Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

Prévia do material em texto

- Fabiana Bilmayer I Hepatologia
CIRROSE HEPÁTICA
Fique atento, a cirrose representa o estágio final
das doenças que causam lesão hepática crônica.
Independentemente da etiologia, na cirrose
encontramos fibrose hepática, desorganização
do parênquima hepático e nódulos de
hepatócitos em regeneração envoltos por septos
fibrosos.
FISIOPATOLOGIA
CÉLULA ESTRELADA!
Injúria hepática crônica >> Ativação da célula
ESTRELADA (célula que armazena vitamina A)
>> Produção de matriz extracelular + célula
estrelada passa a ter um papel contrátil no
miofibroblasto (contrai o sinusóide e contribui
para o aumento da resistência vascular
intra-hepática = hipertensão portal = fibrose
>>>> insuficiência hepática
ETIOLOGIA
- Hepatite C
- Doença hepática alcoólica
- Doença hepática gordurosa não
alcoólica
Estas 3 condições são responsáveis por mais de
80% dos casos.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
CLASSIFICAÇÃO FUNCIONAL
● CHILD-PUGH - BEATA
Varia de 5 a 15 pontos.
Classifica o paciente em 3 classes.
Avalia prognóstico e sobrevida dos pacientes.
3 variáveis laboratoriais e 2 clínicas = 5
parâmetros.
- Não existe Child-Pugh 0, SEMPRE
começa com no mínimo 5 pontos.
● 5 a 6 pontos = Child A = mortalidade em
10% (A5)
● 7 a 9 pontos = Child B = mortalidade de
30% (B7)
● 10 a 15 pontos = Child C = mortalidade
de 82% (C10)
● MELD - BIC
Utilizada para lista de espera do transplante.
Avalia o risco de óbito em 3 meses caso o
transplante não seja realizado.
- Valores de 6 a 40.
B) Bilirrubina
I) INR
C) Creatinina
ACHADOS DA CIRROSE HEPÁTICA
- Icterícia
- Ginecomastia (aumento do tecido
mamário)
- Ascite
- Edema
- Cabeça de medusa
- Hepatomegalia ou atrofia
- Hiperandrogenismo (telangiectasias e
eritema palmar)
- Hipoandrogenismo
- Fabiana Bilmayer I Hepatologia
DIAGNÓSTICO
- Achados clínicos típicos
- Hipoalbuminemia
- Alargamento do tempo de protrombina
(> 5 segundos, acima do tempo de
controle)
- INR > 1,5/1,7
INVESTIGAÇÃO DA ETIOLOGIA
● História de etilismo
● Sorologia para hepatites virais
● Anticorpos para hepatite autoimune
● Saturação da transferrina e ferritina
● Dosagem da alfa-1-antitripsina
Hemograma
- Plaquetopenia
- Anemia
- Leucopenia
COMPLICAÇÕES DA CIRROSE
- Varizes de esôfago
- Ascite
- Hepatocarcinoma
- Encefalopatia hepática
- Síndrome hepatorrenal
- Esplenomegalia
- Peritonite bacteriana espontânea (PBE)
Todo indivíduo com cirrose deve fazer
rastreamento de HEPATOCARCINOMA:
USG de abdome e alfafetoproteína a cada 6
meses
Todo indivíduo com cirrose deve fazer uma
ENDOSCOPIA DIGESTIVA ALTA para avaliação
de VARIZES ESOFÁGICAS
ASCITE
GASA - GRADIENTE ALBUMINA SORO ASCITE
SERVE PARA DETERMINAR A ETIOLOGIA
ALBUMINA SÉRICA - ALBUMINA DO LÍQUIDO
ASCÍTICO
● > 1,1 = hipertensão portal (cirrose
principal causa / hepatite)
● < 1,1 = outras / neoplasia / tuberculose
TRATAMENTO DA ASCITE POR CIRROSE
- Restrição de sódio
- Diuréticos
- Espironolactona
- Furosemida (nunca utilizar
isoladamente)
ORLANDO (LEÃOZINHO)
CIRROSE HEPÁTICA
● Eritrócitos: 2,82
● Hb: 10,24
● Plaquetas: 149.000
● Leucócitos: 15.150
● Bastonetes: 21%
● Ureia: 89 (15 a 40)
● Creatinina: 2,34
● Fosfatase alcalina: 393 (<270)
● Gama GT: 329 (0-50)
● Albumina: 2,20 (3,5 a 5,5)
● Bilirrubinas >> total: 24,14 (até 1,4) / direta
13,58 (até 0,4) / indireta 10,56 (até 1.0)
● TAP: 24,1 (10 a 15 segundos)
● INR: 2,46 (2,0 a 3,5)
● TGO: 244
● TGP: 72
● Potássio: 2,6
- Fabiana Bilmayer I Hepatologia
QUESTÕES
Descompensação da ascite em cirrótico
Conduta: ESPIRONOLACTONA
Mecanismo de ação: age no ducto coletor como
antagonista da aldosterona, esses canais
estimulam a reabsorção de sódio, em troca de
potássio ou hidrogênio.
Creatinina não faz parte do Child-Pugh
Quais são os exames de prova de função
hepática?
1. Bilirrubina sérica
2. Albumina sérica
3. Tempo de protrombina (TAP) ou INR
4. Encefalopatia
5. Ascite
Síndrome de Gilbert
É o distúrbio do metabolismo da bilirrubina
mais comum.
- Prevalência de 4 a 16%.
Ocorre por deficiência PARCIAL da
glucoronil-transferase (reduzida em 10% a
35%).
A maioria dos pacientes apresentam-se com
episódios esporádicos de icterícia, sem outros
sintomas.
Caracterizada por discreta hiperbilirrubinemia
indireta.
O uso de fenobarbital regulariza a bilirrubina na
maioria das vezes.
METAVIR
Escore que avalia grau de fibrose hepática
Muito utilizado em pacientes com hepatite B e C
BIÓPSIA DE FÍGADO
O conceito de cirrose é anatomopatológico,
razão pela qual o diagnóstico de certeza deveria
ser firmado por meio da biópsia hepática.
Ademais, com frequência, pacientes com cirrose
têm alterações da coagulação ou ascite, que
limitam ou contraindicam realizar a própria
biópsia.
PERITONITE BACTERIANA ESPONTÂNEA
É definida pela contagem de PLMN > 250mm no
líquido ascítico. Essa infecção geralmente é
monobacteriana sendo a E.Coli o agente
etiológico mais comum.
ATRESIA DE VIA BILIAR
Suspeitar sempre quando icterícia prolongada
com bilirrubina DIRETA alta.

Mais conteúdos dessa disciplina