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COLÉGIO ESTADUAL DO CAMPO PEDRO ERNESTO GARLET - EFM Rua Agibe Rosalino Vivian, S/N, CEP: 85822-000 Distrito de Sede Alvorada – Cascavel - PR Fone / Fax: (45) 3271-1272 /cepedroernesto@nrecascavel.com Disciplina: Filosofia Professor/a: Sarah Aluno/a: Série: O que é liberdade? Como definir o que é liberdade? De acordo com o dicionário Houaiss, liberdade é o direito de expressar qualquer opinião, agir como quiser; independência. Ter licença ou permissão. É também a condição de não ser prisioneiro ou escravo. A liberdade se desdobra em diversos tipos: de pensamento, de opinião, política, religiosa, etc. Todas essas variações tentam localizar nossas possíveis experiências de autonomia e de não dependência. A liberdade é uma das grandes questões da humanidade. Seu conceito atravessa toda a história da filosofia e ganhou diversos significados ao longo da história. Aristóteles (384 a.C.-322 a.C) disse que “a liberdade é a capacidade de decidir-se a si mesmo para um determinado agir ou sua omissão”. Assim, liberdade é o princípio para escolher entre alternativas possíveis, realizando-se como decisão e ato voluntário. Para Aristóteles, é livre e voluntária a ação que não sofre coações. Sócrates (469-399 a.C.) acreditava que o homem livre é aquele que consegue dominar seus sentimentos, seus pensamentos, a si próprio. É dele a célebre frase: “Conhece-te a ti mesmo”. Para Santo Agostinho (354-430), apesar de Deus saber o que vamos fazer, ele não controla as nossas ações. A liberdade seria fruto de uma escolha: o homem é livre porque pode escolher entre o bem e o mal. O livre-arbítrio seria uma dádiva de Deus, mas a ação será legítima se guiada pela fé e pelas leis do Criador. Se ele escolher o bem, certamente encontrará a liberdade. Se sua escolha for o mal, a natureza pecaminosa o distanciará de Deus. A liberdade também existia no sentido político e civil. John Locke (1632- 1704) acreditava que o Estado se tornaria imprescindível para a criação de leis que regulamentem os direitos naturais dos indivíduos, como o direito à propriedade. “Onde não há lei, não há liberdade”, disse Locke. Para ele, a sociedade não retira a liberdade dos indivíduos, mas a normatiza. Ele entendia que a liberdade deveria ser garantida por leis promulgadas pelo legislativo, em consenso com a comunidade. Em 1948, o escritor inglês George Orwell previu no livro “1984” que a sociedade do futuro seria toda vigiada por câmeras. O mundo digital também trouxe a questão das diluições das fronteiras entre o público e o privado na convivência online e o controle das pessoas através de bancos de dados, monitoramento de informações e câmeras de vídeo. O sociólogo polonês Zygmunt Bauman (1925-2017) acreditava que uma boa vida dependia da harmonia entre segurança e liberdade. Mas que não seria possível ter as duas ao mesmo tempo. Para ele, a modernidade resultou no excesso de ordem e na escassez de liberdade. Já no século 21, nos confrontamos com a desregulamentação das instituições, a crise das ideologias e a ascensão da liberdade individual. Para ele, o sentimento do “excesso de liberdade” geraria uma sensação de caos e por consequência, uma necessidade de maior segurança. Ele analisa que ao lidar com as incertezas, muitas vezes o indivíduo se recusa a assumir responsabilidades ou assume o discurso do “eu não gosto de tomar decisões”. Atividade 1) Com base no texto e com seu grupo, faça um pequeno debate para definir o que é liberdade nos nossos dias, as condições para adquiri-la, se a liberdade é possível em nosso tempo, e será que temos liberdade sobre nosso próprio corpo, nossos pensamentos e nossas ações na sociedade. Após um breve debate escrever um pequeno texto referente a conclusão da conversa.