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1INTELIGÊNCIA PARA UM MUNDO CONECTADO AS TENDÊNCIAS D A S M Í D I A S S O C I A I S PARA 2019 3 Tendências da mídia social em realidade aumentada! Para revelar conteúdo exclusivo neste artigo: Baixe gratuitamente o aplicativo SnapPress Fotografe as páginas onde a lupa estiver presente Adicione a dose certa de know-how E descubra! 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Manter ou mudar? Além da algoritmização de plataformas Plataformas dedicadas... Mudando o Social Commerce Parcerias estratégicas prosperam… O desgaste do influenciador de marca (Branded Influencer Fatigue, BIF) se instala De volta ao básico! Hibridização de formatos O eixo estratégico do entretenimento Os círculos chineses de experiência de marca O modelo de publicidade se reinventa Um mundo de duas velocidades está surgindo Na era do “social por design” Abordagens multifacetadas tomando forma A diversificação acelera Como quebrar o impasse? O engajamento é a nova tendência A grande mistura de narrativas criativas O show precisa continuar! A mídia social interconecta estratégias globais de marketing p.6 p.12 p.18 p.22 p.28 p.32 p.38 p.42 p.48 p.52 ....... ....... ....... ....... ....... ....... ....... ....... ....... ....... 4 5 INTRO- DUÇÃO 40% da população mundial usa mídias sociais. Relatórios da indústria afirmam que os consumidores gastam em média duas horas por dia compartilhando, curtindo, tuitando e atualizando suas plataformas. Com esses dados, o que podemos esperar de 2019? O Social Media Trends, agora em seu 5º ano, destaca algumas das maiores mudanças no cenário social e mapeia as oportunidades para os profissionais de marketing e de comunicação. A compreensão desse cenário em constante mudança é desafiadora e, cada vez mais, estamos vendo uma abordagem de inteligência conectada na qual os dados em todos os formulários de mídia estão sendo diretamente integrados aos dados primários dos anunciantes. As oportunidades são infinitas! Hoje, o domínio do Facebook nas mídias sociais não pode ser ignorado. Suas propriedades incluem o carro-chefe Facebook com aplicativos para desktop e dispositivos móveis, Messenger, Instagram e Whatsapp, além de uma capacidade virtual-social em desenvolvimento na Oculus. Enquanto outros como YouTube, Snap, Twitter, Pinterest e LinkedIn desafiam esse domínio, cada um tende a se concentrar mais em audiências de nicho do que na ampla base de assinantes de mercado que o Facebook agregou. Em um ambiente onde os reguladores estão desafiando ativamente as políticas de privacidade e práticas de negócios do Facebook na Europa, nos EUA e na China, onde estamos vendo a convergência entre mídias sociais e experiências de usuários, a questão chave é: quanto tempo durará esse monopólio? Como as mídias sociais estão mudando para melhor? Os desafios de privacidade de dados estão ficando para trás enquanto as marcas e plataformas evoluem no relacionamento com os consumidores conectados? O relatório Social Media Trends 2019 da Kantar Media revela isso e muito mais, incluindo: Nunca houve um momento mais emocionante na mídia - esperamos trabalhar juntos com nossos clientes e parceiros para entender melhor esse panorama em constante mudança ao longo de 2019 e além. Publicidade em mídias sociais Algoritmos de plataforma Mudando o Social Commerce O Desgaste do Influenciador de Marca 6 7 1 Manter ou mudar? O modelo de publicidade se reinventa Cambridge Analytica, audiências no Senado…) para mergulhar a empresa de Zuckerberg em uma crise histórica. No entanto, quando há uma crise, há um rearranjo, com o objetivo de restaurar a confiança. E para fazer isso, as mudanças durante o ano se sucederam uma após a outra implacavelmente: uma série de medidas contra o abuso de dados, política de esclarecimento de informações para usuários, estudo de aplicativos que poderiam acessar uma grande quantidade de dados antes de 2014, auditoria de “aplicações apresentando atividades suspeitas”... A lista está longe de ser exaustiva. O próprio diretor, Mark Zuckerberg, comprometeu-se a recompensar as pessoas que relatassem vulnerabilidades em sua plataforma. Como uma empresa de tecnologia dependente de publicidade, o Facebook reuniu grandes quantidades de usuários e dados, mais do que nunca, para serem monetizados. Os números são impressionantes: de acordo com o GSMA [Global System for Mobile Communications Association (Sistema Global para Comunicações Móveis), a gigante de mídia social deve ver sua receita de publicidade subir para quase USD 70 bilhões em 2019 graças a esses dados. Sabendo que a empresa já representa quase 20% de todo o mercado de publicidade digital, com USD 54 bilhões em receitas estimadas em 2018, o crescimento é significativo. É claro que 2018 tem sido um ano desafiador para o Facebook, trazendo, a cada dia, sua parcela de revelações (a crise de fake news, interferência russa, o escândalo da Fotografe para descobrir as tendências nas fotos https://www.gsmaintelligence.com/research/?file=b4514caadb666b8562d99c286c8481e9&download 8 9 Isso também envolve repensar seu modelo de negócios, inicialmente baseado na maior parte em publicidade direcionada por meio de dados coletados sobre seus usuários. Mas a ideia é menos óbvia do que parece: até hoje, 98% da receita do Facebook é de fato baseada em publicidade direcionada. É difícil, nessas condições, prever o desaparecimento total. Além da segmentação, há também a ampla gama de formatos interativos propostos pelo Facebook e por todos os grandes atores sociais. O que chamamos de “a riqueza e a singularidade do modelo social” e “novas experiências de anúncios” no relatório do ano passado. Graças aos formatos originais, como carrosséis, coleções, telas, lentes ou filtros que transmitem os elementos da marca de maneira ‘divertida’ e contextualizada, os anúncios sociais estão se tornando cada vez mais pessoais, interativos e valorizados pelo consumidor. Os desenvolvimentos tecnológicos, particularmente em torno da realidade aumentada (Augmented Reality, AR) e da inteligência artificial (Artificial Intelligence, AI) estão se movendo rapidamente da ficção científica para a realidade na publicidade digital – e as oportunidades são incrivelmente abrangentes. Infundir anúncios digitais com criatividade e tecnologia é o suficiente? Claro que nada está garantido, no entanto, ter formatos de anúncios criativos pode ajudar a quebrar o impasse. E isso não é tudo: a política de diversificação é o que realmente poderia resolver a situação? Para começar: uma versão adicional sem publicidade, mas acessível por assinatura. A ideia não é tão incongruente. Nosso estudo DIMENSION confirma essa tendência, mesmo que o aumento das assinaturas não signifique a queda da publicidade; na China, os consumidores conectados também se declararam prontos para se inscrever em uma assinatura premium em certos casos. E isso está realmente acontecendo. Recentemente, o Facebook conduziu uma pesquisa de mercado para avaliar a viabilidade dessa prática. Esse colosso das redes sociais também está testando grupos pagos e, em 2018, anunciou uma versão paga de suas mensagens do WhatsApp para profissionais. Essa tendência não se limita ao ecossistema do Facebook; o Twitter está experimentando ofertas de assinatura. Espera-se que uma promova automaticamente posts na rede social. A outra, via TweetDeck, seria reservada para seus “power tweeters”, com recursos premium como alertas exclusivos para notícias, análise adicional de usuários etc. O LinkedIn, por enquanto, oferece assinaturas premium para seus usuários de acordo com suas necessidades (vendas sociais, procura de emprego, acompanhamento e especialização). O reequilíbrio das receitas deve continuar em 2019 e além, principalmente graças às ambições do Facebook no campo do hardware. A s r e d e s s o c i A i s f o r A m Al é m d e s u A e s t r u t u r A o r i g i n A l e s e t o r n A m p o d e r o s o s c o n g l o m e r A d o s d e t e c n o l o g i A , q u e n ã o p o d e m m A i s s e r i g n o r A d o s https://www.lesechos.fr/04/05/2017/lesechos.fr/0212037441879_facebook-debute-l-annee-avec-un-benefice-en-hausse-de-76-.htm https://www.kantarmedia.com/global/thinking-and-resources/latest-thinking/social-media-trends-2018 