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Princípio da Dermatofuncional Em 2009, o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) reconheceu a fisioterapia dermatofuncional como especialidade do fisioterapeuta, somando-se a outras já reconhecidas, como fisioterapia neurofuncional, respiratória e esportiva. Trabalha na prevenção, promoção e recuperação das áreas do corpo, como acne, envelhecimento, manchas, estrias e gordura localizada. Trata também doenças de pele como hanseníase, psoríase e queimaduras. E nos pré e pós operatória de cirurgias plásticas. · Anatomia e fisiologia dermatológica A pele é o maior órgão do corpo humano. O órgão do sistema tegumentar. Principal função da pele é proteção, é uma barreira entre o externo e o interno. As proteínas e lipídios da parte externa impede o atrito, a entrada de sujeira e de microrganismos e a saída de água. Função: A melanina pigmento produzido pelos Melanócitos, protege a pele da radiação ultravioleta. É uma proteína produzida a partir da tirosina (um aminoácido essencial) por células especializadas denominadas de melanócitos. Esse pigmento apresenta normalmente coloração marrom e sua principal função é proteger o DNA contra a ação nociva da radiação emitida pelo sol. As células de Langerhans, presentes na camada espinhosa da epiderme auxiliam na umidade celular, protegendo o organismo de ataques microbianos. Outra característica da pele é manter a nossa temperatura corporal estável em torno de 36ºC. Função exercida pelos vasos sanguíneos subcutâneos, eles se contraem para conservar o calor e se dilatam para auxiliar na eliminação de calor e pelas glândulas sudoríparas que produzem suor para baixar a temperatura. A pele também age como uma reserva de nutrientes: armazena gordura na forma de triglicérides nos adipócitos da tela subcutânea (hipoderme). A moderação de impactos sensitivos é outra função da pele. Receptores de tato, pressão, calor, frio e dor presentes na pele captam esses estímulos e os transmitem até o sistema nervoso central (SNC). EPIDERME Camada mais superficial da pele, menos de 0,12 mm. É formada por tecido epitelial, e composto de células Queratinócitos (produz a queratina, proteína insolúvel, fibrosa, resistente e impermeável), por melanócitos (células que produzem a melanina, que dá pigmento à pele e aos pelos), pelas células de Langerhans (células de proteção e defesa) e pelas células de Merkel (responsáveis pela sensibilidade tátil). Na epiderme não tem vasos sanguíneos, tem células de sua camada basal recebe nutrientes e oxigênio dos vasos sanguíneos presentes na derme por difusão. · Estrato córneo · Estrato lúcido · Estrato granuloso · Estrato espinhoso · Estrado basal ou germinativa Basal ou germinativas é constituída por células vivas, essas células empurram as células maduras para cima e vão perdendo agua até morrerem e descamarem para a superfície. Em um indivíduo jovem, esse ciclo de renovação celular acontece a cada 28 a 30 dias. Acima da camada germinativa, temos as camadas espinhosa, granulosa e lúcida (presente apenas na pele espessa), e, mais externamente, a camada córnea. Essa última é formada por vários planos de células mortas, achatadas, ricas em queratina, que conferem impermeabilidade e proteção à pele e são eliminadas regularmente. DERME A derme tem espessura média de 2 mm é formado por tecido conjuntivo. É na derma que tem fibras elásticas, colágenas e reticulares, os vasos sanguíneos, vasos linfáticos e os nervos. Ela também contém as glândulas sebáceas e sudoríparas, que produzem, respectivamente, o sebo e o suor. A derme é dividida em derme papilar e derme reticular. Derme papilar: tecido conjuntivo frouxo, tem as papilas dérmicas, projeções digitiformes que, por aumentarem a área de contato entre derme e epiderme, permitem a troca de nutrientes entre essas duas camadas. A camada reticular: é constituída por tecido conjuntivo denso não modelado, e é nela que encontramos a maior parte das fibras (MARIEB; WILHELM; MALLAT, 2014). A superposição da derme e epiderme chama-se junção dermoepidérmica. TELA SUBCUTÂNEA (HIPODERME) Camada mais profunda da pele é formada por tecido conjuntivo frouxo. Funções desse tecido adiposo: · Ele é reservatório de energia · Isolante térmico · Modelagem da superfície corporal · Absorção de choque · Fixação de órgãos A principal célula do tecido adiposo é o adipócito (Figura 3), capaz de armazenar gordura em seu interior sob a forma de triglicerídeos. ANEXOS DA PELE · Pelos · Unhas · Glândulas sebáceas · Glândulas sudoríparas Pelos: nasce dos folículos pilosos, são receptores táteis e ajuda a manter o corpo aquecido. Unhas: são feitas de queratina, sua principal função é nos auxiliar a pegas objetos pequenos e finos. Glândulas sebáceas: sebo, que lubrifica e amacia a pele e nossos pelos. Glândulas sudoríparas: produzem o suor, auxiliando no resfriamento do nosso corpo. · Envelhecimento Borges e Scorza (2016) explicam que há dois tipos de processo de envelhecimento: envelhecimento intrínseco e envelhecimento extrínseco. O envelhecimento intrínseco é o envelhecimento natural, incontrolável, determinado pelo passar dos anos e pela nossa genética. Já o envelhecimento extrínseco, também chamado fotoenvelhecimento, é provocado por fatores externos que aceleram o processo de envelhecimento, sendo a radiação ultravioleta proveniente do Sol o principal fator de envelhecimento da pele. Radiação ionizante, poluição e fumo. Teorias do envelhecimento Teoria mais aceita sobreo envelhecimento é a teoria dos radicais livres. Os radicais livres são átomos ou moléculas com elétrons não pareados, ou seja, falta em sua