Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Nutrição Materno-Infantil
Responsável pelo Conteúdo:
Prof.ª Me. Fernanda Trigo Costa
Revisão Textual:
Prof.ª Me. Sandra Regina Fonseca Moreira
Aspectos Fisiológicos da Gestação
Aspectos Fisiológicos da Gestação
 
 
• Conhecer as características epidemiológicas, sociais e fisiológicas da gestação, bem como os fato- 
res de risco para compreensão da determinação das necessidades e intervenções nutricionais.
OBJETIVO DE APRENDIZADO 
• Conceitos de Nutrição Materno-Infantil;
• Histórico de Saúde Materna e da Criança até Dois Anos;
• Conceituação e Rotina do Pré-Natal;
• Fisiologia da Gestação;
• Fatores de Risco;
• Suplementação de Nutrientes.
UNIDADE Aspectos Fisiológicos da Gestação
Conceitos de Nutrição Materno-Infantil
Nutrição Materno-Infantil é uma das áreas mais importantes da Nutrição e da 
atenção básica à saúde de uma maneira geral. Embora muito técnica e específica, se 
pudéssemos parafrasear a expressão popular “De médico e de louco todo mundo tem 
um pouco”, no contexto dessa área da nutrição – estendida a outras áreas da nutrição 
também –, poderia ser “De nutricionista e de palpiteiro todo mundo tem um pouco”. 
Basta uma mulher comentar que está tentando engravidar que já começam os con-
selhos, dicas e relatos de experiências bem sucedidas ou não, seja antes, durante ou 
após a gestação. Entre tantas recomendações de senso comum, inclusive por terem 
sido vivenciadas e, muitas vezes, constatadas empiricamente pelas pessoas, fica difícil 
desmistificar algumas crenças, costumes e hábitos consolidados. 
A nutrição materno-infantil consegue dar assistência a três períodos diferentes 
da vida da mulher, desde o momento em que está planejando a gravidez, durante a 
gestação e após o parto, cuidando da mãe e do bebê.
Embora seja algo natural, tornar-se mãe é um momento intenso, novo e repleto 
de dúvidas. Ter profissionais para auxiliar adequadamente nessa fase é essencial, 
acolhedor e pode ser decisivo para a saúde da criança até a vida adulta. Em relação à 
alimentação até os dois anos de idade, atualmente contamos com um material muito 
rico e que deve ser utilizado para orientações alimentares, que é o Guia Alimentar 
para crianças brasileiras menores de 2 anos (BRASIL, 2019). 
Acesse o “Guia Alimentar para crianças brasileiras menores de 2 anos” e acompanhe 
esse material durante as unidades desta disciplina, disponível em: https://bit.ly/2Nwurxb
Porém, antes de adentrarmos nas necessidades nutricionais da gestante e bebê, é 
importante que haja um aprofundamento nas questões epidemiológicas e fisiológicas 
da gestação, o que será trabalhado nesta unidade. 
Assim, as principais questões são: quais são as mudanças no corpo feminino 
durante a gestação? Como o feto se desenvolve? O que isso impacta na saúde da 
gestante e do feto? Há riscos nutricionais durante a gestação?
Histórico de Saúde Materna 
e da Criança até Dois Anos
No Brasil, a razão de mortalidade materna é de cerca de 50 a 58 mulheres em 
cada 100 mil nascidos vivos. Esse valor é três vezes maior do que o recomendado 
pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 20 mulheres (TSUNECHIRO 
et al., 2018; CUNHA et al., 2019).
8
9
Estudos observacionais têm demonstrado que o número insuficiente de con-
sultas pré-natal é fator de risco para mortalidade tanto fetal como neonatal e que a 
falta de intervenções no momento apropriado da gravidez pode ocasionar o nasci-
mento prematuro. 
O Programa de Humanização no Pré-natal e Nascimento (PHPN), criado desde 
os anos 2000, tem como objetivo estipular um protocolo mínimo de ações a serem 
desenvolvidas durante o período da gestação, que oriente um fluxo de atendimento 
próprio e contribua para a redução da morbimortalidade materna e fetal. Porém, 
muitos estudos têm demonstrado que esse conteúdo mínimo não está sendo reali-
zado satisfatoriamente para a grande maioria das gestantes, em diversos lugares do 
Brasil, o que tem se refletido nos indicadores, já que a taxa de mortalidade neonatal 
tem diminuído pouco e a mortalidade materna tem se mantido estável desde 1996 
(MARTINELLI et al., 2014).
Leia “Humanização do parto Humanização no Pré-natal e nascimento”.
Disponível em: https://bit.ly/3eraaon
Dados do IBGE (2019) demonstram que a taxa de mortalidade infantil no Brasil 
(número de mortes antes de completar um ano de idade) foi de 12,4/mil nascidos 
vivos em 2018, abaixo da taxa de 12,8 do ano anterior. Já a taxa de mortalidade na 
infância (probabilidade de um recém-nascido não completar os cinco anos de idade), 
em 2017 era de 14,9 crianças/mil nascidas vivas, em 2018 a taxa foi de 14,4 por mil.
