado e realizar cursos de formação em Libras para a comunidade; 
VI - Profissional de Apoio Escolar – disponibilizado aos alunos com deficiência ou transtorno 
do espectro autista com baixa funcionalidade, que requeiram apoios muito substancial nas 
atividades de alimentação, higiene, cuidados clínicos e locomoção; e 
VII - Atendimento Educacional Especializado (AEE), disponibilizado na rede regular de 
ensino, no contra turno, com o objetivo de complementar ou suplementar o processo de 
aprendizagem dos alunos especificados nesta Resolução, não configurando como ensino 
substitutivo nem como reforço escolar. 
§ 2° As diretrizes de funcionamento dos serviços especializados em educação 
especial são estabelecidas pela Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE) e 
pela Secretaria de Estado da Educação (SED). 
59 
 
§ 3º A implantação dos serviços especializados em educação especial nas escolas 
da rede pública estadual de ensino dependerá de parecer da Fundação Catarinense de 
Educação Especial (FCEE) e da Secretaria de Estado da Educação (SED). 
§ 4º A assessoria e a supervisão dos serviços especializados em educação especial 
implantados na rede pública estadual de ensino devem ser realizadas pela Fundação 
Catarinense de Educação Especial e pela Secretaria de Estado da Educação. 
I - A Fundação Catarinense de Educação Especial e a Secretaria de Estado da Educação 
são oficialmente responsáveis, na forma da legislação vigente, inclusive com outras 
instituições, pela capacitação permanente dos profissionais que atuam nas escolas da rede 
pública estadual de ensino. 
Art. 3 As escolas de educação básica do Sistema Estadual de Ensino deverão, 
quando previsto em seu Projeto Político Pedagógico, adotar as seguintes medidas: 
§1º conceder certificação à conclusão de Ensino Fundamental e Médio aos alunos 
que não atingiram as competências previstas na Lei de Diretrizes e Base da Educação 
Nacional para estas etapas. Os procedimentos para concessão desta certificação devem 
atender as seguintes diretrizes: 
- aplicar-se somente aos alunos com deficiência intelectual e transtorno do espectro autista 
(TEA), com idade mínima de 15(quinze) anos, que tenham frequentado, no mínimo de 
9(nove) anos de escolarização para o ensino fundamental e com idade mínima de 17 
(dezessete) anos que tenham frequentado, no mínimo, 12 (doze) anos de escolarização 
para o ensino médio obrigatórios; 
- a avaliação de desempenho escolar dos alunos citados no inciso I deve ser registrada 
periodicamente, durante todo o processo de escolarização na Educação Básica, de forma 
descritiva nos moldes do ANEXO I - Modelo de Avaliação Descritiva. A partir do 6º Ano do 
Ensino Fundamental, além do relatório descritivo, a escola poderá adotar também o modelo 
de registro de avaliação do desempenho escolar conforme estabelece o Projeto Político 
Pedagógico. 
- comprovação descritiva de que, ao longo do processo de escolarização, tenham sido 
esgotados os recursos para o acesso do aluno ao currículo escolar, com aprendizagem, tais 
como: 
a) assessoramento da SED e da FCEE (presencial ou a distância); 
b) identificação e eliminação de barreiras, entendidas como qualquer entrave, 
obstáculo, atitude ou comportamento que limite ou impeça a participação do aluno; 
- o Núcleo de Educação Especial/equipe gestora, quando houver, previsto no § 3° deste 
artigo, emitirá parecer sobre a possibilidade de certificação de terminalidade específica; 
- o Conselho de Classe, do qual deverá participar também, integrantes do Núcleo de 
Educação Especial da escola, quando houver, e professores da Educação Especial, decidirá 
sobre a certificação de terminalidade específica; 
- a certificação deve conter relato descritivo das competências desenvolvidas pelo aluno 
durante sua permanência na Educação Básica, registradas no histórico escolar, conforme 
ANEXOS II e III, podendo a escola apontar, à parte, para alternativas de aprendizagem ao 
longo da vida, dentre estas os cursos de qualificação profissional, a inserção no mundo do 
60 
 
