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Gnosia_e_Fitoterapia_-_Aula_2 (1)

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Aula 01
Apresentação da Disciplina de Farmacognosia
Aplicada e Fitoterapia (SDE3850)
Professora Ms: Ingrid Vicente Farias 2020-2
O que não é considerado medicamento 
Fitoterápico no Brasil ?
Chá
Homeopatia
Planta
Partes da planta
Cápsulas com 
planta rasurada
Chá
Chá
Legislação: RDC 277/2005 que Dispões sobre o Regulamento Tecnico para 
Café, Cevada, Chá, Erva-Mate e Produtos Solúveis.
2.2. Chá: é o produto constituído de uma ou mais partes de espécie(s) vegetal(is) inteira(s), 
fragmentada(s) ou moída(s), com ou sem fermentação, tostada(s) ou não, constantes de 
Regulamento Técnico de Espécies Vegetais para o Preparo de Chás. O produto pode ser 
adicionado de aroma e ou especiaria para conferir aroma e ou sabor. 
Chá é um alimento que não é obrigatório o registro na ANVISA
Existe uma lista de plantas que é permitido fazer e vender chás
http://portal.anvisa.gov.br/documents/33916/388729/Informe+T%C3%A9cnico+n%C2%BA+45
%2C+de+28+de+dezembro+de+2010/bc1fd4a8-447c-4445-8d70-2d57ac47e73a?version=1.1
http://portal.anvisa.gov.br/documents/33916/388729/Informe+T%C3%A9cnico+n%C2%BA+45%2C+de+28+de+dezembro+de+2010/bc1fd4a8-447c-4445-8d70-2d57ac47e73a?version=1.1
http://portal.anvisa.gov.br/documents/33916/388729/Informe+T%C3%A9cnico+n%C2%BA+45%2C+de+28+de+dezembro+de+2010/bc1fd4a8-447c-4445-8d70-2d57ac47e73a?version=1.1
Não é reconhecido pela 
legislação com um Chá, mas 
como Droga Vegetal. 
Legislação: RDC 10/2010, que dispõe sobre a 
notificação de drogas vegetais a ANVISA
Há a possibilidade do registro do Chá medicinal 
como Produto Tradicional Fitoterápico. 
http://portal.anvisa.gov.br/documents/33836/2816834/Notifica%C3%A7%
C3%A3o+de+Fitoter%C3%A1picos/fe25d450-b2ac-4be9-b84c-23ef8f2d95df
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2010/res0010_09_03_2010.html
http://portal.anvisa.gov.br/documents/33836/2816834/Notifica%C3%A7%C3%A3o+de+Fitoter%C3%A1picos/fe25d450-b2ac-4be9-b84c-23ef8f2d95df
http://portal.anvisa.gov.br/documents/33836/2816834/Notifica%C3%A7%C3%A3o+de+Fitoter%C3%A1picos/fe25d450-b2ac-4be9-b84c-23ef8f2d95df
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2010/res0010_09_03_2010.html
A dispensação de plantas 
medicinais é privativa das 
farmácias e ervanarias
Chás medicinais 
devem conter apenas 
drogas vegetais 
Para a manipulação não há uma 
norma especifica, tendo como 
exigência que o insumo venha 
de um fornecedor qualificado
Os fitoterápicos não são classificados como medicamentos, 
mas sim como alimentos, juntamente com chás, temperos, 
vitaminas e suplementos
Justificando um controle menos, aonde existe muita variabilidade e 
adulteração
Podendo ser separado em duas classes:
- Botânicos: Plantas, algas, fungos e suas partes; 
- Não botânicos: produtos de fermentação, substancia química 
purificadas e produtos homeopáticos 
Os fitoterápicos são classificados em dois grupos: 
• Medicamentos para uso Humano 
(Diretiva 2004/27/EC); 
• Fitoterápicos de uso Tradicional 
(Diretiva 2004/24/EC). 
