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RESENHA DO CAPÍTULO XI DO LIVRO “CIDADES DO AMANHÔ, DE PETER HALL - Aluno O livro “Cidades do Amanhã” foi escrito pelo urbanista e geógrafo Peter Geoffrey Hall, um inglês que influenciou fortemente o pensamento urbanístico do Ocidente durante o século XX, em especial no que tange à construção de metrópoles inglesas. O capítulo "Cidade do Empreendimento", da obra de Peter Hall, é uma análise crítica sobre o papel do empreendedorismo urbano na formação das cidades contemporâneas. O autor argumenta que a cidade, como um ambiente econômico e social, está em constante mudança e evolução, e o empreendedorismo é uma força- chave que impulsiona essas mudanças. Para ilustrar esse posicionamento, o autor apresenta diversos exemplos práticos e reais de como a urbanização e o empreendimento são fatores que andam lado a lado. Hall começa o capítulo apresentando um panorama geral do empreendedorismo urbano e sua importância na formação das cidades. Ele explora como os empreendedores, tanto individuais quanto institucionais, influenciam a economia, a política e a cultura das cidades, promovendo o desenvolvimento econômico, a inovação e o progresso. O autor explica isso levando o leitor a uma viagem no tempo, discorrendo sobre o planejamento convencional do solo que se iniciou nos anos 50 e 60 e indo até as crises urbanísticas associadas à pobreza que se iniciaram no final dos anos 60 e começo dos anos 70, em solo americano. O autor também discute como as políticas públicas têm incentivado o empreendedorismo urbano em todo o mundo, e como essas políticas podem afetar a vida urbana de maneiras positivas e negativas. Ele aborda a crescente importância do empreendedorismo urbano em países em desenvolvimento, onde o setor privado é muitas vezes o principal motor de crescimento econômico. Hall destaca continuamente, neste capítulo, que, historicamente, as cidades sempre foram importantes centros econômicos, servindo como locais de comércio, produção e troca de bens e serviços. No entanto, com a globalização e a mudança para uma economia baseada no conhecimento, as cidades assumiram um papel ainda mais importante na economia global. No entanto, isso não ocorreu de forma repentina, tratando-se de um processo pelo qual todas as grandes cidades passaram, o qual envolveu, dentre outros eventos, a grande concentração de pessoas nos polos industriais e o constante aumento da desigualdade socioeconômica. No entanto, Hall não deixa de destacar os possíveis riscos e desafios associados ao empreendedorismo urbano. Ele alerta para a possibilidade de gentrificação, exclusão social, aumento do custo de vida e da desigualdade social. Além disso, o autor chama a atenção para o fato de que o empreendedorismo pode levar a uma concorrência acirrada, com vencedores e perdedores, e questiona se esse é o melhor caminho para a construção de cidades mais justas e sustentáveis. Por fim, o Autor discorre a respeito do planejamento urbano e sua utilidade na atualidade. Basicamente, o autor destaca que o planejamento urbano muda à medida em que a sociedade muda também. Isto, por sua vez, envolve a análise dos desafios pelos quais determinada sociedade passa. Dessa forma, o planejamento está associado à um contexto político. Entretanto, o uso do solo não ocorre mais como antigamente, o que já era de se esperar. Para Hall, o planejamento urbano tornou-se reativo e antiintelectual, sendo que os estudiosos da atualidade enfrentam novos problemas relacionados a ele. No geral, o capítulo "Cidade do Empreendimento" oferece uma visão equilibrada e reflexiva sobre o empreendedorismo urbano e seu papel na formação das cidades contemporâneas. Hall reconhece os benefícios potenciais do empreendedorismo, mas também aponta os possíveis impactos negativos, sugerindo que é necessário encontrar um equilíbrio entre o impulso econômico e a justiça social na construção das cidades do futuro.