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Microbiologia e Micologia Clínica introdução micro clínica – 11/08 Bibliografia · Diagnóstico Laboratorial das Principais Doenças Infecciosas e Autoimunes. · Microbiologia (Tortora). foco diagnóstico · A microbiologia clínica fornece o diagnóstico laboratorial dos microrganismos, em especial de GÊNERO e ESPÉCIE das bactérias e fungos. · Sempre em que for feita a coleta da amostra do paciente para pesquisa de alguma patologia, mediante sinais e sintomas clínicos que o indivíduo apresenta, deve ser feito a partir do local de origem em que ocorre tal processo patológico. Ex: Diarreia (fezes), infecção urinária (urina). · A partir de uma amostra coletada, o próximo passo é o ISOLAMENTO de CULTURA BACTERINA ou FÚNGICA por meios diferenciais (maioria se baseia na capacidade metabólica) e/ou seletiva (favorecendo e facilitando o microrganismo de interesse e inibindo os demais). · morfologia Bacteriana: cocos, bacilos e espiraladas (espiroquetas, espirilo e vibrião). · Em boa parte das vezes o diferencial de um microrganismo para o outro se consiste em características MORFOLÓGICAS e METABÓLICAS, para que se possa saber exatamente qual agente é responsável por tal desordem fisiológica. · E.coli são enterobactérias, bacilos Gram negativas e fermentadoras de açúcar (lactose). · Nos laboratórios de microbiologia clínica a técnica mais utilizada para identificação de microrganismos é a COLORAÇÃO DE GRAM. Esta consiste na utilização de corantes específicos para que haja a identificação de bactérias GRAM POSITIVAS e GRAM NEGATIVAS. · Gram Positivas: Coram em ROXO por conta de suas múltiplas camadas de peptídeoglicano. · Gram Negativas: Coram em ROSA por terem uma ou pouquinhas camadas de peptídeoglicano, sendo neste caso mais presente a LPS. · Para identificação de uma E.coli, por exemplo, pode ser usado o corante CRISTAL VIOLETA (primeiro usado na coloração de Gram) no meio de cultura para que haja inibição do peptídeoglicano e consequentemente o crescimento de espécies de bactérias Gram negativas. · As bactérias Gram Negativas são diagnosticadas por meios seletivos e diferenciais. · Microrganismos com a mesma morfologia devem ser diferenciados por seus metabolismos específicos. Pode-se inferir que os principais meios que as BACTÉRIAS possuem para obtenção de energia são: respiração e fermentação. · Após bacterioscopia podem ser realizados testes bioquímicos de cunhos: enzimáticos, proteicos (aminoácidos) e fermentadores (fermentação). · Para se observar a reação toda (exames bioquímicos + meios de cultura) são utilizados os indicadores de pH. · O antibiograma será utilizado para capacidade de suscetibilidade ou resistência. LINKS DE APOIO · https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/infec%C3%A7%C3%B5es/infec%C3%A7%C3%B5es-bacterianas-bact%C3%A9rias-gram-negativas/considera%C3%A7%C3%B5es-gerais-sobre-bact%C3%A9rias-gram-negativas · https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/infec%C3%A7%C3%B5es/infec%C3%A7%C3%B5es-bacterianas-bact%C3%A9rias-gram-positivas/considera%C3%A7%C3%B5es-gerais-sobre-bact%C3%A9rias-gram-positivas?query=cocos%20gram%20positivas · https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/infec%C3%A7%C3%B5es/infec%C3%A7%C3%B5es-bacterianas-considera%C3%A7%C3%B5es-gerais/considera%C3%A7%C3%B5es-gerais-sobre-bact%C3%A9rias?query=bacilos Microbiologia básica – 18/08 ConceitOS BACTERIANOS: MORFOLOGIA · Procarionte. · Nucleóide: material genético; existem alças ligando porções do material genético disperso no citoplasma a MP bacteriana; cromossomo único e circular. · Plasmídeo: fragmento de DNA-extracromossomal e tem replicação independente do cromossomo principal. · Fissão Binária: responsável pela replicação bacteriana, a qual ocorre de maneira exponencial. · Parede celular: utilizada na classificação de bactérias GRAM POSITIVAS e GRAM NEGATIVAS. · Cápsula: Normalmente está acima da parede celular; considerada como estrutura acessória; pode-se dizer que é o glicocálice da MP em seres eucariontes. · Normalmente quando se encontra em estado