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Ficha técnica sobre fototerapia (laser e LED): definição e diferenças entre laser e LEDs; indicações clínicas e contraindicações; técnicas de aplicação (pontual e por varredura) com fórmula de tempo; tabelas de densidade de energia e indicações por comprimentos de onda (660; 830/904; 400–470 nm).

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1 ALGETEC – SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS EM EDUCAÇÃO 
CEP: 40260-215 Fone: 71 3272-3504 
E-mail: contato@algetec.com.br | Site: www.algetec.com.br 
 
LABORATÓRIO DE ELETROTERMOFOTOTERAPIA 
FOTOTERAPIA: LASER E LED 
 
FOTOTERAPIA: LASER E LED 
 
 
 
Laser refere-se à denominação Light Amplification of Stimulated Emission of 
Radiation, traduzida como “Amplificação da Luz por Emissão Estimulada de Radiação”. 
Considerado uma forma de energia eletromagnética luminosa, o laser utiliza 
comprimentos de onda e frequências nas proporções da luz visível e da luz 
infravermelha dentro do espectro eletromagnético. Sua energia é transmitida por 
partículas luminosas, conhecidas como fótons. 
A irradiação de fótons de baixa energia (fototerapia) é gerada por laser de baixa 
intensidade (LLLT, Low Level Laser Therapy) ou por LEDT (Light Emmitting Diode 
Therapy). Justamente por conta da baixa energia emitida e baixa intensidade, a 
fototerapia produz efeitos fotoquímicos e bioestimuladores, não gerando aquecimento 
tecidual. A diferença entre ambos está na emissão da luz e em sua indicação para 
aplicação. Na prática, os aparelhos de laser são indicados para tratamentos mais 
pontuais e localizados. Já os LEDs dispersam a luz em um ângulo maior, sendo seu feixe 
de luz policromático, não colimado e não coerente, permitindo aplicação em regiões 
maiores. 
Para utilização em tratamentos de dor aguda e crônica, o laser deve ser aplicado 
em toda a área da lesão. Ao abordar os pontos-gatilho, o aplicador deverá ser mantido 
em contato suave e perpendicularmente à pele. Para ligamentos e estruturas 
específicas, deve-se manter o aplicador em contato com a pele e perpendicular à 
estrutura a ser tratada. Em articulações, é necessário que o paciente seja posicionado 
de forma que a articulação se mantenha aberta, favorecendo o alcance da energia nas 
áreas intra-articulares. 
Embora não haja efeitos danosos de aplicação do laser terapêutico relatados na 
literatura, a observação de precauções é importante, sendo contraindicada sua 
aplicação direta nos olhos, durante o primeiro trimestre de gravidez, em tecidos 
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neoplásicos, em placa epifisária, em pacientes com epilepsia, em pacientes 
fotossensíveis ou temporariamente sensíveis por efeito medicamentoso e em quadros 
hemorrágicos. 
Para tanto, existem duas técnicas de aplicação: pontual e de varredura, sendo 
que a aplicação pontual é comumente utilizada para tratamento em pequenas áreas 
lesionadas, enquanto a aplicação por varredura é usada em lesões de maior amplitude. 
Ambas podem ser utilizadas de forma combinada ou individual. 
O ajuste do tempo só é necessário na técnica de varredura, sendo calculado de 
acordo com a fórmula (1): 
 
 𝑇 (𝑠) = 
𝑑𝑜𝑠𝑒 𝑑𝑒𝑠𝑒𝑗𝑎𝑑𝑎 (
𝐽
𝑐𝑚2
) . á𝑟𝑒𝑎 (𝑐𝑚2)
𝑝𝑜𝑡ê𝑛𝑐𝑖𝑎 (𝑊)
 (1) 
 
A densidade de energia deve variar quanto à ação: 
 
Anti-
inflamatória 
Circulatória Analgésica Regenerativa 
1-3J/cm2 1-3J/cm2 2-4J/cm2 3-6J/cm2 
Tabela 1 – Variação da densidade de energia quanto à ação. 
 
