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1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DIREITO COLETIVO DO 
TRABALHO 
META 01 
 
2 
 
 PRÉ-EDITAL AFT 
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO – META 01 
 
3 
 
SUMÁRIO 
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO – META 01 .................................................................................... 5 
REVISÃO DA DOUTRINA (RESUMO + QUESTÕES) ...................................................................................5 
1. INTRODUÇÃO AO DIREITO COLETIVO DO TRABALHO ....................................................................5 
1.1. Conceito de Direito Coletivo do Trabalho ...........................................................................................5 
1.2. Função e objeto do Direito Coletivo do Trabalho .............................................................................6 
1.3. Direito Individual do Trabalho x Direito Coletivo do Trabalho ....................................................7 
2. FORMAÇÃO HISTÓRICA DO DIREITO COLETIVO DO TRABALHO................................................9 
2.1. Surgimento e histórico do sindicalismo no mundo ....................................................................... 10 
2.2. Surgimento e histórico do sindicalismo no Brasil ......................................................................... 13 
3. PRINCÍPIOS ESPECÍFICOS DO DIREITO COLETIVO DO TRABALHO ......................................... 17 
3.1. Liberdade sindical ..................................................................................................................................... 18 
3.2. Princípio da autorregulamentação ...................................................................................................... 23 
3.3. Limite da negociação coletiva ou princípio da adequação setorial negociada ................... 26 
QUESTÕES PROPOSTAS ................................................................................................................................... 32 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 PRÉ-EDITAL AFT 
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO – META 01 
 
5 
 
 
 
 
 
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO – META 01 
 
TEMA 
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO 
Introdução ao Direito Coletivo do Trabalho 
Princípios do Direito Coletivo 
 
REVISÃO DA DOUTRINA (RESUMO + QUESTÕES) 
 
1. INTRODUÇÃO AO DIREITO COLETIVO DO TRABALHO 
 
1.1. Conceito de Direito Coletivo do Trabalho 
 
Direito Coletivo do Trabalho: é o “complexo de institutos, princípios e regras jurídicas que regulam 
as relações laborais de empregados e empregadores e outros grupos jurídicos normativamente 
especificados, considerada sua ação coletiva, realizada autonomamente ou através das 
respectivas entidades sindicais.”1 
 
Para Sérgio Pinto Martins2, o Direito Coletivo do Trabalho “é o segmento do Direito do Trabalho 
encarregado de tratar da organização sindical, dos conflitos coletivos do trabalho e sua solução e 
da representação dos trabalhadores. 
 
 
1 DELGADO, Maurício Godinho. Curso de Direito do Trabalho. 18. ed. São Paulo: LTr, 2019. p. 1.533-1.534. 
2 MARTINS, Sérgio Pinto. Direito do Trabalho. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2010. p. 151. 
 PRÉ-EDITAL AFT 
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO – META 01 
 
6 
Por fim, Alice Monteiro de Barros destaca que o Direito Coletivo do Trabalho “pressupõe uma 
relação coletiva de trabalho, em que o sujeitos se encontram em função de uma coletividade 
profissional; logo, a relação jurídica daí advinda põe em jogo interesses abstratos do grupo. 
 
1.2. Função e objeto do Direito Coletivo do Trabalho 
 
Conteúdo: consiste nas relações coletivas entre empregados e empregador que se formaram 
a partir do surgimento de sindicatos no Século XIX. Portanto, o “conteúdo do Direito Coletivo do 
Trabalho é, pois, dado pelos princípios, regras e institutos que regem a existência e desenvolvimento 
das entidades coletivas trabalhistas, inclusive suas inter-relações, além das regras jurídicas 
trabalhistas criadas em decorrência de tais vínculos. São os princípios e normas reguladores dos 
sindicatos, da negociação coletiva, da greve, do dissídio coletivo, da mediação e arbitragem coletivas, 
ao lado dos dispositivos criados pela negociação coletiva e dissídios coletivos, por exemplo.”3 
 
Funções do Direito Coletivo do Trabalho: De acordo com Maurício Godinho Delgado, as 
funções do Direito Coletivo são divididas em gerais e específicas e podem ser sistematizadas da 
seguinte forma: 
 
a) Funções gerais: 
- exerce função de melhoria das condições de pactuação da força de trabalho na ordem 
socioeconômica. Essa função não é exclusiva apenas do Direito Individual e está presente na atuação 
do ser coletivo obreiro. 
- apresenta caráter modernizante e progressista do ponto de vista econômico e social com a 
previsão de direitos e condutas mais modernas e dinâmicas de gestão da força de trabalho; 
- função conservadora para legitimar política e culturalmente a relação de produção da 
sociedade contemporânea. 
 
 
3 DELGADO, Maurício Godinho. Curso de Direito do Trabalho. 18. ed. São Paulo: LTr, 2019. p. 1.533-1.534. 
 PRÉ-EDITAL AFT 
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO – META 01 
 
7 
b) Funções específicas: 
- geração de normas jurídicas: é um dos poucos segmentos do direito que permite a criação 
de normas jurídicas pelas próprias partes independentemente do estado. 
- pacificação de conflitos de natureza sociocoletiva: os instrumentos do direito coletivo são 
voltados para pacificar conflitos sociais que envolvem as relações de trabalho. 
- função social e política: instrumento de democratização do poder; 
- função econômica: aptidão para produzir a adequação às particularidades regionais ou 
históricas de normas de indisponibilidade relativa. 
 
1.3. Direito Individual do Trabalho x Direito Coletivo do Trabalho 
 
Diferenças entre direito individual e coletivo do trabalho: O Direito Individual do Trabalho é 
destinado, essencialmente, à regulamentação das relações jurídicas entre empregado e 
empregador e de figuras equiparadas, primordialmente pela análise dos institutos atinentes ao 
contrato individual de trabalho. No Direito Individual, vigora o princípio da proteção diante da relação 
desigual entre as partes da relação de emprego devido à hipossuficiência do empregado. 
 
Note-se, portanto, o que o Direito Individual do Trabalho é caracterizado pela presença constante 
de normas imperativas e irrenunciáveis que preveem direitos trabalhistas como ferramenta de se 
assegurar melhor tratamento jurídico aos empregados. 
 
ATENÇÃO! A Reforma Trabalhista modificou profundamente o Direito Individual do Trabalho e 
ampliou significativamente as hipóteses de negociação direta entre empregado e empregador com 
valorização a autonomia privada. No entanto, o princípio da proteção permanece vigente como regra 
no âmbito do Direito Individual. 
 
Por sua vez, o Direito Coletivo do Trabalho é pautado pela equivalência e igualdade entre os 
seres coletivos (sindicatos e empresas) e possuem ampla capacidade de negociação das 
 PRÉ-EDITAL AFT 
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO – META 01 
 
8 
condições de trabalho. Note-se que o sindicato da categoria profissional é um “ser coletivo, com 
ampla possibilidade de defesa dos trabalhadores, sem qualquer tipo de subordinação às empresas. 
Por isso, algumas concessões e restrições aos direitos dos trabalhadores, por exemplo, a 
redutibilidade salarial – art. 7º, VI, CF/88 – somente são válidas se feitas via negociação coletiva.4” 
 
Reforma Trabalhista: promoveu a valorização do negociado sobre o legislado nos art. 611-A e 
611-B, que deverão ser memorizados pelos candidatos. A prevalência do negociado sobre o 
legislado garante maior poder de negociação e, consequentemente, mais responsabilidade aos 
sindicatos. 
 
Dispositivos constitucionais: Para o início do estudo de Direito Coletivo doTrabalho, recomenda-
se que o candidato faça a leitura dos dispositivos constitucionais que versam especificamente sobre 
a matéria: art. 8º a 11 da CF/88: 
 
Art. 8º É livre a associação profissional ou sindical, observado o seguinte: 
I - a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato, 
ressalvado o registro no órgão competente, vedadas ao Poder Público a 
interferência e a intervenção na organização sindical; 
II - é vedada a criação de mais de uma organização sindical, em qualquer 
grau, representativa de categoria profissional ou econômica, na mesma 
base territorial, que será definida pelos trabalhadores ou empregadores 
interessados, não podendo ser inferior à área de um Município; 
III - ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou 
individuais da categoria, inclusive em questões judiciais ou administrativas; 
IV - a assembléia geral fixará a contribuição que, em se tratando de 
categoria profissional, será descontada em folha, para custeio do sistema 
confederativo da representação sindical respectiva, independentemente da 
 
4 CORREIA, Henrique. Curso de Direito do Trabalho. 6. ed. Salvador: Juspodivm, 2021. 
 PRÉ-EDITAL AFT 
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO – META 01 
 
9 
contribuição prevista em lei; 
V - ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato; 
VI - é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas 
de trabalho; 
VII - o aposentado filiado tem direito a votar e ser votado nas organizações 
sindicais; 
VIII - é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro 
da candidatura a cargo de direção ou representação sindical e, se eleito, 
ainda que suplente, até um ano após o final do mandato, salvo se cometer 
falta grave nos termos da lei. 
Parágrafo único. As disposições deste artigo aplicam-se à organização de 
sindicatos rurais e de colônias de pescadores, atendidas as condições que a 
lei estabelecer. 
Art. 9º É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores 
decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam 
por meio dele defender. 
§ 1º A lei definirá os serviços ou atividades essenciais e disporá sobre o 
atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade. 
§ 2º Os abusos cometidos sujeitam os responsáveis às penas da lei. 
Art. 10. É assegurada a participação dos trabalhadores e empregadores nos 
colegiados dos órgãos públicos em que seus interesses profissionais ou 
previdenciários sejam objeto de discussão e deliberação. 
Art. 11. Nas empresas de mais de duzentos empregados, é assegurada a 
eleição de um representante destes com a finalidade exclusiva de 
promover-lhes o entendimento direto com os empregadores. 
 
