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CADERNO DE QUESTÕES E COMENTÁRIOS - II Simulado para o Exame 37


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3 
 II. Simulado OAB 1ª Fase – 21/01/2023 
 
 
 
 
4 
 II. Simulado OAB 1ª Fase – 21/01/2023 
 
 
II. Simulado OAB 
 
Código de Ética e Estatuto da OAB 
Priscila Ferreira 
Questão 01. 
O sócio Fernando Fernandez integra uma 
conhecida e respeitada sociedade denominada 
como: Fernandez, Marquez e Silvez Sociedade de 
Advogados. Após um acidente, Fernando 
Fernandez veio a falecer. No entanto, os demais 
sócios decidiram por manter o nome do advogado 
falecido. 
Com base no caso apresentado, é corretor afirmar 
que: 
A) É possível manter o nome do sócio falecido, 
desde que prevista tal possibilidade no ato 
constitutivo da sociedade. 
B) É possível manter o nome do sócio falecido, 
desde que prevista tal possibilidade no testamento 
deixado pelo falecido. 
C) É totalmente vedada a manutenção do nome do 
sócio falecido na razão social da sociedade. 
D) É possível manter, pelo prazo máximo de dois 
anos, o nome do sócio falecido. 
Comentário Longo 
Em resumo, temos que: O sócio Fernando 
Fernandez que integra a conhecida e respeitada 
sociedade Fernandez, Marquez e Silvez Sociedade 
de Advogados vem a falecer. 
Questionamento: É possível manter o nome do 
sócio falecido? 
Nos termos do Art. 16 do EAOAB, verifica-se que: 
“Não são admitidas a registro nem podem 
funcionar todas as espécies de sociedades de 
advogados que apresentem forma ou 
características de sociedade empresária, que 
adotem denominação de fantasia, que realizem 
atividades estranhas à advocacia, que incluam 
como sócio ou titular de sociedade unipessoal de 
advocacia pessoa não inscrita como advogado ou 
totalmente proibida de advogar. 
§ 1º A razão social deve ter, obrigatoriamente, o 
nome de, pelo menos, um advogado responsável 
pela sociedade, podendo permanecer o de sócio 
falecido, desde que prevista tal possibilidade no 
ato constitutivo.” 
Logo, podemos concluir que é possível manter o 
nome do sócio falecido, desde que prevista tal 
possibilidade no ato constitutivo da sociedade. 
Letra A (item árvore: 8.1) 
CORRETA 
É a exata previsão do art. 16, §1º, do EAOAB. 
Letra B (item árvore: 8.1) 
INCORRETA 
É possível manter o nome do sócio falecido, desde 
que prevista tal possibilidade no ato constitutivo da 
sociedade (não testamento)! 
Letra C (item árvore: 8.1) 
INCORRETA 
Não é vedada! É possível manter o nome do sócio 
falecido, desde que prevista tal possibilidade no 
ato constitutivo da sociedade. 
Letra D (item árvore: 8.1) 
INCORRETA 
É possível manter (sem prazo) o nome do sócio 
falecido, desde que prevista tal possibilidade no 
ato constitutivo da sociedade. 
Comentário Curto 
Conforme preceitua o Art. 16, §1º, do EAOAB, a 
razão social deve ter, obrigatoriamente, o nome de, 
pelo menos, um advogado responsável pela 
sociedade, podendo permanecer o de sócio 
falecido, desde que prevista tal possibilidade no 
ato constitutivo. 
4 
 II. Simulado OAB 1ª Fase – 21/01/2023 
 
 
Assim, a alternativa “A” é a correta e gabarito da 
questão. 
 
Questão 02. 
A advogada Maria Alice extraviou autos recebidos 
em confiança em 10/02/2012, cometendo infração 
disciplinar sujeita à sanção de suspensão. Em 
11/02/2016, o fato foi oficialmente constatado, 
tendo sido encaminhada notícia ao Conselho 
Seccional da OAB “W”. Quando em 12/02/2020, 
instaurou-se processo disciplinar. E em 15/02/2022 
foi aplicada definitivamente a sanção disciplinar de 
suspensão. 
À luz do quadro apresentado, assinale a afirmativa 
correta. 
A) A pretensão à punibilidade das infrações 
disciplinares prescreve em dois anos, contados da 
data da constatação oficial do fato. No caso 
narrado, se operou o fenômeno prescritivo. 
B) A pretensão à punibilidade das infrações 
disciplinares prescreve em três anos, contados da 
data da constatação oficial do fato. No caso 
narrado, não se operou o fenômeno prescritivo. 
C) A pretensão à punibilidade das infrações 
disciplinares prescreve em quatro anos, contados 
da data da constatação oficial do fato. No caso 
narrado, se operou o fenômeno prescritivo. 
D) A pretensão à punibilidade das infrações 
disciplinares prescreve em cinco anos, contados da 
data da constatação oficial do fato. No caso 
narrado, não se operou o fenômeno prescritivo. 
Comentário Longo 
No caso apresentado, temos que: A advogada 
Maria Alice extraviou autos recebidos em 
confiança. Cometeu essa infração disciplinar sujeita 
à sanção de suspensão em 10/02/2012. Em 
11/02/2016 o fato foi oficialmente constatado, 
tendo sido encaminhada notícia ao Conselho 
Seccional da OAB W, sendo que em 12/02/2020 foi 
instaurado processo disciplinar. Quando em 
15/02/2022 aplicou-se definitivamente a sanção 
disciplinar de suspensão. 
Questionamento: No caso apresentado, se operou 
o fenômeno prescritivo? 
Segundo o art. 43 do Estatuto da Advocacia e da 
OAB, o prazo prescricional da pretensão punitiva 
das infrações disciplinares no âmbito da OAB é de 
5 anos. Tal prazo somente é iniciado quando o fato 
é oficialmente constatado, independentemente de 
quando ocorreu. 
Além disso, o §2º do mesmo artigo prevê ocasiões 
em que a prescrição é interrompida, ou seja, 
quando o prazo volta a ser contado do início. E 
dentre essas hipóteses, encontra-se a instauração 
do processo disciplinar. 
Assim, não ocorreu a prescrição no caso narrado no 
enunciado. Veja que o prazo só começou a correr 
em 11/02/2016, quando foi oficialmente 
constatado o fato. E em 12/02/2020 interrompeu-
se a prescrição pela instauração do processo 
disciplinar, sendo a pena aplicada em 15/02/2022. 
Neste sentido, o EAOAB preceitua que: 
“Art. 43, do EAOAB - A pretensão à punibilidade 
das infrações disciplinares prescreve em cinco anos, 
contados da data da constatação oficial do fato. 
§ 1º Aplica-se a prescrição a todo processo 
disciplinar paralisado por mais de três anos, 
pendente de despacho ou julgamento, devendo 
ser arquivado de ofício, ou a requerimento da parte 
interessada, sem prejuízo de serem apuradas as 
responsabilidades pela paralisação. 
§ 2º A prescrição interrompe-se: 
I - pela instauração de processo disciplinar ou pela 
notificação válida feita diretamente ao 
representado; 
II - pela decisão condenatória recorrível de 
qualquer órgão julgador da OAB.” 
Letra A (item árvore: 12.3) 
5 
 II. Simulado OAB 1ª Fase – 21/01/2023 
 
 
INCORRETA 
Prescreve em cinco anos, conforme art. 43 do 
EAOAB. No caso em tela, não ocorreu a prescrição. 
O prazo só começou a correr em 11/02/2016, 
quando foi oficialmente constatado o fato. 
Ademais, em 12/02/2020, o prazo prescricional foi 
interrompido pela instauração do processo 
disciplinar, sendo a pena aplicada em 15/02/2022. 
Letra B (item árvore: 12.3) 
INCORRETA 
Prescreve em cinco anos, conforme art. 43 do 
EAOAB. 
Letra C (item árvore: 12.3) 
INCORRETA 
Prescreve em cinco anos, conforme art. 43 do 
EAOAB. Ainda, não ocorreu a prescrição no caso 
narrado no enunciado, já que o prazo só começou 
a correr em 11/02/2016, quando foi oficialmente 
constatado o fato. Ademais, em 12/02/2020, a 
prescrição foi interrompida pela instauração do 
processo disciplinar, sendo a pena aplicada em 
15/02/2022. 
Letra D (item árvore: 12.3) 
CORRETA 
É a previsão do art. 43 do EAOAB: “A pretensão 
à punibilidade das infrações disciplinares prescreve 
em cinco anos, contados da data da constatação 
oficial do fato.” 
Comentário Curto 
Nos termos do art. 43, do EAOAB, a pretensão à 
punibilidade das infrações disciplinares prescreve 
em cinco anos, contados da data da constatação 
oficial do fato. 
Contudo, não ocorreu a prescrição no caso narrado 
no enunciado, já que o prazo só começou a correr 
em 11/02/2016, quando foi oficialmente 
constatado o fato. Ademais, em 12/02/2020, a 
prescrição foi interrompida pela instauração do 
processo disciplinar, sendo a pena aplicada em 
15/02/2022. 
Assim, a alternativa “D” é a correta e gabarito da 
questão. 
 
Questão 03. 
O relator designado pelo presidente do Conselho 
Seccional “W” recebeu determinada 
representaçãodisciplinar, mas sem que se 
apresentasse fundamentos. Diante do exposto, à 
luz das normas aplicáveis, é correto afirmar que: 
A) o relator pode propor ao presidente o 
arquivamento do processo. 
B) o relator pode arquivar o processo. 
C) o relator pode julgar improcedente a 
representação.. 
D) o relator não pode propor ao presidente o 
arquivamento do processo ou julgar improcedente 
a representação. 
Comentário Longo 
O enunciado traz a seguinte situação: O relator 
designado pelo presidente do Conselho Seccional 
W recebeu determinada representação disciplinar 
sem fundamentos. 
Questionamento: o Relator pode propor ao 
Presidente o arquivamento do processo? 
Nos termos do Art. 58, do CED, recebida a 
representação, o Presidente do Conselho Seccional 
ou o da Subseção, quando esta dispuser de 
Conselho, designa relator, por sorteio, um de seus 
integrantes, para presidir a instrução processual. 
§ 1º Os atos de instrução processual podem ser 
delegados ao Tribunal de Ética e Disciplina, 
conforme dispuser o regimento interno do 
Conselho Seccional, caso em que caberá ao seu 
Presidente, por sorteio, designar relator. 
§ 2º Antes do encaminhamento dos autos ao 
relator, serão juntadas a ficha cadastral do 
6 
 II. Simulado OAB 1ª Fase – 21/01/2023 
 