https://www.kantarmedia.com/dimension/fr https://www.generation-nt.com/twitter-tweetdeck-premium-abonnement-actualite-1940870.html 10 11 Itens no menu incluem smart-speakers conectados, com comandos de voz e tela sensível ao toque. Em setembro de 2018, o Facebook revelou seu par de smart-speakers: Portal e Portal+, além de anunciar a preparação de um descodificador de TV híbrido a ser lançado na primavera de 2019, que receberá o codinome de “Ripley”. Por fim, outras vias devem ser monetizadas, como o desenvolvimento da estratégia de empresas incubadoras, cujo primeiro marco, o “Start-up Garage”, foi lançado em janeiro de 2017, no coração do campus parisiense Station F. Os laboratórios de pesquisa em inteligência artificial do Facebook, que oferecem uma infinidade de oportunidades para a diversificação, também pode ser mencionado. Enquanto o centro europeu do Facebook em Paris para pesquisa em inteligência artificial (Facebook’s Artificial Intelligence Research, FAIR) se concentra exclusivamente na pesquisa básica experimental, o laboratório de Aprendizagem automática aplicada, localizado perto de Seattle, favorece a pesquisa aplicada. Descobertas científicas e novos negócios são fundamentais neste campo. E as ambições espaciais do gigante da tecnologia Amazon? Jeff Bezos quer enviar turistas para o espaço em 2019. A empresa concorrente de foguetes, SpaceX, dirigida pelo bilionário Elon Musk, espera enviar um homem à Lua até 2023. Além disso, o Facebook quer lançar o Athena, seu próprio satélite de internet, no início de 2019. O objetivo? Prover acesso à internet a regiões ‘carentes e não atendidas’ na Terra. No entanto, sem dúvida, ainda existem muitos outros caminhos para explorar... A crise atual é provavelmente passageira para o Facebook. Além dos procedimentos operacionais já previstos, a ofensiva de charme para melhorar sua imagem já começou. Não seria uma surpresa se Mark Zuckerberg defendesse ainda mais a independência de seus vários serviços. O rebranding, como o Google fez com o Alphabet ou o Snapchat com a Snap, também não deve ser excluído. Uma mudança de nome para uma mudança de imagem? Qual é o comportamento geral das pessoas de 18 a 34 anos em relação à publicidade nas redes sociais? P o r q u e i s s o é i m P o r t a n t e : A publicidade ainda é fundamental para o modelo do Facebook. No entanto, a diversificação iniciada pela maioria das redes sociais por vários anos deve finalmente começar a monetizar e gradualmente reequilibrar o volume de negócios dos gigantes das redes sociais. Os céticos veem, então, o quanto as redes sociais foram além de sua estrutura original e se tornam poderosos conglomerados de tecnologia, que não podem mais ser ignorados. https://start.lesechos.fr/entreprendre/actu-startup/rendez-vous-a-station-f-pour-decouvrir-le-startup-garage-de-facebook-9291.php https://www.france24.com/fr/20180123-mais-est-facebook-fabrique-juste-son-labo-intelligence-artificielle https://www.france24.com/fr/20180123-mais-est-facebook-fabrique-juste-son-labo-intelligence-artificielle 12 13 2 Além da algoritmização de plataformas? Um mundo de duas velocidades está surgindo Este não é um fenômeno novo, mas estamos apenas começando a medir sua magnitude. Os algoritmos que fundamentam nossa experiência na mídia social (e que não se limitam exclusivamente a eles) estão distorcendo nossa visão de mundo Em questão está o funcionamento intrínseco desses algoritmos: eles levam em conta o contexto, além do histórico de busca ou das proximidades semânticas literais? Em outras palavras e como Olivier Ertzscheid, um blogueiro francês e professor de ciência da informação, explica: “A algoritmização sistemática para fins de recomendação acabou criando ciclos de prescrição quase incontroláveis, porque eles são baseados em padrões contextuais distorcidos tanto no próprio conteúdo quanto na lógica de visualização que o acompanha.” Para ilustrar esse fenômeno, Oliver cita o exemplo de um vídeo de desenho animado no qual o Pato Donald envia seus sobrinhos para trabalhar na mina; isso poderia levar à recomendação de um vídeo muito violento sobre condições de trabalho infantil em alguns países. O consumo de conteúdo é muito multifatorial e complexo para um algoritmo, com tanto requinte e nuance quanto a inteligência humana? No último mês de junho, o Facebook anunciou a eliminação do recurso “tendências”, lançado em 2014, que mencionava os tópicos mais comentados nas mídias sociais no momento. No início, esse recurso era gerenciado por humanos; mas em 2016, o escândalo veio à tona: a empresa de Menlo Park foi acusada de manipular os assuntos apresentados como tendências em seu site. Para parar a crise, o Facebook confiou este trabalho a algoritmos. Mas dois dias depois de ter sido instituído, uma fake news entrou na seção. Depois, houve vários outros incidentes que mostraram que os algoritmos, por si só, não conseguiam fazer o trabalho. Fotografe para descobrir as tendências nas fotos https://www.theguardian.com/technology/2016/aug/29/facebook-trending-news-editors-fake-news-stories https://www.washingtonpost.com/news/the-intersect/wp/2016/10/12/facebook-has-repeatedly-trended-fake-news-since-firing-its-human-editors/?noredirect=on&utm_term=.4ad30559c199 https://www.washingtonpost.com/news/the-intersect/wp/2016/10/12/facebook-has-repeatedly-trended-fake-news-since-firing-its-human-editors/?noredirect=on&utm_term=.4ad30559c199 14 15 o c o n s u m o d e c o n t e ú d o é m u i t o m u l t i f A t o r i A l e c o m p l e x o p A r A u m A l g o r i t m o , c o m t A n t o r e q u i n t e e n u A n c e q u A n t o A i n t e l i g ê n c i A h u m A n A ? “Hoje, não há regulamentação existente, porque o impacto desses vieses introduzidos por algoritmos ainda é pouco conhecido”, lembra Nisheeth Vishnoi, professor associado da Faculdade de Ciência da Computação e Comunicação do Instituto Federal de Tecnologia, em Lausanne. “Como cidadão, sinto-me impotente porque não tenho controle sobre o que me é apresentado. Acredito que a situação atual é perigosa para a democracia e que é essencial encontrar alternativas”, afirmou em nota à imprensa. “Muitos estudos mostraram que, se você estiver indeciso, a ordem em que você recebe informações e sua frequência de repetição influencia você. Esses algoritmos, portanto, moldam sua opinião com base em dados tendenciosos”, acrescenta Elisa Celis, professora associada da mesma instituição. Isso é inevitável? Não de acordo com esses dois professores que conceberam um algoritmo que impede a polarização extrema do conteúdo, forçando-o a ser promovido como um ponto de vista oposto ao do usuário da internet. Mas isso não é suficiente para resolver todos os problemas. A solução poderia, portanto, estar em uma ‘desalgoritmização’ parcial das plataformas, para as quais o clima 16 17 atual é muito útil. De acordo com o relatório da Trust in News da Kantar Media, as consequências de reputação do fenômeno ‘fake news’ têm sido predominantemente suportadas pelas mídias sociais e pelas plataformas de mensagens. Entre os 8.000 indivíduos pesquisados no Brasil, França, Reino Unido e Estados Unidos da América, apenas um em cada três reconhece sites de mídia social e aplicativos de mensagens como uma fonte confiável de notícias. Quase dois terços temem que a ‘personalização’ crie uma ‘bolha de filtro de notícias’. A crise de reputação,a ascensão deliberada da privacidade e a entrada em vigor do GDPR [General Data Protection Regulation (Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados)], no último mês de maio proporcionam um quadro mais do que favorável. E se isso parece improvável, você faria bem em pensar de novo. O Google não anunciou recentemente a chegada de anúncios sem personalização? No início de setembro, o Twitter, por sua vez, anunciou uma opção em suas configurações para desabilitar o algoritmo de rede social e restaurar a linha do tempo dos tweets. Por fim, o YouTube, sujeito a inúmeras controvérsias pelas recomendações feitas como parte de seu canal infantil, também anunciou no último mês de abril que seu aplicativo seria não algorítmico. Colocar em questão o modelo econômico das plataformas sociais significa que provavelmente veremos o surgimento de versões pagas, o que também pode reforçar esse fenômeno oferecendo versões “não algorítmicas”. Isso é suficiente para resultar em um mundo de duas velocidades, um com algoritmos e outro sem; impensável há alguns meses... E ainda é. P o r q u e i s s o é i m P o r t a n t e : Os próprios usuários da rede estão procurando maneiras de se livrar da influência desses algoritmos. As marcas estão experimentando uma queda dramática em seu alcance orgânico desde janeiro de 2018, quando Mark Zuckerberg anunciou que estava mudando o feed de notícias ao dar preferência para atualizações de amigos e familiares. Outras opções também estão sendo testadas. Por exemplo, neste ano foi possível ver o aumento da popularidade dos grupos. Por quê? Porque eles não estão sujeitos aos mesmos algoritmos como páginas. Isso sem dúvida atrapalha a administração social das páginas e renova os hábitos dos usuários. 