Embora seja possível observar melhoras nos indicadores, fica claro que a gestante 
e a criança necessitam de assistência qualificada, onde se insere o acompanhamento 
pré-natal, potencializando o nascimento de uma criança saudável, a garantia do bem-
-estar materno e neonatal (PEIXOTO et al., 2001) e a continuidade dessa assistência 
através dos exames durante o puerpério e, também, da cobertura de vacinação e 
atendimento pediátrico.
O puerpério é conhecido como o período do resguardo, fase pós-parto em que a mulher 
vivencia modificações físicas e psíquicas, repleto de grande significação cultural. Dura cerca 
de quarenta dias e é considerado o tempo necessário para que órgãos reprodutores voltem 
à condição antes da gestação (BAIAO; DESLANDES, 2006).
Conceituação e Rotina do Pré-Natal
A inadequação das ações do pré-natal está associada a efeitos negativos como 
prematuridade e baixo peso ao nascer, além do aumento do risco de morte fetal e 
materna, internações em unidades de terapia intensiva, depressão e ansiedade no 
pós-parto, e gestações sucessivas em curto espaço de tempo (CUNHA et al., 2014).
9
UNIDADE Aspectos Fisiológicos da Gestação
A atenção ao pré-natal compreende ações de educação em saúde, identificação de 
riscos, prevenção e tratamento de complicações e agravos demandando planejamento 
e estruturação para garantir acesso e continuidade do cuidado com efetiva integralidade 
da assistência, visando promover saúde da mãe e da criança (BRASIL, 2018).
Em relação ao adequado acompanhamento pré-natal e assistência à gestante e à 
puérpera, deverão ser realizadas as seguintes atividades (BRASIL, 2002):
• Realizar a primeira consulta de pré-natal até o quarto mês de gestação;
• Garantir a realização de, no mínimo, seis consultas de acompanhamento pré-
-natal, sendo, preferencialmente, uma no primeiro trimestre, duas no segundo 
trimestre e três no terceiro trimestre da gestação;
• Realização de uma consulta no puerpério, até quarenta e dois dias após o nascimento; 
• Realização de exames laboratoriais: ABO-Rh, VDRL, Urina, Glicemia de jejum, 
HB/Ht, Testagem anti-HIV;
• Aplicação de vacina antitetânica dose imunizante;
• Realização de atividades educativas; 
• Classificação de risco gestacional (na primeira consulta e nas consultas subsequentes);
• Garantir às gestantes classificadas como de risco, atendimento ou acesso à uni-
dade de referência para atendimento ambulatorial e/ou hospitalar à gestação de 
alto risco.
O Ministério da Saúde tem um canal no YouTube, onde veicula uma série chamada “Gerando 
uma vida”. São dez episódios contando a evolução, sintomas e sentimentos de um casal que 
espera um bebê. Disponível em: https://bit.ly/311zH3L
Fisiologia da Gestação
No decorrer da gestação, as alterações fisiológicas que interferem no sistema or-
gânico da mãe, bem como nas vias metabólicas, são decorrentes de adaptações 
necessárias para a formação do feto. Isso explica por que os parâmetros dos exames 
laboratoriais bioquímicos das gestantes têm diferenças em relação à mulher não grá-
vida. Os níveis elevados de estrogênio e progesterona, somados ao aumento de 50% 
no volume do plasma e 20% na hemoglobina, são os fatores fisiológicos que mais 
interferem nessas alterações.
O hormônio gonadotrofina coriônica humana (hCG) tem papel fundamental no 
início da gestação. Ele é o responsável por produzir progesteronae estrogênio sufi- 
cientes para o desenvolvimento do feto, pois a placenta não consegue desenvolver 
essa função. Entretanto, por volta da sétima semana de desenvolvimento, a placenta 
assume a produção de progesterona e o pico de produção deste hormônio pela 
10
11
placenta ocorre aos três meses de desenvolvimento, e depois diminui. Além disso, o 
HCG também estimula a produção de testosterona pelo testículo em desenvolvimento
em fetos masculinos (SILVERTHORN, 2017).
O período gestacional é constituído por 40 semanas, agrupadas em três trimes-
tres, sendo que cada um deles tem características diferentes em seus aspectos fisio-
lógicos, metabólicos e nutricionais. 
No primeiro trimestre, podemos observar diversas modificações biológicas por 
conta da intensa divisão celular. Nessa fase, a saúde do embrião depende totalmente 
da saúde e da condição pré-gestacional materna, não apenas às reservas energé-
ticas, mas também de micronutrientes. Um inadequado aporte energético da gestante
pode levar a uma competição entre a mãe e o feto, limitando a disponibilidade dos 
nutrientes necessários ao adequado crescimento fetal (FREITAS et al., 2010).
É importante ressaltar que o desenvolvimento fetal passa por três períodos desde o 
momento da concepção até a formação do feto propriamente dito. O primeiro período 
de desenvolvimento fetal (pré-embrionário) inicia-se na fertilização e tem a duração de 
três semanas. Nesse período ocorre a implantação do ovo, a divisão das células e o 
início do processo da diferenciação, desenvolvendo a placenta e o embrião. 
