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GRAN CURSOS ONLINE
DIRETORIA DE PRODUÇÃO EDUCACIONAL
PRODUÇÃO DE MATERIAIS DIVERSOS
FICHA TÉCNICA DO MATERIAL
GRANCURSOSONLINE.COM.BR
CÓDIGO:
2512023392
TIPO DE MATERIAL:
E-book
ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO:
1/2023
3
Prof. Diogo Surdi
LEI N. 14.133/2021 – ESQUEMATIZADA
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Sumário
NOVA LEI DAS LICITAÇÕES PÚBLICAS E DOS CONTRATOS ADMINISTRATIVOS ...6
1. DISPOSIÇÕES PRELIMINARES E ÂMBITO DE APLICAÇÃO ...............................6
2. PRINCÍPIOS E DEFINIÇÕES ......................................................................................9
3. PROCESSO LICITATÓRIO .........................................................................................17
4. FASES DO PROCESSO LICITATÓRIO .....................................................................19
6. CONTRATAÇÃO DIRETA ............................................................................................35
7. ALIENAÇÕES ...............................................................................................................39
8. CONTRATOS ADMINISTRATIVOS ............................................................................40
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Prof. Diogo Surdi
LEI N. 14.133/2021 – ESQUEMATIZADA
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APRESENTAÇÃO
Olá, pessoal, tudo bem? Espero que sim!!
A Lei n. 14.133/2021 foi editada com a finalidade de modernizar a antiga Lei das Licita-
ções Públicas. Com a edição da norma, passamos a contar com uma série de inovações 
relacionadas com o processo de licitação e contratações públicas.
Desde a entrada em vigor, a norma tem sido cobrada em praticamente todos os con-
cursos no qual a legislação é exigida.
Sendo assim, é de extrema importância que os candidatos conheçam os principais pontos 
relacionados com a Lei n. 14.133/2021.
Pensando nisso, o presente material foi elaborado. Nele, você encontrará os principais 
tópicos exigidos em relação àquela que tende a ser, nos próximos anos, uma das principais 
leis abordadas nas provas de concurso público.
Espero que o material seja útil e contribua para a sua aprovação! Fico à disposição, 
desde já, para sanar todas as dúvidas que eventualmente surgirem.
Um grande abraço a todos!
Diogo.
Diogo Surdi
Diogo Surdi é formado em Administração Pública e é professor de Direito Administrativo em concursos 
públicos, tendo sido aprovado para vários cargos, dentre os quais se destacam: Auditor-Fiscal da Receita 
Federal do Brasil (2014), Analista Judiciário do TRT-SC (2013), Analista Tributário da Receita Federal do 
Brasil (2012) e Técnico Judiciário dos seguintes órgãos: TRT-SC, TRT-RS, TRE-SC, TRE-RS, TRT-MS e MPU.
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NOVA LEI DAS LICITAÇÕES PÚBLICAS E DOS CONTRATOS 
ADMINISTRATIVOS
1. DISPOSIÇÕES PRELIMINARES E ÂMBITO DE APLICAÇÃO
O dever de licitar decorre de uma disposição constitucional. Quando da promulgação da 
Constituição Federal de 1988, o legislador optou por conferir uma regra melhor detalhada 
para as compras e demais aquisições que envolvessem recursos públicos, possibilitando, 
assim, que houvesse um maior controle por parte de toda a sociedade e dos próprios Tribu-
nais de Contas.
Podemos concluir que a regra é a realização de licitação, ou seja, toda a administração 
pública de todas as esferas de governo, ressalvadas algumas exceções, estão obrigadas a licitar.
Contudo, é importante destacar que, ao passo que a competência para dispor sobre 
“normas gerais” de licitação é da União, podem os demais entes federativos (Estados, Dis-
trito Federal e Municípios) estabelecer regras específicas em relação ao procedimento. A 
única ressalva é a de que as regras específicas editadas pelos entes não podem contrariar 
aquilo que está previsto nas normas gerais de licitação.
Sendo assim, em um primeiro momento, é importante que façamos a seguinte 
diferenciação:
União Estados, Distrito Federal e Municípios
Competência privativa para 
legislar sobre normas gerais de 
contratação.
Competência legislativa para 
estabelecer regras específicas de 
licitação, desde que, para isso, 
observem as regras gerais da União.
O professor Hely Lopes Meirelles define a licitação como “O procedimento administrativo 
mediante o qual a administração pública seleciona a proposta mais vantajosa para o contrato 
de seu interesse”.
Do conceito mencionado, chegamos a importantes constatações:
a) A licitação é um procedimento: a licitação não pode ser confundida com um ato admi-
nistrativo. Ao contrário, a licitação é um procedimento administrativo, cuja principal caracte-
rística é a de ser formada por uma série de atos administrativos.
b) A licitação é regida pelo direito público: por meio dessa característica, as normas 
concernentes às licitações são reguladas pelo Direito Administrativo. Dessa forma, a Admi-
nistração Pública, que é quem dá início ao procedimento, possui uma série de prerrogativas 
para a sua celebração, tal como a possibilidade de não contratar o objeto licitado ou, em caso 
de contratação, de alterar ou rescindir o respectivo contrato.
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c) Trata-se de um contrato de interesse do Poder Público: a Administração realiza a 
licitação, fase por fase, e chega a um vencedor, que é aquele que ofereceu a proposta mais 
vantajosa. E essa proposta deve estar de acordo com as regras previamente estabelecidas 
no edital, que retrata, em última análise, o interesse da Administração Pública.
A regra geral é de que as normas sobre licitações públicas sejam de aplicação obrigató-
ria pela Administração Pública (Direta e Indireta) de todos os entes federativos, abarcando, 
inclusive, os órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário quando esses estiverem fazendo 
uso da função atípica de administrar.
A Lei n. 14.133/2021 também deve ser observada pelos fundos especiais e pelas demais 
entidades controladas, direta ou indiretamente, pela Administração Pública.
Em caráter de exceção, não são abrangidas pela Nova Lei das Licitações as empresas 
públicas, as sociedades de economia mista e as suas subsidiárias, que, em caráter geral, 
seguem as disposições do Estatuto das Empresas Estatais.
No entanto, uma importante exceção deve ser levada em conta. Ainda que as empresas 
estatais não se subordinem integralmente às regras da norma objeto de estudo, deverão 
elas, ainda assim, observar as disposições da Lei das Licitações em relação às disposições 
penais, ou seja, aos crimes cometidos em razão da realização de licitações públicas. Tais 
crimes, com a nova legislação, passou a constar expressamente no Código Penal.
Também é importante destacar que as contratações realizadas no âmbito das repar-
tições públicas sediadas no exterior obedecerão às peculiaridades locais e aos princípios 
básicos da Nova Lei das Licitações.
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Podemos sedimentar o campo de aplicação da Nova Lei das Licitações da seguinte forma:
Questão interessante refere-se ao objeto de aplicação da Lei das Licitações. Nesse 
contexto, a norma estabelece tanto as hipóteses em que a norma jurídica será aplicada 
quanto às situações que, em sentido contrário, não contemplam o regime de aplicação da 
mencionada lei.
A Nova Lei das Licitações é aplicada A Nova Lei das Licitações não é aplicada
a) Alienação e concessão de direito real de 
uso de bens;
b) Compra, inclusive por encomenda;
c) Locação;
d) Concessão e permissão de uso de bens 
públicos;
e) Prestação de serviços, inclusive os técnico-
profissionais especializados;
f) Obras e serviços de arquitetura e 
engenharia; e
g) Contratações de tecnologia da informação 
e de comunicação.
a) Contratos que tenham por objeto operação 
de crédito, interno ou externo, e gestão de 
dívida pública, incluídas as contratações de 
agente financeiro e a concessãode garantia 
relacionadas a esses contratos; e
b) Contratações sujeitas a normas previstas 
em legislação própria.
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2. PRINCÍPIOS E DEFINIÇÕES
No texto da norma, encontramos uma série de princípios balizadores de todas as fases 
do procedimento licitatório.
Como forma de otimizarmos a preparação, veremos, por meio do gráfico a seguir, as defi-
nições gerais de cada um dos princípios mencionados especificamente em relação à ótica do 
procedimento licitatório.
Legalidade
Trata-se da legalidade de um princípio balizador de toda a 
atividade administrativa, segundo o qual a Administração, ao 
contrário dos particulares, só pode fazer o que estiver previsto 
ou autorizado em lei.
No caso das licitações, temos que o edital tem força de lei para 
todos os participantes. Isso implica dizer que qualquer atuação 
da Administração Pública, durante o processo licitatório, 
que contrarie as regras previstas no edital regulador, estará 
agredindo o princípio da legalidade.
Impessoalidade
O princípio da impessoalidade, no que se refere às licitações, 
implica em uma atuação da Administração Pública pautada no 
dever de conferir tratamento isonômico a todos os licitantes, 
sem favorecimentos ou obrigações que não sejam igualmente 
estendidas aos demais licitantes.
Moralidade
Segundo a moralidade, a atuação da Administração não deve 
apenas ser pautada pela legalidade, mas também em conceitos 
mais amplos, que permitam ao particular fiscalizar e analisar se 
todos os atos foram realizados com observância da probidade, 
do decoro, da boa-fé e da honestidade.
Publicidade
A publicidade conferida às licitações é a mesma que norteia 
toda a atuação da Administração Pública, segundo a qual, para 
que os atos possam produzir efeitos quanto a terceiros, faz-se 
necessária a devida publicação na imprensa oficial.
Eficiência
Basicamente, a eficiência pode ser entendida como “fazer mais 
com menos”. É, de acordo com esta análise, a obrigatoriedade 
dos agentes públicos pautarem suas atuações em uma relação 
custo x benefício que otimize os resultados e não prejudique o 
bem estar coletivo.
Interesse Público
O interesse público é a razão de existir da Administração 
Pública. No curso das licitações, ao selecionar a proposta mais 
vantajosa para a Administração, está valorizando-se, direta e 
indiretamente, o interesse público.
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Probidade 
Administrativa
A doutrina destaca que a probidade administrativa decorre 
da moralidade, ou seja, ainda que sejam princípios diversos, 
a moralidade é um princípio constitucional, aplicável à 
Administração em todas as suas manifestações de vontade.
A probidade administrativa, por sua vez, implica um conceito em 
que o administrador público deve ser honesto não apenas com 
a Administração Pública, mas também com os administrados 
que participam da licitação.
Igualdade
O princípio da igualdade, também chamado de igualdade entre 
os participantes, é a clássica definição de isonomia. Segundo tal 
princípio, que em muito se confunde com a impessoalidade, a 
comissão de licitação não deve dispensar tratamento favorecido 
a nenhum dos participantes.
É o bom e velho “tratar todos iguais, na medida de suas 
desigualdades” que norteia toda a Administração Pública.
Planejamento
O planejamento está relacionado com a efetiva disponibilidade 
de recursos financeiros para que as contratações sejam 
possíveis. Outro sentido deste princípio é o de que todos os atos 
da licitação devem, antes da sua execução, ser devidamente 
planejados.
Transparência
Como regra geral, todas as informações concernentes ao 
procedimento licitatório serão públicas.
As exceções ficam por conta das informações que são 
consideradas imprescindíveis para a segurança da sociedade e 
do Estado, do conteúdo das propostas (até a respectiva abertura) 
e das hipóteses de orçamento sigiloso.
Assim, é possível afirmar que a transparência é uma das formas 
de efetivação do princípio da publicidade.
Eficácia
A eficácia está relacionada com a produção de efeitos jurídicos. 
Assim, após serem publicados na imprensa oficial (salvo as 
exceções legais de sigilo), todos os atos do procedimento 
licitatório passam a gozar de eficácia, produzindo efeitos 
jurídicos perante terceiros.
Segregação de 
Funções
A segregação de funções possui a finalidade de evitar que um 
mesmo agente público possa praticar mais de uma atividade que, 
em conjunto, comprometam a lisura da licitação. A segregação, 
dessa forma, possui o objetivo de evitar o cometimento de 
fraudes. Logo, um agente não pode, por exemplo, ser ao mesmo 
tempo o responsável pelo desempenho de uma atividade e pelo 
respectivo controle da atividade praticada.
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Motivação
Por meio da motivação, os atos praticados no curso do 
procedimento licitatório devem ser devidamente fundamentados, 
sendo que a motivação deverá indicar os pressupostos de fato 
e de direito.
Vinculação ao 
Edital
Vincular-se ao edital implica não poder descumprir as normas 
previstas no edital regulador do processo licitatório.
Significa dizer que a administração e os licitantes devem obedecer 
a dois diplomas normativos: as leis que regulam a atividade 
administrativa e o edital da licitação, que, por estabelecer normas 
pertinentes a todo o procedimento, é o documento que sempre 
deve ser observado quando as licitações forem realizadas.
Julgamento 
Objetivo
Todas as licitações que são promovidas pela administração devem 
possuir, no respectivo edital, um critério que possibilita ao Poder 
Público verificar, após a apresentação de todas as propostas, 
àquela que melhor atendeu aos requisitos solicitados pela 
administração. Assim, os critérios utilizados pela Administração 
para conseguir mensurar com confiabilidade devem ser claros 
e objetivos, não havendo a possibilidade, por isso mesmo, da 
escolha do objeto da licitação dar-se por interesses subjetivos.
