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Habilidades e Atitudes Médicas II Revisão Monitor: Heron Crescencio I Nervo olfatório: Empregam-se substâncias com odores conhecidos: café, canela, cravo, tabaco, álcool etc. De olhos fechados, o paciente deve reconhecer o aroma que o examinador colocar diante de cada narina. Distúrbios neurológicos, como sífilis nervosa, fratura do andar anterior da base do crânio e neoplasia da goteira olfatória. Nervo Óptico: • Acuidade visual. 1. Pede-se ao paciente que diga o que vê na sala de exame ou leia alguma coisa. 2. Examina-se cada olho em separado. 3. Havendo diminuição da acuidade, fala-se em ambliopia; quando abolida, constitui-se em amaurose. • Campo visual: 1. O paciente fixa um ponto na face do examinador, postado à sua frente. 2. O examinador desloca um objeto nos sentidos horizontal e vertical, e o paciente dirá até que ponto está “percebendo” o objeto nas várias posições. Cada olho é examinado separadamente. Tabela de Snellen. Fundoscopia: • Para realizar este exame, a pupila deve ser dilatada, pois só assim se pode examinar a periferia da retina. O fundo de olho normal é visto como um reflexo vermelho, denominado clarão pupilar. O examinador deve aproximar-se, sem perder o clarão de vista, até visualizar o fundo do olho • O disco óptico é o primeiro elemento a ser examinado. Em condições normais, ele é arredondado e rosado, com uma depressão mais clara no centro • A área central da mácula, com brilho característico, é a fóvea, área responsável pela visão central. • Entre as alterações que podem ser encontradas, destacam-se: a palidez da papila, a qual significa atrofia do nervo óptico; o edema de papila que traduz inflamação do nervo ou hipertensão intracraniana, e as modificações das arteríolas, que aparecem na hipertensão arterial. • No exame dos vasos sanguíneos, é necessário identificar as artérias e as veias. As artérias são de cor vermelho-clara; as veias, vermelho- escuras. A artéria é mais espessa, com um reflexo central mais brilhante. Deve-se procurar estreitamentos focais ou generalizados das artérias, tortuosidades das veias, além de observar os cruzamentos arteriovenosos. A foto retrata um fundo de olho absolutamente normal, com o nervo óptico (seta em azul), vasos arteriovenosos guardando seus aspectos normais (seta em verde), tecido retiniano e mácula (seta em vermelho) livres de quaisquer alterações *Não vem do porto, portanto não tome como base para seus estudos III Nervo oculomotor, IV nervo troclear e VI nervo abducente O III nervo inerva também a musculatura elevadora da pálpebra + forte pra OSCE: relembrar nomenclatura semiológica Esses três nervos são examinados em conjunto, pois inervam os vários músculos que têm por função a motilidade dos globos oculares. ■ Motilidade extrínseca: A posição do globo ocular é dada pelo funcionamento harmônico dos vários músculos. Caso haja predomínio de um deles, ocorre o que se chama estrabismo O exame é feito em cada olho separadamente e, depois, simultaneamente, Estando o paciente com a cabeça imóvel, o examinador solicita a ele que desloque os olhos nos sentidos horizontal e vertical. ■ Motilidade intrínseca. O exame da pupila • Em ambiente de pouca luminosidade, o paciente deve olhar para um ponto mais distante. O examinador incide o feixe de luz em uma pupila e observa a resposta nos dois lados Discoria: Midríase: Miose: Isocoria: Anisocoria: Discoria: Irregularidade do contorno pupilar Midríase: Diâmetro aumentado Miose: : Diâmetro diminuído Isocoria: : Diâmetro preservado Anisocoria: : Diâmetros diferentes V Nervo trigêmeo: Olho nele! • Trigêmeo é nervo misto • Raiz motora, representada pelo nervo mastigador, que inerva os músculos destinados à mastigação (temporal, masseter e pterigóideos). • A abertura da boca promove desvio da mandíbula para o lado da lesão e, ao trincar os dentes, nota- se debilidade do lado paralisado • Raízes sensitivas que compreendem os nervos oftálmico, maxilar e mandibular. O exame dessas raízes é semelhante ao da sensibilidade superficial • Dermátomo e sensibilidade do olho: toque na pele e esclera Vale lembrar: • Se origina no Tronco encefálico: PONTE • Fissura orbital; • Redondo → Maxilar; Oval → Mandibular • VIII Nervo vestibulococlear: Última OSCE, mas eu ficaria ligado • A raiz coclear: • Voz cochichada • Atrito suave das polpas digitais próximo à orelha • Prova de Rinne. • Em condições normais, o paciente acusa a percepção do som (Rinne positivo). • Transmissão óssea mais prolongada que a aérea (Rinne