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Avaliação 
nutricional e 
alimentação para 
gestação 
Profa. Mariana Dantas 
Cordeiro 
OBJETIVOS DA AVALIAÇÃO 
NUTRICIONAL DA GESTANTE 
 Identificar gestantes de risco nutricional (déficit ou excesso de peso) no início da 
gestação; 
 
 Detectar as gestantes com ganho de peso inadequado para a idade gestacional, 
em relação ao estado nutricional prévio; 
 
 Permitir orientação para as condutas adequadas a cada caso, visando melhorar o 
estado nutricional materno, suas condições para o parto e o peso do recém-
nascido. 
 
AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL 
DA GESTANTE 
• Estudos epidemiológicos têm comprovado, cada vez mais, que a saúde do 
adulto reflete o ambiente ao qual ele foi exposto quando ainda era um feto. 
 
• A fim de detectar e corrigir estes erros, a avaliação nutricional da gestante faz-
se essencial para melhorar sua qualidade de vida e consequentemente, a do 
bebê. 
Ganho de peso fetal 
 Peso estimado do feto 
pela ultrassonografia. 
 
 Abaixo ou próximo do 
P10 - retardo de 
crescimento. 
 Acima do P90 – diabetes 
gestacional. 
DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL 
Abrange avaliação: 
 
• Antropométrica 
• Alimentar 
• Bioquímica 
• Clínica 
AVALIAÇÃO LABORATORIAL EM GESTANTES 
• Avaliar possíveis deficiências nutricionais e corrigí-las por meio de um 
plano alimentar individualizado. 
 
• É importante observar que, devido às adaptações fisiológicas que 
ocorrem na gravidez, alguns marcadores bioquímicos apresentam-se 
naturalmente alterados, sem que isso seja motivo de preocupação. 
AVALIAÇÃO CLÍNICA DA GESTANTE 
O aspecto geral e psicológico, bem como o da pele e mucosas, são indicadores 
úteis para avaliarmos o estado nutricional materno. 
Sinais físicos indicam alterações 
duradouras 
AVALIAÇÃO CLÍNICA DA GESTANTE 
AVALIAÇÃO CLÍNICA DA GESTANTE 
Questionar a gestante sobre doenças atuais e prévias à gestação, uso 
de drogas, álcool, uso de medicamentos e suplementos alimentares, 
alergias, aversões ou intolerâncias alimentares, práticas étnicas e 
culturais de alimentação, tabus, dietas. 
AVALIAÇÃO DO CONSUMO ALIMENTAR 
 DA GESTANTE 
Apesar de não existir um padrão-ouro na investigação do consumo alimentar o nutricionista dispõe 
de diversos métodos para avaliar os hábitos alimentares da gestante: 
 
 O inquérito recordatório de 24 horas, por exemplo, é um método quantitativo em que a paciente 
reporta todo o alimento (líquido ou sólido) consumido nas últimas 24 horas anteriores a entrevista. 
 
 Outro método é o Questionário de Frequência de Alimentar (QFA), método qualitativo 
constituído por uma lista de alimentos e bebidas cuja frequência do consumo é perguntada à 
paciente. 
 
 Já o inquérito por registro alimentar consiste na paciente registrar o tipo e a quantidade de 
alimentos e bebidas ingeridos durante um período predeterminado de tempo, sendo o registro feito 
na hora em que o alimento é consumido. 
AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA 
⁻ Peso pré-gestacional (estado 
nutricional prévio) 
⁻ Estatura 
⁻ Peso atual 
⁻ Ganho de peso 
- IMC/idade gestacional 
- Circunferência do Braço 
• Altura uterina 
 
 
 
INDICADORES ANTROPOMÉTRICOS 
 
Peso pré-gestacional 
• Cálculo do ganho de peso 
 
Estatura 
• Risco: 140 – 150cm (WHO, 1991,1995) 
 
 
 
AVALIAÇÃO DA ALTURA 
• A medida da altura em grávidas adultas é registrada somente na 
primeira consulta e das adolescentes a cada consulta ou pelo menos a 
cada trimestre, considerando que as adolescentes se encontram em fase 
de crescimento. 
 
