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TEMA AQUI (Uso da fonte poppins) Radiobiologia e Radioproteção Fundamentos da Proteção Radiológica Retomada da aula passada Mecanismos de ação das radiações ionizantes nas células e tecidos Efeitos diretos, indiretos, somáticos e genéticos Radiólise da água, morte celular, reparação e câncer induzido por radiação Retomada da aula passada ESTUDO DE CASO - DISCUSSÃO Você faria o exame? O tecnólogo pode recusar? Existe dose segura? Quem decide a realização? Como evitar exames desnecessários? Retomada da aula passada 1. A exposição repetida à radiação pode causar quais tipos de efeitos biológicos? a) Apenas determinísticos b) Apenas estocásticos c) Determinísticos e estocásticos d) Nenhum efeito 2. O câncer induzido por radiação é considerado efeito: a) Determinístico b) Estocástico c) Agudo d) Imediato Retomada da aula passada 3. A atitude do tecnólogo ao informar o médico sobre a dose acumulada foi: a) Errada b) Desnecessária c) Correta d) Proibida 4. Qual princípio da radioproteção foi aplicado ao otimizar o protocolo? a) Justificação b) Otimização (ALARA) c) Limitação de dose d) Blindagem 5. Qual tecido é mais sensível à radiação? a) Músculo b) Medula óssea c) Osso d) Cartilagem Retomada da aula passada KAHOOT!!! https://kahoot.it/challenge/08821043?challenge-id=84af08d6-4602-4d4c-99da-f1143e78e732_1774385145592 PIN 08821043 ROTEIRO DE AULA Princípios fundamentais de radioproteção: justificação, otimização e limitação de dose Limites de dose ocupacional e para o público Instrumentos, técnicas e monitoramento em proteção radiológica Códigos, sinais e terminologias específicas Princípios fundamentais de radioproteção O que é proteção radiológica? Por que ela é necessária? Princípios fundamentais de radioproteção A proteção radiológica, também chamada de radioproteção, é o conjunto de medidas, normas e técnicas utilizadas para proteger o ser humano e o meio ambiente dos efeitos nocivos da radiação ionizante, sem impedir o uso dessa radiação quando ela traz benefícios, como nos exames de imagem e nos tratamentos médicos. Princípios fundamentais de radioproteção Na área da saúde, a radiação é muito utilizada em exames como radiografia, tomografia e medicina nuclear. Embora seja extremamente útil para o diagnóstico e tratamento de doenças, a radiação pode causar danos ao organismo se for usada de forma inadequada ou sem controle. Por isso, a proteção radiológica estabelece regras para que a exposição seja segura, controlada e dentro de limites aceitáveis. Princípios fundamentais de radioproteção A radioproteção envolve a aplicação de princípios fundamentais, como justificação, otimização e limitação de dose, além do uso de equipamentos de proteção, monitoramento da radiação e cumprimento das normas de segurança. O objetivo principal é garantir que pacientes, profissionais e o público em geral não recebam doses desnecessárias de radiação. Princípios fundamentais de radioproteção Ela é necessária porque a radiação ionizante pode causar efeitos biológicos no corpo humano, principalmente quando a exposição ocorre em doses altas ou repetidas. Esses efeitos podem variar desde alterações leves nas células até problemas mais graves, como queimaduras, infertilidade, catarata e aumento do risco de câncer. Princípios fundamentais de radioproteção Os profissionais da radiologia estão entre os mais expostos, pois trabalham diariamente com equipamentos que emitem radiação. Sem medidas de proteção, esses trabalhadores poderiam acumular doses ao longo do tempo, aumentando o risco de efeitos tardios. Por isso, existem limites de dose ocupacional, uso obrigatório de dosímetro, avental de chumbo e outras medidas de segurança. Princípios fundamentais de radioproteção Além dos profissionais, a proteção radiológica também é necessária para proteger os pacientes e o público. Nem toda exposição é necessária, e exames sem indicação médica podem gerar riscos sem trazer benefícios. Por esse motivo, a radioproteção garante que a radiação seja usada somente quando realmente necessária e sempre na menor dose possível. Princípios fundamentais de radioproteção Qual o uso da radiação na medicina? Quais os riscos biológicos da radiação ionizante? Qual a importância para o tecnólogo em radiologia? Princípios fundamentais de radioproteção A radiação ionizante é amplamente utilizada na medicina porque permite diagnosticar e tratar doenças com grande precisão, muitas vezes sem a necessidade de procedimentos invasivos. Na área do diagnóstico por imagem, exames como radiografia, tomografia