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1 2 C1 Aula 14/02/2023 A anestesiologia começou com o objetivo de tirar dor. A anos atrás era usado: ervas medicinais, magia, asfixia, álcool, narcóticos e compressão das carótidas para que os pacientes não sentir dor. E foi em 1540 que surgiu a produção do éter Na medicina veterinária o uso do éter foi em 1847 em pequenos e grandes animais 1848 houve a adesão dos inaladores 1860 teve o isolamento da cocaína e seu uso como anestésico local. E foi em 1910 a 1920 houve a descoberta de varias drogas Acepromazina é uma droga exclusiva na veterinária, não existe ela na medicina humana. Anestesiologia é a ciência multidisciplinar que envolve o conhecimento de farmacologia, fisiologia e clínica médica Anestesias seguras = Domínio e conhecimento sobre farmacodinâmica e farmacocinética dos fármacos, além do emprego de aparelhos anestésicos, desde os mais simples para o uso cotidiano até os mais sofisticados. Precisar conhecer as drogas, e elas são hipotensoras, depressoras do SN, respiratório e cardiovascular. Saber qual o benefício e saber usar associação de drogas A fisiologia é importante para saber o que está normal no animal Aula 15/02/2023 – Prática A ficha anestésica é um documento que não se deve ser entregue ao tutor e sim ficar com o anestesista. Sonda é um tubo de vários tamanhos diferentes que variam do 2 até o 10 e não é reaproveitado. Laringo é o instrumento que se usa para fazer intubação É a medicação pré-anestésica – vem antes da anestesia geral, e tem alguns objetivos que são: − Acalmar o paciente, reduzindo o estresse − Fornecer analgesia − Potencializar a ação e diminuir o consumo de fármacos utilizados posteriormente Normalmente é usado uma medicação do grupo fenotiazinicos que é o famoso da família Acepromazina (acepram) e associa a um opioide Depois do MPA deve fazer canulação no paciente Para o pos do animal deve ser usado um medicamento para que o mesmo não sinta dor ao acordar. Aula – 16/02/2023 Cálculo de VOLUME: DOSE X PESO CONCENTRAÇÃO DOSE= mg/kg µg/kg UI/kg 1Kg = 1000g 1 grama= 1000mg ó á CONCENTRAÇÃO: mg/mL µg/ml % UI/mL 3 1mg = 1000µg Mg para µg = X 1000 µg para mg = divide por 1000 Droga = É toda matéria-prima de origem animal, vegetal ou material que contém um ou mais fármacos Fármaco = É uma substância de estrutura definida que, quando em contato ou introduzida em um sistema biológico, modifica uma ou mais de suas funções Anestesiologia = É todo estado relacionado à anestesia. Anestesia = Perda total da sensibilidade em todo o organismo ou parte dele, induzida por agentes que deprimem a atividade dos tecidos nervosos localmente (periférico) ou centralmente. Analgesia = Perda da sensibilidade à dor, sem perda, porém da consciência Tranquilização = Estado de tranquilização e calma; o paciente está relaxado, acordado e indifefente ao meio Sedação = Grau moderado de depressão do Sistema Nervoso Central. O paciente pode estar acordado ou em hipnose. É dose- dependente. Catalepsia = Estado em que existe rigidez dos membros. O paciente não responde a estímulos visuais, auditivos e a pequenos estímulos dolorosos Neuroleptoanalgesia: É todo ato anestésico capaz de causar: − Sonolência, sem perda da consciência − Desligamento psicológico em relação ao ambiente que cerca o indivíduo − Supressão da dor (analgesia intensa) − Amnésia − Ou, é um estado de tranquilização com analgesia intensa, sem perda, porém, da consciência. Anestesia local = É todo ato que visa ao bloqueio reversível dos impulsos nervosos aferentes. Anestesia limitada a determinada área do corpo Anestesia dissociativa = Ocorre dissociação do córtex cerebral, de maneira seletiva, caracterizada por catalepsia, analgesia somática e manutenção dos reflexos protetores. Anestesia geral = É todo ato anestésico, reversível, que satisfaz os seguintes requisitos básicos: − Perda da consciência ou sono artificial (hipnose) − Supressão temporária da percepção dolorosa (analgesia) − Proteção neurovegetativa/Ausência de respostas autonômicas − Miorrelaxamento Aula 28/02/2023 Assegurar adequada hipnose e analgesia (profundidade da anestesia) Conferir conforto ao paciente para ele ter um trans e pos operatório bem Promover condições cirúrgicas adequadas Manutenção de parâmetros vitais dentro dos