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Avaliação nutricional e alimentação para gestação Profa. Mariana Dantas Cordeiro OBJETIVOS DA AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DA GESTANTE Identificar gestantes de risco nutricional (déficit ou excesso de peso) no início da gestação; Detectar as gestantes com ganho de peso inadequado para a idade gestacional, em relação ao estado nutricional prévio; Permitir orientação para as condutas adequadas a cada caso, visando melhorar o estado nutricional materno, suas condições para o parto e o peso do recém- nascido. AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL DA GESTANTE • Estudos epidemiológicos têm comprovado, cada vez mais, que a saúde do adulto reflete o ambiente ao qual ele foi exposto quando ainda era um feto. • A fim de detectar e corrigir estes erros, a avaliação nutricional da gestante faz- se essencial para melhorar sua qualidade de vida e consequentemente, a do bebê. Ganho de peso fetal Peso estimado do feto pela ultrassonografia. Abaixo ou próximo do P10 - retardo de crescimento. Acima do P90 – diabetes gestacional. DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL Abrange avaliação: • Antropométrica • Alimentar • Bioquímica • Clínica AVALIAÇÃO LABORATORIAL EM GESTANTES • Avaliar possíveis deficiências nutricionais e corrigí-las por meio de um plano alimentar individualizado. • É importante observar que, devido às adaptações fisiológicas que ocorrem na gravidez, alguns marcadores bioquímicos apresentam-se naturalmente alterados, sem que isso seja motivo de preocupação. AVALIAÇÃO CLÍNICA DA GESTANTE O aspecto geral e psicológico, bem como o da pele e mucosas, são indicadores úteis para avaliarmos o estado nutricional materno. Sinais físicos indicam alterações duradouras AVALIAÇÃO CLÍNICA DA GESTANTE AVALIAÇÃO CLÍNICA DA GESTANTE Questionar a gestante sobre doenças atuais e prévias à gestação, uso de drogas, álcool, uso de medicamentos e suplementos alimentares, alergias, aversões ou intolerâncias alimentares, práticas étnicas e culturais de alimentação, tabus, dietas. AVALIAÇÃO DO CONSUMO ALIMENTAR DA GESTANTE Apesar de não existir um padrão-ouro na investigação do consumo alimentar o nutricionista dispõe de diversos métodos para avaliar os hábitos alimentares da gestante: O inquérito recordatório de 24 horas, por exemplo, é um método quantitativo em que a paciente reporta todo o alimento (líquido ou sólido) consumido nas últimas 24 horas anteriores a entrevista. Outro método é o Questionário de Frequência de Alimentar (QFA), método qualitativo constituído por uma lista de alimentos e bebidas cuja frequência do consumo é perguntada à paciente. Já o inquérito por registro alimentar consiste na paciente registrar o tipo e a quantidade de alimentos e bebidas ingeridos durante um período predeterminado de tempo, sendo o registro feito na hora em que o alimento é consumido. AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA ⁻ Peso pré-gestacional (estado nutricional prévio) ⁻ Estatura ⁻ Peso atual ⁻ Ganho de peso - IMC/idade gestacional - Circunferência do Braço • Altura uterina INDICADORES ANTROPOMÉTRICOS Peso pré-gestacional • Cálculo do ganho de peso Estatura • Risco: 140 – 150cm (WHO, 1991,1995) AVALIAÇÃO DA ALTURA • A medida da altura em grávidas adultas é registrada somente na primeira consulta e das adolescentes a cada consulta ou pelo menos a cada trimestre, considerando que as adolescentes se encontram em fase de crescimento. INDICADORES ANTROPOMÉTRICOS Circunferência do braço • É indicada em qualquer período da gestação, quando não se dispõe de balança, ou quando o peso pré-gravídico é desconhecido. • Esta medida varia muito