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Seps� � Choqu� Séptic� Conceito ● Origem grega → putrefação ● Resposta sistêmica do hospedeiro à infecção (bacteriana, viral, protozoário, etc) ● Pode desencadear disfunções orgânicas e choque hemodinâmico Epidemiologia ● 1 em cada 4 mortes no mundo é por sepse ● 15-17 milhões de casos por ano no mundo ● Incidência em elevação → idosos, terapias imunossupressoras, etc. ● UTIs brasileiras ⇒ prevalência de 30%, mortalidade de 55% - Acesso à saúde inadequado, desconhecimento da população, limitação de recursos, etc. Definições ● 1992 - Sepse ⇒ resposta inflamatória sistêmica secundária a um quadro infeccioso - Sepse grave ⇒ sepse complicada por disfunção orgânica - Choque séptico ⇒ sepse grave acompanhada de falência circulatória (hipotensão arterial persistente, apesar da reposição volêmica adequada) - Insulto inicial (infecção/trauma) → SIRS → sepse → sepse grave → choque séptica 1. Sensibilidade alta e especificidade baixa ● 2016 - Diagnóstico ⇒ Infecção confirmada → SOFA >=2 (avaliação sequencial da falência orgânica)→ confirma sepse 1. SOFA avalia: hipotensão, relação pO2/FiO2, creatinina e DU, Glasgow, bilirrubinas séricas, contagem de plaquetas - Choque séptico: sepse + hipotensão apesar de prova de volume e lactato >2 mmol/L ● Quick Sofa - Taquipneia (FR>22), confusão mental, pressão sistólica <100 ⇒ escore >= 2 indica alto risco de morte Fisiopatologia ● Liberação de mediadores exógenos (LPS) e endógenos (IL-1, IL-5, TNF) ● Má distribuição do fluxo sanguíneo, disfunção cardíaca (diminuição da fração de ejeção), desequilíbrio entre fornecimento e consumo de O2, alterações do metabolismo ● Infecção → aumenta inflamação e coagulação, diminui fibrinólise → disfunção endotelial e trombose microvascular → hipoperfusão e isquemia → disfunção orgânica aguda ● Doença da microcirculação ⇒ vasodilatação, hiporreatividade a vasopressores, disfunção da célula endotelial e microtrombose, abertura de poros e deposição de fibrina, migração de neutrófilos Quadro Clínico e Alterações Laboratoriais ● Clínica ⇒ Sinais de hipoperfusão tecidual, alterações do estado mental, pele fria e pegajosa, oligúria, taquicardia, hiperlactatemia ● Hemograma ⇒ leucocitose, plaquetopenia, identifica infecção e gravidade ● Lactato ⇒ identifica disfunção metabólica, avaliação prognóstica, definição de choque séptico ● Outros exames ⇒ TAP, TTPA, plaquetas, culturas, PCR, procalcitonina Tratamento e Suporte ● Reconhecimento precoce ● Antibioticoterapia precoce + controle do foco - Coleta de cultura antes de administrar atb (pelo menos 2 pares de hemocultura → 1 par= aeróbio e anaeróbio) - Não atrasar antibioticoterapia em mais de 45 min - Realizar estudos de imagem para confirmar fonte potencial de infecção - Reavaliação diária para potencial descalonamento e manter atb 7-10 dias ● Suporte hemodinâmico inicial - Ressuscitação volêmica inicial ⇒ pelo menos 30 mL/kg de cristalóide para paciente com hipoperfusão + fluidos adicionais de acordo com as variáveis clínicas 1. Alvo de PAM >= 65 mmHg (lembrar cálculo) → pode administrar norepinefrina 0,01 ug/kg/min se a pressão continuar baixa 2. Albumina (colóide) pode ser utilizada em pacientes que necessitem de volumes elevados de cristaloides - Complicações durante a fase de reanimação - Terapia vasopressora ⇒ norepinefrina (pode associar epinefrina em raros casos), dopamina (casos altamente selecionados), dobutamina (hipoperfusão refratária a fluidos e vasopressores) 1. 2 acessos ⇒ em uma veia faz a prova de volume e na outra a droga vasoativa enquanto pega o acesso central ● Demais terapias de suporte ⇒ ventilação mecânica, controle glicêmico, sedação coerente, profilaxias, terapia de substituição renal, suporte nutricional, terapia nutricional se anemia - Fazer controle de lactato arterial