Segurança 
Jurídica
Através da segurança jurídica, são protegidos o direito adquirido, 
o ato jurídico perfeito e a coisa julgada.
No âmbito das licitações, a segurança jurídica confere aos 
licitantes a garantia de que os procedimentos serão realizados 
em sintonia com o ordenamento jurídico como um todo e de 
acordo com as regras do edital.
Razoabilidade
A atuação da Administração Pública deve ser realizada sem excessos, 
sob pena de restar configurado um formalismo exagerado.
Competitividade
A competitividade trata-se da síntese do processo licitatório. Na 
medida em que o Poder Público deseja encontrar uma proposta que 
melhor atenda aos seus interesses, é por meio da competitividade 
que entre os particulares que este objetivo será alcançado.
Proporcionalidade
Deve haver uma gradação entre os meios empregados e as 
finalidades objetivadas pelo Poder Público. Logo, em caso de 
aplicação de sanções ou de desclassificação de participantes, 
por exemplo, deverá ser utilizado o bom senso por parte da 
comissão de licitação.
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Celeridade
A licitação trata-se de um procedimento administrativo. Logo, 
deve ela ser concluída dentro de um período razoável de tempo.
Além disso, a celeridade implica uma atuação do Poder Público 
que garanta aos particulares o conhecimento das decisões 
relacionadas com a licitação dentro de um prazo razoável de 
tempo.
Economicidade
A economicidade decorre do princípio da eficiência. Com base 
neste princípio, objetiva-se reduzir os custos dentro do possível, 
tomando o cuidado para a medida não prejudicar o interesse 
coletivo como um todo.
Desenvolvimento 
Nacional 
Sustentável
O desenvolvimento nacional sustentável implica a realização 
decontratações que priorizem as questões ambientais e os 
cuidados ecológicos. A síntese deste princípio está em proteger 
o meio ambiente para as futuras gerações.
Além dos princípios, é importante conhecermos as principais definições elencadas pela 
Lei n. 14.133/2021.
Na medida em que os órgãos públicos são frutos da desconcentração administrativa, 
tratando-se de uma mera repartição interna de competências sem personalidade jurídica, as 
entidades, por outro lado, são pessoas jurídicas integrantes da Administração Indireta.
Outra importante diferença refere-se ao conceito de Administração e de Administração 
Pública. O termo Administração Pública designa um conceito mais amplo, relacionado com 
a administração direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, 
inclusive as entidades com personalidade jurídica de direito privado sob controle do poder 
público e as fundações por ele instituídas ou mantidas. Já a definição de Administração 
compreende os órgãos ou as entidades por meio dos quais a Administração Pública atua.
Agente público é o indivíduo que, em virtude de eleição, nomeação, designação, con-
tratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, exerce mandato, cargo, emprego 
ou função em pessoa jurídica integrante da Administração Pública. Dentro do conceito de 
agente público, temos o de autoridade, que nada mais é do que o agente público dotado de 
poder de decisão.
Contudo, dessas definições iniciais, as que mais merecem destaque, por estarmos no 
curso de um procedimento licitatório, são as de contratante, contratado e licitante.
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Contratante
Pessoa jurídica integrante da Administração Pública 
responsável pela contratação.
Contratado
Pessoa física ou jurídica, ou consórcio de pessoas jurídicas, 
signatária de contrato com a Administração.
Licitante
Pessoa física ou jurídica, ou consórcio de pessoas jurídicas, 
que participa ou manifesta a intenção de participar de 
processo licitatório, sendo-lhe equiparável, para os fins legais, 
o fornecedor ou o prestador de serviço que, em atendimento 
à solicitação da Administração, oferece proposta.
Os bens e serviços comuns são aqueles cujos padrões de desempenho e qualidade 
podem ser objetivamente definidos pelo edital, por meio de especificações usuais de mer-
cado. Em sentido oposto, temos os bens e serviços especiais, que são aqueles que, por 
sua alta heterogeneidade ou complexidade, não podem ser descritos por meio de especifica-
ções usuais de mercado, exigida justificativa prévia do contratante.
A definição de serviço é a de toda atividade ou conjunto de atividades destinadas a obter 
determinada utilidade, intelectual ou material, de interesse da Administração. Os serviços 
podem ser classificados em contínuos, contínuos com regime de dedicação exclusiva 
de mão de obra, não contínuos ou contratados por escopo, técnicos especializados de 
natureza predominantemente intelectual e serviços de engenharia.
Especificamente em relação aos serviços de engenharia, podem eles ser divididos em 
serviços comuns ou em serviços especiais, da seguinte forma:
Serviços Comuns de Engenharia Serviços Especiais de Engenharia
Todo serviço de engenharia que tem por 
objeto ações, objetivamente padronizáveis 
em termos de desempenho e qualidade, 
de manutenção, de adequação e de 
adaptação de bens móveis e imóveis, com 
preservação das características originais 
dos bens.
Aquele que, por sua alta heterogeneidade 
ou complexidade, não pode se enquadrar 
na definição de serviço comum.
O anteprojeto, o projeto básico, o projeto executivo e a matriz de riscos são docu-
mentos balizadores da realização do processo licitatório. Aproveito para estabelecer as prin-
cipais características de cada um destes documentos:
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Anteprojeto
Peça técnica com todos os subsídios necessários à 
elaboração do projeto básico.
Projeto Básico
Conjunto de elementos necessários e suficientes, com 
nível de precisão adequado para definir e dimensionar 
a obra ou o serviço, ou o complexo de obras ou de 
serviços objeto da licitação, elaborado com base nas 
indicações dos estudos técnicos preliminares, que 
assegure a viabilidade técnica e o adequado tratamento 
do impacto ambiental do empreendimento e que 
possibilite a avaliação do custo da obra e a definição 
dos métodos e do prazo de execução.
Projeto Executivo
Conjunto de elementos necessários e suficientes à 
execução completa da obra, com o detalhamento das 
soluções previstas no projeto básico, a identificação 
de serviços, de materiais e de equipamentos a serem 
incorporados à obra, bem como suas especificações 
técnicas, de acordo com as normas técnicas pertinentes.
Matriz de Riscos
Cláusula contratual definidora de riscos e de 
responsabilidades entre as partes e caracterizadora 
do equilíbrio econômico-financeiro inicial do contrato, 
em termos de ônus financeiro decorrente de eventos 
supervenientes à contratação.
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A execução das obras e serviços mencionados poderá ocorrer de forma direta ou de 
forma indireta, da seguinte forma:
De todas as definições apresentadas pela Lei n. 14.133/2011, as relacionadas com as 
modalidades licitatórias são aquelas que possuem maior relevância.
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Modalidade Conceito
Concorrência
Modalidade de licitação para contratação de bens e 
serviços especiais e de obras e serviços comuns e 
especiais de engenharia, cujo critério de julgamento 
poderá ser:
a) menor preço;
b) melhor técnica ou conteúdo artístico;
c) técnica e preço;
d) maior retorno econômico;
e) maior desconto.
Concurso
Modalidade de licitação para escolha de trabalho técnico, 
científico ou artístico, cujo critério de julgamento será o de 
melhor técnica ou conteúdo artístico, e para concessão 
de prêmio ou remuneração ao vencedor.
Leilão
Modalidade de licitação para alienação de bens imóveis ou 
de bens móveis inservíveis ou legalmente apreendidos 
a quem oferecer o maior lance.
Pregão
Modalidade de licitação obrigatória para aquisição de 
bens e serviços comuns, cujo critério de julgamento 
poderá ser o de menor preço ou o de maior desconto.
Diálogo competitivo
Modalidade de licitação para contratação de obras, 
serviços e compras em que a Administração Pública realiza 
diálogos com licitantes previamente selecionados 
mediante critérios objetivos, com o intuito de 
desenvolver uma ou mais alternativas capazes de atender 
às suas necessidades, devendo os licitantes apresentar 
proposta final após o encerramento dos diálogos.
É importante diferenciarmos os conceitos de sobrepreço e de superfaturamento. O 
sobrepreço, em linhas gerais, trata-se do preço orçado em valor expressivamente superior 
aos preços referenciais de mercado. Já o superfaturamento é o dano provocado ao patri-
mônio da Administração por meio de diversas situações.
O reajustamento, que é gênero, compreende duas diferentes espécies, sendo elas:
a) reajustamento em sentido estrito: forma de manutenção do equilíbrio econômi-
co-financeiro de contrato consistente na aplicação do índice de correção monetária 
previsto no contrato, que deve retratar a variação efetiva do custo de produção, admitida a 
adoção de índices específicos ou setoriais;
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b) repactuação: forma de manutenção do equilíbrio econômico-financeiro de con-
trato utilizada para serviços contínuos com regime de dedicação exclusiva de mão de 
obra ou predominância de mão de obra, por meio da análise da variação dos custos con-
tratuais, devendo estar previstano edital com data vinculada à apresentação das propostas, 
para os custos decorrentes do mercado, e com data vinculada ao acordo, à convenção 
coletiva ou ao dissídio coletivo ao qual o orçamento esteja vinculado, para os custos 
decorrentes da mão de obra;
3. PROCESSO LICITATÓRIO
Por se tratar de um procedimento administrativo, a licitação possui uma série de objetivos 
ou finalidades a serem alcançados. Sendo assim, para fins de prova, é essencial sabermos 
que quatro são os objetivos a serem alcançados com a realização do procedimento licitatório.
Em decorrência do princípio da publicidade, a regra geral é de que todos os atos pratica-
dos no curso do procedimento licitatório serão públicos. As exceções ficam por conta das 
hipóteses de informações cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado.
Além da possibilidade de termos a publicidade excepcionada (que ocorre, conforme já 
mencionado, para as informações cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade 
e do Estado), poderá este importante princípio ser diferido, ou seja, postergado para um 
outro momento.
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Assim, a publicidade será diferida em duas diferentes situações: quanto ao conteúdo 
das propostas, até a respectiva abertura, e quanto ao orçamento da Administração Pública.
Não poderão disputar licitação ou participar da execução de contrato, direta ou 
indiretamente:
a) autor do anteprojeto, do projeto básico ou do projeto executivo, pessoa física ou 
jurídica, quando a licitação versar sobre obra, serviços ou fornecimento de bens a 
ele relacionados;
b) empresa, isoladamente ou em consórcio, responsável pela elaboração do pro-
jeto básico ou do projeto executivo, ou empresa da qual o autor do projeto seja 
dirigente, gerente, controlador, acionista ou detentor de mais de 5% do capital com 
direito a voto, responsável técnico ou subcontratado, quando a licitação versar 
sobre obra, serviços ou fornecimento de bens a ela necessários;
c) pessoa física ou jurídica que se encontre, ao tempo da licitação, impossibilitada 
de participar da licitação em decorrência de sanção que lhe foi imposta;
d) aquele que mantenha vínculo de natureza técnica, comercial, econômica, finan-
ceira, trabalhista ou civil com dirigente do órgão ou entidade contratante ou com 
agente público que desempenhe função na licitação ou atue na fiscalização ou na 
gestão do contrato, ou que deles seja cônjuge, companheiro ou parente em linha 
reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, devendo essa proibição constar 
expressamente do edital de licitação;
e) empresas controladoras, controladas ou coligadas, nos termos da legislação de 
regência, concorrendo entre si;
f) pessoa física ou jurídica que, nos 5 anos anteriores à divulgação do edital, tenha 
sido condenada judicialmente, com trânsito em julgado, por exploração de trabalho 
infantil, por submissão de trabalhadores a condições análogas às de escravo ou 
por contratação de adolescentes nos casos vedados pela legislação trabalhista.
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4. FASES DO PROCESSO LICITATÓRIO
Como regra geral, o processo licitatório observará a seguinte sequência de fases: a) pre-
paratória; b) divulgação do edital de licitação; c) apresentação de propostas e lances, 
quando for o caso; d) julgamento; e) habilitação; f) recursal; e g) homologação.
No entanto, desde que por meio de ato motivado com explicitação dos benefícios decor-
rentes, a fase da habilitação poderá anteceder às fases de apresentação de propostas 
e lances e de julgamento. Para isso, como não poderia deixar de ser, a previsão deverá 
constar no respectivo edital da licitação.
Na fase do julgamento, o órgão ou entidade licitante poderá, em relação ao lici-
tante provisoriamente vencedor, realizar análise e avaliação da conformidade da 
proposta, mediante homologação de amostras, exame de conformidade e prova 
de conceito, entre outros testes de interesse da Administração, de modo a com-
provar sua aderência às especificações definidas no termo de referência ou no 
projeto básico.
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Outro ponto que merece ser destacado é que as licitações serão realizadas, preferencial-
mente, sob a forma eletrônica. Em tais procedimentos, a Administração poderá determinar, 
como condição de validade e eficácia, que os licitantes pratiquem seus atos em formato 
eletrônico. Contudo, o procedimento eletrônico é apenas uma preferência, e não uma obrigação.
Nesse sentido, desde que devidamente motivado, será admitida a utilização da forma 
presencial, devendo a sessão pública ser registrada em ata e gravada em áudio e vídeo. 
Em tal situação, a sessão pública de apresentação de propostas deverá ser gravada em 
áudio e vídeo, e a gravação será juntada aos autos do processo licitatório depois de 
seu encerramento.
