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SP 3.4 A coisa esta ficando difícil 1 � SP 3.4 A coisa esta ficando difícil Assunto #porfirina #gota #grupoheme Aula NCS - Tutoria Materiais https://www.ufrgs.br/lacvet/site/wp- content/uploads/2013/10/nitrogenioRaquelM.pdf Período 1 Status Done Texto TBL: EXCREÇÃO DE COMPOSTOS NITROGENADOS NAS DIFERENTES ESPÉCIES Palavras desconhecidas 1. Acidose metabólica; É uma condição caracterizada por acidez excessiva dos fluídos corporais e do sangue. Ao reduzir o pH do sangue, a acidose metabólica pode acabar tornando a respiração mais rápida e profunda, visto que o corpo passa a tentar liberar o excesso de ácido. 2. Edemaciado: que se formou edema (intumescimento dos tecidos) 3. Hiperemia: alteração na circulação sanguínea do paciente, aumento da quantidade de sangue circulando 4. Suor profuso: larga quantidade em vários lugares do corpo; hiperidrose Destino dos aminoácidos para formação das bases nitrogenadas. AA → formação das bases nitrogenadas Bases nitrogenadas: DNA e RNA https://www.ufrgs.br/lacvet/site/wp-content/uploads/2013/10/nitrogenioRaquelM.pdf SP 3.4 A coisa esta ficando difícil 2 A partir da molécula de ribose-5- fosfato → IMP(IDONOSINA MONOFOSFATO - molécula precursora) → Purina (”água”) Adenina (A) e Guanina (G), são as bases do grupo das purinas. São bases maiores que as outras, pois possuem um anel a mais. Ambas se combinam com uma pirimidinas, especificamente A-T e G-C. As ligações entre as bases são ligações de hidrogênio. Pirimidinas: Citosina (C) e Timina (T), são as bases pirimidinas, ou seja, menores e com um anel a menos em relação as purinas. Os grupos funcionais das bases são os nitrogênios dos anéis, os grupos carbonilas e amino exocíclicos. SP 3.4 A coisa esta ficando difícil 3 Estrutura e função das bases nitrogenadas. As bases nitrogenadas são compostos constituídos por anéis, pouco alcalinos (básicos), que contêm nitrogênio. Unindo-se a uma pentose e a um fosfato forma-se um nucleotídeo. São classificadas em dois grupos: Purinas e Pirimidinas. Funções gerais: Elos químicos essenciais na resposta das células a hormônios e outros estímulos extracelulares Componentes estruturais de uma coleção de fatores enzimáticos e intermediários, como: NAD(H), NADP(H) e CoA e Acetil CoA. unidades de energia → conduzem processos metabólicos (ATP e GTP) Unidade constituinte dos ácidos nucléicos → DNA e RNA. Adenina liga com a Timina e Uracila SP 3.4 A coisa esta ficando difícil 4 Guanina atua no RNA Se for ligado a receptores especiais, ele pode ajudar a transportar sinais de uma parte da célula para outra Citosina Sinalização Timina evita mutações genicas Funções neurais Urasila Síntese e degradação das bases nitrogenadas. Regulada alostericamente para produzir quantidades equilibradas de cada nucleotídeo. As vias de degradação são projetadas para recuperar alguns nucleotídeos e produzir ácido úrico (purinas). As matérias-primas para a síntese de purina são: CO2, aminoácidos não essenciais (Asp, Glu, Gly), e derivativos de ácido fólico que atuam como doadores de um único átomo de carbono. Purinas sintetizadas pela adição de grupos ao Fosforribosil pirofosfato (PRPP). Pirimidinas sintetizadas por condensação de carbamoil fosfato e aspartato; o fosfato de ribose é doado posteriormente no processo. Degradação de nucleotídeos e recuperação de purina SP 3.4 A coisa esta ficando difícil 5 Qualquer base de purina deve ser convertida em ácido úrico para ser eliminada e quando há excesso pode resultar em gota úrica. Estrutura e função das porfirina. Definição: O heme é um componente da hemoglobina, mioglobina e citocromos que é sintetizado na maioria dos tecidos do corpo. Heme é uma molécula cíclica plana (como uma roda) com um átomo de ferro no centro e um arranjo assimétrico de cadeias laterais ao redor do aro. A parte do heme que funciona como borda é uma porfirina. Compostos nitrogenados não protéicos. São moléculas cíclicas, formadas pela ligação de 4 anéis pirrol. Estes compostos se associam