 
representado e certidão negativa ou positiva sobre 
a existência de punições anteriores, com menção 
das faltas atribuídas. Será providenciada, ainda, 
certidão sobre a existência ou não de 
representações em andamento, a qual, se positiva, 
será acompanhada da informação sobre as faltas 
imputadas. 
§ 3º O relator, atendendo aos critérios de 
admissibilidade, emitirá parecer propondo a 
instauração de processo disciplinar ou o 
arquivamento liminar da representação, no prazo 
de 30 (trinta) dias, sob pena de redistribuição do 
feito pelo Presidente do Conselho Seccional ou da 
Subseção para outro relator, observando-se o 
mesmo prazo. 
§ 4º O Presidente do Conselho competente ou, 
conforme o caso, o do Tribunal de Ética e 
Disciplina, proferirá despacho declarando 
instaurado o processo disciplinar ou determinando 
o arquivamento da representação, nos termos do 
parecer do relator ou segundo os fundamentos que 
adotar. 
§ 5º A representação contra membros do 
Conselho Federal e Presidentes de Conselhos 
Seccionais é processada e julgada pelo Conselho 
Federal, sendo competente a Segunda Câmara 
reunida em sessão plenária. A representação contra 
membros da diretoria do Conselho Federal, 
Membros Honorários Vitalícios e detentores da 
Medalha Rui Barbosa será processada e julgada 
pelo Conselho Federal, sendo competente o 
Conselho Pleno. 
§ 6º A representação contra dirigente de 
Subseção é processada e julgada pelo Conselho 
Seccional. 
Art. 59. Compete ao relator do processo disciplinar 
determinar a notificação dos interessados para 
prestar esclarecimentos ou a do representado para 
apresentar defesa prévia, no prazo de 15 (quinze) 
dias, em qualquer caso. 
Logo, podemos concluir que o relator pode propor 
ao presidente o arquivamento do processo! 
Letra A (item árvore: 12.3) 
CORRETA 
Art. 58 do CED: Recebida a representação, o 
Presidente do Conselho Seccional ou o da 
Subseção, quando esta dispuser de Conselho, 
designa relator, por sorteio, um de seus 
integrantes, para presidir a instrução processual. 
§ 3º O relator, atendendo aos critérios de 
admissibilidade, emitirá parecer propondo a 
instauração de processo disciplinar ou o 
arquivamento liminar da representação, no prazo 
de 30 (trinta) dias, sob pena de redistribuição do 
feito pelo Presidente do Conselho Seccional ou da 
Subseção para outro relator, observando-se o 
mesmo prazo. 
Letra B (item árvore: 12.3) 
INCORRETA 
Não pode arquivar! Ele pode propor ao Presidente 
do Conselho (art. 58, § 3º, CED). 
Letra C (item árvore: 12.3) 
INCORRETA 
Não cabe ao relator julgar! De acordo com os arts. 
58 e 59 do CED, compete ao relator fazer o 
relatório e a instrução processual! 
Letra D (item árvore: 12.3) 
INCORRETA 
O relator pode propor ao presidente o 
arquivamento do processo, conforme art. 58, do 
CED: 
“Art. 58 do CED: Recebida a representação, o 
Presidente do Conselho Seccional ou o da 
Subseção, quando esta dispuser de Conselho, 
designa relator, por sorteio, um de seus 
integrantes, para presidir a instrução processual. 
(...) 
7 
 II. Simulado OAB 1ª Fase – 21/01/2023 
 
 
§ 3º O relator, atendendo aos critérios de 
admissibilidade, emitirá parecer propondo a 
instauração de processo disciplinar ou o 
arquivamento liminar da representação, no prazo 
de 30 (trinta) dias, sob pena de redistribuição do 
feito pelo Presidente do Conselho Seccional ou da 
Subseção para outro relator, observando-se o 
mesmo prazo.” 
Comentário Curto 
Conforme se extrai do art. 58, do CED, observa-se 
que o relator pode propor ao presidente o 
arquivamento do processo: 
“Recebida a representação, o Presidente do 
Conselho Seccional ou o da Subseção, quando esta 
dispuser de Conselho, designa relator, por sorteio, 
um de seus integrantes, para presidir a instrução 
processual. 
(...) 
§ 3º O relator, atendendo aos critérios de 
admissibilidade, emitirá parecer propondo a 
instauração de processo disciplinar ou o 
arquivamento liminar da representação, no prazo 
de 30 (trinta) dias, sob pena de redistribuição do 
feito pelo Presidente do Conselho Seccional ou da 
Subseção para outro relator, observando-se o 
mesmo prazo.” 
Assim, a alternativa “A” é a correta e gabarito da 
questão. 
 
Questão 04. 
O Conselho Seccional “W” da OAB criou 
subseções e uma Caixa de Assistência dos 
Advogados. Dentre as subseções, inclui-se a 
Subseção “X”, cuja área territorial abrange um 
município. 
Considerando a hipótese narrada, analise as 
afirmativas a seguir e assinale a única correta. 
A) A Subseção apenas pode ser criada pelo 
Conselho Federal. 
B) A área de atuação da subseção não pode ser 
equivalente a mais de um município. 
C) A Caixa de Assistência dos Advogados não 
pode, em benefício dos advogados, promover a 
seguridade complementar. 
D) As subseções são criadas pelo Conselho 
Seccional, sendo que, quando constituída, torna-se 
parte autônoma do próprio conselho seccional. A 
criação da subseção acaba por descentralizar parte 
das atividades de competência da seccional. 
Comentário Longo 
No caso apresentado, temos que: O Conselho 
Seccional “W” da OAB criou Subseções e uma 
Caixa de Assistência dos Advogados. Dentre as 
subseções, inclui-se a Subseção “X”, cuja área 
territorial abrange um município. 
Neste sentido, a solução da questão se encontra 
nos arts. 60 e 62 do EAOAB, como se observa: 
“Art. 60. A Subseção pode ser criada pelo 
Conselho Seccional, que fixa sua área territorial e 
seus limites de competência e autonomia. 
§ 1º A área territorial da Subseção pode abranger 
um ou mais municípios, ou parte de município, 
inclusive da capital do Estado, contando com um 
mínimo de quinze advogados, nela 
profissionalmente domiciliados. 
Art. 62. A Caixa de Assistência dos Advogados, 
com personalidade jurídica própria, destina-se a 
prestar assistência aos inscritos no Conselho 
Seccional a que se vincule. 
§ 1º A Caixa é criada e adquire personalidade 
jurídica com a aprovação e registro de seu estatuto 
pelo respectivo Conselho Seccional da OAB, na 
forma do regulamento geral. 
§ 2º A Caixa pode, em benefício dos advogados, 
promover a seguridade complementar.” 
Observa-se que as subseções são criadas pelo 
Conselho Seccional, sendo que, quando 
8 
 II. Simulado OAB 1ª Fase – 21/01/2023 
 
 
constituída, torna-se parte autônoma do próprio 
Conselho Seccional. 
Logo, a criação da Subseção acaba por 
descentralizar parte das atividades de competência 
da Seccional, o que facilita, por vezes, o acesso do 
advogado perante a OAB. 
Letra A (item árvore: 13.1) 
INCORRETA 
Segundo o art. 60 do EAOAB, a Subseção pode ser 
criada pelo Conselho Seccional, que fixa sua área 
territorial e seus limites de competência e 
autonomia.Letra B (item árvore: 13.1) 
INCORRETA 
Na verdade, área de atuação da subseção pode ser 
equivalente a um ou mais municípios ou, até 
mesmo, a parte de municípios. 
Neste sentido, o Art. 60, §1º, do EAOAB preceitua 
que: “A área territorial da Subseção pode 
abranger um ou mais municípios, ou parte de 
município, inclusive da capital do Estado, contando 
com um mínimo de quinze advogados, nela 
profissionalmente domiciliados.”Letra C (item 
árvore: 13.1) 
INCORRETA 
Segundo o art. 62, §2º, do EAOAB, a Caixa pode, 
em benefício dos advogados, promover a 
seguridade complementar. 
Letra D (item árvore: 13.1) 
CORRETA 
O Art. 60, do EAOAB preceitua que a Subseção 
pode ser criada pelo Conselho Seccional, que fixa 
sua área territorial e seus limites de competência e 
autonomia. 
Comentário Curto 
Nos termos do Art. 60, do EAOAB, a Subseção 
pode ser criada pelo Conselho Seccional, que fixa 
sua área territorial e seus limites de competência e 
autonomia. E a área territorial da Subseção pode 
abranger um ou mais municípios, ou parte de 
município, inclusive da capital do Estado, contando 
com um mínimo de quinze advogados, nela 
profissionalmente domiciliados. 
Neste sentido, as subseções são criadas pelo 
Conselho Seccional, sendo que, quando 
constituída, torna-se parte autônoma do próprio 
conselho seccional. 
Logo, a criação da subseção acaba por 
descentralizar parte das atividades de competência 
da seccional, o que facilita, por vezes, o acesso do 
advogado perante a OAB. 
Diante de tais aspectos, a alternativa “D” é a 
correta e gabarito da questão. 
 
Questão 05. 
A advogada Viviane é sócia de determinada 
sociedade de advogados com sede na Paraíba e 
filial no Ceará. Após participar de um evento 
jurídico, a advogada se destacou por sua excelência 
e foi convidada a integrar, cumulativamente e 
também como sócia, os quadros de outra 
sociedade de advogados, esta com sede no Ceará 
e sem filiais. O convite foi aceito, de forma que a 
advogada providenciou a sua inscrição 
suplementar na OAB/CE. Com base no caso 
apresentado, assinale a alternativa correta. 
A) Viviane agiu de maneira incorreta, já que é 
vedado ao advogado integrar mais de uma 
sociedade de advogados dentro do território 
nacional. 
B) Viviane agiu de acertadamente, já que passaria a 
atuar em mais de cinco causas por ano no Ceará, o 
que tornou necessária à sua inscrição suplementar 
neste Estado. 
C) Viviane agiu de maneira incorreta, já que se torna 
vedado ao advogado integrar mais de uma 
sociedade de advogados com sede ou filial na 
9 
 II. Simulado OAB 1ª Fase – 21/01/2023 
 