trabalho, seja ele competitivo ou protegido, bem como, encaminhamento para instituições 
especializadas. 
§2º Promover o avanço nos cursos ou anos, por classificação, sempre que se 
constatarem altas habilidades ou atendimento pessoal das expectativas de aprendizagem, 
correspondentes a todas as disciplinas ou áreas de conhecimento oferecidas no ano ou 
curso em que o aluno estiver matriculado. 
§3º criar, quando couber, um núcleo de educação especial, formado pelos 
professores dos serviços especializados e equipe pedagógica da escola, com o objetivo de 
atender das questões pertinentes a essa modalidade. 
Art. 3 A. As escolas de educação básica do Sistema Estadual de Ensino devem 
prever em seu Projeto Político Pedagógico os recursos de acessibilidade ao currículo 
escolar, cabendo aos professores do Atendimento Educacional Especializado a 
responsabilidade pela orientação técnica e pedagógica necessárias à sua utilização no 
processo de ensino e aprendizagem. 
Art. 4 Compete ao Conselho Estadual de Educação de Santa Catarina (CEE/SC) o 
credenciamento de Centros de Atendimento Educacional Especializado e sua autorização 
para oferta de Atendimento Educacional Especializado (AEE) aos alunos que integram o 
público da Educação Especial. 
§ 1º O pedido de credenciamento de Centros de Atendimento Educacional 
Especializado e de autorização para oferta deverá ser instruído mediante apresentação dos 
seguintes documentos: 
I - Requerimento dirigido ao Presidente do Conselho Estadual de Educação, subscrito pelo 
responsável pela instituição mantenedora e/ou responsável legal; 
II - Dados de identificação da instituição mantenedora e do Centro de Atendimento 
Educacional Especializado: 
a) nome da instituição mantenedora e do Centro de Atendimento Educacional 
Especializado (conforme dados contidos no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica /CNPJ e 
Contrato Social), endereço completo, telefone, e-mail; 
b) cópia do comprovante de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) 
da instituição mantenedora; 
- Aspectos Jurídicos: 
a) laudos técnicos expedidos pelos órgãos de Vigilância Sanitária, Corpo de Bombeiros 
e Alvará Municipal de Funcionamento, ou comprovante de protocolo dos mesmos. O 
Estabelecimento não poderá iniciar suas atividades sem os devidos laudos técnicos, que 
deverão ser afixados em local visível e acessível ao público, mantendo-os sempre 
atualizados. 
- Aspectos Físicos: 
a) memorial descritivo das condições físicas, ambientais e mobiliários; 
b) comprovação das condições de acessibilidade nos termos da legislação vigente. 
V- Aspectos Pedagógicos: 
61 
 
Projeto Político Pedagógico contendo o Plano de Atendimento Educacional 
Especializado em conformidade com as Diretrizes Operacionais para o Atendimento 
EducacionalEspecializado (AEE), na Educação Especial; 
Termo de compromisso subscrito pelo representante legal da instituição 
mantenedora quanto à atuação de profissionais habilitados para o exercício das funções 
técnico-administrativa e docente; 
Relação dos materiais didáticos, recursos pedagógicos e de acessibilidade e 
equipamentos específicos para a oferta do Atendimento Educacional Especializado (AEE); 
§ 1º O credenciamento a que se refere o caput contempla instituições públicas e 
privadas comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos, com atuação 
exclusiva em Educação Especial; 
§ 2º O pedido de credenciamento e autorização, a que se refere o caput, deverá 
conter Parecer favorável para funcionamento emitido previamente pela Fundação 
Catarinense de Educação Especial (FCEE); 
§ 3º Compete à Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE) o 
assessoramento, capacitação e a supervisão dos Centros de Atendimento Educacional 
Especializado. 
Art. 5 A frequência exclusiva de alunos com idade de 06 (seis) a 17 (dezessete) 
anos em Centros de Atendimento Educacional Especializados e/ou instituições conveniadas, 
é autorizada, apenas, nos casos de alunos com deficiência intelectual e transtorno do 
espectro autista, ambos com baixa funcionalidade: 
I. Os alunos de que trata este Artigo poderão frequentar exclusivamente Centros de 
Atendimento Educacional Especializados ou instituições conveniadas, apenas quando o 
laudo emitido por equipe multiprofissional prescrever que a permanência no ensino regular 
importa em graves prejuízos ao aluno, ouvido este, sua família e equipe pedagógica da 
escola, devendo a Fundação Catarinense de Educação Especial aprovar esse 
entendimento. 
Art. 6 As Escolas da Rede Pública e Privada do Sistema de Ensino de Santa 
Catarina têm até 90 dias para realizarem as devidas atualizações em seu Projeto Político 
Pedagógico (PPP) naquilo que julgarem necessário para estarem sob os auspícios da 
presente Resolução, sem prejuízo ao conjunto das demais regulamentações desta. 
Parágrafo único: aos alunos com deficiência intelectual e transtorno do espectro 
autista (TEA), matriculados nas escolas de educação básica do sistema estadual de ensino 
anteriormente a data da publicação desta resolução poderá ser aplicada a terminalidade 
específica conforme disposto no Art.3º, § 1º, Incisos I e IV. 
Art. 7 Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. 
Art. 8 Fica revogada a Resolução CEE/SC nº 112/2006 e demais disposições em 
contrário. 
 