rígido, condensado e estruturado é nomeada como CÁPSULA. · No entanto, quando as características são opostas esta é denominada como CAMADA LIMOSA. · Impede que a bactéria seja fagocitada e garante resistência a esta. · Acima da cápsula podem ter demais estruturas acessórias, como os flagelos (movimentação) que em muitas das vezes se utilizam testes de motilidade para verificar se a bactéria o possui ou não. Nos casos de não haver flagelo, a movimentação será por rolamento. · PILI: prolongamento oco associado com a conjugação e formam um tubo permitindo que o plasmídeo saia da bactéria. · FÍMBRIAS: são mais curtas que os pilis e estão envolvidas com captação de nutrientes. · Ribossomo: responsável pela síntese proteica e possui duas subunidades (uma maior e outra menor). · TEORIA DA ENdOSSIMBIOSE: acredita-se que as mitocôndrias são descendentes de organismos procariontes, sendo as características que apoiam essa teoria é que estas possuem DNA próprio, duas membranas e se autorreplicam. METABOLISMO BACTERIANO · Respiração: aeróbica e anaeróbica. · AERÓBICA: receptor final de elétrons são compostos de oxigênio; maior rendimento energético. · ANAERÓBICA: receptor final de elétrons são compostos a base de nitrogênio e enxofre, por exemplo. · Fermentação: saldo de 2 ATPs, pois o processo é finalizado na quebra da glicólise e o receptor final de elétrons são compostos orgânicos. · Crescimento bacteriano: · Aeróbias: crescem na presença de O2. · Aeróbicas facultativas: crescem MELHOR na presença de O2, mas também crescem na falta deste nutriente. · Anaeróbicas: não crescem na presença de O2. · Todo protocolo clínico em microbiologia deve ter curva de crescimento bacteriano ótima, a qual será simulada e executada pelas técnicas de culturas e meios propícios. INFORMAÇÕES ADEMAIS · Estafilococos possuem múltiplos planos de divisão. · O que agrupa bactérias espiraladas são pontos de curvatura. · Muito comum espécies de estreptococos serem encontrados aos pares. · Membrana externa de GRAM NEGATIVAS há presença de porinas, ou seja, proteínas transmembranares. meios de cultura · Associados a diferentes estados físicos: líquido, sólido e semissólido. · Quanto mais ágar, maior será a polimerização e o tamanho da rede. · MEIO LÍQUIDO: chamado de caldo ou nutriente; utilizado para crescimento bacteriano e pode ser usado antes de um meio sólido; é avaliado pela turvação do caldo, pois é o que demonstra se houve desenvolvimento de alguma bactéria. · MEIO SÓLIDO: meio ágar; usado para semeadura. · MEIO SEMI-SÓLIDO: usado para motilidade, por permitir a movimentação bacteriana; deve ser utilizada uma alça agulha para manuseio e o ângulo de entrada com a alça deve ser o mesmo ângulo de saída para não haver perfuração do meio semi-sólido; quando o resultado do teste é motilidade NEGATIVO, significa que houve crescimento em uma região específica (não movimentou); por outro lado, quando o resultado do teste de motilidade é POSITIVO significa que a bactéria cresceu e houve movimentação ao longo do meio. DIAGNÓSTICO DE COCOS GRAM POSITIVAS: ESTAFILOCOCOS – 24/08 introdução · Divididas em: estafilococos (podem estar em cadeias), estreptococos (cadeias de tamanhos variados) e enterecocos (localizadas no intestino). · As principais técnicas de identificação são: teste da catalase, ágar sangue e teste da coagulase. · Em alguns protocolos possa ser que a amostra seja inserida em caldo e após isso ir direto para bacterioscopia. FLUXO DIAGNÓSTICO PARA ESTAFILOCOCOS · 1) Colônia de cocos gram positiva isolada; · 2) Teste de CATALASE para saber se será positivo (estafilococos) ou negativo (estreptococos); · 3) Ocorrendo resultado para estafilococos, se realiza o teste da COAGULASE; · 4) Conforme a coagulase apresente resultado POSITIVO, significa Sthaphylococcus aureus (aplicar teste de DNase); caso seja negativo é interpretado como S.C.N (estafilococos coagulase negativa); · 5) Com o restado negativo da coagulase é feito o teste de SUSCETIBILIDADE como antibiótico novobiocina (ANTIBIOGRAMA). · 6) O antibiograma apresentando resultado RESISTENTE significa que o