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Tema: A internacionalização da marca Havaianas Prof.: Rachel Xenia Chang Disciplina: Gestão de negócios internacionais Aluna: Ana Roberta Melo John H. Dunning (2001) elaborou um referencial teórico que designou de paradigma eclético da produção industrial, ou modelo OLI, explicando que a propensão para uma empresa industrializar a sua produção aumenta, se estiverem presentes as vantagens: (1) de propriedade, representadas por ativos intangíveis, como por exemplo: marca, direitos de patente, tecnologia, acesso privilegiado a mercados, entre outros; (2) de localização, se for lucrativo para a empresa, a empresa deverá simplesmente exportar e não produzir no exterior; (3) de internalização, se for para a empresa mais lucrativo internalizar suas atividades do que externalizá-las a uma empresa estrangeira. Para a marca Havaianas em sua estratégia de internacionalização, as vantagens de propriedade, do modelo de Dunning, foram indispensáveis: a essência da marca, que é uma sandália de borracha (produto tipicamente brasileiro e com maior durabilidade, de um baixo valor agregado). As fases de introdução e crescimento do ciclo de vida da sandália ocorreram em 1962 e 1990, respectivamente, quando a partir daí houve a ocorrência das fases maturidade e declínio, em que atingiu o pico e não crescia mais no mercado nacional, resultando em uma crise nas vendas. Como uma forma de se reinventar, aproximadamente 30 anos após sua criação, a Havaianas fez a diversificação no portfólio de produtos e embalagem, permitindo que o produto original fosse preservado em seu design (uma sandália de dedo, com tiras e sola, ambos de borracha). Os royalties (taxa paga pelo direito de usar algo comercialmente) para utilização de imagens famosas como estampas em suas sandálias foi uma aposta certeira. Somente após ganhar seu posicionamento no mercado brasileiro com tal proposta, é que a marca decidiu se internacionalizar por meio de exportação (não produzir no exterior e, sim, revenda através de parcerias com distribuidores internacionais locais). Sua estratégia de vendas em outros países envolveu, em um primeiro momento, parcerias com distribuidores locais, iniciando por países do continente local e depois propagando para onde estão os principais centros de moda do mundo (fundamentais para avaliar a aceitação no continente Europeu). A Havaianas não possuir concorrentes nos países à época de sua internacionalização foi um fator de acesso privilegiado a mercados, ou seja, uma vantagem competitiva. A internacionalização está ao alcance de empresas com significativas vantagens de propriedade, pois podem investir e explorar com sucesso seus ativos específicos, como a marca Havaianas. A sandália Havaianas é um dos produtos brasileiros mais conhecidos mundialmente. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS SOUSA, J. M. Gestão de Negócios Internacionais. São Paulo, 2022. (Apostila) DUNNING, J. H. The Ecletic Paradigm (OLI) of International Production: Past, Present and Future. International Journal of the Economics of Business, v., 8, n. 2, 2001, p.173-190. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/24081555_The_Eclectic_OLI_Paradigm_of_Interna tional_Production_Past_Present_and_Future. Acesso em: 28 ago. 2023. Adaptado de Fecomércio SP. Disponível em: https://www.fecomercio.com.br/noticia/sucesso- internacional-da-havaianas-envolve-parcerias-com-distribuidores-locais. Acesso em: 28 ago. 2023. Adaptado de Havaianas: Institucional – a história. Disponível em: https://www.havaianas.com.br/a-historia. Acesso em: 28 ago. 2023. https://www.researchgate.net/ https://www.fecomercio.com.br/noticia/sucesso-internacional-da-havaianas-envolve-parcerias-com-distribuidores-locais https://www.fecomercio.com.br/noticia/sucesso-internacional-da-havaianas-envolve-parcerias-com-distribuidores-locais