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Série aprendizagem induStrial Introdução a MarketIng, CoMpras, Vendas e eVentos CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA – CNI Robson Braga de Andrade Presidente DIRETORIA DE EDuCAÇÃO E TECNOLOgIA – DIRET Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti Diretor de Educação e Tecnologia Julio Sergio de Maya Pedrosa Moreira Diretor Adjunto de Educação e Tecnologia SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAgEM INDuSTRIAL – SENAI Robson Braga de Andrade Presidente do Conselho Nacional SENAI – Departamento Nacional Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti Diretor Geral Julio Sergio de Maya Pedrosa Moreira Diretor Adjunto Gustavo Leal Sales Filho Diretor de Operações Série aprendizagem induStrial introdução a marketing, CompraS, VendaS e eVentoS FICHA CATALOGRÁFICA _____________________________________________________________________________ S491i Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Nacional. Introdução a marketing, compras, vendas e eventos / Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Nacional, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Regional de Santa Catarina. Brasília : SENAI/DN, 2015. 77 p. : il. (Série Aprendizagem Industrial). ISBN 978-85-7519-841-4 1. Marketing. 2. Compras. 3. Vendas. 4. Atendimento ao cliente. 5. Eventos – Organização. I. Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Regional de Santa Catarina. II. Título. III. Série. CDU: 658.8 _____________________________________________________________________________ SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Departamento Nacional Sede Setor Bancário Norte • Quadra 1 • Bloco C • Edifício Roberto Simonsen • 70040-903 • Brasília – DF • Tel.: (0xx61) 3317- 9001 Fax: (0xx61) 3317-9190 • http://www.senai.br © 2015. SENAI – Departamento Nacional © 2015. SENAI – Departamento Regional de Santa Catarina A reprodução total ou parcial desta publicação por quaisquer meios, seja eletrônico, mecâ- nico, fotocópia, de gravação ou outros, somente será permitida com prévia autorização, por escrito, do SENAI. Esta publicação foi elaborada pela equipe do Núcleo de Educação a Distância do SENAI de Santa Catarina, com a coordenação do SENAI Departamento Nacional, para ser utilizada por todos os Departamentos Regionais do SENAI nos cursos presenciais e a distância. SENAI Departamento Nacional Unidade de Educação Profissional e Tecnológica – UNIEP SENAI Departamento Regional de Santa Catarina Gerência de Educação – GEDUC SumÁrio ConHeCendo a autora CAPÍTULO 1 Marketing e endomarketing Qual é a função do Marketing para a empresa e a sociedade em que está inserida? Quais ferramentas podem ser utilizadas para atender ao que o cliente busca? Leia o texto e saiba as respostas para essas perguntas. 9 CAPÍTULO 2 Compras e vendas Ao ler este capítulo conheça: o que é o ciclo de compra e quais as visões estratégicas de vendas que podem auxiliar uma empresa a obter suces- so financeiro. 29 CAPÍTULO 3 Atendimento Como evitar as dificuldades que muitas empresas encontram ao se relacionar com os clientes? E como a tecnologia está contribuindo para a eficiência da comunicação entre empresa e cliente? Leia o conteúdo e aprenda mais sobre o assunto!43 CAPÍTULO 4 Eventos Como um evento se torna uma fer- ramenta eficiente de marketing em uma empresa? Quais as etapas de planejamento para que o evento obtenha um resultado satisfatório para a empresa e o cliente? Leia o capítulo na íntegra e descubra.59 Leia o fechamento que a autora preparou para você! Aproveite todos os cami- nhos que levam ao conheci- mento. 71 Conheça mais detalhes so- bre a autora deste livro, sua formação e experiências profissionais, entre outros. 73 Confira agora as referências utilizadas nessa Unidade Curricular. Aproveite e am- plie seus conhecimentos! 75 reFerÊnCiaS palaVraS da autora Conheça aqui a abertura da Uni- dade Curricular. Explore essa oportunidade de aprendizagem e veja quantas descobertas serão possíveis! 7 menSagem ao aprendiz Olá! Seja bem-vindo à Unidade Curricular “Introdução a Marketing, Compras, Vendas e Eventos”. Durante os estudos deste material, você terá acesso aos assuntos mais abordados na Gestão Administrativa, a partir de uma linguagem objetiva e clara. Também terá a opor- tunidade de desenvolver competências voltadas à postura da prática do Marketing, bem como nas áreas de vendas, compras e eventos de uma empresa. Essas competências são essenciais para atender o que o mercado de trabalho exige de cada organização. Aproveite os conteúdos que auxiliarão em sua formação profissional! Desejo bons estudos e que essa etapa o auxilie numa jornada rumo ao aprendizado e conhecimento! roSSana CriStina SalVador menSagem ao aprendiz 9empresa • marketing inFormaçõeS de merCado CapÍtulo 1 marketing e endomarketing Marketing e endoMarketing 11 1.1. ConCeIto de MarketIng Você poderá encontrar inúmeros significados para a palavra marketing; neste material, será adotado o seguinte conceito: marketing é um processo social e gerencial pelo qual os indivíduos e grupos obtêm o que necessitam e dese- jam através da criação, oferta e troca de produtos de valor com outros. Este conceito foi apresentado por Philip Kotler (2008, p.7), considerado um dos maiores especialistas na área de marketing. No entanto, outros autores também conceituaram o termo, como por exemplo: Marketing é toda atividade empresarial em que se preten- de identificar as necessidades, os desejos e interesses do público–alvo, além de também proporcionar a satisfação de- sejada de forma eficiente e eficaz, comparada a de seus con- correntes. (SOUZA, 2006). W av eb re ak m ed ia L td ([ 20 -1 5] ) Veja o que Peter Drucker, um dos grandes mestres da Administração, fala a respeito do objetivo do marketing: “...o objetivo do marketing é tornar supérfluo o esforço de venda. O objetivo [...] é conhecer e entender o clien- te tão bem que o produto ou o serviço seja adequado a ele e se venda sozi- nho” (DRUCKER, apud KOTLER e KELLER, 2006, p. 64-65). Marketing = market (mercado) + ING (par- tícula que também denota ação). É possí- vel compreender a pa- lavra marketing como mercado em ação. (SOUZA, 2006). Introdução a MarketIng, CoMpras, Vendas e eVentos12 pratICando Que tal descobrir se o que você já sabe sobre Marketing tem alguma rela- ção com o que outras pessoas do seu trabalho, da sua família ou amigos sabem sobre o tema? Anote o que você entende sobre marketing em uma folha. Em seguida, peça para duas ou três pessoas fazerem o mesmo. Lem- bre-se de que as respostas devem ser individuais. Com as respostas em mãos, compare o que você entende por marketing com a visão das outras pessoas. Em se tratando de marketing, você precisa observar e compreender quais são os interesses, as necessidades ou os desejos de um consumidor. Isso ajudará a empresa a alcançar o sucesso no mercado ao atender seus clientes. Na sequência, você aprenderá como ocorre a definição do público-alvo para o produto a ser vendido. Confira! 1.1.1. segMentação Toda empresa precisa ter bem claro qual é o produto que pretende ofere- cer ao mercado. Em seguida, precisa conhecer quem será o consumidor de seu produto. Nesse sentido, para dar início aos estudos sobre segmentação de mercado, é interessante questionar alguns pontos como: ■ para quem é o produto que tal empresa desenvolve? ■ como as empresas selecionam seu público-alvo? ■ qual é o perfil do público-alvo? O que fazem? O que buscam? Algumas empresas acreditaram, por um tempo, que o mesmo produto deveria atender a todos, que não se reconheciam preferências, e que todos deveriam querer o que elas produziam. As perguntas acima são apenas al- gumas das que sãoessenciais para a empresa identificar seu mercado-al- vo, resultando, assim, no que chamamos de segmentação de mercado. podemos entender segmentação de mercado como uma divisão do mercado em grupos de consumidores com necessidades parecidas, visando ao melhor atendi- mento dessas, sem significativa redução de ganhos de escala. (menCk, 2009). Depois de realizado esse processo de divisão do mercado em grupos de potenciais clientes, identificando suas necessidades, seus hábitos, suas ca- racterísticas, entre outros, as empresas poderão direcionar seu trabalho objetivando atingir seus possíveis clientes. Marketing e endoMarketing 13 Ro be rt C hu rc hi ll ([2 0- -? ]) Você pode estar se perguntando: como então é feita essa segmentação, essa divisão de mercado? Para melhor compreender o que é segmentação de mercado, acompa- nhe o exemplo. EXEMPLO: Imagine uma montadora de automóveis, como a Volkswagen que produz e vende o carro modelo Gol. Com esse produto a montadora atinge um pú- blico com determinado poder aquisitivo, diferente do público que atinge produzindo e vendendo outro modelo, o automóvel Golf. O Golf é, portan- to, da mesma empresa, mas destinado a um público de poder aquisitivo mais alto do que o público anterior. Em seguida, você conhecerá as variáveis pesquisadas pelas empresas para entender as diversas formas de segmentação. segMentação deMográfICa Neste caso, as pesquisas identificam nichos de mercado a partir das ca- racterísticas da população. Assim, a empresa poderá ter informações sobre a dimensão do seu público-alvo. a segmentação demográfica é a mais aplicada pelas empresas. Para ajudar a sua compreensão sobre a segmentação demográfica, acompanhe o exemplo que segue. nICho de MerCado São grupos de consu- midores que procu- ram por um conjunto específico de benefí- cios. (KOTLER; CUNN- NIGHAM, 2004). Introdução a MarketIng, CoMpras, Vendas e eVentos14 eXeMpLo Um empresa produz cadernos escolares. Para determinar o seu público -alvo, quem é o seu cliente, a empresa precisa investir em estudos em que a equipe pensará sobre algumas características, tais como as descritas a seguir. ■ Qual é a faixa etária? Idade? ■ Qual o gênero? Sexo? ■ Estado civil? ■ Nacionalidade? ■ Formação escolar? ■ Renda? ■ Classe social? Assim, a empresa poderá criar, imaginar, dar vida a esse cliente durante seus estudos, ou ainda, caso disponha de tempo e recursos financeiros para tal estudo, poderá realizar uma pesquisa de campo ou investir em consultorias. Essa atividade, que funciona como uma ferramenta estraté- gica, é também conhecida como construção de personas, em que pode- se caracterizar o tipo de público que se quer atingir. A interpretação das respostas às perguntas do exemplo apresentará o perfil dos clientes de uma empresa, sendo essas questões apenas algumas das que são aplicadas durante os estudos. Na sequência, você aprenderá sobre segmentação geográfica, confira! segMentação geográfICa Este tipo de segmentação observa o mercado-alvo baseando-se na lo- calização e densidade populacional. Nesse caso, é importante observar alguns aspectos físicos e culturais, como por exemplo, conhecer cidades, países ou estados, bem como suas culturas, suas ocupações, seus climas ou aspectos específicos. fIQue por dentro Para conhecer um pouco mais sobre a importância da pesquisa que envol- ve questões culturais hoje, tão valorizadas pelas empresas, leia o excelen- te artigo da professora Maria Ester de Freitas, disponível em: <http://www. scielo.br/scielo.php?pid=S0034-75901991000300007&script=sci_arttext>. Acesso em: 19 mar. 2015. Você aprenderá sobre segmentação psicográfica na sequência de seus estudos. Confira! Marketing e endoMarketing 15 segMentação psICográfICa Com a segmentação psicográfica, a divisão do mercado-alvo ocorre a partir da identificação de valores, estilos de vida, personalidade, interes- ses, opiniões. Muito importante considerar fatores psicológicos, antropo- lógicos e ambientais. Esse tipo de segmentação não é considerado simples de ser feito, porém em muitos casos se faz essencial. Há um estudo bastante conhecido na área de segmentação psicográfica chamado Values and Lifestyles (VALS), que aponta oito segmentos de valo- res e estilo de vida. Conheça cada um deles. TiPOs CLiEnTEs sEgMEnTAçãO PsiCOgráfiCA ALgUMAs CArACTErÍsTiCAs Efetivadores Líderes, autoconfiantes, arrojados, gosto sofisticado. Satisfeitos Organizados, autoconfiantes, intelectuais, buscam funcio- nalidade. Confiantes Positivos, respeitosos, fiéis, preferem marcas nacionais ou já estabelecidas no mercado. Realizadores Convencionais, pragmáticos, conscientes de marca. Batalhadores Alegres, tendenciosos, imitam aqueles que têm prestígio. Experimentadores Impacientes, impulsivos, espontâneos. Fazedores Práticos, autoconfiantes, orientados para a família, menos impressionados por bens materiais. Lutadores Cuidadosos, conservadores, conformistas. Quadro 1 - Tipos de clientes a partir da segmentação