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Fernanda Budiski Bueno 
Fraturas
Quando ocorre perda na continuidade do osso 
por ruptura, quebra, normalmente devido a 
trauma de alta energia. 
etiologia das fraturas 
Fraturas traumáticas: as lesões são causadas por 
trauma direto ou indireto; são o efeito de uma 
força anormal aplicada a um osso normal. 
Fraturas patológicas: as fraturas patológicas 
ocorrem dentro de um osso anormal ou doente 
e, com frequência, são causadas por trauma de 
baixa energia; são o efeito de uma força normal 
sobre um osso anormal. 
Fraturas por estresse: não dependem apenas de 
um evento de trauma específico. Elas são 
resultado de uma sobrecarga mecânica 
repetitiva, que, quando somada por longos 
períodos, pode levar o osso sadio à falha 
mecânica. 
classificação das fraturas 
 
epidemiologia geral 
Os principais públicos mais acometidos por 
fraturas são: mulheres idosas e jovens atletas. 
consolidação das fraturas 
Primária: fixação absoluta, obtida por meio da 
intervenção cirúrgica, promove um ambiente 
mecanicamente estável (implante age como um 
calo mole), com pouco espaço entre os ossos. 
Processo de 6 semanas no máximo. 
Secundária: possui espaço entre os ossos, 
inflamação, formação do calo ósseo (cartilagem 
os liga), calcificação de calo mole, se torna calo 
duro, remodelação de osso esponjoso para osso 
compacto. 
 
I – Hematoma: sangramento intenso e necrose 
nas bordas, corpo vai limpar. 
II – Inflamatória: limpeza ocorre por meio desse 
processo, atividade fagocitária. 
III – Calo mole: momento em que a cola biológica 
está agindo, tecido fibrocartilaginoso, cola as 
duas extremidades ósseas, mais estabilidade, 
além do aporte biológico de cálcio. 
IV – Calo duro: ocorre a consolidação da fratura, 
substituição do tecido fibrocartilaginoso por 
tecido ósseo, bordas hipertróficas. 
V – Remodelação: normalmente 4 e 8 semanas, 
transforma osso esponjoso em osso compacto. 
sistema de classificação AO 
Meio padronizado de uso para classificar as 
fraturas de ossos longos. Identificadas por ele 
783 fraturas. 
- Sistema alfanumérico (Números e letras) 
A – simples I B – média (cunha) I C – complexa 
 
queixas do paciente 
Dor, edema, fraqueza, hipotrofia,  ADM, lesão 
nervosa, sensibilidade, medo do movimento, 
Fernanda Budiski Bueno 
padrões de movimento (compensação), déficit 
funcional e estrutural. 
Fisioterapia: dano, inflamação, imobilismo. 
tratamento de fraturas 
Ele pode ser dividido em 3 etapas: 
1. Reduzir: depende da localização, desvio e 
exigências funcionais do paciente. 
Direta – exposição cirúrgica, visualização da 
fratura e redução anatômica dos principais 
fragmentos. 
Indireta – realizada de maneira fechada, por 
meio de tração e manipulação. 
2. Estabilizar: a maneira como uma fratura é 
mantida depende do seu grau de estabilidade. 
Estáveis – não se deslocam sob carga fisiológica 
Não estáveis – deslocam com carga e necessitam 
ser estabilizadas para evitar o colapso. Pode ser 
de forma conservadora (tala ou gesso) ou 
cirúrgica 
3. Movimentar: o movimento da reabilitação é 
um compromisso entre proteger a redução da 
fratura e evitar o suporte de carga. 
Ambas devem ser feitas com cautela e paciência. 
→ PRÓTESES E ÓRTESES 
A prótese substitui a função de um osso ou 
membro. Por ex. artroplastia total de quadril 
A órtese apenas auxilia as estruturas em sua 
função. Por ex. bengalas, muletas, palmilhas, etc. 
 
complicações das fraturas 
O tempo normal, em média, é de 3 a 6 meses. 
Retardo na Consolidação e Pseudoartrose 
→ Retardo na consolidação 
- Mais de 12 semanas sem sinal de consolidação. 
→ Pseudoartrose 
- Mais que 6 a 8 meses sem consolidação. 
- Existem 2 tipos de pseudoartrose: A Atrófica 
que decorre da falta de perfusão sanguínea. Ela 
apresenta pouco calo, cartilagem ou tecido 
cicatricial. Já a hipertrófica, por conta a uma 
estabilidade inadequada da fratura, acaba sendo 
um problema mecânico. 
 
