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direito-tributário-04

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Questões resolvidas

Prévia do material em texto

Prof. Esp. Massaru Coracini Okada
Direito Tributário
Unidade 4
Livro didático 
digital
Diretor Executivo 
DAVID LIRA STEPHEN BARROS
Diretora Editorial 
ANDRÉA CÉSAR PEDROSA
Projeto Gráfico 
MANUELA CÉSAR ARRUDA
Autor 
PROF. ESP. MASSARU CORACINI OKADA
Desenvolvedor 
CAIO BENTO GOMES DOS SANTOS
Olá querido aluno, seja muito bem-vindo (a) novamente a 
nossa instituição! É com satisfação que concluímos este semestre 
letivo, com a apresentação da Unidade IV. Meu nome é Massaru 
Coracini Okada, sou formado em Direito pela Universidade de 
Gurupi – UNIRG -; e, especialista em Direito Comercial e Tributário 
pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Marabá – 
FACIMAB. Atuei junto a Diretoria de Contencioso Administrativo 
Tributário da Secretaria Municipal de Gurupi, Estado do Tocantins; 
Procuradoria Geral do Município de Gurupi, Estado do Tocantins; 
Diretoria Jurídica da Agência Tocantinense de Saneamento 
– ATS -; e, atualmente na Procuradoria Jurídica da Fundação 
UNIRG, e, na advocacia privada. Com experiência prática tanto 
pela Administração Pública, como, na Advocacia Privada, venho 
com imensa alegria contribuir com vocês, com o conhecimento 
adquirido ao longo da minha vivência prática profissional. Por 
esta razão, fui convidado pela Editora Telesapiens a integrar seu 
elenco de autores independentes. Muito contente em participar 
desta etapa de muito estudo e trabalho. Conte comigo! 
Autor 
PROF. ESP. MASSARU CORACINI OKADA
INTRODUÇÃO: 
para o início do 
desenvolvimen-
to de uma nova 
competência;
DEFINIÇÃO: 
houver necessidade 
de se apresentar 
um novo conceito;
NOTA: 
quando forem 
necessários obser-
vações ou comple-
mentações para o 
seu conhecimento;
IMPORTANTE: 
as observações 
escritas tiveram 
que ser prioriza-
das para você;
EXPLICANDO 
MELHOR: 
algo precisa ser 
melhor explicado 
ou detalhado;
VOCÊ SABIA? 
curiosidades e 
indagações lúdicas 
sobre o tema em 
estudo, se forem 
necessárias;
SAIBA MAIS: 
textos, referências 
bibliográficas e 
links para aprofun-
damento do seu 
conhecimento;
REFLITA: 
se houver a neces-
sidade de chamar a 
atenção sobre algo 
a ser refletido ou 
discutido sobre;
ACESSE: 
se for preciso aces-
sar um ou mais sites 
para fazer download, 
assistir vídeos, ler 
textos, ouvir podcast;
RESUMINDO: 
quando for preciso 
se fazer um resumo 
acumulativo das 
últimas abordagens;
ATIVIDADES: 
quando alguma ativi-
dade de autoapren-
dizagem for aplicada;
TESTANDO: 
quando o desen-
volvimento de uma 
competência for 
concluído e questões 
forem explicadas;
Iconográficos
Olá. Meu nome é Manuela César de Arruda. Sou a responsável pelo pro-
jeto gráfico de seu material. Esses ícones irão aparecer em sua trilha de 
aprendizagem toda vez que:
SUMÁRIO
Introdução......................................................................................10
Competências................................................................................11
Contencioso tributário................................................................12
Aspectos Gerais..................................................................................................12
Espécies de Contencioso Tributário....................................................16
Princípios jurídicos do direito processual tributário.......19
Princípios Gerais.................................................................................................21
Princípios Inerentes ao Contencioso Administrativo e 
Judicial.....................................................................................................................27
Contencioso administrativo tributário..................................32
Noções Preliminares......................................................................................32
Do lançamento tributário............................................................................34
Do Processo Administrativo Fiscal......................................................40
Contencioso judicial tributário................................................46
Noções Gerais.....................................................................................................46
Ações provenientes do Fisco...................................................................47
Ações pertinentes ao Sujeito Passivo/Contribuinte................51
Bibliografia.....................................................................................58
Direito Tributário 9
UNIDADE
04
Direito Tributário10
O presente E-book, referente à Unidade IV, foi 
elaborado com fito de trazer aos alunos a conclusão 
do conteúdo da disciplina de Direito Tributário. Será 
apresentada nesta Unidade a aplicação prática da de toda 
teoria trabalhada nas Unidades anteriores. Concluiremos 
a disciplina abordando os conteúdos relacionados ao 
Contencioso Tributário, sendo dividido entre Contencioso 
Administrativo Tributário, e, Contencioso Judicial Tributário. 
Neste momento, será tratado mais especificamente sobre 
as responsabilizações por descumprimentos e violações 
das normas tributárias. Será o momento em que o aluno (a) 
perceberá a instrumentalização processual, Administrativo 
ou Judicial de matéria tributária. É o estudo baseado 
neste conteúdo, aliado as aulas expositivas, que farão o 
aluno compreender a sistemática do Direito Tributário, 
e, possibilitar que sejam desenvolvidas progressões no 
entendimento, bem como, a capacitação para o exercício 
da vivência prática no ramo. Bons Estudos!
INTRODUÇÃO
Direito Tributário 11
Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 4. Nosso 
objetivo é auxiliar você no atingir até o término desta etapa 
de estudos, a compreensão quanto à instrumentalização 
processual tributário, nos seguintes quesitos:
1. Contencioso Tributário: Aspectos Gerais e Espécies;
2. Princípios Jurídicos do Direito Processual Tributário;
3. Contencioso Administrativo Tributário;
4. Contencioso Judicial Tributário.
Então? Preparado para uma viagem sem volta rumo 
ao conhecimento? Ao trabalho!
COMPETÊNCIAS
Direito Tributário12
Contencioso Tributário
Aspectos Gerais
Ao contribuinte lhe é assegurado o direito de defesa 
em sede processual, na hipótese em que a ele é imputado 
ônus tributários, seja por autuação por fiscalização do fisco, 
ou, bem como, por própria constituição do crédito e sua 
cobrança por força judicial. A este aspecto, o contribuinte 
possui o mecanismo do Contencioso Tributário para que 
possa se defender de eventuais inconsistências fiscais a 
seu desfavor em face do Ente Federativo que lhe cobra.
O termo contencioso, deriva do latim contentiosus, 
de contendere, ou seja, está sujeitado a litígio ou disputa, 
relativo a contenção ou contenda. Basicamente, a origem 
da palavra contenciosa já nos traz a sua definição que 
seja uma relação ou litígio, conflito e embate que é 
submetida a uma decisão jurisdicional. Neste diapasão, 
Contencioso Tributário nos remete a tudo aquilo que possa 
ser fator nuclear de disputa em matéria tributária, em 
âmbito administrativo, e/ou, judicial que necessite a uma 
apreciação jurisdicional.
DEFINIÇÃO:
O processo tributário, neste sentido, é meio de 
defesa garantido pela Constituição Federal e 
legislações vigentes em favor dos contribuintes 
em face de oposição do Ente Federativo 
correspondente. A esta instrumentalização de 
processo, de defesa do contribuinte, definimos 
como contencioso tributário, e, é sobre ele que 
passaremos a discorrer na presente competência.
Direito Tributário 13
Temos como referência normativo, o Decreto Nº. 
70.235/72, vejamos: 
SAIBA MAIS:
Dispõe sobre o processo administrativo fiscal, e 
dá outras providências. Art. 1° Este Decreto rege 
o processo administrativo de determinação e 
exigência dos créditos tributários da União e o de 
consulta sobre a aplicação da legislação tributária 
federal. Art. 2º Os atos e termos processuais, 
quando a lei não prescrever forma determinada, 
conterão somente o indispensável à sua finalidade, 
sem espaço embranco, e sem entrelinhas, rasuras 
ou emendas não ressalvadas. 
SAIBA MAIS:
Art. 145. O lançamento regularmente notificado ao 
sujeito passivo só pode ser alterado em virtude de: 
I - Impugnação do sujeito passivo; 
II - Recurso de ofício; 
III - iniciativa de ofício da autoridade administrativa, 
nos casos previstos no artigo 149. 
Podemos perceber alicerçado discretamente nos 
artigos do Código Tributário Nacional, as referências quanto 
ao contencioso tributário, vejamos:
Direito Tributário14
SAIBA MAIS:
Art. 151. Suspendem a exigibilidade do crédito 
tributário: I - moratória; II - o depósito do seu 
montante integral; III - as reclamações e os 
recursos, nos termos das leis reguladoras 
do processo tributário administrativo; IV - a 
concessão de medida liminar em mandado de 
segurança. V – a concessão de medida liminar 
ou de tutela antecipada, em outras espécies de 
ação judicial; VI – o parcelamento. 
Art. 156. Extinguem o crédito tributário: I - o 
pagamento; II - a compensação; III - a transação; 
IV - remissão; V - a prescrição e a decadência; VI - a 
conversão de depósito em renda; VII - o pagamento 
antecipado e a homologação do lançamento nos 
termos do disposto no artigo 150 e seus §§ 1º e 4º; 
VIII - a consignação em pagamento, nos termos 
do disposto no § 2º do artigo 164; IX - a decisão 
administrativa irreformável, assim entendida 
a definitiva na órbita administrativa, que não 
mais possa ser objeto de ação anulatória; X - a 
decisão judicial passada em julgado.
