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1 
 
 
 
 
2 
 
C1 
Aula 14/02/2023
 
 
 
A anestesiologia começou com o objetivo de tirar dor. 
A anos atrás era usado: ervas medicinais, magia, asfixia, álcool, 
narcóticos e compressão das carótidas para que os pacientes 
não sentir dor. E foi em 1540 que surgiu a produção do éter 
Na medicina veterinária o uso do éter foi em 1847 em pequenos 
e grandes animais 
1848 houve a adesão dos inaladores 
1860 teve o isolamento da cocaína e seu uso como anestésico 
local. E foi em 1910 a 1920 houve a descoberta de varias drogas 
Acepromazina é uma droga exclusiva na veterinária, não existe 
ela na medicina humana. 
Anestesiologia é a ciência multidisciplinar que envolve o 
conhecimento de farmacologia, fisiologia e clínica médica 
Anestesias seguras = Domínio e conhecimento sobre 
farmacodinâmica e farmacocinética dos fármacos, além do 
emprego de aparelhos anestésicos, desde os mais simples para o 
uso cotidiano até os mais sofisticados. 
 
Precisar conhecer as drogas, e elas são hipotensoras, 
depressoras do SN, respiratório e cardiovascular. Saber qual o 
benefício e saber usar associação de drogas 
A fisiologia é importante para saber o que está normal no animal 
 
Aula 15/02/2023 – Prática 
A ficha anestésica é um documento que não se deve ser 
entregue ao tutor e sim ficar com o anestesista. 
Sonda é um tubo de vários tamanhos diferentes que variam do 2 
até o 10 e não é reaproveitado. 
Laringo é o instrumento que se usa para fazer intubação 
É a medicação pré-anestésica – vem antes da anestesia geral, e 
tem alguns objetivos que são: 
− Acalmar o paciente, reduzindo o estresse 
− Fornecer analgesia 
− Potencializar a ação e diminuir o consumo de fármacos 
utilizados posteriormente 
Normalmente é usado uma medicação do grupo fenotiazinicos que 
é o famoso da família Acepromazina (acepram) e associa a um 
opioide 
Depois do MPA deve fazer canulação no paciente 
Para o pos do animal deve ser usado um medicamento para que o 
mesmo não sinta dor ao acordar. 
 
Aula – 16/02/2023 
 
 
Cálculo de VOLUME: 
DOSE X PESO 
CONCENTRAÇÃO 
DOSE= mg/kg 
 µg/kg 
 UI/kg 
1Kg = 1000g 
1 grama= 1000mg 
ó
 
á 
CONCENTRAÇÃO: 
mg/mL 
µg/ml 
% 
UI/mL 
 
3 
 
1mg = 1000µg 
Mg para µg = X 1000 
µg para mg = divide por 1000 
 
 
 
 
Droga = É toda matéria-prima de origem animal, vegetal ou material 
que contém um ou mais fármacos 
Fármaco = É uma substância de estrutura definida que, quando em 
contato ou introduzida em um sistema biológico, modifica uma ou 
mais de suas funções 
Anestesiologia = É todo estado relacionado à anestesia. 
Anestesia = Perda total da sensibilidade em todo o organismo ou 
parte dele, induzida por agentes que deprimem a atividade dos 
tecidos nervosos localmente (periférico) ou centralmente. 
Analgesia = Perda da sensibilidade à dor, sem perda, porém da 
consciência 
Tranquilização = Estado de tranquilização e calma; o paciente está 
relaxado, acordado e indifefente ao meio 
Sedação = Grau moderado de depressão do Sistema Nervoso 
Central. O paciente pode estar acordado ou em hipnose. É dose-
dependente. 
Catalepsia = Estado em que existe rigidez dos membros. O paciente 
não responde a estímulos visuais, auditivos e a pequenos estímulos 
dolorosos 
Neuroleptoanalgesia: É todo ato anestésico capaz de causar: 
− Sonolência, sem perda da consciência 
− Desligamento psicológico em relação ao ambiente que 
cerca o indivíduo 
− Supressão da dor (analgesia intensa) 
− Amnésia 
− Ou, é um estado de tranquilização com analgesia intensa, 
sem perda, porém, da consciência. 
Anestesia local = É todo ato que visa ao bloqueio reversível dos 
impulsos nervosos aferentes. Anestesia limitada a determinada 
área do corpo 
Anestesia dissociativa = Ocorre dissociação do córtex cerebral, de 
maneira seletiva, caracterizada por catalepsia, analgesia somática 
e manutenção dos reflexos protetores. 
Anestesia geral = É todo ato anestésico, reversível, que satisfaz 
os seguintes requisitos básicos: 
− Perda da consciência ou sono artificial (hipnose) 
− Supressão temporária da percepção dolorosa (analgesia) 
− Proteção neurovegetativa/Ausência de respostas 
autonômicas 
− Miorrelaxamento 
 
Aula 28/02/2023 
 
 
Assegurar adequada hipnose e analgesia (profundidade da 
anestesia) 
Conferir conforto ao paciente para ele ter um trans e pos 
operatório bem 
Promover condições cirúrgicas adequadas 
Manutenção de parâmetros vitais dentro dos limites fisiológicos o 
aceitáveis para a condição do paciente. 
Manter a vida!!!! 
Estimar a perda sanguínea 
çõ 
çõ 
4 
 