18 19 3 Plataformas dedicadas... Na era do “social por design” Todos os anos, novas plataformas e aplicativos sociais chegam ao mercado com o objetivo de fazer tremer os players estabelecidos. É preciso admitir que todos esses serviços inovadores foram ofuscados tão rapidamente quanto surgiram. Isso significa que o Facebook e os outros se tornaram intocáveis? Longe disso. Mas a concorrência não é tão dura quanto o esperado. Vamos olhar para trás. No final de 2015, houve um sinal fraco, mas muito importante: o surgimento de redes sociais de marca. Em outras palavras, redes construídas por marcas em torno de suas próprias comunidades. Um exemplo muito citado na época foi o da Lancôme e sua plataforma social chinesa “Rose Beauty”, cujo design misturou habilmente o visual do Instagram, Facebook e Pinterest. Mas os anos seguintes não trouxeram muitos exemplos que confirmaram qualquer tendência... Até o final de 2017. No final de dezembro de 2017, a acessível marca de moda francesa Kiabi lançou o “We are Kiabi”, um site projetado como uma rede social. A Niantic, a editora por trás do Pokémon Go e do jogo de realidade aumentada Ingress, adquiriu recentemente a start-up de mídia social Evertoon, para adicionar uma camada social aos seus jogos. A Amazon também lançou o Spark, um tipo de Instagram dedicado aos seus clientes, ou mais recentemente, uma rede social dedicada aos usuários do Kindle. No entanto, olhando mais de perto esses exemplos, vemos que o próprio conceito evoluiu. Essas não são mais redes completamente autônomas, mas uma mudança na fonte, pois, a menos que sejam lançadas por marcas emblemáticas com grandes comunidades, teriam dificuldade em encontrar um lugar para si mesmas ao Sol. Fotografe para descobrir as tendências nas fotos 20 21 é u m A q u e s t ã o d e r e i n v e s t i r e m A u t o n o m i A p A r A l e l A e f o r t A l e c e r v í n c u l o s c o m u m p ú b l i c o Você provavelmente está familiarizado com o conceito de “privacidade por design”, um conceito no coração do GDPR, cujo objetivo é garantir a proteção de dados privados, integrando-o em novas aplicações tecnológicas e comerciais desde o início. Parece que o mesmo fenômeno, mas de uma maneira menos coercitiva, está ocorrendo nas mídias sociais e isso se torna um componente intrínseco, qualquer que seja o campo. Esta é uma norma de segurança necessária. Os editores não estão pensando duas vezes em revitalizar seus espaços de comentários com botões de reação ou dispositivos de cocriação, como o Brief, uma mídia que oferece aos leitores a oportunidade de votar no assunto a ser abordado na edição do fim de semana. Em suma, “social” não é mais a preservação das grandes redes e sim o negócio de todos e um elemento- chave no sucesso de uma empresa. No e-commerce, por exemplo, chegou a hora de mobilizar as comunidades: a HowTank e a Toky Woky se veem como “redes sociais para compartilhar experiências que unem clientes e marcas para discutir os tópicos que eles amam”. Pelo site, aplicativo ou pela loja física, os usuários da internet podem iniciar discussões com outros consumidores e participar de uma plataforma para continuar se comunicando com outras pessoas que gostam das mesmas marcas. Em suma, é um tipo de Netflix, voltado para a comunidade, para as relações de marca do consumidor. P o r q u e i s s o é i m P o r t a n t e : Marcas que ainda não entenderam como as coisas evoluíram, precisam reinvestir em mídia própria e limitar a dependência das principais plataformas de mídia social. O objetivo não é substituí-las, é claro. Com mais de 2 bilhões de usuários mensais ativos, é difícil competir com o Facebook. No entanto, é uma questão de reinvestir em autonomia paralela e fortalecer vínculos com um público privilegiado. 22 23 4 Mudando o comércio social Abordagens multifacetadas tomando forma Temos compilado esses relatórios sobre tendências de mídia social há quase cinco anos; embora as coisas evoluam muito rapidamente e é raro abordar os mesmos tópicos de um relatório para o outro, talvez tenhamos que abrir uma exceção este ano! Conversamos com você sobre as incertezas em torno do comércio social em 2017? Parece que o nevoeiro levanta e que não um, mas quatro grandes abordagens estão em jogo. Adicionando recursos no aplicativo: como o Pinterest pode se tornar a plataforma a ser usada Há vários anos, as principais plataformas sociais vêm experimentando em todos os lugares, expandindo seus serviços para acionar a compra. No final, este caminho, que é o mais simples, pois requer apenas a adição de camadas de serviço, foi testado por todos os players do setor, sem exceção. O Facebook, um autêntico experimentador de 360°, lançou um mercado que permite aos usuários comprar e vender artigos novos ou usados através de pequenos anúncios. O grupo de Mark Zuckerberg também apostou em formatos de anúncios dedicados a lojas de e-commerce. Exemplo? O Canvas, que colocou os catálogos de produtos dos anunciantes na vanguarda. Sem mencionar a força da personalização e contextualização da plataforma como, por exemplo, em anúncios dinâmicos, no qual são essenciais para uma estratégia eficaz. O Instagram, o bastião dos influenciadores, lançou o Instagram Shopping, um novo recurso que permite que os produtos identificados em sua 24 25 plataforma sejam comprados em um clique. A experiência de compra no Twitter, atualmente na fase de testes, deve se assemelhar a recursos próximos ao Google Shopping. O Pinterest não foi deixado para trás com “Shop the Look”; os consumidores podem adquirir os produtos que descobrem nos Pins ou até mesmo criar um atalho com o qual comprar diretamente de seu feed. Por fim, o Snapchat está conquistando sua posição exclusiva com o Shoppable AR, pelo qual você pode vender produtos, comprar tráfego ou fazer o download através de lentes patrocinadas (animar filtros que você adiciona ao seu rosto ao vivo). Dentro desse clima, como já escrevemos em 2016, o Pinterest parece ter uma vantagem competitiva, mesmo que ainda não tenha se traduzidoem números concretos, porque seu modelo é, simplesmente, diferente. Devemos notar que, fundamentalmente, plataformas como Facebook ou Instagram são focadas principalmente na conexão de usuários da rede e não na geração de vendas, ao contrário da pequena “tabela de tendências”. Além disso, de acordo com dados de um estudo interno do Pinterest, 87% de seus usuários fizeram uma compra como resultado do conteúdo encontrado na plataforma. Um ponto explicitado por Tim Weingarten, gerente de produto do Pinterest, em uma entrevista recente: “Qualquer um pode copiar uma interface de usuário; isso acontece o tempo todo no Vale do Silício. A diferença crítica é aquilo que você não pode reproduzir ou copiar, ou seja, o estado de espírito. As pessoas usam o Pinterest para realizar algo, como um projeto ou intenção que eles têm em mente. É quase como uma pré-venda. Com o objetivo de enfeitar sua sala de estar, você pode alterá-la por meio de nossa interface de pesquisa. Você vê um otomano (sofá com um encosto arredondado) que você gosta, e a partir daí tudo começa a convergir”. O aplicativo dedicado às compras, uma nova abordagem em andamento no Instagram… ou dividir para reinar? A notícia permanece hipotética, mas não surpreende a ninguém. Após o lançamento do Instagram IGTV, uma nova plataforma que hospeda vídeos de uma hora de duração visando competir com o