psicográfica Fonte: Adaptado de Dias (2003) Portanto, após ler o quadro, podemos entender que quando a empresa conhece as características psicológicas de seu potencial cliente, os traba- lhos relacionados às estratégias de marketing poderão ser melhores estu- dadas pelos setores responsáveis. refLIta Você sabe qual tipo de consumidor você é? Considere o que aprendeu so- bre a segmentação psicográfica, e descubra em qual tipo você se enqua- dra a partir do Values and Lifestyles (VALS). fator antropoLógICo Fator relacionado a ques- tão de cultura de um povo ou grupo social. (MAR- TINS, 2009). fator aMbIentaL Tem a ver com o local onde as pessoas moram, trabalham, vivem. (MAR- TINS, 2009). fator psICoLógICo Está relacionado ao es- tado emocional das pes- soas, modo como foram criadas e tratadas desde a infância até o momento atual. (MARTINS, 2009). VaLues and LIfestyLes Programa de Valores de Estilo de Vida, em tradu- ção livre. (DA AUTORA, 2015). Introdução a MarketIng, CoMpras, Vendas e eVentos16 Na sequência, você aprenderá sobre segmentação socioeconômica. Confira! segMentação soCIoeConôMICa A identificação dessa segmentação dá-se a partir da divisão do mercado considerando a condição social e econômica da população, em que renda, posses de bens, profissão são determinantes para a empresa direcionar seu produto a esse cliente. (DIAS, 2003). Para melhor compreender o que é segmentação socioeconômica, acom- panhe o exemplo a seguir. eXeMpLo Pense na aquisição de um imóvel, há condomínios que são destinados à classe média alta, em que os apartamentos ou as casas são construídos em áreas nobres da cidade, com materiais de alta qualidade e pensando no conforto e lazer desse público exigente. Já em relação a um público de menor poder aquisitivo, é possível perceber que condomínios ou ca- sas são construídos em áreas onde a especulação imobiliária não é tão valorizada e os materiais utilizados para a construção dos imóveis são de acordo com o que o cliente-alvo conseguirá pagar. Você imagina o que seja segmentação por benefício? Dê sequência aos seus estudos e descubra se suas possíveis suposições estão corretas! Siga em frente! sEgMEnTAçãO POr bEnEfÍCiO Este tipo de segmentação precisa considerar a seguinte questão: quais necessidades os clientes buscam atender utilizando o produto ofertado pela empresa? Os benefícios dos produtos poderão satisfazer o cliente em diferentes es- feras, como por exemplo: social, física, emocional, observando aqui que muitas pessoas gostariam de obter vários benefícios em um mesmo pro- duto. (ROCHA, 1999). Acompanhe o exemplo a seguir para melhor compreender o que é seg- mentação por benefício. EXEMPLO: Ao adquirir um relógio, o cliente pode optar por um modelo que sirva, de acessório, à sua aparência mais despojada, informal, comprando mode- los mais coloridos, versáteis, diferente de um cliente que, ao comprar um relógio, opta por um modelo maisclássico, de metais como ouro, prata ou titânio, pretendendo transmitir mais sofisticação, elegância quanto ao seu estilo de vestir. Marketing e endoMarketing 17 A partir das segmentações aqui apresentadas, é possível observar dife- rentes benefícios que essas divisões trazem para a empresa, pois os clien- tes serão conhecidos e, assim, suas necessidades poderão ser atendidas. Finalizada a primeira estratégia de marketing de uma empresa, ou seja, a segmentação do mercado, agora é o momento de estudar o posicionamen- to do produto. Vamos ao próximo tema de estudo! 1.1.2. posICIonaMento do produto Para entendimento sobre como as empresas posicionam seus produtos no mercado se faz necessário conhecer previamente as classificações de produtos exemplificado no quadro a seguir. CLAssifiCAçãO dOs PrOdUTOs CLiEnTEs OU CArATErÍsTiCAs EXEMPLOs dE PrOdUTOs Produtos de consumo Pessoas físicas para seu benefício ou de sua família. Alimentos, roupas, móveis. Produtos industriais Adquiridos por empresas como insumos de produção ou para a realização de outros negócios. Materiais ou ferramentas para manutenção de equipamentos, material para escritório. Produto durável Tem vida útil determinada em nú- meros de anos. Carros, máquina de lavar. Produto não durável Produto consumido em curto tem- po, dias ou meses. Alimentos naturais – frutas e verduras – produtos que preci- sam ser mantidos na geladeira. Produto ampliado Além do produto, tem-se serviços agregados. Assistência técnica e treinamentos. Quadro 2 - Classificação dos produtos e seus clientes ou características Fonte: Adaptado de Limeira (2003) Perceba como o quadro exemplifica, segundo Limeira (2003), a classifi- cação de produtos, algumas de suas características e quais os possíveis clientes. Entendendo que cada empresa pode ser diferenciada em relação ao seu produto/serviço, iniciam-se as estratégias de posicionamento no mercado. Como entender o que é posicionamento de mercado no âmbito adminis- trativo? posicionamento é desenvolver a oferta e a imagem da empresa, visando a uma posição competitiva distinta e significativa nas mentes dos potenciais consumido- res. (kotler, 2008). A partir do posicionamento, as empresas surgem no mercado mostrando o que têm a oferecer ao cliente para satisfazê-lo. Essas empresas mostram o que é o seu produto, os benefícios e porque são melhores que o concor- rente. InsuMos Elementos essenciais para a produção de um determinado pro- duto ou serviço. Introdução a MarketIng, CoMpras, Vendas e eVentos18 Observe o quadro a seguir, perceba como são atribuídos os valores do produto/serviço, ou seja, perceba as razões pelas quais os clientes devem optar por determinada empresa. EMPrEsA/ PrOdUTO COnsUMidOrEs- ALVO bEnEfÍCiOs PrEçO COMPArAdO A COnCOrrEnTEs PrOPOsiçãO dE VALOr Perdue - frango Pessoas que já co- nhecem a qualidade do produto (frango). Maciez. 10% mais caro. Frango macio por um preço mais alto em relação aos concorrentes. Volvo- perua Pertencem à classe alta e buscam segu- rança. Durabilidade e segurança. 20% mais caro. Mais seguro para a família e durável. Domino’s - pizza Apreciadores de pizza. Rapidez e qualidade na entrega. 15% mais caro. Pizza quente, boa qualidade, prazo de 30 minutos na entrega. Quadro 3 - Exemplos de proposições de valor Fonte: Adaptado de Kotler (2008) O quadro apresenta os elementos necessários para a análise de posicio- namento do produto no mercado, em que aparecem: classificação do pro- duto (o quê?), público-alvo (para quem?) e os benefícios dos produtos (ca- racterísticas), preço (em relação aos concorrentes) e também a proposição de valor. A empresa precisa ter claro quais produtos e serviços ofertarão no mercado, conhecendo bem as características desse produto ou serviço. Atualmente a competição de mercado já não é feita por comparação de preço, cada vez mais as empresas oferecem valores intangíveis (aquilo que não é mensurável não é físico) em seus produtos. Na tabela, perceba o caso do Carro da marca Volvo: mesmo sendo 20% mais caro que o concorrente, os itens de segurança e durabilidade do produto são diferencias e o consu- midor procura e paga a mais para tê-los. pratICando Baseando-se no quadro 2, selecione cinco empresas Brasileiras e elabo- re um quadro classificando os tipos de produtos ou serviços produzidos ou oferecidos por essas empresas selecionadas. No quadro deve constar: nome da empresa, produto ou serviço que oferece e classificação desse produto ou serviço em durável, não durável, ampliado etc. A empresa acompanha o que o mercado está buscando, o que o cliente deseja, onde ofertar o produto/serviço por meio de estratégias de marke- ting. Uma dessas estratégias utilizadas é a pesquisa de mercado. Este será o seu próximo tema de estudo! Vamos lá? Marketing e endoMarketing 19 1.1.3. pesQuIsa – InforMações de MerCado As empresas, na sua maioria, para saber onde ofertarão e quem consu- mirá seu produto ou serviço, aplicam pesquisas objetivando a obtenção de informações do mercado. Kotler (1998) explica que a pesquisa de mercado faz parte da estratégia de marketing. A pesquisa de mercado tem a função de integrar o consumidor, o cliente e o público ao profissional de marketing por meio de informação – infor- mação usada para identificar e definir as oportunidades e os problemas de marketing, gerar, aperfeiçoar e a avaliar as ações de marketing, monitoran- do o desempenho de marketing facilitando o entendimento do marketing como processo. (AAKER; KUMAR e DAY, 2007). An dr ey Po po v ([2 0- -? ]) Nesta pesquisa se tem uma visão do mercado onde a empresa pretende atuar e para isso exige-se planejamento, coleta e análise dos dados obti- dos, conhecendo assim o mercado-alvo para, a partir daí, apresentar o pro- duto/serviço. Mesmo que essa pesquisa seja aplicada de forma simples, quando bem planejada, poderá servir de importante ferramenta para o êxito dos negó- cios. refLIta Parece bastante claro o porquê se vende mais botas femininas no inver- no do que no verão, certo? Mas em relação a outros produtos, como por exemplo, brinquedos, como essas empresas mostram e vendem seus pro- dutos para os clientes durante todos os períodos do ano? Você já parti- cipou de alguma pesquisa de mercado? Você já teve a oportunidade de opinar sobre um produto que poderá ser lançado em breve? Pense nisso, o quanto você, como cliente, pode fazer o diferencial no desenvolvimento do produto ou na prestação de um serviço! Introdução a MarketIng, CoMpras, Vendas e eVentos20 Agora que você já aprendeu sobre as características básicas da pesquisa de marketing, é hora de aprender como aplicá-la. Portanto, na sequência de seus estudos, você aprenderá sobre este tema. Vamos lá? apLICação da pesQuIsa Para que a aplicação dessa pesquisa de mercado possa realmente tra- zer respostas que venham contribuir com a empresa, durante os estudos e posteriormente a oferta de um produto ou serviço, alguns pontos precisam ser observados pela empresa e pelo aplicador da pesquisa. Na sequência, aprenda algumas dicas importantes. ■ Elabore um formulário adequado ao que a empresa pretende ofertar. ■ Procure elaborar pesquisas com questões objetivas e claras, assim será mais fácil dispor do tempo do cliente-alvo. ■ Consulte também a opinião de pessoas do seu ciclo social, e se for o caso dos colaborados da empresa. ■ Seja breve direcionando as perguntas sobre o desejo do cliente. A pesquisa de mercado é uma estratégia de grande valia para as empre- sas, no entanto, isso não significa que somente as respostas garantirão o sucesso. A pesquisa garantirá uma redução de riscos de que algo não saia como o esperado. A seguir, você estudará sobre quais ferramentas de marketing são aplicadas pela empresa com a finalidade de preparar o produto, determinar preços e formas de pagamentos, onde encontrar os produtos/serviços, como vender ecomo comunicar para o mercado o que está oferecendo. 1.2. CoMposto de MarketIng – 4 ps As estratégias de marketing, em uma empresa, precisam acompanhar o mercado, assim tal a importância que é dada aos compostos de marketing que são grupos de decisões para formar ofertas do produto que atenderá aos desejos dos consumidores alvo. (MENCK; MORIGUCHI, 2009). Para melhor compreender o que são esses grupos de decisão, na sequên- cia, acompanhe sobre cada um desses compostos: produto, preço, praça ou ponto e promoção. 1.2.1. produto Durante nossos estudos a palavra produto se faz muito presente. Afinal como podemos conceituar esse vocábulo? Marketing e endoMarketing 21 dp 30 10 ([ 20 --? ]) Pode-se entender produto como sendo algo ofertado para o mercado consumidor tendo como meta atender às necessidades ou aos desejos dos clientes. Importante relembrar que se entende produto também como um serviço ou ideia. (MENCK,2006). para kotler e armstrong (2007), produto é algo ofe- recido no mercado tanto para uso, consumo, satisfa- ção quanto para apreciação. Ao se determinar e oferecer um produto/serviço, é necessário pensar quais são suas características, os modelos que serão ofertados. É preciso ainda determinar qual o nível de qualidade desse produto/serviço, quais as garantias asseguradas, modelo de embalagem, entre outros. Na sequência, aprenda sobre o preço. 