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Daniella	Machado
	 	 	 	 	 																 	 	 	 	 	 	 TURMA	XXVI	
 
 
HABILIDADES EM PROCEDIMENTOS IV: MÓDULO 1 
SONDA VESICAL MASCULINA – INTERAÇÃO ORGANISMO 
HUMANO E DROGAS 
 
INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO 
ITU (infecção do trato urinário) ou bacteriúria, associados a infecção durante o uso do cateter vesical de 
demora, como a colonização do meato uretral e a duração da cateterização. A presença do cateter na uretra 
remove os mecanismos de defesa intrínsecos do hospedeiro tais como a micção e o eficiente esvaziamento da 
bexiga. 
Þ Intraluminal: na junção entre o cateter e o tubo coletor, e entre este e a bolsa coletora. 
Þ Extraluminal: uropatógenos potenciais que colonizam a região periuretral penetram na bexiga, entre a 
bainha do meato uretral e a sonda vesical. Sendo a via mais frequente. 
O local onde mais cateteres foram inseridos foi o centro cirúrgico, depois a UTI e a Emergência. A doença 
cirúrgica foi a que mais determinou a indicação para cateter vesical de demora. Frequentemente, a colonização 
retal e periuretral precedem a bacteriúria associada ao cateter. Relação entre o tempo de permanência do cateter 
vesical de demora e o desenvolvimento de ITUc. 
 
PREVENÇÃO DE INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO 
As infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) mostram-se como um agravo de amplo significado 
epidemiológico. 
 Práticas para prevenção: uso adequado e da técnica asséptica para a inserção do cateter urinário, 
programas de melhoria da qualidade devem ser implementados com abordagem ativa, por meio de auditorias de 
processos para avaliar a adesão da equipe aos aspectos relacionados às práticas adequadas para manutenção 
e manipulação do cateter vesical. 
Þ Manutenção: cuidados na fixação do cateter vesical; bolsa 
coletora com menor de ¾ de sua capacidade preenchida; 
abaixo do nível da bexiga; sem contato com o chão; fluxo 
urinário desobstruído e uso de sistema de drenagem fechado. 
Þ Manipulação: Os cinco momentos de higienização (antes e 
após contato com o paciente, antes da realização de 
procedimento asséptico, após o risco de exposição a fluidos 
corporais e após o contato com áreas próximas ao paciente) 
e precaução padrão. 
Tipos de manipulação: banho no leito, esvaziamento da bolsa 
coletora e manuseio do cateter vesical. 
OBS: o sistema de drenagem urinário fechado é um item relacionado ao tipo de material oferecido pelo 
hospital para a realização do procedimento. Isoladamente não preveni a ITU, se não for fixada corretamente, seu 
nível de preenchimento estiver acima do recomendado e a manipulação não for adequada. 
A fonte de microrganismos que provocam ITU-AC pode ser endógena, pelo meato uretral ou exógena 
(mãos contaminadas de profissionais de saúde). Existe um “gap” para prevenção, e é a conscientização dos 
profissionais de saúde de que as medidas de prevenção a ITU devem ser adotadas coletivamente. 
 
CATETERIZAÇÃO URINÁRIA 
Introdução de um cateter estéril através da uretra até a bexiga, drenando a urina. Como promover o 
esvaziamento urinário de forma não invasiva: abrir torneira, despejar água morna ou aplicar calor na região 
abdominal. 
 
FINALIDADES 
Þ Esvaziar pacientes com retenção urinária 
Þ Controlar volume urinário 
Sonda	Vesical	Masculina	–	Módulo	1	 	 	 	 	 	 	 													Daniella	Machado	
Habilidades	em	Procedimentos	IV	–	4º	período	UniEVANGÉLICA							 	 	 	 								TURMA	XXVI	
 
 2 
Þ Preparar para as cirurgias (principalmente abdominais) 
Þ Promover drenagem urinária dos pacientes com incontinência urinária 
 
RAZÕES 
a. Pacientes com impossibilidade de micção espontânea, por obstrução ou condição neurológica. 
b. Paciente instável hemodinamicamente com necessidade de monitorização do débito urinário. 
c. Pós-operatório pelo menor tempo possível, com tempo máximo de 24h, exceto para cirurgias 
urológicas ou ginecológicas especificas. 
d. Tratamento de pacientes do sexo feminino com úlcera por pressão do grau IV com cicatrização 
comprometida pela urina. 
 