O segundo período (embrionário) começa na quarta semana, quando o embrião 
toma formas cilíndricas, aumentando de tamanho nas próximas quatro semanas. 
Nesse período continua o processo da diferenciação e organização celular, sendo 
que cada camada celular é responsável pela formação dos tecidos e órgãos específi-
cos do embrião. 
Já no terceiro período (fetal), que tem início na oitava semana e se estende até a 
40ª semana, é quando os órgãos fetais começam a funcionar e a atender às necessi-
dades do feto. Nessa fase, a placenta continua em desenvolvimento e é responsável 
por nutrir o feto até o seu nascimento (SANTOS, 2012).
Durante o segundo e terceiro trimestres da gestação, o meio externo vai exercer
maior influência na condição de crescimento e desenvolvimento do feto, sendo esse-
nciais que a ingestão de energia e nutrientes, fatores emocionais e o estilo de vida 
sejam adequados para que o feto e a evolução da gestação aconteçam dentro 
da normalidade.
A Tabela 1 traz informações sobre diferenciação celular conforme o período gesta-
cional. É possível verificar que a velocidade de aumento de peso do feto é muito dife-
rente entre os trimestres, sendo que até a 28ª semana, o feto ganha cerca de 1kg e 
cerca de mais 0,5kg até a 30ª semana. Nas 10 semanas seguintes, o feto chegará aos 
3kg, ou seja, o do dobro de peso em relação ao que tinha na 30ª semana.
Tabela 1 – Diferenciação celular de acordo com o período gestacional
Idade Gestacional Tipo de crescimento Velocidade Peso médio do feto
1º Trimestre
(12 semanas)
Hiperplasia (aumento na 
quantidade de células) Lenta
12ª semana 
Aproximadamente 300g
11
UNIDADE Aspectos Fisiológicos da Gestação
Idade Gestacional Tipo de crescimento Velocidade Peso médio do feto
2º Trimestre
(13 a 27 semanas)
Hiperplasia e hipertrofia (aumento na quan-
tidade e no tamanho das células) Acelerada
27ª semana 
Aproximadamente 1000g
3º Trimestre
(mais de 28 semanas) Hipertrofia (aumento no tamanho das células) Máxima
38ª semana 
Aproximadamente 3000g
Fonte: Adaptado de VITOLO, 2015
Para uma melhor compreensão de como acontece o desenvolvimento fetal, também 
é possível visualizar, através da Figura 1, as diferenças no tamanho do feto dentro do 
útero nos três trimestres.
Figura 1 – Etapas de crescimento fetal
Fonte: Getty Images
No processo de adaptação do organismo materno para as necessidades de cada 
trimestre, há um grande impacto sobre os níveis de lipídeos, colesterol, vitamina E, 
caroteno e fatores de coagulação sanguínea. O aumento do plasma alcança o pico 
de 50% entre a 30ª e 34ª semana e a quantidade de células vermelhas aumenta 18% 
sem suplementação de ferro e chega a um aumento de 30% com suplementação. 
Considerando o aumento plasmático, ocorre uma diluição dos componentes sanguí-
neos (20% na hemoglobina e 15% no hematócrito), mesmo havendo um aumento das 
células vermelhas. No entanto, em pacientes não anêmicas, o VCM (volume corpus-
cular médio) e o HCM (hemoglobina corpuscular média) permanecem inalterados.
12
13
Importante!
 O VCM, medido pelo hemograma, representa o tamanho médio da hemácia. Já o HCM 
representa a quantidade de hemoglobina na hemácia.
Se há um aumento no plasma da gestante, provocando uma diluição dos componentes san-
guíneos, porque o VCM e o HCM permanecem inalterados em pacientes não anêmicas? 
Em relação ao débito cardíaco, há um aumento de até 50% desde o início da 
gestação, decorrente do plasma aumentado e da ação dos hormônios. À medida que 
a gestação avança, o fluxo sanguíneo aumenta no útero, rins e pele. Na metade da 
gestação, a pressão arterial pode diminuir por conta do aumento da vasodilatação peri-
férica. Essas mudanças cardíacas também ocorrem em função da intensa circulação 
placentária, que chega a 625mL de sangue por minuto nas fases finais da gestação. 
A placenta é um órgão complexo metabolicamente, caracterizado por uma estru-
tura esponjosa, oval, de diâmetro entre 15 e 17cm e que chega a 500g na gestação 
a termo (aumenta proporcionalmente conforme o período gestacional). A placenta 
é responsável em produzir hormônios necessários para a manutenção, regulação e 
o desenvolvimento de todo o complexo gestacional, materno e fetal (HGC, estróge-
no, progesterona e lactogênio placentário). O transporte de oxigênio e nutrientes 
da mãe para o feto é feito pela placenta com o objetivo de garantir a demanda 
necessária, bem como eliminar os produtos originários do metabolismo fetal. 