YouTube, a rede de imagens está agora lançando um aplicativo de e-commerce autônomo batizado IG Shopping, que permitiria aos vendedores registrados vender diretamente seus A s p e s s o A s u s A m o p i n t e r e s t p A r A r e A l i z A r A l g o , c o m o u m p r o j e t o o u i n t e n ç ã o q u e e l e s t ê m e m m e n t e . é q u A s e c o m o u m A p r é - v e n d A 26 27 produtos. Hoje, os recursos no aplicativo limitam o número de artigos trocados, mas esse aplicativo autônomo pode dispensar esse limite enquanto aproveita as inúmeras marcas presentes na plataforma. Como lembrete, o Instagram reivindica um bilhão de usuários, entre os quais 25 milhões são profissionais e 2 milhões são anunciantes, segundo o grupo de origem Facebook, que sem dúvida tem um papel a desempenhar aqui para continuar a crescer, dada a solidez do Instagram frente a várias crises. Esse aspecto é de particular interesse, pois permite que os usos no aplicativo sejam divididos de modo a dominar o ecossistema, o que também lembra a abordagem do chinês WeChat, líder de mercado e jogador versátil genuíno. O caminho de uma parceria com um líder de e-commerce ou como o Snapchat continua a nos surpreender, recorrendo ao inesperado do Snapchat pela Amazon, o que é tudo, menos incongruente, devido ao clima difícil enfrentado atualmente pela rede preferencial de jovens: perdas financeiras, demissões recorrentes, diminuição do número de usuários. Qual desses caminhos será coroado com sucesso? É difícil dizer, pois cada um poderia funcionar. No entanto, uma questão permanece: no comércio social, o “social” não deve ter precedência sobre o senso de comunidade? Na China, os líderes de redes sociais aprenderam a desenvolver configurações genuínas de S-commerce, onde a interação e os interesses das comunidades desempenham um papel decisivo no ato de comprar. Vamos mencionar o “Inesperado”: esta é a linha de base a partir da rede fundada e administrada por Evan Spiegel. Surpreendendo-nos através de sua criatividade desde o início, parece que a força criativa do Snapchat ainda não está pronta para se esgotar. O último do momento? Oferecendo uma nova experiência ao comprador, o “Shazam” das compras em parceria com a Amazon, um dos líderes do e-commerce. A configuração está atualmente em testes com usuários americanos e deve ser implementada gradualmente. O conceito? Filmar um produto que você gosta com o Snapchat. Graças à tecnologia de reconhecimento de imagem, o artigo é identificado automaticamente e o usuário da rede pode comprá-lo na Amazon. Também é possível verificar o código de barras do produto, que é primeiramente analisado pelo Snapchat e enviado para a Amazon, que o identifica por seus poderosos algoritmos. Nessa parceria, alguns percebem o primeiro passo que precede a compra Pinduoduo. Com mais de 200 milhões de usuários registrados em dois anos, é o principal aplicativo chinês em campo. Ao misturar os princípios do Facebook e do Groupon, a empresa gerou o crescimento mais rápido visto no país, usando um grande gancho: os usuários identificam vendas on-line e ligam para seus amigos para comprar os produtos a um preço reduzido. Altamente viciante e com grande capacidade de se tornar viral, os recursos sem precedentes da plataforma, como os bingos ou discussões entre amigos, também trazem uma dimensão social real ao ato da compra; além de uma mera recomendação ou compartilhamento com comunidades on-line. Algo em que os líderes ocidentais deveriam se inspirar… P o r q u e i s s o é i m P o r t a n t e : A pluralidade de abordagens requer que as marcas estejam prontas para testá-las para tirar conclusões e identificar quais são as mais adequadas à sua estratégia comercial. Portanto, não há garantias, mas muitas questões levantadas para grupos que continuam seguindo e navegando por águas agitadas. No entanto, é altamente provável que nos próximos anos eles não possam mais ignorar essas novas experiências do comprador. 28 29 5 Parcerias estratégicas prosperam… A diversificação acelera Durante vários anos, analisamos regularmente as aquisições de negócios dos líderes de mídias sociais para determinar suas estratégias. Esta é geralmente uma tarefa de longo prazo: o Facebook fez 77 aquisições desde a sua criação, o Twitter fez 51. No entanto, o ritmo diminuiu consideravelmente nos últimos anos. Em 2018, o Facebook comprou “apenas” cinco empresas: a Bloomsbury, uma empresa inglesa de inteligência artificial especializada na luta contra fake news, a Vidpresso para tornar os vídeos mais interativos, o Redkix para competir com o Slack, a Confirm.io, dedicada à verificação de documentos de identidade e o Dreambit, um mecanismo de busca de imagens personalizado. Para outras empresas, houve poucas aquisições a relatar. O Twitter efetuou a compra da Smyte para combater o conteúdo de ódio. Por sua vez, a Snap absorveu a PlayCanvas, uma plataforma de nuvem colaborativa dedicada à criação de videogames. Enquanto as aquisições de negócios estão em baixa, as parcerias estratégicas estão em alta e em áreas muito diferentes. Um dos mais notáveis do ano é o Data Transfer Project, um projeto de transferência de dados de código aberto lançado pelo Google, Microsoft, Twitter e Facebook, que deve permitir que os usuários transfiram dados diretamente de um serviço para outro. Esta é uma questão fundamental no momento do GDPR e oferece valor agregado real na melhoria do relacionamento do consumidor com a Internet, permitindo-lhes ter mais flexibilidade e controle sobre seus dados. n A e r A d A c o n v e n i ê n c i A d i g i t A l , A i n o v A ç ã o d e b A i x A t e c n o l o g i A e s t á g A n h A n d o t e r r e n o Fotografe para descobrir as tendências nas fotos 30 31 Isto foi seguido por uma série de colaborações mais ou menos notáveis, demonstrando um desejo de acelerar a diversificação. Como dizem, “a união faz a força”. A diversificação muito bem poderia, dado o difícil contexto de hoje, limitar ou difundir as consequências de uma crise de RP [Relações públicas], que pode ocorrer a qualquer momento (o Facebook não diria o contrário!). Alguns exemplos: A surpreendente associação entre o Snapchat e a Amazon lança o “Shazam” das compras. Mas também uma discrição maior na imprensa entre a Snap Inc. (empresa controladora do Snapchat) e a Amazon. A plataforma de jogos Twitch, que traz lentes de realidade aumentada para os usuários do sitede streaming de vídeo. A parceria entre o YouTube e a Eventbrite fortalece a aliança com a Ticketmaster, permitindo que a empresa do Google abranja agora 70% do mercado de ingressos dos EUA. Para não ficar para trás, o Instagram, reino visual da comida, está em parceria com a Lafourchette, que permite aos usuários fazer reservas em restaurantes. Outras parcerias, como o Facebook com a AFP e o Instagram com o Projeto Rockit, têm como objetivo conter importantes questões de plataformas, como fake news e assédio. Em 2019, essas parcerias continuarão a acelerar de maneira surpreendente, à medida que os gigantes da mídia social investem em novos setores como saúde, educação, bancos etc. E lembre- se mais uma vez da abordagem sistêmica desses gigantes das mídias sociais que se transformaram em titãs da tecnologia. Mas este método não está ultrapassado? Na era da conveniência digital, a inovação de baixa tecnologia está ganhando terreno; o Facebook e outros já começaram a buscar estratégias para reivindicar seus direitos. Isso é um paradoxo? p A r c e r i A s c o n t i n u A r ã o A A c e l e r A r d e m A n e i r A s u r p r e e n d e n t e , à m e d i d A q u e o s g i g A n t e s d A m í d i A s o c i A l i n v e s t e m e m n o v o s s e t o r e s c o m o s A ú d e , e d u c A ç ã o , b A n c o s e t c P o r q u e i s s o é i m P o r t a n t e : Aquisições de negócios e parcerias estratégicas são elementos inestimáveis na compreensão do futuro das empresas de mídia social. Como afirmamos em relatórios anteriores, as plataformas sociais tornaram- se muito mais do que “sociais”; além de seus grandes públicos (especialmente Facebook e LinkedIn), constroem conglomerados multidisciplinares particularmente poderosos. As redes sociais que estão ficando para trás serão adquiridas e integradas a um desses impérios no longo prazo. Poderoso – muito poderoso, mesmo? Já no final do século XIX, Nietzsche previu: “Graças à liberdade de comunicação, grupos de homens com ideias afins poderão conhecer e construir comunidades. Nações estarão desatualizadas”. Continua... 