computadorizada, mamografia e fluoroscopia utilizam raios X para visualizar estruturas internas do corpo humano, auxiliando o médico na identificação de fraturas, tumores, infecções e diversas outras alterações. Além do diagnóstico, a radiação também é utilizada no tratamento, principalmente na radioterapia, onde feixes de radiação são direcionados para destruir células cancerígenas ou impedir seu crescimento. Na medicina nuclear, pequenas quantidades de material radioativo são administradas ao paciente para avaliar o funcionamento de órgãos como coração, rins, ossos e tireoide. Princípios fundamentais de radioproteção O uso da radiação na medicina trouxe grandes avanços para a saúde, aumentando a capacidade de diagnóstico precoce e melhorando as chances de cura de muitas doenças. No entanto, por se tratar de radiação ionizante, seu uso deve ser sempre controlado, seguindo as normas de proteção radiológica. Princípios fundamentais de radioproteção A radiação ionizante possui energia suficiente para interagir com as células do corpo humano, podendo causar alterações nas moléculas, principalmente no DNA. Quando essas alterações não são reparadas pelo organismo, podem surgir efeitos biológicos que variam de acordo com a dose recebida, o tempo de exposição e a sensibilidade do tecido irradiado. Os efeitos da radiação podem ser divididos em efeitos determinísticos e efeitos estocásticos. Princípios fundamentais de radioproteção Os efeitos determinísticos acontecem quando a dose é alta e geralmente aparecem em pouco tempo, como queimaduras na pele, queda de cabelo, esterilidade e síndrome aguda da radiação. Já os efeitos estocásticos podem ocorrer mesmo com doses menores e aparecem após anos, sendo o principal exemplo o aumento do risco de câncer. Nem toda exposição à radiação causa dano, mas exposições desnecessárias ou repetidas aumentam a probabilidade de efeitos biológicos. Por isso, na radiologia, a dose deve ser sempre mantida o mais baixa possível, sem comprometer a qualidade do exame. Princípios fundamentais de radioproteção O tecnólogo em radiologia é um dos profissionais que mais trabalha diretamente com radiação ionizante, sendo responsável pela realização de exames e pelo funcionamento seguro dos equipamentos. Por esse motivo, ele deve conhecer e aplicar corretamente os princípios da proteção radiológica para garantir a segurança do paciente, da equipe e dele próprio. Princípios fundamentais de radioproteção A aplicação da radioproteção no dia a dia envolve ações como usar dosímetro, vestir avental de chumbo quando necessário, ajustar corretamente os parâmetros do exame, evitar repetições, utilizar colimação adequada e respeitar as normas de segurança da sala de exames. Essas medidas reduzem a exposição desnecessária e ajudam a manter as doses dentro dos limites permitidos. Princípios fundamentais de radioproteção Além disso, o tecnólogo também tem um papel importante na orientação do paciente e no controle do ambiente de trabalho, verificando sinais de segurança, funcionamento dos equipamentos e condições das barreiras de proteção. Dessa forma, a proteção radiológica não é apenas uma regra, mas sim uma responsabilidade profissional e ética, fundamental para o exercício seguro da radiologia. Princípios fundamentais de radioproteção A radiaçãoionizante tem energia suficiente para interagir com as células do corpo humano, podendo provocar alterações nas moléculas, principalmente no DNA. Por esse motivo, considera-se que qualquer quantidade de radiação pode causar algum tipo de efeito biológico, mesmo que a probabilidade seja muito pequena quando a dose é baixa. Princípios fundamentais de radioproteção Isso não significa que toda exposição causará doença, mas sim que não existe dose totalmente sem risco, principalmente quando as exposições são repetidas ao longo do tempo. Por essa razão, na radiologia, deve-se evitar exames desnecessários, repetições e técnicas inadequadas que aumentem a dose recebida pelo paciente ou pelo profissional. Esse conceito é a base da proteção radiológica e justifica a necessidade de controlar a exposição à radiação em todas as situações, seja em exames, tratamentos ou procedimentos intervencionistas. Princípios fundamentais de radioproteção Na área da saúde, a radiação é utilizada porque traz benefícios importantes, como o diagnóstico precoce de doenças, acompanhamento de tratamentos e controle de tumores. No entanto, como existe um risco associado à exposição, todo procedimento que utiliza radiação deve seguir o princípio da justificação, ou seja, o exame só deve ser