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1 
 
 
 
 
 
 
2 
 
INTRODUÇÃO 
Os profissionais de saúde, ao longo de sua história têm enfrentado vários desafios. 
Desde os primeiros relatos da Síndrome da Imunodeficiência adquirida, expondo a 
fragilidade e possibilidade de transmissão de doenças em nível ocupacional, têm sido 
obrigados a repensar suas práticas de controle de contaminação cruzada. A partir de então, 
os diversos tipos de hepatites virais e outras doenças passíveis de transmissão no ambiente 
de trabalho passaram a merecer destaque e esta preocupação tem se traduzido em 
medidas de redução de riscos. Isso trouxe a necessidade de se discutir e adotar 
mecanismos de proteção, tanto para os profissionais envolvidos no atendimento em saúde, 
quanto para os usuários. 
As principais estratégias para a redução das infecções adquiridas no ambiente de 
trabalho são a prevenção da exposição a materiais biológicos potencialmente infecciosos, 
bem como a proteção através da imunização. A combinação de procedimentos padrão, 
mudanças na prática de trabalho, uso dos diversos recursos tecnológicos e educação 
continuada são as melhores alternativas para reduzir exposições ocupacionais. Normas e 
procedimentos que facilitem pronta comunicação, avaliação, aconselhamento, tratamento 
e acompanhamento dos acidentes de trabalho com material biológico deve estar disponível 
para os profissionais de saúde. Essas normas devem estar de acordo com as exigências 
federais, estaduais e municipais. 
Diante do exposto, faz-se necessária uma rotina clara e objetiva, seguida por todos 
os profissionais envolvidos no atendimento em saúde buscando manter a cadeia asséptica, 
no intuito de minimizar a contaminação cruzada e os riscos de acidente. 
 
 
1.O BIOSSEGURANÇA 
1.1 Conceito 
A palavra em si é um neologismo que deriva de bio (vida) junto a segurança. Os 
procedimentos da biossegurança são aplicados em hospitais, laboratórios e qualquer outra 
organização que pode apresentar risco à saúde e à vida, seja ela humana, animal ou ao 
próprio meio ambiente. 
A biossegurança surgiu devido a uma preocupação dos especialistas com os 
possíveis riscos de transmissões de doenças infecciosas, contaminação laboratorial, 
roubos ou alterações de pesquisas biológicas e outros fatores dentro do âmbito biológico. 
A biossegurança se preocupa em combater qualquer forma de ameaça que pode 
prejudicar um sistema biológico e dentro desse ramo estão inseridos cientistas, 
pesquisadores, agentes de segurança biológica, ambos treinados e especializados no 
assunto. 
A biossegurança trabalha mantendo seguros os desenvolvimentos dos estudos e das 
pesquisas biológicas, atuando principalmente contra todo procedimento hostil que visa 
danificar esses desenvolvimentos. 
Parece muito improvável que haja qualquer tipo de procedimento hostil e/ou ações de 
má fé, mas infelizmente existem casos que são vítimas de pessoas ou organizações que 
3 
 
planejaram a modificação (destruição) de pesquisas. Para evitar acontecimentos como 
esse é que existe a biossegurança. 
É importantíssimo dizer que biossegurança não tem relação somente com 
laboratórios, pesquisas biológicas/ciênticas e hospitais, todavia sua ação nesses meio são 
bem mais abrangentes e completas. 
O fundamento da biossegurança é a prevenção de riscos à vida e à saúde, como já 
dissemos. Isso inclui as mais diversas formas de prevenção. Existem anúncios que 
informam sobre os riscos do hábito de fumar, esses anúncios são exemplos simples de 
biossegurança. Costa (1996) define biossegurança como um “conjunto de medidas 
técnicas, administrativas, educacionais, médicas e psicológicas, empregadas para prevenir 
acidentes em ambientes biotecnológicos”. 
 
 
1.2 Legislação de Biossegurança 
 
Ao contrário do que a maioria da sociedade brasileira pensa, a pesquisa com plantas 
geneticamente modificadas no País é regulada passo a passo, desde a clonagem do gene 
até a obtenção da nova cultivar, havendo todo um arcabouço legal a regulamentar a 
matéria, do ponto de vista de sua segurança ambiental e alimentar. Existe hoje uma série 
de projetos de pesquisa na área para desenvolvimento de produtos com novas 
características, seja de resistência a herbicidas, doenças ou fatores bióticos, como também 
maiores valor nutricional ou farmacêutico. Podemos citar como exemplos destes novos 
produtos o mamão resistente ao vírus da mancha anelar, o feijão resistente ao vírus do 
mosaico dourado, o algodão resistente ao bicudo, a soja tolerante à seca, o milho resistente 
a solos com elevado teor de alumínio, o milho com elevado teor de metionina ou para 
produção do hormônio do crescimento, entre outros. Todas essas pesquisas, para serem 
realizadas, devem observar uma série de normas estabelecidas pela legislação brasileira 
de biossegurança. A principal norma vigente neste aspecto é a Lei nº 8.974/95 (Lei de 
Biossegurança), alterada pela Medida Provisória nº 2.191- 
9/2001, e seu decreto regulamentador (Decreto nº 1.752/95). 
Tais normas criaram a Comissão Técnica Nacional de 
Biossegurança (CTNBio), que editou, de 1996 até 2002, 20 
instruções normativas que regulam a matéria. Além disso, 
também tem interface com a questão a legislação ambiental, 
em especial, o disposto na Lei nº 6.938/81 e no Anexo da Lei 
nº 10.165/2000. Outra legislação que apresenta interface 
com a de Biossegurança é a de Agrotóxicos, em especial a 
Lei nº 7.802/89 e o Decreto nº 4.074/2002. Todo este 
emaranhado de leis e dispositivos infralegais que foram 
sendo editados no País nos últimos anos – especialmente 
em razão de toda a polêmica gerada com a liberação 
comercial da soja geneticamente modificada tolerante ao 
herbicida glifosato, ocorrida em 1998 –, acabou por gerar um quadro extremamente 
burocrático e complexo. Hoje, desde a concepção de um projeto de pesquisa para gerar 
determinado produto geneticamente modificado no País até sua efetiva comercialização, 
faz-se necessário percorrer um verdadeiro “caminho do inferno”, face ao número elevado 
4 
 
Atividade 1 (biossegurança ) 
de licenças e autorizações que devem ser solicitadas a diferentes órgãos do governo ao 
longo do processo. 
 
Responda o que se pede 
 
 
1º) De acordo com esta apostila, qual é o conceito de biossegurança? 
 
 
 
 
 
 
2º) Quais foram os fatores que levaram os especialistas a criarem uma política de 
biossegurança? 
 
 
 
 
 
3º) Como é que costa (1996), define biossegurança? 
 
 
 
 
 
4º) Qual é o significado desta sigla (CTNBio)? 
 
 
 
 
 
 
2.0 LAVAGEM DAS MÃOS 
Em 2016, a OMS, com pleno apoio da ANVISA, vem estimulando a melhoria das 
práticas de higiene das mãos, especialmente nas unidades cirúrgicas (Clínicas cirúrgicas, 
Centros Cirúrgicos e Serviços de Cirurgia Ambulatorial) visando à prevenção das Infecções 
do Sítio Cirúrgico (ISC) para a segurança do paciente. 
A principal via de transmissão de infecção hospitalar são as mãos da equipe de saúde, 
sua adequada lavagem é de grande importância . 
6.1 Finalidade 
Eliminar microrganismos, consequentemente evitar propagação de infecções eliminar da 
pele substâncias tóxicas e medicamentosas proteger-se contra agressões do meio 
Materiais: sabonete líquido toalhas de papel 
5 
 
6.1.2 Método 
✔ Abrir a torneira e molhar as mãos sem encostar na pia 
✔ Ensaboar as mãos e pulsos, fazendo fricção com sabão por 30 
segundos, especialmente nos espaços interdigitais, unhas, 
extremidades dos dedos 
✔ Enxaguar em água corrente, Secar as mãos com toalhas de papel, 
Fechar a torneira utilizando papel toalha 
6.1.3 Observações 
� Retirar relógios, joias 
� Ao lavar as mãos NÃO encostar na pia ou torneira ( se isso ocorrer repetir todo o 
procedimento ). Existem torneiras manuais, com pedais. 
� As mãos são as partes mais contaminadas a serem lavadas, por isso a água deve fluir 
da área menos contaminada para a mais contaminada (dos pulsos para as periferias) 
� Esfregar e friccionar mecanicamente� Friccionar os dedos e polegares assegura que todas as superfícies estão sendo limpas 
� Manter unhas cortadas e lixadas 
� Ao secar as mãos deve-se iniciar da área mais limpa (periferia) para a menos limpa 
(antebraço) para evitar contaminação 
 
 
6.1.4 Lembretes técnicos: 
✔ O uso de luvas não exclui a lavagem das mãos; 
✔ Manter líquidos antissépticos para uso, caso não exista lavatório no local. 
✔ Tem-se comprovado que a contagem de microrganismos sob as unhas e quando se 
está usando anéis, relógios e pulseiras é mais alta. 
 