Florianópolis, 13 de dezembro de 2016. 
 
Oswaldir Ramos 
62 
 
Presidente do Conselho Estadual de Educação de Santa Catarina 
ANEXO VII – CONSTITUIÇÃO FEDERAL 
 
CAPÍTULO III Da Educação, da Cultura e do Desporto 
SEÇÃO I Da Educação 
 
Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será 
promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno 
desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua 
qualificação para o trabalho. Art. 206. O ensino será ministrado com base nos 
seguintes princípios: 
I – igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; 
II – liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o 
saber; 
III – pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, e coexistência de 
instituições públicas e privadas de ensino; 
IV – gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais; 
V – valorização dos profissionais da educação escolar, garantidos, na forma da lei, 
planos de carreira, com ingresso exclusivamente por concurso público de provas e 
títulos, aos das redes públicas; (Redação dada pela EC n. 53/2006) 
VI – gestão democrática do ensino público, na forma da lei; 
VII – garantia de padrão de qualidade; 
VIII – piso salarial profissional nacional para os profissionais da educação escolar 
pública, nos termos de lei federal. (Incluído pela EC n. 53/2006) 
Parágrafo único. A lei disporá sobre as categorias de trabalhadores considerados 
profissionais da educação básica e sobre a fixação de prazo para a elaboração ou 
adequação de seus planos de carreira, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios. (Incluído pela EC n. 53/2006) 
Art. 208. O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de: 
I – educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de 
idade, assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos os que a ela não tiveram 
acesso na idade própria; (Redação dada pela EC n. 59/2009) 
II – progressiva universalização do ensino médio gratuito; (Redação dada pela EC n. 
14/1996) 
III – atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, 
preferencialmente na rede regular de ensino; 
IV – educação infantil, em creche e pré-escola, às crianças até 5 (cinco) anos de 
idade; (Redação dada pela EC n. 53/2006) 
63 
 
V – acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, 
segundo a capacidade de cada um; 
VI – oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do educando; 
VII – atendimento ao educando, em todas as etapas da educação básica, por meio 
de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e 
assistência à saúde. (Redação dada pela EC n. 59/2009) 
§ 1º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo. 
§ 2º O não oferecimento do ensino obrigatório pelo Poder Público, ou sua oferta 
irregular, importa responsabilidade da autoridade competente. 
§ 3º Compete ao Poder Público recensear os educandos no ensino fundamental, 
fazer- -lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela frequência à 
escola. 
Art. 210. Serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a 
assegurar formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, 
nacionais e regionais. 
§ 1º O ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários 
normais das escolas públicas de ensino fundamental. 
§ 2º O ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa, 
assegurada às comunidades indígenas também a utilização de suas línguas 
maternas e processos próprios de aprendizagem. 
Art. 211. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão em 
regime de colaboração seus sistemas de ensino. 
§ 1º A União organizará o sistema federal de ensino e o dos Territórios, financiará as 
instituições de ensino públicas federais e exercerá, em matéria educacional, função 
redistributiva e supletiva, de forma a garantir equalização de oportunidades 
educacionais e padrão mínimo de qualidade do ensino mediante assistência técnica 
e financeira aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios; (Redação dada pela 
EC n. 14/1996) 
§ 2º Os Municípios atuarão prioritariamente no ensino fundamental e na educação 
infantil. (Redação dada pela EC n. 14/1996) 
§ 3º Os Estados e o Distrito Federal atuarão prioritariamente no ensino fundamental 
e médio. (Incluído pela EC n. 14/1996) 
§ 4º Na organização de seus sistemas de ensino, a União, os Estados, o Distrito 
Federal e os Municípios definirão formas de colaboração, de modo a assegurar a 
universalização do ensino obrigatório. (Redação dada pela EC n. 59/2009) 
§ 5º A educação básica pública atenderá prioritariamente ao ensino regular. (Incluído 
pela EC n. 53/2006) 
Art. 213. Os recursos públicos serão destinados às escolas públicas, podendo ser 
dirigidos a escolas comunitárias, confessionais ou filantrópicas, definidas em lei, 
64 
 