paciente está com o Staphylococcus saprophyticus (halo menor que 16 mm; frequente em infecção urinária em mulheres) e caso apresente resultado SENSÍVEL é característico de Staphylococcus epidermidis (halo maior que 16 mm; frequente em hemocultura e cateter). CONSIDERAÇÕES GERAIS · HEMÓLISE: · gama: Não ocorre hemólise; · BETA: Há hemólise.; · ALFA: Hemólise parcial. · Estreptococos podem ter beta ou alfa hemólise, enquanto nas estafilococos tal evento é muito difícil de ocorrer. · As características TÍPICAS de cada colônia bacteriana devem servir como AUXÍLIO ao diagnóstico clínico e não para determiná-lo. · As considerações morfológicas relevantes as bactérias são FORMA, ELEVAÇÃO e MARGEM. · As espécies de estafilococos são maiores e convexas; enquanto as estreptococos são menores e puntiformes. · Nas estrias que são feitas na semeadura deve sempre ser seguido o sentido da linha quando já se quer ter uma noção da forma e margem da bactéria a ser estudada. TESTES microbiológicos · CATALASE: · Degrada peróxido de hidrogênio (2H2O2) formando H2O e O2. · Conforme é aplicada a água oxigenada e ocorre a FORMAÇÃO de bolhas é porque CONTÊM a catalase, característico de estafilococos. · Se após a aplicação da água oxigenada NÃO ocorrer a formação de bolhas é porque NÃO CONTÊM a catalase, sendo relativo a estreptococos. · Quando as bactérias forem cultivadas em ágar sangue deve ser tomado cuidado por conta da catalase presente em sua composição para não induzir resultados falsos. · COAGULASE: · Deve ser oferecido PLASMA como substrato a bactéria por conta do fibrinogênio presente na composição (dificultando fagocitose para coagular). · Na lâmina devem ser postas algumas gotas de solução salina com cuidado para não contaminar o meio de cultura, homogeneizar, adicionar o plasma e ver se houve coagulação pela ação do fibrinogênio. · No tubo pode ser colocado CALDO BHI para meio mais nutritivo e emulsiona a bactéria. · ANTIBIOGRAMA: · Fazer semeadura por espalhamento com a alça de drigalski para os ambos lados e direções. · No meio devem ser embebidos filtros de papel com diferentes antibióticos, os quais são fixados levemente com a alça. · O antibiótico que está no disco se espalha de forma radial. · A interpretação, em boa parte dos casos, se da pela formação de HALOS e o antibiótico aplicado. · Quanto mais afastado for do halo, mais sensível será. · Quanto mais perto do halo, significa maior resistência. · AGAR SANGUE: · Normalmente sangue de carneiro; · Na elaboração deste existem cuidados específicos para não romper as hemácias; · Meio muito nutritivo e avalia hemólise (diferencial para estrepetococos – alfa e beta). · OXIDASE: · Reduz oxigênio na cadeia transportadora de elétrons; · A cor violeta significa positivo para o teste e sem cor corresponde a negativo. STAPHYLOCOCCUS AUREUS · Microbiota transitória; · Localizada na pele ou cavidades nasais; · Alta resistência ao ambiente; · Presente em furúnculos e abcessos; · Quando atinge a circulação sistêmica causa inflamações no endocárdio e no intestino; · Resistente a nancomicina metcilina, o que vem causando preocupação por altas infecções hospitalares e em comunidades; · Halófilas, ou seja, crescem em altas concentrações de sal. · Melhor meio de cultivo em ÁGAR MANITOL por ser um meio SELETIVO + DIFERENCIAL para esta bactéria por fermentar o manitol. · Identificada por testes imunológicos, como a aglutinação indireta (látex, revestimento com @ específicos e observa-se se aglutinou ou não na presença do AG). MICROCOCOS · Tétrade de cocos (cadeia de 4); · Oxidase negativa, sendo o oposto para estafilococos e estreptococos que são positivas para o teste; DIAGNÓSTICO DE COCOS GRAM POSITIVAS: ESTREPTOCOCOS – 14/09 · BACTERIOSCOPIA: morfologia, coloração e disposição. · TÉCNICAS: princípio, procedimento e interpretação. · estreptococos: podem estar em disposição de cadeias em diferentes tamanhos. Ex: diplococos. · São consideradas como fastidiosas, ou seja, difícil crescimento. · Enterecocos: disposição em diplococos; não esporulados; halófilas; boa tolerância de crescimento (ex: pressão