Também pode ser determinada quanto à evolução da enfermidade: 
 
Superficial e 
aguda 
Superficial e 
crônica 
Profunda e 
aguda 
Profunda e 
crônica 
1-3J/cm2 3-9J/cm2 10-15J/cm2 15-20J/cm2 
Tabela 2 – Variação da densidade de energia quanto à evolução da enfermidade. 
 
O laser infravermelho (830nm e 904nm) atua mais profundamente e é indicado 
para processos inflamatórios, cicatrização tecidual, analgesia e reabilitação traumato-
ortopédica. Exemplos: úlceras de decúbito e escaras; cicatrização pós-operatória; lesões 
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musculares, tendíneas, ligamentares, capsulares e cartilagíneas; artrite; artrose; bursite; 
contusões, coluna vertebral e distorções; epicondilite; hematoma, dor crônica, 
drenagem linfática, pontos-gatilho, estiramento muscular, síndrome do túnel do carpo 
e tendinopatia. Sua potência média é de 20mW e pode ser aplicado no tratamento de 
lesões com profundidade maior do que 2cm e modo de emissão pulsado. 
O laser vermelho (660nm) tem atuação superficial, sendo utilizado no reparo 
tecidual, como cicatrizes recentes, dermatites, úlceras de decúbito, eczema, herpes, 
pós-operatório imediato e tardio. 
Para indicação dos LEDs, têm-se: 
 
• Faixa violeta-azul: tem efeitos bactericidas/fungicidas por liberação de 
espécies reativas de oxigênio que destroem fungos e bactérias. A faixa entre 
400-420 tem maior efeito bactericida, faixas que vão do 420-470nm têm 
menor efeito bactericida e o comprimento de onda 450nm tem efeito 
hidratante. 
• Âmbar (570-590nm) e vermelho (630-700nm): favorecem a cicatrização e a 
regeneração tecidual, sendo que o âmbar atinge a derme papilar e o 
vermelho, a derme reticular. 
 
Com base nos processos descritos, no laboratório virtual, prepare o ambiente e 
os parâmetros para a aplicação do laser terapêutico e da radiação de LED, conforme a 
patologia apresentada pelo paciente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
 
 
ABREU, M. F.; FAGUNDES, D. S. Ação da irradiação laser de baixa frequência (LLLT) sobre 
os mecanismos celulares envolvidos na reparação do tecido nervoso periférico. Revista 
Científica da Faculdade de Educação e Meio Ambiente, 2(2), 80-96, 2011. Disponível 
em: http://www.faema.edu.br/revistas/index.php/Revista-FAEMA/article/view/97. 
Acesso em: 26 set. 2020. 
 
FEITOSA, M. et al. Estudo histológico e biomecânico dos efeitos do laser terapêutico de 
baixa potência, 660nm, em defeito ósseo de tíbias de ratos. ConScientiae Saúde, 11(1), 
60, 2012. Disponível em: https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=92923617009. Acesso 
em: 26 set. 2020. 
 
JUNIOR, R. A. Q. C. Avaliação da efetividade do laser terapêutico e TENS na diminuição 
da dor em pacientes com lombalgia. [Tese]. Araçatuba: Universidade Estadual Paulista 
(Unesp), Faculdade de Odontologia, 2016. 
 
PRENTICE, W. E. Modalidades terapêuticas para fisioterapeutas: contribuição nos 
estudos de caso e atividades de laboratório. Porto Alegre: AMGH, 2014. 
 
SILVA, M. K. O. et al. A utilização do laser nos tratamentos fisioterápicos. Lecturas 
Educación Física y Deportes, Buenos Aires, v. 19, n. 196, p. 1-1, set. 2014. Disponível 
em: http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/11146. Acesso em: 26 set. 2020. 
 
 
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http://www.faema.edu.br/revistas/index.php/Revista-FAEMA/article/view/97
https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=92923617009
http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/11146