estrutura química um elétron. Por esse motivo, os radicais livres atacam outras moléculas para “roubar” elétrons e, assim, tornarem-se estáveis. Essas moléculas atacadas se tornam radicais livres que irão tentar o mesmo com outras moléculas, estabelecendo uma reação em cadeia, que pode causar vários danos ao organismo, até o ponto em que a célula morre. Essa reação em cadeia é chamada de estresse oxidativo (2016, p. 72). Com o tempo alterações biológicas das proteínas vão se alterando e perdendo suas funções como o colágeno e ácido hialurônico. Deixando a pele flácida e desidratada. Os radicais livres vêm de fontes internas, associadas a reações metabólicas de oxidação nas mitocôndrias, fagocitose durante o processo de inflamação e ação de enzimas que podem, indiretamente, produzir espécies reativas de oxigênio; porém, também há as fontes externas, como a radiação solar UVA, pesticidas, poluição, cigarros e estresse. Telômeros (fileiras repetitivas de DNA) É um tipo de envelhecimento programado “relógio biológico”. Cada vez que a célula se divide, o telômero encurta-se ligeiramente, garantindo, porém, que a informação genética relevante seja copiada para a célula duplicada. Como os telômeros não se regeneram, chega-se a a um ponto em que, de tão encurtados, não permitem mais a ideal replicação cromossômica. Glicação Glicose fixa-se as fibras de colágenos e elastina da derme, enrijecendo e quebrando essas fibras, danificando a derme, que perde sua elasticidade, r as rugas e flacidez se instalam. Modificações da pele com o envelhecimento O sol degenera as fibras elásticas e colágenas, o que torna a pele flácida e desvitalizada. Além disso, altera a permeabilidade da membrana celular, tornando ineficiente a absorção de água e nutrientes e deixando a pele com aspecto ressecado, com coloração ligeiramente amarelada e resposta imunológica diminuída (BORGES; SCORZA, 2016). Na derme, as fibras de colágeno atrofiam-se, e as elásticas rompem-se, perdendo sua capacidade e sustentação A epiderme torna-se mais fina e desidratada, e surgem sulcos na superfície, formando as rugas. As glândulas sebáceas têm sua atividade diminuída e passam a produzir menos sebo, lubrificando e protegendo menos a pele. A melanina deixa de ser produzida na raiz do pelo, tornando-o branco. As rugas podem ser classificadas em rugas profundas e superficiais, dinâmicas e estáticas Rugas dinâmicas Rugasestáticas As regiões expostas ao sol, aparece mais manchas, que chamamos de melanoses solares, lentigos solares ou manchas senis. A cor acastanhada é causada pela hiperprodução de melanina. TÉCNICAS DE REVITALIZAÇÃO DA PELE As chamadas técnicas de revitalização da pele compreendem o uso de eletroterapia, de terapias manuais e de cosméticos, compondo protocolos de fisioterapia dermatofuncional para os diversos tipos e situações da pele. · Melhorar a qualidade e a aparência da pele da face, do colo e do pescoço; · Estimular o metabolismo cutâneo; · Potencializar a renovação celular; · Repor a umidade da pele; · Melhorar o contorno facial. Equipamentos de eletroterapia que podem ajudar: · Laser de baixa potência, · Radiofrequência · Microcorrentes · Vacuoterapia · Peeling de cristal · Jato de plasma Alberini. Já as terapias manuais, o fisioterapeuta pode utilizar técnicas de mobilizações manuais da face, visando alongá-la e liberá-la de aderências Devido à plasticidade do tecido conjuntivo, essa técnica é capaz de alterar sua morfologia, gerando adaptações aos estímulos mecânicos e um “efeito lifting” A massagem relaxante facial contribui para aumentar a circulação e, consequentemente, a nutrição das células, além de relaxar pontos de tensão e aumentar a permeação dos ativos dos cosméticos. Em relação aos cosméticos, destaca-se a importância do uso dos fotoprotetores e dos hidratantes cutâneos; dos retinoides e das vitaminas; e dos fatores de crescimento (COSTA, 2012). · Acne Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a acne surge devido a um processo inflamatório das glândulas sebáceas e dos folículos pilossebáceos. Etiopatogenia Da Acne As glândulas sebáceas produzem o sebo, uma mistura de triglicerídeos, ácidos graxos e colesterol que lubrifica a pele e os pelos, evitando o ressecamento e impedindo a perda excessiva de água para a superfície. Mas quando há uma produção excessiva desse seco a pele se torna lipídica (oleosa), fazendo aparecer acne. · Hiperprodução de sebo glandular · Hiperqueratinização folicular · Colonização bacteriana folicular · Liberação de mediadores da inflamação no folículo · Derme adjacente Alguns hormônios sexuais andrógenos (produzido nos testículos) como a testosterona estimulam as glândulas sebáceas, produzindo mais sebo e obstrui o folículo piloso. Isso torna o ambiente propício para o desenvolvimento bacteriano, principalmente para a bactéria Propionibacterium acnes. A pele torna-se inflamada, apresentando pápulas, pústulas e nódulos. Classificação Da Acne Comedões (cravos) De início fechados, manifestam-se como pequenos grãos miliares, levemente salientes, brancos (comedão fechado, ou “cravo branco”). Quando o orifício folicular se dilata, o comedão oxida-se e torna-se escuro (comedão aberto, ou “cravo preto”). Pápula Surge como área de eritema e edema em redor do comedão, com pequenas dimensões (até 3 mm). Pústula Sobrepõe-se à pápula, por inflamação da mesma e conteúdo purulento. (branco) Cisto Grande comedão que sofre várias rupturas e recapsulações – globoso, tenso, saliente, com conteúdo pastoso e caseoso. Nódulos Têm estrutura idêntica à pápula, mas de maiores dimensões, podendo atingir 2 cm. Grau da acne é definido pelo tipo de lesão