pouco durante a gravidez • Risco: CB < 23,5cm (WHO, 1991) INDICADORES ANTROPOMÉTRICOS Altura uterina • Indicador do crescimento fetal. • Normalidade entre p10-p90 > p90 → polidrâmnios, macrossomia, gemelaridade e, adicionalmente, mola hidatiforme e miomatose uterina < p10 → feto morto, oligâmnio ou retardo do crescimento intra- uterino. INDICADORES ANTROPOMÉTRICOS AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA PADRÃO 1) Avaliação do estado nutricional pré-gravídico (IMC) • Determina o ganho de peso adequado (IOM, 1992) 2) Avaliação do estado nutricional por idade gestacional (IMC) • Calcular a semana gestacional 3) Avaliação do ganho de peso PESO PRÉ-GESTACIONAL 1) Peso referido até dois meses antes da concepção 2) Peso mensurado na primeira consulta pré-natal, antes de 13 semanas que é caracterizado como estágio gravídico precoce E se a gestante estiver acima da 13ª semana gestacional e não souber seu peso habitual de 2 meses anteriores à gestação? DETERMINAÇÃO DO PPG DESCONHECIDO 1- Estimá-lo subtraindo do peso atual da gestante o ganho de peso provável por idade gestacional SEMANA AUMENTO SEMANA AUMENTO SEMANA AUMENTO 8 - 20 3.7 32 8.5 9 0,2 21 4.0 33 8.9 10 0,3 22 4.5 34 8.3 11 0,4 23 4.8 35 8.7 12 0,7 24 5.3 36 10.1 13 1.0 25 5.7 37 10.5 14 1.2 26 6.1 38 10.9 15 1.6 27 6.5 39 11.3 16 2.0 28 6.9 40 11.7 17 2.4 29 7.2 41 12.0 18 2.8 30 7.6 42 12.6 19 3.2 31 8.0 - - FONTE: Zugaib & Sancoviski (1991) Aumento em função da idade gestacional (semanas e kg) DETERMINAÇÃO DO PPG DESCONHECIDO Caso não seja possível identificar o peso pré-gravídico real ou estimado, o peso da primeira consulta de pré-natal deve ser utilizado, mesmo que a consulta ocorra após a 13ª semana gestacional, obtendo-se, então, o IMC gestacional. AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL PRÉ-GESTACIONAL IMC = Peso pré-gestacional (kg) Altura2 (m) CÁLCULO DA IDADE GESTACIONAL • Quando a data da última menstruação é conhecida: Uso do calendário (soma do intervalo de dias entre a DUM e a data da consulta) e gestograma. 142 dias de gestação = 142 ÷ 7 = 20,3 = 20 semanas • Quando a data da última menstruação é desconhecida, mas se conhece o período do mês em que ela ocorreu: considerar como data da última menstruação os dias 5 (início), 15 (meio) e 25 (fim). • Quando a data e o período da última menstruação são desconhecidos: pela medida da altura do fundo do útero e pelo toque vaginal; ultrassonografia. A Idade Gestacional deve ser calculada e registrada a cada consulta! Objetivo: estimar o período provável para o nascimento, utilizando um dos 3 métodos a seguir: 1. Calcula-se a data provável do parto levando-se em consideração a duração média da gestação normal (280 dias ou 40 semanas a partir da DUM), mediante a utilização de calendário; 2. A data do parto pode ser calculada, usando as tabelas - Procura o primeiro dia da última menstruação na 1ª linha da tabela. - A data provável é o dia imediatamente abaixo, na 2ª linha da tabela. CÁLCULO DA DATA PROVÁVEL DO PARTO IDADE GESTACIONAL - Arredondamento da semana gestacional 1, 2 e 3 dias → considerar o número de semanas completas 4, 5 e 6 → considerar a semana seguinte Ex: 20 semanas e 2 dias correspondem a 20 semanas gestacionais. EXERCÍCIOS 1) Considerando uma paciente adulta, em consulta pré- natal, cujos dados estão referidos abaixo. Data da consulta: 17/setembro/2021 DUM = 10/julho/2021 10 semanas AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL PELO IMC/IDADE GESTACIONAL IMC = Peso gestacional atual (kg) Altura2 (m) Classificar o estado nutricional da gestante seguindo os pontos de cortes propostos por Atalah et al. 1997 - relacionar o valor do IMC com a semana gestacional ACOMPANHAMENTO