realizado quando realmente for necessário.Por exemplo, realizar uma radiografia para confirmar uma fratura é justificável, pois o benefício do diagnóstico é maior do que o risco da radiação. Por outro lado, repetir um exame sem necessidade ou realizar um procedimento sem indicação médica adequada aumenta o risco sem trazer vantagem ao paciente. Antes de qualquer exposição, deve-se avaliar se o resultado do exame irá contribuir para o diagnóstico ou tratamento. Princípios fundamentais de radioproteção Na radiologia, a segurança não depende apenas das normas, mas também da conduta do profissional. O tecnólogo em radiologia tem um papel fundamental na aplicação da proteção radiológica, pois é ele quem opera os equipamentos, posiciona o paciente e define os parâmetros técnicos do exame. Ser responsável pela segurança significa utilizar corretamente os equipamentos de proteção, ajustar a técnica para usar a menor dose possível, evitar repetições, respeitar as regras da sala de exames e garantir que apenas as pessoas necessárias estejam presentes durante a exposição. Também inclui o uso obrigatório do dosímetro e o cumprimento dos limites de dose ocupacional. Proteção radiológica é uma responsabilidade ética e legal Princípios fundamentais de radioproteção A resposta é simples e, ao mesmo tempo, fundamental: os benefícios da radiação só superam seus riscos quando seu uso é corretamente justificado, otimizado e limitado. Esses três pilares constituem os princípios fundamentais da radioproteção, estabelecidos por organismos internacionais como a Comissão Internacional de Proteção Radiológica (ICRP) e incorporados às normas brasileiras. Princípios fundamentais de radioproteção Justificação O princípio da justificação estabelece que nenhuma exposição à radiação deve ser realizada sem que exista um benefício maior do que o risco. Isso significa que um exame radiológico, um procedimento ou um tratamento só deve ser feito quando realmente for necessário para o diagnóstico ou para a saúde do paciente. Na prática, isso quer dizer que não se deve realizar exames sem indicação médica, nem repetir procedimentos sem necessidade. Cada exposição precisa ter um motivo válido, pois toda radiação pode causar algum efeito no organismo. Princípios fundamentais de radioproteção Exemplo: Fazer uma radiografia para confirmar uma fratura → justificado Fazer radiografia de seios da face em criança de 1 ano para tranquilizar a mãe → não justificado A justificação protege principalmente o paciente, evitando exposições desnecessárias. Princípios fundamentais de radioproteção Otimização (Princípio ALARA) O princípio da otimização determina que a dose de radiação deve ser mantida o mais baixa possível, sem prejudicar a qualidade da imagem ou do procedimento. Esse princípio é conhecido pela sigla ALARA, do inglês As Low As Reasonably Achievable, que significa tão baixo quanto razoavelmente possível. Princípios fundamentais de radioproteção Na radiologia, a otimização é aplicada por meio de várias técnicas, como: Ajustar corretamente os parâmetros do equipamento Utilizar colimação Evitar repetição de exames Usar proteção de chumbo quando necessário Reduzir o tempo de exposição Aumentar a distância da fonte de radiação Utilizar barreiras de proteção O objetivo não é eliminar a radiação, mas sim usar somente a dose necessária para obter o resultado desejado. Princípios fundamentais de radioproteção Limitação de dose O princípio da limitação de dose estabelece que existem valores máximos de radiação que uma pessoa pode receber, principalmente no caso de profissionais ocupacionalmente expostos e do público em geral. Esses limites são definidos por normas de proteção radiológica e servem para reduzir o risco de efeitos biológicos ao longo do tempo. Princípios fundamentais de radioproteção Exemplos de limites (valores típicos usados em radioproteção): Profissional exposto → média de 20 mSv por ano Público em geral → 1 mSv por ano Extremidades e cristalino possuem limites específicos É importante destacar que os pacientes não possuem um limite fixo, porque a dose depende da necessidade do exame, mas mesmo assim deve sempre seguir os princípios de justificação e otimização. A limitação de dose é importante para proteger principalmente os trabalhadores que lidam com radiação todos os dias. Princípios fundamentais de radioproteção Resumo Justificação → só expor se for necessário Otimização → usar a menor dose possível Limitação → não ultrapassar os limites permitidos Esses três princípios são a base da proteção radiológica e devem ser aplicados em