Grau I Presença de comedões abertos e fechados. Não é inflamatória, e é denominada comedogênica. Grau II Presença de comedões abertos e fechados, pápulas e pústulas. Grau III: presença de comedões abertos e fechados, pápulas, pústulas e nódulos. Grau IV Comedões abertos e fechados, pápulas, pústulas, nódulos e cistos. Alguns autores citam, ainda, uma acne grau V, chamada acne fulminans, ou acne fulminante. É rara, mas bem grave. Ela é considerada uma doença sistêmica, pois, além dos nódulos inflamatórios e das crostas hemorrágicas, há artralgia (dores nas articulações) e febre. Tratamento da acne O tratamento da acne é multiprofissional, e envolve medicamentos, cosméticos e fototerapia. · Diminuir a atividade da glândula sebácea; · Diminuir a população da Propionibacterium acnes; · Corrigir a queratinização folicular; · Inibir a inflamação. O tratamento sistêmico – de responsabilidade do médico – utiliza antibióticos, terapia hormonal e isotretinoína. Já o tratamento tópico (fisioterápico) consiste em usar agentes de limpeza que controlem a produção e removam o sebo, além de ácidos que afinem a camada córnea. · Cosméticos CLASSIFICAÇÃO DA PELE A polonesa Helena Rubinstein foi quem primeiro desenvolveu uma classificação da pele, utilizada até hoje. Essa classificação depende da quantidade da secreção das glândulas sebáceas (Borges; Scorza, 2016). Os tipos de pele são: Pele alípica Seca, fina, descamativa, tem pouca produção de sebo. Pele lipídica Oleosa, espessa, brilhosa, tem a produção de sebo aumentada. Pele eudérmica Normal, lisa, não brilhante, com produção equilibrada de sebo. Pele mista Produção de sebo aumentada na zona T (testa, nariz e queixo) e com a pele do restante da face eudérmica ou alípica. Outra classificação da pele é pelo fototipo cutâneo, baseado na cor e na reação a exposição solar. Desenvolvido por Dr. Thomas Fitzpatrick. Fototipo I Queima com facilidade, raramente se bronzeia; muito sensível ao sol. Fototipo II Queima com facilidade, bronzeia muito pouco; sensível ao sol. Fototipo III Queima e bronzeia moderadamente; sensibilidade normal ao sol. Fototipo IV Queima pouco, bronzeia com facilidade; sensibilidade normal ao sol. Fototipo V Queima pouco, bronzeia bastante; pouco sensível ao sol. Fototipo VI Queima pouco e menos aparentemente; mais resistente ao sol. HIGIENIZAÇÃO DA PELE De início a limpeza para eliminar as impurezas da poluição, células mortas, suor, seco e maquiagem. Sabonete e gel de limpeza São indicados para peles oleosas, por conterem maior poder adstringente e serem, normalmente, livres de oleosidade. Leites e emulsões de limpeza Devem ser utilizados em peles secas e sensíveis, por conterem um teor oleoso maior, deslizarem de forma suave e serem facilmente removidos, evitando abrasão sobre a pele durante sua aplicação ou retirada, além de manterem a umectação superficial. Sabonete líquido suave ou loção de limpeza Para as peles mistas, por constituírem o meio-termo entre os limpadores citados anteriormente, ou seja, não adstringem demais e ainda mantêm a umectação da pele. ESFOLIAÇÃO Esfoliação/peeling físico Aplicação de cosméticos com substâncias abrasivas, como semente de damasco, casca de arroz, casca de noz ou sílica, em movimentos circulares que esfoliam mecanicamente a pele. Esfoliação/peeling enzimático ou biológico Utiliza enzimas derivadas de frutas, como a papaína, bromelina ou quimotripsina, que quebram as ligações químicas dos queratinócitos e favorecem seu desprendimento. Esfoliação/peeling mecânico Abrasão mecânica da pele, com o uso de cristais de óxido de alumínio (peeling de cristal) ou com uma lixa de ponta de diamante (peeling de diamante). Esfoliação/peeling químico Uso de alfa-hidroxiácidos (AHAs), que reduzem a coesão entre os queratinócitos. Alguns dos ácidos mais utilizados para esse fim são o mandélico, salicílico e glicólico. NUTRIÇÃO Vitaminas e oligoelementos são nutrientes indispensáveis à saúde da pele. As vitaminas são micronutrientes, substâncias importantes para o bom funcionamento das nossas células. Podem ser adicionadas a cosméticos, como sabonetes, cremes e séruns. Os oligoelementos são minerais que participam das reações químicas do nosso corpo, melhorando o metabolismo celular e agindo como antioxidantes, minimizando os efeitos dos radicais livres. São eles: zinco, selênio, cobre e manganês. FOTOPROTETORES · Diminuir/impedir as queimaduras solares; · Proteger contra o fotoenvelhecimento; · Proteger contra o câncer de pele; · Manter a hidratação. Inorgânicos ou físicos: com partículas de óxidos metálicos (como dióxido de titânio e óxido de zinco), com alta capacidade de refletir a luz, baixa permeação cutânea e baixo potencial alergênico; Orgânicos ou químicos: contêm moléculas que absorvem a radiação e têm alto potencial alergênico.Segundo o Consenso Brasileiro de Fotoproteção da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SCHALKA; STEINER, 2013), na aplicação do produto, devemos seguir a regra da colher de chá: para utilizar no rosto, cabeça e pescoço, coloque na mão a quantidade equivalente a uma colher de chá; para cada braço, também; nas partes da frente e de trás do dorso, duas colheres para cada lado; e duas colheres para cada perna. Unidade 2 Eletroterapia na fisioterapia dermatofuncional · Corrente Galvânica A corrente galvânica é uma corrente polarizada, contínua e unidirecional; isso significa que ela não altera o sentido de suas partículas carregadas, que fluem ordenadamente em um único sentido. Esta técnica surgiu em 1780, quando Alessandro Volta descobriu a pilha elétrica. A corrente flui com uma intensidade constante, transferindo energia