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2 
 
SUMÁRIO 
1 INTRODUÇÃO ............................................................................................ 3 
2 ERGONOMIA NO TRABALHO ................................................................... 4 
2.1 Aspectos ergonômicos relativos à saúde do trabalhador ..................... 5 
2.1.1 Aspectos ergonômicos físicos ........................................................ 6 
2.1.2 Aspectos ergonômicos cognitivos .................................................. 6 
2.1.3 Aspectos ergonômicos organizacionais ......................................... 7 
2.2 Análise ergonômica do trabalho (AET) ................................................. 8 
3 FATORES HUMANOS NO TRABALHO ................................................... 11 
3.1 O design no ambiente de trabalho ..................................................... 14 
3.2 Fatores envolvidos no projeto ergonômico dos ambientes ................. 15 
3.3 A ergonomia como mediadora da qualidade de vida associada ao 
trabalho 18 
4 ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NA SAÚDE ERGONÔMICA DO 
TRABALHADOR ....................................................................................................... 20 
4.1 Inserção da enfermagem na saúde do trabalhador ............................ 23 
4.2 Ações de enfermagem para a promoção da saúde do trabalhador .... 25 
5 NORMA REGULAMENTADORA Nº 17 .................................................... 27 
5.1 Parâmetros de adaptação das condições de trabalho ....................... 29 
5.2 Aplicabilidade da NR nº. 17 ................................................................ 30 
6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................... 33 
 
 
 
 
 
 
 
3 
 
1 INTRODUÇÃO 
Prezado aluno! 
 
O Grupo Educacional FAVENI, esclarece que o material virtual é semelhante 
ao da sala de aula presencial. Em uma sala de aula, é raro – quase improvável - 
um aluno se levantar, interromper a exposição, dirigir-se ao professor e fazer uma 
pergunta , para que seja esclarecida uma dúvida sobre o tema tratado. O comum 
é que esse aluno faça a pergunta em voz alta para todos ouvirem e todos ouvirão a 
resposta. No espaço virtual, é a mesma coisa. Não hesite em perguntar, as perguntas 
poderão ser direcionadas ao protocolo de atendimento que serão respondidas em 
tempo hábil. 
Os cursos à distância exigem do aluno tempo e organização. No caso da nossa 
disciplina é preciso ter um horário destinado à leitura do texto base e à execução das 
avaliações propostas. A vantagem é que poderá reservar o dia da semana e a hora que 
lhe convier para isso. 
A organização é o quesito indispensável, porque há uma sequência a ser 
seguida e prazos definidos para as atividades. 
 
Bons estudos! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
2 ERGONOMIA NO TRABALHO 
 
Fonte: https://nucleohealthcare.com.br 
O termo “ergonomia”, literalmente, significa “a ciência do trabalho” e deriva das 
palavras gregas ergon (trabalho) e nomos (leis). Segundo a Associação Brasileira de 
Ergonomia (Abergo), a ergonomia é a disciplina científica preocupada com a 
compreensão das interações entre os seres humanos e outros elementos de um 
sistema. Em termos específicos, é o conjunto de conhecimentos científicos relativos 
ao ‘homem’ e necessários para a concepção de ferramentas, máquinas, estratégias e 
dispositivos que possam ser utilizados com o máximo de conforto, segurança e 
eficácia em um ambiente de trabalho (WISNER, 1987). Também pode se referir à 
profissão que aplica teoria, os princípios, os dados e os métodos para projetar 
estratégias a fim de otimizar o bem-estar humano e o desempenho geral de um 
sistema considerado (ABERGO, 2021). 
A ergonomia deve ser utilizada no cotidiano de trabalho de forma consciente, 
visando a promover e garantir a segurança nas atividades laborativas de forma 
contínua. De fato, o bem-estar do profissional no ambiente em que exerce as suas 
atividades tem sido uma preocupação crescente na nossa sociedade. Inclusive, é 
previsto pela Norma Regulamentadora (NR) nº 17, que visa a: 
“[...] estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das condições de 
trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a 
 
 
5 
 
proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente” 
(BRASIL, 2021, documento on-line). 
A importância dessa e de outras normas relativas à ergonomia se torna 
evidente na medida em que viabilizam uma melhor compreensão acerca da atuação 
da ergonomia como um mecanismo legítimo para a promoção da saúde e da defesa 
de trabalhador dentro do seu ambiente laboral. Portanto, vamos estudar os principais 
aspectos ergonômicos relacionados à saúde do trabalhador, como deve ser realizada 
a análise ergonômica do trabalho (AET) e qual é o papel do enfermeiro na promoção 
da saúde ergonômica dos profissionais. 
2.1 Aspectos ergonômicos relativos à saúde do trabalhador 
Atualmente, encontramos diversos estudos e pesquisas a respeito da 
ergonomia. De forma geral, todos se baseiam na premissa de que o exercício das 
atividades laborais precisa ser baseado na preservação da segurança e da saúde dos 
trabalhadores. Os trabalhos teóricos a respeito da importância da ergonomia iniciaram 
em 1857, quando o naturalista polonês Wojciech Jastrzębowski (1799-1882) 
apresentou uma abordagem significativa sobre o tema, aprofundando a temática no 
intuito de entender os aspectos do ambiente laboral que intrinsicamente envolvem o 
trabalhador. A partir disso, estabeleceu-se que a compreensão dos processos de 
trabalho e das condições adequadas para o trabalhador executar o seu ofício em 
qualquer área laboral é determinante na vida das organizações e para o 
desenvolvimento social. Nesse sentido, a intensificação da ergonomia nos seus 
aspectos físicos, organizacional e cognitivo tornou-se um fator imprescindível nas 
empresas. 
A NR nº 17, originalmente editada pela Portaria nº 3.214, de 08 de junho de 
1978, a fim de regulamentar os artigos 175, 176, 178, 198 e 199 da Consolidação das 
Leis do Trabalho (CLT), afirma que “[...] as condições de trabalho incluem aspectos 
relacionados ao levantamento, transporte e descarga de materiais, ao mobiliário dos 
postos de trabalho, ao trabalho com máquinas, equipamentos e ferramentas manuais, 
às condições de conforto no ambiente de trabalho e à própria organização do trabalho” 
(BRASIL, 2021, documento on-line). Portanto, a seguir, veremos mais detalhes sobre 
os aspectos ergonômicos físicos, cognitivos e organizacionais. 
 
 
6 
 
 
2.1.1 Aspectos ergonômicos físicos 
 
A ergonomia física estuda os desgastes consolidados e possíveis da estrutura 
anatômica, fisiológica, identificando os riscos biomecânicos e buscando soluções em 
caráter preventivo para evitar, atenuar ou erradicar esses riscos de desenvolvimento 
de agravos. 
Ao estudar o corpo humano no seu aspecto físico, sobretudo em relação ao 
trabalho exercido por esse corpo, poderíamos falar de vários sistemas. Porém, aqui, 
vamos exemplificar o trabalho do sistema muscular, responsável por todo o 
movimento. Esse sistema exerce de duas formas a atividade: 
O exemplo de trabalho muscular dinâmico é girar uma roda e o exemplo de 
trabalho muscular estático é segurar um peso com o braço esticado. Estas 
duas formas de trabalho podem ser descritas da seguinte forma: 1. O trabalho 
dinâmico caracteriza-se pela alternância de contração e extensão, portanto, 
por tensão e relaxamento. Há mudança no comprimento do músculo, 
geralmente de forma rítmica. O trabalho estático, ao contrário, caracteriza-se 
por um estado de contração prolongada da musculatura, o que geralmente 
implica um trabalho de manutenção de postura (KROEMER; GRANDJEAN, 
2007, p. 15). 
Ainda segundo Kroemer e Grandjean (2007), em condições semelhantes, o 
trabalho muscular estático, em comparação com o dinâmico, leva a um maior 
consumo deenergia, a frequências cardíacas mais altas e a necessidades de 
períodos de repouso mais longos. Isso decorre do fato de que, no corpo parado, ocorre 
uma falta de oxigênio, o que leva a uma menor liberação de energia, prejudicando, 
assim, o trabalho muscular. Dessa forma, entende-se a causa da fadiga muscular e 
de outros sintomas e agravos no trabalho estático. 
Levando em consideração a NR nº 17, há vários fatores importantes 
relacionados à ergonomia física. Veja, no Quadro 2, esses fatores e os respectivos 
possíveis agravos a eles relacionados. 
 