1.2.2. preço A partir de diversas pesquisas aplicadas aos consumidores, pode-se constatar que o preço ainda é o atributo mais relevante para o cliente. Uma prática comum é baixar os preços dos produtos/serviços para obter um nú- mero de clientes, porém é preciso observar que a constante redução de preços pode comprometer a rentabilidade do negócio na sua totalidade. (ROJO, 2003). Na etapa de atribuição de preços, a empresa definirá o valor do(s) produ- to/serviços, como será o processo de cobrança, prazos e condições. rentabILIdade É o retorno esperado de um investimento descontando custos, tarifas e inflação. Introdução a MarketIng, CoMpras, Vendas e eVentos22 refLIta Para que você visualize uma situação real de aplicação desse item, pen- se nos momentos em que você se deparou com empresas oferecendo um produto ou um serviço, utilizando recursos que aguçavam o lado emocio- nal e financeiro do cliente. Pense naqueles casos “leve 3 e pague 2”. O preço é a avaliação do valor de um produto por parte da empresa que o está oferecendo. ( MENCK, 2009, p.79). Para que uma empresa possa estabelecer o preço para seu produto/ser- viço, é preciso definir em qual ou quais mercado(s) pretende atingir. Assim, você aprenderá, na sequência, sobre a importância de se estudar a locali- zação dos pontos de vendas para ofertar um produto ou da cobertura do serviço. 1.2.3. praça ou ponto Ao estudar essa ferramenta, a empresa primeiramente precisar entender que não basta apenas assegurar a qualidade do produto e determinar um preço adequado, mas que é fundamental estudar e identificar como levar o produto ao cliente. Precisa também saber quais caminhos o produto per- correu desde a sua concepção/produção até o consumo. (KOTLER; ARMS- TRONG, 2007). N as tc o ([2 0- -? ]) Marketing e endoMarketing 23 Quando se estuda como levar o produto até o cliente, as empresas não podem deixar de considerar fatores como: quanto de recurso dispõe, poder aquisitivo dos clientes, perfil de clientes em determinada região, cidade, país, hábitos de compra desses clientes, transporte, estoques, entre outros. Na sequência aprenda sobre promoções. Vamos lá? 1.2.4. proMoções Após você estudar sobre produto, valores, onde vender, chegou o mo- mento de conhecer o último composto, o promocional. É nas promoções que se iniciam as estratégias de como se dará a propa- ganda do produto/serviço, quais eventos podem ser realizados para mos- trar o produto e como atrair o consumidor. Atualmente, um dos aliados da estratégia de marketing são os recursos tecnológicos, com papel fundamental ajudando a proporcionar condições de tratamento especiais aos clientes. Por exemplo, uma empresa poderia proporcionar considerações especiais de pagamento a clientes assíduos com programas de pontuação. Em relação à propaganda, algumas ferramentas de comunicação de mar- keting são utilizadas, como por exemplo: revistas, rádio e TV. (SHIMP, 2009, p. 27). As empresas gastam cada vez mais em promoções e percebem que a questão não é o gasto para se promover e sim o quanto gastam e como esse dinheiro está sendo empregado na imagem e divulgação. Existem basicamente duas estratégias promocionais para as empresa. Conheça-as a seguir. Estratégia Característica Push (empurrar) Quando a empresa leva o produto para o consumidor. Pull (puxar) Quando a empresa estimula o consumidor a ir até o produto/ praça/ ponto de venda e pedir pelo produto/serviço. Quadro 4 - Estratégias promocionais Fonte: Adaptado de Rocha e Christensen (1999) Essas estratégias funcionam muito bem quando se tem um bom trabalho com o setor ou as empresas de publicidade. São nesses setores ou empre- sas que serão estudadas, planejadas, produzidas e executadas as comu- nicações e as campanhas de divulgação. Essas estratégias podem prever, inclusive, a exploração psicológica dos clientes. A seguir, você tem um apanhado geral do como são os quatro compostos de marketing. Introdução a MarketIng, CoMpras, Vendas e eVentos24 Mercado Potencial Praça Onde está o cliente? Onde estão os concorrentes? Como será realizado o transporte? Produto O que é? Nome? O que se espera dele? Quais as características? Qual a embalagem? Promoção Qual o tipo? Eventos? Propaganda? Onde será divulgado ou vendido? Quando divulgar? Preço Qual o valor? Qual o desconto? Quais os prazos de pagamento? Figura 1 - Os 4Ps do Marketing Fonte: Adaptado de Menck e Moriguchi (2009) pratICando Suponha que você está trabalhando em um supermercado de grande por- te e umas atividades que lhe competem é elaborar e implementar um ro- teiro de degustação de produtos que podem ser oferecidos aos clientes. Elabore um plano de divulgação desses produtos, com dias, horários, com o que será servido, como será o serviço, em que espaço do mercado fica- rão instalados. Muitas são as estratégias de marketing que podem ser utilizadas pelas empresas para atrair um cliente, um consumidor de um produto ou um ser- viço. Mas há um tipo de cliente muito especial e que merece atenção por parte das empresas. Você sabe quem é ele? Confira a resposta para essa pergunta no nosso próximo item a ser estudado: endomarketing. 1.3. endoMarketIng Durante os estudos deste conteúdo você perceberá que além da impor- tância dada ao marketing externo, visando aos clientes, as empresas ainda precisam observar como está o seu ambiente interno. Em outras palavras, isso significa saber como está a sua equipe de colaboradores e o que tem sido feito para aproximar empresa e funcionários. Marketing e endoMarketing 25 Cr ea ta s I m ag es ([ 20 --? ]) Nos âmbitos administrativo e produtivo, percebe-se que se faz necessá- rio uma ferramenta que auxilie na inter-relação empresa e funcionário para que o crescimento das organizações não seja prejudicado. A partir de agora você conhecerá qual ferramenta faz o papel de práticas de valorização do cliente interno. Mas, qual é o conceito de endomarketing? Acompanhe, na sequência de seus estudos, o que é endomarketing. 1.3.1. ConCeIto de endoMarketIng Devido ao crescimento industrial, após a Segunda Guerra Mundial, na dé- cada de 50, as organizações aumentaram sua demanda no mercado. As empresas, no geral, antes se voltavam para o produto e devido às ne- cessidades do mercado começam a se voltar para os clientes. Observando que também há o cliente interno, o endomarketing surge. Mas, afinal, qual é origem do termo endomarketing? Endo é uma palavra com raiz grega (édon) e significa dentro de. Ja co b W ac ke rh au se n ([2 0- -? ]) Introduçãoa MarketIng, CoMpras, Vendas e eVentos26 Com o que já se estudou sobre marketing, podemos, portanto, entender que endomarketing é o marketing interno, voltado para a própria empresa, em que se percebe a relevância do papel do funcionário quando se trata de surpreender e fidelizar clientes. Assim, surge a ligação ente cliente – produ- to - funcionários. (LAS CASAS, 2012). Essa ferramenta auxilia na relação de comprometimento com seus fun- cionários, resultando na solidificação das relações e ao final será refletido nas ações que estão sendo observados pelos clientes e mercado em geral. Provavelmente, você já ouviu falar ou já leu sobre as melhores empresas para se trabalhar. E como elas conseguem tal reconhecimento de seu pú- blico interno? A ferramenta endomarketing contribui para que as ações internas sejam aplicadas, avaliadas e compreendidas por sua equipe de trabalho. Acompanhe o fique por dentro que tratará sobre pesquisas realizadas com funcionários sobre a postura da empresa. fIQue por dentro Para conhecer a pesquisa realizada com funcionários, a respei- to da sua percepção em relação à empresa que trabalha, clique no link a seguir. Descubra também quais os critérios que servem como base de avaliação. Revista Exame, disponível em: <http://exame.abril.com.br/revis- ta-voce-sa/melhores-empresas-para-trabalhar/2014/>. A seguir leia sobre maneiras que possibilitam a execução de um progra- ma de endomarketing. Marketing e endoMarketing 27 1.3.2. CoMunICação CoM o pÚbLICo Interno: uMa InstruMento Que auXILIa no endoMarketIng Para que os clientes internos, ou seja, os funcionários saibam quais as propostas da empresa, as metas, o que pretende no mercado, qual a im- portância e como o colaborador pode contribuir para o sucesso da organi- zação e não menos importante, como o colaborador é visto pela empresa, o processo de comunicação, bem como suas ferramentas precisam ser efi- cientes. Quando o cliente interno percebe que faz parte da empresa, convence-se da importância do produto ou serviço prestado e se torna verdadeiro representan- te da organização, comunicando suas satisfações por meio do comprometimento e de ações também com o cliente externo. (Brum, 2000). A seguir conheça alguns instrumentos que auxiliam o endomarketing. ■ A empresa pode ter um jornal interno ou até mesmo divulgar infor- mações relevantes, num quadro mural pelo qual os colaboradores terão acesso ao que está ocorrendo com a empresa. ■ Programa de aproximação entre colaborador e o setor de gestão de pessoas. ■ Cartazes motivacionais, com conteúdo que possam fazer o colaborar acreditar que ele também é o responsável pelo sucesso da empresa. ■ Incentivar a constantes capacitações. ■ Proporcionar ambientes saudáveis e apropriados aos colaboradores, a fim de realizarem suas tarefas com satisfação. Lembrando que cada empresa encontrará meios que melhor atendam a suas necessidades, a partir do que foi estudado, pode-se perceber que o cliente interno motivado e valorizado estará contribuindo de forma signifi- cativa para a empresa. Assim os gestores precisam ter conhecimento dessa ferramenta essen- cial: o endomarketing. OrganizaçãO e arquivamentO28 ANOTAÇÕES 29técnicas • tipos de compras CiClo de CompraS. CapÍtulo 2 CompraS e VendaS compras e vendas 31 2.1. CoMpras O termo compra pode ser definido como a aquisição onerosa de uma coi- sa ou de um direito, pelo qual se paga determinado preço. E a gestão de compras é uma atividade fundamental para o bom gerenciamento das em- presas influenciando diretamente nos estoques e no relacionamento com os clientes (SIMÕES; MICHEL, 2004). O setor de compras é também grande responsável pelos resultados de uma empresa em face a sua ação de suprir a organização com os recursos necessários para a produção dos produtos ou prestação dos serviços aten- dendo assim ao mercado. (POZO, 2010). kl ap to m an ([ 20 --? ]) O setor de compras precisa estar atento não somente ao material e equi- pamentos que serão adquiridos para a empresa. Por isso, alguns critérios são necessários e considerados importantes para a realização de uma com- pra, dentre eles, destaca-se: a quantidade (produtos, peças, materiais) e os valores, priorizando qualidade e preço. Na sequência de seus estudos, estude sobre o ciclo de compras. 2.1.1. CICLo de CoMpras Um ciclo de compras corresponde a todas as etapas que constituem o processo de aquisição de matéria-prima, insumos, materiais que são indis- pensáveis para o andamento da fabricação dos produtos oferecidos pela empresa ou dos serviços que por ela são prestados a seus clientes. A seguir você conhecerá quais são essas etapas que o setor de compras, também denominado como suprimentos em algumas empresas, executa. Introdução a MarketIng, CoMpras, Vendas e eVentos32 Ciclo de compras 1. O setor recebe e analisa requisições para compra de materiais. 2. Em seguida, é realizada a seleção dos fornecedores. 3. Na sequência, é necessário fazer a cotação de preços (no mínimo três empresas). 4. Analisa-se as cotações (preço e prazo de entrega). 5. É escolhida a melhor condição e emitida a autorização de fornecimento de material (contrato de compra). 6. Realiza-se o acompanhamento dos pedidos. 7.Após receber e conferir as mercadorias, é autorizado o pagamento. Di eg o Fe rn an de s ( 20 15 ) Figura 3 - Ciclo de compras Fonte: Da autora (2015) A figura Ciclo de Compras destaca quais as etapas necessárias para a aquisi- ção de produtos ou serviços. Neste ciclo pode-se perceber incialmente a aná- lise da necessidade de comprar algo. Em seguida, faz-se a seleção dos forne- cedores, para então fazer a cotação com no mínimo três empresas. Após, os valores e critérios específicos nas cotações são analisados. No passo seguinte, deve-se escolher qual deles oferece os materiais/serviços de qualidade e que estão de acordo com as condições financeiras da empresa. Dando sequência ao processo, é emitida a autorização de fornecimento de material. A etapa se- guinte prevê o acompanhamento dos pedidos pelo setor de compras. Por fim, após o recebimento, é realizada a conferência das mercadorias solicitadas, au- torizando em seguida o pagamento do fornecedor. 2.1.2. IdentIfICação e seLeção de forneCedores A área de compras é a que estabelece e seleciona os melhores fornecedo- res do mercado que tenham condições de atender as necessidades da em- presa, observando valores e qualidade. Mas além dos critérios anteriores, o responsável pela ação de comprar, dentro de uma organização, precisa considerar outros pontos como: serviços pós-venda, suporte, localização do fornecedor e tempo que levará para obter o produto evitando falta de insumos. A ação de selecionar os fornecedores para a empresa pode ocorrer a par- tir de pesquisas em catálogos e revistas especializadas, de uma lista telefô- nica ou que é mais comum na atualidade, buscar empresas que possuem páginas na internet, além de obter informações com o setor de vendas. 