PREVENÇÃO DE INFECÇÕES POR CATETERES URINÁRIOS 
Þ Boas técnicas de lavagem das mãos antes de manusear (manipulação) 
Þ Evite levantar a bolsa de drenagem acima do nível da bexiga (manutenção) 
Þ Deixe a urina drenar livremente para a bolsa (manutenção) 
Þ Realize bom cuidado perineal no paciente (manipulação) 
Þ Fixe o cateter após procedimentos (manutenção) 
Þ Esvazie a bolsa de drenagem pelo menos a cada 8h (manutenção) 
Þ Evite dobrar o cateter 
Þ Limpe a trava da bolsa coletora antes e depois do uso (manipulação) 
Þ Evite arrastar a bolsa de drenagem no chão (manutenção) 
 
CONSIDERAÇÕES 
A inserção de um cateter direto ou de demora não pode ser delegado; a enfermeira é responsável por 
avaliar a necessidade da cateterização. Ela irá orientar o pessoal técnico para ajudar no posicionamento do 
paciente, focalizar a luz no procedimento, esvaziar a urina da bolsa de coleta e ajudar no cuidado perineal. Relatar 
cor, odor ou quantidade de urina anormal. 
 
MATERIAIS 
1. Tubos e bolsa para drenagem estéril 
2. Dispositivo para fixar cateter 
3. Roupão de banho 
4. Absorvente impermeável 
5. Luvas de procedimento, bacia com água morna, sabão ou agente 
de limpeza perineal, pano e toalha. 
6. Iluminação adicional 
7. Recipiente para urina com medidor 
8. Cintilografia vesical 
9. Cateter de luz dupla 
10. Campo (fenestrado) 
11. Lubrificante 
12. Solução de limpeza incorporada a um aplicador ou a ser adicionada a bolas de algodão 
13. Seringas com água estéril para insuflação do balão e outra para o lubrificante 
14. Tubos e bolsa de drenagem estéreis 
15. Luvas estéreis 
16. Recipiente para espécime 
 
REMOÇÃO DO CATETER 
1. Luvas de procedimento 
2. Absorvente impermeável 
3. Roupa de banho 
4. Sabão, pano, toalha e bacia de água morna 
5. Seringa de 10 mL ou mais sem agulha 
6. Cilindro graduado para medida da urina 
7. Vaso sanitário, cadeia urinária 
Sonda	Vesical	Masculina	–	Módulo	1	 	 	 	 	 	 	 													Daniella	Machado	
Habilidades	em	Procedimentos	IV	–	4º	período	UniEVANGÉLICA							 	 	 	 								TURMA	XXVI	
 
 3 
HISTÓRICO DE ENFERMAGEM 
Propósito da inserção do cateter (medida da urina residual ou coleta de espécies), tamanho do cateter 
anterior e a dificuldade potencial na inserção do cateter, ao rever o prontuário. Obstrução da uretra pode impedir 
a introdução do cateter na bexiga. 
*Próstata grande: uso de cateter com extremidade tipo coudé 
Identificação do paciente. Identificar a alergia a componentes de cateterização. Posicionamento para 
cateterização e indica a ajuda necessária para posicionar corretamente. Tamanho do cateter 
Apalpação da bexiga cheia causa dor/urgência urinária, indicando uma bexiga cheia. Avaliar marcos 
perineais em mulheres melhora a precisão e a rapidez da inserção do cateter. Grau 
de instrução ou de apoio necessário ao paciente. 
 
IMPLEMENTAÇÃO 
1) Higienização das mãos. 
2) Privacidade (fechar biombo). 
3) Elevar leito até altura operacional apropriada. Se as grades laterais estiverem em 
uso, elevar a grade do lado oposto do leito e baixar a do lado operacional. Colocar sob 
paciente plástico impermeável. Fornecer higiene perineal caso necessário. 
Sexo masculino: decúbito dorsal com as pernas estendidas e as coxas em ligeira 
abdução. 
4) Cobrir o paciente com campos. 
5) Posicionar a luz de modo a iluminar os órgãos genitais ou ter um assistente 
disponível para segurar a fonte de luz. 
6) Kit de cateterização aberta, se possível entre pernas abertas do paciente. O tamanho e o posicionamento 
do paciente ditam a colocação exata. 
7) Quando presente, abrir o envoltório interno estéril cobrindo a caixa com o uso da técnica estéril. 
8) Cateterização direta/intermitente: todos os suprimentos necessários estão na bandeja estéril. 
9) Sistema aberto de cateterização de demora: abrir pacote separado contendo bolsa de drenagem, verificar 
para se certificar de que a braçadeira da escotilha da drenagem está fechada e colocar a bolsa e os tubos 
de drenagem bem à mão. 
10) Sistemafechado de cateterização de demora: os suprimentos estão numa bandeja estéril, depois das luvas 
estéreis verificar de que a braçadeira da bolsa de drenagem está fechada. 
11) Colocar luvas estéreis, cobrir com panos o períneo. 
12) Dispor os suprimentos sobre o campo estéril, mantendo a 
esterilidade das luvas. Abrir a embalagem da solução antisséptica. 
Abrir a extremidade da embalagem para acesso fácil. Abrir os 
recipientes estéril para espécimes caso seja necessário um 
espécime de urina 
13) Cateterização de demora: abrir o envoltório interno estéril do cateter 
14) Abrir embalagem do lubrificante. 
15) Pré-teste do balão de insuflação (teste do balonete). 
16) Limpar meato uretral: 
Sexo feminino: separa os lábios vaginais com a mão dominante (expondo meato uretral) e manter a mão. 
Usar o fórceps para segurar uma bola de algodão ou segurar uma haste de cada 
vez. Limpar os lábios e o meato urinário do clitóris para o ânus. Limpar esfregando 
a prega labial mais distante, a prega labial mais próxima e diretamente sobre o 
centro do meato uretral. 
Sexo masculino: com a mão não dominante (agora contaminada) retrair o 
prepúcio (na segunda vez) e segurar cuidadosamente o pênis no eixo abaixo da 
glande, manter o eixo do pênis em ângulo reto com o corpo, a mão ficará nessa posição 
até o final do procedimento. Com a mão dominante não contaminada, limpar o meato 
com bolas/hastes de algodão usando movimentos circulares (começa no meato) num 
movimento de espiral. Repetir 3 vezes. 
17) Pegar e segurar o cateter de 7,5-10 cm pela extremidade com o cateter enrolado 
na palma da mão. 
18) Inserir o cateter 
Sonda	Vesical	Masculina	–	Módulo	1	 	 	 	 	 	 	 													Daniella	Machado	
Habilidades	em	Procedimentos	IV	–	4º	período	UniEVANGÉLICA							 	 	 	 								TURMA	XXVI	
 
