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Testes Preliminares em Optometria Responsável pelo Conteúdo: Prof.ª Esp. Alice Zaramella Revisão Textual: Prof.ª Dr.ª Selma Aparecida Cesarin Avaliação do Sistema Sensorial: Visão Binocular Avaliação do Sistema Sensorial: Visão Binocular • Compreender diferentes conceitos relacionados à avaliação do Sistema Sensorial, suas alte- rações e implicações na visão binocular; • Conhecer e aplicar Testes específicos empregados na Avaliação dos 3 Graus da Visão Binocular. OBJETIVOS DE APRENDIZADO • Graus dda Visão Binocular; • Luzes de Worth; • Vidros Estriados de Bagolini; • Estereopsia – 3º Grau da Visão Binocular; • Titmus ou Fly Test; • Teste de Lang; • Randot; • Frisby. UNIDADE Avaliação do Sistema Sensorial: Visão Binocular Graus dda Visão Binocular • 1º grau – Percepção Simultânea: capacidade de preservar simultaneamente duas imagens ligeiramente similares, formadas uma em cada fóvea (retina), mas não neces sariamente sobrepostas (LYLE,1970); • 2º grau – Fusão: capacidade mental de transformar duas imagens ligeiramente similares (formadas uma em cada retina) e preserválas como uma só; • 3º grau – Estereopsia: capacidade de fundir duas imagens similares, de pontos retinianos correspondentes, ligeiramente díspares lateralmente com percepção de profundidade e relevo (visão 3D). Já aprendemos que a imagem é captada por ambos os olhos, e a união de ambas as imagens acontece no cérebro, processo conhecido como fusão. Essa fusão permite a percepção de distância e profundidade das imagens, uma sen sação tridimensional. Estamos falando sobre a estereopsia, ou seja, o principal mecanismo da Visão Binocular. Percepção Simultânea + Fusão = Estereopsia Para que a nossa Visão Binocular aconteça, a anatomia do Sistema Visual, bem como o Sistema Motor e o Sistema Sensorial devem estar em sintonia. Os movimentos conjugados dos olhos devem ser coordenados ao olharmos para o mesmo objeto, sob o comando do Sistema Motor. E o Sistema Sensorial íntegro permitirá ao cérebro receber os estímulos nervosos e integrar as duas imagens ou percepções monoculares. Qualquer anomalia presente no Sistema Ocular, Motor ou Sensorial pode afetar a visão binocular e causar uma supressão. Como já estudado nas Unidades anteriores, as principais causas de alterações bino culares são as seguintes: • Insuficiência de convergência: anomalia sensorial e neuromuscular que ocorre quando há dificuldade em manter a convergência durante a leitura; • Excesso de convergência: hiperfunção dos músculos causando uma sobrecarga muscular na visão de perto; • Deficiência de divergência: que afeta, principalmente, a visão para longe e gera uma esotropia ou esoforia; • Excesso de divergência: também pode gerar uma exotropia ou exoforia. Os sintomas geralmente relados são: dor de cabeça, fadiga visual, visão dupla e pro blemas de compreensão de leitura, mesmo quando em uso de correção óptica (óculos ou lentes de contato). 8 9 A avaliação da Visão Binocular também deve ser realizada em crianças que apresen tam problemas de aprendizagem e baixo rendimento escolar. Existem diferentes testes para avaliar o estado da Visão Binocular, e a maneira como eles são executados não varia muito. Por exemplo, podemos avaliar a percepção simul tânea, a fusão, e quantificar o nível de estereopsia do paciente. Alguns desses testes são realizados por meio de óculos com lentes polarizadas ou com filtros vermelhos e verdes, dependendo do teste. Nesses testes, o paciente deve relatar se é capaz de observar corretamente as imagens ou os desenhos. Essas imagens são mostradas ao paciente nas diferentes páginas em que há figuras escondidas onde, para vêlas, precisamos da ação dos dois olhos (visão bino cular) para poder identificálas. Com base nas respostas do paciente, indicando se ele identifica as imagens mostra das ou não, é possível saber se ele tem alguma alteração na Visão Binocular ou se possui uma visão normal. Luzes de Worth Um dos primeiros testes realizados é o de Luzes de Worth, no qual avaliaremos percepção simultânea e a fusão, mas não quantificaremos por meio dele a Acuidade Estereoscópica do paciente. O Teste é realizado com quatro pontos luminosos, 2 verdes, 1 vermelho e 1 branco. Figura 1 Fonte: Acervo do conteudista O Teste é subjetivo e pode ser realizado em diversas distâncias. Para longe, usualmente, realizamos a uma distância de 6m e, em seguida, a uma distância de 33cm (para perto). 