elétrica para o tecido. Essa energia elétrica é sentida na pele como calor, aumentando a temperatura local. Efeitos da corrente galvânica: · Hiperemia · Aumento da circulação periférica · Aumento do metabolismo · Maior nutrição · Oxigenação tecidual Esses efeitos acontece apenas no local da aplicação. Na fisioterapia dermatofuncional, a corrente galvânica é utilizada de forma isolada (galvanização) e para iontoforese (ionização), além da desincrustação (desincruste), eletrolifting e eletrolipólise. IONTOFORESE Ou ionização, é uma técnica e tratamento que permite a introdução a partir da pele mucosa, de íons medicamentosos para o interior dos tecidos, utilizando as propriedade polares da corrente galvânica. Em relação aos fármacos e cosméticos, a administração transdérmica é dividida em: Penetração: as substâncias (cosméticos) atingem somente a camada cornéa. Permeação: As substâncias (geralmente cosméticos) atingem a derme, mas sem alcançar os vasos sanguíneos; Absorção: As substâncias (medicamentos) atingem a corrente sanguínea. A corrente galvânica aumenta a permeabilidade da pele! O que possibilita que as substâncias presentes no produto ionizável atinjam camadas mais profundas da pele, realizando a permeação. Isso ocorre porque, na passagem da corrente, a solução eletrolítica (ionizável) se dissocia em carga positiva ou negativa, e assim os íons positivamente carregados são atraídos pelo polo negativo, ao passo que os íons negativamente carregados são atraídos para o polo positivo. Dessa forma, essas substâncias conseguem penetrar na pele. É usado o eletrodo ativo (recebe a solução ionizável) e eletrodo dispersivo (que completa o circuito elétrico. O uso de um rolo metálico como eletrodo ativo é bastante comum uma vez que permite distribuir melhor o produto na pele. Os efeitos da iontoforese correspondem à soma dos frutos da corrente galvânica (hiperemia, vasodilatação local, elevação da temperatura local e melhora da circulação sanguínea) com os efeitos do princípio ativo ionizado. Por exemplo: · Ácido hialurônico: hidratante; · DMAE: firmador; · Hialuronidase: tratamento do fibroedema geloide; · Óxido de zinco: cicatrizante. Etapas da Aplicação da ionização facial com Eletrodo rolete! 1. Higienizar a pele 2. Esfoliar a cama córnea 3. Selecionar a polaridade da corrente galvânica (de acordo com a polaridade do produto s ser ionizado) 4. Aplicar o produto sobre a pele 5. Regular a intensidade da corrente conforme indicação do fabricante do aparelho 6. Deslizar o eletrodo por toda a superfície da face Contraindicações; · Lesões da pele; · Diabetes; · Regiões com implantes metálicos; · Alergia ao produto utilizado; · Neoplasias. DESINCRUSTAÇÃO (Retirada de crosta, limpeza profunda) A desincrustação é uma técnica empregada para retirar o excesso de sebo das peles lipídicas. Esse sebo deixa a pele gordurosa, pegajosa e com aspecto brilhante, além de poder obstruir os poros, contribuindo para o desenvolvimento da acne. Para isso usa um aparelho gerador de corrente galvânica, um eletrodo do tipo gancho ou jacaré, como eletrodo ativo e uma substância desincrustastes a base de sódio (laurel sulfato de sódio polarizado) A retirada do excesso de gordura incrustada no folículo piloso ocorre devido à ação de uma força elétrica, a qual “puxa” a gordura para fora do folículo A desincrustação é indicada em protocolos de tratamento de peles seborreicas e acneicas e contraindicada na presença de alergia ao produto desincrustante ou hipersensibilidade à corrente elétrica. Pode ser usado também para retirar comedões (cravos) e pústulas na limpeza de pele. Esta técnica também pode ser empregada no couro cabeludo, facilitando a retirada do sebo e desobstruindo os folículos pilosos. ELETROLIFTING (levantamento) Galvanopuntura ou microgalvanopuntura. É usado para levantar, suavizar, atenuar ou eliminar linhas de expressão, rugas e estrias. As estrias surgem pela destruição de fibras elásticas e colágenas na pele, devido ao estiramento da mesma. O aparelho de eletrolifting lança mão da corrente galvânica e de um eletrodo em forma de agulha. Segundo Borges (2010), o objetivo é provocar uma lesão tecidual que, associada aos efeitos galvânicos da microcorrente polarizada, produz um processo inflamatório que será responsável pelo efeito de reparo nas rugas e estrias. Na foto é uma ponteira sem agulha de eletrolifting Devido a lesão provocada pela agulha em conjunto a corrente elétrica, haverá dilatação dos pequenos vasos da derme, resultando em um discreto edema. O processo inflamatório induzido ativa os fibroblastos, que irão produzir novas fibras colágenas e elásticas. Etapas para esse procedimento: 1. Higienizar a pele com álcool ou clorexidina 2. Encaixar a agulha no porta-agulhas do aparelho no polo negativo 3. Pedir para o cliente segurar o eletrodo dispersivo bastão (que será ligado no polo positivo) 4. Regular os parâmetros do equipamento conforme instrução 5. Deslizar a agulha dentro do canal da ruga ou estria 6. Introduzir a agulha na epiderme levando-a com um suave deslocamento 7. Repetir por toda a extensão da ruga ou estria A técnica do eletrolifting exige prática, posto que a agulha deve ser introduzida entre as camadas da epiderme sem atingir a derme, ou seja, sem provocar sangramento ELETROLIPÓLISE A eletrolipólise é uma técnica destinada ao tratamento de acúmulo de tecido adiposo localizado em determinadas regiões. Sua aplicação ocorre por meio de pares de agulhas de acupuntura no tecido subcutâneo, ligadas a uma corrente de baixa frequência. Trata gordura localizada ou fibroedema gelóide (celulite) Na (hipoderme) tela subcutânea há os adipócitos, que