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TUMORES DA NASOFARINGE

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Geovana Sanches, TXXIV 
TUMORES DA NASOFARINGE
 
ANATOMIA DA NASOFARINGE 
 A nasofaringe consiste numa pequena 
região anatômica que apresenta como limites: 
• Inferior: linha imaginária que passa ao final 
do palato mole (antes da úvula) 
• Lateral: óstio faríngeo da tuba auditivo e 
torus tubário 
• Anterior: coana 
• Posterior: fossa de Rosenmuller 
 
PATOLOGIAS BENIGNAS 
Cisto de Thornwaldt 
• Cisto congênito 
o Paciente pode nascer com ele já 
grande ou haver crescimento 
durante a vida 
• Lesão bem delimitada, vista ao exame de 
imagem com uma capa fina, preenchido 
por líquido 
 
 
 
• Pode causar obstrução nasal, geralmente 
unilateral 
• Tratamento cirúrgico 
o Procedimento simples 
o Acesso por via nasal + retopalatal 
com auxílio do endoscópio 
o Necessária remoção completa da 
cápsula para que não haja recidiva 
Angiofibroma juvenil 
• 0,5 a 1% das neoplasias de cabeça e 
pescoço, sendo o mais frequente dentre as 
patologias benignas de nasofaringe 
• Crescimento rápido e invasivo, bem 
vascularizado 
 
o Apesar de ser benigno, é 
localmente invasivo devido a alta 
vascularização 
• Predomínio em adolescentes do sexo 
masculino – início do crescimento 
geralmente ocorre entre os 12 e 18 anos 
Sintomas 
• Obstrução nasal 
• Epistaxe recorrente unilateral 
o O tumor ocupa a nasofaringe e 
rompe pequenos vasos, 
ocasionando epistaxe 
• Obstrução tubária com otite média 
secretora (OMS) 
o Em pacientes adultos, toda vez que 
se diagnostica uma OMS, faz-se 
necessário a realização de uma 
nasofibroscopia 
• Distúrbios olfatórios 
o Invasão da lâmina crivosa 
• Rinossinusite 
• Deformidade facial 
o Decorrente do crescimento do 
tumor, o qual pressiona a parede 
óssea do maxilar 
• Proptose 
o Decorrente do crescimento do 
tumor em região próxima a órbita, 
empurrando-a para frente 
• Disfunção neural 
o II, III, IV, V e VI 
o Oftalmoplegia 
Exame físico 
• Tumor avermelhado, bem delimitado, de 
consistência elástica e superfície lisa 
 
 
 
• Em geral, não é possível vê-lo pela fossa 
nasal 
Diagnóstico 
• Quadro clínico 
• Nasofibroscopia 
• Exame de imagem 
Geovana Sanches, TXXIV 
o Tomografia computadorizada 
• Biópsia 
o Não é obrigatória, tendo em vista 
que as características da lesão no 
exame de imagem permitem o 
diagnóstico 
o Risco de hemorragia intensa, sendo 
necessário a realização em centro 
cirúrgico 
 
 
 
Tratamento 
• Embolização seletiva pré-operatória 
o Após o procedimento, faz-se 
necessário que a cirurgia ocorra em 
até 72h, pois caso contrário o 
tamponamento realizado começa a 
se desfazer 
 
 
 
• Cirurgia 
• Radioterapia pós-operatória 
o Utilizada nos casos de ressecções 
incompletas, visando diminuir a 
vascularização 
o Não é um tratamento de escolha, 
tendo em vista que é um tumor 
benigno 
Teratoma 
• São tumores benignos raros e bem 
diferenciados 
Pólipos nasossinusais 
• Crescem dentro dos seios nasais, 
ocupando a nasofaringe 
 