Assim leciona Hugo de Brito Machado (2018, p. 20):
Em todos esses casos, o simples disciplinamento 
de condutas através de normas jurídicas não se mostra 
suficiente para pôr fim aos conflitos de interesses. Impõe-
se a adoção de um mecanismo próprio para garantir a 
efetividade, no caso concreto, do direito previsto mas não 
observado. Esse mecanismo, composto de uma série de 
atos que culminam, se necessário for, na aplicação forçada 
do direito violado, é denominado processo.
Pontes de Miranda corrobora com o entendimento 
(1969, p. 43):
Direito Tributário 15
O processo nada mais é do que o corretivo da imperfeita 
realização automática do Direito objetivo. Com a criação 
do Estado, a este foi atribuído quase que exclusivamente 
o uso legítimo da força, e, por conseguinte, do exercício 
da função jurisdicional, entendida como a incumbência de 
resolver de forma definitiva os conflitos de interesses, nos 
termos do devido processo legal, dizendo o direito aplicável 
ao caso concreto, resguardando-o de danos iminentes, ou, 
se for o caso, aplicando-o forçadamente. 
Dito alhures, o contencioso tributário é um mecanismo 
importante para prevenir o que o Ente Federativo possa 
prejudicar o contribuinte mediante cobrança indevida, ou 
abusiva de multas, tributos e juros originados de autuações 
promovidas por alguns órgãos fiscalizadores. Nesse 
sentido, esse processo tem como objetivo elaborar ações 
que visam a anular e/ou minimizar impactos impostas ao 
contribuinte.
EXPLICANDO MELHOR:
Nossa legislação tributária, atualmente ampla 
e comporta uma série de interpretações 
diferenciadas por parte de contribuinte se Entes 
Federativos. Isto posto, diante de tamanha 
complexidade da aplicação das normativas 
tributárias nos casos concretos, podendo às vezes, 
ocorrer abusividades pelo Ente Federativos que 
são necessários a oportunidade de discussão 
da matéria tributária quanto a sua legalidade e a 
constitucionalidade de tributos.
Direito Tributário16
Nesse ponto, em especial, é que surge a necessidade 
do contribuinte questionar possíveis autuações realizadas 
pelos Entes Federativos, garantindo, assim, que seja 
resguardado a ela o direito constitucional ao contraditório 
e a ampla defesa.
Ou seja, o contencioso fiscal pode ocorrer em 
diversas situações, entre elas, o entendimento equivocado 
de determinados Entes Fiscais sobre a aplicação da norma 
tributária ao caso concreto.
Isso ocorre, pois, por mais que os Entes Públicos 
seja dotados de capacidade e competência, por meio de 
seus técnicos e fiscais, pode ocorrer que cometam erros 
na interpretação legislativa no momento da constituição, 
homologação, e, lançamento de crédito tributário, podendo 
ocasionar prejuízos de difícil reparação ou irreparáveis aos 
contribuintes.
Espécies de Contencioso Tributário
Conforme trabalho anteriormente, o contencioso 
tributário é a instrumentalização do processo no âmbito 
do Direito Tributário, onde o Contribuinte possuirá 
a oportunidade de discutir administrativamente ou 
judicialmente sobre eventuais equívocos quanto a 
lançamento, homologação, e constituição de créditos 
tributários, entre outras hipóteses.
Direito Tributário 17
EXPLICANDO MELHOR:
Neste sentido, o Contencioso Tributário é dividido 
em duas espécies, o Contencioso Administrativo 
Tributário, e, o Contencioso Judicial tributário. O 
primeiro ocorre sempre no âmbito das repartições 
públicas, os Entes Federativos responsáveis pela 
fiscalização e recolhimento do tributo que está 
sendo ora questionado. Não há intervenção do 
Poder Judiciário neste momento, entretanto, 
haverá repartição competente que processará 
e julgará em âmbito administrativo o litígio fiscal. 
Já na segunda hipótese, ocorre no momento em 
que não há possibilidade de solução em âmbito 
administrativo, necessitando neste sentido, da 
intervenção judicial para solucionar eventuais lides.
Compreendemos o Contencioso Administrativo 
Tributário como decisões singulares ou de colegiado 
exaradas por órgãos administrativos competentes que 
processam e julgam as demandas administrativas fiscais, 
no âmbito da União, Estados, Distrito Federal, E municípios 
como sequência lógica dos atos administrativos tributários, 
assim conceitua Hely Lopes Meirelles (1990, p. 133): 
IMPORTANTE:
Toda manifestação unilateral de vontade da 
Administração Pública que, agindo nessa 
qualidade, tenha por fim imediato adquirir, 
resguardar, transferir, modificar, extinguir e 
declarar direitos, ou impor obrigações aos 
administrados ou a si próprias.
Direito Tributário18
Por outro lado, Candido Rangel Dinamarco (2003, 
p. 37), leciona quanto ao Contencioso Judicial Tributário, 
sendo:
É a série encadeada de atos por meio da qual o 
Estado-Juiz presta a tutela jurisdicional, solucionando 
definitivamente, porque em última instância, os conflitos 
havidos entre o Estado-Fisco e os contribuintes através 
da aplicação do direito ao caso concreto. Esse processo é 
disciplinado por normas jurídicas, cujo conjunto chamamos 
Direito Processual, e que têm por finalidade: (a) assegurar 
a efetividade da tutela buscada; (b) permitir a participação 
dos interessados; e (c) definir e delimitar a atuação dos 
juízes, impondo-lhes deveres e impedindo-lhes a prática 
de excessos e abusos.
Neste sentido, após introdução deste conteúdo, 
passaremos a nos aprofundar na competência de 
Contencioso Tributário nas suas espécies, bem como, juntos 
aos princípios jurídicos do direito processual tributário.
Direito Tributário 19
Princípios Jurídicos do Direito Processual 
Tributário
Temos como princípios jurídicos do direito processual 
tributário como preceitos basilares para a regular tramitação 
do Contencioso Tributário, bem como, resguardar as 
partes que figuram na relação jurídica tributária. São 
institutos que visam servir de freio e contra peso diante do 
Poder e Competência de Tributar dos Entes Federativos, 
Sujeito Ativo, em face da obrigação de recolhimento do 
Contribuinte, Sujeito Passivo.
RESUMINDO:
Estudamos na Unidade I, sobre os Princípios 
Constitucionais Tributários, aqueles responsáveis 
por regular as Limitações do Ente Federativo quanto 
ao poder e atribuições de tributar, são restrições 
constitucionais impostas as entidades dotadas da 
outorga constitucional do Poder de Tributar. Os 
princípios limitadores ao poder de tributar estão 
contidos nos artigos 150 a 152 da Carta Magna, sedo 
os principais: Princípio da Legalidade Tributária, 
Princípio da Isonomia, Princípioda Irretroatividade, 
Princípio da Anterioridade, Princípio da Proibição 
do confisco, Princípio da não limitação ao tráfego 
de pessoas e bens.
Direito Tributário20
RESUMINDO:
Em seguida, na Unidade III, estudamos sobre 
a Punibilidade em matéria de Direito Tributário, 
possuindo alicerce nos princípios como medida 
limitadora aos Entes Federativos. Novamente temos 
mecanismos mediante os princípios constitucionais 
para que limites os Entes Federativos de estarem 
em posição desigual para com os Contribuintes. 
Neste sentido, forame estudados quatro princípios 
principais que são responsáveis por regular a 
relação jurídica tributário, no caso especificamente 
quanto à punibilidade da matéria no campo 
da infração tributária. São eles: a) Princípio da 
Legalidade; b) Princípio do Contraditório e ampla 
defesa; c) princípio da retroatividade benigna; e, d) 
princípio da interpretação benevolente.
Agora, é chegado o momento em que trabalharemos 
novamente com os princípios constitucionais, agora no 
âmbito do Contencioso Tributário, seja ela administrativa ou 
judicial, podendo ainda, ser referenciada como princípios 
gerais; e, Princípios Específicos do Processo.
Como Princípios Gerais, podemos compreender como 
preceitos que regulem a generalidade do Contencioso 
Tributário, sendo possível a sua aplicação e vetorização 
tanto no Contencioso Administrativo Tributário, como 
também, no Contencioso Judicial Tributário como base de 
instrumentalização e legalidade dos atos administrativos 
vinculados ao procedimento. Temos como exemplo os 
seguintes princípios: 
a) Princípio da Justiça; 
b) Princípio da Segurança Jurídica; 
c) Princípio da Isonomia; 
d) Princípio da Legalidade; 
e) Princípio da Razoabilidade e Proporcionalidade; 
Direito Tributário 21
f) Princípio da Publicidade.
Noutra vertente, quanto aos princípios específicos do 
Processo, aqui serão regulados princípios próprios para 
cada espécie de Contencioso Tributário, sendo respeitadas 
suas particularidades em sua competência procedimental. 
São: 
a) Princípios inerentes aos processos administrativos; 
b) Princípios inerentes aos processos Judiciais. 
Conforme será demonstrado, há subespécies dentro 
destas duas vertentes que serão trabalhos em tópicos 
próprios.