todos os serviços de radiologia. Instrumentos e técnicas em proteção radiológica Os instrumentos de proteção são equipamentos utilizados para reduzir a quantidade de radiação recebida pelo profissional ou pelo paciente. Eles podem ser individuais ou coletivos. Equipamentos de proteção individual (EPI) Avental plumbífero (avental de chumbo) Protetor de tireóide Óculos plumbíferos Luvas plumbíferas Protetor gonadal Esses equipamentos possuem material com chumbo ou equivalente, que absorve parte da radiação, diminuindo a dose recebida. Instrumentos e técnicas em proteção radiológica Equipamentos de proteção coletiva Biombo plumbífero Parede com blindagem Vidro plumbífero Porta com proteção radiológica Essas barreiras são usadas na sala de exames para proteger a equipe e outras pessoas que não precisam estar expostas. Instrumentos e técnicas em proteção radiológica Técnicas de proteção radiológica Além dos equipamentos, existem técnicas que ajudam a diminuir a exposição à radiação. As principais são baseadas em três fatores fundamentais: Tempo Distância Blindagem Instrumentos e técnicas em proteção radiológica Tempo Quanto menor o tempo de exposição, menor será a dose recebida. Exemplo: Evitar repetir exames Preparar o paciente antes da exposição Usar técnica correta Instrumentos e técnicas em proteção radiológica Distância Quanto maior a distância da fonte de radiação, menor a dose recebida. Isso acontece por causa da lei do inverso do quadrado da distância, que mostra que a intensidade da radiação diminui rapidamente quando nos afastamos da fonte. Exemplo: Ficar atrás do biombo Afastar-se do tubo de raios X Não permanecer próximo sem necessidade Instrumentos e técnicas em proteção radiológica Blindagem A blindagem consiste no uso de materiais que impedem a passagem da radiação. Exemplo: Chumbo Concreto Vidro plumbífero A blindagem é usada em paredes, portas, aventais e barreiras de proteção. Monitoramento em proteção radiológica Monitoramento em proteção radiológica O monitoramento é o controleda quantidade de radiação recebida pelos profissionais e presente no ambiente de trabalho. ✔ Dosímetro individual É um dispositivo usado pelo profissional para medir a dose de radiação recebida. Tipos comuns: Dosímetro termoluminescente (TLD) Dosímetro de filme Dosímetro eletrônico Monitoramento em proteção radiológica Cuidados no uso: Deve ser individual Usado na altura do tórax Não pode ser compartilhado Deve ser usado durante o trabalho O dosímetro permite verificar se a dose está dentro dos limites permitidos. Monitoramento em proteção radiológica Monitoramento ambiental É feito para verificar se existe radiação no ambiente. Instrumentos utilizados: Contador Geiger Câmara de ionização Detectores de radiação Monitores de área Monitoramento em proteção radiológica Esses equipamentos são usados para: Testar fuga de radiação Avaliar salas de exame Verificar blindagem Controle de qualidade Monitoramento em proteção radiológica Importância do controle radiológico O uso de instrumentos, técnicas e monitoramento garante que: O profissional não ultrapasse o limite de dose O paciente receba somente a dose necessária O ambiente seja seguro As normas sejam cumpridas O serviço funcione de forma legal e segura A proteção radiológica depende não apenas dos equipamentos, mas também da responsabilidade do profissional que opera a radiação. Limites de dose ocupacional e para o público Normas de radioproteção no Brasil No Brasil, o uso da radiação ionizante na área da saúde é controlado por normas específicas que têm como objetivo garantir a segurança dos pacientes, dos profissionais e do público. Essas normas estabelecem regras para o funcionamento dos serviços de radiologia, definem limites de dose, determinam o uso de equipamentos de proteção e orientam sobre o monitoramento da radiação. Os principais órgãos responsáveis pela regulamentação da radioproteção no país são a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e o Ministério da Saúde. Cada um desses órgãos possui funções específicas na criação e fiscalização das normas relacionadas ao uso da radiação. Limites de dose ocupacional e para o público Normas de radiodiagnóstico As normas de radiodiagnóstico estabelecem regras para o funcionamento de serviços que utilizam raios X, como radiografia, tomografia, mamografia e fluoroscopia. Essas normas determinam como devem ser as instalações, os equipamentos, a proteção das salas e a qualificação dos profissionais. Entre os pontos importantes dessas normas estão: Obrigatoriedade de blindagem nas salas de exame Uso de