9 UNIDADE Avaliação do Sistema Sensorial: Visão Binocular Figura 2 Fonte: Acervo do conteudista Uma lente vermelha é posicionada à frente do olho direito, que filtrará todas as cores, menos a vermelha. E uma lente verde à frente do olho esquerdo, que filtrará todas as cores, menos a verde. Podemos usar os óculos já montados, como na figura a seguir, ou usar as lentes que acompanham a caixa de provas. Muitos filtros verde e vermelhos não filtram como deveriam, por serem claros demais. Figura 3 Fonte: Acervo do conteudista Procedimento Paciente com os óculos de lentes vermelhas e verdes olhando para a Tabela de Teste fixada a 6m contendo os quatro pontos de luz. Se o paciente já usa correção, deverá realizar o Teste corrigido, tanto para longe quanto para perto. O examinador deverá perguntar ao paciente: • Primeiro, quantas luzes ele vê e, em seguida, quais as cores das luzes; • Se ele responder que vê as quatro luzes em suas cores originais, significa que a fusão está normal; 10 11 Figura 4 Fonte: Acervo do conteudista • Pode ser que ele relate ver 2 verdes e 2 vermelhas (para dominância de OD), ou 3 verdes e 1 vermelha (quando OE é o dominante) ou, ainda, 2 verdes, 1 vermelha e uma alaranjada, por causa da mistura das 2 cores verde e vermelha ou, ainda, a alter nância da luz branca entre o verde e o vermelho indica uma rivalidade retiniana. Qualquer uma dessas respostas indica que há fusão normal; Figura 5 Fonte: Acervo do conteudista • Se responder que vê apenas 2 luzes vermelhas, significa que tem supressão do olho esquerdo, e se responder que vê apenas 3 verdes, significa que tem supressão do olho direito; Figura 6 Fonte: Acervo do conteudista • Vale lembrar que o paciente pode também relatar ver as luzes se alternando, não tem fusão, ora vê 3 verdes e ora vê 2 vermelhas, causado por um desvio alternante; • Pacientes com diplopia ou desvios relatarão ver 5 luzes ao mesmo tempo, ou seja, visão simultânea, porém sem fusão. A posição das luzes indicará o tipo de desvio. Indicará uma exotropia se ver 2 luzes vermelhas do lado esquerdo e 3 verdes do lado direito (diplopia cruzada). Uma esotropia, se ver as 2 luzes vermelhas do lado direito e as verdes do lado esquerdo (diplopia homônima ou descruzada). 11 UNIDADE Avaliação do Sistema Sensorial: Visão Binocular Figura 7 Fonte: Acervo do conteudista Há uma relação entre a distância de realização do Teste e o ângulo de avalia- ção retiniana. Tabela 1 Distância do teste Ângulo Avaliado 15 cm 12º 30 cm 6º 50 cm 4º 1 metro 2º 6 metros 1,25º Dependendo da distância de realização do Teste, se o paciente tiver supressão cen tral, poderá passar despercebido pelo examinador. Vidros Estriados de Bagolini Através dos vidros estriados de Bagolini, é possível avaliar: • Supressão; • Correspondência retiniana; • Desvios torcionais (somente tropias); • Tropias e forias (horizontais e verticais). O Teste consiste em posicionar duas lentes estriadas à frente de ambos os olhos. Geralmente, à frente do olho direito, posicionamos as estrias a 135º e, no olho esquer do, a 45º. O paciente verá uma linha posicionada a 45º no olho direito, e no olho esquerdo, verá a linha posicionada a 135º. Figura 8 Fonte: Acervo do conteudista 12 13 Paciente com fusão e Correspondência Retiniana Normal (CRN) ou com heterotropia e Correspondência Retiniana Anômala (CRA) deverá ver o cruzamento de 2 linhas, uma linha a 135º com o olho direito, e uma linha a 45º com o olho esquerdo.Figura 9 Fonte: Acervo do conteudista Execução e interpretação do teste • Ambiente com pouca iluminação; • Paciente corrigido; • Colocar as lentes estriadas posicionadas a 45º em OD e a 135º em OE; • Posicionar a luz da lanterna na região interciliar do paciente a uma distância de cer ca de 33cm quando realizado para perto, e a 6m quando realizado para a distância de longe. Figura 10 Fonte: Acervo do conteudista