Níveis alterados de citocinas e hormônios durante a gestação podem interferir no 
transporte placentário e, consequentemente, afetar o crescimento fetal, retardando
ou acelerando o processo.
O metabolismo passa por diversos ajustes em relação aos nutrientes para ga-
rantir que o feto receba todos os suprimentos necessários (Tabela 2). Além disso, o 
metabolismo basal no final da gestação está 15 a 20% maior (decorrente do aumento 
de peso, maior demanda de oxigênio e maior produção hormonal). 
Tabela 2 – Distribuição das calorias e % de nutrientes para atender às necessidades fetais
Nutriente % calórico
Glicose 50 a 70% das calorias
Aminoácidos 20% das calorias
Lipídeos 20% das calorias
Fonte: Adaptado de VITOLO, 2015
Quando os níveis glicêmicos maternos caem, a principal fonte energética passam 
a ser os lipídeos, o que explica o maior acúmulo de triglicerídeos no último trimestre 
da gestação, principalmente na região das coxas e subescapular, para reserva ime-
diata em períodos de jejum. As gestantes têm resposta normal de insulina no início 
13
UNIDADE Aspectos Fisiológicos da Gestação
da gestação, mas à medida que a o período gestacional avança, é necessário ter mais 
insulina para o transporte da mesma quantidade de glicose. 
O aumento da glicose necessária para o feto sobrecarrega o sistema, de forma 
a deixar a insulina menos eficiente no final da gestação. Os níveis glicêmicos de je-
jum tendem as ser menos elevados, mas os níveis pós-prandiais tendem a ser mais 
elevados, principalmente naquelas gestantes em que não há aumento adequado da 
produção de insulina.
Por que a maioria das mulheres que apresentam diabetes gestacional tem seus níveis de 
glicemia normalizados cerca de 6 a 8 semanas após o parto?
O hormônio progesterona age durante a gestação no relaxamento da muscula-
tura lisa do útero, mas acaba interferindo em outros órgão também, como no intes-
tino, diminuindo a motilidade. Embora seja uma das causasde queixas de consti- 
pação intestinal, esse processo permite uma melhor absorção dos nutrientes. 
Esse hormônio também favorece a deposição de gordura e aumenta a excreção de 
sódio. Já o estrógeno, aumenta a elasticidade da parede uterina e do canal cervical, 
decorrente da alteração no tecido conjuntivo, tornando-o mais hidroscópico. Também 
atua na redução de proteínas séricas e afeta a função tireoidiana. Junto com a pro-
gesterona, interfere no metabolismo de ácido fólico e participa da mamogênese. 
Ambos aumentam a sensibilidade (progesterona) e vascularização (estrogênio) dos 
centros respiratórios, promovendo hiperventilação para suprir as necessidades 
aumentadas de oxigênio. Ao final da gestação, a respiração torácica substitui a abdo- 
minal, com menor movimento do diafragma devido ao aumento do útero, sendo 
necessário que o diafragma se movimente mais vezes com menor profundidade, 
caracterizando a respiração ofegante da gestante.
A função renal também sofre alterações, com aumento de cerca de 70% do fluxo 
plasmático e de 50% na filtração glomerular. Com esse aumento, a concentração 
de creatinina e e ureia diminuem no sangue. Ainda há um aumento da reabsorção 
de cálcio e uma eliminação mais eficiente de creatinina, ureia e ácido úrico, produtos 
decorrentes do metabolismo proteico materno e fetal.
Considerando o aumento plasmático e a consequente diluição dos compostos sanguíneos, 
associados às adaptações fisiológicas da gestação, como podemos explicar a eliminação 
mais eficiente de creatinina, ureia e ácido úrico? 
No que diz respeito às modificações gastrointestinais, há uma diminuição do 
tônus e motilidade do estômago, redução na produção de ácido clorídrico (HCl) e 
esvaziamento gastrico mais lento, o que explica sintomas como azia e indigestão, e, 
já citado anteriormente, menor motilidade intestinal.
14
15
As alterações hormonais, especialmente no primeiro trimestre, iterferem no 
paladar e olfato, sendo a maior capacidade olfativa a responsável pelas náuseas e 
vômitos, muito comuns nessa fase. Também há algumas evidências de que essas 
alterações levam a gestante a consumir eletrólitos em quantidade adequada para o 
incremento do volume plasmático, do mesmo modo que faz com que haja aversão 
ao gosto amargo, protegendo o feto de intoxicações.
Um outro hormônio importante é o hormônio lactogê nio placentário (hPL), 
que tem ação antagônica à insulina e ação semelhante ao hormônio do crescimento, 
auxiliando a deposição de proteínas nos tecidos e com intensa função anabólica e de 
lipólise (quebra de lipídeos). Há estudos que descrevam uma ação de auxílio no pro-
cesso de início na produção de leite e no desenvolvimento das glândulas mamárias 
(VITOLO, 2015).
