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Termodinâmica é a ciência que trata ... • do calor e do trabalho; • das características dos sistemas; • das propriedades dos fluidos termodinâmicos Contexto histórico ... Historicamente, a Termodinâmica se desenvolveu pela necessidade de aumentar a eficiência das primeiras máquinas a vapor. A termodinâmica começa com Otto von Guericke (1650) ao projetar e construiu a primeira bomba de vácuo do mundo (o primeiro vácuo artificial do mundo). Tentou provar a invalidade da antiga percepção de que "a natureza tem horror ao vácuo" O físico e químico Irlandês Robert Boyle (1656) construiu uma bomba de ar. E percebeu a correlação entre pressão, temperatura e volume. Em tempo, a Lei de Boyle foi formulada, que estabelece que a pressão e o volume são inversamente proporcionais. Sadi Carnot é considerado o "pai da termodinâmica", em 1824 publicou "Reflexões sobre a Potência Motriz do Fogo", um discurso sobre o calor, potência e eficiência de máquina. O texto trouxe as relações energéticas básicas entre a Máquina de Carnot, o Ciclo de Carnot e a Potência Motriz. Isto marcou o início da Termodinâmica como ciência moderna.[ No final do século XVIII a Grã-Bretanha passa a utilizar as máquinas térmicas no desenvolvimento das indústrias de mineração. Sadi Carnot 1796 - 1832 James Joule 1818 - 1889 Rudolf Clausius 1822 - 1888 Wiliam Thomson Lord Kelvin 1824 - 1907 Emile Claupeyron 1799 - 1864 Alguns ilustres pesquisadores que construiram a termodinâmica Nasceu em Salford - Inglaterra James P. Joule (1818-1889) Contribuição de James Joule. 1839 Experimentos: trabalho mecânico, eletricidade e calor. 1840 Efeito Joule : Pot = RI2 1843 Equivalente mecânico do calor ( 1 cal = 4,18 J) 1852 Efeito Joule-Thomson : decrescimo da temperatura de um gás em função da expansão sem realização de trabalho externo. As contribuições de Joule e outros levaram ao surgimento de uma nova disciplina: a Termodinâmica Lei da Conservação de Energia 1a Lei da Termodinâmica Para entender melhor a 1a Lei de Termodinâmica é preciso compreender as características dos sistemas termodinâmicos e os caminhos “percorridos” pelo calor... Certa massa delimitada por uma fronteira. Vizinhança do sistema. O que fica fora da fronteira Sistema isolado Sistema que não troca energia nem massa com a sua vizinhança. Sistema fechado Sistema que não troca massa com a vizinhança, mas permite passagem de calor e trabalho por sua fronteira. Sistema Termodinâmico Transformações gasosas P1 V1 T1 U1 P2 V2 T2 U2 Estado 1 Estado 2Transformação Variáveis de estado Variáveis de estado τ “Caminho” descrito pelo sistema na transformação . Processos P1 V1 T1 U1 P2 V2 T2 U2 Processos Durante a transformação Isotérmico temperatura invariável Isobárico Pressão invariável Isovolumétrico volume constante Adiabático É nula a troca de calor com a vizinhança. Transformações 1a Lei da Termodinâmica ΔU = U2 – U1 Variação Energia Interna τ > 0 → energia que sai do sistema τ < 0 → energia que entra no sistema Q > 0 → calor que entra no sistema Q < 0 → calor que