✔ Mantenha as unhas tão curtas quanto possível, e remova todas as jóias antes da 
lavagem das mãos. 
 
✔ Realize o mesmo procedimento a cada paciente ou ensaio. 
✔ A lavagem das mãos deve ser feita em uma pia distinta daquela usada para a 
lavagem do instrumental, vidrarias ou materiais de laboratório. 
 
✔ Deve-se evitar lesionar as mãos. Caso as luvas sejam rasgadas ou puncionadas 
durante quaisquer procedimentos, elas devem ser removidas imediatamente, e as mãos 
devem ser lavadas cuidadosamente. 
6 
 
Lembrete técnico 
✔ Profissionais com lesões nas mãos ou dermatites devem abster-se, até o 
desaparecimento dessas lesões, de cuidar de pacientes e de manipular instrumentos, 
aparelhos ou quaisquer materiais potencialmente contaminados. 
 
2.1 TÉCNICA DE LAVAGEM DAS MÃOS 
 
 
Na ausência de pia com água e sabão realizar anti- 
se
A
p
n
s
o
i
ta
a
çõ
c
e
o
s
m
: 
álcool etílico a 70%. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Atividade 2 (lavagem das mãos) 
7 
 
 
 
Responda o que se pede 
1º) Cite três lembretes técnicos, relacionados a lavagens das mãos. 
 
 
 
 
 
2º) Qual a finalidade da lavagem das mãos? 
 
 
 
 
3º) Qual o significado da sigla (ISC) ? 
 
 
 
4º) Na ausência de pia com água e sabão para realizar anti-sepsia, eu posso utilizar 
outro recurso para higienizar as mãos? Qual? 
 
 
 
 
 
 
3.0 Principais causadores de infecção 
 
 
3.1 Bactérias 
O reino monera é formado por bactérias, cianobactérias e arqueobactérias (também 
chamadas arqueas), todos seres muito simples, unicelulares e com célula procariótica (sem 
núcleo diferenciado). Esses seres microscópios são geralmente menores do que 8 
micrômetros ( 1µm = 0,001 mm). 
As bactérias (do grego bakteria: 'bastão') são encontrados em todos os ecossistemas da 
Terra e são de grande importância para a saúde, para o ambiente e a economia. As 
bactérias são encontradas em qualquer tipo de meio: mar, água doce, solo, ar e, inclusive, 
no interior de muitos seres vivos. 
Exemplos da importância das bactérias: 
✔ Na decomposição de matéria orgânica morta. Esse processo é efetuado tanto aeróbia, 
quanto anaerobiamente; 
✔ Agentes que provocam doença no homem; 
✔ Em processos industriais, como por exemplo, os lactobacilos, utilizados na indústria de 
transformação do leite em coalhada; 
8 
 
✔ No ciclo do nitrogênio, em que atuam em diversas fases, fazendo com que o nitrogênio 
atmosférico possa ser utilizado pelas plantas; 
✔ Em Engenharia Genética e Biotecnologia para a síntese de várias substâncias, entre 
elas a insulina e o hormônio de crescimento. 
 
 
3.1 Estrutura das bactérias 
Bactérias são microorganismos unicelulares, procariotos, podendo viver isoladamente ou 
construir agrupamentos coloniais de diversos formatos. A célula bacteriana contém os 
quatro componentes fundamentais a qualquer célula: membrana plasmática, hialoplasma, 
ribossomos e cromatina, no caso, uma molécula de DNA circular, que constitui o único 
cromossomo bacteriano. 
A região ocupada pelo cromossomo bacteriano costuma ser denominada nucleóide. 
Externamente à membrana plasmática existe uma parede celular (membrana esquelética, 
de composição química específica de bactérias). 
É comum existirem plasmídios - moléculas de DNA não ligada ao cromossomo bacteriano 
- espalhados pelo hialoplasma. Plasmídios costumam conter genes para resistência a 
antibióticos. 
Algumas espécies de bactérias possuem, externamente à membrana esquelética, outro 
envoltório, mucilaginoso, chamado de cápsula. É o caso dos pneumococos (bactérias 
causadoras de pneumonia). Descobriu-se que a periculosidade dessas bactérias reside na 
cápsula em um experimento, ratos infectados com pneumococo sem cápsula tiveram a 
doença, porém não morreram, enquanto pneumococos capsulados causaram pneumonia 
letal. 
A parede da célula bacteriana, também conhecida como membrana esquelética, reveste 
externamente a membrana plasmática, e é constituída de uma substância química 
exclusiva das bactérias conhecida como mureína (ácido n-acetil murâmico). 
9 
 
3.1.2 Principais doenças causadas por bactérias 
 
 
1 – Pneumonia 
Embora não seja uma doença vinda exclusivamente de bactérias (outras formas incluem 
fungos e vírus), a pneumonia bacteriana não deixa de ser menos perigosa. 
Infectando os pulmões, a bactéria Streptococcos pneumoniae pode vir através de outras 
bactérias que infectam outras áreas do corpo, ou do agravamento de uma gripe. 
Os sintomas mais comuns são: 
✔ Tosse com catarro 
✔ Falta de ar 
✔ Febres de 39º. 
✔ Fraqueza. 
Ainda que não seja contagiosa, o paciente com pneumonia deve 
ser tratado isoladamente, para evitar que outras doenças atinjam 
os infectados. Em casos de crianças e idosos, o tratamento deve 
ser realizado no hospital. 
 
 
2 – Difteria 
Mais comum em crianças abaixo de 15 anos, a Difteria ocorre pela bactéria 
Corynebacterium diphteriae, que se instala na faringe e durante um período de 4 a 6 dias, 
ela se desenvolve por completo. 
Ela é contraída através de contatos físicos com outras pessoas doentes (não 
necessariamente de Difteria), ou inalando suas secreções. 
Os sintomas mais comuns são: 
✔ Náuseas 
✔ Vômitos 
✔ Pressão baixa 
✔ Dificuldade para respirar 
Quando infectado por Difteria, o enfermo deve ficar em repouso absoluto, uma vez que sua 
recuperação é lenta. De todas as doenças causadas por bactérias, esta é uma 
das mais bem controladas, com as crianças tomando a vacina tríplice logo nos 
primeiros meses de vida. 
3 – Leptospirose 
Esta é uma das mais perigosas de serem contraídas em regiões cujo saneamento 
básico não é bem estruturado, ou logo após desastres naturais, como enchentes. 
10 
 
A Leptospirose é contraída através de contato com a água e alimentos contaminados com 
urinas, especialmente a do rato. A bactéria Leptospira interrogans se instala no organismo. 
Os sintomas mais comuns são: 
✔ Calafrios 
✔ Pele e olhos amarelados 
✔ Erupções na pele 
✔ Diarreia 
✔ Entre outros. 
Em estágios avançados, a doença pode levar a Meningite e falhas graves nos rins. Seu 
tratamento também se deve a base de antibióticos e hidratação constante. Em épocas de 
enchente, procure evitar contato com a água na rua, o máximo possível. 
4 – Cólera 
Causada pela bactéria Víbrio cholerae, que se instala no intestino delgado e libera as 
toxinas que causam a doença, a cólera é uma das doenças que mata com mais rapidez, 
em um período de até 48 horas após a apresentação dos sintomas. 
Os sintomas mais comuns são: 
 
 
✔ Diarreia 
✔ Dores de cabeça 
✔ Cãibras – sobretudo na panturrilha 
✔ Vômitos 
✔ Desidratação. 
Para evitar a cólera é importante manter os ambientes que frequenta sempre limpos e 
higienizados, principalmente, lugares onde se guarda ou prepara alimentos para cozinhar. 
O tratamento é realizado a base de antibióticos, diretamente no hospital. 
5 – Sífilis 
Uma das Doenças Sexualmente Transmissíveis mais 
perigosas, a Sífilis assusta pelo fato dela se esconder no 
organismo por anos. 
A bactéria Treponema pallidum se instala nos órgãos 
sexuais do enfermo algumas semanas após o ato sexual, 
gerando ínguas ou pequenas feridas na região que não 
coçam ou ardem. 
Os sintomas mais comuns são: 
✔ Manchas em outras regiões do corpo como mãos, costas e braços. 
11✔ Feridas nas regiões genitais (tanto em homens quanto mulheres) 
Além de se confundir com várias outras DSTs, o que torna a Sífilis perigosa é que seus 
sintomas simplesmente desaparecem, dando a falsa impressão de cura a seus enfermos, 
levando a situações mais graves no futuro se não tratada, como cegueira, paralisia e até 
mesmo morte. 
 
