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Gisela Mello Jaime Teles da Silva Letícia García Vanessa Mendes Carrera Viviane Osso L. da Silva 1ª edição São Paulo, 2020 MATERIAL DO PROFESSOR ÊOBM LBA Educação Infantil Pré-escola I Crianças pequenas de 5 anos Volume II 1 Apresentação Este é o Material Digital do Professor, que visa complementar o material impresso desta coleção destinada a crianças pequenas de 4 anos a 5 anos e 11 meses. O objetivo deste material é apoiar o trabalho docente com os seguintes recursos: planilhas para auxiliar o planejamento anual dos conteúdos; materiais gráficos referentes à literacia e à numeracia para complementar e ampliar os conteúdos do Manual do Professor impresso; materiais lúdicos para ampliar o repertório tanto das crianças como dos professores sobre a cultura nacional e regional; e, por fim, orientações sobre avaliação formativa e propostas de planilhas que podem ajudar a evidenciar às famílias e à instituição o desenvolvimento e as aprendizagens das crianças. Assim como o Livro do Estudante e o Manual do Professor impressos, este material digital foi elaborado em conformidade com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e a Política Nacional de Alfabetização (PNA), de acordo com a perspectiva de que a etapa da Educação Infantil é fundamental para o desenvolvimento de habilidades essenciais para o desenvolvimento e a preparação das crianças para a futura alfabetização formal. Veja a seguir a descrição de cada parte que compõe este material. Plano de desenvolvimento anual O plano de desenvolvimento anual foi elaborado para oferecer a você uma sugestão de planejamento e distribuição dos conteúdos de literacia e numeracia do Livro do Estudante de maneira que sejam trabalhados de forma paralela e com carga horária semelhante, garantindo progressão de aprendizagens em um itinerário com objetivos bem definidos. Assim, optamos por organizá-lo ao longo das semanas do ano letivo. Nele também há sugestão de momentos propícios para a avaliação formativa. Contudo, vale lembrar que você tem total liberdade para fazer alterações no plano de desenvolvimento anual, sempre levando em conta as características da turma, da instituição de ensino e da comunidade na qual você e os estudantes estão inseridos. Materiais gráficos para impressão Nessa parte do material há jogos e cartões ilustrados, os objetivos pedagógicos relacionados e as orientações de uso. São materiais imprimíveis que você pode usar para apoiar e ampliar as rodas de conversa, os momentos de história, as brincadeiras e a apresentação de conteúdos de literacia e numeracia. Este material digital está relacionado diretamente às propostas do Manual do Professor impresso, que tem remissões indicando os momentos oportunos para o uso de cada kit de cartões. Entre os materiais gráficos de literacia, você encontrará os temas a seguir. • Consciência fonológica e fonêmica. • Conhecimento alfabético. • Desenvolvimento de vocabulário. • Compreensão oral de textos. • Produção de escrita emergente. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 2 Entre os materiais gráficos de numeracia, você encontrará os temas a seguir. • Noções de quantidade, algarismo, soma, subtração, proporção simples. • Noções de localização, posicionamento, espacialidade, direcionalidade, tempo, tamanho, peso e volume. • Formas geométricas elementares. • Raciocínio lógico e matemático. Materiais lúdicos Os materiais lúdicos constituem um apanhado de informações e sugestões de atividades que visam ampliar seu repertório a respeito das manifestações da cultura popular brasileira e, assim, auxiliá-lo, no encaminhamento às crianças, com propostas interessantes e ricas sobre a cultura e o folclore nacional e de cada região do Brasil. Esta parte do material digital está organizada como descrito a seguir. • Bloco 1. Elementos da cultura e do folclore nacional • Bloco 2. Elementos da cultura e do folclore regional – Norte • Bloco 3. Elementos da cultura e do folclore regional – Nordeste • Bloco 4. Elementos da cultura e do folclore regional – Centro-Oeste • Bloco 5. Elementos da cultura e do folclore regional – Sudeste • Bloco 6. Elementos da cultura e do folclore regional – Sul Cada bloco apresenta conteúdo referente a alguns dos seguintes elementos: construção de brinquedos; brincadeiras tradicionais; personagens folclóricos, mitos, lendas; parlendas, quadrinhas, cantigas; festas, danças e ritmos; receitas culinárias; artesanato; museus, casas de cultura; filmes e documentários. Materiais de avaliação formativa Os materiais de avaliação formativa são compostos de uma parte teórica sobre as diferentes formas de avaliação, explanação de como a avaliação formativa deve ser considerada durante todo o processo de aprendizagem das crianças, e ainda de uma parte prática com orientações e sugestões de planilhas para observação, análise e registro do desenvolvimento das aprendizagens das crianças, com objetivo de fornecer relatórios acessíveis e práticos aos familiares e/ou à equipe pedagógica da escola. Todo material é imprimível e facilmente adaptável à necessidade de cada professor, criança ou escola. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 3 Sumário Plano de desenvolvimento anual 4 Materiais gráficos 13 Materiais lúdicos 243 Materiais de avaliação formativa 332 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 4 Plano de desenvolvimento anual O plano de desenvolvimento anual foi elaborado para auxiliá-lo em sua organização e seu planejamento anual, ele traz a distribuição dos conteúdos do Livro do Estudante ao longo do ano letivo. Dispomos os conteúdos de literacia e numeracia de modo que sejam trabalhados paralelamente e com carga aproximada. Assim, você terá condições de desenvolver não só as atividades do Livro do Estudante, mas dedicar-se às extrapolações sugeridas no Manual do Professor impresso, nas seções Para começar e Ampliação, e explorar ao máximo todo o material desta coleção. Mas lembre-se de que essa tabela é apenas uma sugestão de organização dos conteúdos, você pode e deve fazer ajustes conforme achar adequado, avançar ou retomar práticas e conteúdos conforme julgar pertinente à turma, à escola e à comunidade. A organização da tabela tem como base a estrutura do Livro do Estudante: dois blocos, literacia e numeracia, organizados em quatro unidades cada. Cada unidade corresponde a um bimestre. Porém, caso a escola não adote o sistema bimestral, você pode organizar os conteúdos considerandoa distribuição deles em semanas. Ao elaborar a tabela, consideramos algumas questões. Sabe-se que os calendários escolares variam, como as datas de início e término do ano letivo, os períodos de recesso e de férias, os feriados prolongados, os pontos facultativos, que se alteram de um ano para o outro e de uma região para outra. Em razão dessas variações, optamos por não destacá-las na tabela. Assim, os 200 dias letivos foram divididos entre os quatro bimestres, que ficaram, aproximadamente, com 50 dias letivos cada um. Esses dias, por sua vez, foram distribuídos em semanas de 5 dias letivos cada, resultando, portanto, em uma média de 10 semanas por bimestre. No plano de desenvolvimento anual, sugerimos também momentos de avaliação formativa ao final de cada bimestre, na seção Vamos recordar do Livro do Estudante, que retoma os conteúdos trabalhados ao longo da unidade. Aproveite esses momentos para verificar o que cada criança aprendeu. Você pode usar roteiros de observação, registros e análise do desenvolvimento das aprendizagens das crianças e enviar relatórios aos familiares e/ou à equipe pedagógica da escola utilizando os modelos sugeridos neste Material Digital do Professor. Consulte também, ao final de cada unidade, na seção Conclusão do Manual do Professor impresso, questionamentos fundamentados nos componentes da Política Nacional de Alfabetização e nos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento da Base Nacional Comum Curricular trabalhados na unidade, elaborados para auxiliá-lo no percurso avaliativo. Sendo assim, é importante entender que a avaliação formativa não deve ser feita em apenas um momento estabelecido formalmente, mas ser um processo contínuo no qual você reúne diversos recursos que evidenciem a evolução da aprendizagem das crianças ao longo do percurso escolar. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 5 Volume I – crianças pequenas de 4 anos 1º BIMESTRE LITERACIA PÁGINA NUMERACIA PÁGINA SEMANA 1 PERCEBENDO OS SONS: DISCRIMINAÇÃO DE SONS COM BRINCADEIRAS 7 8 9 10 À FRENTE, ATRÁS, EM CIMA, EMBAIXO, ENTRE: LOCALIZAÇÃO E POSICIONAMENTO 102 103 SEMANA 2 TRAÇADOS: TREINO MOTOR VOCÊ CONSEGUE SE LEMBRAR?: DESENVOLVIMENTO DE VOCABULÁRIO 11 12 ALTO E BAIXO: ESPACIALIDADE TAMANHOS IGUAIS E DIFERENTES: COMPARAÇÃO PERTO E LONGE: LOCALIZAÇÃO E POSICIONAMENTO 104 105 106 SEMANA 3 PERCEBENDO AS PALAVRAS NAS FRASES: CONSCIÊNCIA DE PALAVRAS VAMOS RIMAR: CONSCIÊNCIA DE RIMAS 13 14 MAIOR E MENOR: COMPARAÇÃO LONGO E CURTO: COMPARAÇÃO ABERTO E FECHADO: COMPARAÇÃO 107 108 109 SEMANA 4 IDENTIFICANDO SONS INICIAIS: COMPREENSÃO ORAL DE TEXTOS, CONSCIÊNCIA DE PALAVRAS E ALITERAÇÕES 15 16 PEQUENO, MÉDIO E GRANDE: COMPARAÇÃO MUITAS, POUCAS, NENHUMA: QUANTIDADES FINO E GROSSO: COMPARAÇÃO 110 111 112 SEMANA 5 SEPARANDO AS PALAVRAS EM PARTES MENORES: CONSCIÊNCIA DE SÍLABAS 17 DIREÇÃO E SENTIDO: LOCALIZAÇÃO 113 114 115 SEMANA 6 NOME E IDENTIDADE: COMPREENSÃO ORAL DE TEXTOS E PRODUÇÃO DE ESCRITA EMERGENTE 18 19 DIREÇÃO E SENTIDO: LOCALIZAÇÃO 116 117 118 SEMANA 7 NOME E IDENTIDADE: PRODUÇÃO DE ESCRITA EMERGENTE 20 21 22 LOCALIZAÇÃO NO ESPAÇO: ESPACIALIDADE 119 SEMANA 8 ALFABETO: CONHECIMENTO ALFABÉTICO 23 OBSERVANDO A PASSAGEM DO TEMPO: OBSERVAÇÃO DE DADOS 120 121 123 SEMANA 9 LETRA A: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 24 25 26 O DIA E A NOITE: DIFERENCIAÇÃO ENTRE O DIA E A NOITE 124 SEMANA 10 VAMOS RECORDAR: MOMENTO SUGERIDO DE AVALIAÇÃO FORMATIVA 27 28 VAMOS RECORDAR: MOMENTO SUGERIDO DE AVALIAÇÃO FORMATIVA 125 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 6 2º BIMESTRE LITERACIA PÁGINA NUMERACIA PÁGINA SEMANA 1 LETRA B: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 30 31 32 INSTRUMENTOS PARA MEDIR A PASSAGEM DO TEMPO: OBSERVAÇÃO DE DADOS POR MEIO DE INSTRUMENTOS 126 127 SEMANA 2 LETRA C: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 33 34 35 O TEMPO PASSOU E EU CRESCI!: OBSERVAÇÃO DA PASSAGEM DO TEMPO 128 SEMANA 3 LETRA D: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 36 37 38 MEDIDAS: USO DO CORPO COMO INSTRUMENTO DE MEDIDA 129 130 SEMANA 4 LETRA E: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 39 40 PESO, VOLUME E TAMANHO: COMPARAÇÃO E IDENTIFICAÇÃO DE INSTRUMENTOS DE MEDIDA, TAMANHO E VOLUME 131 132 SEMANA 5 LETRA F: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 41 42 43 FIGURAS GEOMÉTRICAS: NOÇÕES DE FORMAS GEOMÉTRICAS ELEMENTARES 133 134 SEMANA 6 LETRA G: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 44 45 46 FIGURAS GEOMÉTRICAS: RACIOCÍNIO MATEMÁTICO 135 136 137 SEMANA 7 LETRA H: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 47 48 SEQUÊNCIA E SERIAÇÃO: IDENTIFICAÇÃO DE PADRÕES 138 139 SEMANA 8 LETRA I: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 49 50 SEQUÊNCIA E SERIAÇÃO: IDENTIFICAÇÃO DE PADRÕES 140 141 SEMANA 9 VAMOS RECORDAR: MOMENTO SUGERIDO DE AVALIAÇÃO FORMATIVA 51 SEQUÊNCIA E SERIAÇÃO: IDENTIFICAÇÃO DE PADRÕES CLASSIFICAÇÃO: QUANTIDADE E RACIOCÍNIO LÓGICO 142 143 SEMANA 10 VAMOS RECORDAR: MOMENTO SUGERIDO DE AVALIAÇÃO FORMATIVA 52 IDENTIFICANDO PADRÕES: RACIOCÍNIO LÓGICO VAMOS RECORDAR: MOMENTO SUGERIDO DE AVALIAÇÃO FORMATIVA 144 145 146 3º BIMESTRE LITERACIA PÁGINA NUMERACIA PÁGINA SEMANA 1 LETRA J: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 54 55 COLETA E INTERPRETAÇÃO DE DADOS: QUANTIDADE E RACIOCÍNIO MATEMÁTICO 147 148 149 SEMANA 2 LETRA K: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 56 57 COLETA E INTERPRETAÇÃO DE DADOS: QUANTIDADE E RACIOCÍNIO MATEMÁTICO QUEBRA-CABEÇA: RACIOCÍNIO LÓGICO 150 151 152 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 7 SEMANA 3 LETRA L: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 58 59 OS NÚMEROS AO MEU REDOR: INTRODUÇÃO DOS ALGARISMOS NÚMERO 1: ALGARISMO E IDENTIFICAÇÃO NUMÉRICA 153 154 155 156 SEMANA 4 LETRA M: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 60 61 62 NÚMERO 2: ALGARISMO E IDENTIFICAÇÃO NUMÉRICA 157 158 SEMANA 5 LETRA N: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 63 64 65 NÚMERO 3: ALGARISMO E IDENTIFICAÇÃO NUMÉRICA 159 160 SEMANA 6 LETRA O: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 66 67 NÚMERO 4: ALGARISMO E IDENTIFICAÇÃO NUMÉRICA 161 162 SEMANA 7 LETRA P: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 68 69 70 NÚMERO 5: ALGARISMO E IDENTIFICAÇÃO NUMÉRICA 163 164 SEMANA 8 LETRA Q: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 71 72 NÚMERO 6: ALGARISMO E IDENTIFICAÇÃO NUMÉRICA 165 166 SEMANA 9 LETRA R: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 73 74 75 NÚMERO 7: ALGARISMO E IDENTIFICAÇÃO NUMÉRICA 167 168 SEMANA 10 VAMOS RECORDAR: MOMENTO SUGERIDO DE AVALIAÇÃO FORMATIVA 76 77 VAMOS RECORDAR: MOMENTO SUGERIDO DE AVALIAÇÃO FORMATIVA 169 4º BIMESTRE LITERACIA PÁGINA NUMERACIA PÁGINASEMANA 1 LETRA S: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 79 80 NÚMERO 8: ALGARISMO E IDENTIFICAÇÃO NUMÉRICA 170 171 SEMANA 2 LETRA T: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 81 82 83 NÚMERO 9: ALGARISMO E IDENTIFICAÇÃO NUMÉRICA 172 173 SEMANA 3 LETRA U: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 84 85 86 NÚMERO 10: ALGARISMO E IDENTIFICAÇÃO NUMÉRICA 174 175 SEMANA 4 LETRA V: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 87 88 89 NÚMERO 0: ALGARISMO E IDENTIFICAÇÃO NUMÉRICA 176 177 SEMANA 5 LETRA W: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 90 91 IDENTIFICANDO E COMPARANDO QUANTIDADES: RACIOCÍNIO LÓGICO 178 179 SEMANA 6 LETRA X: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 92 93 SEQUÊNCIA NUMÉRICA ATÉ 20: ALGARISMO E IDENTIFICAÇÃO NUMÉRICA 180 SEMANA 7 LETRA Y: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 94 95 COMPREENDENDO A ADIÇÃO: INTRODUÇÃO DO CONCEITO DE ADIÇÃO 181 182 183 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 8 SEMANA 8 LETRA Z: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 96 97 COMPREENDENDO A SUBTRAÇÃO: INTRODUÇÃO DO CONCEITO DE SUBTRAÇÃO 184 185 186 SEMANA 9 VAMOS RECORDAR: MOMENTO SUGERIDO DE AVALIAÇÃO FORMATIVA 98 SISTEMA MONETÁRIO: INTRODUÇÃO DO CONCEITO DE SISTEMA MONETÁRIO 187 188 SEMANA 10 VAMOS RECORDAR: MOMENTO SUGERIDO DE AVALIAÇÃO FORMATIVA 99 SISTEMA MONETÁRIO: INTRODUÇÃO DO CONCEITO DE SISTEMA MONETÁRIO VAMOS RECORDAR: MOMENTO SUGERIDO DE AVALIAÇÃO FORMATIVA 189 190 191 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 9 Volume II – crianças pequenas de 5 anos 1º BIMESTRE LITERACIA PÁGINA NUMERACIA PÁGINA SEMANA 1 ESTIMULANDO A CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA: DISCRIMINAÇÃO DE SONS COM BRINCADEIRAS 7 8 9 PERTO, LONGE, ENTRE: POSICIONAMENTO 102 103 SEMANA 2 VAMOS RIMAR: CONSCIÊNCIA DE RIMAS 10 11 12 PEQUENO, GRANDE E MESMO TAMANHO: COMPARAÇÃO À FRENTE E ATRÁS: LOCALIZAÇÃO 104 105 SEMANA 3 TRAÇADOS: PRODUÇÃO DE ESCRITA EMERGENTE IDENTIFICANDO OS SONS INICIAIS: COMPREENSÃO ORAL DE TEXTOS, CONSCIÊNCIA DE PALAVRAS E ALITERAÇÕES 13 14 EMBAIXO, EM CIMA, AO LADO: POSICIONAMENTO CHEIO E VAZIO: COMPARAÇÃO LONGO E CURTO: COMPARAÇÃO 106 107 108 SEMANA 4 SEPARANDO PALAVRAS EM PARTES MENORES: CONSCIÊNCIA DE SÍLABAS 15 MUITOS, POUCOS, NENHUM, MESMA QUANTIDADE: QUANTIFICAÇÃO MAIOR E MENOR: COMPARAÇÃO 109 110 111 SEMANA 5 TODO MUNDO TEM UM NOME: PRODUÇÃO DE ESCRITA EMERGENTE 16 17 FINO E GROSSO: COMPARAÇÃO DIREÇÃO E SENTIDO: LOCALIZAÇÃO 112 113 114 SEMANA 6 TODO MUNDO TEM UM NOME: COMPREENSÃO ORAL DE TEXTOS E PRODUÇÃO DE ESCRITA EMERGENTE 18 19 DIREÇÃO E SENTIDO: LOCALIZAÇÃO 115 116 117 SEMANA 7 LETRA A: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 20 21 22 OBSERVANDO A PASSAGEM DO TEMPO: OBSERVAÇÃO DE DADOS 118 119 120 SEMANA 8 LETRA B: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 23 24 25 INSTRUMENTOS PARA MEDIR A PASSAGEM DO TEMPO: OBSERVAÇÃO DE DADOS POR MEIO DE INSTRUMENTOS 121 SEMANA 9 LETRA C: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 26 27 28 O DIA, A NOITE, OS ASTROS: DIFERENCIAÇÃO ENTRE DIA E NOITE. 122 123 SEMANA 10 LEITURA DE IMAGEM: DESENVOLVIMENTO DE VOCABULÁRIO VAMOS RECORDAR: MOMENTO SUGERIDO DE AVALIAÇÃO FORMATIVA 29 30 VAMOS RECORDAR: MOMENTO SUGERIDO DE AVALIAÇÃO FORMATIVA 124 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 10 2º BIMESTRE LITERACIA PÁGINA NUMERACIA PÁGINA SEMANA 1 LETRA D: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 32 33 34 PESOS E MEDIDAS: VOLUME 125 126 SEMANA 2 LETRA E: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 35 36 37 PESOS E MEDIDAS: VOLUME E INSTRUMENTOS DE MEDIDA 127 SEMANA 3 LETRA F: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 38 39 FIGURAS E SÓLIDOS GEOMÉTRICOS: NOÇÕES DE FORMAS GEOMÉTRICAS ELEMENTARES 128 129 SEMANA 4 LETRA G: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 40 41 FIGURAS E SÓLIDOS GEOMÉTRICOS: RACIOCÍNIO MATEMÁTICO 130 131 SEMANA 5 LETRA G: IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 42 FIGURAS E SÓLIDOS GEOMÉTRICOS: RACIOCÍNIO MATEMÁTICO 132 133 134 SEMANA 6 LETRA H: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 43 44 SEQUÊNCIA E SERIAÇÃO: POSICIONAMENTO E IDENTIFICAÇÃO DE PADRÕES 135 136 SEMANA 7 LETRA I: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 45 46 SEQUÊNCIA E SERIAÇÃO: POSICIONAMENTO E IDENTIFICAÇÃO DE PADRÕES 137 138 SEMANA 8 LETRA J: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 47 48 IDENTIFICANDO PADRÕES: RACIOCÍNIO LÓGICO 139 140 141 SEMANA 9 TRAVA-LÍNGUA: DESENVOLVIMENTO DE VOCABULÁRIO 49 COLHENDO E INTERPRETANDO DADOS: QUANTIDADE E RACIOCÍNIO MATEMÁTICO 142 143 SEMANA 10 VAMOS RECORDAR: MOMENTO SUGERIDO DE AVALIAÇÃO FORMATIVA 50 COLHENDO E INTERPRETANDO DADOS: QUANTIDADE E RACIOCÍNIO MATEMÁTICO VAMOS RECORDAR: MOMENTO SUGERIDO DE AVALIAÇÃO FORMATIVA 144 145 147 3º BIMESTRE LITERACIA PÁGINA NUMERACIA PÁGINA SEMANA 1 LETRA K: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 52 53 OS NÚMEROS AO MEU REDOR: INTRODUÇÃO AOS ALGARISMOS NÚMEROS DE 0 A 10: ALGARISMOS, SEQUÊNCIA E IDENTIFICAÇÃO NUMÉRICA 148 149 150 SEMANA 2 LETRA L: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 54 55 56 NÚMEROS DE 0 A 10: ALGARISMOS, SEQUÊNCIA E IDENTIFICAÇÃO NUMÉRICA 151 152 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 11 SEMANA 3 LETRA M: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 57 58 NÚMEROS DE 0 A 10: ALGARISMOS, SEQUÊNCIA E IDENTIFICAÇÃO NUMÉRICA NÚMERO 11: ALGARISMO E IDENTIFICAÇÃO NUMÉRICA 153 154 155 SEMANA 4 LETRA N: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 59 60 61 NÚMERO 12: ALGARISMO E IDENTIFICAÇÃO NUMÉRICA 156 157 SEMANA 5 LETRA O: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 62 63 NÚMERO 13: ALGARISMO E IDENTIFICAÇÃO NUMÉRICA 158 159 SEMANA 6 LETRA P: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 64 65 66 NÚMERO 14: ALGARISMO E IDENTIFICAÇÃO NUMÉRICA 160 161 SEMANA 7 LETRA Q: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 67 68 NÚMERO 15: ALGARISMO E IDENTIFICAÇÃO NUMÉRICA 162 163 SEMANA 8 LETRA Q: IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 69 NÚMERO 16: ALGARISMO E IDENTIFICAÇÃO NUMÉRICA 164 165 SEMANA 9 HISTÓRIA: DESENVOLVIMENTO DE VOCABULÁRIO 70 NÚMERO 17: ALGARISMO E IDENTIFICAÇÃO NUMÉRICA 166 167 SEMANA 10 VAMOS RECORDAR: MOMENTO SUGERIDO DE AVALIAÇÃO FORMATIVA 71 NÚMERO 18: ALGARISMO E IDENTIFICAÇÃO NUMÉRICA VAMOS RECORDAR: MOMENTO SUGERIDO DE AVALIAÇÃO FORMATIVA 168 169 170 4º BIMESTRE LITERACIA PÁGINANUMERACIA PÁGINA SEMANA 1 LETRA R: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 73 74 75 NÚMERO 19: ALGARISMO E IDENTIFICAÇÃO NUMÉRICA 171 172 SEMANA 2 LETRA S: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 76 77 78 NÚMERO 20: ALGARISMO E IDENTIFICAÇÃO NUMÉRICA 173 174 SEMANA 3 LETRA T: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 79 80 81 QUEBRA-CABEÇA: RACIOCÍNIO LÓGICO IDENTIFICANDO E COMPARANDO QUANTIDADES: QUANTIDADES SEQUÊNCIA NUMÉRICA ATÉ 30: ALGARISMOS, SEQUÊNCIA E IDENTIFICAÇÃO NUMÉRICA 175 176 177 SEMANA 4 LETRA U: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 82 83 INTRODUÇÃO DO CONCEITO DE ADIÇÃO: INTRODUÇÃO DO CONCEITO DE ADIÇÃO 178 179 180 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 12 SEMANA 5 LETRA V: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 84 85 INTRODUÇÃO DO CONCEITO DE SUBTRAÇÃO: INTRODUÇÃO DO CONCEITO DE SUBTRAÇÃO 181 182 SEMANA 6 LETRA W: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 86 87 INTRODUÇÃO DO CONCEITO DE SUBTRAÇÃO: INTRODUÇÃO DO CONCEITO DE SUBTRAÇÃO 183 184 SEMANA 7 LETRA X: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 88 89 SISTEMA MONETÁRIO: INTRODUÇÃO DO CONCEITO DE SISTEMA MONETÁRIO 185 186 SEMANA 8 LETRA Y: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL LETRA Z: CONHECIMENTO ALFABÉTICO, IDENTIFICAÇÃO SONORA E VISUAL 90 91 92 93 SISTEMA MONETÁRIO: INTRODUÇÃO DO CONCEITO DE SISTEMA MONETÁRIO 187 188 SEMANA 9 HISTÓRIA: DESENVOLVIMENTO DE VOCABULÁRIO JUNTANDO E SEPARANDO PARTES DAS PALAVRAS: ESTÍMULO À CONSCIÊNCIA FONÊMICA 94 95 96 METADE E DOBRO: RACIOCÍNIO MATEMÁTICO 189 190 SEMANA 10 INVERTENDO PARTES DAS PALAVRAS: ESTÍMULO À CONSCIÊNCIA FONÊMICA VAMOS RECORDAR: MOMENTO SUGERIDO DE AVALIAÇÃO FORMATIVA 97 98 VAMOS RECORDAR: MOMENTO SUGERIDO DE AVALIAÇÃO FORMATIVA 191 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 13 Materiais gráficos A) Materiais gráficos de literacia para impressão 1. Consciência fonológica e fonêmica 1.1 Brincando com rimas Material: 40 cartões, sendo 20 pares de figuras cujos nomes rimam entre si. Objetivo: Desenvolver a consciência fonológica dos alunos por meio de uma brincadeira em que eles nomeiam figuras e identificam rimas. Instruções: Imprima as folhas a seguir e recorte os cartões. Se possível, plastifique-os para aumentar a durabilidade. Esta brincadeira pode ser repetida diversas vezes ao longo do ano. Convide os alunos a se sentarem em roda. Apresente as figuras a eles, uma a uma, e os incentive a nomeá-las. Se necessário, faça você a nomeação e peça que repitam. A nomeação em voz alta é muito importante para eles perceberem os sons do nome de cada figura. Em seguida, convide- -os a brincar de formar pares de rimas. Espalhe os cartões no centro da roda com as figuras voltadas para cima. Escolha uma delas, nomeie-a em voz alta e peça a colaboração da turma para encontrar o par, ou seja, outra figura cujo nome termine com o mesmo som. Por exemplo: ao mostrar a figura do caminhão, pergunte: Que outra figura tem o som final do nome igual ao de caminhão? Pronuncie a palavra repetidas vezes, com ênfase na terminação ão. Por fim, diga: caminhão tem o mesmo som final de avião, então caminhão rima com avião. Variação 1: Utilize esses mesmos cartões em uma brincadeira de “caça às rimas”. Esconda alguns pares de rimas pela sala e peça aos alunos que encontrem e juntem os cartões com figuras cujos nomes rimem. Variação 2: Apresente um conjunto de três cartões e incentive os alunos a encontrar o intruso, ou seja, a figura cujo nome não rima com os demais. Observação para crianças de 4 anos Na brincadeira com crianças de 4 anos, inicie com menos peças, a fim de que encontrem os pares mais facilmente e sintam-se motivadas a continuar jogando. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. P IE R R E T R A B B O L D 14 SOL ANZOL VACA FACA PORTA TORTA Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. V A N E S S A A LE X A N D R E E D U A R D O B E LM IR O IL U S T R A C A R T O O N D A N IL LO S O U Z A B R A M B IL LA S IL V A N A R A N D O M A R C O C O R T E Z 15 BONECA PETECA GATO SAPATO SACOLA GAIOLA Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O F LI P E S T Ú D IO 16 PANELA JANELA TAPETE FOGUETE CHAPÉU PAPEL Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. JO R G E Z A IB A E D U A R D O B E LM IR O B R A M B IL LA S IL V A N A R A N D O LU IS M O U R A S A U LO N U N E S M A R Q U E S A D O LA R E D U A R D O B E LM IR O A V E LI N O G U E D E S E D U A R D O B E LM IR O 17 CADEIRA TORNEIRA ABELHA TELHA DENTE PENTE Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. F LI P E S T Ú D IO E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O A LB E R T O D E S T E F A N O E D S O N F A R IA S E D S O N F A R IA S E D U A R D O B E LM IR O 18 VASSOURA CENOURA BOLA MOLA MALA BALA Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O E S T Ú D IO O R N IN T O R R IN C O W A LD O M IR O N E T O P A T R IC IA P A U LO Z I R O N A LD O B AR A T A 19 ABACATE ALICATE VIOLÃO PIÃO ILHA PILHA Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. C A M IL A D E G O D O Y E S T Ú D IO O R N IN T O R R IN C O D A N IL LO S O U Z A B R U N A IS H IH A R A IL U S T R A C A R T O O N 20 ‘ UVA LUVA ESCADA ESPADA Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 21 1.2 Jogo da memória de aliterações Material: 40 cartões, sendo 20 pares de figuras cujos nomes aliteram entre si. Objetivo: Desenvolver a consciência fonológica dos alunos por meio de uma brincadeira na qual eles nomeiam as figuras e identificam aliterações. Instruções: Imprima as folhas a seguir e recorte os cartões. Se possível, plastifique-os para aumentar a durabilidade. Esta brincadeira pode ser repetida diversas vezes ao longo do ano. Convide os alunos a se sentarem em roda. Apresente as figuras uma a uma e os incentive a nomeá-las. Se necessário, faça você a nomeação e peça que repitam. A nomeação em voz alta é muito importante para eles perceberem os sons do nome de cada figura. Em seguida, convide-os a brincar de formar pares de aliterações. Espalhe os cartões no centro da roda com as figuras voltadas para baixo. O primeiro participante deve desvirar um cartão e nomear a figura contida nele, por exemplo: pena. Repita esse nome, com ênfase nos sons iniciais: pe-na. Peça a toda a turma que o repita também. Pergunte: Que outro nome tem os mesmos sons iniciais que os dessa figura? Ajude-os a lembrar-se de algumas palavras: pera, pelo, pequeno etc. O participante deve, então, desvirar o segundo cartão, nomear a figura, comparar a pronúncia deste nome com o nome anterior e dizer se os dois aliteram ou não. Em caso afirmativo, ele fica com o par. Em caso negativo, ele vira as cartas para baixo e passa a vez ao próximo participante. Variação 1: Utilize esses mesmos cartões em uma brincadeira de “caça às aliterações”. Você pode esconder alguns pares de cartões com aliterações pela sala e pedir aos alunos que encontrem e juntem os cartões com figuras cujos nomes aliteram entre si. Variação 2: Apresente aos alunos um conjunto com três cartões e peça que encontrem o intruso, ou seja, a figura cujo nome não alitera com os demais. Observação para crianças de 4 anos Ao brincar com crianças de 4 anos, inicie com menos peças a fim de que encontrem os pares mais facilmente e sintam-se motivadas a continuar jogando. Outra opção é deixar os cartões com a figura virada para cima. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. JO R G E Z A IB A JA N E T E T R IN D A D E S A U LO N U N E S M A R Q U E S E S T Ú D IO O R N IN T O R R IN C O S IL V A N A R A N D O H É LI O S E N A T O R E 22 PENA PERA BOTA BOLA MEIA MESA Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O M A R C O C O R T E Z D A N IL LO S O U Z A D A N IL LO S O U Z A A D O LA R S IL V A N A R A N D O 23 PIPA PIPOCA GATO GALINHA LUA LUVA Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. D E S E N H O R A M A M A R C O C O R T E Z M A R C O C O R T E Z R O N A LD O C É S A R H E N R IQ U E B R U M 24 LATA LÁPIS BONÉ BONECA CANECA CANETA Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. M A R C O C O R T E Z M A R C O C O R T E Z IL U S T R A C A R T O O N E D U A R D O B E LM IR O A N D R É V A LL E 25 TELHADO TEIA FOCA FOGO CASA CASACO Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O JO S É W IL S O N M A G A LH Ã E S M A R C O C O R T E Z M A R C O C O R T E Z A N D R É V A LL E H É LI O S E N A T O R E S IL V A N A R A N D O JO R G E Z A IB A 26 PAPAGAIO PAPEL SAPATO SAPO ROBÔ RODA Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O JO Ã O P . M A Z O C C O M A R C O C O R T E Z LO R E N A K A Z 27 MAMÃO MAMADEIRA BALEIA BALANÇO VACA VASO Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. H É LI O S E N A T O R E M A R C O C O R T E Z S IL V A N A R A N D O E D S O N F A R IA S S A U LO N U N E S M A R Q U E S 28 DOCE DOMINÓ NAVIO NAVE Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. A R T U R F U JI T A 29 1.3 Trilha dos sons iniciais Material: 1 tabuleiro de trilha; 1 dado; 44 cartões com figuras cujos nomes começam com o mesmo fonema; 4 cartões com as cartas de desafios; pinos ou tampinhas de garrafa para representar os jogadores. Objetivo: Desenvolver a consciência fonológica dos alunos por meio de uma brincadeira na qual eles nomeiam as figuras e identificam nomes que comecem com o mesmo fonema. Instruções:Imprima as folhas a seguir. Recorte e monte o dado. Recorte também os cartões e, se possível, plastifique-os para aumentar a durabilidade. Esta brincadeira pode ser repetida diversas vezes ao longo do ano. Apresente as figuras aos alunos e os incentive a nomeá-las. Em seguida, faça você mesmo as nomeações, dando ênfase aos fonemas iniciais, de modo que eles percebam quais são iguais. Em seguida, convide-os a brincar com o jogo de “trilha”. Explique as regras: cada participante deve jogar o dado, andar o número de casas sorteado e repetir o som (fonema) indicado na casa que caiu. O participante deve, então, procurar no montinho de cartões uma figura cujo nome se inicie com aquele mesmo fonema; quando encontrar, deve guardá-lo consigo. Caso o jogador caia em uma casa onde haja um desafio, o professor lerá um dos desafios e o jogador deve fazer o que se pede, por exemplo: Fale o nome de uma figura cujo nome comece com o som /f/. Se acertar, o aluno segue no jogo; se errar, volta uma casa. O ideal é jogar até que todos os alunos completem a trilha. Se desejar nomear um vencedor, peça a todos que contem as cartas dos montinhos para ver quem tem mais. Dependendo da quantidade de alunos da turma, o ideal é preparar mais de um kit do jogo a fim de que joguem em pequenos grupos de 4 a 6 participantes. Observação para crianças de 4 anos Se preferir, proponha desafios mais simples às crianças de 4 anos. Elas podem fazer algum desafio motor envolvendo movimentos, por exemplo: pular em um pé só; dar três pulos e uma voltinha; abraçar o colega ao lado etc. Nesse caso, não inclua no jogo os cartões de desafios. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 30 Dado para montagem Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O S IL V A N A R A N D O E D U A R D O B E LM IR O 31 AVIÃO ARARA BOLA BALEIA CORAÇÃO CACHORRO Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. S A U LO N U N E S M A R Q U E S E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O A N D R É M A R T IN S G U T T O P A IX Ã O 32 DADO DEDO ELEFANTE EMA FOGUETE FOCA Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O H É LI O S E N A T O R E E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O 33 GALINHA GATO IGLU IGUANA JACARÉ JABUTI Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. M A R C O S M A C H A D O M A R C O S M A C H A D O A N D R É V A LL E JA N E T E T R IN D A D E E D U A R D O B E LM IR O S A U LO N U N E S M A R Q U E S 34 LIVRO LATA MORANGO MAÇÃ NINHO NAVIO Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. S IL V A N A R A N D O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E S T Ú D IO M IL 35 ORELHA OVO PATO PIRULITO QUEIJO QUIABO Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O D A N IL LO S O U Z A C A R O LI N A S A R T Ó R IO E D U A R D O B E LM IR O H É LI O S E N A T O R E D E S E N H O R A M A 36 RATO ROBÔ SINO SAPO TATU TOMATE Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O S A U LO N U N E S M A R Q U E S E D U A R D O B E LM IR O D A N IE L K LE IN E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O 37 UVA URUBU VELA VACA XÍCARA XADREZ Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. C LÁ U D IA M A R IA N N O W A LD O M IR O N E T O 38 ZÍPER ZEBRA DESAFIO 1 FALE O NOME DE UMA FIGURA CUJO NOME COMECE COM O SOM /F/. DESAFIO 2 FALE O NOME DE UMA FIGURA CUJO NOME COMECE COM O SOM /P/. DESAFIO 3 FALE O NOME DE UMA FIGURA CUJO NOME COMECE COM O SOM /T/. DESAFIO 4 FALE O NOME DE UMA FIGURA CUJO NOME COMECE COM O SOM /V/. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. C LÁ U D IA M A R IA N N O 39 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 40 1.4 Material para avaliação formativa de desempenho em contagem de palavras em frases Material: 8 cartões com parlendas e trava-línguas; 2 fichas de avaliação formativa de desempenhoem contagem de palavras em frases. Objetivos: Esta atividade avaliativa visa captar o nível de desempenho dos alunos em tarefas de contagem de palavras em frases por meio da recitação de parlendas e trava-línguas. Instruções: Imprima as folhas a seguir e recorte os cartões. Se possível, plastifique-os para aumentar a durabilidade. Eles podem ser utilizados em diferentes atividades ao longo do ano. Imprima uma ficha avaliativa para cada aluno. Aplique as sugestões de avaliação em semanas diferentes a fim de acompanhar o avanço deles. Para a aplicação da atividade avaliativa é importante, primeiramente, envolver os alunos na contagem de palavras em frases. Para isso, convide-os a se sentarem em círculo e proponha a seguinte brincadeira: enquanto eles passam uma bola de mão em mão, você escolhe um dos cartões e recita os versos dele. Quando terminar de recitar, a criança que está com a bola deve parar e repetir os versinhos junto com você. Mostre então o cartão à turma e leia-o verso a verso, apontando as palavras com o dedo. Leia-o novamente levantando um dedo para cada palavra lida, de modo que os alunos percebam quantas palavras compõem cada verso. Faça perguntas como: Quantas palavras falamos neste verso? E no segundo verso? Repita a brincadeira com a leitura de mais alguns cartões. Em seguida, convide-os a voltar às mesinhas e passe para a atividade avaliativa. Entregue a ficha de avaliação a eles e mostre a sua, para que acompanhem a explicação. Siga o mesmo encaminhamento da brincadeira: recite os versos da ficha apontando as palavras com o dedo, uma a uma. Faça pausas a cada verso e pergunte: Quantas palavras nós falamos neste verso? Explique, então, que eles devem registrar com risquinhos, no espaço indicado ao lado do verso, quantas palavras há em cada um. Dependendo dos resultados desta avaliação, reforce com os alunos o trabalho de segmentação de frases oferecendo, em outros momentos, atividades nas quais eles contem as palavras em frases de histórias, adivinhas, cantigas etc. Aplique novo teste naqueles que tenham demonstrado nível baixo de consciência fonológica, mesmo após novas intervenções. Observação As avaliações aqui propostas podem ser aplicadas tanto no grupo de crianças de 4 anos quanto no de 5 anos. É possível que cada grupo apresente um desempenho diferente nesta tarefa, dependendo da exposição e da sensibilização a que as crianças tiveram acesso em sua trajetória de aprendizagem. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O 41 UNI DUNI TÊ, SALAMÊ MINGUÊ, UM SORVETE COLORÊ, O ESCOLHIDO FOI VOCÊ. UM, DOIS, TRÊS. PARLENDA. A CASINHA DA VOVÓ É CERCADA DE CIPÓ. O CAFÉ ESTÁ DEMORANDO, COM CERTEZA NÃO TEM PÓ. PARLENDA. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D S O N F A R IA S E D S O N F A R IA S 42 MEIO-DIA, MACACO ASSOBIA, PANELA NO FOGO, BARRIGA VAZIA. PARLENDA. REI, CAPITÃO, SOLDADO, LADRÃO. MOÇA BONITA DO MEU CORAÇÃO. PARLENDA. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. A LE X A N D R E M A T T O S A V A LO N E 43 GATO ESCONDIDO COM RABO DE FORA, TÁ MAIS ESCONDIDO QUE RABO ESCONDIDO COM GATO DE FORA. TRAVA-LÍNGUA. LÉ COM LÉ, TRÉ COM TRÉ, UM SAPATO EM CADA PÉ. TRAVA-LÍNGUA. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. M A R IO P IT A H E N R IQ U E B R U M 44 BATATINHA QUANDO NASCE, ESPALHA A RAMA PELO CHÃO. A CRIANÇA QUANDO DORME, PÕE A MÃO NO CORAÇÃO. PARLENDA. LUA DE PRATA PRESA EM CETIM BRILHAS TÃO LINDA LONGE DE MIM. PARLENDA. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. JO Ã O P . M A Z Z O C O 45 Proposta 1 NOME: __________________ DATA: _______ CONTAGEM DE PALAVRAS EM FRASES A CASINHA DA VOVÓ ___________________ É CERCADA DE CIPÓ. ____________________ O CAFÉ ESTÁ DEMORANDO, _____________ COM CERTEZA __________________________ NÃO TEM PÓ. __________________________ PARLENDA. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. A LB E R T O D E S T E F A N O 46 Proposta 2 NOME: __________________ DATA: _______ CONTAGEM DE PALAVRAS EM FRASES MEIO-DIA, _______________________________ MACACO ASSOBIA, ______________________ PANELA NO FOGO, ______________________ BARRIGA VAZIA. _________________________ PARLENDA. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. R E IN A LD O R O S A 47 1.5 Material para avaliação formativa de desempenho em contagem de sílabas em palavras Material: Fichas de avaliação formativa de desempenho em contagem de sílabas em palavras. Objetivos: Tendo em vista que a consciência silábica se desenvolve em crianças pequenas antes da consciência fonêmica, esta atividade avaliativa visa captar o nível de consciência silábica dos alunos por meio de tarefas de contagem de sílabas em diferentes palavras. Instruções: Imprima uma ficha avaliativa para cada aluno. Aplique as sugestões de avaliação em semanas diferentes a fim de acompanhar o avanço deles. Antes de oferecer a ficha de avaliação, selecione algumas figuras para demonstrar a atividade (pode ser de algum jogo que você tenha na sala) ou faça desenhos na lousa para representá-las. Em seguida, fale pausadamente o nome de uma das figuras e bata uma palma a cada sílaba, por exemplo: ba – la (uma palma no ba e outra no la). Peça às crianças que repitam a palavra e as palmas. Na lousa, faça marcas ao contar as sílabas de cada palavra. Repita esse encaminhamento com mais algumas figuras. Se desejar, chame um grupo de crianças à frente da sala, peça que batam palmas para as sílabas das palavras que você disser e façam risquinhos na lousa para contar as sílabas. Entregue, então, a ficha de avaliação às crianças e mostre a sua, para que elas acompanhema explicação. Aponte a primeira figura, fale o nome dela em voz alta e bata uma palma para cada sílaba. Certifique-se de que os alunos compreendam sua explicação, de modo que repitam o procedimento com as demais palavras. Explique a eles que têm de pintar um quadrinho para cada parte (sílaba) do nome da figura. Dependendo dos resultados desta avaliação, reforce com os alunos o trabalho de consciência silábica oferecendo-lhes diferentes atividades para que façam a contagem de sílabas e as marquem de alguma maneira: batendo palmas, estalando os dedos, pulando, fazendo risquinhos no papel etc. Aplique novo teste em crianças que tenham demonstrado nível baixo de consciência silábica, mesmo após novas intervenções. Observação As avaliações aqui propostas podem ser aplicadas tanto no grupo de crianças de 4 anos quanto no de 5 anos. É possível que cada grupo apresente um desempenho diferente nesta tarefa, dependendo da exposição e da sensibilização a que as crianças tiveram acesso em sua trajetória de aprendizagem. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O M A R C O C O R T E Z 48 Proposta 1 NOME: _____________________________ DATA: ___________ CONTAGEM DE SÍLABAS EM PALAVRAS Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. JÓ T A H E D U A R D O B E LM IR O E S T Ú D IO M IL H É LI O S E N A T O R E D A N IE L K LE IN 49 Proposta 2 NOME: _____________________________ DATA: ___________ CONTAGEM DE SÍLABAS EM PALAVRAS Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 50 1.6 Material para avaliação formativa de desempenho em identificação de rimas Material: Fichas de avaliação formativa de desempenho em identificação de rimas. Objetivos: Tendo em vista que a capacidade de identificar e criar rimas é uma forma primitiva de consciência fonológica, esta atividade avaliativa visa captar o nível de percepção dos alunos com relação à estrutura sonora das palavras, por meio de tarefas de identificação de rimas em diferentes palavras. Instruções: Imprima uma ficha avaliativa para cada aluno. Aplique as sugestões de avaliação em semanas diferentes a fim de acompanhar o avanço deles. Antes de oferecer a ficha de avaliação, explique aos alunos que duas palavras rimam quando têm o mesmo som final. Fale pausadamente o nome de cada um dos pares de figuras a seguir, enfatizando o som final deles, por exemplo: cola – bola; pilha – ilha; sabão – balão. Estimule as crianças a verbalizar outras rimas, pergunte: Que nome rima com café? Que nome rima com pão? Queijo rima com beijo? Entregue, então, a ficha de avaliação aos alunos e mostre a sua, para que eles acompanhem a explicação. Aponte a primeira figura e fale o nome dela em voz alta, enfatizando a sílaba final. Faça o mesmo com todas as figuras da primeira coluna e depois com as da segunda coluna. Em seguida, peça a eles que liguem as figuras cujos nomes têm o mesmo som final. Dependendo dos resultados desta avaliação, reforce com os alunos o trabalho com rimas oferecendo cantigas, parlendas e jogos de memória que favoreçam essa sensibilização. Aplique novo teste naqueles que tenham demonstrado nível baixo de consciência fonológica, mesmo após novas intervenções. Observação As avaliações aqui propostas podem ser aplicadas tanto no grupo de crianças de 4 anos quanto no de 5 anos. É possível que cada grupo apresente um desempenho diferente nesta tarefa, dependendo da exposição e da sensibilização a que as crianças tiveram acesso em sua trajetória de aprendizagem. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O A D O LA R E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O D A N IE L K LE IN E D U A R D O B E LM IR O 51 Proposta 1 NOME: __________________________ DATA: ___________ IDENTIFICANDO RIMAS Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O S A U LO N U N E S M A R Q U E S F E R N A N D O R A P O S O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O S A U LO N U N E S M A R Q U E S 52 Proposta 2 NOME: __________________________ DATA: ___________ IDENTIFICANDO RIMAS Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 53 1.7 Material para avaliação formativa de desempenho em identificação de aliterações Material: Fichas de avaliação formativa de desempenho em identificação de aliterações. Objetivos: Tendo em vista que a capacidade de identificar palavras que aliteram entre si é um passo essencial no desenvolvimento da consciência fonológica, esta atividade avaliativa visa captar o nível de percepção dos alunos com relação à estrutura sonora das palavras, por meio de tarefas de identificação de aliterações em diferentes palavras. Instruções: Imprima uma ficha avaliativa para cada aluno. Aplique as sugestões de avaliação em semanas diferentes a fim de acompanhar o avanço deles. É importante que antes da aplicação desta avaliação os alunos tenham sido expostos a diversas atividades lúdicas que envolvam o reconhecimento de aliterações. Para isso, sugerimos que você use, por exemplo, o “jogo da memória de aliterações”, disponível também neste material gráfico. Antes de entregar a ficha de avaliação, explique a eles que duas palavras aliteram entre si quando têm o mesmo som inicial e dê exemplos, como: bota – bola; pipa – pipoca; sapo – saco. Estimule os alunos a verbalizar outros exemplos, pergunte: As palavras mato e mala têm o mesmo som inicial? Que nome começa com o mesmo som de café? Que nome tem o mesmo som inicial de telha? Entregue, então, a ficha de avaliação a eles e mostrea sua, para que acompanhem a explicação. Aponte a primeira figura e fale o nome dela em voz alta, enfatizando a sílaba inicial. Faça o mesmo com todas as figuras da primeira coluna e depois com as da segunda coluna. Em seguida, peça que liguem as figuras cujos nomes têm o mesmo som inicial. Dependendo dos resultados desta avaliação, reforce com os alunos o trabalho com aliterações oferecendo cantigas, parlendas e jogos de memória que favoreçam essa sensibilização. Aplique novo teste naqueles que tenham demonstrado nível baixo de consciência fonológica, mesmo após novas intervenções. Observação As avaliações aqui propostas podem ser aplicadas tanto no grupo de crianças de 4 anos quanto no de 5 anos. É possível que cada grupo apresente um desempenho diferente nesta tarefa, dependendo da exposição e da sensibilização a que as crianças tiveram acesso em sua trajetória de aprendizagem. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. B R A M B IL LA S IL V A N A R A N D O S IL V A N A R A N D O S A U LO N U N E S M A R Q U E S M A R C O C O R T E Z 54 Proposta 1 NOME: __________________________ DATA: ___________ IDENTIFICANDO ALITERAÇÕES Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. S IL V A N A R A N D O S IL V A N A R A N D O S IL V A N A R A N D O S IL V A N A R A N D O S IL V A N A R A N D O E D U A R D O B E LM IR O S IL V A N A R A N D O IL U S T R A C A R T O O N S IL V A N A R A N D O S A U LO N U N E S M A R Q U E S H E N R IQ U E B R U M A V A LO N E E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O M A R C O C O R T E Z 55 Proposta 2 NOME: __________________________ DATA: ___________ IDENTIFICANDO ALITERAÇÕES Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 56 1.8 Material para avaliação formativa de desempenho em identificação de mesmo fonema inicial Material: Fichas de avaliação formativa de desempenho em identificação de mesmo fonema inicial. Objetivos: Tendo em vista que a capacidade de identificar o fonema inicial de uma palavra é um potencial indicador de nível de consciência fonológica, esta atividade avaliativa visa captar o nível de percepção dos alunos com relação à estrutura sonora das palavras por meio de tarefas de identificação de mesmo fonema inicial em diferentes palavras. Instruções: Imprima uma ficha avaliativa para cada aluno. Aplique as sugestões de avaliação em semanas diferentes a fim de acompanhar o avanço deles. É importante que antes da aplicação desta avaliação os alunos tenham sido expostos a diversas atividades lúdicas que envolvam o reconhecimento de fonemas iniciais. Para isso, sugerimos que você utilize, por exemplo, o nome dos colegas da turma relacionando os que se iniciam pelo mesmo fonema. Outra sugestão é explorar jogos como “dominó” ou “jogo da memória” que trabalhem essa habilidade. No dia a dia, é importante aproveitar situações diversas para estimular a consciência fonêmica dos alunos. Antes de entregar a eles a ficha de avaliação, selecione algumas figuras para demonstrar a atividade (pode ser de algum jogo que você tenha na sala) ou faça desenhos na lousa para representá-las. Em seguida, fale pausadamente o nome de uma das figuras, enfatizando o fonema inicial dela. Faça perguntas como: Com que som o nome desta figura se inicia? E o nome desta outra? Elas têm o mesmo som inicial? Entregue, então, a ficha de avaliação aos alunos e mostre a sua, para que elas acompanhem a explicação. Aponte a primeira figura e fale o nome dela em voz alta, enfatizando o fonema inicial. Ao dizer bola, faça perguntas como: Que outra figura tem o nome iniciado com esse som? Ouça as respostas, aponte para a figura da bala e pronuncie-a com ênfase no fonema inicial. Em seguida, peça que circulem com a mesma cor as figuras cujos nomes têm o mesmo fonema. Dependendo dos resultados desta avaliação, reforce para os alunos o trabalho com fonemas iniciais oferecendo cantigas, parlendas e jogos de memória que favoreçam essa sensibilização. Aplique novo teste em crianças que tenham demonstrado nível baixo de consciência fonológica, mesmo após novas intervenções. Observação As avaliações aqui propostas podem ser aplicadas tanto no grupo de crianças de 4 anos quanto no de 5 anos. É possível que cada grupo apresente um desempenho diferente nesta tarefa, dependendo da exposição e da sensibilização a que as crianças tiveram acesso em sua trajetória de aprendizagem. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. S IL V A N A R A N D O S IL V A N A R A N D O C O N E X Ã O S IL V A N A R A N D O H É LI O S E N A T O R E C A R O LI N A S A R T Ó R IO JO S É W IL S O N M A G A LH Ã E S S IL V A N A R A N D O S IL V A N A R A N D O D A N IL LO S O U Z A 57 Proposta 1 NOME: __________________________ DATA: ___________ IDENTIFICANDO FONEMAS INICIAIS Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O M A R IO P IT A 58 Proposta 2 NOME: __________________________ DATA: ___________ IDENTIFICANDO FONEMAS INICIAIS Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. S IL V A N A R A N D O C A R O LI N A S A R T Ó R IO C A R O LI N A S A R T Ó R IO H É LI O S E N A T O R E E D U A R D O B E LM IR O LO R E N A K A Z A D O LA R M A R C O S M A C H A D O 59 1.9 Material para avaliação formativa de desempenho em tarefas de relacionar fonemas a grafemas Material: Fichas de avaliação formativa de desempenho em tarefas de relacionar fonemas a grafemas. Objetivos: Esta atividade avaliativa visa captar o nível de desempenho dos alunos em tarefas nas quais eles relacionam som-letra. Instruções: Imprima uma ficha avaliativa para cada aluno. Aplique as sugestões de avaliação em semanas diferentesa fim de acompanhar o avanço deles. É importante que antes da aplicação desta avaliação os alunos tenham sido expostos a diversas atividades lúdicas que envolvam a associação de fonemas a grafemas. Para isso, sugerimos que você use, por exemplo, a lista de nomes das próprias crianças da turma, brincadeiras com o alfabeto móvel, cartões com o alfabeto ilustrado etc. Entregue, então, a ficha de avaliação a eles e mostre a sua, para que acompanhem a explicação. Aponte a primeira figura e fale o nome dela em voz alta, enfatizando o fonema inicial, por exemplo, sapo. Pergunte: Com que som começa o nome dessa figura? Repita o fonema /s/, articulando-o de forma muito clara. Continue: Com que letra representamos esse som? Instrua-os a circular a letra que disseram entre as opções indicadas abaixo da figura do sapo. Dependendo dos resultados desta avaliação, reforce com os alunos o trabalho de associação de fonemas a grafemas em diferentes propostas. Aplique novo teste naqueles que tenham demonstrado dificuldade no estabelecimento dessa relação, mesmo após novas intervenções. Observação As avaliações aqui propostas podem ser aplicadas tanto no grupo de crianças de 4 anos quanto no de 5 anos. No grupo de crianças de 4 anos, é possível que você tenha de acompanhar a atividade mais de perto. Uma sugestão é, antes de oferecer a atividade avaliativa, apresentar cartões com figuras e pedir às crianças que encontrem no alfabeto móvel a letra com a qual se inicia o nome daquela figura. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O 60 Proposta 1 NOME: __________________________ DATA: ___________ RELACIONANDO GRAFEMAS A FONEMAS S – B – P F – B – V M – B – C N – D – P Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. R O G É R IO R IO S P A U LO R A M O S E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O 61 Proposta 2 NOME: __________________________ DATA: ___________ RELACIONANDO GRAFEMAS A FONEMAS M – B – P F – S – V M – B – T N – B – P Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. M A R C O C O R T E Z 62 2. Conhecimento alfabético 2.1 Cartões com as letras do alfabeto Material: 26 cartões com as letras do alfabeto, acompanhadas de imagens representativas de cada letra e som. Objetivo: Conhecer a representação gráfica de cada letra (grafema) e estudar o fonema inicial do nome das figuras ilustradas. Instruções: Imprima o alfabetário a seguir e, se possível, plastifique cada cartão para aumentar a durabilidade. Ao apresentar um cartão aos alunos, peça que observem as figuras e digam o nome delas em voz alta. Repita cada um, enfatizando o fonema inicial. Faça associações com o nome dos alunos da turma, se houver, ou outras palavras que comecem com o fonema em estudo. Passe o dedo indicador sobre o traçado das letras para que as crianças percebam a sequência de movimentos necessária para traçá-las. Se desejar, passe o cartão de mão em mão para que elas possam repetir esse traçado com o dedo. Por fim, você pode afixar o cartão acima da lousa ou em outro lugar da sala, ao alcance da visão de todos os alunos, a fim de que possam recorrer a ele sempre que desejarem. Variação: Que tal propor uma atividade lúdica com as crianças? Você precisará de 26 prendedores de roupa de madeira e um pedaço de barbante ou varal. Usando canetinha hidrocor, escreva uma letra do alfabeto em cada prendedor e coloque-o no barbante, em ordem alfabética. É importante que pendure o barbante na altura das crianças. Em seguida, entregue um cartão do alfabetário para cada uma, peça que diga o nome das figuras e repita o fonema inicial delas. Auxilie-a a identificar o grafema correspondente a esse som. Por fim, ela deve se dirigir ao varal e prender esse cartão no pregador correspondente a essa letra, observando a ordem alfabética. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 63 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O B R U N A IS H IH A R A E D U A R D O B E LM IR O 64 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. A LB E R T O D E S T E F A N O H É LI O S E N A T O R E E D U A R D O B E LM IR O 65 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. B R A M B IL LA E D U A R D O B E LM IR O A N D R E V A LL E 66 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O A N D R E V A LL E 67 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O C A M IL A D E G O D O Y 68 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, alémde um link para a licença. S IL V A N A R A N D O M A R C O S M A C H A D O F LI P E S T Ú D IO 69 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O M A R C O C O R T E Z E D U A R D O B E LM IR O 70 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. B R A M B IL LA B R A M B IL LA B R A M B IL LA 71 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. B R A M B IL LA A N D R E V A LL E E D U A R D O B E LM IR O 72 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O B R A ,M B IL LA 73 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. LI LI A N G O N Z A G A D A N IE L K LE IN LI LI A N G O N Z A G A 74 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O LU IZ L E N T IN I A D O LA R 75 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O 76 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. B R A M B IL LA E D U A R D O B E LM IR O S A U LO N U N E S M A R Q U E S 77 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. F LI P E S T Ú D IO E D U A R D O B E LM IR O B R A M B IL LA 78 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. JA N E T E T R IN D A D E JO R G E Z A IB A E D U A R D O B E LM IR O 79 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. M A R C O C O R T E Z S IL V A N A R A N D O S IL V A N A R A N D O 80 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O 81 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O JO R G E Z A IB A 82 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. M A R C O C O R T E Z D A N IL LO S O U Z A H E N R IQ U E B R U M 83 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E S T Ú D IO O R N IN T O R R IN C O E D U A R D O B E LM IR O A N D R E V A LL E 84 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O A N D R E V A LL E M A R C O C O R T E Z 85 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. M A R C O C O R T E Z S IL V A N A R A N D O E D S O N F A R IA S 86 Conteúdocom licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. C LÁ U D IA M A R IA N N O D A N IE L K LE IN B R A M B IL LA 87 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. C LÁ U D IA M A R IA N N O S IL V A N A R A N D O R IC A R D O V E N T U R A 88 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. M A R C O C O R T E Z C A R O LI N A S A R T Ó R IO S IL V A N A R A N D O 89 2.2 Bingo do alfabeto Material: • 52 cartões pequenos com as letras do alfabeto (cada cartão apresenta uma figura cujo nome começa com uma letra do alfabeto); • 10 modelos de cartelas para bingo; • pinos para a marcação dos pontos (podem ser tampinhas de garrafa, bolinhas de massinha ou de papel); • saquinho plástico ou de tecido para colocar os cartões do sorteio. Objetivos: Conhecer a representação gráfica das letras do alfabeto; identificar o fonema inicial do nome das figuras apresentadas e associá-lo à sua representação gráfica; estabelecer relações grafofonêmicas de forma lúdica. Instruções: Imprima as folhas a seguir e, se possível, plastifique cada cartão para aumentar a durabilidade. Convide os alunos a se sentarem em uma roda e apresente a eles as figuras dos cartões pequenos, uma a uma. Ao apresentar a figura, fale o nome dela em voz alta e peça que o repitam. Chame a atenção deles para o som inicial (fonema) de cada nome e, em seguida, solicite que digam com que letra começa (grafema). Após apresentar todos os cartões pequenos, coloque-os no saquinho e agite para embaralhá-los. Convide, então, as crianças para a brincadeira “bingo do alfabeto” e distribua uma cartela do jogo para cada uma. Caso haja muitos alunos na turma, agrupe-os em duplas ou trios para iniciar o jogo. Explique as regras da brincadeira: diga que você sorteará um dos cartões do saquinho, falará o nome da figura em voz alta e eles dirão com que letra o nome dela se inicia. Os alunos que tiverem essa figura na cartela deverão marcá-la. Ganhará a brincadeira quem preencher primeiro a cartela. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O 90 Cartões para sorteio ARARA ABACAXI BOLA BOLO CACHORRO COELHO DENTE DADO ESTRELA ELEFANTE FLOR FOCA GALINHA GATO HIENA HÉLICE Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O JO S É W IL S O N M A G A LH Ã E S E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O A N D R É A G U IA R M A R C O S M A C H A D O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O 91 IGLU IGUANA JANELA JACARÉ KIWI KETCHUP LUVA LIVRO MOLA MÃO NINHO NUVEM OVO OVELHA PATO PANELA Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O D A N IE L K LE IN E D U A R D O B E LM IR O A N D R É V A LL E M A R C O C O R T E Z E D S O N F A R IA S E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O D E S E N H O R A M A E D U A R D O B E LM IR O A N D R É V A LL E E D U A R D O B E LM IR O 92 QUEIJO QUADRO RATO RÁDIO SAPO SORVETE TARTARUGA TELHA URSO UVA VACA VASSOURA WAFFLE WINDSURFE XÍCARA XILOFONE YAKISOBA YORKSHIRE ZEBRA ZERO Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O S IL V A N A R A N D O S IL V A N A R A N D O S IL V A N A R A N D O A D O LA R E D U A R D O B E LM IR O S IL V A N A R A N D O S IL V A N A R A N D O IM A G IN Á R IO S T Ú D IO C LÁ U D IA M A R IA N N O S IL V A N A R A N D O M A R C O C O R T E Z E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O D A N IE L K LE IN D A N IE L K LE IN A N D R É V A LL E 93 Cartelas do bingo RATO XÍCARA YORKSHIRE IGUANA CACHORRO XILOFONE BOLA GALINHA KIWI Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. C LÁ U D IA M A R IA N N O S IL V A N A R A N D O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O S IL V A N A R A N D O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O D A N IE L K LE IN 94 FLOR TARTARUGA QUEIJO OVO ABACAXI . ESTRELA GATO IGLU VASSOURA Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O S IL V A N A R A N D O A N D R É A G U IA R E D U A R D O B E LM IR O A N D R É V A LL E E D U A R D O B E LM IR O E D S O N F A R IA S E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IRO S IL V A N A R A N D O 95 QUADRO DENTE KETCHUP JACARÉ OVELHA YAKISOBA ELEFANTE TELHA WAFFLE Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. A D O LA R E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O D A N IE L K LE IN M A R C O C O R T E Z M A R C O S M A C H A D O 96 DADO OVO RÁDIO JANELA SAPO COELHO NINHO ARARA QUEIJO Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O E D S O N F A R IA S E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O S IL V A N A R A N D O E D U A R D O B E LM IR O 97 ARARA XILOFONE RATO PATO BOLO GALINHA URSO LIVRO TARTARUGA Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O S IL V A N A R A N D O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O S IL V A N A R A N D O E D U A R D O B E LM IR O 98 OVELHA WINDSURFE DENTE NUVEM UVA ABACAXI JACARÉ BOLA SORVETE Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. M A R C O C O R T E Z D E S E N H O R A M A M A R C O C O R T E Z S IL V A N A R A N D O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O 99 IGUANA ZERO CACHORRO RÁDIO OVELHA HIENA VACA URSO MOLA Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. A N D R É V A LL E IM A G IN Á R IO S T Ú D IO E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O M A R C O C O R T E Z E D U A R D O B E LM IR O S IL V A N A R A N D O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O JO S É W IL S O N M A G A LH Ã E S E D U A R D O B E LM IR O 100 ESTRELA COELHO VASSOURA LUVA FOCA PANELA YAKISOBA URSO DADO Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. A N D R É A G U IA R E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O D A N IE L K LE IN S IL V A N A R A N D O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O 101 IGLU RATO CACHORRO ZEBRA YAKISOBA HÉLICE VACA UVA MÃO Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. A N D R É V A LL E D A N IE L K LE IN D A N IE L K LE IN M A R C O C O R T E Z E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O 102 NINHO OVO JANELA ABACAXI IGUANA NUVEM DADO MOLA XÍCARA Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O E D S O N F A R IA S D E S E N H O R A M A A N D R É V A LL E E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O S IL V A N A R A N D O 103 3. Desenvolvimento de vocabulário 3.1 Cada animal no seu local! Material: • 20 cartelas com figuras e nomes de animais; • 4 pranchas com cenários ilustrados. Objetivos: Contribuir para a ampliação do repertório lexical e semântico dos alunos com apoio na ludicidade. O jogo envolve a categorização e a subcategorização semântica. Sendo assim, por meio da brincadeira, pretende-se que os alunos construam o conhecimento de que dentro da categoria animais há subcategorias, tais como: animais marinhos, animais domesticados, animais silvestres etc. Instruções: Imprima as folhas a seguir e recorte os cartões e os cenários. Se possível, plastifique-os para aumentar a durabilidade. Essa brincadeira pode ser repetida diversas vezes ao longo do ano. Para iniciar a brincadeira, organize uma roda de conversa com os alunos e faça perguntas como: Quem gosta de bichinhos? Quem tem um bichinho de estimação? Quais bichinhos podemos ter em casa? Será que podemos ter um cavalo em uma casa? Onde costumam viver os cavalos? E os leões? E a baleia? Deixe a conversa fluir e, então, convide a turma a participar do jogo “Cada animal no local!”. Disponha os quatro cenários no centro da roda e incentive os alunos a observá-los, descrevê-los e dizer quais animais poderiam viver em cada um deles. Em seguida, conte que você espalhou figuras de alguns animais pela sala; peça-lhes que as encontrem e associem cada animal a um dos cenários que viram. Quando todas as figuras estiverem colocadas sobre os cenários, organize a turma em roda novamente para, juntos, conferirem as respostas. Escolha um cenário de cada vez, pegue a figura de um dos animais e mostre-a às crianças. Incentive-as a nomear o animal, dizer se ele realmente pertence àquele hábitat e comentar algumas características dele, como tamanho, tipo de cobertura do corpo, cor, quantidade de patas e o que mais surgir na conversa. Faça o mesmo com os outros animais e cenários. Observação para crianças de 4 anos Se preferir, proponha desafios mais simples para as crianças de 4 anos. Elas podem trabalhar com apenas um ou dois cenários por vez. Nesse caso, inclua no jogo apenas os animais que vivem nos cenários escolhidos. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BYNC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 104 Cartela dos animais FAZENDA OU SÍTIO CASA MAR FLORESTA TOURO CACHORRO BALEIA COBRA CAVALO TARTARUGA ESTRELA-DO- -MAR ESQUILO GALINHA COELHO FOCA GIRAFA Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O M A R C O C O R T E Z M A R C O C O R T E Z M A R C O C O R T E Z M A R C O C O R T E Z M A R C O C O R T E Z JO S É W IL S O N M A G A LH Ã E S 105 PORCO GATO PEIXE LEÃO OVELHA PORQUINHO- -DA-ÍNDIA TUBARÃO MACACO Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O M A R C O C O R T E Z M A R C O C O R T E Z M A R C O C O R T E Z M A R C O C O R T E Z M A R C O S M A C H A D O B R U N A IS H IH A R A M A R C E LO A Z A LI M 106 Pranchas de cenários CENÁRIO 1 – SÍTIO/FAZENDA Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. R E IN A LD O R O S A W A LD O M IR O N E T O 107 CENÁRIO 2 – AMBIENTE DOMÉSTICO Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 108 CENÁRIO 3 – MAR Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. F E R N A N D O M O N T E IR O 109 CENÁRIO 4 – FLORESTA Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. R E IN A LD O R O S A 110 3.2. Cartelas de quebra-cabeça semântico Material: 5 quebra-cabeças de quatro peças cada com figuras de alimentos; 5 quebra-cabeças de quatro peças cada com figuras de objetos escolares; 5 quebra-cabeças de quatro peças cada com figuras de profissões. Objetivos: Contribuir para a ampliação do repertório lexical e semântico dos alunos com apoio na ludicidade. Os jogos de quebra-cabeça envolvem tanto o desenvolvimento do vocabulário como o agrupamento por categorias semânticas. Na proposta a seguir, os temas são: alimentos, objetos escolares e profissões. Instruções: Imprima as folhas a seguir e recorte as peças de todos os quebra-cabeças. Se possível, plastifique-as para aumentar a durabilidade. Essa brincadeira pode ser repetida diversas vezes ao longo do ano. Convide as crianças a brincar de montar quebra-cabeças. Organize a turma em pequenos grupos e entregue a cada um as peças referentes a pelo menos três quebra-cabeças de campos semânticos diferentes. Quanto mais quebra-cabeças entregar a um grupo, maior será o desafio. Na primeira parte da atividade, as crianças têm de ordenar as peças que receberam de acordo com o campo semântico, separando, por exemplo, as peças com figuras de alimentos das peças com figuras de objetos escolares e de profissões. Feito isso, convide-as a montar os quebra-cabeças. Enquanto montam, ande pela sala, observe o trabalho dos grupos e converse com as crianças. Incentive-as a nomear as figuras, relacionando-as a um campo semântico. Faça perguntas que possam auxiliá-las na interpretação das peças relacionadas às profissões: O que o marceneiro utiliza em seu trabalho? Quem costuma usar secador de cabelos em sua profissão? Por que este moço (o apicultor) está vestido desse jeito? Faça o mesmo com as figuras dos outros temas. Observe que os quebra-cabeças de profissões apresentam um desafio maior, pois os alunos terão de relacionar as profissões a seus instrumentos. Enquanto estiverem jogando, observe como as crianças lidam com esse desafio. À medida que os grupos forem terminando de montar os quebra-cabeças, troque-os entre eles. A ideia é que todas as crianças tenham a oportunidade de participar da montagem de todos os quebra-cabeças, mesmo que em dias diferentes. Assim, elas serão expostas a muitas palavras novas, o que favorece a ampliação do vocabulário. Observação para crianças de 4 anos Se preferir, proponha desafios mais simples para as crianças de 4 anos. Elas podem trabalhar com apenas dois quebra-cabeças por vez. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. M A R C E L B O R G E S M A R C E L B O R G E S 111 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. APICULTOR MARCENEIRO CABELEIREIRO CARTEIRA M A R C E L B O R G E S M A R C E L B O R G E S 112 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. DENTISTA BOMBEIRA ENGENHEIRA M A R C E L B O R G E S M A R C E L B O R G E S 113 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. MÉDICA MECÂNICO ESTOJO APONTADOR MOCHILA GIZ DECERA M A R C E L B O R G E S M A R C E L B O R G E S 114 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. TESOURA LÁPIS BORRACHA LIVRO LOUSA PINCEL LANCHEIRA CARTEIRA M A R C E L B O R G E S M A R C E L B O R G E S 115 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. TINTAS CADERNO RÉGUA CLIPE COLA PAPEL APAGADOR CANETINHAS M A R C E L B O R G E S M A R C E L B O R G E S 116 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. SALADA BISCOITO UVA SANDUÍCHE LEITE MORANGO PÃO MAÇÃ M A R C E L B O R G E S M A R C E L B O R G E S 117 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. FRANGO MILHO PIPOCA MACARRÃO BANANA BRÓCOLIS BOLO SUCO M A R C E L B O R G E S 118 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. FEIJÃO PERA OVO ARROZ 119 3.3 Jogo de ordenação de categorias gramaticais Material: 18 cartões com figuras de categorias gramaticais (nomes, ações, qualidades). Objetivos: Desenvolver e ampliar, de forma lúdica, o repertório lexical das crianças, levando- -as à percepção de como as palavras podem nomear ações, objetos, pessoas, lugares, qualidades etc. Estimular as crianças a executar tarefas de ordenar e classificar categorias gramaticais (substantivos, verbos e adjetivos). Formar frases e/ou histórias orais com os cartões do jogo. Instruções: Imprima as folhas a seguir e recorte os cartões. Se possível, plastifique-os para aumentar a durabilidade. Essa brincadeira pode ser repetida diversas vezes ao longo do ano. Convide as crianças a se sentarem em roda e apresente os cartões um a um. Mostre a figura e peça-lhes que a descrevam. Por exemplo, ao exibir o cartão com o menino triste, pergunte: Como vocês acham que esse menino está se sentindo? Feliz ou triste? Em seguida, apresente um cartão que demonstre uma ação, como o da menina passeando com o cãozinho, e pergunte: O que vocês veem nessa imagem? O que a menina está fazendo? Espera-se que as crianças respondam que ela está passeando com seu animal de estimação. Na sequência, mostre a elas um cartão com um substantivo, como o do macarrão, e pergunte: E aqui, o que vocês estão vendo? Vocês gostam desse alimento? Então, peça às crianças que organizem todos os cartões em três montinhos: cartões com qualidades/características; cartões com ações; cartões com nomes/substantivos. Depois, coloque os cartões de cada montinho no centro da roda, de modo que as crianças possam manuseá-los. Incentive-as a pegar um ou mais cartões de categorias diferentes e formar uma frase ou pequena história oralmente. Por exemplo: Vejam, neste cartão há uma figura de dois meninos brigando (mostrar o cartão dos meninos brigando). É legal brigar com o colega? Quando brigamos, ficamos alegres ou tristes (mostrar o cartão do menino triste)? Como podemos contar a história desses dois meninos? Vamos formar uma frase sobre esses dois meninos? Auxilie-as na elaboração de novas possibilidades, combinando outros cartões. Observação para crianças de 4 anos Esta atividade pode ser aplicada a crianças de 4 e 5 anos, porém lembre-se de que as de 4 anos precisarão de um estímulo maior para ordenar as imagens, relacioná-las e produzir frases ou textos sobre elas. É possível que, com o grupo de 5 anos, as criações de textos orais sejam mais complexas. Se desejar, organize uma produção coletiva e seja o escriba da turma: escreva a história criada em uma cartolina e afixe-a no mural da sala. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. C LÁ U D IA M A R IA N N O C LÁ U D IA M A R IA N N O C LÁ U D IA M A R IA N N O C LÁ U D IA M A R IA N N O C LÁ U D IA M A R IA N N O C LÁ U D IA M A R IA N N O 120 TRISTE CALMA ASSUSTADO ALEGRE BRAVO SURPRESA Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. C LÁ U D IA M A R IA N N O C LÁ U D IA M A R IA N N O C LÁ U D IA M A R IA N N O C LÁ U D IA M A R IA N N O C LÁ U D IA M A R IA N N O C LÁ U D IA M A R IA N N O 121 BRINCAR ESTUDAR NADAR BRIGAR PASSEAR COMER Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. C R É D IT O C R É D IT O C LÁ U D IA M A R IA N N O C LÁ U D IA M A R IA N N O C LÁ U D IA M A R IA N N O C LÁ U D IA M A R IA N N O C LÁ U D IA M A R IA N N O C LÁ U D IA M A R IA N N O 122 MAÇÃ CACHORRO LÁPIS PARQUE MACARRÃO PISCINA Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 123 4. Compreensão oral de textos 4.1 Hora da história: Cartões para compreensão oral de texto Material: 9 cartões sequenciais com partes do conto O patinho diferente*. *Este conto foi reescrito pelas autoras com base no conto infantil O patinho feio, de Hans Christian Andersen. Objetivos: Desenvolver a compreensão oral das crianças por meio da escuta da leitura de pequenos textos. Aferir a capacidade de compreensão auditiva das crianças, levando-as a responder a questões elaboradas pelo professor. Instruções: Imprima as folhas a seguir e recorte os cartões. Se possível, plastifique-os para aumentar a durabilidade.Essa atividade pode ser repetida diversas vezes ao longo do ano e com diferentes histórias. Convide as crianças para uma roda de histórias. Se possível, leve-as a um local silencioso da escola, como uma sala de leitura ou biblioteca infantil. Inicie a leitura da história e, de acordo com a narrativa, vá mostrando cartão por cartão. Comece pelo título e pergunte: Por que será que a história se chama O patinho diferente? Escute as respostas e estimule as crianças a criar hipóteses sobre o que pode acontecer na narrativa. Caso já conheçam esse conto, incentive-as a antecipar alguns trechos dele. Depois, siga com a leitura dos cartões em sequência. Você pode surpreender a turma utilizando diferentes entonações e expressões faciais para chamar a atenção em diferentes partes da história e também para deixá-la mais divertida. Mostre as ilustrações às crianças, pois esse tipo de linguagem não verbal auxilia na construção dos sentidos do texto. Quando terminar a leitura, converse com a turma a fim de aferir a capacidade de compreensão oral do texto. Faça as seguintes perguntas: • Por que a mamãe pata estava feliz? • Quantos ovos havia em seu ninho? • Os ovos eram todos iguais? • Por que o título da história é O patinho diferente? • O que o patinho diferente descobriu ao final da história? • Apesar de ser diferente de seus irmãos, o patinho diferente demonstrava que tipo de sentimento por eles? Convide uma criança para responder a cada pergunta, de modo que seja possível perceber o entendimento delas sobre essa parte da história. Ao final da atividade, peça-lhes que façam um desenho, no caderno ou em uma folha à parte, que retrate o trecho da história de que mais gostaram. Observação para crianças de 5 anos Para crianças de 5 anos, como ampliação, proponha também o reconto da história. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. C A IO B O R A C IN I C A IO B O R A C IN I 124 MAMÃE PATA ESTAVA MUITO FELIZ. SEU NINHO ESTAVA COMPLETO. HAVIA 5 OVOS PARA ELA CHOCAR. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. C A IO B O R A C IN I C A IO B O R A C IN I 125 MAMÃE PATA SABIA QUE AGORA ERA SÓ ESPERAR. LOGO SEUS FILHOTES ESTARIAM FELIZES COM ELA, APRENDENDO A CORRER E A NADAR. ENFIM, CHEGOU O DIA ESPERADO. UM A UM, OS PATINHOS FORAM SAINDO DA CASCA. MAMÃE PATA PERCEBEU QUE HAVIA UM PATINHO DIFERENTE, MAS LOGO O AMOU, ASSIM COMO AOS OUTROS. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. C A IO B O R A C IN I C A IO B O R A C IN I 126 O TEMPO PASSOU, E MAIS E MAIS AQUELE FILHOTE SE SENTIA DIFERENTE DE SUA FAMÍLIA. MAS, APESAR DE TUDO, SENTIA-SE AMADO POR TODOS. A PRIMAVERA CHEGOU. AGORA OS FILHOTES ESTAVAM CRESCIDOS E PODIAM ATÉ SAIR SOZINHOS, NADAR EM OUTROS LAGOS. PASSEAR COM OS IRMÃOS ERA SEMPRE DIVERTIDO. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. C A IO B O R A C IN I C A IO B O R A C IN I 127 FINALMENTE CHEGARAM AO LAGO, ONDE IAM PASSAR O DIA. O SOL BRILHAVA FORTE E REFLETIA SUA LUZ NAS ÁGUAS CRISTALINAS DO LAGO, REPLETO DE CISNES. O FILHOTE QUE SEMPRE HAVIA SE SENTIDO DIFERENTE PERCEBEU, DE REPENTE, COMO ERA PARECIDO COM AQUELAS LINDAS AVES. SEU CORAÇÃO SE ENCHEU DE FELICIDADE. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 128 O FILHOTE DIFERENTE DESCOBRIU SUA BELEZA! VOAVA ALTO AGORA, MAS SEMPRE VOLTAVA PARA VISITAR SEUS IRMÃOS E SUA MAMÃE PATA. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. C A IO B O R A C IN I 129 4.2 Produção coletiva de história cumulativa: Cartões de imagens cujos nomes sejam de baixa complexidade Material: 20 cartões de imagens cujos nomes tenham baixa complexidade. Objetivo: Desenvolver a compreensão oral, de modo que seja possível aferir a capacidade de compreensão auditiva das crianças. Instruções: Imprima as folhas a seguir e recorte os cartões. Se possível, plastifique-os para aumentar a durabilidade. Essa brincadeira pode ser repetida diversas vezes ao longo do ano. Convide as crianças para uma roda de história. Explique que a história será inventada pela turma e que todos poderão participar e criar um pedacinho dela. Para iniciar a atividade, escolha aleatoriamente um cartão de imagem. Caso pegue o gato, por exemplo, comece da seguinte forma: Eu tenho um gato [apresente às crianças o cartão com a imagem do gato]. O nome dele é Mimi. Um dia ele encontrou um [escolha outra imagem aleatoriamente e mostre-a para a turma] galo e conversaram sobre [selecione outro cartão]... E assim por diante. Sempre que outra imagem for escolhida, algo mais deverá ser acrescentado à história. Como as crianças são pequenas, você pode conduzir a brincadeira, sempre estimulando a participação de todas, seja nomeando as figuras apresentadas, seja imaginando a continuação da narrativa. A cada roda de história, as mesmas figuras podem ser usadas para um novo enredo. Essa brincadeira pode se repetir com frequência na rotina escolar, de modo que, aos poucos, as crianças se envolvam na produção de histórias orais. Isso possibilita o desenvolvimento da memória e da noção de sequência temporal, além de propiciar ao professor a aferição da capacidade de compreensão auditiva das crianças. 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E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O JO R G E Z A IB A 131 PÉ PEIXE LUA LÁPIS Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O JO R G E Z A IB A E D U A R D O B E LM IR O 132 PÃO PATO PIPA SAPATO Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. JO R G E Z A IB A D E S E N H O R A M A JO R G E Z A IB A JO R G E Z A IB A JO R G E Z A IB A 133 BULE BALA BAÚ BOLA Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. JO R G E Z A IB A 134 BOCA BOTA MENINA MENINO Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. JO R G E Z A IB A JO R G E Z A IB A S A U LO N U N E S M A R Q U E S 135 5. Produção de escrita emergente 5.1 Ficha para desenho e escrita do próprio nome Material: Ficha para desenho de autorretrato e escrita do próprio nome. Objetivos: Desenvolver a coordenação visomotora. Estimular a prática de escrita emergente com a produção de um autorretrato e a tentativa de escrita do próprio nome. Instruções: Imprima uma ficha para cada aluno. Reconhecer as letras que compõem seu nome e aprender a sequência de movimentos necessária para escrevê-lo são conquistas importantes para as crianças em processo de alfabetização. A atividade a seguir visa contextualizar o exercício da escrita do próprio nome. Previamente, providencie uma caixa de sapato ou outro tipo de caixa com tampa, forre-a com tecido ou papel colorido e coloque um espelho no fundo dela. Amarre-a com uma fita e faça um laço. Organize a turma em um semicírculo e mostre a caixa, dizendo que há nela um presente surpresa para as crianças. Então, passe a caixa de uma a uma e peça que abram a tampa só um pouquinho para espiar o que tem dentro, mas não revelem o que virem. A ideia é que as crianças se surpreendam ao ver seu reflexo no espelho. Depois que todas espiarem o conteúdo da caixa, converse com elas, pergunte o que acharam da surpresa. Na sequência, incentive-as a se descreverem fisicamente. Pergunte a respeito da altura, da cor do cabelo e dos olhos, do formato da boca, além de outras características. Em seguida, destaque que cada pessoa é única e diferente, e que é importante conviver com todas com respeito e carinho. Por fim, entregue às crianças as fichas de desenho e peça-lhes que desenhem a imagem que viram no espelho, ou seja, que façam um autorretrato. Depois, incentive-as a escrever o próprio nome no lugar indicado na folha, da maneira que souberem. É importante que a escrita do próprio nome seja solicitada em outras atividades ao longo do ano a fim de acompanhar o avanço da escrita emergente das crianças. Observação para crianças de 5 anos Para crianças de 5 anos, organize a turma em grupos menores, assim cada uma poderá participar mais ativamente na continuidade da história, repetidas vezes, com diferentes cartões. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 136 AUTORRETRATO: NOME: Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 137 5.2 Fichas para prática de traçados Material: Fichas para prática de traçados e escrita emergente. Objetivo: Desenvolver a coordenação motora fina, treinando a manipulação do lápis em atividades de traçados de grafismos de diferentes tipos e pintura. Instruções: Escolha uma das fichas sugeridas e imprima uma para cada criança. Aplique as demais sugestões em semanas diferentes a fim de acompanhar o avanço da turma. Entregue a ficha às crianças e mostre a sua para que elas acompanhem a explicação. Aponte a primeira figura e convide-as a dizer o nome dela em voz alta. Faça o mesmo com as demais figuras. Depois, peça que observem o início do tracejado e passem o dedo sobre ele, continuando o movimento até o lado oposto. Faça perguntas que as estimulem a prever o que deverá ser feito na atividade, por exemplo: Qual é o alimento preferido do cachorro? E do coelho? Vamos levar os animais até o alimento de que mais gostam? Por fim, ofereça-lhes lápis de cor e peça que cubram o tracejado e continuem fazendo o traçado até o lado oposto. Incentive a turma a pintar as figuras. Utilize as demais sugestões de traçados em diferentes dias ao longo do ano. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. IlL U S T R A Ç Õ E S : E D U A R D O B E LM IR O 138 Proposta 1 NOME: _____________________________ DATA: ___________ VAMOS AJUDAR CADA ANIMAL A CHEGAR ATÉ SEU ALIMENTO? Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O S IL V A N A R A N D O E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O 139 Proposta 2 NOME: _____________________________ DATA: ___________ AJUDE CADA BICHINHO A PERCORRER SEU CAMINHO. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. IL U S T R A Ç Õ E S : E D U A R D O B E LM IR O 140 Proposta 3 NOME: _____________________________ DATA: ___________ PARA UM LINDO JARDIM FLORESCER, É PRECISO REGAR AS FLORZINHAS. AJUDE AS GOTINHAS A CHEGAREM A CADA VASINHO: Conteúdocom licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 141 B) Materiais gráficos de numeracia para impressão 1. Para noções de quantidade e algarismo 1.1 Varal de numerais Material: 21 cartões, com números de 0 a 20 acompanhados de figuras representando as quantidades. Objetivos: Envolver os alunos na contagem e na identificação de números, relacionando-os às quantidades. Instruções: Imprima as folhas a seguir e recorte os cartões. Se possível, plastifique-os, para aumentar a durabilidade. Você pode usar os cartões de diversas maneiras e em diversos momentos. A temática destes cartões de números e quantidades é “brinquedos”. Sendo assim, convide as crianças para uma roda de conversa e pergunte a elas: Quais são os brinquedos preferidos de vocês? Com quem mais gostam de brincar? Onde gostam de brincar? Converse com elas sobre a importância de doar, para crianças que não têm, brinquedos com os quais não brincam mais. Em seguida, apresente os cartões aos alunos e incentive-os a nomear os números e contar as quantidades de brinquedos. Você pode também organizar os cartões em um varal na sala, a fim de que as crianças possam consultar a grafia dos números e associá-la às suas respectivas quantidades sempre que tiverem dúvidas. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. 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E D U A R D O B E LM IR O 144 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. A N D R É A G U IA R 145 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. S IL V A N A R A N D O 146 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. C A R O LI N A S A R T Ó R IO 147 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. C A R O LI N A S A R T Ó R IO 148 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. C A R O LI N A S A R T Ó R IO 149 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. S IL V A N A R A N D O 150 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. R E IN A LD O R O S A 151 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. R E IN A LD O R O S A 152 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O 153 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. R E IN A LD O R O S A 154 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. R E IN A LD O R O S A 155 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. S IL V A N A R A N D O 156 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um linkpara a licença. E D U A R D O B E LM IR O 157 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. C A R O LI N A S A R T Ó R IO 158 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O 159 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O 160 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. S IL V A N A R A N D O 161 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O 162 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O 163 1.2 Dominó dos números Material: 28 cartões de dominó. Objetivos: Envolver os alunos na contagem e na identificação de números, relacionando-os às quantidades. Levá-los a reconhecer e respeitar as regras do jogo, bem como saber esperar sua vez de jogar. Instruções: Imprima as folhas a seguir e recorte os cartões. Se possível, plastifique-os, para aumentar a durabilidade. Esta brincadeira pode ser repetida diversas vezes ao longo do ano. Prepare mais de um jogo, para que as crianças possam brincar em pequenos grupos de até 4 integrantes. Organize as crianças em pequenos grupos e convide-as a jogar dominó. A fim de sondar o conhecimento prévio que elas têm sobre o jogo, pergunte quem conhece e quem já brincou de dominó. Estimule aquelas que já conhecem o jogo a explicar suas regras. Retome a explicação com exemplos e possíveis combinações de peças e certifique-se de que a turma tenha compreendido a brincadeira. Depois, peça a cada grupo que espalhe suas peças com as faces voltadas para baixo e que cada jogador pegue sete peças. O primeiro jogador deve escolher uma de suas peças e colocá- -la sobre a mesa. O próximo jogador deve encontrar uma peça entre as suas para associar à peça posta na mesa. Se não tiver, deve pegar uma das peças de reserva (se houver sobra na distribuição). Então é a vez do próximo jogador, e assim por diante. Quem colocar todas as suas peças na mesa primeiro, será o vencedor. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 164 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O 165 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O 166 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 167 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O 168 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O 169 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O 170 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. C A R O LI N A S A R T Ó R IO C A R O LI N A S A R T Ó R IO E D U A R D O B E LM IR O 171 1.3 Quebra-cabeça de números e quantidades Material: 21 cartões com quebra-cabeças de duas peças contendo números e quantidades. Objetivos: Envolver os alunos na contagem e na identificação de números, relacionando-os às quantidades. Desenvolver a coordenação motora por meio da montagem de quebra-cabeças. Instruções: Imprima as folhas a seguir e recorte os cartões. Se possível, plastifique-os, para aumentar a durabilidade. Esta brincadeira pode ser repetida diversas vezes ao longo do ano. Prepare mais de um jogo, para que as crianças possam brincar em pequenos grupos. A temática deste jogo de números e quantidades é “frutas”. Sendo assim, convide as crianças para uma roda de conversa e pergunte a elas: Quais frutasvocês conhecem? Quais frutas mais gostam de comer? Converse com as crianças sobre a importância de ter uma alimentação saudável que inclua frutas. Então apresente o jogo: mostre uma a uma as frutas do quebra-cabeça, nomeie-as com os alunos e faça a contagem. Depois, busque o número correspondente a essa quantidade, nomeie-o com a ajuda deles e, por fim, encaixe as peças. Orientações adicionais: O jogo aqui apresentado pode ser aplicado com crianças da turma de 4 anos, porém utilize apenas até o número 9. Para aquelas da turma de 5 anos, utilize até o número 20 somente quando esses números tiverem sido introduzidos em aula. Observação para crianças de 4 anos Para crianças de 4 anos, inicie a brincadeira com menos peças, a fim de que encontrem os pares mais facilmente e sintam-se motivadas a seguir adiante no jogo. É necessário respeitar os números já estudados pela turma. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 172 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E V A N A M O S /W IK IP E D IA .O R G W A LL P A P E R F LA R E .C O M 173 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. P E T R K R A T O C H V IL /P U B LI C D O M A IN P IC T U R E S .N E T P IC S _P D /P IX N IO .C O M P X H E R E .C O M 174 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. C H A R LE S R O N D E A U /P U B LI C D O M A IN P IC T U R E S .N E T E V A N A M O S /W IK IM E D IA .O R G D O M IN IK A R O S E C LA Y /P E X E LS .C O M 175 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. C R É D IT O C R É D IT O C R É D IT O E V A N A M O S /W IK IP E D IA .O R G P X H E R E .C O M A N N A L A N G O V A /P U B LI C D O M A IN P IC T U R E S .N E T 176 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. P X H E R E .C O M P E T R K R A T O C H V IL /P U B LI C D O M A IN P IC T U R E S .N E T P X H E R E .C O M 177 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. D O M IN IK A R O S E C LA Y /P E X E LS .C O M P IC S _P D /P IX N IO .C O M C H A R LE S R O N D E A U /P U B LI C D O M A IN P IC T U R E S .N E T 178 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. A N N A L A N G O V A /P U B LI C D O M A IN P IC T U R E S .N E T P X H E R E .C O M E V A N A M O S /W IK IM E D IA .O R G 179 2. Para noções de soma, subtração e igualdade Material: Cartões com sinais de soma, subtração e igualdade; cartões com figuras diversas para contagem; cartões com algarismos de 0 a 9. Objetivos: Desenvolver o raciocínio lógico-matemático por meio de contagem, soma e subtração de quantidades. Instruções: Imprima as folhas a seguir e recorte os cartões. Se possível, plastifique-os para aumentar a durabilidade. Este jogo pode ser repetido diversas vezes ao longo do ano. Convide as crianças a sentar em um semicírculo no chão, mostre os cartões com figuras e proponha interações para que elas simulem somas ou subtrações. Coloque no centro do semicírculo, por exemplo, a figura de 4 pipas de um lado e 2 pipas do outro, depois pergunte: Eu tinha 4 pipas e ganhei mais 2. Com quantas pipas eu fiquei? Junte então as 6 pipas e estimule as crianças a descobrir a resposta. Caso as respostas não surjam espontaneamente, conte com elas e reforce: 4 mais 2 são 6. Repita essa brincadeira diversas vezes, utilizando também exemplos de subtração. A cada operação, mostre o resultado exibindo o cartão com o número correspondente. Utilize ainda exemplos concretos, envolvendo as crianças na atividade, por exemplo: dê 2 cartões com pipas a uma criança e mais 2 a outra, coloque-as lado a lado e pergunte: Se somarmos as pipas de Marcelo e de Júlia, quantas pipas teremos? Simule sempre situações em que as crianças possam participar. Depois desse momento, mostre os cartões com os sinais de mais, menos e igual, nomeando-os e fazendo novamente as operações anteriores, mas agora utilizando os sinais para construir as operações: coloque 4 cartões com pipas, o sinal de mais, depois 2 cartões com pipas e, por fim, o sinal de igual. Peça às crianças que efetuem a soma e coloquem o resultado após o sinal de igual, usando o cartão com o número correspondente. Observação para crianças de 4 anos Esta atividade pode ser aplicada às crianças de 4 e 5 anos, porém a condução da atividade com o grupo de 4 anos deve visar mais à contagem das figuras, já que o estímulo para efetuarem somas e subtrações deve partir de atividades concretas. A introdução dos cartões com os sinais de mais, menos e igual pode ser feita com os alunos de 5 anos. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 180 Cartões com sinais Cartões com algarismos Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devemser indicadas, além de um link para a licença. D A E D A E 181 Cartões com figuras para contagem Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. IL U S T R A Ç Õ E S : H É LI O S E N A T O R E 182 3. Materiais para avaliação formativa 3.1 Identificando números e quantidades de 1 a 20 Material: Fichas de avaliação formativa. Objetivos: Desenvolver o raciocínio lógico-matemático por meio da contagem de diferentes quantidades e da associação delas aos respectivos números. Treino de coordenação motora durante a pintura de diferentes figuras. Instruções: Imprima uma ficha avaliativa para cada aluno. Aplique avaliações formativas como esta ao longo do ano letivo, a fim de acompanhar o avanço dos alunos. Distribua as fichas aos alunos e apresente a sua. Convide-os a fazerem a contagem dos bichinhos em cada quadro e a pintarem o quadradinho que indica o número de bichinhos contados. Ao final, se desejarem, eles também podem pintar os bichinhos. Se preferir, você pode recortar as fichas e trabalhar com a identificação de um número por dia, sempre procurando oferecer um conjunto de outras atividades relacionadas, por exemplo: cobrir o número com tinta, com cola e areia, com barbante etc., além de proporcionar diversos momentos com atividades práticas de contagem: contagem de livros, de brinquedos, de lápis no estojo etc. Observação para crianças de 4 anos Esta atividade pode ser aplicada às crianças de 4 e 5 anos, porém a forma de avaliar deve ser diferente em cada etapa, já que é possível, por exemplo, que a turma de 5 anos faça-a com mais desenvoltura e independência do que a de 4 anos. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 183 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. É R IK M A LA G R IN O E D U A R D O B E LM IR O , É R IK M A LA G R IN O 184 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. É R IK M A LA G R IN O E D U A R D O B E LM IR O 185 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O E D U A R D O B E LM IR O 186 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. JA N E T E , É R IK M A LA G R IN O , C A R O LI N A S A R T Ó R IO E D U A R D O B E LM IR O , C A R O LI N A S A R T Ó R IO 187 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O , C A R O LI N A S A R T Ó R IO E D U A R D O B E LM IR O 188 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O , É R IK M A LA G R IN O , C A R O LI N A S A R T Ó R IO , J A N E T E E D U A R D O B E LM IR O , É R IK M A LA G R IN O , C A R O LI N A S A R T Ó R IO , J A N E T E 189 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O , É R IK M A LA G R IN O , C A R O LI N A S A R T Ó R IO , J A N E T E E D U A R D O B E LM IR O , É R IK M A LA G R IN O , C A R O LI N A S A R T Ó R IO , J A N E T E 190 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. 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E D U A R D O B E LM IR O , É R IK M A LA G R IN O , C A R O LI N A S A R T Ó R IO , J A N E T E E D U A R D O B E LM IR O , É R IK M A LA G R IN O , C A R O LI N A S A R T Ó R IO , J A N E T E 192 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O , É R IK M A LA G R IN O , C A R O LI N A S A R T Ó R IO , J A N E T E E D U A R D O B E LM IR O , É R IK M A LA G R IN O , C A R O LI N A S A R T Ó R IO , J A N E T E 193 4. Para noções de quantidades e grandezas matemáticas 4.1 Quantidades e grandezas Material: Cartões ilustrados para desenvolvimento de noções de quantidades egrandezas matemáticas. Objetivos: Identificar e comparar quantidades e diferentes grandezas matemáticas. Instruções: Imprima as folhas a seguir e recorte os cartões. Se possível, plastifique-os para aumentar a durabilidade. Convide as crianças para sentar em círculo. Mostre as figuras uma a uma e estimule-as a nomear o que veem e a fazer comparações, por exemplo: muito/pouco/nenhum, alto/baixo, cheio/vazio etc. Incentive-as a fazer outras comparações desse tipo com objetos da sala ou com as próprias crianças, por exemplo: Qual desses estojos está cheio? E qual está vazio? Quem tem o cabelo mais comprido: o André ou o Daniel? Esta atividade pode ser repetida diversas vezes ao longo do ano, conforme as crianças forem estudando tais conceitos matemáticos. Observação para crianças de 5 anos Para as crianças de 5 anos, convide-as a procurar, na sala, objetos que possam ser comparados e classificados de forma concreta em grosso/fino, cheio/vazio, muito/pouco etc. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 194 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. IL U S T R A Ç Õ E S : J O Ã O P . M A Z O C C O 195 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. H É LI O S E N A T O R E IL U S T R A C A R T O O N H É LI O S E N A T O R E 196 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. D A N IL LO S O U Z A LU C IA N O S O A R E S D A N IL LO S O U Z A H E N R IQ U E B R U M 197 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O E S T Ú D IO K IW I C LÁ U D IA M A R IA N N O E S T Ú D IO K IW I 198 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. C A R O LI N A S A R T Ó R IO E D U A R D O B E LM IR O C A R O LI N A S A R T Ó R IO 199 5. Para noções de localização, posicionamento, espacialidade e direcionalidade 5.1 Onde estão todos? Material: 10 cartões ilustrados para desenvolvimento de noções matemáticas. Objetivos: Desenvolver noções de localização, posicionamento e espacialidade, identificando e verbalizando conceitos como: em cima, embaixo, fora, dentro, atrás, entre, à frente, ao lado, longe e perto. Instruções: Imprima as folhas a seguir e recorte os cartões. Se possível, plastifique-os para aumentar a durabilidade. Convide as crianças a sentar em círculo. Inicie uma conversa com elas sobre os animais de estimação e pergunte: Quem tem um animal de estimação? Que animal é? Que cuidados precisamos ter com os pets? Vocês sabiam que gatos são curiosos e adoram caixas? Mostre às crianças as figuras, uma a uma, e estimule-as a nomear o que veem. Faça perguntas como: Onde está o gato? Ele está na frente ou atrás do novelo de lã? Ele está na frente ou atrás da moita? É possível que as crianças deem respostas diversas, mas auxilie-as na percepção do conceito e, ao fim, formule uma frase descritiva, como: O gatinho está embaixo do banco; o gatinho está em cima da almofada etc. Esta atividade pode ser repetida diversas vezes ao longo do ano, conforme as crianças forem estudando tais conceitos matemáticos. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 200 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. IL U S T R A Ç Õ E S : L U IZ L E N T IN I 201 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. JA N E T E T R IN D A D E S IL V A N A R A N D O JA N E T E T R IN D A D E S IL V A N A R A N D O 202 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. IL U S T R A Ç Õ E S : C A M IL A S A M P A IO 203 5.2 De que lado estou? Para que lado vou? Material: 6 cartões ilustrados para desenvolvimento de noções matemáticas. Objetivos: Desenvolver noções de localização e direcionalidade, identificando e verbalizando conceitos como direita e esquerda. Instruções: Imprima as folhas a seguir e recorte os cartões. Se possível, plastifique-os para aumentar a durabilidade. Convide as crianças para uma brincadeira na quadra ou no pátio da escola. Peça que fiquem de pé, uma ao lado da outra em cima de uma das linhas da quadra. Posicione-se à frente delas, mas virado na mesma direção que elas, ou seja, você ficará de costas para a turma. Mostre então sua mão direita e depois a esquerda; mostre também o pé esquerdo e o pé direito. Incentive-as a fazer o mesmo junto com você. Em seguida, proponha a brincadeira “Seu mestre mandou”. Comece sendo o mestre e, quando você levantar o braço direito, todas terão que levantar; quando erguer o pé esquerdo, todas deverão erguer também. Outra proposta para trabalhar a direcionalidade é organizar as crianças em duplas, pedir que uma fique de frente para a outra e se cumprimentem com a mão direita, depois com a mão esquerda;que encostem a mão direita no pé esquerdo do colega etc. Após a realização das brincadeiras, ao retornarem à sala, convide as crianças a sentar em círculo e mostre a elas os cartões, um a um, ajudando-as a interpretá-los. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 204 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. IL U S T R A Ç Õ E S : S IL V A N A R A N D O 205 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. C A R O LI N A S A R T Ó R IO C A M IL A S A M P A IO 206 6. Para noções de tempo 6.1 O dia e a noite Material: 10 cartões ilustrados para desenvolvimento de noções matemáticas. Objetivos: Desenvolver as noções de temporalidade na criança, de modo que identifique o dia e a noite, bem como as atividades que costumam ser realizadas durante o dia e durante a noite. Instruções: Imprima as folhas a seguir e recorte os cartões. Se possível, plastifique-os para aumentar a durabilidade. Tendo em vista que o desenvolvimento da percepção da noção de tempo em crianças pequenas deve estar relacionado à rotina, a atividade prevê a apresentação de cartões com imagens que estimulem uma conversa sobre os hábitos cotidianos da criança como hora de acordar, hora de comer, hora de brincar, hora de dormir. Convide as crianças para uma roda de conversa e apresente o tema, dizendo que hoje vocês irão falar sobre a rotina. Mostre, então, os cartões com as imagens, um a um, estimulando-as a identificar as cenas e a conversar sobre suas rotinas. Mostre, por exemplo, o cartão do dia e pergunte: O que vocês veem nesta figura? É de dia ou de noite? O que podemos fazer durante o dia? Mostre a figura da noite e diga: O que fazemos à noite? Apresente os demais cartões e siga com esse mesmo tipo de interpretação. Incentive as crianças a falar sobre suas rotinas. Observação para crianças de 5 anos Para as crianças de 5 anos, distribua os cartões e peça que, em pequenos grupos, separem as atividades do dia ou da noite. Outra proposta interessante é montar, com a ajuda delas, uma lista de atividades noturnas ou diurnas. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 207 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. S A U LO N U N E S M A R Q U E S C A M IL A S A M P A IO S A U LO N U N E S M A R Q U E S C A M IL A S A M P A IO 208 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E S T Ú D IO M IL S A U LO N U N E S M A R Q U E S S A U LO N U N E S M A R Q U E S S A U LO N U N E S M A R Q U E S 209 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. S A U LO N U N E S M A R Q U E S D E S E N H O R A M A 210 6.2 Calendário adaptativo para organização da rotina e do desenvolvimento da noção de temporalidade Material: cartões com o nome dos meses do ano e dos dias da semana; cartões com os anos de 2022 a 2027; cartões com os números de 1 a 31; cartões com imagens para representar o tempo (nublado, ensolarado e chuvoso); cartões para organização da rotina escolar; fichas dos aniversariantes do mês; papel kraft, cartolina ou papel A3; tachinhas (para afixar o cartaz no mural). Objetivos: Desenvolver a noção de temporalidade nas crianças, de modo que possam identificar conceitos como dia da semana, mês, ano; passado, presente, futuro; ontem, hoje, amanhã. Organizar a rotina na escola com base nas noções anteriores. Instruções: Imprima as folhas a seguir e recorte os cartões. Se possível, plastifique-os para aumentar a durabilidade. Tendo em vista que o desenvolvimento da percepção da noção de tempo em crianças pequenas deve estar relacionado ao cotidiano, a atividade prevê a organização de um calendário adaptativo, que poderá ser usado diariamente em sala para organizar a rotina escolar das crianças e ajudá-las a perceber a passagem do tempo. 1. Antecipadamente, divida a cartolina em 4 partes da seguinte forma: 2. Depois, afixe a cartolina no mural da sala e use os cartões desse kit para montá-la. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. D A E 211 3. No topo da cartolina, cole o cartão com a pergunta: QUE DIA É HOJE? Abaixo, coloque os cartões com o dia, o mês, o ano e o dia da semana da data em que está sendo feita a atividade. Use as tachinhas para fixá-los, já que serão atualizados diariamente. 4. Na primeira coluna, cole o cartão com a pergunta: COMO ESTÁ O TEMPO HOJE? Afixe nessa coluna, usando as tachinhas, o cartão correspondente ao tempo que faz no dia de hoje: nublado, ensolarado ou chuvoso. 