2. FORMAÇÃO HISTÓRICA DO DIREITO COLETIVO DO TRABALHO 
 
 PRÉ-EDITAL AFT 
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO – META 01 
 
10 
A formação do Direito Coletivo do Trabalho guarda profunda relação com a origem dos 
sindicatos e do próprio Direito do Trabalho enquanto ramo do Direito. Para facilitar a compreensão 
da matéria, o tema será dividido em dois subtópicos: formação histórica no mundo e formação 
histórica no Brasil. 
 
É importante ressaltar que, apesar de se tratar de um tema histórico, é indispensável para a 
compreensão do funcionamento das relações coletivas de trabalho e também da complexidade do 
sistema sindical brasileiro, que mescla institutos de liberdade sindical com dispositivos advindos do 
modelo corporativista da Era Vargas. 
 
2.1. Surgimento e histórico do sindicalismo no mundo 
 
Origem do sindicalismo: são produtos da sociedade capitalista, pois surgem em razão da 
diferenciação econômica, de poder e de funções existentes nas relações de trabalho no sistema 
capitalista5. 
 
Revolução Industrial: as máquinas passam a substituir a produção artesanal e a manufatura 
e há a concentração dos trabalhadores nas fábricas. Ao mesmo tempo, o uso de máquinas ampliou 
o desemprego e permitiu maior exploração dos trabalhadores com pagamento de salários reduzidos. 
Há, portanto, desigualdade do trabalho diante da força do capital. A exploração da mão de obra nas 
fábricas impulsionou o surgimento dos sindicatos. 
 
Fases do sindicalismo segundo Maurício Godinho Delgado6: 
1ª fase do sindicalismo: é conhecida como fase da proibição sindical e da criminalização das 
práticas dos atos sindicais. Esse momento ocorreu logo após o início das associações de 
trabalhadores e consistiu na criação de leis que proibiam e criminalizavam o movimento, seguido de 
uma atuação repressiva pelo Estado. 
 
5 DELGADO, Maurício Godinho. Curso de Direito do Trabalho. 15. ed. São Paulo: LTr, 2016. P. 1.496. 
6 DELGADO, Maurício Godinho. Curso de Direito do Trabalho. 15. ed. São Paulo: LTr, 2016. P. 1.498. 
 PRÉ-EDITAL AFT 
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO – META 01 
 
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2ª fase do sindicalismo: tolerância jurídica com os sindicatos e sua descriminalização. Tem 
como marco inicial a aprovação pelo parlamento inglês de lei que garantiu a liberdade de associação 
em 1824. Com essa lei, surgem as “trade unions”, que eram entidades responsáveis por criar escalas 
de trabalho. Se essas escalas eram descumpridas, havia paralisação e greve financiada por “caixas 
de resistências”. 
 
Os sindicatos surgem como o meio de organização das insatisfações dos trabalhadores 
com os abusos cometidos por seus empregadores. Dessa organização e do início de movimentos 
grevistas, diversas conquistas foram alcançadas, como a redução da jornada de trabalho, a proibição 
da utilização de mão de obra infantil, o aumento no valor dos salários, dentre inúmeras outras 
medidas. 
 
3ª fase do sindicalismo: reconhecimento do direito de associação entre os trabalhadores e 
a livre organização sindical. Essa fase teve início na segunda metade do Século XIX e correspondeu 
igualmente ao período de sistematização e consolidação do Direito do Trabalho nos países centrais. 
Após a fundação da Organização Internacional do Trabalho - OIT e da previsão nas constituições do 
México e da Alemanha, os direitos de livre associação sindical são sedimentados no direito ocidental. 
 
Fundação da OIT: A Organização Internacional do Trabalho foi fundada em 1919 com o 
objetivo de promover a justiça social e contribuir para a paz social duradoura, especialmente no 
âmbito das relações de trabalho. Com o passar dos anos, o órgão internacional elaborou um código 
internacional de trabalho com a criação de convenções e recomendações que abordam diversos 
temas, como emprego, política, seguridade social, relações de trabalho, administração pública e 
também liberdade sindical7. 
 
 
7 ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO. A liberdade sindical - Recopilação de Decisões e 
Princípios do Comitê de Liberdade Sindical do Conselho de Administração da OIT, 1997. 
 PRÉ-EDITAL AFT 
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO – META 01 
 
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Liberdade sindical: De acordo com Brito Filho8, a liberdade sindical pode ser conceituada 
como o direito dos trabalhadores e empregadores de constituir organizações sindicais, podendo 
ditar as regras de seu funcionamento e as ações que serão empreendidas pelas entidades, desde que 
assegurada a possibilidade de escolha de ingresso ou não na organização e o seu tempo de 
permanência. 
 
Corporativismo: Em contraponto ao modelo de liberdade sindical, o corporativismo 
caracteriza-se como um sistema intervencionista no sindicalismo, pois cabe ao Estado disciplinar 
as relações coletivas de trabalho. Verifica-se a ausência de espontaneidade no surgimento de 
sindicatos e em seu exercício, pois não há reconhecimento da autonomia coletiva dos particulares. 
Nesse caso, as forças produtivas, capital e trabalho, são vinculadas para se evitar a luta de classes9. 
 
Técnicas do corporativismo: De acordo com Nascimento, diversas foram as técnicas 
adotadas para essa intervenção e consistiram, basicamente, na implementação de um sistema de 
sindicatoúnico, o enquadramento sindical oficial pelo Estado, a imposição do sistema confederativo, 
com a divisão dos sindicatos por categoria, a concessão de poderes normativos ao Judiciário para 
decidir conflitos coletivos, a criação de um imposto sindical, a intervenção do Estado nas 
organizações sindicais e a proibição da greve e do locaute. 
 
Tendo em vista o controle estatal e o caráter público concedido aos sindicatos, o 
corporativismo impede o desenvolvimento do sindicalismo decorrente da luta dos próprios 
empregados por melhores condições de trabalho. A organização sindical é permitida, mas a 
representação dos trabalhadores é limitada às imposições do Estado, sempre levando em 
consideração o interesse público sobre a luta de classes. Esse modelo autoritário não assegura a 
liberdade sindical, princípio inerente à garantia do Estado Democrático de Direito. 
 
 
8 BRITO FILHO, José Cláudio Monteiro de. Direito Sindical. 2ª. ed. São Paulo: LTr, 2007. p. 71. 
9 NASCIMENTO, Amauri Mascaro. Compêndio de direito sindical. 7ª. ed. São Paulo: LTr, 2012. 
 PRÉ-EDITAL AFT 
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO – META 01 
 
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Influências no modelo de organização sindical brasileira: Conforme será abordado no tópico 
seguinte, o Brasil sofreu forte influência do modelo corporativista no estabelecimento da organização 
sindical brasileira. No entanto, com a Constituição Federal de 1988, a liberdade sindical foi 
assegurada como direito fundamental, impedindo a intervenção e interferência do Poder Público na 
organização dos sindicatos. Ocorre que alguns resquícios do corporativismo, como o modelo de 
unicidade sindical e organização por categorias, impedem a plena liberdade sindical no país. 
 
2.2. Surgimento e histórico do sindicalismo no Brasil 
 
Ausência de expressivas organizações sindicais no Brasil-Colônia: Diferentemente dos 
países europeus, o Brasil foi uma colônia do império português durante muitos anos, e teve sua 
economia baseada, até o final do Século XIX, na agricultura e pecuária com pequeno desenvolvimento 
industrial. Além disso, o trabalho recebia um viés pejorativo, pois era desenvolvido por escravos 
africanos trazidos à força para trabalhar nas lavouras do país. Note-se, portanto, que o contexto 
social e econômico brasileiro diverge muito em relação ao europeu, pois não havia espaço para a 
união dos trabalhadores. Enquanto na Europa os trabalhadores eram livres e lutavam pela melhoria 
das condições de trabalho, no Brasil a luta era constante por sobrevivência e liberdade. 
 