Perguntar ao paciente • Quantas luzes e quantas linhas ele vê; • Se as linhas se cruzam formando um X em cima da luz ou não; 13 UNIDADE Avaliação do Sistema Sensorial: Visão Binocular • Se há alguma falha em uma das linhas; • Se uma das linhas é mais curta ou cumprida que a outra; • Se o paciente tiver dificuldade em descrever o que está vendo, peça que ele desenhe. Possíveis respostas Figura 11 Fonte: Acervo do conteudista Figura 12 Fonte: Acervo do conteudista Figura 13 Fonte: Acervo do conteudista 14 15 Figura 14 Fonte: Acervo do conteudista Figura 15 Fonte: Acervo do conteudista Figura 16 Fonte: Acervo do conteudista Estereopsia – 3º Grau da Visão Binocular As disparidades horizontais das imagens que estimulam ambas as retinas são respon sáveis pela estereopsia. Há uma relação entre a Acuidade Visual e a Acuidade Esteroscópica como mostrado na Tabela a seguir. Por exemplo, se a esteropsia é 60’’ de arco, sua Acuidade Visual deve ser pelo menos 20/40. 15 UNIDADE Avaliação do Sistema Sensorial: Visão Binocular Tabela 2 Estereopsia AV Estereopsia AV 40” 20/25 140” 20/70 50” 20/30 200” 20/80 60” 20/40 400” 20/100 80” 20/50 800” 20/200 100” 20/60 <800” <20/800 A maioria dos Testes que avalia e mede a estereopsia utiliza imagens diferentes for madas por pontos aleatórios. Lentes filtrantes como as polarizadas ou verdevermelho provocarão uma disparidade retiniana e dessa forma se medirá a estereopsia. Titmus ou Fly Test Titmus ou Teste da Mosca, também chamado de Fly Test. Figura 17 Fonte: Acervo do conteudista O Teste de Titmus usa cartões vectorgráficos feitos de um material polarizado em que os dois alvos são impressos de tal maneira que cada um é polarizado a 180º em relação ao outro, criando, assim, a disparidade retiniana horizontal. Na primeira parte do Teste, podemos avaliar a estereopsia de 3.000’’ de arco. Para isso, pedimos que o paciente com os óculos com lentes polarizadas e o Teste à distância de 40cm, tente pegar as asas da mosca. 16 17 Ele deverá ver as asas da mosca como se elas estivessem em altorelevo ou saindo para fora da página. Se ele não conseguir isso, indica visão monocular. Não tem estereopsia ou visão 3D. Figura 18 Fonte: Acervo do conteudista Estereopsia de 800” a 40” A segunda parte do Teste consiste em nove conjuntos de círculos nos quais avaliamos a estereoscopia de 800’’ a 40’’ de arco. Figura 19 Fonte: Acervo do conteudista Figura 20 Fonte: Acervo do conteudista 17 UNIDADE Avaliação do Sistema Sensorial: Visão Binocular Estereoscopia em crianças A 3ª parte do Teste se destina a crianças. Usamos figuras de animais, que a criança deverá relatar, para cada linha do Teste, a figura de animal que está em relevo ou que estiver como que saltando do livro. Figura 21 Fonte: Acervo do conteudista Teste de Lang O Teste de Lang consiste em telas cilíndricas que fazem com que cada olho veja alter nadamente uma imagem diferente. Como se a imagem fosse dividida em faixas iguais, um olho pode ver os pares e as ímpares podem ser vistas pelo outro olho. Desse modo, cada olho vê formas distintas e sem sentido. Mas a Visão Binocular unirá as imagens por meio da fusão, e no córtex a imagem será definida. A técnica de pontos ao acaso cria a disparidade necessária para produzir estereopsia. Não há necessidade de usarmos filtros polarizados e nem verdevermelhos. O Teste de Lang I foi criado para facilitar a medição da estereopsia em crianças. Esse teste baseiase em dois princípios: pequenos pontos casuais e em um retículo de lentes cilíndricas paralelas. Esses estereogramas provocam uma disparidade retiniana horizontal quando há visão binocular. Nesse caso, a figura pode ser vista em relevo. Já na visão monocular, não podem ser percebidas. 