Fatores de Risco
A evolução normal da gestação pode sofrer interferências de diversas condições, 
sejam epidemiológicas ou patológicas, de forma que quanto mais fatores inadequados 
existirem, pior será o prognóstico. Essas condições adversas, ou fatores de risco, estão 
relacionadas à idade, paridade, peso, tabagismo, consumo de álcool ou complicações, 
como: anemia, obesidade, hipertensão arterial, diabetes, entre outras situações.
• Obesidade: A obesidade na gestação é atualmente um importante desafio no cui-
dado materno-infantil, principalmente por sua prevalência estar aumentando de 
forma considerável no Brasil e em outros países. O impacto negativo da obesidade
na gestação começa antes da concepção, uma vez que pode estar associada a 
uma redução da fertilidade. Além disso, em mulheres obesas há risco aumentado
de abortamento espontâneo e de repetição, risco elevado de gestações compli-
cadas por defeitos do tubo neural, hidrocefalia, problemas cardiovasculares e de 
má formação. Neste quadro há risco aumentado de doença cardíaca, doenças 
hepáticas, diabetes melito gestacional, pré-eclâmpsia e aumento de 40% na inci-
dência de morte fetal no nascimento. Outro fator preocupante é que a obesidade 
na gravidez está associada com o término precoce do aleitamento, a anemia 
pós-parto e a depressão (MONTENEGRO, 2016). Em relação à paridade, há 
estudos que demonstram que as multíparas, ou seja, que tiveram mais de um 
parto, têm maiores chances de maior ganho de peso e aumento da adiposidade 
(VÍTOLO, 2015).
A pré-eclâmpsia é caracterizada por pressão arterial elevada, proteína na urina, inchaços 
de pernas e retenção de líquidos. Normalmente começa após 20 semanas de gestação, em 
mulheres com pressão arterial normal. Pode acarretar complicações graves, até mesmo fatais,
para a mãe e o bebê (CASTELLI; FERNANDEZ, 2019).
15
UNIDADE Aspectos Fisiológicos da Gestação
• Hipertensão: Grandes taxas de incidência, no Brasil e no mundo, de hipertensão 
arterial sistêmica (HAS) em gestantes estão constatadas. A HAS manifesta-se em 
gestantes de todas as idades e é a maior causa de morte materna. Mas, por que 
tamanha preocupação? Há um controle rigoroso da pressão arterial durante a 
gestação, pois as complicações da hipertensão são principalmente abortamento, 
parto prematuro, restrição do crescimento fetal, descolamento da placenta, sofri- 
mento fetal e afecções em órgãos vitais após o nascimento. A situação mais grave, 
como já mencionado nesta unidade, é quando a doença evolui para pré-eclâmp-
sia, eclâmpsia (seguimento ou agravo da pré-eclâmpsia), elevação de enzimas he-
páticas e baixa contagem de plaquetas, comprometendo diversas funções vitais 
(SOUZA et al., 2020);
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição clínica caracterizada por níveis persis- 
tentes de pressão arterial sistólica (≥140mmHg) e diastólica (≥90mmHg), confirmadas em 
duas aferições no membro superior direito com o paciente em repouso sentado, em inter-
valos de 4 a 6 horas, por um período mínimo de 2 semanas.
• Diabetes: O diabetes gestacional é definido como qualquer grau de redução da 
tolerância à glicose, cujo início ou detecção ocorre durante a gravidez. No Brasil, 
em torno de 7% das gestações são complicadas pela hiperglicemia gestacional. 
O risco de desfechos adversos maternos, fetais e neonatais aumenta de forma 
contínua com a elevação da glicemia materna. As complicações mais frequen-
temente associadas ao diabetes gestacional são a pré-eclâmpsia e a necessidade 
de cesariana (para a mãe) e a prematuridade, a macrossomia, a distorcia de 
ombro, a hipoglicemia e a morte perinatal (para o bebê) (WEINERT et al., 2011);
• Gestação na Adolescência: considerando que a adolescência engloba jovens 
de 10 a 19 anos de idade, e que esse período é marcado por intensas mudanças 
sociais, psicológicas e biológicas que trazem vulnerabilidade a esse grupo, a 
gestação na adolescência pode ser um período crítico e de prejuízos para as 
adolescentes e seus filhos. A consequência que mais ocorre nos partos de mães 
adolescentes é o nascimento de um bebê com baixo peso, o que requer super-
visão médica especial. Mas, também, a prematuridade, anemia e complicações 
no parto (por desproporção anatômica entre mãe e bebê) são pontos a serem 
observados. Outra questão está relacionada à morbimortalidade materno-infantil 
associada à gravidez da adolescente, o que mais se relacionada às desigualdades 
sociais e à pobreza, ou seja, a um ambiente desfavorável do que à idade da ges-
tante. Fatores como desnutrição, tabagismo, escolaridade e instabilidade emo-