que: I – comprovem finalidade não lucrativa e apliquem seus excedentes financeiros 
em educação; 
II – assegurem a destinação de seu patrimônio a outra escola comunitária, 
filantrópica ou confessional, ou ao Poder Público, no caso de encerramento de suas 
atividades. 
§ 1º Os recursos de que trata este artigo poderão ser destinados a bolsas de estudo 
para o ensino fundamentale médio, na forma da lei, para os que demonstrarem 
insuficiência de recursos, quando houver falta de vagas e cursos regulares da rede 
pública na localidade da residência do educando, ficando o Poder Público obrigado a 
investir prioritariamente na expansão de sua rede na localidade 
§ 2º As atividades de pesquisa, de extensão e de estímulo e fomento à inovação 
realizadas por universidades e/ou por instituições de educação profissional e 
tecnológica poderão receber apoio financeiro do Poder Público. (Redação dada pela 
EC n. 85/2015) 
Art. 214. A lei estabelecerá o plano nacional de educação, de duração decenal, com 
o objetivo de articular o sistema nacional de educação em regime de colaboração e 
definir diretrizes, objetivos, metas e estratégias de implementação para assegurar a 
manutenção e desenvolvimento do ensino em seus diversos níveis, etapas e 
modalidades por meio de ações integradas dos poderes públicos das diferentes 
esferas federativas que conduzam a: (Redação dada pela EC n. 59/2009) 
I – erradicação do analfabetismo; 
II – universalização do atendimento escolar; 
III – melhoria da qualidade do ensino; 
IV – formação para o trabalho; 
V – promoção humanística, científica e tecnológica do País; 
VI – estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação como 
proporção do produto interno bruto. (Incluído pela EC n. 59/2009) 
65 
 
 
 
 
 
 
ANEXO VIII – LEI DE DIRETRIZES E BASES- LEI Nº 9.394/1996 
 
 
Lei no 9.394/1996 Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. O 
PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu 
sanciono a seguinte Lei: 
TÍTULO I – Da Educação 
Art. 1o A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida 
familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, 
nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações 
culturais. 
§ 1o Esta Lei disciplina a educação escolar, que se desenvolve, 
predominantemente, por meio do ensino, em instituições próprias. 
§ 2o A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática 
social. TÍTULO II – Dos Princípios e Fins da Educação Nacional 
Art. 2o A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de 
liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno 
desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua 
qualificação para o trabalho. 
Art. 3o O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: 
I – igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; 
II – liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a 
arte e o saber; 
III – pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas; 
IV – respeito à liberdade e apreço à tolerância; 
V – coexistência de instituições públicas e privadas de ensino; 
VI – gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais; 
VII – valorização do profissional da educação escolar; 
VIII – gestão democrática do ensino público, na forma desta Lei e da legislação dos 
sistemas de ensino; 
IX – garantia de padrão de qualidade; 
X – valorização da experiência extraescolar; 
XI – vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais; 
XII – consideração com a diversidade étnico-racial; 
TÍTULO III – Do Direito à Educação e do Dever de Educar 
66 
 
