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Anne Karolyne Morato – P5 Exame físico da coluna torácica: → O exame deve ser sistematizado em: Inspeção; • Devido a pouca mobilidade, a inspeção é muito válida. Palpação; Manobras; Mensuração. → Roteiro do exame: Em pé: • Inspeção posterior, lateral e anterior; • Manobras posterior e lateral. Sentado: • Inspeção posterior, lateral e anterior; • Palpação posterior; • Manobra posterior. Deitado: • Complementar a inspeção, palpação e manobras nos três decúbitos. Posição em pé: Inspeção posterior: → Paciente sem sapatos e de costas para o examinador; → Analisa-se: Postura global; massa muscular; assimetria; contratura ou aumento de volume. Nivelamento dos ombros (escoliose); Assimetria das escapulas (doença de Sprengel); Identificar a linha média vertebral, sempre retilínea (occipital > C7 > sulco interglúteo); Triângulo do talhe: se assimetria = presença de escoliose; Manchas cutâneas (coloração “café-com-leite”); nódulos; malformações; tufos pilosos. Torácica Anne Karolyne Morato – P5 Inspeção lateral: → Nessa posição as curvaturas da coluna são mais bem observadas; → Os braços do paciente devem estar em extensão, em paralelos ao solo; Lordose cervical; Cifose torácica: • Cifose do adolescente (enfermidade de Scheuermann ou dorso curto); • Cifose senil ou por osteoporose; • Cifose da espondilite ancilosante; • Cifose por tuberculose (mal de Pott); • Cifose por neurofibromatose. Lordose lombar: • Aumento da lordose = espondilolistese. OBS: as lordoses cervical e lombar devem estar compensadas pela cifose torácica e apresentar harmonia. Anne Karolyne Morato – P5 Inspeção anterior: → Presença dos dois músculos peitorais (por ser possível a ausência de um deles em um lado); → Projeção dos seios pela rotação da costela (quando há escoliose); → Deformidades da parede: Pectus carinatus – saliente; Pectus excavatum – retraído. Manobras e mensuração posteior: → Alinhamento da coluna (por meio de um fio de prumo): Fio apoiado em C7, deve acompanhar a linha média até o sulco interglúteo. Avaliar compressão (presença de desvio do eixo = coluna descompensada). → Nivelamento pélvico. Anne Karolyne Morato – P5 → Amplitude de movimento da coluna torácica: Flexão e flexão até 45º, inclinação lateral até 45º para cada lado. Feita com fita métrica entre as apófises espinhosas de C7 e T12. • Diferença entre ereta e flexão = >2,5cm. → Teste da inclinação anterior (Adams): É o mais sensível para determinar a presença de escoliose. Coluna do paciente inclinada para frente, até estar paralela ao solo (não mais do que isso), com os braços pendentes; Rotação = característica principal da escoliose. • As costelas (torácica) e apófises transversas (lombar) serão empurradas para o lado da convexidade, criando uma saliência = GIBA COSTAL ou LOMBAR. • Pode ser mensurada pelo escoliômetro. Anne Karolyne Morato – P5 → Exame do músculo serrátil anterior: Paciente de frente para a parede e com as mãos apoiadas contra ela, empurrando-a; Escapula inclinada = deficiência do musculo serrátil anterior. Manobras e mensuração lateral: → Pede-se ao paciente que incline para frente, tentando tocar o solo, e joelhos em extensão; Cifose = fica acentuada (se presente); Retração dos músculos isquiotibiais = impede a flexão do quadril. Posição sentada: Palpação posterior: → Escapula (2ª a 8ª costelas) – ângulo inferior (T7/T8); → Espinha da escápula (T3); → Músculos romboides (C7 a T5) – membro superior em rotação interna máxima e adução; → Músculos trapézio e grande dorsal. Anne Karolyne Morato – P5 Manobras e mensuração posterior: → Rotação para direita e esquerda, pode atingir até 50º; → Sinal de Giordano: rins; → Medida da expansão torácica, fita métrica na altura dos mamilos, >3cm; Diminui na espondilite; → Retrações musculares: comuns aos portadores de cifose; Abdução dos ombros a 90º, o examinador traciona os braços par atras avaliando a flexibilidade e o grau de retração. Posição deitada: Decúbito ventral: → Flexibilidade da coluna (escoliose) – a inclinação lateral forçada para cada lado avalia isso. → Hiperextensão da coluna (retificação da cifose). Pede-se ao paciente elevar os braços e o tronco, enquanto o examinador fixa as pernas. Decúbito dorsal: → Inspeção e palpação costo-esternal = podendo despertar dor (síndrome de Tietze) – inflamações condrocostais. → Dermatomos: T4 – altura dos mamilos; T7 – apêndice xifóide; T10 – cicatriz umbilical; T12 – virilha.