Princípios Gerais
Conforme apresentado no item anterior, temos como 
princípios gerais do Contencioso Tributário, matéria a fim de 
regular de forme generalista todo procedimento atrelado 
a matéria tributária, seja ela em âmbito administrativo ou 
judicial. Desta forma, trataremos dos seguinte princípios: 
a) Princípio da Justiça; 
b) Princípio da Segurança Jurídica; 
c) Princípio da Isonomia; 
d) Princípio da Legalidade; 
e) Princípio da Razoabilidade e Proporcionalidade; 
f) Princípio da Publicidade.
DEFINIÇÃO:
Pelo Princípio da Justiça é o fator nuclear em se 
tratando de matéria de princípios do contencioso 
tributário, é o princípio que elabora e norteia todo 
um Ordenamento Jurídico. É a partir deste princípio 
que se tem orientação e elaboração dos demais 
princípios e normativas. A sua subjetividade é 
aflorada quanto ao seu senso.
Direito Tributário22
Segundo Hugo de Brito Machado (2018, p.33):
Quanto ao conteúdo do princípio da justiça, em torno 
do qual gravitam inúmeras controvérsias doutrinárias, 
este se encontra em grande parte explicitado em outros 
princípios constitucionais como o da proteção à vida, da 
dignidade da pessoa humana e da isonomia. Ademais, é 
importante destacar que somente uma injustiça evidente e 
incontroversa autoriza a prevalência absoluta do princípio 
da justiça sobre o da segurança, prevalência esta que 
ensejaria o expresso afastamento da regra ou do ato injusto 
(embora aparentemente válido sob o aspecto formal, e 
ainda à luz de outras normas). Nesse caso, a injustiça seria 
evidente e chocaria a todos os membros da comunidade, 
dispensando maiores digressões quanto ao seu conteúdo. 
NOTA:
Compreendemos desta forma, que se trata 
deste princípio a compreensão da criação e 
aplicação do Ordenamento Jurídico Tributário, 
este, completo e amplo. É o norteio ao 
legislador e ao intérprete que compõe a 
relação jurídica tributária.
O Princípio da Segurança Jurídica nada mais é que o 
regulador do alcance de decisões e atos administrativos. Por 
meio deste princípio que nos é possibilitado a convivência 
harmônica de medidas administrativas e judiciais. Tal 
princípio limita a imprevisibilidade e instabilidade das 
relações, como próprio nome diz nos apresenta a segurança 
atribuída às relações existentes.
Possui amplo amparo Constitucional no caput, do art. 
5º da Carta Magna, vejamos:
Direito Tributário 23
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção 
de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos 
estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à 
vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, 
nos termos seguintes:
Neste prisma, aplicado a matéria tributária, o Princípio 
da Segurança Jurídica de forma geral, é o sustentáculo a 
existência dos procedimentos regulares, seja, eles quantos 
aos prazos legais, procedimento fiscalizatório, institutos 
da prescrição e decadência, lançamento, homologação e 
constituição de créditos tributários, e afins.
O Princípio da Isonomia, bastante presente no campo 
de atuação do Direito Público é em suma, o regramento de 
que as determinações constitucionais, e, legais, devem ser 
aplicadas sem distinção de pessoas, possuindo aplicação 
indistintamente às partes envolvidas na relação jurídica 
tributária. Possui também precisão no art. 5º da Carta 
Magna de 1988.
No que tange ao Contencioso Tributário, o referido 
princípio é abarcado de fato a todos os envolvidos na relação 
processual administrativa ou judicial. Aqui se evita e coíbe 
surgimento de condições diferenciadas em situações que 
favoreçam um contribuinte em face de outros, ou ainda, 
favorecimento do Ente Federativo em face do Contribuinte.
Conclui ainda, Hugo de Brito Machado, (2018, p. 36):
Direito Tributário24
IMPORTANTE:
É importante ter em mente que o “tratamento 
desigual para os desiguais” não é uma válvula 
de escape para arbitrariedades, mas sim, 
como visto acima, uma solução racional 
diretamente relacionada com um propósito 
legítimo. Por isso mesmo, é evidente que a 
condição “diferenciada” da Fazenda Pública 
não é suficiente para validar todos os privilégios 
que eventualmente se lhe concedem, tais 
como diminuição e até dispensa de honorários 
advocatícios de sucumbência, recursos que lhe 
são privativos etc.
Quanto ao Princípio de Legalidade, estritamente 
vinculado ao Direito Tributário, e, exaustivamente tratado 
nas unidades anteriores, é a garantia de que somente por 
Lei o contribuinte terá obrigação a ser atendida, e, o Ente 
Federativo atribuições ao poder de fiscalizar e arrecadar. 
Possui previsão expressa na Constituição Federal de 1988, 
em seu art. 5º, II.
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção 
de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos 
estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à 
vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, 
nos termos seguintes: II - ninguém será obrigado a fazer ou 
deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei.
Direito Tributário 25
REFLITA:
Dito alhures, o Princípio da Legalidade é um limitador 
de atos e obrigações para as partes que englobam 
a relação jurídica tributária processual, tanto em 
âmbito administrativo como judicial. É por meio 
deste preceito que são garantidos a regularidade 
e segurança quanto aos procedimentos de 
fiscalização, arrecadação, processamento e 
julgamento das relações tributárias.
Temos ainda, os Princípios da Razoabilidade e 
da Proporcionalidade como viés processual no nosso 
Ordenamento Jurídico. São por estes princípios que fixam 
os atos administrativos a ponto de que não tomem medidas 
abusivas e desarrazoáveis. 
O Princípio da Razoabilidade visa que os atos 
administrativos e judiciaisaqui devam estar em conformidade 
harmônica com o senso comum, a legitimidade, aos valores 
sociais, não apenas na estrita aplicação legal diante do 
caso concreto. 
Quanto ao Princípio da Proporcionalidade, se faz da 
balança com demais preceitos constitucionais a fim de 
regular uma relação mais justa e isonômica. 
NOTA:
Não se diz aqui, em desrespeito ao princípio da 
legalidade, contudo, dentro do que a normativa 
instruiu, necessita-se do alicerce dos Princípios 
da Razoabilidade e Proporcionalidade para 
que sejam aplicadas medidas coerentes à 
realidade fática. 
Direito Tributário26
Por fim, o Princípio da Publicidade, como próprio nome 
diz, é necessário que torne público os atos praticados, 
é fator determinante para as relações Administrativas, 
vinculado ao Direito Público. Trata-se de princípio de 
tamanha relevância, pois, na sua ausência ou desrespeito é 
capaz de tornar nulos os atos sequencias ao vício.
Trata-se de princípio direcionado a representação 
popular. O Estado não é pertencente do governante, e sim, 
de seu povo, por esta razão tamanha importância deste 
princípio pois, resguarda os interesses sociais.
Possui amparo constitucional em diversos momentos, 
sendo: Art. 1º, II; Art. 5º; Art. 37, vejamos:
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela 
união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito 
Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito 
e tem como fundamentos: Parágrafo único. Todo o poder 
emana do povo, que o exerce por meio de representantes 
eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.
 Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção 
de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos 
estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à 
vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, 
nos termos seguintes: LX - a lei só poderá restringir a 
publicidade dos atos processuais quando a defesa da 
intimidade ou o interesse social o exigirem;
Art. 37. A administração pública direta e indireta de 
qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de 
legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e 
eficiência e, também, ao seguinte: 
Direito Tributário 27
IMPORTANTE:
Fica evidenciada a importância deste preceito 
no âmbito do Contencioso Tributário de forma 
ampla, pois, viabiliza a participação social nos 
atos praticados. Neste sentido, é a referência 
jurisprudencial do SRJ quanto a declaração 
de nulidade de processo administrativo em 
desrespeito ao referido princípio:
Administrativo – Direito de defesa – Impossibilidade 
de acesso aos autos – Ineficácia. I – No processo 
administrativo, a intimação para a defesa visa três objetivos: 
fixar o início do prazo; delimitar a matéria a ser impugnada 
e, finalmente, determinar o local em que se encontram os 
autos, para exame. II – É ineficaz a intimação, se o intimado 
não tem acesso aos autos porque eles foram remetidos a 
outro local que não aquele indicado.
Neste sentido, concluímos a apresentação dos 
Princípios Gerais do Contencioso Tributário, passando 
a seguir, ao estudo dos princípios específicos de cada 
espécie de Contencioso Tributário.
Princípios Inerentes ao Contencioso 
Administrativo e Judicial
Superados o entendimento quanto aos princípios 
gerais do Contencioso Tributário, passaremos neste 
momento aos estudos dos princípios específicos para o 
Contencioso Administrativo e Judicial. Necessário ainda, 
que o estudo seja acompanhando da compreensão da 
matéria anterior.
Temos como princípios da instrumentalização 
processual administrativo e tributário os seguintes 
princípios: 
Direito Tributário28
a) Princípio do Devido Processo Legal; 
b) Ampla Defesa e do Contraditório; 
c) Princípio do Duplo Grau de Jurisdição; 
d) Princípio da Devida Fundamentação das Decisões.