 
mesma área territorial do respectivo Conselho 
Seccional. 
D) Viviane agiu de maneira incorreta, já que 
passaria a exercer a profissão na qualidade de 
sócia, o que torna necessário a inscrição 
suplementar. 
Comentário Longo 
O enunciado aponta que a advogada Viviane é 
sócia de determinada sociedade de advogados 
com sede na Paraíba e filial no Ceará. E após 
participar de um evento jurídico, a advogada se 
destacou e foi convidada a integrar, 
cumulativamente e também como sócia, os 
quadros de outra sociedade de advogados, esta 
com sede no Ceará e sem filiais. Aceitou o convite 
e providenciou sua inscrição suplementar na 
OAB/CE, tendo em vista que passaria a exercer 
habitualmente a profissão nesse estado. 
Questionamento: Viviane poderia integrar os 
quadros de outra sociedade de advogados, ainda 
que com sede no Ceará? 
Nos termos do Art. 15 do EAOAB, observa-se que: 
“Os advogados podem reunir-se em sociedade 
simples de prestação de serviços de advocacia ou 
constituir sociedade unipessoal de advocacia, na 
forma disciplinada nesta Lei e no regulamento 
geral. 
§ 1º: A sociedade de advogados e a sociedade 
unipessoal de advocacia adquirem personalidade 
jurídica com o registro aprovado dos seus atos 
constitutivos no Conselho Seccional da OAB em 
cuja base territorial tiver sede. 
§ 2º: Aplica-se à sociedade de advogados e à 
sociedade unipessoal de advocacia o Código de 
Ética e Disciplina, no que couber. 
§ 3º: As procurações devem ser outorgadas 
individualmente aos advogados e indicar a 
sociedade de que façam parte. 
§ 4 º: Nenhum advogado pode integrar mais de 
uma sociedade de advogados, constituir mais de 
uma sociedade unipessoal de advocacia, ou 
integrar, simultaneamente, uma sociedade de 
advogados e uma sociedade unipessoal de 
advocacia, com sede ou filial na mesma área 
territorial do respectivo Conselho Seccional.” 
Assim, a vedação prevista no EAOAB alcança a 
“mesma área territorial do respectivo Conselho 
Seccional”. Ou seja, torna-se possível que o 
advogado seja sócio de mais de uma sociedade de 
advogados, desde que cada uma delas pertença a 
bases territoriais distintas. 
Letra A (item árvore: 8.1) 
INCORRETA 
A vedação de participar de mais de uma sociedade 
de advogados ocorre somente na mesma base 
territorial do Conselho Seccional (art. 15, §4º, 
EAOAB). 
Letra B (item árvore: 8.1) 
INCORRETA 
Como a sociedade que Viviane participa já possui 
filial no Ceará, ela não pode integrar uma nova 
sociedade nessa mesma base territorial (art. 15, § 
4º, EAOAB). 
Letra C (item árvore: 8.1) 
CORRETA 
É a exata previsão do art. 15, § 4º, EAOAB! 
Letra D (item árvore: 8.1) 
INCORRETA 
Como a sociedade que Viviane participa já possui 
filial no Ceará, a advogada não poderá integrar 
uma nova sociedade nesta mesma base territorial 
(art. 15, § 4º, EAOAB). 
Comentário Curto 
Nos termos do Art. 15, §4º, do EAOAB, nenhum 
advogado pode integrar mais de uma sociedade de 
advogados, constituir mais de uma sociedade 
10 
 II. Simulado OAB 1ª Fase – 21/01/2023 
 
 
unipessoal de advocacia, ou integrar, 
simultaneamente, uma sociedade de advogados e 
uma sociedade unipessoal de advocacia, com sede 
ou filial na mesma área territorial do respectivo 
Conselho Seccional. 
Assim, a alternativa “C” é a correta e gabarito da 
questão. 
 
Questão 06. 
O Dr. Mévio, advogado regularmente inscrito na 
OAB, tornou-se moralmente inidôneo para o 
exercício da advocacia e, respondeu a processo 
disciplinar, tendo sofrido, como consequência, 
penalidade de exclusão da Ordem. 
Considerando a situação hipotética apresentada e 
o Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a 
opção correta.. 
A) Para a aplicação da sanção disciplinar de 
exclusão torna-se necessária a manifestação 
favorável de metade dos membros do Conselho 
Seccional competente. 
B) Serão considerados inexistentes os atos 
privativos de advogado praticados por Mévio após 
a exclusão, dado o impedimento do exercício do 
mandato, em razão da sanção disciplinar aplicada. 
C) A penalidade de exclusão tão somente se Mévio 
tivesse praticado crime infamante. 
D) Para a aplicação da sanção disciplinar de 
exclusão torna-se necessária a manifestação 
favorável de dois terços dos membros do Conselho 
Seccional competente. 
Comentário Longo 
De acordo com o enunciado, Dr. Mévio, advogado 
regularmente inscrito na OAB, tornou-se 
moralmente inidôneo para o exercício da advocacia 
e, respondeu a processo disciplinar, tendo sofrido, 
como consequência, penalidade de exclusão da 
OAB. 
Questionamento: É possível a aplicação da sanção 
disciplinar de exclusão? 
De acordo com o art. 38 do EAOAB, verificar-se 
que: 
“A exclusão é aplicável nos casos de: 
I - aplicação, por três vezes, de suspensão; 
II - infrações definidas nos incisos XXVI a XXVIII do 
art. 34. 
Parágrafo único. Para a aplicação da sanção 
disciplinar de exclusão, é necessária a manifestação 
favorável de dois terços dos membros do Conselho 
Seccional competente.” 
Assim, para a aplicação da sanção disciplinar de 
exclusão torna-se necessária a manifestação 
favorável de dois terços dos membros do Conselho 
Seccional competente. 
Letra A (item árvore: 12.3) 
INCORRETA 
Conforme Art. 38, parágrafo único, do EAOAB, 
para a aplicação da sanção disciplinar de exclusão, 
é necessária a manifestação favorável de dois 
terços dos membros do Conselho Seccionalcompetente (não metade). 
Letra B (item árvore: 12.3) 
INCORRETA 
Na verdade, os atos são considerados nulos, e não 
inexistentes (art. 4º, parágrafo único, EAOAB). 
Veja: 
“Art. 4º São nulos os atos privativos de advogado 
praticados por pessoa não inscrita na OAB, sem 
prejuízo das sanções civis, penais e administrativas. 
Parágrafo único. São também nulos os atos 
praticados por advogado impedido - no âmbito do 
impedimento - suspenso, licenciado ou que passar 
a exercer atividade incompatível com a advocacia.
” 
Letra C (item árvore: 12.3) 
INCORRETA 
11 
 II. Simulado OAB 1ª Fase – 21/01/2023 
 
 
A sanção de exclusão não ocorre somente quando 
o advogado pratica crime infamante. Segundo o 
art. 38, I e II do EAOAB, também é punível com 
exclusão os casos de aplicação de suspensão, por 
três vezes, ou ainda, quando o profissional comete 
as infrações definidas nos incisos XXVI a XXVIII do 
art. 34. 
Assim, veja: 
“Art. 38. A exclusão é aplicável nos casos de: 
I - aplicação, por três vezes, de suspensão 
II - infrações definidas nos incisos XXVI a XXVIII do 
art. 34. 
Parágrafo único. Para a aplicação da sanção 
disciplinar de exclusão, é necessária a manifestação 
favorável de dois terços dos membros do Conselho 
Seccional competente.” 
Letra D (item árvore: 12.3) 
CORRETA 
Nos termos do Art. 38, parágrafo único, do 
EAOAB, para a aplicação da sanção disciplinar de 
exclusão, é necessária a manifestação favorável de 
dois terços dos membros do Conselho Seccional 
competente. 
Comentário Curto 
Nos termos do Art. 38, parágrafo único do EAOAB, 
para a aplicação da sanção disciplinar de exclusão, 
torna-se necessária a manifestação favorável de 
dois terços dos membros do Conselho Seccional 
competente. 
Assim, a alternativa “D” é a correta e gabarito da 
questão. 
 
Questão 07. 
No estado “X” comenta-se a extinção da Caixa 
de Assistência dos Advogados, e alguns juristas 
questionam a destinação do patrimônio do órgão. 
Considerando a situação hipotética, é correto 
afirmar que em caso de extinção da Caixa: 
A) o seu patrimônio se incorpora ao do Conselho 
Seccional respectivo. 
B) o seu patrimônio se incorpora ao do Conselho 
Federal. 
C) o seu patrimônio será dividido entre o Conselho 
Federal e Conselho Seccional respectivo. 
D) o seu patrimônio será dividido entre o Conselho 
Seccional respectivo e subseções. 
Comentário Longo 
Em resumo, temos que: no Estado “X” há notícias 
de extinção da Caixa de Assistência dos 
Advogados. Alguns juristas questionam a 
destinação do patrimônio do órgão. 
Questionamento: O que acontece com o 
patrimônio da Caixa de Assistência dos Advogados 
em caso de extinção? 
Nos termos do Art. 62, do EAOAB, a Caixa de 
Assistência dos Advogados, com personalidade 
jurídica própria, destina-se a prestar assistência aos 
inscritos no Conselho Seccional a que se vincule. 
Neste sentido, conforme preceituado no parágrafo 
sexto do supracitado artigo, em caso de extinção 
ou desativação da Caixa, seu patrimônio se 
incorpora ao do Conselho Seccional respectivo. 
Logo, no caso em tela, o patrimônio se incorporará 
ao do Conselho Seccional respectivo. 
Letra A (item árvore: 13.1) 
CORRETA 
É a previsão do art. 62, §6º do EAOAB! 
Letra B (item árvore: 13.1) 
INCORRETA 
Na verdade, em caso de extinção da Caixa, o seu 
patrimônio incorporará ao do Conselho Seccional 
respectivo (art. 62, §6º do EAOAB). 
Letra C (item árvore: 13.1) 
INCORRETA 
12 
 II. Simulado OAB 1ª Fase – 21/01/2023 
 
 
Em caso de extinção da Caixa, o seu patrimônio 
incorporará ao do Conselho Seccional respectivo 
(art. 62, §6º do EAOAB). 
Letra D (item árvore: 13.1) 
INCORRETA 
O patrimônio incorporará ao do Conselho 
Seccional respectivo (art. 62, §6º do EAOAB). 
Comentário Curto 
Nos termos do Art. 62, do EAOAB, a Caixa de 
Assistência dos Advogados, com personalidade 
jurídica própria, destina-se a prestar assistência aos 
inscritos no Conselho Seccional a que se vincule. 
Neste sentido, conforme preceituado no parágrafo 
sexto do supracitado artigo, em caso de extinção 
ou desativação da Caixa, seu patrimônio se 
incorpora ao do Conselho Seccional respectivo. 
Logo, a assertiva “A” é a correta e gabarito da 
questão. 
 