osmótica). · ESPÉCIES ESTREPTOCOCOS: · S. PNEUMONIAE: disposição em diplococos isolados e em cadeias curtas; dentre as doenças que este microrganismo pode causar estão: · Pneumonia; · Meningite; · Otite; · Artrite séptica. · S. pyogenes: se aproxima da morfologia em cachos de uva; relacionada a doenças, como: · Endocardite; · Febre Reumática (respostas inflamatórias além do local lesionado). · S. agalactie: disposição em cadeias curtas; recorrente durante gestação (materno-fetal); relaciona-se a doenças como: · Sepse; · Meningite; · Endocardite. · S. grupo viridans: disposição em cadeias longas; grande importância na odontologia. · ESPÉCIES ENTEROCOCOS: · ENTEROCOCOS FECALIS E FAECIUM · Estão presentes no intestino; · Possuem relevância clínica em outros locais provocando outros tipos de doenças, como: infecção urinária, pós-cirúrgico e má higienização das mãos do profissional de saúde. LINHA GERAL PARA DIAGNÓSTICO · De início, deve se ter em mente que os estreptococos são bactérias GRAM POSITIVAS, coram em ROXO (camadas peptideoglicano) e possuem arranjo em cadeia. · O primeiro teste laboratorial a ser realizado é o da CATALASE, o qual apresentará dois resultados, positivo ou negativo (1). · Estafilococos e micrococos: + · Estrepetococos e enterococos: - · Após resultado negativo, se iniciam os testes para início de classificação de estrepto e enterococos. · Sendo assim, o próximo passo é realizar o cultivo com ágar sangue para que seja observado o tipo de hemólise formada (2). · O que definirá o tipo de hemólise formado é a hemolisina, sendo que na beta ocorre MAIS degradação (cor mais clarinha devido ação hemolítica), na alfa ocorre degradação PARCIAL (vermelhinho claro) e na gama por não ocorrer o meio fica AVERMELHADO. · O ágar sangue não determina o tipo de espécie, mas sim os testes específicos aplicados para cada uma delas quando se tem o resultado do tipo de hemólise que ocorreu. · Se a hemólise for TOTAL (beta) se refere a S. agalactie e S. pyogenes; caso a hemólise for PARCIAL (alfa) é correspondente a S. grupo viridans e S. pneumoniae; por fim, caso tenha AUSÊNCIA (gama) de hemólise será correspondente aos enterococos (3). · Classificação antigênica/sorológica: se referem aos suportes de imunoensaios específicos para estreptococos e enterococos. Em geral, são relacionados aos diferentes tipos de antígenos que estão presentes na superfície da parede celular. ALFA HEMÓLISE · ESQUEMA GERAL: realização de testes de bile solubilidade e optoquina. · S. PNEUMONIAE: bile solubilidade positiva e sensível na optoquina. · S. VIRIDANS: bile solubilidade negativa e resistente para optoquina. · TESTE DE OPTOQUINA: · Utiliza-se ágar sangue por causa da bactéria ser fastidiosa. · Semeadura por espalhamento. · PRINCÍPIO: resistente ou sensível. · PROCEDIMENTO: semeadura por espalhamento, inserir disco com antibiótico e levar a estufa. · INTERPRETAÇÃO: observar diâmetro do halo para determinação de resistência ou sensibilidade. · Bile Solubilidade: · PRINCÍPIO: solubilidade ou não na presença de sais biliares. · PROCEDIMENTO: utilização de um tubo controle NEGATIVO que deve conter apenas a amostra e todas as condições favoráveis para o crescimento da bactéria e no outro deve ser o TESTE, o qual contêm a amotra + sais biliares. · Se a bile não for solúvel ocorrerá a produção de alta lisina. · INTERPRETAÇÃO: · S. pneumoniae: sem turvação e contêm auto-lisina (mata a bactéria); resultado positivo. · S. viridans: tem pouca turvação (menos que o teste) e apresenta resultado negativo. BETA HEMÓLISE · FLUXO: teste de CAMP, teste de PYR e bacitracina (antibiograma – apenas para PYR positivo). · TESTE DE CAMP: · PRINCÍPIO: observar a potencialização da beta-hemólise. · PROCEDIMENTO:realizar a semeadura do S. aureus beta hemolítico no ágar sangue, e perpendicular a ela, adicionar a amostra fazendo nova semeadura. · Não deve ser encostada nenhuma bactéria na outra, pelo contrário, devem manter apenas proximidade. · INTERPRETAÇÃO: Somente a beta hemolisina produzida pelo S. agalactie potencializa a beta hemolisina pelo S. aureus indicando formação de