Surgimento das associações sindicais: ocorrem no final do século XIX e início do Século XX 
e compreendiam ligas operárias, que tinham as funções de assistência, redução da jornada de 
trabalho e garantia de manutenção dos salários. Além disso, destaca-se a formação de sociedades 
de socorros mútuos com a finalidade de garantir ajuda material aos operários10. 
 
Primeiras regulamentações: A existência de sindicatos rurais foi estabelecida pelo Decreto 
nº 979 de 1903 e a dos urbanos pelo Decreto nº 1.637 de 1907. No tocante ao sindicalismo rural, o 
decreto previa a liberdade de escolha das formas de representação dos trabalhadores e a aquisição 
da personalidade jurídica ocorria com o registro de exemplares dos estatutos, da ata de instalação e 
 
10 NASCIMENTO, Amauri Mascaro. Compêndio de direito sindical. 7ª. ed. São Paulo: LTr, 2012. p. 99. 
 PRÉ-EDITAL AFT 
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO – META 01 
 
14 
da lista de sócios no Cartório do Registro de Hipotecas do Distrito. A função primordial desses 
sindicatos era assistencial11. 
 
Por sua vez, era permitido o sindicalismo urbano com a criação de entidades por profissões 
similares ou conexas. Assim como os sindicatos rurais, havia liberdade de constituição, bastando o 
depósito de cópia dos estatutos na repartição competente. A principal função seria a defender os 
interesses dessas profissões. 
 
Anarcossindicalismo: O sindicalismo brasileiro sofreu influências do anarcossindicalismo no 
início do Século XX, que pregava o combate ao capitalismo, ao governo e à autoridade por meio da 
atuação apolítica, com o emprego de táticas como a sabotagem e a greve geral. O número de greves 
aumentou consideravelmente por influência dos trabalhadores imigrantes. O declínio da teoria 
ocorreu a partir da década de 1920 após forte repressão estatal, que culminou na expulsão de 
estrangeiros12. 
 
Regulamentação de Direitos sociais e impactos no Direito Coletivo do Trabalho: Na década 
de 1930, verificou-se a transformação do Estado brasileiro em relação à regulamentação dos direitos 
sociais, com fortes impactos no movimento sindical e no direito coletivo do trabalho. 
 
Controle dos movimentos sindicais e da pauta social: de um lado, o Estado concedeu 
direitos trabalhistas com base nas diversas demandas que haviam sido exigidas pelo sindicalismo 
e, de outro, reprimiu o movimento sindical que não era alinhado com o Estado. 
 
Decreto nº 19.770/1931: o sindicato passa a ter funções de colaboração com o poder pelo 
fenômeno da publicização dos sindicatos. A representação dos trabalhadores passa a ser realizada 
sob a forma de um único sindicato em uma mesma base territorial, o que comprometeu a função de 
 
11 NASCIMENTO, Amauri Mascaro. Compêndio de direito sindical. 7ª. ed. São Paulo: LTr, 2012. p. 101. 
12 NASCIMENTO, Amauri Mascaro. Compêndio de direito sindical. 7ª. ed. São Paulo: LTr, 2012. p. 101. 
 PRÉ-EDITAL AFT 
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO – META 01 
 
15 
mais de um sindicato dos trabalhadores de uma categoria naquela base determinada13. 
(NASCIMENTO, 2012, p. 108). 
 
OBSERVAÇÃO! 
Em sentido contrário aos diplomas legislativos do início da década de 1930, a Constituição de 1934 
passou a prever o pluralismo sindical e a autonomia dos sindicatos. No entanto, diversas normativas 
infraconstitucionais ainda previam a intervenção do Estado na organização e funcionamento dos 
entes sindicais e o intervencionismo prevaleceu na Constituição de 1937. 
 
Constituição de 1937: resgatou o princípio do sindicato único em uma mesma base 
territorial, o que impediu a livre criação de sindicatos. Além disso, foi criado o imposto sindical, que 
compreende uma contribuição aos sindicatos representativos da categoria exigida 
compulsoriamente de todos os trabalhadores. Foi, ainda, estruturado um sistema hierárquico com as 
federações e confederações, que representavam degraus até o alcance da corporação. 
 
Ademais, foram estabelecidas as diretrizes para a negociação coletiva, cujos efeitos 
alcançariam todos a categoria, independentemente dos empregados filiados. A legitimidade para 
negociar era restrita ao sindicato e recusada às entidades superiores, exceto se ausente o sindicato. 
Os sindicatos somente poderiam atuar caso fossem reconhecidos pelo Estado, de acordo com o 
enquadramento sindical elaborado por órgãos do Ministério do Trabalho. Era possível a intervenção 
nos sindicatos caso fosse necessário normatizar alguma circunstância que perturbasse seu correto 
funcionamento. A greve e o locaute foram totalmente proibidos14. 
 
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT): não trouxe inovações no tocante à organização 
sindical brasileira e apenas reproduziu as normas intervencionistas que já existiam. 
 
 
13 NASCIMENTO, Amauri Mascaro. Compêndio de direito sindical. 7ª. ed. São Paulo: LTr, 2012. p. 108. 
14 NASCIMENTO, Amauri Mascaro. Compêndio de direito sindical. 7ª. ed. São Paulo: LTr, 2012. p. 108. 
 PRÉ-EDITAL AFT 
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO – META 01 
 
16 
Constituição de 1946: admitiu o direito de greve, mas não alterou os demais pontos da 
organização sindical, pois previa que a regulamentação da liberdade sindical deveria ser realizada 
pela legislação ordinária, que permanecia corporativista. 
 
Constituição de 1967 e 1969: não houve grandes inovações no modelo sindical, pois os 
militares também pretendiam o controle da atuação dossindicatos. Para isso, fizeram uso da 
legislação intervencionista que estava vigente15. 
 
Constituição de 1988: foi o primeiro diploma constitucional que vedou a intervenção e 
interferência do Ministério do Trabalho na organização e no funcionamento dos sindicatos. Há, 
portanto, o rompimento do controle político que o Estado exercia sobre a estrutura sindical16. Nesse 
sentido, é o que dispõe o art. 8º, I, da Constituição Federal: 
 
Art. 8º É livre a associação profissional ou sindical, observado o seguinte: 
I - a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato, 
ressalvado o registro no órgão competente, vedadas ao Poder Público a 
interferência e a intervenção na organização sindical; 
 
Contradições do modelo sindical na CF/88: apesar do reconhecimento da liberdade sindical, 
foram mantidos alguns pilares do corporativismo como o enquadramento sindical por categorias, 
respeitada a unicidade sindical e a exigência da contribuição sindical obrigatória. Ressalta-se que a 
Constituição previa também a representação sindical corporativa na Justiça do Trabalho, com a 
presença de juízes classistas que representavam os interesses de empregados e empregadores, e 
amplo poder normativo da Justiça do Trabalho, que foram revogados, respectivamente, pelas 
Emendas Constitucionais nº 24/1999 e 45/200417. 
 
 
15 NASCIMENTO, Amauri Mascaro. Compêndio de direito sindical. 7ª. ed. São Paulo: LTr, 2012. p. 115. 
16 DELGADO, Maurício Godinho. Curso de Direito do Trabalho. 15. ed. São Paulo: LTr, 2016. p. 1.507. 
17 DELGADO, Maurício Godinho. Curso de Direito do Trabalho. 15. ed. São Paulo: LTr, 2016. p. 1.510. 
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DIREITO COLETIVO DO TRABALHO – META 01 
 
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Atenção! A Reforma Trabalhista (Lei nº 13.467/2017) determinou o fim da compulsoriedade da 
contribuição sindical. A contribuição sindical permanece vigente, mas depende de prévia e expressa 
autorização do trabalhador para ser exigida. 
 
Principais direitos sindicais da CF/88 
 
Reforçamos a importância da memorização dos direitos elencados nos art. 8º a 11 da CF. 
 
- vedação à intervenção ou interferência do Estado na organização sindical, com exceção do 
registro no órgão competente (Ministério da Economia atualmente); 
- reconhecimento dos acordos e convenções coletivas de trabalho; 
- reconhecimento do direito de greve; 
- estabilidade do dirigente sindical; 
- liberdade de filiação 
- enquadramento sindical por categorias, respeitada a unicidade sindical; 
- previsão de contribuição sindical e contribuição confederativa; 
 
3. PRINCÍPIOS ESPECÍFICOS DO DIREITO COLETIVO DO TRABALHO 
 
O Direito Coletivo do Trabalho tem princípios próprios que orientam a disciplina que o diferem 
do Direito Individual do Trabalho. Ressalta-se que os princípios do Direito do Trabalho serão 
abordados ao longo das rodadas de direito individual do trabalho. 
 
Os princípios destacados a seguir foram retirados do livro Curso de Direito do Trabalho – 6ª 
Edição/2021 do Professor Henrique Correia publicado pela Editora Juspodivm. 
 
 PRÉ-EDITAL AFT 
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO – META 01 
 
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3.1. Liberdade sindical 
 
Liberdade sindical: princípio estruturante do direito coletivo do trabalho em um Estado 
Democrático de Direito. 
 