 
6 – Tuberculose 
Esta é a mais antiga das doenças causadas por bactérias, com 
seus surtos atingindo uma quantidade massiva da população em 
grandes cidades até meados do século XX. 
Causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, a Tuberculose 
gerou pânico por ser uma doença altamente contagiosa, 
propagada pelo ar após seus enfermos tossirem com frequência. 
Os sintomas mais comuns são: 
✔ Tosse crônica 
✔ Perda de apetite 
✔ Suor noturno 
Embora a Tuberculose Pulmonar seja a mais comum, ela pode atingir outros órgãos do 
corpo, como rins e o aparelho reprodutor. Seu melhor meio de prevenção é a vacina BCG, 
dada ainda na infância. 
 
 
7 – Tétano 
De todas as patologias bacterianas, esta é uma das 
mais fáceis de serem contraídas, devido às várias 
fontes da bactéria Clostridium tetani. 
Basicamente, uma pessoa pode ser infectada pela 
Clostridium através de mordidas de animais, como 
cachorros e gatos não vacinados, bem como o contato 
com as fezes deles; cortes feitos por objetos metálicos 
enferrujados; ferimentos expostos a areia ou terra e mesmo queimaduras estão sujeitas a 
elas. 
Os sintomas mais comuns são: 
✔ Espasmos e rigidez no maxilar 
✔ Rigidez nos músculos do pescoço, nuca e abdômen 
✔ Espasmos doloridos pelo corpo 
✔ Febre 
✔ Batimentos cardíacos acelerados 
12 
 
ATIVIDADE 3 (bactérias) 
Além de vacinas antitetânicas, injetadas a cada 2 dias em hospitais, a prevenção de tétano 
deve ser realizada com uma vacina renovada a cada 10 anos. 
 
Responda o que se pede. 
1º) Quais são os componentes da parede celular das bactérias? 
 
 
 
2º) Quais são os sintomas mais comuns do tétano? 
 
 
 
 
3º) Qual das doenças causadas por bactérias, pode matar em até 48 horas?. Quais são os 
sintomas dessa enfermidade? 
 
 
 
 
 
4º) Qual bactéria é a causadora da leptospirose? Quais são as medidas de segurança para 
evitar o contagio com a leptospirose? 
 
 
 
 
 
5º) Qual estrutura é responsável pela locomoção das bactérias? 
 
 
 
 
 
3.2 Protozoário 
A palavra “protozoário” tem origem grega e seu significado se relaciona a “animal primitivo” 
Pertencentes ao reino Protista, os protozoários apresentam apenas uma célula e por isso 
são chamados de seres unicelulares. 
Eles são eucariontes, tendo seu núcleo celular separado do citoplasma por uma membrana 
chamada carioteca e são popularmente conhecidos por causarem doença como chagas, 
amebíase, malária, giardíase, toxoplasmose, leishmaniose e tricomoníase. 
1) Como habitam os protozoários? 
13 
 
Eles são organismos heterotróficos; ou seja, incapazes de produzir seu próprio alimento e 
por tanto necessitam ingerir moléculas orgânicas vindas de outros seres vivos. 
Eles habitam variados tipos de ambientes, geralmente aquáticos ou úmidos e podem viver 
isolados ou em colônias, também podem ter vida livre ou associar-se a outros organismos, 
sendo que algumas espécies são parasitas de diversos seres, inclusive o ser humano. 
2) Quais são os grupos de protozoários? 
Os protozoários são classificados em grupos de acordo com o tipo de locomoção: 
1) Rizópodes ou Sarcodíneos – esses se locomovem estendendo expansões em suas 
células chamadas de pseudópodes, que atuam como “falsos pés”. Um exemplo deste grupo 
são as amebas. 
2) Ciliados – os protozoários pertencentes ao grupo dos ciliados possuem pequenos 
filamentos ao longo do corpo que são chamados de cílios e permitem a sua locomoção. Um 
exemplo deste grupo é o paramécio. 
3) Flagelados – este grupo de protozoários flagelados possui longos filamentos que vibram, 
permitindo a locomoção, como se estivessem “nadando”. Esses filamentos são chamados 
de flagelos. 
4) Esporozoários – esses são todos parasitas pois não possuem estruturas de locomoção 
e necessitam retirar do parasitado os nutrientes para sua sobrevivência. Todos esses 
parasitas causam doenças, como no caso do plasmódio, o causador da malária. 
3) Como se reproduzem? 
Apesar de alguns protozoários fazerem reprodução sexuada, a maioria realiza reprodução 
assexuada, por cissiparidade. 
Neste tipo de reprodução ocorre a divisão celular através do processo conhecido como 
mitose, onde de uma célula são originadas duas novas células geneticamente idênticas, ou 
seja, cada nova célula possui o mesmo material genético da “célula-mãe”. 
4) Como podem contaminar? 
Entre as principais doenças causadas pelos protozoários podemos destacar o Trichomonas 
Vaginalis, um parasitário que se aloca na vagina das mulheres, e também a doença de 
Chagas, que é transmitida através das fezes dos barbeiros, essas fezes são deixadas nas 
roximidades onde o inseto picou o seu hospedeiro, o que permite que o protozoário da 
espécie Trypanosoma Cruz penetre na corrente 
sanguínea através do local onde foi picado. 
As pessoas podem contrair os protozoários através da 
ingestão de carnes cruas ou mal passadas que estejam 
contaminadas, bebidas ou alimentos contaminados, 
como água não tratada ou vegetais consumidos crus, 
ou de forma congênita, onde a gestante contaminada 
pode transmitir a doença à criança. 
14 
 
ATIVIDADE 4 (protozoários) 
Essas contaminações geralmente acarretam em parasitoses que de forma geral causam 
sintomas como febre, diarreia, manchas vermelhas pelo corpo e mal estar. 
 
 
 
 
 
Responda o que se pede 
1º) Quais são os grupos de protozoários? 
 
 
 
 
2º) Qual é o protozoário, da doença de chagas? Por onde ele entra no organismo do ser 
infectado? 
 
 
 
 
3º) Como os protozoários se reproduzem? 
 
 
 
 
4º) Onde habitam os protozoários? 
 
 
 
 
 
5º) Qual o significado da pala protozoário? 
 
 
 
 
 
 
3.3 FUNGOS 
Você já ouviu falar em mofos ou bolores? 
Eles são formados pelos fungos que, em certas condições, crescem em paredes, nas 
roupas, nos sapatos, no pão, nas frutas, nas verduras. 
3.3,1 micoses 
15 
 
São as doenças também causadas por fungos. As frieiras dos dedos dos pés e a monilíase 
ou "sapinho" são exemplos de micoses que ocorrem em seres humanos. Mas eles também 
causam doenças em outros animais e nas plantas, por exemplo, incluindo espécies 
cultivadas. 
E quanto aos champignons, que são cogumelos comestíveis muito apreciados em certos 
pratos? Você já os experimentou? 
A área da ciência que estuda os fungos é a micologia (do grego mikes: 'fungo'; logos: 
'estudo'). 
Muita gente confunde fungo com as plantas. A ciência, no passado, também já os 
classificou assim. Porém, com o estudo das estruturas celulares, verificou-se que as células 
dos fungos são diferentes das células das plantas. A célula do fungo não possui clorofila, 
logo ela não tem a capacidade de fazer fotossíntese. As suas células têm paredes rígidas, 
mas que não são formadas por celulose, como acontece com as 
plantas. Nas células dos fungos existe quitina, uma substância 
também presente na casca de alguns animais, como os insetos. 
Com características tão próprias, os fungos são classificados 
pela ciência em um reino específico. 
Todos esses seres conhecidos como mofos, bolores, cogumelos 
ou leveduras, pertencem ao Reino dos fungos. Os fungos são 
seres vivos sem clorofila e podem ser unicelulares, as leveduras, 
utilizadas como fermento na fabricação de massas, ou pluricelulares, como os cogumelos. 
Eles têm vida livre ou não, e são encontrados nos mais variados ambientes, sobretudo em 
lugares úmidos e ricos em matéria orgânica. 
Os fungos pluricelulares geralmente apresentam hifas - filamentos que se entrelaçam 
formando uma rede denominada micélio. 
3.3.2 Principais doenças causadas por fungos 
 
 
Onicomicose: A onicomicoseé uma das Principais 
Doenças Causadas por Fungos que pode infeccionar 
as unhas e pode ser considerada um problema muito 
difícil de tratar. A maioria das pessoas que possuem 
onicomicose não procuram tratamento, e talvez nem 
sequer tenham conhecimento da infecção. 
 