limites fisiológicos o aceitáveis para a condição do paciente. Manter a vida!!!! Estimar a perda sanguínea çõ çõ 4 Adequar fluidos necessários (quantidade, tipo,..) Adequar ventilação e oxigenação Pós-operatório imediato e alta anestésica = monitorar o paciente Planejar terapia analgésica pós-operatória Informar ao cirurgião as condições do paciente Tem que avaliar no procedimento cirúrgico: Duração, Grau de estimulação de dor e Porte Estado geral do paciente: exame pré-anestésico Fármacos e equipamentos disponíveis Planejamento da Anestesia ção Escolher a monitorização adequada para o procedimento Conferir os equipamentos Avaliar equipamentos disponíveis Conferir sistemas de gases Fontes de energia Anestésicos disponíveis Escolher a técnica de ventilação A fluido é pra ser feito em TODOS os pacientes anestesiados Fazer acesso e indução nos gatos, não usar máscara para anestesiar gatos. Catéteres: tamanho e número Fluidos: RL, glicose, SF Equipos: micro ou macrogotas Buretas = tubo de vidro que não se usa mais Bombas de infusão e bolsa de sangue se necessário ó ó Dor pós-operatória 10% dor crônica Paciente que não recebe analgesia pos operatória adequada vira dor crônica pro animal Quadro referente a identificação da dor 1. Avaliação do paciente e procedimento cirúrgico 2. MPA e Preparo 3. Indução da Anestesia 4. Manutenção 5. Fluidoterapia 6. Temperatura 7. Analgesia 8. POI – Despertar, alta – Diminuir a mortalidade e a morbidade cirúrgica Adequação da saúde do paciente Planejamento da conduta perioperatória Consentimento esclarecido/autorização para o procedimento Determinar a condição física do paciente Escolher o protocolo anestésico e manutenção de valores paramétricos 5 Estimar o risco anestésico-cirúrgico do procedimento Esta o paciente nas melhores condições possíveis para ser submetido a cirurgia proposta? Se a resposta for NEGATIVA deve – se adiar Os riscos de operar o paciente agora são maiores que os de não operar? Na urgência deve avaliar os riscos x benefícios Avaliação criteriosa do paciente e é a clínica que mostra se o paciente esta apto para alguma cirurgia. Identificação do paciente, Anamnese, Exame físico e Exames complementares O histórico e o exame físico ditam a escolha e a dose do anestésico a ser utilizado. O histórico e o exame físico são a base da avaliação, pois, fornecem informações de alterações das funções orgânicas. Exames laboratoriais não são substituídos pelo exame físico. Manutenção da via aérea. Manutenção de via IV, principalmente em pacientes de alto risco. Número de identificação do caso Espécie, Raça, Idade, Sexo e Peso É Cão: é mais fácil com cão, existe algumas raças que são mais bravas Gato: na hora de anestesia essa espécie precisa conhecer o seu comportamento, principalmente que gatos quando estão em estresse tudo altera. O segredo do gato é deixá-lo calmo Bovino: O rumem é do lado esquerdo, maioria dos procedimentos é a campo, preciso saber que esse é ruminante e o rúmen tem conteúdo nele e precisa de jejum pra reduzir esse volume Equino: Espécie que tem muita cólica. A dificuldade aqui é a logística para poder anestesiar, ele fica deitado de barriga para cima e isso deixa ele hipotenso, fazendo com que ele não respire. A primeira coisa é colocaresse animal em ventilação controlada porque não da conta de respirar e comprimi a cava e com isso fica hipotenso. É necessário saber o manejo Suíno: Espécie mais usada para estudo. Pra anestesiar esse animal em centro cirúrgico, precisa saber que a anatomia dele é bem diferente, neles é preciso virar a sonda porque não entra igual no cão, pois os suínos tem um divertículo na boca Leão: É ate mais simples que um cão Historia de caso clinico: Turma levada pra uma aula de clinica de silvestre integrada pra anestesias 2 tigres e fizeram manejo, coletas, us. Foi feito primeiro o bruno que o protocolo foi feito varias coisas e ele ficou bem, so demorou pra levantar. Logo depois foi feito na rita, e calculou o peso estimado em 200kg sendo que ela tinha 150kg, e tudo foi feito na época do frio e os gatos perdem temperatura, fizeram todo procedimento e a rita não acordou ate 11h da noite, o medico veterinário foi ate a rita e foi orientado pra esquentar ela porque ela podia estar hipotérmica, sendo a temperatura um fato que dificuldade a