Fundamentação: A liberdade sindical deriva de um princípio mais abrangente, a liberdade de 
associação. De acordo com esse princípio, deve ser assegurada a existência de agregações estáveis 
e pacíficas entre as pessoas, não sendo permitida a restrição da área e temática de atuação do 
grupo. Para a existência da liberdade de associação, há o pressuposto de garantia da liberdade de 
reunião. Esta, diferentemente da associação, é caracterizada pela agregação episódica entre pessoas 
para atingir determinado objetivo. No entanto, se não houver respeito à liberdade de reunião, não 
haverá possibilidade de desenvolvimento da liberdade de associação, que exige a agregação de 
pessoas por lapso temporal maior18 
 
Vedação à intervenção e interferência do Poder Público nas entidades sindicais: De acordo 
com esse princípio, o Estado não poderá intervir ou interferir na entidade sindical. O sindicato é, 
portanto, livre quanto a sua fundação, organização e filiação. 
 
ATENÇÃO! Intervenção e interferência sindicais não são sinônimos! 
A intervenção difere da simples interferência, pois ela determina verdadeira intromissão estatal nos 
assuntos da entidade sindical, podendo a autoridade administrativa assumir poderes de decisões no 
âmbito do sindicato, próprios dos dirigentes sindicais. Para assegurar a diferenciação dos termos, o 
art. 8º, I, da Constituição Federal determinou a vedação à intervenção e à interferência nos 
sindicatos19. (PAMPLONA FILHO e LIMA FILHO, 2013, p. 109) 
 
Constituição Federal: assumiu papel importante na implementação desse princípio, uma vez que 
assegurou a liberdade plena de associação para fins lícitos no rol de direitos individuais e, 
 
18 DELGADO, Maurício Godinho. Curso de Direito do Trabalho. 15. ed. São Paulo: LTr, 2016. p. 1.449. 
19 PAMPLONA FILHO, R.; LIMA FILHO, C. D. Pluralidade sindical e democracia. 2ª. ed. São Paulo: LTr, 2013. p. 109. 
 PRÉ-EDITAL AFT 
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO – META 01 
 
19 
expressamente, a liberdade de associação sindical, no capítulo de direitos sociais dos trabalhadores: 
 
Art. 5º, CF/88: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de 
qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros 
residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à 
igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (…) 
XVII: é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de 
caráter paramilitar; 
Art. 8º, CF/88: É livre a associação profissional ou sindical, 
observado o seguinte: 
I – a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de 
sindicato, ressalvado o registro no órgão competente, vedadas ao 
Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical; 
(…) 
V – ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a 
sindicato; 
 
Princípio da unicidade sindical: impede o reconhecimento da plena liberdade sindical no Brasil, 
pois impede a criação de mais de um sindicato, seja representativo de categoria profissional 
(trabalhadores), seja da categoria econômica (empregadores), numa mesma base territorial, que 
não pode ser inferir ao limite de um município: 
 
Art. 8º, CF/88: É livre a associação profissional ou sindical, 
observado o seguinte: 
II - é vedada a criação de mais de uma organização sindical, em 
qualquer grau, representativa de categoria profissional ou 
econômica, na mesma base territorial, que será definida pelos 
trabalhadores ou empregadores interessados, não podendo ser 
 PRÉ-EDITAL AFT 
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO – META 01 
 
20 
inferior à área de um Município; 
 
Não ratificação da Convenção nº 87 da OIT: diante das restrições à liberdade sindical previstas 
no texto constitucional, a Convenção nº 87 da OIT sobre liberdade sindical, um dos pilares da OIT, 
não pode ser ratificada pelo país. É importante lembrar que a contribuição sindical deixou de ser 
obrigatória com a Reforma Trabalhista e, somente pode ser cobrada, se houver expressa e prévia 
autorização de empregados e empregadores. 
 
Dimensões da liberdade sindical: será utilizada a classificação desenvolvida por Amauri Mascaro 
Nascimento20, que divide a liberdade sindical em (1) liberdade de associação, (2) liberdade de 
organização, (3) liberdade de administração, (4) liberdade de exercício das funções e (5) liberdade de 
filiação sindical. 
 
DIMENSÕES DA LIBERDADE SINDICAL 
 
1) Liberdade de associação: é caracterizada pela autorização legal para a criação de entidades 
que representem interesses profissionais e econômicos. Trata-se do reconhecimento das 
organizações sindicais pelo ordenamento jurídico. 
 
Essa dimensão da liberdadesindical está assegurada pelo ordenamento jurídico brasileiro, pois 
a Constituição Federal prevê que os sindicatos podem ser fundados livremente sem que seja 
necessária autorização estatal, ressalvado o registro no órgão competente para fins de 
atendimento do modelo de unicidade sindical vigente. 
 
2) liberdade de organização: A liberdade sindical somente estará presente se a organização for 
realizada de acordo com a autonomia dos próprios sindicatos. Essa dimensão da liberdade 
 
20 NASCIMENTO, Amauri Mascaro. Compêndio de direito sindical. 7ª. ed. São Paulo: LTr, 2012. p. 35. 
 PRÉ-EDITAL AFT 
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO – META 01 
 
21 
sindical guarda intrínseca relação com a adoção dos princípios da unicidade ou pluralidade 
sindicais pelo Estado. 
 
De acordo com Brito Filho (2007, p. 83), a liberdade de organização sindical não foi 
contemplada pela organização sindical brasileira com a promulgação da Constituição Federal de 
1988, pois nesse ponto ainda vigora o modelo corporativista adotado nas décadas de 1930 e 
1940. São quatro restrições ainda existentes à livre organização dos sindicatos: a unicidade 
sindical, a base territorial mínima, a sindicalização por categoria e o sistema confederativo da 
organização sindical: 
 
a) Unicidade sindical: o art. 8º, II, da CF/88 veda que seja criada mais de uma entidade sindical 
que venha representar determinar categoria econômica ou profissional em uma mesma base 
territorial, cujo limite mínimo corresponde à área de um município. Note-se, portanto, que o Brasil 
prevê a unidade de representação por imposição estatal, ou seja, o próprio Estado brasileiro 
determina a representação de trabalhadores e empregadores por sindicato único. 
 
b) Base territorial mínima: De acordo com o mesmo art. 8º, II, da Constituição de 1988, deve existir 
um único sindicato representativo em uma mesma base territorial nunca inferior ao limite de um 
munícipio. Permite-se, portanto, a criação de sindicatos com bases municipais, estaduais e até 
mesmo nacionais. Contudo, por determinação constitucional, é vedada a criação de um sindicato 
inferior ao limite de um município, o que restringe a liberdade sindical. 
 
c) Representação por categorias: A formação das categorias ocorre por meio da sindicalização 
vertical por atividade, segundo o qual as categorias são formadas de acordo com o ramo de 
atividade onde estão inseridos os empregadores. Como exceção, existe a sindicalização por 
profissão na hipótese de categoria profissional diferenciada. 
 
A representação dos trabalhadores e empregadores por categorias constitui uma restrição à 
 PRÉ-EDITAL AFT 
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO – META 01 
 
22 
liberdade sindical na medida em que o enquadramento do trabalhador em sua categoria e, 
consequentemente, em relação ao sindicato que o representa, é automática e decorre da atividade 
desenvolvida preponderantemente pelo empregador. Não pode o trabalhador ou empregador 
por interesse próprio se filiar ao sindicato de outra categoria que acreditar que poderá defender 
melhor seus interesses. 
 
d) Sistema confederativo: Destaca-se ainda que o modelo de organização sindical brasileiro é 
caracterizado pela presença do sistema confederativo, que é organizado de forma piramidal. As 
bases são formadas pelos sindicatos, enquanto o centro é composto por federações. Por fim, as 
confederações integram o ápice da pirâmide. Não há nenhuma liberdade de vinculação entre as 
estruturas que compõe a pirâmide, pois o modelo de categorias obriga que as confederações, 
federações e sindicatos representem o mesmo agrupamento de trabalhadores, caracterizado 
pela atividade preponderante da empresa, ainda que em bases territoriais maiores. (BRITO FILHO, 
2007, p. 98). Essa restrição imposta pelo Estado também impede que as próprias organizações de 
base, os sindicatos, se organizem hierarquicamente de forma livre, estando vinculados à categoria 
que representam. 
 
3) Liberdade de administração: compreende o atendimento à democracia interna e à autarquia 
externa, dimensão que é respeitada pelo ordenamento jurídico brasileiro. A democracia interna 
refere-se à possibilidade de criação de seus próprios estatutos, determinando a escolha de seus 
diretores, o procedimento adotado, o tipo de eleição empregada. 
 
Por sua vez, a autarquia externa pode ser conceituada como a liberdade de atuação sem 
interferências externas. Não cabe, portanto, ao Estado definir a escolha da diretoria ou mesmo 
controlar os atos emitidos por essa durante o mandato dos dirigentes sindicais. 
 