2.1.2 Aspectos ergonômicos cognitivos 
 
Segundo Abrahão et al. (2009), a solução de problemas exige do trabalhador 
estratégias operatórias que serão adotadas após a análise dos elementos envolvidos 
na situação. Entre esses elementos, estão os objetivos da tarefa, os meios utilizados 
 
 
7 
 
para desenvolver o trabalho e o estado interno do indivíduo. Assim, podemos entender 
que algumas situações exigem atenção, lógica, memorização, compreensão e síntese 
para serem executadas, ou seja, competências e habilidades relacionadas à cognição. 
No que diz respeito às atividades que demandam mais esforço cognitivo, as 
soluções para que o trabalho seja realizado de forma menos exaustiva podem ser 
encontradas por meio da ergonomia cognitiva. Os problemas ergonômicos cognitivos 
estão envolvidos com os aspectos mentais e psicológicos, visto que o trabalhador se 
preocupa em se ajustar às condições de trabalho. Entretanto, algumas condições 
potencializam a fragilidade do trabalhador, como, por exemplo, elevada carga de 
trabalho, configurando espaço para o surgimento de sentimento de impotência e de 
incapacidade, entre outros. Assim, conforme prevê a NR nº 17: 
[...] devem ser implementadas medidas de prevenção, a partir da avaliação 
ergonômica preliminar ou da AET, que evitem que os trabalhadores, ao 
realizar suas atividades, sejam obrigados a efetuar de forma contínua e 
repetitiva: exigência cognitiva que possa comprometer a segurança e saúde 
do trabalhador (BRASIL, 2021, documento on-line). 
2.1.3 Aspectos ergonômicos organizacionais 
 
A organização do ambiente de trabalho tende a buscar ações diferentes e 
importantes para melhorar a qualidade de vida do trabalhador, uma vez que este vive 
grande parte da sua vida em função da realização de atividades operacionais que, de 
alguma forma, interferem no seu estado de saúde. Diante disso, a NR nº 17, ao 
abordar organização do ambiente de trabalho, estabelece que as organizações devem 
levar em conta (BRASIL, 2021): 
• As normas de produção; 
• O modo operatório, quando aplicável; 
• A exigência de tempo; 
• O ritmo de trabalho; 
• O conteúdo das tarefas e os instrumentos e meios técnicos disponíveis; 
• Os aspectos cognitivos que possam comprometer a segurança e a saúde 
do trabalhador. 
Assim, os aspectos organizacionais ergonômicos são fundamentais, pois 
viabilizam uma melhor compreensão acerca da atuação da NR nº 17 como um 
 
 
8 
 
mecanismo regulatório legítimo, abrangendo a relação do trabalhador com o ambiente 
de trabalho. 
2.2 Análise ergonômica do trabalho (AET) 
A NR nº 17 estabelece, esclarece e orienta os aspectos a serem considerados 
na elaboração de uma AET. Para isso, salienta que os objetivos principais da 
realização dessa análise são a melhoria e o fortalecimento das situações de trabalho, 
aumentando a margem de segurança dos atores envolvidos com eficácia e eficiência 
(BRASIL, 2021). Entretanto, para que se tenha um processo mais adequado à 
realidade, é necessária a participação dos trabalhadores no processo de elaboração 
da AET. Assim, “[...] a organização deve garantir que os empregados sejam ouvidos 
durante o processo da avaliação ergonômica preliminar e na AET” (BRASIL, 2021). 
Nesse contexto, a AET não se caracteriza como um laudo, mas como um 
documento no qual são estabelecidas as condições de trabalho e as repercussões 
dessas condições na saúde dos profissionais. 
É notório o quanto a legislação que trata da ergonomia avançou ao longo do 
tempo, possibilitando a elaboração desse documento, de grande importância para as 
organizações e os trabalhadores. A AET não se propõe a fornecer soluções para todas 
as diferentes condições de trabalho existentes, mas caracteriza a ergonomia como 
um importante instrumento na busca de adaptação dos seres humanos às suas 
condições de trabalho. Assim: 
A análise ergonômica do trabalho é um processo construtivo e participativo 
para a resolução de um problema complexo que exige o conhecimento das 
tarefas, da atividade desenvolvida para realizá-las e das dificuldades 
enfrentadas para se atingirem o desempenho e a produtividade exigidos. A 
análise começa por uma demanda que pode ter diversas origens. [...] Após a 
reconstrução da demanda, o ergonomista apresentará um contrato de 
trabalho em que se explicitarão as etapas da análise, bem como os 
procedimentos a serem utilizados (BRASIL, 2002, p. 16–17). 
Segundo a NR nº 17, as situações nas quais a organização deve realizar a AET 
incluem as seguintes (BRASIL, 2021): 
• Mediante observação da necessidade de uma avaliação mais detalhada e 
aprofundada da situação; 
 
 
9 
 
• Na presença de inadequações no ambiente de trabalho, onde os riscos se 
encontram em uma fase latente, com enorme probabilidade de desencadear 
acidentes ou danos, e na presença de uma insuficiência nas ações 
adotadas; 
• Quando for sugerida pelo acompanhamento de saúde dos trabalhadores, 
nos termos do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional 
(PCMSO) e da alínea c do subitem 1.5.5.1.1 da NR nº 1; 
• Quando for indicada causa relacionada às condições de trabalho na análise 
de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, nos termos do Programa 
de Gerenciamento de Riscos (PGR). Por exemplo, no caso de riscos 
biológicos com elevada incidência de adoecimento dos trabalhadores. 
Com relação às etapas, a AET se organiza da seguinte forma. 
1. A análise da demanda, que consiste na descrição de um problema ou de 
uma situação problemática, que justifica a necessidade de uma ação ergonômica e, 
quando aplicável, a reformulação do problema. 
2. A análise do funcionamento da organização, incluindo os seus processos e 
as situações de trabalho e da atividade. Nessa etapa, são analisadas as tarefas 
(descrição de cargos) e as possíveis discrepâncias entre as tarefas e atividades 
prescritas e o que é executado (isto é, uma análise do comportamento do trabalhador 
na realização das atividades). 
3. Descrição e justificativa para a definição de métodos, técnicas e ferramentas 
adequados para a análise e a sua aplicação, não estando subordinadas à utilização 
de métodos, técnicas e ferramentas específicas. 
4. Estabelecimento de diagnóstico, quando se procura descobrir as causas que 
provocaram o problema descrito na demanda, isto é, evidenciar melhor os problemas. 
5. Recomendações para as situações de trabalho analisadas. As 
recomendações ergonômicas se referem às providências que deverão ser tomadas 
para resolver o problema diagnosticado. São ações prescritas e necessárias para 
resolver o problema. 
6. Restituição dos resultados após implementação da proposta de intervenção, 
com validação e revisão das intervenções efetuadas, quando necessárias, com a 
participação dos trabalhadores. 
 
 
10 
 
De acordo com o Ministério do Trabalho (BRASIL, 2002), a AET deverá conter, 
minimamente, as seguintes etapas. 
• Análise da demanda e do contexto: consiste na descrição de um problema, 
na contextualização da situação problemática, deixando evidente a 
necessidade de uma ação ergonômica. Pode ser solicitada pela direção da 
empresa, pelos trabalhadores ou por organizações sindicais. 
• Análise global da empresa: demanda a descrição da empresa em uma visão 
geral dos principais aspectos do negócio, a sua posição no mercado, os 
seus produtos e/ou serviços, a sua situaçãoeconômico-financeira, a sua 
expectativa de crescimento, etc. 
• Análise da população de trabalhadores, incluindo faixa etária, função atual, 
tipos de contrato, experiência, nível de escolaridade, capacitação, estado 
de saúde, etc. Consiste em entender quem é esse profissional e a qual 
trabalho ele se destina. 
• Descrição das tarefas: busca descobrir o que está prescrito, determinado 
para o trabalhador cumprir. Isso se torna de fundamental relevância na 
análise das possíveis inadequações, acerca do que realmente é para ser 
realizado pelo trabalhador. 
• Definição das situações de trabalho a serem estudadas: procura descobrir 
as causas que originaram o problema descrito na demanda. Vários fatores 
podem estar aí incluídos, como absenteísmo, rotatividade em vários 
setores, acidentes, qualidade do serviço, produtividade, inadequação na 
realização das tarefas, etc. 
• Recomendações ergonômicas: especificam as medidas que deverão ser 
adotadas para resolver o problema diagnosticado. As medidas devem ser 
descritas em etapas detalhadas, com indicação de responsabilidades e 
prazos para resolução. 
Nesse contexto, entendemos, então, que a AET consiste no estudo do objeto e 
do local de trabalho, a fim de fazer um levantamento completo para prevenir os riscos 
laborais. O importante é que a descrição deixe claro, ao leitor do relatório, o que o 
trabalhador deve fazer (a tarefa) e como proceder para atingir esse objetivo 
(atividade), bem como as dificuldades que enfrenta. É a partir das interpretações dos 
agentes a respeito de uma determinada situação que a sua percepção é formada. 
 