2.1.3. ControLe de estoQue O controle de estoque serve para que a empresa tenha controle do que há no seu estoque, as entradas e saídas de insumos, ou seja, de matéria -prima e de produtos que precisam ser acompanhados. InsuMos Despesas e investi- mentos que contri- buem para a obten- ção de determinado resultado, mercadoria ou produto até o aca- bamento ou consumo final. O que é necessá- rio para produzir mer- cadorias ou serviços. compras e vendas 33 a ação de controlar o que está sendo produzido ou vendido é fundamental para evitar gastos desneces- sários com compras ou evitar transtornos durante o processo de produção de um produto. Lembrando que estoques sem giro, na indústria ou em comércios, resul- tarão em custos que impactarão nos lucros, nos resultados das empresas. Muito se estuda sobre gestão de estoques na área administrativa. A saú- de financeira da empresa está diretamente ligada a esse setor. A funçãoprincipal do controle de estoque é maximizar o uso de recursos envolvidos na área de logística da empresa. Assim, a administração adequada de ma- teriais coordena a movimentação de suprimentos com o que exige a produ- ção e a prestação do serviço. (POZO, 2010). An ne -L ou is e Q ua rf ot h ([2 0- -? ]) O controle de estoque é importante em uma empresa porque, a partir dessa ferramenta de gestão, tem-se um controle de possíveis desperdícios, compras desnecessárias ou equivocadas podendo comprometer a situa- ção financeira da empresa. Assim, existem diferentes tipos de estoques que podem auxiliar na organização da empresa, não somente física como também financeira. Você estudará sobre o sistema ERP, acompanhe! sIsteMas erp Dentro de algumas empresas são implantados sistemas informatizados de controle de estoques conhecidos como sistemas de ERP (enterprise resource planning – que em tradução livre significa algo como planejamen- to de recursos empresariais). Os sistemas ERP podem ser definidos como sistemas de informações in- terligados, adquiridos na forma de um pacote de software comercial, com a finalidade de dar suporte à maioria das operações dentro da empresa. São geralmente divididos em módulos que se comunicam e atualizam uma mesma base de dados central. Os sistemas ERP permitem ainda a utiliza- ção de ferramentas de planejamento que analisam o impacto das decisões de manufatura, suprimentos, finanças ou recursos humanos em toda a em- presa. (SOUZA, 2000). LogístICa É a área da gestão res- ponsável por prover recursos, equipamen- tos e informações para a execução de todas as atividades de uma empresa; administra o fluxo de materiais. suprIMentos Ação ou efeito de su- prir; acrescentamento, adição, suplemento. Introdução a MarketIng, CoMpras, Vendas e eVentos34 Também conhecidos como sistemas de planejamento de recursos em- presariais, têm a função de coletar dados de vários processos de negócios importantes nas áreas de manufatura e produção, finanças e contabilida- de, vendas e marketing e recursos humanos e depois armazenando-os em um único repositório central de dados. (LAUDON; LAUDON, 2007). Dentre as principais vantagens do uso de sistemas ERP estão a entrada de dados única, a centralização das informações, a redução de desperdí- cios e a redução de estoques, dentre outras. Na sequência, estude sobre os tipos de estoque! tIpos de aLMoXarIfado Há diferentes tipos de almoxarifado que podem ser adotados pelas em- presas de acordo com o que melhor atenda as suas necessidades. O setor de almoxarifado é responsável pela organização dos materiais, bem como pelo controle do que está sendo armazenado. Veja a seguir, no quadro, um exemplo de tipos de almoxarifados que po- dem existir em uma empresa. TiPOs dE ALMOXArifAdOs Tipo Características Exemplos Almoxarifado de matérias- -primas Por matérias-primas entende-se material básico que receberá um processo de transformação dentro do setor fabril. Laminados de aço, madeiras, resinas etc. Almoxarifado de materiais auxiliares Materiais auxiliares são os agregados que participam do processo de trans- formação da matéria-prima dentro da fábrica. Rebolos, lixas, ferramentas etc. Almoxarifado de manutenção Almoxarifado de manutenção é onde são armazenadas as peças que servem de apoio à manutenção dos equipamentos e estrutura física. Materiais de escritório, parafusos, lâmpadas etc. Almoxarifado intermediário Material intermediário são as peças que estão em processo de fabricação e irão compor um produto final. As grandes montadoras automotivas são abastecidas por empresas me- nores, e essas produzem partes do produto final, separadamente e en- viam para as grandes montadoras. Lá são armazenadas em estoques intermediários e assim abastecem a linha produção. Exemplos: motores, estofamentos etc. Almoxarifados de acabados Almoxarifados de acabados é onde estão estocados os produtos prontos e embalados que serão enviados aos clientes. Produtos já finalizados. Exemplo; carro já montado e testado etc. Quadro 6 - Tipos de almoxarifados Fonte: Adaptado de Pozo (2010) compras e vendas 35 O quadro acima ilustra como manter o estoque de uma empresa orga- nizado de acordo com suas necessidades e demandas, pois não se pode esquecer que um dos objetivos do estoque é auxiliar a empresa a atender seus clientes sem que ocorram transtornos tanto no processo de fabrica- ção do produto como no processo de vendas. Na sequência, aprenda sobre o registro de estoques. regIstro de estoQues As empresas, muitas vezes utilizam softwares específicos que auxiliam no controle e registro de estoques. A seguir segue o modelo de um formulário que contém os itens que são relevantes para que a pessoa que é responsável pelo setor de almoxarifado controle a entrada e saída de materiais. fiCHA dE COnTrOLE dE EsTOQUE Nome do produto Código do produto/ material Unidade de consumo (Kg, m, peça) Endereço de localização no almoxarifado Quantidade de entrada do produto/ material Quantidade de saída do produto/ material Responsável pelo registro Figura 4 - Modelo de ficha de controle de estoque Fonte: Da autora (2015) O modelo de ficha de controle de estoque exemplifica quais itens podem compor esse documento para que haja organização no controle de merca- dorias/produtos na empresa. O objetivo da ficha de controle de estoque é controlar a movimentação das entradas e as saídas dos materiais de esto- que, como produtos e matérias-primas, por exemplo. Os registros de entra- da devem ser feitos quando se recebe os materiais; já os registros de saída devem ser feitos com base nas requisições de materiais. Esse controle com a ficha controle de estoque auxilia na gestão de mercadorias em casos de auditorias internas. Aproveitando essa necessidade de organização do que é produzido ou adquirido pela empresa, você estudará, em seguida, sobre os tipos de com- pra. 2.1.4. tIpos de CoMpras Quando você está inserido na área de compras de uma empresa ou de um comércio, por exemplo, é possível conhecer a diversidade de clientes, bem como suas características, necessidades, motivações. Introdução a MarketIng, CoMpras, Vendas e eVentos36 Lu m in aS to ck ([ 20 --? ]) Por isso, há estudos que nos mostram quais os tipos de compras existen- tes hoje e como somos influenciados quanto ao consumo. A seguir você estudará sobre os diferentes tipos de compras. Vamos lá? ■ Compra planejada: quando o consumidor prepara, antecipadamente, uma lista dos produtos a serem adquiridos. Este tipo de compra tem uma característica mais racional, pois leva em consideração a disponibilidade dos produtos, seus preços e condições de pagamento. A empresa precisa manter a variedade de produtos no estoque e os preços precisam estar próximos dos praticados pela concorrência, já que o consumidor tem o hábito da pesquisa nesse tipo de compra. ■ Compra por impulso: ocorre quando um consumidor decide, dentro da loja, comprar algo que não estava previsto, seja na lista escrita no papel, ou na intenção da visita. Para incentivar a compra por impulso, as empresas investem em técnicas de exposição e promoção de produtos na loja, e ainda há toda uma preocupação com o visual dos ambientes interno e externo do estabelecimento. ■ Compra por sugestão ou influência do vendedor: neste tipo de compra, há interatividade do cliente com um ou mais funcionários da loja. O vendedor da empresa convence o cliente a levar um determinado produto, contido ou não numa lista prévia, utilizando- se de argumentos. Para que esse tipo de compra ocorra, os vendedo- res precisam ser bem treinados e incentivados. ■ Compra comparada: está relacionada a produtos, geralmente, com ciclo de consumo mais longo. Ocorre dentro de uma mesma loja, a partir de comparações de marcas ou especificações técnicas diferentes, que vi- sam atender a uma mesma necessidadedo consumidor. Um exemplo de compra comparada é a de produtos de puericultura, como mamadeiras, chupetas e acessórios, mas também podem ser citadas escovas para ca- belos, alicate de unha, prendedores etc. Este tipo de compra exige mais tempo para o comprador e, dessa forma, a colocação dos produtos deve ser planejada para evitar problema de fluxo dentro da loja. ■ Compra de maior ou menor envolvimento: o envolvimento da compra se mede a partir da percepção do cliente quanto ao investimento naquele produto, a importância emocional e o grau de exclusividade da proposta. Quanto maior for o investimento, mais exclusivo e importante emocionalmente será o produto para o cliente, maior o envolvimento da compra. A compra de produtos de maior envolvimento fortalece o relacionamento do cliente com a empresa, fazendo com que ele continue retornando à loja, mesmo que por outros motivos. (AZEVEDO, 2012). compras e vendas 37 Estudados os tipos e as compras mais comuns, pode-se perceber os dife- rentes tipos de comportamento dos clientes, onde buscam satisfazer seus desejos e necessidades ou até mesmo adquirir um produto por influência da mídia ou de um vendedor eficiente. Na sequência de seus estudos, no entanto, você estudará sobre uma mo- dalidade de compra bastante específica. Siga em frente e aprenda sobre a licitação. 2.2. LICItação Licitação é um procedimento administrativo, ou seja, uma série de atos sucessivos e coordenados, voltada, de um lado, a atender ao interesse pú- blico, pela escolha do negócio mais vantajoso para atender a Administra- ção Pública, e de outro, a garantir aos administrados, a oportunidade de disputar entre si a participação em contratações que as pessoas adminis- trativas entendam realizar com os particulares. (RODRIGUES, 2014). Ao se adotar uma licitação por melhor técnica ou técnica e preço, os ór- gãos públicos se amparam no que diz a legislação Brasileira. Os tipos de licitação previstos poderão ser adotados, por autorização ex- pressa e mediante justificativa eventual da autoridade da Administração. Convocando, para fornecimento de bens e execução de obras ou presta- ção de serviços dependentes de tecnologia de domínio restrito, atestado por autoridades técnicas de reconhecida qualificação. Nos casos em que o objeto admitir soluções alternativas e variações de execução, com reper- cussões significativas sobre sua qualidade, produtividade, rendimento e durabilidade, estas podem ser adotadas à livre escolha dos licitantes, na conformidade dos critérios objetivamente fixados no ato da convocação (BRASIL, 1993). De acordo com a Lei n. 8.666/93, em seu artigo 6º, a licitação para obra de grande vulto é aquela cujo valor estimado seja superior a 25 vezes o limite da concorrência de obra e serviço de engenharia (art. 23, I, “c”, da Lei). O li- mite, atualmente, é de R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais). Assim, esse tipo de obra tem valor estimado superior a R$37.500.000,00 (trinta e sete mil e quinhentos mil reais). (BRASIL, 1993). Você percebe que existem diferentes tipo de licitação? A seguir, você apren- derá sobre a modalidade de licitação aplicada às obras públicas. Confira! 