18 19 Figura 22 Fonte: Acervo do conteudista Procedimento – Lang I e II • Sentese em uma posição frontal em relação à criança para que você possa obser var os movimentos dos olhos durante a avaliação; • Mantenha o cartão de Teste exatamente perpendicular, a uma distância de cerca de 40cm; • Pergunte se a criança pode ver algum objeto ou desenho no Teste e observe os movimentos de busca de seus olhos; Figura 23 Fonte: Reprodução 19 UNIDADE Avaliação do Sistema Sensorial: Visão Binocular Figura 24 Fonte: Reprodução • Quando ela reconhecer um objeto tridimensional, peçalhe para procurar objetos 3D adicionais e também para apontálos e descrevêlos. Podemos passar para a parte II do teste. Figura 25 Fonte: Reprodução 20 21 Figura 26 Fonte: Reprodução Resultados • Positivo: localização correta e nomenclatura de todos os objetos ocultos, movimen tos olhos normalmente saltando de um objeto para o outro; • Negativo: nenhum objeto pode ser descoberto e os movimentos dos olhos também não indicam reconhecimento de objetos 3D. Os olhos examinam o cartão de teste, mas não são capazes de encontrar as figuras; • Duvidoso: apenas um objeto 3D oculto é localizado e chamado corretamente, os olhos fazem a varredura do cartão para procurar objetos. Às vezes, o paciente já conhece os resultados corretos e pode tentar trapacear. Então, mude a posição do cartão. Por exemplo: posicione o cartão de cabeça para baixo ou use dois testes, um na posição horizontal correta, o outro na posição vertical na qual objetos 3D não podem ser descobertos. Para confirmar um resultado positivo, peça que o paciente feche um dos olhos olhando para as figuras e pergunte se ele ainda consegue percebêlas. Se responder que sumiu, confirmamos a estereopsia. Útil para rastreamento em crianças. Sem necessidade de filtros Vantagens do teste Lang 1 avalia apenas estereopsia grosseira. Lang 2 avalia estereopsia mais fina. É um teste muito fácil de realizar em crianças que não cooperam, pois não há neces sidade de filtros. 21 UNIDADE Avaliação do Sistema Sensorial: Visão Binocular Randot O Teste de Randot é formado por duas imagens sobrepostas de pontos pseudoalea tórios com polarização oposta, um polarizado a 45º e a outra a 135º. É um teste que pode detectar esteropsia em uma faixa de 20 a 500 segundos de arco, a desvantagem é que há pistas monoculares presentes. As crianças podem facilmente ver as figuras de animais. Efetivamente deu uma ideia da fina estereopsia. Figura 27 Fonte: Acervo do conteudista Frisby Figura 28 Fonte: Acervo do conteudista Em cada placa quadrada transparente (são 3 placas no total), quatro padrões seme lhantes (esterogramas de pontos aleatórios) são impressos em um dos lados. 22 23 Figura 29 Fonte: Acervo do conteudista No outro lado da placa, na parte central de um dos quatro padrões, há uma área cir cular onde é impressa a parte central da imagem e, assim, pode ser notada por aqueles que tem estereopsia, pois aparece em profundidade. Podese alternar os lados da placa: ora o paciente vê o círculo alto como se estivesse saindo da placa, e ora vê o círculo fundo na placa. As três placas, quando observadas em diferentes distâncias, podem produzir uma disparidade retiniana da área circular entre 600 e 7 segundos de arco. Para evitar a percepção monocular, o paciente não deve mover a cabeça durante o teste. Mudando a posição da placa, por exemplo, virando de cabeça para baixo ou girando 180º, é possível alterar a posição do padrão com relevo. • Tamanho das placas: L 170 x H 170mm ; • Espessuras das lâminas: » 1 mm; » 2,8 mm; » 5,7 mm. O paciente deve estar sempre corrigido opticamente (óculos ou lentes de contato) quando em avaliação da Visão Binocular (percepçãosimultânea, fusão e estereopsia). 23 UNIDADE Avaliação do Sistema Sensorial: Visão Binocular Material Complementar Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade: Vídeos Worth Four Dot Test (WFDT) https://youtu.be/3P7cS2o_94c Bagolini striated glass test https://youtu.be/aOMbp3Lr2h4; Frisby Stereo Test https://youtu.be/JqkoR8WMuwg Stereopsis Test (TNO Test and Stereo Fly Test) https://youtu.be/qt-CYaXEOdE Leitura Respostas aos testes de estereopsia em portadores de visão subnormal https://bit.ly/2PQOtqc Estudo comparativo da estereopsia com três testes diferentes: TNO®, Fly Stereo Acuity Test® e StereoTAB® em estudantes do ensino superior https://bit.ly/39ylPBi 24 25 Referências BARDINI, R. La función visual em el análisis optométrico. Madri: Valencia,1983. CARLSON, N. B. et al. Procedimientos clínicos en el examen visual. 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