INDICADORES ANTROPOMÉTRICOS 
 
Circunferência do braço 
• É indicada em qualquer período da gestação, quando não se dispõe de balança, ou 
quando o peso pré-gravídico é desconhecido. 
• Esta medida varia muito pouco durante a gravidez 
• Risco: CB < 23,5cm (WHO, 1991) 
 
 
 
INDICADORES ANTROPOMÉTRICOS 
 
Altura uterina 
 
• Indicador do crescimento fetal. 
• Normalidade entre p10-p90 
 
 > p90 → polidrâmnios, macrossomia, gemelaridade e, 
adicionalmente, mola hidatiforme e miomatose uterina 
 
 < p10 → feto morto, oligâmnio ou retardo do crescimento intra-
uterino. 
 
INDICADORES ANTROPOMÉTRICOS 
 
 
 
AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA PADRÃO 
 
1) Avaliação do estado nutricional pré-gravídico (IMC) 
• Determina o ganho de peso adequado (IOM, 1992) 
 
2) Avaliação do estado nutricional por idade gestacional (IMC) 
• Calcular a semana gestacional 
 
3) Avaliação do ganho de peso 
PESO PRÉ-GESTACIONAL 
 
1) Peso referido até dois meses antes da concepção 
 
2) Peso mensurado na primeira consulta pré-natal, antes de 
13 semanas que é caracterizado como estágio gravídico 
precoce 
 
E se a gestante estiver acima da 13ª semana 
gestacional e não souber seu peso habitual de 2 
meses anteriores à gestação? 
DETERMINAÇÃO DO PPG DESCONHECIDO 
1- Estimá-lo subtraindo do peso atual da gestante o ganho de peso provável por 
idade gestacional 
SEMANA AUMENTO SEMANA AUMENTO SEMANA AUMENTO 
8 - 20 3.7 32 8.5 
9 0,2 21 4.0 33 8.9 
10 0,3 22 4.5 34 8.3 
11 0,4 23 4.8 35 8.7 
12 0,7 24 5.3 36 10.1 
13 1.0 25 5.7 37 10.5 
14 1.2 26 6.1 38 10.9 
15 1.6 27 6.5 39 11.3 
16 2.0 28 6.9 40 11.7 
17 2.4 29 7.2 41 12.0 
18 2.8 30 7.6 42 12.6 
19 3.2 31 8.0 - - 
FONTE: Zugaib & Sancoviski (1991) 
Aumento em função da idade gestacional (semanas e kg) 
DETERMINAÇÃO DO PPG DESCONHECIDO 
Caso não seja possível identificar o peso pré-gravídico real ou 
estimado, o peso da primeira consulta de pré-natal deve ser 
utilizado, mesmo que a consulta ocorra após a 13ª semana 
gestacional, obtendo-se, então, o IMC gestacional. 
 
AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL 
PRÉ-GESTACIONAL 
 IMC = Peso pré-gestacional (kg) 
 Altura2 (m) 
CÁLCULO DA IDADE GESTACIONAL 
• Quando a data da última menstruação é conhecida: Uso do calendário (soma do intervalo de 
dias entre a DUM e a data da consulta) e gestograma. 
 
142 dias de gestação = 142 ÷ 7 = 20,3 = 20 semanas 
 
• Quando a data da última menstruação é desconhecida, mas se conhece o período do mês em 
que ela ocorreu: considerar como data da última menstruação os dias 5 (início), 15 (meio) e 25 
(fim). 
 