O Princípio do Devido Processo Legal, presente nas 
matérias Processuais do nosso ordenamento jurídico, 
regular que ninguém será privado ou penalizado sem que, 
seja submetido ao crivo de um processo legal. Possui 
fundamentação no art. 5º, LIV da Constituição Federal, 
vejamos:
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção 
de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos 
estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à 
vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, 
nos termos seguintes: LIV - ninguém será privado da 
liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal;
Hugo de Brito Machado (2018, p. 51) preceitua ainda:
A doutrina costuma atribuir dois sentidos à expressão, 
um formal e outro substancial. Pelo devido processo legal 
formal entende-se que ninguém poderá ser privado da 
liberdade ou de seus bens senão através de um processo 
que se desenvolva com observância a normas legais 
preestabelecidas. Não se discute, contudo, o conteúdo 
dessas normas: basta que disciplinem o processo para que 
reste atendido o princípio.
IMPORTANTE:
Entende-se, portanto, que o referido princípio 
garante as partes da relação tributária, que deva 
existir um processo legal, seja administrativo 
ou tributário a fim de que tenha atendido a 
lide proposta, sem que, seja por meio de mero 
procedimento ou ato de Gestão.
Direito Tributário 29
Neste sentido, vem para corroborar o Princípio 
da Ampla Defesa e do Contraditório, que, nada mais é 
que a instrumentalização propriamente dita do devido 
processo. Aqui, não é necessário apenas que seja 
instruído um processo legal, mas, necessário ainda, que 
seja oportunizado todos os meios de defesa possível e a 
apresentação dos mesmos.
Possui previsão Constitucional no art. 5º, LV:
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção 
de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos 
estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à 
vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, 
nos termos seguintes: LV - aos litigantes, em processo 
judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são 
assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios 
e recursos a ela inerentes;
Pelo presente princípio é assegurado as partes 
que não seja prevalecido um equívoco processual, uma 
abusividade unilateral, um desrespeito aos direitos e 
garantias constitucionais aos contribuintes. É por estes 
pilares que é assegurado a possibilidade de discussão de 
matéria, possibilitando ao contribuinte menos favorecido 
em face do poder Estatal.
Quanto ao Princípio do Duplo Grau de Jurisdição é a 
possibilidade da parte que restou insatisfeita com a decisão 
imputada em buscar uma instância superior competente 
para rediscutir a matéria, desde que, atendidos os requisitos 
para tal.
Leciona Cândido Rangel Dinamarco (2003, p. 241):
Sem que haja uma autêntica garantia do duplo grau 
de jurisdição, poder-se-ia pensar na compatibilidade 
constitucional de disposições legais que o excluíssem, 
criando bolsões de irrecorribilidade. Casos assim extremos 
transgrediriam o essencial fundamento político do duplo 
grau, que em si mesmo é projeção de um dos pilares do 
Direito Tributário30
regime democrático, abrindo caminho para o arbítrio do 
juiz não sujeito a controle algum (Const. Art. 5º, § 2º). Além 
disso, uma disposição dessa ordem seria incompatível com 
os padrões do devido processo legal – esse, sim, garantido 
constitucionalmente.
NOTA:
Aqui temos a garantia de que a parte 
vencida em determinado litígio possa contra 
argumentar em face de decisão denegatória 
total ou parcialmente, mediante um corpo 
colegiado de instancia superior, podendo ser 
mantida a decisão, ou reformada.
Por fim, o complementando toda instrumentalização 
do processo contencioso tributário, aliado aos princípios 
gerais, tem o Princípio da Devida Fundamentação das 
Decisões, este que, como ato administrativo, para que 
surte os efeitos legais a ele vinculados, necessário que as 
decisões administrativos, e/ou judiciais sejam pautadas de 
base legal.
Em caso de ausência ou supressão e fundamentaçãolegal para o ato da decisão administrativa ou judicial, esta 
será passível de nulidade, ou seja, a referida decisão eivada 
de nulidade não surtirá efeitos no campo prático existencial.
Conforme leciona Hugo de Brito Machado (2018, p. 57):
O juiz não pode ser obrigado a dar o fundamento de 
toda afirmação que faz ao julgar, e assim sucessivamente, 
pois isso o conduziria a um regresso ao infinito, tal 
como o das crianças na fase dos “porquês”. Exige-se a 
fundamentação suficiente, assim entendida aquela capaz 
de inverter o ônus argumentativo. Em determinado ponto, 
atingida a fundamentação suficiente, o juiz já não precisa 
mais responder por que considera certo fundamento 
Direito Tributário 31
correto, cabendo à parte, em eventual recurso, indicar por 
que ele não é correto.
Corrobora ainda, a Constituição Federal em seu art. 
93, IX, vejamos:
Todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário 
serão públicos, e fundamentados todas as decisões, sob 
pena de nulidade, podendo a lei limitar a presença, em 
determinados atos, às próprias partes e seus advogados, 
ou somente a estes, em casos nos quais a preservação do 
direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique 
o interesse público à informação.
Portanto, as decisões proferidas em âmbito 
administrativo e judicial, mesmo sendo legitimo e capazes 
de gerar a coisa julgada, e ainda, prerrogativa para 
manutenção da segurança jurídica, necessita de que em 
seu teor, habite a devida fundamentação legal pertinente 
ao de acordo com o caso concreto.
Caro aluno (a), neste momento, concluímos a 
competência geral da Unidade IV, e passaremos logo a 
adiante a estudarmos de forma propriamente dita sobre o 
Contencioso Tributário no âmbito Administrativo e Judicial, 
passaremos a compreender na prática a sua sistemática e 
funcionalidade.
Direito Tributário32
Contencioso Administrativo Tributário
Noções Preliminares
Iniciamos aqui o contato inicial com o Contencioso 
Tributário na prática, mais especificamente com o 
Contencioso Administrativo Tributário, ou seja, o 
processamento e julgamento de matéria tributária de 
competência administrativa podendo ser mediado pela 
União, Estados, Distrito Federal, e, Municípios.
RESUMINDO:
A Administração Pública como bem trabalhada 
das Unidades anteriores, possui a competência 
outorgada pela Constituição para as Atribuições e 
Poderes para Tributar. Não obstante a isso, passa 
a Administração Pública no dever de acompanhar 
mediante Administração Tributária a fiscalização e 
a competente arrecadação dos tributos instituídos. 
Por fim, na Unidade anterior trabalhamos com o 
sistema de punibilidade em matéria tributária.
Neste diapasão, com o conceito teórico lapidado 
em momento oportuno, é o momento de adornar o 
conhecimento adquirido com a matéria processual 
tributária, ou seja, a aplicação de toda teoria trabalhada 
anteriormente em âmbito da instrumentação processual.
Nesta competência trabalharemos o conhecimento 
quanto ao processamento e julgamento em matéria 
tributária, entre a relação jurídica tributário dos Sujeitos 
Ativos e Passivos, desde o lançamento do crédito tributário, 
bem como, o procedimento administrativo fiscal.
Hugo de Brito Machado (2018, p. 77) relata da 
relevância do Contencioso Administrativo Tributário:
Direito Tributário 33
Na esfera da Administração Tributária, e dos 
processos que em seu âmbito se desenvolvem, não é 
diferente. Têm-se os meros procedimentos administrativos, 
nos quais podemos incluir o procedimento de fiscalização, 
de reconhecimento de uma imunidade ou de uma isenção 
etc.; e os processos administrativos propriamente ditos, 
contenciosos, dentre os quais assume maior relevância o 
processo de impugnação do lançamento tributário. Tanto 
o mero procedimento, como especialmente o processo 
administrativo contencioso é de inegável importância 
para o adequado equacionamento das relações entre o 
Estado arrecadador de tributos (Fisco) e os contribuintes 
e responsáveis submetidos à respectiva exigência de seu 
pagamento.
NOTA:
Neste sentido, para que possamos analisar e 
estudar o Contencioso Administrativo Tributário 
necessitamos compreender dois momentos 
distintos desta espécie de Contencioso Tributário. 
O momento pré-processual que é o lançamento 
tributário, matéria que, posteriormente será o 
objeto de discussão no Processo Administrativo 
Fiscal propriamente dito.
Direito Tributário34
Do lançamento tributário
RESUMINDO:
Para que possamos compreender o instituto do 
lançamento tributário, necessário retroceder as 
reflexões anteriores quanto à obrigação tributária, 
e, o crédito tributário. A obrigação tributária, 
elencada no art. 113 do CTN, incide quanto o 
Contribuinte, mediante expressão previsão legal, 
insurge sobre o fato gerador no que tange no 
dever de pagar respectivo tributo ou multa. Aqui 
é garantida a determinado Ente Federativo, o 
direito de fiscalizar e arrecadar o tributo junto ao 
Sujeito Passivo. O Crédito tributário é o momento 
da consolidação do Tributo devido entre a relação 
do Sujeito Passivo e Ativo. Ocorre a consolidação 
do crédito tributário em ato posterior a geração 
da obrigação tributária, bem como, lançamento e 
homologação do referido tributo.
DEFINIÇÃO:
Neste sentido, podemos visualizar o Lançamento 
Tributário como momento administrativo, pelo 
qual são identificado o Sujeito Ativo e Passivo; e, é 
verificada a prestação Tributária devida. Neste ato, 
é o aperfeiçoamento da relação jurídico tributária. 
É o ato intermediário ao nascimento ao direito 
potestativo de determinado Ente Federativo em 
exigir e liquidar determinado tributo em face do 
Contribuinte; e, a consolidação do crédito tributário. 