DO GANHO DE PESO • Através da tabela de IMC por idade gestacional (Atalah et al., 1997). • Ao ligar os pontos de interseção obtidos a cada consulta, constrói-se uma curva. Uma gestante tem seu IMC classificado como adequado (A) na curva, mas seu ponto está maispróximo ao limite inferior da faixa de sobrepeso (S). Assim, a chance dessa gestante mudar de classificação é elevada e, nesse sentido, o acompanhamento nutricional deve priorizar a prevenção do ganho de peso excessivo ou insuficiente. Gráfico de acompanhamento nutricional da gestante • O gráfico apresenta 3 curvas, que delimitam as 4 faixas para classificação do EN: - BP → baixo peso - A → adequado - S → sobrepeso - O → obesidade • A inclinação recomendada irá variar de acordo com o estado nutricional do início da gestação um traçado ascendente indica um ganho de peso adequado, enquanto um traçado horizontal ou descendente aponta para ganho de peso inadequado ou perda de peso, respectivamente IMC por semana gestacional. Fonte: ATALAH et al. 1997. GANHO DE PESO • O acompanhamento do GP é o mais importante no monitoramento nutricional da gestante. • Ganhos súbitos (mais de 500g/sem) – podem ser indicativos de alguma patologia. • É desejável que as grávidas com IMC pré-gestacional de baixo peso ganhem peso já no 1o trimestre. GANHO DE PESO • Também é motivo de preocupação: >3 kg/mês em qualquer período da gravidez de um único feto; < 0.5 kg/mês para gestantes com sobrepeso; < 0.9 – 1.0 kg/mês no 2º e 3º trimestres para gestantes eutróficas; < 1,8 kg/mês para subnutridas. GANHO DE PESO . Adotado pelo MS/Brasil GANHO DE PESO 1.Conheça o EN pré-gravídico 2.Identifique qual o ganho de peso até o momento da consulta 3.Calcule quanto ainda deve ganhar até o final da gestação segundo avaliação clínica Previsão do ganho de peso total até o final da gestação EXERCÍCIOS 1. Gestante, 33 anos, 17 semanas Peso pré-gravídico: 56kg Altura: 1,54m Já ganhou 2 Kg durante a gestação. Qual o ganho de peso total até o final da gestação? Idade gestacional: 17 semanas. IMC pré-gravídico = 𝟓𝟔 𝑲𝒈 𝟏,𝟓𝟒 ² IMC pré- gravídico = 23,61 Kg/m² Ganho de peso até o momento: 2kg. Por ter IMC pré-gravídico indicando eutrofia, a gestante pode ganhar de 11,5 a 16Kg na gestação. Faltam 23 semanas para o fim previsto da gestação (40-17), estipulamos uma média da faixa de ganho de peso (13,8Kg). Como ela já ganhou 2kg, deve ganhar 11,8Kg. Esse total dividido pelas 23 semanas = 0,513Kg (513g) por semana. Esse valor é estipulado, devendo a gestante ser acompanhada. Gravidez na adolescência • Considerar intensas mudanças específicas da faixa etária. • Imaturidade biológica. Menores de 15a e idade ginecológica menor que 2a : prognóstico desfavorável. Crescimento linear desacelerado Idade ginecológica menor que 2a: Ganho de peso equivalente ao da mulher adulta que inicia a gravidez com baixo peso (12,5 – 18kg). intervalo entre menarca e gestação ESTIMATIVA DE GANHO DE PESO GESTACIONAL DE ADOLESCENTES Estado nutricional pré- gestacional Ganho total de peso (kg) Ganho 1º trim. (kg) Ganho/ semana 2º e 3º trim. (kg) Baixo peso IMC/ I < P5 12,5 – 18,0 2,3 0,5 Eutrofia IMC/ I ≥ P5 < P85 11,5 – 16,0 1,6 0,4 Sobrepeso IMC/ I ≥ P85 < P95 7,0 – 11,5 0,9 0,3 Obesidade IMC/ I ≥ P95 5,0 – 9,0 --- 0,2 Idade ginecológica maior que 2a : melhor prognóstico. GESTAÇÃO MÚLTIPLA Ganho de peso gestacional de múltiplos fetos em kg Gêmeos 1o trimestre 2o trimestre 3o trimestre Total Duplos 2,3-4,5 4,5-9,0 4,5-9,0 15,8-20,4 Triplos 2,3-4,5 9,0-13,6 9,0-11,3 9,0-27,2 Quádruplos 4,5-6,8 11,3-15,9 9,0-11,3 22,7-34,0 Quíntuplos 4,5-9,0 11,3-15,9 11,3-15,9 29,4-45,4 Fonte: Everything Twins, Triplets, and More Book Copyright © 2005 apud family