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5 COLABORAÇÃO DA EDUCAÇÃO FÍSICA PARA O DESENVOLVIMENTO MOTOR NA EDUCAÇÃO INFANTIL Kaline Emanuelle Soares dos Santos¹ Klewerton Jonathans Ribeiro da silva¹ Luiz Carlos Alves dos Santos¹ Marcos Cardoso de Brito² 1. INTRODUÇÃO Conforme a Lei de Diretrizes e Bases (LEI N°9394/96), em seu artigo 21, inciso I, a Educação Infantil compreende a primeira etapa da Educação Básica, a qual, integra o desenvolvimento da criança até os 6 anos de idade, sendo, um complemento da ação da família. Salienta-se que atualmente, a educação básica compreende as crianças com até os 5 anos de idade. As crianças começam na fase pré-escola a descobrir as possibilidades de movimentos, além de aprender e melhorar as habilidades motoras básicas, então, torna-se evidente que quanto mais praticarmos certos movimentos, maiores serão nossas chances de desenvolvê-los e torná-los mais refinados. Previamente deve-se haver uma cautela antes de qualquer tentativa de execução, sendo necessário que ocorra uma experimentação livre e de forma espontânea para que aos poucos seja corrigida e aperfeiçoada. Em linhas gerais, o desenvolvimento humano refere-se às mudanças contínuas que ocorrem em um indivíduo ao longo do tempo. Adaptar-se a eles à medida que procuramos diferentes habilidades é um dos nossos objetivos ao longo da vida. 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA O objetivo desta pesquisa é compreender e refletir a importância da Educação Física, no ambiente escolar dos anos iniciais, para o desenvolvimento motor infantil. A escolha do tema justifica-se pelo fato de que o recurso de executar movimentos serem um importante recurso pedagógico para contribuir no seu desenvolvimento motor. As capacidades de coordenação motora são à base de uma boa capacidade de aprendizagem sensório-motora. Quanto mais elevado for seu nível de desenvolvimento, mais rápido e mais seguramente poderão ser aprendidos movimentos novos ou difíceis, com uma economia de esforço, propiciando melhor orientação e precisão (PEREIRA, 2002). A pratica da atividade física auxilia na obtenção e desenvolvimento da cultura corporal do movimento, promovendo a seus praticantes uma aprendizagem motora adequada. Juntamente na fase pré-escolar e escolar, o processo ensino-aprendizagem está embasado em atividades esportivas diversificadas, ajudando na formação motora geral Crianças no período da primeira série do ensino fundamental requerem experiências concretas, pois nos aspectos corporais elas ainda estão consolidando as habilidades motoras básicas que irão permitir futuramente uma exploração melhor do ambiente. As habilidades fundamentais (correr, saltar, lançar, receber) devem ser estimuladas. Nessa idade os alunos já têm a capacidade de experimentar e refletir sobre seus movimentos (Costa, 2005). Uma educação motora realizada de forma eficaz, ou seja, quando o professor percebe e promove estes estímulos vem auxiliar o indivíduo, futuramente, a alcançar a sua autonomia corporal como um todo. De acordo com Kishimoto (2011) “a criança não nasce sabendo brincar, ela aprende esta atividade por meio das interações com outras crianças e com os adultos, o um esmo só observando. Depois de aprender pode reproduzir ou reinventar novas brincadeiras”. A brincadeira apresenta grandes fatores no desenvolvimento e socialização da criança, pois proporciona novas descobertas a cada momento refletindo diretamente no contexto social onde está inserida, na escola, quando a criança ainda está com receio devido a está em um ambiente completamente diferente do encontrado em casa, a Educação Física ou Recreação como é normalmente chamada é um passo fundamental para que as crianças tenha um contato direto com as outras, a brincadeira gera muitos benefícios e descobertas. O brincar em conjunto gera também aprendizado para a criança. É importante enfatizar que da mesma forma que a criança aprende sozinha, ela também aprende a conviver e a brincar com outras crianças. Esses aprendizados fazem parte da sua trajetória. A palavra “brincar” é característica comum entre os Educadores dos anos iniciais, já que é de fácil assimilação por todas as crianças, e exige concentração durante uma determinada quantidade de tempo que irá variar de acordo com cada etapa de desenvolvimento que a criança se encontra. Segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais de Educação Infantil, que é o documento que orienta os educadores nas propostas pedagógicas, e que devem ser desenvolvidas nas