Adequar fluidos necessários (quantidade, tipo,..) 
Adequar ventilação e oxigenação 
Pós-operatório imediato e alta anestésica = monitorar o paciente 
Planejar terapia analgésica pós-operatória 
Informar ao cirurgião as condições do paciente 
Tem que avaliar no procedimento cirúrgico: Duração, Grau de 
estimulação de dor e Porte 
Estado geral do paciente: exame pré-anestésico 
Fármacos e equipamentos disponíveis 
Planejamento da Anestesia 
 
ção 
Escolher a monitorização adequada para o procedimento 
Conferir os equipamentos 
 
 
Avaliar equipamentos disponíveis 
Conferir sistemas de gases 
Fontes de energia 
Anestésicos disponíveis 
Escolher a técnica de ventilação 
 
 
A fluido é pra ser feito em TODOS os pacientes anestesiados 
Fazer acesso e indução nos gatos, não usar máscara para 
anestesiar gatos. 
Catéteres: tamanho e número 
Fluidos: RL, glicose, SF 
Equipos: micro ou macrogotas 
Buretas = tubo de vidro que não se usa mais 
Bombas de infusão e bolsa de sangue se necessário 
 
ó ó 
Dor pós-operatória  10%  dor crônica 
Paciente que não recebe analgesia pos operatória adequada vira 
dor crônica pro animal 
Quadro referente a identificação da dor 
 
 
 
1. Avaliação do paciente e procedimento cirúrgico 
2. MPA e Preparo 
3. Indução da Anestesia 
4. Manutenção 
5. Fluidoterapia 
6. Temperatura 
7. Analgesia 
8. POI – Despertar, alta 
 
–
 
Diminuir a mortalidade e a morbidade cirúrgica 
Adequação da saúde do paciente 
Planejamento da conduta perioperatória 
Consentimento esclarecido/autorização para o procedimento 
Determinar a condição física do paciente 
Escolher o protocolo anestésico e manutenção de valores 
paramétricos 
 
 
5 
 
Estimar o risco anestésico-cirúrgico do procedimento 
 
Esta o paciente nas melhores condições possíveis para ser 
submetido a cirurgia proposta? Se a resposta for NEGATIVA deve 
– se adiar 
Os riscos de operar o paciente agora são maiores que os de não 
operar? Na urgência deve avaliar os riscos x benefícios 
 
 
Avaliação criteriosa do paciente e é a clínica que mostra se o 
paciente esta apto para alguma cirurgia. Identificação do paciente, 
Anamnese, Exame físico e Exames complementares 
 
 
O histórico e o exame físico ditam a escolha e a dose do anestésico 
a ser utilizado. 
O histórico e o exame físico são a base da avaliação, pois, 
fornecem informações de alterações das funções orgânicas. 
Exames laboratoriais não são substituídos pelo exame físico. 
Manutenção da via aérea. 
Manutenção de via IV, principalmente em pacientes de alto risco. 
 
 
Número de identificação do caso 
Espécie, Raça, Idade, Sexo e Peso 
É 
Cão: é mais fácil com cão, existe algumas raças que são mais 
bravas 
Gato: na hora de anestesia essa espécie precisa conhecer o seu 
comportamento, principalmente que gatos quando estão em 
estresse tudo altera. O segredo do gato é deixá-lo calmo 
Bovino: O rumem é do lado esquerdo, maioria dos procedimentos é 
a campo, preciso saber que esse é ruminante e o rúmen tem 
conteúdo nele e precisa de jejum pra reduzir esse volume 
Equino: Espécie que tem muita cólica. A dificuldade aqui é a logística 
para poder anestesiar, ele fica deitado de barriga para cima e isso 
deixa ele hipotenso, fazendo com que ele não respire. A primeira 
coisa é colocaresse animal em ventilação controlada porque não 
da conta de respirar e comprimi a cava e com isso fica hipotenso. 
É necessário saber o manejo 
Suíno: Espécie mais usada para estudo. Pra anestesiar esse animal 
em centro cirúrgico, precisa saber que a anatomia dele é bem 
diferente, neles é preciso virar a sonda porque não entra igual no 
cão, pois os suínos tem um divertículo na boca 
Leão: É ate mais simples que um cão 
 Historia de caso clinico: Turma levada pra uma aula de 
clinica de silvestre integrada pra anestesias 2 tigres e fizeram 
manejo, coletas, us. 
 Foi feito primeiro o bruno que o protocolo foi feito varias 
coisas e ele ficou bem, so demorou pra levantar. Logo depois foi 
feito na rita, e calculou o peso estimado em 200kg sendo que ela 
tinha 150kg, e tudo foi feito na época do frio e os gatos perdem 
temperatura, fizeram todo procedimento e a rita não acordou ate 
11h da noite, o medico veterinário foi ate a rita e foi orientado pra 
esquentar ela porque ela podia estar hipotérmica, sendo a 
temperatura um fato que dificuldade a recuperação anestésica, e 
mexeram e ela voltou. 
Coelho: é um animal delicado e que na contenção errada ele pode 
se ferir, o acesso pega na orelha ou pega safena, a abertura de 
boca é pequena e dificulta pra intubar, e o metabolismo é muito 
acelerado 
São espécies diferentes que precisamos saber a fisiologia, manejo 
e cada particularidade para poder anestesiar 
Ç
Existe várias raças dentro da mesma espécie EX: cachorros. Cada 
raça tem suas particularidades e é preciso saber como manejar 
cada animal 
 