sai do sistema 1a Lei Q = τ + ΔU Sistema Fechado τ ∆U = Q - τ Gás Expansão nula τ = 0 Δ U = Q = (mc)gás ΔT Como (mc)gás = ctc ΔU depende apenas de ΔT. ΔT = 0 → ΔU = 0 ΔT > 0 → ΔU > 0 ΔT < 0 → ΔU < 0 Como U é uma variável de estado, ΔU não depende do processo. Variação da Energia Interna A energia interna de um gás é função apenas da temperatura absoluta T. O calor Q que passa pelas fronteiras do sistema depende do processo. ∆V = V2 -V1 ∆U = Q - τ τ depende de como a pressão e volume mudam no processo. τ = F.d F = P.A τ = P.A.d τ = P.ΔV O trabalho que atravessa a fronteira depende do processo? P1V1 = nRT1 Estado 1 no de moles Constante dos gases R = 8,31 J/mol.K = 2 cal/mol.K Diagramas P x V Gases ideais 1P1 V1 T1Como as variáveis de estado se relacionam? Equação de estado τ = Po [VB-VA] Transformação a pressão constante Transformação isobárica τ = P.ΔV = P (VA-VB) Numa expansão isobárica, o volume a temperatura aumentam, ocorrendo também aumento da energia interna do gás. U >0 U = Q - τ Q > τ Numa expansão isobárica, a quantidade de calor recebida é maior que o trabalho realizado. 1ª Lei da Termodinâmica τ = 0 Numa transformação isocórica, a variação da energia interna do gás é igual à quantidade de calor trocada com o meio exterior. ∆V = 0 Transformação de 1 → 2 Volume invariável Isovolumétrica Processo isovolumétrico Transformação a volume constante U = Q - τ O trabalho realizado é nulo, pois não há variação de volume (ΔV =0). Então: U = Q Êmbolo movimentado lentamente ∆U = 0 → ∆T=0 Transformação à temperatura constanteProcesso Isotérmico 0 = Q – τ Q = τ Numa transformação isotérmica, o calor trocado pelo gás com o exterior é igual ao trabalho realizado no mesmo processo. Movimento rápido do êmbolo. Q = 0 Primeira Lei da Termodinâmica ∆U = Q - τ Q = 0 → ∆U= - τ Compressão adiabática Trabalho transforma-se em calor Q = 0 O processo ocorre tão rapidamente que o sistema não troca calor com o exterior. τ Área sob o grafico Processo adiabático Transformação sem troca de calor 3.- Wciclo = W = área 12341 Wciclo > 0 → Qciclo 0 O sentido do ciclo no diagrama PV : horário. O sistema recebe Q e entrega W 1a Lei da Termodinâmica ∆Uciclo = Qciclo - Wciclo Qciclo = Wciclo 1.- ∆Uciclo = ∆U = 0 pois Tfinal = Tinicial 2.- Qciclo = Q Processos cíclicos “Trabalham” em ciclos. Máquinas Térmicas Fonte quente Fonte fria Trabalho Ciclo De onde a máquina retira calor QHot. Para onde a máquina rejeita calor QCold A máquina de Denis Papin 1647 - 1712 Transformações máquinas térmicas - Diagrama PV Ciclo de Otto Ciclo Diesel Em cada ciclo W = Q1-Q2 Eficiência = W/Q1= (Q1-Q2)/Q1 ε = [1 – Q2/Q1] ∆U = 0 Eficiência térmica: 1ªLei Refrigerador Bomba de calor 12: compressão adiabática em um compressor 23: processo de rejeição de calor a pressão constante 34: estrangulamento em uma válvula de expansão (com a respectiva queda de pressão) 41: absorção de calor a pressão constante, no evaporador Ciclo Refrigerador Primeira Lei da Termodinâmica Em cada ciclo ∆U = 0 → W + Q2 = Q1 W = Q1 - Q2 Coeficiente de Performance – COP COP refrigerador = Q2/W = Q2/(Q1 - Q2 ) = T2/(T1 – T2) COP bomba calor = Q1/W = Q1/(Q1 - Q2 ) = T1/(T1-T2) Uma bomba de calor necessita de 1.000 W da rede para funcionar e aquece 1 litro de água de 0,5oC /s. Qual o COP desta bomba? COP - Coeficiente de Performance 1a Lei da Termodinâmica A energia total do Universo, com ou sem transformações, permanece constante. 