equipamentos de proteção individual Controle de qualidade dos aparelhos Manutenção periódica dos equipamentos Uso de dosímetro pelos profissionais expostos Registro e controle das doses Essas regras garantem que os exames sejam realizados com qualidade e com a menor dose possível de radiação. Limites de dose ocupacional e para o público Regulamentos de segurança Os regulamentos de segurança em radioproteção definem as medidas que devem ser seguidas para evitar exposição desnecessária à radiação. Eles incluem orientações sobre limites de dose, sinalização das áreas, treinamento dos profissionais e monitoramento do ambiente. Entre as exigências mais importantes estão: Identificação de áreas controladas e supervisionadas Presença do símbolo internacional da radiação Treinamento em proteção radiológica Controle de acesso às salas de exame Monitoramento individual e ambiental Registro das doses ocupacionais Esses regulamentos são obrigatórios e devem ser seguidos por todos os serviços que utilizam radiação ionizante. Limites de dose ocupacional e para o público Responsabilidade do serviço de radiologia O serviço de radiologia é responsável por garantir que todas as normas de radioproteção sejam cumpridas. Isso significa que a instituição deve oferecer condições adequadas de trabalho, equipamentos seguros e treinamento para os profissionais. Entre as responsabilidades do serviço estão: Manter equipamentos em bom estado Garantir a blindagem correta das salas Fornecer equipamentos de proteção Controlar o uso de dosímetros Realizar testes de controle de qualidade Cumprir as normas da CNEN e da ANVISA Manter responsável técnico habilitado Limites de dose ocupacional e para o público Além da responsabilidade da instituição, cada profissional também deve seguir as normas de segurança, pois a proteção radiológica depende do comportamento correto de todos que trabalham com radiação. Assim, as normas de radioproteção existem para garantir que a radiação continue sendo usada na medicina de forma segura, controlada e com o menor risco possível. Limites de dose ocupacional e para o público Limitação de dose na proteção radiológica O princípio da limitação de dose estabelece que existem valores máximos de radiação que uma pessoa pode receber ao longo do tempo, com o objetivo de reduzir o risco de efeitos biológicos causados pela radiação ionizante. Esses limites são definidos por normas de radioproteção no Brasil, elaboradas por órgãos como a Comissão Nacional de Energia Nuclear, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária e o Ministério da Saúde. Os limites de dose são diferentes para indivíduos do público em geral e para trabalhadores ocupacionalmente expostos, pois o risco e a frequência de exposição não são os mesmos. Limites de dose ocupacional e para o público Limite de dose para o público em geral O público em geral inclui todas as pessoas que não trabalham com radiação, como pacientes, acompanhantes, visitantes e funcionários de outras áreas. O limite de dose recomendado é: 1 mSv por ano (milisievert por ano) Esse valor é considerado seguro para exposições não ocupacionais e serve para evitar riscos desnecessários ao longo da vida. Limites de dose ocupacional e para o público Importante: Pacientes não entram nesse limite quando fazem exames médicos, porque a exposição faz parte do diagnóstico ou tratamento. Mesmo assim, deve-se seguir os princípios de justificação e otimização. Exemplos de público geral: Acompanhante em exame Pessoas fora da sala de RX Funcionários administrativos Visitantes do hospital Limites de dose ocupacional e para o público Limite de dose para trabalhador ocupacionalmente exposto O trabalhador ocupacionalmente exposto é o profissional que trabalha diretamente com radiação ionizante, como: Tecnólogo em radiologia Técnico em radiologia Médico radiologista Físico médico Profissionais da medicina nuclear Profissionais da radioterapia Limites de dose ocupacional e para o público Os limites ocupacionais são maiores porque esses profissionais trabalham diariamente com radiação, mas mesmo assim devem permanecer dentro de valores seguros. Limites mais utilizados: 20 mSv por ano (média anual) Pode chegar até 50 mSv em um único ano, desde que a média de 5 anos não ultrapasse 20 mSv/ano Extremidades (mãos e pés): até 500 mSv/ano Cristalino (olhos): cerca de 20 mSv/ano (valores atuais mais restritivos) Limites de dose ocupacional e para o público Para garantir o controle, é obrigatório: Uso de dosímetro individual Monitoramento mensal Registro das doses Cumprimento das normas de radioproteção