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13/05/2019 Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e atuação do farmacêutico hospitalar Profa.: Rosana Sarmento O que é Infecção Hospitalar (IH)? É aquela adquirida após a admissão do paciente (> 48h de internação hospitalar) e que se manifeste durante a internação ou após a alta, quando puder ser relacionada com a internação ou procedimentos hospitalares. 1 2 13/05/2019 3 4 13/05/2019 Infecções hospitalares tem se constituído em importante problema de saúde pública no Brasil. O controle dessas infecções tornou-se objeto de estudo e alvo de várias estratégias em saúde, podendo ser destacada dentre elas as Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH). 5 6 13/05/2019 Problemas da qualidade da assistência à saúde importante incidência letalidade significativa aumento no tempo de internação e no consumo de medicamentos custos indiretos - interrupção da produção do paciente custos intangíveis ou difíceis de avaliar economicamente - sofrimento experimentado pelo paciente Fatores que contribuem para a aquisição de IH Condições básicas do paciente Tempo de hospitalização Frequência de procedimentos invasivos Utilização de antimicrobianos/ imunossupressores Escassez de recurso material e humano Falta de atenção/ má qualificação dos profissionais Ausência de um programa de controle de infecções hospitalares 7 8 13/05/2019 Hospital Ernesto Dorneles em Porto Alegre - RS • 1963 - Primeiro hospital no Brasil a criar a CCIH • Década de 70 - primeiras comissões multidiciplinares em hospitais públicos e privados • 1980 – Morte do Presidente Tancredo Neves • Centros de treinamento • Cursos de Capacitação CCIH A CCIH é um órgão de caráter deliberativo, composta por profissionais de saúde, funcionando diretamente ligado à direção geral da instituição e que, juntamente com o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), órgão executivo, tem como objetivo o adequado planejamento, elaboração, avaliação e execução do Programa de Controle de Infecção Hospitalar (PCIH), sendo este definido como um conjunto de ações desenvolvidas deliberadas e sistematicamente, com objetivo de reduzir ao máximo possível à incidência e gravidade das infecções hospitalares, (BRASIL, 1998). 9 10 13/05/2019 CCIH – Órgão Debate e pesquisa PCIH - Conjunto de ações Planeja SCIH - Grupo executivo responsável pelas ações Promovo CCIH • Objetivo: redução nas taxas de infecção e na morbidade e mortalidades • Notificação e quantificação do tipo de infecção (comunitária ou nosocomial) • Padronização de antimicrobianos • Padronização de protocolos profiláticos e terapêuticos que se adéquem ao perfil de atendimento do hospital • Padronização de soluções germicidas a serem utilizadas • Treinamento da equipe de limpeza • Estabelecimento de formulário de prescrição de antimicrobianos com justificativa de seu emprego e previsão de tratamento • Visitas clínicas que garantam a política de uso de anti- microbianos 11 12 13/05/2019 Infecções Nosocomiais As infecções nosocomiais notificadas são aquelas relacionadas à hospitalização de um paciente ou aos procedimentos diagnósticos, terapêuticos e invasivos praticados. • Transmissões cruzadas: • Mãos dos membros da equipe • Artigos ou medicamentos contaminados Cada cuidado prestado, direta ou indiretamente, ao paciente deve ser avaliado quanto ao potencial de transmissão de infecções, devendo o planejamento desta atividade, levar em conta o risco e contar com uma padronização adequada (CAVALLI- NI; BISSON, 2002). Uso racional de antimicrobianos • Adoção de diversas estratégias para reduzir a emergência de cepas bacterianas multirresistentes • Trabalho multidisciplinar e educativo FARMACÊUTICO 13 14 13/05/2019 Portaria 196, de 24 de junho de 1983; • “todos os hospitais do país deverão manter Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), independentemente da natureza da entidade mantenedora” Portaria 930/1992; • profissionalização na prática do controle de infecção • criação em todos os hospitais do País, os Serviços de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) - EXECUTIVO • manteve a exigência das CCIH Portaria 2.616/98 MS • reafirmando a importância e ampliando as atribuições da CCIH • competências da direção da instituição de saúde e das coordenações nacional, estaduais e municipais, nas ações de controle das infecções hospitalar e cria o Programa de Controle de Infecção (PCIH) Portaria 2.616/1998 O farmacêutico tem que promover o uso racional de antimicrobianos, matérias médico-hospitalares Comissão de Farmácia e Terapêutica • políticas voltadas para estes insumos, cooperando com os setores de treinamento. indicadores para uso de antimicrobianos que tem relação com a Farmácia 15 16 13/05/2019 Farmacêutico e a CCIH A assistência farmacêutica hospitalar constitui-se como um sistema complexo e relevante no âmbito da gestão de sistemas e ser- viços de saúde, não somente por contemplar um dos insumos básicos para cuidados aos pacientes, como também pelos altos custos envolvidos. Assistência Farmacêutica de Qualidade complexidade das terapias medicamentosas evidências dos resultados das intervenções farmacêuticas na melhoria dos regimes terapêuticos redução dos custos assistenciais 17 18 13/05/2019 Adquire e/ou prepara todos os agentes antimicrobianos necessários a terapêutica e higienização hospitalar Armazenamento e garante a qualidade dos antimicrobianos, bem como demais grupos terapêuticos em uso no hospital Garantir o acesso racional • Monitorar a utilização dos antimicrobianos e a utilização de saneantes e germicidas nos diversos setores do hospital Segundo a American Society of Health – System Pharmacists (ASHP) as responsabilidades do farmacêutico nas ações de controle de infecções hospitalares incluem: redução da transmissão das infecções, promoção do uso racional de antimicrobianos e educação continuada para profissionais da saúde e pacientes. 