recuperação anestésica, e mexeram e ela voltou. Coelho: é um animal delicado e que na contenção errada ele pode se ferir, o acesso pega na orelha ou pega safena, a abertura de boca é pequena e dificulta pra intubar, e o metabolismo é muito acelerado São espécies diferentes que precisamos saber a fisiologia, manejo e cada particularidade para poder anestesiar Ç Existe várias raças dentro da mesma espécie EX: cachorros. Cada raça tem suas particularidades e é preciso saber como manejar cada animal Não é muito diferente, na anestesia em linhas gerais o mais velho pode ter mais comorbidade do que o filhote, mais geralmente é muito parecido, o que difere é as comorbidades que idosos possuem O útero da femea no cio fica mais vascularizado devido a questão hormonal que o cio causa. Cesaria é feita de barriga pra cima e a cadela fica comprimindo o tórax, o útero fica grande e fica sem expandi direito e entra em hipoxemia e c02 alto. Na anestesia veterinária é anestesiada geral e os filhotes também são e nascem deprimidos. í é çõ çã 6 O ideal é anestesiar o animal dentro do seu peso compatível com seu tamanho. Animal caquético tem menos albumina e massar muscular e tem um problema, já um obeso o problema é outro, ele aprisiona muito mais as medicações e demora acordar e precisa reduzir as doses Em relação ao jejum: • Alimentar (6 a 8 horas) • Hídrico (2 horas) = as vezes não faz dependendo de como esta o calor Exceções: • Calor • Filhotes = não pode fiar muito tempo sem comer se não fica hiperglicêmico • Bovinos = tempo maior de jejum devido ao rumen • Aves Em uma consulta pré-anestésica pesquisa sobre o animal inteiro Sistema respiratório: Tosse, dispneia, secreções Sistema endócrino: Diabetes, hipotireoidismo (metabolismo lento), hipertireoidismo (metabolismo acelerado) Sistema Nervoso Central: Convulsões, epilepsia Sistema gastrointestinal: Vômitos, diarreia Sistema cardiovascular: tosse, cansaço fácil, sincope, é cardiopata? Sistema hematológico: transfusão recentes, anemia Duração e severidade da doença Medicações administradas Anestesias anteriores e reações Condições gerais: − Obesidade (peso não é o real) − Caquexia (hipoalbuminemia, atrofia muscular) − Prenhez (progesterona, aumento de volume abdominal) − Hidratação − Temperatura − Calmo ou excitado FC (difere entre as espécies) PA TPC Auscultação (sopro, arritmias) Membranas mucosas (pálidas, ictéricas, cianóticas, róseas) Palidas = significa anemia ou desidratação Ictérica = alteração de hemólise e hepática Cianótica = alteração no trato respiratório ou vascular pq não tem troca gasosa normal FR e profundidade (difere entre as espécies e idades) Auscultação (edema, pneumotórax) í 7 icterícia Falência dos fatores de coagulação Detoxificação Proteínas Imunoglobulinas = sistema imunológico Para o anestesista é importante saber se o rim esta bom pra dar conta da fluido que esta fornecendo e precisa saber se ele ta com Oligúria/anúria ou Poliúria/Polidipsia Diarréia Vômito Parasitas Distensão O SN tem ações parassimpáticos e autônomo Ter cuidados com animal que possuem convulsão Desmaios Ó Temperatura Hipo e hipertireoidismo Hiper ou hipoadrenocorticisimo Diabetes Mass muscular (percentual de gordura) Fraqueza Desbalanço eletrolítico Andar Fraturas − Hidratação − Neoplasia (metástase pulmonar) − Enfisema subcutâneo (gas dentro do subcutâneo) e isso ocorre em fratura de costela − Parasitas – dependendo da quantidade de carrapatos pode causa anemia − Queda de pêlos − Queimaduras (perda de fluidos e eletrólitos) − Trauma Aula: 07/03/2023 Exame físico Idade do paciente = jovens Ht e Hb / idoso ECG e função renal Categoria de risco anestésico ASA Bom senso Piometra e neo mamaria = câncer metastático não entra em cirurgia Estado Físico – ASA (American Society of Anesthesiology) Define com relação aos riscos relacionados às condições físicas, clínicas, laboratoriais e tipo de procedimento a ser realizado ASA I: Paciente hígido, sem doença orgânica (OSH, orquiectomia) ASA II: Paciente com doença sistêmica leve (obesos, neonatos, geriátricos, doença cardíaca compensada, gestante) ASA III: Paciente com doença sistêmica moderada (anemia, caquexia, anorexia, desidratação, hipovolemia moderada, fraturas complicadas, hérnia diafragmática ASA IV: Paciente com doença sistêmica