32 33 6 O desgaste do influenciador de marca (BIF) se instala Como quebrar o impasse? Embora o marketing de influenciadores tenha estado conosco por um longo tempo, ele foi atualizado pela revolução digital e especialmente pelo advento das redes sociais. A ascensão dos ad-blockers e a crescente desconfiança do conteúdo da marca levaram a uma grande mudança; os consumidores estão se voltando cada vez mais para seus “colegas” para informar suas escolhas de consumo. As marcas tomaram nota e aprenderam a surfar a tendência, alavancando os influenciadores para aumentar sua visibilidade e aumentar suas vendas. Inicialmente, as marcas focaram nos macro influenciadores e depois nos influenciadores medianos antes de perceber que os micro influenciadores, ou mesmo o consumidor mediano, poderiam se tornar um ativo estratégico: as campanhas de conteúdo gerado pelo usuário (User Generated Content, UGC) são mais importantes e prevalentes do que nunca. E é fácil entender o motivo: um estudo da ComScore descobriu que o engajamento da marca aumenta quase 30% quando os clientes são expostos ao UGC. Quanto mais autêntica essa prova social parecer, mais confiável é sua marca em um piscar de olhos… Mas um erro em grande escala foi cometido: a influência foi tratada como qualquer outro canal de marketing quando se trata, acima de tudo, de relações humanas e confiança. A culpa por esse erro está por aí. Alguns influenciadores apostaram demais, assumindo várias parcerias pagas até que começaram a se perder, prejudicando seriamente suas reputações. São conhecidos como influenciadores de marca em série. Fotografe para descobrir as tendências nas fotos 34 35 é u r g e n t e r e s t A u r A r A i m A g e m m A n c h A d A p o r m á s p r á t i c A s e d A r n o v o í m p e t o A o m A r k e t i n g d e i n f l u e n c i A d o r e s Por que o marketing de influenciadores ainda tem um futuro brilhante ferramentas dedicadas. Por exemplo, o Facebook e o Snapchat anunciaram o lançamento de plataformas para facilitar os relacionamentos entre marcas e influenciadores. Mas é fundamental entender a essência dessa disciplina. A conscientização que começou em 2018 precisa continuar em 2019 e gerar um novo impulso: Antes de mais nada, é necessário que haja forte colaboração interfuncional dentro das marcas e agências envolvidas, para dar ao público uma visão unificada e liderar campanhas de todos os canais, onde as operações de um lado alimentam as do outro, criando assim um círculo virtuoso. Isso, então, evolui de uma abordagem tática para uma verdadeira lógica estratégica. No processo, mais e mais marcas internalizarão as equipes e criarão posições de gerente dedicadas de confluência (conteúdo e influência) que interagem com vários departamentos: RP, marketing, produtos, estudos, P&D [Pesquisa e Desenvolvimento], gerenciamento sênior etc. De acordo com o estudo DIMENSION, o uso de várias formas de mídia para transportar mensagens publicitárias convencionais é agora comum e reconhecido como eficaz por ambas as marcas e consumidores. Em média, os consumidores relataram o uso de quase três canais de comunicação para reunir informações sobre marcas, destacando O consumidor de hoje é cada vez menos ingênuo e consegue identificar um anúncio pago a uma milha de distância. Essa é uma das lições a serem tiradas de nosso estudo DIMENSION: para o consumidor conectado, a maior parte da atividade da marca (por qualquer canal e por qualquer meio) é considerada ‘publicidade’. Por exemplo, mais de 60% consideram as mensagens de marca em artigos impressos, em mídias sociais ou em canais de produtos como “publicidade”. Além disso, as regras da ARPP [Autoridade Reguladora de Publicidade], que regem o relacionamento entre marcas e influenciadores, foram reforçadas particularmente em termos de transparência e lealdade. Apesar disso, as práticas ruins continuam em ritmo acelerado: seguidores falsos, falta de transparência, falta de criatividade… E até mesmo o surgimento de influenciadores CGI [Computer Generated Imaging (Imagem gerada por computado)] e humanos digitais. Embora possam marcar uma evolução importante para a publicidade, eles permanecem muito distantes de suas contrapartes humanas. E é bem sabido que o aspecto humano do marketing de influenciadores é fundamental. Uma pesquisa do New York Times de janeiro de 2018 esclareceu essas práticas duvidosas e mostrou como alguns influenciadores compraram um grande número de “curtidas” com assinantes inexistentes ou como algumas pessoas usurparam a identidade dos usuários reais. A situação era tão ruim que algumas marcas, como a Unilever, tomaram uma posição e decretaram que não trabalhariam mais com influenciadores que adotam esses métodos. Em suma, o setor está sofrendo muito: é o que chamamos de desgaste do influenciador de marca ou BIF. Mas as coisas têm que ser assim? A resposta é não. O marketing de influenciadores ainda tem um futuro brilhante pela frente. Isso é comprovado pelo fato de as próprias redes sociais estarem aprimorando e expandindo https://www.nytimes.com/interactive/2018/01/27/technology/social-media-bots.html https://marketingland.com/unilever-stops-working-with-digital-media-influencers-who-buy-followers-242612 36 37 a importância de uma abordagem holística e integrada ao planejamento de mídia e comunicações. Em seguida, as operações personalizadas que garantem a conformidade com a linha editorial do influenciador podem ser implementadas. Muitas marcas acreditam erroneamente que os influenciadores são como um canal normal de comunicação, quando na verdade são, acima de tudo, talentos. O CEO EMEA [Europa, Oriente Médio e África] na empresa de softwarede marketing de influência Traackr, Nicolas Chatbot, explica que: “A maioria das marcas negligencia o valor agregado que elas devem trazer para seus influenciadores e sua comunidade. Com que frequência uma estratégia de ativação é reduzida a amostragem, um convite para eventos padronizados ou uma publicação patrocinada? As marcas diferenciadas são aquelas que consideram as motivações de seus influenciadores, o que podem dar a elas e têm uma visão de longo prazo do relacionamento que desejam construir.” A cocriação não mais se limita às relações de influenciadores de marca, mas a colaborações entre várias marcas e influenciadores, liberando assim a criatividade de ambos e ampliando a base de público. O papel dos influenciadores evolui para mais consultoria de marca, a fim de ajudá-los a otimizar suas campanhas, preservando seu próprio público de uma overdose de colaborações. A comunidade de influenciadores também deve desempenhar um papel de liderança. Amanhã, mais e mais marcas se apoiarão especificamente de uma comunidade que se tornará parte intrínseca do próprio produto. Você vende uma comunidade ao vender um produto? Essa é a questão. À medida que as redes sociais aumentam os meios para gerar engajamento (controle deslizante de emojis ou perguntas em adesivos no Instagram, listas ou pontos comuns no Facebook etc.), os dados gerados pelas comunidades serão cada vez mais importantes. Cabe às marcas e influenciadores coletá-los e usá-los com sabedoria para refinar a pesquisa de mercado, o desenvolvimento de novos produtos ou apenas para medir a satisfação do consumidor. P o r q u e i s s o é i m P o r t a n t e : O marketing de influenciadores, um verdadeiro catalisador para a transformação digital, deve infundir toda a estratégia da marca e de todos os departamentos: RH [Recursos humanos], marketing, comunicação, P&D, estudos etc. Como explicou o blogueiro Stéphane Shultz, “a verdadeira revolução dos últimos 20 anos não é tecnológica, é a capacidade de certos atores de federalizar as comunidades para ampliá-las”. Em suma, uma questão de influência. É por isso que é urgente restaurar a imagem manchada por más práticas e dar novo ímpeto ao marketing de influenciadores. 