seta ou meia lua. · Postivo: S. agalactie. · Negativo: outras espécies. · TESTE DE PYR: · PRINCÍPIO: avaliação da enzima PYR. · PROCEDIMENTO: fazer esfregaço no disco, aguardar alguns minutos, adicionar o reagente e observar a reação. · RESULTADO: se corar EM ROSA significa que é positivo para S. pyogenes (único beta hemolítico produtor de PYR). · BACITRACINA (ANTIBIOGRAMA): · Diâmetro do halo NÃO é relevante, pois a formação de qualquer tipo de halo se remete a S. pyogenes (sensível). gama hemólise · Técnicas: bile esculina (+), NaCl 6,5% (+) e teste PYR (+). · NACL 6,5%: · Caldo BHI + NaCl; · Turvação: + (enterococos) e – (outras espécies). · Bile Esculina: · Conversão de esculina na presença sal biliar; · Hidrolisar a bile na presença da esculina. · Resultado negativo (claro) e positivo (escurecido - enterococos). NEISSERIA · Meningococos (cresce no ágar sangue). · Gonococo (não cresce no ágar sangue). · Catalase e coagulase positivas. · Gram Negativas. · Encontradas nas mucosas. · Fastidosas e o meio de cultivo ideal é o ágar chocolate. · Normalmente os materiais são LCR e amostra de sangue. · Ágar Thayer-Martin: isolamento seletivo. · Prova Bioquímica: fermentação da maltose. · NEGATIVO: GONORREIA. · POSITIVO: MENINGOCOCO. dIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DE ENTEROBACTÉRIAS – 28/09 Conceitos gerais · As enterobactérias são bacilos gram negativas, podendo ser bastonetes curtos, longos ou robustos. São positivas para catalase e negativas para oxidase. · Possuem em sua membrana uma ou poucas camadas de peptideoglicano e o LPS. · O LPS possui o antígeno “O”. · Cápsula possui antígeno K. · Flagelos possuem antígeno “H”. · De maneira geral são fermentadores de CHO (ex: glicose e/ou lactose). · Anaeróbicas facultativas (produzem gás ou não). · Acidificam o meio quando fermentam. · Normalmente, no tubo, são utilizados meios presuntivos para busca e pesquisa de mais de um parâmetro (ex: fermentação e motilidade). · Em manifestações clínicas GERAIS, estas bactérias causam diarreia, infecção urinária e meningite. · ÁGAR MAC CONKEY: seletivo e diferencial para enterobactérias. · ÁGAR CLED: inibe o véu que Proteus spp. sintetiza no meio. · Enterobactérias obrigatoriamente patogênicas: · Linhagens E.coli patogênicas: · EPEC: diarreiogênica. · EHEC: gene STX (toxina shiga) de absorção sistêmica; espécie hemorrágica. · ETEC: toxicogênica; contida no enterócito. · EAEC: agregativa; forma biofilme. · EIEC: invasiva; usa próprio sistema de amostra da célula para chegar à célula seguinte. · DAEC: adesão mista. · EXTREMIDADES: UPEC (trato urinário) e MINEC (causadora de meningite). · Salmonella: diarreia do viajante, contaminação de alimentos, febre tifoide e gastroenterite. · Shiguella: toxina shiga, diarreia aguda, severa e que pode levar a óbito; nefrotóxica. · Yséria: enterocolítica, diarreia e retocolite ulcerativa. · ENTEROBACTÉRIAS OBRIGATORIAMENTE OPORTUNISTAS: · E.coli: natural da microbiota. · Klebissiela pneumoniae: gene KPC (resistência); infecções urinárias; pneumonias. · Citobacter: associada a IRAs (infecções de resistência associada a saúde). · Proteus spp: forma véu sob colônia, o que dificulta visualização. · Enterobacter aerogenes: associado a IRAs. · No caso das enterobactérias, os testes de motilidade serão relevantes para verificar a presença ou não de flagelos. · Quando flageladas são peritrícleas. · TRANSMISSÃO: oral-fecal. ISOLAMENTO E PROVAS DE INDENTIFICAÇÃO · A primeira etapa para identificação bacteriana é o semeio da amostra em meio de cultivo seletivo e diferencial. Sendo assim, temos: · ÁGAR EMB: nos fermentadores de lactose o meio apresenta cor escura/esverdeada; para aquelas que não fermentam, o meio fica transparente. · ÁGAR MAC CONKEY: cristal violeta impede o crescimento de gram positivas; fermentadoras de lactose apresentam meio de cor rosa/vermelho. · Salmonella e Shiguella crescem, mas não fermentam. · E.coli cresce e fermenta glicose/lactose. · ÁGAR SS: isolamento das espécies Salmonella e Shiguella a partir de amostras diarreicas. · TESTE TSI (tríplice açúcar ferro): meio com ágar