Questão 08. 
A advogada Rita era conselheira de determinado 
Conselho Seccional da OAB. No entanto, faleceu 
após graves problemas de saúde e tentativas 
infrutíferas de tratamento. Considerando o caso 
narrado, quanto ao mandato de Rita, assinale a 
afirmativa correta. 
A) Compete à Primeira Câmara do Conselho 
Federal da OAB declarar extinto o mandato. 
B) Compete à Diretoria do Conselho Seccional 
respectivo declarar extinto o mandato. 
C) Compete ao plenário do Conselho Seccional 
solicitar a extinção do mandato ao Conselho 
Federal. 
D) Compete à Segunda Câmara do Conselho 
Federal da OAB declarar extinto o mandato. 
Comentário Longo 
No caso apresentado, temos que: a advogada Rita 
era conselheira de determinado Conselho 
Seccional da OAB, mas faleceu após graves 
problemas de saúde e tentativas infrutíferas de 
tratamento. 
Questionamento: Qual é o órgão competente para 
declarar extinto o mandato? 
Nos termos do Art. 54, do RGEAOAB, observa-se 
que: 
“Compete à Diretoria dos Conselhos Federal e 
Seccionais, da Subseção ou da Caixa de Assistência 
declarar extinto o mandato, ocorrendo uma das 
hipóteses previstas no art. 66 do Estatuto, 
encaminhando ofício ao Presidente do Conselho 
Seccional. 
§ 1º A Diretoria, antes de declarar extinto o 
mandato, salvo no caso de morte ou renúncia, ouve 
o interessado no prazo de quinze dias, notificando-
o mediante ofício com aviso de recebimento. 
§ 2º Havendo suplentes de Conselheiros, a ordem 
de substituição é definida no Regimento Interno do 
Conselho Seccional. 
§ 3º Inexistindo suplentes, o Conselho Seccional 
elege, na sessão seguinte à data do recebimento 
do ofício, o Conselheiro Federal, o diretor do 
Conselho Seccional, o Conselheiro Seccional, o 
diretor da Subseção ou o diretor da Caixa de 
Assistência dos Advogados, onde se deu a vaga. 
§ 4º Na Subseção onde houver conselho, este 
escolhe o substituto.” 
Assim, compete à Diretoria do Conselho Seccional 
respectivo declarar extinto o mandato, quando 
tratar-se de morte do Conselheiro, como se 
observa no caso em tela. 
Letra A (item árvore: 13.1) 
INCORRETA 
Na verdade, compete à Diretoria do Conselho 
Seccional respectivo (art. 54, §1º do RGEAOAB). 
Letra B (item árvore: 13.1) 
CORRETA 
13 
 II. Simulado OAB 1ª Fase – 21/01/2023 
 
 
É a exata previsão do art. 54, §1º do RGEAOAB. 
Letra C (item árvore: 13.1) 
INCORRETA 
Compete à Diretoria do Conselho Seccional 
respectivo (art. 54, §1º do RGEAOAB). 
Letra D (item árvore: 13.1) 
INCORRETA 
Na verdade, compete à Diretoria do Conselho 
Seccional respectivo (art. 54, §1º do RGEAOAB). 
Comentário Curto 
Nos termos do Art. 54 do RGEAOAB, compete à 
Diretoria dos Conselhos Federal e Seccionais, da 
Subseção ou da Caixa de Assistência declarar 
extinto o mandato, ocorrendo uma das hipóteses 
previstas no art. 66 do Estatuto, encaminhando 
ofício ao Presidente do Conselho Seccional. 
Assim, a alternativa “B” é a correta e gabarito da 
questão. 
 
Filosofia do Direito 
Jean Vilbert 
Questão 09. 
Cada homem possui uma habilidade natural 
(Platão). 
Sobre o pensamento Platônico, é CORRETO 
afirmar: 
a) A versatilidade, um mesmo homem exercendo 
várias profissões, não é boa para a sociedade. 
b) Feliz é a sociedade em que cada homem possui 
diversas habilidades naturais e um mesmo homem 
pode exercer várias profissões. 
c) O governante que designa profissões aos súditos 
estaria ferindo de morte a liberdade individual, 
princípio máximo da vida comum. 
d) É melhor que cada homem seja autossuficiente e 
produza tudo aquilo que precisa para viver. 
Comentário Longo 
Platão, seguindo em boa medida o que ensinava 
seu mestre (Sócrates), entendia que o objetivo das 
pessoas deveria ser ter uma vida digna 
(eudaimonia). O problema é queas pessoas nem 
sempre sabem o que é bom. Há, porém, um modo 
de resolver essa balbúrdia (moral) e guiar o povo 
para a boa vida; existem alguns sujeitos que 
entendem o real significado de viver bem: os 
filósofos e, por isso, eles é que devem governar, 
inclusive garantindo que cada pessoa exerça a 
profissão que lhe cabe: a sociedade obtém os 
melhores resultados quando os indivíduos exercem 
suas aptidões (cada um no seu quadrado). 
Feche os olhos e idealize que em vez de estar 
jogando bola, Neymar Jr. estivesse lavando carros 
na lava-rápido ali da esquina. Platão consideraria 
isso completamente injusto: TODOS perderíamos a 
oportunidade de ver dribles desconcertantes e 
golaços. O fato de Neymar estar alocando onde ele 
oferece mais para a sociedade (dentro de um 
campo de futebol), segundo Platão, é a justiça no 
caso concreto. 
a) EXATO! Para Platão cada pessoa tem sua natural 
habilidade. Uns nasceram para serem guerreiros, 
outros para serem carpinteiros, outros para serem 
governantes. Se um homem tentar ser mais de uma 
coisa, atrapalhará não apenas os demais como a 
sociedade como um todo! 
b) Nops! Não tem essa de um homem ter várias 
habilidades naturais. A sociedade em que se mete 
na profissão do outro seria o caos! 
c) Negativo. Platão não tinha essa estima toda pela 
liberdade para colocá-la como princípio máximo. E 
para garantir o bem comum, se fosse o caso, cabia 
sim ao governante assinalara profissões aos 
súditos. 
d) Claro que NÃO! É melhor que cada homem faça 
aquilo que sabe e que a sociedade como um todo 
produza tudo que precisa. Assim, teremos o 
ferreiro, o carpinteiro, o pedreiro, o agricultor... 
14 
 II. Simulado OAB 1ª Fase – 21/01/2023 
 
 
Comentário Curto 
As pessoas possuem uma aptidão própria e, em um 
Estado ideal (justo), cada sujeito realiza a função 
adequada à sua virtude natural. 
 
Questão 10. 
O homem é um animal político. Fora da sociedade, 
só há deuses e bestas (Aristóteles) 
No pensamento aristotélico, é CORRETO afirmar: 
a) Outros animais também possuem linguagem, 
traço que não distingue o homem para fins de vida 
em sociedade. 
b) O homem médio tem vida gregária; aqueles que 
se distanciam da comunidade estão acima ou 
abaixo dela. 
c) A sociedade é um acordo de vontades pelo qual 
o homem assume certas limitações em prol das 
realizações que pode atingir na vida em conjunto. 
d) A sociedade se constitui de cima para baixo, dos 
governantes para os governados, por meio de um 
ato de império. 
Comentário Longo 
O homem é destinado naturalmente a viver na 
polis, que lhe é tão natural quanto o formigueiro é 
para a formiga – é inconcebível que o homem viva 
de outro modo. É isso: para Aristóteles, o homem 
é um animal político (zoon politikon - realismo 
empírico). 
Nas palavras do mestre: “abandonado a si mesmo 
não sai do puro reino animal, não se eleva acima da 
pura animalidade. A verdadeira artífice criadora do 
homem, no significado espiritual da palavra, 
naquilo que o homem tem de mais próprio e de 
mais característico, é a polis. [...] Por isso, fora das 
comunidades políticas, não encontramos homens, 
mas apenas animais selvagens, guiados pelos 
instintos naturais”. 
Assim como Platão, Aristóteles acreditava que o 
propósito do homem é viver uma vida digna 
(virtuosa) – a finalidade social imperativa é capacitar 
o homem a viver de acordo com as virtudes (o que 
diferencia o homem dos outros animais, além da 
linguagem, é justamente a capacidade racional, 
que o permite escolher o bom em detrimento do 
mau). 
a) Mentira! Aristóteles acredita que o poder da 
linguagem é único nos homens, e nos permite 
conhecer o certo e o errado, o justo e o injusto, o 
que faremos ao viver em sociedade, comunicando-
se. 
b) ISSO! Na verdade, a opção é uma tradução do 
enunciado, só que em outras palavras. Fora da 
sociedade só há bestas (abaixo) e deuses (acima) da 
comunidade de homens médios. 
c) ERRADO! Essa seria uma visão contratualista 
(Hobbes, Locke, Rousseau). Para Aristóteles a 
sociedades é natural ao homem, assim como é para 
as formigas ou abelhas. 
d) Jamé!! A sociedade se forma de suas pequenas 
partes. Primeiro temos as famílias (alimentados do 
mesmo leite). A reunião de famílias forma uma vila 
e a reunião de vilas forma uma comunidade, que 
para Aristóteles é o mesmo que Estado. 
 
Comentário Curto 
“Fora das comunidades políticas, não 
encontramos homens, mas apenas animais 
selvagens, guiados pelos instintos naturais”. 
 
 
Direito Constitucional 
Diego Cerqueira 
Questão 11. 
O Estado Gama editou lei que proíbe que as 
empresas concessionárias de serviços públicos 
suspendam, quando ausente pagamento, o 
15 
 II. Simulado OAB 1ª Fase – 21/01/2023 
 
 
fornecimento residencial de energia elétrica em 
dias nela especificados (domingos e feriados). Em 
face do teor da referida Lei, o Partido Político “
Mais União” ajuizou uma Ação Direta de 
Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal 
Federal, requerendo a declaração de 
inconstitucionalidade da referida lei. No curso do 
processo ocorre a perda superveniente da 
representação do partido no Congresso Nacional. 
Considerando a situação hipotética apresentada e 
a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, 
assinale a alternativa correta. 
a) A ação pode prosseguir, já que a Ação Direta de 
Inconstitucionalidade é um processo objetivo, em 
que não há interesses subjetivos. Assim, a aferição 
da legitimidade é feita no momento da propositura 
da ação, e não em momento posterior. 
b) A ação pode prosseguir, já que a legitimidade 
ativa do partido político para ajuizar uma ADI 
independe de representação no Congresso 
Nacional. 
c) A ação não pode prosseguir, já que a 
representação do partido no Congresso Nacional é 
requisito indispensável em todo o processo. 
d) A ação não pode prosseguir, já que o Partido 
Político não faz parte do rol taxativo de legitimados 
para ajuizar ações de controle abstrato, 
independentemente de representação no 
Congresso Nacional. 
Comentário Longo 
No caso apresentado, temos a seguinte situação: o 
Partido Político “Mais União” ajuizou uma Ação 
Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo 
Tribunal Federal, requerendo a declaração de 
inconstitucionalidade da referida lei. No curso do 
processo ocorre a perda superveniente da 
representação do partido no Congresso Nacional. 
Questionamento: A ação pode prosseguir diante 
da perda superveniente da representação do 
partido no Congresso Nacional? 
De acordo com o art. 103 da CRFB/88, podem 
propor a ação direta de inconstitucionalidade e a 
ação declaratória de constitucionalidade: VIII - 
partido político com representação no Congresso 
Nacional. 
A ação pode prosseguir, já que a Ação Direta de 
Inconstitucionalidade é um processo objetivo, em 
que não há interesses subjetivos. 
De acordo com o Supremo Tribunal Federal, a 
aferição da legitimidade é feita no momento da 
propositura da ação, e não em momento posterior. 
Letra A (item árvore: 19.1) 
CORRETA 
A ação pode prosseguir, já que a Ação Direta de 
Inconstitucionalidade é um processo objetivo, em 
que não há interesses subjetivos. De acordo com o 
STF, a aferição da legitimidade é feita no momento 
da propositura da ação, e não em momento 
posterior. 
Letra B (item árvore: 19.1) 
INCORRETA 
De acordo com o art. 103 da CRFB/88, podem 
propor a ação direta de inconstitucionalidade e a 
ação declaratória de constitucionalidade: VIII - 
partido político com representação no Congresso 
Nacional. No entanto, a aferição da legitimidade é 
feita no momento da propositura da ação, e não 
em momento posterior. 
Letra C (item árvore: 19.1) 
INCORRETA Na verdade, a aferição da 
legitimidade é feita no momento da propositura da 
ação, e não em momento posterior. 
Letra D (item árvore: 19.1) 
INCORRETA 
O partido político faz parte do rol taxativo! Art. 103 
da CRFB/88: Podem propor a ação direta de 
inconstitucionalidade e a ação declaratória de 
16 
 II. Simulado OAB 1ª Fase – 21/01/2023constitucionalidade: VIII - partido político com 
representação no Congresso Nacional. 
 