Não é muito diferente, na anestesia em linhas gerais o mais velho 
pode ter mais comorbidade do que o filhote, mais geralmente é 
muito parecido, o que difere é as comorbidades que idosos possuem 
 
O útero da femea no cio fica mais vascularizado devido a questão 
hormonal que o cio causa. 
Cesaria é feita de barriga pra cima e a cadela fica comprimindo o 
tórax, o útero fica grande e fica sem expandi direito e entra em 
hipoxemia e c02 alto. Na anestesia veterinária é anestesiada geral 
e os filhotes também são e nascem deprimidos. 
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6 
 
 
O ideal é anestesiar o animal dentro do seu peso compatível com 
seu tamanho. 
Animal caquético tem menos albumina e massar muscular e tem 
um problema, já um obeso o problema é outro, ele aprisiona muito 
mais as medicações e demora acordar e precisa reduzir as doses 
 
 
 
 
Em relação ao jejum: 
• Alimentar (6 a 8 horas) 
• Hídrico (2 horas) = as vezes não faz dependendo de como 
esta o calor 
Exceções: 
• Calor 
• Filhotes = não pode fiar muito tempo sem comer se não 
fica hiperglicêmico 
• Bovinos = tempo maior de jejum devido ao rumen 
• Aves 
Em uma consulta pré-anestésica pesquisa sobre o animal inteiro 
Sistema respiratório: Tosse, dispneia, secreções 
Sistema endócrino: Diabetes, hipotireoidismo (metabolismo lento), 
hipertireoidismo (metabolismo acelerado) 
Sistema Nervoso Central: Convulsões, epilepsia 
Sistema gastrointestinal: Vômitos, diarreia 
Sistema cardiovascular: tosse, cansaço fácil, sincope, é 
cardiopata? 
Sistema hematológico: transfusão recentes, anemia 
Duração e severidade da doença 
Medicações administradas 
Anestesias anteriores e reações 
 
 
Condições gerais: 
− Obesidade (peso não é o real) 
− Caquexia (hipoalbuminemia, atrofia muscular) 
− Prenhez (progesterona, aumento de volume abdominal) 
− Hidratação 
− Temperatura 
− Calmo ou excitado 
 
 
FC (difere entre as espécies) 
PA 
TPC 
Auscultação (sopro, arritmias) 
Membranas mucosas (pálidas, ictéricas, cianóticas, róseas) 
 Palidas = significa anemia ou desidratação 
 Ictérica = alteração de hemólise e hepática 
 Cianótica = alteração no trato respiratório ou vascular pq 
não tem troca gasosa normal 
 
FR e profundidade (difere entre as espécies e idades) 
Auscultação (edema, pneumotórax) 
 
 
 
í 
7 
 
 
icterícia 
Falência dos fatores de coagulação 
Detoxificação 
Proteínas 
Imunoglobulinas = sistema imunológico 
 
Para o anestesista é importante saber se o rim esta bom pra dar 
conta da fluido que esta fornecendo e precisa saber se ele ta com 
Oligúria/anúria ou Poliúria/Polidipsia 
 
 Diarréia 
Vômito 
Parasitas 
Distensão 
 
 
 
O SN tem ações parassimpáticos e autônomo 
Ter cuidados com animal que possuem convulsão 
Desmaios 
Ó 
Temperatura 
Hipo e hipertireoidismo 
Hiper ou hipoadrenocorticisimo 
Diabetes 
 
 Mass muscular (percentual de gordura) 
Fraqueza 
Desbalanço eletrolítico 
Andar 
Fraturas 
 
− Hidratação 
− Neoplasia (metástase pulmonar) 
− Enfisema subcutâneo (gas dentro do subcutâneo) e isso 
ocorre em fratura de costela 
− Parasitas – dependendo da quantidade de carrapatos 
pode causa anemia 
− Queda de pêlos 
− Queimaduras (perda de fluidos e eletrólitos) 
− Trauma 
Aula: 07/03/2023 
 
 
Exame físico 
Idade do paciente = jovens  Ht e Hb / idoso  ECG e função 
renal 
Categoria de risco anestésico  ASA 
Bom senso  Piometra e neo mamaria = câncer metastático não 
entra em cirurgia 
 
 
Estado Físico – ASA (American Society of Anesthesiology) 
Define com relação aos riscos relacionados às condições físicas, 
clínicas, laboratoriais e tipo de procedimento a ser realizado 
ASA I: Paciente hígido, sem doença orgânica (OSH, orquiectomia) 
ASA II: Paciente com doença sistêmica leve (obesos, neonatos, 
geriátricos, doença cardíaca compensada, gestante) 
ASA III: Paciente com doença sistêmica moderada (anemia, 
caquexia, anorexia, desidratação, hipovolemia moderada, fraturas 
complicadas, hérnia diafragmática 
ASA IV: Paciente com doença sistêmica grave, que é um constante 
risco de vida (uremia, choque, toxemia, desidratação e hipovolemia 
severas, descompensação cardíaca e renal, DVG) 
ASA V: Paciente moribundo, sem expectativa de sobrevivência em 
24h com ou sem cirurgia (desidratação de choque extremo, 
trauma severo, tumor maligno) 
 
 
 
