Resumo Sistema Cardiovascular (Reparado)
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Resumo Sistema Cardiovascular (Reparado)


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e há a regulação do balanço insulina/glucagon retornando o consumo de ácidos graxos. Quando se vai dormir a queda da glicemia é mais lenta bem como a subida do consumo de ácidos graxos, porque está acontecendo a glicogenólise e a gliconeogênese. No exercício, há a queda rápida da glicemia com pequena retomada ao consumo de ácidos graxos devido à gliconeogênese e pico de lactato, o qual é drenado pela lactato desidrogenase H.
Na falência cardíaca há aumento da glicólise e redução da beta oxidação. Isso acontece a falhas de origem genética e comportamental, com redução progressiva da beta oxidação, seja por deficiência do GLUT, na carnitina, ptns transportadores, na ácido graxo sintase. Com isso há aumento de consumo de glicose, a demanda de O2 não é suficiente, passando mais tempo em anaerobiose, o que não supre a demanda cardíaca levando a falência. O aumento de lactato torna pH dos cardiomiócitos mais ácido, alternando entrada/saída K+ Na+ alterando o padrão de resposta aos estímulos.
PKB/AKT fosforila e ativa PFK2 para estimular a glicólise, ao mesmo tempo através da synip estimula GLUT 4 a se deslocar para a membrana, com isso há aumento de ácidos graxos para a celula. AKT também controla a síntese de proteínas, através da repressão de TSC2 que normalmente inibe Rheb, o qual ativa mTOR, ou seja com TSC2 ativo mTOR está inibido e não há síntese proteica, mas com TSC2 inibido, Rheb está ativado, ativando mTOR que ativa a síntese proteica quando a glicemia está elevada. AKT inibe FOXO e GSK3 quando há picos de insulina.
AKT inibe AMPK, a qual reprime mTOR. Com AMPK inibida mTOR está ativa e há síntese proteica.
AKT reprime GSK3, que normalmente ativa a miocardina (produz as proteínas contráteis, mas não forma sarcômeros). Com GSK3 inibida, a miocardina está inibida e não há síntese de proteínas contráteis, quando a glicemia está elevada. Em resumo AKT inibe a miocardina. O excesso da ação da miocardina leva a um coração hipertrófico.
AKT reprime FOXO, o qual normalmente ativa a atrogina (degrada miofibrilas). Inibindo FOXO a atrogina está inibida, logo não há degradação de proteínas, isso acontece com glicemia alta. A ação da atrogina leva a um coração atrófico.
Hipóxia fisiológica X hipóxia patofisiológica.
Baixa pressão parcial de O2 leva ao aumento da taxa de hemácias.
Há sensores nos rins e no fígado que detectam hipóxia, levando ao aumento da produção de EPO e aumentando a formação de hemácias. NADPH é o primeiro sensor de diminuição da pressão parcial de O2, desencadeando engarrafamento de elétrons.
A hipóxia altera o tamanho do cardiomíócito a fim de que a contração do coração permita maior perfusão de sangue.
HIFs são fatores induzidos por hipóxia, sua distribuição é tecido específica. Apresentam subunidades alfa e beta, que quando juntas entram no núcleo e ativam fatores de transcrição que levarão a alterações a fim de promover aumento da pressão parcial de O2. Com a pressão parcial de O2 reestabelecida há destruição dos HIFs.
Contração musculo liso:
As diferenças da contração do musculo liso em relação à dos estriados é que apesar da presença de filamentos finos e grossos não há troponinas, logo o cálcio não se ligará as mesmas e sim a calmodulina. O controle da contração é dado pelo sistema hemodinâmico, neuronal, hormonal e miogênico. O musculo não é estriado. Presença de corpos densos conectando os filamentos grossos e finos. Há junções GAP para continuidade do movimento e dos sinais elétricos. A contração é para espremer.
 O cálcio ira se ligar a calmodulina, a qual percebe a entrada de cálcio e induz mudanças conformacionais no filamento grosso, promovendo a ligação da actina com a miosina. A calmodulina ativa a MLCK, a qual fosforila a miosina promovendo sua ligação com a actina. A MLCK faz isso através da fosforilação das cadeias leves da miosina, tornando-a ativada e como o filamento fino não tem troponina, o sitio da actina já está disponível.