Art. 4o O dever do Estado com educação escolar pública será efetivado mediante a 
garantia de: 
I – educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de 
idade, organizada da seguinte forma: a) pré-escola; b) ensino fundamental; c) ensino 
médio; 
II – educação infantil gratuita às crianças de até 5 (cinco) anos de idade; 
III – atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com deficiência, 
transtorno os globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, 
transversal a todos os níveis, etapas e modalidades, preferencialmente na rede 
regular de ensino; 
IV – acesso público e gratuito aos ensinos fundamental e médio para todos os que 
não os concluíram na idade própria; 
V – acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, 
segundo a capacidade de cada um; 
VI – oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do educando; 
VII – oferta de educação escolar regular para jovens e adultos, com características e 
modalidades adequadas às suas necessidades e disponibilidades, garantindo-se 
aos que forem trabalhadores as condições de acesso e permanência na escola; 
VIII – atendimento ao educando, em todas as etapas da educação básica, por meio 
de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e 
assistência à saúde; 
IX – padrões mínimos de qualidade de ensino, definidos como a variedade e 
quantidade mínimas, por aluno, de insumos indispensáveis ao desenvolvimento do 
processo de ensino-aprendizagem; 
X – vaga na escola pública de educação infantil ou de ensino fundamental mais 
próxima de sua residência a toda criança a partir do dia em que completar 4 (quatro) 
anos de idade; 
Art. 5o O acesso à educação básica obrigatória é direito público subjetivo, podendo 
qualquer cidadão, grupo de cidadãos, associação comunitária, organização sindical, 
entidade de classe ou outra legalmente constituída e, ainda, o Ministério Público, 
acionar o poder público para exigi-lo. 
§ 1o O poder público, na esfera de sua competência federativa, deverá: 
I – recensear anualmente as crianças e adolescentes em idade escolar, bem como 
os jovens e adultos que não concluíram a educação básica; 
II – fazer-lhes a chamada pública; 
III – zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela frequência à escola. 
§ 2o Em todas as esferas administrativas, o Poder Público assegurará em primeiro 
lugar o acesso ao ensino obrigatório, nos termos deste artigo, contemplando em 
67 
 
seguida os demais níveis e modalidades de ensino, conforme as prioridades 
constitucionais e legais. 
§ 3o Qualquer das partes mencionadas no caput deste artigo tem legitimidade para 
peticionar no Poder Judiciário, na hipótese do § 2o do art. 208 da Constituição 
Federal, sendo gratuita e de rito sumário a ação judicial correspondente. 
§ 4o Comprovada a negligência da autoridade competente para garantir o 
oferecimento do ensino obrigatório, poderá ela ser imputada por crime de 
responsabilidade. 
§ 5o Para garantir o cumprimento da obrigatoriedade de ensino, o Poder Público 
criará formas alternativas de acesso aos diferentes níveis de ensino, 
independentemente da escolarização anterior. 
Art. 6o É dever dos pais ou responsáveis efetuar a matrícula das crianças na 
educação básica a partir dos 4 (quatro) anos de idade. 
Art. 7o O ensino é livre à iniciativa privada, atendidas as seguintes condições: 
I – cumprimento das normas gerais da educação nacional e do respectivo sistema 
de ensino; 
II – autorização de funcionamento e avaliação de qualidade pelo Poder Público; 
III – capacidade de autofinanciamento, ressalvado o previsto no art. 213 da 
Constituição Federal. 
CAPÍTULO II – Da Educação Básica SEÇÃO I – Das Disposições Gerais 
Art. 22. A educação básica tem por finalidades desenvolver o educando, assegurar- 
lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe 
meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores. 
Art. 23. A educação básica poderá organizar-se em séries anuais, períodos 
semestrais, ciclos, alternância regular de períodos de estudos, grupos não seriados, 
com base na idade, na competência e em outros critérios, ou por forma diversa de 
organização, sempre que o interesse do processo de aprendizagem assim o 
recomendar. 
§ 1o A escola poderá reclassificar os alunos, inclusive quando se tratar de 
transferências entre estabelecimentos situados no País e no exterior, tendo como 
base as normas curriculares gerais. 
§ 2o O calendário escolar deveráadequar-se às peculiaridades locais, inclusive 
climáticas e econômicas, a critério do respectivo sistema de ensino, sem com isso 
reduzir o número de horas letivas previsto nesta Lei. 
Art. 24. A educação básica, nos níveis fundamental e médio, será organizada de 
acordo com as seguintes regras comuns: 
I – a carga horária mínima anual será de oitocentas horas para o ensino fundamental 
e para o ensino médio, distribuídas por um mínimo de duzentos dias de efetivo 
trabalho escolar, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando houver; 
68 
 