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Sexo feminino: Pedir paciente para fazer força para baixo e inserir, avançar cerca cm 5-7,5 cm ou até que 
a urina flua no cateter (está na bexiga). 
Sexo masculino: aplicar tração ascendente no pênis enquanto ele é mantido num ângulo de 90º graus em 
relação ao corpo. 
19) Pedir ao paciente para fazer forças para baixo como se fosse urinar e inserir lentamente o cateter pelo 
meato uretral. 
20) Abaixar o pênis e segurar firmemente o cateter com a mão dominante. 
21) Inflar o balão. 
22) Depois que a urina aparecer avançar o cateter até a bifurcação da escotilha de drenagem e de insuflação 
(masculino). 
23) Com a mão dominante livre conectar a seringa cheia a escotilha de injeção na extremidade do cateter. 
Injetar lentamente a quantidade de solução necessária para encher o balão designado pelo fabricante 
24) Depois de inflar o balão do cateter, liberar o cateter da mão não dominante. Retrair até sentir resistência. 
Sexo masculino: não deixar o prepúcio retraído. 
25) Fixar o cateter por dispositivo para a fixação de cateteres ao nível da bifurcação deste. Deixar uma folga 
suficiente para permitir o movimento da perna e evitar qualquer tração. 
Sexo feminino: fixar na raiz da coxa interna. 
Sexo masculino: fixar na parte superior da coxa ou na parte inferior do abdômen. 
26) Prender o tubo de drenagem com um clipe à borda do colchão e bolsa de drenagem abaixo da bexiga. 
27) Obstrução do fluxo de urina 
28) Descartar materiais 
29) Medir a urina 
30) Remover as luvas 
*Eritema, tumefação e inflamação: vazamento de urina. 
 
PRONTUÁRIO 
Data e horário (colocação) 
Paciente aguardando sonda para laparotomia (motivo). Feita inserção de Foley 18 Fr com tentativa única 
sem intercorrências. Utilizada para degermação a clorexidina degermante e para a antissepsia a clorexidina 
aquosa e inflado balonete com 4 ml de água destilada. Ocorreu o retorno de diurese de 50 ml de coloração 
amarelo citrino e odor característico. Realizada as devidas orientações ao paciente. Paciente orientado no tempo 
e espaço AC. Nome completo 
Data e horário (retirada) 
Realizada a retirada da sonda Foley devido à melhora da diurese. Foram 600 ml de diurese, de coloração 
amarelo citrino com odor característico. Foi feita as devidas orientações ao paciente. 
AC nome completo 
 
Sonda	Vesical	Masculina	–	Módulo	1	 	 	 	 	 	 	 													Daniella	Machado	
Habilidades	em	Procedimentos	IV	–	4º	período	UniEVANGÉLICA							 	 	 	 								TURMA	XXVI	
 
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BIBLIOGRAFIA 
Sondas Vesicais: Medidas de Prevenção de Infecção Relacionada à Assistência à saúde. Brasília: Anvisa, 
capítulo 2; 2017. file:///C:/Users/LENOVO/Downloads/Caderno_4%20(1).pdf 
Potter, 2013; capítulo 18 (eliminação urinária), p. 424. 5ª ed. 
STAMM, A.M.N.; COUTINHO M.S.S. Infecção do trato urinário relacionada ao cateter vesical de demora: 
incidência e fatores de risco; Revista Assistencia Médica Brasil 1999; 45 (1): 27-33 
MOTA, E. C.; OLIVEIRA, A. C.; Prevenção de infecção do trato urinário associada a cateter: qual o gap 
na prática clínica?. Texto & Contexto Enfermagem 2019, v. 28: e20180050. OI http://dx.doi.org/10.1590/1980-
265X-TCE-2018-0050

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