5. Na segunda coluna, cole o cartão com a frase: ANIVERSARIANTES DO MÊS. Afixe nessa coluna, usando as tachinhas, a foto de todos os alunos que fazem aniversário neste mês. 6. Na terceira coluna, cole o cartão com a frase: ROTINA DO DIA. Afixe nessa coluna, usando as tachinhas, os cartões representativos de todas as atividades previstas para o dia de hoje. Depois de pronto, o cartaz ficará semelhante a este modelo: Diariamente, após a acolhida das crianças, faça a montagem deste calendário com a ajuda delas. Faça perguntas como: Que dia é hoje? Em que mês estamos? Como está o tempo hoje: ensolarado, nublado ou chuvoso? E ontem, como estava? Quem são os aniversariantes do mês? Há aniversariantes hoje? Quem adivinha o que teremos na rotina do dia de hoje? Enquanto faz perguntas, aproveite para trabalhar com as noções de presente,passado e futuro, conversando sobre o que fizeram no dia anterior, o que farão no dia seguinte, e também com sequência numérica de 1 a 31. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. D A E 212 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. D A E D A E 213 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. D A E D A E 214 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. D A E D A E 215 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. IL U S T R A Ç Õ E S : J O Ã O P . M A Z O C C O 216 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. JO Ã O P . M A Z O C C O 217 Cartões para organização da rotina Estas são apenas sugestões; você pode criar outras fichas de rotina de acordo com a organização de seu planejamento pedagógico. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. IL U S T R A Ç Õ E S : L U IZ S A N S O N E 218 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. IL U S T R A Ç Õ E S : L U IZ S A N S O N E 219 7. Para noções de peso e volume 7.1 Jogo da adivinha Material: 10 cartões ilustrados para desenvolvimento de noções matemáticas. Objetivos: Desenvolver as noções de peso* e volume de forma lúdica, por meio de uma brincadeira de adivinha. Instruções: Imprima as folhas a seguir e recorte os cartões. Se possível, plastifique-os para aumentar a durabilidade. O desenvolvimento da percepção de peso e de volume pode ocorrer em diversos momentos na rotina da turma, durante conversas, leituras e brincadeiras. Esta atividade, porém, visa levar as crianças a refletir sobre o peso e o volume de objetos, alimentos e animais de forma lúdica. Convide-as para uma brincadeira de adivinha e apresente os pares de cartões, fazendo sempre perguntas como estas: O que pesa mais: um elefante ou um barbante? O que pesa menos: um cotonete ou uma patinete? A ideia é que as crianças se divirtam com as rimas e desenvolvam a noção de peso. Você pode perguntar também sobre o volume: O que ocupa mais espaço, um elefante ou um barbante? Observação para crianças de 5 anos Para as crianças de 5 anos, proponha que criem as próprias adivinhas sobre o que é mais leve, mais pesado e o que ocupa mais ou menos espaço. Esta atividade pode ser feita de forma concreta, com objetos da sala, ou com o recorte de figuras de jornais e revistas. _____________________ * A palavra peso é empregada aqui no lugar de massa por ser de uso comum, uma vez que peso, na realidade, está relacionado à força da gravidade (peso = massa × força da gravidade). Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 220 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. M A R C O C O R T E Z B R A M B IL LA M A R C O C O R T E Z F R A N C IS O R T O LA N 221 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. B R A M B IL LA H É LI O S E N A T O R E S A U LO N U N E S M A R Q U E S M A R C O S M A C H A D O 222 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. E D U A R D O B E LM IR O M A R C O C O R T E Z 223 8. Para noções de forma geométricas elementares 8.1 Jogo da memória de formas geométricas Material: 16 cartões para o jogo da memória de formas geométricas. Objetivos: Identificar e nomear as formas geométricas elementares. Instruções: Imprima as folhas a seguir e recorte os cartões. Se possível, plastifique-os para aumentar a durabilidade. Apresente os cartões com as formas geométricas aos alunos e pergunte: Que forma é essa? Alguém sabe o nome dela? Vamos contar quantos lados ela tem? Pegue o cartão com o quadrado, passe seu dedo sobre o contorno dele e conte os lados, apontando cada um. Em seguida, pegue o triângulo e convide as crianças a contar os lados dele juntas em voz alta. Formule frases com os dados que levantaram e peça que repitam: O triângulo tem 3 lados. Repita o procedimento com as outras formas geométricas. Depois, incentive as crianças a encontrar objetos na sala que tenham formato semelhante às formas geométricas estudadas. Depois dessa exploração inicial, convide-as a brincar com o “jogo damemória”. Assim, elas poderão assimilar de maneira lúdica esse conhecimento. Se a turma for numerosa, organize-a em pequenos grupos e ofereça um jogo a cada grupo. Observação para crianças de 5 anos Para as crianças de 5 anos, incentive-as a comparar as formas geométricas, dizendo qual delas tem mais lados, qual tem mais pontas (ângulos), qual delas têm superfícies retas ou curvas etc. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 224 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. D A E D A E 225 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. D A E D A E 226 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. D A E D A E 227 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. D A E D A E 228 8.2 Sequenciação com formas geométricas Material: Cartões com formas geométricas avulsas e cartões-modelo com sequências de formas geométricas. Objetivos: Identificar e nomear as formas geométricas elementares. Desenvolver o raciocínio por meio de atividades de sequência lógica. Instruções: Imprima as folhas a seguir e recorte os cartões. Se possível, plastifique-os para aumentar a durabilidade. O ideal é oferecer um kit de material para cada criança. Não havendo essa possibilidade, reúna-as em grupos. Convide as crianças para uma brincadeira de sequenciar formas geométricas. Comece verificando o conhecimento prévio delas por meio de perguntas como: Que forma é essa? Alguém sabe o nome dela? Vamos contar quantos lados ela tem? Pegue o cartão com o quadrado, passe seu dedo sobre o contorno dele e conte os lados, apontando cada um. Em seguida, pegue o cartão com o círculo e ajude-as a perceber que ele não tem lados como o quadrado. Incentive-as a nomear também as cores das formas geométricas: O retângulo é amarelo. O triângulo é vermelho. Em seguida, entregue os kits para as crianças. Explique-lhes que devem observar o cartão- -modelo, o que contém uma sequência de formas geométricas, e encontrar essas mesmas formas nos cartões com formas avulsas. Peça que se atentem não somente às formas, mas também às cores delas. Por fim, oriente-as para que posicionem cada forma na mesma sequência em que aparecem no cartão-modelo. Enquanto elas estiverem fazendo a atividade, circule pela sala ajudando as crianças que apresentarem dificuldades. Observação para crianças de 5 anos Para as crianças de 5 anos, incentive-as a organizar as próprias sequências lógicas e convidar um colega para montá-las. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 229 Cartões-modelo com sequências de formas geométricas Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. D A E 230 Cartões com formas geométricas avulsas Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. D A E 231 9. Para noções de raciocínio lógico e raciocínio matemático 9.1 Atividade de sequência lógica: O que aconteceu primeiro? Material: 20 cartões ilustrados para trabalho com sequência lógica de fatos. Objetivo: Desenvolver o raciocínio lógico por meio de atividades de sequenciação de fatos em ordem cronológica. Instruções: Imprima as folhas a seguir e recorte os cartões. Se possível, plastifique-os para aumentar a durabilidade. Esta proposta de atividade de sequenciação pode e deve ir além dos cartões de imagens sugeridos, uma vez que as crianças de 4 e 5 anos precisam vivenciar concretamente experiências desse tipo. De modo geral, os cartões podem ser apresentados a elas em rodas de conversas temáticas, para que sejam estimuladas a pensar nas sequências. Os cartões podem também ser embaralhados e oferecidos às crianças para serem sequenciados por elas. Apresente-lhes, por exemplo, os cartões com as etapas de preparação do pão e estimule-as a pensar em qual é a sequência correta para o preparo de um pão. Faça perguntas como: Do que precisamos para fazer uma receita? O que fazemos com os ingredientes? Quando o pão sai do forno, ele tem a mesma aparência de quando entrou nele? Você pode também convidar as crianças para uma atividade de culinária. Leia em voz alta a receita e deixe-as ajudar no preparo do pão. Depois da degustação, peça que ordenem os cartões na sequência de ações necessárias para a preparação do pão. Já a sequência de cartões que mostra a germinação de uma planta pode ser experimentada de forma prática por meio da plantação de um feijão. Convide as crianças a plantar um feijãozinho e acompanhar seu crescimento. A cada etapa, peça que façam desenhos para registrar a mudança observada. Por fim, solicite que ordenem os cartões na sequência do crescimento da plantinha. Observação para crianças de 5 anos Para as crianças de 5 anos, acrescente à atividade os cartões com o ciclo de vida dos seres vivos. Escolha as sequências de acordo com as experiências das crianças e o nível de maturidade delas. Você pode propor também o estudo do meio ambiente em alguma parte arborizada da escola ou que tenha um jardim. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 232 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuiçãoem qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. IL U S T R A Ç Õ E S : H E N R IQ U E B R U M 233 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. IL U S T R A Ç Õ E S : E D U A R D O B E LM IR O 234 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. IL U S T R A Ç Õ E S : I LU S T R A C A R T O O N 235 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. IL U S T R A Ç Õ E S : C O N E X Ã O 236 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. IL U S T R A Ç Õ E S : B R U N A IS H IH A R A 237 9.2 Adivinhe o bicho – Quebra-cabeças de raciocínio lógico Material: 10 cartões ilustrados com quebra-cabeças de animais. Objetivos: Desenvolver o raciocínio lógico por meio da montagem de quebra-cabeças. Desenvolver a percepção auditiva e visual das crianças. Instruções: Imprima as folhas a seguir e recorte os cartões. Se possível, plastifique-os para aumentar a durabilidade. Inicie a atividade com uma roda de conversa sobre os animais, resgatando o que as crianças sabem a respeito deles. Depois, convide-as para brincar de “adivinhe o bicho”. Mostre o cartão com uma parte de um dos animais do quebra-cabeça e pergunte: De que bicho vocês acham que é essa pata? Quem é o dono desse rabo? Deixe que as crianças levantem diferentes hipóteses. Em seguida, convide-as a montar os quebra-cabeças e descobrir de que bicho é cada parte envolvida nas questões. Observação para crianças de 5 anos Para as crianças de 5 anos, você pode propor também que pesquisem, em livros ou na internet, os animais que encontraram e montem um cartaz com fotos e informações sobre eles. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 238 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. C A P R I2 3A U T O /P IX A B A Y .C O M D IG IT A L D E S IG N E R /P E X E LS .C O M 239 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. D IG IT A LD E S IG N E R /P IX A B A Y .C O M P E T R K R A T O C H V IL /P U B LI C D O M A IN P IC T U R E S .N E T 240 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. R A E LY N 20 3/ P IX A B A Y .C O M K A R E N A R N O L/ P U B LI C D O M A IN P IC T U R E S .N E T 241 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. T O N Y 24 19 69 /P IX A B A Y .C O M G E O R G E H O D A N /P U B LI C D O M A IN P IC T U R E S .N E T 242 Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. B O N E F A /( P IX A B A Y .C O M H O LG E R G R Y B S C H /P IX A B A Y .C O M C IR C U IT O F O R A D O E IX O /F LI C K R .C O M 243 Materiais lúdicos Bloco 1. Elementos da cultura e do folclore nacional Elemento 1. Festas, danças e ritmos A identidade dos povos ao redor do mundo é construída por tradições, celebrações e interpretações da realidade. As festas tradicionais e demais manifestações culturais caracterizam-se como saberes intrínsecos à comunidade a que pertencem e são repassadas de geração a geração. Nas festas, nas danças e nos ritmos tradicionais da cultura brasileira há uma diversidade de manifestações e representações que carregam em si a mistura das diferentes etnias do país. As manifestações culturais do local onde a criança se desenvolve desde o nascimento são muito importantes para sua formação integral, uma vez que são educadoras por trabalharem e auxiliarem no desenvolvimento das capacidades motriz, cognitiva, de socialização e afetiva. O samba O samba nasceu, assim como o Brasil, de uma mistura de elementos oriundos de diferentes lugares do mundo. Atualmente, o samba é mundialmente conhecido como um ritmo brasileiro e um dos mais representativos da cultura do país. O samba é tocado com instrumentos de percussão como tamborim, tantã, surdo, repique, agogô, chocalho, pandeiro, reco-reco, entre outros, acompanhados de instrumentos de corda, como violão e cavaquinho, e de sopro como o apito. Os sambistas cantam e compõem as letras. Samba de roda, 2012. Entre os tipos de samba mais conhecidos estão: samba de raiz, o estilo mais antigo e tradicional; samba de roda, mais popular no Nordeste, em que os músicos se unem em roda ou semicírculo enquanto os sambistas dançam; samba-enredo, criado no Rio de Janeiro para acompanhar o Carnaval, geralmente aborda temas sociais e culturais que definem a cenografia do desfile de uma escola de samba; samba de partido-alto, conhecido por retratar a realidade de quem mora nos morros e em comunidades, geralmente é a escolha deritmo dos grandes mestres de samba do Brasil; samba de gafieira, mais usado em danças de salão, criado nos anos 1940. Propostas de atividades com crianças de 4 anos a 5 anos e 11 meses Proposta 1 Quando trabalhamos música com as crianças, é interessante propiciar momentos prazerosos com a dança e a melodia. Providencie um reprodutor de áudio para tocar sambas e cantigas. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 244 Estimule-as a cantar, dançar, bater as mãos e os pés acompanhando o ritmo etc. Uma sugestão de cantiga para usar durante esta atividade é Samba lelê. Samba lelê Samba lelê tá doente, Tá com a cabeça quebrada. Samba lelê precisava É de umas boas palmadas. Samba, samba, samba, oh lelê, Samba, samba, samba, oh lalá, Samba, samba, samba, oh lelê, Pisa na barra da saia. Cantiga. Inicie uma roda de conversa e estimule as crianças a compartilhar seus conhecimentos prévios sobre o assunto samba, explore esse tema e as vivências ligadas a ele. É provável que elas já conheçam o ritmo e alguns instrumentos típicos desse gênero musical. As interações dessa proposta ajudam no desenvolvimento do vocabulário e da compreensão oral de textos, componentes essenciais da literacia, além de contemplar o objetivo EI03CG03 da BNCC. Se possível, providencie alguns instrumentos musicais usados no samba, traga-os para a sala e dê oportunidade às crianças de explorar os sons de cada um. Verifique se há na comunidade escolar alguém que saiba tocar esses instrumentos para promover um momento de apreciação musical. Esta atividade contempla os objetivos EI03EO03 e EI03TS01. Proposta 2 Proponha às crianças uma oficina de construção de instrumentos musicais usados no samba. Esta atividade promove o desenvolvimento de habilidades manuais, da percepção musical e contempla os objetivos EI03CG05 e EI03TS01 da BNCC. Além disso, a construção de instrumentos musicais usando materiais recicláveis estimula a consciência ambiental. Depois de prontos, incentive-as a inventar sambas com os instrumentos construídos ou reproduza sambas de grandes artistas brasileiros, como Beth Carvalho e Cartola, para as crianças acompanharem tocando os tambores e chocalhos. Instrumentos para construir com as crianças 1. Tambor Material: • um pote de sorvete com tampa; • fita de cetim ou barbante; • furador; • palito de churrasco; • argila ou massa de modelar. Como fazer Separe um pedaço de fita grande o suficiente para passar em volta do pescoço da criança, até a altura da barriga. Depois, fure as laterais do pote de sorvete e passe a fita nos furos, amarrando cada uma das pontas. Utilize um palito de churrasco com as pontas cortadas para fazer a baqueta. Para que a baqueta produza um som mais alto, cole pequenas bolas de argila ou massa de modelar em suas pontas. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 245 2. Chocalho Material: • uma garrafa PET pequena com tampa; • sementes ou grãos; • cola colorida; • guache; • fita adesiva colorida; • cola glitter etc. Como fazer Coloque as sementes ou os grãos dentro da garrafa PET e tampe-a. Depois, disponibilize materiais artísticos para as crianças enfeitarem o instrumento. Chocalho de garrafa. Para explorar MUSEU DO SAMBA. Disponível em: www.museudosamba.org.br. Acesso em: 10 jun. 2020. Localizado no Rio de Janeiro, dentro do Centro Cultural Cartola, é um espaço para valorizar a história do samba e conta com mais de 45 mil itens no acervo como pinturas, fotografias, livros, estandartes, entre outros. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. P A U LA K R A N Z 246 Elemento 2. Brincadeiras tradicionais O direito de brincar é reconhecido internacionalmente desde 1959, como consta na Declaração Universal dos Direitos da Criança, e a brincadeira é essencial para o desenvolvimento da criança. O brincar é tão constituinte à criança como o trabalho é aos adultos. Por meio das brincadeiras, a criança experimenta o mundo em sua complexidade, desenvolve a linguagem oral, articula vivências, cria possibilidades e explora hipóteses. Ao se expressar dessa forma, utiliza-se da brincadeira como ferramenta para explorar e manifestar emoções. As brincadeiras tradicionais ou folclóricas, tão carregadas de história e sabedoria popular, são muito usadas na educação infantil, pois trabalham a cognição, a coordenação motora, exploram a criatividade e a concentração e desenvolvem a interação social entre crianças. Tais brincadeiras se perpetuam de geração em geração e remontam a origens tão antigas que não é possível identificar seus inventores. Fato é que, por mais que sofram alterações com o decorrer do tempo e de acordo com a região, são garantia de um momento lúdico e ao mesmo tempo educativo. O jogo conhecido como “cademia” no Rio de Janeiro e “cancão” no Maranhão, por exemplo, é chamado de “macaca” na Bahia e no Pará, “maré” em Minas Gerais, “sapata” no Rio Grande do Sul e é conhecido por “amarelinha” em São Paulo. Os jogos e brinquedos tradicionais carregam herança dos povos constituintes de nosso país; assim, diversas brincadeiras têm origem nas culturas africana, indígena e europeia, como o “bilboquê”, o “pião” e a “peteca”, de origem indígena; as brincadeiras de “pular elástico” e “corda” são de procedência africana, e muitas cantigas de roda são europeias. Banco de brincadeiras tradicionais da cultura nacional Sugerimos a seguir três brincadeiras bem conhecidas em nosso país, para que sejam exploradas com as crianças. Se preferir, faça uma votação para a turma escolher uma brincadeira ou crie um planejamento para que todas sejam contempladas ao longo de determinado período. 1. Mamãe galinha Participantes: 5 ou mais. Como brincar Uma criança representará a raposa e outra representará a galinha, a serem escolhidas pela turma. As outras crianças representarão os pintinhos, que devem espalhar-se no ambiente, bem longe da galinha. O objetivo dos pintinhos é escapar da raposa. A brincadeira se inicia com a galinha chamando os pintinhos e a resposta deles ao chamado, com o seguinte diálogo: Galinha: — Meus pintinhos, venham cá! Pintinhos: — Temos medo da raposa! Galinha: — A raposa não faz mal! Pintinhos: — Faz sim! Galinha: — Vocês querem feijoada? Pintinhos: — Não! Galinha: — Vocês querem sorvete? Pintinhos: — Não! Galinha: — Vocês querem milho? Pintinhos: — Sim! Mamãe galinha. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. P A U LA K R A N Z 247 Ao dizer SIM!, os pintinhos correm em direção à galinha, fugindo da perseguição da raposa, que corre atrás deles, tentando capturá-los. A cada pintinho capturado, recomeça a brincadeira, até araposa capturar todos os pintinhos. Para despertar o interesse das crianças, comente que a raposa quer afastar os pintinhos da galinha a fim de devorá-los, por isso, para se salvarem, eles devem fugir dela. Incentive-as a refletir sobre o motivo de os pintinhos aceitarem apenas o milho como alimento na brincadeira. Explique, então, que esse é seu principal alimento. Incentive-as a imitar os animais que representam. 2. Jogo dos palitinhos Participantes: grupos de até 4. Como brincar Organize as crianças em círculo. Dê três palitos pequenos a cada uma. Elas devem esconder as mãos e, sem que os outros percebam, selecionar os palitos com quais vai jogar – um, dois, três ou nenhum –, segurando- -os em uma das mãos e guardando o restante na outra. Em seguida, todas colocam à frente a mão fechada com os palitos com os quais vão jogar. Em seguida, cada uma diz um palpite para a soma do número de palitos que acredita haver Jogo dos palitinhos. nas mãos de todos os participantes. Depois que todas do círculo tiverem dado seu palpite, abrem as mãos para mostrar o número de palitos que escolheram e contabilizam o total. As crianças que acertarem o valor da soma deixam de fora um dos três palitos com que iniciaram a brincadeira e seguem jogando com apenas dois. As rodadas continuam até que uma das crianças fique sem palitos, e ela será a vencedora do jogo. Essa brincadeira, também conhecida como “pauzinhos”, desenvolve o conhecimento numérico das crianças. Para que a soma não fique difícil para esta faixa etária, trabalhe com grupos de, no máximo, quatro crianças. 3. Amarelinha Participantes: 2 ou mais. Como brincar Copie no chão o modelo de amarelinha (ver imagem), dividindo-a em 11 casas. Numere-as de 1 a 10 e, na última, escreva a palavra CÉU. As crianças devem decidir quem inicia a brincadeira e a ordem de participação das demais. Ao começar, a primeira criança posicionada do lado Amarelinha. de fora da amarelinha joga uma pedrinha na casa número 1 e pula direto para a casa número 2. Depois, pulando numa perna só, percorre as demais casas (de 3 a 10), até chegar ao CÉU, onde pode pisar com ambos os pés. Então, ainda pulando numa perna só, faz o caminho de volta até a casa 2, abaixa-se, recolhe a pedrinha da casa 1 e salta para fora da amarelinha. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. FA B IA N A F A IA LL O M A R C O S M A C H A D O 248 Se a criança fizer o percurso corretamente, segue jogando: repete o procedimento com a casa número 2, e assim por diante. Se não conseguir finalizar o percurso sem erro, passa a vez ao próximo colega. Ganha quem concluir todo o percurso primeiro. Algumas regras desta brincadeira: não jogar a pedrinha fora da amarelinha ou sobre as linhas; não pisar nas linhas, na casa em que a pedrinha estiver ou com os dois pés nas casas, exceto na casa CÉU; por fim, não errar a sequência da amarelinha durante a ida e a volta. Propostas de atividades com crianças de 4 anos a 5 anos e 11 meses Proposta 1 Depois de selecionar uma das brincadeiras sugeridas no Banco de brincadeiras tradicionais, encoraje as crianças a formar equipes, caso a brincadeira seja em grupo. Se observar que algum grupo destoa dos demais, faça intervenções pontuais e desafie-as a negociar e pensar em uma organização mais igualitária. Se surgir algum conflito, ajude as crianças a solucioná-lo, sempre usando estratégias pautadas no respeito mútuo. Observe, durante as brincadeiras, se o nível de dificuldade está adequado a todas as crianças e avalie se há necessidade de diminuir ou elevar o grau de complexidade das tarefas. As propostas das brincadeiras do Banco de brincadeiras tradicionais visam ao trabalho com espacialidade, posicionamento, quantidades, algarismos, soma, espacialidade e raciocínio lógico, conhecimentos importantes de numeracia da PNA (Política Nacional de Alfabetização). Proposta 2 Proponha uma roda de conversa e investigue quais são as brincadeiras ou jogos de que as crianças mais gostam e por quê. Incentive-as a falar o que já sabem sobre as brincadeiras que os colegas citaram, valorize seus conhecimentos prévios e encoraje-as a compartilhar com a turma o modo de brincar a que estão habituadas. Verifique se conhecem as regras de cada brincadeira ou jogo e compreendem a importância de segui-las. Sugira que decidam juntas quais brincadeiras ou jogos podem ser feitos em sala. Se julgar interessante, crie uma tabela com as crianças para planejar as brincadeiras da semana. Escreva-a na lousa ou crie um cartaz com os dias da semana e uma lista das brincadeiras. Incentive-as a participar desse momento, levantando hipóteses sobre a escrita dos nomes das brincadeiras e dos jogos. Essa proposta desenvolve os objetivos EI03EO04 e EI03EO06 da BNCC, além de promover a produção de escrita emergente e o desenvolvimento do vocabulário, componentes importantes de literacia da PNA. Para explorar TERRITÓRIO DO BRINCAR. Disponível em: https://territoriodobrincar.com.br/. Acesso em: 15 jun. 2020. Projeto coordenado pela educadora e documentarista Renata Meirelles, que visitou comunidades rurais, indígenas, quilombolas, grandes metrópoles, sertão e litoral. Revela o país por meio de brincadeiras infantis. PROJETO INFÂNCIAS. Disponível em: https://projetoinfancias.com.br/site/. Acesso em: 15 jun. 2020. Este projeto procura responder a questões como “O que é ser criança?”, “Como elas exercitam sua infância?” e destaca as diversidades, saberes e vivências do cotidiano infantil brasileiro por meio da investigação de hábitos, brinquedos, lendas, tradições e cantigas. O resultado é uma multiplataforma com produções audiovisuais, publicações, palestras e exposições. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. T H IA G O O LI V E IR A C A S T R O V IE IR A /W IK IM E D I A .O R G 249 Elemento 3. Mitos, lendas e personagens folclóricos Para o pesquisador Luís da Câmara Cascudo (2012), o termo folclore (folk-lore), criado no fim do século XIX pelo arqueólogo inglês William John Thoms, traduz o pensar, o sentir e o agir de um povo. Folclore são as festas, as lendas, os mitos, os provérbios, as cantigas, as adivinhas, as danças e os costumes populares passados de geração a geração. No Brasil, o folclore abrange um variado conjunto dessas manifestações e tradições populares. Por isso, o desenvolvimento de atividades ligadas a esse tema é de suma importância para a conscientização da cultura nacional e para manter vivas as origens de determinada comunidade ou região, afirmando sua identidade. Conhecer as manifestações e tradições de seu país leva as crianças a perceber a importância da própria história, entender a formação do povo brasileiro e valorizar a influência de outros povos na formação cultural do país. Portanto, os mitos e as lendas do folclore nacional, ao misturarem fatos históricos à fantasia e à imaginação das pessoas, buscando explicar acontecimentos sobrenaturais ou de difícil compreensão, compartilhar ensinamentos ou somente assustar, despertam o imaginário infantil. O mito do joão-de-barro Para dar início às atividades desse elemento, sugerimos trabalhar com as crianças o texto do mito do joão-de-barro, de origem guarani. O mito explicacomo esse pássaro foi criado e por quê. Casinha feita pelo pássaro joão-de-barro. Conta uma lenda guarani que havia um jovem índio, belo e corajoso, chamado Jaebé. Ele se apaixonou pela índia mais formosa da tribo, que também se enamorou dele. Muito apaixonado e impaciente, foi pedir ao pai da jovem permissão para se casar com ela. O pai da jovem perguntou a Jaebé quais eram as provas da afeição dele por sua filha, e ele respondeu que eram as provas de seu amor. O pai da jovem, mesmo gostando da resposta de Jaebé, achou-o muito atrevido e lhe propôs um desafio: ficar cinco dias sem comer nem beber, preso a uma manta de couro. Jaebé não só aceitou prontamente o desafio como aumentou o número de dias: jejuaria por nove dias. Toda a tribo ficou espantada com tamanha coragem. Os preparativos foram feitos e Jaebé foi enrolado num pesado couro de anta, de maneira que não podia se mexer. Outros índios colocaram-se de guarda para vigiá-lo durante o desafio. A pobre índia entrou em desespero, pois era praticamente impossível sair com vida daquele desafio. Desolada, implorou à Lua que mantivesse Jaebé vivo para poderem viver seu amor. Quando raiou a manhã do quinto dia, a jovem índia implorou a seu pai que encerrasse o desafio, mas o velho índio, orgulhoso, negou o pedido da filha. Ao final do nono dia, a tribo se reuniu para retirar Jaebé do couro que o prendia e, para espanto de todos, o índio saltou para fora ostentando um Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 250 corpo bem nutrido, que exalava perfume de amêndoas; seu olhar era brilhante e seu sorriso emitia uma luz mágica. Tupã, enternecido pelo amor dos jovens índios, encantou Jaebé, transformando-o no joão-de-barro. Enquanto o jovem índio se dirigia para a sua amada, cantando e dançando feliz, seu corpo foi se transformando no elegante corpo de um pássaro. Nesse momento, a Lua iluminou a jovem índia com sua luz e transformou-a na companheira do joão-de-barro. Dessa forma, o jovem casal pôde viver seu amor eternamente, cantando em dueto pelas florestas. Tradição popular. Propostas de atividades com crianças de 4 anos a 5 anos e 11 meses Proposta 1 Leia o mito do joão-de-barro pausadamente, dando oportunidade às crianças de assimilar todos os aspectos. Use diferentes entonações de voz durante a contação do mito. Isso é muito importante para mantê-las atentas. Se possível, apresente a história com o texto voltado para as crianças e mova o dedo abaixo das linhas do texto para elas acompanharem a ordem de leitura (da esquerda para direita, de cima para baixo). Depois, faça perguntas para estimular as crianças a recontar o mito, por exemplo: Quem era Jaebé? Por quem ele se apaixonou? O que o pai da jovem perguntou a Jaebé? etc. Momentos de leitura de história possibilitam às crianças vivenciar experiências de Literacia, como desenvolvimento de vocabulário e compreensão oral de textos, como prevê a PNA, além de contemplar os objetivos de aprendizagem EI03CG02, EI03EF04 e EI03TS03 da BNCC. Proposta 2 Inicie uma roda de conversa com as crianças e diga que é muito importante conhecer os personagens do folclore nacional. Depois, proponha um projeto de pesquisa para conhecer outros mitos e lendas brasileiras. Envolva os familiares das crianças na tarefa, incentive-os a buscar histórias e ler para elas. Esta proposta tem o objetivo de favorecer a troca de experiências entre os responsáveis e as crianças, o que estimula a literacia familiar defendida pela PNA, que valoriza a participação de pais e cuidadores no processo pedagógico. Planeje com antecedência um dia para organizar as lendas e os mitos pesquisados pelas crianças. Convide-as para uma roda de conversa e encoraje-as a compartilhar com os colegas o que aprenderam: as lendas e mitos pesquisados, o que acham deles, se conhecem alguma outra história etc. Por fim, proponha à turma criar histórias coletivas com base nas lendas e nos mitos folclóricos que conheceram e dramatizar uma das histórias criadas. Essa estratégia contempla os objetivos de aprendizagem EI03EO04, EI03CG03 e EI03EF08 da BNCC. Para explorar JURO QUE VI. Rio de Janeiro: Multirio, 2003-2008. Disponível em: http://multirio.rio.rj.gov.br/index. php/busca?mult=&cat=&tip=&proj=2536&txt=. Acesso em: 15 jun. 2020. Série de curtas-metragens de animação que conta lendas de famosos personagens do folclore brasileiro. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. http://multirio.rio.rj.gov.br/index.php/busca?mult=&cat=&tip=&proj=2536&txt= http://multirio.rio.rj.gov.br/index.php/busca?mult=&cat=&tip=&proj=2536&txt= http://multirio.rio.rj.gov.br/index.php/busca?mult=&cat=&tip=&proj=2536&txt= H E LD E R R IB E IR O /F LI C K R .C O M 251 Elemento 4. Receitas culinárias Comer é um ato tão comum do dia a dia que não nos atentamos para a história e a tradição de um povo presentes em cada receita culinária. Os pratos típicos de um país não são importantes apenas para saciar a fome, mas são fontes de informação social e cultural. A culinária tradicional de um país é a manifestação do legado dos diferentes povos que formam sua base cultural, além de promover e valorizar os produtos típicos de cada lugar. Por meio dos costumes alimentares e das receitas tradicionais, manifestam-se gostos, influências, características econômicas, históricas e geográficas de uma comunidade. A culinária faz parte do cotidiano das pessoas e é transmitida de geração a geração. Aprender a culinária de seu país possibilita à criança entrar em contato com a cultura e o modo de ser de sua comunidade. A feijoada A feijoada, famoso prato da culinária brasileira, é um bom exemplo de como a culinária pode representar a cultura de um povo, uma vez que é a mistura de feijão-preto, originário do Brasil e da dieta dos indígenas nativos, com temperos e modo de preparo incorporados pelos hábitos africanos e, ao mesmo tempo, adaptação de um prato europeu chamado cozido. Acompanhamentos como arroz, farofa, couve, laranja, torresmo etc. foram acrescentados ao prato bem mais tarde. Veja a receita completa. Feijoada Ingredientes: • 600 g de carne-seca cortada em palitos; • 450 g de costela suína salgada cortada em ripas; • 450 g de lombo salgado cortado em cubos; • 500 g de costela fresca cortada em ripas; • 1 kg de feijão-preto; • 400 g de peito de boi cortado em cubos; • 4 litros de água; • 400 g de linguiça portuguesa cortada em pedaços; Feijoada. • 500 g de linguiça paio cortada em três partes; • 2 colheres (sopa) de azeite; • 300 g de bacon cortado em palitos; • 1 cebola grande picada (200 g); • 1 colher (sopa) de alho picado; • 1 pimenta-dedo-de-moça sem sementes picadinha; • 2 folhas de louro. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 252 Modo de preparo Em uma panela de pressão, coloque o feijão-preto, o peito de boi e a água. Tampe a panela e leve ao fogomédio. Quando a panela pegar pressão, conte 10 minutos para o cozimento, retire do fogo, deixe que saia a pressão da panela e reserve. Leve uma panela com água ao fogo e, quando atingir o ponto de fervura, adicione a carne- -seca, a costela suína, o lombo e a costela fresca, a linguiça portuguesa e a linguiça paio e deixe que cozinhem por 20 minutos. Retire as carnes fervidas do fogo, escorra-as e reserve. Na mesma panela, adicione o azeite e frite o bacon até que doure bem. Em seguida, adicione a cebola, o alho picado e a pimenta e refogue tudo. Quando tudo estiver bem refogado, coloque as folhas de louro, as carnes fervidas, o feijão e o peito de boi, misturando tudo no caldo do feijão. Deixe cozinhar em fogo baixo por 1 hora e 20 minutos. Retire do fogo e sirva com arroz, farofa, couve e torresmo. Proposta de atividade com crianças de 4 anos a 5 anos e 11 meses Converse com as crianças sobre a origem da feijoada e proponha à turma preparar o prato com a participação de todos. Reserve a cozinha da escola e convide os responsáveis pela merenda para fazer parte desta atividade, auxiliando as crianças no que for necessário. Previamente, combine com os familiares o envio de ingredientes e certifique-se de que nenhuma criança tenha alergia aos alimentos que serão utilizados. É importante que os alimentos para a atividade culinária estejam nas respectivas embalagens para você apresentar às crianças os símbolos, as letras e os textos delas. Chame a atenção das crianças para as informações importantes em cada embalagem e incentive-as a tentar ler palavras que porventura já conheçam. Prepare com antecedência um cartaz e transcreva a receita da feijoada em letra bastão. Se julgar adequado, insira ao lado de cada ingrediente uma imagem que auxilie as crianças na leitura e associação dos ingredientes aos nomes escritos. Chame a atenção da turma para os números na receita. Comente as quantidades (unidades de medida) e demonstre a importância delas no preparo de receitas. As embalagens também podem ser exploradas nesse sentido. Explique às crianças que é importante respeitar as quantidades, os ingredientes e o modo de preparo para que a receita dê certo. Distribua as tarefas na cozinha de maneira que todas as crianças possam ajudar e auxilie-as no manuseio dos utensílios; pondere, com cuidado, o tipo de tarefas que farão. Certifique-se de que todas as crianças higienizem as mãos antes de começarem a manusear os alimentos e, se possível, usem luvas e toucas durante a atividade. Peça às crianças que ajudem a organizar o espaço onde vão comer a feijoada: pergunte quantos pratos e copos serão necessários, se há cadeiras para todos, se desejam decorar a mesa e incentive-as a convidar a equipe da cozinha para participar da refeição. Preparar o próprio alimento é uma ótima estratégia para incentivar as crianças a consumir alimentos mais saudáveis. Além disso, a atividade promove conhecimentos de literacia e numeracia, como o desenvolvimento do vocabulário, a compreensão oral de textos, o trabalho com quantidades, algarismos, somas, tempo, tamanho, volume e os objetivos de aprendizagem EI03EO03, EI03EF07 e EI03ET07. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 253 Para explorar Um passeio por mercados públicos pode ajudar a ampliar a conversa sobre comidas e temperos mais utilizados em cada região. Região Norte: Mercado Ver-O-Peso (Belém, PA) Localizado às margens da Baía do Guajará, foi um dos primeiros mercados públicos criados no Brasil e até hoje é o maior mercado a céu aberto da América Latina. Destacam-se as tendas de alimentos e temperos de todas as partes do país, principalmente pelo fácil acesso fluvial. Região Nordeste: Mercado de São José (Recife, PE) Inaugurado em 1875 em um dos mais antigos edifícios pré-fabricados em ferro do Brasil, sua construção é inspirada no mercado público de Grenelle, Paris. Com mais de 500 lojas, destaca-se a variedade de frutas, carnes, peixes e bebidas, entre outros itens. Região Centro-Oeste: Mercado Municipal Antônio Valente (Campo Grande, MS) Esse mercadão é um ambiente cheio de histórias do estado do Mato Grosso do Sul, mantém os sabores e os aromas tradicionais nas lojas que vendem desde temperos até queijos e embutidos. Região Sudeste: Mercado Municipal de São Paulo (São Paulo, SP) Inaugurado em 1933, o prédio tem 55 vitrais que contam a história da produção de alimentos no Brasil e contém mais de 280 lojas famosas pela variação de frutas, temperos e carnes. Região Sul: Mercado Municipal de Curitiba (Curitiba, PR) Famoso pela grande variedade de temperos, queijos, frutas, verduras, doces, carnes exóticas, entre outros. Foi reformado recentemente e é parada obrigatória na capital paranaense. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 254 Elemento 5. Brinquedos tradicionais e construção de brinquedos Você sabe o que são brinquedos tradicionais? São muitos os brinquedos considerados tradicionais ou folclóricos que se caracterizam por serem passados de geração a geração, carregando marcas culturais de um povo. No Brasil, há diversos, entre eles o carrinho, a boneca e a bola de pano, o cavalinho de pau, bolinhas de gude etc. Brincar é um excelente aliado no desenvolvimento infantil. Enquanto brinca, a criança desenvolve formas de se expressar e experimentar o mundo. Ao mesmo tempo, adquire autonomia, organiza emoções, apropria-se do conhecimento, desenvolve noções temporal e espacial, além de afinar sua coordenação motora e visomotora. É brincando que a criança desenvolve a linguagem oral, cria hipóteses e explora possibilidades na elaboração de narrativas autônomas. Apropriando-se de brinquedos tradicionais pela construção e utilização, a criança apodera-se de sua própria cultura e história. Muitos brinquedos tradicionais, apesar de serem comuns em todo o Brasil, recebem nomes diferentes em locais diferentes. O “estilingue”, por exemplo, é chamado de “baladeira”, “setra” ou mesmo “atiradeira”, dependendo da região; já a “pipa” é conhecida por “papel”, “quadrado”, “papagaio” ou “peixinho”. A manutenção desses brinquedos semeia a troca de conhecimentos e dissemina a cultura brasileira, o que fortalece as práticas ancestrais de nosso país e a multiplicação dos saberes indígena, europeu e africano que compõem a origem desses brinquedos. Em nossos dias, há uma variedade de brinquedos e jogos comercializados, mas é interessante incentivar as crianças a construírem seus próprios brinquedos usando materiais diversos, como recicláveis ou resíduos de elementos da natureza, que proporcionem a elas a ressignificação dos materiais em questão, descobertas e o desenvolvimento da criatividade. Banco de brinquedos tradicionais e construção de brinquedos da cultura nacional Ao construir o próprio brinquedo, a criança exercita a coordenação motora, a capacidade de concentração, a criatividade e a percepção. Se o brinquedo for feito com material reciclável, ela desenvolve valores importantes para sua formação socioeducacional, como a sustentabilidade. Se usar elementos da natureza, possibilita a conscientização da conservação do meio em que vivemos. Indicamos a seguir três sugestões de brinquedosbem conhecidos em nosso país para construir com as crianças. Se julgar adequado, faça uma votação para elas decidirem qual brinquedo será o escolhido. 1. Bilboquê Material: • gargalo de garrafa PET; • fita adesiva colorida; • 30 cm de barbante; • tesoura sem ponta; • folhas de papel velho. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 255 Como fazer Antes de iniciar a atividade, reserve e limpe as garrafas PET, uma para cada criança. Corte as garrafas na linha superior do rótulo e cole fita adesiva na borda para isolar rebarbas cortantes. Entregue a cada criança uma dessas peças e peça-lhes que as enfeitem usando materiais diversos como fitas, tinta guache, papel picotado, pedaços de EVA colorido, glitter, cola colorida etc. Em seguida, instrua-as a amassar folhas de papel velho para formar uma bolinha e cobri-la com fita adesiva. Peça que amarrem a bolinha em uma das pontas do barbante. Depois devem destampar o gargalo e prender no bocal a outra extremidade do barbante, rosquear a tampa novamente, e está pronto o brinquedo. Como brincar O objetivo do brinquedo é inserir a bolinha no funil formado pela garrafa PET cortada, usando apenas o movimento da mão. Esse brinquedo é uma ótima maneira de refinar a coordenação motora, a pontaria e os sensos de direção, intensidade e força das crianças. Bilboquê. 2. Bonecas abayomi Material: • tesoura sem ponta; • 2 tiras de retalho de tecido com as seguintes medidas: 30 cm × 20 cm; 25 cm × 5 cm. Como fazer Bonecas abayomi. Distribua uma tira de tecido de cada tamanho a cada criança. Peça-lhes que façam um nó em uma das pontas da tira mais larga, que será a cabeça da boneca. Em seguida, com a tesoura sem ponta, elas devem fazer um corte vertical na outra ponta da tira larga de tecido, até o meio dela e dar um nó em cada ponta formando, assim, as pernas da boneca. Agora peça que peguem a tira mais estreita e oriente-as a amarrá-la com um nó abaixo da cabeça da boneca para formar o corpo e depois dar um nó em cada ponta desta tira para formar os braços. Está pronta a boneca! Incentive-as a ser criativas e, com outros retalhos de tecido, a criar roupas e acessórios para as bonecas, completando seu visual. Se desejar mais informações, consulte o endereço eletrônico: https://lunetas.com.br/aprenda-a- fazer-uma-abayomi-a-boneca-negra-de-nos-que-e-simbolo-de-resistencia/. Acesso em: 8 set. 2020. Como brincar Usando a imaginação, as crianças brincam de faz de conta e inventam histórias com as bonecas. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. FA B IA N A F A IA LL O A G Ê N C IA B R A S IL JÓ TA H 256 3. Peteca Material: • papel celofane; • barbante ou fita adesiva; • folhas de jornal. Como fazer Dê uma ou duas folhas de jornal a cada criança e peça que amassem bem até que fique no formato de uma bola. Distribua, então, uma folha de papel celofane a cada uma e peça que coloquem a bola de jornal amassado no meio do celofane para embrulhá-la. Instrua-as Crianças brincando com uma peteca tradicional. a unir as quatro pontas do papel celofane e amarrar um pedaço de barbante rente à bola, a fim de firmá-la bem. Uma alternativa é fazer a amarração da peteca com fita adesiva colorida. Como brincar Organize as crianças em dois grupos e trace os limites do campo de cada time com uma risca no chão. Elas devem se posicionar frente a frente e jogar a peteca de um campo para o outro. Os times devem evitar ao máximo que a peteca caia no chão. Se cair, o time adversário marca um ponto, e o time que fizer mais pontos é o vencedor. Incentive outras maneiras de brincar com a peteca, encorajando-as a usar a imaginação e criar as próprias regras para a brincadeira. Elas podem formar pares ou pequenos grupos, inverter os pares, aumentar o número de jogadores etc. Podem, também, usar outras partes do corpo para jogar (chutar, cabecear, jogar com os ombros etc.). Aproveite a oportunidade para trabalhar as partes do corpo com as crianças. Propostas de atividades com crianças de 4 anos a 5 anos e 11 meses Proposta 1 Depois de selecionar um ou mais brinquedos do Banco de brinquedos tradicionais e construção de brinquedos, organize uma oficina de produção de brinquedos com as crianças. Esta atividade possibilita o desenvolvimento da coordenação motora. Antes de iniciar a construção de um brinquedo, explique às crianças o que será construído e como se brinca com ele. Separe antecipadamente todo o material que será utilizado na atividade, na quantidade necessária para que cada uma possa confeccionar o próprio brinquedo. Oriente as crianças e acompanhe-as de perto nas etapas em que porventura algum material precise ser perfurado ou cortado. Proposta 2 Em uma roda de conversa, pergunte às crianças qual é o brinquedo favorito de cada uma delas e por quê. Deixe que compartilhem livremente suas ideias, pensamentos e preferências. Anote o brinquedo que cada criança citou e crie uma pequena tabela ou gráfico para, junto com a turma, Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 257 chegar à conclusão de qual é o brinquedo preferido da maioria. Aproveite a oportunidade para trabalhar os conhecimentos de quantidade e soma, conforme orienta a PNA, que trabalha os objetivos EI03EO01 e EI03ET08 da BNCC. Para explorar KISHIMOTO, Tizuko Morchida. Brinquedos e brincadeiras na educação infantil. In: SEMINÁRIO NACIONAL: CURRÍCULO EM MOVIMENTO – PERSPECTIVAS ATUAIS, 1, 2010, Belo Horizonte. ANAIS [...]. Belo Horizonte, 2010. In: BRASIL. Ministério da Educação. Brasília, DF, 2019. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/docman/dezembro-2010-pdf/7155-2-3-brinquedos-brincadeiras-tizuko- morchida/file. Acesso em: 15 jun. 2020. Texto apresentado no I Seminário Nacional: Currículo em Movimento, que traz reflexões sobre a importância do brinquedo e da brincadeira para a criança pequena. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. http://portal.mec.gov.br/docman/dezembro-2010-pdf/7155-2-3-brinquedos-brincadeiras-tizuko-morchida/file http://portal.mec.gov.br/docman/dezembro-2010-pdf/7155-2-3-brinquedos-brincadeiras-tizuko-morchida/file http://portal.mec.gov.br/docman/dezembro-2010-pdf/7155-2-3-brinquedos-brincadeiras-tizuko-morchida/file http://portal.mec.gov.br/docman/dezembro-2010-pdf/7155-2-3-brinquedos-brincadeiras-tizuko-morchida/file 258 Referências específicas para os elementos da cultura e do folclore nacional 500 ANOS de Ouro. Mãos de Ouro. São Paulo: Nova Cultural, abr. 2020. Edição Especial Associação dos Povos Indígenas do Tumucumaque – APITU. ALIMENTAÇÃO EM FOCO. Disponível em: https://alimentacaoemfoco.org.br/. Acesso em: 16 jun. 2020. AZEVEDO,Ricardo. Cultura da terra. São Paulo: Moderna, 2008. CASCUDO, Luís da Câmara. Dicionário do folclore brasileiro. São Paulo: Global, 2012. CONHECENDO MUSEUS. Disponível em: http://www.conhecendomuseus.com.br/. Acesso em: 16 jun. 2020. CÔRTES, Gustavo Pereira. Dança, Brasil!: festas e danças populares. Belo Horizonte: Leitura, 2000. MAPA DO BRINCAR. Disponível em: https://mapadobrincar.folha.com.br/. Acesso em: 16 jun. 2020. MELO, Veríssimo de. Folclore infantil: acalantos, parlendas, adivinhas, jogos populares, cantigas de roda. Belo Horizonte: Itatiaia, 1985. (Biblioteca de Estudos Brasileiros, v. 20). OLIVEIRA, Marcus Vinícius de Faria et al. Brinquedos e brincadeiras potiguares: identidade e memória. Rio Grande do Norte: IFRN, 2010. PREZIA, Benedito; HOOMAERT, Eduardo. Brasil indígena: 500 anos de resistência. São Paulo: FTD, 2000. PROJETO INFÂNCIAS. Disponível em: https://projetoinfancias.com.br/site/. Acesso em: 16 jun. 2020. TEMPO JUNTO. Disponível em: https://www.tempojunto.com/. Acesso em: 16 jun. 2020. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 259 Bloco 2. Elementos da cultura e do folclore regional – Norte Elemento 1. Festas, danças e ritmos A identidade dos povos ao redor do mundo é construída por tradições, celebrações e interpretações da realidade. As festas tradicionais e demais manifestações culturais caracterizam-se como saberes intrínsecos à comunidade a que pertencem e são repassadas de geração a geração. Nas festas, nas danças e nos ritmos tradicionais da cultura brasileira há uma diversidade de manifestações e representações que carregam em si a mistura das diferentes etnias do país. As manifestações culturais do local onde a criança se desenvolve desde o nascimento são muito importantes para sua formação integral, uma vez que são educadoras por trabalharem e auxiliarem no desenvolvimento das capacidades motriz, cognitiva, de socialização e afetiva. Marujada de Bragança A Marujada é um auto dramatizado marcado pela dança e o canto. Ela é formada basicamente por mulheres; nela os homens desempenham apenas o papel de tocadores ou de acompanhantes. Festa Marujada e ensaio da bateria em Rio Branco, AC, 2017. É de origem africana e acontece em todos os anos, no mês de dezembro. As marujas vestem saias rodadas compridas, nas cores vermelha ou branca, e blusas rendadas, brancas e pregueadas. Usam um chapéu emplumado, repleto de fitas coloridas, e colares de contas ou cordões de ouro. Também carregam fitas coloridas a tiracolo e dançam descalças. Os músicos vestem calças e camisas brancas, usam chapéu de folha de carnaúba e tocam tambores (grande e pequeno), cuíca, pandeiro, rabeca, viola, cavaquinho e violino. A Marujada de Bragança é marcada pela dança seguindo o ritmo retumbão, marcado pelo tambor grande. Organizadas em duas filas, as marujas dançam com passos curtos e rápidos, em volteios ligeiros, invertendo a direção a cada volta. Elas mantêm os braços levantados à frente, na altura da cintura, e imitam o movimento de tocar castanholas. Propostas de atividades com crianças de 4 anos a 5 anos e 11 meses Proposta 1 Inicie a aula perguntando às crianças se elas conhecem a Marujada de Bragança. Deixe que compartilhem livremente tudo o que sabem do assunto. Depois, complete com informações do texto aqui apresentado. Se possível, pesquise vídeos e imagens dessa manifestação cultural e mostre-os durante a roda de conversa para ilustrar sua fala. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 260 Em seguida, diga às crianças que elas farão a reprodução da dança. Com antecedência, separe fitas coloridas, barbante, contas coloridas e plumagem para recriar com elas os adornos usados pelas marujas. Também, peça que os meninos tragam roupas brancas e as meninas, camisas brancas e saias ou calças vermelhas e brancas. Ensaie alguns passos, tocando músicas tradicionais. Distribua adornos e instrumentos improvisados para completar a caracterização. Convide a comunidade escolar a participar da dança. Por fim, peça que as crianças compartilhem o que aprenderam sobre essa dança da tradição cultural nortista. Se possível, registre o momento com fotos e vídeos para retomá-la depois, a fim de que as crianças possam observar os movimentos e o ritmo e avaliar sua experiência como grupo. Essa proposta contempla os objetivos EI03CG02, EI03CG05 e EI03TS01 da BNCC, além de trabalhar conhecimentos da literacia, como desenvolvimento do vocabulário e compreensão oral de texto, e da numeracia, como posicionamento e espacialidade, conforme orientação da PNA. Proposta 2 Prepare antecipadamente fotografias, filmes, animações e livros sobre outras festas típicas da Região Norte do Brasil, como o Carimbó, de origem indígena; o Festival Folclórico de Parintins, de origem indígena e influência ibérica e árabe; o Festival de Ciranda de Manacapuru, de origem brasileira; e a Festa do Capim Dourado, de origem quilombola. Apresente essas manifestações culturais às crianças e investigue se elas já conhecem as festas e as danças citadas, se já participaram delas ou se conhecem alguma outra festa tradicional da região. Incentive-as a se expressar e compartilhar o conhecimento com os colegas. Proponha que entrevistem os familiares delas, perguntando a eles a respeito das festas, das danças e dos ritmos regionais que conhecem. Organize uma pequena exposição com todo o material levantado durante essa atividade. Convide a comunidade escolar a participar visitando a exposição. Essa atividade promove os conhecimentos elementares da literacia – como conhecimento alfabético, desenvolvimento de vocabulário e compreensão oral de textos – conforme orientação da PNA. Para explorar SONORA Brasil: Sagrados mistérios – comitiva de São Benedito da Marujada de Bragança (parte 1). Direção: Romi Atarashi. Produção: São Paulo: Multivídeo; Sesc TV, 2015. 1 vídeo (30 min). Sonora Brasil é um projeto que reúne cantos da tradição popular brasileira. Nesse vídeo, é possível acompanhar a apresentação de uma comitiva que lidera a Marujada de Bragança. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. A LB E R T O D E S T E FA N O 261 Elemento 2. Brincadeiras tradicionais O direito de brincar é reconhecido internacionalmente desde 1959, como consta na Declaração Universal dos Direitos da Criança, e a brincadeira é essencial para o desenvolvimento da criança. O brincar é tão constituinte à criança como o trabalho é aos adultos. Por meio das brincadeiras, a criança experimenta o mundo em sua complexidade, desenvolve a linguagem oral, articula vivências, cria possibilidades e explora hipóteses. Ao se expressar dessa forma, utiliza-se da brincadeira como ferramenta para explorar e manifestar emoções. As brincadeiras tradicionais ou folclóricas, tão carregadas de história e sabedoria popular, são muito usadas na educação infantil, pois trabalham a cognição, a coordenação motora, exploram a criatividadee a concentração e desenvolvem a interação social entre crianças. Tais brincadeiras se perpetuam de geração em geração e remontam a origens tão antigas que não é possível identificar seus inventores. Fato é que, por mais que sofram alterações com o decorrer do tempo e de acordo com a região, são garantia de um momento lúdico e ao mesmo tempo educativo. O jogo conhecido como “cademia” no Rio de Janeiro e “cancão” no Maranhão, por exemplo, é chamado de “macaca” na Bahia e no Pará, “maré” em Minas Gerais, “sapata” no Rio Grande do Sul e é conhecido por “amarelinha” em São Paulo. Os jogos e os brinquedos tradicionais carregam herança dos povos constituintes de nosso país, assim diversas brincadeiras têm origem nas culturas africana, indígena e europeia, como o “bilboquê”, o “pião” e a “peteca”, de origem indígena; as brincadeiras de “pular elástico” e “corda” são de procedência africana, e muitas cantigas de roda são europeias. Banco de brincadeiras tradicionais da cultura nortista A seguir, sugerimos três brincadeiras típicas da Região Norte do país para que sejam reproduzidas com as crianças. Se julgar adequado, faça uma votação para decidir qual será a brincadeira ou elabore um cronograma para todas serem feitas ao longo de uma semana. Cacuri. 1. Cacuri Participantes: 6 ou mais. Como brincar As crianças decidem quem será o peixe, que deve ficar no centro da roda formada por elas. De mãos dadas, as crianças da roda giram e recitam, repetidamente, os seguintes versos: Jacaú Jacaú Pirawawa Enquanto giram e recitam os versos, o peixe tenta escapar da roda. Quem o deixar escapar se torna o peixe na rodada seguinte. Essa brincadeira pode ser usada para trabalhar habilidades de coordenação motora, agilidade, concentração, raciocínio, noções de lateralidade, mobilidade, cooperação, trabalho em equipe e socialização. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. P A U LA K R A N Z P A U LA K R A N Z 262 2. Cabas Participantes: 6 ou mais. Como brincar As crianças organizam-se entre os roçadores e as cabas (marimbondos). As cabas sentam-se em roda, e cada uma apoia as mãos nas mãos das cabas ao lado, formando pequenos ninhos. Elas balançam as mãos para cima e para baixo enquanto cantam. Cabas. Ao mesmo tempo, os roçadores, de pé, do lado de fora da roda, movimentam os braços para cima e para baixo, como se estivessem roçando a plantação. As cabas acompanham esse movimento. Se um roçador tocar em uma caba, todas se levantam e saem correndo atrás dos roçadores. Quem for picado (pego) por uma caba sai do jogo. Essa brincadeira pode ser usada para trabalhar habilidades de coordenação motora, agilidade, concentração, raciocínio, mobilidade, cooperação, trabalho em equipe e socialização. 3. Melancia Participantes: sem restrição. Como brincar As crianças definem quem será o dono da plantação, quem serão os dois cachorros, quem serão os ladrões e quem serão as melancias. As melancias ficam enfileiradas e sentadas no chão, um pouco distantes entre si, representando a plantação. Melancia. O dono e os cachorros ficam passeando pela plantação, cuidando de tudo. Um dos ladrões se aproxima e conversa com o dono. Ladrão: – Olá! Perdi... (o nome de algum objeto) aqui. Será que posso procurar? Dono: – Claro! Pode procurar. Então, o ladrão começa a passear entre a plantação, observando as melancias. Um a um, os ladrões têm o mesmo diálogo com o dono. Quando todos estiverem passeando, cada ladrão escolhe suas melancias para roubar. O ladrão toca na cabeça da melancia escolhida, e esta deve se levantar e fugir dos cachorros e do dono da plantação, que vão persegui-la. Ganha o ladrão que conseguir pegar mais melancias! Essa brincadeira pode ser usada para trabalhar habilidades de coordenação motora, agilidade, concentração, mobilidade, cooperação, trabalho em equipe e socialização. Propostas de atividades com crianças de 4 anos a 5 anos e 11 meses Depois de selecionar uma das brincadeiras sugeridas no Banco de brincadeiras tradicionais da cultura nortista, encoraje as crianças a formar suas equipes, caso a brincadeira seja em grupo. Se observar que algum grupo destoa dos demais, faça intervenções pontuais e desafie-as Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 263 a negociar e a pensar em uma organização mais igualitária. Se surgir algum conflito, ajude-as a solucioná-lo, sempre usando estratégias pautadas no respeito mútuo. Observe, durante as brincadeiras, se o nível de dificuldade está adequado a todas as crianças e avalie se há necessidade de diminuir ou elevar o grau de complexidade das tarefas. As propostas com as brincadeiras do Banco de brincadeiras tradicionais da cultura nortista visam trabalhar a espacialidade, o posicionamento e o raciocínio lógico, conhecimentos importantes de Numeracia da PNA. Em seguida, distribua papel e materiais artísticos, como lápis de cor, giz de cera, tinta guache, cola colorida, fita adesiva, botões, fitas, barbante, cola etc. Incentive as crianças a registrar a brincadeira que fizeram por meio de desenho ou colagem. O trabalho pode ser feito individual ou coletivamente. Peça que deem um título a suas obras e organize uma pequena exposição na sala de aula. Essa atividade contempla os objetivos de aprendizagem EI03CG02 e EI03CG05 da BNCC. Para explorar BRINCADEIRAS Região Norte! In: FOLHA.COM. Mapa do brincar. [São Paulo]: Uol, [20--?] Disponível em: http://mapadobrincar.folha.com.br/brincadeiras/regioes/norte/. Acesso em: 1 jul. 2020. Para explorar outras brincadeiras típicas da Região Norte do Brasil, acesse o site do projeto Mapa do Brincar. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 264 Elemento 3. Mitos, lendas e personagens folclóricos Para o pesquisador Luís da Câmara Cascudo (2012), o termo folclore (folk-lore), criado no fim do século XIX pelo arqueólogo inglês William John Thoms, traduz o pensar, o sentir e o agir de um povo. Folclore são as festas, as lendas, os mitos, os provérbios, as cantigas, as adivinhas, as danças e os costumes populares passados de geração a geração. No Brasil, o folclore abrange um variado conjunto dessas manifestações e tradições populares. Por isso, o desenvolvimento de atividades ligadas a esse tema é de suma importância para a conscientização da cultura nacional e para manter vivas as origens de determinada comunidade ou região, afirmando sua identidade. Conhecer as manifestações e tradições de seu país leva as crianças a perceber a importância da própria história, entender a formação do povo brasileiro e valorizar a influência de outros povos na formação cultural do país. Portanto, os mitos e as lendas do folclore nacional, ao misturarem fatos históricos à fantasia e à imaginação das pessoas, buscando explicar acontecimentos sobrenaturais ou de difícil compreensão, compartilhar ensinamentos ou somente assustar, despertam o imaginário infantil. O céu quase esmagoua Terra Para dar início às atividades deste elemento, sugerimos trabalhar com as crianças o texto O céu quase esmagou a Terra sobre como o céu ficou na altura que está hoje. Representação do trecho da lenda em que o indiozinho atira flechas no céu. Conta uma lenda do povo Ikolen-Gavião que, há muitos e muitos anos, no começo de tudo, o céu quase esmagou a Terra. Nessa época, o céu e a Terra viviam separados, muito distantes um do outro, tão longe que mal se via a cor azul do céu. E viviam assim, distantes, até que um dia o céu começou a tremer e, aos poucos, foi caindo em direção à Terra. O céu trovejava tão alto que as pessoas mal conseguiam ouvir umas às outras na Terra. Todos foram tomados pela surpresa e pelo medo, fugindo apavorados para suas ocas. O céu foi caindo e caindo até quase tocar a Terra, apenas as árvores altas como coqueiros e mamoeiros o impediam disso. Foi quando um jovem indiozinho, muito valente, teve uma ideia: ele pegou algumas penas de nambu muito redondinhas e, com elas, fez flechas que atirou no céu. Mesmo o céu sendo muito duro, a cada flechada do jovem indiozinho o céu subia e se afastava da Terra. Foram necessárias três flechadas para que o céu se afastasse e ficasse na altura em que está hoje. Da tradição popular. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. P IE R R E T R A B B O L D 265 Propostas de atividades com crianças de 4 anos a 5 anos e 11 meses Proposta 1 Em uma roda de conversa, fale sobre a importância de conhecer os personagens folclóricos de sua região. Depois, leia o texto O céu quase esmagou a Terra pausadamente. Faça perguntas deste tipo: Como viviam o céu e a Terra no começo de tudo? Por que as pessoas mal conseguiam ouvir umas às outras na Terra? O que o jovem indiozinho fez para resolver a questão? Depois, peça às crianças que recontem o mito e observe se elas conseguem recontar seguindo uma ordem lógica; caso necessário, faça intervenções pontuais. Em uma cartolina ou papel pardo, reescreva o mito conforme a narrativa delas. Verifique se já conseguem identificar algumas palavras ou levantar hipóteses sobre sua grafia. Se desejar, peça que as crianças criem ilustrações para acompanhar o texto, que deve ser exposto no mural da sala de aula. Essa proposta trabalha os objetivos EI03EO03, EI03EF05 e EI03EF06. Também é possível desenvolver os conhecimentos elementares de literacia, como desenvolvimento de vocabulário, compreensão oral de textos e produção de escrita emergente, conforme a PNA. Proposta 2 Traga para a sala de aula outras lendas e mitos do folclore da Região Norte do Brasil, como a lenda do Pirarucu, do Mapinguari, da Iara, Cobra Norato etc. Leia as histórias pausadamente, dando oportunidade às crianças de assimilar os aspectos de cada ser folclórico. Use diferentes entonações de voz durante a contação das histórias. Isso é muito importante para manter as crianças atentas. Se possível, mostre a elas as histórias no formato audiovisual ou imagens dos personagens. Você também pode ler as lendas e os mitos usando acessórios característicos dos personagens. Trabalhe um personagem, uma lenda ou um mito por aula, para que seja bem explorado pelas crianças. Proponha à turma criar histórias coletivas com base nessas lendas e mitos folclóricos e dramatizar as histórias criadas. Essa proposta desenvolve os conhecimentos elementares de literacia, como desenvolvimento de vocabulário, compreensão oral de textos e produção de escrita emergente, como defendido na PNA, além de trabalhar os objetivos de aprendizagem EI03CG05 e EI03EF05. Para explorar CASA dos Povos das Florestas. Disponível em: https://tvbrasil.ebc.com.br/conhecendomuseus/episodio/ casa-povos-da-floresta. Acesso em: 1 jul. 2020. No site, há uma explicação sobre o museu Casa dos Povos das Florestas e sua localização. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. https://tvbrasil.ebc.com.br/conhecendomuseus/episodio/casa-povos-da-floresta https://tvbrasil.ebc.com.br/conhecendomuseus/episodio/casa-povos-da-floresta https://tvbrasil.ebc.com.br/conhecendomuseus/episodio/casa-povos-da-floresta 266 Elemento 4. Receitas culinárias Comer é um ato tão comum do dia a dia que não nos atentamos para a história e a tradição de um povo presentes em cada receita culinária. Os pratos típicos de um país não são importantes apenas para saciar a fome, mas são fontes de informação social e cultural. A culinária tradicional de um país é a manifestação do legado dos diferentes povos que formam sua base cultural, além de promover e valorizar os produtos típicos de cada lugar. Por meio dos costumes alimentares e das receitas tradicionais, manifestam-se gostos, influências, características econômicas, históricas e geográficas de uma comunidade. A culinária faz parte do cotidiano das pessoas e é transmitida de geração a geração. Aprender a culinária de seu país possibilita à criança entrar em contato com a cultura e o modo de ser de sua comunidade. Beiju de coco na folha de bananeira O beiju é um alimento de origem indígena e descoberto em Pernambuco, também conhecido como tapioca. Essa iguaria é feita com a fécula da mandioca, alimento encontrado em todo o Brasil, mas principalmente na culinária do Norte e do Nordeste. A receita a seguir é muito popular no Acre. Beiju de coco na folha de bananeira Ingredientes: • 500 g de tapioca; • 1 coco seco ralado; • 1,5 litro de leite de coco; • sal e açúcar a gosto; • folhas de bananeira. Beiju. Modo de preparo Corte as folhas de bananeira em formato retangular e as higienize. Em seguida, passe-as levemente pelo fogo para que fiquem maleáveis e não rasguem. Reserve. Em uma bacia, junte a tapioca, o sal, o açúcar e o coco ralado e misture bem. Acrescente o leite aos poucos, cuidando para que a mistura não fique muito mole. Coloque a mistura em uma folha de bananeira na quantidade que julgar suficiente. Feche a folha, enrolando em forma de canudo, e amarre com uma linha. Arrume o pacotinho em uma assadeira e leve para assar em fogo médio por aproximadamente 40 minutos ou até que esteja dourado. Assim que o fundo da panela começar a aparecer, retire do fogo e ponha a mistura em uma fôrma ou um tabuleiro para esfriar. Logo que esfriar, corte em pedaços. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. R IB A 28 -M A P S /W IK IM E D IA .O R G 267 Proposta de atividade com crianças de 4 anos a 5 anos e 11 meses Prepare um cartaz e transcreva a receita do beiju com letra bastão. Se julgar adequado, insira, ao lado de cada ingrediente, uma imagem que auxilie as crianças na leitura. Inicie a atividade perguntando se elas já comeram algum alimento com mandioca (também conhecida por macaxeira ou aipim). Caso não tenham certeza, cite o nome de alguns alimentos e chame a atenção delas para a versatilidade desse tubérculo, comum na preparação de alimentos doces e salgados. Depois, apresente àscrianças a receita de beiju de coco na folha de bananeira e proponha que preparem juntos esse alimento. Reserve a cozinha da escola e convide os responsáveis pela merenda para participar da atividade, auxiliando as crianças em tudo o que for necessário. Previamente, combine com os familiares delas que ajudem na atividade enviando ingredientes e certifique-se de que nenhuma criança tenha alergia aos alimentos que serão utilizados. Leia a receita novamente, chamando a atenção para a estrutura desse gênero literário, o título, os ingredientes e o modo de fazer. Aponte também os números e as unidades de medida (volume e massa) da receita. Antes de começar o preparo, retome com as crianças os hábitos de higiene necessários com o corpo e com os alimentos. Se possível, registre as atividades delas na cozinha, fotografando ou filmando o passo a passo da receita executado por elas. Incentive-as a organizar o espaço em que vão comer separando a quantidade correta de pratos, copos e talheres, além de cadeiras e mesas, para que toda a turma e os adultos envolvidos nas atividades possam comer juntos. Preparar o próprio alimento é uma ótima estratégia para incentivar as crianças a consumir alimentos mais saudáveis. Além disso, a atividade promove conhecimentos de literacia e numeracia previstos na PNA, como o desenvolvimento do vocabulário, a compreensão oral de textos, o trabalho com quantidades, algarismos, somas, tempo, tamanho e volume, e ainda trabalha os objetivos EI03EO02, EI03CG04, EI03CG05, EI03EF07 e EI03ET07 da BNCC. Para explorar COMIDAS do Norte. Disponível em: https://comidas-tipicas.info/comidas-do-norte.html. Acesso em: 1 jul. 2020. Página dedicada à compilação de receitas típicas de cada região. Nesse endereço, é possível encontrar mais comidas típicas da Região Norte do Brasil. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 268 Elemento 5. Brinquedos tradicionais e construção de brinquedos Você sabe o que são brinquedos tradicionais? São muitos os brinquedos considerados tradicionais ou folclóricos que se caracterizam por serem passados de geração a geração, carregando marcas culturais de um povo. No Brasil, há diversos, entre eles o carrinho, a boneca e a bola de pano, o cavalinho de pau, bolinhas de gude etc. Brincar é um excelente aliado no desenvolvimento infantil. Enquanto brinca, a criança desenvolve formas de se expressar e experimentar o mundo. Ao mesmo tempo, adquire autonomia, organiza emoções, apropria-se do conhecimento, desenvolve noções temporal e espacial, além de afinar sua coordenação motora e visomotora. É brincando que a criança desenvolve a linguagem oral, cria hipóteses e explora possibilidades na elaboração de narrativas autônomas. Apropriando-se de brinquedos tradicionais pela construção e utilização, a criança apodera-se de sua própria cultura e história. Muitos brinquedos tradicionais, apesar de serem comuns em todo o Brasil, recebem nomes diferentes em locais diferentes. O “estilingue”, por exemplo, é chamado de “baladeira”, “setra” ou mesmo “atiradeira”, dependendo da região; já a “pipa” é conhecida por “papel”, “quadrado”, “papagaio” ou “peixinho”. A manutenção desses brinquedos semeia a troca de conhecimentos e dissemina a cultura brasileira, o que fortalece as práticas ancestrais de nosso país e a multiplicação dos saberes indígena, europeu e africano que compõem a origem desses brinquedos. Em nossos dias, há uma variedade de brinquedos e jogos comercializados, mas é interessante incentivar as crianças a construírem seus próprios brinquedos usando materiais diversos, como recicláveis ou resíduos de elementos da natureza, que proporcionem a elas a ressignificação dos materiais em questão, descobertas e o desenvolvimento da criatividade. Banco de brinquedos tradicionais e construção de brinquedos da cultura nortista Ao construir o próprio brinquedo, a criança exercita a coordenação motora, a capacidade de concentração, a criatividade e a percepção. Se o brinquedo for feito de material reciclável, ela desenvolve valores importantes para sua formação socioeducacional, como a sustentabilidade. Por isso, indicamos a seguir três sugestões de brinquedos populares na Região Norte do país para construir com as crianças. Se julgar adequado, peça a elas que participem de uma votação para escolher o brinquedo a ser feito. Kabuletê. 1. Kabuletê Material: • dois discos de papelão com 10 cm de diâmetro cada; • um palito de sorvete; • dois pedaços de barbante de 15 cm cada; • contas ou pedrinhas leves com um furo no meio; • cola e fita-crepe. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. L U I Z L E N T IN I 269 Como fazer Peça às crianças que deem um nó na ponta de um dos barbantes. Em seguida, peça que introduzam uma conta nesse barbante e deem um segundo nó, para prender a conta. O mesmo procedimento deve ser feito com o outro pedaço de barbante. Oriente-as na fixação do palito de sorvete bem no centro de um dos discos de papelão usando fita-crepe. Depois, elas devem fixar, também com fita-crepe, um barbante em cada lado do papelão, de maneira que as contas fiquem em lados opostos da circunferência. Por fim, as crianças devem passar cola nos discos e uni-los. Assim que secar, o brinquedo estará pronto. Como brincar O objetivo do brinquedo é explorar a sonoridade criada pelo atrito das contas no disco de papelão, de acordo com a velocidade com que é manipulado, procurando criar sons em tempos contínuos e com variações rítmicas, alternando o sentido da virada de mão. Esse brinquedo é um excelente instrumento para as crianças explorarem movimentos e sons. 2. Curica Material: • quadrado de papel de seda colorido com 30 cm de lado; • duas varetas de bambu de 45 cm cada; • fita adesiva colorida; • tesoura sem ponta; • linha no 10; • tiras de papel crepom ou papel de seda. Como fazer Auxilie as crianças na colagem das varetas no quadrado de papel de seda. Peça que colem uma das varetas na diagonal do quadrado de papel. Em seguida, elas devem envergar a outra vareta. Assim que a vareta estiver levemente envergada, devem colá-la na outra diagonal do quadrado de papel, cruzando por cima da primeira vareta. Após colarem as varetas, as crianças devem virar a curica de modo que fique com o formato de um losango, com a vareta reta na vertical e a envergada na horizontal. O passo seguinte é fazer dois furos na folha, um de cada lado do cruzamento das varetas, e passar a linha por eles, dando um nó junto às varetas para que não se soltem. Instrua as crianças a amarrar a linha do carretel nesse nó na curica. Com a estrutura da curica pronta, é hora de montar a rabiola. Em um pedaço de linha de aproximadamente 1,5 m, peça às crianças que colem tiras de papel crepom ou de seda com um pequeno intervalo entre cada tira. Quando estiver finalizada, basta amarrar a rabiola na parte inferior da curica, logo abaixo da vareta reta. A curica está pronta. Curica. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito.Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. JO Ã O P . M A Z O C C O 270 Como brincar A brincadeira com a curica consiste em mantê-la no ar pela ação do vento. Para que a curica suba mais, quando o vento está contra ela, solta-se mais linha do carretel. Para que fique equilibrada e faça manobras no ar é preciso executar movimentos rápidos com as mãos, chamados de “desbicar” ou “empinar”. A curica é também conhecida como pipa, papagaio, pandorga, raia, quadrado, piposa, arraia, pepeta e califa. 3. Coquita Material: • semente de coquita; • 30 cm de linha; • uma haste de madeira ou galho. Como fazer Peça às crianças que façam um pequeno furo na superfície da coquita e passem a linha por ali, dando um nó por dentro para prendê-la. Em seguida, devem amarrar a outra extremidade da linha na haste de madeira, dando um nó bem forte, e o brinquedo está pronto. Coquita. Como brincar O objetivo do brinquedo é encaixar a coquita na ponta da haste de madeira usando apenas o movimento da mão. Esse brinquedo, também conhecido como biloquê e bilboquê, é um excelente meio de desenvolver a coordenação motora das crianças, a pontaria e os sensos de direção, intensidade e força. Proposta de atividade com crianças de 4 anos a 5 anos e 11 meses Depois de selecionar um ou mais brinquedos do Banco de brinquedos tradicionais e construção de brinquedos da cultura nortista, organize uma oficina de produção de brinquedos. É uma atividade que desenvolve a coordenação motora das crianças. Antes de iniciar a construção de um dos brinquedos, explique a elas o que será construído e como se brinca. Separe antecipadamente todo o material que será utilizado na atividade na quantidade necessária para que todas as crianças possam confeccionar seu próprio brinquedo. Oriente e acompanhe-as de perto nas etapas em que, porventura, algum material precise ser perfurado ou cortado. Essas atividades trabalham conhecimentos elementares da numeracia, como formas geométricas elementares e espacialidade da PNA, além de contemplar os objetivos de aprendizagem EI03CG02 e EI03CG05 da BNCC. Para explorar BARROS, Flávia Cristina Oliveira Murbach de. Cadê o brincar? da Educação Infantil para o Ensino Fundamental. São Paulo: Unesp; Cultura Acadêmica, 2009. Para compreender com mais profundidade o papel do brinquedo e da brincadeira no desenvolvimento infantil, recomendamos a leitura da pesquisa de Flávia de Barros, que aborda o tema da perspectiva histórico-cultural. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. LU I Z L E N T IN I 271 Referências específicas para os elementos da cultura e do folclore nortista A LENDA do Cobra Norato, nascido no Paranã do Cachoeiri. In: XAPURI SOCIOAMBIENTAL. Formosa, 19 abr. 2017. Disponível em: https://www.xapuri.info/mitos-e-lendas/lenda-do-cobra- norato/. Acesso em: 1 jul. 2020. AZEVEDO, Ricardo. Cultura da Terra. São Paulo: Moderna, 2008. BEIJU de folha. In: VISITE O BRASIL. Salvador, [201--?]. Disponível em: www.visiteobrasil.com.br/ norte/acre/culinaria/conheca/beiju-de-folha. Acesso em: 1 jul. 2020. CAMALEÃO. In: MAPA DO BRINCAR. São Paulo: Folha de S.Paulo, 2011. Disponível em: http://mapadobrincar.folha.com.br/brincadeiras/roda/607-camaleao. Acesso em: 1 jul. 2020. CAMPELO, Lilian. Carimbó, manifestação cultural que retrata a identidade do povo paraense. In: BRASIL DE FATO, São Paulo, 24 jan. 2017. Disponível em: www.brasildefato.com.br/2017/02/24/carimbo- manifestacao-cultural-que-retrata-a-identidade-do-povo-paraense. Acesso em: 1 jul. 2020. CARVALHO, Gisele Maria de Oliveira. A festa do “santo preto”: tradição e percepção da Marujada Bragantina. 2010. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Sustentável) – Universidade de Brasília, Brasília, 2010. Disponível em: http://repositorio.unb.br/bitstream/10482/7940/1/2010_Gisele MariadeOliveiraCarvalho.pdf. Acesso em: 1 jul. 2020. CASCUDO, Luís da Câmara. Dicionário do folclore brasileiro. São Paulo: Global, 2012. COMIDAS do Norte. In: COMIDAS TÍPICAS. [S. l.], [201-?]. Disponível em: http://comidas- tipicas.info/comidas-do-norte.html. Acesso em: 1 jul. 2020. CÔRTES, Gustavo Pereira. Dança, Brasil!: festas e danças populares. Belo Horizonte: Leitura, 2000. CUNHA, João. Tradição de fazer cuias no Baixo Amazonas vira patrimônio cultural. Disponível em: www.museu-goeldi.br/portal/node/2218. 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São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. http://www.funai.gov.br/index.php/comunicacao/noticias/2438-criancas-tikuna-brincam-de-gaviao-melancia-e-festa-do-sapo http://www.funai.gov.br/index.php/comunicacao/noticias/2438-criancas-tikuna-brincam-de-gaviao-melancia-e-festa-do-sapo http://repositorio.unb.br/bitstream/10482/7940/1/2010_GiseleMariadeOliveiraCarvalho.pdf http://repositorio.unb.br/bitstream/10482/7940/1/2010_GiseleMariadeOliveiraCarvalho.pdf http://www.brasildefato.com.br/2017/02/24/carimbo-manifestacao-cultural-que-retrata-a-identidade-do-povo-paraense http://www.brasildefato.com.br/2017/02/24/carimbo-manifestacao-cultural-que-retrata-a-identidade-do-povo-paraense http://www.visiteobrasil.com.br/norte/acre/culinaria/conheca/beiju-de-folha http://www.visiteobrasil.com.br/norte/acre/culinaria/conheca/beiju-de-folha 272 GRANDO, Beleni Saléti. Jogos e culturas indígenas: possibilidades para a educação intercultural na escola. Cuiabá: EdUFMT, 2010. MARUJADA. In: PARÁ – CULTURA, FAUNA E FLORA. [S. l.], [201-?]. Disponível em: www.cdpara.pa.gov.br/marujada.php. Acesso em: 1 jul. 2020. MELO, Veríssimo de. Folclore infantil: acalantos, parlendas, adivinhas, jogos populares, cantigas de roda. Belo Horizonte: Itatiaia, 1985. (Biblioteca de Estudos Brasileiros, v. 20). MINDLIN, Betty. O céu ameaça a Terra. Ilustrações de Joana Lira. Nova Escola, São Paulo, 1 abr. 2007. Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/3165/o-ceu-ameaca-a-terra. Acesso em: 1 jul. 2020. OLIVEIRA, Marcus Vinicius de Faria et al. Brinquedos e brincadeiras populares: identidade e memória. Rio Grande do Norte: IFRN, 2010. PREZIA, Benedito; HOOMAERT, Eduardo. Brasil Indígena: 500 anos de resistência. São Paulo: FTD, 2000. SATURNO, Patrícia. Marca Mumbuca é lançada na Festa da Colheita do Capim Dourado. In: TOCANTINS. Governo do Estado. Palmas, 18 set. 2017. Disponível em: https://portal.to.gov.br/noticia/2017/9/18/ marca-mumbuca-e-lancada-na-festa-da-colheita-do-capim-dourado/. Acesso em: 1 jul. 2020. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuiçãoem qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. https://portal.to.gov.br/noticia/2017/9/18/marca-mumbuca-e-lancada-na-festa-da-colheita-do-capim-dourado/. https://portal.to.gov.br/noticia/2017/9/18/marca-mumbuca-e-lancada-na-festa-da-colheita-do-capim-dourado/. https://portal.to.gov.br/noticia/2017/9/18/marca-mumbuca-e-lancada-na-festa-da-colheita-do-capim-dourado/. http://www.cdpara.pa.gov.br/marujada.php A C E R V O R W C IN E /T V B R A S IL / E B C /F LI C K R .C O M 273 Bloco 3. Elementos da cultura e do folclore regional – Nordeste Elemento 1. Festas, danças e ritmos A identidade dos povos ao redor do mundo é construída por tradições, celebrações e interpretações da realidade. As festas tradicionais e demais manifestações culturais caracterizam-se como saberes intrínsecos à comunidade a que pertencem e são repassadas de geração a geração. Nas festas, nas danças e nos ritmos tradicionais da cultura brasileira há uma diversidade de manifestações e representações que carregam em si a mistura das diferentes etnias do país. As manifestações culturais do local onde a criança se desenvolve desde o nascimento são muito importantes para sua formação integral, uma vez que são educadoras por trabalharem e auxiliarem no desenvolvimento das capacidades motriz, cognitiva, de socialização e afetiva. Tambor de crioula Dança de origem africana, o tambor de crioula é muito praticado no Maranhão como uma das muitas maneiras de louvar São Benedito, entre outros santos católicos. Tendo sido reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro pelo Iphan, a forma de expressão afro- brasileira envolve percussão de tambores, canto e dança. Roda de tambor de crioula, 2012. A característica dessa manifestação cultural são as coreiras (dançarinas), que vestem saias, colares e pulseiras coloridas e fazem passos de dança descontraídos, ao ar livre. A dança de movimentos harmoniosos e coordenados tem uma peculiaridade: a punga, ou umbigada, parte central da dança, em que as coreiras aproximam seus ventres. Tocadores e cantadores, conduzidos pelo ritmo forte e marcado do tambor e pelo canto, executam a música, alegre e bem movimentada, cuja dança culmina na punga (umbigada). Propostas de atividades com crianças de 4 anos a 5 anos e 11 meses Proposta 1 Prepare material audiovisual sobre o tambor de crioula, pois esse recurso permite que a aprendizagem seja mais efetiva e duradoura, já que a memorização é potencializada pelo uso simultâneo de dois sentidos: visão e audição. Providencie equipamento para reprodução de vídeo. Mostre para as crianças uma apresentação de tambor de crioula e compartilhe as informações sobre essa manifestação cultural. Depois, comente com elas sobre os instrumentos usados para produzir os sons dessas músicas e encoraje-as a dançá-las e cantá-las. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 274 Em uma roda de conversa, investigue se conhecem essa manifestação cultural e se já participaram dela ou se conhecem alguma outra festa tradicional da região. Incentive-as a se expressar e compartilhar o que sabem com os colegas. Por fim, providencie material variado (como lantejoulas, glitter, purpurina, tinta guache, canetinhas hidrocor, lápis de cor, fitas de cetim, papel colorido, cola etc.) e convide-as a fazer um desenho para representar o tambor de crioula. Essa proposta contempla os objetivos EI03CG01, EI03CG05 e EI03TS02 da BNCC, além de trabalhar conhecimentos da literacia, como desenvolvimento do vocabulário, e da numeracia, como posicionamento e espacialidade, conforme orientação da PNA. Proposta 2 Proponha uma pesquisa sobre outras danças, festas e ritmos da Região Nordeste do Brasil, como maracatu, caboclinhos, frevo, samba de roda do Recôncavo Baiano etc. Organize as crianças em grupos e, com o auxílio dos responsáveis, peça que procurem informações sobre a manifestação cultural, como a origem dela e quando é celebrada, e uma descrição da dança, festa ou do ritmo. No retorno da pesquisa, separe o material coletado pelas crianças e trabalhe uma manifestação cultural por atividade para que elas possam esclarecer suas dúvidas e explorar o assunto com tranquilidade. Proponha à turma criar um painel para cada manifestação cultural usando as informações da pesquisa, como dados e imagens. Essa proposta desenvolve os conhecimentos elementares de literacia, como desenvolvimento de vocabulário, compreensão oral de textos e produção de escrita emergente, como defendido no PNA, além de trabalhar os objetivos de aprendizagem EI03EO01 e EI03EO06 da BNCC. Para explorar MARANHÃO. Secretaria de Cultura. Casa do Tambor de Crioula do Maranhão. [São Luís]: SECMA, [20--?]. Disponível em: https://cultura.ma.gov.br/casa-do-tambor-de-crioula-do-maranhao/#. XzmgrcBKjIU. Acesso em: 23 jun. 2020. A Casa do Tambor de Crioula do Maranhão é um centro de referência da cultura popular. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. https://cultura.ma.gov.br/casa-do-tambor-de-crioula-do-maranhao/#.XzmgrcBKjIU https://cultura.ma.gov.br/casa-do-tambor-de-crioula-do-maranhao/#.XzmgrcBKjIU 275 Elemento 2. Brincadeiras tradicionais O direito de brincar é reconhecido internacionalmente desde 1959, como consta na Declaração Universal dos Direitos da Criança, e a brincadeira é essencial para o desenvolvimento da criança. O brincar é tão constituinte à criança como o trabalho é aos adultos. Por meio das brincadeiras, a criança experimenta o mundo em sua complexidade, desenvolve a linguagem oral, articula vivências, cria possibilidades e explora hipóteses. Ao se expressar dessa forma, utiliza-se da brincadeira como ferramenta para explorar e manifestar emoções. As brincadeiras tradicionais ou folclóricas, tão carregadas de história e sabedoria popular, são muito usadas na educação infantil, pois trabalham a cognição, a coordenação motora, exploram a criatividade e a concentração e desenvolvem a interação social entre crianças. Tais brincadeiras se perpetuam de geração em geração e remontam a origens tão antigas que não é possível identificar seus inventores. Fato é que, por mais que sofram alterações com o decorrer do tempo e de acordo com a região, são garantia de um momento lúdico e ao mesmo tempo educativo. O jogo conhecido como “cademia” no Rio de Janeiro e “cancão” no Maranhão, por exemplo, é chamado de “macaca” na Bahia e no Pará, “maré” em Minas Gerais, “sapata” no Rio Grande do Sul e é conhecido por “amarelinha” em São Paulo. Os jogos e brinquedos tradicionais carregam herança dos povos constituintes de nosso país, assim diversas brincadeiras têm origem nas culturas africana, indígena e europeia, como o “bilboquê”, o “pião” e a “peteca”, de origem indígena; as brincadeiras de “pular elástico” e “corda” são de procedência africana, e muitas cantigas de roda são europeias. Banco de brincadeiras tradicionais da cultura nordestina A seguir, sugerimos três brincadeiras típicas da Região Nordeste do país para quesejam reproduzidas com as crianças. Se julgar adequado, faça uma votação para decidir qual brincadeira será feita ou crie um planejamento para que todas ocorram ao longo de uma semana. 1. Gulu Participantes: 4 ou mais. Como brincar O gulu é escolhido entre as crianças. À sua volta, as outras crianças formam uma roda mantendo certa distância dele. O jogo inicia quando uma das crianças arremessa uma bola para outra criança — que não seja o gulu — e diz: — Gulu! Gulu. O gulu, então, deve pular para pegar a bola enquanto ela estiver no ar: se cair no chão, não pode tocá-la. Caso ele consiga pegar a bola, a última criança que a tocou passa a ser o novo gulu. Caso não consiga, a criança com a bola nas mãos deverá arremessá-la de maneira rápida para outra criança da roda, exceto aquela de quem recebeu a bola. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. A LB E R T O D E S T E FA N O H E N R IQ U E B R U M R IB E IR O 276 Também conhecida como “doidinho” ou “bobinho”, a brincadeira ajuda as crianças a desenvolver as habilidades de coordenação motora, movimentação corporal, agilidade, estratégia e interação com os pares. 2. Cabra-cega Participantes: 3 ou mais. Como brincar O grupo de crianças deve eleger uma delas para ser a cabra-cega. A criança escolhida deve ser vendada (com um lenço ou pedaço de pano), e a brincadeira começa com o diálogo a seguir: Grupo de crianças: — Cabra-cega, de onde você vem? Cabra-cega: — De... (diz o nome de algum lugar de sua escolha). Grupo de crianças: — O que trouxe para nós? Cabra-cega. Cabra-cega: — Eu trouxe... (diz o nome de algo de sua escolha). Grupo de crianças: — Vai dar um pouco para nós? Cabra-cega: — Não! Nessa hora, as crianças caminham ao redor da cabra-cega, espalhando-se, e falam com ela, todas ao mesmo tempo, a fim de confundi-la. A criança que é a cabra-cega tenta capturar outra criança. Ao conseguir, deverá dizer seu nome. Caso acerte, a brincadeira recomeça com a criança capturada sendo a nova cabra-cega. Caso erre, ela continua sendo a cabra-cega. Também conhecida como “pata-cega”, “cobra-cega” e “galinha-cega”, a brincadeira ajuda as crianças a desenvolver as habilidades de coordenação motora, movimentação e equilíbrio corporal, senso de direção, interação com os pares e memória. 3. Fio elétrico Participantes: 4 ou mais. Como brincar Fio elétrico. Antes de iniciar a brincadeira, disponibilize uma corda de, aproximadamente, 4 metros de comprimento para as crianças. Elas devem escolher duas crianças para segurar cada ponta da corda e esticá-la à altura do pescoço. As outras decidem quem começa e qual será a ordem de participação na brincadeira. Cada criança, uma a uma, deve passar por baixo da corda esticada, sem encostar nela e/ou no chão. A cada rodada, as crianças que estão segurando a corda devem baixá-la um pouco para que o grau de dificuldade aumente: a corda começa no pescoço, desce para a altura do ombro, então para Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 277 debaixo do braço, depois para a cintura, o quadril, os joelhos, a panturrilha e, por fim, um pouco acima do tornozelo. Ao encostar na corda, a criança deverá levar um “choque” e sair da brincadeira. O último a sair ganha. Essa brincadeira, também conhecida como “corda elétrica” ou “brincadeira da cordinha”, pode ser usada para desenvolver com as crianças as habilidades de coordenação motora, estratégia e cooperação, além de trabalhar a agilidade, o condicionamento físico e a resistência. Propostas de atividades com crianças de 4 anos a 5 anos e 11 meses Depois de selecionar uma das brincadeiras sugeridas no Banco de brincadeiras tradicionais da cultura nordestina, encoraje as crianças a formar suas equipes, caso a brincadeira seja em grupo. Se observar que algum grupo destoa dos demais, faça intervenções pontuais e desafie-as a negociar e pensar em uma organização mais igualitária. Se surgir algum conflito, ajude-as a solucioná-lo sempre usando estratégias pautadas no respeito mútuo. Observe, durante as brincadeiras, se o nível de dificuldade está adequado a toda a turma e avalie se há necessidade de diminuir ou elevar o grau de complexidade das tarefas. Leia as regras de cada brincadeira e verifique se todas as crianças compreenderam. Durante a atividade, confira se elas seguem as regras e se entendem por que regras são importantes para o bom andamento da brincadeira. Essas propostas com as brincadeiras do Banco de brincadeiras tradicionais da cultura nordestina promovem conhecimentos elementares de literacia, como desenvolvimento de vocabulário e compreensão de textos orais. Também visam trabalhar espacialidade, posicionamento e raciocínio lógico, conhecimentos importantes de numeracia da PNA. Em seguida, distribua papel e materiais para trabalhos de arte, como lápis de cor, giz de cera, tinta guache, cola colorida, fita adesiva, botões, fitas, barbante, cola etc. Incentive as crianças a registrar a brincadeira que fizeram por meio de desenho ou colagem. Esse trabalho pode ser individual ou coletivo. Peça que nomeiem suas obras e organize uma pequena exposição na sala de aula. Essa atividade contempla os objetivos de aprendizagem EI03EO06, EI03CG02 e EI03CG05 da BNCC. Para explorar GASPAR, Lúcia; BARBOSA, Virgínia. Jogos e brincadeiras infantis populares. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife, 26 ago. 2009. Disponível em: http://basilio.fundaj.gov. br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&view=article&id=372&Itemid=189. Acesso em: 19 jun. 2020. A Fundação Joaquim Nabuco oferece mais informações e sugestões de brincadeiras populares para serem exploradas com as crianças. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&view=article&id=372&Itemid=189 http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&view=article&id=372&Itemid=189 278 Elemento 3. Mitos, lendas e personagens folclóricos Para o pesquisador Luís da Câmara Cascudo (2012), o termo folclore (folk-lore), criado no fim do século XIX pelo arqueólogo inglês William John Thoms, traduz o pensar, o sentir e o agir de um povo. Folclore são as festas, as lendas, os mitos, os provérbios, as cantigas, as adivinhas, as danças e os costumes populares passados de geração a geração. No Brasil, o folclore abrange um variado conjunto dessas manifestações e tradições populares. Por isso, o desenvolvimento de atividades ligadas a esse tema é de suma importância para a conscientização da cultura nacional e para manter vivas as origens de determinada comunidade ou região, afirmando sua identidade. Conhecer as manifestações e tradições de seu país leva as crianças a perceber a importância da própria história, entender a formação do povo brasileiro e valorizar a influência de outros povos na formação cultural do país. Portanto, os mitos e as lendas do folclore nacional, ao misturarem fatos históricosà fantasia e à imaginação das pessoas, buscando explicar acontecimentos sobrenaturais ou de difícil compreensão, compartilhar ensinamentos ou somente assustar, despertam o imaginário infantil. Curupira Curupira. A lenda do Curupira tem origem indígena. Ele é considerado um defensor das florestas e dos animais. Seu nome muda dependendo da região, sendo conhecido também por Matuiú, Caiçara, Gurupira, Caapora, Caipora ou Corubira. O Curupira é um menino de cabelos volumosos e avermelhados, com os pés voltados para trás, o que o ajuda a despistar seus perseguidores e fugir deles. Ele se locomove com muita velocidade e é bastante poderoso. Às vezes, surge montado num porco-do-mato. Alguns dizem que anda com uma lança nas mãos. Para assustar caçadores, lenhadores e pessoas com mau intuito, solta uivos imitando lobos, ressuscita animais mortos, apaga ou modifica as trilhas para os caçadores se perderem na floresta, afugenta os cães de caça e destrói as armadilhas e as armas dos caçadores. Além disso, consegue criar imagens ilusórias e assustadoras para espantá-los. Diz a lenda que ele vive em todos os lugares em que existe floresta. Por isso, quem vai entrar na mata deve pedir sua permissão ou pode acabar se perdendo. Tradição popular. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. P A U LO R A M O S 279 Propostas de atividades com crianças de 4 anos a 5 anos e 11 meses Proposta 1 Convide as crianças para uma roda de leitura. Leia a história do Curupira pausadamente. Se possível, projete a história na lousa ou faça a leitura com o texto virado para as crianças para que elas percebam o sentido da leitura (da esquerda para a direita, de cima para baixo). Depois da leitura, incentive-as a compartilhar o que acharam da lenda. Faça perguntas para verificar se compreenderam a história: Como o Curupira é? O que ele faz para assustar caçadores e lenhadores? Onde ele vive? Etc. A apresentação do personagem Curupira permite abordar o tema sobre a preservação do meio ambiente, desse modo, inicie uma conversa com as crianças sobre a importância dos nossos atos no dia a dia que afetam diretamente a natureza. Explique que pequenas ações podem ajudar o Curupira a cuidar da natureza, sendo assim, ações como: jogar o lixo na lixeira, não desperdiçar água, não desperdiçar energia elétrica, não maltratar as plantas e os animais, entre outras. É possível exemplificar algumas das situações mais comuns ao cotidiano infantil para que possam refletir com mais facilidade: orientando-as, em momentos como idas ao banheiro, a evitar o desperdício da água e do papel higiênico; ou nos horários de refeição, pedindo que prestem atenção ao desperdício dos alimentos, uma vez que são de origem animal ou vegetal. É importante levar a criança a entender que ela faz parte de uma sociedade e que suas ações influenciam na preservação da natureza. Se julgar necessário, peça que desenhem, em folha à parte, diferentes atitudes que possam contribuir para zelar a preservação ambiental, sejam elas: escovar os dentes de torneira fechada, não puxar as flores dos jardins, jogar o lixo no lugar correto, evitar deixar as luzes acessas durante o dia, entre outras. Por fim, oriente-as a apresentar a atividade aos colegas e de modo lúdico e prazeroso, reavalie as ações escolhidas nos desenhos das crianças, permitindo que se expressem livremente sobre o tema, apontando suas vivências. Crie a consciência ambiental nas crianças promovendo uma dinâmica que sugira a coleta seletiva. Sendo assim, disponibilize 4 caixas de papelão com tamanhos parecidos e oriente-as a colorir cada uma de: vermelho, verde, amarelo e azul. Ajude-as a escrever, ou seja, a escrita das palavras plástico, vidro, metal e papel respectivamente, respeitando a ordem de cores acima. Chame a atenção para os tipos de lixo de cada uma das novas lixeiras e exemplifique quais são os tipos que podem ser jogados em cada uma delas. Por exemplo, garrafas plásticas, canudos e tampinhas têm como destino a caixa da cor vermelha, garrafas de vidro e copos de vidro são destinadas a caixa verde, as latas de alumínio para a caixa amarela e os picotes de papéis e materiais usados para à caixa azul. Nesse momento é interessante que permita às crianças exemplificar tipos de lixo. Se possível, mantenha as caixas durante o ano letivo para estimular o processo da coleta seletiva ao longo dos semestres. Caso não possa, promova uma dinâmica separando antecipadamente alguns dos materiais citados acima e oriente as crianças a fazer a separação. Em seguida, proponha a construção de uma instalação para representar a lenda do Curupira. Providencie diversos materiais de arte e planeje com as crianças o que será feito. Liste alguns elementos que podem ajudar a caracterizar a instalação (como vegetação, porco-do-mato, lenhadores, animais, o Curupira etc.) e escreva todas as sugestões com elas, incentivando-as a levantar hipóteses sobre a escrita das palavras. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 280 Quando finalizarem o planejamento da instalação, distribua as tarefas e estipule um cronograma do que deve ser feito e em que momento. Faça o registro de todas as etapas dessa proposta, pois ele será útil para observar como as crianças desenvolveram suas habilidades e solucionaram conflitos. Essa proposta trabalha os objetivos EI03EO02, EI03TS02 e EI03EF07 da BNCC. Também é possível, por meio dela, desenvolver os conhecimentos elementares de literacia, como desenvolvimento de vocabulário, compreensão oral de textos, consciência fonológica e fonêmica e conhecimento alfabético, conforme PNA. Proposta 2 Providencie outras lendas e mitos do folclore da Região Nordeste do Brasil, como o Papa-Figo, o mito do Quibungo, a lenda da Cabra Cabriola, a lenda da Cuca etc. Leia as histórias pausadamente, dando oportunidade para as crianças assimilarem os aspectos de cada personagem. Use entonações de voz diferentes durante a contação das histórias. Isso é muito importante para manter as crianças atentas. Se possível, apresente as histórias no formato audiovisual ou mostre a elas imagens dos personagens. A leitura das lendas e dos mitos também poderá ser feita usando acessórios característicos dos personagens. Trabalhe um personagem, uma lenda ou um mito por atividade para que seja bem explorado pelas crianças. Proponha à turma criar histórias coletivas com base nessas lendas e mitos folclóricos e a dramatizá-las. Essa proposta desenvolve os conhecimentos elementares de literacia, como desenvolvimento de vocabulário, compreensão oral de textos e produção de escrita emergente, como defendido na PNA, além de trabalhar os objetivos de aprendizagem EI03CG05 e EI03EF05 da BNCC. Para explorar MILITANI, João Vitor. Dia do Folclore: lendas que você não conhece. Museu Regional de São João Del-Rei, São João Del Rei, 26 set. 2019. Disponível em: https://museuregionaldesaojoaodelrei.museus. gov.br/dia-do-folclore-lendas-que-voce-nao-conhece/. Acesso em: 23 jun. 2020. Esse artigo contém resumos de algumas lendas folclóricas brasileiras. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidadede cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. https://museuregionaldesaojoaodelrei.museus.gov.br/dia-do-folclore-lendas-que-voce-nao-conhece https://museuregionaldesaojoaodelrei.museus.gov.br/dia-do-folclore-lendas-que-voce-nao-conhece C LA U D IA M ID O R I/F LI C K R .C O M 281 Elemento 4. Receitas culinárias Comer é um ato tão comum do dia a dia que não nos atentamos para a história e a tradição de um povo presentes em cada receita culinária. Os pratos típicos de um país não são importantes apenas para saciar a fome, mas são fontes de informação social e cultural. A culinária tradicional de um país é a manifestação do legado dos diferentes povos que formam sua base cultural, além de promover e valorizar os produtos típicos de cada lugar. Por meio dos costumes alimentares e das receitas tradicionais, manifestam-se gostos, influências, características econômicas, históricas e geográficas de uma comunidade. A culinária faz parte do cotidiano das pessoas e é transmitida de geração a geração. Aprender a culinária de seu país possibilita à criança entrar em contato com a cultura e o modo de ser de sua comunidade. Baião de dois O baião de dois é um prato de origem cearense. É um prato completo, ou seja, é um preparado com todos os elementos da refeição. O nome “baião” veio da dança e ritmo típicos do Nordeste, muito difundido por Luiz Gonzaga, o Rei do Baião. Ingredientes: • ½ kg de feijão-de-corda cozido; • 2 xícaras de chá de arroz cozido; • 250 g de queijo de coalho; • 1 copo de manteiga de garrafa; • 250 g de carne-seca cozida; • 250 g de linguiça calabresa defumada picada; • coentro picado a gosto; • cebolinha verde picada a gosto; • sal a gosto. Baião de dois. Modo de preparo Em uma panela, aqueça ⅔ da manteiga de garrafa e adicione a linguiça calabresa picada para refogar. Quando a linguiça estiver bem frita, acrescente a carne-seca desfiada e refogue bem a mistura. Quando a linguiça e a carne estiverem bem refogadas, adicione o feijão-de-corda e misture bem. Na sequência, adicione o arroz cozido e misture bem todos os ingredientes. Coloque metade do restante da manteiga de garrafa, misturando sem parar, e ponha o coentro e a cebolinha. Por fim, acrescente o queijo coalho picado e o restante da manteiga de garrafa. Misture bem e apague o fogo. Está pronto. Deve ser servido quente. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 282 Propostas de atividades com crianças de 4 anos a 5 anos e 11 meses Proposta 1 Em uma roda de conversa, apresente a receita do baião de dois às crianças e pergunte se conhecem esse prato, se já provaram, se gostam, se alguém o prepara em casa e se sabem quem ensinou a receita a essa pessoa, se já ajudaram algum adulto com alguma receita ou se conhecem outra receita típica. Incentive-as a participar e compartilhar o que sabem com os colegas. Em seguida, explique a elas que as receitas podem ser retiradas de vários lugares, como livros, revistas, sites, jornais etc. Mostre um livro de receitas para que elas se familiarizem com a estrutura desse tipo de texto instrucional. Chame a atenção para o título, a lista de ingredientes, o modo de fazer, as imagens etc. Proponha à turma criar um livro coletivo de receitas com base nos pratos típicos da Região Nordeste, como arrumadinho, acarajé, bobó de camarão, moqueca de camarão etc. Essa proposta trabalha os objetivos EI03EF01, EI03EF06 e EI03EF07 da BNCC, além de desenvolver os conhecimentos elementares de literacia, como desenvolvimento de vocabulário, compreensão oral de textos, consciência fonológica e fonêmica e conhecimento alfabético, conforme a PNA. Proposta 2 Se possível, reserve a cozinha da escola para preparar um baião de dois com a participação das crianças. Previamente, certifique-se com os familiares de que nenhuma delas seja alérgica aos alimentos que serão utilizados. Ao providenciar os ingredientes para a atividade culinária, é importante que os alimentos estejam nas respectivas embalagens. Dessa forma, é possível apresentar às crianças os símbolos, as letras e os textos que aparecem nelas. Explique que é importante respeitar as quantidades, os ingredientes e o modo de preparo para que a receita dê certo. Chame a atenção delas para os números nas receitas. Comente as quantidades (unidades de medidas) e demonstre a importância delas no preparo dos pratos. As embalagens também podem ser exploradas nesse sentido. Distribua as tarefas na cozinha de maneira que todas as crianças possam ajudar e auxilie-as no manuseio dos utensílios, ponderando, com cuidado, o tipo de tarefas que farão. Convide os responsáveis pela cozinha para participar dessa atividade para que as crianças possam conhecer mais as funções dos adultos que trabalham na escola. Reforce a importância de lavar bem as mãos antes de manusear os alimentos, além da necessidade de usar luvas e toucas durante a permanência na cozinha. Depois do preparo, incentive-as a organizar o ambiente em que vão comer e a experimentar o prato que fizeram juntas. Essa atividade promove conhecimentos de literacia e numeracia previstos na PNA, como o desenvolvimento do vocabulário, a compreensão oral de textos, o trabalho com quantidades, algarismos, somas, tempo, tamanho e volume, além de trabalhar os objetivos EI03EO02, EI03CG04, EI03CG05 e EI03ET07 da BNCC. Para explorar VERARDI, Cláudia. Culinária do Nordeste do Brasil (comida nordestina). Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife, 1 jul. 2019. Disponível em: http://basilio.fundaj.gov.br/ pesquisaescolar/index.php?option=com_content&view=article&id=549&Itemid=185. Acesso em: 25 jun. 2020. Sugerimos a leitura dessa página para conhecer mais as raízes culturais da culinária nordestina, além de outros pratos típicos e as respectivas receitas. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&view=article&id=549&Itemid=185 http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&view=article&id=549&Itemid=185 283 Elemento 5. Brinquedos tradicionais e construção de brinquedos Você sabe o que são brinquedos tradicionais? São muitos os brinquedos considerados tradicionais ou folclóricos que se caracterizam por serem passados de geração a geração, carregando marcas culturais de um povo. No Brasil, há diversos, entre eles o carrinho, a boneca e a bola de pano, o cavalinho de pau, bolinhas de gude etc. Brincar é um excelente aliado no desenvolvimento infantil. Enquanto brinca, a criança desenvolve formas de se expressar e experimentar o mundo. Ao mesmo tempo, adquire autonomia, organiza emoções, apropria-se do conhecimento, desenvolve noções temporal e espacial, além de afinar sua coordenação motora e visomotora. É brincando que a criança desenvolve a linguagem oral, cria hipóteses e explora possibilidades na elaboração de narrativas autônomas. Apropriando-se de brinquedos tradicionais pela construção e utilização, a criança apodera-se de sua própria culturae história. Muitos brinquedos tradicionais, apesar de serem comuns em todo o Brasil, recebem nomes diferentes em locais diferentes. O “estilingue”, por exemplo, é chamado de “baladeira”, “setra” ou mesmo “atiradeira”, dependendo da região; já a “pipa” é conhecida por “papel”, “quadrado”, “papagaio” ou “peixinho”. A manutenção desses brinquedos semeia a troca de conhecimentos e dissemina a cultura brasileira, o que fortalece as práticas ancestrais de nosso país e a multiplicação dos saberes indígena, europeu e africano que compõem a origem desses brinquedos. Em nossos dias, há uma variedade de brinquedos e jogos comercializados, mas é interessante incentivar as crianças a construírem seus próprios brinquedos usando materiais diversos, como recicláveis ou resíduos de elementos da natureza, que proporcionem a elas a ressignificação dos materiais em questão, descobertas e o desenvolvimento da criatividade. Banco de brinquedos tradicionais e construção de brinquedos da cultura nordestina Ao construir o próprio brinquedo, a criança exercita a coordenação motora, a capacidade de concentração, a criatividade e a percepção. Se o brinquedo for feito com material reciclável, ela desenvolve valores importantes para sua formação socioeducacional, como a sustentabilidade. Por isso, indicamos a seguir três sugestões de brinquedos populares da Região Nordeste do país para construir com as crianças. Se julgar adequado, peça que votem para decidir que brinquedo farão. 1. Cai não cai Material: • 1 garrafa PET com tampa; • bolinhas de gude coloridas; • palitos de churrasco sem ponta; • tinta guache colorida. Cai não cai. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. D A W ID S O N F R A N Ç A 284 Como fazer Prepare a garrafa PET furando-a com o auxílio de uma chave de fenda ou com a ponta aquecida de uma faca. Faça furos em toda a circunferência e extensão da região em que se prende o rótulo. Peça às crianças que pintem os palitos de churrasco com cores diferentes. Quando os palitos estiverem secos, auxilie-as a passá-los por entre os furos da garrafa, transpassando-a de um lado a outro. Quando todos os furos estiverem preenchidos pelos palitos, instrua as crianças a colocar as bolinhas de gude, uma a uma na garrafa, sobre o emaranhado de palitos. Assim que todas as bolinhas estiverem na garrafa, peça que a fechem com a tampinha. O brinquedo está pronto! Como brincar Para brincar, as crianças decidem a ordem de participação. Então, cada uma em sua vez retira uma vareta da garrafa tentando não deixar as bolinhas caírem. A cada bolinha que cai ao se retirar uma vareta, soma-se um ponto para a criança da vez. Ganha o jogo quem tiver o menor número de pontos (bolinhas). 2. Baladeira de bexiga Material: • uma bolinha de pingue- -pongue ou de papel; • um copo plástico; • tesoura sem ponta; • fita adesiva colorida; • uma bexiga (balão de festa). Baladeira de bexiga. Como fazer Peça às crianças que cortem os fundos do copo plástico e da bexiga com uma tesoura sem ponta e, então, deem um nó na ponta da bexiga. Em seguida, instrua-as a encaixar, na boca do copo, a parte da bexiga cortada. Para fixar a bexiga em torno da boca do copo, peça que a colem com fita adesiva. Então, ponha a bolinha dentro do copo pela abertura do fundo. Está pronto! Como brincar Para brincar, as crianças devem esticar a bexiga, segurando-a próximo ao nó, e, então, soltá- -la para projetar a bolinha. Esse brinquedo é um recurso para desenvolver a coordenação motora e a criatividade das crianças. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. P A U LA K R A N Z 285 Vaivém de garrafa PET. 3. Vaivém de garrafa PET Material: • tampinhas de garrafa PET coloridas; • 2 garrafas PET sem tampa; • fita adesiva; • tesoura sem ponta; • 4 metros de barbante grosso ou de fio de varal. Como fazer Corte as garrafas PET ao meio: vocês utilizarão somente a parte com o gargalo. Peça às crianças que cortem o barbante ao meio para formar dois fios e passem-nos por dentro das peças de PET, de forma que fiquem viradas uma para a outra, conforme a imagem. Preencha o interior das peças com tampinhas de garrafa PET coloridas e una as partes com fita adesiva, decorando o vaivém. Oriente-os para que deem um nó em cada extremidade dos fios. Está pronto o brinquedo! Como brincar Para começar a brincadeira, cada criança segura um par de fios, e elas tomam distância o suficiente para que os fios fiquem bem esticados. Então, devem abrir e fechar os braços esticados, alternando os movimentos e fazendo o brinquedo se mover em vaivém. Propostas de atividades com crianças de 4 anos a 5 anos e 11 meses Proposta 1 Depois de selecionar um ou mais brinquedos do Banco de brinquedos tradicionais e construção de brinquedos da cultura nordestina, organize uma oficina de brinquedos com as crianças. Essa atividade possibilita o desenvolvimento da coordenação motora delas. Antes de iniciar a construção de um dos brinquedos, explique o que será construído e como se brinca com esse brinquedo. Separe antecipadamente todo o material que será utilizado na atividade na quantidade necessária para que todas as crianças possam fazer o próprio brinquedo. Oriente e acompanhe-as de perto nas etapas em que, porventura, algum material precise ser perfurado ou cortado. Essas atividades trabalham conhecimentos elementares da numeracia, como formas geométricas elementares e espacialidade da PNA, além de contemplar os objetivos de aprendizagem EI03EO02, EI03CG02 e EI03CG05 da BNCC. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. H É L I O S E N A T O R E 286 Proposta 2 Proponha às crianças uma pesquisa sobre brinquedos populares nordestinos. Se julgar necessário, sugira alguns brinquedos para a pesquisa, como traca-traca, rói-rói, mané-gostoso, boneca de palha de milho, mula-manca, torre de madeira etc. Se dentro da comunidade escolar houver alguém que possa compartilhar sua vivência com esses brinquedos na infância, convide-o para participar desse projeto de pesquisa. Organize as informações coletadas para montar um livro de brinquedos tradicionais. Para cada brinquedo, cole uma imagem e registre dados como nome, origem, modo de brincar etc. Aproveite a oportunidade para observar as hipóteses de escrita das crianças, incentivar a escrita espontânea e criar listas de palavras estáveis que podem auxiliar no processo de letramento e de alfabetização. Essa proposta trabalha os objetivos EI03EO03, EI03EF06, EI03EF07 e EI03EF09 da BNCC, além de desenvolver os conhecimentos elementares de literacia, como desenvolvimento de vocabulário, compreensão oral de textos, consciência fonológica e fonêmica e conhecimento alfabético, conforme a PNA. Para explorar KISHIMOTO, Tizuko Morchida (org.). Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. São Paulo: Cortez, 2017. Este livro apresenta uma série de artigos quetratam da questão do brincar, do lúdico na educação. Ele é destinado a professores e discute a natureza do jogo, o uso de brinquedos e jogos na intervenção pedagógica de crianças com necessidades especiais, brincadeiras de faz de conta etc. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 287 Referências específicas para os elementos da cultura e do folclore nordestino ALBISSU, Nelson. Coisas do folclore. 5. ed. São Paulo: Cortez, 2010. ANTUNES, Celso. O jogo e a educação infantil. 8. ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2011. ASSUNÇÃO, Jussara. A arte nordestina com areia colorida que encanta turistas. Visite o Brasil, [S. l.], 31 out. 2019. Disponível em: www.visiteobrasil.com.br/noticia/a-arte-nordestina-com-areia-colorida- que-encanta-turistas. Acesso em: 3 jul. 2020. AZEVEDO, Ricardo. Meu livro de folclore. 8. ed. São Paulo: Ática, 2011. BAIÃO de dois. Visite o Brasil, [S. l.], [20--?]. Disponível em: www.visiteobrasil.com.br/nordeste/ paraiba/culinaria/conheca/baiao-de-dois. Acesso em: 3 jul. 2020. BOBÓ de camarão. Menu, [S. l.], 31 jan. 2016. Disponível em: www.revistamenu.com.br/2016/01/31/ bobo-de-camarao-e-um-icone-da-cozinha-brasileira-aprenda-a-receita/. Acesso em: 3 jul. 2020. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Brinquedos e brincadeiras de creches: manual de orientação pedagógica. Brasília, DF: MEC, 2012. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/ dmdocuments/publicacao_brinquedo_e_brincadeiras_completa.pdf. Acesso em: 3 jul. 2020. BRINCADEIRAS. Pastoral da Criança, Curitiba, 12 abr. 2018. Disponível em: www.pastoraldacrianca. org.br/brincadeiras. Acesso em: 3 jul. 2020. CAMARA, Enildo. História do Recife: do surgimento aos dias atuais. Visita Recife, [Recife], 10 dez. 2015. Disponível em: http://visitarecife.com.br/historia-do-recife/. Acesso em: 3 jul. 2020. CARNAVAL. In: GUIA GEOGRÁFICO SALVADOR. Salvador: [s. n.], [2018]. Disponível em: www.bahia-turismo.com/salvador/carnaval.htm. Acesso em: 3 jul. 2020. CASCUDO, Luís da Câmara. Dicionário do folclore brasileiro. São Paulo: Global, 2012. GASPAR, Lúcia. Acarajé. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife, c2020. Disponível em: http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar. Acesso em: 3 jul. 2020. HONORA, Márcia; DIAS, Jonas. Africanidades: folclore e lendas. São Paulo: Ciranda Cultural, 2010. INSTITUTO SOCIOAMBIENTAL. [S. l.]: ISA, c2020. Disponível em: www.socioambiental.org/pt-br. Acesso em: 3 jul. 2020. IPHAN. Samba de roda do Recôncavo Baiano. Brasília, DF: IPHAN, 2014. Disponível em: http://portal. iphan.gov.br/pagina/detalhes/56/. Acesso em: 3 jul. 2020. KISHIMOTO, Tisuko Morchida. Brincadeiras como eixo do currículo. In: SEMINÁRIO NACIONAL: CURRÍCULO EM MOVIMENTO, 1, 2010, Belo Horizonte. Anais [...]. Belo Horizonte: Ministério Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/56/ http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/56/ http://www.pastoraldacrianca.org.br/brincadeiras http://www.pastoraldacrianca.org.br/brincadeiras http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/publicacao_brinquedo_e_brincadeiras_completa.pdf http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/publicacao_brinquedo_e_brincadeiras_completa.pdf http://www.revistamenu.com.br/2016/01/31/bobo-de-camarao-e-um-icone-da-cozinha-brasileira-aprenda-a-receita/ http://www.revistamenu.com.br/2016/01/31/bobo-de-camarao-e-um-icone-da-cozinha-brasileira-aprenda-a-receita/ http://www.visiteobrasil.com.br/nordeste/paraiba/culinaria/conheca/baiao-de-dois http://www.visiteobrasil.com.br/nordeste/paraiba/culinaria/conheca/baiao-de-dois 288 da Educação, 2010. Disponível em: https://pt.scribd.com/doc/216221072/KISHIMOTO-Brinquedos- e-Brincadeiras. Acesso em: 3 jul. 2020. KISHIMOTO, Tisuko Morchida. O jogo e a educação. 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Acesso em: 25 set. 2020. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&view=article&id=449&Itemid=185 http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&view=article&id=449&Itemid=185 http://dancas-tipicas.info/regiao-nordeste.html http://dancas-tipicas.info/regiao-nordeste.html 289 Bloco 4. Elementos da cultura e do folclore regional – Centro-Oeste Elemento 1. Festas, danças e ritmos A identidade dos povos ao redor do mundo é construída por tradições, celebrações e interpretações da realidade. As festas tradicionais e demais manifestações culturais caracterizam-se como saberes intrínsecos à comunidade a que pertencem e são repassadas de geração a geração. Nas festas, nas danças e nos ritmos tradicionais da cultura brasileira há uma diversidade de manifestações e representações que carregam em si a mistura das diferentes etnias do país. As manifestações culturais do local onde a criança se desenvolve desde o nascimento são muito importantes para sua formação integral, uma vez que são educadoras por trabalharem e auxiliarem no desenvolvimento das capacidades motriz, cognitiva, de socialização e afetiva. Siriri Siriri, dança folclórica de origem hispano-luso-africana, assemelha-se ao fandango praticado no litoral brasileiro. Pode ser contemplada durante as diversas festividades religiosas e tradicionais do Centro- -Oeste. Os versos são cantados em músicas sobre a vida ribeirinha, bem como suas tradições religiosas de maneira simples e alegre, sempre acompanhadas da viola de cocho, do ganzá (ou cracachá) e do mocho (ou tamboril). Siriri, dança folclórica de origem hispano-luso-africana, na 5a Festa da Troca de Sementes Crioulas de Nossa Senhora do Livramento, Cuiabá, MT. Famosa por ser uma “dança de mensagem”, sua coreografia é desenvolvida para celebrar a amizade. Dançada por homens, mulheres e crianças, a prática é realizada com uma série de movimentos que lembram as brincadeiras de tradição indígena, sendo seus usos e interpretações diversos. As duplas de dançarinos se organizam em fila ou roda, cantando e batendo palmas, e performam os passos de dança conformeo ritmo da música. A vestimenta tradicional do siriri consiste em, para homens, calças compridas e camisas coloridas e, para mulheres, saias amplas estampadas com cores alegres, além de flores nos cabelos. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. A N D R É S P A S Q U IS /G IA S /F LI C K R .C O M 290 Propostas de atividades com crianças de 4 anos a 5 anos e 11 meses Proposta 1 Antecipadamente, prepare material audiovisual breve sobre o Siriri. Esse recurso é bastante útil, pois auxilia na construção da aprendizagem mais efetiva e duradoura, dada a memorização potencializada com o uso, ao mesmo tempo, de dois sentidos: visão e audição. Providencie, também, algumas músicas típicas do Siriri. Organize o material coletado, expondo-o, e convide as crianças a participar de uma roda de conversa. Compartilhe informações sobre o Siriri. Se possível, exiba filmagens de grupos dançando e cantando ou reproduza apenas as músicas. Antes de cada música, diga o nome dela, para que as crianças memorizem ritmo e nome. Fale sobre os instrumentos usados para produzir os sons dessas músicas (viola de cocho, ganzá ou cracachá e mocho ou tamboril), ilustrando sua exposição com imagens, se possível. Investigue se alguma das crianças já conhece essa manifestação cultural, se já participou dela ou se conhece outra festa tradicional da Região Centro-Oeste. Incentive-as a se expressar e compartilhar o que sabem com os colegas. Essa atividade promove conhecimentos elementares da literacia, como desenvolvimento de vocabulário e compreensão oral de textos, conforme orientação da PNA, além de trabalhar os objetivos EI03EO01 e EI03EO06 da BNCC. Proposta 2 Prepare antecipadamente material audiovisual breve sobre o Siriri. Providencie um equipamento para reproduzir vídeos de grupos folclóricos dançando esse ritmo. Se possível, exiba pelo menos duas apresentações. Depois da atividade sobre o Siriri e a importância das manifestações culturais, proponha às crianças a reprodução da dança. Selecione alguns movimentos que possam ser facilmente reproduzidos por elas e monte uma coreografia. Dedique algumas horas em sala todos os dias para ensinar os passos de dança para a turma. Se possível, recrie as roupas dos dançarinos para caracterizar as apresentações que as crianças viram. Em um dia predeterminado, convide a comunidade escolar para participar a apresentação de Siriri, dançando com as crianças e compartilhando suas vivências. É importante que as crianças possam explicar à comunidade alguns dados sobre esse traço folclórico do Centro-Oeste. Essa proposta contempla os objetivos EI03CG02, EI03CG03 e EI03CG05 da BNCC, além de trabalhar conhecimentos da literacia, como desenvolvimento do vocabulário e compreensão oral de textos; e da numeracia, como posicionamento e espacialidade, conforme orientação da PNA. Para explorar FESTAS populares do Centro-Oeste. In: VISITE O BRASIL. Salvador, [20--?]. Disponível em: https://www.visiteobrasil.com.br/brasil/centro-oeste/festas-populares. Acesso em: 8 jul. 2020. Essa página oferece conteúdo sobre diversas festas que fazem parte da cultura popular da Região Centro-Oeste do Brasil. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 291 Elemento 2. Brincadeiras tradicionais O direito de brincar é reconhecido internacionalmente desde 1959, como consta na Declaração Universal dos Direitos da Criança, e a brincadeira é essencial para o desenvolvimento da criança. O brincar é tão constituinte à criança como o trabalho é aos adultos. Por meio das brincadeiras, a criança experimenta o mundo em sua complexidade, desenvolve a linguagem oral, articula vivências, cria possibilidades e explora hipóteses. Ao se expressar dessa forma, utiliza-se da brincadeira como ferramenta para explorar e manifestar emoções. As brincadeiras tradicionais ou folclóricas, tão carregadas de história e sabedoria popular, são muito usadas na educação infantil, pois trabalham a cognição, a coordenação motora, exploram a criatividade e a concentração e desenvolvem a interação social entre crianças. Tais brincadeiras se perpetuam de geração em geração e remontam a origens tão antigas que não é possível identificar seus inventores. Fato é que, por mais que sofram alterações com o decorrer do tempo e de acordo com a região, são garantia de um momento lúdico e ao mesmo tempo educativo. O jogo conhecido como “cademia” no Rio de Janeiro e “cancão” no Maranhão, por exemplo, é chamado de “macaca” na Bahia e no Pará, “maré” em Minas Gerais, “sapata” no Rio Grande do Sul e é conhecido por “amarelinha” em São Paulo. Os jogos e os brinquedos tradicionais carregam herança dos povos constituintes de nosso país, assim diversas brincadeiras têm origem nas culturas africana, indígena e europeia, como o “bilboquê”, o “pião” e a “peteca”, de origem indígena; as brincadeiras de “pular elástico” e “corda” são de procedência africana, e muitas cantigas de roda são europeias. Banco de brincadeiras tradicionais da cultura do Centro-Oeste A seguir, sugerimos três brincadeiras típicas da Região Centro-Oeste do país, para que sejam reproduzidas com as crianças. Se julgar adequado, faça uma votação para decidir qual será a brincadeira escolhida ou crie um planejamento para que todas sejam feitas ao longo de uma semana. 1. Rio Dourado (ou Rio Vermelho) Participantes: 5 ou mais. Como brincar Desenhe no chão duas riscas paralelas, com uma boa distância entre elas. Tais riscas representam as margens do Rio Dourado, que nomeia a brincadeira. Depois, as crianças escolhem quem será o “pegador”. As demais crianças se colocam atrás de uma das riscas e de frente para o pegador, que se posiciona entre as duas riscas. A brincadeira começa com a reprodução do diálogo entre o pegador e as outras crianças: Crianças: — Queremos atravessar o Rio Dourado! Pegador: — Só se tiverem a cor. Crianças: — Que cor? Rio Dourado. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. R O M O N T W IL LY 292 Então, o pegador escolhe uma cor. Quem tiver algo na cor indicada nas peças de sua roupa poderá atravessar as riscas, posicionando-se na outra margem do rio. Os participantes que não tiverem nada na cor determinada tentarão atravessar as riscas escapando do pegador. Quem for pego será o novo pegador, e a brincadeira recomeça. Se ninguém for pego, o pegador não muda e a brincadeira continua. Essa brincadeira pode ser usada para trabalhar as cores com as crianças. 2. Jacaré poiô Participantes: 5 ou mais. Como brincar Em forma de roda, as crianças cantam a seguinte cantiga popular: Eu sou, eu sou, eu sou Eu sou jacaré poiô. Eu sou, eu sou, eu sou Eu sou jacaré poiô. Sacode o rabo, jacaré Dá rabanada, jacaré Eu sou jacaré poiô. Cantiga. Jacaré poiô. Ao longo da cantoria, as crianças imitam os movimentos do jacaré. Ao cantar “Eu sou jacaré poiô”, devem abrir e fechar os braços esticados à frente do rosto, imitandoa boca do jacaré. Quando cantarem “Sacode o rabo, jacaré / Dá rabanada, jacaré”, devem balançar os quadris de forma exagerada, imitando a cauda do jacaré. Então, formam uma fila e, juntas, caminham em ziguezague pelo espaço, cantando e imitando o jacaré, com os movimentos apresentados pela canção. 3. Cinco-marias Participantes: 2 ou mais. Como brincar Separe previamente 5 trouxinhas de arroz feitas com pano para cada dupla. Oriente as crianças para que espalhem as peças do jogo (cinco saquinhos) pelo chão e escolham quem iniciará. Cinco-marias. A brincadeira consiste em pegar um dos saquinhos espalhados pelo chão, jogá-lo para o alto e, enquanto ele estiver no ar, pegar outro saquinho do chão, além de conseguir apanhar o primeiro saquinho antes que ele caia. Se conseguir, a criança fica com os dois saquinhos na mão e segue para a etapa seguinte, em que deverá jogar os dois saquinhos para cima e tentar pegar um terceiro sem derrubar os outros no chão. Se não conseguir, passa a vez à outra criança, que inicia sua jogada ou retorna do ponto em que parou anteriormente, com a quantidade de saquinhos já conquistados na outra rodada. As jogadas se repetem até que uma criança recolha as cinco-marias (saquinhos) do jogo. Essa brincadeira pode ser usada para desenvolver nas crianças coordenação motora, contagem, agilidade e atenção. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. C LÁ U D IA M A R IA N N O 293 Propostas de atividades com crianças de 4 anos a 5 anos e 11 meses Depois de selecionar uma das brincadeiras sugeridas no Banco de brincadeiras tradicionais da cultura do Centro-Oeste, encoraje as crianças a formarem suas equipes, caso a brincadeira seja em grupo. Se observar que algum grupo destoa dos demais, faça intervenções pontuais e desafie as a negociar e pensar em uma organização mais igualitária. Se surgir algum conflito, ajude as crianças a solucioná-lo, sempre usando estratégias pautadas no respeito mútuo. Observe, durante as brincadeiras, se o nível de dificuldade está adequado a todas as crianças e avalie se há necessidade de diminuir ou elevar o grau de complexidade das tarefas. Essas propostas com as brincadeiras do Banco de brincadeiras tradicionais da cultura do Centro-Oeste visam ao trabalho com espacialidade, posicionamento e ao raciocínio lógico, que são conhecimentos importantes de numeracia da PNA. Concluída a brincadeira, distribua papel e materiais artísticos, como lápis de cor, giz de cera, tinta guache, cola colorida, fita adesiva, botões, fitas, barbante, cola etc. Incentive as crianças a registrar a brincadeira por meio de desenho ou colagem. O trabalho pode ser feito individual ou coletivamente. Peça às crianças que nomeiem suas obras e crie uma pequena exposição na sala de aula. Essa atividade contempla os objetivos de aprendizagem EI03CG02, EI03CG05 e EI03TS02 da BNCC. Para explorar BRINCADEIRAS regionais – Centro-Oeste. [S. l.: s. n.], 2013. 1 vídeo (ca. 5 min). Publicado pelo canal Nova Escola. Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/4069/conheca-as-brincadeiras-da- regiao-centro-oeste. Acesso em: 8 jul. 2020. O site da Nova Escola disponibiliza um curto vídeo com as regras das principais brincadeiras tradicionais da Região Centro-Oeste. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. H É L I O S E N A T O R E 294 Elemento 3. Mitos, lendas e personagens folclóricos Para o pesquisador Luís da Câmara Cascudo (2012), o termo folclore (folk-lore), criado no fim do século XIX pelo arqueólogo inglês William John Thoms, traduz o pensar, o sentir e o agir de um povo. Folclore são as festas, as lendas, os mitos, os provérbios, as cantigas, as adivinhas, as danças e os costumes populares passados de geração a geração. No Brasil, o folclore abrange um variado conjunto dessas manifestações e tradições populares. Por isso, o desenvolvimento de atividades ligadas a esse tema é de suma importância para a conscientização da cultura nacional e para manter vivas as origens de determinada comunidade ou região, afirmando sua identidade. Conhecer as manifestações e tradições de seu país leva as crianças a perceber a importância da própria história, entender a formação do povo brasileiro e valorizar a influência de outros povos na formação cultural do país. Portanto, os mitos e as lendas do folclore nacional, ao misturarem fatos históricos à fantasia e à imaginação das pessoas, buscando explicar acontecimentos sobrenaturais ou de difícil compreensão, compartilhar ensinamentos ou somente assustar, despertam o imaginário infantil. As lágrimas de Potira Diamante. Conta a lenda que havia um jovem casal apaixonado que vivia feliz à beira de um rio junto com sua tribo. Itagibá era um bravo guerreiro, e Potira, uma jovem muito formosa. Um dia, as terras de sua tribo foram invadidas e Itagibá teve de se unir aos demais guerreiros e partir para a guerra, a fim de proteger seu território. Potira, ao contrário das demais mulheres da tribo, não chorou ao ver seu amado partir. Apenas observou, com olhos muito tristes, sua canoa descer o rio a caminho da guerra. Todos os dias Potira se sentava à margem do rio, esperando ver a canoa de seu amado retornar da guerra. Muito tempo se passou e, apesar da esperança em ver Itagibá retornar, a saudade e a tristeza de Potira apenas cresciam. Um dia, os guerreiros de sua tribo retornaram; a guerra havia terminado. Potira procurou Itagibá, porém não o encontrou. Os guerreiros lhe contaram que Itagibá havia lutado bravamente e sido um herói para sua tribo, mas, infelizmente, não conseguira sobreviver à guerra. Naquele momento, Potira chorou. Vencida por uma imensa tristeza pela perda de seu amado, Potira sentou-se à margem do rio e passou seus dias a chorar. A grande dor da indiazinha impressionou Tupã, que, sentindo compaixão por Potira, transformou suas lágrimas em diamantes, os quais se misturaram à areia do rio. É por isso que os diamantes são encontrados entre os cascalhos dos rios e regatos. Tradição popular. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 295 Propostas de atividades com crianças de 4 anos a 5 anos e 11 meses Proposta 1 Leia a lenda As lágrimas de Potira pausadamente, dando oportunidade para que as crianças assimilem os aspectos da lenda. Se possível, apresente a história no formato audiovisual ou mostre imagens dos personagens. Convide as crianças para uma roda de conversa sobre lendas e mitos. Encoraje-as a contar experiências sobre o tema: se já ouviram falar sobre a lenda As lágrimas de Potira, o que acham dela, se conhecem alguma outra história etc. Incentive-as a participar e compartilhar o que sabem com os colegas. Faça algumas perguntas sobre a lenda para verificar se as crianças compreenderam a história. Pergunte: Quem são os personagens da lenda? Por que Itagibá precisou ir à guerra? Como Potira reagiu? O que aconteceu quando os guerreiros voltaram para a tribo? Como Potirase sentiu? O que aconteceu com as lágrimas dela? Etc. Essa estratégia ajuda as crianças a organizarem a história linearmente. Em seguida, distribua para as crianças canetinha hidrocor, tinta guache, giz de cera, cola colorida, lápis de cor, papéis coloridos, barbante, entre outros materiais, para que se expressem artisticamente criando ilustrações para a lenda As lágrimas de Potira. Essa proposta trabalha os objetivos EI03EO02, EI03TS02, EI03CG02 e EI03EF01 da BNCC. Também é possível desenvolver conhecimentos elementares de literacia, como desenvolvimento de vocabulário, compreensão oral de textos, consciência fonológica e fonêmica e conhecimento alfabético, conforme a PNA. Proposta 2 Providencie outras lendas e mitos do folclore da Região Centro-Oeste do Brasil, como o personagem folclórico Negro-d’Água, a Lenda da Procissão das Almas, o Mito do Pai do Mato, a Lenda da Mandioca etc. Leia as histórias pausadamente, dando oportunidade para que as crianças assimilem os aspectos de cada ser folclórico ou elemento cultural. Use diferentes entonações de voz durante a contação das histórias. Isso é muito importante para manter as crianças atentas. Se possível, apresente as histórias no formato audiovisual ou mostre imagens dos personagens. Também é indicada a leitura das lendas e dos mitos usando acessórios característicos dos personagens. Trabalhe um personagem, uma lenda ou um mito por aula, para que seja bem explorado pelas crianças. Proponha à turma criar histórias coletivas com base nas lendas e nos mitos folclóricos apresentados e dramatizar as histórias criadas. Essa proposta desenvolve conhecimentos elementares de literacia, como desenvolvimento de vocabulário, compreensão oral de textos e produção de escrita emergente, conforme defendido na PNA, além de trabalhar os objetivos de aprendizagem EI03CG05 e EI03EF05 da BNCC. Para explorar PECHI, Daniele. O jeito adequado de trabalhar o folclore. Nova Escola, São Paulo, 1 jul. 2011. Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/1710/o-jeito-adequado-de-trabalhar-o-folclore. Acesso em: 8 jul. 2020. Esse texto dá dicas para o trabalho com lendas folclóricas em sala. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 296 Elemento 4. Receitas culinárias Comer é um ato tão comum do dia a dia que não nos atentamos para a história e a tradição de um povo presentes em cada receita culinária. Os pratos típicos de um país não são importantes apenas para saciar a fome, mas são fontes de informação social e cultural. A culinária tradicional de um país é a manifestação do legado dos diferentes povos que formam sua base cultural além de promover e valorizar os produtos típicos de cada lugar. Por meio dos costumes alimentares e das receitas tradicionais, manifestam-se gostos, influências, características econômicas, históricas e geográficas de uma comunidade. A culinária faz parte do cotidiano das pessoas e é transmitida de geração a geração. Aprender a culinária de seu país possibilita à criança entrar em contato com a cultura e o modo de ser de sua comunidade. Farofa de banana-da-terra A banana-da-terra é um alimento muito popular no Mato Grosso. A fruta é usada em diferentes preparações típicas desse estado. A farofa de banana-da-terra é uma receita que mostra bem o uso do ingrediente, além de ter por base a farinha de mandioca, outro ingrediente típico da culinária da Região Centro-Oeste. Ingredientes: • 2 xícaras de farinha de mandioca crua; • 3 bananas-da-terra (um pouco verdes) descascadas e cortadas em cubos; • 1/2 xícara de manteiga; • 1 cebola picada; • sal a gosto. Modo de preparo Farofa de banana-da-terra. Em uma frigideira, coloque a manteiga e acrescente as bananas cortadas em cubo. Frite-as até que fiquem douradas. Retire as bananas e reserve-as. Utilizando a mesma frigideira, refogue a cebola. Então, acrescente a farinha à cebola refogada, mexendo bem para não grudar, até que a farinha toste. Com a farinha tostada, adicione o sal e, em seguida, misture as bananas, mexendo suavemente até que estejam bem incorporadas. A farofa está pronta! Proposta de atividade com crianças de 4 anos a 5 anos e 11 meses Converse com as crianças sobre a importância da banana-da-terra para a culinária da Região Centro-Oeste e proponha que preparem a receita de farofa. Reserve a cozinha da escola e convide os responsáveis pela merenda para fazerem parte desta atividade auxiliando as crianças em tudo o que for necessário. Certifique-se de que nenhuma criança tenha alergia aos alimentos utilizados. Ao providenciar os ingredientes para a atividade culinária, é importante que os alimentos estejam em suas respectivas embalagens. Dessa forma, é possível apresentar às crianças os símbolos, as letras e os textos que aparecem nelas. Chame a atenção delas para as informações importantes que cada embalagem oferece e incentive-as a tentar ler palavras que, porventura, já conheçam. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. D O T T A 297 Prepare com antecedência um cartaz e transcreva a receita da farofa de banana-da-terra com letra bastão. Se julgar adequado, insira ao lado de cada ingrediente uma imagem que auxilie as crianças na leitura. Chame a atenção delas para a presença de números nas receitas. Comente as quantidades (unidades de medidas) e demonstre sua importância no preparo das receitas. As embalagens também podem ser exploradas nesse sentido. Explique às crianças que, para que a receita dê certo, é importante respeitar as quantidades, os ingredientes e o modo de preparo. Distribua as tarefas na cozinha de maneira que todas possam ajudar e auxilie-as no manuseio dos utensílios, ponderando, com cuidado, o tipo de tarefas que realizarão. Certifique-se de que as crianças higienizem as mãos antes de começarem a manusear os alimentos e, se possível, usem luvas e toucas durante a atividade. Peça às crianças que ajudem a organizar o espaço onde vão comer a farofa: pergunte quantos pratos e copos serão necessários, se há cadeiras para todos se sentarem, se desejam decorar a mesa e incentive-as a convidar a equipe da cozinha para participar da refeição. Preparar o próprio alimento pode ser uma ótima estratégia para incentivar as crianças a consumirem alimentos mais saudáveis. Além disso, a atividade promove conhecimentos de literacia e numeracia, como o desenvolvimento do vocabulário, a compreensão oral de textos, o trabalho com quantidades, algarismos, somas, tempo, tamanho e volume, bem como os objetivos de aprendizagem EI03EO03, EI03EO07, EI03ET02 e EI03ET04. Para explorar COMIDAS típicas da Região Centro-Oeste do Brasil – Receitas. In: COZINHANDO COMO ANTIGAMENTE. [S. l.: s. n.], 8 nov. 2019. Disponível em: https://cozinhandocomoantigamente.com.br/ culinaria-centro-oeste/comidas-tipicas-da-regiao-centro-oeste-do-brasil/. Acesso em: 8 jul. 2020. Sugerimos a leitura dessa página para conhecer melhor a culinária típica do Centro-Oeste e outras receitas da região. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuiçãodo devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. https://cozinhandocomoantigamente.com.br/culinaria-centro-oeste/comidas-tipicas-da-regiao-centro-oeste-do-brasil/ https://cozinhandocomoantigamente.com.br/culinaria-centro-oeste/comidas-tipicas-da-regiao-centro-oeste-do-brasil/ https://cozinhandocomoantigamente.com.br/culinaria-centro-oeste/comidas-tipicas-da-regiao-centro-oeste-do-brasil/ 298 Elemento 5. Brinquedos tradicionais e construção de brinquedos Você sabe o que são brinquedos tradicionais? São muitos os brinquedos considerados tradicionais ou folclóricos que se caracterizam por serem passados de geração a geração, carregando marcas culturais de um povo. No Brasil, há diversos, entre eles o carrinho, a boneca e a bola de pano, o cavalinho de pau, bolinhas de gude etc. Brincar é um excelente aliado no desenvolvimento infantil. Enquanto brinca, a criança desenvolve formas de se expressar e experimentar o mundo. Ao mesmo tempo, adquire autonomia, organiza emoções, apropria-se do conhecimento, desenvolve noções temporal e espacial, além de afinar sua coordenação motora e visomotora. É brincando que a criança desenvolve a linguagem oral, cria hipóteses e explora possibilidades na elaboração de narrativas autônomas. Apropriando-se de brinquedos tradicionais pela construção e utilização, a criança apodera-se de sua própria cultura e história. Muitos brinquedos tradicionais, apesar de serem comuns em todo o Brasil, recebem nomes diferentes em locais diferentes. O “estilingue”, por exemplo, é chamado de “baladeira”, “setra” ou mesmo “atiradeira”, dependendo da região; já a “pipa” é conhecida por “papel”, “quadrado”, “papagaio” ou “peixinho”. A manutenção desses brinquedos semeia a troca de conhecimentos e dissemina a cultura brasileira, o que fortalece as práticas ancestrais de nosso país e a multiplicação dos saberes indígena, europeu e africano que compõem a origem desses brinquedos. Em nossos dias, há uma variedade de brinquedos e jogos comercializados, mas é interessante incentivar as crianças a construírem seus próprios brinquedos usando materiais diversos, como recicláveis ou resíduos de elementos da natureza, que proporcionem a elas a ressignificação dos materiais em questão, descobertas e o desenvolvimento da criatividade. Banco de brinquedos tradicionais e construção de brinquedos da cultura do Centro-Oeste Ao construir seu próprio brinquedo, a criança exercita a coordenação motora, a capacidade de concentração, a criatividade e a percepção. Se o brinquedo for construído com material reciclável, ela desenvolve valores importantes na sua formação socioeducacional, como a sustentabilidade. Por isso, indicamos a seguir três sugestões de brinquedos populares na Região Centro-Oeste do país para construir com as crianças. Se julgar adequado, peça que façam uma votação para decidir qual brinquedo será escolhido. 1. Massa de modelar artesanal Material: • 2 copos de farinha de trigo; • 1/2 copo de sal; • 1 copo de água; • 1 colher de chá de óleo; • corante alimentício da cor que desejar. Com massa de modelar, as crianças exploram cores, formas e textura criando objetos tridimensionais. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. M A R C O S M A C H A D O 299 Como fazer Com a ajuda das crianças, misture em uma vasilha: a farinha, o sal, a água, o óleo e o corante até obter uma massa homogênea. Rapidamente a massa de modelar artesanal está pronta. Para fazer massa de modelar de diferentes cores, repita a receita com outros corantes. Como brincar A brincadeira consiste em usar a imaginação para modelar e formar os mais diversos brinquedos, animais, objetos, esculturas e construções. 2. Jogo de argolas Material: • folhas de jornal ou de revista; • 4 ou mais garrafas PET; • fitas adesivas coloridas; • areia, bolinhas de gude ou água. Como fazer Oriente as crianças para que decorem as garrafas PET com enfeites e colagens de cores diferentes, uma para cada garrafa. Depois, devem preencher as garrafas com um pouco de areia, bolinhas de gude ou água, para fazer um peso. Jogo de argolas. Peça, então, que enrolem folhas de jornal ou de revista, de modo a formar rolinhos, e unam as extremidades de cada rolinho com fita adesiva, para que uma argola seja formada. Estimule-as a encapar as argolas com as fitas coloridas ou pintá-las com tinta guache de diversas cores. Está pronto! Como brincar Comecem a brincadeira com as crianças posicionando as garrafas no chão, de modo que fiquem a cerca de um palmo de distância entre si. Por exemplo, as garrafas podem ficar dispostas como num jogo de boliche. Assim, as crianças ficam a uma distância de aproximadamente 1,5 metro para o arremesso, decidem a ordem dos arremessos e cada participante terá cinco argolas para arremessar. Quem acertar mais argolas nas garrafas será o vencedor. 3. Boizinho de manga Material: • manga; • palitos de dente. Como fazer Dê uma manga e sete palitos de dente para cada criança, explicando que usarão esse material para fazer um boizinho. Oriente-as para que espetem quatro palitos na manga a fim de formar as patas do boi, um para o rabo e mais dois palitos para os chifres. Boizinho de manga. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. LU IZ L E N T I N I P A U K A K R A N Z 300 Se quiserem, é possível quebrar os palitos para que os animais tenham alturas diferentes. O boizinho de manga está pronto! Como brincar As crianças devem usar a imaginação para pensar nas mais diversas situações ou roteiros de faz de conta em que um boizinho será um dos personagens em ação. Proposta de atividade com crianças de 4 anos a 5 anos e 11 meses Depois de selecionar um ou mais brinquedos do Banco de brinquedos tradicionais e construção de brinquedos da cultura do Centro-Oeste, organize uma oficina de produção de brinquedos com as crianças. Essa atividade possibilita o desenvolvimento da coordenação motora delas. Antes de iniciar a prática, explique às crianças o que será construído e como se brinca com tal brinquedo. Separe antecipadamente todo o material a ser utilizado na atividade na quantidade necessária para que todas as crianças possam fazer seu próprio brinquedo. Oriente e acompanhe as crianças de perto nas etapas em que, porventura, algum material precise ser perfurado ou cortado. Essas atividades trabalham conhecimentos elementares da numeracia, como formas geométricas elementares e espacialidade da PNA, além de contemplar os objetivos de aprendizagem EI03CG02 e EI03CG05 da BNCC. Em uma roda de conversa, pergunte às crianças qual é o brinquedo favorito de cada uma delas e por quê. Deixe que compartilhem livremente suas ideias, pensamentos e preferências. Anote o brinquedo que cada uma citou e crie uma pequena tabela ou gráfico para, com elas, chegar à conclusão de qual é o brinquedo preferido da maioria da turma. Aproveite a oportunidade para trabalhar os conhecimentos de quantidade e soma, conforme orienta a PNA no campo da numeracia, os quais também abrangem os objetivos EI03EO01 e EI03EO07 da BNCC. Para explorar BRASIL. Ministério da Cidadania. Jogos e brincadeiras das culturas populares na primeira infância. Brasília, DF:Ministério da Cidadania, 2019. Disponível em: https://escolasdobem.com.br/wp- content/uploads/2019/06/CartilhaCriancaFeliz_web.pdf. Acesso em: 8 jul. 2020. Essa apostila reúne atividades e brinquedos da cultura popular brasileira, incluindo os da Região Centro-Oeste. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. https://escolasdobem.com.br/wp-content/uploads/2019/06/CartilhaCriancaFeliz_web.pdf https://escolasdobem.com.br/wp-content/uploads/2019/06/CartilhaCriancaFeliz_web.pdf 301 Referências específicas para os elementos da cultura e do folclore do Centro-Oeste A LENDA do Negro d’Água. Mesa de Bar News, Gurupi, n. 503, p. 15, 17 jul. 2013. AZEVEDO, Ricardo. Armazém do folclore. São Paulo: Ática, 2002. BARRETO, Felicitas. Danças do Brasil. Rio de Janeiro: Gráfica Tupy, 1958. BRASIL Folclórico. Centro-Oeste: Dança dos Mascarados. In: TERRA BRASILEIRA. Disponível em: www.terrabrasileira.com.br/folclore2/e63mascar.html. Acesso em: 8 jul. 2020. CASCUDO, Luís da Câmara. Antologia do folclore brasileiro. 9. ed. São Paulo: Global, 2003. v. 1. CASCUDO, Luís da Câmara. Antologia do folclore brasileiro. 6. ed. São Paulo: Global, 2003. v. 2. CASCUDO, Luís da Câmara. Dicionário do folclore brasileiro. São Paulo: Global, 2012. CÔRTES, Gustavo Pereira. Dança, Brasil: festas e danças populares. Belo Horizonte: Leitura, 2000. CRUZ, Mércia Socorro Ribeiro; MENEZES, Juliana Santos; PINTO, Odilon. Festas culturais: tradição, comidas e celebrações. In: ENCONTRO BAIANO DE CULTURA, 8, 2008, Salvador. Disponível em: www.uesc.br/icer/artigos/festasculturais_mercia.pdf. Acesso em: 8 jul. 2020. DANÇAS Folclóricas. In: UNICAMP. Disponível em: www.unicamp.br/folclore/Material/extra_ dancas.pdf. Acesso em: 8 jul. 2020. DELLA MÔNICA, Laura. Manual do folclore. 2. ed. São Paulo: Edart, 1982. FELIPE, Carlos; MANZO, Maurizio. O grande livro do folclore. Belo Horizonte: Leitura, 2000. FRANCHINI, Ademilson S. As 100 melhores lendas do folclore brasileiro. Porto Alegre: L&PM Editores, 2011. GARCIA, Luciana. O mais assustador do folclore: monstros da mitologia brasileira. São Paulo: Caramelo, 2005. IOMONACO, Marco Aurélio. Folclore: mitos e lendas do folclore brasileiro. São Paulo: Ibrasa, 2009. LISBOA, Henriqueta. Literatura oral para a infância e a juventude: lendas, contos e fábulas populares no Brasil. São Paulo: Peirópolis, 2002. MEIRELLES, Renata. Giramundo e outros brinquedos e brincadeiras dos meninos do Brasil. São Paulo: Terceiro Nome, 2007. MELO, Veríssimo de. Folclore infantil. Belo Horizonte: Itatiaia, 1985. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. http://www.unicamp.br/folclore/Material/extra_dancas.pdf http://www.unicamp.br/folclore/Material/extra_dancas.pdf 302 PIAI, Arlette; PACCINI, Maria Júlia. Viajando pelo folclore de norte a sul. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2010. RIOS, Rosana. Volta ao mundo em 80 mitos. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2010. SOARES, Doralécio. Folclore brasileiro: Santa Catarina. Rio de Janeiro: Funarte/MEC, 1979. TOLEDO, Vera Vilhena de. O Brasil põe a mesa: nossa tradição alimentar. São Paulo: Moderna, 2009. VIEIRA, Ana Luíza. A importância da cultura local na formação das crianças. In: PORTAL APRENDIZ. São Paulo, 25 ago. 2014. Disponível em: http://portal.aprendiz.uol.com.br/2014/08/25/a-importancia-da-cultura-local-na-formacao-das- criancas. Acesso em: 8 jul. 2020. WINNICOTT, Donald W. A criança e o seu mundo. 6. ed. Rio de Janeiro: LTC, 1982. 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As festas tradicionais e demais manifestações culturais caracterizam-se como saberes intrínsecos à comunidade a que pertencem e são repassadas de geração a geração. Nas festas, nas danças e nos ritmos tradicionais da cultura brasileira há uma diversidade de manifestações e representações que carregam em si a mistura das diferentes etnias do país. As manifestações culturais do local onde a criança se desenvolve desde o nascimento são muito importantes para sua formação integral, uma vez que são educadoras por trabalharem e auxiliarem no desenvolvimento das capacidades motriz, cognitiva, de socialização e afetiva. Folia de Reis ou Reisado Folia de Reis, no Espaço Comum Luiz Estrela, em Belo Horizonte, MG. Comemorada em toda a Região Sudeste entre os dias 24 de dezembro e 6 de janeiro (Dia de Reis ou Dia dos Três Reis Magos), a Folia de Reis é uma festa popular de caráter folclórico e religioso. Ela é associada a uma tradição cristã portuguesa e espanhola, introduzida no Brasil no século XIX. Nessa celebração, os foliões, geralmente católicos, vão às casas das pessoas cantando e tocando cânticos religiosos e rezas em homenagem aos três reis magos. Em cada visita, são recebidos com comidas, bebidas e oferendas. Os três reis magos (Belchior ou Melchior, Gaspar e Baltazar) teriam avistado a estrela de Belém no céu e saído do Oriente ao encontro de Jesus, levando-lhe de presente mirra, incenso e ouro. Para os devotos católicos, os três reis magos encontraram Jesus no dia 6 de janeiro, data na qual se encerram os festejos de Natal – celebrado em 25 de dezembro (data atribuída ao nascimento de Jesus), com a retirada dos enfeites e das decorações natalinas. Os principais personagens desse festejo são os três reis magos, o Mestre Palhaço, o Coro, o Bandeiro, o Festeiro, o Mestre ou Embaixador e o Mestre musical. Em 2017, o Conselho Estadual de Patrimônio de Minas Gerais declarou a Folia de Reis Patrimônio Imaterial do Estado. Propostas de atividades com crianças de 4 anos a 5 anos e 11 meses Proposta 1 Prepare um breve material audiovisual sobre a Folia de Reis para apresentar às crianças durante sua exposição oral sobre essa manifestação cultural. Investigue se alguma das crianças já Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 304 conhece a festa, se já participou dela ou se conhece alguma outra festa tradicional da Região Sudeste. Incentive-as a se expressar e compartilhar o que sabem com os colegas. Depois, para que as crianças registrem o que aprenderam sobre a Folia de Reis, providencie materiais artísticos diversos, como lantejoulas, glitter, purpurina, tinta guache, canetinhas hidrocor, lápis de cor, fitas de cetim,papel colorido, cola etc. e incentive-as a fazer um desenho para representar a manifestação cultural. Essa proposta contempla os objetivos EI03CG05, EI03TS02 e EI03EF01 da BNCC, além de trabalhar conhecimentos da literacia, como desenvolvimento do vocabulário e compreensão oral de textos, conforme orientação da PNA. Proposta 2 Proponha a pesquisa de outras danças, festas e ritmos da Região Sudeste do Brasil, como a Congada, a Festa do Divino, o Jongo, a Dança dos Velhos etc. Organize as crianças em grupos e, com o auxílio dos responsáveis, peça que coletem informações sobre as manifestações culturais, como a origem delas, quando são celebradas e uma descrição da dança, festa ou ritmo. No retorno da pesquisa, separe o material coletado pelas crianças e trabalhe uma manifestação cultural por dia, para que elas possam esclarecer as dúvidas e explorar o assunto com tranquilidade. Proponha à turma criar um painel para cada manifestação cultural usando as informações da pesquisa, como dados e imagens. Em seguida, convide as crianças a reproduzir uma das manifestações culturais pesquisadas e monte uma apresentação para a turma com informações sobre as festas da Região Sudeste. Essa proposta desenvolve os conhecimentos elementares de literacia, como desenvolvimento de vocabulário, compreensão oral de textos e produção de escrita emergente, e de numeracia, como posicionamento e espacialidade, conforme orientação da PNA, além de trabalhar os objetivos de aprendizagem EI03EO01, EI03EO02, EI03EO03, EI03EO06, EI03CG01 e EI03CG05 da BNCC. Para explorar SECRETARIA DA EDUCAÇÃO DO PARANÁ. Danças folclóricas – Sudeste. Curitiba: Secretaria da Educação, 2012. Disponível em: http://www.educacaofisica.seed.pr.gov.br/modules/conteudo /conteudo.php?conteudo=423. Acesso em: 13 jul. 2020. Nessa página da Secretaria de Educação do Paraná você encontra um conteúdo especial sobre danças folclóricas da Região Sudeste. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. http://www.educacaofisica.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=423 http://www.educacaofisica.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=423 P A U LA K R A N Z 305 Elemento 2. Brincadeiras tradicionais O direito de brincar é reconhecido internacionalmente desde 1959, como consta na Declaração Universal dos Direitos da Criança, e a brincadeira é essencial para o desenvolvimento da criança. O brincar é tão constituinte à criança como o trabalho é aos adultos. Por meio das brincadeiras, a criança experimenta o mundo em sua complexidade, desenvolve a linguagem oral, articula vivências, cria possibilidades e explora hipóteses. Ao se expressar dessa forma, utiliza-se da brincadeira como ferramenta para explorar e manifestar emoções. As brincadeiras tradicionais ou folclóricas, tão carregadas de história e sabedoria popular, são muito usadas na educação infantil, pois trabalham a cognição, a coordenação motora, exploram a criatividade e a concentração e desenvolvem a interação social entre crianças. Tais brincadeiras se perpetuam de geração em geração e remontam a origens tão antigas que não é possível identificar seus inventores. Fato é que, por mais que sofram alterações com o decorrer do tempo e de acordo com a região, são garantia de um momento lúdico e ao mesmo tempo educativo. O jogo conhecido como “cademia” no Rio de Janeiro e “cancão” no Maranhão, por exemplo, é chamado de “macaca” na Bahia e no Pará, “maré” em Minas Gerais, “sapata” no Rio Grande do Sul e é conhecido por “amarelinha” em São Paulo. Os jogos e os brinquedos tradicionais carregam herança dos povos constituintes de nosso país, assim diversas brincadeiras têm origem nas culturas africana, indígena e europeia, como o “bilboquê”, o “pião” e a “peteca”, de origem indígena; as brincadeiras de “pular elástico” e “corda” são de procedência africana, e muitas cantigas de roda são europeias. Banco de brincadeiras tradicionais da cultura do Sudeste A seguir, sugerimos três brincadeiras típicas da Região Sudeste do país para que sejam reproduzidas com as crianças. Se julgar adequado, faça uma votação para decidir qual será a brincadeira escolhida ou elabore um planejamento para que todas sejam feitas ao longo de uma semana. 1. Elefantinho colorido Participantes: 3 ou mais. Como brincar Para iniciar a brincadeira, peça às crianças que desenhem um risco no chão e decidam quem será o líder. Este deve ficar de um dos lados do risco, virado de costas para o grupo. As outras crianças permanecem do lado oposto. A brincadeira inicia com o seguinte diálogo entre o líder e o grupo: Elefantinho colorido. Líder: — Elefantinho colorido. Todos: — Que cor? Líder: — (diz o nome de uma cor a sua escolha). Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 306 Quando o líder disser o nome da cor, os integrantes do grupo devem observar suas roupas e procurar a cor indicada. Então, o líder se vira para o grupo e verifica quem está com alguma peça na cor escolhida: o participante com peças de roupa na cor indicada cruza o risco e posiciona-se ao lado do líder. Enquanto isso, aqueles sem peça alguma com a cor indicada tentam cruzar a risca sem ser pegos pelo líder. O líder vence se conseguir pegar todos os participantes que tentarem atravessar o risco sem estar vestidos com peças na cor indicada. Quem for apanhado perde! Para trabalhar as cores com as crianças, essa brincadeira é uma boa ferramenta. 2. Batata quente Participantes: 5 ou mais. Como brincar Organize as crianças sentadas em uma roda e ofereça-lhes uma bola. A brincadeira consiste em passar a bola de mão em mão, no sentido anti-horário, para representar a batata quente. Ao mesmo tempo, uma criança fora da roda, virada de costas para as outras, canta essa popular parlenda: Batata quente. — Batata quente, quente, quente, quente... Queimou! Quando a criança disser “queimou”, quem estiver segurando a bola sai e a brincadeira recomeça. Vence quem sair por último! Incentive as crianças a decidir com antecedência quem ficará fora da roda, cantando a parlenda. Oriente-as para que se revezem nessa posição a cada nova rodada. As crianças que saírem da brincadeira devem ajudar na observação da roda enquanto o jogo segue. 3. Pega-pega corrente Participantes: 6 ou mais. Como brincar As crianças escolhem quem será o pegador, o que pode ser feito por meio da brincadeira “uni-duni-tê”. Em seguida, elas se espalham pelo espaço para fugir do pegador, que deve tentar capturá-las. Pega-pega corrente. A primeira criança capturada pelo pegador deve dar a mão a ele para que corram juntos, tentando pegar as demais. Cada criança capturada dá a mão à criança capturada anteriormente e, dessa forma, à medida que são capturadas, elas formam uma corrente. É importante que as crianças não soltem as mãos. Se isso acontecer, elas devem recomeçar a brincadeira. Ganha a última criança a ficar fora da corrente. Essa brincadeira em grupo incentiva a cooperação de todos, a fim de que tenham maior desenvoltura e equilíbrio na realização da atividade. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BYNC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. M Á R C IO C A S T R O C A M IL A D E G O D O Y 307 Propostas de atividades com crianças de 4 anos a 5 anos e 11 meses Depois de selecionar uma das brincadeiras sugeridas no Banco de brincadeiras tradicionais da cultura do Sudeste, encoraje as crianças a formarem suas equipes, caso a brincadeira seja em grupo. Se observar que algum grupo destoa dos demais, faça intervenções pontuais e desafie-as a negociar e pensar em uma organização mais igualitária. Se surgir algum conflito, ajude-as a solucioná-lo sempre usando estratégias pautadas no respeito mútuo. Observe, durante as brincadeiras, se o nível de dificuldade está adequado a todas as crianças e avalie se há necessidade de diminuir ou elevar o grau de complexidade das tarefas. Essas propostas com as brincadeiras do Banco de brincadeiras tradicionais da cultura do Sudeste visam ao trabalho de espacialidade, posicionamento e raciocínio lógico, conhecimentos importantes de numeracia, e desenvolvem conhecimentos elementares de literacia, como desenvolvimento de vocabulário e compreensão oral de textos, conforme prevê a PNA. Em seguida, distribua papel e materiais artísticos, como lápis de cor, giz de cera, tinta guache, cola colorida, fita adesiva, botões, fitas, barbante, cola etc. Incentive-as a registrar a brincadeira que fizeram por meio de desenho ou colagem. O trabalho pode ser feito individualmente ou coletivamente. Peça que nomeiem suas obras e organize uma pequena exposição na sala de aula. Essa atividade contempla os objetivos de aprendizagem EI03EO03, EI03CG01, EI03CG02 e EI03CG05 da BNCC. Para explorar CONHEÇA as brincadeiras da Região Sudeste. Nova Escola, [S. l.], 30 nov. 2012. Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/4071/conheca-as-brincadeiras-da-regiao-sudeste. Acesso em: 13 jul. 2020. Conteúdo especial da Nova Escola com informações sobre as brincadeiras típicas da Região Sudeste. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. https://novaescola.org.br/conteudo/4071/conheca-as-brincadeiras-da-regiao-sudeste P LA Z A K / W IK IM E D IA .O R G 308 Elemento 3. Mitos, lendas e personagens folclóricos Para o pesquisador Luís da Câmara Cascudo (2012), o termo folclore (folk-lore), criado no fim do século XIX pelo arqueólogo inglês William John Thoms, traduz o pensar, o sentir e o agir de um povo. Folclore são as festas, as lendas, os mitos, os provérbios, as cantigas, as adivinhas, as danças e os costumes populares passados de geração a geração. No Brasil, o folclore abrange um variado conjunto dessas manifestações e tradições populares. Por isso, o desenvolvimento de atividades ligadas a esse tema é de suma importância para a conscientização da cultura nacional e para manter vivas as origens de determinada comunidade ou região, afirmando sua identidade. Conhecer as manifestações e tradições de seu país leva as crianças a perceber a importância da própria história, entender a formação do povo brasileiro e valorizar a influência de outros povos na formação cultural do país. Portanto, os mitos e as lendas do folclore nacional, ao misturarem fatos históricos à fantasia e à imaginação das pessoas, buscando explicar acontecimentos sobrenaturais ou de difícil compreensão, compartilhar ensinamentos ou somente assustar, despertam o imaginário infantil. Chico Rei Entrada de uma antiga mina de ouro, a Mina do Chico Rei, em Ouro Preto, 2010. Conta a lenda que havia um reino no sul da África, próximo à foz do Rio Congo, que, um dia, foi invadido por inimigos ambiciosos do rei. O rei então foi vendido como escravo, junto com a rainha, os príncipes e seus súditos, para os portugueses. Trazidos para o Brasil, esse rei, sua família e alguns vassalos foram comprados por um proprietário de minas de ouro em Minas Gerais. Marchando a pé por um longo trajeto em direção a Vila Rica, sob sol forte e chuva, o rei negro, de calça de algodão e com o busto nu, caminhava à frente de seu povo como se os guiasse. Apesar de também ser escravo, esse rei, cujo nome português era Francisco, ficou conhecido entre os escravos como Chico Rei. Perseverante e obstinado, ele trabalhava nas minas sem repouso. Os demais escravos seguiam seu exemplo e, assim, dia após dia, enriqueciam seu senhor. Após anos de trabalho exaustivo, Chico Rei juntou o dinheiro necessário para pagar sua alforria, mas continuou o árduo trabalho, poupando incansavelmente até comprar a liberdade do filho e de seus companheiros da África. Adquiriu, então, um pedaço de terra em Encardideira. Ali, descobriu uma mina de ouro que o tornou rico e possibilitou que libertasse mais escravos, aumentando o número de pessoas que o seguiam e admiravam. Chico Rei era aclamado como um grande soberano nas festas de Nossa Senhora do Rosário, padroeira dos escravos. No dia 6 de janeiro, anualmente, usando manto de veludo e coroa, Chico Rei saía da Encardideira seguido por Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 309 um cortejo de negros vestidos com seda e enfeitados com ouro em pó e pedrarias, bailando pelas ruas de Vila Rica em louvor à padroeira. Ao término da festa, as mulheres banhavam a cabeça na pia de pedra do Alto da Cruz, deixando, no fundo da pia, o ouro usado para enfeitar seus penteados. Todo esse ouro era utilizado para libertar mais escravos. Por isso, nas terras de Minas Gerais, ninguém se esquece até hoje dos atos heroicos do soberano e destemido Chico Rei. Tradição popular. Propostas de atividades com crianças de 4 anos a 5 anos e 11 meses Proposta 1 Leia a lenda Chico Rei pausadamente, dando oportunidade para as crianças assimilarem os aspectos da história. Se possível, apresente a elas a história no formato audiovisual ou imagens dos personagens. Traga para a sala de aula um globo terrestre e localize nele o continente africano e o Brasil. Convide-as para uma roda de conversa sobre lendas e mitos. Encoraje-as a contar experiências sobre o tema: se já ouviram falar da lenda Chico Rei, o que acham dela, se conhecem alguma outra história etc. Incentive-as a participar e compartilhar o que sabem com os colegas. Faça algumas perguntas sobre a lenda para verificar se as crianças compreenderam a história. Pergunte, por exemplo: Quem era Chico Rei? De onde ele veio? O que aconteceu quando ele chegou ao Brasil? Como ele comprou sua liberdade? Como comprou a liberdade de outros escravos? Essa estratégia ajuda as crianças a organizarem a história linearmente. Em seguida, distribua para as crianças canetinha hidrocor, tinta guache, giz de cera, cola colorida, lápis de cor, papéis coloridos, barbante, entre outros materiais, para que se expressem artisticamente criando ilustrações para a lenda Chico Rei. Essa proposta trabalha os objetivos EI03EO02, EI03EO06, EI03CG05 e EI03TS02 da BNCC. Também é possível desenvolver os conhecimentos elementares de literacia, como desenvolvimento de vocabulário,compreensão oral de textos, consciência fonológica e fonêmica e conhecimento alfabético, conforme a PNA. Proposta 2 Providencie outras lendas e mitos do folclore da Região Sudeste do Brasil, como a lenda do Bicho-papão, da Loira do Banheiro, da Mulher Pata, do Chibamba e do Gigante de Pedra. Leia as histórias pausadamente, dando oportunidade para que as crianças assimilem os aspectos de cada ser folclórico ou elemento cultural. Use diferentes entonações de voz durante a contação das histórias. Isso é muito importante para manter as crianças atentas. Se possível, apresente as histórias no formato audiovisual ou mostre imagens dos personagens. Também é indicada a leitura das lendas e dos mitos usando acessórios característicos dos personagens. Trabalhe um personagem, uma lenda ou um mito por dia, para que seja bem explorado pelas crianças. Proponha à turma criar histórias coletivas com base nas lendas e nos mitos folclóricos apresentados e dramatizar as histórias criadas. Essa proposta desenvolve conhecimentos elementares de literacia, como desenvolvimento de vocabulário, compreensão oral de textos e produção de escrita emergente, como defendido na PNA, além de trabalhar os objetivos de aprendizagem EI03CG02, EI03CG03, EI03CG05, EI03EF05 e EI03EF09, da BNCC. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 310 Para explorar CASCUDO, Luís da Câmara. Lendas brasileiras. São Paulo: Global, 2001. Essa obra apresenta 21 tradições populares das cinco regiões do país, algumas delas conhecidas nacionalmente, como as lendas da Iara, do Neguinho do Pastoreio ou do aparecimento da imagem de Nossa Senhora Aparecida. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. M O N IC A K A N E K O /F LI C K R .C O M 311 Elemento 4. Receitas culinárias Comer é um ato tão comum do dia a dia que não nos atentamos para a história e a tradição de um povo presentes em cada receita culinária. Os pratos típicos de um país não são importantes apenas para saciar a fome, mas são fontes de informação social e cultural. A culinária tradicional de um país é a manifestação do legado dos diferentes povos que formam sua base cultural além de promover e valorizar os produtos típicos de cada lugar. Por meio dos costumes alimentares e das receitas tradicionais, manifestam-se gostos, influências, características econômicas, históricas e geográficas de uma comunidade. A culinária faz parte do cotidiano das pessoas e é transmitida de geração a geração. Aprender a culinária de seu país possibilita à criança entrar em contato com a cultura e o modo de ser de sua comunidade. Romeu e julieta O romeu e julieta é uma iguaria mineira sem origem exata comprovada. É possível que tenha surgido na época do Brasil Colônia, com o crescimento da produção de queijo no território mineiro. O queijo era acompanhado por frutas e doces feitos com frutas, como a goiabada. O nome pode ter vindo do fato de o queijo e a goiabada serem uma mistura improvável, como os famosos personagens Romeu e Julieta, de William Shakespeare. Há quem diga que o nome surgiu por causa de uma propaganda publicitária dos anos 1960. Ingredientes: Queijo com goiabada. • goiabada (tradicional ou cascão); • queijo de minas (queijo branco ou frescal). Modo de preparo Corte uma tira mediana de goiabada e uma tira mediana de queijo de minas, sobrepondo as tiras. O doce já está pronto para ser degustado. Também é possível usar essa combinação para recheios de tortas ou bolos. Proposta de atividade com crianças de 4 anos a 5 anos e 11 meses Em uma roda de conversa, apresente uma imagem do doce romeu e julieta para as crianças e pergunte se conhecem essa sobremesa, se já provaram, se gostam dela, se alguém a prepara em casa e se sabem quem ensinou a receita a essa pessoa, se já ajudaram algum adulto com alguma receita ou se conhecem outra receita típica da Região Sudeste. Incentive-as a participar da conversa e compartilhar o que sabem com os colegas. Em seguida, compartilhe com as crianças as curiosidades sobre esse doce e convide-as para participar de uma degustação. Previamente, certifique-se com os familiares delas de que nenhuma Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. 312 criança tenha alergia aos alimentos que serão consumidos. Incentive as crianças a experimentar o doce e compartilhar suas impressões. Proponha à turma criar um livro coletivo de receitas com base nos pratos típicos da Região Sudeste, como curau de milho, muxá, cuscuz doce, tutu de feijão etc. Essa proposta trabalha os objetivos EI03EF06, EI03EF07 e EI03EF09, da BNCC, além de desenvolver conhecimentos elementares de literacia, como desenvolvimento de vocabulário, compreensão oral de textos, consciência fonológica e fonêmica e conhecimento alfabético, conforme a PNA. Para explorar COMIDAS do Sudeste. In: COMIDAS TÍPICAS. Disponível em: https://comidas-tipicas.info/comidas- do-sudeste.html. Acesso em: 6 jul. 2020. Página dedicada a compilar receitas típicas de cada região brasileira. Nesse link, é possível encontrar mais comidas típicas da Região Sudeste organizadas por estado. COMIDAS típicas da Região Sudeste do Brasil. In: COZINHANDO COMO ANTIGAMENTE. [S. l.: s. n.], 8 nov. 2019. Disponível em: https://cozinhandocomoantigamente.com.br/brasileiras/ comidas-tipicas-da-regiao-sudeste-do-brasil/. Acesso em: 13 jul. 2020. Receitas e curiosidades sobre a culinária da Região Sudeste. Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem ser indicadas, além de um link para a licença. https://cozinhandocomoantigamente.com.br/brasileiras/comidas-tipicas-da-regiao-sudeste-do-brasil/ https://cozinhandocomoantigamente.com.br/brasileiras/comidas-tipicas-da-regiao-sudeste-do-brasil/ https://comidas-tipicas.info/comidas-do-sudeste.html https://comidas-tipicas.info/comidas-do-sudeste.html https://comidas-tipicas.info/comidas-do-sudeste.html 313 Elemento 5. Brinquedos tradicionais e construção de brinquedos Você sabe o que são brinquedos tradicionais? São muitos os brinquedos considerados tradicionais ou folclóricos que se caracterizam por serem passados de geração a geração, carregando marcas culturais de um povo. No Brasil, há diversos, entre eles o carrinho, a boneca e a bola de pano, o cavalinho de pau, bolinhas de gude etc. Brincar é um excelente aliado no desenvolvimento infantil. Enquanto brinca, a criança desenvolve formas de se expressar e experimentar o mundo. Ao mesmo tempo, adquire autonomia, organiza emoções, apropria-se do conhecimento, desenvolve noções temporal e espacial, além de afinar sua coordenação motora e visomotora. É brincando que a criança desenvolve a linguagem oral, cria hipóteses