cional são os que realmente determinam as principais complicações na adoles-
cência (VALLE; MELCHIORI, 2010; VÍTOLO, 2015);
• Tabagismo e consumo de álcool: Existe uma forte evidência de que o tabagismo 
materno está associado a um aumento do risco de complicações na gravidez, 
incluindo baixo peso ao nascimento, aborto espontâneo,  morte perinatal  e 
parto pré-termo (MOUTINHO; ALEXANDRA, 2013). O tabagismo promove 
constrição de vasos sanguíneos, o que reduz o fluxo sanguíneo na placenta 
16
17
e gera prejuízo no transporte de nutrientes (VÍTOLO, 2015). O consumo de 
bebidas alcoólicas durante a gestação promove várias repercussões diretas para 
o feto, sendoa mais conhecida e mais grave delas a síndrome alcoólica fetal, que 
se caracteriza por danos ao sistema nervoso central, que provocam anomalias 
neurológicas, craniofaciais, deficiência no crescimento pré e pós-natal, disfun-
ções comportamentais e malformações associadas. Para a mãe, a exposição ao 
álcool também traz agravos à saúde, como doenças cardiovasculares, câncer, 
depressão e distúrbios neurológicos. Também está associada ao ganho de peso 
gestacional insuficiente, menor número de consultas no pré-natal e aumento do 
risco de utilização de outras drogas (FREIRE; PADILHA; SAUNDERS, 2013);
• Idade materna acima de 35 anos: A gestação em idade avançada é um fator 
de risco para infertilidade, baixo peso ao nascer, anomalias fetais, natimortos e 
complicações obstétricas. Embora esse consenso seja baseado em observações 
realizadas há séculos, atualmente as mulheres cada vez mais vêm postergando 
as gestações por conta da carreira, estudos e outras conquistas pessoais. Ges-
tantes acima de 35 anos apresentam maiores chances de desenvolver doenças 
crônicas, especialmente obesidade, hipertensão e diabetes melito. A mortalidade
materna aumenta consideravelmente após os 35 anos e drasticamente após os 
40. As mortes estão mais associadas às doenças cardiovasculares, problemas 
placentários e complicações durante o parto (SAUER, 2015).
Importante!
As evidências relacionadas aos riscos da gestação em idade avançada não demonstram 
uma impossibilidade de que a gestação ocorra dentro da normalidade, porém, é impor-
tante uma atenção especial de todos os profissionais envolvidos para que os riscos sejam 
controlados e as complicações evitadas.
Suplementação de Nutrientes
A alimentação da mãe durante a gestação é um dos principais determinantes 
externos da saúde materno-fetal. As necessidades energéticas, bem como de micro-
nutrientes, estão aumentadas e uma alimentação deficiente está relacionada à pré-
-eclâmpsia, partos prematuros e crescimento uterino prejudicado, baixo peso ao 
nascer e malformações congênitas (VÍTOLO, 2015).
Embora comumente haja a indicação de polivitamínicos para gestantes, bem como 
outros medicamentos para a suplementação de nutrientes, a dieta é sempre a base 
de uma alimentação adequada, e os suplementos não substituem os alimentos. 
O uso do suplemento de forma consciente e segura vai tentar reduzir ao máximo 
qualquer alteração decorrente de alguma deficiência, mas não é garantia de que vai 
funcionar, pois temos que analisar caso a caso e identificar quais são as necessidades 
de suplementação diante do estilo de vida e características da gestante. 
17
UNIDADE Aspectos Fisiológicos da Gestação
A partir de agora, vamos tratar de alguns micronutrientes muito importantes du-
rante a gestação e que precisam ser analisados com cautela, através de exames bio-
químicos e sinais clínicos (GARCÍA; ORTEGA; LOMBÁN, 2013).
• Ferro: estima-se que mais de 40% das mulheres grávidas sofram de anemia 
ferropriva, sendo este um microelemento comumente suplementado. A defi-
ciência de ferro durante a gestação está relacionada à prematuridade, baixo 
peso ao nascer, enfermidades infecciosas e aumento da mortalidade perinatal. 
A suplementação deve ser realizada com cautela, pois há efeitos negativos rela-
cionados ao excesso de ferro, como a hiper viscosidade sanguínea e diminuição 
da perfusão placentária, podendo levar a alterações neurológicas e esqueléticas 
fetais e pré-eclâmpsia. Exames relacionados não somente à hemoglobina sérica, 
mas principalmente à quantidade de ferritina sérica devem ser realizados e ana-
lisados previamente, fundamentando a necessidade ou não de suplementação;
• Folato (B9): participa da síntese de ácidos nucleicos, metilação de lipídeos, pro-
teínas, produção de metionina, entre outras reações metabólicas. Sua defici-
ência está relacionada com defeitos no tubo neural, lábio leporino, cardiopatia 
congênita, abortos espontâneos, descolamento de placenta e pré-eclâmpsia. 