 
8 
 
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é é
Estado Físico: ASA I e II 
− Até 6 meses: Ht, Pt e glicemia 
− 6 meses a 6 anos: Ht, Pt e função renal 
− Mais de 6 anos: Ht, Pt, função, renal, ECG e EAS 
Estado Físico:ASA III 
− Até 6 meses: hemograma, Pt, glicemia, função renal, pH, 
HCO3 e gases sanguíneos, EAS 
− 6 meses a 6 anos: hemograma, ECG, glicemia, função 
renal e hepática, pH, HCO3 e gases sanguíneos, EAS 
− Mais de 6 anos: hemograma, glicemia, ECG, função renal 
e hepática, eletrólitos (sódio, potássio, cálcio), pH, HCO3 e 
gases sanguíneos, EAS. 
Estado Físico:ASA IV e V: 
− Até 6 meses: hemograma, glicemia, ECG, função renal e 
hepática, eletrólitos (sódio, potássio, cálcio), pH, HCO3 e 
gases sanguíneos, EAS. 
− 6 meses a 6 anos: hemograma, ECG, glicemia, função 
renal e hepática, eletrólitos (sódio, potássio, cálcio), pH, 
HCO3 e gases sanguíneos, EAS 
− Mais de 6 anos: hemograma, glicemia, ECG, função renal 
e hepática, eletrólitos (sódio, potássio, cálcio), pH, HCO3 e 
gases sanguíneos, EAS. 
 
 
 
Os risco estão relacionados em todos os pontos 
 
 
 
 
 
 
 
Avaliação do paciente e procedimento cirúrgico 
Medicação pré-anestésica (praparo) 
Indução da anestesia 
Manutenção 
 
 
ÇÃO 
É todo o ato que antecede a anestesia, preparando o animal para 
o sono artificial, dando-lhe a devida sedação, analgesia, suprindo-
lhe a irritabilidade, a agressividade e as reações indesejáveis 
causadas por outros anestésicos. 
Tornar o ato anestésico o mais agradável possível para o animal 
Assegurar condições mais favoráveis para o trabalho do 
anestesista 
 
Promover sedação, analgesia e relaxamento muscular 
Reduzir o estresse e facilitar a manipulação 
o Animal estressado do problema e o melhor é 
evitar estresse 
Potencializar a ação dos anestésicos e reduzir efeitos colaterais 
de outros fármacos 
Coibir o segundo estágio da anestesia 
Promover indução e recuperação suaves 
o Se o animal tem dor é so tentar chegar perto 
de ondefoi a cirurgia, se ele não deixar ficar 
perto porque estar com dor 
Diminuir as secreções das vias aéreas e salivação 
Diminuir reflexos autonômicos 
Suprimir ou prevenir vômito e regurgitação 
 
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9 
 
 
É fundamental: 
Conhecer características de cada fármaco 
Efeitos nos sistemas 
Latência: período que vai da aplicação até o início de sua ação 
Via IV: período de latência curto 
Via IM: período de latência é maior 
o Anna disse que faz IM na MPA porque leva 
15min e da tempo de fazer todo preparo, e 
depois levar o paciente pro IV 
Duração de ação 
ATENÇÃO: 
− Onde o animal vai estar durante a aplicação da MPA? 
o Normalmente nas clínicas o tutor deixa o paciente 
na clínica e volta pra buscar depois. Se for um animal 
extremamente agressivo ate deixa o proprietário 
durante a MPA 
o O animal se sente mais calmo e seguro com o tutor 
ao lado dele 
− Se possível, manter o animal junto ao proprietário após 
a aplicação da MPA. 
− Gatos  Manter o animal na caixinha de transporte pos 
MP, so que precisar ter cuidado com o tamanho da caixa 
o Normalmente o gato na MPA relaxa muito ao 
ponto dele ficar acordado e ficar leigo deixando 
ser manipulado e deixar ele em decúbito, so que 
as vezes ele pode se entortar na caixa, e 
quando ele entorta o corpo ele fecha o 
pescoço e pode ter um laringospasmos e 
morre. 
o Tanto na pre medicação como pós 
recuperação ter cuidado com os animais na 
caixa 
− Tornar o ambiente o mais calmo possível 
 
Espécie 
o Tem determinadas drogas que certar especeis não vai 
bem. EX: acepromazina sozinha em gato e equini não tem 
grande efeito 
Estado geral do paciente 
o Animais muito debilitados tem chances de morrer na mpa 
Temperamento 
Doenças intercorrentes 
o EX: piometra, se sabe que vai anestesiar uma piometra 
evitar acepromazina 
Grau de sedação e analgesia desejados 
Tipo de procedimento cirúrgico 
Fármacos e equipamentos disponíveis 
 
 
 