grave, que é um constante risco de vida (uremia, choque, toxemia, desidratação e hipovolemia severas, descompensação cardíaca e renal, DVG) ASA V: Paciente moribundo, sem expectativa de sobrevivência em 24h com ou sem cirurgia (desidratação de choque extremo, trauma severo, tumor maligno) 8 ã çã é é Estado Físico: ASA I e II − Até 6 meses: Ht, Pt e glicemia − 6 meses a 6 anos: Ht, Pt e função renal − Mais de 6 anos: Ht, Pt, função, renal, ECG e EAS Estado Físico:ASA III − Até 6 meses: hemograma, Pt, glicemia, função renal, pH, HCO3 e gases sanguíneos, EAS − 6 meses a 6 anos: hemograma, ECG, glicemia, função renal e hepática, pH, HCO3 e gases sanguíneos, EAS − Mais de 6 anos: hemograma, glicemia, ECG, função renal e hepática, eletrólitos (sódio, potássio, cálcio), pH, HCO3 e gases sanguíneos, EAS. Estado Físico:ASA IV e V: − Até 6 meses: hemograma, glicemia, ECG, função renal e hepática, eletrólitos (sódio, potássio, cálcio), pH, HCO3 e gases sanguíneos, EAS. − 6 meses a 6 anos: hemograma, ECG, glicemia, função renal e hepática, eletrólitos (sódio, potássio, cálcio), pH, HCO3 e gases sanguíneos, EAS − Mais de 6 anos: hemograma, glicemia, ECG, função renal e hepática, eletrólitos (sódio, potássio, cálcio), pH, HCO3 e gases sanguíneos, EAS. Os risco estão relacionados em todos os pontos Avaliação do paciente e procedimento cirúrgico Medicação pré-anestésica (praparo) Indução da anestesia Manutenção ÇÃO É todo o ato que antecede a anestesia, preparando o animal para o sono artificial, dando-lhe a devida sedação, analgesia, suprindo- lhe a irritabilidade, a agressividade e as reações indesejáveis causadas por outros anestésicos. Tornar o ato anestésico o mais agradável possível para o animal Assegurar condições mais favoráveis para o trabalho do anestesista Promover sedação, analgesia e relaxamento muscular Reduzir o estresse e facilitar a manipulação o Animal estressado do problema e o melhor é evitar estresse Potencializar a ação dos anestésicos e reduzir efeitos colaterais de outros fármacos Coibir o segundo estágio da anestesia Promover indução e recuperação suaves o Se o animal tem dor é so tentar chegar perto de ondefoi a cirurgia, se ele não deixar ficar perto porque estar com dor Diminuir as secreções das vias aéreas e salivação Diminuir reflexos autonômicos Suprimir ou prevenir vômito e regurgitação é ú é 9 É fundamental: Conhecer características de cada fármaco Efeitos nos sistemas Latência: período que vai da aplicação até o início de sua ação Via IV: período de latência curto Via IM: período de latência é maior o Anna disse que faz IM na MPA porque leva 15min e da tempo de fazer todo preparo, e depois levar o paciente pro IV Duração de ação ATENÇÃO: − Onde o animal vai estar durante a aplicação da MPA? o Normalmente nas clínicas o tutor deixa o paciente na clínica e volta pra buscar depois. Se for um animal extremamente agressivo ate deixa o proprietário durante a MPA o O animal se sente mais calmo e seguro com o tutor ao lado dele − Se possível, manter o animal junto ao proprietário após a aplicação da MPA. − Gatos Manter o animal na caixinha de transporte pos MP, so que precisar ter cuidado com o tamanho da caixa o Normalmente o gato na MPA relaxa muito ao ponto dele ficar acordado e ficar leigo deixando ser manipulado e deixar ele em decúbito, so que as vezes ele pode se entortar na caixa, e quando ele entorta o corpo ele fecha o pescoço e pode ter um laringospasmos e morre. o Tanto na pre medicação como pós recuperação ter cuidado com os animais na caixa − Tornar o ambiente o mais calmo possível Espécie o Tem determinadas drogas que certar especeis não vai bem. EX: acepromazina sozinha em gato e equini não tem grande efeito Estado geral do paciente o Animais muito debilitados tem chances de morrer na mpa Temperamento Doenças intercorrentes o EX: piometra, se sabe que vai anestesiar uma piometra evitar acepromazina Grau de sedação e analgesia desejados Tipo de procedimento cirúrgico Fármacos e equipamentos disponíveis Anticolinérgicos: atropina, escopolamina, glicopirrolato o O sistema autônomo colinérgico = é o que relaxa no parassimpático. o Se faz uma droga antiparassimpatico, anticolinérgica você estar reduzindo os efeitos do parassimpático, ou seja, tem uma sobreposição simpática o Simpático faz o freio, e