 
11 
 
Conforme a NR nº 17: 
Nas atividades que exijam sobrecarga muscular estática ou dinâmica do 
tronco, do pescoço, da cabeça, dos membros superiores e dos membros 
inferiores, devem ser adotadas medidas técnicas de engenharia, 
organizacionais e/ou administrativas, com o objetivo de eliminar ou reduzir 
essas sobrecargas, a partir da avaliação ergonômica preliminar ou da AET 
(BRASIL, 2021, documento on-line). 
Isto é, a partir da análise das condições técnicas, ambientais e organizacionais, 
a AET propõe adequações, fomentando a saúde, a segurança e o desempenho 
eficiente das pessoas envolvidas no processo, empresas e trabalhadores. 
3 FATORES HUMANOS NO TRABALHO 
 
Fonte: https://verate.com.br 
O mundo do trabalho estabelece relações entre o ser humano e as máquinas 
agenciadas pelas mais variadas atividades, nem sempre essas relações promovem o 
bem-estar, a segurança dos trabalhadores e se orientam para conseguir a melhor 
produtividade. Nas últimas décadas, os estudos centrados nas características 
psicofísicas dos indivíduos e os processos de produção de forma sistêmica têm sido 
aplicados e assimilados pelos gestores, com resultados positivos. A ergonomia atua 
nesse campo multidisciplinar, implementando ferramentas para promover a 
adequação das máquinas às capacidades humanas. 
O ser humano sempre buscou adaptar ferramentas e utensílios para facilitar 
seu cotidiano. De maneira artesanal, os instrumentos pré-históricos eram construídos 
 
 
12 
 
para atender a uma necessidade básica: a sobrevivência do grupo. A relação homem–
máquina é mediada pelas tecnologias disponíveis, que avançaram proporcionalmente 
às complexidades das demandas humanas. Historicamente, as adaptações 
realizadas nas máquinas, nos instrumentos e nos utensílios vêm gradativamente 
evidenciando os fatores humanos como fundamentais na concepção de novos 
sistemas. 
Moraes e Mont’Alvão (2000) destacam que as incompatibilidades entre o 
humano e o tecnológico evidenciaram-se no período da Segunda Guerra Mundial e, 
desde então, têm sido objeto de estudo da ergonomia. O ser humano como o 
“operador das máquinas” é o agente que interpreta as informações; e as capacidades 
humanas são as que permitem a realização eficiente das tarefas, quaisquer que sejam 
elas. 
O ser humano deve ser contemplado em todas as etapas do projeto de uma 
máquina ou um equipamento, dos sistemas e de todos os ambientes, com especial 
atenção aos locais de trabalho. Ida (2005, p. 19) inclui o ser humano como um dos 
componentes do processo de projeto, destacando que “[...] as características desse 
operador devem ser consideradas conjuntamente com as características ou restrições 
das partes mecânicas, sistêmicas ou ambientais, para se ajustarem mutuamente 
umas às outras [...]”. O autor defende a relevância da ergonomia e atribui a ela os 
mais significativos estudos de métodos e técnicas de pesquisa consagrados 
cientificamente, centrados no trabalhador enquanto este realiza a sua tarefa de 
trabalho. 
A Associação Brasileira de Ergonomia (ABERGO, 2019) pontua que, às várias 
definições de ergonomia existentes, alguns aspectos são comuns mundialmente: a 
natureza multidisciplinar; o fundamento nas ciências; e o principal objeto de estudo 
como sendo a concepção do trabalho. A condição humana é o centro da área de 
conhecimento da ergonomia, que, em algumas publicações, é designada como 
“fatores humanos”, termo que mereceu um capítulo próprio na publicação referencial 
do professor Iida (2005), “Ergonomia: projeto e produção”. Neste estudo, Iida (2005, 
p. 341) examina as características do organismo humano que influem no desempenho 
do trabalho: 
“[...] a adaptação humana ao trabalho abrange as transformações que 
ocorrem quando o organismo passa do estado de repouso para a atividade e 
 
 
13 
 
também aquelas transformações de caráter mais duradouro, devido ao 
treinamento [...]”. 
O projeto de design articula os conhecimentos das condicionantes físicas e 
psicológicas humanas à concepção de produtos, sistemas, interfaces e ambientes. 
Todos os segmentos que realizam análise e projetos para o desenvolvimento do 
trabalho humano devem considerar três aspectos muito importantes: a monotonia, a 
fadiga e a motivação. “Monotonia e fadiga estão presentes em todos os trabalhos e 
não podem ser totalmente eliminados, mas controlados e substituídos por ambientes 
mais interessantes e motivadores [...]” (IIDA, 2005, p. 341). 
Outras questões influem diretamente no desempenho do trabalho humano e 
têm atraído a atenção dos pesquisadores, são as relativas a idade, sexo e deficiências 
físicas dos trabalhadores. O paradigma do trabalhador tem se modificado, o padrão 
do homem adulto com idade entre 20 e 30 anos torna-se cada vez menos real, uma 
vez que a diversidade de segmentos da sociedade tem sido ampliada nas atividades 
produtivas. Qualquer que sejam os fatores humanos envolvidos, a ergonomia visa a 
garantir o conforto e a adaptação do homem interagindo com o ambiente, com o 
artefato ou a ferramenta de trabalho (TILLEY, 2005). 
Entendemos, portanto, que as condições de adaptação e conforto humano ao 
trabalho são almejadas nas três especificações sugeridas pela International 
Ergonomics Association (IEA, 2019): ergonomia física, ergonomia cognitiva e 
ergonomia organizacional. A ergonomia física estuda os aspectos de postura, 
segurança e saúde do trabalhador, área do conhecimento que enfatiza o corpo 
humano e o ambiente físico onde se desenvolve a atividade laboral; a ergonomia 
cognitiva centra-se na carga mental de trabalho, estudando as questões de memória, 
raciocínio e percepção; a ergonomia organizacional foca seus esforços na melhoria 
dos sistemas sociotécnicos que envolvem equipes, comunicação e gerenciamento de 
recursos humanos. 
As classificações da IEA (2019) contribuem na orientação dos projetos de 
desenvolvimento de produtos na área do design. De acordo com Gomes (2013, p. 13), 
“[...] esta classificação tem apenas finalidades didáticas para compreensão de 
conceitos. Uma realidade de trabalho é um sistema complexo onde cada um dos 
aspectos intervém a seu modo, porém de forma interdependente ou sistêmica [...]”. 
 
 
14 
 
O conhecimento da aplicação do sistema homem–máquina–tarefa–ambiente 
(SHIMTA) é condicionantepara falarmos de ergonomia centrada nos fatores 
humanos. Trata-se da organização dos componentes “homem” (operador ou usuário) 
e “máquina” (qualquer objeto físico utilizado para a realização de uma atividade), de 
forma a trabalharem em conjunto para alcançar um objetivo comum, estando 
integrados por uma rede de comunicações (KROEMER; GRANDJEAN, 2005). 
Moraes e Mont’Alvão (2000, p. 41) afirmam que “[...] um sistema homem-
máquina significa que o homem e a máquina têm uma relação recíproca um com outro 
[...]”. Segundo os autores, os principais componentes desse sistema podem ser 
resumidos em: interação com utensílios; evolução constante das tecnologias, 
trazendo impactos aos operadores; forte presença dos aspectos cognitivos; são 
planejados, construídos e operados pelo homem; as máquinas são caracterizadas 
pela alta velocidade, precisão e força; e o homem é caracterizado pelo aspecto flexível 
e adaptável. 
3.1 O design no ambiente de trabalho 
A forma como um indivíduo se relaciona com o ambiente que o envolve é 
intermediada pelo projeto físico desse espaço. As condições do ambiente podem 
contribuir favoravelmente para determinada execução de tarefas, ou prejudicar o nível 
de produção, o conforto e a adaptação dos usuários ou trabalhadores. A aplicação 
das prescrições advindas da área da ergonomia nos projetos de postos de trabalho é 
fundamental para a qualidade espacial do ambiente construído, pois ultrapassam o 
limite estritamente material do espaço, aprofundando a investigação na relação do 
usuário com o meio (LELIS; FARIA; PASCHOARELLI, 2014). 
Para estabelecer inter-relações harmônicas entre o ambiente projetado e seu 
usuário, a arquitetura e o design adotam os estudos ergonômicos consolidados pela 
bibliografia de referência. Esses estudos contemplam a ergonomia física, em 
particular a antropometria, visto que incorporam as dimensões do corpo humano como 
unidade de medida para o projeto de ambientes, mobiliário e equipamentos. Panero e 
Zelnik (2008, p. 19) contribui significativamente com esse debate quando afirmam que 
é preciso “[...] concentrar-se nos aspectos antropométricos da ergonomia e aplicar os 
relativos dados ao projeto de espaços interiores [...]”. 
 