2a Lei da Termodinâmica A disponibilidade de energia para realização de trabalho diminui após cada transformação 2a Lei da Termodinâmica Entropia Refrigerador ou Bomba de Calor Segunda Lei Formulação de Clausius É impossível existir transferência espontânea de calor de uma fonte fria para outra quente. É impossível construir um dispositivo que, operando em ciclo termodinâmico, não produza outros efeitos além da passagem de calor de um corpo frio para outro quente. COPRefrigerador = Q2/W COP Bomba Calor = Q1/W Máquinas Térmicas W = W2 – W1 2a LeiTermodinâmica Formulação de Kelvin-Planck É impossível construir uma máquina térmica com eficiência 100%. ε = W/Q1 = [1 - T2/T1] < 1 Ou seja uma máquina que retira uma quantidade de calor Q de uma fonte quente e a transforme totalmente em trabalho. Formulação de Clausius É impossível existir transferência espontânea de calor de uma fonte fria para outra quente. Formulação Kelvin-Planck É impossível construir uma máquina térmica com eficiência 100%. Segunda Lei Termodinâmica Ambas são afirmações negativas. Não podem serdemonstradas. Baseiam-se em evidências experimentais. A 2a Lei enuncia a impossibilidade de construção de moto perpétuo de 2a espécie. Moto Perpétuo 1a Espécie: criaria trabalho do nada. Viola a 1a Lei. 2a Espécie: viola a 2a Lei 3a Espécie: inexistencia de atrito produziria movimento eterno sem realização de trabalho Qual o limite da eficiência de uma máquina térmica ? ε = [1 – Q2/Q1] Q1 → 0 ε → 1 É possível construir esta máquina? ε → 100% Máquinas Térmicas 100% de rendimento ? Impossível! Qual o máximo rendimento de uma Máquina Térmica? A construção de uma máquina ideal Definição de um processo ideal. Processo reversível. Aquele que tendo ocorrido, pode ser invertido de sentido e retornar ao estado original, sem deixar vestígios no sistema e no meio circundante. Processo reversível: desvio do equilíbrio é infinitesimal e ocorre numa velocidade infinitesimal. Causas que tornam um processo irreversível. Atrito Expansão não resistida. Troca de calor com diferença finita de temperatura. Mistura de 2 substâncias diferentes. Outros fatores: Efeito Joule, Combustão, Histerese, etc. O processo de troca de calor pode ser reversível se for feita mediante diferença infinitesimal de temperatura, mas que exige tempo infinito ou área infinita. Conclusão: todos os processos reais de troca de calor são irreversíveis. A eficiência da Máquina de Carnot No ciclo: ∆U=0 → W = Q1 - Q2 ε = W/Q1 = [Q1-Q2]/Q1 = 1 - Q2/Q1 Q2/Q1 = T2/T1 ε = (1 - Q2/Q1) = (1 - T2/T1) ε = 1 - T2/T1 Princípio de Carnot "Nenhuma máquina térmica real, operando entre 2 reservatórios térmicos T1 e T2 , pode ser mais eficiente que a "máquina de Carnot" operando entre os mesmos reservatórios" BC e DA = adiabáticas Ciclo reversível A máquina ideal de Carnot Rudolf Clausius Nasceu em Koslin (Polônia) e morreu em Bonn (Alemanha) Físico Teórico - Termodinâmica 1.