II – a classificação em qualquer série ou etapa, exceto a primeira do ensino 
fundamental, pode ser feita: 
a) por promoção, para alunos que cursaram, com aproveitamento, a série ou fase 
anterior, na própria escola; 
b) por transferência, para candidatos procedentes de outras escolas; 
c) independentemente de escolarização anterior, mediante avaliação feita pela 
escola, que defina o grau de desenvolvimento e experiência do candidato e permita 
sua inscrição na série ou etapa adequada, conforme regulamentação do respectivo 
sistema de ensino; 
III – nos estabelecimentos que adotam a progressão regular por série, o regimento 
escolar pode admitir formas de progressão parcial, desde que preservada a 
sequência do currículo, observadas as normas do respectivo sistema de ensino; 
IV – poderão organizar-se classes, ou turmas, com alunos de séries distintas, com 
níveis equivalentes de adiantamento na matéria, para o ensino de línguas 
estrangeiras, artes, ou outros componentes curriculares; 
V – a verificação do rendimento escolar observará os seguintes critérios: 
a) avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos 
aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período 
sobre os de eventuais provas finais; 
b) possibilidade de aceleração de estudos para alunos com atraso escolar; c) 
possibilidade de avanço nos cursos e nas séries mediante verificação do 
aprendizado; d) aproveitamento de estudos concluídos com êxito; 
e) obrigatoriedade de estudos de recuperação, de preferência paralelos ao período 
letivo, para os casos de baixo rendimento escolar, a serem disciplinados pelas 
instituições de ensino em seus regimentos; 
VI – o controle de frequência fica a cargo da escola, conforme o disposto no seu 
regimento e nas normas do respectivo sistema de ensino, exigida a frequência 
mínima de setenta e cinco por cento do total de horas letivas para aprovação; 
VII – cabe a cada instituição de ensino expedir históricos escolares, declarações de 
conclusão de série e diplomas ou certificados de conclusão de cursos, com as 
especificações cabíveis. 
§ 1o A carga horária mínima anual de que trata o inciso I do caput deverá ser 
ampliada de forma progressiva, no ensino médio, para mil e quatrocentas horas, 
devendo os sistemas de ensino oferecer, no prazo máximo de cinco anos, pelo 
menos mil horas anuais de carga horária, a partir de 2 de março de 2017. 
§ 2o Os sistemas de ensino disporão sobre a oferta de educação de jovens e 
adultos e de ensino noturno regular, adequado às condições do educando, conforme 
o inciso VI do art. 4o . 
69 
 
 
 
 
 
 
ANEXO IX - ESTATUTO DE CRIANÇA E ADOLESCENTE- ECA 
 
 
Art. 56. Os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental comunicarão ao 
Conselho Tutelar os casos de: 
I - maus-tratos envolvendo seus alunos; 
II - reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos 
escolares; 
III - elevados níveis de repetência. 
 
Art. 98.As medidas de proteção à criança e ao adolescente são aplicáveis sempre que os 
direitos reconhecidos nesta Lei forem ameaçados ou violados: 
I - por ação ou omissão da sociedade ou do Estado; 
II - por falta, omissão ou abuso dos pais ou responsável; 
III - em razão de sua conduta. 
 
Art. 100. Na aplicação das medidas levar-se-ão em conta as necessidades 
pedagógicas, preferindo-se aquelas que visem ao fortalecimento dos vínculos 
familiares e comunitários. 
Parágrafo único. São também princípios que regem a aplicação das 
medidas: (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
I - condição da criança e do adolescente como sujeitos de direitos: crianças e 
adolescentes são os titulares dos direitos previstos nesta e em outras Leis, bem 
como na Constituição Federal; (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
II - proteção integral e prioritária: a interpretação e aplicação de toda e qualquer 
norma contida nesta Lei deve ser voltada à proteção integral e prioritária dos direitos 
de que crianças e adolescentes são titulares; (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
III - responsabilidade primária e solidária do poder público: a plena efetivação dos 
direitos assegurados a crianças e a adolescentes por esta Lei e pela Constituição 
Federal, salvo nos casos por esta expressamente ressalvados, é de 
responsabilidade primária e solidária das 3 (três) esferas de governo, sem prejuízo 
da municipalização do atendimento e da possibilidade da execução de programas 
por entidades não governamentais; (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
IV - interesse superior da criança e do adolescente: a intervenção deve atender 
prioritariamente aos interesses e direitos da criança e do adolescente, sem prejuízo 
da consideração que for devida a outros interesses legítimos no âmbito da 
pluralidade dos interesses presentes no caso concreto; (Incluído pela Lei nº 12.010, 
de 2009) 
V - privacidade: a promoção dos direitos e proteção da criança e do adolescente 
deve ser efetuada no respeito pela intimidade, direito à imagem e reserva da sua 
vida privada; (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
https://brasil.mylex.net/legislacao/constituicao-federal-cf-art1_8457.html
70 
 