A suplementação deste micronutriente é essencial e realizada até mesmo antes 
da fecundação, quando a paciente está tentando engravidar. Além do folato, é 
necessário que haja quantidades suficientes de vitaminas B12 e B6 para que as 
reações metabólicas aconteçam adequadamente;
• Vitamina D: a deficiência de vitamina D está relacionada com raquitismo, pré-
-eclâmpsia, diabetes gestacional e parto prematuro. Atualmente, sua deficiência 
é muito comum entre as mulheres, inclusive gestantes, o que tem tornado a su-
plementação muito comum e a atenção a este nutriente essencial. Porém, con-
siderando que a vitamina D pode ser tóxica, é imprescindível que seja realizada 
a dosagem sanguínea deste micronutriente para que a suplementação seja indi-
vidualizada e conforme a exposição solar e consumo alimentar. Na suplementa-
ção, a vitamina D deve ser consumida diariamente, acompanhada de alimentos 
gordurosos. Níveis adequados auxiliam na manutenção do sistema imunológico 
e desenvolvimento ósseo do feto. A dose diária varia conforme cada organismo, 
de acordo com a dosagem no sangue;
• Cálcio: as necessidades de cálcio estão aumentadas durante a gestação e sua 
deficiência pode estar associada à prematuridade, baixo peso ao nascer, mine-
ralização óssea deficiente e pré-eclâmpsia. Considerando que a absorção está 
aumentada em 40% por conta das alterações fisiológicas, recomenda-se a su-
plementação apenas para gestantes que não consomem quantidades adequadas 
deste mineral, provenientes da alimentação.
Por que a suplementação de vitamina D é essencial e a de cálcio depende do consu- 
mo alimentar?
18
19
• Iodo: indispensável na síntese dos hormônios da tireoide, necessários para o 
desenvolvimento cerebral e mental adequado, assim como a maturação óssea, 
pulmonar e cardíaca durante a gestação e fase neonatal. O feto depende dos 
hormônios maternos e a mãe tem sua necessidade aumentada, principalmen-
te nas primeiras 10 a 12 semanas de gestação. Embora com as necessidades 
aumentadas, a suplementação de origem alimentar é pouco praticada. O mais 
comum é a prática da reposição hormonal, caso a gestante apresente alguma 
patologia relacionada à glândula tireoide e à produção hormonal;
• Vitamina A: a deficiência desta vitamina está relacionada com problemas de 
formação ocular e funcionamento orgânico da visão, parto prematuro e des-
colamento de placenta. A suplementação não pode ser indiscriminada, pois 
o excesso de retinol está relacionado a efeitos teratogênicos, interferindo do 
desenvolvimento do sistema nervoso central e anomalias cardiovasculares. A suple-
mentação deve ser realizada após a dosagem sérica, para ter efeito assertivo e 
não prejudicial. No caso de a gestante manter o consumo de vísceras frequente 
(ex. cerca de 150g de fígado ou outras vísceras por semana), não há necessidade 
de realizar suplementação;
• Ômega-3: os ácidos graxos do tipo ômega-3, o DHA (docosahexaenoico) em 
particular, e o EPA (ácido eicosapentaenoico) são importantes para a saúde 
materna. Esses dois ácidos graxos são essenciais, com funções diferentes: o 
EPA auxilia na função cardíaca, no funcionamento do sistema imunológico e 
na resposta inflamatória. O DHA atua nas funções do cérebro, olhos e sistema 
nervoso central, e isso explica sua importância durante a gestação e lactação. 
Mães com adequada ingestão de DHA dão luz a bebês com maiores níveis de 
DHA sanguíneos e com melhor função visual, além de estudos recentes indica-
rem efeitos protetores relacionados a doenças crônicas (BELUSKA-TURKAN 
et al., 2019).
Leia “Recomendações da OMS sobre cuidados pré-natais para uma experiência positiva 
na gravidez”. Disponível em: https://bit.ly/314UC5L
Nesta Unidade, vimos como os cuidados com a saúde, incluindo os aspectos 
nutricionais, são importantes durante a gestação, e como um acompanhamento pré-
-natal adequado auxilia na evolução normal e sadia das 40 semanas gestacionais. 
Também estudamos as alterações fisiológicas neste período e os fatores de risco 
que podem prejudicaro desenvolvimento fetal e colocar a vida materna em perigo. 
Por isso, é de extrema importância um olhar individualizado para que as recomen-
dações e intervenções possam ser assertivas e contribuam para saúde da mamãe e 
do bebê. 
19
UNIDADE Aspectos Fisiológicos da Gestação
Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
 Vídeos
Viva Mais SUS – Saúde da Mulher: Gestantes
https://youtu.be/A_l22sEickw
 Filmes
O Começo da Vida
https://youtu.be/lxw7pV3I2SU
 Leitura
Humanização do parto: Humanização no Pré-natal e nascimento
https://bit.ly/3eraaon
Gravidez: o que é, sintomas, complicações, tipos e prevenção
https://bit.ly/312PTSg
20
21
Referências
BAIAO, M. R.; DESLANDES, S. F. Alimentação na gestação e puerpério. Rev. 
Nutr., Campinas, v. 19, n. 2, p. 245-253, 2006. Disponível em: <http://www.scielo.
br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-52732006000200011&lng=en&nrm=
iso>. Acesso em: 26/01/2020.