É importante sabermos, para termos uma visão “ampla” da norma jurídica em estudo, que 
cinco são as modalidades licitatórias atualmente admitidas, sendo elas:
a) pregão;
b) concorrência;
c) concurso;
d) leilão;
e) diálogo competitivo.
Neste momento, devemos apenas memorizar que, dentre as modalidades listadas, o pregão 
e a concorrência são as que observam as fases ou etapas do procedimento licitatório 
anteriormente mencionadas. Nas demais modalidades (concurso, leilão e diálogo compe-
titivo), o fluxo processual a ser observado é específico, a depender da modalidade licitatória.
4.1. Fase Preparatória
A fase preparatória do processo licitatório é caracterizada pelo planejamento e deve 
compatibilizar-se com o plano de contratações anual, sempre que elaborado, e com as 
leis orçamentárias, bem como abordar todas as considerações técnicas, mercadológicas e 
de gestão que podem interferir na contratação, compreendidos:
a) a descrição da necessidade da contratação fundamentada em estudo técnico preli-
minar que caracterize o interesse público envolvido;
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b) a definição do objeto para o atendimento da necessidade, por meio de termo de refe-
rência, anteprojeto, projeto básico ou projeto executivo, conforme o caso;
c) a definição das condições de execução e pagamento, das garantias exigidas e oferta-
das e das condições de recebimento;
d) o orçamento estimado, com as composições dos preços utilizados para sua formação;
e) a elaboração do edital de licitação;
f) a elaboração de minuta de contrato, quando necessária, que constará obrigatoriamente 
como anexo do edital de licitação;
g) o regime de fornecimento de bens, de prestação de serviços ou de execução de obras 
e serviços de engenharia, observados os potenciais de economia de escala;
h) a modalidade de licitação, o critério de julgamento, o modo de disputa e a adequação 
e a eficiência da forma de combinação desses parâmetros, para os fins de seleção da pro-
posta apta a gerar o resultado de contratação mais vantajoso para a Administração Pública, 
considerado todo o ciclo de vida do objeto;
i) a motivação circunstanciada das condições do edital, tais como justificativa de exigências 
de qualificação técnica, mediante indicação das parcelas de maior relevância técnica ou valor 
significativo do objeto, e de qualificação econômico-financeira, justificativa dos critérios de pontu-
ação e julgamento das propostas técnicas, nas licitações com julgamento por melhor técnica ou 
técnica e preço, e justificativa das regras pertinentes à participação de empresas em consórcio;
j) a análise dos riscos que possam comprometer o sucesso da licitação e a boa execução 
contratual;
k) a motivação sobre o momento da divulgação do orçamento da licitação.
No âmbito da fase preparatória, a Administração poderá fazer uso de audiênciase con-
sultas públicas. Nesse contexto, o texto legal determina que “A Administração poderá convo-
car, com antecedência mínima de 8 dias úteis, audiência pública, presencial ou a dis-
tância, na forma eletrônica, sobre licitação que pretenda realizar, com disponibilização prévia 
de informações pertinentes, inclusive de estudo técnico preliminar e elementos do edital de 
licitação, e com possibilidade de manifestação de todos os interessados”.
Tanto nas audiências quanto nas consultas, a ideia do legislador foi a de possibilitar que 
a população interessada pudesse opinar a respeito da melhor forma de realização do pro-
cedimento. Sendo assim, é correto afirmar que as mencionadas medidas se enquadram na 
definição de controle popular.
Desde que justificado, o orçamento estimado da contratação poderá ter cará-
ter sigiloso, sem prejuízo da divulgação do detalhamento dos quantitativos e das 
demais informações necessárias para a elaboração das propostas, e, nesse caso, 
o sigilo não prevalecerá para os órgãos de controle interno e externo.
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Na hipótese de licitação em que for adotado o critério de julgamento por maior 
desconto, o preço estimado ou o máximo aceitável constará do edital da licitação.
Nas contratações de obras, serviços e fornecimentos de grande vulto, o edital deverá 
prever a obrigatoriedade de implantação de programa de integridade pelo licitante ven-
cedor, no prazo de 6 meses, contado da celebração do contrato, conforme regulamento 
que disporá sobre as medidas a serem adotadas, a forma de comprovação e as penalidades 
pelo seu descumprimento.
Os contratos de grande vulto são aqueles cujo valor é superior a R$ 200 milhões.
O edital poderá, na forma disposta em regulamento, exigir que percentual mínimo da mão 
de obra responsável pela execução do objeto da contratação seja constituído por mulheres 
vítimas de violência doméstica e de pessoas oriundas ou egressas do sistema prisional.
Ainda com relação à fase preliminar do procedimento licitatório, um destaque deve ser 
dado em relação à possibilidade de estabelecimento de margem de preferência para bens 
manufaturados e serviços nacionais que atendam a normas técnicas brasileiras, bem 
como para bens reciclados, recicláveis ou biodegradáveis, conforme regulamento.
4.2. Divulgação do Edital de Licitação
Terminada a fase preparatória, o processo licitatório seguirá para o órgão de assesso-
ramento jurídico da Administração, que realizará o controle prévio de legalidade mediante 
análise jurídica da contratação.
E esse controle prévio será materializado em um documento denominado de parecer 
jurídico, no qual o órgão de assessoramento jurídico da Administração deverá:
a) apreciar o processo licitatório conforme critérios objetivos prévios de atribuição de 
prioridade;
b) redigir sua manifestação em linguagem simples e compreensível e de forma clara e 
objetiva, com apreciação de todos os elementos indispensáveis à contratação e com exposi-
ção dos pressupostos de fato e de direito levados em consideração na análise jurídica.
É a partir da publicação do edital que a população passa a ter conhecimento do interesse 
do Poder Público em contratar determinado bem ou serviço. Consequentemente, torna-se 
obrigatória a publicação do edital no Portal Nacional de Contratações Públicas e, adicional-
mente, na imprensa oficial, condição necessária para o início da produção de efeitos jurídicos 
perante terceiros.
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4.3. Apresentação de Propostas e Lances
A depender do objeto licitado, teremos diferentes prazos mínimos para a apresentação 
de propostas ou lances, conforme exposição do gráfico a seguir:
No curso das licitações, dois são os diferentes modos de disputa que poderão ser utiliza-
dos, sendo eles o aberto e o fechado. Tais modos podem ser utilizados de forma isolada ou, 
ainda, conjuntamente.
No modo de disputa aberto, os licitantes apresentarão suas propostas por meio de 
lances públicos e sucessivos, crescentes ou decrescentes. A utilização do modo de disputa 
aberto será vedada quando adotado o critério de julgamento de técnica e preço.
No modo de disputa fechado, as propostas permanecerão em sigilo até a data e hora 
designadas para sua divulgação. Deve ser destacado que a utilização isolada do modo de 
disputa fechado será vedada quando adotados os critérios de julgamento de menor preço ou 
de maior desconto.
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Modo de Disputa Aberto Modo de Disputa Fechado
Licitantes apresentam suas propostas 
por meio de lances públicos e sucessivos, 
crescentes ou decrescentes.
Propostas permanecem em sigilo até 
a data e hora designadas para sua 
divulgação.
Não é admitida a utilização quando for 
adotado o critério de julgamento de 
técnica e preço.
Não é admitida a utilização isolada quando 
adotados os critérios de julgamento de 
menor preço ou de maior desconto.
Serão considerados intermediários os lances:
a) iguais ou inferiores ao maior já ofertado, quando adotado o critério de julgamento 
de maior lance.
b) iguais ou superiores ao menor já ofertado, quando adotados os demais critérios 
de julgamento.
O edital de licitação poderá estabelecer intervalo mínimo de diferença de valores entre os 
lances, que incidirá tanto em relação aos lances intermediários quanto em relação à proposta 
que cobrir a melhor oferta. Também será possível a exigência, no momento da apresentação 
da proposta, da comprovação do recolhimento de quantia a título de garantia de pro-
posta, como requisito de pré-habilitação.
Sobre a garantia de proposta, devemos memorizar as seguintes informações:
a) a mencionada garantia não poderá ser superior a 1% do valor estimado para a 
contratação.
b) a garantia será devolvida aos licitantes no prazo de 10 dias úteis, contado da assina-
tura do contrato ou da data em que for declarada fracassada a licitação.
De acordo com o texto da lei, caberá ao contratado optar por uma das seguintes modali-
dades de garantia:
a) caução em dinheiro ou em títulos da dívida pública emitidos sob a forma escritural, 
mediante registro em sistema centralizado de liquidação e de custódia autorizado pelo Banco 
Central do Brasil, e avaliados por seus valores econômicos, conforme definido pelo Ministério 
da Economia;
b) seguro-garantia;
c) fiança bancária emitida por banco ou instituição financeira devidamente autorizada a 
operar no País pelo Banco Central do Brasil.
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4.4. Julgamento
Inicialmente, precisamos saber que o julgamento das propostas apresentadas será reali-
zado de acordo com um dos seguintes critérios:
a) menor preço;
b) maior desconto;
c) melhor técnica ou conteúdo artístico;
d) técnica e preço;
e) maior lance, no caso de leilão;
f) maior retorno econômico.
Não podemos confundir os critérios de julgamento com as modalidades licitatórias. Ao 
passo que as modalidades representam a forma como o procedimento será conduzido, com 
regras próprias, os critérios de julgamento são o meio objetivo de selecionar, no âmbito da 
modalidade, a proposta vencedora da licitação.
Modalidades de Licitação Critérios de Julgamento
a) pregão;
b) concorrência;
c) concurso;
d) leilão;
e) diálogo competitivo.
a) menor preço;
b) maior desconto;
c) melhor técnica ou conteúdo artístico;
d) técnica e preço;
e) maior lance, no caso de leilão;
f) maior retorno econômico.
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Vamos aproveitar para conhecer um pouco mais sobre os diferentes critérios de julga-
mento passíveis de utilização.
Maior desconto
Terá como referência o preço global fixado no edital de licitação, e o desconto 
será estendido aos eventuais termos aditivos.
Melhor técnica ou 
conteúdo artístico
Considerará exclusivamente as propostas técnicas ou artísticas apresentadas 
pelos licitantes, sendo que o edital deverá definir o prêmio ou a remuneração 
que será atribuída aos vencedores. Este critério poderá ser utilizado para a 
contratação de projetos e trabalhos de natureza técnica, científica ou artística.
Técnica e Preço
Considerará a maior pontuação obtida a partir da ponderação, segundo 
fatores objetivos previstos no edital, das notas atribuídas aos aspectos de 
técnica e de preço da proposta.
Esse critério de julgamento será escolhido quando o estudo técnico 
preliminar demonstrar que a avaliação e a ponderação da qualidade técnica 
das propostas que superarem os requisitos mínimos estabelecidos no edital 
forem relevantes aos fins pretendidos pela Administração nas licitações para 
contratação de:
a) serviços técnicos especializados de natureza predominantemente 
intelectual, caso em que o critério de julgamento de técnica e preço deverá 
ser preferencialmente empregado;
b) serviços majoritariamente dependentes de tecnologia sofisticada e de domínio 
restrito, conforme atestado por autoridades técnicas de reconhecida qualificação;
c) bens e serviços especiais de tecnologia da informação e de comunicação;
d) obras e serviços especiais de engenharia;
e) objetos que admitam soluções específicas e alternativas e variações de 
execução, com repercussões significativas e concretamente mensuráveis 
sobre sua qualidade, produtividade, rendimento e durabilidade, quando 
essas soluções e variações puderem ser adotadas à livre escolha dos 
licitantes, conforme critérios objetivamente definidos no edital de licitação.
Na técnica e preço, deverão ser avaliadas e ponderadas as propostas 
técnicas e, em seguida, as propostas de preço apresentadas pelos licitantes, 
na proporção máxima de 70% de valoração para a proposta técnica.
Melhor Técnica ou 
Técnica e Preço
Deverá ser realizado por:
a) verificação da capacitação e da experiência do licitante, comprovadas por 
meio da apresentação de atestados de obras, produtos ou serviços 
previamente realizados;
b) atribuição de notas a quesitos de natureza qualitativa por banca 
designada para esse fim, de acordo com orientações e limites definidos 
em edital, considerados a demonstração de conhecimento do objeto, a 
metodologia e o programa de trabalho, a qualificação das equipes técnicas e 
a relação dos produtos que serão entregues.
A mencionada banca terá no mínimo 3 membros, podendo ser composta de:
I – servidores efetivos ou empregados públicos pertencentes aos quadros 
permanentes da Administração Pública;
II – profissionais contratados por conhecimento técnico, experiência ou 
renome na avaliação dos quesitos especificados em edital, desde que seus 
trabalhos sejam supervisionados por profissionais designados.
c) atribuição de notas por desempenho do licitante em contratações 
anteriores aferida nos documentos comprobatórios e em registro cadastral 
unificado disponível no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP).
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No julgamento por melhor técnica ou por técnica e preço, a obtenção 
de pontuação devido à capacitação técnico-profissional exigirá que a 
execução do respectivo contrato tenha participação direta e pessoal 
do profissional correspondente.
Maior Retorno 
Econômico
Critério utilizado exclusivamente para a celebração de contrato de 
eficiência. Tal critério considerará a maior economia para a Administração, 
e a remuneração deverá ser fixada em percentual que incidirá de forma 
proporcional à economia efetivamente obtida na execução do contrato.