VI - intervenção precoce: a intervenção das autoridades competentes deve ser 
efetuada logo que a situação de perigo seja conhecida; (Incluído pela Lei nº 12.010, 
de 2009) 
VII - intervenção mínima: a intervenção deve ser exercida exclusivamente pelas 
autoridades e instituições cuja ação seja indispensável à efetiva promoção dos 
direitos e à proteção da criança e do adolescente; (Incluído pela Lei nº 12.010, de 
2009) 
VIII - proporcionalidade e atualidade: a intervenção deve ser a necessária e 
adequada à situação de perigo em que a criança ou o adolescente se encontram no 
momento em que a decisão é tomada; (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
IX - responsabilidade parental: a intervenção deve ser efetuada de modo que os pais 
assumam os seus deveres para com a criança e o adolescente; (Incluído pela Lei nº 
12.010, de 2009) 
X - prevalência da família: na promoção de direitos e na proteção da criança e do 
adolescente deve ser dada prevalência às medidas que os mantenham ou 
reintegrem na sua família natural ou extensa ou, se isso não for possível, que 
promovam a sua integração em família adotiva; (Redação dada pela Lei nº 13.509, 
de 2017) 
XI - obrigatoriedade da informação: a criança e o adolescente, respeitado seu 
estágio de desenvolvimento e capacidade de compreensão, seus pais ou 
responsável devem ser informados dos seus direitos, dos motivos que determinaram 
a intervenção e da forma como esta se processa; (Incluído pela Lei nº 12.010, de 
2009) 
XII - oitiva obrigatória e participação: a criança e o adolescente, em separado ou na 
companhia dos pais, de responsável ou de pessoa por si indicada, bem como os 
seus pais ou responsável, têm direito a ser ouvidos e a participar nos atos e na 
definição da medida de promoção dos direitos e de proteção, sendo sua opinião 
devidamente considerada pela autoridade judiciária competente, observado o 
disposto nos §§ 1º e 2º do art. 28 desta Lei. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
 
Art. 102. 
As medidas de proteção de que trata este Capítulo serão acompanhadas da 
regularização do registro civil. 
§ 1º Verificada a inexistência de registro anterior, o assento de nascimento dacriança ou adolescente será feito à vista dos elementos disponíveis, mediante 
requisição da autoridade judiciária. 
§ 2º Os registros e certidões necessários à regularização de que trata este artigo são 
isentos de multas, custas e emolumentos, gozando de absoluta prioridade. 
§ 3º Caso ainda não definida a paternidade, será deflagrado procedimento 
específico destinado à sua averiguação, conforme previsto pela Lei no 8.560, de 29 
de dezembro de 1992. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 4º Nas hipóteses previstas no § 3º deste artigo, é dispensável o ajuizamento de 
ação de investigação de paternidade pelo Ministério Público se, após o não 
comparecimento ou a recusa do suposto pai em assumir a paternidade a ele 
https://brasil.mylex.net/legislacao/estatuto-crianca-adolescente-eca-art28_67047.html
71 
 
atribuída, a criança for encaminhada para adoção. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 
2009) 
§ 5º Os registros e certidões necessários à inclusão, a qualquer tempo, do nome do 
pai no assento de nascimento são isentos de multas, custas e emolumentos, 
gozando de absoluta prioridade. (Incluído dada pela Lei nº 13.257, de 2016) 
§ 6º São gratuitas, a qualquer tempo, a averbação requerida do reconhecimento de 
paternidade no assento de nascimento e a certidão correspondente. (Incluído dada 
pela Lei nº 13.257, de 2016) 
VER ARTIGO SEGUINTE 
 
Art. 112. Verificada a prática de ato infracional, a autoridade competente poderá 
aplicar ao adolescente as seguintes medidas: 
I - advertência; 
II - obrigação de reparar o dano; 
III - prestação de serviços à comunidade; 
IV - liberdade assistida; 
V - inserção em regime de semi-liberdade; 
VI - internação em estabelecimento educacional; 
VII - qualquer uma das previstas no art. 101, I a VI. 
§ 1º A medida aplicada ao adolescente levará em conta a sua capacidade de cumpri-
la, as circunstâncias e a gravidade da infração. 
§ 2º Em hipótese alguma e sob pretexto algum, será admitida a prestação de 
trabalho forçado. 
§ 3º Os adolescentes portadores de doença ou deficiência mental receberão 
tratamento individual e especializado, em local adequado às suas condições. 
 