Uso bem 
estabelecido
Uso 
tradicional
Principio 
Ativo
Substância ou classe química (metabolismo secundário) que é 
quimicamente caracterizada e com ação farmacológica conhecida 
e responsável, total ou parcialmente, pelos efeitos terapêuticos 
das plantas medicinais ou de seus derivados
Marcador
Substância ou classe química (metabolismo secundário) utilizado 
como referência no controle de qualidade da matéria prima 
vegetal e do fitoterápico, preferencialmente tendo correlação com 
o efeito terapêutico. 
Marcador Analítico Marcador Biológico
Analise Qualitativa e Quantitativa 
(presença e ausência / Teor)
Bioativo, sem ele o extrato não tem 
atividade, normalmente é o analítico
Fitocomplexo
Conjunto de todas as substâncias, originadas do metabolismo 
vegetal (primário ou secundário), responsáveis em conjunto pelos 
efeitos biológicos de uma planta medicinal ou de seus derivados. 
Fitofármaco
Substância isolada de origem vegetal, 
portanto, não é considerado fitoterápico. 
Droga Vegetal
Pulverizada
Derivado Vegetal≠
1. Seleção do 
Material 
Vegetal
Etnofarmacológica
Quimiotaxonômica
Randômica
1. Seleção do 
Material 
Vegetal
Aspectos 
Quimiotaxonômicos
Utilizam das 
características 
botânicas
De uma Família 
ou Gênero
Busca-se substancias da 
mesma classes de metabolitos
Para selecionar uma 
espécie deste grupo 
1. Seleção do 
Material 
Vegetal
Aspectos 
Quimiotaxonômicos
Taxus brevifolia planta que iniciou o estudo do Taxol
1. Seleção do 
Material 
Vegetal
Utilizam dos 
conhecimentos 
populares Busca de novos 
medicamentos 
(bioprospecção)
Estudos químicos 
e farmacológicos
+
Aspectos 
Etnofarmacológicos
2. Coleta e 
Identificação
Excicata
3. Estabilização Secagem
Desnaturação protéica
das enzimas celulares
Retirada da água; 
Impedir as reações de 
hidrólise; 
Crescimento microbiano.
3. Estabilização Métodos de Secagem
Secagem ao sol; 
Secagem a sombra;
Circulação de ar;
Secagem com ar 
aquecido;
Secagem à vácuo
4. Moagem
Reduzir, mecanicamente o material vegetal 
a fragmentos de pequenas dimensões
Armazenamento Extração
Moagem
Escolha do 
Moinho
Princípio de funcionamento
Características do Material Vegetal
Constituintes Químicos
RETIRAR, de forma mais SELETIVA E 
COMPLETA possível, as substâncias ou 
fração ativa contida na droga vegetal
5. Processos 
Extrativos
5. Processos 
Extrativos
Material vegetalMaterial vegetal Solvente 
(líquido extrator)
Solvente 
(líquido extrator)
Extração
Extrato
Extrato Concentrado
Extrato Seco
SecagemSecagem
Vaporização 
Concentração
Vaporização 
Concentração
Solvente orgânico 
ou inorgânico
RelaçãoRelação
Granulometria da 
matéria prima vegetal
Relação 
droga:solvente
Liquido extrator
Desenvolvimento tecnológico de um extrato ou sistema e a comprovação do uso popular
Método de extração Método de secagem
Melhor método de extraçãoMelhor método de extraçãoVariação das etapasVariação das etapas Perfil químico e biológicoPerfil químico e biológico
MACERAÇÃO
TURBOEXTRAÇÃO
PERCOLAÇÃOFRIO
INFUSÃO
SOXHLET
QUENTE
SISTEMAS ABERTOS
SISTEMAS FECHADOS
REFLUXO
DECOCÇÃO
29
5. Processos 
Extrativos
Maceração
Recipiente fechado; 
Temperatura ambiente;
Período de horas a dias;
Sem renovação do liquido extrator;
Não há esgotamento da droga.