education. Por que é importante atenção especial a esse público? Qual a importância de uma boa alimentação na gravidez? Nutriente s Reserva para amamentação Nutrição da mãe e do feto Crescimento e desenvolvimen to Mil dias Quantidades de energia, gordura, proteína e carboidrato na América Central e do Sul foram relativamente superiores às das mulheres que vivem na África e na Ásia. Gestantes mais jovens e com menor escolaridade tiveram menor ingestão de proteínas e ácidos graxos w-3, maior ingestão de ácidos graxos trans e maior inadequação para micronutrientes em geral. Ganho excessivo de peso durante a gravidez e manutenção no pós-parto são fortes preditores de obesidade em mulheres em idade reprodutiva. Uma em cada cinco mulheres na idade gestacional média de 10 semanas era anêmica. Objetivos da dieta • Manter adequado ganho de peso gestacional • Aumento do metabolismo basal • Estoques de energia para a lactação • Manter saúde da mãe e do feto - Utilizar uma abordagem não crítica; - Empregar termos simples; - Considerar os alimentos e não os nutrientes. Formas de abordagem Guias alimentares (BRASIL, 2006). Assegurar boa ingestão de carboidratos complexos, vitaminas, minerais e fibras. Guias alimentares (BRASIL, 2014) Pirâmide alimentar adaptada para as gestantes eutróficas na faixa etária de 19 a 30 anos, fundamentada nas diretrizes do Guia Alimentar para a População Brasileira 1) Faça pelo menos três refeições (café da manhã, almoço e jantar) e duas refeições menores por dia. Entre as refeições beba água. 2) Faça as refeições em horários semelhantes e, sempre que possível, acompanhada de familiares ou amigos. Evite “beliscar” nos intervalos e coma devagar. 3) Alimentos mais naturais de origem vegetal devem ser a maior parte de sua alimentação. Prefira os cereais integrais. 4) Ao consumir carnes, retire a pele e a gordura aparente. Evite o consumo excessivo de carnes vermelhas, alternando, sempre que possível, com pescados, aves, ovos, feijões ou legumes. 5) Utilize óleos, gorduras e açúcares em pequenas quantidades ao temperar e cozinhar alimentos. Retire o saleiro da mesa. Fique atenta aos rótulos dos alimentos. 6) Coma todos os dias legumes, verduras e frutas da época. 7) Alimentos industrializados devem ser consumidos com moderação. 8) Evite refrigerantes e sucos artificiais, macarrão instantâneo, chocolates, doces, biscoitos recheados e outras guloseimas. 9) Para evitar a anemia, consuma diariamente alimentos ricos em ferro. Junto, consuma frutas que sejam fontes de vitamina C. 10) Pratique alguma atividade física e evite as bebidas alcoólicas e o fumo. Necessidades energéticas (IOM, 2005) Coeficiente de atividade física Escolher o peso que será usada no cálculo do EER Necessidades energéticas Valore médio de IMC, segundo a OMS, para cálculo do peso ideal: Mulheres: 20,8 Kg/m2 Pré- gestacional Nível de Atividade Física (NAF) - IOM • Exemplo de atividade física: Maria pratica natação 2h por dia, 3 vezes por semana e musculação 1h por dia 5 vezes na semana. 120 minutos x 3/ 7= 51,4 minutos/dia 60 minutos x 5/ 7= 42,9 minutos/dia 94,3 minutos/ dia Por que é importante atenção especial a esse público? Macronutrientes Distribuição energética aceitável – AMDR (IOM, 2005) Carboidratos 45 - 65% Proteínas 10 – 35% Lipídeos 20 - 35% FAO/OMS (1985): proteínas de 10 – 15% do VCT para evitar excesso Proteínas Ingestões elevadas de proteínas: - Podem acelerar processos que levam a esclerose glomerular renal. - Aumentam a excreção urinária de cálcio. Proteínas Síntese das proteínas teciduais maternas e fetais e de outras funções metabólicas (enzimas, hormônios, transportadores). Diversificar fontes e a combinação arroz com feijão + vitamina