Nas licitações que adotarem o critério do maior retorno econômico, os 
licitantes apresentarão:
I – proposta de trabalho, que deverá contemplar:
a) as obras, os serviços ou os bens, com os respectivos prazos de realização 
ou fornecimento;
b) a economia que se estima gerar, expressa em unidade de medida 
associada à obra, ao bem ou ao serviço e em unidade monetária;
II – proposta de preço, que corresponderá a percentual sobre a economia 
que se estima gerar durante determinado período, expressa em unidade 
monetária.
Nos casos em que não for gerada a economia prevista no contrato de 
eficiência:
a) a diferença entre a economia contratada e a efetivamente obtida será 
descontada da remuneração do contratado;
b) se a diferença entre a economia contratada e a efetivamente obtida for 
superior ao limite máximo estabelecido no contrato, o contratado 
sujeitar-se-á, ainda, a outras sanções cabíveis.
Em caso de empate entre duas ou mais propostas, serão utilizados os seguintes critérios 
de desempate, nesta ordem:
1º) disputa final, hipótese em que os licitantes empatados poderão apresentar nova pro-
posta em ato contínuo à classificação;
2º) avaliação do desempenho contratual prévio dos licitantes, para a qual deverão 
preferencialmente ser utilizados registros cadastrais para efeito de atesto de cumprimento de 
obrigações legais;
3º) desenvolvimento pelo licitante de ações de equidade entre homens e mulheres no 
ambiente de trabalho, conforme regulamento; e
4º) desenvolvimento pelo licitante de programa de integridade, conforme orientações 
dos órgãos de controle.
Caso, mesmo após a utilização dos critérios de desempate elencados, o empate per-
sistir, será assegurada preferência, sucessivamente, aos bens e serviços produzidos ou 
prestados por:
1º) empresas estabelecidas no território do Estado ou do Distrito Federal do órgão 
ou entidade da Administração Pública estadual ou distrital licitante ou, no caso de lici-
tação realizada por órgão ou entidade de Município, no território do Estado em que 
este se localize;
2º) empresas brasileiras;
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3º) empresas que invistam em pesquisa e no desenvolvimento de tecnologia 
no país; e
4º) empresas que comprovem a prática de mitigação;
4.5. Habilitação
A habilitação é a fase da licitação em que se verifica o conjunto de informações e 
documentos necessários e suficientes para demonstrar a capacidade do licitante de 
realizar o objeto da licitação, dividindo-se em:
• Jurídica;
• Técnica;
• Fiscal, social e trabalhista; e
• Econômico-financeira.
Após a entrega dos documentos para habilitação, não será permitida a substitui-
ção ou a apresentação de novos documentos, salvo em sede de diligência, para:
a) complementação de informações acerca dos documentos já apresentados pelos 
licitantes e desde que necessária para apurar fatos existentes à época da abertura 
do certame;
b) atualização de documentos cuja validade tenha expirado após a data de recebi-
mento das propostas.
A documentação poderá ser dispensada, total ou parcialmente, nas seguintes situações:
a) nas contratações para entrega imediata;
b) nas contratações em valores inferiores a 1/4 do limite para dispensa de licitação 
para compras em geral;
c) nas contratações de produto para pesquisa e desenvolvimento até o valor de 
R$ 300 mil.
4.6. Encerramento da Licitação
Encerradas as fases de julgamento e habilitação, e exauridos os recursos administrati-
vos, o processo licitatório será encaminhado à autoridade superior, que poderá adotar uma 
das seguintes medidas:
a) determinar o retorno dos autos para saneamento de irregularidades;
b) revogar a licitação por motivo de conveniência e oportunidade;
c) proceder à anulação da licitação, de ofício ou mediante provocação de terceiros, 
sempre que presente ilegalidade insanável; e
d) adjudicar o objeto e homologar a licitação.
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Ao passo que a revogação da licitação está pautada em motivos de conveniência e 
oportunidade, a anulação (que pode ser realizada de ofício ou mediante provocação de 
terceiros) tem como fundamento a existência de um vício insanável. O motivo determinante 
para a revogação do processo licitatório deverá ser resultante de fato superveniente devi-
damente comprovado.
Já em relação à anulação, ao pronunciar a nulidade, a autoridade indicará expressa-
mente os atos com vícios insanáveis, tornando sem efeito todos os subsequentes que 
deles dependam, e dará ensejo à apuração de responsabilidade de quem lhes tenha 
dado causa.
Como não poderia ser diferente, tanto nos casos de anulação quanto nos de revogação, 
deverá ser assegurada a prévia manifestação dos interessados.
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5. Modalidades de Licitação
As modalidades licitatórias são responsáveis por estabelecer o rito e o fluxo processual a 
ser observado, especificamente, no curso de determinada licitação. Com a entrada em vigor 
da Lei n. 14.133/2021, passamos a contar com apenas 5 modalidades licitatórias, sendo elas:
Em relação às modalidades de licitação, devemos memorizar que a concorrência e 
o pregão são aqueles que adotarão este rito procedimental, com as seguintes pecu-
liaridades:
a) o pregão deverá ser adotado sempre que o objeto possuir padrões de desempe-
nho e qualidade que possam ser objetivamente definidos pelo edital, por meio de espe-
cificações usuais de mercado.
b) O pregão não se aplica às contratações de serviços técnicos especializados de 
natureza predominantemente intelectual e de obras e serviços de engenharia, exceto 
nos serviços comuns de engenharia.
Em relação ao concurso, a modalidade observará as regras e condições previstas em 
edital, que indicará:
a) a qualificação exigida dos participantes;
b) as diretrizes e formas de apresentação do trabalho; e
c) as condições de realização e o prêmio ou remuneração a ser concedida ao vencedor.
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Nos concursos destinados à elaboração de projeto, o vencedor deverá ceder à Admi-
nistração Pública todos os direitos patrimoniais relativos ao projeto e autorizar sua exe-
cução conforme juízo de conveniência e oportunidade das autoridades competentes.
Em relação ao leilão, as seguintes informações merecem ser memorizadas:
a) O leilão poderá ser conduzido por um leiloeiro oficial ou por servidor designado 
pela autoridade competente. Caso a Administração opte pela realização do leilão através 
de leiloeiro oficial, deverá ocorrer a seleção do leiloeiro mediante credenciamento ou 
licitação na modalidade pregão. Além disso, deve ser adotado o critério de julgamento de 
maior desconto para as comissões a serem cobradas.
b) Além da divulgação no site oficial, o edital do leilão será afixado em local de ampla 
circulação de pessoas na sede da Administração e poderá, ainda, ser divulgado por outros 
meios necessários para ampliar a publicidade e a competitividade da licitação.
c) O leilão não exigirá registro cadastral prévio, não terá fase de habilitação e deverá 
ser homologado assim que concluída a fase de lances, superada a fase recursal e efe-
tivado o pagamento pelo licitante vencedor, na forma definida no edital.
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A modalidade licitatória diálogo competitivo é uma novidade introduzida pela Lei n. 
14.133/2021, apenas podendo ser utilizada nas contratações em que a Administração:
I – vise a contratar objeto que envolva as seguintes condições:
a) inovação tecnológica ou técnica;
b) impossibilidade de o órgão ou entidade ter sua necessidade satisfeita sem a 
adaptação de soluções disponíveis no mercado; e
c) impossibilidade de as especificações técnicas serem definidas com precisão 
suficiente pela Administração.
II – verifique a necessidade de definir e identificar os meios e as alternativas que 
possam satisfazer suas necessidades, com destaque para os seguintes aspectos:
a) a solução técnica mais adequada;
b) os requisitos técnicos aptos a concretizar a solução já definida; e
c) a estrutura jurídica ou financeira do contrato.
Na modalidade diálogo competitivo, serão observadas as seguintes disposições:
a) a Administração apresentará, por ocasião da divulgação do edital em sítio eletrônico 
oficial, suas necessidades e as exigências já definidas, e estabelecerá prazo mínimo de 25 
dias úteis para manifestação de interesse na participação da licitação;
b) os critérios empregados para pré-seleção dos licitantes deverão ser previstos em 
edital, e serão admitidos todos os interessados que preencherem os requisitos objeti-
vos estabelecidos;
c) a divulgação de informações de modo discriminatório que possa implicar vantagem 
para algum licitante será vedada;
d) a Administração não poderá revelar a outros licitantes as soluções propostas ou 
as informações sigilosas comunicadas por um licitante sem o seu consentimento;
e) a fase de diálogo poderá ser mantida até que a Administração, em decisão fun-
damentada, identifique a solução ou as soluções que atendam às suas necessidades;
f) as reuniões com os licitantes pré-selecionados serão registradas em ata e gravadas 
mediante utilização de recursos tecnológicos de áudio e vídeo;
g) o edital poderá prever a realização de fases sucessivas, caso em que cada fase 
poderá restringir as soluções ou as propostas a serem discutidas;
h) a Administração deverá, ao declarar que o diálogo foi concluído, juntar aos autos 
do processo licitatório os registros e as gravações da fase de diálogo, iniciar a fase compe-
titiva (com a divulgação de edital contendo a especificação da solução que atenda às suas 
necessidades e os critérios objetivos a serem utilizados para seleção da proposta mais van-
tajosa) e abrir prazo, não inferior a 60 dias úteis, para todos os licitantes pré-seleciona-
dos apresentarem suas propostas, que deverão conter os elementos necessários para a 
realização do projeto;
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i) a Administração poderá solicitar esclarecimentos ou ajustes às propostas apre-
sentadas, desde que não impliquem discriminação nem distorçam a concorrência entre as 
propostas;
j) a Administração definirá a proposta vencedora de acordo com critérios divulgados 
no início da fase competitiva, assegurada a contratação mais vantajosa como resultado; e
k) o diálogo competitivo será conduzido por comissão de contratação composta de 
pelo menos 3 servidores efetivos ou empregados públicos pertencentes aos quadros 
permanentes da Administração, admitida a contratação de profissionais para assessora-
mento técnico da comissão. Os profissionais contratados assinarão termo de confidencia-
lidade e se absterão de atividades que possam configurar conflito de interesses.
6. CONTRATAÇÃO DIRETA
A norma estabelece como regra a realização do procedimento, e como exceções as pos-
sibilidades de termos a licitação dispensável, dispensada ou inexigível.
A licitação dispensável ocorre quando a administração, desejando adquirir bens ou ser-
viços, pode escolher entre realizar o procedimento ou contratar diretamente com os particu-
lares. Para tal, as situações devem estar previamente estabelecidas em lei. Logo, a lista de 
situações ensejadoras de licitação dispensável é taxativa.
A licitação inexigível, por sua vez, ocorre nas situações em que há inviabilidade de com-
petição, de forma que a realização de licitação se encontra seriamente prejudicada. Em tais 
situações, a única alternativa cabível para o Poder Público é a contratação direta com os par-
ticulares. No texto da lei, as hipóteses de licitação inexigível constamexemplificativamente.
Por fim, temos as situações de licitação dispensada, decorrentes de institutos específicos e 
normalmente relacionados com repartições públicas. Nessas situações, a Administração, assim 
como ocorre nas hipóteses de licitação inexigível, está impedida de realizar o procedimento. Por 
isso mesmo, situações de licitação dispensada são taxativamente expressas no texto legal.
Licitação Dispensável Licitação Inexigível Licitação Dispensada
Situações taxativas.
Situações 
exemplificativas. Situações taxativas.
Facultatividade (Poder 
Público pode ou não 
realizar a licitação).
Obrigatoriedade 
de realização do 
procedimento.
Obrigatoriedade 
de realização do 
procedimento.
Situações em que 
a lei autoriza a 
não realização do 
procedimento.
Inviabilidade jurídica de 
competição.
Situações em que há 
a determinação para a 
contratação direta.
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6.1. Inexigibilidade de Licitação
Casos de inexigibilidade são situações em que não há viabilidade jurídica para a com-
petição, não restando alternativa para a administração que não seja a contratação direta.
Art. 74. É inexigível a licitação quando inviável a competição, em especial 
nos casos de:
I – aquisição de materiais, de equipamentos ou de gêneros ou contratação de servi-
ços que só possam ser fornecidos por produtor, empresa ou representante comer-
cial exclusivos;
II – contratação de profissional do setor artístico, diretamente ou por meio de 
empresário exclusivo, desde que consagrado pela crítica especializada ou pela 
opinião pública;
III – contratação dos seguintes serviços técnicos especializados de natureza predo-
minantemente intelectual com profissionais ou empresas de notória especialização, 
vedada a inexigibilidade para serviços de publicidade e divulgação:
a) estudos técnicos, planejamentos, projetos básicos ou projetos executivos;
b) pareceres, perícias e avaliações em geral;
c) assessorias ou consultorias técnicas e auditorias financeiras ou tributárias;
d) fiscalização, supervisão ou gerenciamento de obras ou serviços;
e) patrocínio ou defesa de causas judiciais ou administrativas;
f) treinamento e aperfeiçoamento de pessoal;
g) restauração de obras de arte e de bens de valor histórico;
h) controles de qualidade e tecnológico, análises, testes e ensaios de campo e 
laboratoriais, instrumentação e monitoramento de parâmetros específicos de obras 
e do meio ambiente e demais serviços de engenharia que se enquadrem no dis-
posto neste inciso;
IV – objetos que devam ou possam ser contratados por meio de credenciamento;
V – aquisição ou locação de imóvel cujas características de instalações e de locali-
zação tornem necessária sua escolha.