38 39 7 De volta ao O engajamento é a nova tendência básico! Formas de mídia estabelecidas, mesmo antes do advento das redes sociais, sempre fizeram um esforço especial para permitir que o público reagisse através de recursos como cartas ao redator e seções de comentários. Não surpreendentemente, a força de um proprietário de mídia está em sua capacidade de conhecer seu público e desenvolver um relacionamento único com eles. Mas os comentários têm seus limites. Porque, no final, quantos leitores deixam um comentário depois de ler um artigo ou uma publicação? De acordo com a regra do 1% , 1% dos internautas criam conteúdo, 9% comentam e o enriquecem, e 90% consomem sem participar. Uma explicação para essa baixa taxa de participação é o processo de comentários, que às vezes é longo e desanimador. Este foi o caso das redes sociais em seus primeiros dias. Na tentativa de simplificar e encurtar o processo, essas plataformas desenvolveram botões de uso único, que incluem botões “curtir”, “comprar” e “fazer uma doação”. Essa lógica foi ampliada com a chegada dos botões de reação em 2016, permitindo uma gama mais ampla de emoções, incluindo “uau”, “triste”, “amei” e “nervoso”. Mas a padronização e a codificação têm seu efeito perverso: muitas marcas usaram mal esses recursos para tentar satisfazer os algoritmos de redes sociais. Isso levou a um ajuste nas regras. Após punir os administradores de páginas dedicadas ao clickbait (títulos e conteúdo destinados a atrair cliques), os engenheiros e moderadores do Facebook começaram, no início do ano, a buscar iscas de engajamento. Eles o fazem penalizando técnicas de engajamento artificial projetadas para gerar reações, como “reagir à isca” ou “compartilhar a isca”. Neste verão, a empresa Menlo Park também anunciou que fortaleceria sua luta contra esquemas fraudulentos de compartilhamento de conteúdo entre as páginas. Isso não é surpresa, já que o desafio pessoal de Mark Zuckerberg em 2018 é “consertar” o Facebook. É também sobre gerar engajamento “natural”. Fotografe para descobrir as tendências nas fotos https://en.wikipedia.org/wiki/1%25_rule_(Internet_culture) 40 41 Uma questão difícil para as marcas é saber quando elas mudaram para engajamento falso. Respeitar o limite pode ser um ato de equilíbrio. Para ajudar as marcas a permanecerem no caminho certo, as redes sociais criaram mais recursos para incentivar o engajamento saudável. O Facebook afirmou claramente essa estratégia explícita em um longo artigo em sua redação no final de 2017 . O motivo principal para isso? O bem-estar dos usuários, naturalmente! O estudo, conduzido por sociólogos e outros especialistas, descobriu que quando as pessoas gastam muito tempo consumindo passivamente informações, isto é, lendo, mas não interagindo com outros usuários, relatam que se sentem pior depois. Por outro lado, a interação ativa, especialmente mensagens e comentários com amigos e memórias de interações passadas, está ligada à melhoria do bem-estar. Essa oportunidade de se comunicar com pais, amigos e colegas atraiu muitos usuários inicialmente. Não é de surpreender que permanecer em contato com os entes queridos nos traga alegria e fortaleça nosso senso de comunidade. Como resultado, novos recursos foram desenvolvidos para reforçar esse senso de comunidade: O Facebook lançou o Watch Party, que permite aos usuários assistir a vídeos em conjunto com amigos, testou uma função “coisas em comum” para expandir os campos de comunicação dos usuários além do círculo de amigos e lançou “listas de interesses”. Mas isso não é tudo. Ao renomear o Canvas, um de seus formatos publicitários, para “Instant Experience” e adicionar uma série de opções de engajamento, como “o momento atual”, a empresa de Mark Zuckerberg também revelou seu desejo de tornar sua propaganda muito mais interativa e conversacional O Instagram, a terra dos influenciadores, tem formatos originais que chamam o público para interagir, incluindo o controle deslizante de emojis e as perguntas em adesivos para adicionar ao Stories na plataforma. O Pinterest está desenvolvendo ferramentas de colaboração em grupo O Twitter lançou novas notificações push para envolver ainda mais o público. O aplicativo de mensagens Viber oferece um novo serviço chamado Viber Community, com “limites” de grupo de até 1 bilhão de membros, limitado apenas pelo número de pessoas cadastradas no próprio Viber, que ultrapassou a marca de 1 bilhão em 2018. O WeChat trouxe de volta seus serviços de gorjetas para usuários do WeChat iOS em 2018, incentivando a interação e o engajamento entre autores e leitores Isso é uma tendência passageira? Acreditamos que não! Estamos entrando em uma era de ‘engajamento reflexivo’ e aprimorar cada vez mais os novos recursos para atrair os usuários se torna fundamental. Fotografe e descubra a história dos recursos de engajamento social P o r q u e i s s o é i m P o r t a n t e : O engajamento da comunidade é uma parte crucial da estratégia de marketing on-line de uma marca; esses mecanismos não podem ser limitados apenas às plataformas sociais. Todas as organizações têm todo o interesse em desenvolver seus próprios sistemas de engajamento, sendo criativos e cultivando sua originalidade. De acordo com um estudo da Kantar TNS 366 , três quartos dos consumidores pesquisados sentem que pertencem a uma comunidade. Além disso, cerca de metade deles estão dispostos a se envolver em uma comunidade criada por uma marca. Para os consumidores, a necessidade de pertencer a uma comunidade é particularmente forte. Para as marcas, a chave é entender verdadeiramenteas percepções significativas na conexão de conjuntos de dados para aprimorar o marketing e a comunicação da marca realmente orientada por dados. A f o r ç A d e u m p r o p r i e t á r i o d e m í d i A e s t á e m s u A c A p A c i d A d e d e c o n h e c e r s e u p ú b l i c o e d e s e n v o l v e r u m r e l A c i o n A m e n t o ú n i c o c o m e l e s https://newsroom.fb.com/news/2017/12/hard-questions-is-spending-time-on-social-media-bad-for-us/ https://www.crunchbase.com/organization/viber-media https://www.kantarmedia.com/global/our-solutions/consumer-and-audience-targeting https://www.kantarmedia.com/global/our-solutions/consumer-and-audience-targeting 42 43 8 Hibridização de A grande mistura de narrativas criativas formatos Todo ano há o nascimento de um novo formato. Muito já foi dito sobre o formato de vídeo e suas variantes — versões ao vivo, em 360°, modo “micro” adaptado para dispositivos móveis e em tempo real — e até mesmo as três ao mesmo tempo. De acordo com dados da TGI Europa da Kantar Media, assistir e compartilhar vídeos é o segundo principal uso das redes sociais, logo após se manter conectado com amigos e familiares. Em 2016, o Facebook estava até prevendo que os vídeos suplantariam totalmente os formatos de texto, um ponto que sempre refutamos em nossos relatórios, explicando que a verdadeira tendência subjacente não era o formato ‘100% de vídeo’, mas o ‘100% interativo’. Fotografe para descobrir as tendências nas fotos 44 45 O que 2019 nos reserva? O conteúdo de vídeo ainda estará no centro da estratégia do Facebook, uma vez que a empresa continuará o lançamento do seu serviço Watch em outros mercados. É importante lembrar que, desde o seu lançamento em 2017, ele foi restringido aos usuários dos EUA. O Twitter, enquanto isso, continua a usar o vídeo com a especificidade de sua plataforma, ou seja, ação em tempo real e multiplicando parcerias. Depois do Buzzfeed e Bloomberg, o Twitter assinou uma parceria de vários anos com a Blizzard para produzir e transmitir conteúdo de vídeo na Overwatch League. Apesar de, por enquanto, a grande maioria do conteúdo de vídeo ser relacionada ao esporte, em 2019, a empresa deve diversificar bastante, especialmente em torno da moda, música e comida. Outro sinal forte: no último mês de setembro, e pela primeira vez, a palestra da Apple foi transmitida ao vivo no Twitter. O Snapchat está cada vez mais focado em programação de vídeo exclusiva para se alinhar às tendências de consumo de mídia em constante mudança. Há alguns meses, a Snap anunciou um acordo com a NBC para criar um programa diário do Snapchat chamado “Stay Tuned”, que cobre as últimas notícias em micro vídeos de 2 a 4 minutos. A NBC precisava evoluir sua estratégia para atender ao público e gerar receita em novos lugares. Isso não é surpreendente, já que o Snapchat é a plataforma