4) liberdade de exercício das funções compreende a garantia para que o sindicato exerça as 
funções para a qual foi constituído. Com relação ao exercício de funções, há duas restrições à 
liberdade sindical no Brasil, pois os sindicatos são obrigados a participar das negociações coletivas 
 PRÉ-EDITAL AFT 
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO – META 01 
 
23 
de trabalho e ainda persiste a manutenção da competência normativa da Justiça do Trabalho. A 
primeira limita a busca dos trabalhadores por outras entidades que possam defender seus 
interesses de classe, limitando a negociação ao espaço ocupado pelo sindicato. Além disso, a 
solução dos conflitos pela Justiça do Trabalho desestimula a sua solução por meios 
autocompositivos e interfere no livro exercício do direito de greve. 
 
5) liberdade de filiação e desfiliação: consiste na faculdade da pessoa ingressar ou não em um 
sindicato, podendo nele permanecer. A liberdade de filiação e desfiliação apresenta-se como um 
direito do trabalhador e um dever do sindicato representativo, pois é assegurado ao trabalhador a 
escolha quanto à filiação, desfiliação e permanência no sindicato e a este existe a obrigação de se 
abster quanto à interferência nessa decisão tomada. 
 
Ressalta-se que a liberdade de filiação e desfiliação é assegurada pelo Brasil no art. 8º, V, da 
Constituição Federal ao estabelecer que: “ninguém será obrigado a filiar-se ou manter-se filiado a 
sindicato”. 
 
3.2. Princípio da autorregulamentação 
 
Princípio da autorregulamentação21 (ou autonomia coletiva dos particulares ou criatividade 
jurídica nas negociações coletivas): compreende o poder e a prerrogativa conferidos ao sindicato de 
estabelecer normas coletivas que serão aplicadas no contrato de trabalho. Os instrumentos coletivos 
(acordos e convenções) são fontes formais autônomas, cogentes e imperativas do direito do trabalho 
e indispensáveis para a pacificação das relações coletivas de trabalho. O reconhecimento das normas 
coletivas estão previstas no texto constitucional: 
 
Art. 7º. São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de 
outros que visem à melhoria de sua condição social: 
 
21 CORREIA, Henrique. Curso de Direito do Trabalho. 6. ed. Salvador: Juspodivm, 2021. 
 PRÉ-EDITAL AFT 
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO – META 01 
 
24 
(…) 
XXVI – reconhecimento das convenções e acordos coletivos de 
trabalho; 
(…) 
Art. 8º. É livre a associação profissional ou sindical, observado o 
seguinte: 
(…) 
VI – é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações 
coletivas de trabalho; 
 
Valorização do negociado22: A Lei nº 13.467/2017 (Reforma Trabalhista) ampliou o alcance do 
princípio da autorregulamentação ao prever diversas hipóteses em que as convenções e acordos 
coletivos de trabalho passam a prevalecer sobre a lei. A leitura e memorização do art. 611-A da CLT 
é indispensável para a compreensão do Direito individual e coletivo do trabalho após a Reforma 
Trabalhista: 
 
Art. 611-A da CLT (Inserido pela Reforma Trabalhista): A convenção 
coletiva e o acordo coletivo de trabalho têm prevalência sobre a lei 
quando, entre outros, dispuserem sobre: 
I – pacto quanto à jornada de trabalho, observados os limites 
constitucionais; 
II – banco de horas anual; 
III – intervalo intrajornada, respeitado o limite mínimo de trinta 
minutos parajornadas superiores a seis horas; 
IV – adesão ao Programa Seguro-Emprego (PSE), de que trata a Lei 
nº 13.189, de 19 de novembro de 2015; 
 
22 CORREIA, Henrique. Curso de Direito do Trabalho. 6. ed. Salvador: Juspodivm, 2021. 
 PRÉ-EDITAL AFT 
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO – META 01 
 
25 
V – plano de cargos, salários e funções compatíveis com a condição 
pessoal do empregado, bem como identificação dos cargos que se 
enquadram como funções de confiança; 
VI – regulamento empresarial; 
VII – representante dos trabalhadores no local de trabalho; 
VIII – teletrabalho, regime de sobreaviso, e trabalho intermitente; 
IX – remuneração por produtividade, incluídas as gorjetas percebidas 
pelo empregado, e remuneração por desempenho individual; 
X – modalidade de registro de jornada de trabalho; 
XI – troca do dia de feriado; 
XII – enquadramento do grau de insalubridade; 
XIII – prorrogação de jornada em ambientes insalubres, sem licença 
prévia das autoridades competentes do Ministério do Trabalho; 
XIV – prêmios de incentivo em bens ou serviços, eventualmente 
concedidos em programas de incentivo; 
XV – participação nos lucros ou resultados da empresa. 
 
OBSERVAÇÃO! Diferença entre cláusula contratual e instrumento coletivo 
Cláusulas contratuais: se mais benéficas, têm aderência permanente e, portanto, não podem ser 
removidas para prejudicar o trabalhador (art. 468, CLT). 
Cláusulas de instrumento coletivo: são temporários e, na maior parte dos casos, não estão previstos 
em lei. Assim, não há aderência permanente desses benefícios ao contrato de trabalho, o que exige 
constante esforço do sindicato nas negociações para manter os direitos dos trabalhadores em âmbito 
coletivo. 
 
 PRÉ-EDITAL AFT 
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO – META 01 
 
26 
Divisão do princípio da autorregulamentação23: É possível mencionar ainda dois princípios que 
se inserem na autorregulamentação: 
 
a) Princípio da preponderância do direito coletivo sobre o individual: o Direito Coletivo prevê 
normas que venham a beneficiar a maioria dos trabalhadores de determinada categoria, e não um 
indivíduo isoladamente. As decisões tomadas pela coletividade, representada pelo ente coletivo, 
podem causar impactos no âmbito social, econômico e político e prevalecem sobre as previsões 
individuais. 
 
b) Princípio da participação obrigatória dos sindicatos na negociação coletiva: é necessário que 
os sindicatos dos trabalhadores participem obrigatoriamente da construção da norma coletiva nos 
termos do art. 8º, VI, da CF/88 transcrito anteriormente. 
 
Atenção! Nem sempre será necessária a presença do sindicato representativo da categoria 
econômica, uma vez que o próprio empregador poderá ser considerado ente coletivo diante de sua 
capacidade de negociação com o sindicato profissional (acordo coletivo). Portanto, quando a 
Constituição exige a participação do sindicato, está se referindo ao sindicato da categoria 
profissional, ou seja, ligado aos trabalhadores. 
 
3.3. Limite da negociação coletiva ou princípio da adequação setorial negociada 
 
Limites à negociação coletiva ou princípio da adequação setorial negociada: Os instrumentos 
coletivos deveriam ter sempre a finalidade de buscar condições mais benéficas para o trabalhador. 
As normas prejudiciais só poderiam ser estipuladas de forma excepcional, na busca de interesses 
mais amplos para a categoria e nos casos previstos pelo legislador. Podemos citar como exemplos: 
redução salarial, aumento da jornada para quem trabalha em turnos ininterruptos de revezamento, 
compensação etc. 
 
23 CORREIA, Henrique. Curso de Direito do Trabalho. 6. ed. Salvador: Juspodivm, 2021. 
 PRÉ-EDITAL AFT 
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO – META 01 
 
27 
 
OBSERVAÇÃO! A Lei nº 14.020/2020 e a MP nº 1.045/2021 estabeleceram a possibilidade de 
redução de salário e de jornadas ou a suspensão temporária do contrato de trabalho e há expressa 
previsão do uso do instrumento coletivo como ferramenta para a adoção dessas medidas. 
Objetivo da negociação coletiva24: harmonização das relações de trabalho diante dos constantes 
atritos ocorridos em razão dos interesses antagônicos entre empregado e empregador. Dessa forma, 
é possível a criação, modificação ou até mesmo a supressão de direitos para assegurar a adequação 
das relações trabalhistas. Contudo, há limites à negociação coletiva. A possibilidade de concessão de 
benefícios é ampla. A Reforma Trabalhista foi pautada na valorização da negociação coletiva e na 
ampliação das hipóteses de flexibilização trabalhista. O art. 611-A da CLT ampliou significativamente 
as hipóteses em que a convenção e o acordo coletivo de trabalho prevalecem sobre a legislação, 
podendo inclusive prever condições prejudiciais aos trabalhadores. 
 
Limites à negociação25: a negociação coletiva tem limites que devem ser observados, ainda que 
ampliadas significativamente as hipóteses de valorização do negociado. Os direitos assegurados pela 
Constituição Federal, excepcionadas as hipóteses que o próprio texto constitucional permite, não são 
passíveis de flexibilização por meio de negociação coletiva, pois a Reforma Trabalhista foi aprovada 
como lei ordinária, tendo status infraconstitucional. 
 