C. Gestantes vegetarianas devem aumentar a ingestão de tofu, grãos integrais, leguminosas, nozes e sementes. Carboidratos • O carboidrato é o nutriente que mais contribui com o VET da dieta. • Preferir os ricos em fibras. • Açúcarsimples: máximo 10% VCT (WHO, 2003). FIBRAS • Nem toda fibra insolúvel acelera o trânsito intestinal e nem toda solúvel reduz o colesterol. • Conduta atual: mix de fibras. • 28 g/dia. (IOM, 2005) Lipídeos • w6 = 13g/dia/ w3 = 1,4g/dia • Saturada < 10% • Poliinsaturados: 6 – 11% • Monoinsaturados: diferença • Colesterol < 300mg/dia. Ácidos graxos ômega 6 e ômega 3 devem ser consumidos diariamente, em razão de sua importância para o funcionamento do sistema uteroplacentário e do sistema nervoso e visual fetal. Consumo de peixes ricos em ômega 3 na frequência de 2 vezes/semana, como atum e sardinha Por que é importante atenção especial a esse público? Micronutrientes • Novas células são produzidas diariamente em ritmo acelerado, volume sanguíneo da mãe se expande, havendo uma hemodiluição na concentração dos nutrientes que o compõem. Cálcio • Essencial para o crescimento e a mineralização óssea do feto, sendo proveniente da alimentação materna e da mobilização deste mineral do esqueleto materno. As melhores fontes de cálcio sa ̃o os alimentos do grupo do leite e derivados. * Ca/P Ideal: 1:1 Evitar interferência na biodisponibilidade Refrigerantes fosfatados aumentam a excreça ̃o urinária de cálcio. Consumo de cafeína deve ser inferior a 300 mg/dia, ou 2 a 3 xícaras pequenas de café. Maior no 3ºT As recomendações anteriores recomendavam maior ingestão para gestantes em relação a outras mulheres adultas. Porém, atualmente os valores são os mesmos pelo fato de que na gestação há maior disponibilidade do cálcio, então é mais retido. Ferro • Demanda elevada, já que sua absorção triplica para produção de hemoglobina e depósitos no feto. • Alimentos fortificados . • Melhorar a biodisponibilidade. Biodisponibilidade do Ferro 40% de Heme e 60% de Não-heme 100% de Não-heme Facilitadores e inibidores Vitamina C e aminoácicos Oxalatos Vitamina A importante no desenvolvimento fetal, na função imune, na regulação da proliferação e diferenciação celular, manutenção do tecido esquelético e na manutenção da placenta. Os seres humanos convertem os carotenóides em retinol, ou obtêm a vitamina A pré-formada em alimentos de origem animal. (VITOLO, 2015) A ingestão excessiva ou deficiente de vitamina A tem sido relacionada a defeitos congênitos. • Aumento da demanda de folato entre 25 e 50%, em virtude do desenvolvimento do feto. • Sua utilização deve ser iniciada 3 meses antes da concepção pois as primeiras semanas da gravidez são um período crítico para a formação e o fechamento do tubo neural, que mais tarde se desenvolverá para formar o cérebro e a medula espinhal do feto. Ácido Fólico É importante considerar que a cocção provoca importantes perdas de folato e, por essa razão, é importante recomendar o equilíbrio entre a ingestão de alimentos na sua forma natural (frutas) e verduras cruas. • Consumo de frutas com maior concentração de água, como melão, melancia e laranja, e verduras e legumes. • Auxilia na prevenção da constipação intestinal. • 3 L/dia, sendo 2,3L como água! Água Estratégias nutricionais Atentar a alimentos regionais. Selecionar alimentos diversos nas refeições principais, para garantir nutrientes diversificados e estimular os órgãos sensoriais, uma vez que a monotonia alimentar pode prejudicar a alimentação. Excessos podem causar desconforto abdominal, principalmente nos últimos meses de gestação quando o útero está maior e comprime o estômago. • Edulcorantes: evitar • Abstenção de tabaco Efeito do tabagismo sobre