são células capazes de armazenar gordura na forma de triglicerídeos, um processo de armazenamento chamado de lipogênese. Causando um excesso de gordura, de uma dieta desbalanceada e hipercalórica, esse excesso será armazenado nas regiões do corpo em que há maior concentração de adipócitos. Resultando em gordura a localizada, no abdome, coxas e glúteos. Com o aumento do volume dos adipócitos, pode surgir também o fibro edema geloide, popularmente chamado de celulite, que se apresenta como uma alteração da pele que adquire um aspecto de “casca de laranja” com depressões irregulares A técnica utiliza um equipamento que produz corrente galvânica, aplicada com eletrodos de superfície ou eletrodos agulha. Com isso, cria-se um campo elétrico que, além de estimular a liberação de catecolaminas, cria o chamado efeito Joule a partir do aumento da temperatura local e vasodilatação e da estimulação do metabolismo local. Aplicação com eletrodos de borracha (técnica transcutânea): Aplicação com eletrodos agulha (técnica percutânea): 1. Desinfetar a pele com álcool ou clorexidina 2. Introduzir as agulhas horizontalmente na áreas a ser tratada com auxílio de um tubo guia ou mandril 3. Conectar os eletrodos tipo jacaré nas agulhas e prende-los com esparadrapo É importante frisar que a eletrolipólise não “queima” as gorduras. Portanto, após a aplicação, é fundamental que o cliente aumente sua demanda energética por meio de atividades físicas aeróbicas, a fim de que a gordura liberada pela eletrolipólise seja de fato consumida. “À eletrolipólise,quebra a gordura, deixando mais fácil de perder, ou seja só irá perder com exercícios, ácido graxos.” 1Toda gordura armazenada nos adipócitos, para ser utilizada como fonte de energia, precisa ser quebrada, ou seja, separada em ácido graxo e glicerol: isto é a lipólise. 2Dentre esses fatores, destacam-se as catecolaminas (hormônios estimulantes, como a adrenalina e noradrenalina), as quais se ligam aos receptores beta-adrenérgicos que estão na membrana do adipócito, ativando a proteína quinase. 3Segue-se a cascata lipolítica no interior do adipócito, culminando com a ativação da enzima lipase hormônio sensível, que realiza a hidrólise (quebra) do triglicerídeo ácido graxo livre e glicerol. Como esses hormônios possuem um menor peso molecular, extravasam a célula (esvaziamento do adipócito) e caem na corrente sanguínea para serem utilizados sob a forma de energia. 4A eletrolipólise estimula o sistema nervoso simpático, libertando as catecolaminas. Dessa forma, há divisão dos triglicerídeos, liberando os ácidos graxos na corrente sanguínea para serem utilizados como fonte de energia. A eletrolipólise é contraindicada para pacientes que fazem uso de anticoagulantes, com insuficiência cardíaca ou renal, portadores de marca-passo, trombose venosa profunda, epilepsia ou gestantes. · Correntes alternadas Também chamadas de bipolares, bifásicas ou bidirecionais. Nas correntes alternadas o sentido da condução das cargas elétricas muda rapidamente. Ao contrário da corrente contínua, cujos elétrons caminham sempre na mesma direção, na corrente alternada eles mudam constantemente de direção. Aparelhos que usam essas correntes, são: Microcorrentes, corrente russa, corrente Aussie e alta frequência. MICROCORRENTES MENS (micro electro neuro stimulation) Correntes com intensidade de baixa frequência nas faixa dos microampères. Essas corrente pode ser imperceptível ao pacientes, são subsensoriais. Efeitos fisiológicos: · Estimulo do crescimento do tecido conjuntivo · Aceleração das síntese de proteínas · Reparação tecidual · Revitalização da pele E muitos mais. As microcorrentes são utilizadas em protocolos de tratamento de acne, estrias, revitalização de peles envelhecidas e no pré e pós-operatório de cirurgias plásticas. Podem ser aplicadas com vários tipos de eletrodos, dependendo do local do corpo e objetivo terapêutico: eletrodos convencionais (borracha de silicone ou autoadesivos), eletrodos tipo caneta (bastonetes ou cotonetes) e eletrodos em forma de luvas condutoras. Eletrodo do tipo caneta Eletrodo luva Como contraindicações para o uso dessa corrente, Borges (2010) cita a osteomielite, a dor de origem desconhecida e a irritação ou alergia à corrente elétrica. CORRENTE RUSSA A corrente russa utiliza a corrente alternada para promover a excitação do fuso neuromuscular da musculatura estriada, originando a contração muscular. É indicada para tonificação muscular, hipertrofia muscular e aumento do retorno venoso e linfático e, dessa forma, é utilizada em protocolos de flacidez muscular, fibroedema geloide e gordura localizada. O tecido muscular possui quatro propriedades funcionais: · Contratilidade: Capacidade de se contrair; · Excitabilidade: Capacidade de as células musculares serem estimuladas pelos sinais nervosos; · Extensibilidade: Capacidade de se esticar; · Elasticidade: Capacidade de voltar à forma original após serem esticado (MARIEB et al., 2014, p. 275). A contração muscular gera movimento, força, manutenção da postura e contribui para a silhueta corporal. Para que haja a contração muscular, é necessário que um estímulo elétrico proveniente dos neurônios ative as fibras musculares O aparelho é capaz de selecionar, por meio da frequência de modulação, o tipo de fibra que será trabalhada. Ele também pode controlar as diferentes fibras musculares e o tempo de repouso entre essas contrações. Ressalta-se que para aumentar a eficácia de ganho muscular, devemos associar exercícios físicos ao uso do aparelho. Dessa forma, haverá a solicitação de fibras diferentes. Com as contrações e relaxamento dos músculos, os fluxos