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DESORDENS OFTÁLMICAS 
 
OLHO 
 
 
 
FORMAÇÃO DA IMAGEM: 
 
 
TESTES: 
- Teste Lacrimal de Schirmer > mensuração da produção 
lacrimal; 
- Teste de Fluoresceína > corante para avaliação de lesões 
corneanas; 
- Teste de Jones > avaliar a integridade das vias lacrimais. 
- Teste de Aplanação (Tonopen) > aferição da pressão 
intraocular; 
- Biomicroscopia com Lâmpada de Fenda; 
- Oftalmosscopia indireta> avaliação do fundo do olho. 
 
EXAMES COMPLEMENTARES: 
- Eletrorretinografia – avaliação da retina; 
- Citologias e histopatologias oculares; 
- Análises microbiológicas; 
- Exame de reflexo pupilar fotocromático; 
- Ultrassonografia ocular. 
 
EXAME OFTALMOLÓGICO 
 
- Sala escura; 
- Foco de luz para visibilização de estruturas> córnea, íris, 
cristalino e anexos (pálpebras, cílios e membrana nictitante); 
 
TESTE DO REFLEXO DIRETO E INDIRETO DAS PUPILAS: 
 
 
Cão x gato. 
DILATAÇÃO DAS PUPILAS COM COLÍRIO MIDRIÁTICO: 
- Visibilização do cristalino (em casos de catarata); 
- Exame de fundo de olho (oftalmoscopia) > inspeção de 
retina. 
 
 
Cão x gato. 
 
- Cães e gatos enxergam até 6x mais no escuro do que 
humanos > adaptação ao longo da evolução das espécies; 
- Lux captada pela retina > transmitida até o cérebro pelo 
nervo óptico > formação da imagem; 
- Quantidade de luz amplificada pelo tapetum (funciona 
como um espelho) > luz passa pela retina duas vezes > 
possibilita caça com pouca luz; 
- Tapetum é brilhante e colorido. 
 
TESTE DE SCHIRMER: 
- Para medir a produção da lágrima normal entre 15-20 
mm/min; 
- 10-15 > suspeito. 
 
 
 
TESTE DE JONES: 
- Colírio/fita de fluoresceína, lissamina verde; 
- Verifica a existência de lesões na córnea (úlceras); 
- Tonometria > mensura a pressão intra-ocular (PIO). 
 
 
 
 
 
 
 
CONJUNTIVITES 
 
- Inflamação da mucosa conjuntival ocular e palpebral. 
 
ETIOLOGIA: 
- Geralmente secundárias. 
 
SINAIS: 
- Blefarite (inflamação das pálpebras); 
- Vasos episclerais; 
- Quemose (edema das pálpebras e conjuntivas); 
- Epífora (lacrimejamento; 
- Secreção mucopurulenta. 
 
TRATAMENTO: 
- Colírios/pomadas – AINES ou esteroidais + antibióticos; 
- Keravit pomada (V) – gentamicina + hidrocortisona; 
- Tobradex (H), Tobramax (V) > tobramicina + dexametasona; 
- Tobrasyn (V) > tobramicina; 
- Ciprovet (V) Ciprofloxacina – 1 a 2 vezes ao dia; 
- Maxitrol (H) – neomicina, polimixina B + dexametasona 
- Garasone (H) – gentamicina + betametasona; 
- Dexafenicol (H) – cloranfenicol + dexametasona; 
- Acular (H) – Cetorolaco de Trometamina (AINE); 
- Still (H) – Diclofenaco 3 vezes ao dia; 
- Ocufen (H) – Flurbiprofeno. 
 
- PredFort – acetado de prednisolona > glicocorticoide 3 a 5x 
maior que a potência anti-inflamatória da hidrocortisona. 
 
- Glicocorticoides inibem edema, deposição de fibrina, 
dilatação capilar, migração fagocitária da resposta 
inflamatória aguda, proliferação capilar, depósito de 
colágeno e formação de cicatriz. 
 
CERATOCONJUNTIVITE 
 
- Inflamação da conjuntiva e da córnea simultaneamente; 
- Ceratoconjuntivite seca (KKS) > redução, instabilidade ou 
ausência da produção de lágrimas > “olho seco”. 
 
ETIOLOGIA: 
- Imunomediada; 
- Cocker Spaniel Americano, Buldogue Inglês, Schnauzer 
miniatura, Pug, Yorkshire Terrier, Pequinês, West Highland 
White Terrier. English Springer Spaniel, Samoyeda, Shih-tzu 
e Boston Terrier etc. 
 - Secundária a Cinomose, Leishmaniose, Hespervirus em 
gatos 
- Idiopática. 
 
 TRATAMENTO: 
- Ciclosporina A (Optimmune; Restasis col. 0,05%) pomada 
(V) BID; 
- Tacrolimus; 
- Substitutos da lágrima (Tears V; Lacrima Plus etc.). 
 
KKS: 
- Ciprovet colírio (V) – Ciprofloxacina e sulfato de condroitina 
A > 1 a 2 vezes ao dia. 
 
