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Aula 09 - Patologia							3º período - Farmácia
Reparo Tecidual
Conceito
· Habilidade em reparar a lesão causada por lesões tóxicas e inflamação é critica para a sobrevivência de um organismo.
Funções da inflamação
· (1) Os leucócitos encontram-se no sangue; (2) Recrutamento do sangue para dentro dos tecidos extravasculares; (3) Reconhecimento microbiano e tecidos necróticos; (4) Remoção do agente agressor – através da fagocitose. 
· Os leucócitos promovem a fagocitose e produzem fatores de crescimento que estimulam a proliferação das células endoteliais, fibroblastos, e a síntese de colágeno: REPARO TECIDUAL. 
· O reparo tecidual é o reestabelecimento/restauração da arquitetura e função do tecido após a lesão. O reparo tecidual pode acontecer através de dois processos: (1) cicatrização e (2) regeneração.
· Regeneração – o nível de lesão atingiu as camadas mais superficiais do nosso tecido, como por exemplo: tecido epitelial. Ou seja, é uma lesão superficial, leve, atingindo apenas as células. As células que não sofreram lesão são chamadas de residuais, e estas irão se multiplicar de maneira muita rápida, retornando ao seu estágio normal. Atinge um grupo de células lábeis. 
· Alguns tecidos são capazes de substituir células lesadas e retornar ao estado normal; a proliferação de células residuais e por substituição de células-tronco teciduais; lesão em epitélios que se dividem rapidamente: pele, intestinos e em alguns órgãos, principalmente no fígado. 
· Cicatrização – o nível da lesão é mais acentuada, atinge outras camadas mais profundas de tecidos, além do epitelial, como por exemplo, o tecido conjuntivo. De tal modo, que atinge as células e a matriz extracelular. 
· Ocorre quando os tecidos lesados são incapazes de regeneração ou se as estruturas de suporte do tecido são gravemente lesadas; deposição de tecido conjuntivo (fibrose), cicatriz. Fornece estabilidade estrutural suficiente para tornar o tecido lesado hábil nas suas funções. 
· O processo de reparo envolve a proliferação celular e fatores de crescimento e integridade da MEC. 
Controle da proliferação celular
· Vários tipos celulares durante o reparo celular: (1) Células restantes do tecido lesado; (2) Células endoteliais – angiogênese; (3) Fibroblastos – formação de tecido fibroso. 
· O tamanho das populações celulares é determinado pelas taxas de proliferação celular, diferenciação e morte por apoptose. Elas se dividem por mitose. 
· A habilidade dos tecidos em se autoreparar é criticamente influenciada por sua capacidade proliferativa intrínseca: (1) Células lábeis – as células se dividem continuamente, as células desses tecidos são continuamente perdidas e substituídas pela maturação de células-tronco e por proliferação das células; Ex: epitélios, tecido hematopoiético; O reparo será regeneração. (2) Tecidos estáveis – células quiescentes (dormindo) em seu estado normal, mas proliferam rapidamente em reposta à lesão. Ex: parênquima dos órgãos, fibroblastos, endotélio, músculo liso. A proliferação dessas células é particularmente importante na cura de feridas. O reparo pode ser regeneração ou cicatrização. ; (3) Tecidos permanentes – as células desses tecidos são consideradas terminalmente diferenciadas e não proliferativas na vida pós-natal. Ex: miocárdio, músculo esquelético e neurônios. O reparo é cicatrização.
Controle da proliferação celular
· A síntese e liberação de fatores de crescimento, promovem a entrada de células no ciclo celular; impede a apoptose; aumentam a síntese de proteínas celulares na preparação para a mitose. Estimulando a função dos genes do controle do crescimento. 
Células-tronco
Matriz extracelular
· A MEC é um complexo de várias proteínas que se arranjam em uma rede que circunda as células e constitui uma proporção significativa em qualquer tecido. Que possui como função: suporte mecânico, arcabouço para renovação celular e no controle da diferenciação e proliferação celular. 
Papel da regeneração no reparo tecidual
· Varia nos diferentes tipos de tecidos e com a gravidade da lesão:
1. Em tecidos lábeis – células lesadas – proliferação das células residuais e diferenciação das células-tronco do tecido fornecida pela membrana basal intacta;
2. A regeneração tecidual pode ocorrer em parênquima de órgãos com população celulares estáveis, porém é um processo limitado, exceto no fígado. 
Formação da cicatriz no reparo tecidual
· Se a lesão do tecido é grave ou crônica e resulta em dano as células do parênquima (matriz) e do tecido conjuntivo ou se células que não se dividem forem lesadas, o reparo não pode ser feito apenas por regeneração → formação de cicatriz.
· O processo de cura ocorre por deposição de colágeno e outros elementos da MEC, promovendo a formação de uma cicatriz. 
· O reparo pela deposição de tecido conjuntivo inclui as características: inflamação - macrófago vai fagocitar o ser estranho, liberar fatores de crescimento, que irá provocar a angiogênese, migração e proliferação de fibroblastos, formação de cicatriz e remodelamento do tecido conjuntivo. 
· Fases da cicatrização – (1) Fase inflamatória; (2) Fase proliferativa; (3) Fase de remodelamento. 
· Etapas na formação de cicatriz: (1) Angiogênese – formação de novos vasos sanguíneos; (2) Ativação dos fibroblastos e deposição de tecido conjuntivo – formação do tecido de granulação; (3) Formação de cicatriz – maturação e reorganização do tecido fibroso. 
· Angiogênese – é o processo de desenvolvimento de novos vasos a partir de vasos preexistentes, sendo essencial para o processo de cura pós-lesão. 
· A ativação do fibroblasto e deposição do tecido conjuntivo. Na cicatriz, a deposição de tecido conjuntivo ocorre em duas etapas: 1) Migração e proliferação de fibroblastos para o local da lesão; 2) Deposição de proteínas da MEC produzidas por essas células.
· Fibroblasto – sintetiza todos os componentes da matriz extracelular, principalmente colágeno. Na deposição da cicatriz, obrigatoriamente, existe o colágeno. 
· A migração e proliferação de fibroblasto para o local de lesão ocorrem a síntese do colágeno, em particular, é essencial para o desenvolvimento da resistência no local da cura da ferida. Com a progressão da cura, o número de fibroblasto e de novos vasos em proliferação diminui; e os fibroblastos assumem um fenótipo mais sintetizador, aumentando a deposição da MEC.
· Fatores que influenciam o reparo tecidual – infecção, nutrição, glicocorticoides, fatores mecânicos, perfusão deficiente, corpos estranhos, tipo e extensão da lesão e formação excessiva da MEC. A proteína é essencial na formação de uma cicatriz, assim como o colágeno só é sintetizado na presença de vitamina c, sendo, portanto, essencial o consumo de alimentos que possuam vitamina c, para estimular o processo de cicatrização. 
· Formação excessiva de colágeno – forma o queloide, chamada de cicatrização aberrante. 
· A cicatriz deficiente – úlceras. 
Desenvolvimento da fibrose na inflamação crônica
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