sanguíneo e linfático irão se acelerar, favorecendo o retorno venoso e a drenagem linfática. Assim, podemos também utilizar a corrente russa nos protocolos de fibroedema geloide. Devemos respeitar também as contraindicações gerais para o uso da eletroterapia: cardiopatias, portadores de marca-passo e próteses metálicas, entre outras. CORRENTE AUSSIE Mesmo efeito da corrente russa, produz estimulo elétrico que causa contração muscular no local em que é aplicada. E ambas são utilizadas em protocolos de flacidez muscular, fibroedema geloide e gordura localizada. ALTA FREQUÊNCIA Esta é uma técnica que utiliza eletrodos de vidro conectados a um porta-eletrodos, o qual é ligado a um aparelho que produz correntes variáveis alternadas de elevada frequência (superior a 100.000 Hz) Principal efeito: bactericida e antisséptico. O faiscamento produzido pelo aparelho, em contato com o oxigênio ambiental, gera ozônio. Esse ozônio tem ação muito oxidante, e, portanto, é um bom bactericida, germicida e antisséptico em geral. E também efeito anti-inflamatório. Indica-se a alta frequência para: · Pós-limpeza de pele; · Acne; · Pós-depilação e após o barbear, principalmente na presença de foliculite; · Seborreia (dermatite seborreica) do couro cabeludo; · Onicomicose (micose de unhas); · Úlceras de pressão, úlceras diabéticas e úlceras varicosas. //Formas de aplicação: Aplicação direta ou efluviação: aplicar o eletrodo diretamente sobre a pele, com uma massagem lenta e suave, mantendo sempre o eletrodo em contato com a pele Aplicação à distância ou faiscamento: manter o eletrodo a alguns milímetros da pele, sem encostar; Aplicação indireta ou saturação: o cliente segura o eletrodo do tipo saturador com uma das mãos e o porta-eletrodo com a outra. O fisioterapeuta manipula a face do cliente com toques suaves, fechando o circuito. Os eletrodos de vidro têm diversos formatos que se adequam às várias regiões e funções Esférico menor (“cebolinha”) Utilizado diretamente sobre a pele do rosto, principalmente em regiões não planas; Esférico maior (“cebolão”) Utilizado diretamente sobre a pele do rosto e áreas maiores e planas; Cauterizador Utilizado para faiscamento de modo pontual em áreas pequenas e específicas; Saturador Utilizado para faiscamento indireto, visando à melhora da vascularização da pele e permeação de ativos; Forquilha Utilizado para áreas curvas, como o pescoço; Pente Utilizado em tratamentos capilares como a alopecia androgenética e seborreica. As contraindicações para o uso da alta frequência incluem portadores de marca-passo, gestantes e clientes com distúrbios de sensibilidade. · Pressão positiva e negativa Peeling de cristal: gera pressões negativas e positivas, libera cristais de óxido de zinco na pele Peeling de diamante: pressão negativa. Realiza esfoliação, afina a camada epitelial Alguns aparelhos na fisioterapia dermatofuncional não usa correntes elétricas para produzir efeitos fisiológicos, mas sim aparelhos que sejam capaz de produz pressão negativa e positiva, por meio de vácuo, sucção e massagem. VENTOSATERAPIA Originalmente eram utilizados chifres ocos e bambus, dentro dos quais colocava-se fogo para criar vácuo e uma força de sucção aplicada sobre a pele nos pontos de acupuntura, liberando os bloqueios de anergia. Hoje as ventosas são em vidro de acrílico e a sucção é realizada por uma pistola manual. Na área de dermatofuncional, elas são utilizadas para ativar a circulação sanguínea e linfática, diminuir aderências e fibroses e reduzir as tensões musculares. As ventosas também podem ser utilizadas de forma deslizante sobre a pele. Para esta técnica emprega-se um creme para massagem, respeitando a direção das linhas de Langer ou linhas de clivagem. As linhas de Langer ou de Clivagem são linhas “imaginárias” que correspondem a orientação natural das fibras de colágeno da derme. Em geral elas se apresentam paralelamente às fibras dos nossos músculos e estão espalhadaspor todo corpo, incluindo a face. ENDERMOLOGIA É uma técnica que engloba equipamentos que fazem aspiração (sucção), acrescidos de uma mobilização tecidual efetuada por rolos motorizados (vácuo + rolamento). Utiliza o vácuo para tratamento da gordura localizada (principalmente nas pernas e braços), tonificação da pele e para obter uma silhueta mais delgada. A endermologia também é usada para descolar uma cicatriz aderida, situação muito comum depois de uma cesariana, por exemplo. Produz uma mobilização profunda na pele e tela subcutânea, permitindo aumentar a circulação sanguínea superficial e melhorar a maleabilidade do tecido (2003, p. 381). Pode-se reverter o fibroedema geloide, recuperando a maleabilidade dos tecidos, dissolvendo os nódulos, liberando as aderências e estimulando o sistema circulatório. Dependendo do aparelho, a técnica pode ser realizada diretamente sobre a pele, utilizando óleo vegetal para favorecer o deslizamento dos roletes. Alguns equipamentos necessitam do uso de uma malha de algodão, o que facilita o manejo e evita pinçamentos · Ondas mecânicas A onda mecânica mais importante utilizada em fisioterapia é o ultrassom. ULTRASSOM O aparelho possui um circuito apropriado para receber a corrente elétrica da rede comercial e transforma-la em oscilações elétricas de alta frequência. Essas oscilações são conduzidas ao transdutor (cabeçote), construído com um cristal piezelétrico. Ao receber a corrente elétrica, esse cristal muda a sua espessura na mesma frequência das oscilações elétricas recebidas, emitindo, assim, ondas ultrassonoras (BORGES, 2020, p. 35). Essas ondas, ao percorrerem os tecidos, provocam vários efeitos: · Agitam as células, aumentando