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Cardiologia – Amanda Longo Louzada 1 TAQUICARDIA SUPRAVENTRICULAR PAROXÍSTICA FISIOPATOLOGIA: REENTRADA NODAL: Ocorre em 70% dos casos Em algumas pessoas existe desde o nascimento a presença de uma dupla via nodal, dentro do nó AV Tendo uma via alfa que é de condução mais lenta e a beta é uma via de condução mais rápida O ritmo elétrico sinusal é conduzido pela via beta O problema ocorre quando o paciente tem um extrassístole atrial, nesse contexto a via beta que já conduziu o estímulo elétrico anterior vai estar bloqueada e este estímulo elétrico ectópico vai acabar seguindo pela via alfa, gerando uma reentrada nodal, perpetuando uma arritmia VIA ACESSÓRIA: Ocorre em 30% dos casos Nesse caso tem a presença de uma via acessória anômala Essa via acessória conduz o estímulo elétrico do átrio até o ventrículo, então é como se fosse uma via extra que está conduzindo o estímulo elétrico ao ventrículo O problema está quando paciente tem um extrassístole, o estímulo vai descer em direção a via acessória que vai estar bloqueado, e vai gerar um mecanismo de reentrada na via acessória CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS: Ausência de onda P QRS estreito Intervalo PR regular Quando é por via acessória é possível ver a onda P’ após o complexo QRS CLÍNICA: Predomínio em mulheres jovens Palpitações, tonteira, dispneia que possuem um início e um término súbito TRATAMENTO: Se paciente está com instabilidade hemodinâmica deve fazer cardioversão elétrica (50 – 100 J) Estável: 1º: tenta manobra vagal, a compressão do seio carotídeo só pode ser feita em caso de não ter sopro na artéria carotídeo, ou também pode ser feito manobra de valsaba 2º: adenosina, 6 mg IV em bolus, repetir com 12 mg se não reverter Dá uma sensação de aperto no peito 3º: verapamil, diltiazem ou BB