Art. 114. A imposição das medidas previstas nos incisos II a VI do art. 112 pressupõe a 
existência de provas suficientes da autoria e da materialidade da infração, ressalvada a 
hipótese de remissão, nos termos do art. 127. 
Parágrafo único. A advertência poderá ser aplicada sempre que houver prova da materialidade 
e indícios suficientes da autoria. 
https://brasil.mylex.net/legislacao/estatuto-crianca-adolescente-eca-art101_67490.html
https://brasil.mylex.net/legislacao/estatuto-crianca-adolescente-eca-art101_67490.html
https://brasil.mylex.net/legislacao/estatuto-crianca-adolescente-eca-art112_67560.html
https://brasil.mylex.net/legislacao/estatuto-crianca-adolescente-eca-art127_67650.html
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REFERÊNCIAS 
 
Orientação pedagógica para trabalho com Projeto de Vida enquanto componente 
curricular. 
 
Diretrizes para elaboração de material pedagógico – material disponível na intranet 
da SED- SC. 
 
<http://basenacionalcomum.mec.gov.br/implementacao/praticas/caderno-de- 
praticas/aprofundamentos/200-projeto-de-vida-ser-ou-existir>. Acesso em 03 fev. 
2020. 
 
<https://midiasstoragesec.blob.core.windows.net/001/2018/03/caderno- 
pv_professor_em.pdf>. Acesso em 03 fev. 2020. 
 
<http://extranet.sed.sc.gov.br/index.php/downloads/digr/formacao-continuada-de- 
professores-da-educacao-basica-descentralizada-fevereiro-de-2020/materiais-para- 
a-formacao/ensino-medio/1276-manual-orientacao-pedagogica-para-projeto-de- 
vida/file >. Acesso em 03 fev. 2020. 
 
<http://basenacionalcomum.mec.gov.br/wp- 
content/uploads/2018/11/7._Orienta%C3%A7%C3%B5es_aos_Conselhos.pdf > 
Acesso em 27 jan.2020. 
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/implementacao/praticas/caderno-de-praticas/aprofundamentos/200-projeto-de-vida-ser-ou-existir
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/implementacao/praticas/caderno-de-praticas/aprofundamentos/200-projeto-de-vida-ser-ou-existir
https://midiasstoragesec.blob.core.windows.net/001/2018/03/caderno-pv_professor_em.pdf
https://midiasstoragesec.blob.core.windows.net/001/2018/03/caderno-pv_professor_em.pdf
http://extranet.sed.sc.gov.br/index.php/downloads/digr/formacao-continuada-de-professores-da-educacao-basica-descentralizada-fevereiro-de-2020/materiais-para-a-formacao/ensino-medio/1276-manual-orientacao-pedagogica-para-projeto-de-vida/file
http://extranet.sed.sc.gov.br/index.php/downloads/digr/formacao-continuada-de-professores-da-educacao-basica-descentralizada-fevereiro-de-2020/materiais-para-a-formacao/ensino-medio/1276-manual-orientacao-pedagogica-para-projeto-de-vida/file
http://extranet.sed.sc.gov.br/index.php/downloads/digr/formacao-continuada-de-professores-da-educacao-basica-descentralizada-fevereiro-de-2020/materiais-para-a-formacao/ensino-medio/1276-manual-orientacao-pedagogica-para-projeto-de-vida/file
http://extranet.sed.sc.gov.br/index.php/downloads/digr/formacao-continuada-de-professores-da-educacao-basica-descentralizada-fevereiro-de-2020/materiais-para-a-formacao/ensino-medio/1276-manual-orientacao-pedagogica-para-projeto-de-vida/file
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/wp-content/uploads/2018/11/7._Orienta%C3%A7%C3%B5es_aos_Conselhos.pdf
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/wp-content/uploads/2018/11/7._Orienta%C3%A7%C3%B5es_aos_Conselhos.pdf

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