 
Há três grupos de fungos que causam essa 
complicação, são eles, as leveduras (fungos como o Trichophyton rubrum), os dermatófitos 
(fungos como o Candida albicans) e os não dermatófitos (como o Microascus brevicaulis). 
A onicomicose é considerada uma das Principais Doenças Causadas por Fungos 
patogênica, principalmente em pessoas que possuem o sistema imunológico fragilizado. 
16 
 
Em muitos desses casos pode ser fatal, então não negligencie, procure tratamento o quanto 
antes. 
Meningite Fúngica: Como o nome já diz, a meningite fúngica é uma das Principais 
Doenças Causadas por Fungos ela provoca inflamação, nas membranas que revestem a 
medula espinhal e o cérebro. A doença é causada por fungos cryptococcus, e o contágio 
ocorre pela inalação do ar com pequenas células contaminadas. A doença é bastante 
preocupante e apresenta risco de morte, principalmente para pacientes com HIV, pessoas 
debilitadas e com baixa imunidade. 
Candidíase: A candidíase possui esse 
nome pois é causada por diferentes 
espécies de leveduras da família Candida. 
que se torna uma das Principais Doenças 
Causadas por Fungos e essa levedura é 
bastante comum nos seres 
humanos. Muitas delas vivem 
pacificamente em nossos corpos, elas 
estão presentes em superfícies úmidas, 
como na boca, intestino e até mesmo no 
órgão reprodutor feminino, podendo 
causar infecção vaginal. 
 
 
Já as infecções que ocorrem na boca ou na garganta, são chamadas de candidíase, e 
desencadeiam quando a levedura invade a corrente sanguínea e se espalha por diversas 
áreas do corpo. A candidíase também pode ser fatal em casos de pessoas que possuem o 
sistema imunológico fraco. 
Histoplasmose: A Histoplasmose é uma das Principais Doenças Causadas por Fungos 
que atinge, principalmente, o pulmão do paciente infectado. O fungo Histoplasma 
capsulatum, causador da doença, é encontrado nas fezes de morcegos e pássaros, e a 
doença é transmitida por meio da inalação de esporos do fungo presentes no ar. Pacientes 
com câncer, HIV ou idosos estão mais suscetíveis a desenvolverem a forma severa da 
infecção, que pode levar a problemas no coração e meningite. 
Penicilinase: É uma infecção pelas Principais Doenças Causadas por Fungos fungo 
Penicillium Marneffei. A doença é considerada grave, pois pode atingir diversos órgãos 
vitais do corpo, como o pulmão, os rins e fígado. A Penicilinase é especialmente perigosa 
para pessoas soropositivas e com baixa imunidade, pois essas condições favorecem que 
a infecção se espalhe pelo organismo. O tratamento é realizado a partir da administração 
de medicamentos antifúngicos. 
3.3.3 VÍRUS 
17 
 
Ailustração do vírus HIV mostrando as 
proteínas do capsídeo responsáveis pela aderência 
na célula hospedeira. 
Os vírus são seres muito simples e pequenos (medem menos de 0,2 µm), formados 
basicamente por uma cápsula proteica envolvendo o material genético, que, dependendo 
do tipo de vírus, pode ser o DNA, RNA ou os dois juntos (citomegalovírus). A palavra vírus 
vem do Latim vírus que significa fluído venenoso ou toxina. 
Atualmente é utilizada para descrever os vírus biológicos, 
além de designar, metaforicamente, qualquer coisa que se 
reproduza de forma parasitária, como ideias. O termo vírus 
de computador nasceu por analogia. A palavra vírion ou víron 
é usada para se referir a uma única partícula viral que estiver 
fora da célula hospedeira. 
 
 
 
 
 
Das 1.739.600 espécies de seres vivos conhecidos, os vírus representam 3.600 espécies. 
Vírus é uma partícula basicamente proteica que pode infectar organismos vivos. Vírus são 
parasitas obrigatórios do interior celular e isso significa que eles somente se reproduzem 
pela invasão e possessão do controle da maquinaria de auto-reprodução celular. O termo 
vírus geralmente refere-se às partículas que infectam eucariontes (organismos cujas 
células têm carioteca), enquanto o termo bacteriófago ou fago é utilizado para descrever 
aqueles que infectam procariontes (domínios bacteria e archaea). 
Tipicamente, estas partículas carregam uma pequena quantidade de ácido nucleico (seja 
DNA ou RNA, ou os dois) sempre envolto por uma cápsula proteica denominada capsídeo. 
As proteínas que compõe o capsídeo são específicas para cada tipo de vírus. O capsídeo 
mais o ácido nucleico que ele envolve são denominados nucleocapsídeo. Alguns vírus são 
formados apenas pelo núcleo capsídeo, outros no entanto, possuem um envoltório ou 
envelope externo ao nucleocapsídeo. Esses vírus são denominados vírus encapsulados ou 
envelopados. 
O envelope consiste principalmente em duas camadas de lipídios derivadas da membrana 
plasmática da célula hospedeira e em moléculas de proteínas virais, específicas para cada 
tipo de vírus, imersas nas camadas de lipídios. 
São as moléculas de proteínas virais que determinam qual tipo de célula o vírus irá infectar. 
Geralmente, o grupo de células que um tipo de vírus infecta é bastante restrito. Existem 
vírus que infectam apenas bactérias, denominadas bacteriófagos, os que infectam apenas 
fungos, denominados micófagos; os que infectam as plantas e os que infectam os animais, 
denominados, respectivamente, vírus de plantas e vírus de animais. 
3.3.4 Esquema do Vírus HIV 
Os vírus não são constituídos por células, embora dependam delas para a sua 
multiplicação. Alguns vírus possuem enzimas. Por exemplo o HIV tem a enzima 
18 
 
Transcriptase reversa que faz com que o processo de Transcrição reversa seja realizado 
(formação de DNA a partir do RNA viral). Esse processo de se formar DNA a partir de RNA 
viral é denominado retrotranscrição, o que deu o 
nome retrovírus aos vírus que realizam esse 
processo. Os outros vírus que possuem DNA 
fazem o processo de transcrição (passagem da 
linguagem de DNA para RNA) e só depois a 
tradução. Estes últimos vírus são designados de 
adenovírus. 
Vírus são parasitas intracelulares obrigatórios: a 
falta de hialoplasma e ribossomos impede que 
eles tenham metabolismo próprio. Assim, para 
executar o seu ciclo de vida, o vírus precisa de um 
ambiente que tenha esses componentes. Esse 
ambiente precisa ser o interior de uma célula que, 
contendo ribossomos e outras substâncias, 
efetuará a síntese das proteínas dos vírus e, 
simultaneamente, permitirá que ocorra a 
multiplicação do material genético viral. 
Em muitos casos os vírus modificam o metabolismo da célula que parasitam, podendo 
provocar a sua degeneração e morte. Para isso, é preciso que o vírus inicialmente entre na 
célula: muitas vezes ele adere à parede da célula e "injeta" o seu material genético ou então 
entra na célula por englobamento - por um processo que lembra a fagocitose, a célula 
"engole" o vírus e o introduz no seu interior. 
 