2.2.1. ModaLIdades de LICItação para obras pÚbLICas As obras públicas devem ser licitadas pela modalidade cabível em face do valor estimado de contratação, previsto no art. 23, I, da Lei n. 8666/93. Assim, para obras públicas cujo valor: ■ não é superior a R$ 15.000,00: dispensa de licitação; ■ está entre R$15.000,00 e R$150.000,00: convite; ■ está entre R$150.000,00 a R$1.500.000,00: tomada de preços; ■ é acima de R$1.500.000,00: concorrência. As obras públicas não podem ser licitadas por pregão (Lei n. 10.520/2002), já que o art. 1º desta lei menciona a possibilidade de adoção desta modali- dade para bens e serviços comuns. Para que você aprenda quais as modalidades de licitações mais comuns e suas respectivas características, leia o quadro a seguir. pregão O pregão é a modali- dade de licitação para aquisição de bens e serviços comuns em que a disputa pelo for- necimento é feita em sessão pública, por meio de propostas e lances, para classifica- ção e habilitação do li- citante com a propos- ta de menor preço. Introdução a MarketIng, CoMpras, Vendas e eVentos38 TiPO dE LiCiTAçãO CArACTErÍsTiCA EXEMPLOs Concorrência Exige requisitos de habilitação (exigidos no edital), já na fase inicial, comprovados documentalmente. Uma empresa estrangeira que não atue em território brasileiro só poderia participar de uma concorrência aqui se possuir um representante legal no país. Tomada de preços É a espécie que necessita de um certificado do registro cadastral (CRC), ou seja, necessita comprovar os requisitos para participar da licitação até o terceiro dia anterior ao término do período de proposta. A escolha do fornecedor mediante a oferta de preços ocorre a partir de um cadastro prévio dos interessa- dos, em que serão analisadas a situação e a conformi- dade da empresa. Convite Não requer publicação de edital. Os interessados são ca- dastrados ou não, são escolhidos e convidados em número mínimo de três licitantes. Essa licitação é utilizada para compras pequenas - até R$ 80 mil no caso de materiais e serviços e até R$ 150 mil para a execução de obras de engenharia - que atendem, em geral, as necessidades do dia a dia dos governos Federal, Estadual ou Municipal e das empresas públicas. Concurso Ocorrerá a escolha de trabalho científico, artístico, ou técni- co com prêmio ou remuneração aos vencedores, conforme o edital publicado na imprensa oficial com antecedência mínima de 45 dias. A escolha do vencedor será feita por uma comissão julgadora especializada na área. Comumente utilizada para a escolha de projetos ar- quitetônicos, por exemplo. No concurso, há a institui- ção de prêmio ou remuneração aos vencedores, que não possuirá um caráter de pagamento aos serviços prestados e sim de incentivo, sendo que o pagamento do prêmio ou remuneração estará condicionado a que o autor do projeto ceda os direitos relativos ao seu trabalho. Leilão Esse tipo de licitação versa sobre a venda de bens inservíveis para a Administração Pública, de mercadorias legalmente apreendidas, de bens penhorados e de imóveis adquiridos pela Administração por dação em pagamento ou por medida judicial. Leilão é o que ocorre com carros apreendidos pelo DETRAN. Os proprietários são notificados antes de os veículos serem leiloados, e caso não retirem os veículos e regularizem a situação dos mesmos, os bens são leiloados. Pregão Foi instituído pela lei 10520/02, e versa sobre a aquisição de bens e serviços comuns (serviços cujos padrões de desem- penho e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital). Podem ser adquiridos por meio de pregão, por exem- plo, os bens e serviços comuns. Incluem-se nesta categoria as peças de reposição de equipamentos, mobiliário padronizado, combustíveis e material de escritório e serviços, tais como limpeza, vigilância, serviços de informática e transporte entre outros. Pregão Eletrônico O Pregão Eletrônico é umas das formas de realização de pregão, apresentando as regras básicas que norteiam do Pregão Presencial. Caracteriza-se especialmente pela ausência da presença física do pregoeiro e dos demais licitante, já que a inteiração se dá por meio eletrônico. O pregoeiro e os representantes dos fornecedores classifica- dos entram numa sala virtual de disputa e os fornecedores oferecerão, em tempo real, lances sucessivos e de valor sempre decrescente. Essa modalidade de licitação contrata bens e serviços comuns como, por exemplo, a aquisição de material de escritórios, serviços de limpeza, aquisição de softwares, fornecimento de combustíveis à frota de veículos oficiais entre outros. Quadro 7 - Modalidades de licitação Fonte: Adaptado de Tribunal de Contas Da União (2011) compras e vendas 39 Portanto,pode-se observar o quanto é relevante a prática de licitações para a aquisição de bens ou prestação de serviços, contrato de obra, bem como concessão e permissão de serviços públicos. A licitação é um impor- tante instrumento na preservação e consolidação do princípio da igualda- de de todos perante a lei. Esse princípio entende que serão considerados para licitação todos os que possuem condições de satisfazer o interesse público, observando especialmente aspectos relacionados à capacidade técnica e econômico-financeira da empresa licitante, à qualidade do pro- duto e ao valor do objeto. Na sequência, você aprenderá sobre vendas. 2.3. Vendas Uma atitude correta e ética para com o cliente precisa fazer parte da ação de vender. Além disso, quando o consumidor necessita suprir suas neces- sidades ou atender a seus desejos, o vendedor é peça fundamental para reconhecer essas situações. Algumas condições que auxiliam na eficácia das vendas precisam ser ob- servadas como, por exemplo: treinamentos da equipe de vendas, disposi- ção adequada dos produtos, favorecendo uma circulação no ambiente e local adequado ao bem estar do cliente. Fu se ([ 20 --? ]) Na sequência, aprenda quais as técnicas de vendas. 2.3.1. téCnICas de Vendas Para se obter sucesso em uma venda, o profissional da área precisa fazer com que o cliente se sinta seguro e certo do produto ou serviço que está adquirindo. Nesse momento, é importante que as vantagens do que está sendo apresentado ao consumidor sejam argumentadas pelo vendedor. Evidenciando a qualidade do produto, vantagens de pagamento, opções de uso entre outros aspectos relevantes para o cliente. Introdução a MarketIng, CoMpras, Vendas e eVentos40 o conceito de venda é costumeiramente confundido com o conceito de marketing, o ato de vender nada mais é do que uma das partes integrante do marketing não a sua totalidade. Na sequência, há um modelo que representa as etapas do fluxo ampliado de marketing. Confira! Fabricação Pesquisa de Mercado O que o cliente deseja? Quais as necessidades do cliente? Serviço de pós venda Desenvolvimento do produtoVendas Distribuição Comunicação Testes piloto Di eg o Fe rn an de s ( 20 15 ) Figura 5 - Fluxo ampliado do marketing Fonte: Adaptado de Souza (2006) Observe o fluxo e perceba que a etapa de vendas é uma das últimas, mas não deixa de ser de suma importância para o sucesso dos negócios. Por- tanto, para que esse momento do oferecimento e venda do produto ocorra com êxito, algumas posturas precisam ser observadas e, se for necessário, aprimoradas pelo profissional de vendas. Acompanhe, a seguir, uma lista de ações que devem ser observadas pelo vendedor, segundo Souza (2006). ■ Lembre-se de que para muitas pessoas o velho ditado “a primeira im- pressão é a que fica” está muito presente em sua maneira de avaliar o outro que recém conheceu. Sendo assim, o cuidado com a sua ima- gem física, como roupas, cabelo, postura, também a sua linguagem no processo de comunicação são alguns dos fatores que auxiliarão para uma venda de sucesso. compras e vendas 41 ■ Ouça atentamente o cliente. Oferecer o produto é importante, porém se não for oferecido ao cliente o que ele veio buscar, pode deixar de se interessar pela empresa, descartando a compra. ■ Interaja com seu cliente, procure manter uma relação de confiança com ele. ■ Demonstre interesse naquilo que está sendo comunicado pelo clien- te, pois muitas vezes ele precisa falar de todo o contexto em que se encontra para então finalmente descobrir o que de fato precisa. ■ Sempre que possível procure manter contato com o cliente, seja uma visita, quando for o caso, ou até mesmo por telefone ou e-mails. O serviço pós-venda pode levar a um relacionamento duradouro e fide- lizado por parte do cliente para com a empresa. ■ Lembre-se de que o que realmente o cliente busca é a satisfação, o benefício que o produto ou o serviço poderá lhe trazer. Saiba argu- mentar o que o cliente obterá após a aquisição do produto ou serviço. ■ Venda com entusiasmo, pois quando se está motivado seus objetivos se tornam mais próximos de você. Você precisa acreditar no que ven- de para que convença o cliente e mantenha seu bom humor. ■ Conheça o máximo possível sobre a empresa e o produto que está oferecendo para que, em casos de questionamentos por parte do cliente, você consiga responder de forma clara e objetiva. ■ Apresentações muito longas sobre o produto podem cansar ou até mesmo desmotivar o cliente a efetuar a compra. No contexto em que vivemos, as pessoas buscam objetividade, clareza e eficiência nos serviços que buscam. A partir do que foi colocado anteriormente pode-se entender que é um erro a empresa acreditar que o mais importante é a hora somente da ven- da, pois assim o cliente não voltará. No momento da venda procure prati- car as estratégias de marketing estudadas até o momento. Neste capítulo, você estudou sobre a importância das empresas inves- tirem em estratégias e metas para que tenham sucesso em suas vendas. Você aprendeu que para isso ocorrer, é necessário investir em treinamen- tos da equipe. Como estratégias para obtenção de êxito nas ações de ven- das ainda é importante analisar e estabelecer metas com e para a equipe de vendedores, entre outras iniciativas que venham a incentivar o vende- dor. Ainda viu que a administração de compras é uma atividade essencial para que haja um eficiente gerenciamento das empresas, influenciando diretamente no setor de estoque. Introdução a MarketIng, CoMpras, Vendas e eVentos42 resuMIndo De maior ou menor envolvimento Identificação e a seleção de fornecedores Compras e vendas Compras Vendas Controle de estoque Licitação Ciclos de compras Tipos de compras Comparadas Por impulso Por sugestão ou influência Programada Di eg o Fe rn an de s ( 20 15 ) 43clientes internos • clientes externos relacionamento • benefícios • ética CapÍtulo 3 atendimento atendimento 45 3.1. atendIMento e tIpos de CLIentes Durante este capítulo você terá oportunidade de conhecer sobre os tipos de atendimentos, os meios de comunicação possíveis com os clientes e a postura que as empresas precisam observar ao entrarem em contato com seu mercado consumidor. Gu id oV ro la ([ 20 --? ]) Além disso, aprenderá que, caso o cliente ou público-alvo deseje manter algum tipo de comunicação, seja pessoalmente, por telefone, por correio eletrônico ou outro tipo de correspondência, a linguagem a ser utilizada e a postura adotada fazem parte da política da empresa e devem respeitar o código de ética da instituição, bem como respeitar seus valores. Ao atender a um cliente, a postura positiva deve fazer parte da empresa ou de quem a representa. Assim, você iniciará seus estudos com uma breve introdução do que é atendimento ao cliente. Segundo dalledone (2008), em virtude da grande com- petitividade no mercado, para a empresa manter um bom atendimento ao cliente está além de um sorriso no rosto durante o relacionamento entre as partes. para um bom atendimento ao cliente é necessária a combinação entre os seguintes elementos: qualidade, eficiência, custo do produto, distribuição e rapidez. Esses elementos são propiciarão um ambiente que facilitará a conquista da fidelidade do cliente. Existem dois tipos de clientes, basicamente: cliente interno e cliente ex- terno. Aprenda quais as características desses dois tipos, na sequência de seus estudos. Cliente interno: é a pessoa que faz parte do quadro de colaboradores, que é responsável por desenvolver alguma atividade dentro da empresa, independente da função exercida. Como visto no capítulo anterior sobre endomarketing, a empresa precisa oportunizar um ambiente salubre e agradável para que o colaborador se sinta parte da organização. saLubre Saudável, higiênico, que serve para conser- var ou restabelecer a saúde ao corpo. Introdução a MarketIng, CoMpras, Vendas e eVentos46 asorganizações precisam satisfazer seus funcioná- rios, pois a gestão da qualidade total em uma orga- nização depende fundamentalmente da otimização do potencial humano, e isto depende de como se sentem as pessoas que trabalham nessa empresa. (CHiaVena- to, 2005). Cliente externo: é a pessoa que efetuará a compra dos produtos e servi- ços que são oferecidos, é o mercado-alvo da empresa. Mas quem são essas pessoas? São as que se interessam ou necessitam do produto ou serviço que a empresa oferece. São as pessoas que podem se tornar consumidores frequentes, que indicarão a empresa a conhecidos, amigos e familiares. Ka m ag a ([2 0- -? ]) O cliente externo será responsável pelo êxito financeiro dessa organiza- ção. Por isso, lembre-se do que estudamos sobre segmentação de