Anticolinérgicos: atropina, escopolamina, glicopirrolato 
o O sistema autônomo colinérgico = é o que relaxa no 
parassimpático. 
o Se faz uma droga antiparassimpatico, anticolinérgica 
você estar reduzindo os efeitos do parassimpático, ou 
seja, tem uma sobreposição simpática 
o Simpático faz o freio, e quando bloqueia ele você acelera 
porque tem um resultado simpático 
o A atropina é a principal droga dessa classe. O 
escopalamina tem efeito maior de analgesia e o 
glicopirralato não vende no brasil 
Tranquilizantes: 
Fenotiazínicos: acepromazina, clorpromazina, levomepromazina, 
prometazina 
o Acepromazina é uma droga de uso exclusiva na 
veterinária 
o O acepram (acepromazina) quase não faz reação 
alérgica, porque os fenotiazinicos que é o grupo da classe 
do acepram, tem ação anti-histamínica 
Butirofenonas: azaperone (usado so em suínos), droperidol, 
haloperidol 
o Quase não é usado na rotina anestésica 
Ansiolíticos: Benzodiazepínicos (Diazepam = anticonvulsionante, 
midazolam) 
o Os benzodiazepínicos são ótimos, pois são medicações 
com efeitos bons, e nas anestesias tem poucos efeitos 
ruins, isso significa que essa droga não é usada apenas 
na MPA, é usada também em outros momentos da 
anestesia para facilitar a estabilização ou melhorar o 
relaxamento do paciente por exemplo 
Faça planejamento de 
anestesia 
á
 
10 
 
Agonistas alfa-2: xilazina, detomidina, romifidina, medetomidina, 
dexmedetomidina 
o Grupo muito utilizado na rotina 
o Xilazina não é muito boa e é usada em último caso 
o Anatagonismo = bloqueia o receptor ou inibir a ativação 
de um receptor. Agonista = estimula ou se liga ao 
receptor gerando uma ação 
o Esse grupo estimula receptor alfa – 2 
o Receptor é aquilo que estar na célula e vai receber 
informação. E quando pensamos em alfa – 2 agonistas, 
tem que saber onde tem receptor alfa 2 
o Alfa – 2 agonista faz sedação e tem efeito com o animal 
vasoconstrição 
REVISÃO DE SNAS E PS 
 
Quando pensamos no simpático (S) os principais receptores dele 
são alfa e beta., e quando se tem uma estimulação simpática, se 
tem uma estimulação adrenérgica = liberação de nor adrenalina ou 
epinefrina e com isso seus receptores são adrenérgicos 
O parassimpático (PS) tem muscarínicos e nicotínicos e tem 
receptores colinérgicos. Aqui tem atuação do principal 
neurotransmissor que é a acetilcolina 
No simpático tem a acetilcolina e nor epinefrina. O primeiro 
neurônio que sai por exemplo do tronco encefálico ate uma sinapse 
libera acetilcolina 
Quando se pensa nos receptores adrenérgicos tem no organismo 
todo, so que quando falamos da localização dos receptores 
adrenérgicos geralmente associamos ao coração e vasos 
Hipnoanalgésicos: Morfina, buprenorfina, butorfanol, meperidina, 
tramadol, fentanil, metadona 
o São os opioides = é um analgésico potente que tem 
também efeito de sedação 
o A morfina é usada de vários jeitos, o buprenorfina não 
é muito usado, butofanol é caro, meperdina muito usado 
em gatos e associado a outra droga, tramadol tem ação 
curta e é mais usado no pós, fentanil não é usado na mpa 
e dura 15min pra fazer efeito e não analgesia depois, 
metadona é parecido com a morfina so que por ser uma 
droga mais moderna o animal não fica vomitando e 
cagando 
 
 
Anticolinérgicos: atropina 
Tranquilizantes: fenotiazínicos (acepromazina) 
Agonistas de receptores alfa-2: xilazina, medetomidina, 
dexmedetomidina 
Benzodiazepínicos: midazolam, diazepam 
Opióides: morfina, meperidina, butorfanol, tramadol, metadona, 
fentanil 
Antieméticos 
Antibióticos 
 
o O principal representante é a atropina, e era muito 
utilizada na MPA porque ela tem ação colinérgica, então 
ela bloqueava os efeitos ruins por exemplo de produção 
de secreções 
Entravam em todos os protocolos anestésicos utilizados em 
humanos 
Atualmente tem pouca utilização em MPA 
 MECANISMO DE AÇÃO: 
Antagonista competitivo da acetilcolina de receptores muscarínicos 
SNPS  Parasimpatolíticos/vagolíticos 
o Compete com os receptores muscarínicos que são 
aqueles do SNAPS 
o O vago é um freio do organismo, sendo esse o principal 
nervo do ps. Quando dar uma droga anticolinérgica pro 
animal, então invés de ter estimulo de freio, vai ter um 
efeito de acelerar porque você bloqueia o freio e o animal 
fica com uma taquicardia 
 
O SNA é o que mantem vivo. 
So que existe o SNAS e o 
SNAPS, um deixar vivo em 
situações de estresse agudo 
e o outro mantem vivo para 
exercer as funções 
fisiológicas básica EX: 
digestão. E esses dois 
sistemas estão em equilíbrio 
o tempo inteiro 
O que diferencia todos eles? 
As funções, os receptores 
e neurotransmissores que 
atuam em um ou no outro 
11 
 
o O principal uso da atropina hoje é quando o animal tem 
uma bradicardia excessiva 
Na imagem tem o SNAPS: 
Se tem a medula (H) cheia de neurônios e tem o neurônio pre e 
faz uma sinapse com nicotínico e depois tem uma segunda sinapse 
com um receptor muscarínico atingindo o órgão alvo ex: coração 
 
o Produção de lacrima do olho = fisiologicamente se tem a 
liberação da acetilcolina, e com isso aumento da produção, 
e quando usa uma anticolinérgica “atropina” vai ter ao 
contrário, redução do fluxo 
o Na pupila tem a acetilcolina ps fisiológica faz com que 
diminuía. EX: colírio de oftalmol. na pupila é atropina para 
dilatar a pupila 
o A atropina parou de ser usada na na MPA porque faz 
efeito de midríase = pupila dilatada, você não sabe se o 
animal ta morto ou apenas com a pupila dilatada, e não 
sabe se ficar reanimando ou não. NÃO FAZER DURANTE 
ARRITMIA E MPA 
o No coração tem redução da frequência cardíaca, e 
usando atropina tem uma taquicardíaca 
o No TGI tem efeito oposto, quando usa atropina tem 
redução da motilidade, e não pode fazer nos equinos por 
ter um estomago mais chatinho de cuidar 
 