Previsão de limites na CLT: Ainda na tentativa de traçar limites ao alcance da negociação coletiva, 
o legislador da Reforma Trabalhista acrescentou o art. 611-B à CLT. Esse dispositivo é responsável 
por apresentar os direitos que não podem ser suprimidos ou reduzidos, pois constituem objeto ilícito 
de norma coletiva: 
 
Art. 611-B, CLT (acrescentado pela Lei nº 13.467/2017). 
Constituem objeto ilícito de convenção coletiva ou de acordo coletivo 
de trabalho, exclusivamente, a supressão ou a redução dos seguintes 
 
24 CORREIA, Henrique. Curso de Direito do Trabalho. 6. ed. Salvador: Juspodivm, 2021. 
25 CORREIA, Henrique. Curso de Direito do Trabalho. 6. ed. Salvador: Juspodivm, 2021. 
 PRÉ-EDITAL AFT 
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO – META 01 
 
28 
direitos: 
I – normas de identificação profissional, inclusive as anotações na 
Carteira de Trabalho e Previdência Social; 
II – seguro-desemprego, em caso de desemprego involuntário; 
III – valor dos depósitos mensais e da indenização rescisória do 
Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); 
IV – salário mínimo; 
V – valor nominal do décimo terceiro salário; 
VI – remuneração do trabalho noturno superior à do diurno; 
VII – proteção do salário na forma da lei, constituindo crime sua 
retenção dolosa; 
VIII – salário-família; 
IX – repouso semanal remunerado; 
X – remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em 
50% (cinquenta por cento) à do normal; 
XI – número de dias de férias devidas ao empregado; 
XII – gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço 
a mais do que o salário normal; 
XIII – licença-maternidade com a duração mínima de cento e vinte 
dias; 
XIV – licença-paternidade nos termos fixados em lei; 
XV – proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante 
incentivos específicos, nos termos da lei; 
XVI – aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no 
mínimo de trinta dias, nos termos da lei; 
XVII – normas de saúde, higiene e segurança do trabalho previstas 
em lei ou em normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho; 
 PRÉ-EDITAL AFT 
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO – META 01 
 
29 
XVIII – adicional de remuneração para as atividades penosas, 
insalubres ou perigosas; 
XIX – aposentadoria; 
XX – seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador; 
XXI – ação, quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho, 
com prazo prescricional de cinco anos para os trabalhadores urbanos 
e rurais, até o limite de dois anos após a extinção do contrato de 
trabalho; 
XXII – proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e 
critérios de admissão do trabalhador com deficiência; 
XXIII – proibição de trabalho noturno, perigosoou insalubre a 
menores de dezoito anos e de qualquer trabalho a menores de 
dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze 
anos; 
XXIV – medidas de proteção legal de crianças e adolescentes; 
XXV – igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo 
empregatício permanente e o trabalhador avulso; 
XXVI – liberdade de associação profissional ou sindical do 
trabalhador, inclusive o direito de não sofrer, sem sua expressa e 
prévia anuência, qualquer cobrança ou desconto salarial 
estabelecidos em convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho; 
XXVII – direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre 
a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por 
meio dele defender; 
XXVIII – definição legal sobre os serviços ou atividades essenciais e 
disposições legais sobre o atendimento das necessidades inadiáveis 
da comunidade em caso de greve; 
XXIX – tributos e outros créditos de terceiros; 
 PRÉ-EDITAL AFT 
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO – META 01 
 
30 
XXX – as disposições previstas nos arts. 373-A, 390, 392, 392-A, 
394, 394-A, 395, 396 e 400 desta Consolidação. 
Parágrafo único. Regras sobre duração do trabalho e intervalos não 
são consideradas como normas de saúde, higiene e segurança do 
trabalho para os fins do disposto neste artigo. 
 
Indisponibilidade e limites à negociação26: Em regra, somente as cláusulas de indisponibilidade 
relativa poderão ser negociadas. Elas são caracterizadas pela natureza da parcela pactuada 
(estabelecimento da jornada de trabalho, modalidade de pagamento, concessão de utilidades etc.) 
ou por expressa previsão em norma heterônoma (ex.: diminuição da jornada de trabalho – art. 7º, XIII, 
CF/88). Por outro lado, quanto às normas de indisponibilidade absoluta, isto é, normas de saúde e 
segurança do trabalhador e normas que atentem contra o patamar mínimo civilizatório, não cabe 
transação. 
 
Princípio da contrapartida: antes da Reforma Trabalhista, não era permitida a simples renúncia 
do direito de terceiros na negociação coletiva, aplicando-se, para tanto, o princípio da contrapartida. 
Desse modo, apesar da redução de algum direito social assegurado ao trabalhador, seria garantido 
outro benefício em contrapartida. 
 
A Reforma Trabalhista pôs fim à discussão acerca do princípio da contrapartida ao estabelecer 
que a inexistência de expressa indicação de contrapartidas recíprocas em convenção coletiva ou 
acordo coletivo de trabalho, não ensejará sua nulidade por não caracterizar um vício do negócio 
jurídico. Dessa forma, a Lei nº 13.467/2017 prevê que a inexistência de contrapartidas em 
instrumento coletivo de trabalho não enseja nulidade do negócio jurídico firmado: 
 
Art. 611-A, § 2º, da CLT: A inexistência de expressa indicação de 
contrapartidas recíprocas em convenção coletiva ou acordo coletivo 
 
26 CORREIA, Henrique. Curso de Direito do Trabalho. 6. ed. Salvador: Juspodivm, 2021. 
 PRÉ-EDITAL AFT 
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO – META 01 
 
31 
de trabalho não ensejará sua nulidade por não caracterizar um vício 
do negócio jurídico. 
 
No entanto, o § 3º do art. 611-A da CLT dispõe que, caso seja pactuada cláusula que reduza o 
salário ou jornada, a convenção ou acordo coletivo deverão prever a proteção dos empregados contra 
dispensa imotivada durante o prazo de vigência do instrumento coletivo correspondente. É a única 
exceção legal que obriga a previsão de contrapartida no instrumento coletivo de trabalho. 
 
Art. 611-A, § 3º da CLT (acrescentado pela Lei nº 13.467/2017): Se 
for pactuada cláusula que reduza o salário ou a jornada, a convenção 
coletiva ou o acordo coletivo de trabalho deverão prever a proteção 
dos empregados contra dispensa imotivada durante o prazo de 
vigência do instrumento coletivo. 
 
3.4. Princípio da boa-fé ou da lealdade e boa-fé ou da transparência 
 
A boa-fé nas negociações é fundamental para a colaboração entre as partes e para o alcance de 
um acordo que traga os melhores benefícios às partes. 
 
Para um processo negocial eficaz e transparente, os trabalhadores, via sindicato, devem 
apresentar de forma clara as suas reivindicações. Por sua vez, do lado da empresa, é necessário 
demonstrar os reais problemas enfrentados27. 
 
Referências bibliográficas 
BARROS, Alice Monteiro de. Curso de Direito do Trabalho. 10. ed. São Paulo: Ltr, 2016 
CORREIA, Henrique. Curso de Direito do Trabalho. 6. ed. Salvador: Juspodivm, 2021 
 
27 CORREIA, Henrique. Curso de Direito do Trabalho. 6. ed. Salvador: Juspodivm, 2021. 
 PRÉ-EDITAL AFT 
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO – META 01 
 
32 
CORREIA, Henrique; MIESSA, Élisson. Súmulas, OJs do TST e Recursos Repetitivos. 9. ed. Salvador: 
Juspodivm, 2021. 
DELGADO, Maurício Godinho. Curso de Direito do Trabalho. 14. ed. São Paulo: Ltr, 2015 
GARCIA, Gustavo Filipe Barbosa. Curso de Direito do Trabalho. 7. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2013. 
NASCIMENTO, Amauri Mascaro. Compêndio de direito sindical. 7ª. ed. São Paulo: LTr, 2012 
 
QUESTÕES PROPOSTAS 
 
01. TRT 3 – Juiz do Trabalho Substituto 3ª Região/ 2014 
Em relação às proposições abaixo, podemos afirmar, EXCETO: 
 
a) O Direito Coletivo do Trabalho destina-se a disciplinar os interesses coletivos e tem uma função 
criadora das normas que regem os seus grupos, mas atua na constituição de normas que vão 
determinar direitos e obrigações para os contratos individuais de trabalho. 
b) A autonomia do direito coletivo, na criação normativa, não significa soberania perante o Estado, 
nem sobreposição de uma ordem jurídica paralela e à margem da ordem jurídica estatal, mas a 
conformação de um componente desta. 
c) No Direito do Trabalho existem dois tipos fundamentais de relações jurídicas, assim entendidas as 
relações sociais disciplinadas pelo direito: as coletivas e as individuais. 
d) A relação do Direito Coletivo do Trabalho com o Direito Internacional Público é irrelevante, tendo 
em vista a autonomia e a soberania do Estado Brasileiro frente a comunidade internacional. 
e) A questão trabalhista não prescinde de uma infraestrutura de órgãos estatais voltados para o 
trabalho, regulados pelo Direito Administrativo. 
 