Dor constante, perda de função, incapacidade de 
suportar peso, sensibilidade no foco da fratura, 
mobilidade e crepitação no foco da fratura e Gap 
persistente no foco da fratura/ausência de 
pontes ósseas são as manifestações clínicas da 
pseudoartrose e do retardo na consolidação. 
Alguns fatores que são importantes e que 
devemos levar em consideração são os fatores 
do paciente, por exemplo a idade do paciente, e 
os fatores da fratura e cirurgia, por exemplo 
estabilização inadequada ou excessiva. 
O tratamento para essas condições são: 
- Fixação com placa e parafusos; fixação externa; 
haste intramedular; enxerto ósseo. 
Consolidação viciosa 
Ela é a consolidação de uma fratura em posição 
não anatômica, ou seja, a redução/estabilização 
da fratura foi feita de forma inadequada. 
Dor, alteração funcional e comprometimento 
estético são suas manifestações clínicas. 
Alguns fatores importantes como Fatores do 
paciente (exemplo: demanda funcional) e 
Fatores da fratura e cirurgia (exemplo: Risco de 
desenvolvimento de artrose secundária ao 
trauma. 
O tratamento se dará através de uma revisão 
cirúrgica, o que levará a uma osteotomia e 
fixação estável e assim será realizado a 
reabilitação funcional. 
Fernanda Budiski Bueno 
Ossificação heterotópica 
É uma formação de osso no interior de tecidos 
que, geralmente, não possuem pontos de 
formação óssea, principalmente o músculo. 
Restrição do movimento articular e ser palpável 
são suas manifestações clínicas. 
Alguns fatores importantes são: lesão do 
músculo periarticular, traumatismo craniano, 
lesão medular e queimaduras, fraturas 
acetabulares, luxações do cotovelo, artroplastia 
eletiva de quadril, genética. 
Para tratar: retira-se a ossificação heterotópica. 
 
Osteomielite 
Ela é uma infecção do osso fraturado. Assim que 
ocorre a contaminação do tecido, os 
microrganismos irão se aglomerar no material 
metálico. A proliferação é muito rápida, e irá 
formar uma barreira biofilme. 
Politrauma, tabagismo, diabetes, ossos longos do 
membro inferior, fraturas expostas e traumas de 
alta energia são fatores importantes e que 
devem ser levados em consideração. 
As manifestações clínicas dessa condição são 
dor, febre, calor e rubor, perda de função, 
pseudoartrose e tumor. 
O tratamento se dá através do desbridamento 
(retirada de tecido necrótico ou biológico) da 
ferida e/ou por antibioticoterapia. 
Síndrome compartimental 
É um aumento da pressão dentro de um 
compartimento. Isso ocorre devido ao 
extravasamento de sangue ou de líquidos, 
comprometendo a circulação sanguínea. 
Dor forte, ausência de pulso, parestesia e palidez 
local são as manifestações clínicas. 
O tratamento se dá através da fasciotomia 
(método que vai aliviar a pressão nos músculos). 
Síndrome da Dor Complexa Regional (SDCR) 
Ela é pode ser definida como uma resposta álgica 
desproporcional à lesão tecidual, uma resposta 
inflamatória sem lesão nervosa e uma resposta 
inflamatória acompanhada de lesão nervosa. 
Manifestações clínicas: alodínia, hipoestesia, 
sudorese, alteração de temperatura, edema e 
alteração na textura e coloração da pele. 
 
Alguns fatores importantes são que acomete 
mais mulheres, idade de maior incidência é de 45 
e 55 anos, aparece na 4ª a 6ª semana pós trauma 
e decorre de traumas de alta energia. 
O tratamento se dá através de analgesia (com os 
fármacos), fisioterapia, técnicas psicológicas e 
estímulo da medula espinhal 
Osteonecrose (necrose avascular) 
Devido a parada do fluxo sanguíneo que a função 
celular normal necessita, ocorre a morte das 
células ósseas. 
 
Manifestações clínicas: dor, limitação do 
movimento articular e claudicação; 
Tratamento: analgesia (com o uso de fármacos), 
osteotomia, enxerto ósseo e artroplastia.

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