• Quando a data e o período da última menstruação são desconhecidos: pela medida da altura 
do fundo do útero e pelo toque vaginal; ultrassonografia. 
A Idade Gestacional deve ser calculada e registrada a cada consulta! 
 Objetivo: estimar o período provável para o nascimento, utilizando um dos 3 métodos a 
seguir: 
 
1. Calcula-se a data provável do parto levando-se em consideração a duração média da 
gestação normal (280 dias ou 40 semanas a partir da DUM), mediante a utilização de 
calendário; 
 
2. A data do parto pode ser calculada, usando as tabelas 
 
- Procura o primeiro dia da última menstruação na 1ª linha da tabela. 
- A data provável é o dia imediatamente abaixo, na 2ª linha da tabela. 
CÁLCULO DA DATA PROVÁVEL DO PARTO 
IDADE GESTACIONAL 
- Arredondamento da semana gestacional 
 
 
1, 2 e 3 dias → considerar o número de semanas completas 
4, 5 e 6 → considerar a semana seguinte 
 
Ex: 20 semanas e 2 dias correspondem a 20 semanas 
gestacionais. 
 
 
 
 
EXERCÍCIOS 
1) Considerando uma paciente adulta, em consulta pré-
natal, cujos dados estão referidos abaixo. 
 
 Data da consulta: 17/setembro/2021 
 DUM = 10/julho/2021 
 
10 semanas 
AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL PELO 
IMC/IDADE GESTACIONAL 
 IMC = Peso gestacional atual (kg) 
 Altura2 (m) 
Classificar o estado nutricional da gestante seguindo os pontos de cortes 
propostos por Atalah et al. 1997 - relacionar o valor do IMC com a semana 
gestacional 
ACOMPANHAMENTO DO 
GANHO DE PESO 
 
• Através da tabela de IMC por idade gestacional (Atalah et 
al., 1997). 
 
• Ao ligar os pontos de interseção obtidos a cada consulta, 
constrói-se uma curva. 
 
 
Uma gestante tem seu IMC classificado 
como adequado (A) na curva, mas seu 
ponto está maispróximo ao limite 
inferior da faixa de sobrepeso (S). 
Assim, a chance dessa gestante mudar 
de classificação é elevada e, nesse 
sentido, o acompanhamento 
nutricional deve priorizar a prevenção 
do ganho de peso excessivo ou 
insuficiente. 
Gráfico de acompanhamento 
nutricional da gestante 
• O gráfico apresenta 3 curvas, que delimitam as 4 faixas para 
classificação do EN: 
 - BP → baixo peso 
 - A → adequado 
 - S → sobrepeso 
 - O → obesidade 
• A inclinação recomendada irá variar de acordo com o estado 
nutricional do início da gestação 
 um traçado ascendente indica um ganho de peso adequado, enquanto um traçado horizontal ou descendente aponta para ganho de peso inadequado ou perda de peso, respectivamente 
IMC por semana 
gestacional. 
 
Fonte: ATALAH et al. 1997. 
 
GANHO DE PESO 
• O acompanhamento do GP é o mais importante no monitoramento 
nutricional da gestante. 
 
• Ganhos súbitos (mais de 500g/sem) – podem ser indicativos de 
alguma patologia. 
 
 
• É desejável que as grávidas com IMC pré-gestacional de baixo peso 
ganhem peso já no 1o trimestre. 
 
GANHO DE PESO 
 
• Também é motivo de preocupação: 
 
 >3 kg/mês em qualquer período da gravidez de um único feto; 
 < 0.5 kg/mês para gestantes com sobrepeso; 
 < 0.9 – 1.0 kg/mês no 2º e 3º trimestres para gestantes eutróficas; 
 < 1,8 kg/mês para subnutridas. 
 
GANHO DE PESO 
. 
Adotado pelo MS/Brasil 
GANHO DE PESO 
 
 
1.Conheça o EN pré-gravídico 
 
2.Identifique qual o ganho de peso até o momento da consulta 
 
3.Calcule quanto ainda deve ganhar até o final da gestação segundo avaliação 
clínica 
Previsão do ganho de peso total até o final da gestação 
EXERCÍCIOS 
1. Gestante, 33 anos, 17 semanas 
 
Peso pré-gravídico: 56kg 
Altura: 1,54m 
Já ganhou 2 Kg durante a gestação. 
 
Qual o ganho de peso total até o final da gestação? 
 
