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HIPERCORTISOLISMO 
 
 
 
1. Quais as principais doenças que fazem uso crônico de corticoide e os riscos da automedicação? 
 
A inflamação possui 5 estágios: 
• Liberação de histaminas, bradicininas, enzimas proteolíticas, prostaglandinas e leucotrienos 
• Aumento do luxo sanguíneo no local – eritema 
• Extravasamento de plasma, aumentando a permeabilidade capilar – edema 
• Infiltração de leucócitos 
• Crescimento de tecido fibroso 
 
Quando administrado cortisol ocorrem dois 
efeitos: 
• Bloqueio dos estágios iniciais do processo 
inflamatório antes da sua instalação 
• Se já se instalou, a rápida resolução da 
inflamação e o aumento da velocidade de 
regeneração 
 
Isso acontece porque – ocorre mobilização de 
aminoácidos para reparar o tecido lesionado; pelo 
estímulo da gliconeogênese disponibilizando mais 
glicose para o metabolismo celular; pela 
disponibilidade de ácido graxo para produção de 
energia celular. 
 
Nesse sentido, o corticoide é indicado para pacientes com inflamações e/ou processos alérgicos crônicas. Sua 
automedicação e uso indiscriminado pode causar: 
• Síndrome de Cushing 
• Diabetes mellitus 
• Osteoporose 
• Efeitos gastrointestinais - secreção de ácido gástrico de forma contínua e sem interrupção, junto à diminuição 
da secreção gástrica de muco 
• Uma das reações adversas mais graves é o bloqueio da produção natural do cortisol. Quando o corticoide é 
ingerido, o corpo interpreta que há níveis altos de cortisol no sangue e então diminui a produção do hormônio, 
prejudicando o equilíbrio e a homeostase do organismo. 
 
2. Quadro clínico do paciente com síndrome de Cushing e qual o motivo de cada sinal ou sintoma? 
 
Fisiopatologia: 
A secreção de ACTH obedece ao ritmo circadiano apresentando valores máximos 
pela manhã e mínimos à meia-noite. Os pulsos secretores de ACTH são influenciados por 
estresse físico e emocional, e mediados pelo sistema nervoso central por meio do controle 
da secreção hipotalâmica do hormônio liberador de corticotropina (CRH). O CRH interage 
no corticotrofo através de receptor específico e ativa a adenilciclase, aumentando o 
conteúdo intracelular de AMP cíclico. 
A maioria dos pacientes com doença de Cushing apresenta um adenoma de células 
corticotróficas na sela túrcica. A secreção aumentada de ACTH é causada por uma 
resistência parcial aos efeitos supressivos dos glicocorticóides, o que gera um defeito na 
retrorregula- ção negativa, aumentando a secreção de ACTH. 
 
 
ENTENDENDO CADA PONTO. 
• Diabetes – resultado da gliconeogênese e da 
redução de utilização da glicose pelos tecidos 
estimulados pelo cortisol. 
• Afraqueza muscular é secundária à miopatia 
esteroide, caracteristicamente é proximal e ocorre devido 
a alterações catabólicas no tecido muscular. 
• Estrias violáceas: Os glicocorticoides inibem a 
divisão dos queratinócitos e fibroblastos, diminuindo a 
matriz extracelular da pele e a síntese de colágeno. 
• A diminuição da velocidade de crescimento deve-
se à supressão do GH e às interferências no eixo GH-IGF-
1. 
• Osteopenia ou fratura: Quando o eixo 
hipotalâmico trabalha mais, a suprarrenal produz mais 
aldosterona que em consequência irá aumentar a 
capacidade de reter sódio e retendo mais água e 
aumentando a pressão, formando mais edema, que irá 
promover a retirada de minerais nos ossos, deixando-os 
mais frágeis e com maiores riscos de fraturas 
• Diminuição da libido: excesso de cortisol 
produzido, acaba aumentando muita aldosterona e reduz 
a produção dos hormônios esteroidais DHEA 
(Desidroepiandrosterona) e DHEAS que são 
responsáveis pela produção de testosterona, menos 
testosterona, maior perda da massa muscular, queda da libido. 
 
EXAME FISICO DO ABDOME PARA EXCLUIR A POSSIBILIDADE DE MASSAS COMPRESSIVAS. 
 
Divida a cavidade abdominal em quadrantes – 4 
ou 9.A partir do exame clínico é possível suspeitar 
de diagnósticos e avaliar as regiões acometidas. 
 