a atividade metabólica e a temperatura; · Movimentam os tecidos, provocando uma espécie de micromassagem celular, que aumenta a circulação dos fluidos intra e extracelulares, facilitando a oferta de nutrientes, a retirada de catabólicos e a liberação de aderência; · Promovem um “amolecimento” dos tecidos (efeito tixotrópico), aumentando a elasticidade e diminuindo a fibrose; · Estimulam a angiogênese, ou seja, a formação de novos vasos. O ultrassom possui efeitos mecânicos e térmicos, provocando a cavitação, a formação de bolhas nos líquidos que contem gás. (Veja o vídeo) https://www.youtube.com/watch?v=W3g1tNXaMSw Cavitação Estável: É a oscilação das microbolhas produzidas pela energia ultrassônica, exercendo pressão sobre as membranas plasmáticas celulares e interfaces teciduais. Esse efeito favorece as inúmeras trocas metabólicas e as atividades celulares, dentre elas a atividade dos fibroblastos. Com isso, há aumento na síntese de colágeno, contribuindo para a cicatrização pós-operatória; Cavitação Instável: É o colapso total das microbolhas em função da elevada energia ultrassônica. Esse efeito é desejável nos casos de fibroses e aderências pós-cirúrgicas e das fibroses presentes no fibroedema geloide. As ondas ultrassônicas emitidas pelo aparelho comumente utilizado na fisioterapia derma-funcional são de 3 MHz por possuírem maior frequência que aquelas utilizadas nas afecções de traumato-ortopedia, reumatologia, desportiva, entre outras, que correspondem a 1 MHz Ou seja: a frequência de 3 MHz possui ação mais concentrada na pele e na gordura subcutânea, ao passo que a de 1 MHz pode chegar até articulações e músculos. Usa-se o gel condutor, entre o aparelho e pele do paciente, livre de princípios ativos. Mas pode usar gel com princípios ativos, e chamamos essa técnica de fonoforese ou sonoforese Principais efeitos terapêuticos: Regeneração tissular e reparação dos tecidos moles Auxilia no processo de cicatrização, tanto acelerando o reparo tecidual (muito empregado no pós-operatório de cirurgias plásticas e em úlceras e queimaduras) quanto melhorando a qualidade das cicatrizes mais antigas; Anti-Inflamatório Ação desejada nas sequelas pós-cirúrgicas, acne e demais feridas; Fibrinolítico Auxilia a diminuir a fibrose pós cirurgias plásticas e as aderências e fibroses do fibroedema geloide. ULTRACAVITAÇÃO A terapia com ultracavitação conta com os mesmos princípios do ultrassom terapêutico convencional; porém, as ondas sonoras são emitidas de forma diferenciada, de maneira que produzam um altíssimo nível de intensidade ultrassônica” Principal utilização da ultracavitação é gordura localizada. Ou seja: A implosão dessas bolhas gera a ruptura da membrana dos adipócitos, com liberação de triglicerídeos para o líquido intersticial e circulação. Conforme a necessidade metabólica, os triglicérides são transportados para outros tecidos ou novamente armazenados. Deve ter uma demanda energética, a gordura pode voltar a ser armazenada se não “queimar”. Precisa controlar o consumo calórico antes de depois do tratamento e realizar atividade física até duas horas após as sessões, uma dica é ter uma plataforma vibratória no consultório. A ultracavitação é contraindicada na presença de arteriosclerose, doenças hepáticas ativas e antecedentes, gravidez, implantes metálicos no local da aplicação, neoplasias e taxas elevadas de colesterol e triglicerídeos. UNIDADE 3 Disfunções em Fisioterapia Dermatofuncional · Fibroedema geloide (celulite) Drenagem Linfática foi criado por Emil e Estrid Vodder em 1932. Fibroedema geloide (FED) também conhecido como celulite é uma das disfunções mais comuns na dermato. O fibroedema geloide recebe outras denominações, tais como: · Fibroedema ginecoide, · Lipodistrofia localizada, · Lipodistrofia ginoide, · Lipodistrofia ginecoide, · Hidrolipodistrofia ginoide, · Hidrolipodistrofia ginecoide · Celulite É uma disfunção do panículo adiposo que deixa a pele com aspecto ondulado, semelhante à casca de laranja. Segundo Alberini (2020, p. 91), afeta entre 80 e 90% das mulheres. Ao observar o esquema de uma pele com fibroedema geloide comparada a uma pele saudável, é possível perceber que, ao armazenar maior quantidade de gordura, os adipócitos se tornam mais volumosos e passam a comprimir os vasos sanguíneos e linfáticos à sua volta A pele fica menos nutrida e menos oxigenada com edema local. E esse edema com os adipócitos mais volumosos esticam as trabéculas de colágeno que unem a derme a tela subcutânea. “Puxando para baixo” Tende a ocorrer nas regiões em que a gordura está sob a influência do estrógeno, como quadris, coxas e nádegas, mas pode ser encontrado nas mamas, parte inferior do abdômen, braços e nuca CLASSIFICAÇÃO Pode ser feita pelo grau e pela forma clínica. Paciente em pé e com uma boa iluminação local. Deve-se identificar os relevos na pele, se a edema e a sensibilidade na região. E o teste da casca de laranja, que consiste em pressionar o tecido adiposo entre os dedos, acentuando na pele o aspecto ondulado de casca de laranja. Outro modo é solicitar que o(a) paciente contraia ativamente a musculatura da região, o que deve acentuar o fibroedema geloide. Grau I Não é visível à inspeção, aparecendo apenas no teste da casca de laranja; Grau II Depressões visíveis na inspeção, ficando mais evidentes no teste da casca de laranja; Grau III Depressões visíveis na simples inspeção e em qualquer posição (sentada ou decúbito) com presença de nódulos palpáveis e dolorosos deixando a pele com aspecto de “saco de nozes”; Grau IV Maior acometimento com depressões visíveis na simples inspeção e em qualquer posição (sentada ou