COMENTÁRIOS 
A, B, C, D e E- “O problema trabalhista não dispensa uma infra-estrutura de órgãos estatais 
voltados 
para a proteção do trabalho, regulados pelo direito administrativo, visto que pertencentes à 
Administração Pública. 
 
É o caso, no Brasil, dos Ministérios do Trabalho, Previdência Social, das Delegacias Regionais do 
Trabalho, do Instituto Nacional de Seguridade Social etc., órgãos do Poder Executivo destinados à 
proteção do trabalho.” 
 
(Amauri Mascaro Nascimento, Curso de Direito do Trabalho) 
 
Letra E 
 
 
02. MPT – Procurador do Trabalho/2013 
Considerando-se a Constituição da República, assinale a alternativa CORRETA, em relação aos 
institutos nela expressamente previstos: 
 PRÉ-EDITAL AFT 
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO – META 01 
 
33 
 
a) Obrigatoriedade de reconhecimento formal da entidade sindical pelo Estado; unicidade sindical; 
divisão por categorias; contribuição sindical compulsória; base territorial mínima não inferior a um 
município; reconhecimento dos acordos e convenções coletivas; paralelismo sindical. 
b) Obrigatoriedade de reconhecimento formal da entidade sindical pelo Estado; unicidade sindical; 
divisão por categorias; contribuição confederativa; reconhecimento dos acordos e convenções 
coletivas, liberdade de filiação e desfiliação, garantia de emprego ao dirigente sindical. 
c) Obrigatoriedade de reconhecimento formal da entidade sindical pelo Estado; unicidade sindical; 
divisão por categorias, contribuição sindical compulsória, reconhecimento dos acordos e convenções 
coletivas, paralelismo sindical, liberdade de filiação e desfiliação. 
d) Obrigatoriedade de reconhecimento formal da entidade sindical pelo Estado; unicidade sindical; 
representação sindical na empresa, contribuição confederativa; reconhecimento dos acordose 
convenções coletivas, liberdade de filiação e desfiliação; garantia de emprego ao dirigente sindical. 
 
COMENTÁRIOS 
A, B, C, D e E- a) Obrigatoriedade de reconhecimento formal da entidade sindical pelo Estado: 
art. 8º I - a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato, ressalvado o 
registro no órgão competente, vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na 
organização sindical; 
 
b) unicidade sindical e divisão por categorias: art. 8º II - é vedada a criação de mais de uma 
organização sindical, em qualquer grau, representativa de categoria profissional ou econômica, na 
mesma base territorial, que será definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados, não 
podendo ser inferior à área de um Município; 
 
c) contribuição confederativa: art. 8º IV - a assembléia geral fixará a contribuição que, em se 
tratando de categoria profissional, será descontada em folha, para custeio do sistema 
confederativo da representação sindical respectiva, independentemente da contribuição prevista 
em lei. 
 
d) reconhecimento dos acordos e convenções coletivas: Art. 7º, XXVI - reconhecimento das 
convenções e acordos coletivos de trabalho. 
 
e) liberdade de filiação e desfiliação: Art. 5º, CF: XVII - é plena a liberdade de associação para fins 
lícitos, vedada a de caráter paramilitar; XX - ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a 
permanecer associado; 
 
 
f) garantia de emprego ao dirigente sindical. Art. 8º, VIII - é vedada a dispensa do empregado 
sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical e, se 
eleito, ainda que suplente, até um ano após o final do mandato, salvo se cometer falta grave nos 
termos da lei. 
 
Letra B 
 
03. FCC – Juiz do Trabalho/2017 
 PRÉ-EDITAL AFT 
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO – META 01 
 
34 
A Constituição Federal estabelece no art. 8º, V, que ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-
se filiado a sindicato. Sobre o sistema sindical brasileiro, com base na CLT e no entendimento 
dominante do Tribunal Superior do Trabalho, é correto afirmar: 
 
a) Diante da liberdade sindical individual, a decisão do sindicato de não admissão de associado ou 
de expulsão daquele que pertencia ao seu quadro associativo estará sujeita a recurso para o 
Ministério do Trabalho e Emprego, o qual avaliará o motivo que levou o trabalhador a ser considerado 
indesejado pela entidade sindical. 
b) A disposição de cláusula de instrumento normativo que estabelece a preferência na contratação 
de mão de obra do trabalhador sindicalizado sobre os demais trabalhadores viola a liberdade sindical. 
c) Constitui conduta violadora da liberdade sindical de filiação a negativa do sindicato no sentido de 
não associar trabalhador empregado que não pertença à categoria profissional agregada ou ao 
âmbito territorial sobre o qual ela se organizou. 
d) É condição substancial para que a sindicalização de trabalhador se mantenha permanente a 
vinculação do sindicalizado à categoria profissional que a entidade representa, razão pela qual se o 
trabalhador sindicalizado se aposentar, não terá mais direito a votar, nem ser votado nas 
organizações sindicais. 
e) Os sindicatos, com base na autonomia privada, poderão criar livremente suas regras estatutárias 
de filiação e recusa de associados ao ingresso na entidade sindical, pois a liberdade sindical coletiva 
de cunho regulamentar prevalece indistintamente sobre as normas jurídicas internas preexistentes 
no ordenamento jurídico brasileiro. 
 
COMENTÁRIOS 
A, B, C, D e E- Henrique Correia leciona[4] “(…), o TST entende que as cláusulas em convenções e 
acordos coletivos que determinam a preferência na contração de empregados sindicalizados em 
relação aos demais são nulas de pelo direito. Trata-se da proibição do estabelecimento 
de cláusulas de sindicalização forçada. Especificamente quanto à hipótese em apreço, verifica-se 
a proibição da instituição da denominada “preferencial shop”, a qual favorece a contração de 
empregados sindicalizados”. 
 
Além disso, o autor aponta que o art. 544 da CLT, que versava sobre diversas hipóteses de 
preferência na contratação dos empregados sindicalizados sobre os demais, foi revogado 
tacitamente pela garantia constitucional da liberdade de filiação (art. 8º, V da CF). 
 
A criação do referido artigo remonta ao governo de Getúlio Vargas, que pretendia que os 
empregados integrassem nos sindicatos para serem dominados pelo Estado. 
 
Letra A 
 
 
04. TRT 1 - Juiz do Trabalho Substituto 1ª região/2016 
Em relação às disposições da Convenção nº 87, da Organização Internacional do Trabalho, é correto 
afirmar: 
 
a) Dada sua função de defesa das respectivas nações, às forças armadas não se deve permitir a 
organização sindical. 
 PRÉ-EDITAL AFT 
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO – META 01 
 
35 
b) Não deve demandar qualquer tipo de autorização prévia a constituição, pelos trabalhadores e pelas 
entidades patronais, de organizações da sua livre escolha. Se conformar com o estatuto deve ser a 
única condição para filiação. 
c) A legislação nacional deve resguardar a autonomia das organizações de trabalhadores e de 
entidades patronais, competindo-lhe apenas fixar parâmetros para a eleição de seus dirigentes, que 
deve necessariamente ser livre e com resultados soberanos. 
d) Para efetividade no resguardo dos interesses coletivos, e como forma de evitar influências de 
âmbito local, as organizações de trabalhadores devem se agrupar em federações e confederações. 
e) Aos dirigentes das entidades de trabalhadores deve, durante o período de mandato, e na forma 
da lei local, ser protegida a relação de trabalho contra a dispensa. 
 
COMENTÁRIOS 
A- Não há qualquer previsão na Convenção 87 sobre as condições ou garantias do dirigente 
sindical. 
 
B- Art. 9.1. A legislação nacional determinará o âmbito de aplicação às forças armadas e à polícia 
das garantias previstas na presente Convenção. 
 
C- Art. 2. Os trabalhadores e as entidades patronais, sem distinção de qualquer espécie, têm o 
direito, sem autorização prévia, de constituírem organizações da sua escolha, assim como o de se 
filiarem nessas organizações, com a única condição de se conformarem com os estatutos destas 
últimas. 
 
D- Art. 3 — 1. As organizações de trabalhadores e de empregadores terão o direito de elaborar 
seus estatutos e regulamentos administrativos, de eleger livremente seus representantes, de 
organizar a gestão e a atividade dos mesmos e de formular seu programa de ação. 
2. As autoridades públicas deverão abster-se de qualquer intervenção que possa limitar esse 
direito ou entravar o seu exercício legal. 
 