merca- do; este é um tema fundamental para que as empresas conheçam seu pú- blico-alvo. Estudando os clientes externos, podemos classificá-los de acordo com suas posturas. Para que a postura adequada seja aplicada durante os aten- dimentos, é importante conhecer os diferentes tipos de clientes. Acompa- nhe, no quadro a seguir, a exposição das características dos diversos tipos de clientes. atendimento 47 TiPOs dE CLiEnTEs CArACTErÍsTiCAs COMO LidAr COM ELEs Impaciente Compulsivo(a), insulta o atendente quando contrariado(a), faz comentários de mau gosto. Seja breve e educado ao atendê- -lo(a). Inteligente Sabe de tudo e não gosta de argumen- tos fracos. Não omita informações, esteja sempre bem informado(a) e seguro(a) ao falar. Barganhador Busca insistentemente obter vanta- gens. Analise a fala do(a) cliente para que possa argumentar com convicção. Detalhista Quer saber detalhes, tem dificuldades para associar ideias, não entende como funciona. Explicar calmamente, muitas vezes repetir a informação já repassada. Confuso Muda de opinião várias vezes, indeciso. Apresente o serviço ou produto de forma convincente, e seja paciente. Agressivo Costuma discutir por qualquer coisa, costuma fazer críticas abertamente, tudo é motivo para discussões. Não interrompa a fala do(a) cliente, não lhe diga que está nervoso(a), use frases que possam acalmar a pessoa, como: “Farei o possível para resolver o problema.” Quadro 2 - Tipos de clientes Fonte: Adaptado de Pilares (1999) Existem ainda outros tipos que clientes que são estudados na área de Marketing. Para ter sucesso em uma venda, quem trabalha diretamente com o clien- te ou consumidor precisa conhecer os comportamentos que esse grupo as- sume no momento em que decide adquirir algo (produto ou serviço). Uma abordagem correta favorece a efetivação e o êxito durante uma venda, re- sultando até mesmo na fidelização do cliente. Quando se identificam os comportamentos variados dos clientes, o vendedor poderá agir de manei- ra eficiente, respeitando o perfil de cada um. Agora que você já conhece os diferentes tipos de clientes, precisa apren- der como atendê-los adequadamente, não é mesmo? Siga em frente e aprenda sobre os diferentes tipos de atendimento. 3.2. tIpos de atendIMento A seguir você conhecerá os tipos de atendimento e qual a postura ade- quada do profissional ao entrar em contato com o cliente. Introdução a MarketIng, CoMpras, Vendas e eVentos48 3.2.1. atendIMento pessoaL O atendimento pessoal demanda constantes investimentos, pois é preci- so manter um ambiente físico bem estruturado, com pessoas capacitadas para atender aos clientes. RL P ro du ct io ns ([ 20 --? ]) A postura e o tom de voz do atendente também precisam ser observados. Seguem algumas dicas que são essenciais para que o cliente saia com uma boa impressão de quem o atendeu. Acompanhe. ■ Cuide da sua aparência física, como manter os cabelos arrumados, usar roupas discretas, quando não disponibilizado um uniforme, ma- quiagem suave. ■ Procure manter contato visual com o cliente e mantenha um tom de voz calmo e firme. ■ Sempre cumprimente o cliente e chame-o pelo nome. ■ Ouça com atenção o que o cliente está falando. ■ Demonstre bom senso e equilíbrio emocional. ■ Use linguagem clara, mesmo sendo um produto ou serviço muito téc- nico, procure saber o que o cliente conhece do produto para melhor explicá-lo ou encontrar a melhor solução. ■ Não cruze os braços durante o atendimento. ■ Mantenha uma distância adequada do cliente para que esse não se sinta desconfortável. ■ Evite os vícios de linguagem e gírias (“vou subir lá em cima no esto- que”, “né?”, “eu vou ir lá ver”). ■ Caso você não possa ajudar ou não lhe compete tal pedido, encami- nhe o cliente a quem possa ajudá-lo. ■ Não meça esforços para satisfazer o cliente, adotando uma postura ética. ■ Sempre se despeça do cliente. Quando você trabalha com atendimento pessoal, a tranquilidade e a qua- lidade do seu atendimento podem fazer toda a diferença para a empresa. Muitos clientes se tornam fiéis a uma marca ou serviço devido à satisfação com o produto adquirido ou pela excelente qualidade do serviço prestado. atendimento 49 3.2.2. atendIMento teLefônICo Ao prestar atendimento ao cliente por meio telefônico, os responsáveis precisam ter cuidados com algumas regras essenciais, para que o serviço possa ser prestado com qualidade e resulte na satisfação do cliente. An dr ey Po po v ([2 0- -? ]) Conheça, na sequência, algumas ações, descritas por Pablo de Paula (2013), acompanhe! ■ Tenha cuidado com os ruídos: algo que é extremamente prejudicial ao cliente são as interferências, ou seja, tudo aquilo que atrapalha a comunicação entre as partes. ■ Fale no tom certo: use um tom de voz que seja minimamente com- preensível, evitando desconforto para o cliente que por várias vezes é obrigado a “implorar”. ■ Atenda o telefone o mais rápido possível: o ideal é atender o telefone no máximo até o terceiro toque. Ao fazer isso, você demonstra afabili- dade e empenho em tentar entregar para o cliente a máxima eficiência. ■ Nunca cometa o erro de dizer “alô”: o ideal é dizer o nome da organi- zação, o nome da própria pessoa seguido ainda, das tradicionais sauda- ções (bom dia, boa tarde etc.). Além disso, quando for encerrar a con- versa, lembre-se de ser amistoso, agradecendo e reafirmando o que foi acordado. ■ Tenha sempre papel e caneta em mãos: a organização é um dos prin- cípios para um bom atendimento telefônico, haja vista, que é necessário anotar o nome da pessoa e os pontos principais que foram abordados. fIQue por dentro Para conhecer um pouco mais sobre a postura adequada de quem trabalha com atendimento telefônico, leia o texto Etiqueta: dicas de atendimento ao telefone. Disponível em: <http://economia. uol.com.br/planodecarreira/ultnot/infomoney/2007/12/26/ ult4229u1195.jhtm>. Introdução a MarketIng, CoMpras, Vendas e eVentos50 Quando se trabalha com atendimento telefônico, pense que a pessoa do outro lado da linha espera um atendimento que o satisfaça. Satisfazer o cliente requer consciência e educação por parte do atendente, pois você também é a imagem da sua empresa. 3.2.3. atendIMento eLetrônICo As empresas, devido ao espaço que a tecnologia vem ocupando nas esfe- ras sociais e profissionais, estão investindo e valorizando as oportunidades que o atendimento eletrônico traz para as corporações. Sendo a internet uma ferramenta ágil e que atinge várias áreas e com gran- des repercussões no mercado, é essencial que a empresa observe as vanta- gens, como redução de gastos e otimização do tempo que pode obter a partir do momento em que é percebida pelo cliente e se mantém no mercado. An dr ey Po po v ([2 0- -? ]) Quando se visita, por exemplo, um site de uma empresa, pode-se obter muitas informações sobre o produto ou serviço prestado. Muitos clientes prezam pela comodidade e pela praticidade que os serviços virtuais dispo- nibilizam. o atendimento eletrônico se tornou um meio de co- municação de significativa relevância para a empresa. Para quem trabalha com esse tipo de atendimento algumasdicas são im- portantes, confira. ■ Leia com atenção o que o cliente escreve e expõe como necessidade ou dúvidas. ■ Seja transparente nas informações repassadas. ■ A etiqueta da internet alerta para o prazo de respostas de e-mails: má- ximo 24 horas. ■ Procure cumprir o que a empresa e o cliente acertaram; busque solu- ções rapidamente. O atendimento, quando não satisfatório para o cliente, pode ser fatal para a empresa. Isso porque constata-se que uma crítica ou um comentário negativo, se postado em redes sociais, como Facebook, Youtube ou Twitter, faz com que as empresas percam alguns clientes. Esse tipo de atendimento está muito presente em diversos setores, como: telefonia, empresas que disponibilizam serviços como distribuição de energia elétrica, alimentação, entre outros. atendimento 51 forMas de atendIMento eLetrônICo Com a expressiva presença da tecnologia no mundo do trabalho, as em- presas estão se voltando às mais diversas formas de atender a seus clientes e mercado-alvo. A seguir, você será apresentado a alguns dos meios mais comuns nesse tipo de atendimento ao cliente. fOrMAs dE ATEndiMEnTO ELETrÔniCO FORMA PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS ALGUMAS VANTAGENS E-mail Serve como ferramenta de relaciona- mento de curto e longo prazo. Cria-se um banco de dados com infor- mações úteis para o desenvolvimento do negócio. Chat Importante canal de comunicação, deixando de ser apenas usado no entretenimento; é dinâmico. Credibilidade, pois o cliente se sente seguro e confiante quando conversa com a empresa no momento em que deseja ou é importante. Permite mo- nitoramento: a empresa tem acesso ao número de pessoas que visitaram a página da empresa. Twitter Permite aos usuários enviar e receber atualizações de seus contatos. A empresa pode passar a ter segui- dores. Pode ser uma maneira de a empresa entrar em contato com seus clientes e ser conhecida, pois podem ser postadas novidades e interesses da empresa. Blog É um site cuja atualização é rápida, com artigos, posts. Geralmente tem foco em uma temática e é escrito por uma ou mais pessoas. Os leitores deixam comentários de forma a interagir com o autor. Aproxima a empresa do cliente. Excelente ferramenta para gerar comentários dos clientes. Facebook Um dos principais sites de relaciona- mento. É possível criar comunidades com interesses em comum. Os clientes costumam expor suas opiniões e críticas sobre produtos, marcas, diferentes assuntos. As mídias sociais se tornam cada vez mais canais de relacionamento com o cliente. Quadro 3 - Principais formas de atendimento eletrônico Fonte: Adaptado de Las Casas (2012) Vale ressaltar que não basta implantar diferentes meios de comunicação com o cliente, via internet, se todo esse serviço eletrônico não for monito- rado. Ao acompanhar o que está sendo enviado para a empresa por e-mail, ou pelas redes sociais, as empresas avaliam sua atuação no mercado e, caso for necessário, precisam adotar planos de ação para que o serviço seja adequado e satisfatório ao cliente e assim traga resultados financeiros es- perados. Introdução a MarketIng, CoMpras, Vendas e eVentos52 pratICando Faça uma pesquisa com cinco colegas de trabalho ou de escola, para saber qual tipo de atendimento eletrônico eles utilizam frequentemente. Per- gunte a eles quais as vantagens ou desvantagens desse tipo de comunica- ção com a empresa. Anote e compare as respostas, perceba se existe algum padrão, se as pes- soas com quem você conversou falaram, por exemplo, as mesmas desvan- tagens de determinada forma de atendimento. Há ainda outra modalidade de atendimento que exige muito preparo dos responsáveis, pois a excelência no atendimento poderá fazer a diferença nessa relação: o atendimento de reclamações. Aprenda sobre esse tipo de relação a seguir. 