- A energia do Universo é constante. 2.- A entropia do Universo tende a uma valor máximo. Entropia A quantificação da 2a Lei Apresentou em 1865 a sua versão para as 1a e 2a Leis da Termodinâmica. Σ(δQ/T) ≤ 0 (δQ/T)rev = 0 Σ(δQ/T)irrev < 0 A desigualdade de Clausius 1 - Σ(δQ/T)AB = Q1/T1 (isotérmico, T1 = cte) 2 - Σ(δQ/T)BC = 0 (adiabático, Q = 0) 3 - Σ(δQ/T)CD = -Q2/T2 (isotérmico, T2 = cte) 4 - Σ(δQ/T)DA = 0 (adiabático, Q = 0) A desigualdade de Clausius Σ(δQ/T) no Ciclo de Carnot No ciclo de Carnot os processos são reversíveis Σ(δQ/T)rev = 0 Σ(δQ/T)ABCDA = Q1/T1 - Q2/T2 = 0 → Q2/Q1 = T2/T1 No ciclo A1B2A Σ(δQ/T)A1B2A =Σ(δQ/T)A1B + Σ(δQ/T)B2A = 0 (I) No ciclo A1B3A Σ(δQ/T)A1B3A =Σ(δQ/T)A1B + Σ(δQ/T)B3A = 0 (II) Subtraindo-se (II) de (I) tem-se Σ(δQ/T)B2A = Σ(δQ/T)B3A Em outras "trajetórias"4, 5,... reversíveis entre A e B, o resultado seria Σ(δQ/T)B2A = Σ(δQ/T)B3A = Σ(δQ/T)B4A = Σ(δQ/T)B5A = ... ∆S = Σ(δQ/T)rev SB –SA = Σ(δQ/T)rev Existe uma “variável de estado”, além do V, P, T e U, que caracteriza cada estado térmico de um sistema termodinâmico: é a Entropia (símbolo: S) Entropia, uma variável de estado Ciclo “1” + “2” → reversível Σ(δQ/T) (1+2)ABArev = Σ(δQ/T)1ABrev + Σ(δQ/T)2BArev = 0 Σ(δQ/T)1ABrev = - Σ(δQ/T)2BArev (I) Ciclo “1” + “3” → irreversível Σ(δQ/T) (1+3)ABAirrev = Σ(δQ/T)1ABrev + Σ(δQ/T) 3BAirrev < 0 (II) Σ(δQ/T) = 0 (reversível) Σ(δQ/T) 0 (irreversível) ∆S=(Q/T)rev Σ(δQ/T) (1+3)ABAirrev = Σ(δQ/T)3BAirrev - Σ(δQ/T)2BArev < 0 (Σ(δQ/T)3irrev - [SA – SB] < 0 (Σ(δQ/T) 3irrev < [SA – SB] ∆S > Σ(δQ/T) Generalizando : ∆S ≥ Σ(δQ/T) ∆S = Σ(δQ/T) (processo reversível) ∆S > Σ(δQ/T) (Processo irreversível) Variação de entropia - processo irreversível Como Σ(δQ/T) (1+2)ABArev = Σ(δQ/T) (1+3)ABAirrev = 0, substituindo-se (I) em (II) ∆Ssist + ∆Sviz ≥ dQ(1/T - 1/To) Processos reversíveis: ∆Ssist + ∆Sviz = 0 Processos irreversíveis: ∆Ssist + ∆Sviz > 0 "Em qualquer processo natural a entropia do Universo nunca diminui" ∆S sist ≥ dQ/T ∆S viz = - dQ/To ∆Ssist + ∆Sviz ≥ dQ/T - dQ/To ∆Ssist + ∆Sviz ≥ 0 (1/T - 1/To) > 0 Outra forma de se expressar a 2a Lei Princípio do aumento de entropia Quando um corpo recebe calor a sua entropia aumenta. ∆S = QT 0 Aumenta a EC e/ou a agitação molecular Aumenta a “desordem” A entropia é a medida da desordem Entropia e a desordem ΔS = Q/T < 0 → a “desordem” diminui. Ordem e Energia - Sistemas Biológicos Entropia 2a Lei Evolução natural Ordem → Desordem Como os sistemas biológicos se desenvolvem e mantém alto grau de ordem? É uma violação da 2a Lei? Ordem pode ser obtida as custas de energia A fotosíntese converte energia solar em energia potencial nas moléculas de glucose com de alta ordem de organização. Nos animais Celulas – Mitocondria armazenam moléculas de açucar para formar moléculas altamente ordenadas e estruturadass. Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40 Slide 41 Slide 42 Slide 43 Slide 44 Slide 45