TSI que apresenta coloração vermelho-alaranjada quando não há inoculação. · PRINCÍPIO: diferenciação de bacilos gram negativos fermentadores dos não fermentadores ou fermentadores lentos. · MÉTODO: semeadura introduzindo agulha bacteriológica por picada até o fundo do tubo + seguido de estriamento na superfície inclinada originando duas zonas de reação no mesmo tubo; após isso, incubar amostra. · Lembrar que no tubo (de ensaio inclinado) a parte inferior se refere aos fermentadores de GLICOSE, enquanto a mais superior indica fermentações de LACTOSE e SACAROSE. · Quando produz o sulfeto de hidrogênio, o meio ficará escurecido (ex: Salmonella). · Podem ocorrer fermentações apenas de glicose ou só de lactose/sacarose. · Produção de gases levam a formação de bolhas. · INTERPRETAÇÃO: a fermentação é indicada pela mudança do indicador (vermelho de fenol) de vermelho para AMARELO, pois o meio é acidificado. · ÁGAR SIM (sulfeto, indol e motilidade): · Princípio: produção de indol, sulfeto de hidrogênio e determinação de motilidade de enterobactérias. · sulfeto: sua formação é detectada pela presença de tiossulfato de sódio e ferro no meio; coloração preta no meio (positivo). · indol: a formação de indol ocorre pela metabolização do a.a triptofano por bactérias produtoras de triptofanase; o indol é detectado pela adição do reativo KONVACS no tubo, onde as positivas formam um anel avermelhado na superfície do meio. · motilidade: avalia a presença de flagelos na bactéria que está sendo identificada; uso de meio semissólido para permitir dispersão de bactérias; semeadura com agulha bacteriológica de picada + incubação; a motilidade é vista pela turvação do meio (positiva). · TESTE DE CITRATO DE SIMMONS: · princípio: enterobactéria utilizar somente o citrato como fonte de carbono. · MÉTODO: se a enterobactéria utilizar somente o citrato, o nitrogênio é extraído do fosfato de amônio liberando amônia; ocorre alcalinização do meio e a cor vai de VERDE para AZUL; indicador da reação é o AZUL DE BROMOTIMOL. · interpretação: mudança de cor para AZUL (positivas). · TESTE DA UREASE: · princípio: degradação da ureia a partir da enzima urease produzida pela enterobactéria. · INTERPRETAÇÃO: as produtoras de urease provocam mudança de cor amarelo/laranja para rosa/vermelho (positivas). · Testes vermelho de metila (VM) e voges proskaver (VP): · PRINCÍPIO: avalia enterobactérias que metabolizam piruvato por via ácida mista (VM) ou via butinoglicólica (VP). · MÉTODO: utilização do caldo (meio líquido) a base de peptona, fosfato de potássio e com alta concentração de glicose. · VM: após inoculação, devem ser pingadas gotas de VM para verificar metabolização via ácida mista; pH deve estar abaixo de 4,4; o meio originalmente branca adquire tonalidade totalmente vermelha (positiva). · VP: pingar solução hidróxido de potássio + alfa naftol e inocular amostra; resultado visto por cor amarela (negativa) ou vermelho (positiva). · Na maioria das vezes, as espécies de enterobactérias positivas para VP, são VM negativas e vice-versa. · TESTE DA FENILALANINA: · princípio: formação de ácido fenilpirúvico a partir da fenilalanina desaminase produzida pela bactéria. · método: após incubação, são adicionadas algumas gotas de cloreto férrico 10% como indicador do meio; o meio de BRANCO vai para VERDE na área da rampa ou superfície do meio. · interpretação: verde (positivo) e branco (negativo). · Útil na identificação de espécies Proteus sp. e Providencia sp. · TESTE DA LISINA:· princípio: verificar a presença de lisina descarboxilase, ornitina descarboxilase e arginina de-hidrolase; capacidade das bactérias descarboxilarem os a.a presentes no meio de cultura e assim gerando produtos: · Lisina: cadaverina. · Arginina: citrulina. · Ornitina: putrescina. · MÉTODO: feito em meio líquido ou semissólido contendo um a.a em cada tubo; pH deve ser de 5,5 para ação das enzimas. · resultado: se a bactéria possuir descarboxilase ou de-hidrolase, o meio é alcalinizado e a cor púrpura é intensificada (positivo); caso mude para coloração amarelada (ou mantenha a cor purpura original) significa