Em relação às situações elencadas, algumas considerações merecem ser feitas, 
sendo elas:
a) Inexigibilidade para a aquisição de materiais, de equipamentos ou de gêneros 
ou contratação de serviços que só possam ser fornecidos por produtor, empresa ou 
representante comercial exclusivos: a Administração deverá demonstrar a inviabilidade 
de competição mediante atestado de exclusividade, contrato de exclusividade, declaração 
do fabricante ou outro documento idôneo capaz de comprovar que o objeto é fornecido ou 
prestado por produtor, empresa ou representante comercial exclusivos, vedada a preferência 
por marca específica.
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b) Inexigibilidade para a contratação de profissional do setor artístico, diretamente 
ou por meio de empresário exclusivo, desde que consagrado pela crítica especializada 
ou pela opinião pública: considera-se empresário exclusivo a pessoa física ou jurídica que 
possua contrato, declaração, carta ou outro documento que ateste a exclusividade perma-
nente e contínua de representação, no país ou em Estado específico, do profissional do 
setor artístico, afastada a possibilidade de contratação direta por inexigibilidade por meio de 
empresário com representação restrita a evento ou local específico.
c) Inexigibilidade para a contratação de serviços técnicos especializados de natu-
reza predominantemente intelectual com profissionais ou empresas de notória espe-
cialização: considera-se de notória especialização o profissional ou a empresa cujo conceito 
no campo de sua especialidade, decorrente de desempenho anterior, estudos, experiência, 
publicações, organização, aparelhamento, equipe técnica ou outros requisitos relacionados 
com suas atividades, permita inferir que o seu trabalho é essencial e reconhecidamente ade-
quado à plena satisfação do objeto do contrato. Em tais contratações, é vedada a subcontra-
tação de empresas ou a atuação de profissionais distintos daqueles que tenham justificado 
a inexigibilidade.
d) Inexigibilidade para a aquisição ou locação de imóvel cujas características de 
instalações e de localização tornem necessária sua escolha: devem ser observados uma 
série de requisitos, a saber:
• Avaliação prévia do bem, do seu estado de conservação, dos custos de adaptações, 
quando imprescindíveis às necessidades de utilização, e do prazo de amortização dos 
investimentos;
• Certificação da inexistência de imóveis públicos vagos e disponíveis que atendam 
ao objeto;
• Justificativas que demonstrem a singularidade do imóvel a ser comprado ou locado 
pela Administração e que evidenciem vantagem para ela.
6.2. Licitação Dispensável (Dispensa de Licitação)
As hipóteses de licitação dispensável são aquelas as quais a Administração Pública pode 
escolher entre realizar o procedimento licitatório ou contratar diretamente com o particular. 
Logo, é possível afirmar que o agente público, nessas situações, pode fazer uso da discricio-
nariedade, ou seja, do poder de decidir entre realizar ou não o procedimento.
Em relação às hipóteses de licitação dispensável, as seguintes informações devem ser 
memorizadas:
a) No caso de obras e serviços de engenharia ou de serviços de manutenção de veícu-
los automotores, a licitação será dispensável para a contratação que envolva valores 
inferiores a R$ 100 mil. Já para os casos de outros serviços e compras, a licitação será 
dispensável para contratações que envolvam valores inferiores a R$ 50 mil.
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b) Para os efeitos das licitações dispensáveis em razão do valor da contratação, temos 
que observar uma série de regras:
• Como regra geral, deverão ser observados o somatório do que for despendido no 
exercício financeiro pela respectiva unidade gestora e o somatório da despesa rea-
lizada com objetos de mesma natureza, entendidos como tais aqueles relativos a 
contratações no mesmo ramo de atividade. Tais obrigações, no entanto, não precisam 
ser realizadas em relação às contratações de até R$ 8 mil relacionadas com os 
serviços de manutenção de veículos automotores de propriedade do órgão ou 
entidade contratante, incluído o fornecimento de peças.
• As contratações serão preferencialmente precedidas de divulgação de aviso em sítio 
eletrônico oficial, pelo prazo mínimo de 3 dias úteis, com a especificação do objeto 
pretendido e com a manifestação de interesse da Administração em obter propostas adi-
cionais de eventuais interessados, devendo ser selecionada a proposta mais vantajosa.
• As contratações serão preferencialmente pagas por meio de cartão de pagamento, 
cujo extrato deverá ser divulgado e mantido à disposição do público no Portal Nacional 
de Contratações Públicas (PNCP).
• Os valores serão duplicados para compras, obras e serviços contratados por consór-
cio público ou por autarquia ou fundação qualificadas como agências executivas, 
na forma da lei. Nesse caso, os limites passam a ser de R$ 200 mil para obras e ser-
viços de engenharia ou serviços de manutenção de veículos automotores e de R$ 100 
mil para as compras e outros serviços.c) Uma das situações de dispensa é a destinada a produtos para pesquisa e desen-
volvimento, limitada à contratação, no caso de obras e serviços de engenharia, ao 
valor de R$ 300 mil. No entanto, quando aplicada a obras e serviços de engenharia, a con-
tratação seguirá procedimentos especiais instituídos em regulamentação específica.
d) A licitação será dispensável nos casos de emergência ou de calamidade pública, 
quando caracterizada urgência de atendimento de situação que possa ocasionar prejuízo 
ou comprometer a continuidade dos serviços públicos ou a segurança de pessoas, 
obras, serviços, equipamentos e outros bens, públicos ou particulares, e somente para 
aquisição dos bens necessários ao atendimento da situação emergencial ou calamitosa e 
para as parcelas de obras e serviços que possam ser concluídas no prazo máximo de 
1 ano, contado da data de ocorrência da emergência ou da calamidade, vedadas a prorroga-
ção dos respectivos contratos e a recontratação de empresa já contratada.
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Nesse sentido, considera-se emergencial a contratação por dispensa com o obje-
tivo de manter a continuidade do serviço público, e deverão ser observados os valores 
praticados pelo mercado e adotadas as providências necessárias para a conclusão do pro-
cesso licitatório, sem prejuízo de apuração de responsabilidade dos agentes públicos 
que deram causa à situação emergencial.
7. ALIENAÇÕES
Em relação às alienações, as seguintes regras merecem ser destacadas para fins de 
provas de concurso público:
a) Todas as alienações de bens da Administração Pública, desde que subordinadas à 
existência de interesse público devidamente justificado, serão precedidas de avaliação.
b) No caso de bens imóveis, inclusive os pertencentes às autarquias e às fundações, 
exigirá autorização legislativa e dependerá de licitação na modalidade leilão, exceto nos 
casos em que o procedimento for dispensado.
c) No caso de bens móveis, dependerá de licitação na modalidade leilão, exceto nas 
situações em que a licitação for dispensada.
d) Para a venda de bens imóveis, será concedido direito de preferência ao licitante que, 
submetendo-se a todas as regras do edital, comprove a ocupação do imóvel objeto da licitação.
Alienação de Bens Imóveis Alienação de Bens Móveis
Interesse público devidamente 
justificado.
Interesse público devidamente 
justificado.
Avaliação prévia. Avaliação prévia.
Licitação na modalidade leilão, exceto 
nas situações de dispensa.
Licitação na modalidade leilão, exceto 
nas situações de dispensa.
Exigência, como regra geral, de 
autorização legislativa.
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8. CONTRATOS ADMINISTRATIVOS
8.1. Disposições Gerais
No âmbito dos contratos administrativos, temos uma relação firmada entre o Poder 
Público e o particular, de forma que ambas as partes possuem interesses e vontades antagô-
nicas. Trata-se do contrato administrativo, ao contrário do que ocorre com os atos emanados 
pela administração, de manifestação bilateral de vontade.
Tal característica é o primeiro ponto de distinção entre as duas formas de manifestação 
do interesse público.
No âmbito dos atos administrativos, a Administração manifesta sua vontade de maneira 
unilateral, sendo que a relação jurídica instaurada deve ser suportada pelo particular em 
benefício da coletividade. Prova disso é o atributo da presunção de legitimidade, por meio do 
qual os atos são considerados legítimos até que o particular que se sentir lesado prove os 
danos sofridos.
Nos contratos administrativos, em sentido oposto, vigora o princípio da livre manifestação 
particular. Assim, ninguém é obrigado a contratar com o Poder Público, apenas o fazendo quando 
achar que tal medida é conveniente com os objetivos visados com a celebração de tal vínculo.
Importante salientar que a expressão “contrato” não trata de uma exclusividade do Direito 
Público, podendo ser celebrada, da mesma forma, no âmbito das relações entre particulares, 
ou seja, sem a presença do Poder Público como uma das partes da relação jurídica.
Quando o contrato for celebrado entre particulares, as suas disposições serão regula-
mentadas pelo Direito Civil, de forma que qualquer uma das partes pode, em caso de inadim-
plemento da parte contrária, exigir a sua rescisão.
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No entanto, quando uma das partes presentes na relação contratual for o Poder Público, 
estaremos diante de um contrato administrativo. Em tais situações, as regras a serem obser-
vadas encontram-se disciplinadas no âmbito do Direito Administrativo, conferindo ao Poder 
Público uma série de prerrogativas que não são estendidas aos particulares.
Contratos particulares Contratos administrativos
Regidos pelo direito privado. Regidos pelo direito público.
Em caso de inadimplemento, 
pode a parte contrária exigir sua 
rescisão.
Em caso de inadimplemento, nem 
sempre o particular pode exigir a 
rescisão.
Igualdade entre os direitos e 
obrigações dos particulares.
Prerrogativas conferidas ao Poder 
Público que não são estendidas aos 
particulares.
Nota-se, com base nos conceitos expostos, que o termo contrato é um gênero, sendo os 
contratos administrativos e os contratos particulares duas de suas espécies.
8.2. Formalização dos Contratos
Todo contrato deverá mencionar os nomes das partes e os de seus representantes, a 
finalidade, o ato que autorizou sua lavratura, o número do processo da licitação ou da contra-
tação direta e a sujeição dos contratantes às normas legais e às cláusulas contratuais.
Os contratos deverão estabelecer com clareza e precisão as condições para sua exe-
cução, expressas em cláusulas que definam os direitos, as obrigações e as responsabili-
dades das partes, em conformidade com os termos do edital de licitação e os da proposta 
vencedora ou com os termos do ato que autorizou a contratação direta e os da respec-
tiva proposta.
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Basicamente, o processo de convocação para assinatura pode ser desenvolvido nas 
seguintes etapas:
a) De início, a Administração convoca regularmente o licitante vencedor para assinar 
o termo de contrato ou para aceitar ou retirar o instrumento equivalente;
b) A medida (assinatura ou retirada) deverá ser efetuada pelo particular dentro do prazo 
e nas condições estabelecidas no edital de licitação. Este prazo de convocação, por sua 
vez, poderá ser prorrogado 1 vez, por igual período, mediante solicitação da parte durante 
seu transcurso, devidamente justificada, e desde que o motivo apresentado seja aceito pela 
Administração;
c) Quando o convocado não assinar o termo de contrato, não aceitar ou não retirar 
o instrumento equivalente no prazo e nas condições estabelecidas, a Administração terá a 
faculdade de convocar os licitantes remanescentes, na ordem de classificação, para a 
celebração do contrato nas condições propostas pelo licitante vencedor;
d) Caso nenhum dos demais licitantes venha a aceitar a contratação, a Administração, 
observados o valor estimado e a sua eventual atualização nos termos do edital, poderá 
adotar uma das seguintes medidas:
• Convocar os licitantes remanescentes para negociação, na ordem de classificação, 
com vistas à obtenção de preço melhor, mesmo que acima do preço do adjudicatário; e
• Adjudicar e celebrar o contrato nas condições ofertadas pelos licitantes remanescentes, 
atendida a ordem classificatória, quando frustrada a negociação de melhor condição.
e) No entanto, não seria nada justo se o adjudicatário (aquele que venceu a licitação) sim-
plesmente não assinasse o contrato e não fosse penalizado por isso. Logo, a lei estabelece 
que a recusa injustificada do adjudicatárioem assinar o contrato ou em aceitar ou retirar o 
instrumento equivalente no prazo estabelecido caracterizará o descumprimento total da 
obrigação assumida, sujeitando o particular às penalidades legalmente estabelecidas e à 
imediata perda da garantia de proposta em favor do órgão ou entidade licitante;
f) Contudo, a possibilidade de aplicação de penalidades aplica-se apenas ao adju-
dicatário inicial, ou seja, aquele que efetivamente venceu o procedimento licitatório. 
Para os licitantes remanescentes eventualmente convocados para negociação pela Adminis-
tração Pública, a não assinatura não implica em descumprimento total da obrigação assu-
mida, não ensejando, consequentemente, a aplicação de sanções;
g) Também será facultada à Administração a convocação dos demais licitantes classifica-
dos para a contratação de remanescente de obra, de serviço ou de fornecimento em conse-
quência de rescisão contratual.
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Todos os contratos deverão contar com uma série de cláusulas, sendo estas, por assim 
dizer, uma garantia para os particulares e para o próprio Poder Público. Na medida em 
que ambas as partes sabem as cláusulas contratuais estabelecidas, o ato de celebração do 
vínculo atesta, em última análise, a concordância com tais disposições.