negativo) significa deficiência auditiva de condução Monitor: Heron Crescencio Monitor: Heron Crescencio . Perda de condução, normal e perda neurossensorial. Qual é qual? Última OSCE foi a raiz coclear, será que essa vez não será a vestibular? Monitor: Heron Crescencio • O teste de Romberg é utilizado para avaliar o reflexo vestibulospinal, as conexões do tronco encefálico e o cerebelo • Em pé com os calcanhares juntos e as pontas dos pés separadas a 30º, braços ao longo do corpo ou estendidos anteriormente na altura dos ombros e olhos fechados durante cerca de 1 min. Interpretação do teste: ■ Teste normal: indivíduo permanece na posição inicial, sem oscilações que ocasionem queda ou deslocamento do pé ■ Queda para a frente ou para trás durante o teste relaciona-se com o comprometimento do sistema nervoso central ■ Oscilações ou queda para as laterais sugerem alterações no sistema vestibular. Monitor: Heron Crescencio Testes dinâmicos da função vestibular: Marcha: Desvio ou queda para o lado comprometido. De modo característico, observa-se piora da qualidade da marcha com os olhos fechados, ocorrendo melhora, quando o paciente abre os olhos e tem o auxílio da fixação visual. Teste de Fukuda. Solicita-se que o paciente execute 60 passos, elevando os joelhos como se estivesse marchando sem sair do lugar, com os olhos fechados e os braços estendidos anteriormente na altura dos ombros. • Consideram-se normais os desvios laterais de até 30° e deslocamentos anteriores de um metro A alteração mais frequente no teste é o desvio lateral progressivo ao longo do teste, em geral para o lado do déficit vestibular. Nistagmo: Movimento ritmado dos olhos Monitor: Heron Crescencio VII Nervo facial: OSCE passada! Interessa a parte motora do nervo facial: a musculatura da mímica facial. • Para fazer o exame do nervo facial, solicita-se ao paciente enrugar a testa, franzir os supercílios, fechar as pálpebras, mostrar os dentes, abrir a boca, assobiar, inflar a boca e contrair o platisma ou músculo cutilar do pescoço. IX Nervo glossofaríngeo e X nervo vago: • A lesão unilateral do glossofaríngeo pode exteriorizar-se por distúrbios da gustação do terço posterior da língua; no entanto, esse exame não é habitualmente realizado. • Na lesão unilateral dos IX e X nervos, observam-se: desvio do véu palatino para o lado normal, quando o paciente pronuncia as vogais a ou e; desvio da parede posterior da faringe para o lado normal (sinal da cortina) pela cuidadosa estimulação; disfagia • A lesão isolada do X nervo, a qual envolve apenas o ramo laríngeo, determina considerável disfonia. A porção autonômica (nervo vago) não é examinada rotineiramente. XI Nervo acessório: • Inerva os músculos esternocleidomastóideo e a porção superior do trapézio. • A lesão do acessório por traumatismo, esclerose lateral amiotrófica ou siringomielia tem como consequência atrofia desses músculos, deficiência na elevação do ombro (trapézio) e na rotação da cabeça para o lado oposto (esternocleidomastóideo) do músculo comprometido. Monitor: Heron Crescencio Monitor: Heron Crescencio Monitor: Heron Crescencio XII Nervo hipoglosso: • Trata-se de um nervo exclusivamente motor, o qual se origina no bulbo e se dirige para os músculos da língua. • Investiga-se o hipoglosso pela inspeção da língua, movimentando-a para todos os lados, forçando-a de modo quevá de encontro à bochecha e, por fim, palpando-a, para avaliação de sua consistência. • Palpe a língua e INSPECIONE • Nas lesões unilaterais do hipoglosso, observam-se atrofia e fasciculação na metade comprometida. Ao ser exteriorizada, a ponta da língua se desvia para o lado da lesão. • Às vezes, ocorre disartria para as consoantes linguais. -> perda da capacidade de articular as palavras de forma normal Monitor: Heron Crescencio Reflexos: • Reflexo cutâneo-plantar: • lesão da via piramidal ou corticospinal. Monitor: Heron Crescencio Monitor: Heron Crescencio Reflexos cutâneo-abdominais Reflexos proprioceptivos, profundos, musculares ou miotáticos: são investigados os reflexos aquileu, patelar, flexor dos dedos, supinador, pronador, bicipital e tricipital Marchas: Importante estudar, pode ser cobrado como complemento de algum exame físico • Marcha helicópode, ceifante ou hemiplégica; • Marcha anserina ou do pato: diminuição da força dos músculos pélvicos e das coxas. • Marcha parkinsoniana. • Marcha cerebelar ou marcha do ébrio: incoordenação de movimentos em decorrência de lesões do cerebelo. • Marcha de pequenos passos: Aparece na paralisia pseudobulbar e na atrofia