 
15 
 
O domínio da escala humana é essencial para projetistas, e Neufert (2013, p. 
27) defende que o arquiteto “[...] deve saber qual a melhor posição funcional do 
mobiliário, permitindo assim ao homem a possibilidade de trabalhar com conforto tanto 
em casa, como no escritório ou oficina, assim como de repousar adequadamente [...]”. 
Reforçando a colocação, o autor destaca a importância de considerar os aspectos 
comportamentais dos indivíduos, devendo-se respeitar as características do corpo 
humano, seus sistemas sensorial e motor, além das suas condutas individuais e 
sociais. 
No que se refere aos ambientes construídos — com ênfase nos postos de 
trabalho —, a ergonomia é a disciplina que centra seus estudos em reconhecer a 
capacidade do ser humano para a realização do seu trabalho de forma confortável e 
segura, a fim de aliar bem-estar e produtividade. Entendemos, então, que os 
ambientes exercem influências sobre os usuários, devendo ser saudáveis, funcionais, 
acessíveis e confortáveis. A ergonomia deve estar incorporada — desde as fases 
iniciais — ao projeto dos ambientes de trabalho, pois as metodologias ergonômicas 
dizem respeito às satisfações e às insatisfações dos usuários, buscando respostas 
para contribuir com o processo projetual (BITENCOURT, 2011). 
3.2 Fatores envolvidos no projeto ergonômico dos ambientes 
Os estudos relacionados à ergonomia do ambiente construído levam em 
consideração condições de conforto ambiental (lumínico, térmico e acústico), 
percepção ambiental (aspectos cognitivos), adequação dos materiais (revestimentos 
e acabamentos), cores e texturas, acessibilidade, medidas antropométricas (leiaute e 
dimensionamento) e sustentabilidade (LELIS; FARIA; PASCHOARELLI, 2014; 
MONT’ALVÃO; VILLAROUCO, 2011). É recomendável a utilização de metodologias 
que permitam verificar a adequação ergonômica dos espaços construídos, 
considerando os aspectos físicos e a identificação da percepção do usuário em 
relação ao espaço. Conforme sugerem Mont’Alvão e Villarouco (2011, p. 30): “Faz-se 
necessário uma abordagem sistêmica quando se trata de avaliar o ambiente sob a 
ótica da ergonomia [...]”. 
Em relação ao conforto ambiental nos espaços de trabalho, Slack et al. (1999, 
p. 218) relatam que: 
 
 
16 
 
O ambiente imediato no qual o trabalho acontece pode influenciar a forma 
como ele é executado. As condições de trabalho que são muito quentes ou 
frias, insuficientemente iluminadas, ou excessivamente claras, barulhentas 
ou irritantemente silenciosas. Todas vão influenciar a forma como o trabalho 
é levado avante [...]. 
No domínio do conforto ambiental, destacamos aspectos que influem fisiológica 
e psicologicamente no desempenho dos trabalhadores. O primeiro aspecto é a 
iluminação, cujo planejamento adequado pode ampliar a sensação de satisfação no 
trabalho, reduzindo a fadiga e os acidentes e aumentando a produtividade (BOLETTI; 
CORRÊA, 2015; IIDA, 2005). Aproveitar a luminosidade natural é a solução mais 
adequada para ambientes de trabalho. Por exemplo, as mesas, quando colocadas 
abaixo das janelas, proporcionam postos de trabalho com conforto visual e bom 
desempenho ótico. 
Em grande parte dos locais de trabalho, faz-se necessária a utilização de 
iluminação artificial, e, nesses casos, há recomendações de posicionamento, de modo 
a evitar ofuscamentos. Segundo Iida (2005, p. 473), as luminárias “[...] devem situar-
se acima de 30° em relação à linha de visão (horizontal) e, se possível, devem ser 
colocadas lateralmente ou atrás do trabalhador, para evitar a luz direta ou refletida 
nos seus olhos”. Devemos considerar que existem sistemas de iluminação diferentes 
e que podem ser combinados. Os mais comuns são: iluminação geral, iluminação 
localizada e iluminação combinada. 
O estudo das cores e da sua aplicação nos ambientes também tem sido 
frequente quando nos referimos à “humanização dos espaços”. Nos ambientes de 
trabalho, as cores podem interferir no ânimo do trabalhador e na sua consequente 
produtividade. Iida (2005, p. 483) aponta que: “em todas as épocas, as cores e formas 
aparecem ligadas a diversos códigos e símbolos nas sociedades organizadas, sendo 
frequente atribuir-lhes até um certo caráter mágico [...]”. Do ponto de vista da 
percepção ambiental, há cores mais tranquilizantes (normalmente as cores frias) e 
cores mais vibrantes, que remetem ao movimento (cores quentes). 
As normas ISO padronizam a indicação para o uso das cores, considerando os 
requisitos de segurança do trabalho; os códigos de cores são informados, de acordo 
com Kroemer e Grandjean (2005). 
Para garantir boa qualidade ambiental, a seleção dos materiais e das cores de 
revestimentos de pisos, tetos, paredes e mobiliário é fundamental para controlar a 
variação do nível de reflexão. Para o projeto de ambientes de trabalho, as 
 
 
17 
 
recomendações para a escolha de cores são: selecionar cores de luminâncias 
similares para as diferentes superfícies; evitar efeitos que chamem a atenção com 
contrastes de preto e branco; dar preferência ao tratamento de superfícies não 
polidas, inclusive para as cores (BOLETTI; CORRÊA, 2015). 
Outros importantes requisitos para a adequação ambiental de um espaço de 
trabalho são o controle do calor, dos ruídos e das vibrações. Iida (2005) alerta que 
condições desfavoráveis geram tensão no trabalho, sendo fatores que acarretam 
desconforto, riscos acentuados de acidentes e consequentes danos à saúde do 
trabalhador. As diferentes configurações espaciais para o desempenho da atividade 
laboral dificultam prescrições únicas ou totalizantes. Os ambientes voltados ao 
trabalho administrativo (desenvolvido em escritórios) e os ambientesdestinados às 
atividades industriais, por exemplo, possuem programas arquitetônicos distintos e 
dimensões e estruturas específicas. O design de ambientes para locais de trabalho 
deve atender às normas técnicas, às resoluções legais e às orientações para projetos 
fornecidas pela bibliografia de referência da área do conforto ambiental. 
Os arranjos físicos podem otimizar as condições de trabalho, além de estimular 
o bem-estar e a produtividade dos usuários. Esse é um aspecto que deve ser bem 
observado pelos arquitetos e designers, uma vez que a distribuição física de um 
determinado espaço comercial, institucional ou de serviços precisa atender 
satisfatoriamente às necessidades dos usuários, tanto trabalhadores quanto clientes 
ou público em geral (CURY, 2005). 
Iida (2005) considera que, no quadro de objetivos de um bom arranjo físico 
(layout), está incluída a redução da fadiga. Sabemos que a boa disposição e a escolha 
do mobiliário e dos equipamentos, bem como o dimensionamento adequado das 
circulações, proporciona melhor interação com o ambiente e resultam em maior 
eficiência dos fluxos internos das atividades. O arranjo físico atua diretamente na 
percepção que temos de um ambiente, pois, do ponto de vista psicológico, o estímulo 
e o ânimo são potencializados em espaços criativos, contemporâneos e bem 
organizados. 
A iluminação natural, advinda das janelas nas duas faces do ambiente, é 
apoiada pela iluminação artificial, locada sobre cada ilha de trabalho, sendo que a sala 
também conta com iluminação geral. As circulações ocorrem de forma confortável por 
entre os módulos de trabalho de forma simétrica e regular, facilitando a interação e o 
 