quando bloqueia ele você acelera porque tem um resultado simpático o A atropina é a principal droga dessa classe. O escopalamina tem efeito maior de analgesia e o glicopirralato não vende no brasil Tranquilizantes: Fenotiazínicos: acepromazina, clorpromazina, levomepromazina, prometazina o Acepromazina é uma droga de uso exclusiva na veterinária o O acepram (acepromazina) quase não faz reação alérgica, porque os fenotiazinicos que é o grupo da classe do acepram, tem ação anti-histamínica Butirofenonas: azaperone (usado so em suínos), droperidol, haloperidol o Quase não é usado na rotina anestésica Ansiolíticos: Benzodiazepínicos (Diazepam = anticonvulsionante, midazolam) o Os benzodiazepínicos são ótimos, pois são medicações com efeitos bons, e nas anestesias tem poucos efeitos ruins, isso significa que essa droga não é usada apenas na MPA, é usada também em outros momentos da anestesia para facilitar a estabilização ou melhorar o relaxamento do paciente por exemplo Faça planejamento de anestesia á 10 Agonistas alfa-2: xilazina, detomidina, romifidina, medetomidina, dexmedetomidina o Grupo muito utilizado na rotina o Xilazina não é muito boa e é usada em último caso o Anatagonismo = bloqueia o receptor ou inibir a ativação de um receptor. Agonista = estimula ou se liga ao receptor gerando uma ação o Esse grupo estimula receptor alfa – 2 o Receptor é aquilo que estar na célula e vai receber informação. E quando pensamos em alfa – 2 agonistas, tem que saber onde tem receptor alfa 2 o Alfa – 2 agonista faz sedação e tem efeito com o animal vasoconstrição REVISÃO DE SNAS E PS Quando pensamos no simpático (S) os principais receptores dele são alfa e beta., e quando se tem uma estimulação simpática, se tem uma estimulação adrenérgica = liberação de nor adrenalina ou epinefrina e com isso seus receptores são adrenérgicos O parassimpático (PS) tem muscarínicos e nicotínicos e tem receptores colinérgicos. Aqui tem atuação do principal neurotransmissor que é a acetilcolina No simpático tem a acetilcolina e nor epinefrina. O primeiro neurônio que sai por exemplo do tronco encefálico ate uma sinapse libera acetilcolina Quando se pensa nos receptores adrenérgicos tem no organismo todo, so que quando falamos da localização dos receptores adrenérgicos geralmente associamos ao coração e vasos Hipnoanalgésicos: Morfina, buprenorfina, butorfanol, meperidina, tramadol, fentanil, metadona o São os opioides = é um analgésico potente que tem também efeito de sedação o A morfina é usada de vários jeitos, o buprenorfina não é muito usado, butofanol é caro, meperdina muito usado em gatos e associado a outra droga, tramadol tem ação curta e é mais usado no pós, fentanil não é usado na mpa e dura 15min pra fazer efeito e não analgesia depois, metadona é parecido com a morfina so que por ser uma droga mais moderna o animal não fica vomitando e cagando Anticolinérgicos: atropina Tranquilizantes: fenotiazínicos (acepromazina) Agonistas de receptores alfa-2: xilazina, medetomidina, dexmedetomidina Benzodiazepínicos: midazolam, diazepam Opióides: morfina, meperidina, butorfanol, tramadol, metadona, fentanil Antieméticos Antibióticos o O principal representante é a atropina, e era muito utilizada na MPA porque ela tem ação colinérgica, então ela bloqueava os efeitos ruins por exemplo de produção de secreções Entravam em todos os protocolos anestésicos utilizados em humanos Atualmente tem pouca utilização em MPA MECANISMO DE AÇÃO: Antagonista competitivo da acetilcolina de receptores muscarínicos SNPS Parasimpatolíticos/vagolíticos o Compete com os receptores muscarínicos que são aqueles do SNAPS o O vago é um freio do organismo, sendo esse o principal nervo do ps. Quando dar uma droga anticolinérgica pro animal, então invés de ter estimulo de freio, vai ter um efeito de acelerar porque você bloqueia o freio e o animal fica com uma taquicardia O SNA é o que mantem vivo. So que existe o SNAS e o SNAPS, um deixar vivo em situações de estresse agudo e o outro mantem vivo para exercer as funções fisiológicas básica EX: digestão. E esses dois sistemas estão em equilíbrio o tempo inteiro O que diferencia todos eles? As funções, os receptores e neurotransmissores que atuam em um ou no outro 11 o O principal uso da atropina hoje é quando o animal tem uma