E- Art. 5 — As organizações de trabalhadores e de empregadores terão o direito de constituir 
federações e confederações, bem como o de filiar-se às mesmas, e toda organização, federação 
ou confederação terá o direito de filiar-se às organizações internacionais de trabalhadores e de 
empregadores. (é um direito, não um dever) 
 
Letra C 
 
 
05. FCC – Juiz do Trabalho Substituto 23ª Região/ 2015 
A Constituição Federal estabelece em seu artigo 8º, inciso I, que “a lei não poderá exigir a autorização 
do Estado para a fundação de sindicato, ressalvado o registro no órgão competente, vedadas ao 
Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical”. Em relação ao tema, considere: 
 
I. O registro sindical é obtido mediante depósito dos estatutos no Cartório de Registro de Títulos e 
Documentos, oportunidade em que a associação obtém personalidade civil e consequentemente 
sindical, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal. 
 PRÉ-EDITAL AFT 
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO – META 01 
 
36 
II. O registro sindical perante o Ministério do Trabalho somente se impõe se a entidade sindical 
resultar de eventual desmembramento da base territorial. 
III. A estrutura sindical brasileira adota um modelo horizontal herdado da legislação italiana, à época 
do governo de Getúlio Vargas, não havendo hierarquiaentre os órgãos sindicais que, no entanto, 
precisam ser devidamente registrados no Ministério do Trabalho. 
IV. As Centrais Sindicais, por não integrarem a estrutura sindical brasileira, não são amparadas pela 
previsão constitucional de vedação de interferência e intervenção do Poder Público, necessitando de 
autorização do Ministério do Trabalho para atuarem. 
V. De acordo com o entendimento pacificado pelo Supremo Federal, até que a lei venha a dispor a 
respeito, incumbe ao Ministério do Trabalho proceder ao registro das entidades sindicais e zelar pela 
observância do princípio da unicidade. 
 
Está correto o que consta APENAS em 
 
A) I, II, III e IV. 
B) I, II e III, apenas. 
C) II, apenas. 
D) II e III, apenas. 
E) IV, apenas. 
 
COMENTÁRIOS 
Item I. ERRADO. “Com a Constituição de 1988 foi vedada a intervenção estatal na criação e 
funcionamento dos sindicatos – art. 8º, I, da CRFB. Não poderá mais o Estado determinar as regras 
de criação, a composição, o quorum de representação para a validade de qualquer ato praticado, 
salvo o registro no Cartório de Pessoas Jurídicas e o Registro Sindical no Ministério do Trabalho – 
IN 03/94 e 01/97”. 
 
Item II. ERRADO. Art. 8º É livre a associação profissional ou sindical, observado o seguinte: 
I - a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato, ressalvado o 
registro no órgão competente, vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na 
organização sindical; 
 
Item III. ERRADO. Adotamos o modelo vertical, no qual se tem uma piramide formada na sua base 
pelo sindicato, no meio pela federação (composta de no mínimo 5 sindicatos) e no topo pela 
confederação (composta no mínimo de 3 federações). 
 
IV. CERTO. As centrais sindicais, apesar de terem importância política e destacada atividade 
sindical no Brasil, não estão previstas no nosso ordenamento jurídico. Não integrando oficialmente 
o sistema sindical brasileiro. Porém a Lei do FGTS prevê a indicação de membros do seu Conselho 
Curador pelas centrais sindicais. 
 
Letra E 
 
 
06. MPT – Procurador do Trabalho – MPT/2017 
Analise as assertivas abaixo expostas: 
 PRÉ-EDITAL AFT 
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO – META 01 
 
37 
 
I - O conceito subjetivista do Direito Coletivo do Trabalho tende a acentuar o papel dos sindicatos 
nesse segmento jurídico específico, sendo, portanto, incompatível com o reconhecimento histórico 
de sistemas jurídicos de Direito Coletivo do Trabalho em que a normatização heterônoma estatal 
ostenta relevante presença. 
II - Entre os princípios do Direito Coletivo do Trabalho situa-se o da liberdade sindical, que deve ser 
interpretado essencialmente apenas a partir da perspectiva de a pessoa poder ou não se filiar ou se 
desligar de certo sindicato, não ostentando, dessa maneira, dimensão coletiva. 
III - O princípio da adequação setorial negociada propugna que a negociação coletiva trabalhista, 
como expressão dos princípios da liberdade e da autonomia sindicais e desde que conduzida pelo 
sindicato profissional, deve prevalecer, de maneira geral, sobre as regras heterônomas estatais. 
IV - O princípio da interveniência sindical na negociação coletiva trabalhista afasta, necessariamente, 
segundo a jurisprudência da Seção de Dissídio Coletivo do Tribunal Superior do Trabalho, a validade 
de acordo coletivo de trabalho pactuado entre o empregador e grupo de empregados da empresa, 
sem a participação do sindicato profissional. 
 
Assinale a alternativa CORRETA: 
 
a) Apenas as assertivas I e III estão incorretas. 
b) Apenas as assertivas I, II e IV estão incorretas. 
c) Apenas as assertivas II e IV estão incorretas. 
d) Todas as assertivas estão incorretas. 
 
COMENTÁRIOS 
Item I. ERRADO. O caráter subjetivista dá ênfase a um dos sujeitos da disciplina, no caso o 
sindicato. Logo, não é incompatível com o reconhecimento histórico de sistemas jurídicos de Direito 
Coletivo do Trabalho em que a normatização heterônoma estatal ostenta relevante presença. 
 
Item II. ERRADO. O princípio da liberdade sindical não pode ser compreendido exclusivamente 
como o direito individual de uma pessoa se afiliar ou desligar-se de um sindicato específico, pois 
também engloba uma dimensão coletiva. 
 
Item III. ERRADO. O princípio da adequação setorial negociada estabelece que os acordos coletivos 
devem visar a obtenção de condições mais favoráveis para os trabalhadores, porém isso não 
implica que tais acordos devem ter prioridade sobre as leis estatais externas à negociação coletiva. 
 
IV. ERRADO. A Seção de Dissídio Coletivo do Tribunal Superior do Trabalho decidiu pela 
possibilidade de que trabalhadores firmem acordo coletivo sem a intervenção sindical caso 
frustradas as tentativas de intermediação do sindicato, seguidamente de federação e 
confederação. (TST-ROAA-32800-97.2008.5.03.0000, Rel. Min. Maurício Godinho Delgado, j. em 
8.3.2010). 
 
Letra D 
 
07. MPT – Procurador do Trabalho/2013 
Leia e analise os itens abaixo: 
 PRÉ-EDITAL AFT 
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO – META 01 
 
38 
 
I. A adequação setorial negociada faz prevalecer as normas coletivas sobre as estatais em relação a 
direitos de indisponibilidade absoluta, quando estiver promovendo transação, e não renúncia a 
direitos. 
II. A liberdade de associação sindical compreende uma dimensão positiva, ligada à livre vinculação 
ao sindicato, e uma negativa, ligada à prerrogativa de livre desfiliação, pela liberdade para manter-
se associado, ambas com expressa previsão constitucional. 
III. O princípio da isonomia fundamenta o direito de sindicalização dos servidores públicos, nas 
mesmas condições asseguradas aos trabalhadores do setor privado, sendo injustificadas quaisquer 
restrições. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) todas as assertivas estão corretas; 
b) apenas as assertivas II e III estão corretas; 
c) apenas as assertivas I e III estão corretas; 
d) apenas a assertiva II está correta; 
 
COMENTÁRIOS 
Item I. ERRADO. Maurício Godinho destaca dois critérios definidores do princípio: a) quando as 
normas autônomas juscoletivas implementam um padrão setorial de direitos superiorao padrão 
geral oriundo da legislação heterônoma aplicável; b) quando as normas autônomas juscoletivas 
transacionam setorialmente parcelas justrabalhistas de indisponibilidade apenas RELATIVA. [...] 
Desse modo, ela não prevalece se concretizada mediante ato estrito de renúncia (e não transação). 
É que ao processo negocial coletivo falecem poderes de renúncia sobre direitos de terceiros, isto 
é, despojamento unilateral sem contrapartida do agente adverso). Cabe-lhe, essencialmente, 
promover transação (ou seja, despojamento bilateral ou multilateral, com reciprocidade entre os 
agente envolvidos. 
 
Item II. CERTO. Para Maurício Godinho: "A liberdade associativa tem uma dimensão positiva 
(prerrogativa de livre criação e/ou vinculação a uma entidade associativa) ao lado de um dimensão 
negativa (prerrogativa de livre desfiliação da mesma entidade). Ambas estão consolidadas no 
Texto Magno ("ninguém poderá ser compelido a associar-se ou permanecer associado - art. 5º, 
XX, CF/88")" 
Ressalta alfim as chamadas "cláusulas de segurança sindical" ou de "sindicalização forçada": 
"closed shop", "union shop", "preferencial shop" e "maintenance of membership". Diz que no Brasil 
tem prevalecido o entendimento denegatório de validade às citadas cláusulas de sindicalização 
forçada. 
 
Item III. ERRADO. Embora, a Constituição Federal, artigo 37, inciso VI, garanta o direito a livre 
associação sindical ao servidor público civil, restringe o direito de sindicalização e greve ao 
servidor público militar (art. 142, inciso IV, CF). 
 
Letra D

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