Idade gestacional: 17 semanas. 
IMC pré-gravídico = 
𝟓𝟔 𝑲𝒈 
𝟏,𝟓𝟒 ²
 
 
IMC pré-
gravídico = 
23,61 Kg/m² 
Ganho de peso até o momento: 2kg. 
Por ter IMC pré-gravídico indicando eutrofia, a 
gestante pode ganhar de 11,5 a 16Kg na gestação. 
Faltam 23 semanas para o fim previsto da gestação (40-17), estipulamos 
uma média da faixa de ganho de peso (13,8Kg). Como ela já ganhou 2kg, 
deve ganhar 11,8Kg. Esse total dividido pelas 23 semanas = 0,513Kg 
(513g) por semana. Esse valor é estipulado, devendo a gestante ser 
acompanhada. 
Gravidez na adolescência 
• Considerar intensas mudanças específicas da faixa etária. 
 
• Imaturidade biológica. 
Menores de 15a e idade ginecológica menor que 2a : prognóstico 
desfavorável. 
Crescimento linear desacelerado 
Idade ginecológica menor que 2a: Ganho de peso equivalente ao da mulher 
adulta que inicia a gravidez com baixo peso (12,5 – 18kg). 
intervalo entre 
menarca e gestação 
ESTIMATIVA DE GANHO DE PESO 
GESTACIONAL DE ADOLESCENTES 
Estado nutricional pré-
gestacional 
Ganho total de peso 
(kg) 
Ganho 1º trim. (kg) 
 
Ganho/ semana 
2º e 3º trim. (kg) 
Baixo peso 
IMC/ I < P5 
12,5 – 18,0 2,3 0,5 
Eutrofia 
IMC/ I ≥ P5 < P85 
11,5 – 16,0 1,6 0,4 
Sobrepeso 
IMC/ I ≥ P85 < P95 
7,0 – 11,5 0,9 0,3 
Obesidade 
IMC/ I ≥ P95 
5,0 – 9,0 --- 0,2 
Idade ginecológica maior que 2a : melhor prognóstico. 
GESTAÇÃO MÚLTIPLA 
Ganho de peso gestacional de múltiplos fetos em kg 
Gêmeos 1o trimestre 2o trimestre 3o trimestre Total 
Duplos 2,3-4,5 4,5-9,0 4,5-9,0 15,8-20,4 
Triplos 2,3-4,5 9,0-13,6 9,0-11,3 9,0-27,2 
Quádruplos 4,5-6,8 11,3-15,9 9,0-11,3 22,7-34,0 
Quíntuplos 4,5-9,0 11,3-15,9 11,3-15,9 29,4-45,4 
Fonte: Everything Twins, Triplets, and More Book Copyright © 2005 apud family education. 
Por que é importante 
atenção especial a esse 
público? 
Qual a importância 
de uma boa 
alimentação na 
gravidez? 
Nutriente
s 
Reserva para 
amamentação 
Nutrição da 
mãe e do 
feto 
Crescimento e 
desenvolvimen
to 
Mil dias 
Quantidades de energia, 
gordura, proteína e carboidrato 
na América Central e do Sul 
foram relativamente superiores 
às das mulheres que vivem na 
África e na Ásia. 
Gestantes mais jovens e com 
menor escolaridade tiveram 
menor ingestão de proteínas e 
ácidos graxos w-3, maior 
ingestão de ácidos graxos 
trans e maior inadequação 
para micronutrientes em geral. 
Ganho excessivo de peso 
durante a gravidez e 
manutenção no pós-parto são 
fortes preditores de obesidade 
em mulheres em idade 
reprodutiva. 
Uma em cada cinco mulheres 
na idade gestacional média de 
10 semanas era anêmica. 
Objetivos da dieta 
• Manter adequado ganho de peso gestacional 
 
• Aumento do metabolismo basal 
 
• Estoques de energia para a lactação 
 
• Manter saúde da mãe e do feto 
 
 
- Utilizar uma abordagem não crítica; 
 
- Empregar termos simples; 
 
- Considerar os alimentos e não os nutrientes. 
 