bradicardia excessiva Na imagem tem o SNAPS: Se tem a medula (H) cheia de neurônios e tem o neurônio pre e faz uma sinapse com nicotínico e depois tem uma segunda sinapse com um receptor muscarínico atingindo o órgão alvo ex: coração o Produção de lacrima do olho = fisiologicamente se tem a liberação da acetilcolina, e com isso aumento da produção, e quando usa uma anticolinérgica “atropina” vai ter ao contrário, redução do fluxo o Na pupila tem a acetilcolina ps fisiológica faz com que diminuía. EX: colírio de oftalmol. na pupila é atropina para dilatar a pupila o A atropina parou de ser usada na na MPA porque faz efeito de midríase = pupila dilatada, você não sabe se o animal ta morto ou apenas com a pupila dilatada, e não sabe se ficar reanimando ou não. NÃO FAZER DURANTE ARRITMIA E MPA o No coração tem redução da frequência cardíaca, e usando atropina tem uma taquicardíaca o No TGI tem efeito oposto, quando usa atropina tem redução da motilidade, e não pode fazer nos equinos por ter um estomago mais chatinho de cuidar EFEITOS: Coração: inotrópico e cronotrópico + (aumento de 30 - 40% da força e da FC) TGI: redução das secreções e motilidade gastrointestinal Secreções:redução das secreções em geral Globo ocular: midríase Vias aéreas: ação broncodilatadora SNC: torpor e confusão mental em altas doses ATROPINA Indicações: − Bradicardia no perioperatório ou preventivas − Ritmos bradicárdicos (principal efeito é para esse) − Excesso de secreções Efeitos adversos: − Midríase: lesão de retina ou córnea − Taquicardia: ICC, taquiarritmias − Obstrução de vias aéreas Doses e vias: − Cão e gato: 0,02 – 0,04 mg/kg (efeito central) efeitos paradoxl transitório o Se for usar antes do fentanil usa 0,03mg/kg e se for usar pra melhorar a bradicardia (durante trans operatório) usa 0,04mg/kg, ou seja, não usa a dose de 0,02 porque tem efeito paradoxal = espera uma coisa e acontece outra, e quando faz uma dose baixa, normalmente tem o efeito paradoxal − Porco: − Pequenos ruminantes: − Vias de administração: IV, IM ou SC − Período hábil: 60 – 90 minutos Agentes capazes de diminuir a ansiedade, sem promover estado de sedação. Tranquilizantes maiores: fenotiazínicos e butirofenonas (surtos de esquizofrenia) Tranquilizantes menores: benzodiazepínicos (distúrbios psiquiátricos mais leves, como estados de insônia e ansiedade) 12 FENOTIAZINICOS: (ACEPROMAZINA) Muito utilizados na Medicina Veterinária Pode ser usado na indução anestésica e na medicação pré Antagonizam neurotransmissores dopaminérgicos (indiferença aos estímulos exteriores) Efeitos: − Tranquilização e contenção química o Nunca entra pra cirurgia com o animal usando apenas acepromazina, mais pode usar como contenção química, e não tem analgesia e usa associado a opioide − Ação anti-emética − Efeito anti-histamínico = não faz reação alérgica − Redução das doses dos agentes anestésicos − Latência: 2 a 3 minutos IV ou 5 a 10 minutos IM o Não fazer pela IV acepromazina, porque faz hipotensão − Duração de ação: 2 a 3 horas na literatura, mais pode chegar ate 6 horas e não tem como reverter − Ptose palpebral − Protrusão de membrana nictitante − Abaixamento de cabeça Efeitos adversos: − Cardiovasculares: hipotensão (vasodilatação periférica) − Redução da PA em 15 a 20mmHg − Redução do limiar convulsivo − Redução do efeito de agentes vasopressores − Hipotermia − Diminuição do hematócrito (esplenomegalia) e Hb − Braquicefálicos (Boxer): maior sensibilidade e tem que fazer dose baixar − Paralisia peniana (Equinos) o Não funciona bem nos equinos, pois não seda bem, o alfa 2 agonista é muito melhor que o fenotiazinico o Paralisia permanente nos garanhoes Doses e vias de administração: Acepromazina: 0,03 – 0,1mg/kg IM ou SC Dose total de 3mg Ex: cão de 50kg - 1,5ml a 0,2% Via oral: 1mg/kg Equino: 0,05 – 0,1mg/kg IV Período de latência: 3 – 5 minutos IV e 5 – 10 minutos IM Período hábil: 4 – 8 horas Aula: 14/03/2023 BENZODIAZEPINICOS: Não é uma drpga exclusiva pra uso de MPA Hipnóticos mais empregados em animais (que dar sono) Mecanismo de ação: facilitação de transmissão (aumento do tônus) GABAérgica (fica sedado) Depressão do sistema límbico (emoções, fenômenos excitatórios) Mecanismo inibitório dos sistemas adrenérgicos e noradrenérgicos de alerta e vigília GABA: abertura dos canais