DOENÇAS DA CÓRNEA 
 
CERATITE PIGMENTAR DO PUG 
 
- Predisposição a ter qualquer lesão na córnea; 
- Traumas, atritos. 
 
PANNUS – CERATITE SUPERFICIAL CRÔNICA 
 
- Acomete mais Pastor Alemão; 
- Começa vermelho e se torna pigmentado. 
 
FLORIDA SPOTS = CEROPATIA TROPICAL: 
 
- Lesões múltiplas; 
- Sem desconforto, inflamação, secreção, dor...; 
- Muito comum; 
- Não há tratamento; 
- Não há nenhuma relação com catarata. 
 
SINEQUIA ANTERIOR 
 
- Sequela da úlcera de córnea; 
- Aderência da íris à córnea > fibrose; 
- Inflamação provavelmente não tratada ou maltratada. 
 
SEQUESTRO CORNEAL FELINO 
 
- Sinônimos: ceratite necrosante, córnea negra, necrose da 
córnea, mumificação corneana focal. 
 
- Lesão focal; 
- Necrosa tecido da córnea parcialmente; 
- Comum em persa. 
 
PERSISTÊNCIA DA MEMBRANA PUPILAR 
 
- Semelhante a vermes; 
- Defeito hereditário > má formação. 
 
CERATITE ULCERATIVA 
 
- Lesão na córnea, superficial ou profunda; 
→ Quanto mais superficial, mais dói; 
→ Conforme vai se aprofundando, consome os nervos 
e não sente mais nada. 
 
ETIOLOGIA: 
- Infecções virais (HVF-1, Cinomose), trauma, exposição a 
produtos químicos; 
- Córnea normal: avascular, transparente, 4 camadas; 
- Se passa a membrana de Descemet e chega no endotélio > 
expõem o conteúdo > não é mais clinicamente tratável. 
 
SINAIS: 
- Dor – fotofobia; 
- Epífora. 
 
DIAGNÓSTICO: 
- Clínico – exame oftalmológico; 
- Fluoresceína/rosa bengala/lissamina verde. 
TRATAMENTO: 
- Antibióticos > aminoglicosídeos (Trobracimina), quinolonas 
(Vigamox), ciprofloxacino (Biamotil), Regencel pomada 
oftálmica (Cloranfenicol + vitamina A); 
- AINEs sistêmicos > meloxicam; 
- Colar elizabetano; 
- Soro heterólogo/autólogo > aplicação de gotas no olho; 
- NÃO utilizar corticoides; 
- Lubrificantes (hialuronidade); 
- EDTA + 2,5ml solução fisiológica no frasco do hemograma; 
- Colírios de Midriacyl (tropicamida – menos intenso na 
midríase); 
- Não utiliza atropina em gatos >efeito muito forte, dura mais 
tempo do que deveria; 
- Substância para não deixar fazer sinequia > midriático > íris 
não se adere à córnea. 
 
CERATITE HERPÉTICA EM GATOS: 
- Causada pelo herpesvírus; 
- Úlcera herpética = dendrítica corada por fluoresceína. 
 
Tratamento: 
- Fanciclovir (Penvir) – 90mg/kg BID VO por 21 dias > sai pela 
lágrima, não precisa ser colírio. 
 
- A maneira em que é dado o antibiótico em gatos pode levar 
à estenose no esôfago > necessário diminuir a quantidade de 
vezes ao dia e auxiliar com água. 
 
SÍNDROME DE HAW 
 
- Protusão bilateral aguda da terceira pálpebra em felinos. 
 
ETIOLOGIA 
 
- Desconhecida; 
- Doenças parasitárias ou gastrointestinais. 
 
PATOGENIA 
 
- Neuropatia simpática; 
- Ganglionite simpática cervical; 
- Hipersensibilidade do sítio receptor pós-ganglionar ou 
infecção viral. 
 
- Inervação simpática deve estar intacta para que a terceira 
pálpebra permaneça no canto medial do olho; 
- Inervação interrompida > tônus muscular liso da terceira 
pálpebra torna-se diminuído ou ausente > protução. 
 
- Associada ao aumento de peristaltismo intestinal > 
disfunção simpática generalizada; 
- Acomete gatos com menos de 3 anos. 
Diagnóstico 
 
- Após 10 minutos de aplicar Fenilefrina 10% (colírio 
simpatomimético); 
- Normalização da terceira pálpebra na posição anatômica. 
 
 
 
TRATAMENTO 
 
- Geralmente autolimitante > dura de 4 a 8 semanas; 
- Tratamento indicado apenas quando a protusão implica em 
déficit visual; 
- Colírio Epinefrina 1 ou 2% até 4x ao dia, em ambos os olhos. 
 
UVEÍTE 
 
 
- Mais externa = córnea; 
- Esclera = parte branca; 
- Iris = cor do olho; 
- Corpo ciliar = sustenta o cristalino; 
- Coroide; 
- Retina = importância na formação na imagem. 
- Inflamação da úvea (íris, corpo ciliar e coroide; 
- Parte muito vascularizada > responsável pela irrigação do 
olho > manifestações oculares de doenças sistêmicas; 
- Hifema: 
→ Hemorragia na câmara ocular; 
→ Aparenta ser um sangue “solto” no globo ocular. 
- Uveíte pode causar o glaucoma por conta do aumento da 
pressão ocular. 
 