Formas de abordagem 
Guias alimentares 
(BRASIL, 2006). 
Assegurar boa ingestão de 
carboidratos complexos, 
vitaminas, minerais e fibras. 
Guias alimentares 
(BRASIL, 2014) 
Pirâmide alimentar adaptada para as 
gestantes eutróficas na faixa etária de 19 a 
30 anos, fundamentada nas diretrizes do 
Guia Alimentar para a População Brasileira 
1) Faça pelo menos três refeições (café da 
manhã, almoço e jantar) e duas refeições 
menores por dia. Entre as refeições beba 
água. 
2) Faça as refeições em horários semelhantes 
e, sempre que possível, acompanhada de 
familiares ou amigos. Evite “beliscar” nos 
intervalos e coma devagar. 
3) Alimentos mais naturais de origem vegetal 
devem ser a maior parte de sua alimentação. 
Prefira os cereais integrais. 
4) Ao consumir carnes, retire a pele e a 
gordura aparente. Evite o consumo excessivo 
de carnes vermelhas, alternando, sempre que 
possível, com pescados, aves, ovos, feijões ou 
legumes. 
5) Utilize óleos, gorduras e açúcares em 
pequenas quantidades ao temperar e 
cozinhar alimentos. Retire o saleiro da mesa. 
Fique atenta aos rótulos dos alimentos. 
6) Coma todos os dias legumes, verduras e 
frutas da época. 
7) Alimentos industrializados devem ser 
consumidos com moderação. 
8) Evite refrigerantes e sucos artificiais, 
macarrão instantâneo, chocolates, doces, 
biscoitos recheados e outras guloseimas. 
9) Para evitar a anemia, consuma diariamente 
alimentos ricos em ferro. Junto, consuma frutas 
que sejam fontes de vitamina C. 
10) Pratique alguma atividade física e evite as 
bebidas alcoólicas e o fumo. 
Necessidades energéticas 
(IOM, 2005) 
Coeficiente de 
atividade física 
Escolher o peso que será usada no cálculo do EER 
Necessidades energéticas 
Valore médio de IMC, segundo a 
OMS, para cálculo do peso ideal: 
 
Mulheres: 20,8 Kg/m2 
Pré-
gestacional 
Nível de Atividade Física (NAF) - IOM 
• Exemplo de atividade física: 
 
Maria pratica natação 2h por dia, 3 vezes por semana e musculação 
1h por dia 5 vezes na semana. 
120 minutos x 3/ 7= 
51,4 minutos/dia 
60 minutos x 5/ 7= 
42,9 minutos/dia 
94,3 
minutos/
dia 
Por que é importante 
atenção especial a esse 
público? 
Macronutrientes 
Distribuição energética aceitável – 
AMDR 
 
 
 
 
 
 
 
(IOM, 2005) 
Carboidratos 45 - 65% 
Proteínas 10 – 35% 
Lipídeos 20 - 35% 
FAO/OMS (1985): proteínas de 10 – 15% do VCT para evitar excesso 
Proteínas 
 Ingestões elevadas de 
proteínas: 
 
 
- Podem acelerar 
processos que levam a 
esclerose glomerular 
renal. 
 
- Aumentam a excreção 
urinária de cálcio. 
Proteínas 
 Síntese das proteínas teciduais maternas e fetais e de outras 
funções metabólicas (enzimas, hormônios, transportadores). 
 
 Diversificar fontes e a combinação arroz com feijão + vitamina 
C. 
Gestantes vegetarianas devem aumentar a ingestão de tofu, grãos 
integrais, leguminosas, nozes e sementes. 
Carboidratos 
 
• O carboidrato é o nutriente que mais contribui com o VET da 
dieta. 
• Preferir os ricos em fibras. 
• Açúcarsimples: máximo 10% VCT (WHO, 2003). 
 