 
 
INSPEÇÃO: 
FORMA: avaliar se há presença de assimetria, 
como pode ocorrer na hepatoesplenomegalia, 
hérnias de parede abdominal, neoplasias e 
obstruções. Globoso (panículo adiposo ou líquido ascítico), escavado (emagrecimento ou síndrome 
consuptiva), pendular (gravidez). 
Abaulamentos: presença de massas abdominais, como neoplasias ou hérnia da parede abdominal. 
Retrações (depressões): bridas pós-cirúrgicas, caquexia. 
Circulação colateral: pode ser visível em caso de obstrução do sistema venoso porta (cabeça de medusa) ou veia cava. 
Ondas peristálticas: em geral não são observadas em indivíduos normais, mas pode estar presente quadros 
obstrutivos. 
Lesões cutâneas: sinal de Cullen e sinal de Turner, presentes na pancreatite aguda. 
Obs: Solicitar manobra de valsalva para avaliar presença de hernias ou outras condições. 
 
 
AUSCULTA: 
Deve ser realizada em ambiente tranquilo, por pelo mínimo dois minutos, antes da palpação e 
percussão, para evitar aumento involuntário do peristaltismo, nos quatro quadrantes de forma superficial 
para avaliar os ruídos hidroaéreos. Normal: De 5 – 34 
borborigmos por minuto ou um borborigmo a cada 4 ou 5 
incursões por minuto. Para avaliar alterações do fluxo aórtico 
(sopros ou aneurismas), aprofunda- se o estetoscópio ao longo 
do trajeto da aorta. 
As principais alterações a serem pesquisadas na 
ausculta são: 
• Peristaltismo de luta: obstrução; 
• Íleo paralítico: silêncio abdominal; 
• Sopros vasculares: sugerem aneurismas e 
compressões arteriais. 
 
 
PERCUSSAO: 
A partir da percussão é possível identificar presença de ar livre, líquidos e massas intra- abdominais. A 
técnica é digito-digital, em que o examinador posiciona uma das mãos sobre o abdome e percute com o dedo 
indicador. 
• Som normal: maciço (baço e fígado), timpânico (vísceras ocas); 
• Percussão normal: macicez hepática no hipocôndrio direito; timpanismo no espaço de 
Traube, timpanismo nas demais regiões. 
• Massas abdominais sólidas ou líquidas (ascite) são maciços. 
• Timpanismo generalizado pode indicar obstrução 
Algumas manobras são fundamentais para avaliar o paciente com suspeita de ascite, que é o 
acúmulo de líquido na cavidade peritoneal. Essa avaliação baseia-se justamente na percussão como veremos 
nas duas principais manobras abaixo: 
• Macicez móvel: ocorre em casos de ascite de médio volume. Quando o paciente está em 
decúbito dorsal o líquido acumula-se na região lateral do abdome, revelando timpanismo na 
região anterior, quando o paciente se posiciona em decúbito lateral, o líquido desloca-se para 
o mesmo lado, onde fica maciço e a região acima fica timpânica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Semicírculo de Skoda: com o paciente em decúbito dorsal percute-se a região periumbilical do meio para as 
extremidades. Em casos de ascite, observa-se alteração do timpanismo. 
SINAL DE PIPAROTE 
O Sinal de Piparote é um sinal médico indicativo de ascite. 
Piparote positivo ocorre quando fazemos uma percussão no abdome 
do paciente e notamos a propagação de uma onda do líquido ali 
acumulado. A percussão deve ser feita em região de flanco para 
observar a propagação da coluna de líquido para o lado oposto. 
 
SINAL DE GIORDANO 
O paciente deve: Estar sentado e levemente inclinado para frente. 
O examinador deve: Realizar uma percussão no dorso do paciente com a mão 
em forma de punho, com uma mão espalmada realizando o amortecimento; O exame 
também pode ser realizado com a borda ulnar da mão. 
Sinal de Giordano positivo: Indícios de doença renal 
 
SINAL DE JOBERT 
Percussão do hipocôndrio direito com detecção de timpanismo. É indicativo de 
pneumoperitôneo (ar na cavidade abdominal). 
ESPAÇO DE TRAUBE 
Espaço de forma semilunar de aproximadamente 9-11 
cm de largura e 10cm de altura, localizado entre a linha 
axilar anterior e a linha axilar média (nas últimas 
costelas esquerdas). O normalé estar timpânico (espaço 
de traube livre), se estiver maciço, quer dizer que existe 
esplenomegalia. 
HEPATIMETRIA 
Após realizar a percussão e ter feito as marcações das bordas hepáticas 
inferior e superior, para realizar a hepatimetria basta realizar a medição 
da distância entre essas bordas com o auxílio de uma fita métrica. Os 
valores normais da medida vertical dos lobos pulmonares direito e 
esquerdo são: Lobo direito: 6 a 12 cm e Lobo esquerdo: 4 a 8 cm. 
Homens e indivíduos mais altos geralmente possui os limites 
hepáticos maiores do que em mulheres e indivíduos baixo. 
PALPAÇÃO 
Superficial - Avaliar sensibilidade, integridade anatômica e grau de distensão da parede abdominal. Os pacientes 
com dor abdominal devem ser solicitados a localizá-la. Só então inicia-se a palpação da área mais distante da região 
dolorosa, deixando está por último. Deve ser feita com uma mão a 45 graus ou duas mãos superpostas. 
Profunda - Tem como objetivo palpar órgãos abdominais em busca de visceromegalias e tumorações. 
 