aulas de educação física. As práticas pedagógicas devem garantir experiências diversas. Segundo o Ministério da Educação (2010), “Conhecimento de si e do mundo por meio das experiências sensoriais, expressivas e corporais para movimentação ampla, expressão da individualidade e respeito pelos ritmos e desejos da criança”. Para Vygotsky (2010), a brincadeira traz vantagens sociais, cognitivas e afetivas, é por meio desta atividade que a criança reproduz e representa o mundo por situações que são criadas em suas brincadeiras. Esse é um processo ativo de representação e reinterpretação do mundo que se abre para novas interpretações, saberes e novas práticas. Diante da leitura bibliográfica para a elaboração do Paper, foi escolhido a amarelinha como brincadeira na qual se pode trabalhar nas aulas educação física, pois é uma brincadeira de fácil assimilação, além de desenvolver noções espaciais e auxiliar organização do esquema corporal, da motricidade e força das crianças, e isso pode trazer benefícios individuais e coletivos no qual vai ajudar a ter um bom desenvolvimento enquanto brinca, dentro esses fatores podemos citar, tais. 1. Casas desenhadas = Noção de espaço. 2. Equilíbrio em um pé = Equilíbrio. 3. Estratégia = Sequência e Senso de prioridade. 4. Ganhar ou perder = Desenvolvimento da personalidade. 5. Jogar a pedra = Coordenação óculo-manual. 6. Minha vez, sua vez = Desenvolvimento social. 7. Pegar a pedra = Coordenação motora fina. 8. Proibido pisar na linha = Controle corporal. 9. Saltos em um pé = Força muscular. Abaixo, listamos os passos para se brincar de amarelinha. Figura 1 - Amarelinha Fonte: Ideia Criativa, 2019. Para brincar de amarelinha é necessário ter um espaço livre, para que se possa fazer o desenho no chão, recomendamos um espaço aberto, para que assim a criança possa ter uma visão além do brincar, também é necessário riscar o chão fazendo o uso do giz ou carvão e começando a casa com o número 1, e alternando entre uma e duas casas, conforme a imagem acima. Vale lembra que a casa onde a pedra esteja, a criança não pode pisar, é recomendado que o Educador realize o sorteio par que assim não haja competição logo no início da brincadeira, e ela seja realizada de forma harmônica. 3. RESULTADOS E DISCUSSÕES Este estudo teve como objetivo destacar que a Educação Física na educação infantil é uma ferramenta fundamental no desenvolvimento. Jogos, brincadeiras e brinquedos são considerados importantes para a aquisição de conhecimento e desempenho no ambiente escolar. Esta pesquisa proporcionou uma melhor compreensão do papel do brincar no desenvolvimento cognitivo, social, emocional e motor físico das crianças. Concluiu também a importância do papel dos educadores no processo de ensino-aprendizagem na vida dos alunos. Ainda é necessário ter uma percepção positiva do comportamento que os alunos apresentam em sala de aula, pois em certa medida o reflexo de seu ambiente social será imposto no dia escolar. Dessa forma, será possível identificar os tipos de jogos a serem utilizados como metodologia do ensino aprendizagem. 4. REFERÊNCIAS BETTI, M e ZULIANI, L.R. Educação física escolar: Uma proposta de diretrizes pedagógicas. Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte – Ano I, Número 1, 2002. BRASIL, Ministério da Educação 2010. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Disponível em: < http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/lei9394_ldbn1.pdf>. Acesso em: 22 de maio de 2022. CLARISSE, Ana; REGINA, Kathia; RUDENCO, Vilisa. Jogos, Brinquedos e Brincadeiras. 2015. Indaial: BibliotecaDante Alighieri, 2015. GALLAHUE, D.L.; OZMUN, J.C. Compreendendo o Desenvolvimento Motor: bebês, crianças, adolescentes e adultos. São Paulo: Phorte Editora, 2002. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Da composição dos níveis Escolares. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 20 de dezembro de 1996. I, 8. Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs): Educação Física. Brasília: MEC, 1998. IDEIA CRIATIVA. Os benéficos do jogo amarelinha em turmas de Educação Infantil e Fundamental I. Ideia Criativa, 2019. Disponível em: <https://www.ideiacriativa.org/2019/04/os-beneficios-do-jogo-amarelinha-educacao-infantil-fundamental.html>. Acesso em: 22 de maio de 2022. 1 Kaline Emanuelle Soares dos Santos, Klewerton Jonathans Ribeiro da Silva, Luiz Carlos Alves dos Santos 2 Marcos Cardoso de Brito Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI - Curso (BEF2457) – Prática do Módulo 3 - 27/06/2022