Exemplo: Garrafadas
5. Processos 
Extrativos
5. Processos 
Extrativos
Percolação
Processo dinâmico
Arraste dos princípios ativos pela 
passagem continua do liquido extrator;
Leva a um esgotamento da planta através 
do gotejamento lento do material; 
Cuidar com o material do percolador
5. Processos 
Extrativos
Turboextração
Equipamento liquidificador ou Ultra-Turrax;
Extração realizada simultaneamente com a redução das partículas;
Força de cisalhamento em rotações de até 30.000 rpm;
Tamanho de partícula – dissolução do PA;
Tempo de extração reduzido;
Ótimo rendimento 32
5. Processos 
Extrativos
Infusão
Processo antigo e tradicional;
Adição de água fervente sobre o material vegetal, 
que fica tapado de 5-30 min;
Aplicável a parte vegetal mole;
Material vegetal rasurado ou pulverizado facilita a 
extração pela água; 
Exemplo: Chimarrão e os chás
5. Processos 
Extrativos
Decocção
O material vegetal e o solvente são levados a fervura 
até ebulição; 
Mantém a fervura por 10 minutos, gerando o decocto;
Instabilidade – devido ao aquecimento;
Aplicável a sementes, cascas e raízes. 
Extração por Soxhlet
Utilizada para extração com solventes 
orgânicos; 
Emprega menos solvente que as 
demais técnicas.
A cada ciclo o solvente entra em 
contato com o material vegetal.
5. Processos 
Extrativos
O processo de extração visa obter um extrato bioativo que 
não cause problemas ao usuário
Solvente atóxicos 
Água HidroetanólicoHexano Metanol 37
Líquido extrator: Solvente orgânico x Solvente inorgânico
5. Processos 
Extrativos
Extrai componentes lipofílicos
Água
Hidroetanólico
Hexano
Metanol38
Líquido extrator: Solvente orgânico x Solvente inorgânico
5. Processos 
Extrativos
Acetona Extrai componentes lipofílicos
CO2
Supercrítico
Extrai componentes lipofílicos. 
Resíduos atóxicos, mas o 
processo é caro
Extrai componentes lipofílicos 
e hidrofílicos
Extrai componentes lipofílicos e 
hidrofílico. Resíduos atóxicos, 
processo barato
Extrai componentes hidrofílico. 
Resíduos atóxicos, processo barato
Líquido extrator: Solvente orgânico x Solvente inorgânico
5. Processos 
Extrativos
Método de Secagem: Vaporização ou Concentração
6. Concentração 
dos extratos 
Obtenção do 
extrato mole
Obtenção do 
extrato mole
7. Secagem dos 
extratos
Secagem a frio: Liofilização
Obtenção do extrato secoObtenção do extrato seco
7. Secagem dos 
extratos
Secagem a frio: Liofilização
7. Secagem dos 
extratos
Secagem a quente: Spray Dryer Obtenção do 
extrato seco
Obtenção do 
extrato seco
8. Controle de Qualidade
O que é 
QUALIDADE?
É a propriedade que um 
produto apresenta em 
relação as características a 
ele projetadas, que 
asseguram o desempenho 
de uma determinada função
Por que produzir 
com qualidade? 
Eficácia e segurança do produto
Custo de produção
Imagem do Produto
O que é Controle 
de Qualidade?
É a verificação do cumprimento ou não 
de todas as exigências em relação a 
empresa para produzir com qualidade
8. Controle de Qualidade
1. Amostragem 2. Análise sensorial ou 
organoléptica
3. Identificação 
Botânica
4. Testes de 
Identificação
5. Testes de 
Pureza
6. Doseamento
Testes de 
Identificação
Doseamento
8. Controle de Qualidade
1. Amostragem
Analise da qualidade 
de um lote de MPV
Confiabilidade do 
resultado
✓ Todas as embalagens devem ser 
inspecionadas; 
✓ Avaliar condições do 
recipiente/embalagem; 
✓ Verificar dados no rótulo e embalagem;
✓ Observar alterações que afetem 
qualidade e estabilidade;
✓ Embalagens suspeitas devem ser 
amostradas em separado.