resultado negativo. aula 26/10 RESUMO EM CONJUNTO ESTRELA. · BGN-NF; · BACTÉRIA ANAERÓBIAS RESTRITAS; · BACT. ESPIRALADAS; · BACT. REGULARES; · BACT. ESPORULADAS; · BACT CORINEFORMES; · MICOBACTÉRIAS; · BACT. FASTIDIOSAS. AULA 09/10 – ANTIMICROBIANOS, MICOLOGIA CLÍNICA E AUTOMAÇÃO EM MICROBIOLOGIA. ANTIMICROBIANOS · Antibióticos: · Bactericida: destroem diretamente o microrganismo. · Bacteriostático: impede o crescimento bacteriano. · Mecanismos DE AÇÃO: · Danos na parede celular (danos osmóticos, no crescimento e desenvolvimento delas). · Membrana plasmática. · Inibição da síntese proteica. · Inibição enzimática. · Inibição da replicação e transcrição de ácidos nucleicos. · Mecanismos de resistências: em grande maioria associado a bactérias gram-negativas, bem como as estruturas que a constituem podem ser fatores para tal mecanismo. · Porinas: efluxo de antibiótico. · Bloqueio de entrada do antibiótico: molécula alvo - sítio chave fechadura · Bactérias multirresistentes: · carbapenêmicos: foi percebido inicialmente em Klebissiela pneumoniae e subsequente bactérias, como Ancinetobacter e Pseudomonas), · resistência a vancomicinA: Enterococos faecium. · meticilina: Stahphylococcus aureus · clostrifioides. · LINK:www.anvisa.gov.br/servicosaude/controle/rede_rm/cursos/rm_controle/opas_web/modulo1/conceitos.htm micologia clínica · Os fungos, de maneira geral, são classificados como os principais decompositores de partes duras de plantas que não podem ser decompostas por animais. · Fungos filamentosos e carnosos: O talo (corpo) de um fungo filamentoso consiste em filamentos longos de células conectadas, sendo tais filamentos denominadas como hifas. · Na maioria dos fungos filamentosos, as hifas contêm paredes cruzadas denominadas septos → hifas septadas. · Em algumas poucas classes de fungos, as hifas não contêm septos e se apresentam como células longas e contínuas com muitos núcleos → hifas cenocíticas. · As hifas crescem por alongamento das extremidades, tanto que em laboratórios, os fungos geralmente crescem a partir de fragmentos obtidos de um talo do fungo. · A porção da hifa que obtêm nutriente é chamada de hifa vegetativa, enquanto aquela que está envolvida na reprodução é chamada de hifa reprodutiva → condições ambientais são favoráveis para formação de massa filamentosa, ou seja, o micélio. · Leveduras: São fungos unicelulares, não filamentosos e tipicamente esféricos/ovais. Em maior parte das vezes, são encontradas como um pó branco. O meio de reprodução das leveduras é o brotamento, sendo que algumas produzem brotos que não se separam uns dos outros, formando as pseudo-hifas (ex: Candida Albicans). Já as leveduras de fissão têm células parentais que se alongam, seus núcleos se dividem e duas células-filhas são produzidas (ex: Schizosacchoromyces). · As leveduras são capazes de crescimento anaeróbico facultativo, permitindo que o fungo cresça nos mais variados tipos de ambientes. · TERMODIMORFISMO: Alguns fungos, em especial os patogênicos, exibem o chamado dimorfismo. Isto significa que podem crescer na forma de fungo filamentoso ou levedura. Quando relacionado a fungo filamentoso, este produz hifas vegetativas/aéreas e as leveduras se reproduzem por brotamento. · O dimorfismo patogênico é dependente da temperatura, sendo que a 37ºC se apresenta como levedura e em 25ºC como fungo filamentoso. · REPRODUÇÃO: os fungos filamentosos podem se reproduzir de maneira assexuada pela fragmentação das hifas, já de maneira sexuada (e assexuada) ocorrem pela formação de esporos. A partir da formação desse esporo, o fungo se separa da célula parental e germina para originar outro tipo de fungo filamentoso. · Os esporos assexuais se formam pelas hifas de um organismo e serão geneticamente iguais aos parentais. Logo, os esporos sexuais resultam da fusão dos núcleos de duas linhagens opostas de cruzamento de uma mesma espécie de fungo. · AMOSTRAS: os materiais coletados para análise laboratorial variam de acordo com tipo de micose que o paciente foi acometido, mas podem variar desde unhas, cabelos, tecidos e outros. · Muitas das