Dessa forma, são necessárias em todo contrato cláusulas que estabeleçam:
• O objeto e seus elementos característicos;
• A vinculação ao edital de licitação e à proposta do licitante vencedor ou ao ato que tiver 
autorizado a contratação direta e à respectiva proposta;
• A legislação aplicável à execução do contrato, inclusive quanto aos casos omissos;
• O regime de execução ou a forma de fornecimento;
• O preço e as condições de pagamento, os critérios, a data-base e a periodicidade do 
reajustamento de preços e os critérios de atualização monetária entre a data do adim-
plemento das obrigações e a do efetivo pagamento;
• Os critérios e a periodicidade da medição, quando for o caso, e o prazo para liquidação 
e para pagamento;
• Os prazos de início das etapas de execução, conclusão, entrega, observação e rece-
bimento definitivo, quando for o caso;
• O crédito pelo qual correrá a despesa, com a indicação da classificação funcional pro-
gramática e da categoria econômica;
• A matriz de risco, quando for o caso;
• O prazo para resposta ao pedido de repactuação de preços, quando for o caso;
• O prazo para resposta ao pedido de restabelecimento do equilíbrio econômico-finan-
ceiro, quando for o caso;
• As garantias oferecidas para assegurar sua plena execução, quando exigidas, inclu-
sive as que forem oferecidas pelo contratado no caso de antecipação de valores a 
título de pagamento;
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• O prazo de garantia mínima do objeto, observados os prazos mínimos estabelecidos 
em lei e nas normas técnicas aplicáveis, e as condições de manutenção e assistência 
técnica, quando for o caso;
• Os direitos e as responsabilidades das partes, as penalidades cabíveis e os valores 
das multas e suas bases de cálculo;
• As condições de importação e a data e a taxa de câmbio para conversão, quando 
for o caso;
• A obrigação do contratado de manter, durante toda a execução do contrato, em com-
patibilidade com as obrigações por ele assumidas, todas as condições exigidas para a 
habilitação na licitação, ou para a qualificação, na contratação direta;
• A obrigação de o contratado cumprir as exigências de reserva de cargos prevista em 
lei, bem como em outras normas específicas, para pessoa com deficiência, para rea-
bilitado da Previdência Social e para aprendiz;
• O modelo de gestão do contrato, observados os requisitos definidos em regulamento; e
• Os casos de extinção.
Importante mencionar que, nos contratos para serviços contínuos com regime de 
dedicação exclusiva de mão de obra ou com predominância de mão de obra, o prazo 
para resposta ao pedido de repactuação de preços será preferencialmente de 1 mês, con-
tado da data do fornecimento da documentação exigida.
Os contratos celebrados pela Administração Pública com pessoas físicas ou 
jurídicas, inclusive as domiciliadas no exterior, deverão conter cláusula que 
declare competente o foro da sede da Administração para dirimir qualquer 
questão contratual, ressalvadas as seguintes hipóteses:
a) licitação internacional para a aquisição de bens e serviços cujo pagamento 
seja feito com o produto de financiamento concedido por organismo financeiro 
internacional de que o Brasil faça parte ou por agência estrangeira de cooperação;
b) contratação com empresa estrangeira para a compra de equipamentos 
fabricados e entregues no exterior precedida de autorização do Chefe do Poder 
Executivo; e
c) aquisição de bens e serviços realizada por unidades administrativas com sede 
no exterior.
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Em relação aos contratos administrativos, a Lei n. 14.133/2021 tratou de estabelecer regras 
objetivas acerca da obrigatoriedade da publicidade. Dada a importância do tema para as provas 
de concurso público, nada melhor do que sedimentarmos as informações relacionadas:
Regra Geral
Divulgação no Portal Nacional de 
Contratações Públicas (PNCP) como 
condição de eficácia.
Prazos a serem observados 
para a publicação (contados 
da assinatura do contrato)
a) 20 dias úteis, no caso de licitação; e
b) 10 dias úteis, no caso de contratação direta.
Exceção
Contratos celebrados em caso de urgência, 
que terão eficácia a partir de sua assinatura e 
deverão ser publicados nos prazos legalmente 
estabelecidos.
No caso de contrato 
decorrente de obras
A Administração divulgará em sítio eletrônico oficial:
a) em até 25 dias úteis após a assinatura do 
contrato, os quantitativos e os preços unitários e 
totais que contratar; e
b) em até 45 dias úteis após a conclusão do 
contrato, os quantitativos executados e os preços 
praticados.
Como regra geral, o instrumento de contrato é obrigatório. A exceção fica por conta das 
seguintes hipóteses, em que a Administração poderá substituí-lo por outro instrumento hábil, 
como carta-contrato, nota de empenho de despesa, autorização de compra ou ordem 
de execução de serviço:
a) dispensa de licitação em razão de valor; e
b) compras com entrega imediata e integral dos bens adquiridos e dos quais não resultem 
obrigações futuras, inclusive quanto a assistência técnica, independentemente de seu valor.
Os contratos administrativos, em regra, precisam ser escritos, pois tal característica 
assegura que toda a sociedade possa compreender e fiscalizar as suas cláusulas, exigindo, 
quando do seu descumprimento, a adoção das medidas cabíveis.
Nesse sentido, a lei estabelece que é nulo e de nenhum efeito o contrato verbal com a 
Administração, salvo o de pequenas compras ou o de prestação de serviços de pronto 
pagamento, assim entendidos aqueles de valor não superior a R$ 10.000,00.
Caso, no entanto, a banca organizadora afirme que todos os contratos administrativos 
devem, obrigatoriamente, ser celebrados de forma escrita, a afirmação estará incorreta. 
Como mencionado, duas são as exceções em que poderemos ter o contrato verbal, sendo 
elas as pequenas compras e a prestação de serviços de pronto pagamento. Em ambas as 
situações, o valor do contrato não poderá ser superior a R$ 10 mil.
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8.3. Prerrogativas da Administração
A existência de cláusulas exorbitantes trata-se da principal peculiaridade dos contra-
tos administrativos. Por meio delas, uma das partes da relação contratual instaurada possui 
certas prerrogativas que não são permitidas quando da celebração de contratos regidos pelo 
direito privado.
A presença de cláusulas exorbitantes noâmbito dos contratos administrativos decorre, 
diretamente, do princípio da supremacia do interesse público, por meio do qual o Poder 
Público encontra-se em posição de superioridade em relação aos administrados como forma 
de garantir a manutenção do bem-estar coletivo.
O regime jurídico dos contratos instituído confere à Administração, em relação a 
eles, as prerrogativas de:
I – modificá-los, unilateralmente, para melhor adequação às finalidades de inte-
resse público, respeitados os direitos do contratado;
II – extingui-los, unilateralmente, nos casos especificados nesta Lei;
III – fiscalizar sua execução;
IV – aplicar sanções motivadas pela inexecução total ou parcial do ajuste; e
V – ocupar provisoriamente bens móveis e imóveis e utilizar pessoal e serviços 
vinculados ao objeto do contrato nas hipóteses de:
a) risco à prestação de serviços essenciais; e
b) necessidade de acautelar apuração administrativa de faltas contratuais pelo con-
tratado, inclusive após extinção do contrato.
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8.3.1. Alteração ou Modificação Unilateral
A primeira informação é a de que os contratos administrativos apenas podem ser altera-
dos mediante prévia motivação e desde que haja o interesse público em realizar tal procedi-
mento. Em outras palavras, é preciso que o motivo que determinou a alteração contratual seja 
expresso e que a administração pública responsável tenha interesse na respectiva alteração.
Atendidos tais requisitos, poderá a administração, unilateralmente, alterar os contratos 
administrativos nas seguintes hipóteses:
a) quando houver modificação do projeto ou das especificações, para melhor adequação 
técnica a seus objetivos (alteração qualitativa); e
b) quando for necessária a modificação do valor contratual em decorrência de acréscimo 
ou diminuição quantitativa de seu objeto, nos limites permitidos (alteração quantitativa).
Com relação aos limites estipulados, a própria norma estabelece que o contratado será 
obrigado a aceitar, nas mesmas condições contratuais, acréscimos ou supressões de até 
25% do valor inicial atualizado do contrato que se fizerem nas obras, nos serviços 
ou nas compras, e, no caso de reforma de edifício ou de equipamento, o limite para os 
acréscimos será de 50%.
Como não poderia deixar de ser, as alterações unilaterais não poderão transfigurar o 
objeto da contratação. Dito de outra forma, a alteração não poderá ser capaz de modificar 
o objeto daquilo que foi contratado pelo Poder Público.
Mas atenção! Nas hipóteses em que for adotada a contratação integrada ou semi-inte-
grada, é vedada a alteração dos valores contratuais, exceto nos seguintes casos:
a) para restabelecimento do equilíbrio econômico-financeiro decorrente de caso for-
tuito ou força maior;
b) por necessidade de alteração do projeto ou das especificações para melhor adequa-
ção técnica aos objetivos da contratação, a pedido da Administração, desde que não 
decorrente de erros ou omissões por parte do contratado;
c) por necessidade de alteração do projeto nas contratações semi-integradas; e
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d) por ocorrência de evento superveniente alocado na matriz de riscos como de res-
ponsabilidade da Administração.
8.3.2. Rescisão Unilateral
Nos contratos regidos pelo direito privado, a regra é a necessidade de consentimento 
da parte contrária para que a outra possa proceder à rescisão antes do término do contrato. 
Assim, se uma das partes, descontente com o contrato que anteriormente pactuou, resolver 
utilizar-se do instituto da rescisão, só poderá fazê-lo se a outra parte concordar com tal medida.
Isso ocorre pelo fato de vigorar, no âmbito da relação entre particulares, o princípio da 
igualdade.
Nos contratos administrativos, por outro lado, em virtude da existência das cláusulas 
exorbitantes, bem como da necessidade que a administração pública possui de garantir o 
bem-estar da coletividade, pode o Poder Público, nas situações previstas em lei, rescindir o 
contrato unilateralmente, isto é, sem a necessidade de consentimento da parte contrária. 
Para tanto, basta que a respectiva repartição pública motive o ato de rescisão e assegure à 
outra parte o direito do contraditório e da ampla defesa.
De acordo com a Lei n. 14.133/2021, são as seguintes as situações ensejadoras da res-
cisão unilateral do contrato administrativo por parte da Administração Pública:
a) não cumprimento ou cumprimento irregular de normas editalícias ou de cláusulas con-
tratuais, de especificações, de projetos ou de prazos;
b) desatendimento das determinações regulares emitidas pela autoridade designada 
para acompanhar e fiscalizar sua execução ou por autoridade superior;
c) alteração social ou modificação da finalidade ou da estrutura da empresa que restrinja 
sua capacidade de concluir o contrato;
d) decretação de falência ou de insolvência civil, dissolução da sociedade ou falecimento 
do contratado;
e) caso fortuito ou força maior, regularmente comprovados, impeditivos da execução 
do contrato;
f) atraso na obtenção da licença ambiental, ou impossibilidade de obtê-la, ou alteração 
substancial do anteprojeto que dela resultar, ainda que obtida no prazo previsto;
g) atraso na liberação das áreas sujeitas a desapropriação, a desocupação ou a servidão 
administrativa, ou impossibilidade de liberação dessas áreas;
h) razões de interesse público, justificadas pela autoridade máxima do órgão ou da enti-
dade contratante; e
i) não cumprimento das obrigações relativas à reserva de cargos prevista em lei, bem 
como em outras normas específicas, para pessoa com deficiência, para reabilitado da Previ-
dência Social ou para aprendiz.
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Quando a extinção ocorrer por ato unilateral da Administração Pública, as seguintes con-
sequências, sem prejuízo das sanções legalmente previstas, poderão ocorrer:
a) assunção imediata do objeto do contrato, no estado e local em que se encontrar, 
por ato próprio da Administração. Ressalta-se que a Administração Pública poderá dar conti-
nuidade à obra ou ao serviço por execução direta ou indireta;
b) ocupação e utilização do local, das instalações, dos equipamentos, do material 
e do pessoal empregados na execução do contrato e necessários à sua continuidade. 
Para isso, o ato deverá ser precedido de autorização expressa do Ministro de Estado, do 
Secretário Estadual ou do Secretário Municipal competente, conforme o caso;
c) execução da garantia contratual para:
• Ressarcimento da Administração Pública por prejuízos decorrentes da não execução;
• Pagamento de verbas trabalhistas, fundiárias e previdenciárias, quando cabível;
• Pagamento das multas devidas à Administração Pública; e
• Exigência da assunção da execução e da conclusão do objeto do contrato pela segu-
radora, quando cabível.
d) retenção dos créditos decorrentes do contrato até o limite dos prejuízos causa-
dos à Administração Pública e das multas aplicadas.
Formas de Extinção 
Contratual Motivos Ensejadores
Unilateral
Determinada por ato escrito da Administração, exceto 
no caso de descumprimento decorrente de sua 
própria conduta.
Consensual
Realizada por acordo entre as partes, por conciliação, 
por mediação ou por comitê de resolução de 
disputas, desde que haja interesse da Administração.
Determinada por 
Decisão Arbitral
Em decorrência de cláusula compromissória ou 
compromisso arbitral, ou por decisão judicial.