3.2.4. atendIMento de reCLaMações É necessário ficar atento a todas as manifestações por parte do cliente. Muitas vezes os clientes têm razão em suas colocações e os argumentos podem auxiliar a empresa a melhorar. As empresas precisam aprender a administrar as críticas e recebê-las com maturidade, sob pena de afastar o cliente, caso não consigam controlar as reações negativas. PI KS EL ([ 20 --? ]) Algumas ações, quando colocadas em prática pelas empresas que cos- tumam monitorar e/ou receber reclamações dos clientes, podem auxiliar para que seja possível encontrar a melhor solução para as reclamações, críticas ou sugestões. atendimento 53 A seguir você encontrará uma lista com as principais regras que devem ser observadas ao se administrar as reclamações no processo de comuni- cação com o reclamante. ■ Ouça, seja por telefone ou pessoalmente, com atenção as reclama- ções ou sugestões que estão sendo comunicadas pelo cliente. ■ Leia atentamente as reclamações ou sugestões que estão sendo co- municadas pelo cliente. ■ Procure entender o ponto de vista do cliente. ■ Caso seja necessário, reconheça o que está deficiente em seu produ- to ou na prestação do seu serviço, pois o cliente poderá lhe auxiliar para que a empresa aprimore seu trabalho. ■ Fazer com que o cliente espere por uma solução pode causar mais transtornos para a empresa, pois há várias maneiras de manifestar a insatisfação com um produto ou empresa. Portanto, agilidade é sinô- nimo de sucesso. ■ Manter a calma, ser gentil e prestativo são atitudes que sem- pre auxiliarão no processo de comunicação com o reclamante. eXeMpLo A Komeco, no Brasil, em agosto de 2014, atingiu pontuação máxima em um dos sites de reclamações sobre produtos, serviços ou atendimento. Tal classificação foi possível devido ao eficiente trabalho da equipe de pós-venda da empresa que atendeu prontamente a todas as reclamações registradas no site da empresa e em outros canais disponíveis. Esse tra- balho foi reflexo da preocupação da Komeco, no Brasil, com seus clientes buscando excelência no atendimento ao consumidor, pois coloca em prá- tica a visão da empresa que é se tornar marca referência em qualidade de atendimento por meio de melhor serviço, tanto em instalação quanto em assistência técnica. Sendo o cliente a razão de existir da empresa, quando tomadas atitudes positivas e satisfatórias para quem adquire o produto ou o serviço presta- do, a empresa crescerá e resistirá num mercado tão competitivo em que vivemos nas últimas décadas. regIstro de atendIMento Caso o cliente tenha a necessidade de registrar sua reclamação, as em- presas precisam manter um canal para que tal registro ocorra. Esse canal é conhecido como Registro de Atendimento ao Cliente - RAC. Essa ferramen- ta proporciona um relacionamento entre empresa e cliente, e nela poderão ser registradas diversas manifestações, como críticas, sugestões, reclama- ções, entre outros. O registro pode ser realizado por meio da internet ou diretamente na empresa, a partir de formulários específicos. Introdução a MarketIng, CoMpras, Vendas e eVentos54 ay ze k ([2 0- -? ]) Outra maneira de atender o cliente e registrar a comunicação é a partir do Serviço de Atendimento ao Consumidor – SAC – por telefone. As ligações ao SAC são gratuitas. fIQue por dentro Quer aprender mais sobre Serviço de Atendimento ao Consumidor? Aces- se o link a seguir e conheça o documento que regulamenta e fixa as nor- mas gerais sobre esse serviço. Disponível em: <http://www.planalto.gov. br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/decreto/d6523.htm>. Em meio a um mercado tão competitivo, é necessário um diferencial para se conquistar novos clientes, atendê-los satisfatoriamente e torná-los fieis à empresa. Assim, há um assunto muito explorado na área de marketing que é o encantamento do cliente. Veja, a seguir, como isso ocorre e sua importância para as relações entre cliente e empresa. 3.3. atendIMento e enCantaMento do CLIente Após a leitura dos itens anteriores, é possível observar que quanto me- lhor nosso atendimento ao cliente, melhores serão os resultadospara a empresa. E, além da satisfação do cliente, é importante encantá-lo, resultando na fidelização desse que é um dos maiores responsáveis pela continuidade do negócio. Mas, para que isso possa ocorrer, algumas práticas devem fazer parte da empresa a fim de que surja o encantamento por parte da clientela. atendimento 55 Kh en g ho T oh ([ 20 --? ]) Para encantar um cliente, segundo Jorge Alberto Nobre (2007), a empre- sa precisa surpreender de forma positiva, satisfazer as necessidades e os desejos do cliente e para que isso ocorra atitudes como servir de exemplo, comprometimento de todos da empresa, saber ouvir o cliente, trabalhar em equipes, investimento no capital humano, entre outros, devem fazer parte da identidade da empresa. Se você parar e analisar os produtos e serviços que estão disponíveis no mercado, a maioria deles é muito parecida e os clientes estão cada vez mais exigentes. Para reter e conquistar novos clientes, o marketing utiliza diversas ferramentas. A satisfação do cliente pode ser obtida em uma única transação, mas a fi- delidade se conquista a longo prazo. Nada garante que um cliente satisfei- to recusará as ofertas da concorrência. Porém, um cliente fiel pensará mais vezes antes de buscar por outra empresa enquanto se tem uma empresa atual que tão bem lhe presta serviços. Os clientes, diante de ampla quan- tidade de opções, ficam confusos a quem recorrer, mas com toda certeza buscarão e se manterão fiéis àquele que melhor lhe atender. (MOUTELLA, 2003). Algumas atitudes são o diferencial para a empresa fidelizar seus clientes, como por exemplo: oferecer brindes que agreguem valor ao cliente, emitir cartões na data de aniversário do cliente ou no período de festas de fim de ano, promover eventos especiais, exposições, entre outros. Portanto, pode-se concluir que um cliente, quando encontra algo que o satisfaça, pode se tornar fiel, pois passa a confiar na empresa, ou na mar- ca, ou no produto adquirido, ou no serviço contratado, ocorrendo assim a fidelização. 3.3.1. pesQuIsa de satIsfação Uma das ferramentas que mede o nível de satisfação é a pesquisa de sa- tisfação. Esse tipo de pesquisa mostrará às empresas como tem sido sua atuação e como o consumidor avalia os produtos ou serviços que oferecem ao mercado. Após levantar essas informações e analisar o que está acontecendo no mercado, como o atendimento tem ocorrido para que o cliente seja ouvido, o nível de satisfação é medido. Introdução a MarketIng, CoMpras, Vendas e eVentos56 Há diferentes formas para se obter essas informações, como por exem- plo: por meio de entrevistas, utilizando redes sociais e questionários on -line. Observe, na sequência, um exemplo de pesquisa de satisfação do cliente externo. Pesquisa de satisfação Assinale com um X, a alternativa que melhor lhe retrate nossos serviços. Em relação à concorrência, como você classifica a qualidade de nossos serviços. ( ) Excelente ( ) Bom ( ) Satisfatório ( ) Razoável ( ) Ruim Quanto ao atendimento como você avalia nossos colaboradores? ( ) Excelente ( ) Bom ( ) Satisfatório ( ) Razoável ( ) Ruim Qual é a qualidade do atendimento de respostas do suporte técnico da nossa empresa às suas questões? ( ) Excelente ( ) Bom ( ) Satisfatório ( ) Razoável ( ) Ruim Di eg o Fe rn an de s ( 20 15 ) Figura 26 - Modelo de pesquisa de satisfação Fonte: Da autora (2015) No modelo de pesquisa de satisfação apresentado, o cliente, ao preen- cher o formulário, deverá analisar qual é o seu nível de satisfação com o produto ou serviço adquirido e o atendimento da empresa. Assim, no exemplo dado, o cliente assinalará apenas com um X a opção que melhor expresse sua opinião sobre determinada situação. Após aplicar a pesquisa, com as informações obtidas é possível fazer a tabulação das respostas, em forma de gráficos, por exemplo. Além disso, é possível, analisar como está o relacionamento da empresa com os clien- tes e a qualidade dos serviços prestados, levando em conta o exemplo da figura. A partir da análise das informações obtidas com o questionário, a empresa poderá elaborar ações para melhorar ou intensificar sua qualida- de no serviço prestado. atendimento 57 3.4. a IMportânCIa da étICa e da MoraL Bem, é impossível definir de uma única forma o que é ética. Provavelmente, você já ouviu falar ou até mesmo já estudou sobre a éti- ca. No entanto, o foco de seus estudos neste capítulo é a ética nos negó- cios. Vamos lá? 3.4.2. étICa e negóCIos Segundo Arruda, Whitaker e Ramos (2003), a Ética é a parte da Filosofia que estuda a moralidade das ações humanas, como boas ou más. Geralmente uma organização está norteada por princípios já estabeleci- dos por seus proprietários e sócios. Assim, o Código de Ética das empresas surge como um documento em que estão descritos os valores, as normas dessa organização. Nesse documento, tanto o cliente interno quanto o cliente externo poderá conhecer os comportamentos esperados por parte da empresa, além de sanções que podem vir a ser aplicadas caso seja ne- cessário. Br ia nA Ja ck so n ([2 0- -? ]) Independentemente do campo em que você atuará na empresa, os prin- cípios éticos repassados por seus pais, seus responsáveis, ou durante sua vida escolar deverão fazer parte de suas ações frequentemente. Lembre-se de que serviços e produtos oferecidos de maneira justa farão com que a empresa obtenha uma imagem positiva e satisfatória para todos os envol- vidos no processo, ou seja, cliente e empresa. Introdução a MarketIng, CoMpras, Vendas e eVentos58 resuMIndo Ét ic a no s ne gó ci os At en di m en to En ca nt am en to e fid el iz aç ão d o cl ie nt e Pe sq ui sa d e sa tis fa çã o Cl ie nt e in te rn o Co la bo ra do r Fu nc io ná ri o da em pr es a Cl ie nt e ex te rn o Pe ss oa q ue co m pr ar á o pr od ut o ou o se rv iç o of er ec id o Ti po s d e at en di m en to Pe ss oa l Te le fô ni co El et rô ni co De re cl am aç ão Di eg o Fe rn an de s ( 20 15 ) 59organização • procedimentos planejamento • custos CapÍtulo 4 eVentoS eventos 61 4.1. eVentos Na atualidade do mercado competitivo, o planejamento estratégico de uma empresa está diretamente ligado às estratégias de comunicação. Par- tindo desse pressuposto, o evento tem se tornado uma forma de comuni- cação dirigida utilizada pelas empresas na otimização de resultados e no relacionamento com seu público. m oo db oa rd ([ 20 --? ]) É possível, conforme visto no site Feiras Industriais, o conceito de even- to como “Acontecimento excepcional, de tempo determinado, gerador de grande envolvimento e mobilização de um grupo ou comunidade”. No site, ainda consta a afirmação de que “O sucesso do mercado de eventos é o seu formato, ele tem uma proposta promocional, tem curto espaço de tempo e ações integradas simultâneas atraindo o público-alvo interessado. Como atinge apenas e diretamente o público-alvo, é mais barato e eficaz que a propaganda”. (MASCH, 2012). a realização de eventos é uma ação que traz benefí- cios à empresa, pois tem como foco divulgar a marca, o produto da instituição e melhorar seu relaciona- mento com os clientes e fornecedores. essa é uma atividade que vem crescendo de maneira que sejam realizados eventos cada vez maiores e sofisticados demandando criatividade, exigindo assim profissio- nais bem preparados. Aprenda, com o quadro a seguir, alguns tipos de eventos. Introdução a MarketIng, CoMpras, Vendas e eVentosCoMpras, Vendas e eVentos62 TiPOLOgiA Almoço Desfiles cívicos Leilões Almoço network Dias específicos Megaevento Assembleia Encontro Mesa redonda Banquete Entrevista coletiva Mostra Braisntorming Eventos esportivos Network Brunch Eventos sociais Oficina Café da manhã Eventos no ecoturismo Outorga de títulos Casamento Excursões Painel Cerimônias posses Exposição PalestraChá da tarde Feira Roadshow Churrasco Festival Rodadas de negócios Coffee-break Formaturas ou colação de grau Salão Colóquio Fórum ou foro Semana Concílio Happy hour Seminário Conclave Inauguração de espaço físico Show Concursos Inauguração de retratos, bustos Showcasing Conferência Jantar Simpósio Congresso Jornada Vernissage Convenção Lançamento de livro Videoconferência Coquetel Lançamento de maquete Visita Debates Lançamento de pedra fundamental Workshop Desfiles Lançamento de produtos/serviços Quadro 4 - Tipos de eventos Fonte: Adaptado de Martin (2003) Para cada evento existe uma peculiaridade e cuidados específicos a se- rem observados no seu planejamento e na execução. Ainda neste capítulo, você aprenderá sobre alguns dos principais elemen- tos com que se deve tomar cuidado para que o evento seja um sucesso. fIQue por dentro Você sabia que a primeira feira de negócios propriamente dita foi a Fenit? A primeira Fenit foi realizada em 1958. Acesse o site e veja. Disponível em: <http://www.historica.arquivoestado.sp.gov.br/materias/ anteriores/edicao53/materia02/>. Na sequência, aprenda sobre orçamento. Coffee-break é uma expressão em inglês que significa «pausa para café”. Muitas vezes é um intervalo no meio de uma reunião, palestra, conferência, seminário, congresso etc. em que as pessoas fazem um lanche e convivem. O roadshow consiste em uma demonstração iti- nerante, com o objetivo de informar e mostrar o potencial de uma organi- zação, governo ou enti- dade, visando conquistar novos clientes, associa- dos ou parceiros. Showcasing são eventos expositivos produzidos por organizações, em- presas, geralmente com caráter de vendas. Workshop é uma reunião de trabalho ou um treina- mento, no qual os parti- cipantes discutem e/ou exercitam determinadas técnicas numa área espe- cífica. Vernissage é um evento cultural que reúne pinto- res, escultores e fotógra- fos. Um encontro prévio à inauguração de uma amostra de arte. Lançamento de pedra fundamental é uma so- lenidade simbólica em que se assinala a colo- cação do primeiro bloco de pedra ou de alvenaria simbolizando o início de determinada edificação. Geralmente, a pedra fundamental ocorre na inauguração de algum empreendimento de con- siderável importância. eventos 63 4.1.1. orçaMento Para realizar qualquer evento, um fator principal é a verba destinada a tal acontecimento. E esse recurso financeiro das empresas é proveniente do departamento de Marketing, que define os objetivos estratégicos de pro- moção de um produto ou serviço. Nesse caso, o evento pode ser uma ação de Marketing e deve fazer parte do plano estratégico de divulgação. Conhecer o orçamento disponível para eventos e sua proporção