Direito Tributário 35
Temos como definição legal o art. 142 do CTN que diz:
Art. 142. Compete privativamente à autoridade 
administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, 
assim entendido o procedimento administrativo tendente 
a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação 
correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o 
montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, 
sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível.
Passamos a compreender este procedimento de 
lançamento como fator determinando para discussão 
constitucional e legal no âmbito administrativo tributário, 
com o fito de reverter ou evitar lesão ao contribuinte no 
que tange a constituição do crédito tributário.
Superados o entendimento geral sobre o Lançamento 
Tributário, necessário que passemos para o conhecimento 
das suas espécies, sendo: 
a) Lançamento por declaração; 
b) lançamento por homologação. 
c) lançamento por ofício; 
d) Lançamento pela Justiça do Trabalho E.C. Nº. 
20/1998.
A modalidade de lançamento, por meio de Declaração 
é tida como rara atualmente no nosso ordenamento jurídico, 
tem previsão em dois impostos o ITBI, e, o ITCD. A luz do 
art. 147 do CTN, figura no momento em que o contribuinte, 
apresenta informações ao Ente Federativo, na qualidade 
de fiscalizador, sendo, posterior a este ato, realizado o 
lançamento e notificação para a competente arrecadação.
Direito Tributário36
SAIBA MAIS:
Art. 147. O lançamento é efetuado com base na 
declaração do sujeito passivo ou de terceiro, 
quando um ou outro, na forma da legislação 
tributária, presta à autoridade administrativa 
informações sobre matéria de fato, indispensáveis 
à sua efetivação.
Neste sentido, de forma objetiva e clara, o Sujeito 
Passivo da relação tributária, apresenta ao Ente Federativo 
correspondente a titularidade do poder e atribuição 
tributária informações sobre a matéria de fato, indispensável 
a à sua efetivação, sendo analisada e posteriormente caso 
for, homologado pela autoridade administrativa.
Poderá neste interim a autoridade administrativa 
corrigir eventuais erros apurados na análise, como também, 
arbitrar valor correspondendo que seja o imposto no caso 
concreto. São exemplos de lançamento por homologação, 
os seguintes tributos:CSLL, IR, IPI, ICMS, COFINS, dentre 
outros.
Exemplo: Determinado contribuinte, declara as 
informações necessárias a que determinado Estado 
membro efetue o lançamento do ITCMD, mas, em análise in 
loco, percebe-se que o preço atribuído ao valor do imóvel 
é abaixo da realidade fática, amplamente desconexa com 
o valor mercadológico. Neste sentido, poderá a autoridade 
administrativa arbitrar valor real.
A segunda modalidade de lançamento é por 
Homologação, aqui, difere-se do lançamento por 
declaração, pois, ao contribuinte é imputado o ônus de 
realizar toda uma atividade de apurar os dados necessários 
à formalização do crédito tributário, por consequência, o 
contribuinte realiza o pagamento do tributo anteriormente 
à manifestação do Ente Federativo competente.
Direito Tributário 37
Aqui a similaridade com o instituto anterior, a 
autoridade administrativa, posteriormente ao levantamento 
das atividades embrionárias do fato gerador, bem como, o 
recolhimento do tributo devido processará a análise quanto 
a homologação ou não das informações e recolhimento 
prestado pelo contribuinte.
Neste sentido, entende a clássica Doutrina de Geraldo 
Ataliba (1969, p. 287 e 288):
O lançamento por homologação – impropriamente 
chamado auto lançamento – ocorre quando a lei atribuiu ao 
sujeito passivo a incumbência de todo o preparo material 
e técnico do ato, que, destarte, se reduz a uma simples 
homologação. O lançamento persiste sendo ato privativo 
do fiscal. O contribuinte é mero preparador. O lançamento, 
propriamente dito, no caso, consiste na homologação.
Corrobora ainda, Hugo de Brito Machado (2018, p. 80):
Homologação é “aprovação, ratificação ou 
confirmação, por autoridade judicial ou administrativa, 
de certos atos particulares, a fim de que possa investir-
se de força executória ou apresentar-se com validade 
jurídica”. 9 Desse modo, facilmente se compreende que, 
na modalidade de lançamento de que se cuida, o sujeito 
passivo realiza os atos necessários à constituição do 
crédito tributário, efetuando o pagamento respectivo, 
mas submetendo tais atos à aprovação, ratificação ou 
confirmação da autoridade competente. Homologada 
a atividade, esta passa a considerar-se como tendo sido 
desempenhada pela autoridade competente para lançar.
Exemplo: Determinado contribuinte, informa ao fisco 
toda sua renda auferida no curso do exercício financeiro 
seguinte. Sob este prisma, ressalvados as incidências 
legais de recolhimento do Imposto de Renda, o próprio 
contribuinte, com a base de cálculo que entende correto 
aplica a alíquota correspondente ao seu caso, e, consequente 
recolhe o referente tributo. Passará posteriormente ao fisco 
Direito Tributário38
a incumbência de analisar a informação e recolhimento 
prestado para podendo homologar, abrir diligencia, rejeitar.
Portanto, o lançamento por homologação é 
a apresentação das atividades que deram causa a 
determinado fato gerador, o competente recolhimento 
prévio do tributo, para, posterior análise do fisco quanto 
à homologação ou não das declarações apresentadas. O 
Contribuinte informa a obrigação tributária gerada, bem 
como, o crédito tributário ocasionado desta relação, e, 
apresenta ao fisco.
Passamos para terceira hipótese de lançamento, por 
ofício, aqui é a vez de a Autoridade Administrativa lançar 
o referido tributo, sem que, haja necessidade de qualquer 
participação ou manifestação do contribuinte. Possui 
previsão legal no art. 149 do CTN, vejamos:
Art. 149. O lançamento é efetuado e revisto de ofício 
pela autoridade administrativa nos seguintes casos: 
I - Quando a lei assim o determine; 
II - Quando a declaração não seja prestada, por quem 
de direito, no prazo e na forma da legislação tributária; 
III - Quando a pessoa legalmente obrigada, embora 
tenha prestado declaração nos termos do inciso anterior, 
deixe de atender, no prazo e na forma da legislação 
tributária, a pedido de esclarecimento formulado pela 
autoridade administrativa, recuse-se a prestá-lo ou não o 
preste satisfatoriamente, a juízo daquela autoridade; 
IV - Quando se comprove falsidade, erro ou omissão 
quanto a qualquer elemento definido na legislação tributária 
como sendo de declaração obrigatória; 
V - Quando se comprove omissão ou inexatidão, 
por parte da pessoa legalmente obrigada, no exercício da 
atividade a que se refere o artigo seguinte; 
 VI - Quando se comprove ação ou omissão do sujeito 
passivo, ou de terceiro legalmente obrigado, que dê lugar 
à aplicação de penalidade pecuniária; 
Direito Tributário 39
VII - Quando se comprove que o sujeito passivo, ou 
terceiro em benefício daquele, agiu com dolo, fraude ou 
simulação; 
VIII - Quando deva ser apreciado fato não conhecido 
ou não provado por ocasião do lançamento anterior; 
IX - Quando se comprove que, no lançamento 
anterior, ocorreu fraude ou falta funcional da autoridade 
que o efetuou, ou omissão, pela mesma autoridade, de ato 
ou formalidade especial.
Exemplo: Temos como exemplo de lançamento por 
ofício o IPTU, este a autoridade administrativa já possuindo 
a base de cálculo do fato gerador, tão somente lhe aplica a 
alíquota do referido imposto e notifica o contribuinte para o 
devido recolhimento.
Não obstante a isso, entende-se que, todo tributo 
pode ser lançado de ofício. Podemos vislumbrar que nos 
casos de lançamento por declaração ou homologação que 
tenha sido rejeitada pela autoridade administrativa, a ele 
poderá recair a hipótese de arbitramento do tributo a ser 
pago, sendo, portanto, uma espécie de lançamento por 
ofício da autoridade administrativa.
Exemplo: Determinado município, possui planta de 
valores devidamente atualizada e aprovada nos termos da 
lei. Com base na planta de valores, é atribuída a alíquota 
para recolhimento do Imposto. Neste caso o Sujeito Ativo 
apenas notifica o Sujeito Passivo para proceder com o 
recolhimento do Imposto com base no valor base do imóvel.
Por fim, temos a modalidade de lançamento via a 
Justiça Trabalhista, a mais recente modalidade lançada 
no âmbito do Direito Tributário. Aqui permeia uma enorme 
controvérsia teórica. Possui previsão legal no art. 114, VIII da 
CF/88.
Vejamos:
Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho processar e 
julgar: VIII a execução, de ofício, das contribuições sociais 
Direito Tributário40
previstas no art. 195, I, a, e II, e seus acréscimos legais, 
decorrentes das sentenças que proferir. 
Aqui será o lançamento por meio de decisão judicial 
do juiz competente do Trabalho. No dispositivo, caso for, 
o magistrado percebendo que houve a incidência do fato 
gerador terá atribuições para que lance via sentença a 
obrigação ao recolhimento.
REFLITA:
A controvérsia doutrinária permeia no sentido 
de que o Juiz do Trabalho em tese não 
realiza o lançamento, porém, tão somente faz 
cumprir obrigação tributária já existente. Outra 
banda, entende que o ato do juiz determinar 
o recolhimento de tributo gerado e não pago 
caracteriza na modulação deste entendimento, 
fazendo com que o lançamento seja, mesmo que, 
indiretamente feito pelo Juiz do Trabalho.