 FIBRAS 
 
• Nem toda fibra insolúvel acelera o trânsito intestinal e nem toda 
solúvel reduz o colesterol. 
• Conduta atual: mix de fibras. 
• 28 g/dia. 
(IOM, 2005) 
Lipídeos 
• w6 = 13g/dia/ w3 = 1,4g/dia 
 
• Saturada < 10% 
• Poliinsaturados: 6 – 11% 
• Monoinsaturados: diferença 
 
• Colesterol < 300mg/dia. 
Ácidos graxos ômega 6 e ômega 3 
devem ser consumidos diariamente, em 
razão de sua importância para o 
funcionamento do sistema 
uteroplacentário e do sistema nervoso e 
visual fetal. 
Consumo de peixes 
ricos em ômega 3 na 
frequência de 2 
vezes/semana, como 
atum e sardinha 
Por que é importante 
atenção especial a esse 
público? 
Micronutrientes 
 
• Novas células são produzidas diariamente em ritmo 
acelerado, volume sanguíneo da mãe se expande, havendo 
uma hemodiluição na concentração dos nutrientes que o 
compõem. 
Cálcio 
• Essencial para o crescimento e a mineralização óssea do feto, 
sendo proveniente da alimentação materna e da mobilização 
deste mineral do esqueleto materno. 
 
 As melhores fontes de cálcio sa ̃o os alimentos do grupo do leite 
e derivados. 
 
 * Ca/P  Ideal: 1:1 
 
Evitar interferência 
na 
biodisponibilidade 
Refrigerantes fosfatados aumentam a excreça ̃o urinária de 
cálcio. Consumo de cafeína deve ser inferior a 300 mg/dia, 
ou 2 a 3 xícaras pequenas de café. 
Maior no 
3ºT 
As recomendações anteriores recomendavam 
maior ingestão para gestantes em relação a outras 
mulheres adultas. Porém, atualmente os valores são 
os mesmos pelo fato de que na gestação há maior 
disponibilidade do cálcio, então é mais retido. 
Ferro 
• Demanda elevada, já que sua absorção triplica para produção 
de hemoglobina e depósitos no feto. 
 
• Alimentos fortificados . 
 
• Melhorar a biodisponibilidade. 
 
Biodisponibilidade do Ferro 
40% de Heme e 60% de 
Não-heme 
100% de Não-heme 
Facilitadores e inibidores 
Vitamina C e aminoácicos 
Oxalatos 
Vitamina A 
 importante no desenvolvimento fetal, na função imune, na regulação 
da proliferação e diferenciação celular, manutenção do tecido 
esquelético e na manutenção da placenta. 
 
 Os seres humanos convertem os carotenóides em retinol, ou obtêm a 
vitamina A pré-formada em alimentos de origem animal. 
 
(VITOLO, 2015) 
A ingestão excessiva ou deficiente de vitamina A 
tem sido relacionada a defeitos congênitos. 
• Aumento da demanda de folato entre 25 e 50%, em virtude do 
desenvolvimento do feto. 
 
• Sua utilização deve ser iniciada 3 meses antes da concepção pois as primeiras 
semanas da gravidez são um período crítico para a formação e o 
fechamento do tubo neural, que mais tarde se desenvolverá para formar o 
cérebro e a medula espinhal do feto. 
 
Ácido Fólico 
É importante considerar que a cocção provoca 
importantes perdas de folato e, por essa razão, é 
importante recomendar o equilíbrio entre a ingestão de 
alimentos na sua forma natural (frutas) e verduras cruas. 
• Consumo de frutas com maior concentração de água, como 
melão, melancia e laranja, e verduras e legumes. 
 
• Auxilia na prevenção da constipação intestinal. 
 
• 3 L/dia, sendo 2,3L como água! 
 
Água 
Estratégias nutricionais 
 Atentar a alimentos regionais. 
 
 Selecionar alimentos diversos nas refeições principais, para garantir nutrientes 
diversificados e estimular os órgãos sensoriais, uma vez que a monotonia 
alimentar pode prejudicar a alimentação. 
 
 Excessos podem causar desconforto abdominal, principalmente nos últimos 
meses de gestação quando o útero está maior e comprime o estômago. 
 
