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1 
JEAN LUQUE	|	UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO 
Erisipela e Lesão por Pressão 
1. Erisipela: x celulite: definiçao e 
etiologia: 
• Infecções que envolvem a pele e/ou tecido 
subcutâneo são, em geral, causadas por 
Streptococcus pyogenes ou Staphylococcus 
aureus. Erisipela e celulite são as formas 
disseminadas dessas infecções bacterianas e, 
muitas vezes, na prática, são difíceis de serem 
distinguidas clinicamente; 
 
• Erisipela significa inflamação da pele, grosso 
modo. 
A erisipela não atinge outras camadas, ela é exclusiva 
da pele. 
Na definição clássica, entende-se que: 
• Erisipela: é uma infecção da epiderme, com 
acometimento dos vasos linfáticos; 
• Celulite: infecção aguda mais profunda, e vai 
envolver outras camadas, como a derme e o 
tecido gorduroso; 
Clinicamente, pode-se diferenciar a erisipela da 
celulite, pois, na erisipela, as lesões são elevadas, 
superficiais e há delimitação clara entre os tecidos 
acometidos e sadios. 
 
A epidemiologia: 
• São relativamente comuns; 
• Pode atingir todas as faixas etárias; 
o Presente principalmente em idosos e 
crianças, devido a maior dificuldade 
em manter a atenção em higiene e 
outros fatores; 
• Tendem a ocorrer no membro inferior e nas 
faces; 
• São mais frequentes em indivíduos 
imunossuprimidos, obesos ou com deficiência 
vascular ou linfática; 
• Lesões de pele, unha ou trauma costumam 
ser a porta de entrada para infecção. Essa 
porta de entrada pode ser uma lesão de pele. 
O quadro clínico: 
• Ambas são clinicamente caracterizadas por 
rápida disseminação de edema, hiperemia e 
calor local, podendo ser acompanhados de dor, 
linfagite e inflamação dos linfonodos 
regionais; 
• A superfície cutânea pode apresentar-se com 
aspecto de casca de laranja, e vesículas, 
bolhas, petéquias ou equimoses podem surgir 
e posteriormente evoluir para crostas; 
• As manifestações sistêmicas costumam ser 
leves a moderadas, mas podem evoluir 
rapidamente com sinais de sepse grave, sendo 
a bacteremia em 5% dos casos; 
• Nos casos de celulite, deve-se ficar atentos 
para tromboflebite, necrose e formação de 
abscessos locais. 
Os fatores de risco para o 
desenvolvimento de celulites: 
• Quebra da barreira cutânea por trauma: 
abrasão, uso de drogas injetáveis; 
• Inflamação da pele, como ocorre na psoríase, 
eczema, e até tratamento com radioterapia; 
• Edema secundário a drenagem linfática; 
• Obesidade; 
• Edema local; 
• Imunossupressão; 
• Infecção de pele pré-existente; 
• Safenectomia, por exemplo no paciente que 
precisa de revascularização cardíaca. 
O tratamento: 
• Cuidados locais da área acometida; repouso e 
elevação do membro afetado a 45 graus; 
tratamento da causa de base; 
 
 
 2 
JEAN LUQUE	|	UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO 
• Drenagem do abscesso sempre que possível, 
com envio do material para gram e cultura; 
• Profilaxia antitetânica em todos os casos; 
• Profilaxia para TEP/TVP; 
o Se houver trombose pode causar 
tromboembolismo pulmonar. 
• Azitromicina. 
Os agentes etiológicos mais frequentes: 
 