TUMORES MALIGNOS 
Tipos histológicos 
• Epiteliais (75 a 85%) 
o CEC (carcinoma de nasofaringe) 
o Linfoepitelioma 
• Linfáticos (10 a 15%) 
o Linfoma de células B 
o Linfoma de células gigantes 
• Outros (< 5%) 
o Sarcomas 
o Adenocarcinoma 
o Melanoma 
Carcinoma de nasofaringe 
Epidemiologia 
• 2% dos tumores malignos em CCP 
• Associação com o vírus Epstein Barr (EBV) 
• Fatores de risco 
o Ambientais: níquel e derivados de 
petróleo 
o Dietéticos: peixes com alto teor de 
nitrosaminas 
o Genéticos: sistema HLA 
• Predomínio no sexo masculino 
o Homem 3:1 Mulher 
• Pico bimodal 
o < 30 anos 
o Entre 4ª e 5ª décadas 
Tipos histológicos 
• Tipo I: carcinoma de células escamosas 
o 25% dos casos 
• Tipo II: carcinomas não queratinizados 
o 12% dos casos 
o perfil sorológico positivo para EBV 
• Tipos III: carcinoma indiferenciado 
o aproximadamente 60% dos casos 
o perfil sorológico positivo para EBV 
Apresentação clínica 
• Adenopatia cervical póstero-superior 
(87%) 
• Dor à extensão cervical 
• Otalgia 
• Trismo 
• Perda auditiva por OMS 
• Obstrução nasal unilateral e rinorreia 
sanguinolenta 
• Hipoestesia maxilar, cefaleia temporal e 
dor facial 
• Acometimento de pares cranianos 
o Oftalmoplegia 
Metástases à distância 
• São raras (3%) 
• Ossos, pulmões, fígado 
• Linfonodos extracervicais 
Diagnóstico 
• Quadro clínico 
• Nasofibroscopia 
• Exames de imagem 
o Rx, TC e RM 
Geovana Sanches, TXXIV 
• Biópsia 
• Diagnóstico sorológico 
o EBV DNAase 
o IgA anti-VCA 
 
 
 
 
 
Estadiamento (TNM) 
 
• T1: confinado à nasofaringe 
• T2: Se estende para tecidos moles da 
orofaringe e/ou fossa nasal 
o T2a: sem extensão parafaríngea 
o T2b: com extensão parafaríngea 
• T3: invade estruturas ósseas e/ou seios 
paranasais 
• T4: extensão intracraniana e/ou 
envolvimento de nervos, fossa 
infratemporal, hipofaringe ou órbita 
 
• N1: unilateral até 6cm, acima da fossa 
supraclavicular 
• N2: bilateral até 6cm, acima da fossa 
supraclavicular 
• N3: linfonodos > 6cm, na fossa 
supraclavicular 
 
• M0: sem metástase 
• M1: metástase à distância 
 
 
Tratamento 
• Radioterapia é o tratamento de escolha 
• RT + QT: diminuição de metástase 
• Braquiterapia: complementação de dose 
em tumores menores ou reirradiação 
• Cirurgia + RT: tumores menos avançados 
Prognóstico 
• Extensão do tumor primário 
• Acometimento cervical 
• Duração dos sintomas 
o > 2 meses antes do diagnóstico 
indica pior prognóstico 
• Tipo histológico 
o NPC I possui pior prognóstico que 
os tipos II e III 
• Títulos do nível sérico de anticorpo anti-
EBV 
o Controverso 
Sobrevida 
• Tipo I 
o 37% em 3 anos 
o 10% em 5 anos 
• Tipos II e III 
o 65% em 3 anos 
o 52% em 5 anos 
Complicações da radioterapia 
• Disfagia e odinofagia 
• Xerostomia 
o Devido ao acometimento de 
glândula parótida 
• Cáries dentárias 
• Otite serosa 
• Esclerose dos músculos mastigatórios 
• Trismo 
o Devido a esclerose de ATM 
• Necrose de lobo temporal 
• Hipopituitarismo 
• Necrose óssea e de mucosa

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