ETIOLOGIA 
 
- Primária: infecciosa, imunomediada, tóxica, traumática, 
desconhecida; 
- Secundária a doenças sistêmicas > infecciosas (LCV, PIF); 
- Inicia-se com destruição secundária à ruptura da barreira 
hematoaquosa; 
- Aumento da permeabilidade vascular,mediado por 
histamina, serotonina, prostaglandinas e leucotrienos; 
- Extravasamento de fluidos, proteínas plasmáticas e células; 
- Infiltração celular, congestão, neovascularização iridiana 
(rubeosis), turbidez de humor aquoso, hipópio (pus, 
precipitado branco), precipitados ceráticos e edema corneal; 
- Redução da produção e aumento da drenagem do humor 
aquoso > geralmente a pressão aumenta e causa miose. 
 
SINAIS 
 
- Fotofobia; 
- Dor; 
- Blefaroespasmo; 
- Hiperemia; 
- Epífora; 
- Miose; 
- Edema de íris; 
- Hipópio; 
- Diminuição da pressão intra-ocular (PIO). 
DIAGNÓSTICO 
 
- Identificação da causa > pesquisa principalmente 
Leishmaniose. 
 
TRATAMENTO 
 
ANTIINFLAMATÓRIOS ESTEROIDAIS: 
- Prednisona 1-2 mg/kg VO BID 7 dias + prednisolona ou 
dexametasona 0,1% tópica a cada 4 ou 6 horas. 
 
AINES: 
- Contraindicados em casos de uveíte com tendência a 
sangramento ou hifema (pode aumentar); 
- Agentes antiprostaglandina de ação tópico; 
- Diclofenaco sódico 0,1% 4 vezes ao dia; 
- Flurbiprofeno: uma gota a cada 6 horas; 
- Flunixin meglumine 0,5 a 1,0 mg/kg IV ou como colírio a 
cada 24h. 
 
ASPIRINA: 
- Uveítes crônicas; 
- Pode causar hemorragia. 
 
MIDRIÁTICOS: 
- Reduzem a permeabilidade dos vasos inflamados da 
barreira hematoaquosa > reduz extravasamento de humor 
aquoso; 
- Tropicamida colírio = Mydriacyl; 
- Atropina colírio 1% em intervalos de 2 a 3 horas até a pupila 
dilatar BID ou TID > causa salivação em gatos; 
- Contra-indicada no glaucoma; 
- Uveíte secundária > estabelecer e tratar a causa primária; 
- Sequelas: aderência (sinequias), glaucoma e catarata. 
 
GLAUCOMA 
 
- Aumento da pressão intraocular (PIO); 
- Decorrente da má formação ou obstrução do ângulo de 
drenagem do humor aquoso. 
 
ETIOLOGIA 
 
- Congênito/primário – cães das raças Basset Hound, Teckel, 
Cocker Spaniel, Poodle, Schnauzer miniatura, Husky 
Siberiano, Fox Terrier, Chiuhahua, Beagle, Border Collie etc; 
- Secundário – fatores que acarretam a não eliminação do 
humor aquoso e consequente aumento da PIO; 
- Trauma; 
- Uveíte – bloqueio pupilar; 
- Luxação ou sub-luxação do cristalino > normalmente por 
trauma. 
 
SINAIS CLÍNICOS 
 
- Edema de córnea; 
- Congestão de vasos oculares; 
- Midríase; 
- Aumento da PIO e do bulbo do olho; 
- Dor e blefaroespasmo. 
 
DIAGNÓSTICO 
 
- Clínico; 
- Tonometria. 
 
TRATAMENTO 
 
- Terapia visa diminuir a produção do humor aquoso ou 
aumentar a sua drenagem, podendo ser clínica ou cirúrgica; 
- Raramento curativo e nem sempre eficaz – reduzir a dor. 
 
INIBIDORES DA ANIDRASE CARBÔNICA: 
- Bloqueiam a enzima que produz o humor aquoso; 
- Aumentam a eliminação do fluido por constrição da pupila; 
- Aumenta ângulo entre a íris e a córnea; 
- Acetazolamina VO – Diamox – raramento utilizado; 
- Dorzolamida colírio – Trusopt – melhor opção. 
 
BLOQUEADORES BETA-ADRENÉRGICOS: 
- Reduzem a produção; 
- Maleato de timolol – genéricos – Timoptol; 
- Betaxolol – Betoptic. 
 
COLINÉRGICOS: 
- Pilocarpina 2% - miótico – não utilizar quando houver 
uveíte. 
 
ANÁLADO DA PROSTAGLANDINA: 
- Aumenta drenagem; 
- Latanoprost – Xalatan SID. 
 
ASSOCIAÇÕES: 
- Timolol + Dorzolamida colírio – Cosopt; 
- Latanoprost + Timolol – Xalacom. 
 
PROGNÓSTICO 
 
- Reservado.

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