O diagnóstico: 
• Exames complementares; 
o O diagnóstico é clínico; 
§ Ouvir queixa, ver história. 
o Hemoculturas são positivas em </ 5% 
dos casos; 
§ Pacientes que evoluem com 
sepse. 
o Biópsia local com cultura do 
fragmento pode ser feita e a 
identificação do agente é possível em 
<30% dos casos; 
o Podemos ter: 
§ Leucocitose; 
§ Desvio a esquerda; 
§ Neutrofilia; 
§ Aumento das provas 
inflamatórias como PCR. 
2. Úlcera por pressao ou lesao por 
pressao: 
• Úlcera por pressão é uma lesão localizada na 
pele e/ou tecido subjacente, sobre uma 
proeminência óssea; 
• Acomete 1-3 milhões de pessoas no mundo; 
• Em idosos, a sua ocorrência está associada a 
aumento da mortalidade, e em indivíduos 
internados é um parâmetro de qualquer do 
serviço; 
• Pode surgir rapidamente em até 2 horas na 
mesma posição. 
Lesão por pressão é uma terminologia recomendada 
pelo NPIUAP, em vez de úlcera por pressão para 
descrever essas lesões crônicas porque graus mais 
baixos de danos cutâneos devidos à pressão podem 
não estar associados a ulceração da pele. 
Lesão por pressão é definida como um dano localizado 
na pele e/ou tecido moles subjacentes, geralmente 
sobre uma proeminência óssea ou relacionada ao uso 
de dispositivo médico ou a outro artefato. 
Os fatores de risco: 
• Fatores intrínsecos: 
o Imobilidade; 
o Alterações de sensibilidade; 
o Incontinência urinária; 
o Alterações do estado de consciência; 
o Extremos de idade; 
o Hipoalbunemia; 
o Sexo masculino; 
o Má perfusão tecidual/má oxigenação. 
• Fatores extrínsecos: 
o Pressão; 
§ Excede a pressão de perfusão 
tecidual (32mmHg) 
o Forcas de tração; 
§ Deslocamento do corpo sobre 
a pele fixada à superfície 
externa 
o Forcas de fricção; 
§ Resultam do atrito entre 2 
superfícies. 
o Maceração; 
§ Alteração mecânica e química 
(PH), com aumento da 
suscetibilidade a lesões. 
 
a escala de braden: 
• Quando o paciente chega, a enfermagem 
deve fazer essa triagem para saber o risco de 
o paciente vir a desenvolver lesão por pressão: 
o Paciente com pontuação a partir de 
16 apresentam risco de ter essa lesão 
por pressão; 
o É feita essa triagem na admissão do 
paciente e no dia a dia. 
 
 
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JEAN LUQUE	|	UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO 
 
• Estágio 1: eritema não branqueável de pele 
intacta; 
 
• Estágio 2: perda de espessura parcial da pele 
com derme exposta; 
 
• Estágio 3: perda total da espessura da pele; 
 
• Estágio 4: não estadiável. 
 
Podemos ter em uma mesma lesão por pressão vários 
estádios. 
Agentes causadores: 
• O Streptococcus do grupo A tem sido 
considerado o principal agente causador da 
celulite; 
• B, C e G e S. aureus também pode ser a causa. 
As definições adicionais: 
• Lesão por pressão relacionada a dispositivo 
médico; 
o Aplicado para fins diagnósticos ou 
terapêuticos; 
• Lesão por pressão em membranas mucosas 
 
 
Protocolo de prevençao das LPP; 
• ETAPA 1: 
o A mobilidade 
o B incontinência 
o C déficit sensitivos 
o D estado nutricional. 
• Etapa 2: 
o Reavaliação diária de riscos de 
desenvolvimento de UPP de todos os 
pacientes internados; 
• Etapa 3: 
o Inspeção diária da pele. 
• Etapa 4: 
o Manejo da umidade manutenção do 
paciente seco e com a pele hidratada; 
• Etapa 5: otimização da nutrição e da 
hidratação; 
• Etapa 6: minimizar a pressão. 
As medidas preventivas: 
 
O tratamento profilático: 
• Oferecer suplemento VO ou por sondas, com 
alta concentração de proteínas; 
• Reposicionar para reduzir a duração e a 
magnitude da pressão sobre áreas do corpo 
vulneráveis; 
• Limitar o tempo que o individuo passa sentado 
na cadeira; 
 
 
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JEAN LUQUE	|	UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO 
• Não utilizar massagem na prevenção de úlcera 
por pressão; 
• Utilizar emolientes para hidratar a pele seca; 
• Usar almofada; 
• Levantar, e não arrastar o paciente; 
• Reposicionar o paciente e tal forma que a 
pressão seja aliviada.

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