vezes, problemas relacionados a leitura das amostras estão envolvidos ao excesso de coloração utilizada para determinação do tipo fúngico. · DIAGNÓSTICO LABORATORIAL: · ÁGAR SABORAUD: meio a base de peptona com pH ácido que permite APENAS o crescimento fúngico; · caldo bhi: meio nutritivo para facilitar o crescimento dos fungos, tendo em vista que normalmente o crescimento de tais é demorado. · zimograma: utilizado para avaliar capacidade metabólica, relacionado a fermentação ou não de açúcares. · Meio líquido; · Originalmente vermelho · Mudança de cor para amarelo indica fermentação positiva; · Pode ocorrer produção ou não de gás. · auxanograma: assimilação de fontes der carbono ou nitrogênio. · Realizada semeadura pour-plate: amostra e ágar juntos em meio líquido com visualização de solidificação. · microcultivo em lâmina: observação dos tipos de hifas a partir do cultivo em lâmina na placa de petri sobreposta com lamínula. · Caso produza hifas vegetativas estas ficarão no ágar, enquanto as reprodutivas irão ficar sobre a lâmina permite observação mais clara do crescimento na lâmina e do tipo de hifa. · meio cromogênico: utilizado para Candida albicans e outros tipos de espécies. · exame direto: Utilizado KOH 20% para raspado de pele ou unha. Além disso, amolece/clarifica estruturas fúngicas para um resultado qualitativo (apenas dizer se tem ou não). · COLORAÇÃO DE GRAM: utilizado apenas para análise morfológica; todos serão Gram positivos. · tinta nanquim: utilizado para Cryptococcus neoformans, sendo que a amostra utilizada é LCR (por suspeita de meningite) e o corante usado visa facilitar a visualização da cápsula do criptococos para identificação de espécie. · CORANTE AZUL DE ALGODÃO: utilizado na visualização de hifas. · COLORAÇÃO PANÓTICA: observado núcleo de leveduras no interior dos fagócitos. Muito utilizado para identificação de Histoplasma sp. · HISTOPLASMA: tem uma fase de sua vida intracapsular e encontrado no interior de fagócitos; Giemsa pode ser usado também. · TESTE DE TUBO GERMINATIVO: após incubar soro humano com a levedura (por um tempo de até 3hrs) será visualizado pseudo-hifas características de Candida sp. candida albicans · Caracterizado como um fungo comensal presente na microbiota humana e identificada na cavidade orofaríngea, TGI e geniturinário. · Boa parte das leveduras do gênero Candida se consistem em células com brotamento elíptico, formam filamentos multicelulares bem desenvolvidos e observados em microscopia. · As infecções causadas são denominadas como candidíase, tipo de micoses oportunistas e que atingem ambos os sexos em todas as idades. · Alguns fatores predisponentes como pacientes em antibioticoterapia e com AIDS são mais suscetíveis a infecção. · As manifestações clínicas variam de febre baixa e sepse generalizada. · Identificação laboratorial realizada por MEIO CROMOGÊNICO e ÁGAR SABORAUD, por exemplo. criptococos (neoformans) · Micose de cunho sistêmico de porta de entrada inalatória (basidiósporos ou leveduras desidratadas) ocasionada por fungos do complexo Cryptococcus. · Pode-se dizer que C. neoformans é uma criptococose cosmopolita, oportunista e associada a condições de imunodepressão celular. · As manifestaçõesclínicas envolvem meningoencefalite, a qual pode ser acompanhada ou não de lesões pulmonares com focos secundários em rins, ossos e peles. · DIAGNÓSTICO: ELISA e/ou tinta nanquim (para visualização morfológica). AUTOMAÇÃO EM MICROBIOLOGIA · PreVi Color Gram: coloração de gram automatizada; possível ajustar tempo e intensidade do corante conforme amostra. · Semadura automatizada: líquido escorre por todo pente e gira. Assim, realiza a semeadura clássica, seja por esgotamento ou estriamento. · MicroScan e Bd Phoenix: utilizada a mesma amostra para realização de diferentes tipos de testes relativos a aquele determinado patógeno. · MALDI-TOF: amostrada excitada pelo laser e encaminhada para o voo. Cada vez que bate uma amostra no detector são emitidos gráficos pelos tamanhos de moléculas --> associar a espécie. · Usado no diagnóstico de Candida auris. · Espectrometria de massa.