Limites de dose ocupacional e para o público Limite de dose individual (controle pessoal) A limitação de dose individual significa que cada pessoa deve ter sua exposição controlada separadamente, principalmente os trabalhadores ocupacionalmente expostos. Isso é feito por meio de: Dosímetro individual Controle de dose acumulada Relatórios de monitoramento Acompanhamento pelo serviço de radioproteção Limites de dose ocupacional e para o público Se o limite for ultrapassado, devem ser tomadas medidas como: Afastamento temporário Investigação da causa Ajuste das condições de trabalho Reforço das medidas de proteção Limites de dose ocupacional e para o público NOMENCLATURA ESPECÍFICA DOSE ABSORVIDA: Mostraquanta radiação foi absorvida, mas não indica o dano biológico. DOSE EFETIVA: Mostra o risco total para o corpo inteiro. DOSE EQUIVALENTE: Mostra o dano biológico considerando o tipo de radiação. TIPO DE DOSE O QUE CAUSA UNIDADE CONSIDERA ABSORVIDA ENERGIA RECEBIDA Gy não considera o tipo nem o órgão EQUIVALENTE DANO PELO TIPO DE RADIAÇÃO Sv considera a radiação EFETIVA RISCO PARA O CORPO Sv considera radiação + órgão Limites de dose ocupacional e para o público Limites de dose ocupacional e para o público A limitação de dose é essencial para garantir que a radiação seja utilizada com segurança. Ela protege principalmente os profissionais que trabalham diariamente com radiação e evita que o público receba exposições desnecessárias, mantendo o uso da radiação dentro de níveis considerados seguros. Códigos, sinais e terminologias específicas Símbolo da radiação Símbolo internacional O símbolo é chamado de Trevo Radioativo Criado em 1946, no laboratório da Universidade da Califórnia Indica: Presença de radiação ionizante Risco à saúde Área controlada ou restrita Material radioativo Códigos, sinais e terminologias específicas Onde deve estar: Porta da sala Equipamento Área controlada Códigos, sinais e terminologias específicas Cores mais usadas Preto ou magenta sobre fundo amarelo Amarelo = alerta Preto/magenta = perigo Onde é utilizado Serviços de radiologia Medicina nuclear Radioterapia Usinas nucleares Transporte de material radioativo Equipamentos com radiação Códigos, sinais e terminologias específicas Códigos, sinais e terminologias específicas Códigos, sinais e terminologias específicas Área livre Área controlada Área supervisionada Diferenças Área controlada → acesso restrito Área livre → sem risco Área supervisionada → monitoramento Códigos, sinais e terminologias específicas Área livre É a área onde não há risco radiológico significativo. Características Não necessita controle especial Não precisa de monitoramento radiológico Sem restrição de acesso Códigos, sinais e terminologias específicas Sem risco radiológico, Livre acesso, Sem controle especial Códigos, sinais e terminologias específicas 2. Área supervisionada É a área onde existe possibilidade de exposição, mas em níveis menores. Características Monitoramento periódico Não há risco elevado, mas precisa controle Acesso permitido, porém com orientação Códigos, sinais e terminologias específicas 2. Área supervisionada Sala de comando do raio-X Corredor próximo à sala de exame Sala de preparo de pacientes Área próxima à radiologia Controle moderado, Risco baixo, Monitoramento necessário Códigos, sinais e terminologias específicas 3. Área Controlada É a área onde existe maior risco de exposição à radiação. Características Pode ultrapassar limites para o público Necessita regras rígidas de proteção Uso obrigatório de dosímetro (quando indicado) Acesso restrito a profissionais autorizados Possui sinalização com símbolo da radiação Códigos, sinais e terminologias específicas 3. Área Controlada Exemplos Sala de exames de raio-X durante exposição Medicina nuclear Radioterapia Sala de hemodinâmica Maior controle, Maior risco, Acesso restrito Códigos, sinais e terminologias específicas Radioproteção - Dose - Blindagem - Colimação - Exposição - Radiação ionizante - Radiação não ionizante - Limite de dose - Dosimetria - Controle de qualidade - O que vamos ver na próxima aula? (Conteúdos aqui) 4 – Aplicações Práticas e Legislação Dosimetria, cálculo de blindagem e classificação de áreas Gerenciamento de rejeitos radioativos Protocolos de radioproteção em radiodiagnóstico,medicina nuclear e radioterapia Legislação e diretrizes nacionais e internacionais em radioproteção image3.png image5.png image2.png image1.png image6.png image8.png image10.png image14.png image15.png image13.png image17.png image19.png image16.png image18.png image11.png image9.png