 
3.3.5 Vírus, seres vivos ou não? 
Vírus não têm qualquer atividade metabólica quando fora da célula hospedeira: eles não 
podem captar nutrientes, utilizar energia ou realizar qualquer atividade biossintética. Eles 
obviamente se reproduzem, mas diferentemente de células, que crescem, duplicam seu 
conteúdo para então dividir-se em duas células filhas, os vírus replicam-se através de uma 
estratégia completamente diferente: eles invadem células, o que causa a dissociação dos 
componentes da partícula viral; esses componentes então interagem com o aparato 
metabólico da célula hospedeira, subvertendo o metabolismo celular para a produção de 
mais vírus. 
Há grande debate na comunidade científica sobre se os vírus devem ser considerados 
seres vivos ou não, e esse debate e primariamente um resultado de diferentes percepções 
sobre o que vem a ser vida, em outras palavras, a definição de vida. Aquelesque defendem 
a ideia que os vírus não são vivos argumentam que organismos vivos devem possuir 
características como a habilidade de importar nutrientes e energia do ambiente, devem ter 
metabolismo (um conjunto de reações químicas altamente inter-relacionadas através das 
quais os seres vivos constroem e mantêm seus corpos, crescem e performam inúmeras 
outras tarefas, como locomoção, reprodução, etc.); organismos vivos também fazem parte 
19 
 
de uma linhagem contínua, sendo necessariamente originados de seres semelhantes e, 
através da reprodução, gerar outros seres semelhantes (descendência ou prole), etc. 
Os vírus preenchem alguns desses critérios: são parte de linhagens contínuas, 
reproduzem-se e evoluem em resposta ao ambiente, através de variabilidade e seleção, 
como qualquer ser vivo. Porém, não têm metabolismo próprio, por isso deveriam ser 
considerados "partículas infecciosas", ao invés de seres vivos propriamente ditos. Muitos, 
porém, não concordam com essa perspectiva, e argumentam que uma vez que os vírus 
são capazes de reproduzir-se, são organismos vivos; eles dependem do maquinário 
metabólico da célula hospedeira, mas até aíi todos os seres vivos dependem de interações 
com outros seres vivos. Outros ainda levam em consideração a presença massiva de vírus 
em todos os reinos do mundo natural, sua origem - aparentemente tão antiga como a 
própria vida - sua importância na história natural de todos os outros organismos, etc. 
Conforme já mencionado, diferentes conceitos a respeito do que vem a ser vida formam o 
cerne dessa discussão. Definir vida tem sido sempre um grande problema, e já que 
qualquer definição provavelmente será evasiva ou arbitrária, dificultando assim uma 
definição exata a respeito dos vírus. 
 
 
3.3.5 Principais doenças causadas por vírus 
No homem, inúmeras doenças são causadas por esses seres acelulares. Praticamente 
todos os tecidos e órgãos humanos são afetados por alguma infecção viral. Abaixo você 
encontra as viroses mais frequentes na nossa espécie. Valorize principalmente os 
mecanismos de transmissão e de prevenção. Note que a febre amarela e dengue são duas 
viroses que envolvem a transmissão por insetos (mosquito da espécie Aedes aegypti). Para 
a primeira, existe vacina. Duas viroses relatadas abaixo, AIDS e condiloma acuminado, são 
doenças sexualmente trasmissíveis (DSTs). A tabela também relaciona viroses comuns na 
infância, rubélola, caxumba, sarampo, poliomelite - para as quais exiestem vacinas. 
 
 
Algumas das principais viroses que acometem os seres humanos: 
20 
 
ATIVIDADE 5 (VÍRUS) 
✔ Resfriado Comum; 
✔ Caxumba; 
✔ Raiva; 
✔ Rubéola; 
✔ Sarampo; 
✔ Hepatites; 
✔ Dengue; 
✔ Poliomielite; 
✔ Febre amarela; 
✔ Varicela ou Catapora; 
✔ Varíola; 
✔ Meningite viral; 
✔ Mononucleose Infecciosa; 
✔ Herpes 
✔ Condiloma 
✔ Hantavirose 
✔ AIDS. 
 
 
 
 
 
 
 
Responda o que se pede 
1. 1º) Cite duas doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti, E qual a forma de 
diminuir a proliferação do mosquito Aedes Aegypti. 
 
 
 
 
 
 
 
2º) Qual o significado da palavra vírus? 
 
 
 
 
21 
 
O perigo em situação controlada não se torna um Risco! 
3º) Há grande debate na comunidade científica sobre se os vírus devem ser considerados 
seres vivos ou não, e esse debate e primariamente um resultado de diferentes percepções 
sobre o que vem a ser vida, em outras palavras, a definição de vida. Qual a sua opinião 
com relação a esse grande questionamento? 
 
 
 
 
 
4º) transcreva a frase corretamente 
a) Os vírus são constituídos por células, embora não dependam delas para a sua 
multiplicação. 
 
 
 
 
 
 
4.0 O QUE É RISCO E PERIGO SAIBA A DIFERENÇA. 
 
 
Risco é a probabilidade ou chance de lesão ou morte” (Sanders e McCormick, 1993, p. 
675). “Perigo é uma condição ou um conjunto de circunstâncias que têm o potencial de 
causar ou contribuir para uma lesão ou morte” (Sanders e McCormick, 1993, p. 675). 
 
 
● Perigo 
Fonte ou situação com potencial para provocar danos em termos de lesão, doença, dano à 
propriedade, meio ambiente, local de trabalho ou a combinação destes. 
● Risco 
Combinação da probabilidade de ocorrência e da consequência de um determinado evento 
perigoso. Resumindo: Perigo é a fonte geradora e o Risco é a exposição a esta fonte. 
 
 
 
4.1 RISCOS 
 
De acordo com a Portaria do Ministério do Trabalho, MT nº 3214, de 1978, os riscos 
podem ser: riscos de acidentes, riscos ergonômicos, riscos físicos, riscos químicos e 
riscos biológicos. 
22 
 
1. Riscos biológicos 
1 Riscos de Acidentes 
 
• O risco de acidente é qualquer fator que 
coloque o trabalhador em situação de perigo e 
possa afetar sua integridade, bem estar físico e 
moral. 
• Ex: máquinas e equipamentos sem proteção, 
arranjo físico inadequado, etc. 
2- Riscos Ergonômicos 
 
• É qualquer fator que possa interferir nas 
características psicofisiológicas do trabalhador 
causando desconforto ou afetando sua saúde. 
• Ex: ritmo excessivo de trabalho, postura 
inadequada de trabalho, etc. 
 
 
 
3- Riscos Físicos 
 
• São as diversas formas de energia a que os 
trabalhadores possam estar expostos. 
• Ex: ruído, vibrações, pressões anormais, 
temperaturas extremas, radiações ionizantes e 
não ionizantes, etc. 
 
 
 
4 Riscos Químicos 
 
• São as substâncias, compostas ou produtos que 
possam penetrar no organismo pela via respiratória, nas 
formas de poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou 
vapores, ou que, pela natureza da atividade de 
exposição, possam ter contato ou ser absorvido pelo 
organismo através da pele ou por ingestão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
23 
 
• São considerados agentes de risco biológico, as 
bactérias, fungos, parasitos, vírus, entre outros. 
• Os agentes de risco biológico podem ser distribuídos 
em quatro classes, por ordem crescente de risco, 
classificados segundo os seguintes critérios: 
patogenicidade para o homem; virulência; modos de 
transmissão; disponibilidade de medidas profiláticas 
eficazes; disponibilidade de tratamento eficaz; 
endemicidade. 
 
 
 
5.0 CLASSES DE RISCO BIOLÓGICO 
 
 
Classe de Risco I 
Escasso risco individual e comunitário: o micro-organismo tem pouca probabilidade de 
provocar enfermidades humanas ou enfermidades de importância veterinária. 
 
Classe de Risco II 
Risco individual moderado, risco comunitário limitado: a exposição ao agente patogênico 
pode provocar infecção, porém, se dispõe de medidas eficazes de tratamento e 
prevenção, sendo o risco de propagação limitado. 
 
Classe de Risco III 
Risco individual elevado, baixo risco comunitário: o agente patogênico pode provocar 
enfermidades humanas graves, podendo propagar-se de uma pessoa infectada para 
outra, entretanto, existe profilaxia e/ou tratamento. 
 
Classe de Risco IV 
Elevado risco individual e comunitário: os agentes patogênicos representam grande 
ameaça para as pessoas e animais, com fácil propagação de um indivíduo ao outro, direta 
ou indiretamente, não existindo profilaxia nem tratamento. 
 
 
 
 
6.0 TIPOS DE RISCOS OCUPACIONAIS DA ENFERMAGEM 
 
 
• Os profissionais de saúde em seu ambiente de trabalho estão expostos a inúmeros 
riscos. 
 
