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Karynna Mello 4 período - Medicina Dietas Hospitalares Consistência de dietas Prof. Amilton Moraes ● Refeições por dia: 1. Desjejum 2. Colação 3. Almoço 4. Lanche 5. Jantar 6. Ceia - Pequenas refeições: 1,2,4,6. - Grandes refeições:3,5. ● Consistência de dieta 1. Dieta Livre- indicado para pacientes que não tenham restrição quanto a consistência; alimentos crus e cozidos. Exemplo de pacientes: ortopédico, pós-operatório Exemplo de cardápio. - Lanche: pão careca, geleia, café, fruta, queijo. - Almoço: arroz, feijão, carne assada,cenoura,batata e chuchu, salada, alface, tomate,suco. Sobremesa: pudim, geléia, mousse de limão. 2. Dieta branda: enviar alimentos que contenham menor quantidade de fibra para esse paciente, para reduzir a distensão abdominal. Exemplo de paciente: cesárea, doenças autoimunes como lúpus Exemplo de cardápio: similar a dieta livre, porém com uma quantidade menor de fibra. 3. Dieta Pastosa: o paciente vai ter algum comprometimento pequeno na mastigação ou a nível mastigatório, ele não possui comprometimento de deglutição; a proteína essa dieta tem que ser moída ou desfiada. Exemplo cardápio: - Pequenas refeições: pão de massa fina (brioche,de forma), biscoito maizena e creme craker, broa, frutas picadas, suco, café, iogurte, queijo, omelete, tapioca. - Grandes refeições: macarrão, carne moída, arroz papa(normal), feijão batido, qualquer tipo de legume bem cozido,suco.Sobremesa: pudim, gelatina,frutas bem picadas. Karynna Mello 4 período - Medicina 4. Dieta Semilíquida: essa dieta é para 2 tipos de situações:quando se tem risco de broncoaspiração ou paciente sem risco de broncoaspiração, eles irão se diferenciar na dieta: o paciente sem risco de broncoaspiração irá consumir tudo dentro da dieta incluindo os líquidos (água,café,suco),enquanto que o paciente com risco de broncoaspiração só poderá ingerir os líquidos se estes forem espessados (seja aumentando a densidade do alimento com ele mesmo,seja usando espessantes artificiais); é caracterizada por ser tudo batido, processado, liquidificado, sem grumo, sem caroço e sem pedaços, mas não deve ter a consistência rala. OBS.Não se recomenda o uso de couve, mesmo batida porque esta sempre tem um grumo.Por exemplo, batata,inhame, cenoura são opções a serem batidas e incluídas na alimentação. OBS.Para pacientes com risco de broncoaspiração, baseada em uma avaliação de uma fonoaudióloga na qual ela pode avaliar a melhor consistência de líquidos e os graus de espessamento ele vai tolerar,há 3 tipos de consistência: néctar, mel e pudim. - Pequenas refeições para pacientes com risco de broncoaspiração: iogurte(mais consistente/espesso), suco com espessamento, papa de fruta, mingau (de maizena farinha de aveia), vitamina. - Grandes refeições: sopa, arroz batido, feijão batido, carne/frango/peixe batido (coloca-se um pouco de água),suco espesso.Sobremesa: gelatina. 5. Dieta Líquida: não há uma necessidade específica, mas ela servirá para repouso gástrico, para pessoas com problemas de engolir em casos de amigdalite.Tem como associar a dieta líquida com a semi-líquida se o paciente não tiver risco de broncoaspiração.A preparação dos alimentos vai ser similar a dieta semi-líquida mas nesse caso o objetivo é deixar o alimento mais ralo; esse paciente não tem problema de broncoaspiração então pode-se deixar grumo, legumes cozidos bem picados. - Pequenas refeições: iogurte, água de côco, vitamina, mingau (com consistência mais rala), isotônico. - Grandes refeições: sopa (podendo ser batida ou não). 6. Dieta Líquida de prova: tem como objetivo, em paciente pós operatório gástrico ou pacientes que tiveram pancreatite aguda, verificar algum sangramento, presença de dor, algum extravasamento, se vai conseguir urinar e evacuar normalmente após o alimento- observa-se o desenvolvimento da digestão,funciona como se fosse um teste.Essa dieta é feita por 24h,passada essas horas se tiver tudo normal com o paciente já é recomendado que se evolua para as outras dietas. - Refeições: água/líquido dos legumes cozidos (esses não vão), água de coco, isotônico(gatorade), não se manda açúcar e sim adoçante (o açúcar gera sacarose que é um resíduo gástrico). Karynna Mello 4 período - Medicina ● Complementos na dieta (prescrição ): auxilia prioritariamente as situações como exclusivas. 1. DM (diabetes mellitus): a consistência livre envia alimentos condizentes com a patologia, como por exemplo frutas de baixo teor alcoólico 2. HAS (hipertensão arterial sistêmica): dieta com baixo teor de sal hipossódica. 3. DRC (doença renal crônica): alguns pacientes precisam poupar potássio como aqueles que estão fazendo hemodiálise. 4. RH ( restrição hídrica): por exemplo em pacientes com renal crônico, com ICC.Nos pacientes com DRC deve-se dar uma dieta sem muitos líquidos pois ele não irá excretar e essa retenção pode prejudicar o organismo. 5. Neutropênico: por ter um problema imunológico não deve ingerir alimentos crus devido o risco de contaminação, o que se recomenda é uma dieta com alimentos cozidos e preferencialmente feita em casa. 6. Isenta de vitamina K: recomendada para paciente em uso de anticoagulantes, uma vez que esta vitamina estimula a cascata de coagulação. ● Na dieta oral devemos verificar: - Deglutição. - Doença: esclerose, DC. Parkinson - Mastigação: falta de dentes, pós-op, problema de mandíbula - tudo que se refere a saúde bucal. - Faixa etária: normalmente crianças têm dietas mais modificáveis. ● A partir da dieta semilíquida essa consistência passa a ser classificada como hipocalórica, assim como as dietas líquidas e líquida de prova também, sendo assim, necessita de uma terapia complementar a alimentação para que este paciente não venha a ficar desnutrido enquanto está hospitalizado.Então, a partir de 48h de uma dessas dietas começa-se TNO (terapia nutricional oral) em conjunto com a dieta no paciente a fim de evitar a desnutrição, essa terapia é dada nos intervalos das refeições.As dietas livre, branda e pastosa podem ser normocalóricas ou hipercalóricas, vai depender do estado do paciente se ele precisar repor algo ou só manter o estado atual. ● No cardápio hospitalar, para cada consistência temos a quantidade calórica e o complemento entra para complementar a necessidade do paciente.Por exemplo, em alguns pacientes vai ser necessário utilizar 2 vias de alimentação, como é o caso de desmame da sonda.