➢ 3 amostras iguais;
➢ Região Superior, intermediária e 
inferior;
➢ Quarentena/Aguardando laudo 
técnico;
➢ Procedimento de amostragem 
deve ser documentado 
8. Controle de Qualidade
1. Amostragem
8. Controle de 
Qualidade
8. Controle de Qualidade
2. Análise Sensorial ou Organoléptica
✓ Produto diferente do usual ---- Rejeição do Consumidor; 
✓ Aspecto visual, sabor e odor; 
✓ Profissionais treinados; 
✓ Amostra autêntica
8. Controle de Qualidade
3. Identificação 
Botânica
8. Controle de Qualidade
4. Testes de 
identificação
Identificação através de 
constituintes químicos
Reações químicas de caracterização
Caracterização cromatográfica
Verificar a presença de 
grupos de substâncias 
através de método 
simples, de rápida 
execução e baixo custo
Reações químicas 
de caracterização
8. Controle de Qualidade
4. Testes de 
identificação
Identificação através de 
constituintes químicos
Reações químicas de caracterização
Caracterização cromatográfica
Pesquisa de constituintes 
químicos indesejáveis
Reações químicas de 
caracterização (Reação 
de Bornträger –
Antraquinonas)
8. Controle de Qualidade
4. Testes de 
identificação
Identificação através de 
constituintes químicos
Reações químicas de caracterização
Caracterização cromatográfica
- Cromatografia em 
Camada Delgada; 
- Cromatografia Líquida; 
- Cromatografia Gasosa
Caracterização 
cromatográfica
Processo físico-químico de separação de 
componentes de uma mistura
Definição
É um método físico-químico de separação 
dos componentes de uma mistura, 
realizada através da distribuição e da 
relação entre a amostra com as outras duas 
fases, que estão em contato. 
Amostra
Fase móvel
Fase 
estacionária 
Cromatografia
História
Entende-se que alguns pesquisadores foram responsáveis pelo desenvolvimento do método 
porem Tswett é considerado o pai da Cromatografia
História
Após Tswett, a cromatografia seguiu evoluindo
Mikhael Tswett no seu experimento usou o 
extrato de folhas para separar os componentes, 
utilizando uma coluna recheada com carbonato 
de cálcio e alumina e como fase móvel 
diferentes solventes. 
Compreendendo melhor o método
Cor
Chrom
Escrita por cores
Graphe
Escrever
É um método físico-químico de separação dos componentes de uma mistura, 
realizada através da distribuição e da relação entre a amostra com as outras 
duas fases, que estão em contato. 
Amostra
Fase móvel
FM
Fase 
estacionária
FE 
Material inerte que 
forma uma camada de 
alta área superficial, na 
qual a amostra é 
depositada, 
aguardando a FM Solventes que irão 
passar através, sobre 
ou ao longo da FE
A separação se dá, pela diferença de 
AFINIDADE entre os 3 componentes
Amostra
FE FM
FE
FE
FE
FM FM
FM FM
FM FM
Mistura
Mistura
Composto 1 Composto 2
POLARIDADE
Fase Móvel
CROMATOGRAFIA 
GASOSA: FM é um gás
CROMATOGRAFIA SUPERCRÍTICA: 
FM é um vapor pressurizado
CROMATOGRAFIA 
LÍQUIDA: FM é um líquido
Mecanismo de 
Separação
Depende do tipo de FE e deve-se 
a transferência dos componentes 
da FM para a FE
Amostra
Fase móvel
FM
Fase 
estacionária
FE 
Mecanismos de Separação
A interação presente é devido a força eletrostáticas, envolvendo 
um processo de adsorção-dessorção; 
FE for um sólido, a adsorção do soluto ocorre na interface entre 
o sólido e a FM, por conta da presença de grupos ativos nas 
respectivas superfícies;
A dessorção do soluto implica na volta dele a FM
Mecanismo observado na CCD, CG e CL
FE: sílica e alumina
Mecanismos de Separação
A interação presente é devido ao equilíbrio de partição 
(solubilidade) entre duas fases líquidas; 
FE líquida espalhada na superfície de um suporte sólido ou 
inerte;
Processo intrafacial, uma vez que ocorre por absorção ou 
partição, que ocorre devido a diferença de solubilidade dos 
componentes da amostra na FE;
O composto pode voltar a FM, isso depende das respectivas 
volatilidade (FM gasosa) ou solubilidade na fase (FM líquida)
Mecanismos de Separação
FE é uma matriz que 
contém adicionados grupos 
funcionais ionizáveis. 