• O ambiente hospitalar é um local tipicamente insalubre, pois propicia a exposição a 
riscos inerentes ao desenvolvimento de suas atividades. 
24 
 
 
• Os trabalhadores de enfermagem estão expostos a inúmeros riscos que podem causar 
agravos à sua saúde, acidentes de trabalho e/ou doenças, principalmente durante a 
assistência ao cliente. 
 
• Essa exposição pode trazer consequências para a saúde do trabalhador em vários 
aspectos: físico, psíquico, emocional e social. 
 
• É obrigatório que as instituições implantem uma Comissão Interna de Prevenção de 
Acidentes (CIPA), assim como a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e 
os programas PPRA, Prevenção de Riscos Ambientais. 
PPRO (Programa de Prevenção de Riscos Ocupacionais)nas unidades que atuarão 
juntamente com a participação dos profissionais. 
 
• As instituições também devem garantir treinamentos e capacitações periódicas para 
os profissionais, preparando-os para o cumprimento das normas estabelecidas. 
 
• A Norma Regulamentadora NR-32 tem como finalidade estabelecer as diretrizes básicas 
para a implantação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos 
serviços de saúde, bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência 
à saúde em geral. 
 
• A identificação precoce dos riscos ocupacionais a que a equipe de enfermagem está 
exposta ajuda na prevenção e no controle dos riscos e acidentes de trabalho, reduzindo os 
danos à saúde do trabalhador. 
 
• Durante a assistência ao paciente, os trabalhadores de enfermagem estão expostos à 
inúmeros riscos ocupacionais, causados por fatores químicos, físicos, mecânicos, 
biológicos, ergonômicos, que podem ocasionar doenças ocupacionais e acidentes de 
trabalho. 
 
6.1 Fatores 
 
• A enfermagem é uma profissão de risco devido à exposição à qual o profissional se 
submete diariamente. 
 
Veja alguns dos principais fatores que levam a ocorrência dos riscos ocupacionais: 
• Número insuficiente de funcionários: isso ocasionada uma sobrecarga de trabalho. 
• Sobrecarga de trabalho: o trabalho de enfermagem é desgastante. Além da sobrecarga 
de horário e de funções, que levam à insegurança no trabalho, aumentando a 
responsabilidade profissional, muitas vezes com recursos inadequados, o que prejudica o 
bom andamento de suas funções. Essa sobrecarga pode interferir na qualidade de vida dos 
trabalhadores. 
 
• Rodízio de turnos dos plantões noturnos: trabalho noturno pode causar um impacto 
negativo na saúde do trabalhador. 
 
• Desgaste mental e emocional: o desempenho do profissional quando afetado acarreta 
25 
 
em falhas de percepção e dificuldades de concentração nas tarefas a serem executadas. 
O estado mental e emocional do profissional pode levar ao estresse e as doenças 
ocupacionais causadas pelo estresse. 
 
• Condições físicas impróprias: as principais queixas apresentadas por trabalhadores de 
enfermagem são: doenças infectocontagiosas, cardiovasculares, reações alérgicas, 
fadigas, contusões, além de lombalgias e distúrbios osteomusculares, relacionados ao 
transporte e movimentação de pacientes, organização do ambiente de trabalho com 
posturas inadequadas, entre outros. 
 
• Falta de capacitação profissional: a falta de capacitação profissional contribui para a 
ocorrência de riscos ocupacionais. Isso evidencia a necessidade de criação de estratégias 
direcionadas a estes profissionais, visando à prevenção de acidentes durante o trabalho. 
 
• Exposição às substâncias tóxicas: este é um dos riscos químicos. Os elementos 
químicos são usados com a finalidade de limpeza, desinfecção e esterilização. 
 
• Exposição ocupacional: os profissionais de enfermagem são os que mais permanecem 
em contato físico com os doentes. Dessa maneira, o material biológico é o principal risco 
ao qual o profissional está exposto. 
Indisposição ou mau uso dos Equipamentos de Proteção Individuais – EPIs: o trabalho 
realizado no ambiente hospitalar é arriscado e insalubre, fazendo com que os trabalhadores 
realizem suas tarefas sem proteção adequada, sem o uso de EPI ou quando estes não se 
encontram disponíveis pela instituição. É necessário que a NR 32 seja cumprida, 
especialmente no quesito que se refere à exigência das instituições de disponibilizarem os 
EPIs para serem usados pelos profissionais. 
 
• Condições inapropriadas de trabalho: na maioria das vezes é o contrato de trabalho 
que define as condições de trabalho, compreendendo a carga horária, a jornada, as 
atividades, a remuneração e outros aspectos que muitas vezes não condizem com a função 
realizada. A vida do trabalhador sofre influência do processo de trabalho em vários aspectos 
de ordem social, como organização do trabalho, distâncias da residência, inexistência de 
creches, entre outros que provocam sensação de desconforto e aborrecimento. À vista 
disso, os profissionais ficam sem condições adequadas de trabalho, gerando insegurança, 
medo, carga horária extensa, baixos salários, etc. 
• Ambiente de trabalho: no próprio ambiente de trabalho existem fatores que interferem 
na saúde do trabalhador, como por exemplo, a climatização do local, exposição a ruídos 
sonoros, entre outros. 
 
 
7.0 PREVENÇÃO E CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR. 
 
• Os hospitais são instituições muito antigas na história da humanidade e foram criados 
para assistir ao paciente em seus momentos finais. 
• Hoje em dia, devido a avanços científicos, oferecem aos pacientes os serviços 
diagnósticos e terapêuticos mais atualizados. 
26 
 
Obs: Ignaz Semmelweis é considerado o pioneiro nos esforços do controle da infecção 
hospitalar. Ele descobriu a importância de lavar as mãos para o controle de infecções. 
 
• As infecções hospitalares estão entre os agravos mais antigos e graves à saúde. 
• A ferramenta mais eficaz no controle de infecções é o processo de coletar 
sistematicamente dados, analisar e instituir medidas de prevenção. 
• Infecção hospitalar (IH) pode ser definida como a infecção adquirida durante a 
hospitalização e que não estava presente ou em período de incubação por ocasião da 
admissão do paciente. 
• Pode se manifestar durante a internação ou mesmo após a alta, quando puder ser 
relacionada com a internação ou procedimentos hospitalares. 
• Em geral, são diagnosticadas a partir de 48 horas após a internação. 
• As infecções hospitalares aumentam o tempo de hospitalização do paciente, elevando os 
custos do tratamento. 
• A infecção hospitalar pode ser atribuída às condições próprias do paciente com dificuldade 
em conviver com as bactérias que lhe colonizam a pele. 
• Devido a isso, nem sempre é possível afirmar que o hospital ou sua equipe tenha cometido 
um erro. 
• Isto ficará demonstrado somente se as normas apropriadas de tratamento não tiverem 
sido seguidas ou se a infecção resultou de desempenho incompatível com os padrões da 
instituição. 
• As infecções podem ocorrer ainda por falhas no processo de assistência, que elevem o 
risco de aquisição de infecções para os pacientes: falhas no processo de esterilização, 
falhas no preparo de medicações parenterais, falhas na execução de procedimentos 
invasivos, etc. 
• O Ministério da Saúde instituiu a Portaria nº 196 em junho de 1983, determinando que 
todos os hospitais do país deveram manter Comissão de Controle de Infecção Hospitalar 
(CCIH), independente da entidade mantenedora. 
• Além da Portaria nº 196/83, o Ministério da Saúde publicou as Portarias de nº 930/92 e 
2.616/98, que normatizam e regulamentam medidas de prevenção e controle de infecção 
hospitalar. 
• Ainda sobre o tema, a Lei Federal nº 9.431/97, torna obrigatória a manutenção de um 
programa de controle de infecções hospitalares pelos hospitais do país. 
• Já a Portaria nº 2.616/98 expediu em forma de anexos, diretrizes e normas para a 
prevenção e o controle de infecções hospitalares. 
• A Lei nº 9.782/99 criou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), e neste 
mesmo ano o programa nacional de Controle de Infecção Hospitalar passou a ser 
responsabilidade deste órgão. 
• No Brasil, apesar de muitos esforços, a situação do controle de infecção ainda enfrenta 
uma realidade adversa do que pode se julgar satisfatório. 
• Há carência de recursos humanos e materiais nas instituições de saúde, ausência de 
CCIHs atuantes, ou ainda profissionais exercendo a função sem conhecimento adequado 
da atividade que resultam em elevadas taxas de infecção hospitalar. 
• É necessário um maior compromisso dos dirigentes, tanto com a administração dos 
hospitais quanto pelo cumprimento da legislação. 
27 
 
• Também é preciso ampliar os programas de orientação para a prevenção e controle das 
InfecçõesHospitalares. 
 