Em determinadas situações, o contratado terá direito à extinção do contrato, sendo elas:
a) supressão, por parte da Administração, de obras, serviços ou compras que acar-
rete modificação do valor inicial do contrato além do limite legalmente permitido;
b) suspensão de execução do contrato, por ordem escrita da Administração, por prazo 
superior a3 meses;
c) repetidas suspensões que totalizem 90 dias úteis, independentemente do paga-
mento obrigatório de indenização pelas sucessivas e contratualmente imprevistas desmobili-
zações e mobilizações e outras previstas;
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d) atraso superior a 2 meses, contado da emissão da nota fiscal, dos pagamentos ou 
de parcelas de pagamentos devidos pela Administração por despesas de obras, serviços ou 
fornecimentos; e
e) não liberação pela Administração, nos prazos contratuais, de área, local ou 
objeto, para execução de obra, serviço ou fornecimento, e de fontes de materiais natu-
rais especificadas no projeto, inclusive devido a atraso ou descumprimento das obrigações 
atribuídas pelo contrato à Administração relacionadas a desapropriação, a desocupação de 
áreas públicas ou a licenciamento ambiental.
8.3.3. Ocupação Temporária
A possibilidade de ocupação temporária, muito mais que uma prerrogativa, representa 
um verdadeiro dever da Administração, que deve fiscalizar todas as etapas da execução da 
obra e cobrar dos responsáveis pela sua execução que todas as irregularidades sejam sana-
das de forma tempestiva.
A ocupação temporária pode incidir sobre bens móveis, imóveis, pessoal e serviços vin-
culados ao objeto do contrato
Tal medida se faz presente, preponderantemente, nos serviços essenciais, ou seja, 
naqueles em que a sua interrupção poderia causar um sério comprometimento para a 
coletividade como um todo. Ainda assim, a ocupação temporária deverá ser utilizada com 
a finalidade de garantir que a obra não sofrerá nenhum tipo de alteração, bem como que 
os serviços continuarão a ser prestados para toda a coletividade enquanto a administração 
investiga possíveis faltas cometidas pelo contratado.
Poderemos ter ocupação temporária como decorrência de duas situações:
a) na hipótese de risco à prestação de serviços essenciais; e
b) em razão da necessidade de acautelar a apuração administrativa de faltas contra-
tuais pelo contratado, inclusive após extinção do contrato.
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8.3.4. Aplicação de Sanções
Devido ao regime jurídico a que estão sujeitos os contratos administrativos, a Administra-
ção dispõe da prerrogativa de, em caso de irregularidades, aplicar certas sanções aos con-
tratados no caso de inexecução total ou parcial do contrato.
Em caso de cometimento de alguma das infrações previstas, as seguintes sanções 
podem ser aplicadas:
a) advertência;
b) multa;
c) impedimento de licitar e contratar; e
d) declaração de inidoneidade para licitar ou contratar.
Na aplicação das sanções, serão considerados:
a) a natureza e a gravidade da infração cometida;
b) as peculiaridades do caso concreto;
c) as circunstâncias agravantes ou atenuantes;
d) os danos que dela provierem para a Administração Pública; e
e) a implantação ou o aperfeiçoamento de programa de integridade, conforme 
normas e orientações dos órgãos de controle.
Em relação às sanções passíveis de aplicação, devemos conhecer as infrações adminis-
trativas que são ensejo à aplicação de cada uma delas:
Sanção Infrações Administrativas
Advertência
Quando o licitante ou contratado dar causa à inexecução parcial do contrato, 
desde que não se justifique a imposição de penalidade mais grave.
Multa
Será calculada na forma do edital ou do contrato, não podendo ser inferior 
a 0,5% nem superior a 30% do valor do contrato licitado ou celebrado com 
contratação direta. Será aplicada ao responsável por qualquer das infrações 
administrativas previstas.
A multa é a única sanção que pode ser aplicada conjuntamente com as 
demais penalidades.
Se a multa aplicada e as indenizações cabíveis forem superiores ao valor de 
pagamento eventualmente devido pela Administração ao contratado, além 
da perda desse valor, a diferença será descontada da garantia prestada ou 
será cobrada judicialmente.
Na aplicação da multa, será facultada a defesa do interessado no prazo de 
15 dias úteis, contado da data de sua intimação.
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Sanção Infrações Administrativas
Impedimento 
de Licitar ou 
Contratar
No cometimento das seguintes infrações, quando não se justificar a 
imposição de penalidade mais grave:
a) dar causa à inexecução parcial do contrato que cause grave dano à 
Administração, ao funcionamento dos serviços públicos ou ao interesse coletivo;
b) dar causa à inexecução total do contrato;
c) deixar de entregar a documentação exigida para o certame;
d) não manter a proposta, salvo em decorrência de fato superveniente 
devidamente justificado;
e) não celebrar o contrato ou não entregar a documentação exigida para 
a contratação, quando convocado dentro do prazo de validade de sua 
proposta; e
f) ensejar o retardamento da execução ou da entrega do objeto da licitação 
sem motivo justificado.
A aplicação da mencionada sanção impedirá o responsável de licitar ou 
contratar no âmbito da Administração Pública direta e indireta do ente 
federativo que tiver aplicado a sanção pelo prazo máximo de 3 anos.
Declaração de 
inidoneidade 
para licitar ou 
contratar
No cometimento das seguintes infrações:
a) apresentar declaração ou documentação falsa exigida para o certame ou 
prestar declaração falsa durante a licitação ou a execução do contrato;
b) fraudar a licitação ou praticar ato fraudulento na execução do contrato;
c) comportar-se de modo inidôneo ou cometer fraude de qualquer natureza;
d) praticar atos ilícitos com vistas a frustrar os objetivos da licitação; e
e) praticar ato lesivo contra a administração pública, nacional ou estrangeira.
A declaração de inidoneidade também poderá ser aplicada à infrações 
sujeitas à penalidade de impedimento de licitar e contratar, quando houver 
justificativa para a imposição de penalidade mais grave.
A aplicação da penalidade impedirá o responsável de licitar ou contratar 
no âmbito da Administração Pública direta e indireta de todos os entes 
federativos, pelo prazo mínimo de 3 anos e máximo de 6 anos.
A declaração de inidoneidade será precedida de análise jurídica e observará 
as seguintes regras:
a) quando aplicada por órgão do Poder Executivo, será de competência 
exclusiva de ministro de Estado, de secretário estadual ou de secretário 
municipal e, quando aplicada por autarquia ou fundação, será de competência 
exclusiva da autoridade máxima da entidade; e
b) quando aplicada por órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, pelo 
Ministério Público e pela Defensoria Pública no desempenho da função 
administrativa, será de competência exclusiva de autoridade de nível 
hierárquico equivalente às anteriormente mencionadas.
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A aplicação das sanções de impedimento de licitar e contratar e de declaração de inido-
neidade requererá a instauração de processo de responsabilização, a ser conduzido por 
comissão composta de 2 ou mais servidores estáveis, que avaliará os fatos e circuns-
tâncias conhecidos e intimará o licitante ou o contratado para, no prazo de 15 dias úteis, 
contado da data de intimação, apresentar defesa escrita e especificar as provas que pre-
tenda produzir.
Em órgão ou entidade da Administração Pública cujo quadro funcional não seja formado 
de servidores estatutários, a comissão será composta de 2 ou mais empregados públi-
cos pertencentes aos seus quadros permanentes, preferencialmente com, no mínimo, 3 
anos de tempo de serviço no órgão ou entidade.
Na hipótese de deferimento de pedido de produção de novas provas ou de juntada de 
provas julgadas indispensáveis pela comissão, o licitante ou o contratado poderá apresen-
tar alegações finais no prazo de 15 dias úteis, contado da data da intimação.
Para ambas as sanções, a prescrição ocorreráem 5 anos, contados da ciência da 
infração pela Administração. É dentro desse período de tempo, portanto, que a Administra-
ção Pública pode adotar as medidas cabíveis para a penalização do particular.
No entanto, o prazo da prescrição poderá ser interrompido (pela instauração do pro-
cesso de responsabilização) ou suspenso (pela celebração de acordo de leniência ou por 
decisão judicial que inviabilize a conclusão da apuração administrativa).
No âmbito da aplicação das sanções, um ponto que merece ser destacado é a possibili-
dade da desconsideração da personalidade jurídica. Basicamente, a desconsideração da 
personalidade jurídica possui a finalidade de evitar que as empresas sancionadas com pena-
lidades decorrentes de infrações cometidas em relação ao processo licitatório constituam, 
por meio de seus sócios, novas pessoas jurídicas e, assim, continuem licitando e contatando 
com o Poder Público.
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Para evitar que isso ocorra, a desconsideração da personalidade jurídica faz com que 
todos os efeitos das sanções aplicadas à pessoa jurídica sejam estendidos:
a) aos seus administradores e sócios com poderes de administração; e
b) à pessoa jurídica sucessora ou à empresa do mesmo ramo com relação de coli-
gação ou controle, de fato ou de direito, com o sancionado;
Para fins de prova, temos que memorizar as duas situações que dão ensejo à desconsideração da 
personalidade jurídica, sendo elas:
a) quando a pessoa jurídica é utilizada com abuso do direito para facilitar, encobrir ou dissi-
mular a prática dos atos ilícitos; e
b) quando a pessoa jurídica é utilizada para provocar confusão patrimonial.
8.3.5. Exigência de Garantias
A critério da autoridade competente, em cada caso, poderá ser exigida, mediante pre-
visão no edital, a prestação de garantia nas contratações de obras, serviços e fornecimen-
tos. Tal mecanismo visa assegurar a possibilidade de a Administração ser ressarcida de 
eventuais prejuízos causados pela inexecução do contrato por parte dos contratados.
Salienta-se, contudo, que a decisão de exigir ou não a prestação de garantia é discri-
cionária, cabendo à administração contratante optar pela sua exigência ou dispensa. Sendo 
exigida, caberá ao contratado, como regra geral, a escolha da garantia a ser ofertada, que 
poderá recair em uma das seguintes modalidades:
a) caução em dinheiro ou em títulos da dívida pública emitidos sob a forma escri-
tural, mediante registro em sistema centralizado de liquidação e de custódia autorizado pelo 
Banco Central do Brasil, e avaliados por seus valores econômicos, conforme definido pelo 
Ministério da Economia;
b) seguro-garantia (nessa hipótese, o edital fixará prazo mínimo de 1 mês, contado da 
data de homologação da licitação e anterior à assinatura do contrato, para a prestação da 
garantia pelo contratado); e
c) fiança bancária emitida por banco ou instituição financeira devidamente autorizada a 
operar no País pelo Banco Central do Brasil.
Nas contratações de obras, serviços e fornecimentos, a garantia poderá ser de até 5% 
do valor inicial do contrato, autorizada a majoração desse percentual para até 10%, desde 
que justificada mediante análise da complexidade técnica e dos riscos envolvidos.
Nas contratações de serviços e fornecimentos contínuos com vigência superior a 1 ano, 
assim como nas subsequentes prorrogações, será utilizado o valor anual do contrato para 
definição e aplicação dos percentuais mencionados (de 5% ou de 10%).
Nas contratações de obras e serviços de engenharia de grande vulto, poderá ser exi-
gida a prestação de garantia na modalidade seguro-garantia, com cláusula de retomada, em 
percentual equivalente a até 30% do valor inicial do contrato.
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Nos casos de contratos que impliquem a entrega de bens pela Administração, dos 
quais o contratado ficará depositário, o valor desses bens deverá ser acrescido ao valor 
da garantia.
Vimos anteriormente que, quando exigida, caberá ao contratado a escolha da 
modalidade de garantia, estão lembrados?
A Lei n. 14.133/2021, contudo, estabeleceu uma importante exceção a essa regra, opor-
tunidade em que a Administração Pública poderá exigir do particular a apresentação de deter-
minada modalidade de garantia.
Isso ocorre na contratação de obras e serviços de engenharia, quando o edital poderá 
(trata-se de uma faculdade) exigir a prestação da garantia na modalidade seguro-garan-
tia e prever a obrigação de a seguradora, em caso de inadimplemento pelo contratado, assu-
mir a execução e concluir o objeto do contrato.
8.4. Duração dos Contratos
Considerando que os contratos administrativos são manifestações bilaterais de vontade, 
bem como que a Administração não pode gastar além dos recursos previstos em seu orça-
mento, a regra, no que se refere à duração contratual, é a impossibilidade de termos a 
celebração de tais vínculos por prazo indeterminado, estando a duração dos contratos, 
por isso mesmo, vinculada ao período de vigência dos respectivos créditos orçamentários.
De início, precisamos conhecer a regra geral, que é a de que a duração dos contratos 
será a prevista em edital, devendo ser observadas, no momento da contratação e a cada 
exercício financeiro, a disponibilidade de créditos orçamentários, bem como a previsão 
no plano plurianual, quando ultrapassar 1 exercício financeiro.
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Em algumas situações, contudo, o prazo de duração obedecerá a uma série de peculia-
ridades, sendo elas:
Situação Ensejadora Características
Nas hipóteses de 
contratos de serviços e 
fornecimentos contínuos, 
a Administração poderá 
celebrar contratos com 
prazo de até 5 anos
Diretrizes a serem observadas:
a) a autoridade competente do órgão ou entidade contratante 
deverá atestar a maior vantagem econômica vislumbrada em 
razão da contratação plurianual;
b) a Administração deverá atestar, no início da contratação 
e de cada exercício, a existência de créditos orçamentários 
vinculados à contratação e a vantagem em sua manutenção; e
c) a Administração terá a opção de extinguir o contrato, sem 
ônus, quando não dispuser de créditos orçamentários para 
sua continuidade ou quando entender que o contrato não 
mais lhe oferece vantagem. A extinção ocorrerá apenas na 
próxima data de aniversário do contrato e não poderá ocorrer 
em prazo inferior a 2 meses, contado da referida data.