PALPAÇÃO DO FÍGADO 
Lemos Torres - o examinador com a mão esquerda na região lombar direita 
do paciente. Tenta evidenciar o fígado para frente e com a mão direita 
espalmada sobre a parede anterior. Tenta palpar a borda hepática anterior 
durante a inspiração profunda. 
 
Manobra em garra ou processo de Mathieu - o examinador deve estar à 
direita do paciente, e apoia as polpas digitais no rebordo costal, como se 
estivesse tentando “entrar por baixo do rebordo”, e pede-se que o paciente 
inspire, para que assim ocorra a descida do fígado. 
 
 
 
 
 PALPAÇÃO DO BAÇO 
Palpar o baço na posição/manobra de 
Schuster. 
 
 
 
 
 
 
 
PONTOS DOLOROSOS NA PALPAÇÃO DO ABDOME 
Sinal de Blumberg: dor a descompressão, pode ser 
pesquisado na palpação profunda. 
McBurney: união do terço externo com dois terços 
internos da linha que une a espinha ilíaca ântero-superior 
à cicatriz umbilical. Dor nessa região sugere apendicite 
aguda. 
Sinal de Murphy: acontece quando o paciente reage em sua respiração de 
forma rápida à palpação profunda da vesícula biliar. Dessa forma, palpa-
se o ponto biliar ou ponto cístico, no hipocôndrio direito e pede-se para o 
paciente inspirar profundamente. Ao inspirar, o diafragma faz com que o 
fígado desça e assim a vesícula biliar possa ser palpada pela mão. Se 
houver a presença de colecistite o paciente ao inspirar sente muita dor 
e acaba expirando. Obs: Ponto Cístico: ângulo entre o RCD e a borda lateral do reto abdominal. Para 
facilitar, pode-se usar a borda subcostal direita e a linha hemiclavicular como parâmetro. 
 
Sinal de Rovsing: Ao palpar profundamente o quadrante inferior esquerdo (QIE) produze 
dor intensa no QID. 
 
Sinal do Obturador: Flexione a coxa direita do paciente na altura do 
quadril, com os joelhos dobrados e efetue a rotação interna da perna na 
altura do quadril. Essa manobra é positiva quando produze dor 
hipogástrica direita, irritação do músculo obturador devido ao 
apêndice inflamado. 
Sinal de Psoas: Ao estender o membro inferior direito na altura do quadril provoca dor 
na região abdominal. 
 
 
 
SÍNDROME DE CUSHING 
Caso 1 - efeito do cortisol 
• Bloqueio dos estágios iniciais do processo inflamatório antes da sua instalação 
• Se já se instalou, a rápida resolução da inflamação e o aumento da velocidade de regeneração 
O cortisol é um hormônio esteroide lipossolúvel (se difunde facilmente pela membrana celular), no interior da 
célula faz um complexo hormônio-receptor induzindo ou reprimindo a replicação gênica. 
 
Caso 2 - alterações visuais e pediu para fazer o exame dessa queixa (alteração visual, provavelmente adenoma 
comprimindo o quiasma óptico ou fibras ópticas) 
Realizado inspeção e palpação 
• Inspeção do globo ocular e da cavidade orbital – deve-se observar primeiramente o afastamento entre as duas 
cavidades orbitais (hipertelorismo); observar o tamanho do globo ocular (microftalmia – característicos de 
infecções por rubéola); 
• Exoftalmia (hipertireoidismo, neoplasias, anormalidade vascular ou 
processos inflamatórios) 
• Aparelho lacrimal – o seu aumento indica inflamações ou neoplasias. 
• Pálpebras – avaliar, cílios para dentro (triquiase), quedas (madarose ou 
poliose); avaliar o local de implantação dos cílios (hiperemia, escaras, 
úlceras). A pálpebra deve estar 
 
Na palpação da orbita verifica-se principalmente o rebordo ocular (fraturas, espessamento). 
Caso 3 - avaliar pele do paciente, foto com estrias violáceas. 
 