Ligante qualquer (tipo sistema renina-angiotensina) / despolarização se ligam com receptor promovendo o influxo de cálcio, com isso cálcio é liberado do reticulo sarcoplasmático. O aumento dos níveis de cálcio promove a ativação da calmodulina, e esta ativa a MLCK, a qual fosforila a cadeia leve da miosina, ativando-a. a miosina hidrolisa ATP e se conecta com a actina, promovendo a contração. Depois da contração o ligante se desprende do receptor, há a ação da fosfatase da MLCK desfosforilando a miosina, a qual se torna inativa e se desliga da actina.
A MLCK tem domínio para o ATP visto que é uma kinase, atuando na transferência do fosfato fruto da hidrolise do ATP para a miosina, em função do sitio do ATP ser próximo do sitio da miosina.
Há o fechamento dos canais de cálcio, o bombeamento do mesmo pela Ca++ATPase, ativação da fosfatase da MLCK e da PKA quer irá inativar a MLCK.
A noradrenalina, por meio de receptores \u3b11 ativa a proteína G que pode ser excitatória (Gs) ativando adenilato ciclase, o qual vai produzir AMPc que ativará a PKA, ou a proteína Gq que ativará a PLC a qual produzirá IP3 e DAG, contribuindo para aumento do cálcio intracelular.
O AMPc bloqueia a contração. A MLCK é fosforilada pela PKA, a qual é ativa por altos níveis de AMPc. Quando a MLCK está fosforilada não de liga a calmodulina, pois está inativada, e com isso há o relaxamento.
Os vasos tem balanço entre vasoconstrição e vasodilatação, cujo controle é dado pelo tônus muscular. Nunca há apenas informações para vasodilatação ou vasoconstrição e sim de ambos, e o balanço de tais informações é que determinará se é para vasodilatar ou vasocontrair. O tônus muscular pode ser controlado localmente por fatores extrínsecos.
Nesse balanço há tanto PKA inativando MLCK e gerando vasodilatação, quanto MLCK ativa e ativando a calmodulina, promovendo a contração. Isso vai depender do tipo de ligante que esteja envolvido.
A camada subendotelial é composta por colágeno, proteoglicanos, células musculares lisas, TC e nervos.
Diferentes receptores encontram diferentes proteínas G:
Nos miócitos cardíacos:
	Receptor \u3b21
	Receptor \u3b22
	Receptor \u3b11
	Estimula proteína Gs
	Estimula proteína Gs
	Estimula proteína Gq
	Ativa adenilato ciclase
	Ativa adenilato ciclase
	Ativa PLC
	Aumento de AMPc
	Aumento de AMPc
	IP3 + DAG \u2013 aumento do Ca++ 
	Contração 
	Contração 
	Contração 
Nos miócitos vasculares:
	Receptor \u3b11 - Noraepinefrina
	Receptor \u3b12 - Epinefrina
	Receptor \u3b22 - Epinefrina
	Estimula proteína Gq
	Estimula proteína Gi
	Estimula proteína Gs
	IP3 + DAG
	Inibição da adenilato ciclase
	Ativação da adenilato ciclase
	Aumento do Ca++
	Baixa de AMPc
	Aumento de AMPc
	Vasoconstrição
	Vasoconstrição 
	Vasodilatação 
A acetilcolina, por meio dos receptores muscarínicos ativa a proteína Gq (receptores M1, M3, M5) no musculo liso, promovendo ativação da PLC, o que leva a aumento de cálcio e a contração; e também ativa a proteína Gi (M2,M4) no musculo cardíaco, promovendo a inibição da adenilato ciclase levando ao relaxamento.
As células endoteliais apresentam os receptores M3, que levam a um aumento de cálcio, mas como elas não apresentam fibras contráteis, esse cálcio ativa a NOsintase, promovendo a produção de NO e ao aumento do GMPc (bloqueia o sitio da calmodulina) levando a vasodilatação, isso pois a PKG (semelhante a PKA) fosforila a MLCK, impedindo a ligação desta a calmodulina e, portanto, a contração.
Endotelina é secretada pelo endotélio e vai para a camada de musculo liso subendotelial ativa a proteína Gq, que ativa a PLC levando a formação de IP3 e DAG, promovendo a liberação de cálcio e, portanto, a vasoconstrição.
O angiotensinogênio é convertido em angiotensina I pela ação da renina. A angiotensina I é convertida em angiotensina II pela ECA (enzima conversora de angiotensina). A angiotensina II se liga a seus receptores nas células musculares lisas, que estimulam a proteína Gq, a qual ativa a PLC e com isso há a formação de IP3 e DAG, promovendo o aumento de cálcio e, portanto, a contração. 
Sistema de lipoproteínas plasmáticas:
As lipoproteínas são sintetizadas quando