FM: solução ácida, básica ou tampão
Aplicação: análise de aminoácidos, ácidos orgânicos, peptídeos, purinas, nucleotídeos, carboidratos
Resina de trocador aniônico: 
carregada + na superfície
Resina de trocador catiônico: 
carregada – na superfície
fortemente aniônica (amina quater.)
fracamente aniônicas (amina prim.)
fortemente catiônica (sulfônico)
fracamente catiônicas (carboxílico)
Mecanismos de Separação
Processo mecânico; 
FE é uma matriz inerte com forma, tamanho e poros uniformes;
Não interação entre os componentes; 
Separação ocorre pois moléculas pequenas penetram nos poros 
da FE e as maiores são excluídas 
FE – Sephadex
Aplicação: proteínas, polímeros, carboidratos, 
Mecanismos de Separação
Separar moléculas especificas
FE ligante especifico;
Ligação reversível entre componentes e a FE; 
Aplicação: Amostras Biológicas, isolamento de proteínas 
Classificando o método Cromatografia
Planar
Papel CCD
Coluna
Líquida
Clássica CLAE ou CLUE
CSC Gasosa
CG CGAR
Técnica
FE / FM
Cromatografia Aberta
Cromatografia em coluna (adsorção)
FE é Fase Normal – SiOH;
FM: solventes de polaridade crescente
Aplicação: Isolamento de Compostos
Cromatografia Flash (pressão)
Cromatografia Centrifuga ou Chromatotron
Cromatografia planar centrifuga 
FE é Fase Normal – SiOH;
FM: solventes de polaridade crescente
Aplicação: Isolamento de Compostos com 
Rf próximos
Cromatografia em Camada Delgada
Cromatografia planar
FE é Fase Normal – SiOH;
FM: solventes de polaridade crescente
Aplicação: Analise qualitativa de amostras
Cromatografia em Camada Delgada
Cromatografia planar
FE é Fase Normal – SiOH;
FM: solventes de polaridade crescente
Aplicação: Analise qualitativa de amostras
Cromatografia em Camada Delgada
O solvente irá 
eluir devido ao 
mecanismo de 
capilaridade
Cromatografia em Camada Delgada
apolar
E
lu
iç
ão
polar
Ou eluição do solvente
Por que ocorre a 
separação?
Revelador
Cromatografiaem Camada Delgada
Físico: Luz ultra violeta no comprimento 
de onda de 254 ou 365 nm
Químico: usa-se reveladores 
cromogênicos, que em contato com as 
substâncias da amostra ficam coloridas
Biológicos: reações enzimáticas (DPPH) 
ou bacterianas (bioautografia) para 
tornar a mancha visível ou indicar 
atividade
Revelador
Cromatografia em Camada Delgada
Altura da eluição da FM (b)
Ponto de aplicação ou origem
Altura da Mancha 1 (a1) 
Altura da Mancha 2 (a2)
Altura da Mancha 3 (a3) 
Rf = altura da eluição da macha (a)
altura da eluição da fase móvel (b)
Rf - razão entre as distâncias percorridas pela 
substância e o fronte do eluente
Rf – fator de 
retenção
Cromatografia em Camada Delgada
Pontos importantes para se ter uma boa CCD
Ativação da placa de CCD antes de aplicar: 
- Sílica: por 30 min a 105 a 110°C
- Alumina por 10 min a 105°C. 