 
18 
 
movimento necessário no ambiente. As cores utilizadas definem áreas de trabalho 
específicas, diferenciadas pelos anteparos sobre as mesas: verde (cor fria) e cor de 
laranja (cor quente). As texturas do piso e do teto são contrastantes, com acabamento 
polido no piso e acabamento rústico no teto, cujo aspecto bruto confere um ar mais 
informal ao projeto de interiores. 
Recomenda-se que o layout seja flexível, podendo ser alterado sempre que for 
necessário, para atender às constantes mudanças ocorridas nas empresas globais. 
3.3 A ergonomia como mediadora da qualidade de vida associada ao trabalho 
O trabalho humano é identificado em muitos processos como um significativo 
intermediário nos diferentes convívios sociais e na saúde humana. Os múltiplos 
processos envolvidos na atividade laboral podem beneficiar ou prejudicar grupos ou 
indivíduos de quaisquer modalidades de atividades produtivas. 
Kroemer e Grandjean (2005, p. 149) afirmam que “várias pesquisas favorecem 
a hipótese que há uma ligação entre a qualidade de vida no trabalho e a qualidade de 
vida em geral [...]”. 
Sob o olhar da ergonomia, a monotonia e a falta de motivação no trabalho são 
os maiores estimuladores da fadiga no ambiente de trabalho. Embora nos 
encontremos em um momento em que tendências alternativas e flexíveis se façam 
presentes numa economia internacionalizada, ainda encontramos repetições de 
velhas fórmulas e métodos prejudiciais à produtividade e ao trabalhador. As velhas 
fórmulas e métodos são aquelas associadas ao taylorismo, que, segundo Kroemer e 
Grandjean (2005), produzem tédio no trabalhador, uma vez que reduzem suas 
habilidades mentais e físicas e desperdiçam seu potencial. 
Iida (2005, p. 280) utiliza o exemplo da indústria para definir a monotonia, 
identificando-a como: 
“[...] a reação do organismo a um ambiente uniforme, pobre em estímulos ou 
com pouca variação das excitações. Os sintomas mais indicativos da 
monotonia são uma sensação de fadiga, sonolência, morosidade e uma 
diminuição da atenção. As operações repetitivas na indústria e o tráfego 
rotineiro são condições propícias à monotonia [...]”. 
 
 
19 
 
As tarefas repetidas tendem a promover a diminuição dos níveis de excitação 
cerebral, podendo ocorrer saturação psíquica, que provoca ansiedades e tensões 
(IIDA, 2005; WISNER, 1995). 
Conforme Kroemer e Grandjean (2005), as condições que desencadeiam o 
surgimento de estados de monotonia são: atividades repetitivas de longa duração e 
tarefas de observação de longa duração com obrigação de atenção permanente. Em 
ambos os casos, as atividades que apresentam mínimo grau de dificuldade ou 
pobreza de estímulos são consideradas as mais monótonas. Via de regra, a 
monotonia resulta em fadiga e falta de motivação (IIDA, 2005; KROEMER; 
GRANDJEAN, 2005; WISNER, 1995). 
Em relação à fadiga, Kroemer e Grandjean (2005) a relacionam com diminuição 
da capacidade de produção e perda de motivação para desempenhar qualquer 
atividade. A fadiga também pode estar relacionada aos fatores ambientais ou sociais. 
Conforme Iida (2005, p. 284): 
Fadiga é o efeito de um trabalho continuado, que provoca uma redução 
reversível da capacidade do organismo e uma degradação qualitativa desse 
trabalho. A fadiga é causada por um conjunto complexo de fatores, cujos 
efeitos são cumulativos. Em primeiro lugar, estão os fatores fisiológicos, 
relacionados com a intensidade e duração do trabalho físico e intelectual. 
Depois, há uma série de fatores psicológicos, como a monotonia e a falta de 
motivação e, por fim, os fatores ambientais e sociais, como a iluminação, 
ruídos, temperaturas e o relacionamento social com a chefia e os colegas de 
trabalho. 
A motivação de um trabalhador pode ocorrer de diversas formas: desafios mais 
enriquecedores, participação mais efetiva nos processos produtivos, novas 
responsabilidades e reconhecimento profissional. A motivação, segundo Wisner 
(1995), é uma necessidade humana que se refere aos valores da mente e do espírito, 
portanto, é mais difícil de ser identificada pelos administradores. 
A evolução da indústria tecnológica ressaltou a necessidade de conhecer as 
capacidades e os limites humanos e, como resultado, promover o bem-estar do 
trabalhador. A ergonomia atua especificamente neste quesito: na busca de segurança, 
conforto e bem-estar, recuperando o sentido antropológico do trabalho. Como afirmam 
Moraes e Mont’alvão (2000, p. 15): 
A razão mais óbvia para estudar as relações entre seres humanos e artefatos 
e ambientes que eles usam (além da simples curiosidade) é a intenção de 
mudar as coisas para melhor – seja para incrementar o desempenho, 
 
 
20 
 
produtividade, saúde ou segurança do usuário, ou simplesmente para tornar 
a experiência do usuário mais prazerosa e satisfatória. 
A relevância da ergonomia como mediadora na promoção da qualidade de vida 
do trabalhador é preconizada pela publicação da Norma Regulamentadora nº 17, que 
visa a definir os melhores padrões para o trabalhador em seu posto de trabalho, 
considerando suas características psicofisiológicas (BRASIL, 2009). Além da Norma 
(NR 17), as definições e conceitos dos autores mencionados nos encaminham para a 
compreensão da ergonomia enquanto um importante agente na busca da interação 
do usuário com o ambiente, o mobiliário, os equipamentos e as tarefas dentro de um 
sistema. Seria equivocado estudar e aplicar isoladamente estes elementos, pois eles 
exercem influências entre si. 
A ergonomia, portanto, visa a agenciar mudanças na qualidade do trabalho 
humano, cujos procedimentos resultarão em benefícios não somente centrados no 
bem-estar da força de trabalho, mas de toda a sociedade. 
4 ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NA SAÚDE ERGONÔMICA DO TRABALHADOR 
 
Fonte: https://www.enfermagemnovidade.com.br 
O enfermeiro do trabalho possui um papel importante para a saúde dos 
trabalhadores nas empresas. É o profissional responsável pela promoção da saúde, 
da qualidade de vida e do trabalho em ambientes laborais. Por isso, a sua atuação 
 
 
21 
 
tem crescido nos últimos anos, também em decorrência do aumento do número de 
empresas e das novas legislações direcionadas à saúde do trabalhador. Assim, o 
enfermeiro do trabalhoé o profissional com maior capacidade de atuar de forma 
integral e individual com os trabalhadores. Por isso, devido às suas habilidades para 
a promoção da saúde e do reconhecimento das necessidades individuais, essa 
profissão tem chamado atenção nos últimos anos (CARVALHO, 2014). 
Conforme o Ministério da Saúde (BRASIL, 2018, documento on-line): 
São considerados riscos ergonômicos: esforço físico, levantamento de peso, 
postura inadequada, controle rígido de produtividade, situação de estresse, 
trabalhos em período noturno, jornada de trabalho prolongada, monotonia e 
repetitividade, imposição de rotina intensa. Os riscos ergonômicos podem 
gerar distúrbios psicológicos e fisiológicos e provocar sérios danos à saúde 
do trabalhador porque produzem alterações no organismo e estado 
emocional, comprometendo sua produtividade, saúde e segurança, tais 
como: LER/DORT, cansaço físico, dores musculares, hipertensão arterial, 
alteração do sono, diabetes, doenças nervosas, taquicardia, doenças do 
aparelho digestivo (gastrite e úlcera), tensão, ansiedade, problemas de 
coluna, etc. 
Veremos as possíveis intervenções da enfermagem nos riscos ergonômicos 
segundo as recomendações da NR nº 17: 
• Levantamento de peso: orientar para levantar o peso dentro dos limites da 
sua capacidade e para ter atenção à postura na execução dessa tarefa, 
evitando que determinadas regiões da coluna sejam mais exigidas do que 
outras; 
• Ritmo excessivo de trabalho: orientar sobre a necessidade de pausas 
frequentes, incentivando pequenos intervalos de atuação; 
• Monotonia: orientar sobre alteração da forma de execução ou organização 
da tarefa; 
• Repetitividade: orientar sobre a necessidade de pausas frequentes, 
incentivando pequenos intervalos de atuação; 
• Postura inadequada: em ambientes onde é necessário trabalhar sentado, 
por exemplo, é fundamental que a cadeira dê total sustentação à coluna, 
além de garantir que as pernas fiquem em um ângulo de 90°. Os cotovelos 
também devem ficar nessa posição, sendo apoiados corretamente na mesa 
logo à frente; 
 
 
22 
 
• Iluminação inadequada: orientar para evitar iluminação intensa e direta. Ela 
deve ser bem distribuída por todo o ambiente, evitando cantos escuros ou 
que são excessivamente iluminados; 
• Intensas jornadas de trabalho: promover atividades com teor educativo e 
preventivo, incentivando os profissionais a adotarem novos hábitos. 
 