decúbito) com presença de nódulos fibróticos palpáveis, aderentes e dolorosos nos planos mais profundos. Forma Clínica TRATAMENTO Recursos manuais: drenagem linfática, massagem clássica, massagem modeladora. Eletroterapia: ultrassom, endermoterapia e eletrolipólise são os mais utilizados. Cosméticos: ativos termogenicos e lipolíticos, como, ginkgo biliba, cafeína, cavalinha, centella asiática, gengibre, pimenta, guaraná, castanha da índia e outros · Estrias, cicatrizes e queloides As estrias são um tipo de cicatriz que surgem após o rompimento de fibras elásticas e colágenas da derme devido a um grande estiramento da pele. Podem acontecer durante estirões de crescimento, gravidez eganho de peso. Cicatrizes hipertróficas e queloides aparecem após cortes espontâneos ou intencionais da pele, como as cirurgias plásticas. Já as cicatrizes atróficas surgem como sequelas da acne em graus mais elevados. Estrias Atrofia tegumentar adquirida, de aspecto linear, sinuoso, com um ou mais milímetros de largura, a princípio avermelhadas, depois esbranquiçadas e abrilhantadas (nacaradas). A presença de estrias indica que houve uma lesão no tecido elástico da pele. No local das estrias, a pele é menos espessa, mais seca, menos elástica e com pelos esparsos. As estrias são caudadas por: · Gestação (abdômen, glúteos, quadris e mamas); · Estirão de crescimento (região lom bodorsal, região dos joelhos, glúteos e mamas); · Deposição rápida de gordura (abdômen, glúteos e quadris); · Ganho rápido de massa muscular, como por exemplo, em praticantes de musculação (braços e costas); · Pós-implante de silicone (mamas). E mecanismos end´rocrinos também podem causar estrias, como a hiperatividade adrenal e o excesso de cortisol, síndrome de cushing Objetivos pra tratar as estrias · Aumentar a microcirculação e a espessura da derme; · Acelerar o crescimento e a espessura da epiderme; · Estimular a produção sebácea e restaurar o manto lipídico, para um maior grau de hidratação cutânea; · Estimular os fibroblastos. Eletrolifting: Visa estimular os fibroblastos a produzirem mais elastina e colágeno; Microagulhamento ou terapia para indução do colágeno: Técnica que utiliza um aparelho chamado de roller, dotado de microagulhas que realizam uma leve perfuração da pele. A perfuração acaba estimulando o colágeno, melhorando a textura da pele. ESTÁGIOS E FATORES QUE INTERFEREM NA CICATRIZAÇÃO A reparação tecidual acontece em três estágios que vão se sobrepondo e se completando: Inflamação Inicia-se imediatamente após a lesão com a liberação de substâncias vasoconstritoras. Em seguida, ocorre a vasodilatação, favorecendo a chegada de neutrófilos e macrófagos na região ferida. Essa fase dura cerca de três dias; Proliferação Campos, Borges-Branco e Groth (2007, p. 52) apontam que essa fase é constituída por quatro etapas fundamentais: epitelização, angiogênese, formação de tecido de granulação e deposição de colágeno. Tem início por volta do quarto dia após a lesão e se estende até o término da segunda semana; Remodelação A característica mais importante dessa fase é a deposição de colágeno de modo organizado, portanto, é a mais importante clinicamente. O colágeno produzido inicialmente é mais fino do que o colágeno presente na pele normal e tem orientação paralela à pele (CAMPOS; BORGES-BRANCO; GROTH, 2007, p. 52). · Obesidade e flacidez No dia 04 de março, celebra-se o Dia Mundial da Obesidade, instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para chamar atenção sobre os problemas decorrentes da obesidade e para estimular medidas de enfrentamento da doença. A flacidez se refere à qualidade ou ao estado de flácido, ou seja, mole, frouxo, lânguido. Em Dermatofuncional, a flacidez pode ser dérmica (também chamada de tissular ou cutânea), muscular ou ambas. A gordura localizada, também denominada lipodistrofia localizada, está presente em indivíduos com sobrepeso e ocorre pelo excesso de volume nos adipócitos de determinadas áreas do corpo (abdômen, culote, costas, glúteos etc.). O tratamento também envolve reeducação alimentar e atividades físicas, sendo que a Fisioterapia Dermatofuncional pode potencializar os efeitos desses novos hábitos. No tratamento da flacidez, pode-se utilizar ativos que promovam hidratação (para manter a elasticidade cutânea) e estimulem a síntese de colágeno. São alguns exemplos: ácido hialurônico, ureia, D-pantenol, óleos vegetais, glicerina, vaselina, colágeno lipossomado, lipossoma de elastina e dimetilaminoetanol (DMAE). Entre os recursos eletroterápicos, a radiofrequência é o mais indicado para a flacidez, pois estimula a síntese de colágeno. Avaliação estrias As estrias podem ser vermelhas ou brancas. Deve-se anotar sua localização e medir seu tamanho (largura e comprimento) e avaliar se são hipertróficas (acima do nível da pele), normotróficas (no nível da pele) ou atróficas (abaixo do nível da pele). Também se deve observar a qualidade da pele acometida pela estria (hidratação, elasticidade, coloração e sensibilidade). UNIDADE 4 Intervenção fisioterapêutica nas cirurgias plásticas A cirurgia plástica apresenta cinco grandes áreas de atuação: estética; defeitos e deformidades congênitas; trauma; queimados; e reparação após tumores No pré-operatório, o fisioterapeuta deve preparar o organismo para receber a agressão da cirurgia, deixando a pele mais hidratada, elástica e nutrida, e incentivando o sistema linfático, que possivelmente estará comprometido após a cirurgia. Já no pós-operatório, os objetivos da fisioterapia são aliviar a dor, reduzir edemas e hematomas e acelerar a cicatrização, contribuindo para a formação de uma cicatriz menos visível