Comentário Curto 
Art. 103 da CRFB/88, podem propor a ação direta 
de inconstitucionalidade e a ação declaratória de 
constitucionalidade: VIII - partido político com 
representação no Congresso Nacional. 
Segundo o STF, a aferição da legitimidade é feita 
no momento da propositura da ação, e não em 
momento posterior. 
 
Questão 12. 
O Congresso Nacional autorizou o Presidente da 
República a normatizar, por via de lei delegada. No 
entanto, o Chefe do Poder Executivo, ao elaborar 
o diploma normativo, exorbitou dos poderes a ele 
conferidos, deixando de respeitar os limites 
estabelecidos pelo Congresso Nacional, por via de 
Resolução. Com base no caso apresentado, 
assinale a alternativa correta. 
a) Se a resolução determinar a apreciação do 
projeto pelo Congresso Nacional, este a fará em 
votação única, vedada qualquer emenda. 
b) Poderão ser objeto de delegação os atos de 
competência exclusiva do Congresso Nacional.. 
c) A delegação ao Presidente da República terá a 
forma de resolução do Congresso Nacional. Cabe 
ao Presidente especificar o conteúdo da lei 
delegada. 
d) É de competência exclusiva do Senado Federal 
sustar os atos normativos do Poder Executivo que 
exorbitem os limites da delegação legislativa. 
Comentário Longo 
Com base no que dispõe o inciso V do Art. 49 da 
Constituição Federal, é de competência exclusiva 
do Congresso Nacional (o poder delegante) sustar 
os atos normativos do Poder Executivo que 
exorbitem os limites da delegação legislativa. 
Trata-se de verdadeiro controle político e de 
constitucionalidade, na modalidade repressiva, 
exercido pelo Poder Legislativo. 
Nos termos do Art. 68, § 3º, da Constituição 
Federal, ao deliberar sobre o projeto, ou o 
Congresso Nacional o aprova integralmente ou o 
rejeita em sua totalidade, sendo vedada qualquer 
emenda. 
Art. 68. As leis delegadas serão elaboradas pelo 
Presidente da República, que deverá solicitar a 
delegação ao Congresso Nacional. 
§ 1º Não serão objeto de delegação os atos de 
competência exclusiva do Congresso Nacional, os 
de competência privativa da Câmara dos 
Deputados ou do Senado Federal, a matéria 
reservada à lei complementar, nem a legislação 
sobre: 
I - organização do Poder Judiciário e do Ministério 
Público, a carreira e a garantia de seus membros; 
II - nacionalidade, cidadania, direitos individuais, 
políticos e eleitorais; 
III - planos plurianuais, diretrizes orçamentárias e 
orçamentos. 
§ 2º A delegação ao Presidente da República terá 
forma de resolução do Congresso Nacional, que 
especificará seu conteúdo e os termos de seu 
exercício. 
§ 3º Se a resolução determinar a apreciação do 
projeto pelo Congresso Nacional, este a fará em 
votação única, vedada qualquer emenda. 
Letra A (item árvore: 12.1) 
CORRETA 
Art. 68. As leis delegadas serão elaboradas pelo 
Presidente da República, que deverá solicitar a 
delegação ao Congresso Nacional. § 3º Se a 
resolução determinar a apreciação do projeto pelo 
17 
 II. Simulado OAB 1ª Fase – 21/01/2023 
 
 
Congresso Nacional, este a fará em votação única, 
vedada qualquer emenda. 
Letra B (item árvore: 12.1) 
INCORRETA 
De acordo com o art. 68, § 1º da CF/88, não serão 
objeto de delegação os atos de competência 
exclusiva do Congresso Nacional. 
Letra C (item árvore: 12.1) 
INCORRETA 
Não cabe ao Presidente especificar o conteúdo! 
Segundo o art. 68, § 2º da CF/88, a delegação ao 
Presidente da República terá a forma de resolução 
do Congresso Nacional, que especificará seu 
conteúdo e os termos de seu exercício. 
Letra D (item árvore: 12.1) 
INCORRETA 
Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso 
Nacional: V - sustar os atos normativos do Poder 
Executivo que exorbitem do poder regulamentar 
ou dos limites de delegação legislativa. 
Comentário Curto 
Art. 68. As leis delegadas serão elaboradas pelo 
Presidente da República, que deverá solicitar a 
delegação ao Congresso Nacional. 
§ 3º Se a resolução determinar a apreciação do 
projeto pelo Congresso Nacional, este a fará em 
votação única, vedada qualquer emenda. 
 
Questão 13. 
O Estado Beta, integrante da República Federativa 
do Brasil, foi agraciado com o anúncio da 
descoberta de enormes jazidas de minério e 
petróleo em seu território. As jazidas de minério 
estão todas localizadas no Município de X e as de 
petróleo, no Município Y, ambos localizados no 
Estado Beta. Com base no sistema jurídico-
constitucional, assinale a alternativa correta. 
a) As jazidas de minério e petróleo descobertas 
pertencem à União. Porém, o Estado Beta e os 
Municípios X e Y têm participação assegurada no 
resultado ou compensação financeira pela 
exploração de recursos em seus territórios.. 
b) As jazidas de minério e petróleo descobertas 
pertencem aos Municípios. O Estado Beta não tem 
participação no resultado ou compensação 
financeira pela exploração de recursos em seu 
território.. 
c) As jazidas de minério e petróleo descobertas 
pertencem ao Estado Beta. Porém, os Municípios X 
e Y têm participação assegurada no resultado ou 
compensação financeira pela exploração de 
recursos em seus territórios. 
d) As jazidas de minério e petróleo descobertas 
pertencem ao Estado Beta. Porém, os Municípios X 
e Y e a União têm participação assegurada no 
resultado ou compensação financeira pela 
exploração de recursos em seus territórios. 
Comentário Longo 
No caso apresentado, temos que: o Estado Beta, 
integrante da República Federativa do Brasil, foi 
agraciado com o anúncio da descoberta de 
enormes jazidas de minério em seu território. As 
jazidas estão todas localizadas no Município de X e 
as de petróleo, no Município Y, ambos localizados 
no Estado Beta. 
Segundo o Art. 20, IX, da Constituição, são bens da 
União os recursos minerais, inclusive os do subsolo. 
O Art. 176, da Constituição dispõe que as jazidas, 
em lavra ou não, e demais recursos minerais 
constituem propriedade distinta da do solo, para 
efeito de exploração ou aproveitamento, e 
pertencem à União. 
Art. 176 da CF/88: As jazidas, em lavra ou não, e 
demais recursos minerais e os potenciais de energia 
hidráulica constituem propriedade distinta da do 
solo, para efeito de exploração ou aproveitamento, 
18 
 II. Simulado OAB 1ª Fase – 21/01/2023 
 
 
e pertencem à União, garantida ao concessionário 
a propriedade do produto da lavra. 
Logo, as jazidas de minério e petróleo descobertas 
pertencem à União. 
No entanto, a Constituição, em seu Art. 20, § 1º, 
assegura aos Estados e aos Municípios participação 
no resultado da exploração de petróleo ou gás 
natural e de outros recursos minerais no respectivo 
território, plataforma continental, mar territorial ou 
zona econômica exclusiva, ou compensação 
financeira por essa exploração. 
Art. 20, § 1º da CF/88: É assegurada, nos termos da 
lei, à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos 
Municípios a participação no resultado da 
exploração de petróleo ou gás natural, de recursos 
hídricos para fins de geração de energia elétrica e 
de outros recursos minerais no respectivo território, 
plataforma continental, mar territorial ou zona 
econômica exclusiva, ou compensação financeira 
por essa exploração. 
Dessa forma, o Estado Beta e os Municípios X e Y 
têm participação assegurada no resultado ou 
compensação financeira pela exploração de 
recursos em seus territórios. 
Letra A (item árvore: 15.1) 
CORRETA 
Art. 176 da CF/88: As jazidas, em lavra ou não, e 
demais recursos minerais e os potenciais de energia 
hidráulica constituem propriedade distinta da do 
solo, para efeito de exploração ou aproveitamento, 
e pertencem à União, garantida ao concessionário 
a propriedade do produto da lavra. 
Art. 20, § 1º da CF/88: É assegurada, nos termos da 
lei, à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos 
Municípios a participação no resultado da 
exploração de petróleo ou gás natural, de recursos 
hídricos para fins de geraçãode energia elétrica e 
de outros recursos minerais no respectivo território, 
plataforma continental, mar territorial ou zona 
econômica exclusiva, ou compensação financeira 
por essa exploração. 
Letra B (item árvore: 15.1) 
INCORRETA 
As jazidas de minério descobertas pertencem à 
União. Art. 176 da CF/88: As jazidas, em lavra ou 
não, e demais recursos minerais e os potenciais de 
energia hidráulica constituem propriedade distinta 
da do solo, para efeito de exploração ou 
aproveitamento, e pertencem à União, garantida 
ao concessionário a propriedade do produto da 
lavra. 
Letra C (item árvore: 15.1) 
INCORRETA 
Art. 176 da CF/88: As jazidas, em lavra ou não, e 
demais recursos minerais e os potenciais de energia 
hidráulica constituem propriedade distinta da do 
solo, para efeito de exploração ou aproveitamento, 
e pertencem à União, garantida ao concessionário 
a propriedade do produto da lavra. (art. 176 da 
CF/88) 
Letra D (item árvore: 15.1) 
INCORRETA 
Na verdade, as jazidas, em lavra ou não, e demais 
recursos minerais e os potenciais de energia 
hidráulica constituem propriedade distinta da do 
solo, para efeito de exploração ou aproveitamento, 
e pertencem à União, garantida ao concessionário 
a propriedade do produto da lavra. (art. 176 da 
CF/88) 
Comentário Curto 
Segundo o Art. 20, IX, da Constituição, são bens da 
União os recursos minerais, inclusive os do subsolo. 
O Art. 176, da Constituição dispõe que as jazidas, 
em lavra ou não, e demais recursos minerais 
constituem propriedade distinta da do solo, para 
efeito de exploração ou aproveitamento, e 
pertencem à União. 
19 
 II. Simulado OAB 1ª Fase – 21/01/2023 
 
 
Logo, as jazidas de minério e petróleo descobertas 
pertencem à União. 
No entanto, a Constituição, em seu Art. 20, § 1º, 
assegura aos Estados e aos Municípios participação 
no resultado da exploração de petróleo ou gás 
natural e de outros recursos minerais no respectivo 
território, plataforma continental, mar territorial ou 
zona econômica exclusiva, ou compensação 
financeira por essa exploração. 
Dessa forma, o Estado Beta e os Municípios X e Y 
têm participação assegurada no resultado ou 
compensação financeira pela exploração de 
recursos em seus territórios. 
 