A ergonomia tem direta relação com o gerenciamento da empresa, pois se 
relaciona com pessoas, projetos de trabalho, cultura organizacional, forma de 
comunicação, organização em rede, teletrabalho, gestão de qualidade, etc., tudo 
interligado em um ambiente de trabalho. Assim, a ergonomia, como ciência, não se 
constitui em sistema fechado, já que exige contínuos desenvolvimento, aplicação e 
validação de dados. Ela pretende, nesse sentido, fomentar um ambiente livre de 
adversidades para os seus frequentadores e para a empresa, ao passo que 
proporciona diversos benefícios para todos envolvidos no processo. 
A importância das boas práticas de ergonomia perpassa pelos empregadores 
e empregados, envolvendo um grupo maior, o social, pois as ações executadas 
podem levar a danos que, caso não recebam a devida atenção, talvez tenham 
repercussões graves na saúde e na segurança de todos envolvidos. Portanto, 
empresas com problemas ergonômicos tendem a apresentar baixa produtividade e 
maiores taxas de ausência e desmotivação por parte dos empregados, considerando, 
também, a exposição a um maior número de riscos às integridades física e mental. 
Podemos dizer também que a ergonomia requer um grupo de especialistas 
voltados para um trabalho mais assertivo e organizado, nada ao acaso, mas com base 
em evidências e em planejamento estratégico. A empresa deve seguir as legislações 
do trabalho, garantindo, como é estabelecido pela NR nº 17, conforto, segurança, 
saúde e desempenho eficiente no trabalho. Assim, é necessário adequar 
ergonomicamente, alocar o trabalhador em posto de trabalho compatível com as suas 
condições físicas e mentais e oferecer ferramentas adequadas para a realização de 
tarefas com o menor esforço, para que seja reduzido ao máximo o risco de acidentes 
de trabalho e o trabalhador tenha uma melhor qualidade de vida. 
 
 
23 
 
4.1 Inserção da enfermagem na saúde do trabalhador 
O trabalho do enfermeiro ocupacional está direcionado à promoção, à proteção 
e ao restabelecimento da saúde dos trabalhadores no ambiente laboral, de modo a 
promover um trabalho seguro e saudável. Por isso, a enfermagem do trabalho é 
designada como uma ciência especializada. Historicamente, essa área de atuação 
profissional iniciou-se na Inglaterra, no século XIX, onde era conhecida como 
enfermagem laboral. Nessa época, os enfermeiros laborais ofereciam assistência na 
prevenção e na saúde pública, com visitas domiciliares aos operários doentes e a seus 
familiares (MORAIS, 2012). 
No Brasil, a atenção à saúde do trabalhador para a tríade saúde–trabalho-
doença iniciou-se por meio da medicina do trabalho, por volta de 1830. Após esse 
período, houve uma expansão dessa profissão no século XX, estruturada na figura do 
médico do trabalho. Essa visão era mais centrada na ótica biológica da medicina do 
corpo individual, com um enfoque na clínica-terapêutica, com a análise do 
microambiente e da ação patogênica de alguns agentes presentes no ambiente 
laboral. 
Já a enfermagem do trabalho teve início no Brasil em 1950, com a atividade de 
muitas enfermeiras atuando em indústria, no contexto da medicina industrial e 
ocupacional. No entanto, essa atividade não tinha aparato legal na proteção dos 
trabalhadores até 1959. A partir dessa data, a Organização Internacional do Trabalho 
criou a obrigatoriedade da presença de profissionais de saúde ocupacional nos 
ambientes laborais, por meio da Resolução 112 (MARZIALE; HONG, 2005). 
De acordo com a Associação Nacional de Enfermeiros do Trabalho (ANENT) 
(c2018) e a Classificação Brasileira de Ocupações do Ministério do Trabalho e 
Emprego (c2017), os enfermeiros do trabalho exercem funções direcionadas a 
higiene, segurança e medicina ocupacional. Além disso, participam de grupos de 
pesquisa voltados para a saúde e segurança do trabalhador. Entre as 
responsabilidades desses profissionais, estão as tarefas de prevenção de acidentes 
e doenças do trabalho, assim como a promoção e valorização da saúde do trabalhador 
no ambiente laboral. 
Além das funções já mencionadas, outra competência do enfermeiro do 
trabalho é analisar as condições de segurança e periculosidade nas empresas. O seu 
papel é verificar as condições de trabalho nos ambientes laborais e analisá-las junto 
 
 
24 
 
à equipe multidisciplinar do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e 
Medicina do Trabalho (SESMT), a fim de identificar as necessidades de melhorias em 
segurança e higiene do trabalho. Além disso, compete também ao enfermeiro do 
trabalho organizar e executar ações e programas de proteção à saúde dos 
trabalhadores, participar da organização de inquéritos sanitários, executar e avaliar 
programas de prevenção de acidentes e doenças ocupacionais, e realizar 
levantamentos de doenças profissionais e lesões traumáticas (ANENT, c2018). 
Segundo o Código Internacional de Ética para os profissionais de saúde no 
trabalho, os profissionais que promovem a saúde e a segurança do trabalhador no 
ambiente laboral incluem médicos e enfermeiros do trabalho, técnicos de segurança, 
especialistas em ergonomia, higienistas ocupacionais, psicólogos ocupacionais, 
especialistas em reabilitação profissional e em prevenção de acidentes, e profissionais 
que fazem pesquisas em saúde e segurança no trabalho (COMISSÃO 
INTERNACIONAL DE SAÚDE NO TRABALHO — ICOH, 2016). 
Nos Estados Unidos, os enfermeiros do trabalho são amparados pela 
Associação Americana de Enfermeiros de Saúde Ocupacional (AAOHN),que atende 
mais de 4.000 membros no país. É uma associação profissional de enfermeiros 
licenciados envolvidos na prática de enfermagem de ocupação e saúde ambiental. A 
AAOHN é composta por 100 organizações de capítulo, que são agências incorporadas 
de acordo com os seus regulamentos estaduais. 
No Brasil, a ANENT conta com associados e representantes estaduais em todo 
o país. Essa associação de enfermeiros do trabalho tem a finalidade de definir 
estatutos, realizar estudos na área da enfermagem do trabalho, estimular criação de 
cursos de especialização, realizar intercâmbios com entidades nacionais e 
internacionais, bem como promover e participar de atividades científicas relacionadas 
à enfermagem do trabalho (ANENT, c2018). 
O enfermeiro do trabalho tem executado uma função decisiva no planejamento 
das ações de segurança e saúde nos ambientes de trabalho, onde é desenvolvida 
uma profunda assistência com maior custo-benefício. Esse profissional deve possuir 
conhecimento técnico-científico para atuar nas empresas, assim como uma visão 
ampla, de modo a superar os horizontes da enfermagem. 
 
 
25 
 
4.2 Ações de enfermagem para a promoção da saúde do trabalhador 
O enfermeiro do trabalho tem a capacidade de colocar em prática diversas 
ações para a promoção da saúde dos trabalhadores. Essas ações podem ser de 
caráter primário, secundário ou terciário. Entre as ações de prevenção primária, o 
enfermeiro do trabalho pode realizar a consulta de enfermagem, com participação dos 
demais profissionais para complementação dos exames, e fornecer instruções aos 
trabalhadores sobre hábitos saudáveis, como alimentação, atividade física, repouso, 
lazer, entre outros (CARVALHO, 2014). 
Na prevenção secundária, o enfermeiro do trabalho realiza o diagnóstico 
precoce do trabalhador, bem como um pronto atendimento com limitação de danos. 
Desse modo, pode realizar adequações nas condições de trabalho, para que este seja 
adequado ao trabalhador, por meio de visitas no ambiente laboral e educação 
continuada para uma adaptação sem esforço físico e mental. Além disso, podem ser 
realizados cuidados de emergência, em decorrência de agravos produzidos pelo 
trabalho, por meio de consulta de enfermagem, solicitação de exames 
complementares, assistência integral para evitar os agravos e doenças ocupacionais 
que provoquem lesões. Já na prevenção terciária, o enfermeiro do trabalho auxilia na 
reabilitação do trabalhador que sofreu alguma lesão com ou sem sequelas, por meio 
de assistência contínua na sua reintegração. 
Para ser possível determinar as ações que o enfermeiro do trabalho pode 
realizar em um ambiente laboral, primeiramente é preciso compreender as suas 
competências e atribuições. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego 
(c2017) e com a ANENT (c2018) as competências do enfermeiro do trabalho são: 
realizar atividades direcionadas à higiene, medicina e segurança do trabalho e; 
compor equipes de estudos para promover a preservação da saúde e a valorização 
do trabalhador. 
Já as atribuições do enfermeiro do trabalho são as seguintes (ANENT, c2018): 
Pesquisar sobre condições de segurança e periculosidade da empresa, com 
observações nos locais de trabalho, discutindo-as em equipe de forma a 
identificar as necessidades no campo de segurança, higiene e melhoria do 
trabalho; 
Criar e realizar planos e programas para promoção e proteção à saúde dos 
empregados, participando de grupos que realizam inquéritos sanitários, 
estudam as causas de absenteísmo, fazem levantamentos de doenças 
profissionais e lesões traumáticas, procedem a estudos epidemiológicos e 
coletam dados estatísticos de morbidade e mortalidade de trabalhadores, 
 