em relação ao total de marketing pode apoiar o promotor de eventos na tomada de decisão sobre a viabilidade do projeto e ações viabilizadas pelos custos. Orçamento de marketing Orçamento para vendas pessoais Orçamento de marketing Produto A Orçamento de marketing Produto B Orçamento de marketing Produto C Orçamento para planejamento de produto Orçamento para planejamento de distribuição Orçamento para planejamento de comunicação Orçamento para planejamento de preços Orçamentos para eventos Exposição da marca Relacionamento Vendas Orçamento para propaganda Orçamento para publicidade Orçamento para promoção de vendas Di eg o Fe rn an de s ( 20 15 ) Figura 13 - Fluxo da distribuição da verba de marketing até orçamento de eventos Fonte: Giacaglia (2007) Introdução a MarketIng, CoMpras, Vendas e eVentosCoMpras, Vendas e eVentos64 Na Figura anterior, é possível acompanhar o fluxo do orçamento destina- do ao marketing e suas ações. Em destaque temos os caminhos da distri- buição da verba de marketing até que se chegue ao orçamento de eventos em que é possível identificar o fluxo do orçamento com as verbas destina- das à propaganda, à publicidade, às vendas e outras ações. Nesse sentido, é possível perceber a importância de planejar bem os eventos, aplicando corretamente o dinheiro disponibilizado. Na sequência, você poderá observar um modelo de quadro desenvolvi- da para auxiliar no planejamento financeiro de um evento. A tabela ilus- tra como é possível organizar o orçamento destinado à organização de um evento, demonstrando algumas possíveis receitas (dinheiro), que subsi- diam as ações e do lado direito uma lista de possíveis custos (despesa) que eventualmente ocorrem em ações de marketing relacionadas a eventos. rECEiTA QUAnTiA dEsPEsA QUAnTiA Dotações Administração Doações Publicidade Patrocínio Custos do local Vendas de ingresso Equipamento Cachês Salários Programas especiais Seguro Descontos Autorizações Segurança Contabilidade Limpeza total total Quadro 5 - Exemplo de planilha de orçamento Fonte: Da autora (2015) Em relação à realização de um evento, você estudará, a seguir, a próxima etapa a ser planejada: reserva de espaço físico e recursos necessários. 4.1.2. reserVa de espaço e reCursos para a reaLIzação do eVento Ao planejar um evento, é preciso atenção no momento de escolher um local para a sua realização. Em algumas situações, esse é o ponto principal para despertar o interesse do público-alvo, para obter o apoio de patroci- nadores e até mesmo para o sucesso de vendas. (GIACAGLIA, 2007). eventos 65 No processo de escolha e reserva do espaço, os responsáveis pela realiza- ção de um evento precisam observar alguns critérios. ■ O local, o espaço, o ambiente têm proximidade com o cliente? ■ A estrutura está adequada ao que se propõe a empresa a oferecer ao cliente? Oferece, por exemplo, segurança adequada? ■ Os valores estão de acordo com orçamento disponibilizado pela em- presa? O local escolhido deve ter capacidade e infraestrutura adequadas para o evento proposto: salas, salões, estacionamentos, áreas de circulação, energia elétrica, sanitários, internet, ar condicionado, entre outros. Deve haver compatibilidade entre a capacidade total de participantes prevista, o conforto, a acomodação e a realização de todas as atividades propostas, além de acesso à infraestrutura turística local: hospedagem, aeroportos, rodoviárias, entretenimento, entre outros. (PASSOS, 2011). Aprenda, na sequência, sobre o apoio técnico. doCuMentos neCessárIos para a reaLIzação de eVentos Para realizar um evento, é preciso obter algumas autorizações de órgãos municipais e/ou estaduais. A autorização é necessária para garantir alguns aspectos de segurança exigidos pelas autoridades sejam respeitados. Caso isso não ocorra, não será possível realizar o evento. Para providenciar o alvará junto aos órgãos competentes, são necessá- rios alguns documentos, tais como os listados na sequência, confira! ■ Termo de responsabilidade preenchido e assinado. ■ Contrato e certificado da empresa de segurança contratada com as medidas que serão feitas por ela para deixar o local dentro das nor- mas. ■ Contrato de locação do local. ■ Laudo Técnico de Segurança e a Anotação de Responsabilidade Téc- nica. ■ Cópia de comunicação à Polícia e ao Corpo de Bombeiro da cidade. 4.1.3. APOiO TéCniCO Para realização de um evento, além do local, é preciso também de mão de obra e materiais que possibilitarão a funcionalidade e o sucesso do acontecimento. Existem dois tipos de matérias: recursos humanos e equi- pamentos. Na sequência, aprenda as características de cada um deles. Recursos humanos – relaciona os profissionais necessários para desen- volver o evento, como programação, atividades, infraestrutura, entre ou- tros. São eles: profissionais, palestrantes e treinamento. Equipamentos – todo dispositivo eletrônico usado no pré-evento, du- rante o evento e no pós-evento, como computadores, fax, telefones, im- pressora, microfones, entre outros. Um dos equipamentos essenciais para a realização de eventos são os audiovisuais. Esses equipamentos são aque- les que permitem a comunicação durante o evento.São exemplos de equi- pamentos audiovisuais: filmadora, som, data show, painéis, quadro negro ou branco, entre outros. Introdução a MarketIng, CoMpras, Vendas e eVentosCoMpras, Vendas e eVentos66 bi bi ph ot o ([2 0- -? ]) Definidos os recursos necessários, há outra ação que deve ser pensada como forma de interessar o cliente a participar do evento. Para isso é en- viado o convite que é o primeiro contato, a primeira impressão que os con- vidados terão do evento que está sendo oferecido. São os convites o próximo tema de estudo, vamos lá? 4.1.4. ConVItes Quando se organiza algum evento, pretende-se convidar aqueles que por ventura tenham interesse em participar, existindo inúmeras maneiras de se alcançar as pessoas realmente desejadas, já que uma organização deve empenhar seus esforços em satisfazer seus consumidores. (MCCARTHY; PERREAULT, 1997). Dessa maneira, na gestão de marketing de eventos, deve-se tomar cui- dado com alguns detalhes quando se pretende elaborar convites. A seguir, acompanhe alguns exemplos desses cuidados. a. Analisar as necessidades do mercado-alvo para definir os compo- nentes apropriados ao evento. b. Prever o público que assistirá. c. Determinar as atividades promocionais usadas para comunicar ao mercado-alvo sobre o evento. pratICando Elabore um e-mail marketing divulgando uma nova marca de roupa surf- wear. Abuse da criatividade e torne seu evento atrativo! eventos 67 As possibilidades de divulgação e alcance de um evento são inúmeras e dependem da verba disponível e do interesse em promover o evento. Um evento pode ser divulgado a um grande número de pessoas ou a públicos específicos. Pode, então, ser promovidos eventos corporativos com mídia aberta, em uma propaganda na TV, por exemplo, e atingir qualquer pessoa ou através de e-mail marketing para uma lista de pessoas específicas, um canal de divulgação mais fechado. (GIACAGLIA, 2007). Uma vez definido quem será o público-alvo do evento, há ainda um fator de suma importância para que seja assegurada a integridade física dos par- ticipantes: a segurança. Siga em frente e aprenda mais sobre esse assunto! 4.1.5. CredenCIaMento/segurança O credenciamento é um elemento fundamental para o evento e é a espi- nha dorsal de segurança, pois controla o acesso a qualquer área. Cr ea ta s ( [2 0- -? ]) Esse departamento fornecerá cartões de identificação personalizados (mais conhecidos como credenciais) para todos os funcionários (equipes, representantes da mídia, voluntários, prestadores de serviços e pessoas trabalhando no evento). (FIFA, 2014). 4.1.6. aLIMentação Os serviços de alimentação são um dos aspectos mais memoráveis de qualquer grande evento e por isso não se pode cometer erros. Esse depar- tamento apoia as operações de restaurantes e o controle de serviços de ali- mentação para o evento, como, por exemplo, fazer a verificação de proce- dimentos, cuidar da segurança alimentar, ajudar a garantir que os serviços contratados estão de acordo, dentre outros. (FIFA, 2014). Introdução a MarketIng, CoMpras, Vendas e eVentosCoMpras, Vendas e eVentos68 Ka ta rz yn aB ia la si ew ic z ( [2 0- -? ]) Alguns cuidados devem ser tomados quando se monta o cardápio de al- gum evento. Principalmente deve ser considerado o clima local, o horário da refeição, tempo destinado para o evento e o tema do evento. (BRASIL, 2013). 4.1.7. enCerraMento/regIstro do eVento O evento não termina quando o último convidado vai embora. Passadas as primeiras fases de planejamento e organização, e depois da execução (propriamente o evento), é fundamental verificar os resultados do evento. Em linhas gerais, é a hora de desmontar a estrutura física do evento, for- malizar os agradecimentos, prestar contas aos organizadores e apoiado- res, editar o material audiovisual arquivando a documentação. Importante redigir um relatório final com a análise crítica do evento e compartilhar os resultados. (BRASIL, 2013). Os registros de áudio e imagem gerados ao longo do processo contribuem como memória do evento e também como material de divulgação, possibi- litando também, junto ao material gerado, fomentar novos parceiros para futuros eventos, demonstrando a efetividade dos resultados obtidos com os clientes e ou fornecedores. É prudente monitorar a cobertura das mídias: artigos de jornais, registros na internet, registros em redes sociais, entre outros. eventos 69 resuMIndo N eg ó ci o s E ve n to s A p o io t éc n ic o O rç a m en to P la n ej a m en to R es er va s d e es p a ço s R ec u rs o s T ip o s d e ev en to s E xp o si çã o Fe ir a s S h o w C o n cu rs o Fu n çã o D iv u lg a r a m a rc a d a e m p re sa La n ça m en to d e p ro d u to s Di eg o Fe rn an de s ( 20 15 ) Raciocínio Lógico e anáLise de dados70 ANOTAÇÕES 71 palaVraS da autora Você chegou ao final da Unidade Curricular. Durante seus estudos, você pôde aprender sobre marketing e suas estratégias. A partir de agora, você já consegue observar as ações necessárias para que de fato ocor- ra o marketing na empresa para com seu produto/serviço prestado. Espero que, juntamente com outras habilidades, você possa aplicar esses conhecimen- tos e os utilize de modo a obter os melhores resultados. Sucesso e felicidade! roSSana CriStina SalVador palaVraS doS autoreS 73 roSSana CriStina SalVador Possui graduação em Letras Português/Inglês (Univille), especialização em Metodologia do Ensino da Língua Portuguesa e em Gestão de Pessoas, além de ser graduanda em Pe- dagogia (UFSC). Possui capacitação nas áreas de Empreendedorismo e Marketing e experiência no Ensi- no Médio e Técnico. Instrutora EaD e In Company. Atua na área desde 2000. ConHeCendo a autora ConHeCendo oS autoreS 75 reFerÊnCiaS reFerÊnCiaS ■ ARRUDA, Maria Cecília C.; WHITAKER, Maria do Carmo; RAMOS, José M. R. Fundamentos de ética empresarial e econômica. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2003. ■ AAKER, David A.; KUMAR, V.; DAY, George S. 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SENAI - DEPARTAMENTO NACIONAL uNIDADE DE EDuCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLógICA – uNIEP Felipe Esteves Pinto Morgado Gerente Executivo de Educação Profissional e Tecnológica Waldemir Amaro Gerente de Tecnologias Educacionais Nina Rosa Silva Aguiar Gerente de Educação Profissional e Tecnológica Fabíola de Luca Coimbra Bomtempo Coordenação Geral do Desenvolvimento dos Livros Didáticos Paula Martini Coordenação Geral do Programa SENAI de Educação a Distância SENAI - DEPARTAMENTO REgIONAL DE SANTA CATARINA Cleberson Silva Coordenação do Desenvolvimento dos Livros Didáticos Mauricio Cappra Pauletti Coordenação Educacional Maycon Cim Coordenação Núcleo Técnico e Assessoria e Consultoria em Educação Gisele Umbelino Coordenação Assessoria e Consultoria em Educação Kácio Flores Jara Técnico em Educação a Distância Michele Antunes Corrêa Coordenação Desenvolvimento de Recursos Didáticos Michele Antunes Corrêa Roberta de Fátima Martins Projeto Educacional Carlos Filip Lehmkuhl Loccioni Luiz Eduardo de Souza Meneghel Projeto Gráfico Rossana Cristina Salvador Elaboração Gustavo Lucas Alves Revisão Técnica Alda Yoshi Uemura Reche Inês Helena de Melo Pires Josilda Maria Carvalho de Barros Vitorio Donato Comitê Técnico de Avaliação Roberta Martins Design Educacional Diego Fernandes Ilustrações e Tratamento de Imagens Davi Leon Dias Diagramação Davi Leon Dias Revisão e Fechamento de Arquivos Luciana Effting Takiuchi CRB-14/937 Ficha Catalográfica Jaqueline Tartari Contextuar Revisão Ortográfica e Gramatical Jaqueline Tartari Contextuar Normalização