Saturação da cuba cromatográfica (antes de colocar a CCD); 
Placa cromatográfica inteira sem pontas ou ranhuras ou rachaduras.
Aplicação da amostra em ângulo a 90° e secar o ponto de aplicação
Respeitar o espaço entre a borda e o ponto de aplicação
Cromatografia em Camada Delgada
Pontos importantes para se ter uma boa CCD
Técnica e condição da Fase móvel (desenvolvimento, temperatura, distância 
percorrida pela Fase Móvel, quantidade da amostra)
QUAL O PROBLEMA? 
Fase Estacionária: Si F254
Fase Móvel: CH2Cl2:MeOH 
(30:70 v/v)
CH2Cl2
MeOH
COMO 
RESOLVER?
POLARIDADE
Cromatografia Líquida (CLAE e CLUE)
Separar e quantificar moléculas específicas
FE Fase reversa e Fase normal;
FM depende da FE; 
Tempo de retenção
Aplicação: Separação, Identificação, Quantificação de compostos
Cromatografia Líquida de Alta Eficiência e Cromatografia Líquida de Ultra Eficiência
Cromatografia Líquida
Detector
Sistema de Tratamento
de Dados
Bomba HPLC
Injetor
Precoluna
Coluna 
Analítica
Filtro em linha Scavenger
Reservatórios para 
os solventes
Ultra violeta 
Índice de refração
Massas
Fluorescência
Cromatografia Líquida FASE MÓVEL
injeção separação eluição
Fase 
estacionária
DETECTOR
Cromatografia Líquida
Amostra
FE FM
DEVE SER SEMPRE SOLÚVEL
NA FASE MÓVEL
NUNCA PODE SER 
SOLÚVEL NA FASE MÓVEL
SEMPRE SOLUÇÃO 
(LÍMPIDA e 100% 
MISCÍVEL)
Alta eficiência tamanho de 
partícula maior que 4,6 µm
Ultra eficiência tamanho de 
partícula menor que 4 µm
Cromatografia Líquida
Amostra
FE FM
DEVE SER SEMPRE SOLÚVEL
NA FASE MÓVEL
NUNCA PODE SER 
SOLÚVEL NA FASE MÓVEL
SEMPRE SOLUÇÃO 
(LÍMPIDA e 100% 
MISCÍVEL)
Alta eficiência tamanho de 
partícula maior que 4,6 µm
Ultra eficiência tamanho de 
partícula menor que 4 µm
FE FM
Polaridades 
Opostas
Cromatografia Líquida - FE
FASE NORMAL
F
lu
x
o
apolar
polar
polar
apolar
F
lu
x
o
FASE REVERSA
FASE NORMAL: FE mais polar que FM
Ex: sílica (SiO)
FASE REVERSA: FE menos polar que FM
Ex: C18 (sílica ligada a 18 C). 
Cromatografia Líquida - FE
polar
apolar
F
lu
x
o
FASE REVERSA
C18
C8
Estabilidade Comprimento, 
diâmetro interno e 
tamanho de partícula
Cromatografia Líquida – FE e FM
FASE REVERSA
HEXANO, 
DICLOROMETANO
ACETONITRILA, 
METANOL, ÁGUA
FASE NORMAL
SOLUBILIDADE FASE MÓVEL
O que eu quero 
analisar?
Cromatografia Líquida: Considerações
FM ISOCRÁTICA = composição da fase 
móvel não muda durante a análise. 