 EFEITOS: 
Coração: inotrópico e cronotrópico + (aumento de 30 - 40% da 
força e da FC) 
TGI: redução das secreções e motilidade gastrointestinal 
Secreções:redução das secreções em geral 
Globo ocular: midríase 
Vias aéreas: ação broncodilatadora 
SNC: torpor e confusão mental em altas doses 
 ATROPINA 
Indicações: 
− Bradicardia no perioperatório ou preventivas 
− Ritmos bradicárdicos (principal efeito é para esse) 
− Excesso de secreções 
Efeitos adversos: 
− Midríase: lesão de retina ou córnea 
− Taquicardia: ICC, taquiarritmias 
− Obstrução de vias aéreas 
Doses e vias: 
− Cão e gato: 0,02 – 0,04 mg/kg (efeito central)  
efeitos paradoxl transitório 
o Se for usar antes do fentanil usa 0,03mg/kg e se 
for usar pra melhorar a bradicardia (durante trans 
operatório) usa 0,04mg/kg, ou seja, não usa a dose 
de 0,02 porque tem efeito paradoxal = espera uma 
coisa e acontece outra, e quando faz uma dose 
baixa, normalmente tem o efeito paradoxal 
− Porco: 
− Pequenos ruminantes: 
− Vias de administração: IV, IM ou SC 
− Período hábil: 60 – 90 minutos 
 
 
Agentes capazes de diminuir a ansiedade, sem promover estado 
de sedação. 
Tranquilizantes maiores: fenotiazínicos e butirofenonas (surtos de 
esquizofrenia) 
Tranquilizantes menores: benzodiazepínicos (distúrbios psiquiátricos 
mais leves, como estados de insônia e ansiedade) 
12 
 
FENOTIAZINICOS: (ACEPROMAZINA) 
Muito utilizados na Medicina Veterinária 
Pode ser usado na indução anestésica e na medicação pré 
Antagonizam neurotransmissores dopaminérgicos (indiferença aos 
estímulos exteriores) 
Efeitos: 
− Tranquilização e contenção química 
o Nunca entra pra cirurgia com o animal usando 
apenas acepromazina, mais pode usar como 
contenção química, e não tem analgesia e usa 
associado a opioide 
− Ação anti-emética 
− Efeito anti-histamínico = não faz reação alérgica 
− Redução das doses dos agentes anestésicos 
− Latência: 2 a 3 minutos IV ou 5 a 10 minutos IM 
o Não fazer pela IV acepromazina, porque faz 
hipotensão 
− Duração de ação: 2 a 3 horas na literatura, mais pode 
chegar ate 6 horas e não tem como reverter 
− Ptose palpebral 
− Protrusão de membrana nictitante 
− Abaixamento de cabeça 
Efeitos adversos: 
− Cardiovasculares: hipotensão (vasodilatação periférica) 
− Redução da PA em 15 a 20mmHg 
− Redução do limiar convulsivo 
− Redução do efeito de agentes vasopressores 
− Hipotermia 
− Diminuição do hematócrito (esplenomegalia) e Hb 
− Braquicefálicos (Boxer): maior sensibilidade e tem que 
fazer dose baixar 
− Paralisia peniana (Equinos) 
o Não funciona bem nos equinos, pois não seda bem, 
o alfa 2 agonista é muito melhor que o fenotiazinico 
o Paralisia permanente nos garanhoes 
Doses e vias de administração: 
Acepromazina: 0,03 – 0,1mg/kg IM ou SC 
Dose total de 3mg 
Ex: cão de 50kg - 1,5ml a 0,2% 
Via oral: 1mg/kg 
Equino: 0,05 – 0,1mg/kg IV 
Período de latência: 3 – 5 minutos IV e 5 – 10 minutos IM 
Período hábil: 4 – 8 horas 
 
Aula: 14/03/2023 
BENZODIAZEPINICOS: 
Não é uma drpga exclusiva pra uso de MPA 
Hipnóticos mais empregados em animais (que dar sono) 
Mecanismo de ação: facilitação de transmissão (aumento do tônus) 
GABAérgica (fica sedado) 
Depressão do sistema límbico (emoções, fenômenos excitatórios) 
Mecanismo inibitório dos sistemas adrenérgicos e noradrenérgicos 
de alerta e vigília 
GABA: abertura dos canais de cloro, hiperpolarização e inibição de 
neurotransmissores, resultando em tranquilização do paciente 
GABA: principal neurotransmissor inibitório do SNC 
GABAA = INIBIÇÃO 
BENZODIAZEPINICOS: Diazepam e Midazolam 
Tranquilização e sedação 
Relaxamento muscular de ação central 
Hipnose 
Ação anticonvulsivante  curta duração de ação 
Poucas alterações em valores paramétricos 
Efeito excitatório (paradoxal) 
Não pode sedar o animal apenas com benzodiazepínico e nem com 
associação a opioide 
Efeitos nos sistemas: 
Sistema cardiovascular: 
− Hipotensão: diazepam (+) / midazolam (++) – na literatura 
− Ritmo e FC: NDN 
− Débito cardíaco 
 
