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FACULDADE ESTÁCIO DE SÁ – DIREITO
ESTÁGIO OBRIGATÓRIO I
_______________________________________________________________________________________________
AO JUÍZO DA … VARA CÍVEL DA COMARCA DE FORTALEZA / CE
Processo n°: …
CIRO SANTOS, brasileiro, divorciado, servidor público, portador da cédula de identidade RG n° …, inscrito no CPF nº …, residente e domiciliado na Rua … n°…, Bairro …, CEP n° …, na cidade de Fortaleza – CE, com endereço eletrônico …, representado neste ato por seu(sua) advogado(a) … OAB/…, legalmente constituído conforme instrumento de procuração anexo, com endereço profissional na Rua …, CEP n°…, Teresina – PI, para que sejam remetidas as notificações, com base no artigo 77, inciso V, do CPC, vêm, perante Vossa Excelência, com o devido respeito e vênia, apresentar a presente:
CONTESTAÇÃO EM AÇÃO DE ALIMENTOS
Em face de CAMILA SILVA, já devidamente qualificada nos autos, pelos fatos e fundamentos doravante expostos.
1.0 – DA VERDADE DOS FATOS
Camila Silva viveu em união estável com Ciro Santos por 12 anos, advindo o nascimento de Caio Santos Silva, que conta atualmente com seis anos de idade. Em novembro do ano passado, Ciro deixou o lar conjugal arcando com o pensionamento espontâneo de Caio de forma regular, realizando os depósitos em conta-corrente da Ré como demonstram os comprovantes, na quantia de R$ 2.000,00 (dois mil reais). 
Entretanto, Camila, por perceber mensalmente a quantia de R$ 10.000,00 (dez mil reais) líquidos, propôs Ação de Alimentos, pelo rito especial em face de Ciro, em trâmite na 1ª Vara de Família da Comarca de Fortaleza, em nome próprio, pleiteando receber 50% do seu salário, tendo em vista que Ciro, por também ser servidor público, perceber a quantia de R$ 8.000,00 (oito mil reais), e que a quantia paga por aquele não é suficiente para sustentar uma criação de Caio, sendo que os documentos juntados aos autos comprovam que as despesas do menor não ultrapassam o valor de R$ 4.000,00 (quatro mil reais).
2.0 – DOS FUNDAMENTOS JURÍDICOS
2.1 – PRELIMINARES PROCESSUAIS
2.1.1 – DA INCOMPETÊNCIA TERRITORIAL
A presente demanda apresenta incompetência territorial vez que foi protocolada no Juízo da Comarca de Fortaleza – CE, temos como regra para a ação de alimentos que a competência para processar e julgar a ação é do domicílio do alimentado, conforme dita o art. 53 do CPC:
Art. 53. É competente o foro: 
(…)
II – de domicílio ou residência do alimentando, para a ação em que se pedem alimentos; 
(…)
2.1.2 – DA ILEGITIMIDADE DA PARTE AUTORA
A autora da ação está postulando em nome próprio buscando proteger direito de outrem, restando assim configurada a sua ilegitimidade de figurar no polo ativo da demanda, vejamos a disposição do art. 18 do CPC:
Art. 18. Ninguém poderá pleitear direito alheio em nome próprio, salvo quando autorizado pelo ordenamento jurídico. 
Tendo em vista que o direito aqui pleiteado pertence ao alimentado, resta configurada a ilegitimidade da autora.
3.0 – DO MÉRITO
A responsabilidade de prover os alimentos do menor pertence a ambos os genitores, deste modo não deve o requerido arcar com o provimento integral das despesas, ficando demonstrado que a renda da parte autora é superior percebida pelo réu a mesma tem como cumprir com sua parte na responsabilidade com os cuidados de seu filho. Vejamos o entendimento do Código Civil:
Art. 1.566. São deveres de ambos os cônjuges: 
(…)
IV – sustento, guarda e educação dos filhos; 
(…)
Nesse sentido prescreve o art. 1695 do mesmo código:
Art. 1.695. São devidos os alimentos quando quem os pretende não tem bens suficientes, nem pode prover, pelo seu trabalho, à própria mantença, e aquele, de quem se reclamam, pode fornecê-los, sem desfalque do necessário ao seu sustento. 
Outrossim, o réu sempre esteve contribuindo com o custeio das despesas do seu filho, efetuando depósitos na conta da parte autora, em parcelas correspondentes a 50% do total, conforme o valor aferido pelos documentos juntados aos autos, não se furtando de sua obrigação como pai, sendo as mesmas suficientes para arcar com os custos da despesa de seu filho.
4.0 – DOS PEDIDOS E REQUERIMENTOS
Ante o exposto, o réu reclamada requer: 
a) o acolhimento da preliminar (dilatória) com a consequente remessa para o Juízo de Sobral/CE competente para processar e julgar a ação;
b) o acolhimento da preliminar (peremptória) com a extinção do processo sem julgamento do mérito;
c) no mérito, a improcedência do pedido autoral;
d) a condenação da Autora aos ônus da sucumbência (custas judiciais e honorários de advogado).
5.0 – DAS PROVAS
Requer a produção de todas as provas admitidas em direito, em especial as provas documentais e o depoimento pessoal da requerente.
Termos em que pede deferimento. 
Fortaleza – CE, (data) …
(nome) … OAB/…
_______________________________________________________________________________________________
ESTÁGIO I – 2022.2 – NPJ

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