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Nome: Jaqueline da Costa Botelho Matrícula: 20222351032 Curso: Pedagogia Turno: Noite Docente: Rosimeri da Silva HFE0093 - História da Educação Brasileira Atividade 2 Neste documento, farei um fichamento dos três capítulos do livro “Escola e Democracia”, publicado originalmente em 1983, onde o professor, filósofo e pedagogo, Dermeval Saviani, apresenta uma relação dialética entre escola e sociedade em quatro capítulos. O primeiro capítulo do livro "Escola e Democracia", do autor Dermeval Saviani, aborda o problema da marginalidade na educação brasileira e como as teorias educacionais podem ajudar a solucioná-lo. Saviani começa explicando que a marginalidade é um fenômeno que ocorre quando uma pessoa ou grupo social é excluído do processo de produção e consumo de bens e serviços, o que acaba por gerar desigualdades sociais. Na educação, a marginalidade se manifesta quando algumas pessoas ou grupos são impedidos de ter acesso a uma formação adequada, impedindo-os de alcançar seus objetivos e desenvolver sua cidadania plena. Segundo Saviani, a educação é a principal ferramenta para combater a marginalidade, mas para isso é preciso entender as teorias educacionais e aplicá-las de maneira correta. Saviani explica que existem diversas teorias da educação, cada uma com uma visão diferente sobre o papel da escola e a forma de ensino. Algumas teorias defendem a educação como uma forma de formar os indivíduos para o trabalho e a produção, enquanto outras enfatizam a formação política ou moral dos estudantes. No entanto, segundo o autor, é preciso adotar uma perspectiva crítica em relação às teorias educacionais e não se apegar a nenhuma delas de forma dogmática. É preciso avaliar cada teoria em relação à sua eficácia para combater a marginalidade, levando em consideração as características e necessidades específicas da sociedade em que estão inseridas. Por fim, Saviani aponta que a educação deve ser encarada como um processo dinâmico, que está em constante transformação e precisa se adequar ao contexto em que se insere. Para acabar com a marginalidade na educação é necessário, portanto, adotar uma abordagem crítica e reflexiva, capaz de avaliar e adaptar as teorias educacionais para a realidade brasileira. No capítulo 2 do livro, Saviani começa apresentando a ideia de que a educação não pode ser separada da sociedade na qual está inserida, uma vez que ela é um reflexo das relações sociais vigentes. O autor também destaca a importância do papel da escola na formação de indivíduos aptos a participar da vida em sociedade em sua plenitude. Em seguida, Saviani apresenta a teoria da curvatura da vara, elaborada pelo educador norte-americano Lawrence Cremin, que afirma que a vara, para ser curvada, precisa ser solta e não forçada. Na educação, isso significa que o processo de aprendizagem não pode ser imposto, mas sim construído pelo próprio estudante, com a ajuda do professor. O autor critica a educação bancária, que é centrada na figura do professor que deposita o conhecimento nos alunos, sem permitir que estes questionem ou construam seus próprios conceitos. Ele propõe uma educação mais ativa, que incentive a curiosidade e a criatividade dos alunos, levando-os a questionar e a buscar respostas por conta própria. Saviani ainda aponta a importância da escola para a formação de cidadãos críticos e atuantes na sociedade democrática, ressaltando a necessidade de uma pedagogia crítica, que se baseie na realidade e nas necessidades dos alunos, e que promova a reflexão e o debate como ferramentas para o desenvolvimento da consciência crítica. Como um modelo pedagógico que surge no final do século XIX, a Escola Nova pretendia reformar a educação tradicional e criar uma escola mais adequada para a sociedade moderna e industrializada. No entanto, Saviani faz uma crítica à Escola Nova, argumentando que sua abordagem pedagógica é limitada e insuficiente para a formação de uma sociedade democrática. Ele argumenta que a Escola Nova valoriza excessivamente a espontaneidade, o individualismo e o experimentalismo, deixando de lado a dimensão coletiva e social da educação. Segundo Saviani, a ênfase na liberdade do aluno e na aprendizagem por descoberta corre o risco de criar um ensino superficial e fragmentado, sem conexão com o conhecimento acumulado pela humanidade. Além disso, a Escola Nova não considera suficientemente o papel do Estado e da sociedade na educação. Saviani afirma que a educação não pode ser reduzida a uma responsabilidade individual ou institucional, mas deve envolver esforços coletivos para garantir a igualdade de oportunidades e a formação de cidadãos críticos e engajados socialmente. Assim, para Saviani, a Escola Nova é uma abordagem pedagógica limitada e insuficiente, que precisa ser superada por uma educação mais ampla e democrática, baseada em uma compreensão mais profunda da natureza da aprendizagem humana e dos desafios da sociedade contemporânea. Concluindo o segundo capítulo, o autor destaca a necessidade de uma mudança na estrutura da sociedade, que permita uma educação mais igualitária e democrática, afirmando que a escola não pode ser vista como uma solução para todos os problemas sociais, mas sim como um agente de transformação. No terceiro capítulo, trata da relação entre a escola e a sociedade, analisando diferentes perspectivas teóricas sobre o tema. Para além da teoria da curvatura da vara, que sugere que a escola deve se adaptar às demandas da sociedade, o autor Carlos Rodrigues Brandão propõe uma perspectiva crítica que busca compreender como a escola pode transformar a sociedade. Brandão argumenta que a escola não pode se limitar a reproduzir e transmitir os valores e conhecimentos dominantes na sociedade, mas deve desafiar esses valores e oferecer uma educação crítica e emancipatória. Para isso, é necessário reconhecer as desigualdades sociais e culturais presentes na sociedade e na escola, e promover a inclusão e a participação dos diferentes grupos sociais. Além disso, o autor destaca a importância de uma visão mais ampla e integrada da educação, que não se limite ao ensino de disciplinas separadas, mas valorize as experiências culturais e sociais dos estudantes e promova a interdisciplinaridade e a transdisciplinaridade. Por fim, Brandão ressalta que a escola não deve ser vista como um espaço isolado e apartado da sociedade, mas sim como um espaço público e democrático em que os estudantes possam desenvolver habilidades e valores essenciais para a participação cidadã. Dessa forma, a escola pode contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, superando a teoria da curvatura da vara e buscando a transformação social. Ainda no capítulo 3, focado em um ensino eficaz, Dermeval propõe uma série de ações, como forma de manter de forma contínua o vínculo entre a sociedade e a educação. Para isso elabora na forma de passos, semelhante aos lineamentos de Herbart e Dewey, cinco passos, nomeando do o primeiro como ponto de partida e o último como ponto de chegada. Importante pontuar que nessa PHC, não é necessário seguir uma ordem cronológica, são vistos como momentos ao invés de um passo a passo. Para entender como Dermeval chegou a essa PHC, é preciso listar os passos da pedagogia tradicional e o da pedagogia nova. Na pedagogia tradicional, os passos foram nomeados da seguinte forma: preparação (primeiro passo), apresentação (segundo passo), assimilação (terceiro passo), generalização (quarto passo) e aplicação (quinto passo). Enquanto na pedagogia nova ocorre da seguinte forma: atividade (primeiro passo), problema (segundo passo), dados (terceiro passo), hipótese (quarto passo) e experimentação (quinto passo). E para finalizar, obtém-se a PHC, em primeiro lugar temos a prática social, segundo passo é a Problematização, no terceiro a instrumentalização, quarto a catarse e para finalizar a prática social so que agora ponto de chegada. Referências: SAVIANI, D. Escola e democracia. 43ª. ed. Campinas: Autores Associados, 2018.