cortical degenerativa. • Marcha vestibular: Lateropulsão • Marcha em tesoura ou espástica: Paralisia cerebral. Monitor: Heron Crescencio Tireoide: Assunto quente para o OSCE • Lembrem do passo-a-passo e demonstre que você sabe! • 1. Realizar a inspeção cervical. • 2. Efetuar a palpação da tireoide. • 3. Realizar a ausculta na topografia da tireóide. • Ao inspecionar e palpar a tireoide, solicita-se ao paciente que realize deglutições “em seco”, o que permite caracterizar melhor o contorno e os limites da tireoide Monitor: Heron Crescencio Abordagens: Posterior: Os polegares fixos na nuca e as pontas dos indicadores e médios palpam. O lobo direito é palpado pelos dedos da mão esquerda, enquanto os dedos da outra mão afastam o esternocleidomatóideo. Anterior: São os polegares que palpam a glândula, enquanto os outros dedos apoiam-se nas regiões supraclaviculares Exame do sistema musculoesquelético: • Conteúdo extenso, estudem os slides que eu fiz na monitoria que ninguém veio. • Deem uma olhadinha sobre os testes da gaveta e Patrick Monitor: Heron Crescencio Avaliação das mamas: Quente pra osce! • A dor mamária, o nódulo e o derrame papilar representam os principais motivos de consulta. • O exame físico das mamas deve seguir a seguinte ordem: 1. Inspeção estática e dinâmica 2. Palpação dos linfonodos axilares, supra e infraclaviculares 3. Palpação mamária 4. Expressão papilar Monitor: Heron Crescencio • Inspeção estática. Paciente sentada, com os membros superiores dispostos paralelamente ao longo do tronco • Observam-se pele, contorno, forma, volume e simetria glandular, pigmentação da aréola, aspecto da papila, presença de abaulamentos ou de retrações, circulação venosa e presença de sinais flogísticos (edema e rubor). • O carcinoma inflamatório pode cursar com edema do tecido subcutâneo, descrito classicamente como pele em casca de laranja. Monitor: Heron Crescencio Enquanto vc estiver inspecionando no OSCE, fale o que está buscando, demonstra que você sabe de fato! • Inspeção dinâmica. Solicita-se à paciente que eleve os braços acima da cabeça ou que pressione as asas dos ossos ilíacos, colocando as mãos na cintura e fazendo compressão. • Palpação dos linfonodos axilares, supra e infraclaviculares: A mão direita examina o lado esquerdo da paciente e vice-versa. As fossas supra e infraclaviculares e as axilas são palpadas com as pontas dos dedos Monitor: Heron Crescencio Monitor: Heron Crescencio Palpação mamária: • Duas técnicas: a de Velpeaux, em que utiliza-se a região palmar dos dedos, e a de Bloodgood, em que são utilizadas as falanges distais. • Realiza-se a palpação das mamas com a paciente em decúbito dorsal com as mãos apoiadas atrás da cabeça e os braços bem abertos. • A palpação deve ser feita delicadamente, partindo-se da região periférica até a subareolar e estendendo-se até as regiões paraesternais, infraclaviculares e axilares. • Em um primeiro momento, a palpação deve ser executada com leve pressão, a fim de permitir a detecção de nódulos superficiais, e, em seguida, com mais vigor, procurando nódulos profundos • Expressão papilar. Terminada a palpação, faz- se uma delicada pressão no nível da aréola e da papila, identificando as características da secreção como coloração, se ocorre por ducto único ou múltiplo, se é espontânea ou provocada Monitor: Heron Crescencio Sinais meníngeos: foi passado? • Se sim é assunto quente para o OSCE; • Rigidez da nuca. Estando o paciente em decúbito, o examinador coloca uma das mãos na região occipital e, suavemente, tenta fletir a cabeça do paciente. Se o movimento for fácil e amplo, não há rigidez nucal, ou seja, a nuca é livre. Caso contrário, fala-se em resistência, defesa ou simplesmente rigidez da nuca. • Prova de Brudzinski: Com o paciente em decúbito e membros estendidos, o examinador repousa uma das mãos sobre o tórax do paciente e, com a outra colocada na região occipital, executa uma flexão forçada da cabeça • Prova de Kernig: Consiste na extensão da perna, estando a coxa fletida em ângulo reto sobre a bacia e a perna sobre a coxa. Considera-se a prova positiva quando o paciente sente dor ao longo do trajeto do nervo ciático e tenta impedir o movimento. Monitor: Heron Crescencio Dicas para o 3º semestre: • Estudem como faz uma boa anamnese nas férias, as aulas no hospital serão isso. • Revisitem nas férias todos os exames que você aprendeu até agora • Cardíaco, pulmonar, abdome, linfonodos, tireoide...... Monitor: Heron Crescencio . Não priorize o SOI em detrimento de HAM . O robbins será seu novo guyton