social mais utilizada entre os centennials em termos de tempo médio gasto por dia, de acordo com um relatório recente da Kantar. A forma como os centennials usam os sites sociais difere das gerações anteriores, com o Snapchat usado pelos centennials por uma média de 30 minutos por dia, comparado ao Facebook (11 minutos), Facebook Messenger (28 minutos) e Twitter (22 minutos). Com foco no engajamento desses públicos mais jovens, a NBC News se voltou para o Snapchat como um dos principais componentes de sua futura oferta de conteúdo. Ainda é TV, mas uma definição mais ampla com o modelo da Kantar Media para medi-lo. Temos que apostar tudo em vídeo? Não. Esta é uma das lições do estudo do redator de conteúdo Buzzsumo em sua edição de agosto de 2018. A marca norte-americana analisou 43 milhões de posts no Facebook durante o segundo semestre de 2018, para descobrir que o engajamento médio Observe uma transmissão ao vivo com o aplicativo SnapPress em torno desse tipo de conteúdo caiu de 5.486 para 2.867 em comparação com o primeiro semestre de 2017. Embora o vídeo ainda tenha a taxa de engajamento mais forte, esse engajamento caiu de 9.370 para 3.453. De acordo com dados da TGI, quando os consumidores gostam de uma mídia, quase 40% também estão dispostos a acessá-la em diferentes versões. 2019 será o ano dos formatos criativos híbridos. A ascensão e democratização do formato “Stories”, desenvolvido pelo Snapchat em 2014, que serviu de fonte de inspiração para outras plataformas sociais, é uma boa demonstração. Os formatos estão em uníssono. Em 2019, esperamos ver um aumento no uso desses formatos híbridos para uma experiência de usuário ainda melhor. Mas o “Stories” como conhecemos também vai evoluir, com foco no aspecto de áudio, que também está em ascensão. Podcasts de música, novas opções de música em vídeos, efeitos sonoros de todos os tipos... A experiência de áudio completa o arsenal do “Stories” para uma verdadeira imersão dos sentidos. É com razão https://www.cnbc.com/2018/09/02/facebook-says-social-video-will-set-it-apart-from-netflix-and-youtube.html https://us.kantar.com/business/brands/2018/centennials-at-21-are-ready-to-be-the-next-economic-powerhouse/ https://www.kantarmedia.com/global/thinking-and-resources/latest-thinking/from-tv-to-tv https://www.business2community.com/brandviews/buffer/we-analyzed-43-million-facebook-posts-from-the-top-20000-brands-new-research-02105336 46 47 que o Facebook, o LinkedIn e o Twitter anunciaram o lançamento de clipes e publicações de áudio em 2018. Como você deve ter entendido: diversificação, hibridização e criatividade com foco em conteúdo de áudio estão no menu para 2019. p o d c A s t s d e m ú s i c A , n o v A s o p ç õ e s d e m ú s i c A e m v í d e o s , e f e i t o s s o n o r o s d e t o d o s o s t i p o s . . . A e x p e r i ê n c i A d e á u d i o c o m p l e t A o A r s e n A l d o s t o r i e s p A r A u m A v e r d A d e i r A i m e r s ã o d o s s e n t i d o s P o r q u e i s s o é i m P o r t a n t e : O conteúdo evolui. A partir de um formato estático e textual, tornou-se mais visual e interativo antes de se tornar mais e mais imersivo. A hibridização é agora a norma para tentar se destacar no burburinho digital, que é submetido a vários algoritmos. 48 49 9 O eixo estratégico do entretenimento O show precisa continuar! No evento MIPTV [Marché International des Programmes de Télévision] em Cannes em junho, Matthew Henick, diretor de estratégia de conteúdo do Facebook, compartilhou sua visão sobre as oportunidades oferecidas aos criadores e distribuidores de conteúdo, como entretenimento social, por meio de sua plataforma Facebook Watch. Sem surpresa, o ano foi marcado pelo sucesso de aplicações centradas no entretenimento. E é bem sabido que reutilizar recursos bem-sucedidos um do outro é comum para plataformas de mídia social. Alguns exemplos: Você conhece o Tribe? Este sistema de mensagens francês, que é poderosamente intuitivo, já se distinguiu de seus concorrentes. Sua proposta exclusiva de vendas (Unique Selling Preposition, USP)? Transformar vídeos curtos em mensagens de texto fáceis de criar e compartilhar. O cofundador, Cyril Paglino, já quer dar um passo adiante. Ele recentemente revelou sua ambição: criar um “GameBoy social”, ou seja, videogames no modo de bate-papo para compartilhar com os amigos. Outro aplicativo com ingredientes similares e que é muito popular entre os americanos é o HQ Trivia. A ideia? Propor um questionário para dispositivos móveis que se assemelhe a uma versão ao vivo de “Quem quer ser um milionário?” Ele inclui códigos de programas de jogos, com um horário específico (às 15h e 21h durante a semana e às 21h nos fins de semana) e um apresentador de comédia cujo papel é entreter os usuários. Qual melhor maneira de esquecer a crise do que se divertir? Especialmente porque o jogo pode ser rentabilizado de muitas maneiras diferentes:jogos de marca através de esquemas de conteúdo de marca (versões avançadas de filtros de marca no Snapchat), temas patrocinados pela marca etc. Existe ainda a plataforma chinesa já mencionada, Pinduoduo: altamente viciante e viral, os novos recursos dessa plataforma, como rifas ou discussões com amigos, trazem uma dimensão social real, assim como a de um jogo, ao ato de comprar. Mas os grandes players não esperaram que as tendências aparecessem para criar seus próprios empreendimentos... Fotografe para descobrir as tendências nas fotos 50 51 O Facebook já lançou recursos interativos semelhantes a questionários em seus vídeos, que são muito semelhantes ao HQ Trivia, mencionado anteriormente. A empresa de Menlo Park também está desenvolvendo um novo formato de publicidade de jogos para testar aplicativos antes mesmo de serem instalados. E sua plataforma de jogos também está no centro das atenções. Em parceria com o Game Awards, a cerimônia de premiação anual que homenageia as conquistas do setor de videogames no próximo mês de dezembro, o Facebook anunciou a criação de um novo prêmio, o Global Gaming Citizen, para reconhecer jogos que podem ser usados para fortalecer a comunidade ou fazer mudanças globais positivas. No entanto, o Facebook não é a única empresa no mercado. No último mês de abril, a Snap Inc., empresa controladora do Snapchat, anunciou o lançamento das Snappables, lentes interativas que usam a realidade aumentada para oferecer jogos e novas experiências a seus usuários. Há também rumores persistentes de que a Snap está prestes a lançar sua própria plataforma de jogos. Enquanto isso, o YouTube anunciou que sua plataforma de jogos será encerrada em maio de 2019. Mas não se engane, não está prevista para desaparecer; será integrada diretamente na plataforma principal. Ryan Wyatt, diretor global de jogos no YouTube, postou no Twitter para mostrar que os jogos são mais importantes do que nunca no YouTube. Ele explicou que o jogo representa “50 bilhões de horas de conteúdo no YouTube nos últimos 12 meses e 200 milhões de usuários conectados diariamente”. É o suficiente para te deixar atordoado! Graças ao Twitch, a Amazon também está bem posicionada para dominar este novo canal. Em 2014, o gigante do comércio eletrônico pagou US $ 1 bilhão pelo serviço de vídeo social e pela comunidade de jogos por um bom motivo. Ele passou despercebido pela maioria das empresas de tecnologia social, mas o serviço oferece suporte à exibição ao vivo e sob demanda de e-sports e funções de bate-papo que hospedam uma comunidade muito engajada. A Amazon pode estar mirando diretamente no serviço de hospedagem na nuvem da Microsoft (Azure) e na comunidade de jogos sociais (Xbox) com essa compra - e com razão. Em dezembro de 2018, o Twitch possui 140 milhões de usuários únicos com 15 milhões de usuários ativos mensais, todos com mais de 240 bilhões de minutos de conteúdo de vídeo ao vivo. Chocante, mais da metade dos usuários do Twitch assistem mais de 20 horas de conteúdo em vídeo por semana… Esse crescimento desenfreado no setor de jogos é devido a vários fatores: o desenvolvimento do entretenimento acelera durante as crises econômicas; a crise enfrentada pelo Facebook e, de certa forma, por todas as redes, é inédita. Este desenvolvimento responde à necessidade de superar um momento difícil. Outra explicação, talvez mais de longo prazo, pode estar no poder crescente da automação nos próximos anos... Significando mais tempo livre para se divertir? O que é certo é que, em 2019 e nos próximos anos, os jogos invadirão inesperadamente nosso cotidiano para criar novos scripts, novos modos de interação e muito mais. o s j o g o s i n v A d i r ã o i n e s p e r A d A m e n t e n o s s o c o t i d i A n o p A r A c r i A r n o v o s s c r i p t s , n o v o s m o d o s d e i n t e r A ç ã o P o r q u e i s s o é i m P o r t a n t e : O entretenimento não é limitado às plataformas sociais. A TechRadar informa que a Netflix e a Telltale Games firmaram um acordo para incorporar jogos em um serviço de streaming de filmes e programas de TV. De acordo com o relatório, a Netflix irá lançar seu programa piloto de videogame com a popular série Minecraft, Story Mode, da Telltale, bem como um projeto baseado em Stranger Things. Meios de comunicação como o Washington Post estão se livrando das convenções do jornalismo clássico por meio de questionários, poemas e jogos de tabuleiro que supostamente trazem uma nova dimensão à sua escrita. Como você pode ver, precisamos começar a experimentar agora. 