BELUSKA-TURKAN, K., et al. Nutritional Gaps and Supplementation in the First 
1000 Days. Nutrients, 2019, 11, 2891.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de 
Ações Programáticas Estratégicas. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde 
da Criança: orientações para implementação / Ministério da Saúde. Secretaria de 
Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. – Brasília: 
Ministério da Saúde, 2018.
CASTELLI, J.; FERNANDEZ, A. Preeclampsia como desencadenante de crisis 
tirotóxica: reporte de caso. Rev. Urug. Cardiol. 2019, vol. 34, n. 2, p. 215-226. 
Epub 01-Ago-2019. 
CUNHA, A. J. L. A.; LEITE, A. J. M.; ALMEIDA, I. S. Atuação do pediatra nos 
primeiros mil dias da criança: a busca pela nutrição e desenvolvimento saudáveis. 
J. Pediatr. (Rio J.), Porto Alegre, v. 91, n. 6, supl. 1, p. S44-S51, Dec.  2015.   
Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-
-75572015000800006&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 26/01/2020.
CUNHA, A. C.; LACERDA, J. T.; ALCAUZA, M. T. R.; NATAL, Sônia. Avaliação da 
atenção ao pré-natal na Atenção Básica no Brasil. Rev. Bras. Saúde Mater. Infant., 
Recife, 19 (2): 459-470 abr./jun., 2019. Disponível em: <https://orcid.org/0000-
0001-6155-4785>.
FREIRE, K.; PADILHA, P. C.; SAUNDERS, C. Fatores associados ao uso de álcool e 
cigarro na gestação. Rev. Bras. Ginecol. Obstet., Rio de Janeiro, v. 31, n. 7, p. 335
-341, July 2009. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext
&pid=S0100-72032009000700003&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 31/01/2020.
FREITAS, E. S.; DAL BOSCO, S. M.; SIPPE, C. et al. Recomendações Nutricionais 
na Gestação. Revista Destaques Acadêmicos, Ano 2, n. 3, 2010 – CCBS/Univates.
GARCÍA, R. M. M.; ORTEGA, A. I. J.; LOMBÁN, B. N. Suplementos en gestación: 
últimas recomendaciones. Supplements in pregnancy: the latest recommendations.
Nutr Hosp 2016; 33 (Supl. 4):3-7.
MARTINELLI, K. G.; SANTOS, N. E. T.; GAMA, S. G. N.; OLIVEIRA, A. E. 
Adequação do processo da assistência pré-natal segundo os critérios do Programa 
de Humanização do Pré-natal e Nascimento e Rede Cegonha. Rev Bras Ginecol 
Obstet. 2014; 36(2):56-64.
MONTENEGRO, C. A. B. R. Obstetrícia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.
21
UNIDADE Aspectos Fisiológicos da Gestação
MOUTINHO, A.; ALEXANDRA, D. Parto pré-termo, tabagismo e outros fatores de 
risco: um estudo caso-controlo. Rev Port Med Geral Fam (online). 2013, vol. 29, 
n. 2, p. 107-112.
PEIXOTO C. R. et al. O Pré-Natal na Atenção Primária: o ponto de partida para 
reorganização da assistência obstétrica antenatal. Rev. enferm. UERJ, Rio de Janeiro, 
2011 abr/jun; 19(2):286-91. 
SANTOS, N. C. M. Assistência de enfermagem materno-infantil. 3. ed. São Paulo: 
Iátria, 2012.
SAUER, M. V. Reproduction at an advanced maternal age and maternal health. 
Fertil Steril. 2015; 103(5):1136-43. Disponível em: <http://www.fertstert.org/article 
/S0015-0282(15)00203-4/fulltext>.
SILVERTHORN, D. U. Fisiologia humana: uma abordagem integrada. Porto 
Alegre: ArtMed, 2017.
SOUSA, M. G. et al. Epidemiology of artherial hypertension in pregnants. Einstein 
(São Paulo), São Paulo, v. 18, eAO4682, 2020. Disponível em: <http://www.scielo.
br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-45082020000100209&lng=en&nrm
=iso>. Acesso em: 29/01/2020.
TSUNECHIRO, M. A. et al., Avaliação da assistência pré-natal conforme o Programa 
de Humanização do Pré-natal e Nascimento. Rev. Bras. Saúde Mater. Infant., Recife, 
18 (4): 781-790 out./dez., 2018.
VALLE, T.G.M.; MELCHIORI, L.E., (orgs). Saúde e desenvolvimento humano 
(online). São Paulo: Editora UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2010. 257 p. 
Disponível em: <http://books.scielo.org>.
VITOLO, M. R. Nutrição: da gestação ao envelhecimento. 2. ed. Rio de Janeiro: 
Rubio, 2015.
WEINERT, L. S. et al. Diabetes gestacional: um algoritmo de tratamento 
multidisciplinar. Arq Bras Endocrinol Metab, São Paulo, v. 55, n. 7, p. 435-445, 
Oct. 2011. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid 
=S0004-27302011000700002&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 29/01/2020.
22

Mais conteúdos dessa disciplina