Questão 14. 
O Governador do Estado X ajuizou Representação 
Direta de Inconstitucionalidade perante o Tribunal 
de Justiça, apontando a inconstitucionalidade da 
Lei Estadual nº XX/2022. Os dispositivos da Lei 
afrontam dispositivos da Constituição do Estado, 
que se apresentam como normas de reprodução 
obrigatória. À luz do quadro apresentado, assinale 
a alternativa correta. 
 a) O controle abstrato de constitucionalidade 
estadual somente tem por objeto leis municipais, 
face à Constituição Estadual. 
 b) A Constituição Federal não previu, 
expressamente, os legitimados ao controle 
abstrato estadual. Porém, proibiu que essa 
atribuição fosse dada a um único órgão. 
 c) O controle abstrato e concentrado realizado 
pelo Tribunal de Justiça só pode ter como 
parâmetro a Lei Orgânica. 
 d) Em nenhuma hipótese é possível que o Tribunal 
de Justiça realize controle abstrato de 
constitucionalidade tendo como parâmetro a 
Constituição Federal. 
Comentário Longo 
Analisando o caso, temos que: o Governador do 
Estado X ajuizou Representação de 
Inconstitucionalidade perante o Tribunal de Justiça, 
apontando a inconstitucionalidade da Lei Estadual 
nº XX/2022, de dispositivos da Constituição do 
Estado, que se apresentam como normas de 
reprodução obrigatória. 
O Supremo Tribunal passou a admitir, em situação 
excepcional, que o Tribunal de Justiça realize 
controle abstrato de constitucionalidade tendo 
como parâmetro a Constituição Federal. Isso será 
possível quando a norma da Constituição Federal 
que servirá como parâmetro for de reprodução 
obrigatória pelas Constituições Estaduais. 
A Constituição Federal determina, em seu art. 125, 
§ 2º, que compete ao Estados a instituição de 
representação de inconstitucionalidade de leis ou 
atos normativos estaduais ou municipais em face da 
Constituição estadual. 
A Constituição não previu, expressamente, os 
legitimados ao controle abstrato estadual: apenas 
proibiu que essa atribuição fosse dada a um único 
órgão. 
O controle abstrato e concentrado realizado pelo 
Tribunal de Justiça só pode ter como parâmetro a 
Constituição Estadual ou, no caso do Distrito 
Federal, a Lei Orgânica do DF. 
Letra A (item árvore: 19.1) 
INCORRETA 
A Constituição Federal determina, em seu art. 125, 
§ 2º, que compete ao Estados a instituição de 
representação de inconstitucionalidade de leis ou 
atos normativos estaduais ou municipais em face da 
Constituição estadual. 
Letra B (item árvore: 19.1) 
CORRETA 
A Constituição não previu, expressamente, os 
legitimados ao controle abstrato estadual, apenas 
20 
 II. Simulado OAB 1ª Fase – 21/01/2023 
 
 
proibiu que essa atribuição fosse dada a um único 
órgão. 
Letra C (item árvore: 19.1) 
INCORRETA 
O controle abstrato e concentrado realizado pelo 
Tribunal de Justiça só pode ter como parâmetro a 
Constituição Estadual ou, no caso do Distrito 
Federal, a Lei Orgânica do DF. 
Letra D (item árvore: 19.1) 
INCORRETA 
O Supremo Tribunal passou a admitir, em situação 
excepcional, que o Tribunal de Justiça realize 
controle abstrato de constitucionalidade tendo 
como parâmetro a Constituição Federal. 
Isso será possível quando a norma da Constituição 
Federal que servirá como parâmetro for de 
reprodução obrigatória pelas Constituições 
Estaduais. 
Comentário Curto 
A Constituição Federal determina, em seu art. 125, 
§ 2º, que compete ao Estados a instituição de 
representação de inconstitucionalidade de leis ou 
atos normativos estaduais ou municipais em face da 
Constituição estadual. A Constituição não previu, 
expressamente, os legitimados ao controle 
abstrato estadual, apenas proibiu que essa 
atribuição fosse dada a um único órgão. 
 
Questão 15. 
A Lei XX/2021 do Estado Alfa isentou os usuários 
do serviço de telefonia móvel residentes no Estado, 
cuja renda familiar não superasse o valor de um 
salário-mínimo, do pagamento do respectivo 
serviço. Em face do teor da referida Lei, a 
Associação Brasileira de Telecomunicações (ABR 
Telecom), entidade de classe de âmbito nacional, 
ajuizou Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 
no Supremo Tribunal Federal, requerendo a 
declaração de inconstitucionalidade da referida lei. 
Considerando a situação hipotética apresentada e 
a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, 
assinale a alternativa correta. 
a) A ABR Telecom não possui legitimidade ativa 
para ajuizar ADI, pois o rol de legitimados é 
taxativo e nele não se encontra entidade de classe 
de âmbito nacional. 
b) A Lei nº XX/21 possui vício de 
inconstitucionalidade formal, por usurpação da 
competência da União, já que compete 
privativamente à União legislar sobre 
telecomunicações. 
c) A ABR Telecom possui legitimidade ativa para 
ajuizar ADI, pois o rol de legitimados para ajuizar a 
ADI é exemplificativo. 
d) A Lei nº XX/21 não possui vício de 
inconstitucionalidade formal ou material. 
Comentário Longo 
No caso apresentado, temos que: a Lei XX/2021 do 
Estado Alfa isentou os usuários do serviço de 
telefonia móvel residentes no Estado, cuja renda 
familiar não superasse o valor de um salário-
mínimo, do pagamento do respectivo serviço. 
A Associação Brasileira de Telecomunicações (ABR 
Telecom), entidade de classe de âmbito nacional, 
ajuizou Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 
no Supremo Tribunal Federal, requerendo a 
declaração de inconstitucionalidade da referida lei. 
Questionamento 1: A entidade de classe de âmbito 
nacional possui legitimidade para ajuizar ADI? 
Art. 103 da CF/88: Podem propor a ação direta de 
inconstitucionalidade e a ação declaratória de 
constitucionalidade: IX - confederação sindical ou 
entidade de classe de âmbito nacional. 
Assim, concluímos que a entidade de classe de 
âmbito nacional possui legitimidadepara ajuizar 
ADI. 
Questionamento 2: A Lei Estadual nº XX/21 é 
constitucional? 
21 
 II. Simulado OAB 1ª Fase – 21/01/2023 
 
 
Compete privativamente à União legislar sobre 
telecomunicações, conforme o Art. 22, inciso IV, da 
CRFB/88. Logo, a lei estadual não é constitucional. 
Letra A (item árvore: 19.1) 
INCORRETA 
Na verdade, a entidade de classe de âmbito 
nacional faz parte do rol de legitimados! 
Art. 103 da CF/88: Podem propor a ação direta de 
inconstitucionalidade e a ação declaratória de 
constitucionalidade: IX - confederação sindical ou 
entidade de classe de âmbito nacional. 
Letra B (item árvore: 8.3) 
CORRETA 
Compete privativamente à União legislar sobre 
telecomunicações, conforme o Art. 22, inciso IV, da 
CRFB/88. 
Letra C (item árvore: 19.1) 
INCORRETA 
Na verdade, o rol do art. 103 da CF/88 é taxativo! 
Letra D (item árvore: 8.3) 
INCORRETA 
Há vício de inconstitucionalidade formal, já que 
compete privativamente à União legislar sobre 
telecomunicações, conforme o Art. 22, inciso IV, da 
CRFB/88. 
Comentário Curto 
Art. 103 da CF/88: Podem propor a ação direta de 
inconstitucionalidade e a ação declaratória de 
constitucionalidade: IX - confederação sindical ou 
entidade de classe de âmbito nacional. 
Compete privativamente à União legislar sobre 
telecomunicações, conforme o Art. 22, inciso IV, da 
CRFB/88. 
 
Questão 16. 
O Presidente da República Pedrinho do Povo, 
diante das intensas chuvas que atingiram o Estado 
Alfa, que se encontra em situação de calamidade 
pública, ante a relevância e urgência edita a 
Medida Provisória nº XX/21. De acordo com o 
sistema jurídico-constitucional vigente, assinale a 
alternativa correta. 
a) A edição de medida provisória posterior não tem 
eficácia normativa imediata de revogação da 
legislação anterior com ela incompatível, mas 
apenas de suspensão das leis antecedentes até o 
término do prazo do processo legislativo de sua 
conversão. 
b) Prorrogar-se-á uma única vez por igual período 
a vigência de medida provisória que, no prazo de 
trinta dias, contado de sua publicação, não tiver a 
sua votação encerrada nas duas Casas do 
Congresso Nacional. 
c) É permitida a reedição, na mesma sessão 
legislativa, de medida provisória que tenha sido 
rejeitada ou que tenha perdido sua eficácia por 
decurso de prazo. 
d) Se a medida provisória não for apreciada em até 
trinta dias contados de sua publicação, entrará em 
regime de urgência, em cada uma das Casas do 
Congresso Nacional. 
Comentário Longo 
Em resumo, temos que: O Presidente da República, 
diante das intensas chuvas que atingiram o Estado 
Alfa, que se encontra em situação de calamidade 
pública, ante a relevância e urgência edita a 
Medida Provisória nº XX/21. 
Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o 
Presidente da República poderá adotar medidas 
provisórias, com força de lei, devendo submetê-las 
de imediato ao Congresso Nacional. 
§1º É vedada a edição de medidas provisórias 
sobre matéria: I - relativa a: 
a) nacionalidade, cidadania, direitos políticos, 
partidos políticos e direito eleitoral; 
b) direito penal, processual penal e processual civil; 
22 
 II. Simulado OAB 1ª Fase – 21/01/2023 
 