Do Processo Administrativo Fiscal
Compreendendo a importância do instituto do 
lançamento tributário, uma vez regularmente cientificado o 
Sujeito Passivo do seu ato, torna-se exigível e liquido o valor 
do tributo, e, em tese restando inalterado seu lançamento. 
Ocorre que, a ressalva é cabida aqui, com amparo legal, para 
que, insatisfeito o contribuinte, com lançamento equivocado 
ou abusivo, poderá opor manifestação administrativa para 
que a Autoridade Administrativa reveja o ato praticado, 
podendo, caso for, alterar o referido lançamento.
Há guarida legal, inicialmente no art. 145 do CTN 
quanto à existência do Processo Administrativo Fiscal, o 
processo propriamente dito do Contencioso Administrativo 
Tributário, veja: 
Direito Tributário 41
Art. 145. O lançamento regularmente notificado ao 
sujeito passivo só pode ser alterado em virtude de: I - 
impugnação do sujeito passivo; II - recursode ofício; III - 
iniciativa de ofício da autoridade administrativa, nos casos 
previstos no artigo 149.
Ainda, percebemos mediante o art. 10 do Decreto 
Nº. 70.235/72 a orientação procedimental para a instrução 
processual:
Art. 10. O auto de infração será lavrado por servidor 
competente, no local da verificação da falta, e conterá 
obrigatoriamente: I - a qualificação do autuado; II - o local, 
a data e a hora da lavratura; III - a descrição do fato; IV - a 
disposição legal infringida e a penalidade aplicável; V - c; 
VI - a assinatura do autuante e a indicação de seu cargo ou 
função e o número de matrícula.
EXPLICANDO MELHOR:
Neste sentido, compreendemos que, o ato 
administrativo do lançamento fiscal, nas suas 
modalidades, detém legitimidade e competência 
para constituir direito potestativo do Estado em 
exigir e liquidar determinado tributo, podendo, 
entretanto, mediante manifestação do Sujeito 
Passivo, em Processo Administrativo Fiscal, 
ter revisto o ato administrativo do lançamento 
tributário.
Percebemos ainda, as formas de alteração quanto 
ao lançamento tributário no âmbito administrativo, sendo 
pelos instrumentos: 
a) Impugnação do Sujeito Passivo; 
b) Recurso de ofício.
Direito Tributário42
NOTA:
Não podemos confundir aqui, dois institutos 
jurídicos pertinentes à matéria abordada. A 
anulação e a revogação. A primeira é uma 
providência que a Autoridade Administrativa 
ou o Poder Judiciário possuem para excluir 
um ato administrativo ilegal. Em outro plano, 
a Revogação, com o mesmo efeito, porém, 
não nas mesmas circunstancias, não ataca ato 
ilegal, porém, o fator nuclear aqui versa sobre 
a importunidade da exigibilidade do tributo.
RESUMINDO:
Para compreender melhor, relembrando 
matéria de Direito Administrativo, no âmbito 
da Administração Pública possuímos os atos 
vinculados e discricionários. O Ato Vinculado é o ato 
pelo qual deve ser respeitada uma obrigatoriedade 
de ações, não podendo, por conveniência de 
a autoridade ser adotada outro caminho. O Ato 
Discricionário é o ato pelo qual, possibilita a 
Autoridade Administrativa, por conveniência e 
oportunidade, tomar medidas que lhe são cabíveis 
a depender das circunstancias. Nestes termos, a 
revogação, aqui tratado quanto ao tributo, só seria 
permitida para os atos de natureza discricionários; 
cabendo aos atos vinculados de lançamento 
tributário o de anulação.
Direito Tributário 43
Neste diapasão, a luz do art. 145 do CTN, percebemos 
que o ato é vinculado, não podendo a autoridade 
administrativa agir de forma divergente do que a lei 
traz, neste sentido, para que seja alterado o lançamento 
tributário, conforme texto legal, somente será procedido 
por anulação de ato administrativo, pois, não se trata aqui 
de ato discricionário, passível de revogação de ato.
Adiante, analisaremos as hipóteses de alteração 
do lançamento tributário no âmbito do Contencioso 
Administrativo Tributário.
a) Impugnação do Sujeito Passivo
Temos a primeira hipótese de anulação do lançamento 
tributário previsto no art. 145 do CTN, sendo a Impugnação 
do Sujeito Passivo. Aqui é o momento da manifestação inicial 
do Sujeito Passivo, posterior à notificação pela Autoridade 
Administrativa quanto ao lançamento de determinado tributo. 
Notificação será ofertada prazo legal para que o Contribuinte 
apresente sua impugnação, tendo suspensa a exigibilidade 
do referido lançamento até decisão terminativa.
Temos aqui, ainda, a incidência do art. 151 do CTN, 
que trata quanto à suspensão da exigibilidade do crédito 
tributário, na hipótese de impugnação do Sujeito Passivo:
Art. 151. Suspendem a exigibilidade do crédito 
tributário: III - as reclamações e os recursos, nos termos 
das leis reguladoras do processo tributário administrativo.
Neste ato, o Sujeito Passivo alegará as razões de fato e 
de direito a fim de buscar anular o lançamento tributário em 
desacordo parcial ou totalmente dependendo da situação. 
A depender ainda, a análise e forma de homologação ou 
rejeição dos lançamentos em suas espécies. Visualizando 
equívoco por parte da Autoridade Administrativa, poderá 
o Sujeito Passivo apresentar as razões pertinentes para 
que seja primeiramente suspensa a exigibilidade, para, no 
mérito possibilitar a anulação do lançamento.
Direito Tributário44
SAIBA MAIS:
Percebemos neste sentido, que a impugnação do 
contribuinte, em primeiro momento possui força 
de suspender a exigibilidade do tributo, podendo, 
tão somente a Autoridade Administrativa, constituir 
o crédito posterior à satisfação do duplo grau de 
jurisdição administrativa.
Por fim, haverá hipótese de a Autoridade Administrativa 
acatar total, parcialmente ou denegar as manifestações 
da impugnação. Neste sentido, haveria postulação em 
instância administrativa superior para apreciação de 
reexame de matéria.
Exemplo: Determinado contribuinte é notificado sobre 
lançamento de Tributo. O Contribuinte, mediante análise 
e apresentação de informações, teve a base de cálculo 
sobre o fato gerador, e, sobre ela recolheu conforme a 
alíquota do tributo. A Autoridade Administrativa, por erro na 
análise das informações apresentadas, entender que houve 
recolhimento a menor, e, neste sentido, arbitrou a alíquota 
referente à diferença. Pautado da legalidade, o contribuinte 
no prazo legal, de forma tempestiva, apresenta as razões 
de fato e de direito na forma de impugnação. 
Da decisão da Autoridade Administrativa que nega a 
impugnação do Contribuinte, caberá o recurso voluntário 
do Sujeito Passivo. Ao final, refutando as impugnações e 
recursos voluntários do contribuinte, será consolidado do 
crédito tributário, e, gerado a Certidão de Dívida Ativa, 
objeto futuro de execuções fiscais.
b) Recurso de Ofício
O Recurso de Ofício é ato praticado pela Autoridade 
Administrativa, representante do Ente Federativo que 
imputa a obrigação tributária o determinado contribuinte. 
Direito Tributário 45
Aqui é o instrumento pela qual a Autoridade Administrativa, 
interpõe o recurso na hipótese de acolhimento total ou 
parcial da impugnação do contribuinte, fazendo com que, 
o Processo Administrativo Fiscal suba para a instância 
superior.
É o Recurso interposto pela administração pública de 
forma obrigatória, com natureza de reexame necessário da 
matéria, pois, a decisão de primeira instância foi em tese 
prejudicial para o Ente Federativo.
Exemplo: Um Contribuinte, apresenta impugnação 
a lançamento de determinado Tributo, e, neste prisma, a 
Autoridade Administrativa de primeira instância acolhe 
as razões apresentadas, e, consequentemente anula o 
lançamento. Por ter características negativas à receita 
para a Administração Pública, de ofício a Autoridade 
Administrativa remete o Processo Administrativo Fiscal para 
instancia superior para reexame necessário de matéria.
Aqui estamos diante de uma anulação de lançamento 
tributário, em sede de primeira instância, a qual a 
Administração Publica necessita de um reexame de matéria 
a fim de pautada de legalidade e constitucionalidade, 
eventualmente possa buscar a reforma da decisão 
favorável ao contribuinte, e posteriormente venha a validar 
o lançamento tributário.
Direito Tributário46
Contencioso Judicial Tributário
Noções Gerais 
O Contencioso Judicial Tributário, atribuído a 
demandas judiciais para tratar questões tributárias é um 
mecanismo a inafastabilidade do poder judiciário em favor 
do contribuinte, e, também da Autoridade Administrativa. 
Aqui, não mais reside a figura da Administração Pública 
mediante, fiscalizando, processando e julgando; neste 
sentido, figura a imagem do Estado-Juiz que atenderá a 
tutela jurisdicional pretendida.
É um processo judicial, ressalvadas as suas 
particularidades e competências, o mesmo procedimento 
de um processo civil habitual, posta a lide em questão, 
legitimidade ativa, passiva, causa de pedir e dos pedidos.