• Edulcorantes: evitar 
 
• Abstenção de tabaco 
Efeito do tabagismo sobre o feto: descolamento prematuro da placenta, 
anomalias congênitas, e pneumonia neonatal 
 
• Abstenção do álcool 
Efeito do álcool sobre o feto: má formação congênita e síndrome fetal do 
álcool (retardo mental). 
Estratégias nutricionais 
Náuseas e vômitos 
Alimentação fracionada em menores 
porções durante o dia, mastigar lentamente 
Evitar frituras e alimentos 
com cheiros fortes 
Evitar líquidos 
durante as 
refeições ou 
em jejum 
ervas e temperos 
naturais no 
preparo dos 
alimentos 
alimentos secos, 
como torradas e 
biscoitos simples 
alimentos sólidos 
antes de levantar-
se da cama pela 
manhã 
Pirose 
Evitar café, chá-preto, mate, doces, 
alimentos gordurosos, picantes e bebidas 
gaseificadas 
Alimentação 
fracionada 
Comer 
devagar e 
mastigar bem 
Evite consumir 
líquidos durante 
as refeições 
Não comer e 
deitar em 
seguida 
Constipação intestinal 
Alimentos ricos em fibras, como pães e cereais integrais, 
além de verduras e legumes 
3 L/dia, 
sendo 2,3L 
como água 
Buscar 
orientação 
quanto à 
prática de 
exercícios 
físicos 
Sucos naturais não 
devem ser coados, 
para que o teor de 
fibra dos alimentos 
seja preservado 
Recomendar a 
ingestão correta 
de líquidos 
diariamente 
Privilegiar as 
frutas 
laxativas, 
como ameixa 
e mamão 
Gestantes com Baixa Renda 
 
 
• Acrescentar 1 C S de óleo em cada refeição; 
 
• Lanches: pães, biscoitos e mingaus com farinhas enriquecidas, 
banana com aveia, abacate com açúcar e limão, canjica e 
bolos. 
SITUAÇÕES COMUNS DURANTE A 
GESTAÇÃO E PRÁTICAS ALIMENTARES 
• O consumo deve ser inferior a 300 mg/dia, ou seja, 2 a 3 xícaras pequenas de 
café. Isso inclui o consumo de bebidas carbonatadas, cafés, chás e qualquer 
outra bebida ou produto que contenha esse elemento em sua composição. 
 
 
• Cafeína atravessa a placenta e sobrecarrega o feto, que tem capacidade 
limitada de metabolizá-la, prolongando sua ação estimulante. 
Cafeína 
má formação, baixo peso, prematuridade 
 Alimentos crus, como carne, ovo, frutos do mar e leite não pasteurizado, 
não devem ser consumidos pela gestante, pois podem estar 
contaminados, causando toxoplasmose, doença infecciosa em que seu 
parasita atravessa a barreira placentária. Assim, leva, ocasionalmente, a 
problemas cerebrais, compromete o curso da gestação e a saúde do 
feto. 
A gestante pode comer? 
• Disfunção alimentar identificada pela ingestão persistente de 
substâncias inadequadas. Pode ser classificada de diversas maneiras: 
ingestão de gelo, ingestão de terra ou barro, dentre outras substâncias. 
 
• Possivelmente causada pela deficiência de minerais (Fe). 
 
• Esclarecer os prejuízos. 
 
Picamalácia 
Referências 
 
BAIÃO, M.R.; DESLANDES, S.F. Alimentação na gestação e puerpério. Revista de Nutrição, v.19, n.2, pp. 245-253, 2006. 
 
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Guia alimentar para a 
população brasileira. 2. ed. Brasília : Ministério da Saúde, 2014. 
 
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Coordenação-Geral da 
Política de Alimentação e Nutrição. Guia alimentar para a população brasileira: promovendo a alimentação saudável. 
Brasília: Ministério da Saúde, 2006. 
 
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GOULART, R. M. M.; ANDRADE, K. C. Planejamento dietético na gestação e na amamentação. PHILIPPI, S. T.; AQUINO, R. C. 
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RIBEIRO, S. M. L.; MELO, C. M.; TIRAPEGUI, J. Avaliação nutricional : teoria e prática. - 2. ed. - Rio de Janeiro: Guanabara 
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SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Manual de Alimentação: orientações para alimentação do lactente ao 
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