Semiotécnica: inspeção e palpação 
Materiais: lanterna clínica, lente de aumento, régua pequena, luvas descartáveis 
Preparo: O paciente é posicionado em decúbito dorsal, ficando o examinador do seu lado direito. A sala deve estar 
aquecida e em silêncio. Mantenha a privacidade do paciente. Higienizar as mãos. 
Iniciar Avaliação 
• Cor: (avaliação em toda extensão corporal) - pigmentação geral, sardas, nevos, marcas de nascença 
- modificações na cor: palidez, manchas, eritema, cianose, icterícia. 
• Temperatura: (avaliação em toda extensão corporal)- hipotermia / hipertermia – toque com o dorso da mão. 
• Umidade: (avaliação em toda extensão corporal) - normalmente a pele possui perspiração evidente no rosto, 
mãos, axilas e pregas cutâneas - sudorese (ansiedade, dor, alterações hormonais, práticas esportivas e febre), 
desidratação (descamação, ressecada, hidratada). 
• Textura: (avaliação em toda extensão corporal)- Normalmente a pele tem aspecto liso e firme, com superfície 
regular. 
• Espessura: (avaliação em toda extensão corporal)- não é normal pele muito fina e brilhante – atrófica – 
observada na Insuficiência arterial; calosidades – principalmente nas extremidades (MMSS e MMII). 
• Edema: avaliação em regiões de tábuas ósseas (maléolos, tíbia, 
face,região dorsal do pé e sacral) - parâmetros de avaliação: 
localização e distribuição, intensidade, consistência (mole ou 
dura), elasticidade, temperatura e sensibilidade dolorosa da pele 
adjacente - observar formação de cacifo ou fóvea e classificar no 
sistemas das cruzes (+/4+: cacifo discreto: formação de sulco 
discreto; ++/4+:cacifo moderado: formação de sulco cede rapidamente; +++/4+: cacifo intenso: formação de 
sulco permanece por um curto período; ++++/4+: cacifo muito intenso: formação de sulco dura um longo 
período). 
• Mobilidade: (avaliação em parte anterior do tórax e região dorsal das mãos e pés)- corresponde a uma 
mobilização fácil da hipoderme e derme contra os planos adjacentes; mobilidade é diminuída quando não se 
consegue deslizar a pele sobre estruturas vizinhas, como no edema 
• Turgor: (avaliação em parte anterior do tórax e região dorsal das mãos) - pinçar 
prega de pele que englobe tecido subcutâneo; diminuição do turgor em situações 
de desidratação. Classificar em: Firme, Pastoso (desidratação), Frouxo (pessoas 
emagrecidas). 
o Vascularidade e Equimoses/ Hematomas e demais lesões : (avaliação em 
toda extensão corporal) 
o observar localização, tamanho, cor, eritema (área localizada), rubor (área ampla e difusa), exsudato, 
forma, elevação. 
 
Caso 4 - etiologia e exame físico do sistema respiratório 
Inspeção: Comparar ambos os lados do tórax analisando a forma (tonel, funil, 
pectus escabatum e carinatum) cifoescoliose torácica, tiragem intercostais, 
frequência e ritmo respitarório. 
Palpação: traqueia: massas e desvios; tórax: amplitude dos movimentos. 
Percussão: som claro pulmonar, maciço ou timpânico (fazer em todos os 
pontos) 
Ausculta: ruídos respiratórios: murmúrio vesicular 
(bem distribuído ou reduzido em algum seguimento). 
Ruídos adventícios: ronco, sibilo, cornagem, atrito 
pleural e crepitações. 
 
 
 
 
Caso 5 - ingesta crônico de corticoide (acúmulo de gordura nas vísceras,obesidade centrípeta, gordura no fígado - 
esteatose hepática) e exame físico do abdômen; 
 
Caso 6 - síndrome com hipertensão e exame físico do sistema cardiovascular; 
Inspeção/palpação: localizar ictus cordis, buscar 
frêmitos, pulsação epigástrica, supreadrenais e jugular. 
Palpar pulsos. 
• Pulso parvus – baixa amplitude (estenosa da 
válvula aórtica) 
• Pulso em martelo d’água: grande amplitude 
(insuficiência valvar aórtica) 
Ausculta: 
 
 
Caso 7 - uso de corticoide (resistência à insulina e gliconeogênese), causando diabetes, administrar metformina. 
• Metformina, é um antidiabético da família de fármacos denominados biguanidas - ela diminui a absorção de 
glicose no aparelho digestivo, aumenta a sensibilidade à insulina nos tecidos muscular e adiposo e melhora 
indiretamente a resposta da célula β à glicose. 
 
Caso 8 - paciente apresentou diabetes, fez fundoscopia e mostrar alterações; 
1- Disco óptico 
2- Micro aneurisma? 
3- Fóvea

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