52 53 10 Experiência de marca A mídia social interconecta estratégias globais de marketing Feito na China Em seu relatório de 2018 sobre as tendências chinesas, a Kantar Media CIC, nossa subsidiária na China, analisou o fenômeno das mídias sociais. Isso explica como os seus usos evoluíram em três fases sucessivas... Que, no geral, são muito semelhantes às práticas ocidentais. Inicialmente, esse novo canal foi usado principalmente para distribuir conteúdo destinado a aumentar o reconhecimento da marca. Então, as marcas perceberam a importância das mídias sociais na interação e comunicação com seus consumidores. Nesta fase, elas estavam ativas principalmente em plataformas sociais centrais e líderes de opinião- chave (Key Opinion Leaders, KOLs) amplamente utilizados. Em 2011, a M&Ms comercializou com sucesso sua marca no Weibo, abrindo duas contas, “M&M Vermelho” (Hong Dou) e “M&M Amarelo” (Huang Dou), e promoveu sua interação com o embaixador da marca Eason Chan. A publicação original e as ações provocaram mais de 40.000 interações (compartilhamentos, comentários e curtidas). Terceira fase: à medida que a mídia social atinge a maioridade e se torna um componente essencial do marketing, o investimento da marca continua a crescer. O objetivo agora é criar interações exclusivas em diferentes dimensões em torno da experiência da marca. Isso significa atrair consumidores-alvo para entrar e desfrutar de uma experiência sensorial abrangente, orientando- os a compartilhar e expandir gradualmente o círculo para atingir públicos mais amplos. Os principais elementos básicos da experiência circular da marca incluem: lojas físicas, eventos off-line, anúncios de mídia, marketing incorporado, distribuição on-line e marketing social. Com o desenvolvimento da internet das coisas (Intenet of Things, IoT), as mídias sociais não são apenas parte da estratégia de experiência circular, mas também servem como pontos de contato que conectam as outras partes do círculo. Seu papel de interconexão é cada vez mais importante. Fotografe para descobrir as tendências nas fotos https://www.kantarmedia.com/global/thinking-and-resources/latest-thinking/social-media-landscape-whitepaper-2018 https://www.kantarmedia.com/global/thinking-and-resources/latest-thinking/social-media-landscape-whitepaper-2018 https://www.kantarmedia.com/global/thinking-and-resources/latest-thinking/social-media-landscape-whitepaper-2018 54 55 Alguns exemplos concretos: O “Túnel da vida” da Zhihu: um anúncio impresso no túnel do metrô ligado à plataforma on-line Em junho de 2018, a Zhihu, uma popular plataforma de perguntas e respostas na China, catalogou e publicou 27 problemas da vida diária encontrados no metrô de Pequim. Os transeuntes poderiam usar seus telefones para escanear o código QR na parede e se conectar a Zhihu para descobrir as respostas. Em vez de ser um anúncio clássico destinado a vender seus serviços, esta foi uma maneira sutil e inteligente de fazer com que os consumidores se envolvam e compartilhem suas experiências. No final, a Zhihu serviu apenas como facilitadora de soluções. Desencadeadas por esse processo de reflexão e participação, as discussões continuaram no metrô e em outras plataformas sociais. Master Kong: minijogo interativoincorporado com publicidade em vídeo e cupom de desconto A Master Kong adicionou um componente interativo ao seu anúncio precedente lançado no iQiyi (a Netflix chinesa): os usuários que coletaram 3 emojis ao assistirem ao anúncio receberam um cupom de desconto de 12% para usar na variedade de massas da Master Kong. Enquanto os usuários estavam validando o cupom, a página da Web em exibição era a da Master Kong dedicada ao varejista on-line JD. Essa interatividade chamou a atenção do público e os incentivou a usar o emoji personalizado da marca em plataformas de mídia social e, assim, orientar o tráfego em direção a lojas on-line para promover vendas. A marca Coming One Season II + Snow Beer e seu produto Globe Trekker SuperX: a marca dá aos consumidores o poder de decidir. A Snow Beer lançou seu produto Global Trekker SuperX Beer, voltado para jovens; para promover este lançamento, patrocinou o reality show de TV The Coming One Season II. À primeira vista, parece uma colocação clássica de produtos, muitas vezes vista em várias cenas do show: a escolha de bebidas no fundo de uma cena ou acessórios usados para determinar a ordem do jogo para os competidores. No entanto, ao mesmo tempo, a maioria dos consumidores poderia comprar o produto e escanear o código QR da garrafa de cerveja para ganhar um voto extra para o programa; eles poderiam, portanto, participar do reality show e mudar seu resultado. No geral, esse exemplo de marketing embutido estimulou a discussão sobre os produtos e, em um mês, atraiu 1,71 milhões de visitas ao Weibo (rede social de microblogs da China, equivalente ao Twitter). A A b o r d A g e m c h i n e s A d á A o m A r k e t i n g s o c i A l o p A p e l p r i n c i p A l d e c o n e c t A r A s v á r i A s e x p e r i ê n c i A s P o r q u e i s s o é i m P o r t a n t e : No Ocidente, as estratégias de marca evoluíram da mesma forma, e sua abordagem passou agora do multicanal para o omnicanal (pelo menos na teoria; na prática, ainda há o que progredir). O objetivo é oferecer aos consumidores uma experiência “unificada”. É, portanto, uma boa ideia imitar a abordagem chinesa, que também visa a reunir todos os canais, mas dá ao marketing social o papel principal de conectar as várias experiências, tanto do mundo digital como no “real”. 56 57 Descubra as tendências da mídia social 2019 em vídeo Ajudando você a entender melhor as mudanças no panorama da mídia INTELIGÊNCIA PUBLICITÁRIA Nós acompanhamos toda a amplitude da publicidade, em formas já estabelecidas e emergentes, para oferecer a visão mais abrangente de criativos de anúncios, despesas, compartilhamento de voz e benchmarking de concorrentes. MEDIÇÃO DE AUDIÊNCIA: Nós medimos os públicos em todas as plataformas e dispositivos para determinar o alcance do conteúdo editorial e comercial via vídeo, áudio ou texto. SEGMENTAÇÃO POR CONSUMIDOR Nossas pesquisas de consumidores em grande escala permitem uma análise aprofundada do comportamento do consumidor, preferências de marca e tendências de mercado para segmentação, planejamento e ativação avançados. INTELIGÊNCIA DE REPUTAÇÃO Nós medimos a cobertura corporativa, de RP e da marca para ajudar os clientes a obter um entendimento claro de seu perfil e do impacto de suas comunicações e atividades de marketing em todos os noticiários e mídias sociais. Descubra as tendências da mídia social 2019 em vídeo Fale conosco! Nossas soluções de inteligência conectada oferecem aos clientes um entendimento holístico da transformação do panorama da mídia. https://youtu.be/Tz2A8_J20uY INTELIGÊNCIA PARA UM MUNDO CONECTADO Sobre a Kantar Media Somos líderes globais em inteligência conectada. Nossos dados e insights proporcionam aos clientes uma compreensão holística da mudança no panorama da mídia. 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