 
8.0 ASSEPSIA E ANTISSEPSIA 
 
A principal diferença entre assepsia e antissepsia está no fato desta última se tratar da 
desinfecção de um local, enquanto a primeira trata da higienização preventiva. 
 
Ambos os termos costumam ser confundidos e, embora estejam relacionados, cada um 
possui um significado distinto. 
 
A assepsia consiste num conjunto de métodos e processos de higienização de determinado 
ambiente, com a finalidade de evitar a contaminação do mesmo por agentes infecciosos e 
patológicos. 
 
Já a antissepsia se diferencia principalmente por se utilizada em locais onde há a presença 
de microrganismos indesejados (bactérias, vírus e outros agentes patológicos).Neste caso, 
a antissepsia é feita através do uso de substâncias químicas, como microbicidas, por 
exemplo, que visam eliminar ou diminuir a proliferação das bactérias (ou demais 
microrganismos indesejados), seja num organismo vivo ou num ambiente. 
 
Ambos os processos – assepsia e antissepsia – são comuns em locais onde as 
presenças desses microrganismos devem ser totalmente evitadas, como 
laboratórios e hospitais, por exemplo. 
 
 
9.0 MECANISMOS DE DISSEMINAÇÃO DE MICRO-ORGANISMOS EM HOSPITAIS 
 
 
A transmissão de micro-organismos em hospitais pode se dá por diferentes vias. 
Veja os principais: 
9.1 Transmissão aérea por gotículas 
 
• Acontece pela disseminação por gotículas maiores do que 5 mm, que podem ser geradas 
durante tosse, espirro, conversação ou realização de diversos procedimentos 
(broncoscopia, inalação, etc.). 
 
• São partículas pesadas que não permanecem suspensas no ar, portanto não são 
necessários sistemas especiais de circulação e purificação do ar. 
 
• As precauções devem ser tomadas por quem se aproximar menos de 1 metro da fonte. 
 
9.2 Transmissão aérea por aerossol 
 
• Ocorre pela disseminação de partículas, cujo tamanho é de 5mm ou menos. 
28 
 
 
• Essas partículas permanecem suspensas no ar por longos períodos e podem ser 
dispersas a longas distâncias. 
 
• São desejadas algumas medidas especiais para impedir a recirculação do ar 
contaminado e para se alcançar a sua descontaminação. 
 
9.3 Transmissão por contato 
 
• É o modo mais comum de transmissão de infecções hospitalares. 
 
• Envolve contato direto (pessoa-pessoa) ou indireto (objetos contaminados, itens de uso 
do paciente, etc.), promovendo a transferência física de micro-organismos. 
 
 
10.0 USO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL 
 
• Cabe ao profissional de saúde, enquanto gerente da equipe, estar ciente da participação 
nas medidas de prevenção para se proteger e manter um ambiente seguro para os demais 
trabalhadores que compõem a equipe de enfermagem. 
 
• A utilização dos equipamentos de proteção individual faz parte da prevenção, além de 
serem uma barreira importante nos acidentes envolvendo materiais biológicos. 
 
• Foi somente a partir da década de 1980 que a preocupação com os profissionais da área 
da saúde passou a ser alvo de mais interesse, quando foi reconhecido que o próprio 
trabalho causava doenças e acidentes. 
 
• A equipe de profissionais se expõe, em maior número, a riscos ocupacionais relacionados 
ao cuidado direto aos pacientes, à dependência de cuidados por parte dos pacientes, ao 
elevado número de procedimentos e de intervenções terapêuticas que necessitam de uso 
de materiais perfurocortantes e de equipamentos, aumentando as probabilidades do 
profissional adquirir infecções e doenças não confirmadas. 
 
• A partir disso surge a necessidade da orientação e educação dos profissionais de 
enfermagem em controlar os agentes de risco, utilizar os EPIs e participar dos controles 
administrativos, programas de exames médicos e sempre adotar medidas de segurança. 
 
• Segundo a Norma Regulamentadora – NR 6, considera-se Equipamento de Proteção 
Individual (EPI), “todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, 
destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho”. 
 
• O EPI deve ser aprovado por órgão competente do Ministério do Trabalho e Emprego 
(MTE), e é de fornecimento obrigatório e gratuito aos empregados que necessitarem fazer 
uso dele. 
 
Veja os equipamentos que fazem parte da prática de enfermagem: 
29 
 
• Máscaras para proteção respiratória; óculos para amparar os olhos contra impactos, 
radiações e substâncias; luvas para proteger contra riscos biológicos e físicos; avental ou 
capote descartável e gorro para evitar aspersão de partículas dos cabelos e do couro 
cabeludo no campo de atendimento. 
 
• Nesse caso, os EPIs são usados para prevenir o usuário de adquirir doenças em virtude 
do contato profissional. 
 
• A adesão ao uso de EPI traz benefícios à saúde do trabalhador e seus empregados, como 
maior produtividade, diminuição do número de licenças e redução dos gastos hospitalares 
com equipamentos e materiais. 
 
• O uso de EPI deve ser adequado às necessidades do procedimento, avaliando o conforto, 
tamanho do equipamento e tipo de risco envolvido. 
 
10.1 QUAIS SÃO OS EPIS? 
 
 
10.1.1 Luvas 
 
• Devem ser usadas quando há 
possibilidade de contato com sangue, 
secreções e excreções, com mucosas 
ou com áreas de pele não íntegra 
(ferimentos, úlceras de pressão, etc.). 
 
• As luvas estéreis são indicadas para 
procedimentos invasivos e assépticos, 
enquanto luvas grossas de borracha são 
indicadas para limpeza de materiais e de 
ambiente. 
 
• É preciso trocá-las logo após o contato com material biológico, entre as tarefas e 
procedimentos num mesmo paciente. 
 
Obs: Deve-se lavar as mãos imediatamente após a retirada das luvas para evitar a 
transferência de micro-organismos a outros pacientes e materiais. 
 
10.1.2 Máscaras, gorros e óculos de proteção: 
 
• Usados durante procedimentos em que haja a 
possibilidade de respingo de sangue e outros fluidos 
corpóreos, nas mucosas da boca, nariz e olhos do 
profissional. 
30 
 
• São indicados também durante a manipulação de produtos 
químicos. 
 
• As máscaras são de uso único e devem ter um filtro bacteriano. 
 
• O gorro é indicado para profissionais que envolvam dispersão 
de aerossóis, projeção de partículas e proteção de pacientes 
quando o atendimento envolver procedimentos cirúrgicos. 
 
10.1.3 Aventais (capotes) 
 
• Devem ser usados durante os procedimentos com 
possibilidade de contato com material biológico. • O 
avental protege a pele e previne sujidade na roupa 
durante procedimentos que tenham probabilidade de 
gerar respingos ou contato de sangue, fluidos corporais, 
secreções ou excreções. 
• O avental de plástico é indicado para lavagem de 
materiais em áreas de expurgo. 
 
 
10.1.4 Botas 
 
• Devem ser usadas para locais úmidos ou com 
quantidade significativa de material infectante (como 
centros cirúrgicos). 
 
• Os calçados indicados para o ambiente com sujeira 
orgânica são os fechados e de preferência impermeáveis 
(couro ou sintético). 
 
ACIDENTES COM MATERIAL BIOLÓGICO 
 
 
 
entre outros. 
• Os fatores biológicos podem ser representados por 
agentes biológicos, como bactérias, fungos, parasitas, 
31 
 
• A contaminação ocorre com mais frequência por via 
cutânea, em decorrência de acidente de trabalho 
com materiais perfurocortantes. 
 
• São vários os patógenos que podem ser 
transmitidos aos profissionais de saúde decorrente 
de suas atividades. 
 
• Entre os patógenos que podem ser transmitidos 
através da exposição ocupacional, os que 
representam maior importância epidemiológica são o 
vírus da imunodeficiência humana (HIV), vírus da 
hepatite B e vírus da hepatite C, por provocarem 
doenças de maior gravidade. 
 