13 
 
Sistema respiratório: 
− Redução do volume corrente: principalmente via IV 
(apnéia) 
Uso em anestesia: 
Indução anestésica  redução da dose do anestésico 
 Pode usar na MPA associado a alguém que tenha efeito 
contrário 
Associados com: quetamina, propofol, etomidato, tiopental 
 Quetamina faz rigidez muscular 
 
Administração em cães e gatos 
 
Diazepam evitar pela via subcutânea e não fazer pela via muscular 
FLUMAZENIL: 
Dose: 0,05 – 0,07mg/kg IV 
Antagonista dos benzodiazepínicos (bloqueia o efeito do agonista 
sendo reversor) 
Repetir aplicação a cada 2 minutos, por no máximo 3x 
Caro e Comum na Medicina
é 
Existe a presença de alfa-2 em algumas regiões neuronais pre e 
pos sináptica 
Na região pré sináptica existe a inibição de um neuropeptídio 
chamado de substancia P, e tem como boa consequência redução 
da sensibilidade dolorosa tendo uma analgesia 
Na pos sináptica tem uma hiperpolarização de neurônios, e 
consequente tem sedação e relaxamento da musculatura 
O esperado de um alfa 2 é analgesia, sedação e relaxamento da 
musculatura, com isso posso fazer associação com quetamina por 
exemplo 
 
 
 Xilazina (usada apenas na veterinária), Romifina, Medetomidina, 
Dexmedetomidina 
Bovinos se dao bem com a xilazina 
São doses dependentes = quanto maior a dose, maior o efeito 
Sedação excelente 
Muito utilizados na Medicina Veterinária 
14 
 
Analgesia de grau leve a moderado 
Ataxia = andar cambaleando 
Piloereção = arrepio 
Diurese (Redução ADH) 
Efeito espécie – específico 
Intensidade dos efeitos varia com agentes e espécie 
Sedação intensa: 0,05mg/kg ou 0,1 mg/kg de xilazina para bovinos 
Sedação moderada: 1,0mg/kg 
 
 Efeitos cardiovasculares: 
− Aumento da PA seguida de hipotensão (efeito bifásico) 
− Bradicardia 
− Bloqueio átrio-ventricular (alteração eletro radiográfica 
onde não tem as vezes complexo QRS, tendo estímulo 
nosinusal so que esse estimulo não passa para outras 
partes do coração e com isso não contrai em alguns 
momentos) e sino-atrial 
 
Efeitos respiratórios: 
− Depressão dose-dependente 
− Redução FR e PaO2 e aumento PaCO2 
 Sistema digestório 
Vomito e redução da motilidade TGI 
Sistema reprodutivo 
Prolapso peniano 
Redução do fluxo sanguíneo uterino e aumento de tonicidade 
 Não fazer alfa -2 em femea prenha 
 Sistema endócrino 
Hipoinsulinemia: hiperglicemia 
Outros efeitos 
Ataxia, Ptose labial, Abaixamento de cabeça, Anorexia, Glicosuria e 
Diminuição de hematócrito 
Índice de afinidade pelos receptores alfa – 2 em 
relação aos receptores alfa-1 
As drogas tem afinidades maiores com determinados receptores, 
o que não exclui a ativação de outros receptores, sendo em maior 
ou menor proporção dependendo do recptor 
Um alfa-2 agonista não vai agir so em alfa 2, ele também pode se 
logar a alfa 1 
Se tem uma droga que é mais alfa 2 especifica, vai se ter melhores 
efeitos de sedativo, miorelaxameto e analgesia, e quando tem droga 
que pega mais alfa 1, se tem mais bradicardia, sialorreia e 
hipotensão 
EX: a xilazina ela pega a 160 alfa 2 para cada um alfa 1 
Quando mais específico pra alfa 2, menos efeitos de alfa 1 vai ter 
 
 
 Indicações 
Sedação 
Associada à quetamina: realização de procedimentos pouco 
cruentos = procedimento simples 
Analgesia epidural 
Analgesia de pequena duração 
15 
 
 Doses e vias: 
Xilazina: 0,2 – 1mg/kg IV, IM, SC 
Romifidina: 0,02 – 0,1mg/kg IV 
Medetomidina: 0,01 – 0,04mg/kg IV, IM 
Dexmedetomidina: 3mcg/kg IV, IM 
 Reversores 
 
O reversor da xilaxina é a loimbina 
O reversor da dexmedetomidina, medetomidina quem rverte é o 
atipamezole 
 
é 
Hipinoanalgesicos é o outro nome dado aos opioides 
Amplamente utilizados em Medicina Veterinária 
Bons sedativos e Analgésicos potentes 
Tem baixo custo 
Age na modulação da dor 
− Dependendo do tipo de receptor opioide que foi 
estimulado, vai ter sinais clínicos que se quer analgesia, 
sedação e ate os que não quer 
 
 
 EfeitosSedação/analgesia 
Depressão respiratória 
Bradicardia/hipotensão 
 Dose dependente 
 