o feto: descolamento prematuro da placenta, anomalias congênitas, e pneumonia neonatal • Abstenção do álcool Efeito do álcool sobre o feto: má formação congênita e síndrome fetal do álcool (retardo mental). Estratégias nutricionais Náuseas e vômitos Alimentação fracionada em menores porções durante o dia, mastigar lentamente Evitar frituras e alimentos com cheiros fortes Evitar líquidos durante as refeições ou em jejum ervas e temperos naturais no preparo dos alimentos alimentos secos, como torradas e biscoitos simples alimentos sólidos antes de levantar- se da cama pela manhã Pirose Evitar café, chá-preto, mate, doces, alimentos gordurosos, picantes e bebidas gaseificadas Alimentação fracionada Comer devagar e mastigar bem Evite consumir líquidos durante as refeições Não comer e deitar em seguida Constipação intestinal Alimentos ricos em fibras, como pães e cereais integrais, além de verduras e legumes 3 L/dia, sendo 2,3L como água Buscar orientação quanto à prática de exercícios físicos Sucos naturais não devem ser coados, para que o teor de fibra dos alimentos seja preservado Recomendar a ingestão correta de líquidos diariamente Privilegiar as frutas laxativas, como ameixa e mamão Gestantes com Baixa Renda • Acrescentar 1 C S de óleo em cada refeição; • Lanches: pães, biscoitos e mingaus com farinhas enriquecidas, banana com aveia, abacate com açúcar e limão, canjica e bolos. SITUAÇÕES COMUNS DURANTE A GESTAÇÃO E PRÁTICAS ALIMENTARES • O consumo deve ser inferior a 300 mg/dia, ou seja, 2 a 3 xícaras pequenas de café. Isso inclui o consumo de bebidas carbonatadas, cafés, chás e qualquer outra bebida ou produto que contenha esse elemento em sua composição. • Cafeína atravessa a placenta e sobrecarrega o feto, que tem capacidade limitada de metabolizá-la, prolongando sua ação estimulante. Cafeína má formação, baixo peso, prematuridade Alimentos crus, como carne, ovo, frutos do mar e leite não pasteurizado, não devem ser consumidos pela gestante, pois podem estar contaminados, causando toxoplasmose, doença infecciosa em que seu parasita atravessa a barreira placentária. Assim, leva, ocasionalmente, a problemas cerebrais, compromete o curso da gestação e a saúde do feto. A gestante pode comer? • Disfunção alimentar identificada pela ingestão persistente de substâncias inadequadas. Pode ser classificada de diversas maneiras: ingestão de gelo, ingestão de terra ou barro, dentre outras substâncias. • Possivelmente causada pela deficiência de minerais (Fe). • Esclarecer os prejuízos. Picamalácia Referências BAIÃO, M.R.; DESLANDES, S.F. Alimentação na gestação e puerpério. Revista de Nutrição, v.19, n.2, pp. 245-253, 2006. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Guia alimentar para a população brasileira. 2. ed. Brasília : Ministério da Saúde, 2014. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Coordenação-Geral da Política de Alimentação e Nutrição. Guia alimentar para a população brasileira: promovendo a alimentação saudável. Brasília: Ministério da Saúde, 2006. DEMÉTRIO, F. Pirâmide alimentar para gestantes eutróficas de 19 a 30 anos. Revista de Nutrição, 2010. GOULART, R. M. M.; ANDRADE, K. C. Planejamento dietético na gestação e na amamentação. PHILIPPI, S. T.; AQUINO, R. C. Dietética: princípios para o planejamento de uma alimentação saudável. Barueri: Manole, 2015. RIBEIRO, S. M. L.; MELO, C. M.; TIRAPEGUI, J. Avaliação nutricional : teoria e prática. - 2. ed. - Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Manual de Alimentação: orientações para alimentação do lactente ao adolescente, na escola, na gestante, na prevenção de doenças e segurança alimentar. São Paulo: SBP, 2018. 172 p. Obrigada pela atenção!