FM GRADIENTE = composição da fase móvel 
varia de acordo com a polaridade dos analitos.
Preparativo: sistema de CL para 
isolamento de compostos
Quantificação: sistema de CL para 
determinação do teor dos compostos
Cromatografia Líquida: Considerações
Resolução: separação entre os componentes;
Eficiência: Número de pratos teóricos (equilíbrio entre as duas fases)
Simetria dos picos: sem distorções frontais ou Posteriores (caudas)
Cromatografia Gasosa
Separar moléculas voláteis estáveis termicamente
FE solida e FM gasosa. 
Aplicação: óleos essenciais e compostos voláteis. 
Cromatografia Gasosa - FE
Coluna Capilar
Cromatografia Gasosa - Detector
• Ionização de Chamas (FID)
• Espectrometria de Massa (MS)
• Condutividade Térmica (TCD)
• Captura de Elétrons (ECD)
• Nitrogênio e Fósforo (NPD)
• Foto Ionização (PID)
• Fotométrico de Chama (FPD)
Mais 
comuns: 
Aplicação do método
Separação e Purificação de compostos 
Caracterização de compostos, através de 
comparação com padrões autênticos
Pureza da amostra
Quantificação ou teor
Cromatografia em Coluna 
CCD, CLAE e CG
CCD, CLAE e CG
CLAE e CLUE (não farmacopeico)
8. Controle de Qualidade
4. Testes de 
identificação
Reações químicas de caracterização
Caracterização cromatográfica
- Cromatografia em 
Camada Delgada; 
- Cromatografia Líquida; 
- Cromatografia Gasosa
Caracterização 
cromatográfica
8. Controle de Qualidade
4. Testes de 
identificação
- Cromatografia em 
Camada Delgada; 
- Cromatografia Líquida; 
- Cromatografia Gasosa
Caracterização 
cromatográfica
Extrato de Guaco (A e B)
Cada pico representa uma substância. A posição do pico identifica a 
substância e a altura do pico indica a concentração da substancia no 
extrato. Que será quantificado por uma curva de concentração
8. Controle de Qualidade
4. Testes de 
identificação
- Cromatografia em 
Camada Delgada; 
- Cromatografia Líquida; 
- Cromatografia Gasosa
Caracterização 
cromatográfica
Extrato de Guaco (A e B)
O extrato A é igual ao extrato B?
8. Controle de Qualidade
4. Testes de 
identificação
- Cromatografia em 
Camada Delgada; 
- Cromatografia Líquida; 
- Cromatografia Gasosa
Caracterização 
cromatográfica
Extrato de Guaco (A e B)
Não, mas são da mesma espécie porem 
de cultivares diferentes. 
8. Controle de Qualidade
4. Testes de 
identificação
- Cromatografia em 
Camada Delgada; 
- Cromatografia Líquida; 
- Cromatografia Gasosa
Caracterização 
cromatográfica
Extrato de Guaco (A e B)
A substância indicada pela seta, representa o marcador químico. 
Logo o CQ dessa planta deve ser feito com base no doseamento
8. Controle de Qualidade
4. Testes de 
identificação
- Cromatografia em 
Camada Delgada; 
- Cromatografia Líquida; 
- Cromatografia Gasosa
Caracterização 
cromatográfica
Extrato de Guaco (A e B)
Se o marcador for o indicado pela seta, podemos dizer que o 
extrato B, provavelmente será mais eficaz em relação ao extrato A. 
8. Controle de Qualidade
4. Testes de 
identificação
- Cromatografia em 
Camada Delgada; 
- Cromatografia Líquida; 
- Cromatografia Gasosa
Caracterização 
cromatográfica
Extrato de Guaco (A e B)
Caso se deseje produzir o fitoterápico com o extrato A, será 
necessário mais extrato pra atingir o teor do marcador indicado 
para posologia correta. 