 
26 
 
investigando possíveis relações com as atividades funcionais, de forma a 
obter a continuidade operacional e o aumento da produtividade; 
Realizar programas de prevenção de acidentes e de doenças profissionais e 
não profissionais, fazendo análise de fadiga, dos fatores de insalubridade, 
dos riscos e das condições de trabalho do menor e da mulher, para propiciar 
a preservação da integridade física e mental do trabalhador; 
Realizar primeiros socorros no local de trabalho, em caso de acidente ou 
doença, fazendo curativos ou imobilizações especiais, administrando 
medicamentos e tratamentos e providenciando o posterior atendimento 
médico adequado, para atenuar consequências e proporcionar apoio e 
conforto ao paciente; 
Criar, realizar e avaliar as atividades de assistência de enfermagem aos 
trabalhadores, proporcionando-lhes atendimento ambulatorial, no local de 
trabalho, controlando sinais vitais, aplicando medicamentos prescritos, 
curativos, inalações e testes, coletando material para exame laboratorial, 
vacinações e outros tratamentos, de forma a reduzir o absenteísmo 
profissional; 
Organizar e administrar o setor de enfermagem da empresa, prevendo 
pessoal e material necessários, treinando e supervisionando auxiliares de 
enfermagem adequados às necessidades de saúde do trabalhador; 
Promover o treinamento dos trabalhadores, instruindo-os sobre o uso de 
roupas e material adequado ao tipo de trabalho, de modo a reduzir a 
incidência de acidentes; 
Planejar e colocar em prática programas de educação sanitária, divulgando 
conhecimentos e estimulando a aquisição de hábitos sadios, para prevenir 
doenças profissionais e melhorar as condições de saúde do trabalhador; 
Promover o registro de dados estatísticos de acidentes e doenças 
profissionais, mantendo cadastros atualizados, a fim de preparar informes 
para subsídios processuais nos pedidos de indenização e orientar em 
problemas de prevenção de doenças profissionais. 
Ao compreender as atividades e as funções que o enfermeiro do trabalho pode 
executar em uma empresa, torna-se possível e mais fácil planejar as ações que vão 
promover a saúde e a segurança do trabalhador. Com isso, o enfermeiro do trabalho 
tem mais subsídios para promover a qualidade de vida do trabalhador no ambiente 
laboral. 
 
 
27 
 
5 NORMA REGULAMENTADORA Nº 17 
 
Fonte: https://torresmoveis.com.br 
A Norma Regulamentadora (NR) nº. 17, foi criada pelo então Ministério do 
Trabalho e Emprego - MTE (atual Ministério do Trabalho e Previdência), com o escopo 
de criar diretrizes para que haja condições de trabalho equilibradas entre indivíduos e 
empresas (BRASIL, 2021). 
Até 1943, as leis trabalhistas no Brasil eram poucas e os direitos dos 
trabalhadores não eram devidamente regulamentados em um único código. Somente 
a partir desse ano a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) unificou a legislação. 
Uma das razões para a consolidação dessas leis foi a criação da Justiça do Trabalho; 
por conta disso, a CLT tornou-se uma exigência constitucional. 
Não obstante a publicação da CLT no ano de 1943, as normas de segurança e 
medicina do trabalho não estavam regulamentadas, pois a responsabilidade de 
estabelecer disposições complementares às normas da Consolidação, como as 
normas de segurança e medicina do trabalho, ficou com o Ministério do Trabalho, de 
acordo com o art. 200 da CLT (BRASIL, 1943). A falta de uma definição regulatória 
dessas normas de segurança na legislação torna sua eficácia limitada. Os legisladores 
só podem aplicar a força das normas legais por meio de regulamentos, ou seja, neste 
caso, falta o elemento de aplicação do direito. 
 
 
28 
 
Com o escopo de sanar esse problema da regulamentação, a Lei nº. 6.514, de 
22 de dezembro de 1977, alterou o capítulo V do Título II da CLT referente à 
segurança e à medicina do trabalho, acrescentando ao art. 200 as peculiaridades e 
as atividades nas quais o Ministério do Trabalho deveria regulamentar e estabelecer 
disposições complementares ao texto da Lei. Esse artigo solicita ao Ministério do 
Trabalho regulamentar especialmente as seguintes situações: 
Art. 200 Cabe ao Ministério do Trabalho estabelecer disposições 
complementares às normas de que trataeste Capítulo, tendo em vista as 
peculiaridades de cada atividade ou setor de trabalho, especialmente sobre: 
I — medidas de prevenção de acidentes e os equipamentos de proteção 
individual em obras de construção, demolição ou reparos; 
II — depósitos, armazenagem e manuseio de combustíveis, inflamáveis e 
explosivos, bem como trânsito e permanência nas áreas respectivas; 
III — trabalhos em escavações, túneis, galerias, minas e pedreiras, sobretudo 
quanto à prevenção de explosões, incêndios, desmoronamentos e 
soterramentos, eliminação de poeiras, gases etc. e facilidades de rápida 
saída de empregados; 
IV — proteção contra incêndio em geral e as medidas preventivas adequadas, 
com exigências ao especial revestimento de portas e paredes, construção de 
paredes contrafogo, diques e outros anteparos, assim como garantia geral de 
fácil circulação, corredores de acesso e saídas amplas e protegidas, com 
suficiente sinalização; 
V — proteção contra insolação, calor, frio, umidade e ventos, sobretudo no 
trabalho a céu aberto, com provisão, quanto a este, de água potável, 
alojamento e profilaxia de endemias; 
VI — proteção do trabalhador exposto a substâncias químicas nocivas, 
radiações ionizantes e não ionizantes, ruídos vibrações e trepidações ou 
pressões anormais ao ambiente de trabalho, com especificação das medidas 
cabíveis para eliminação, ou atenuação desses efeitos, limites máximos 
quanto ao tempo de exposição, à intensidade da ação ou de seus efeitos 
sobre o organismo do trabalhador, exames médicos obrigatórios, limites de 
idade, controle permanente dos locais de trabalho e das demais exigências 
que se façam necessárias; 
VII — higiene nos locais de trabalho, com discriminação das exigências, 
instalações sanitárias, com separação de sexos, chuveiros, lavatórios, 
vestiários e armários individuais, refeitórios ou condições de conforto por 
ocasião das refeições, fornecimento de água potável, condições de limpeza 
dos locais de trabalho e modo de sua execução, tratamento de resíduos 
industriais; 
VIII — emprego das cores nos locais de trabalho, inclusive sinalizações de 
perigo (BRASIL, 1977, documento on-line). 
A Portaria nº. 3.214, de 8 de junho de 1978, aprovou as NRs do capítulo V da 
Lei nº. 6.514/1977. As NRs preenchem lacunas na legislação trabalhista e 
complementam o texto integral da CLT. Eles lidam com uma série de requisitos, 
procedimentos e requisitos de execução relacionados à segurança e medicina do 
trabalho. 
 
 
29 
 
De acordo com a NR nº. 1, as NRs são de observância obrigatória pelas 
empresas privadas, públicas, pelos órgãos públicos da Administração direta e indireta, 
bem como pelos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário que possuem 
empregados regidos pela CLT e trabalhadores avulsos (BRASIL, 2009). Ou seja, deve 
ser obrigatoriamente cumprida por todos. 
Do ponto de vista da eficiência e sua relação com a segurança da produção, 
destacamos que a produtividade de um empreendimento está relacionada a diversos 
fatores, e os trabalhadores são um deles. Afinal, inovação é feita por pessoas. As 
empresas precisam de novas ideias e muitas vezes precisam se reinventar e inovar. 
Para isso, os funcionários devem se sentir parte da empresa e gostar de estar lá. 
Além do ponto de vista da produtividade e da eficiência com base no conforto 
do trabalhador, o investimento em segurança e medicina do trabalho pode reduzir 
significativamente os custos operacionais. A prevenção de acidentes gera menos 
custos com afastamento de funcionários, o que aumenta a produtividade. O ambiente 
de trabalho seguro e protegido gera um ambiente saudável e propício a novas ideias; 
as atividades tendem a ter mais qualidade e ser cumpridas nos prazos corretos. Isso 
cria uma correlação de responsabilidade entre empresa e funcionário. Como 
percepção de fator externo a esse investimento, podemos citar a credibilidade e a 
visão da corporação como um todo, já que a preocupação com a segurança do 
trabalhador é uma demonstração de responsabilidade social. 
5.1 Parâmetros de adaptação das condições de trabalho 
A NR nº. 17 foi criada pelo MTE para regular parâmetros que facilitem a 
adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos 
trabalhadores, com o objetivo de propiciar conforto, segurança e desempenho 
eficiente (BRASIL, 2021). 
Entende-se, por características psicofisiológicas dos trabalhadores os aspectos 
diversos que formam sua condição enquanto seres existentes no mundo: são 
características psicológicas, antropológicas, fisiológicas e uma série de outras que nos 
envolvem, já que somos em nossa relação com o mundo circundante. São a esses 
fatores que devem ser adaptadas as condições de trabalho, proporcionando conforto. 
Contudo, a regulamentação de conforto não é uma ciência exata. Para ajudar nesse 
 