 
• Entre as principais causas atribuídas à ocorrência de acidentes com esses materiais 
estão: descarte em locais inadequados ou em recipientes superlotados, transporte ou 
manipulação de agulhas desprotegidas e desconexão da agulha da seringa.• A exposição ocupacional a material biológico potencialmente contaminado pode ocorrer 
por meio de picadas de agulhas, ferimentos com objetos cortantes, contato direto das 
mucosas, etc. 
 
• Estudos demonstraram que as causas mais frequentemente atribuídas à ocorrência 
destes acidentes foram falta de atenção e pressa. 
 
O profissional de enfermagem é responsável por prestar assistência aos pacientes. Mas 
como é feito o controle da saúde destes profissionais? 
 
 
CONTROLE DA SAÚDE DOS PROFISSIONAIS 
 
• O ambiente de trabalho, dependendo de suas condições, pode representar um risco para 
a saúde do trabalhador. 
• Os profissionais de saúde, especialmente os trabalhadores de unidades hospitalares, 
estão sujeitos a um maior número de riscos ocupacionais do que outras categorias. 
• O trabalho em ambiente hospitalar possui características especiais, como trabalho 
noturno, alternância, horas extras e plantões, o que ocasiona desgaste físico, alteração do 
ciclo circadiano (ciclo biológico), tempo de sono insuficiente, entre outros. 
• Isso pode levar a obesidade e hábitos de vida pouco saudáveis, além da diminuição da 
capacidade cognitiva e de execução de tarefas, favorecendo a ocorrência de acidentes e 
doenças relacionadas ao trabalho. 
• Essa realidade tem acarretado agravos à saúde dos trabalhadores de enfermagem, 
geralmente provenientes do ambiente de trabalho, da organização e das atividades 
insalubres que executam. 
32 
 
• O ambiente hospitalar também é um local com forte carga emocional. 
• E os profissionais de saúde, principalmente os de enfermagem, por estarem mais 
próximos dos pacientes e seus familiares. 
• Logo, do exercício da enfermagem decorre uma forte carga psíquica, afetiva e emocional. 
• Em resumo, o contexto hospitalar possui fatores que influenciam na saúde física e mental 
dos profissionais de enfermagem. 
• O trabalho em turnos está associado a agravos à saúde, como distúrbios digestivos, 
problemas psíquicos, queixas do sono, doença coronariana, etc. 
• De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), a escassez de profissionais, as 
baixas condições de trabalho, e o abandono da profissão são destacados como dificuldades 
a seres superadas, principalmente em países em desenvolvimento. 
• As consequências desses fatores não são apenas um problema dos profissionais, mas se 
refletem também na assistência prestada aos pacientes, podendo resultar em maior 
probabilidade de erros durante os cuidados de enfermagem. 
• Devido a todos os motivos explicados, é importante que os profissionais de enfermagem 
façam exames periódicos de saúde, participar dos cuidados preventivos e oferecer dados 
para subsidiar legislações específicas que protejam a saúde destes trabalhadores. 
 
 
 
CUIDADOS COM OS RSS 
 
Dentro do grupo dos Resíduos de Serviços de Saúde 
(RSS), são encontrados os resíduos oriundos de hospitais 
(lixo hospitalar), drogarias, consultórios médicos e 
odontológicos, laboratórios de análises clínicas, dentre 
outros estabelecimentos que prestam serviços 
semelhantes a estes. 
 
As pessoas que manipulam os RSS têm sua saúde exposta 
a riscos, sendo que o manejo de forma incorreta destas, 
pode levar a um aumento do número de casos de infecções hospitalares. Já em relação à 
questão ambiental, os RSS quando presentes nos lixões poluem lençóis freáticos e corpos 
hídricos devido ao chorume formado pelo acumulo do lixo. 
 
 
 
Classificação 
 
No Brasil, há alguns anos atrás, os RSS eram manejados da mesma forma que os resíduos 
domiciliares e públicos, ou seja, sua coleta, transporte, tratamento e local de despejo em 
ambos as situações eram iguais. Mas no dia 7 de setembro de 2004 entrou em vigor a 
Resolução da Diretoria Colegiada, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária/ANVISA, n° 
306, onde estão definidas as classificações dos RSS e qual o devido gerenciamento a ser 
dado para cada grupo. 
http://www.infoescola.com/doencas/infeccao-hospitalar/
http://www.infoescola.com/hidrografia/lencol-freatico/
http://www.infoescola.com/quimica/chorume/
http://www.infoescola.com/saude/anvisa/
33 
 
 
 
 
 
 
Grupo A: dentro deste grupo são encontrados resíduos que possivelmente possuem 
agentes biológicos, desta maneira, apresentando riscos de causar infecções. Divide-se em 
5 subgrupos (A1, A2, A3, A4 e A5), baseado nas diferenças entre os tipos de RSS que 
possuem estes agentes. 
 
Grupo B: nestes resíduos estão presentes substâncias químicas que, possivelmente, 
conferem risco à saúde pública ou ao meio ambiente. 
 
Grupo C: englobam materiais oriundos de atividades humanas que possuem 
radionuclídeos em quantidades acima dos limites aceitáveis segundos as normas do CNEN. 
 
Grupo D: neste grupo estão presentes os resíduos que não apresentam risco químico, 
biológico e nem radioativo para a saúde dos seres vivos, muito menos ao meio ambiente, 
como por exemplo, papel de uso sanitário, fraldas, restos alimentares de paciente, entre 
outros. 
 
Grupo E: grupo onde estão os materiais perfurocortantes ou escarificantes. 
 
Etapas do recolhimento 
 
A realização de um devido gerenciamento dos RSS é de extrema importância na 
neutralização dos possíveis riscos à saúde dos seres humanos e também ao meio 
ambiente. Este gerenciamento é feito através de um conjunto de ações que tem seu início 
no manejo interno, onde é realizada uma segregação adequada dentro das unidades de 
serviços de saúde, visando à redução do volume de resíduos infectantes. Dentro deste 
manejo existem etapas: 
 
Segregação: é feita através da separação dos resíduos no instante e local de sua geração. 
http://www.infoescola.com/quimica/substancia-quimica/
http://www.infoescola.com/saude/saude-publica/
34 
 
Acondicionamento: embalar em sacos impermeáveis e resistentes, de maneira adequada, 
todos os resíduos que foram segregados, segundo suas características físicas, químicas e 
biológicas. 
 
Identificação: esta medida indica os resíduos presentes nos recipientes de 
acondicionamento. 
 
Armazenamento temporário: acondiciona temporariamente os recipientes onde estão 
contidos os resíduos, próximo ao ponto em que eles foram gerados. Esta medida visa 
agilizar o recolhimento dentro do estabelecimento. 
 
Armazenamento externo: refere-se à guarda dos recipientes no qual estão contidos os 
resíduos, até que seja realizada a coleta externa. 
 
Coleta e transporte externos: refere-se ao recolhimento dos RSS do armazenamento 
externo, sendo encaminhado para uma unidade de tratamento e destinação final. 
 
Tratamentos dos Resíduos de Serviços de Saúde 
O tratamento dos RSS é de extrema importância, pois consiste na descontaminação dos 
resíduos, através de meios químicos ou físicos que devem ser feitos em locais seguros. 
Esta etapa pode ser realizada através de diversas 
maneiras: 
 
Processos térmicos: através da realização da 
autoclavagem, incineração, pirólise, ou até mesmo uso 
de aparelhos de microondas. 
 
 
 
Processos químicos: previamente os matérias à 
passarem por este processo devem ser triturados para 
que haja um aumento na eficiência deste. Em seguida à 
trituração os RSS são imersos em desinfetantes por 
alguns minutos. 
 
Irradiação: neste caso, há uma excitação da camada externa dos elétrons das moléculas, 
devido á radiação ionizante, deixando-as carregadas, sendo 
assim haverá um rompimento do material genético (DNA ou 
RNA) dos microrganismos, resultando na morte dos mesmos. 
Por fim, após todos estes processos, o material resultante 
é encaminhado para um aterro sanitário que possua 
licenciamento ambiental. Nos casos de municípios que não 
possuem esta opção, vem sendo muito utilizada a 
implementação de valas sépticas, onde os RSS são 
depositados nestas valas escavados no solo, que em seguida é 
revestida por uma manta plástica impermeável, protegendo 
assim contra possíveis contaminações ao meio ambiente. 
http://www.infoescola.com/ecologia/incineracao-do-lixo/
http://www.infoescola.com/ecologia/aterro-sanitario-e-mdl/http://www.infoescola.com/meio-ambiente/licenciamento-ambiental/

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