de cloro, hiperpolarização e inibição de neurotransmissores, resultando em tranquilização do paciente GABA: principal neurotransmissor inibitório do SNC GABAA = INIBIÇÃO BENZODIAZEPINICOS: Diazepam e Midazolam Tranquilização e sedação Relaxamento muscular de ação central Hipnose Ação anticonvulsivante curta duração de ação Poucas alterações em valores paramétricos Efeito excitatório (paradoxal) Não pode sedar o animal apenas com benzodiazepínico e nem com associação a opioide Efeitos nos sistemas: Sistema cardiovascular: − Hipotensão: diazepam (+) / midazolam (++) – na literatura − Ritmo e FC: NDN − Débito cardíaco 13 Sistema respiratório: − Redução do volume corrente: principalmente via IV (apnéia) Uso em anestesia: Indução anestésica redução da dose do anestésico Pode usar na MPA associado a alguém que tenha efeito contrário Associados com: quetamina, propofol, etomidato, tiopental Quetamina faz rigidez muscular Administração em cães e gatos Diazepam evitar pela via subcutânea e não fazer pela via muscular FLUMAZENIL: Dose: 0,05 – 0,07mg/kg IV Antagonista dos benzodiazepínicos (bloqueia o efeito do agonista sendo reversor) Repetir aplicação a cada 2 minutos, por no máximo 3x Caro e Comum na Medicina é Existe a presença de alfa-2 em algumas regiões neuronais pre e pos sináptica Na região pré sináptica existe a inibição de um neuropeptídio chamado de substancia P, e tem como boa consequência redução da sensibilidade dolorosa tendo uma analgesia Na pos sináptica tem uma hiperpolarização de neurônios, e consequente tem sedação e relaxamento da musculatura O esperado de um alfa 2 é analgesia, sedação e relaxamento da musculatura, com isso posso fazer associação com quetamina por exemplo Xilazina (usada apenas na veterinária), Romifina, Medetomidina, Dexmedetomidina Bovinos se dao bem com a xilazina São doses dependentes = quanto maior a dose, maior o efeito Sedação excelente Muito utilizados na Medicina Veterinária 14 Analgesia de grau leve a moderado Ataxia = andar cambaleando Piloereção = arrepio Diurese (Redução ADH) Efeito espécie – específico Intensidade dos efeitos varia com agentes e espécie Sedação intensa: 0,05mg/kg ou 0,1 mg/kg de xilazina para bovinos Sedação moderada: 1,0mg/kg Efeitos cardiovasculares: − Aumento da PA seguida de hipotensão (efeito bifásico) − Bradicardia − Bloqueio átrio-ventricular (alteração eletro radiográfica onde não tem as vezes complexo QRS, tendo estímulo nosinusal so que esse estimulo não passa para outras partes do coração e com isso não contrai em alguns momentos) e sino-atrial Efeitos respiratórios: − Depressão dose-dependente − Redução FR e PaO2 e aumento PaCO2 Sistema digestório Vomito e redução da motilidade TGI Sistema reprodutivo Prolapso peniano Redução do fluxo sanguíneo uterino e aumento de tonicidade Não fazer alfa -2 em femea prenha Sistema endócrino Hipoinsulinemia: hiperglicemia Outros efeitos Ataxia, Ptose labial, Abaixamento de cabeça, Anorexia, Glicosuria e Diminuição de hematócrito Índice de afinidade pelos receptores alfa – 2 em relação aos receptores alfa-1 As drogas tem afinidades maiores com determinados receptores, o que não exclui a ativação de outros receptores, sendo em maior ou menor proporção dependendo do recptor Um alfa-2 agonista não vai agir so em alfa 2, ele também pode se logar a alfa 1 Se tem uma droga que é mais alfa 2 especifica, vai se ter melhores efeitos de sedativo, miorelaxameto e analgesia, e quando tem droga que pega mais alfa 1, se tem mais bradicardia, sialorreia e hipotensão EX: a xilazina ela pega a 160 alfa 2 para cada um alfa 1 Quando mais específico pra alfa 2, menos efeitos de alfa 1 vai ter Indicações Sedação Associada à quetamina: realização de procedimentos pouco cruentos = procedimento simples Analgesia epidural Analgesia de pequena duração 15 Doses e vias: Xilazina: 0,2 – 1mg/kg IV, IM, SC Romifidina: 0,02 – 0,1mg/kg IV Medetomidina: 0,01 – 0,04mg/kg IV, IM Dexmedetomidina: 3mcg/kg IV, IM Reversores O reversor da xilaxina é a loimbina O reversor da dexmedetomidina, medetomidina quem rverte é o atipamezole é Hipinoanalgesicos é o outro nome dado aos opioides Amplamente utilizados em Medicina Veterinária Bons sedativos e Analgésicos potentes Tem baixo custo Age na modulação da dor − Dependendo do tipo de receptor opioide que