facilmente com íons metálicos como o Ferro (Fe) formando as metaloporfirinas. FORMAÇÃO - São formadas a partir de aminoácidos sendo o principal a glicina. Ocorrem as etapas abaixo (Quadro: metabolismo de porfirinas) e depois o porfobilinogênio, juntamente, com o ferro se transformará na Heme. Ocorre principalmente no fígado e eritrócitos da medula óssea. As porfirinas atuam como compostos intermediários na biossíntese do heme formadas pelo encontro de uma molécula de succinil-CoA e uma molécula de glicina em organismos animais. transporte de oxigênio, gás carbônico e elétrons Síntese e degradação de porfirina. A síntese do heme começa na mitocôndria, passa para o citosol e, em seguida, entra novamente na mitocôndria. Ocorre intensamente nas células da medula óssea, baço e fígado SP 3.4 A coisa esta ficando difícil 6 Caracterização, fisiopatologia e sintomas da gota úrica. Caracterização: Doença inflamatória e metabólica em que ocorre depósito de cristais de monourato de sódio (ácido úrico) nas: articulações, bainhas sinoviais, bursas e tecido subcutâneo = artrite erosiva Pode acometer o rim, envolvendo o interstício, túbulos renais e até formação de cálculos renais História Natural - sintomas Sensibilidade acentuada e inchaço da articulação afetada Início agudo, com dor máxima em 4 a 12 horas SP 3.4 A coisa esta ficando difícil 7 Padrão recorrente de ataques semelhantes Prejuízo acentuado da função física Resolução do sintoma dentro de 3 a 14 dias Fisiopatologia A gota é resultado das respostas inflamatórias aos cristais depositados nas articulações devido a um ou mais desarranjos na fisiologia do urato. Ao contrário da maioria dos mamíferos, o urato é o produto final da degradação oxidativa do metabolismo da purina em humanos e espécies primatas superiores, porque o gene que codifica a enzima uricase (oxidase do urato) tem sido silenciado por mutações. Superprodução ou subexreção (mais comum) de ácido úrico, produto final da degradação das purinas. A superprodução pode ser causada por hiperatividade de ribose fosfato pirofosfoquinase (PRPP sintetase) ou deficiência de hipoxantina-guanina fosforibosil transferase (HGPRT), uma enzima de recuperação de purina. A subexreção é causada por defeitos na excreção renal de ácido úrico. O desequilíbrio metabólico responsável pela gota é a supersaturação do sangue e dos fluidos orgânicos com o íon urato até o ponto em que a formação de cristais é viável. Em um pH fisiológico e temperatura corporal normal, o urato é considerado supersaturado em concentrações de 6,8 mg/dL ou mais. Hiperuricemia é caracterizada por nível sérico de urato superior a 6,8 mg/dL nos homens e nas mulheres. A deposição de cristais normalmente ocorre em áreas periféricas do corpo, como o hálux, em que as temperaturas são mais frias do que em outras partes do corpo. SP 3.4 A coisa esta ficando difícil 8 Com a hiperuricemia prolongada, cristais e microtofos se cumulam nas células de revestimento sinovial e na cartilagem articular. Os cristais liberados são quimiotáticos para leucócitos e também ativam complementos. Ocorre fagocitose dos cristais de urato por leucócitos polimorfonucleares, o que leva à morte das células polimorfonucleares com a liberação de enzimas lisossomais. Conforme este processo continua, a inflamação causa a destruição da cartilagem e do osso subcondral. Crises repetidas de artrite aguda, eventualmente, levam à artrite crônica e à formação de nódulos grandes e rígidos chamados tofos. Eles são mais comumente encontrados na membrana sinovial, bolsa subcutânea do olécrano, tendão calcâneo, osso subcondral e superfície extensora do antebraço e podem ser confundidos com nódulos reumatoides. Os tofos geralmente não aparecem até 10 anos ou mais após a primeira crise de gota. Esta fase da gota, chamada gota tofácea crônica, é caracterizada por crises mais frequentes e prolongadas, quemuitas vezes são poliarticulares. Hiperuricemia assintomática → artrite gotosa aguda → gota tofácea crônica → nefropatia gotosa Qual o tratamento