 
30 
 
quesito, a regulamentação estabelece alguns limites objetivos. Além disso, a 
avaliação desses parâmetros depende da percepção do trabalhador, que é 
responsável pela aprovação ou reprovação de soluções para atender a eventuais 
questões de conforto ou requisitos para atender às necessidades. 
A adaptação ao trabalho proposta pela NR nº. 17 inclui aspectos relacionados 
ao levantamento, ao transporte e à descarga de materiais, ao mobiliário, aos 
equipamentos e às condições ambientais do posto de trabalho e da própria 
organização (BRASIL, 2021). A abrangência da NR é perfeitamente possível de se 
observar e pode inclusive, exigir a modificação da organização do trabalho. 
Limites e orientações são fornecidos na norma para cada situação 
apresentada. Vale ressaltar a importância de observar cada situação e poder aplicar 
os critérios adequadamente. Por exemplo, embora o transporte e a elevação sejam 
permitidos por lei, eles não precisam ser exaustivos. As organizações podem facilitar 
o trabalho e aumentar a receita. 
Da mesma forma, em locais onde são realizadas atividades intelectuais, como 
laboratórios, escritórios, salas de desenvolvimento, a norma recomenda valores para 
nível de ruído, índice de temperatura, velocidade do ar, umidade relativa e iluminação. 
Para cada um desses itens, a empresa deve atender às restrições e condições. De 
posse dessas informações, é possível começar a pesquisar o ambiente de trabalho 
de acordo com a NR nº. 17. Verifique os parâmetros de ação. Embora os limites e 
faixas de valores sejam definidos e indicados na NR, a percepção e a pesquisa 
contínua dos níveis de satisfação dos usuários são essenciais. 
5.2 Aplicabilidade da NR nº. 17 
De acordo com o que vimos, a NR nº. 17 é bastante abrangente e está 
enquadrada em praticamente todas as atividades e até na organização do trabalho. A 
necessidade de aplicação da norma surgiu principalmente após a introdução da 
organização taylorista, quando os trabalhadores nunca eram consultados sobre as 
condições de trabalho, as ferramentas, o mobiliário, o trabalho repetitivo, o tempo 
alocado em cada atividade, etc. 
Assim, a aplicação da ergonomia tem como função encaixar o trabalhador 
internamente em uma conjuntura de transformação, incentivando o colaborador a ter 
 
 
31 
 
um papel de direção na efetuação de mudanças ergonômicas necessárias a 
consolidação de sua existência no espaço laboral. Esses fatores transformadores não 
são necessários somente para as empresas, mas também para o conjunto da 
sociedade. Portanto, o interesse pela adequação ergonômica também deve ser social: 
a sociedade deve focar na saúde financeira dos serviços sociais. Quanto menos 
pessoas se afastarem e se aposentarem por invalidez, melhores serão os resultados 
contábeis da Previdência Social. Há outro requisito interessante para a aplicabilidade 
da NR nº 17 neste contexto: a saúde pública. 
Para analisar o problema de adaptação, a análise ergonômica não pode ser 
solicitada na forma de protocolo; isso só irá gerar uma análise superficial e grosseira 
e provavelmente não contribuiráem nada para as condições de trabalho. O requisito 
para uma análise ergonômica deve ser claramente definido e focado em um problema 
específico. Deve-se mencionar qual é o problema a ser resolvido e por que a 
solicitação é feita, por exemplo, a um ergonomista (BRASIL, 2021). 
Para definir os requisitos, é necessária uma equipe multidisciplinar, pois o 
problema deve ser mapeado. A solução envolve um acompanhamento completo do 
que está acontecendo na empresa. Quando o número de afastamentos é alto, devem 
ser analisados os fatores, tais como: onde o problema ocorre mais; o turno de 
ocorrência; tarefas executadas; as repetições envolvidas; e outros itens que podem 
ser necessários para a investigação. Esses dados suportam a análise dos 
profissionais e permitem a resolução adequada dos problemas. Sem o envolvimento 
e participação construtiva da equipe, os resultados serão insatisfatórios. 
Segundo a NR 17, a análise ergonômica deve conter, no mínimo, as seguintes 
etapas: 
1. Análise da demanda e do contexto — situa o problema a ser analisado. 
2. Análise global da empresa — grau de evolução técnica, posição no 
mercado, situação econômico-financeira. 
3. Análise da população de trabalhadores — política de pessoal, faixa etária, 
evolução da pirâmide de idades. 
4. Definição das situações de trabalho a serem estudadas — demanda de 
trabalho, situações a serem estudadas. 
5. Descrição das tarefas prescritas, das tarefas reais e das atividades 
desenvolvidas para executá-las — dados referentes ao homem, às máquinas, 
aos operadores e ao meio ambiente de trabalho. 
6. Estabelecimento de um pré-diagnóstico — deve ser explicitado às várias 
partes envolvidas e definido o que será validado ou abandonado como 
hipótese explicativa para o problema. 
7. Observação sistemática da atividade e dos meios disponíveis para realizar 
a tarefa — constatação da posição de trabalho do colaborador. 
 
 
32 
 
8. Diagnóstico — em virtude das situações analisadas em detalhe, tem como 
objetivo o conhecimento da situação de trabalho. 
9. Validação do diagnóstico — a apresentação deve abranger todos os 
autores envolvidos que podem confirmar a hipótese, rejeitar ou sugerir 
alterações no diagnóstico apresentado. Somente os envolvidos no processo 
de trabalho possuem a experiência e o conhecimento da realidade. Além 
disso, são os maiores interessados nas modificações. 
10. Projeto das modificações ou alterações — o profissional deve propor 
soluções e melhorias das condições de trabalho no aspecto produtivo e na 
saúde do trabalhador. Esse item é fundamental, pois a intervenção 
ergonômica só vai ser completa quando o local de trabalho for transformado. 
11. Cronograma de implementação das modificações ou alterações — o 
cronograma é importante porque, dependendo do nível de modificação na 
linha de produção ou no fluxo de trabalho, pode demandar reforma de 
unidades e compra de equipamentos. Caso a solicitação seja de alguma 
autoridade competente (auditor fiscal do trabalho) ou de sindicato, estes 
devem ser informados sobre os prazos para serem regularizadas as 
inconformidades. 
12. Acompanhamento das modificações/alterações — o acompanhamento do 
profissional contratado vai depender da forma de contratação. Para fechar o 
ciclo de transformação ergonômica após a implementação das mudanças, é 
preciso avaliar o impacto das modificações sobre os trabalhadores (BRASIL, 
2021). 
Todas essas etapas são essenciais para começar a transformar o ambiente de 
trabalho, pois avaliam não apenas a unidade, mas também os funcionários 
designados. Portanto, o contexto ressalta a necessidade de transformar 
constantemente o local de trabalho. 
Para que a aplicabilidade seja completa, as condições ambientais precisam ser 
atendidas, conforme descrito no item 5 da NR nº. 17 (BRASIL, 2021). Neste projeto, 
são listados o nível de ruído permitido, índice de temperatura, velocidade e umidade 
relativa do ar. Os limites de tolerância variam de acordo com o local, atividades 
envolvidas, condições climáticas e outros fatores relevantes para cada situação. 
O cumprimento de todos esses requisitos de conforto, segurança, desempenho 
eficiente e ergonomia faz com que a aplicação da NR nº. 17 em alguns casos, seja 
bastante hermética, e isso requer um estudo aprofundado da situação específica 
devido aos diferentes contextos e exigências que acompanham o contexto do litígio, 
jurisprudência, bibliografias técnicas, artigos de pesquisa, normas e organizações 
internacionais e outros documentos reconhecidos pela comunidade profissional. Só 
assim é possível aplicar a melhor solução técnica disponível e adequada à situação 
em estudo. 
 
 
 
 
 
33 
 
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