19 20 13/05/2019 Com as mudanças nos sistemas de distribuição de medicamentos, sabe-se quanto e de que maneira os antimicrobianos estão sendo utilizados, permitindo criar mecanismos capazes de auxiliar no controle rotineiro de seu uso em hospitais. Atribuições do Farmacêutico Uso racional de antimicrobianos, germicidas e produtos para a saúde Definição de uma política de seleção e utilização de antimicrobianos realizada em conjunto com a Comissão de Farmácia e Terapêutica (CFT) juntamente com os demais membros da CCIH Elaboração de protocolos clínicos para a profilaxia antibiótica e para o uso terapêutico em infecções bacterianas Programas de farmácia clínica •Dados farmacoeconômicos Orientação e prevenção da infecção hospitalar, por meio de treinamento com as diferentes equipes hospitalares 21 22 13/05/2019 Atribuições do Farmacêutico Pontos fundamentais no controle dos antimicrobianos: • Qualidade assistencial aos pacientes, em que se deve saber que somente é necessário o uso dessa classe de medicamentos quando houver um diagnóstico de infecção • Reduzir a pressão seletiva de antimicrobianos específicos para que se possa diminuir a seleção de microrganismos resistentes • Diminuir os custos hospitalares que direta ou indiretamente estão ligados ao uso de antimicrobianos Farmacêutico e o Uso Racional de Antimicrobianos • Controle da dispensação de antimicrobianos através das Fichas de Antimicrobianos (ATB) • Controle do tempo de uso de ATB, de acordo com a previsão do tratamento • Participação ativa nas visitas clínicas • Conhecimento sobre os tipos e quantitativo de estoque de antibióticos • Garantir o tratamento de todos os pacientes em uso de ATB • Oferecer opções de tratamento de acordo com o espectro de ação dos fármacos • Informações sobre questões farmacocinéticas, farmacodinâmicas, análise da diluição, posologiae via de administração • Elaboração e divulgação de tabelas sobre reconstituição, compatibilidade e estabilidade 23 24 13/05/2019 Farmacêutico e o Uso Racional de Antimicrobianos • Dimensionar o consumo de antibióticos, por meio do cálculo do percentual de pacientes que utilizaram esses medicamentos e da frequência relativa do emprego de cada principio ativo • Dose Diária Definida (Defined Daily Dose - DDD) determinação do consumo real por unidades de internação • Restrição de uso de antimicrobianos • Preenchimento de formulários • Avaliação da qualidade de prescrição • Identificação e notificação de reações adversas • Acompanhamento da devolução das doses não administradas de antimicrobianos 25 26 13/05/2019 Promover o uso racional de antimicrobianos, preservando essa classe terapêutica, é o único caminho para evitar que a resistência bacteriana deixe sem alternativas terapêuticas toda a sociedade, principalmente, quando confrontada com o escasso surgimento de produtos novos no mercado com vantagens clinica- mente comprovadas (RIBEIRO FILHO, 2000). 27 28 13/05/2019 Atribuições do Farmacêutico no Controle das Infecções Hospitalares • Participar das reuniões da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar; • Participar da elaboração de protocolos de tratamentos com antimicrobianos; • Participar da revisão da padronização de antimicrobianos; • Estabelecer intercâmbio entre Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), Comissão de Farmácia e Terapêutica (CFT), Comissão de Suporte Nutricional e Comissão de Padronização de Material Médico hospitalar; • Fornecer informações para subsidiar a política de uso racional de antimicro- bianos; • Elaborar rotinas para dispensação de antimicrobianos; • Participar do programa de monitorização terapêutica de antimicrobianos; • Elaborar relatórios periódicos sobre o consumo, custo e a frequência de uso de antimicrobianos; • Fornecer informações a respeito de interações, incompatibilidades físico-químicas e interferência laboratorial de medicamentos, principalmente dos antimicrobianos; • Participar de investigação de casos suspeitos de contaminação por soluções parenterais e outros; Atribuições do Farmacêutico no Controle das Infecções Hospitalares • Estabelecer políticas internas na farmácia abrangendo procedimentos e programas para evitar a contaminação de medicamentos produzidos e dispensados; • Estimular o uso de embalagens em dose única para produtos estéreis; • Trabalhar em conjunto com o laboratório de microbiologia; • Participar da padronização dos germicidas e saneantes; e emitir pareceres sobre produtos recentemente lançados; • Aconselhar nos critérios para aquisição de antissépticos, desinfetantes, esterilizantes, medicamentos e produtos para a saúde; • Supervisionar a manipulação dos antissépticos, desinfetantes e esterilizantes fornecendo informações e orientações sobre os produtos para os setores que os utilizam; • Participar da elaboração e do desenvolvimento de projetos de pesquisa em controle de infecção hospitalar; • Participar de programas de farmacoepidemiológia, principalmente aquelas relacionadas a estudos de utilização de medicamentos e farmacovigilância; • Participar de investigação epidemiológica dos surtos ou suspeita de surtos; • Desenvolver atividades de capacitação e atualização de recursos humanos e orientação de pacientes. 29 30