Assevera neste sentido, Hugo de Brito Machado 
(2018, p. 251):
SAIBA MAIS:
Note-se que o processo judicial tributário é, em 
quasetoda a sua extensão, o mesmo processo civil 
no qual são solucionadas as lides de uma maneira 
geral. Não há um processo e um Direito Processual 
específicos, como ocorre, por exemplo, no âmbito 
do Processo Penal, mas apenas o processo e 
o Direito Processual Civil aplicados à solução 
de conflitos verificados nas relações jurídicas 
tributárias.
Aqui são discutidas questões que, em grande parte, não 
foram possíveis a solução via Processo Administrativo Fiscal, 
bem como, podendo ainda, ser matéria de discussão originária, 
sem que tenha atravessado o crivo processual administrativo, 
ou ainda, a ausência de manifestação nesta fase.
Direito Tributário 47
NOTA:
Neste procedimento contencioso, a Autoridade 
Administrava poderá vir a cobrar crédito 
tributário, lançado, homologado e devidamente 
constituído; e, o Contribuinte poderá discutir 
a legalidade ou constitucionalidade quanto à 
constituição do crédito tributário. 
Neste sentido, diferente da via Administrativa, o 
Contencioso Judicial possui uma gama mais ampla de 
manifestações das partes quanto à discussão judicial 
da matéria tributária competente, passaremos a analisar 
a seguir, de forma sucinta as espécies de ações do 
contencioso tributário diante da vasta peculiaridade.
Ações provenientes do Fisco 
Por ações provenientes do fisco, compreendemos a 
princípio as ações propostas por interesse da Administração 
Pública com a finalidade de ter sua tutela jurisdicional 
atendida, qual seja, o cumprimento das obrigações tributárias.
Neste sentido, a Administração Pública, buscará 
a satisfação de seus interesses mediante ação judicial 
pertinente de acordo com a tutela pretendida, neste sentido 
temos as seguintes ações: a) Execução Fiscal; e, b) Cautelar 
Fiscal.
a) Execução Fiscal
A execução fiscal possui previsão legal na Lei Nº. 
6.830,80, e, trata-se de processo em que a Administração 
Pública visa à satisfação de crédito tributário por quantia 
certa, fundado em título extrajudicial. Possui requisito por 
verbas tributárias, e, não tributárias, conforme disposição 
do art. 2º da referida lei.
Direito Tributário48
Art. 2º - Constitui Dívida Ativa da Fazenda Pública 
aquela definida como tributária ou não tributária na Lei 
nº 4.320, de 17 de março de 1964, com as alterações 
posteriores, que estatui normas gerais de direito financeiro 
para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da 
União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal.
SAIBA MAIS:
Aqui, não se discute questões de lançamento 
de crédito tributário, e, tão somente a via de 
cobrança judicial pertinente para a satisfação de 
um crédito já consolidado, porém, não adimplido. 
O requisito aqui, como título executivo extrajudicial 
é a Certidão de Dívida Ativa, constituída ao fim do 
Processo Administrativo Fiscal.
Neste sentido, preceitua quanto a natureza da Ação 
de Execução Fiscal, Francesco Carnelutti (2000, p. 294):
 [...] não nos encontramos mais perante duas partes 
que reciprocamente disputam entre si a razão e um juiz 
que busca qual das duas a tenha na verdade, e sim perante 
uma parte que quer ter uma coisa e outra que não a quer 
dar, enquanto que o órgão do processo retira a esta para 
ser dada àquela.
Direito Tributário 49
NOTA:
Certidão de Dívida Ativa corresponde a título 
executivo extrajudicial, correspondente 
a crédito tributário ou não, esta que, foi 
devidamente consolidada por Autoridade 
Administrativa competente, liquida e exigível, 
porém, não adimplida pelo Sujeito Passivo. 
IMPORTANTE:
Não obstante a Execução Fiscal ser regido 
por lei própria é aplicado também, de forma 
conjunta e não conflitante, o Código Processual 
Civil.
Neste sentido, compreende-se que a Execução Fiscal 
é medida judicial tomado pelo Fisco a fim de ter satisfeito 
crédito tributário ou não, devidamente constituído, porém, 
não adimplido. Mediante esta ação a Administração Publica, 
força via Processo Judicial o adimplemento, bem como, 
as garantias para satisfação do crédito a luz do Código 
Processualista. 
b) Cautelar Fiscal 
Trata-se de Ação com finalidade cautelar, a qual a 
Administração Pública visa atender o adimplemento de 
determinado crédito tributário lançado, com finalidade 
específica de indispor os bens do sujeito passivo da 
relação tributária. Bastante semelhante a Ação Cautelar 
de Arresto, no âmbito Processual Civil. Atualmente é visto 
como exceção na aplicação, sendo investidas para atender 
processo de conhecimento ou execução; sendo de forma 
preparatória ou incidental.
Direito Tributário50
É regida pela Lei Nº. 8.397/92, vejamos:
Art. 1° O procedimento cautelar fiscal poderá ser 
instaurado após a constituição do crédito, inclusive no 
curso da execução judicial da Dívida Ativa da União, dos 
Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e respectivas 
autarquias.
Em outras palavras, a Ação Cautelar Fiscal, possui o 
condão de garantir a eficácia, ou resguardar a Administração 
Pública de forma incidental ou preparatória no que tange 
a satisfação do crédito tributário, diante de ineficácia da 
prestação jurisdicional de eventual Execução Fiscal.
Traz a baila Hugo de Brito Machado (2018, p. 335), 
divergência quanto a sua efetividade no campo jurídico, 
vejamos:
A medida é inútil, pois somente poderia ser requerida 
em face da constituição do crédito tributário, situação 
que já confere à Fazenda Pública o direito de propor a 
execução fiscal, e obter a penhora de bens, instrumento 
incomparavelmente mais adequado e eficaz para garantir o 
adimplemento da quantia executada.
Não obstante a posição doutrinária supracitada, a 
jurisprudência tem admitido à apresentação da Cautelar 
Fiscal:
[...] A medida cautelar fiscal, ensejadora de 
indisponibilidade do patrimônio do contribuinte, pode ser 
intentada mesmo antes da constituição do crédito tributário, 
nos termos do artigo 2 o , in- ciso V, ‘b’, e inciso VII, da Lei n 
o 8.397/92 (com a redação dada pela Lei n o 9.532/97) [...]” 
(REsp 689.472/SE, Rel. Min. Luiz Fux, j. em 5.10.2006, DJ de 
13.11.2006, p. 227).
Neste sentido, percebe-se que, mesmo sendo 
matéria de controvérsia doutrinária e prática, quanto a 
sua efetividade e eficácia, os Tribunais Superiores tem 
permitido a tramitação da presente ação a fim de atender a 
tutela jurisdicional pretendida pela Administração Pública.
Direito Tributário 51
Ações pertinentes ao Sujeito Passivo/
Contribuinte
Diferentemente das Ações de iniciativa da 
Administração Pública, aqui o Contribuinte propõe ação 
com fito de buscar a tutela jurisdicional que verse sobre 
ilegalidade ou inconstitucionalidade de atos administrativos 
atinentes ao lançamento, homologação e constituição do 
crédito tributário.
NOTA:
A legitimidade ativa aqui se trata de 
Contribuinte que teve em tese, lesado seu 
direito em relação à incidência, aplicação, 
fiscalização e exigibilidade de tributos, ou, a 
ela acessória. A legitimidade passiva versa no 
Ente Federativo que deu causa a virtual lesão, 
prejuízo, ou embaraço ao Contribuinte.
Como formas usuais de manifestação do contribuinte 
têm as seguintes ações: a) Embargos à execução; b) Ação 
anulatória; c) Ação de consignação em pagamento.
a) Embargos a Execução Fiscal 
Trata-se de defesa, em processo autônomo, porém, 
dependente de eventual execução fiscal proposto pela 
Administração Pública. Possui o objetivo de anular total ou 
parcialmente o título executivo, objeto da ação de execução 
proposta em desfavor do Contribuinte.
Em caráter prático, é medido de defesa do 
Contribuinte, em face de execução fiscal apresentada, 
que será interposta de forma autônoma a fim de rebater 
as razões de fato e de direito apresentadas na Execução 
Fiscal. 
Direito Tributário52
É disciplinada na Lei Nº. 6.830/80 no art. 16, vejamos:
Art. 16 - O executado oferecerá embargos, no prazo 
de 30 (trinta) dias, contados: I - do depósito; II - da juntada 
da prova da fiança bancária ou do seguro garantia; III - da 
intimação da penhora. § 1º - Não são admissíveis embargos 
do executadoantes de garantida a execução. § 2º - No 
prazo dos embargos, o executado deverá alegar toda 
matéria útil à defesa, requerer provas e juntar aos autos os 
documentos e rol de testemunhas, até três, ou, a critério 
do juiz, até o dobro desse limite. § 3º - Não será admitida 
reconvenção, nem compensação, e as exceções, salvo 
as de suspeição, incompetência e impedimentos, serão 
arguidas como matéria preliminar e serão processadas e 
julgadas com os embargos.
IMPORTANTE:
Percebe-se aqui, que, no ato da oposição 
dos Embargos a Execução Fiscal, necessária 
que seja garantido o juízo mediante caução 
financeira, ou, nomeação de bens a penhora. 
Tal medida visa à garantia de que, ao final a 
Administração Pública possa resguardar-se 
de ter seu direito satisfeito, e, o Contribuinte, 
mediante boa-fé na apresentação das garantias, 
de buscar a sua tutela pretendida.