 
c) organização do Poder Judiciário e do Ministério 
Público, a carreira e a garantia de seus membros; 
d) planos plurianuais, diretrizes orçamentárias, 
orçamento e créditos adicionais e suplementares, 
ressalvado o previsto no art. 167, § 3º; 
II - que vise a detenção ou sequestro de bens, de 
poupança popular ou qualquer outro ativo 
financeiro; 
III - reservada a lei complementar; 
IV - já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo 
Congresso Nacional e pendente de sanção ou veto 
do Presidente da República. 
§ 7º Prorrogar-se-á uma única vez por igual 
período a vigência de medida provisória que, no 
prazo de sessenta dias, contado de sua publicação, 
não tiver a sua votação encerrada nas duas Casas 
do Congresso Nacional. 
Após a sua edição, a medida provisória suspende a 
eficácia da norma anterior e contrária a ela. Perceba 
que não há revogação. Todavia, se não houver a 
conversão da MP em lei ou ela perder a eficácia por 
causa do decurso do prazo, a norma que estava 
suspensa será restaurada (“efeito repristinatório”
). 
Letra A (item árvore: 12.1) 
CORRETA 
Após a sua edição, a medida provisória suspende a 
eficácia da norma anterior e contrária a ela. Perceba 
que não há revogação. Todavia, se não houver a 
conversão da MP em lei ou ela perder a eficácia por 
causa do decurso do prazo, a norma que estava 
suspensa será restaurada (“efeito repristinatório”
). 
Letra B (item árvore: 12.1) 
INCORRETA 
De acordo com o art. 62, § 7º da CF/88: Prorrogar-
se-á uma única vez por igual período a vigência de 
medida provisória que, no prazo de sessenta dias, 
contado de sua publicação, não tiver a sua votação 
encerrada nas duas Casas do Congresso Nacional. 
Letra C (item árvore: 12.1) 
INCORRETA 
§ 10. É vedada a reedição, na mesma sessão 
legislativa, de medida provisória que tenha sido 
rejeitada ou que tenha perdido sua eficácia por 
decurso de prazo. 
Letra D (item árvore: 12.1) 
INCORRETA 
Segundo o art. 62, § 6º Se a medida provisória não 
for apreciada em até quarenta e cinco dias 
contados de sua publicação, entrará em regime de 
urgência, subsequentemente, em cada uma das 
Casas do Congresso Nacional, ficando sobrestadas, 
até que se ultime a votação, todas as demais 
deliberações legislativas da Casa em que estiver 
tramitando. 
Comentário Curto 
Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o 
Presidente da República poderá adotar medidas 
provisórias, com força de lei, devendo submetê-las 
de imediato ao Congresso Nacional. 
§1º É vedada a edição de medidas provisórias 
sobre matéria: I - relativa a: 
a) nacionalidade, cidadania, direitos políticos, 
partidos políticos e direito eleitoral; 
b) direito penal, processual penal e processual civil; 
c) organização do Poder Judiciário e do Ministério 
Público, a carreira e a garantia de seus membros; 
d) planos plurianuais, diretrizes orçamentárias, 
orçamento e créditos adicionais e suplementares, 
ressalvado o previsto no art. 167, § 3º; 
II - que vise a detenção ou sequestro de bens, de 
poupança popular ou qualquer outro ativo 
financeiro; 
III - reservada a lei complementar; 
23 
 II. Simulado OAB 1ª Fase – 21/01/2023 
 
 
IV - já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo 
Congresso Nacional e pendente de sanção ou veto 
do Presidente da República. 
Após a sua edição, a medida provisória suspende a 
eficácia da norma anterior e contrária a ela. Perceba 
que não há revogação. Todavia, se não houver a 
conversão da MP em lei ou ela perder a eficácia por 
causa do decurso do prazo, a norma que estava 
suspensa será restaurada (“efeito repristinatório”
). 
 
Questão 17. 
O Município Beta, situado no Estado Alfa, estava 
destinando recursos públicos a escolas privadas, de 
cunho confessional, assim definidas em lei. À luz do 
quadro apresentado e com base na sistemática 
constitucional, assinale a alternativa correta: 
a) a destinação dos recursos às referidas escolas 
não é permitida em hipótese alguma, visto que fere 
a laicidade estatal. 
b) a destinação dos recursos às referidas escolas é 
permitida, desde que comprovem finalidade não 
lucrativa, apliquem os excedentes financeiros em 
educação e o seu patrimônio, em caso de 
encerramento de atividades, seja destinado a outra 
escola comunitária, filantrópica ou confessional, ou 
ao Poder Público. 
c) a destinação dos recursos às referidas escolas é 
permitida, desde que os recursos sejam 
direcionados igualmente a todas as denominações 
religiosas. 
d) a destinação dos recursos às referidas escolas é 
permitida, desde que comprovem finalidade não 
lucrativa, apliquem os excedentes financeiros em 
educação infantil e o seu patrimônio, em caso de 
encerramento de atividades, seja destinado ao 
Município em que está situado. 
Comentário Longo 
No caso apresentado, o MunicípioBeta, situado no 
Estado Alfa, estava destinando recursos públicos a 
escolas privadas, de cunho confessional, assim 
definidas em lei. 
Questionamento: A destinação de recursos é 
constitucional? 
Art. 213. Os recursos públicos serão destinados às 
escolas públicas, podendo ser dirigidos a escolas 
comunitárias, confessionais ou filantrópicas, 
definidas em lei, que: 
I - comprovem finalidade não-lucrativa e apliquem 
seus excedentes financeiros em educação; 
II - assegurem a destinação de seu patrimônio a 
outra escola comunitária, filantrópica ou 
confessional, ou ao Poder Público, no caso de 
encerramento de suas atividades. 
§ 1º Os recursos de que trata este artigo poderão 
ser destinados a bolsas de estudo para o ensino 
fundamental e médio, na forma da lei, para os que 
demonstrarem insuficiência de recursos, quando 
houver falta de vagas e cursos regulares da rede 
pública na localidade da residência do educando, 
ficando o Poder Público obrigado a investir 
prioritariamente na expansão de sua rede na 
localidade. 
Letra A (item árvore: 18.3) 
INCORRETA 
Na verdade, a destinação é permitida se atender 
aos requisitos do art. 213 da CF/88. 
Letra B (item árvore: 18.3) 
CORRETA 
É a previsão do art. 213, incisos I e II da CF/88. 
Letra C (item árvore: 18.3) 
INCORRETA 
A destinação dos recursos não precisa ser 
direcionada igualmente a todas as denominações 
religiosas. 
Letra D (item árvore: 18.3) 
24 
 II. Simulado OAB 1ª Fase – 21/01/2023 
 
 
INCORRETA 
A destinação dos recursos às referidas escolas é 
permitida, desde que comprovem finalidade não 
lucrativa, apliquem os excedentes financeiros em 
educação. 
E o seu patrimônio, em caso de encerramento de 
atividades, seja destinado a outra escola 
comunitária, filantrópica ou confessional, ou ao 
Poder Público (não ao Município em que está 
situado). (art. 213, incisos I e II da CF/88). 
Comentário Curto 
Art. 213. Os recursos públicos serão destinados às 
escolas públicas, podendo ser dirigidos a escolas 
comunitárias, confessionais ou filantrópicas, 
definidas em lei, que: 
I - comprovem finalidade não-lucrativa e apliquem 
seus excedentes financeiros em educação; 
II - assegurem a destinação de seu patrimônio a 
outra escola comunitária, filantrópica ou 
confessional, ou ao Poder Público, no caso de 
encerramento de suas atividades. 
 
Direitos Humanos 
Ricardo Torques 
Questão 18. 
Saulo está realizando um estudo sobre a 
Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas 
de Discriminação contra a Mulher. Saulo percebeu 
que a Convenção prevê a concretização de 
medidas específicas para a proteção de mulheres. 
No entanto, estas medidas não devem ter duração 
ilimitada no tempo. Sobre a duração das medidas 
especiais e sobre os mecanismos de revisão, é 
correto afirmar que: 
a) a Convenção determina que as medidas devem 
cessar quando os objetivos de igualdade de 
oportunidade e tratamento entre homens e 
mulheres houverem sido alcançados. 
b) a Convenção determina a revisão anual das 
medidas especiais de proteção das mulheres. 
c) a Convenção determina que a cessação das 
medidas será objeto de deliberação popular, 
devendo ocorrer a cessação quando se formar 
maioria nesse sentido. 
d) a Convenção determina que as medidas devem 
cessar quando as mulheres alcançarem situação de 
privilégio em relação aos homens. 
Comentário Longo 
O art. 4º, parágrafo 1, da Convenção sobre a 
Eliminação de Todas as Formas de Discriminação 
contra a Mulher prevê que as medidas especiais de 
proteção das mulheres terão caráter temporário e 
a sua finalidade é acelerar a igualdade de fato entre 
homens e mulheres, por isso mesmo essas medidas 
não são consideradas discriminatórias. Assim, a 
parte final do parágrafo determina que as Medidas 
devem cessar quando os objetivos de igualdade e 
oportunidade de tratamento entre homens e 
mulheres houverem sido alcançados: 
Artigo 4º 
1. A adoção pelos Estados-Partes de medidas 
especiais de caráter temporário destinadas a 
acelerar a igualdade de fato entre o homem e a 
mulher não se considerará discriminação na forma 
definida nesta Convenção, mas de nenhuma 
maneira implicará, como consequência, a 
manutenção de normas desiguais ou separadas; 
essas medidas cessarão quando os objetivos de 
igualdade de oportunidade e tratamento 
houverem sido alcançados. 
2. A adoção pelos Estados-Partes de medidas 
especiais, inclusive as contidas na presente 
Convenção, destinadas a proteger a maternidade, 
não se considerará discriminatória. 
Comentário Curto 
A proteção de grupos discriminados é um tema 
importante de direitos humanos, mas é preciso ter 
25 
 II. Simulado OAB 1ª Fase – 21/01/2023 
 
 
consciência de que as medidas especiais não 
devem ter duração ilimitada, e sim devem cumprir 
o seu objetivo, que é propiciar a igualdade de fato. 
A alternativa A está correta e é o gabarito da 
questão. As demais alternativas expressam regras 
que não existem na Convenção. 
 