8. Controle de Qualidade
4. Testes de 
identificação
- Cromatografia em 
Camada Delgada; 
- Cromatografia Líquida; 
- Cromatografia Gasosa
Caracterização 
cromatográfica
Extrato de Guaco (A e B)
Caso a seta em azul seja o princípio ativo e a laranja o composto tóxico, 
podemos esperar que a eficácia não se altere, porém, medicamentos 
preparados com o extrato B podem causar algum efeito adverso 
8. Controle de Qualidade
8. Controle de Qualidade
5. Testes de pureza
Determinar a quantidade 
de substância volátil de 
qualquer natureza
Determinação da 
Perda por Dessecação
8. Controle de Qualidade
5. Testes de pureza
Determinar a quantidade de 
substância residual não volátil
Determinação de 
Cinzas Totais
Cinzas Não-Fisiológicas
Material Estranho 
(areia/terra)
Cinzas Fisiológicas
Derivado de Tecido 
vegetal
8. Controle de Qualidade
6. Doseamento
Quantificação do 
Marcador Químico
8. Controle de Qualidade
6. Doseamento
Quantificação do 
Marcador Químico
8. Controle de Qualidade
6. Doseamento
Quantificação do 
Marcador Químico
8. Controle de Qualidade
6. Doseamento
Quantificação do 
Marcador Químico
8. Controle de Qualidade
Pesquisa de Contaminantes 
Microbiológicos
8. Controle de 
Qualidade
Preparações Extrativas
Alcoolatura
Preparação vegetal líquida, pelo 
processo de maceração a frio 
complanta fresca
Extrato Fluido
Preparação líquida de drogas vegetais por extração 
com liquido extrator apropriado ou por dissolução do 
extrato seco. Pode ser adicionado conservante.
Tintura
Preparação etílica ou hidroetílica resultante da extração de drogas 
vegetais ou diluição dos respectivos extratos. Obtido por maceração 
ou percolação, obedecendo uma proporção droga: solvente (1:10)
Formas Farmacêuticas
Líquidas
Solução
Xarope
Semissólidas
Creme
Gel
Sólidas
Pós
Cápsulas
Formas 
Farmacêuticas
Líquidas
Solução Xarope
Forma genérica; 
Pode ser uso oral ou tópico; 
mL ou gotas
Preparações Extemporâneas
Uso oral
No mínimo 45% de açúcar
Desvantagem: Diabéticos
Cuidado: 
Não passar de 60°C risco 
de caramelização ou açúcar 
invertido
Formas 
Farmacêuticas
Semissólidas
Creme
Creme Aniônico 
(Lanette)
Creme não-Iônico 
(Polawax)
Componentes da Formulação Quantidade
Fase I (oleosa)
Cera autoemulsificante não iônica (ex Polawax) 10-15%
Vaselina Líquida 2%
Propilparabeno (Nipasol) 0,05%
Fase II (aquosa)
Metilparabeno (Nipagin) 0,15%
Propilenoglicol 2%
Água qsp 100g
1. Aquecer separadamente a Fase I a 75°C e a Fase II a 80°C;
2. Verter lentamente a fase II na fase I com agitação vigorosa e 
constante; 
3. Diminuir a velocidade de agitação e permanecer até que a mistura 
atinja 40°C; 
4. Acondicionar e rotular. 
Formas 
Farmacêuticas
Semissólidas
Gel
Formas 
Farmacêuticas
Sólidas
Cápsulas
Saúde Baseada em 
Evidência Cientifica Em um mundo repleto de informações 
Como o profissional de saúde decide qual é o 
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Obrigada!!!
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Nomes
Derivado vegetal infuso
Derivado vegetal tintura
Droga vegetal
Medicamento fitoterápico
Planta medicinal in natura
Forma farmacêutica cápsula
Forma farmacêutica cápsula gelatinosa
Forma farmacêutica drágea
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	Slide 74: Rf = altura da eluição da macha (a) altura da eluição da fase móvel (b)
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