 Emprego na MPA 
Incremento no grau de sedação 
Analgesia pré-operatória 
Contraindicações para outros fármacos 
− Ex: benzodiazepínico + opioide não seda bem por excita o 
animal, especialmente sendo gato 
− Não se deve fazer opioide em gato se ele não tiver dor 
se não excita. So se faz uso de opioide em gato na MPA 
quando tiver um tranquilizante junto 
 Cuidados: 
Efeitos adversos e escolha de fármaco adequado 
− Não se usa fentanil na MPA porque joga o animal pra 
baixo e so dura 15min de efeito 
 Escolha dos opioides 
 
Opioides potentes 
EX: fentanil 
O tipo de cirurgia é um 
determinante pra escolha do 
opioide. EX: gato macho e se 
usa um azoletil associativo com 
benzodiazepínico junto, induz, e 
pode ser usado um tramadol 
na MPA com o azoletil, por não 
ter uma dor excessiva 
16 
 
Mecanismo de ação: 
Ligação reversível a receptores específicos no SNC e medula 
espinhal (pré e pós-sinapticamente), alterando a nocicepção e 
percepção da dor = reduz a percepção dolorosa como se o animal 
sentisse menos dor 
Centralmente, no mesencéfalo e medula, ativam as vias 
nociceptivas descendentes, que modulam a nocicepção via liberação 
de serotonina e noradrenalina 
 
 Classificação 
Agentes agonistas: morfina, metadona, meperidina, tramadol, 
codeína, fentanil, sufentanil, remifentanil 
Agentes agonistas/antagonistas: nalbufina, butorfanol, 
buprenorfina 
Agentes antagonistas: naloxona 
− Reverte os efeitos bons e se reverter o animal vai sentir 
dor 
Opióides fortes: morfina, metadona, fentanil 
Opióides fracos: tramadol, codeína, butorfano 
l 
 Efeitos: 
Sistema cardiovascular: 
Estabilidade cardiovascular 
OBS: Ter cuidado com a admnistração IV, porque pode 
levar o animal a ter bradicardia, hipotensão e liberação 
de histamina por uso de fentanil 
Sistema respiratória: 
Depressão respiratória: opióides de curta duração = 
fentanil 
− Pra colocar o animal em ventilação controlada uma das 
drogas usadas é o fentanil, pois ele bloqueia a 
movimentação respiratória 
Taquipnéia com uso isolado: “reajuste” do centro 
termorregulador 
 
 
 
Sistema digestório: 
Agonistas totais: vômitos e defecação inicial na morfina 
por ex 
Uso prolongado: constipação (hipomotilidade intestinal 
Sistema urinário: 
Retenção urinária: contração da musculatura lisa da 
uretra 
Principalmente por via epidural 
 
MORFINA 
Isolada em 1803 por Sertuner 
Analgésico clássico: alívio da dor e da ansiedade 
Possui todos os atributos desejáveis de um narcótico: analgesia, e 
o contrário sendo a euforia (dissociação e depressão subjetiva) 
− Precisar ter cuidado com opioides em felinos, pode usar 
desde que esse animal tenha dor previa ou que faça um 
associativo de tranquilizante junto 
TRAMADOL 
− É bom para pós operatório e de todos opioides esse é o 
mais fraco e pode ser feito pra casa, e na veterinária 
não se nota grandes alterações 
Leve sedação e Analgesia moderada 
Mínimos efeitos adversos 
Náusea e Não requer receituário próprio 
Dose: 2 – 4mg/kg 
METADONA 
Longa duração de ação 
Causa depressão respiratória e Bradicardia em dose alta 
Vias IV, IM ou SC 
Cão: 0, 2 – 0,5mg/kg 
Gato: 0,2mg/kg 
 
 
 
17 
 
FENTANIL 
Alta potência analgésica (75 – 125x mais potente que a morfina) 
Dose: 2 – 5 mcg/kg IV 
Curta duração: 15 – 20 minutos 
Apnéia e bradicardia 
Tem que diluir 
Aplicação IV LENTA por ser dose dependente (dose dependente = 
quanto maior a dose maior o efeito, sendo bom ou ruim) 
 MEPERIDINA 
Analgesia moderada, semelhante aos AINES 
Empregada em pacientes graves 
Propicia efeito sedativo 
Vias IV e SC. Preferencialmente IM 
Cão: 3 – 6mg/kg IV ou IM e Gato: até 10mg/kg 
BUTORFANOL 
Potência semelhante aos AINES 
Pouco efeito analgésico 
Curta duração de ação 
Gato: 2 – 3 horas 
Cão: 3 – 4 horas 
CODEINA 
Não usa na MPA 
Leve sedação 
Analgesia leve a moderada 
Mínimos efeitos adversos 
Dose: 0,5 – 1mg/kg 
NALOXONA 
Antagonista de todos os receptores opiáceos 
Sobredose de opióides: reversão 
Dose: 0,04 – 1 mg/kg IV para cães e gatos 
Curta duração de ação: 30 minutos 
 
 
QUETAMINA 
É um dissociativo 
MPA: 
Quetamina: 5mg/kg + Diazepam 0,5mg/kg IM 
Tiletamina-zolazepam: 3 – 6mg/kg 
Sedação leve: 
Pequenos procedimentos 
Indução na máscara 
Dose: 
Cães: 0,05 – 2mg/kg IV ou IM 
Gatos: 0,1 – 0,4 mg/kg IV ou IM 
á