Questão 19. 
Micael, presidente de uma associação de 
praticantes de capoeira, foi consultado sobre o 
reconhecimento legal dessa atividade desportiva. 
Micael afirmou corretamente que: 
a) é obrigatório o ensino de capoeira nas 
instituições públicas de ensino. 
b) apenas entidades autorizadas pelo Governo 
Federal podem realizar a atividade de capoeira, 
pois se trata de atividade de risco elevado. 
c) a capoeira é reconhecida como desporto de 
criação nacional. 
d) o reconhecimento da capoeira como forma de 
cultura se dá apenas nas modalidades luta e dança. 
Comentário Longo 
A questão exige conhecimento do art. 22 da Lei n. 
12.288/2010, Estatuto da Igualdade Racial, que 
dispõe sobre o reconhecimento da capoeira como 
desporto de criação nacional. 
Na forma do § 1º, a atividade de capoeira é 
reconhecida como modalidade de esporte, luta, 
dança ou música, e é livre o seu exercício em todo 
o território nacional. 
Além disso, conforme o § 2º, é facultado, mas não 
é obrigatório, o ensino da capoeira em instituições 
de ensino públicas ou privadas. 
Art. 22. A capoeira é reconhecida como desporto 
de criação nacional, nos termos do art. 217 da 
Constituição Federal. 
§ 1º A atividade de capoeirista será reconhecida 
em todas as modalidades em que a capoeira se 
manifesta, seja como esporte, luta, dança ou 
música, sendo livre o exercício em todo o território 
nacional. 
§ 2º É facultado o ensino da capoeira nas 
instituições públicas e privadas pelos capoeiristas e 
mestres tradicionais, pública e formalmente 
reconhecidos. 
Quanto à validade do depoimento prestado, este 
não tem nenhum valor e não pode ser admitido 
como prova, sendo nulos, pois prestado sob 
tortura: 
Assim, vejamos as alternativas: 
Letra A 
INCORRETA 
Não é obrigatório o ensino da capoeira, e sim 
facultativo, tantos em escolas públicas quanto 
privadas. 
Letra B 
INCORRETA 
É livre o exercício da capoeira no território nacional, 
não se exigindo qualquer autorização 
governamental. 
Letra C 
CORRETA 
O artigo mencionado expressamente reconhece a 
capoeira como desporto de criação nacional. 
Letra D 
INCORRETA 
O reconhecimento se dá nas modalidades esporte, 
luta, dança e música. 
Comentário Curto 
A capoeira compõe o patrimônio histórico-cultural 
brasileiro, gozando de reconhecimento legal. 
Trata-se de previsão importante que consagra a 
participação da população negra na formação 
histórica do Brasil. A alternativa C está correta e é 
o gabarito da questão. 
26 
 II. Simulado OAB 1ª Fase – 21/01/2023 
 
 
 
Direito Internacional 
Vanessa Arns 
Questão 20. 
Considerando a classificação dos Estados no direito 
internacional, assinale a afirmativa INCORRETA. 
a) Os Estados simples ou unitários são aqueles que 
possuem completa soberania no tocante às 
questões no plano internacional. 
b) Os Estados simples ou unitários não apresentam 
divisões de autonomia no tocante às questões 
internas. 
c) Nos estados compostos por coordenação e 
Estados compostos por subordinação não existemestados independentes ou províncias autônomas. 
d) Nos estados simples descentralizados, o poder 
central é exercido com exclusividade e abrange 
todas as funções de índole administrativa. 
Comentários 
A letra a) está correta. Para Accioly, “Os estados 
simples são para o direito internacional os 
plenamente soberanos, em relação aos negócios 
externos, e sem divisão de autonomias, no tocante 
aos internos. Representam todo homogêneo e 
indivisível. Trata-se da forma mais comum de 
estado, sendo o tipo existente na maioria dos 
estados latino-americanos.“ 
A letra b) está correta. Os Estados simples ou 
unitários não apresentam divisões de autonomia no 
tocante às questões internas, conforme explicação 
da letra a. 
A letra c) está incorreta e é o gabarito da questão. 
Os Estados compostos se dividem em Estados 
compostos por coordenação e Estados compostos 
por subordinação. Como ponto comum a esses 
dois modelos de Estado, destacamos que eles 
congregam dentro de si vários Estados 
independentes ou províncias autônomas, sob a 
égide de um mesmo governo soberano. 
A letra d) está correta. Nos estados simples 
descentralizados, o poder central é exercido com 
exclusividade e abrange todas as funções de índole 
administrativa. 
 
Questão 21. 
Vinicius, poeta e diplomata brasileiro, casado e pai 
de três filhos menores, está em vias de ser 
nomeado chefe de missão do Brasil na capital de 
uma importante cidade nos Estados Unidos. 
À luz do disposto na Convenção de Viena sobre 
Relações Diplomáticas, promulgada no Brasil por 
meio do Decreto nº 56.435/65, assinale a afirmativa 
correta. 
a) A nomeação de Vinicius pelo Brasil não depende 
da anuência do Estado acreditado, já que se trata 
de uma decisão soberana do Estado acreditante. 
b) O Estado acreditado poderá considerar Vinicius 
persona non grata, desde que apresente suas 
razões ao Estado acreditante, em forma de decisão 
fundamentada. Se acolhidas as razões 
apresentadas pelo Estado acreditado, Vinicius 
poderá ser retirado da missão ou deixar de ser 
reconhecido como membro da missão. 
c) Os privilégios e as imunidades previstos 
estendidos à família de Vinicius cessam de imediato 
na hipótese de falecimento do diplomata. 
d) Se nomeado, a residência de Vinicius gozará da 
mesma inviolabilidade estendida ao local em que 
baseada a missão do Brasil no Estado acreditado. 
Comentários 
A letra a) está errada. A Convenção de Viena sobre 
Relações Diplomáticas prevê que o Estado 
acreditante deverá se certificar de que a pessoa 
que pretende nomear para chefe da missão 
diplomática perante o Estado acreditado obteve o 
“agrément”. 
O “agrément” é um ato unilateral por meio do 
qual o Estado acreditado, discricionariamente, 
27 
 II. Simulado OAB 1ª Fase – 21/01/2023 
 
 
indica que aceita a indicação de embaixador feita 
pelo Estado acreditante. Assim, a nomeação de 
Vinicius pelo Brasil depende da anuência do Estado 
acreditado (“agrément”). 
A letra b) está errada. O Estado acreditado poderá, 
a qualquer momentoaur, notificar ao Estado 
acreditante que o chefe da missão ou qualquer 
membro do pessoal diplomático da missão é 
persona non grata. No entanto, o Estado 
acreditado não precisará fundamentar sua decisão. 
A letra c) está errada. Vimos que as imunidades 
diplomáticas são estendidas aos membros da 
família do diplomata. Havendo falecimento de um 
membro da missão diplomática, os membros de 
sua família continuarão no gozo das imunidades a 
que têm direito até a expiração de um prazo 
razoável que lhes permita deixar o território do 
Estado acreditado. 
A letra d) está correta. A residência particular do 
agente diplomático goza da mesma inviolabilidade 
e proteção que os locais da missão. O gabarito é a 
letra d). 
 
 
Direito Tributário 
Rodrigo Martins 
Questão 22. 
A Fazenda Pública do Município Alfa indeferiu o 
pedido de reconhecimento de imunidade tributária 
apresentado pela instituição privada de assistência 
social sem fins lucrativos ABC, sob o único 
argumento de que ela auferia lucro, pois os agentes 
públicos municipais constataram, durante a análise 
do pedido, que a instituição gera superávits 
mensais, que são integralmente reinvestidos na 
atividade assistencial juntamente com as demais 
receitas da instituição. Sobre a hipótese, assinale a 
afirmativa correta: 
A) O indeferimento do pedido não foi correto, pois 
a imunidade tributária das instituições privadas de 
assistência social sem fins lucrativos é 
incondicionada. 
B) O indeferimento do pedido não foi correto, pois 
a instituição não precisa ser deficitária para que seja 
reconhecida a sua imunidade tributária, desde que 
o superávit seja revertido para suas finalidades 
assistenciais. 
C) O indeferimento do pedido foi correto, pois o 
superávit caracteriza lucro que impede o 
reconhecimento da imunidade tributária. 
D) O indeferimento do pedido foi correto, pois as 
instituições privadas de assistência social sem fins 
lucrativos não foram comtempladas pela imunidade 
tributária prevista na Constituição Federal, mas 
somente as públicas. 
Comentário Longo 
A questão gira em torno dos seguintes aspectos: 
uma instituição privada de assistência social sem 
fins lucrativos está impedida de ter superávit se 
quiser ter direito ao reconhecimento da imunidade 
tributária? Somente as instituições públicas de 
assistência social têm direito à imunidade? Ou 
também as privadas? A imunidade tributária das 
instituições privadas de assistência social sem fins 
lucrativos é condicionada ou incondicionada? 
No caso: 
> Determinado Município indeferiu o pedido de 
reconhecimento de imunidade tributária 
apresentado por uma instituição privada de 
assistência social sem fins lucrativos. 
> O indeferimento ocorreu com base no único 
argumento de que ela auferia lucro, pois os agentes 
públicos municipais constataram que a instituição 
gera superávits mensais. 
> Mas esses superávits são integralmente 
reinvestidos na atividade assistencial juntamente 
com as demais receitas da instituição. 
> Eis o cerne da questão: a conduta do Fisco está 
correta? Tal imunidade é condicionada? A 
28 
 II. Simulado OAB 1ª Fase – 21/01/2023 
 
 
instituição de assistência social em questão tem ou 
não tem direito à imunidade tributária? 
A resposta é dada pelo art. 150, inciso VI, alínea 
"c", da CF/88 e pelo art. 14 do CTN: 
CF/88: Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias 
asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos 
Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: 
(...) 
VI - instituir impostos sobre: 
(...) 
c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos 
políticos, inclusive suas fundações, das entidades 
sindicais dos trabalhadores, das instituições de 
educação e de assistência social, sem fins 
lucrativos, atendidos os requisitos da lei; 
(...). 
CTN: Art. 14. O disposto na alínea c do inciso IV do 
artigo 9º (obs.: leia-se, no art. 150, inciso VI, alínea 
"c", da CF/88) é subordinado à observância dos 
seguintes requisitos pelas entidades nele referidas: 
I – não distribuírem qualquer parcela de seu 
patrimônio ou de suas rendas, a qualquer título; 
II - aplicarem integralmente, no País, os seus 
recursos na manutenção dos seus objetivos 
institucionais; 
III - manterem escrituração de suas receitas e 
despesas em livros revestidos de formalidades 
capazes de assegurar sua exatidão. 
(...). 
De acordo com o art. 150, inciso VI, alínea "c", da 
CF/88, as instituições de assistência social sem fins 
lucrativos (e também as de educação) têm direito à 
imunidade tributária relativamente a impostos. 
Conforme consta na parte final da alínea "c" em 
questão, tal imunidade depende do atendimento 
dos requisitos estabelecidos em lei, o que faz dessa 
uma imunidade condicionada (pois a imunidade 
será reconhecida somente a quem cumprir as 
condições estabelecidas em lei). No caso, a lei em 
questão é o CTN, que prescreve, no art. 14, todas 
as condições para o reconhecimento da imunidade 
em questão. De acordo com o inciso

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