foi estimulado, vai ter sinais clínicos que se quer analgesia, sedação e ate os que não quer EfeitosSedação/analgesia Depressão respiratória Bradicardia/hipotensão Dose dependente Emprego na MPA Incremento no grau de sedação Analgesia pré-operatória Contraindicações para outros fármacos − Ex: benzodiazepínico + opioide não seda bem por excita o animal, especialmente sendo gato − Não se deve fazer opioide em gato se ele não tiver dor se não excita. So se faz uso de opioide em gato na MPA quando tiver um tranquilizante junto Cuidados: Efeitos adversos e escolha de fármaco adequado − Não se usa fentanil na MPA porque joga o animal pra baixo e so dura 15min de efeito Escolha dos opioides Opioides potentes EX: fentanil O tipo de cirurgia é um determinante pra escolha do opioide. EX: gato macho e se usa um azoletil associativo com benzodiazepínico junto, induz, e pode ser usado um tramadol na MPA com o azoletil, por não ter uma dor excessiva 16 Mecanismo de ação: Ligação reversível a receptores específicos no SNC e medula espinhal (pré e pós-sinapticamente), alterando a nocicepção e percepção da dor = reduz a percepção dolorosa como se o animal sentisse menos dor Centralmente, no mesencéfalo e medula, ativam as vias nociceptivas descendentes, que modulam a nocicepção via liberação de serotonina e noradrenalina Classificação Agentes agonistas: morfina, metadona, meperidina, tramadol, codeína, fentanil, sufentanil, remifentanil Agentes agonistas/antagonistas: nalbufina, butorfanol, buprenorfina Agentes antagonistas: naloxona − Reverte os efeitos bons e se reverter o animal vai sentir dor Opióides fortes: morfina, metadona, fentanil Opióides fracos: tramadol, codeína, butorfano l Efeitos: Sistema cardiovascular: Estabilidade cardiovascular OBS: Ter cuidado com a admnistração IV, porque pode levar o animal a ter bradicardia, hipotensão e liberação de histamina por uso de fentanil Sistema respiratória: Depressão respiratória: opióides de curta duração = fentanil − Pra colocar o animal em ventilação controlada uma das drogas usadas é o fentanil, pois ele bloqueia a movimentação respiratória Taquipnéia com uso isolado: “reajuste” do centro termorregulador Sistema digestório: Agonistas totais: vômitos e defecação inicial na morfina por ex Uso prolongado: constipação (hipomotilidade intestinal Sistema urinário: Retenção urinária: contração da musculatura lisa da uretra Principalmente por via epidural MORFINA Isolada em 1803 por Sertuner Analgésico clássico: alívio da dor e da ansiedade Possui todos os atributos desejáveis de um narcótico: analgesia, e o contrário sendo a euforia (dissociação e depressão subjetiva) − Precisar ter cuidado com opioides em felinos, pode usar desde que esse animal tenha dor previa ou que faça um associativo de tranquilizante junto TRAMADOL − É bom para pós operatório e de todos opioides esse é o mais fraco e pode ser feito pra casa, e na veterinária não se nota grandes alterações Leve sedação e Analgesia moderada Mínimos efeitos adversos Náusea e Não requer receituário próprio Dose: 2 – 4mg/kg METADONA Longa duração de ação Causa depressão respiratória e Bradicardia em dose alta Vias IV, IM ou SC Cão: 0, 2 – 0,5mg/kg Gato: 0,2mg/kg 17 FENTANIL Alta potência analgésica (75 – 125x mais potente que a morfina) Dose: 2 – 5 mcg/kg IV Curta duração: 15 – 20 minutos Apnéia e bradicardia Tem que diluir Aplicação IV LENTA por ser dose dependente (dose dependente = quanto maior a dose maior o efeito, sendo bom ou ruim) MEPERIDINA Analgesia moderada, semelhante aos AINES Empregada em pacientes graves Propicia efeito sedativo Vias IV e SC. Preferencialmente IM Cão: 3 – 6mg/kg IV ou IM e Gato: até 10mg/kg BUTORFANOL Potência semelhante aos AINES Pouco efeito analgésico Curta duração de ação Gato: 2 – 3 horas Cão: 3 – 4 horas CODEINA Não usa na MPA Leve sedação Analgesia leve a moderada Mínimos efeitos adversos Dose: 0,5 – 1mg/kg NALOXONA Antagonista de todos os receptores opiáceos Sobredose de opióides: reversão Dose: 0,04 – 1 mg/kg IV para cães e gatos Curta duração de ação: 30 minutos QUETAMINA É um dissociativo MPA: Quetamina: 5mg/kg + Diazepam 0,5mg/kg IM Tiletamina-zolazepam: 3 – 6mg/kg Sedação leve: Pequenos procedimentos Indução na máscara Dose: Cães: 0,05 – 2mg/kg IV ou IM Gatos: 0,1 – 0,4 mg/kg IV ou IM á