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SEPSE AULA #F0706 Status estudado revisar Velhos Critérios SIRS Velhos critérios SIRS critérios diagnósticos da síndrome da resposta inflamatória sistêmica infecção 2 critérios de SIRS SEPSE baixa especificidade e necessita de critério laboratorial DESATUALIZADA temperatura central 38º C ou 36 ou temperatura axilar equivalente 0,3ºC 1 FC 90 bpm 1 FR 20 IRPM 1 Leucócitos totais 12.000 ou 4000 ou 10% de formas jovens 1 Infecção, Sepse e Choque Séptico Infecção Sepse CHOQUE séptico doença causada por microorganismo sem disfunção orgânica infecção com inflamação intensa e disfunção orgânica sepse com hipoperfusão + ressuscitação volêmica que persiste com hipotensão Infecção 2 pontos no quick SOFA PAM 65 mmHg+ Lactato > 2mmol/L ou 18mg/dL baixa letalidade alta letalidade SEPSE 1 Definição de SEPSE disfunção orgânica ameaçadora à vida causada por uma resposta desregulada do organismo frente a uma infecção toda sepse é infecção, mas nem toda infecção (amigdalite, pneumonia) é sepse toda sepse tem disfunção orgânica que ameaça a vida, mas nem toda disfunção orgânica ameaçadora à vida é sepse 2 coisas ao mesmo tempo → disfunção orgânica + infecção infecção → pielonefrites, pneumonias, endocardite disfunção orgânica 3 principais resultados: alterações na circulação sistêmica vasodilatação hipovolemia hipotensão depressão miocárdica alterações na microcirculação aumento de permeabilidade capilar redução de densidade capilar edema intersticial heterogeneidade de fluxo trombose depressão miocárdica alterações celulares apoptose hipóxia citopática elevação do SOFA 2 Principais microorganismos causadores da sepse SEPSE 2 bactérias gram - 40% E. coli, Klebisiella, Pseudomonas, Neisseria meningitidis, Enterobacter, Proteus, Serratia gram + 30% S. aureus, S. pneumoniae… Leptospira Micobacterium tuberculosis fungos acometem principalmente imunossuprimidos 520% dos casos Candida sp SOFA score Disfunção respiratória Relação PaO2/FiO2 gasometria arterial Disfunção Hematológica Grau de plaquetopenia Disfunção Neurológica Escala de coma de Glasgow Disfunção Hepática Bilirrubinas Totais Disfunção Cardiovascular Hipotensão ou uso de drogas vasoativas Disfunção Renal Oligúria (débito urinário) ou aumento de creatinina SEPSE 3 quick SOFA surge 2016 3 critérios clínicos Alteração do nível de consciência PAS 100 mmHg FR 22 IRPM SEPSE infecção 2 pontos Problemas baixa sensibilidade Vantagens clínico é recomendado a não ser usado de forma isolada 2021 Definição de CHOQUE SÉPTICO paciente que tem sepse + lactato arterial 18 mg/dL 2mmol/L +necessidade de vasopressor apesar da reposição volêmica a partir de 2 pontos ou aumento de 2 pontos → paciente em SEPSE SEPSE 4 Manejo da SEPSE 2016 PACOTE DE 1 HORA Pedir lactato oferece uma medida indireta da perfusão disfunções metabólicas que levam a hiperlactatemia acidose metabólica catabolismo proteico hipoalbuminemia ins. suprarrenal hiperglicemia lactato alto indica hipoperfusão se 2mmol repetir culturas devem ser coletadas de acordo com a suspeita da infecção sangue urina secreção traqueal abscesso deve ser drenado se presente líquor antibiótico logo após coleta das culturas → não começar imediatamente exceção se impossibilidade de coleta de cultura rápido amplo espectro foco no sítio mais provável SEPSE 5 depois da cultura pronta fazer o descalonamento e usar um ATB mais específico Cristaloide 30 ml/kg se hipotensão ou lactato 4 mmol/L em 3 horas NaCl 0,9% Ringer Lactato vasopressores manter PAM 65 mmHg PAM PAS PADx2/3 norepinefrina (noradrenalina) é a primeira escolha vasopressina não é usada sozinha será adicionada à norepinefrina se necessário reduzir a dose da nora ou aumentar a PAM dobutamina é um inotrópico usado se o paciente persiste com disfunção cardíaca e hipoperfusão persistente mesmo após expansão volêmica e vasopressores OBS hoje em dia é usado junto com corticoide Terapias Adicionais Insulinoterapia se glicose 180 mg/dL evitar jejum dieta enteral conforme tolerância bicarbonato para acidose metabólica apenas se pH 7,2 e lesão renal aguda estratégia de transfusão restritiva manter Hb 7 g/dL 2021 SEPSE 6 não é recomendado qSOFA como única ferramenta para rastreio de sepse e choque séptico quando comparado com outros critérios SIRS, NEWS ou MEWS pode usar o tempo de enchimento capilar como medida de perfusão para guiar a ressuscitação ressuscitação volêmica cristaloide balanceado Ringer Lactato) É melhor que salina isotônica em choque séptico pode iniciar vasopressor em acesso venoso periférico caso não for possível venoso profundo/central imediato sugerido o uso de corticoesteroide quando houver necessidade de vasopressor Hidrocortisona 50 mg 6/6h o corticoide é usado pois com a hipotensão há hipoperfusão das adrenais podendo levar a um choque séptico refratário Antibioticoterapia com choque sem choque sepse definida ou provável ATB imediatamente em menos de 1h ATB imediatamente em menos de 1h sepse possível ATB imediatamente em menos de 1h avaliação rápida de causas infecciosas e não infecciosas. Se persistir a hipótese de sepse ATB em 3 h SEPSE 7 não prescrever vitamina C QUESTÕES b como é mulher com disúria e polaciúria é alto indicativo de ITU, mais comum E. coli GRAM , por isso, resposta C; não se deve esperar culturas, pois elas demoram 2448h SEPSE 8 Epidemiologia da sepse maior incidência nos últimos anos devido envelhecimento da população imunossuprimidos germes resistentes maior quantidade de diagnósticos os picos de sepse tendem a ocorrer no inverno correlação com aumento de pneumonias nessa época Diagnóstico Laboratorial da Sepse Hemograma Gasometria e lactato Procalcitonina Indicadores de inflamação sistêmica PCR, Ferritina, albumina, alfa-1-glicoproteina D a: pvc não se usa mais; b: vasopressina é droga secundária, primeira é noradrenalina; c: clearence de lactato é a remoção de lactato do sangue, ele deve sim ser usado pra guiar a terapêutica; e: dopamina não é inotrópico como dobutamina SEPSE 9 Exames auxiliares provas de coagulação creatinina bilirrubinas diagnóstico microbiológico hemocultura urocultura análise tecido infectado SEPSE 10