No mesmo prazo, no ato da apresentação dos 
Embargos deverá o Contribuinte alegar todas as razões de 
fato e de direito, devidamente acompanhadas das provas, 
documentos e rol de testemunhas capazes de atender o 
pleito de sua demanda.
Existe ainda, no curso deste procedimento, a figura 
dos Embargos de terceiro, onde, terceiro de boa-fé, 
atingido por eventual execução fiscal se manifeste quanto à 
Direito Tributário 53
garantia de seu direito. Aqui não será tratado por questões 
relacionadas diretamente com a origem do débito discutido, 
e, tão somente visa atender contra reflexos ilegítimos que 
alcançou terceiro de boa-fé.
b) Ação Anulatória
Aqui o Contribuinte busca a tutela jurisdicional a fim de 
atacar lançamento de crédito tributário diante de flagrante 
nulidade existente. Pode se tratar de matérias referentes a 
quesitos substanciais; ou, formais. 
NOTA:
Por questões substanciais, entendemos 
pela inexistência de eventual obrigação 
tributária. Ainda, neste diapasão, por questões 
formais entendemos pela formalização do 
procedimento que originou o crédito tributário, 
ou seja, incompetência de autoridade; vícios 
procedimentais; e, vícios na própria condução 
do Processo Administrativo Fiscal. 
Pela presente ação, o Contribuinte, mediante 
sentença, visa declaração de nulidade quanto ao ato 
administrativo de lançamento de crédito tributário, neste 
sentido, anulando qualquer exigibilidade e liquidação de 
crédito anteriormente consolidado.
Necessita no presente caso, que o Contribuinte traga 
elemento necessário e robusto a fim de ter sua tutela 
apreciada e garantida. É ação de natureza de conhecimento, 
sendo uma ferramenta ampla de discussão quanto à 
validade de determinado crédito tributário. Possuirá dilação 
probatória sendo juntada de documentos, testemunhas, 
perícias e todos os meios de prova em direito admitidos.
 
Direito Tributário54
Poderá o contribuinte, em sede de tutela de urgência 
requerer a suspensão da exigibilidade de determinado 
crédito, podendo ainda, ao final ter no mérito do processo 
judicial ter seu direito mantido na liminar, ou, reformado. 
Será instruída a luz dos requisitos Processuais Civis.
Leciona Hugo de Brito Machado (2018, p. 423), a esse 
respeito:
Que o Juiz, ao acolher os embargos, se o faz apenas 
em parte, não poderá fazer um lançamento tributário em 
substituição àquele feito pela autoridade competente, 
que considerou incorreto. Assim, não poderá determinar o 
prosseguimento da execução pela diferença que considere 
devida.
Portanto, pela ação anulatória, o efeito em sentença 
pretendido é a declaração de nulidade de lançamento que 
originou o crédito tributário imposto ao Contribuinte.
c) Ação de Consignação em Pagamento
Comum nas ações cíveis e trabalhistas, a Ação de 
Consignação em Pagamento é a busca do contribuinte 
em demonstrar a boa-fé em recolher um débito tributário, 
porém, no valor compreendido por legal justo e legal; onde, 
constatado a oposição do credor no recebimento, ou ainda, 
em casos de conflito de titularidade.
Encontra-se amparada no art. 539 do Código 
Processual Civil c/c art. 164 do CTN:
Art. 539. Nos casos previstos em lei, poderá o 
devedor ou terceiro requerer, com efeito de pagamento, a 
consignação da quantia ou da coisa devida.
Art. 164. A importância de crédito tributário pode ser 
consignada judicialmente pelo sujeito passivo, nos casos: 
I - de recusa de recebimento, ou subordinação deste 
ao pagamento de outro tributo ou de penalidade, ou ao 
cumprimento de obrigação acessória; II - de subordinação do 
recebimento ao cumprimento de exigências administrativas 
Direito Tributário 55
sem fundamento legal; III - de exigência, por mais de uma 
pessoa jurídica de direito público, de tributo idêntico sobre 
um mesmo fato gerador.
NOTA:
Percebemos três hipóteses de cabimento para 
a Ação de Consignação em pagamento. Quanto 
às posições dos incisos I e II do art. 164 do CTN, 
o Contribuinte irá figurar no polo ativo da ação. 
São hipóteses em que em vias normais, ao 
Contribuinte não lhe foi possível proceder com 
o regular recolhimento do tributo por oposição 
do Ente Federativo Competente.
Quanto ao inciso III a realidade fática torna-se complexa 
e delicada. É a situação onde mais de um Ente Federativo 
busca a satisfação de um tributo com mesmo fato gerador, 
sendo, tributável somente por um dos Entes Federativos. 
Percebe-se neste ato, a confusão das Autoridades 
Administrativas em fiscalizar e arrecadar determinado 
tributo, e, neste sentido, o Contribuinte valendo-se de 
da boa-fé, necessita satisfazer o crédito, entretanto, por 
não haver a decisão de para quem seja devido o tributo, a 
presente ação resguarda o contribuinte de sanções judiciais 
e administrativas atrelada ao eventual inadimplemento.
Neste sentido, é a decisão apreciada pela 2ª Turma 
do Superior Tribunal de Justiça:
A questão meramente processual constante dos autos 
tem como suporte fático, para destaque, uma ação de 
consignação em pagamento de Imposto sobre a Transmissão 
de Bens Inter Vivos, intentada contra os MUNICÍPIOS DE 
VITÓRIA E DE SERRA, ambos do Estado do Espírito Santo. 
Pela disputa de ambos os municípios na arrecadação do 
ITBI incidente sobre a aquisição de área situada na Praia 
Direito Tributário56
Mole, tramitou a ação que, após a primeira fase, foi vencida 
pela empresa autora, com a determinação de depósito do 
valor questionado, sendo ordenado o prosseguimento da 
demanda em relação aos municípios. Impôs o julgador, 
ainda, honorários de advogado e reembolso das despesas 
processuais, a serem descontados do valor do depósito. O TJ/
ES, contudo, reformou a sentença e postergou a condenação 
para o final da ação de consignação. [...] É óbvio que, ao final 
da primeira fase, desobriga-se o autor, se julgada procedente 
a sua dívida, fazendo jus ao recebimento do que foi obrigado 
a gastar na Justiça com as custas, bem assim com a verba de 
patrocínio. Esta condenação se impõe, porque nesta primeira 
fase extingue-se a relação processual em que figura o autor 
como parte, aplicando-se então o disposto no art. 20 do CPC. 
Observe-se que se até mesmo na solução de um incidente 
se impõe a sucumbência (art. 20, § 1 o , do CPC), quanto mais 
na finalização de uma demanda. Esta conclusão é a única que 
se harmoniza com os arts. 898 e 20 do CPC aqui invocados. 
Não importa que prossiga a ação, em uma segunda etapa, 
tendo como partes os réus, credores do devedor, que se 
retira definitivamente do palco judicial.
Por fim, concluímos a Unidade IV, e, consequentemente 
damos como encerrado a disciplina de Direito Tributário 
para o semestre. Caro aluno (a) trabalhamos arduamente 
desde as matérias preliminares e basilares do Direito 
Tributário, percorrendo toda a compreensão da matéria 
de instituição, fiscalização e arrecadação dos tributos; os 
tributos propriamente ditos; poderes, atribuições e limitações 
dos Entes Federativos quanto ao poder de tributar; As 
punibilidades em matéria tributária; e, neste ato alcançamos 
o estudo quanto ao Contencioso Tributário. Neste sentido, é 
com imensa satisfação que concluo esta disciplina,e, após as 
aplicações de conteúdo avaliativo e expositivo, você aluno (a) 
caminhará para habilitação na atuação no âmbito do Direito 
Tributário. Sucesso, e até a próxima! 
Direito Tributário 57
BIBLIOGRAFIA
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5 de outubro de 1988. Disponível em <http://www.planalto.
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Federativa do Brasil, Brasília, 27 out. 1966. Disponível em < 
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Dispõe sobre o processo administrativo fiscal, e dá outras 
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Dispõe sobre a cobrança judicial da Dívida Ativa da Fazenda 
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www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6830.htm;
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medida cautelar fiscal e dá outras providências. Disponível 
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BRASIL, Lei Nº. 13.105 de 16 de março de 2015. Código 
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Justiça DJU I 27.9.1999, p. 37 – ementa oficial – Repertório 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituição.htm
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Direito Tributário58
Voto da Ministra Eliana Calmon, proferido no julgamento 
do REsp 325.140/ES – j. 16.5.2002 – DJU I de 30.9.2002, p. 220. 
O acórdão se reporta a artigos do CPC/73, em razão da data 
em que foi proferido. No CPC/2015, disposições análogas se 
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MACHADO, Hugo de Brito. Processo tributário /. – 10. 
ed. rev e atual. – São Paulo : Atlas, 2018;
PONTES DE MIRANDA, Comentários ao Código de 
Processo Civil, 5. ed., atualizada por Sérgio Bermudes, Rio 
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MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo 
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DINAMARCO, Cândido Rangel. Instituições de Direito 
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ATALIBA, Geraldo, Apontamentos de Ciência das 
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1969.
CARNELUTTI, Francesco, Sistema de Direito 
Processual Civil, tradução de Hiltomar Martins Oliveira, São 
Paulo: Classicbook, 2000, v. 1.

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