Contratos de serviços e 
fornecimentos contínuos
Poderão ser prorrogados sucessivamente, respeitada a 
vigência máxima decenal, desde que haja previsão em edital 
e que a autoridade competente ateste que as condições e 
os preços permanecem vantajosos para a Administração, 
permitida a negociação com o contratado ou a extinção 
contratual sem ônus para qualquer das partes.
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Situação Ensejadora Características
A Administração 
Pública poderá celebrar 
contratos com prazo de 
até 10 anos
Situações admitidas:
a) Contratação que tenha por objeto bens ou serviços produzidos 
ou prestados no País que envolvam, cumulativamente, alta 
complexidade tecnológica e defesa nacional;
b) Contratação que tenha por objeto materiais de uso das 
Forças Armadas, com exceção de materiais de uso pessoal 
e administrativo, quando houver necessidade de manter a 
padronização requerida pela estrutura de apoio logístico dos 
meios navais, aéreos e terrestres, mediante autorização por 
ato do comandante da força militar;
c) Contratação com vistas ao cumprimento dos incentivos à 
inovação e à pesquisa científica e tecnológica no ambiente 
produtivo, observados os princípios específicos para as 
respectivas contratações, nos termos da legislação específica.d) Contratação que possa acarretar comprometimento da 
segurança nacional, nos casos estabelecidos pelo Ministro 
de Estado da Defesa, mediante demanda dos comandos das 
Forças Armadas ou dos demais ministérios;
e) Contratação em que houver transferência de tecnologia 
de produtos estratégicos para o Sistema Único de Saúde 
(SUS), conforme elencados em ato da direção nacional do 
SUS, inclusive por ocasião da aquisição desses produtos 
durante as etapas de absorção tecnológica, e em valores 
compatíveis com aqueles definidos no instrumento firmado 
para a transferência de tecnologia; e
f) Contratação para aquisição, por pessoa jurídica de direito 
público interno, de insumos estratégicos para a saúde 
produzidos por fundação que, regimental ou estatutariamente, 
tenha por finalidade apoiar órgão da Administração Pública 
direta, sua autarquia ou fundação em projetos de ensino, 
pesquisa, extensão, desenvolvimento institucional, científico 
e tecnológico e de estímulo à inovação, inclusive na gestão 
administrativa e financeira necessária à execução desses 
projetos, ou em parcerias que envolvam transferência de 
tecnologia de produtos estratégicos para o SUS, e que tenha 
sido criada para esse fim específico em data anterior à entrada 
em vigor da presente lei, desde que o preço contratado seja 
compatível com o praticado no mercado.
A Administração poderá 
estabelecer a vigência 
por prazo indeterminado
Nos contratos em que seja usuária de serviço público 
oferecido em regime de monopólio, desde que comprovada, 
a cada exercício financeiro, a existência de créditos 
orçamentários vinculados à contratação.
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Situação Ensejadora Características
Contratação que gere 
receita e no contrato 
de eficiência que gere 
economia para a 
Administração Pública
Os prazos serão de:
a) até 10 anos, nos contratos sem investimento; e
b) até 35 anos, nos contratos com investimento, assim 
considerados aqueles que impliquem a elaboração de 
benfeitorias permanentes, realizadas exclusivamente a 
expensas do contratado, que serão revertidas ao patrimônio 
da Administração Pública ao término do contrato.
Contratação que previr 
a conclusão de escopo 
predefinido
O prazo de vigência será automaticamente prorrogado quando 
seu objeto não for concluído no período firmado no contrato.
Quando a não conclusão decorrer de culpa do contratado:
a) o contratado será constituído em mora, aplicáveis a ele as 
respectivas sanções administrativas; e
b) a Administração poderá optar pela extinção do contrato 
e, nesse caso, adotará as medidas admitidas em lei para a 
continuidade da execução contratual.
Contrato firmado sob o 
regime de fornecimento 
e prestação de serviço 
associado
Terá sua vigência máxima definida pela soma do prazo relativo 
ao fornecimento inicial ou à entrega da obra com o prazo 
relativo ao serviço de operação e manutenção, este limitado 
a 5 anos, contados da data de recebimento do objeto inicial, 
autorizada a realização de prorrogações sucessivas, desde 
que observada a vigência máxima decenal.
Contrato que previr a 
operação continuada de 
sistemas estruturantes 
de tecnologia da 
informação
Poderá ter vigência máxima de 15 anos.
8.5. Execução dos Contratos
O contrato deverá ser executado fielmente pelas partes, de acordo com as cláusulas 
avençadas e as normas legais, e cada parte responderá pelas consequências de sua inexe-
cução total ou parcial.
Consequentemente, é proibido à Administração Pública retardar imotivadamente a exe-
cução de obra ou serviço, ou de suas parcelas, inclusive na hipótese de posse do respectivo 
Chefe do Poder Executivo ou de novo titular no órgão ou entidade contratante.
No curso da execução contratual, o contratado deverá cumprir a reserva de cargos pre-
vista em lei para pessoa com deficiência, para reabilitado da Previdência Social ou para 
aprendiz, bem como as reservas de cargos previstas em outras normas específicas. Tais 
informações deverão ser comprovadas sempre que solicitadas pela Administração Pública.
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O contratado será responsável pelos danos causados diretamente à Administração 
ou a terceiros em razão da execução do contrato, e não excluirá nem reduzirá essa res-
ponsabilidade a fiscalização ou o acompanhamento pelo contratante.
Como regra geral, apenas o contratado será responsável pelos encargos trabalhistas, 
previdenciários, fiscais e comerciais resultantes da execução do contrato.
Consequentemente, a inadimplência do contratado em relação aos encargos traba-
lhistas, fiscais e comerciais não transferirá à Administração a responsabilidade pelo seu 
pagamento e não poderá onerar o objeto do contrato nem restringir a regularização e o uso 
das obras e das edificações.
Contudo, exclusivamente nas contratações de serviços contínuos com regime de dedicação 
exclusiva de mão de obra, a Administração Pública responderá solidariamente pelos encargos 
previdenciários e subsidiariamente pelos encargos trabalhistas, desde que, nesse último 
ponto, seja comprovada a falha na fiscalização do cumprimento das obrigações do contratado.
Sistematizando todas estas informações, chegamos ao seguinte gráfico:
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Como regra geral, temos a previsão de que o contratado poderá subcontratar partes 
da obra, do serviço ou do fornecimento até o limite autorizado, em cada caso, pela 
Administração Pública. Para isso, deverá o particular apresentar documentação que com-
prove a capacidade técnica do subcontratado. A documentação, após apresentada, será ava-
liada e juntada aos autos do processo correspondente.
Em caráter de exceção, a norma elenca situações em que a subcontratação não será 
admitida, sendo elas:
a) pessoa física que mantiver vínculo de natureza técnica, comercial, econômica, finan-
ceira, trabalhista ou civil com dirigente do órgão ou entidade contratante ou com agente 
público que desempenhe função na licitação ou atue na fiscalização ou na gestão do con-
trato, ou se deles forem cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral, ou por 
afinidade, até o terceiro grau; e
b) pessoa jurídica cujos dirigentes incorram nas mesmas vedações estabelecidas para 
as pessoas físicas.
8.6. Recebimento do Objeto do Contrato
Sempre que o contrato administrativo estiver relacionado com obras, serviços, compras 
ou locação de equipamentos, o seu objeto deverá ser recebido, como regra geral, de forma 
provisória e definitiva.
O recebimento provisório trata-se do momento em que o objeto do contrato é transferido 
para os domínios do Poder Público. Contudo, não estará o particular, ainda, liberado de todas 
as suas obrigações, uma vez que não terá ocorrido a conferência, por parte da Administração, 
sobre a correta execução daquilo que foi contratado. O recebimento provisório será feito pelo 
representante designado pelo Poder Público para acompanhar e fiscalizar a execução.
O recebimento definitivo apenas ocorre quando a Administração Pública, após a realização 
de todos os procedimentos pertinentes, chega à conclusão de que o objeto contratado foi exe-
cutado de forma correta e de acordo com as regras previstas no edital. O recebimento definitivo 
deverá ser realizado por servidor ou comissão composta para esta finalidade. Logo, o objeto do 
contrato poderá ser rejeitado, no todo ou em parte, quando estiver em desacordo com o contrato.
É importante mencionar que o recebimento provisório ou definitivo não excluirá a res-
ponsabilidade civil pela solidez e pela segurança da obra ou serviço, nem a responsa-
bilidade ético-profissional pela perfeita execução do contrato, nos limites estabelecidos 
pela lei ou pelo contrato.
Em se tratando de projeto de obra, o recebimento definitivo pela Administração Públicanão eximirá o projetista ou o consultor da responsabilidade objetiva por todos os 
danos causados por falha de projeto.
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8.7. Impugnações, Pedidos de Esclarecimento e Recursos
Os recursos administrativos são os meios através do qual o particular solicita a mani-
festação, acerca de uma mesma matéria, por parte de uma autoridade com hierarquia supe-
rior à que proferiu a primeira decisão.
De acordo com a norma em estudo, dois são os instrumentos que podem ser utilizados 
em relação aos atos da Administração Pública, sendo eles o recurso e a reconsideração.
Inicialmente, é importante diferenciarmos as situações em que são cabíveis os institutos 
do recurso e da reconsideração:
Recurso Reconsideração
Prazo de 3 dias úteis, contado da data de 
intimação ou de lavratura da ata.
Prazo de 3 dias úteis, contado da data de 
intimação.
a) ato que defira ou indefira pedido de pré-
qualificação de interessado ou de inscrição 
em registro cadastral, sua alteração ou 
cancelamento;
b) julgamento das propostas;
c) ato de habilitação ou inabilitação de licitante;
d) anulação ou revogação da licitação; e
e) extinção do contrato, quando determinada 
por ato unilateral e escrito da Administração.
Relativamente a ato do qual não caiba 
recurso hierárquico.
Em relação ao fluxo processual, o recurso será dirigido à autoridade que tiver editado 
o ato ou proferido a decisão recorrida, que, se não reconsiderar o ato ou a decisão, no 
prazo de 3 dias úteis, encaminhará o recurso, com a sua motivação, à autoridade superior, 
a qual deverá proferir sua decisão no prazo máximo de 10 dias úteis, contado do recebi-
mento dos autos.
O prazo para apresentação de contrarrazões será o mesmo do recurso (3 dias úteis) 
e terá início na data de intimação pessoal ou de divulgação da interposição do recurso. 
Para isso, será assegurado ao licitante vista dos elementos indispensáveis à defesa de seus 
interesses.
O acolhimento do recurso implicará invalidação apenas de ato insuscetível de apro-
veitamento.
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Também é importante conhecermos algumas regras específicas relacionadas com deter-
minadas situações ensejadoras de recurso administrativo, conforme observa-se no grá-
fico a seguir:
Situação Recursos
Aplicação das sanções 
de advertência, multa e 
impedimento de licitar e 
contratar
Caberá recurso no prazo de 15 dias úteis, contado 
da data da intimação.
O recurso será dirigido à autoridade que tiver 
proferido a decisão recorrida, que, se não a 
reconsiderar no prazo de 5 dias úteis, encaminhará 
o recurso, com sua motivação, à autoridade 
superior, a qual deverá proferir sua decisão 
no prazo máximo de 20 dias úteis, contado do 
recebimento dos autos.
Aplicação da sanção de 
declaração de inidoneidade 
para licitar ou contratar
Caberá apenas pedido de reconsideração, que 
deverá ser apresentado no prazo de 15 dias úteis, 
contado da data da intimação, e decidido no 
prazo máximo de 20 dias úteis, contado do seu 
recebimento.
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8.8. Controle das Contratações
As contratações públicas deverão submeter-se a práticas contínuas e permanentes de 
gestão de riscos e de controle preventivo, inclusive mediante adoção de recursos de tecno-
logia da informação, e, além de estar subordinadas ao controle social, estão sujeitas a três 
diferentes linhas de defesa, a saber:
a) primeira linha de defesa: integrada por servidores e empregados públicos, agentes 
de licitação e autoridades que atuam na estrutura de governança do órgão ou entidade;
b) segunda linha de defesa: integrada pelas unidades de assessoramento jurídico e de 
controle interno do próprio órgão ou entidade; e
c) terceira linha de defesa: integrada pelo órgão central de controle interno da Adminis-
tração e pelo tribunal de contas.
Todos os integrantes das linhas de defesa observarão o seguinte:
a) quando constatarem simples impropriedade formal, adotarão medidas para o seu 
saneamento e para a mitigação de riscos de sua nova ocorrência, preferencialmente 
com o aperfeiçoamento dos controles preventivos e com a capacitação dos agentes públicos 
responsáveis; e
b) quando constatarem irregularidade que configure dano à Administração, adotarão 
as providências necessárias para a apuração das infrações administrativas, observadas a 
segregação de funções e a necessidade de individualização das condutas, bem como reme-
terão ao Ministério Público competente cópias dos documentos cabíveis para a apuração dos 
ilícitos de sua competência.
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