e prevenção da gota úrica? O objetivo do tratamento da gota é a suspensão da crise aguda, prevenção de novas crises, redução de ácido úrico e reabsorção dos tofos. Hiperuricemia assintomática A hiperuricemia assintomática vai ser tratada apenas com mudança de estilo de vida. Por meio da diminuição do consumo de carne vermelha, frutos do mar, suspensão do álcool, perda de peso e controle das comorbidades. Artrite gotosa aguda No momento de crise aguda de artrite gotosa, faz-se o tratamento com anti-inflamatório não esteroidal por 5 a 7 dias, como naproxeno, indometacina e cetorolac. Em pacientes idosos ou com gota refratária, pode-se utilizar corticoide como a prednisona. A colchicina também é uma opção em crises ou de forma profilática por até 6 meses. Tratamento crônico O tratamento crônico com hipouricemiantes deve respeitar algumas indicações. As principais recomendações são crises frequentes de gota (2 ou mais por ano), presença de tofos SP 3.4 A coisa esta ficando difícil 9 subcutâneos e evidência radiográfica de dano estrutural. O uso de hipouricemiantes em pacientes com crise aguda de gota prévia, porém com menos de 2 episódios/ano, deve levar em consideração outras características dos pacientes. Ácido úrico muito elevado (> 9 mg/dL), idade < 40 anos (maior probabilidade de novos eventos, já que a doença teve início precoce) e a presença de doença cardiovascular ou doença renal crônica pode indicar maior recomendação ao uso. Para isso, pode utilizar os inibidores da xantina oxidase, que são o alopurinol e o febuxostar. Eles atuam bloqueando a síntese de ácido úrico, porém nunca devem ser iniciados em crises agudas. Inicia-se o alopurinol com doses de 100 mg/dia, aumentando dose de 100 em 100 mg após avaliação de 2 ou 4 semanas sem melhora, até alcançar a meta. Pode causar distúrbios gastrointestinais e reações de hipersensibilidade como efeito colateral. Outra opção são os uricosúricos, como o benzobromarona. Ele atua inibindo a reabsorção de ácido úrico no túbulo contorcido proximal do néfron. É usado nas doses de 50 a 100 mg/dia. Contraindicado em pacientes com história de urolitíase. Tratamento dos tofos O tratamento cirúrgico de retirada de tofos está indicado quando ocorre grande deformidade articular e destruição óssea ou quando essas deformidades impedem o paciente de realizar tarefas cotidianas, como calçar calçados ou pegar objetos com as mãos. Em alguns casos pode ser indicada a amputação da porção atingida, principalmente se houver úlceras ou infecção dos tofos gotosos. Prevenção Para prevenir tanto o desenvolvimento da gota como novas exacerbações, recomenda- se: evitar bebidas alcoólicas, perda de peso, evitar medicamentos que elevam níveis de ácido úrico no sangue, ingerir menos alimentos ricos em purinas. SP 3.4 A coisa esta ficando difícil 10 Para pacientes que fazem uso de diuréticos para tratar hipertensão arterial, recomenda-se troca por losartana, que diminui o número de exacerbações também. Mecanismo de ação da colchicina? O mecanismo exato de ação antigotosa é desconhecido. A colchicina aparentemente diminui a motilidade dos leucócitos, a fagocitose e a produção de ácido lático, diminuindo o depósito de cristais de urato e a resposta inflamatória resultante. Pode também interferir com a formação de quininas e de leucotrienos. Mecanismo de ação do alopurinol(zyloric) Medicamento que tem como ação a redução da produção de ácido úrico pelo organismo, sendo útil, portanto, na prevenção das crises de artrite gotosa e de alguns tipos de cálculos renais. A transformação da purina em ácido úrico é catalisada por uma enzima chamada xantina oxidase. A inibição dessa enzima, que é o mecanismo de ação do alopurinol, reduz a transformação das purinas em ácido úrico, provocando, assim, uma redução da concentração deste último no sangue. Metabolismo do álcool (como é ingerido, absorvido, transportado e metabolizado) O etanol é absorvido sem alteração pelo estômago (30%) e pelo intestino delgado (cerca de 65% no duodeno imediatamente após a sua passagem pelo piloro, e o restante no cólon) e transita pelo corpo por meio da corrente sanguínea, passando pelos órgãos e metabolizado no fígado. Menos de 10% do volume ingerido é eliminado sem alteração pela urina, suor e na respiração. Uma relação importante é sobre a quantidade de álcool expirada é proporcional ao nível sanguíneo, sendo assim a base do teste do “bafômetro”. Os 90% restantes são metabolizados a nível do acumulo de NADH Paralisa o ciclo de Krebs Inibição da gliconeogenese Inibição da oxidação de ácidos graxos Ácido graxo fica depositado nas celulas do fígado https://www.eumedicoresidente.com.br/post/hipertensao-arterial SP 3.4 A coisa esta ficando difícil 11 fígado, quase na sua totalidade, no hepatócito Ação da enzima álcool desidrogenase (ADH): 1. Enzima álcool desidrogenase (ADH) converte o álcool em acetaldeído (tóxico) 2. Enzima aldeído desidrogenase (ALDH) converte o acetaldeído em acetato (não tóxico). 3. A maior parte do acetato produzido atinge outras partes do organismo pela corrente sanguínea, onde participa de outros ciclos metabólicos ou, em excesso, é eliminado. Sistema alternativo de metabolização do álcool no fígado: 1. Sistema de enzimas microssomais oxidativas (SEMO) transforma o álcool em acetaldeído pela ação do citocromo P450 2E1 ou CYP2E1 presentes nas células hepáticas. O consumo de etanol aumenta a concentração da citocromo P-450 que é responsável pela metabolização no fígado de diversos antibióticos. Isso aumenta a resistência de alcoólatras a alguns medicamentos em abstinência. Catalase A catalase, nos peroxissomos utiliza o peróxido de hidrogênio como um substrato, é de menor importância, metabolizando não mais do que 5% do etanol no fígado. Quais são os estágios do alcoolismo? SP 3.4 A coisa esta ficando difícil 12 Quais são os mecanismos de regulação metabólica que associa a ingestão de álcool com jejum (porque não deve beber de barriga vazia) Chega antes à corrente sanguínea e precipita seus efeitos, que podem atingir o clímax entre 30 minutos e 2 horas depois do consumo. Em vez disso, quando se bebe depois de ter se SP 3.4 A coisa esta ficando difícil 13 alimentado, os efeitos secundários do álcool se minimizam. Considera-se que o estômago “está vazio” quando se passaram entre 2 a 4 horas da última ingestão. A maior parte do álcool é absorvida pelo intestino delgado, para onde passa rapidamente quando ingerido de estômago vazio, provocando um pico elevado de concentração no sangue. Mas se, ao contrário, bebe-se com o estômago cheio, o álcool é absorvido lentamente porque o esvaziamento gástrico demora mais e o pico de concentração no sangue é mais moderado, tornando-se menos tóxico para o organismo. Ingerir bebidas alcoólicas com o estômago vazio são obtidos efeitos secundários mais rápidos e intensos. Os sintomas aparecem muito rapidamente e são muito intensos porque os níveis de alcoolemia (álcool no sangue) são atingidos com grande velocidade. E nos jovens são ainda mais pronunciados, pois sua tolerância ao álcool é mais baixa do que a das pessoas adultas, acostumadas a beber de forma regular, mesmo que moderadamente. Referências: NELSON, David L. Princípios de bioquímica de Lehninger. [Coordenação da tradução de] Ana Beatriz Gorini da Veiga et al. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014. HARVEY, R. A.; FERRIER, D. R. Bioquímica ilustrada. Tradução André Krumel Portella... et al. 5. ed. Porto Alegre: ARTMED, 2012. MOREIRA, Caio; et. al. Reumatologia Essencial. 1ª edição. 2009 https://cisa.org.br/pesquisa/artigos-cientificos/artigo/item/62-alcool-e-sistema- hepatico#:~:text=A maior parte do álcool https://www.jusbrasil.com.br/artigos/alcoolismo-embriaguez-e-a-legislacao- penal/533225064 https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1002/art.41247https://cisa.org.br/pesquisa/artigos-cientificos/artigo/item/62-alcool-e-sistema-hepatico#:~:text=A%20maior%20parte%20do%20%C3%A1lcool https://www.jusbrasil.com.br/artigos/alcoolismo-embriaguez-e-a-legislacao-penal/533225064